The Blood of Olympus

Washington

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Mensagem por Héstia em Dom Mar 02, 2014 10:40 am


Washington, D.C.

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Seja bem vindo a Washington, D.C capital dos Estados Unidos. Onde se localiza a casa branca, morada do atual presidente bem como a maior parte das alas politicas. Histórica e bela Washington, D.C. tem muito a ofertar aos seus moradores ou visitantes.
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Mensagem por Newt Flower em Qui Maio 31, 2018 9:29 pm

Rastreador #02

A chuva tinha acabado de parar quando saímos do ônibus, e eu tinha uma boba esperança da chuva servir de camuflagem para o nosso cheiro, porque eu nem sabia como a nevoa funcionava com o cheiro, mas eu queria ser otimista. Dionel seguia andando engraçado do meu lado, pelo menos na perspectiva de um mundano, o sátiro era manco. – É uma menina de cabelos loiros e que usa óculos! – Repetia pela terceira vez desde que tínhamos saído do ónibus a descrição da menina que íamos pegar num abrigo para menores. O Sátiro local Fion havia confirmado a identidade da menina, mas ele ainda tinha que ficar no local porque estava investigando outro menino, de forma que Dionel e eu fomos designados a essa tarefa. Eu ainda era novo na função e desde a minha primeira ida a campo Dionel e eu tínhamos nos dado bem, porque nenhum de nós era de falar muito.

Os carros das ruas pareciam brincar para ver quem jogava lama em nós primeiro, e enquanto eu tentava não ser uma vítima olhava para trás. Eu tinha aquelas sensações de perigo como um sentido aranha, o que não funcionava na cidade muito bem pelo fato de não ter muitas plantas. Ainda assim minha prudência me mandava ficar atento ao que poderia estar ao nosso redor. – É aquele prédio! – O prédio era pintado de branco e salmão em bordas desgastadas e janelas escuras, parecia que precisava de uma reforma e era antigo, tinha um portão de ferro antigo com as letras iniciais do lugar. Ficamos parados do outro lado da rua, eram 20hrs e as luzes do local fechavam as 22hrs, e era nesse momento que a menina iria sair para ir conosco. Eu ficava pensando em como ela deixaria alguém preocupada, ao mesmo tempo que sabia que a melhor opção para ela e para as pessoas que ela se importava, ser quem somos nos tornava perigosos para mundanos.

– Ainda vai demorar, que tal um joguinho? – Perguntei com um sorriso, porque eu sabia que ele iria recusar e eu achava engraçado como ele resmungava para mim. Depois da resposta negativa dele eu apenas cruzei os braços e esperei. [...] Dionel bateu em meu braço para indicar alguém pequeno pulando o muro, eu estava perto de uma loja e me virei para olhar a menina olhando para todos os lados. Levei os dedos à boca e assobiei chamando atenção dela. Vendo o nome na minha camisa, nada discreta, do acampamento ela atravessou a rua correndo com sua enorme mochila batendo nas costas. Fui ao seu encontro com da menina. – Olá Crystal, me chamo Newt! – Mas ela estava assustada e notei a sombra que vinha na nossa direção e bem rápido, mas Dionel pulou com seu bastão de espinhos e bateu bem no focinho do cão infernal. E eu apenas segurei a menina pelo braço colocando atrás de mim, liberando um pouco de Aroma Terapia para deixar todos mais calmos e controlados. Dionel gritou para mim e eu avancei no cão infernal pelo outro lado deixando a menina perto da loja, e num ataque conjunto atacamos.

Errei o primeiro golpe com minha foice, o que me fez alongar a mesma o máximo que pude e quando o cão pulou em mim eu conseguir cortar sua garganta, o problema foi o sangue que caiu na minha cara e em seguida tudo evaporou em poeira. – Que coisa nogenta! – Resmunguei e notei que a menina não estava ali, ela tinha corrido assustada e Dionel saiu atrás dela. – Por que não podemos ter uma noite normal? – Me levantei e ainda sentia uma dor no ombro quando corri atrás dos dois. [...] Meia hora depois estávamos no ônibus comendo um pastel oleoso, a menina tinha finalmente se acalmado e Dionel estava com um mau humor incomensurável. E eu? Ria ao ver os dois quase dormindo. Saímos dali.



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Mensagem por Becka Klasfox La'Fontaine em Sab Nov 16, 2019 11:02 pm



Meraki


“Ipseidade: Aquilo que distingue um ser de todos os outros, características que tornam um indivíduo singular e único.”

De volta ao início e onde tudo começou. Alki Beach não era a praia mais bonita do mundo, mas devido ao frio e a época do ano era um lugar propício para que uma garota colocasse um baú sobre as pedras sem que ninguém percebesse.

Já passava da meia noite e o lugar estava completamente deserto. O ar gelado fazia com que a respiração das duas jovens que se aventuravam pela areia manchasse o ar com fumaça e gelo. As ondas quebravam ao longe, criando uma melodia natural e suave propicia a atmosfera confusa.

Mas Elena iria entender aquela mensagem. Ou pelo menos Becka esperava que sim. Becka era uma Grokar, uma observadora que entendia profundamente aqueles que observava, algo que ia além da empatia e da intimidade, e que lhe permitia compreender o que as pessoas precisavam no momento que precisavam.

Para Elena era compreensão, superação e libertação. Daquilo que lhe reprimia e lhe tomava a impedindo de seguir em frente. — Chegamos, está pronta para descobrir o que tem aí dentro? — Becka questionou, fazendo a morena hesitar lhe arrancando um sorriso. A jovem entendia aquela sensação. — Sua última pista é a palavra no topo do baú — Apontou com o dedo, permitindo que Elena se aproximasse para ler o que estava escrito.

Erlebnisse

— Em alemão são as experiencias positivas e negativas que sentimos mais profundamente e através das quais realmente vivemos. — Explicou baixinho. — Se abrir a caixa...

A curiosidade venceu a morena. Becka sorriu dando um passo para trás e permitindo que Elena abrisse o pequeno baú de madeira e sorriu mais ainda ao perceber a surpresa em seu olhar. Ali, preso e contido dentro da caixa um pequeno espelho e no espelho a sua frente uma única palavra desenhada.

Felicidade.

Folhas de papel cortado preenchiam o interior do baú. Palavras como amor, casamento, ambição, família, medo, conquista, presente, futuro, alegria e tristeza. Palavras soltas, mas que juntas tinham um significado muito maior.

— Você abriu a caixa com seus medos e alegrias Elena, pode trancar de novo e jogar a chave no mar se quiser ou pode mantê-la aberta e começar a viver de verdade, sem medo — Becka deu de ombros antes de completar. — Viver trancada não é viver e trancar a caixa não trancara só as experiencias negativas, mas as positivas também.



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Quer ser feliz? Seja louco, sorria sempre mesmo sem motivo..
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Mensagem por Elena C. García em Dom Nov 17, 2019 12:52 am



The Mirror


Frio não era problema desde que havia me tornado amazona, pois nosso organismo conseguia se adaptar a qualquer situação, desde frio a calor extremo. Mas, embora não fosse afetada pela temperatura, sentia o vento cortante em minha pele enquanto caminhávamos pela praia naquele início de madrugada. Dessa vez, não era a praia do acampamento ou São Francisco, mas agora estava perto de casa de novo, no estado de Washington.

A iluminação não era das melhores àquela altura do dia e exatamente naquele ponto, mas foi possível enxergar um baú mediano posto sobre as pedras em um determinado ponto após minutos de caminhada. No entanto, a pretora nada disse enquanto nos aproximávamos, deixando que imperasse apenas o som das ondas se quebrando à beira-mar. Era um som pacífico, embora a água salgada não fosse convidativa em um momento como aquele. Era oportunidade apenas de manter os pensamentos em ordem enquanto nossos passos marcavam a areia.

— Chegamos, está pronta para descobrir o que tem aí dentro? - Becka perguntou com um quê de animação na sua voz. A filha de Baco era alguém tão peculiar que não me deixava nenhuma suspeita plausível para imaginar o que poderia ter naquele baú. Ela avisou que a última pista estava sobre o baú, deixando que eu me aproximasse para ver o que era.

E, bem, meu defeito mortal é a curiosidade. É claro que eu fui até o baú ver o que estava sobre ele.

Mas, para minha surpresa, era uma palavra longe da minha compreensão. Minha única certeza é que não era inglês, espanhol e nem francês, do contrário eu entenderia. "Erlebnisse" era a palavra sobre o baú e eu não tinha ideia do que significava, até Becka fornecer a explicação. Era uma palavra alemã. — São as experiências positivas e negativas que sentimos mais profundamente e através das quais realmente vivemos. Se abrir a caixa...

Com a chave fornecida por Becka em mãos, levei-a até a fechadura do baú e girei, sentindo o trinco abrir. Ok, era naquele momento que eu descobriria o que a pretora estava aprontando, quais eram suas reais intenções e porque fizemos todo aquele passeio com pontos do meu passado. Sem delongas, abri o recipiente e lá estava...

Um espelho.

Mas não qualquer espelho. Nele estava escrito Felicidade, interrompendo parte do reflexo. Minha expressão de surpresa e desentendimento tomou conta do meu rosto, obrigando-me a refletir sobre o que Becka havia dito antes para tentar entender suas ações.

Segundo ela, e talvez tivesse que concordar, eu estava em um processo inacabado de catarse e seu objetivo era me ajudar a completá-lo. Para isso, ela me fez rever partes do passado, momentos superados, para libertar o que estava reprimido. Já imaginava que ela havia tido notícias sobre a verdadeira razão da minha falta de frequência no Acampamento Júpiter, que era ocasionada pelo término com o senador de Nova Roma. As razões para isso eram complexas, algo que eu não havia contado a Daron, mas que a pretora sabia. Eu tive outros relacionamentos antes e aquele não foi o primeiro pedido de casamento que havia recebido. Era apenas o primeiro que havia negado, em um sentimento de autoproteção. Isso porque, logo após aceitar a proposta de noivado, tudo sempre dava errado. Eu, por medo, queria evitar aquilo.

Mas era certo dar tanta voz ao medo para deixar de fazer algo?

Era justo eu apoiar completamente minhas expectativas em experiências frustradas do passado?

Qual é a distância entre a autoproteção e a felicidade?

— Você abriu a caixa com seus medos e alegrias, Elena. - Ali, além do espelho, havia também algumas palavras escritas individualmente, como amor, família, ambição, medo e casamento. — Pode trancar de novo e jogar a chave no mar se quiser ou pode mantê-la aberta e começar a viver de verdade, sem medo - ela falou, com certeza sabendo o quanto aquilo havia atingido meu coração em cheio. As lágrimas facilmente encheram meus olhos, embora tentasse contê-las.

Minha garganta parecia seca naquele instante, de modo que não havia como engolir a saliva sem sentir um nó formado ali. Minhas mãos passavam por dentro da caixa, lendo cada papelzinho que havia ali, conferindo cada palavra que havia sido escrita. Só que, ao fazer isso, percebia a ponta dos dedos levemente trêmulas. A romana havia criado uma experiência marcante, como se eu fosse um personagem guiado pelos fantasmas do Natal. Ela havia me levado a lembranças decisivas em minha vida, e criado mais uma com aquela noite.

— Viver trancada não é viver. Trancar a caixa não trancará só as experiencias negativas, mas as positivas também.

E aquelas eram exatamente as palavras que eu precisava ouvir.

Observei meu reflexo através do espelho, com a palavra felicidade sobre ele. As minhas bochechas estavam levemente avermelhadas por conter as emoções e o desejo de deixar as lágrimas rolarem, enquanto os olhos emitiam o brilho provocado pelas lágrimas ali acumuladas. Porque era aquilo que eu gostava de ser: controlada emocionalmente, gostava de ser eu a guiar minhas decisões, mas... até as lágrimas eu estava contendo. Já era um excesso que estava se tornando um malefício para meu bem estar.

Então, me aproximando outra vez de Becka, envolvi a loira em um abraço enquanto finalmente deixava as lágrimas rolarem com ímpeto. Não haveria uma forma de agradecê-la da forma como merecia por algo tão simples, mas tão importante que ela havia feito por mim. Aprendizado e sabedoria. Não há como pagar ou agradecer por algo tão exaltante.

— Agora eu vou te levar pra algum lugar - falei, depois de respirar fundo várias vezes para que a voz saísse normal. — Vamos jantar em algum lugar, tem um restaurante ótimo na mesma quadra da Amazon. E eu não aceito não como respota. É só uma forma de agradecer por hoje - já insisti.

Era só o tempo de levar o baú até a Amazon para guardá-lo em meus aposentos e deixar o prédio outra vez. Era algo que ainda renderia muitos pensamentos e reflexões, mas Becka poderia ter certeza que ele se manteria aberto junto comigo.





Elena Castillo García

Filha de Afrodite ⋆ Legado de Marte ⋆ Rainha das Amazonas
Elena C. García
Elena C. García
Rainha das Amazonas
Idade : 19

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