The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

Capture o demônio Ceifador - Teste de líder de chale de Helena

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Capture o demônio Ceifador - Teste de líder de chale de Helena

Mensagem por Zeus em Seg Out 12, 2015 10:28 am


Em busca de Vingança
As pessoas começavam a desaparecer pelas ruelas de Nova York. Misteriosamente e sem explicação, em sua maioria, mulheres e crianças, também do sexo feminino. A policia entrara já intervira a algumas semanas, mas estava claro que não se tratava de um simples caso policial. No acampamento meio sangue Dionisio discutia com Quiron, andando de um lado a outro a pensar no ocorrido da semana anterior, tinham sido encarregados de escalar bons semideuses para aquela busca, que convenhamos não seria nada fácil. Para a tarefa apenas o semideus mais qualificado faria júri, já que a historia espalhada era que tal monstro não era nada comum, e pior escapara do mais profundo abismo do tártaro. Era um prisioneiro de alta categoria, e deveria ser capturado e devolvido ao submundo, antes que conseguisse levar mais almas junto a ele.
Instruções e regras:

- Você tem 10 dias para postar a partir da data de hoje

- Mínimo de 40 linhas e sabemos que é capaz de fazer muito mais do que isso

- Lute com dois monstros antes de encontrar o prisioneiro, ele terá companhia, quem serão eles? Defina.

- Pode levar consigo dois npc’s de sua escolha, mas só você poderá retornar viva.

- O prisioneiro é um antigo ceifador de Thanatos, porem em missão seu corpo fora tomado por um demônio, dessa forma sua alma não existe mais e tudo dentro dele são trevas, seus desejos geralmente são voltados para comer almas do sexo feminino, e a cada nova alma adquirida ele fica mais forte. Você não será capaz de derrotar tal criatura, devera fazer dela um prisioneiro e levar novamente ao mundo inferior, ele não pode ser morto, mas poderá ser ferido, encontre uma maneira de fazer isso.

- O prisioneiro se encontra em Nova York, encontre-o no local que melhor se adequar a sua ideia.

- Armas e poderes devem ser deixadas ao fim da postagem para avaliação.

- Duvidas devem ser enviadas a mim através de MP ou mensagem, também poderá estar me contentando via chat.
- Boa Sorte.



Lorde Zeus
avatar
Zeus
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 1199
Data de inscrição : 01/09/2014

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Capture o demônio Ceifador - Teste de líder de chale de Helena

Mensagem por Helena Rodis Katsaros em Sab Dez 12, 2015 2:54 pm


A Captura
Mais uma vez sozinha

Sabe aquele dia em que você acorda, e tudo parece que vai dar em merda? Dias assim eram rotineiros para a Ceifadora, mas esse em questão, parecia que iria se superar completamente. A garota havia dormido bem pouco naquela noite, apenas para recuperar as energias gastas nos treinos que teve mais cedo, e logo pela manhã percebeu que precisaria de todas as suas energias para aguentar Dionísio e Quíron. Os dois insistiam em atormentar a todos, ainda mais por algumas notícias que acabaram chegando ao Acampamento. Segundo jornais velhos que Helena conseguiu furtar de algumas lixeiras, um serial killer estava a solto em Nova Iorque. Logicamente que isso despertou a fúria do Chalé de Thanatos, já que algum louco estava forçando a Morte, levando almas que não estavam na hora ainda de serem ceifadas.

Helena andava de um lado pro outro frente à Casa Grande, de braços cruzados e lábios comprimidos. Estava à espera de alguma posição quanto tudo àquilo, já que pelas notícias, duas semideusas do Acampamento foram mortas enquanto estavam em missão. Após alguns intermináveis minutos, Quíron saiu andando – trotando – de dentro da Casa Grande, suas feições não eram das melhores. – Quíron, eu quero ir. – Helena proferiu séria, mal se importando em saber que receberia um não. O que não aconteceu, de fato. – Não mandaríamos você, afinal. Mas Lord Thanatos nos mandou um recado... Bem, nada amigável. – Quíron suspirou pesadamente.  Helena acompanhava os passos do instrutor, ansiosa por saber qualquer notícia que fosse de seu pai e patrono, pois desde sua última missão, não havia mais falado com ele. – Queria que sua filha e Ceifadora assumisse essa missão, ele disse que só ela conseguiria colocar as coisas em ordem. Por isso, você escolherá um companheiro e partirá do acampamento ainda essa noite. – e o homem cavalo saiu trotando, deixando Helena com um sorriso mortal no rosto.

Em seu Chalé, a Ceifadora não preparou muitas coisas para levar. Umas dracmas estavam já dentro dos bolsos de sua calça jeans, sua foice estava posta em seu pescoço em forma de colar. Dentro de uma mochila, Helena enfiou cuidadosamente sua capa de invisibilidade, um frasco de poção de camuflagem e outros tantos itens que seriam imprescindíveis naquela missão. A garota ouve batidas suaves na porta, advindas talvez de seu companheiro de missão. Helena não teve muito tempo de fazer uma seleção de quem levar, apenas achou que o filho de Ares seria a melhor opção naquele momento. Combinar trevas com força de guerra talvez fosse uma boa ideia. Após jogar a mochila sobre o ombro, Helena abre a porta do Chalé da Morte, olhando para Joseph. – Tem algumas dracmas aí? –

[...]

A cidade de Nova York aquela noite estava como Helena se lembrou da última – e primeira – vez que fora ali. Os prédios erguidos imponentes, amontoados de pessoas, carros passando sem parar pelas avenidas. A garota não se sentia bem em lugares cheios demais. Sentia-se excitada e ao mesmo tempo acuada e não tinha muita ideia de por onde começar. Encostada em um beco próximo ao endereço onde uma das vítimas havia sido encontrada nos últimos dias, Helena olhava sem parar para a rua, sua respiração descontrolada. – Vamos ou não? – a prole de Ares impaciente pergunta. A ceifadora revira os olhos e segura a vontade de não passar a lâmina pelo pescoço do maldito. – Vamos sim. Você sabe onde o assassino maldito está? Nos leve lá! – ela diz num sorriso irônico, vendo as expressões do semideus se intensificarem e relaxarem, após a confusão o invadir por completo. – Menino esperto. Não temos o endereço dele. – Helena fecha os olhos e deixa os braços relaxados ao lado do corpo. Esvaziava sua mente de qualquer pensamento ou lembrança que a invadia, respirava fundo e sentia-se levemente zonza. A mente dela começou a trabalhar rapidamente e seus pulmões se encheram rapidamente com um cheiro diferente, um cheiro de morte. O corpo da ceifadora parecia estar sendo puxado por uma espécie de imã, e Helena abre os olhos rapidamente chamando a prole de Ares com a mão enquanto seguia por onde o “imã” invisível a guiava. Sabia que devia confiar inteiramente nessa intuição, já que a Ceifadora sabia que chegaria à um corpo recém morto. ¹

Não andaram muito, talvez uns 3km à Norte. Passaram por muitos becos e ruelas até um bairro esquisito de Nova York. Joseph insistia que deveriam voltar pois não gostava de estar ali, mas Helena não o dava ouvidos. Tinham que chegar ao corpo da vítima, antes dos policiais. Helena queria tocar no corpo, queria poder ver o que ela viu antes de morrer, e seu coração batia muito acelerado com essa perspectiva. – Helena.– Joseph a chamou com uma voz trêmula, a puxando pela manga de seu sobretudo. A garota não deu muita importância e continuava andando cegamente em direção ao morto. – Helena! – A ceifadora saiu de seu quase transe e olhou em volta. Estava vendo um vulto no final duma ruela mal iluminada. Mas, não era apenas um vulto. Eram dois. Um parecia inerte ao chão, e outro estava inclinando na direção do vulto inerte. Helena aspirou forte e percebeu que o vulto inerte era da vítima que estavam procurando, mas e o inclinado?

Ruffus, seu gato esqueleto, no momento em que observaram os vultos em primeiro instante, se transformou em um tigre e arqueou o corpo em uma posição ofensiva. A garota no mesmo momento puxou seu colar sentindo-o se transformar em sua amada foice, e a segurou com firmeza. Com sua visão periférica também viu Joseph se equipando, e no momento que focaliza sua visão nos vultos, percebe que não são mais vultos, ao menos não pra ela. Sua visão aguçada¹ lhe permitiu ver uma cena bizarra.

O corpo no chão era de uma jovem loira, sua pele já pálida pela morte e seus cabelos levemente desgrenhados. Haviam marcas de violência por seus braços e pernas e apenas um pequeno corte em seu pescoço. O que estava acima dela, comendo a carne de sua barriga... era um Cão Infernal. Os grandes dentes do animal perfuravam a pele da garota e puxavam as vísceras e as mastigando. Helena não conseguia entender... Cães Infernais não faziam isso. Não Cães Infernais normais. O que mais chamou a atenção da garota, foi que o Cão não veio para cima dos dois semideuses como faria, sentindo o cheiro dos dois. Helena olhou para Joseph e sem entender, assentiu e os três começaram a avançar.


Alguns passos foram dados antes que o Cão finalmente os percebeu. E assim que sua enorme cabeça se virou para os encarar, Helena prendeu a respiração. Os olhos não eram como os habituais de outros Cães. Eram totalmente negros, sem órbita, e um olhar vazio, como se estivesse... cego? Não, não poderia ser. Um arrepio transpassa pelo corpo da semideusa, com certeza aquele Cão pertencia ao assassino. E o que o assassino estava fazendo com uma Criatura das trevas? Tirando sua essência e natureza. Era inaceitável, e Helena teria que matar aquele Cão, antes que fizesse mais outra atrocidade. – Ataque quando eu der o sinal. – Helena sussurrou ao semideus que estava prostrado ao seu lado, com arma em punho. Movimentando os dedos levemente, Helena manipula as sombras ao seu redor e faz com que tais sombras prendam os pés da criatura ao chão², limitando totalmente seus movimentos. O Cão ainda estava imóvel, apenas os olhando com as órbitas vazias e totalmente negras, mas no momento que aspirou mais fundo, seu corpo todo estremeceu violentamente como se algo dentro dele quisesse sair, mas não conseguia. Helena mais uma vez utilizando as sombras, fez com que as mesmas se “enrolassem” no pescoço do bicho e puxassem sua cabeça para trás.

Joseph agindo instintivamente, avançou e brandiu a espada, inclinando o corpo levemente para a direita, fazendo com que a lâmina da espada cortasse o pescoço da criatura. Para a surpresa dos dois, nada aconteceu. O corte que se abriu, fechou-se instantaneamente e tão rápido que os olhos da ceifadora mal conseguiram acompanhar a cicatrização. No momento que cicatrizou, Joseph não se moveu tão rápido e os dentes da criatura cravaram em seu braço fazendo furos profundos. – Saia daí, Joseph! – a garota teve que gritar, pois a prole de Ares não parecia mais racionar como antes, e continuou parado lá, esperando que a fera o matasse de vez. As sombras ainda o prendiam, mas por quanto tempo? Helena olhou rapidamente para os lados, precisava pensar em algo rapidamente. Se o corpo fora morto há muito tempo, não poderia fazer o que pretendia.

Vendo a prole de Ares sentado em um canto e segurando o braço com força, Helena fechou os olhos e respirou fundo mais uma vez. Como estava praticamente sozinha, precisaria levantar um companheiro para a ajudar, e assim o fez. Sentindo novamente a intuição de que havia um corpo morto há alguns metros dali, Helena fecha as mãos em punho e inclina o corpo rapidamente ao chão, batendo com o punho e sentindo a terra tremer levemente com a ordem da prole da Morte ordenando que a terra devolvesse um corpo morto² que a ela pertencia. – Ataque essa criatura das trevas que não está mais em sua natureza. – ordenou sentindo a presença de um zumbi que se aproximava. Era outro Cão Infernal, que havia sido morto há algumas horas perto dali por algum semideus em missão. O Cão zumbi não estava em suas melhores condições. Sua pelagem estava falhada em alguns lugares, e parte de seu maxilar pendia mole em sua boca. Mas, seus olhos ainda estavam vermelhos e com um olhar mortal, muito diferente do Cão que a garota estava prendendo com as sombras.

O zumbi avança tão rapidamente quanto suas patas danificadas pelos ataques que sofrera horas antes permitiram. Mas os dois semideuses constatam que estava quase tão forte quanto era em vida, já que o zumbi desfere diversos ataques no corpo do outro Cão que continuava se debatendo violentamente. O zumbi arreganha suas presas na parte superior da boca e as crava no pescoço do Cão, e a Ceifadora percebe que apenas aquele zumbi não daria conta. Precisaria começar a agir também. Segurando firmemente sua foice, a garota corre ² em direção ao Cão que se debatia, sua foice posicionada já, pronta para cortar a carne do maldito.
Os pés da semideusa avançavam em uma corrida, e ela sabia que seu corpo não era mais tão visível, apenas uma mancha negra era visível. Seu corpo atingiu uma velocidade média de 30 km/h em um espaço de no máximo três metros, e como se não bastasse, Helena ao chegar no Cão Infernal, faz três rápidos ataques, todos direcionados ao pescoço dele. Os três ataques foram precisos e perfeitos, e no instante seguinte, a cabeça dele rola ao chão com um baque surdo. A ceifadora torcia em seu âmago, para que pelo menos sem cabeça, aquela fera não resistisse mais. Respirando fundo e ainda segurando firmemente a foice, a garota apenas se inclinou para a moça morta ao chão. Nada mais importava a ela, apenas aquela moça morta, que poderia ser a única peça para àquele quebra-cabeças. Ajoelhando-se ao lado da cabeça da garota, Helena largou a foice ao chão, e colocou as duas mãos na testa da garota. A pele fria provocou um arrepio na prole da Morte, a fazendo fechar os olhos e respirar profundamente.

–Morte, traga para mim, a alma dessa garota. – Não era bem uma ordem, e sim mais um pedido. Mais um pedido que ela fazia a seu pai, em uma esperança que a preencheu completamente. Nos segundos seguintes, não ouviu nem sentiu nada... absolutamente nada. Thanatos não estaria ao lado nela nisso? Já pensando em desistir, a garota levanta o olhar e viu uma sombra fantasmagórica. Suas curvas brilhavam intensamente, mas não chegava a incomodar. O rosto era o mesmo da garota morta aos pés da Ceifadora. – Senhora. – Helena faz uma pequena reverência à alma, em sinal de respeito. – Preciso que me dê uma direção, onde está seu assassino. – O rosto da alma se contorceu e ela parecia lutar com algo interno. – Eu estava andando por aquela rua, atrás daquelas lixeiras. Estava curiosa com um brilho diferente que vinha das janelas sujas, quando vi dois olhos vermelhos e aterrorizantes. Tentei sair correndo e me esconder, mas bem, não deu certo. – ela diz num pesar, e abaixa o olhar. A ceifadora levanta e acena com a cabeça. – Obrigada. Pode retornar ao seu descanso. – diz, vendo a alma se dissipar em uma névoa tênue. Muitas coisas faziam a cabeça de Helena girar e se dissipar também, voltando a atenção para o filho de Ares, que parecia ter piorado.

– Uma prole da guerra deixando-se levar. Tem certeza que quer ir? – a voz dela era baixa, mas sem compaixão ou pena. Helena não sabia o que era isso, nunca sentiu tais coisas, e tentar reconfortar alguém a beira da morte não era uma de suas especialidades. O garoto tosse fracamente e encolhe mais o corpo, parecia derrotado. A vida se esvaia dele aos poucos. – Me liberte, Helena. – ele disse simplesmente, fechando os olhos e a prole da Morte sabia que deveria fazer seu trabalho. Inclinando-se frente a ele, Helena puxou sua foice e apenas encostou a lâmina da mesma na testa do garoto. Em poucos segundos, sua foice tremeu e parou, e o corpo do garoto ficou totalmente sem vida.

[...]

Mais uma vez sozinha, como sempre deveria ter sido. Helena não se sentia bem na companhia de outras pessoas, pois sozinha conseguia pensar melhor, fazer tudo melhor. Se fosse errar e falhar, faria isso sozinha e ninguém precisaria tentar colocar a culpa em si. E Helena estava parada em uma rua deserta, frente a uma casa encardida, com janelas quebradas e ervas daninhas dominando o jardim. Tempos atrás, poderia ter sido uma casa bonita, cuidada. Mas agora, era lar de um assassino em série. Helena precisaria mudar isso, levar essa alma para Thanatos resolver.

No momento em que ela pisou o pé no jardim, uma raiz ou seja lá o que for, saiu da terra e se enrolou no tornozelo dela, com tanta força que Helena parecia sentir que seus ossos se partiriam a qualquer momento. Mas que merda é essa. Helena puxou sua foice e num corte rápido, se livrou da foice e começou a correr a toda velocidade, mas algo a fez voar para trás, como se tivesse batido em uma parede. Assim que ela levanta a cabeça para frente e observa uma criatura que deveria estar no Acampamento, e não ali. – Olá, Celeno. – e antes que ela pudesse fazer algo, Helena em pulo se pôs em pé. – Tsukuyomi. – sussurra e vê que uma nuvem negra envolve o corpo da Harpia, a deixando cega e totalmente desnorteada, mas para Helena, isso não era problema. Erguendo a mão esquerda em forma de meia-lua, ela faz seis pequenas foices aparecerem no ar, e irem em direção à Harpia, atingindo pontos específicos, como pernas, cabeça, peitoral e braços. Assim que as foices a atingiram, a densa névoa se dissipou, revelando uma Harpia que sangrava bastante. Suas asas estavam cortadas também, e mesmo assim o olhar cruel não abandonou ela.

Helena sabia que teria que acabar com aquilo logo, se quisesse entrar na casa, e assim o fez. Puxando dez shurikens do estojo de couro de sua calça, as lança contra o corpo da Harpia novamente, e quando a última shuriken atinge seu corpo ferido, a mesma explode em uma fumaça cinza, tornando-se em pó e voltando de onde veio, submundo. Sem perder tempo, Helena puxa de dentro da mochila sua capa extremamente fina, herdada de seu pai. Jogando-a sobre o corpo, Helena não pretendia se proteger ou qualquer coisa parecida, apenas esconder sua identidade ao adentrar a velha casa.

O chão era de madeira, e rangia conforme a ceifadora ia pisando. O cheiro de mofo era quase que insuportável, e as paredes estavam descascando. O silêncio era completo, mas ela podia sentir uma presença forte vindo de um dos cômodos. A Ceifadora sentia o coração palpitar no peito, como se estivesse prestes a encontrar algo poderoso demais, maligno demais. Não sabia que essa energia, vinha de um homem que estava sentado em uma poltrona fétida, no centro de uma sala vazia. Seu cabelo era totalmente negro, liso, cortado minuciosamente. Sua pele era tão alva quanto a da Ceifadora, e seus olhos, vermelhos. Não olhava para a recém-chegada, e sim para alguém que estava sentada no chão, à sua frente. Alguém que Helena conhecia bem.

Uma mulher que possuía seus olhos, e um sorriso que iluminava qualquer ambiente, mas Helena temia que até mesmo o sorriso de sua mãe, não poderia iluminar aquele local. Sentia-se sem fôlego, sem saber o que fazer inicialmente. Podia reconhecer aquele homem como alguém poderoso, como um de sua própria espécie. Um ceifador.

Helena sabia, ah, ela sabia que não deveria dar espaço para morrer na mão de um desconhecido, então teria que usar de estratégia para leva-lo à Thanatos, para que seu pai pudesse julgar as ações do assassino. Olhando de relance novamente para ele, ela respira fundo e começa a manipular as sombras que descansavam nos cantos da casa, rastejando pelo chão como serpentes, as sombras furtivamente se prenderam ao pescoço, punhos e pés do homem. No mesmo momento que fez isso, Helena viu que sombras também prenderam o corpo de sua mãe, a jogando de costas sobre o assoalho, e nenhum som ou gemido foi solto. Ele não pode saber que sou eu. – a Ceifadora pensou, não assustada por ele querer fazer algo com sua mãe, e sim em ter conhecimento dela.

– Apareça, Ceifadora. Eu estava esperando por você. Eu, e sua mãe. – a voz estridente e ameaçadora fez a casa velha tremer, e Helena mal se abalou. Sabia que, se sua mãe tivesse que morrer, seria na hora certa, e se, Thanatos permitisse, Helena queria ceifar sua alma. Conte um, conte dois, Helena. Usando de sua super velocidade novamente, chegando à 50 km/h em um espaço curto, Helena perfura o pescoço dele com sua foice, mais precisamente em sua carótida. Sabia, Helena sabia que não conseguiria matar ele, muito menos mantê-lo preso por muito tempo, mas só precisava fazer uma coisa. Tirando um pequeno frasco dourado de dentro da mochila, Helena abre seu bocal, colocando onde o sangue do assassino jorrava em um vermelho tão bonito.

Em muitas culturas, o sangue era representado como a alma de uma pessoa, e nada mais eficaz para aprisionar ele, do que usando o Jarro. De fato, ele não morreria, estando no Jarro, apenas aprisionado, seja lá o que esse assassino fosse.  Helena não teve muito tempo depois de sentir o jarro estremecer em suas mãos, com o peso da alma dele. Assim que a alma deixou o corpo, uma das sombras se transformou em um punhal que atingiu também a carótida da mãe da Ceifadora, que foi perdendo já a cor enquanto o sangue se esvaia de seu corpo. A ceifadora só teve tempo de fechar rapidamente o Jarro e guardar na mochila, e tirando a capa, jogou-se ao lado do corpo de sua mãe. – Mãe. – disse simplesmente, segurando sua cabeça e respirando fundo. Os sempre bondosos olhos da mulher fitaram Helena com carinho, e um sorriso fraco tomou seu rosto pálido. Nenhuma palavra foi necessária, Helena apenas se inclinou e beijou a testa fria de sua mãe, libertando sua alma para descansar.

[...]


Chegar a entrada do submundo fora fácil, Helena apenas precisou se teleportar para lá. Los Angeles. Estúdios de Gravação M.A.C. A fachada continuava a mesma desde que a Ceifadora pôs seus pés ali. Empurrando a porta com o Jarro em mãos, Helena se sentiu em casa. O cheiro da morte, esqueletos e cadáveres, uma sensação gostosa se instalou no estômago da garota, e uma esperança de rever seu pai se alojou no peito dela. Ignorou o que Caronte reclamava ou tentava barganhar, se dirigindo à margem do Rio Estige. Não deveria tocá-lo, apenas queria fazer uma coisa. – Pai, aqui está a alma da criatura. Não sei o que pode ser, espero que o senhor possa julgá-lo conforme seus crimes contra a natureza da Morte. – dizendo isso, a Ceifadora arremessou o Jarro no rio, vendo-o afundar totalmente enquanto mãos ossudas lutavam na superfície querendo pegá-lo, sem conseguir realmente. – E se puder também, deixar a alma de minha mãe descansar em um lugar tranquilo, eu agradeceria. – murmura, com esperanças que algum dia pudesse reencontrar sua progenitora junto de seu pai, em um lugar bom.

[...]

Poderes passivos usados:

ʡCheiro de Morte I -> Os filhos de Thanatos conseguem saber quando alguém morreu recentemente (até 1 hora), numa espécie de "intuição" que aponta para o local. Esse morto deve estar por perto (até 5km pra cada direção).
ʡ  Visão Noturna – Seus olhos adquiriram a capacidade de ver no escuro, com ainda mais claridade e melhor percepção de tudo do que quando há luz.
ʡPríncipe da Morte II -> As almas de pessoas mortas agora respeitam a comandos, fazendo o que podem para ajudar os filhos do Deus da Morte.
ʡ Jarro da Morte - O ceifador consegue criar um jarro médio , capaz de armazenar 10 almas. O ceifador pode usar as almas destes 10 mortos, que só morrerão com a destruição do vaso ou com a morte do ceifador e possuem todo o poder de quando estavam vivas (ao encher o vaso, o ceifador deve levá-lo à Thanatos e este irá recompensar o semideus).
ʡ Hipercinese – Esta habilidade permite que o seu cérebro processar o movimento muito mais rápido do que as outras pessoas. Essa capacidade lhe permite melhores reflexos e excelente pontaria com armas de longo alcance ou com objetos atirados, bem como prever uma determinada trajetória.
ʡ The Blade - Sua habilidade com armas que possuem lamina como: Adagas, espadas, lanças e principalmente foices, são perfeitas podendo fazer cortes precisos sem nunca ter manuseado uma arma dessas antes.
ʡ  Visão Noturna – Seus olhos adquiriram a capacidade de ver no escuro, com ainda mais claridade e melhor percepção de tudo do que quando há luz.
ʡ Silenciosos – Quando os Ceifadores se mechem eles não fazem barulho os deixando menos propícios a ataques de monstros.
ʡ  Deadbody – Como um “corpo morto” você é imune à venenos e qualquer ação natural (fome, sede, dormir) ou induzida (bebidas ou alimentos, sem exceção, não terão efeitos no seu organismo).  
ʡ Sem Medo - Todos tem medo, de fato, mas os ceifadores sabem o quão psicológico o medo é. Desta forma eles são imunes ao medo criado por um inimigo, só o sentem quando a própria natureza o cria.
ʡA Valsa da Morte I -> Os movimentos de ataque e defesa desse semideus são rápidos e fluidos, como se fosse uma dança.
ʡImponência Mortal II -> Ao olharem para o filho de Thanatos, os mortais sentem um calafrio que os faz recuar imediatamente. (Inimigos abaixo do nível 8 ou monstros de força média)
Poderes ativos usados:

ʡ Umbracinese I -> Os filhos de Thanatos podem controlar uma pequena quantidade de sombras ao seu redor. (5 de MP)
ʡ Ordem do Príncipe I -> O semideus pode levantar um corpo morto próximo (até 100 metros pra qualquer lado) e ordená-lo a atacar o inimigo. Esse corpo, independente de ser um animal ou um semideus zumbi, terá 50 de HP. (10 de MP imediatamente + 5 enquanto o zumbi estiver vivo)
ʡ Visão da Morte I – Uma nevoa negra toma conta de seu corpo formando sobre todo o seu corpo uma capa negra. Sua velocidade máxima chega a 60Km/H.
ʡ Tsukuyomi I -> Pronunciando essas palavras de origem japonesa, o semideus envolve um inimigo num véu de escuridão como a noite, deixando-o perdido e sem visão dele por um tempo. (20 MP)
ʡ Foices negras – Basta passar uma das mãos no ar em um formato de meia lua. Seu rastro fará 6 pequenas foices negras surgirem. As mesmas podem ser lançadas no adversário da maneira que desejar.  [ -5MP]
ʡ Umbocinese V – Manuseio avançado da energia escura, podendo, inclusive, moldar diversos tipos de armas. Pode transformar todo o corpo em sombra.
Armas e equipamentos:


✽Capa da Morte -> Uma capa que pode cobrir o corpo todo do filho de Thanatos. Ao usá-la, o mesmo se torna invisível pelo tempo que a usar, mas note que a mesma não camufla seus passos, nem oferece proteção alguma, sendo feita de uma espécie de seda tão lisa que desliza como água por entre os dedos.

✽ Fantasy - Conjunto com 20 shurikens de prata primordial. São guardadas em um estojo de couro, com formato de folha. O alcance é limitado à força do semideus. A arma é altamente cortante, pode ser envenenada uma vez por missão/MvP/PvP, o veneno causa perca de 20 HP no inimigo.

✽ A Foice Lendária -> Uma réplica da foice carregada pelo próprio Thanatos. A arma, apesar de uma cópia, é tão mortal quando a original, sendo feita de ferro estígio e o cabo de um material indefinido, negro e indestrutível. Cada vez que um oponente morrer por um golpe dado por esse arma, seu portador é curado em 5 HP. Semideuses que não tiverem o sangue de Thanatos e tocarem na foice terão a palma da mão queimada imediatamente. Se transforma num colar com um pingente de foice quando não está sendo usado.





avatar
Helena Rodis Katsaros
lider dos ceifadores
lider dos ceifadores

Mensagens : 140
Data de inscrição : 04/06/2015
Idade : 20
Localização : Atrás de você.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Capture o demônio Ceifador - Teste de líder de chale de Helena

Mensagem por Zeus em Ter Dez 22, 2015 12:04 pm


Concluida
Missão concluída com Exito, teste aprovado. Atenha-se a melhorar os detalhes e erros de pontuação e ortografia, não passaram de erros bobos que podem ser melhorados com atenção.
Recompensas da missão
500 xp
Liderança do Chale de Ceifadores Thanatos
Bracelete de Cristal: Uma peça delicada prateada com pequenas pedras de safira incrustado, quando ativado transforma-se em uma espada de luz inquebrável capaz de soltar pequenos raios e atira-los contra o inimigo.


Lorde Zeus
avatar
Zeus
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 1199
Data de inscrição : 01/09/2014

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Capture o demônio Ceifador - Teste de líder de chale de Helena

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum