The Blood of Olympus

Área de Recreação

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Mensagem por Juno em Qui Ago 23, 2018 9:04 pm


Área de Recreação


Esse é um espaço destinado principalmente para as mamães do reino animal e mitológico que dão à luz no Hospital de Fauno. É o local adequado para repousarem com seus filhotes e receberem acompanhamento veterinário. Os filhotes também podem aproveitar o espaço adaptado para dar seus primeiros passos, aprenderem o que necessitam e gastarem energia brincando.

Além disso, o espaço também é uma opção de tratamento terapêutico para alguns mascotes que se encontram no Hospital. Às vezes tudo o que precisam é relaxar e colocar o estresse para fora em brincadeiras. Lembrando que esse espaço é devidamente dividido de acordo com o porte das espécies e sua capacidade de se relacionar com outros animais.



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Mensagem por Elena C. García em Sex Mar 15, 2019 5:14 pm



Dia de adoção


A atividade daquela manhã acontecia na maternidade do Hospital de Fauno e seria muito divertida. Algumas fêmeas haviam tido filhotes que já estavam crescidos o suficiente para serem adotados por algum semideus, que lhe daria treinamento e muito carinho nos próximos anos. O local estava repleto de águias, que seriam gigantes um dia, pégasos e algumas espécies felinas que ainda pareciam gatinhos indefesos. Além deles, alguns pets haviam sido tratados pelos veterinários do local e estavam igualmente saudáveis para serem adotados.

— A tarefa de vocês é destinar esses adoráveis filhotes para o dono adequado, que combine com a personalidade deles e com a rotina - disse o professor, entregando-nos alguns formulários. Aquelas eram fichas que haviam sido preenchidas por semideuses, onde eles manifestavam o seu interesse por adotar um filhote do Hospital de Fauno e respondiam algumas perguntas. — Vocês têm meia-hora para destinar um mascote para esses semideuses. Eles estarão aqui em breve.

Através daquelas informações e do que sabíamos sobre os filhotes, tínhamos que fazer uma correta associação de semideus e mascote. Aquelas espécies com mais necessidade de atenção, por exemplo, não poderiam ser adotadas por um legionário com muitas ocupações e pouco tempo em casa. Alguns haviam perdido seus tutores anteriores ou foram abandonados, e necessitariam de alguém muito carinhoso para sarar as feridas de seus corações.

Dirigi-me primeiro à ala dos felinos enquanto lia uma das fichas de inscrição. O adotante era um rapaz de 12 anos que queria muito um mascote para lhe fazer companhia. Afinal, seus pais eram senadores romanos que tinham que passar muito tempo fora e ele passava a tarde sozinho em casa. Dali a três anos, quando ele terminasse a escola, iria começar a servir a legião romana e queria muito que seu mascote já fosse mais crescido para acompanhá-lo nas novas aventuras.

Ao ler sua ficha, esbocei um sorriso e dirigi minha atenção aos pequenos grandes bichanos que tinha à minha frente. Os filhotes felinos exigiriam bastante atenção em seus primeiros meses de vida, pois tinham muita energia para gastar. Isso iria suprir a necessidade de brincadeiras que o tutor tinha e ele tinha tempo livre para se divertir com seu novo pet. Após, seu novo amigo iria querer um pouco mais de espaço e independência, o que não traria atritos com a nova rotina de legionário que o tutor teria pela frente.

Adentrando o cercado dos tigres brancos, abaixei-me com alguns petiscos para oferecer aos filhotinhos. Alguns nem deram atenção para a comida, mas já esboçaram animação por ter alguém para brincar. Um dos bichanos bicolor atacou o cadarço do meu tênis, prendendo uma de suas unhas no fio.

— Era você mesmo que eu estava procurando - disse, acariciando a barriga listrada daquela criança. Eu tinha uma razão especial para destiná-lo ao adolescente.

Pela foto anexada na ficha, sabia que o adotante tinha uma característica especial: possuía heterocromia. Um de seus olhos era castanho enquanto o outro era azul. Aquele felino que eu havia escolhido também tinha aquela condição em seus olhos, o que fez com que ele fosse rejeitado pela mãe quando nasceu. O reino animal pode ser bastante rígido, e a anomalia do pequeno tigre o fez ficar afastado da família.

“Vou pegar o fio, pegar”, ele dizia, ainda atento ao cadarço. Peguei-o no colo e levei-o para a bancada de adoção enquanto conversava com ele. No começo, ele não ouviu, apenas tentou brincar com minha caneta.

— Você quer ter uma família? - perguntei, enquanto fazia carinho em seu pescoço. Seus olhinhos bicolores pareceram brilhar naquele momento, mas era difícil descrever se o que ele sentiu foi alegria ou tristeza pelas lembranças que aquela palavra trazia. — Tem um menino muito legal que quer levar você pra casa. Ele tem bastante tempo pra brincar, uma casa com um pátio grande pra você correr e ele é muito parecido com você. Tenho certeza que vocês vão ser ótimos amigos. Você quer? - indaguei por fim, após animá-lo com a ideia.

Ele emitiu miados fracos e curtos, várias vezes, demonstrando que havia ficado contente com a ideia. Então, deixei-o na área onde os adotantes iriam chegar em breve. Na sua coleira, anexei o número da ficha preenchida pelo adolescente, para que fosse identificado quando todos chegassem.

—  Espere aí, tá?

A segunda ficha de adoção que peguei era de um legionário aposentado e viúvo. Após anos servindo o acampamento romano, o senhor havia perdido a sua esposa há alguns meses e sentia-se solitário em casa. Lendo sua ficha, soube que ele já foi um bom adestrador de animais quando foi legionário, mas o tempo havia levado seus amigos também.

Olhei para as grades repletas de filhotes empolgados por um adotante, e era onde a maioria dos meus colegas estava para destinar cada um a um lar. Continuei caminhando pelo espaço, até chegar nos animais mais velhos. Eles haviam sido tratados pelos veterinários e encontravam-se em condições saudáveis para serem novamente adotados. Mas eles não tinham a mesma empolgação que os filhotinhos tinham. Muitos estavam ali porque haviam sido abandonados, outros perderam seus donos e ficaram sem um lar. A ideia de ir para uma nova casa não os animava.

—  Oi, Lupus - disse, abaixando-me para ficar na altura do olhar de um lobo.

“Oi”, ele disse apenas, sem muita animação. Ergueu o olhar por alguns segundos apenas para constatar quem havia falado com ele, pois seu olfato já não estava mais tão aguçado quanto antes.

—  O que você acha de ser adotado por alguém hoje? - perguntei, tentando fazer a ideia soar atrativa para ele.

“Eu não quero ser abandonado de novo”, ele disse, e se encolheu mais no canto. Quando a idade chegou para Lupus, ele deixou de ter o mesmo ritmo de antes para acompanhar seu semideus em missões e atividades, e acabou sendo deixado ali. Embora tentasse não demonstrar, aquilo havia sido muito doloroso para ele, pois amava muito seu antigo dono.

— Eu garanto a você que isso não aconteceria - disse, sentando-me diante dele para conversar melhor. — Tem um senhor idoso em Nova Roma que precisa muito de alguém para fazer companhia para ele. Ele perdeu a esposa e não tem filhos. Ele não quer um parceiro de missões, ele quer um amigo - expliquei a Lupus, aplicando um certo charme na voz para ajudar no processo de convencimento. — Você pode ser o amigo dele?

Lupus emitiu um pequeno som de choro ao erguer o olhar novamente. O abandono havia deixado-o magoado e arredio, mas acreditava que aquilo não seria uma dificuldade para um legionário aposentado acostumado a adestrar feras. Contando um pouco mais da história daquele senhor para o lobo, ele concordou em ser adotado por ele ao invés de ficar ali no Hospital até o fim da vida.

Meus colegas olharam com um pouco de estranheza quando levei o lobo veterano para a área de adoção, mas eu estava muito confiante de minha escolha. Lupus e o legionário aposentado mereciam um amigo para ter dias felizes e tranquilos, tendo a companhia um do outro nos últimos anos de suas vidas.

Então, com o término daquela meia-hora, os adotantes chegaram. Não pude negar que meu coração ficou extremamente ansioso pelas reações que as duplas que formei teriam, mas tinha que aguardar pacientemente e apenas observar.

O primeiro a chegar foi o adolescente. Ele ainda estava com o uniforme da escola de Nova Roma e estava eufórico para conhecer seu novo amigo. Quando encontrou o número de sua ficha no filhote de tigre branco, ele ficou ainda mais animado. “Um tigre! Eu sempre quis ter um tigre!”, ele dizia animado, enquanto pegava o pequeno no colo e o observava bem. O olhar heterocromático do filhote havia ganhado seu coração, pois já haviam descoberto algo em comum.

Lupus estava extremamente tenso enquanto aguardava o seu novo tutor. E, pela idade mais avançada, ele demorou um pouco mais para entrar na sala. O idoso precisou da ajuda de uma das atendentes do hospital para localizar o seu novo amigo, pois havia esquecido os óculos para enxergar o número na coleira. O sorriso que tomou conta dos seus lábios foi muito terno e amigável ao ver o lobo veterano. Talvez tenha ficado aliviado de não ter sido destinado a um filhote cheio de energia para gastar, e sim para alguém como ele.

A turma não pôde ficar até o final para observar, pois era necessário voltar para a sala de aula e assinar a lista de presença. A nossa avaliação naquela atividade ainda levaria um mês para ser entregue, pois ela seria feita pelos adotantes. Eles é que iriam avaliar se haviam recebido o parceiro perfeito. Caso houvesse alguma devolução, o responsável por formar aquela dupla estaria reprovado.

Apesar daquela ameaça, eu estava confiante nas duplas que havia feito e acreditava que viveriam grandes histórias juntos. Agora, restava apenas esperar por notícias deles.

Habilidade usada:

4º Semestre
Nome do poder: Comunicação Animal I
Descrição: O médico veterinário é capaz de concentrar sua energia para se comunicar com os animais comuns, podendo compreender o que querem dizer e ser entendido por eles. Não exerce nenhum tipo de controle ou influência em suas ações, apenas pode se comunicar com eles.
Gasto de Mp: 20 MP
Bônus: Nenhum






Elena Castillo García

Filha de Afrodite ⋆ Legado de Marte ⋆ Rainha das Amazonas
Elena C. García
Elena C. García
Rainha das Amazonas
Idade : 19

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