The Blood of Olympus
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Problem or solution?

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Problem or solution?

Mensagem por Mackenna Wayland D'Martel em Ter Set 15, 2015 6:40 pm





NOME: CATRINA ATHZEL GÜNSTER;

PROGENITOR: DIONÍSIO

IDADE: 17 ANOS

OPÇÃO SEXUAL: HETEROSSEXUAL

PHOTOPLAYER: ASHLEY BENSON

DEFEITO: ORGULHO/SINISMO

QUALIDADE: CORAGEM

FÍSICO
















PSICOLÓGICO



















CHEGADA AO ACAMPAMENTO


Lembro do início do ano quando as coisas ainda eram normais e eu tive que afastar de minha mãe para ir estudar, eu vi uma lágrima escorrer pelo rosto dela, mas eu sabia que aquilo estava dando orgulho para ela e eu tentaria vir visita-la sempre que pudesse. Ela beijou minha testa e preparou um banquete para comer na viagem e finalmente fez um vinho para mim com a videira que havia plantado. Fez eu prometer que não beberia tudo de uma só vez e que faria aquele vinho render por toda a viagem. Não entendi nada do que ela quis dizer, será que ela estava achando que o vinho tinha poderes mágicos e que iria me proteger? Eita loucura. Mas eu concordei para que ela não ficasse preocupada e fui embora com aquela picape do meu irmão que roncava mais do que mil trovões juntos até a rodoviária. Acho que finalmente eu estava sentindo o gosto da vida.

...

Boa tarde, quer ajuda?-- Me virei quase que automaticamente ao escutar uma voz masculina. "Como é a vista dai de cima?'' Sacaneei o homem mentalmente ao notar sua altura, ele devia ter mais de dois metros e me encarava como se eu tivesse que teme-lo, mas mantive minha expressão normal e quase bocejei. -- Qual dos ônibus eu tenho que pegar para ir para Nova Iorque? -- Ele arqueeou uma das sobrancelhas e somente apontou com aquela mão gigante a direção do ônibus. Pensei em fazer alguma piada, mas imaginei uma tapa dele, talvez permanecer quieta e sair ilesa do Tenessee fosse uma boa. O agradeci com um gesto simples com a cabeça e andei até o ônibus.

Conforme fui me apoximando notei que ao menos os bancos que ficavam próximos a janela daquele lado estavam todos ocupados, aquilo já me deixou um pouco frustrada. Viajar e não olhar para a janela não é viajar. Voltei minha atenção para o meio a minha volta ao escutar o homem pedir minha passagem. --É... -- Tirei uma das alças da mochila de um dos ombros podendo puxa-la para frente e então pegar minha passagem que estava no bolso da mesma. -- Aqui. -- Forcei um sorriso para ele e adentrei o ônibus assim que ele permitiu. Coloquei algumas mechas rebeldes de cabelo para trás da orelha e cacei rapidamente com meus olhos algum acento ao lado da janela vago e adivinha? Achei um no final do corredor, mas fiz uma careta ao olhar para o outro lado. Digamos que ele não ficava situado em um lugar que fornecesse aromas agradáveis por ficar ao lado do banheiro. -- É o que tem pra hoje Catrina, aceita. -- Respirei fundo e comecei a andar até o mesmo.

Estava praticamente pronta para me sentar quando um rapaz quase que literalmente brotou do chão e me empurrou para o lado, roubando meu lugar. Arqueei uma das sobrancelhas. -- As pessoas são sempre tão educadas por aqui? -- Ele me olhou e abriu um sorriso sínico que logo tratei de retribuir e tombei minha cabeça um pouco para o lado. -- Olha, elas costumam ser mais. -- Disse ele esboçando a expressão de um dos rapazes mais educados do mundo. Bufei e me joguei no acento ao lado, senti minha perna bater contra a dele e ignorei isso por ter sido algo proposital. -- As meninas que vem do campo costumam ser tão delicadas? -- Esbocei uma feição pensativa e neguei com a cabeça. -- Olha, segundo minha mãe, sou a garota mais delicada de onde eu vivia. -- Ele riu, dessa vez não notei deboche. O ignorei e voltei a me acomodar. Tirei minha mochila e a coloquei em meu colo, em seguida com a ajuda de ambas as mãos prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto, porém algumas mechas da franja que inventei de fazer mêses atrás caiam sobre meus rosto. E finalmente as portas se fecharam e motorista começou a viagem.

Tomei um susto ao ver uma mão em minha frente e encarei o rapaz. -- Mike, igual ao jogador de basquete. -- Agora sim eu consegui entender que aquilo representava um cumprimento. O encarei e em seguida encarei sua mão. A expressão que havia se formado no rosto dele era tão engraçada que não havia como permanecer séria. -- Catrina, igual a... acho que ninguém. -- Ri de mim mesma e apertei a mão dele. -- É eu sei.. -- Ele praticamente sussurrou essas palavras. -- Como? -- Perguntei enquanto abria a parte maior da minha mochila e pegava minha garrafa térmica. Ela tinha o tamanho mediano e era lá que estava meu vinho. -- Nada. Para onde está indo? - Ele me indagou. Soltei uma risada fraca e abri aos poucos a garrafa e no mesmo instante o cheiro do vinho inundou minhas narinas, aquilo era muito bom. -- Creio que não é certo sair falando coisas da minha vida para você, vai que é um maníaco perseguidor. -- Estreitei meus olhos fazendo uma expressão de dúvida e suspense e em seguida tomei um gole daquele vinho.

O gosto daquela bebida era o melhor que eu já poderia ter provado. Era forte, mas ao mesmo tempo não ardia minha garganta e muito menos era azedo, estava ideal. - Como Dionísio. -- A voz dele inundou meus ouvidos novamente. Era incrível como ele jogava algumas palavras sem nexo no ar, parecia uma criança aprendendo a montar uma frase. -- O Deus grego? A sério? Nunca ouviu falar de mitologia grega? -- Disse ele finalmente dando sentido ao que havia dito antes, deve ter notado minha cara de idiota, por isso explicou. -- Meu irmão gostava. Vivia me contando histórias sobre o Olimpo e todos os tais Deuses, inclusive disse que se eu tivesse um progenitor divino seria Dionísio devido a semelhança. -- Gargalhei baixo. -- Mas não acredito nessas baboseiras. -- Dei de ombros e fechei a garrafa para que o vinho não derramasse e permaneci a segurando. Ele começou a falar sobre o Olimpo e toda aquela baboseira que meu irmão sempre me dissera e eu poderia jurar que aquele que estava ao meu lado era meu irmão, podia confundi-lo se não olhasse para o físico. [...]

Pressionei rapidamente uma das mãos no banco da frente impedindo que meu corpo colidisse com o mesmo ao sentir a freiada brusca que o motorista havia dado. -- O que deve ter acontecido? -- Sussurrei comigo mesma. -- Não se ...se.. -- Ele não conseguiu terminar. Um calafrio percorreu meu corpo, aquilo estava trazendo uma sensação ruim. Um homem entrou no ônibus com a farda da polícia e disse que procurava por um passageiro em especial e é lógico que o motorista deixou que ele adentrasse o veículo. -- Guarde essa garrafa dentro da mochila. Agora. -- O rapaz me ordenou como se tivesse alguma autoridade sobre mim. Eu resmungaria e com certeza o responderia, mas algo me dizia para obedece-lo. Guardei rapidamente a garrafa com o vinho na mochila e prendi a mesma entre as pernas, no chão.

O homem andava devagar e analisava cada um dos passageiros, era como se ele realmente procurasse por um criminoso, mas ele não me trazia confiança e Mike parece que concordava comigo. Juro que pude enxergar pelo canto dos meus olhos e pegando uma espécie de adaga e guardando por debaixo de suas vestes. "Ótimo. Ele é mesmo um maníaco e vai me usar para sair do ônibus." Pensei comigo mesma e respirei fundo, comecei a pensar em muitas coisas que eu poderia fazer caso ele tentasse usar aquela coisa cortante contra mim e começava a me recordar das lutinhas que tinha com meu irmão, mas não era hora para lembranças. - Quando eu mandar correr, não banque a durona. Corra. -- Ele sussurrou para mim. Havia pânico na voz dele, era algo que eu não conseguia explicar. Eu só poderia estar sonhando.

O ''policial'' parou a uma distância razoável de mim e ficou me observando fixamente, parecia que tentava ler minha mente ou tirar raio x com os olhos, aquilo era estranho. Mike pulou por cima de mim rapidamente e cravou aquela adaga no pescoço daquele indivíduo. Todos os outros passageiros começaram a gritar e eu simplesmente arregalei os olhos, aquilo parecia um filme, era algo muito surreal. -- CORRA. -- Ele berrou e minha mente me fez lembrar do que ele havia pedido, não havia muito o que raciocinar e depois do que ele fez se eu permanecesse ali poderia ir presa ou pior. Peguei rapidamente minha mochila e a coloquei nas costas, pulei o corpo estendido ao chão e corri para fora do ônibus junto ao rapaz. Não havia nenhuma viatura ali fora e muito menos outros policiais. -- Ele não é policial. -- Questinei, mas Mike agarrou meu braço e me puxou. -- Agora não banque a investigadora se quiser se manter viva. Já estamos perto. Vem. -- Me puxou novamente e eu comecei a correr logo atrás dele.

Como aquilo poderia ser real? Eu só queria chegar a Nova Iorque, confirmar minha matrícula e estudar, era só isso. Por que tudo tem que se complicar? -- Isso não pode ser real. -- Murmurava repetidamente para mim mesma enquanto corria desesperadamente por dentro de uma floresta? Nem havia me dado conta que havíamos adentrado uma. Olhei para trás de rapidamente e não consegui ver nada mais do que folhas, arbustos, caules... -- Vai me explicar e vai explicar agora. -- Ordenei parando de correr e tentando controlar minha respiração. Ele parou um pouco a frente e pelo movimento que seu corpo fazia notei que também estava ofegante. -- Não é hora para isso. -- Soltei uma risada e balancei a cabeça negativamente. -- Não é hora para o que? Você quer que eu saia correndo igual a uma retardada por dentro da floresta com um garoto que eu mal conheço e que acabou de esfaquear um homem? Quer que eu pense o que? Quer que eu simplesmente te siga? Claro que não. -- Ele bufou e juro que se pudesse ele murraria minha face.

Ele não é um homem, ele quer matar você. Lembra do que daquela baboseira toda que você disse sobre os Deuses? Pois bem, é verdade e aquela coisa confirma isso. Você é filha de um Deus e acho que você já sabe qual é, sugiro que se quer se manter viva berra a porra desse vinho e reze, clame por ele agora. Isso é muito difícil de digerir, eu sei, mas você precisa. Sei que não sou muita coisa também, mas eu sou a única ajuda que você tem, então se quiser se manter viva pare de refletir sobre a situação agora e vem logo. -- O silêncio predominou entre nós assim que um bater de asas se similou a um estrondo de trovão. Por um momento ficamos no escuro enquanto algo grande sobrevoou bem acima de nós. -- Vem. -- Sacodiu os pés e os sapatos sairam do mesmo e eu não vi pés e sim patas? Como aquilo era possível? Com certeza aquele gole de vinho não havia me feito bem e ele queria que eu tomasse ainda mais e clamasse por um Deus que seria meu pai? Aquilo já estava me irritando. Tornei a correr com ele, parecíamos dois porcos da índia procurando por uma toca.

Paramos automaticamente ao nos depararmos com a criatura mais horrenda que eu já vi na minha vida. Era um pássaro com pernas de homem, mas ao invés de pés tinha patas, em suas mãos haviam garras gigantescas e em sua cabeça um par de chifres. Prefiro não descrever seu rosto, pois assim como eu fiquei sem dormir durante duas semanas, vocês fariam o mesmo. Mike me empurrou calmamente para trás e em retribuição o monstro deu um passo à frente. -- Clame por seu pai, agora! -- Engoli a seco e tirei rapidamente uma das alças da mochila para alcançar a garrafa, mas aquela mão gigantesca atingiu Mike, fazendo com que ele voasse literalmente e batesse contra uma árvore. Em seguida ele fez o mesmo comigo, meu corpo atingiu o chão e eu juro que pude sentir ao estalar dentro de mim. -- Cadê aquele que você chama de pai? Como sempre ele se mantém ausente e você morrerá por um erro cometido por sua mãe. -- Aquilo não poderia ser chamado de voz, era como se ele falasse, mas não emitisse som, só minha mente conseguia captar o que ele dizia e não meus ouvidos.

Mike arremessou uma pedra contra aquela coisa, ganhando sua atenção por meros segundos, tempo suficiente para eu me arrastar até a garrafa e foi isso que fiz. Agarrei a mesma com ambas as mãos e tirei desesperadamente a tampa, bebendo boa parte do líquido. -- Eu não sei se você existe de verdade, até por que nunca me deu uma prova dessa tal existência, mas poderia fazer isso agora. Não deixa Mike morrer, não nos deixe morrer, por favor. -- Murmurei como se estivesse rezando. "Eu sempre estive ao seu lado.'' Uma voz respondeu dentro de minha cabeça e aquilo me trouxe uma sensação de tranquilidade estranha diante daquela situação.

O rosnado ecoou por todo o lugar e no intervalo de piscar de olhos um tigre com pelugem de ouro marcado por riscas pretas pelo seu corpo inteiro apareceu bem a minha frente. Pensei que ele me atacaria, mas ele começou a ir em direção ao monstro, nos dando tempo para escpar. -- Vem, anda. -- Senti Mike me levantar com toda a força que ainda restava e eu tentei ajuda-lo firmando minhas pernas no chão. -- Já estamos na metade da colina. -- Ele envolveu um dos braços em minha cintura e eu transpacei um dos meus pelos seus ombros e rapidamente começamos a nos locomover para longe dali. Ele estava carregando praticamente 50% do meu corpo, por mais que eu tentasse me manter de pé e sustentar meu peso, sentia uma dor gigantesca na região do abdomem. -- O tigre.. -- Murmurei olhando para trás com os olhos cansados e pesados. -- Ele vai ficar bem. Seu pai o protegerá. -- Foram as únicas palavras que escutei antes de apagar e na manhã seguinte acordar dentro de um chalé.





TRAMA














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Mackenna Wayland D'Martel
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