The Blood of Olympus
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O reerguer do mal | Missão One-Post para Amélia e Elise

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O reerguer do mal | Missão One-Post para Amélia e Elise

Mensagem por Quione em Qua Abr 15, 2015 6:25 pm


O reerguer.

Não é somente de trevas que o mal é alimentado.



A lua estava em seu ápice, seu tamanho indescritível misturava-se com o brilho nada sutil que a estrela noturna emitia. Duas garotas com sorrisos doces em seus lábios encontravam-se deitadas sobre a areia úmida da praia. Os pingos de chuva ainda molhavam seus corpos, deixando as roupas coladas em suas curvas.
O sono logo apanhou a dupla, ambas entregaram-se aos braços de Hipnos e consequentemente aos braços de Morpheus, deixando suas mentes livres para os sonhos mais diversos e complicados que poderiam possuir em suas vidas.

” O mal cresce a cada suspiro dado.
A derrota do bem é previsível.
O futuro não poderá ser mudado
Ou talvez possa ser, depende tudo da crença.
Seu destino é uma enigma
Tenha foco onde tudo iniciou-se.”


O enigma estava lançado. Os dados do jogo mais uma vez estava rodando no tabuleiro. Agora restava apenas as meninas decidirem-se para onde deveriam prosseguir, e completarem assim sua missão.

REQUISITOS:

Ӝ A missão é uma one-post em dupla, ou seja, a missão será dividida em duas partes, sendo assim vou dividir o que quero em cada uma delas:
— Primeira parte:
- Luta contra dois lobos, um ciclope e um cão infernal;
- Deve passar por pelos menos três países;
- Ao menos um obstáculo que tenham realmente dificuldade de enfrentar;
- Peço que a narradora da primeira parte termine a mesma quando encontrar o pergaminho com o próximo enigma.
— Segunda parte:
- Luta contra um grupo de dez esqueletos guerreiros, dois gigantes e aquele que esta tentando libertar o mal, este ficando a escolha da narradora;
- Na volta espero que o cansaço de vocês esteja realmente exposto na narração;
Ӝ Deixe a criatividade fluir, mas lembrem-se: Vocês não são imortais;
Ӝ Vocês poderão levar apenas quatro armas de escolha livre;
Ӝ Minimo de 1500 palavras por post;
Ӝ Prazo de sete dias (22/04);
Ӝ Boa sorte;



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Re: O reerguer do mal | Missão One-Post para Amélia e Elise

Mensagem por Lise Kröss Holstein em Dom Maio 03, 2015 1:20 pm


Final..

O “medo” é uma palavra muito forte e que se apodera de um herói a cada novo obstáculo em seu caminho, só que não existem obstáculos impossíveis que não possam ser superados e não existem batalhas que não possam ser vencidas. As semideusas aprenderam da pior maneira que o “medo” não era algo a se temer e sim apenas mais uma barreira que elas deveriam vencer para se tornarem mais fortes e assim poder cumprir o que foram destinadas a fazer. Curvada sobre suas pernas Elise tentava enxergar o pequeno papel que estava em poder de Amélia, o local era bem escuro, clareado apenas por uma lanterna que estava sendo usada pela filha de Phobos. Aquele pergaminho era muito importante para as duas garotas, pois ali teria mais uma parte do enigma que teriam que decifrar. Levantando a lanterna e iluminando o pequeno papel, as meninas conseguiram ler o pequeno verso.

Da noite e das sombras vem.
Não é somente das Trevas que o medo é alimentado.
Seu destino pode ser traçado.
Cuidado, pois a morte pode estar do seu lado.


Aquelas palavras não faziam muito sentido, elas se entreolharam e decidiram que deveriam verificar o significado delas depois. Levantaram-se e rumaram para a passagem por onde entraram, um vento frio arrepiou os pelos dos braços das campistas e elas apressaram o passo para sair daquelas tumbas. O local estava frio e só se podia ouvir o estalar dos ossos sendo quebrados quando elas pisavam no chão, catacumbas e passagens a muito esquecidas e paredes cobertas por teias de aranha e insetos nojentos, o breu era total. Lis virou para trás olhando Amélia que vinha abraçada em seus braços: - Ame, vamos logo. - Disse a garota apressando os passos e passando pela passagem estreita chegando a um grande salão.

O salão era enorme, várias pilastras espalhadas por pontos pré-determinados e uma enorme estátua central a qual estava bem destruída, talvez pela erosão do tempo ou só por bárbaros que teimavam em brandir seus poderes dentro de um templo usado para culto de um determinado deus, que elas não conseguiam distinguir qual era por causa de sua má preservação. As garotas estavam cercadas, um exército com mais ou menos dez soldados esqueletos estavam de prontidão só esperando para atacar. Entreolharam-se e enfim era hora de mais uma luta. As jovens puxaram suas espadas e foram para a batalha.

Elise correu para atacar os soldados esqueletos do seu lado direito, enquanto Amélia lutava com os do lado esquerdo. A filha de Phobos partiu para o ataque levantando sua lamina com as duas mãos, na tentativa de assustar seu adversário, ela impediu seu golpe e impulsionando-se com as duas pernas saltou para trás para não ser atingida. A ruiva brandiu sua espada e enfiou a mesma no meio da costela de um dos esqueletos e pressionando seu corpo o derrubou no chão partindo para o próximo inimigo. Atacou-o primeiro dessa vez, e ele se desviou facilmente, avançou de novo que refreou da mesma maneira. Não sabia o que fazer, parecia que ele sabia o que ela faria. Foi então que sem delongas, partiu para cima dele, e com um movimento rápido cortou seu pescoço fora. A garota não estava de brincadeira, atacou mais alguns soldados e a luta ficava cada vez mais intensa e demorada.

Amélia foi atingida no braço e seu escudo cambaleou em sua mão. Ela soltou o escudo e colocou a mão no braço, que sangrava um pouco. Droga! Não podia se machucar, pensou a caçadora. Ela não deixaria que aquilo acontecesse de novo. Desafiou com raiva e avançou novamente vendo-o defender-se com precisão, atingiu-o na perna esquelética obrigando-o a cambalear para trás e então aproveitou e o cortou no meio, ninguém a deteria. A morena correu até outro inimigo e o combateu primeiro pelas costas enfiando sua lamina afiada nas costelas do esqueleto. Apenas dois barulhos eram ouvidos, o tintilar dos metais e a respiração ofegante da garota.

Antes de pensar o que fazer, Elise foi atacada pelas costas. Só teve tempo de abaixar para que a foice não lhe acertasse. Ao se virar, um esqueleto estava a olhando furiosamente. Pegou seu item que havia caído no chão e ele veio para cima dela com uma grande velocidade e atacou o seu lado direito. Ela girou e bateu com a espada na foice dele, aproveitou de um minuto de distração do inimigo e jogou toda a sua força no peito dele e o empurrou. Ele cambaleou um pouco e ela não hesitou e o atacou, mas o saco de ossos não estava tão desnorteado como pensava e acabou aparando o golpe com a bainha da foice e assim ficaram por um tempo, trocando e aparando golpes e estudando um ao outro. Então, depois de uns minutos só nisso a ruiva teve um golpe de sorte e atingiu a perna esquerda dele. Ele se ajoelhou, mas continuou se defendendo como se não estivesse naquele estado. Suas laminas se chocaram uma contra a outra, e logo depois, tentou atingi-lo na costela, mas ele conseguiu se defender, girando sua arma e jogando o metal da garota pra longe. Lis deu uma cambalhota para o lado e pegou novamente a espada, se esquivando do novo golpe. Voltou a ataca-lo e dessa vez teve mais sorte, enfiou a espada no lugar que estaria o coração do esqueleto, o desmontando.

Novamente, as espadas de Ame e do esqueleto com que lutava se chocaram, eles ficaram assim por alguns segundos, apenas olhando um para o outro, quando resolveu que avançaria novamente. Tentou ataca-lo, mas todas as suas tentativas foram em vão, ele se esquivava. Sua lâmina passou raspando pelo seu braço, e ela avançou sobre ele. Rodou sua espada na dele que caiu. Com o seu corpo, empurrou o esqueleto para o chão. Segurou o metal com certa firmeza e enfiou ele no lugar do coração do esqueleto, o retalhando. Olhou para o corpo do monstro inerte no chão e ficando no centro atacou os últimos dois esqueletos. Acertou seu item em um deles e o segurou empurrando com um chute para cima do outro. Elise correu para ajudá-la, as duas atacaram os esqueletos e com um golpe rápido destruíram os últimos inimigos.

Agora sim as semideusas podiam respirar tranquilamente e então tentar descobrir o que o enigma dizia. Amélia desenrolou o pergaminho para ler com mais calma o enigma e assim tentar decifra-lo. Sombras as cercaram e uma mulher linda, de longos cabelos negros, olhos claros e a pele tão clara como a lua se aproximou das duas garotas. Elise a encarou e então disse em um sussurro: - Lady Nyx. - A morena olhou com atenção a deusa a sua frente e com uma pequena reverência perguntou o que a deusa queria com elas. Nyx apenas as encarou e com um olhar gélido, disse.

- Semideusas, fiquei sabendo que vocês estão atrás do ser que quer libertar o mal. Por coincidência mandei uma semideusa, filha de Afrodite, descobrir onde um dos espíritos de Queres estava escondida. A Jovem me deu a informação que o espirito se encontra no México, em um prédio que possui apenas duas escadas, Rua St.Vagas, número 201, na capital do México. Vocês precisam ir até lá e matar quem sequestrou Queres. Tomem cuidado, ele pode ser perigoso.

Antes que as semideusas pudessem responder, a deusa sumiu da mesma maneira que chegou, através da nevoa. Amélia olhou para Lis e em voz baixa releu as linhas do enigma. Agora tudo fazia sentido para as duas garotas, o enigma realmente falava de Queres. – Como vamos para o México? – A caçadora perguntou.

Elise lembrou-se que já tinha lido sobre uma carruagem e três irmãs que levavam semideuses em troca de ouro, carruagem da danação. Mais como ela chamaria? Soltou um assobio alto e esperou por longos minutos e nada aconteceu. Buscou em sua memória como deveria chama-las, colocou a mão no bolso esquerdo e dê-la retirou um dracma. Segurando ele entre a mão, disse. – Stêthi Ô hárma diabolês. (Pare, carruagem da danação) - Jogou a moeda no chão e esperou alguns minutos. Pouco tempo depois um táxi todo amarelo parou em sua frente e três velhas feias olhavam para elas.

- Entrem logo, não temos todo o tempo do mundo.

A outra virou e perguntou.

- Para onde essas lindas jovens querem ir?

A risada das velhas ecoava na cabeça das meninas. A filha do medo se perguntava como conseguiam correr tanto daquele jeito, tendo apenas um olho. Não queria admitir, mas estava com medo, se segurou em um dos bancos e respirando pesadamente, disse.

- Para o México, um hotel onde possui apenas duas escadas, Rua St.Vagas, número 201, na capital do México, onde supostamente Queres está. – A última frase foi dita tão baixo que ela pensou que as velhotas não tinham ouvido.

- Sabemos exatamente onde ele fica.

Naquele momento elas sentiram como se não tivesse mais corpo e tudo que tinha comido aquela manhã revirava em seus estômagos. Elise já estava ficando branca, amarela, verde e a filha de Afrodite fazia uma cara um tanto quanto engraçada, parecia que iria vomitar a qualquer momento. Foi que de repente a motorista parou abruptamente o táxi e lhes disse que tinha acabado de chegar ao hotel. As garotas desceram do táxi ainda com as pernas bambas, se apoiando em uma das paredes de entrada para conseguir se recompor.

Olharam ao redor, as ruas estavam desertas, o ar pesado, o prédio parecia abandonado. Á noite, o hotel parecia espectral, as janelas grandes arqueadas refletindo a luz do luar como espelhos quando refletem a luz. A filha de Phobos sacudiu o portão, mas um cadeado pesado o mantinha fechado.

- Está trancado. – ela disse, olhando para Ame por cima do ombro.

A caçadora pegou sua faca.

- Deixa que eu cuide disso.

Lis observou enquanto a outra garota mexia no cadeado, olhando a fachada de pedras que era elegantemente decorada com arabescos, as paredes estavam escuras e gastas por anos de exposição a ar poluído e chuvas ácidas.

- Não consigo. – disse a filha do amor, saindo de perto do portão.

- E o que faremos agora?

- Não sei, Lis.

Uma brisa quente passou, soprando as folhas caídas à frente das árvores ao lado de fora do hotel, fazendo com que o lixo da sarjeta e da calçada voasse. Diversos postes de luz que alinhavam as calçadas estavam apagados, embora os mais próximos do hotel emitissem um singelo brilho amarelo na rua.

- A maioria desses hotéis antigos, não faziam entregas aqui pelo portão da frente. Quero dizer, deve ter uma entrada do lado, não sei.

A ruiva puxou-a com ela para dobrarem a equina do hotel e foram para um beco que provavelmente servira como área para serviços de entregas. Era estreito, cheio de lixo, parecia que ninguém passava por ali a anos ou recolhia o lixo. O cheiro estava forte, quase insuportável, e mesmo no escuro elas podiam ver as sombras de bichos passando sob o lixo acumulado.

- Deve ter alguma entrada por aqui. – disse Lis, remexendo no lixo.

Havia uma grade de metal no chão embaixo de várias latas de lixo. As meninas com muito esforço jogaram as latas para o lado e puderam avistar as barras finas cobertas por sujeira e ferrugem. Uma delas se ajoelhou, agarrou as barras e levantou a grade. - Vamos. – disse Elise, atravessando a grade com um único movimento. Ame segurou o ar, esperando um grito de dor ou surpresa, mas só ouviu o ruído de pés aterrissando em terra firme. – Pode vir. – ela disse, com a voz firme.

A seguidora de Ártemis escorregou pelo buraco, a queda durou apenas um segundo, mas que para ela parecia bem mais. – Será que é o lugar certo? – disse, assim que se levantou do chão. A filha do medo balançou a cabeça em negativa como se não soubesse responder a pergunta e pegou sua lâmina em mãos seguindo por um caminho estreito até chegar a uma entrada, cuja porta não estava mais lá, conduzia ao andar inferior do hotel. Só havia duas escadas que iam para os andares superiores, mas seus degraus estavam apodrecidos e na frente de cada uma delas um gigante parado com sua enorme maça na mão, como se estivesse tomando conta de algo e não permitiriam que ninguém subisse sem derrota-los.

Visão de Elise.

Como marionete presa com o corpo em cordas, a garota deu passos esquematizados. Olhou para as escadas e fez um gesto para Amélia para que ela a seguisse e lutasse contra o outro gigante. Mantinha a espada próximo ao corpo e mirando com precisão caso necessitasse se defender em breve, abaixava a cabeça, mas novamente a erguia encarando a fera com raiva e furor, tinha como foco principal matá-lo. Seu corpo relaxou em alguns segundos e ela se afastou. Levou uma pancada no lado da cabeça e deu alguns passos desajeitados pra trás, quase tropeçando. Um zumbido alto se criou em seus ouvidos, e balançou a cabeça, procurando desfazer a tontura que se instalou após o ataque. Respirou fundo, segurando a espada com mais força nas duas mãos, sentiu a mesma familiaridade de antes e levantou um pouco o olhar, o bastante para ver as pernas do monstro, se aproximando. Soltou um leve suspiro, rápido, e girou, abaixando a lâmina, acertando as pernas da criatura, fazendo-o cair.

Ao cair, o gigante virou o rosto para Lis, seus olhos se encontraram, e ele sentiu seu corpo ficar paralisado. A ruiva aproveitou a brecha para voltar a avançar, pegou seu item e tentou pega-lo pelas costas, deferiu um golpe tentando fazer um rasgo em seu tornozelo depois rolou para trás para escapar de um possível giro dele. Olhou novamente para o inimigo e avançou em sua direção, era a filha do medo, ele e suas habilidades, tudo ou nada. Pulou para o lado e tentou deferir um golpe na altura de sua cintura, o monstro foi mais rápido e acabou acertando sua maça de raspão em seu ombro esquerdo, a dor que Elise sentiu foi intensa que acabou caindo no chão. Levou uma de suas mãos ao ombro tentando estancar o sangue que não parava de pingar.

Levantou, e mesmo com dor correu em direção ao monstro. O monstro a atacava sem piedade teve que pular para o lado se não se machucaria novamente, aproveitou de um minuto de distração e pulou nas costas dele. Fincou o metal nas costas da criatura e o usou como base para subir até a nuca, onde se sentou, com as pernas nos ombros do bicho. O monstro não parava de se mexer e rodopiar, como um boi num rodeio. Lis usava todas as suas forças para se segurar, tanto que até deixou a espada cair. Seu plano era cansa-lo e depois que ele estivesse bem cansado daria o golpe final.

Era balançada de um lado para outro de forma bastante rude. Não conseguiu segurar-se por muito tempo e acabou sendo arremessada contra a parede. Levantando com as mãos nas costelas, tentou defender-se de seu próximo golpe rolando para o lado e conseguindo pegar sua arma. Sem pensar muito se aproximou e tentou enfiar sua lâmina nas costelas dele, mas não deu muito certo ele se mexia tanto que seu braço tremendo acabava o defendendo. Resolveu que essa seria a hora de usar um dos seus poderes passivos, olhou em seus olhos e sentiu seu corpo se paralisar de medo.

Empunhou sua espada e fez cortes rápidos passando a lâmina pelos seus tendões para ele perder a força e vir ao chão de uma vez. Assim que o monstro caiu, resolveu que seria a hora de finalizar a luta, cravou o metal com tudo no coração da criatura, urrou de dor e caiu desfalecido no chão. Levantou-se e viu quando o corpo da criatura desapareceu em uma nuvem de poeira e fedor. Fez uma careta por causa do cheiro e se sentou no chão, ofegante. O monstro tinha sido destruído. Ela estava esgotada, realmente precisava de uma cama para descansar. Colocou a espada no suporte e se aproximou de Ame para subir as escadas com cuidado.

Visão de Amélia.

A primeira coisa que a garota reparou foi o chão arruinado de mármore branco, tão quebrado que lembrava o mar cheio de pedaços de gelo. O cheiro do ambiente era de sangue e mofo estava lhe causando náuseas. Ela foi tirada de seus devaneios com um cutucão de Elise em suas costas para que a seguisse para que juntas enfrentassem os monstros.

Chegando mais perto da escada, o monstro veio correndo em direção à filha de Afrodite, impulsionou-se para trás antes que ele pudesse acerta-la. Ele era alto, de uns 3 metros, musculoso, pálido, com uma cara bem feia e carregava uma maça... Robusta com algo em suas pontas, um liquido vermelho. Veneno talvez, mas ela não tinha tempo para pensar. Com uma veloz investida o monstro corria em sua direção com a arma empunhada mirada em seu peito, com pouco tempo para tentar defender-se, tentou esquivar, mas infelizmente pegará de raspão em seu braço, mas logo o combateu, pulando em sua direção e o acertando uma joelhada na cara. Cambaleando um pouco por causa do impacto, a menina o combate horizontalmente com a espada, acertando-lhe na barriga, de onde sangue começará a sair.

Correu em direção dele novamente, mas ele foi mais rápido e a caçadora rolou para frente se esquivando de dois golpes seguidos, se levantou socando seu braço, assim o afastando um pouco. Arfando mas ainda com o sorriso no rosto, se preparou pra o próximo contra-ataque, girou o corpo junto com sua lâmina e em um só ataque o decapitou. Ofegante e se sentindo muito tonta, fraca e cansada. Algo que possa ter sido resultado dos dias sem dormir, das feridas que não foram tratadas com cuidados, de não ter comido nada além de salgadinhos saqueados em maquinas na rua e também pelo liquido da arma que entrará em contato com suas feridas. Totalmente esgotada caiu de joelhos no chão. Ela não sabia nem como tinha vencido a luta, no estado que estava. Poucos segundos depois, cambaleando e ainda exausta por conta da luta, a ruiva se aproximou da filha do amor para que juntas pudessem subir as escadas.

Os degraus da escada rangiam a cada passo que ambas as meninas davam para subir e chegar à parte superior do hotel. O corredor era bem longo e nenhum final podia ser visto por conta da escuridão que tomava conta do local. As garotas andavam juntas e em silêncio, mas atentas a tudo a sua volta. Elise se recostou em uma das paredes, a jovem já estava esgotava e não sabia da onde estava tirando forças para conseguir dar mais um passo. Elas ouviram pequenos ruídos vindos de uma porta do lado direito, seguiram caminhando com cuidado até perto da porta e ouviram vozes. Com um golpe certeiro, Ame levou a porta abaixo e pegando seus itens em mãos, elas se colocaram em forma de luta.

A sala estava iluminada apenas por velas que foram colocadas propositalmente no chão. As pinturas foram cortadas por espécie de um canivete, podiam se ver teias de aranha e bolores nas paredes, o cheiro de mofo era intenso. Entulhos adornavam todo o comprimento da enorme sala e desenhos sem nenhum significado foram feitos com sangue pelo chão e por todas as paredes. Uma gaiola encontrava-se no centro do cômodo, o espirito preso parecia fraco. O ar parecia pesado e aquele cheiro de mofo misturado com sangue causava náuseas, a situação estava sinistra. Uma risada ecoou ao redor, as paredes do lugar estremeceram com o som daquela voz poderosa. As jovens olharam ao redor procurando por alguém.

- Então Nyx, realmente mandou duas garotas tolas como vocês virem salvar Queres? Vocês nunca conseguiram passar por mim e libertar este espirito, Lâmia a rainha retorna. Vamos usa-la em um feitiço para invocar o mal, terei muito mais poder. Outro semideus como vocês tentou me matar anteriormente, mas não conseguiu.  

A voz saiu das sombras, a criatura era horrenda com escamas cobrindo seu corpo, garras no lugar de unhas, o rosto mais lembrava o de um crocodilo, ela se arrastava como uma cobra. Seu corpo era coberto por um manto negro com uma armadura que parecia de aço, seus olhos eram tão negros quanto às sombras que a envolviam. O monstro as encarou rapidamente sibilando como uma víbora, ela estava pronta para dar o bote. Afastaram-se aos poucos, a filha do medo retirou sua outra espada do suporte e juntou as duas lâminas transformando-as em apenas uma.

A ruiva ergueu sua espada a altura de seu peito pondo a mesma reta de modo que a mão estivesse também, sorriu maliciosamente e olhou para a caçadora a seu lado que também segurava sua arma, logo olhou para o monstro. Girou seu corpo 90°, desferindo um corte horizontal tentando acertar o flanco do monstro, enquanto a morena rapidamente avançou lançando levemente seu corpo em direção do mesmo, fechando com força a palma da mão envolta ao punho do item, e então com velocidade esticou seu braço em direção ao estômago do mesmo numa estocada fazendo a espada passar de raspão no corpo do inimigo, só que por um minuto de distração da caçadora a víbora acertou suas garras nas costas da menina, a fazendo cair.

Elise soltou um suspiro com os olhos meio arregalados vendo a seguidora de Ártemis no chão, sorriu, como uma sanguinária, não se satisfazendo usou seus olhos do medo para paralisar seu inimigo por alguns segundos. Sem perder tempo saiu em disparada em direção do mesmo, como um leão em busca de sua presa, estava com os olhos vidrados e em alta velocidade, lançou a espada no chão ao lado dele usando de base e sem ao menos parar continuou e então levantou rapidamente um de seus pés, o esticou de modo que acertasse exatamente o centro do peito da cobra, tal chute a armadura não amorteceu, a jogando para trás. Fixou novamente os pés no chão sem perder tempo lançou o corpo para frente de modo que sua mão direita estivesse para trás numa passada rápida arrancando a espada que estava cravada no chão, elevou novamente a lâmina na altura da cabeça do inimigo tentando fazer um corte vertical que acabou sendo defendido, rapidamente distanciou alguns passos para trás o observando, girou rapidamente o corpo para baixo tentando dar uma rasteira nele, que acabou sendo mais rápido girando seu próprio corpo acertando um chute na altura do peito da jovem a lançando contra a parede.

A filha de Afrodite se levantou com as pernas escancaradas cravando o metal no chão para se segurar enquanto respirava de modo ofegante. As costas doíam por causa do ferimento, ela levantou sua lâmina e correu o mais rápido que suas pernas aguentaram e girou 180° parando atrás do mesmo desferindo dois golpes simples, cravou a espada na perna esquerda do monstro afetando sua mobilidade e então desferiu um corte horizontal e preciso, rapidamente puxando a espada novamente para trás dando um pequeno chute para desconcertar a estabilidade da criatura que estava em pé. Afastou-se um pouco e observava o animal com a perna dilacerada enquanto pensava em uma maneira de mata-lo. A filha do medo levantou com as mãos nas costelas e viu o monstro caindo ajoelhado no chão, ela correu e com crueldade, talvez provocada pela adrenalina da batalha e a fúria que corria solta em suas veias, enfiou a espada no crânio da criatura que começou a ganir horrendamente de dor, tentando se debater, mas era em vão. Em segundos, tudo o que tinha sobrado da cabeça da criatura fora uma massa estranha e quente em suas mãos e um corpo dilacerado deitado, fumegante, aos seus pés.

As garotas terminaram com o último monstro, estavam muito suadas e exaustas, desabaram no chão pelo cansaço tentando descansar um pouco. Ainda ofegantes e esgotadas, realmente precisavam de uma cama para descansar. Elise colocou as espadas no suporte, se levantou e com cuidado aproximou do espirito. Ele estava acorrentado e dentro de uma jaula, olhou para as garotas dizendo:

- Vocês conseguem cortar essas correntes?

- Eu não sei.

- Essa corrente tem algum feitiço porque eu não consigo me soltar.

- Mas já ouvi falar que só a arma de um deus é capaz de quebrar o ouro que prende um. Então eu não seria capaz de soltar o senhor.

- Isso é verdade pequena, mas uma das bênçãos dos filhos de Ares é que seu filho poderia por pouco tempo portar as armas do deus.

- Mas eu sou filha de Phobos.

- Sim, e Phobos é filho de Ares. Portanto ele poderia lhe dar a aura do medo dele parecendo que você estaria usando suas armas, como uma projeção.

- Está bem, vou tentar.

A menina pensou fortemente em seu pai e pediu que lhe concedesse essa benção. Pegou novamente sua espada e levantou-a fazendo um movimento e cortando as correntes que prendiam Queres. O espirito se soltou e veio em nossa direção.

- Obrigado crianças.

- Posso te pedir uma coisa senhora?

- Claro o que precisa? Estou lhes devendo uma.

- E que eu gostaria que você nos mandasse de volta para o acampamento.

- Claro senhorita.

A missão tinha enfim terminado e em poucos segundos chegaram ao acampamento. Era tão bom ver os chalés, a casa grande, a floresta. Como dizem nada melhor do que o lar, e era isso que elas precisavam naquele momento. Depois de terem saído praticamente mortas da missão cada passo que davam era doloroso, mas mesmo assim prazeroso ainda mais por terem salvado o mundo.

As garotas caminhavam ofegantes e podia ver que sentiam muito dor só pelas caretas horrendas que faziam quando pisavam. Estavam suadas e esbaforidas, seguiram caminhando lentamente até a casa grande. Quiron e o senhor D. já as esperavam. Entraram no escritório e sentaram em uma das poltronas.

- Gostariam de falar conosco?  - Uma delas perguntou.

- Gostaríamos de parabenizar pelo sucesso que foi a missão

- Obrigado senhor D.

- Bom, era só isso se quiserem ir descansar agora.

Elas apenas confirmaram com a cabeça e saíram deixando os dois para trás e voltaram a caminhar indo em direção a enfermaria, como era bom estar de volta ao acampamento.



Armas levadas por Amélia:

*Arco Cupido - Arco com uma Aljava de flechas infinitas que nunca erram o alvo, se transforma em um Diadema ou um Colar.

*-Faca de Caça Lunar - Uma faca, medindo 30cm, com punho de couro, serra e pontuda também. É feita de bronze sagrado banhada em prata, abençoada por Ártêmis. Tem várias utilidades e tem a pequena vantagem de que, quando atingir um monstro, o deixa 20% mais lento, já que a faca tem a benção da Deusa da Caça. Acompanha bainha de couro de veado.

*Dardos da Lua Crescente - Dardos, com sua ponta em forma de lua crescente. Segue seus adversários até que os atinja o paralisando por um turno. Á noite, esses dardos ignoram qualquer tipo de defesa (e se tornando sólidos ao atingir o alvo), se tornando pura energia, só sendo parados caso algum tipo de encantamento proteja seu alvo. Contém 5 dardos, resistentes e velozes como um raio, pequenos e afiadíssimos. Não são repostos, então, não se esqueça de pegá-los de volta quando acabar o combate

Set Imperial (Espada - Armadura - Escudo) | Def: 400 Atk: 200 | Feita de Prata Primordial
Armas levadas por Elise:
*Espadas Espartanas: espadas de bronze banhadas no sangue de Phobos. A aura emitida pelas duas espadas é capaz de fazer os inimigos de quem as empunha relembrar seus mais intensos e obscuros medos. Pode ser unida, formando apenas uma arma.

*Armadura de Sangue: uma armadura vermelha banhada no sangue de espartanos. Faz com que todos ao redor do usuário relembrem de seus medos e se mantenham afastados se possível. Quando utilizada amplia a força física e a velocidade em 10 vezes.

Magnus -> Clava dupla. Se prende ao punho do dono. Toda feita em bronze celestial, com detalhes em diamantes e rubis. Transforma-se em um bracelete, no qual está gravado seu nome. Ao atingir o inimigo com essa arma, ele ficará atordoado por algum tempo, não conseguindo prestar muita atenção na luta.  
Poderes Usados por Amélia:
Flexibilidade: Por serem ágeis, os filhos de Afrodite têm mais chances de esquivas, ter mais força para correr e para escaladas.
Poderes Usados por Elise:
Olhos Medonhos [Iniciais] - Seus olhos ficam completamente negros, de forma que caso seu inimigo olhe neles, ele ficara com medo de atacar. Com a evolução de seus poderes eles podem chegar a tal ponto que seu inimigo caia no chão aterrorizado.
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Re: O reerguer do mal | Missão One-Post para Amélia e Elise

Mensagem por Quione em Dom Maio 03, 2015 7:01 pm

AVALIAÇÃO DA PARTE FEITA POR AMÉLIA BENNET:

ORTOGRAFIA:
Quase perfeita. Creio que uma melhora poderia ser feita. Uma simples revisão mais completa, que evitaria tanta repetição de nomes e alguns erros de falta de atenção.
NOÇÃO DA TRAMA:
A trama que fora passada fora seguida fielmente. É visível que houve dedicação para mantê-la dentro dos padrões.
CRIATIVIDADE:
Adorei a forma como colocou os monstros, como os criou. Adorei como fez a escolha dos locais e até mesmo a interação entre as personagens. Você tem muita capacidade, basta apenas saber como explorar isso.
GANHOS E PERDAS:

- 90HP/90MP
+ 350 exp
+ 300 Dracmas
+ Arco Negro [ Trata-se de um arco negro, seu material é completamente desconhecido, mas sabe-se que ele é poderoso. As flechas são prateadas, estas possuem a capacidade de tornar negro o local que é afetado, por possuir um veneno paralisante, que tende a se espalhar pela corrente sanguínea. {Veneno somente usado 2 vezes por missão} Torna-se um colar com o pingente de uma flecha quando não esta em uso.]

AVALIAÇÃO DA PARTE FEITA POR ELISE KROS HOLSTEIN:

ORTOGRAFIA:
Quase perfeita. Possui muito talento, basta apenas saber explora-lo.
NOÇÃO DA TRAMA:
Manteve-se fiel a trama assim como pedi, deixando a missão realmente boa.
CRIATIVIDADE:
És muito criativa. Sabe criar coisas legais explorando seus conhecimentos, podendo um dia tornar-se uma ótima escritora.
GANHOS E PERDAS:

- 60HP/80MP
+ 400exp
+ 350 Dracmas
+ Dardos Negros [ Consiste em dardos de coloração esverdeada. Quando não esta em uso transforma-se em uma pulseira que possui como pingente uma pequena faca. Porém quando atinge o oponente, o dardo torna-se uma faca de arremesso, e espalha uma pequena quantidade de veneno paralisante. {Usado apenas 2 vezes por missão} ]

OBSERVAÇÃO GERAL:

Eu acho que ambas fizeram um uso muitíssimo excessivo de divindades, o que é completamente desnecessário, ambas tem capacidade para conseguir descobrir coisas e se curarem sem precisar convocar deuses. Exatamente por isso resolvi dar uma maldição simples para ambas.

Maldição do Retardo {Elise}: [ Consiste em uma maldição permanente, sendo nunca quebrada. Esta maldição é dada em função ao veneno de cobra que percorre a corrente sanguinia da jovem, recebido na missão “O Reerguer do Mal”. Seus movimentos tem um retardo de 5%, ou seja, toda vez que ela pensar em um plano de ataque, ela terá um retardo considerável para coloca-lo em pratica. ]

Maldição do Retardo {Amélia}: [ Consiste em uma maldição permanente, sendo nunca quebrada. Esta maldição é dada em função a ferimentos profundos recebidos na missão “O Reerguer do Mal”. Seus movimentos tem um retardo de 5%, ou seja, toda vez que ela pensar em um plano de ataque, ela terá um retardo considerável para coloca-lo em pratica.]
Att por Quione
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Quione
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Re: O reerguer do mal | Missão One-Post para Amélia e Elise

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