The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

Uma Nova Era Para Ceifadores - One Post para Arya Doprav

Ir em baixo

Uma Nova Era Para Ceifadores - One Post para Arya Doprav

Mensagem por Thanatos em Qua Abr 15, 2015 12:13 am

Piedade e misericórdia. Tais características são, ironicamente, bastante comuns de se ver na morte. Contudo, não era um simples pedido de clemência que o fazia ceder. O deus, calmo e frio, sabia admirar uma boa alma e tinha um dom único para isso.
Seus seguidores, contudo, precisavam ser treinados e treinados. Os sentimentos falavam alto e o ódio lhes fazia agir erroneamente. As coisas estavam prestes a mudar, decidiu Thanatos. Seus ceifadores seriam expostos a perigos, perderiam o medo de agir e também aprenderiam agir com calma sob pressão. Em breve, o restrito grupo de semideuses que o deus tinha à disposição, teria total confiança dele no seu juízo.
Arya Doprav, a líder de seus seguidores, fora chamada para uma importante missão. Isso dividiria um pouco dos momentos dos ceifadores. Era hora de eles agirem e evoluírem. Em breve, ceifar não seria seu único trabalho.
Mas por hora, era isto que ele usaria.
E a lista entregue à filha de Poseidon continha 7 nomes. A cada dia da semana ela deveria tirar a vida de um ser igual a ela. Se houvesse algum resquício de compaixão e pena em seu corpo, a garota não terminaria a missão, ou pelo menos não contente. Mas se isso fosse capaz de arrancar dela os sentimentos inúteis dos semideuses, de muito seria válido.
O que o deus esperava, agora, era o resultado desta missão. Sua líder seria cruel e poderosa o suficiente? Ela já provara que sim uma vez, mas agora colocaria em prática seu título e usaria suas armas para o propósito que lhe foi dado.
Ceifar almas.

Regras:
*Sem erros ortográficos, coerência estas coisas costumeiras mas necessárias.
*Não darei um mínimo de linhas, sei que você é capaz de fazer muito com pouco e de fazer ainda mais com muito. Deixarei isso contigo.
*Use tudo o que quiser e possuir nesta missão, sem restrições de poderes e armas, mas coloque-os em spoiler depois.
*Você tem 7 dias a partir de hoje (15/04) e caso precise de mais tempo, envie-me uma justificativa válida por MP.
*Se divirta e faça eu me divertir também.

Detalhes IMPORTANTÍSSIMOS:
Você tem 7 nomes, então varie bastante o modo de ceifar, a trama de cada NPC e etc. Explore este ser ceifado e tudo em torno dele. Que cada dia seja um conto impressionante e atrativo. É isso que quero.
Para facilitar, irei escolher 3 das vítimas:

Oliver Schottky --> Pai de uma garota em recuperação de uma grave cirurgia (ele estará no hospital e a recuperação estará cada vez melhor, até a morte dele).
Henry Bells --> Um semideus forte e que se rebelou contra os deuses (a causa da morte pode ser natural, mas você deve detalhar).
John Steve --> Neto de um casal de senhores bastante velhos. Somente os três estão vivos e o garoto acaba de se formar na faculdade e arranjar um bom emprego (uma família sofrida mais feliz, que quando finalmente vê a sorte bater à porta, vê esta virar as costar e partir).


Lembre-se, é uma missão para medir sua força e capacidade. Várias pessoas morrem por dia, mas Thanatos escolheu 7 a dedo para você, serão apenas casos que causem bastante dor e angústia. Ou seja, nenhum será fácil.
Sua recompensa será à altura de sua postagem. Aguardo por ela e boa sorte.
avatar
Thanatos
Deuses Estagiários
Deuses Estagiários

Mensagens : 151

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma Nova Era Para Ceifadores - One Post para Arya Doprav

Mensagem por Arya Doprav em Sab Maio 30, 2015 1:24 am


O Começo...

 “O Impala 67 percorria rapidamente as ruas de Moscou fugindo da perseguição de duas viaturas policiais que tentavam alcançar o carro. Bastou uma curva brusca, feita a muito custo, para o automóvel adentrar um antigo depósito. Os veículos da segurança passaram direto, não percebendo o esconderijo. Uma pequena luz piscava no alto teto, o cheiro de pneu queimado pairava no ar. A porta do motorista fora aberta e de lá um homem alto todo vestido de preto saiu do assento, no ombro direito havia bordado uma espécie de 'M' deitado. Dois jovens com as mesmas vestes saíram do banco de trás, trazendo consigo uma pequena silhueta com a cabeça encoberta por um pano.
- Achei que não voltariam com a minha encomenda. – A voz soou da parte escura do ambiente. Os homens que a priori estavam no veículo enrijeceram.
- A garota não colaborou, chefe... – O motorista tentou se defender.
- Quer me convencer que uma criança de 7 anos foi trabalho para três agentes? – Indagou a intensa voz, enquanto passos ecoavam pelo lugar, aumentando a tensão dos homens, que já tinham nítidas gotículas de suor a lhes escorrer nas faces. A silhueta da voz fora revelada pela defeituosa luz. Um senhor de barbas negras e óculos escuros, as roupas eram idênticas as dos outros, só o que diferenciava era um fino chapéu preto. Sua mão parcialmente enrugada retirou o pano do rosto da menina. Ela piscou algumas vezes, enquanto as imagens se formavam de maneira embaçada. A pele ao redor dos olhos estava inchada e vermelha. Lágrimas brotavam vez ou outra e escorriam pelas bochechas rosadas.
- Onde estou? – As palavras fracas saíram dos pequenos lábios.
- Está em casa. Nós somos sua família agora. – Falou o velho.
- Nunca serão! – Disse a criança, cuspindo na perna do homem. Este franziu o cenho.
- Levem-na para a sala. – Ordenou. A menina fora carregada pelos braços, tentava se soltar, mas era inútil. Não tinha força o suficiente. Chegaram a uma sala abafada com menos de 4 m². Uma cadeira pequena estava no centro, a criança fora colocada ali. Seus braços e pernas amarrados com arames. Uma lâmpada central fora ligada e a forte luz cônica recaiu sobre a silhueta menor.
- 666... – Sorriu o velho. – Este é o seu número. – Disse, deslizando o dorso da mão pelo rosto da garotinha, a qual balançou bruscamente a cabeça, tentando se livrar dos toques do maior. – Guarde sua rebeldia para os nossos inimigos. – Deslizou o indicador pelo queixo da criança. Ela mostrou os dentes e prendeu o dedo do velho, mordendo-o com força. O maior grunhiu e desferiu um forte tapa na face da criança, obrigando-a a lhe soltar. A menina sentiu a bochecha arder e lágrimas incontroláveis escorrerem. – Diga-me. Como se chama? – A menor ficou calada, ferrando os dentes. O velho ergueu a mão. – Diga!
- Ary... – Gaguejou pelo medo. Então um punho acertou a bochecha esquerda dela. O gosto férrico se expandiu pelo paladar da menina.
- Como se chama? – Indagou.
- Ary... – O punho encontrou seu estômago, o ar sumiu e a dor se impregnou em cada ponto do corpo.
- Tenho um jeito de fazer você nunca mais esquecer como se chama. – O homem sorriu e revelou um canivete de aço fino e reluzente. – Vai doer um pouquinho. – Falou, lacrando a boca da menina com uma fita larga. Ela arregalou os olhos inchados e balançou a pequena cabeça. A lâmina perfurou a epiderme do pulso, a dor era indescritível para o pequeno ser, que acabou perdendo a consciência no processo...”

A respiração irregular revelava a surpresa com a lembrança enviesada no sonho. As pálpebras abertas e estáticas permitiam que as íris claras fitassem o teto. Se existia algo peculiar na vida da ceifadora, sem dúvidas, o sonho fazia parte desta lista. Já que a garota pouca vezes dormia e raramente sonhava. Pensamentos lampejados queriam fazer Arya acreditar que isso poderia ser um aviso, mas Doprav não é do tipo que se prende ao passado. Hipnos não a ajudaria mais naquela noite, isso ela tinha certeza. Ergueu-se e permitiu que os pés tocassem o chão gélido. Uma brisa fina adentrou a janela do cômodo, convidando a semideusa para o exterior. Não havia como recusar, logo seus passos pressionavam o orvalho concentrado no raso capim do solo. O fino vestido negro da campista sacudia junto com seu cabelo bagunçado.
Não tinha um rumo exato mesmo sabendo que não deveria estar a perambular aquele horário. Porém, sabia ser tão silenciosa quanto um predador, ninguém haveria de notar. Continuou caminhando até um emaranhado de folhas cobrir o céu e pequenos galhos roçarem pela pele pálida da jovem. A falta de luz apenas aguçou sua visão, podendo analisar os grandes troncos que estavam na sua trilha. Os pelos do corpo eriçavam com a temperatura baixa, mas o rosto de Arya permanecia sereno e tranquilo. O único som que se fazia era de uma coruja piando distante. A mente estava limpa e apenas pensava no que via no presente...
Inúmeros passos depois, eis que surge uma brecha em meio à floresta com um pequeno lago de águas claras. A filha de Poseidon parou à beira e analisou sua imagem que tremeluzia de leve na superfície. O fundo era apenas uma enorme lua coberta parcialmente por uma nuvem. Tudo suficientemente calmo se não fosse pelo surgimento de uma segunda silhueta ao lado da que já existia. Por um momento, o coração da jovem saltitou e seus dedos logo envolveram o pingente de peixe que pendia em seu pescoço. Não hesitaria em usá-lo. Mas a voz deteve os movimentos da campista:
- Você não precisará disso. – Doprav virou para encarar quem falava e deparou com um homem pálido de olhos negros com vestes tão escuras quanto a própria noite. Não teria como não o reconhecer. Um dos joelhos encontrou o chão e outro ficou flexionado apoiando o antebraço da semideusa. A cabeça fora levemente inclinada para baixo em sinal de respeito.
- Mestre... – Ela sussurrou.
- Levante-se. – Ordenou o deus. Arya obedeceu. – Vejo que sobreviveu ao jogo de Phobos. Seria lamentável perder um aliado assim... - Thanatos atirou seu olhar misterioso sobre a garota e cruzou as mãos em frente ao próprio corpo. – Um aliado... Diga-me, Arya. Estou certo com o termo? – A semideusa sentiu as duas orbes negras pesarem sobre si. Contudo, não enrolou para balançar positivamente a cabeça. – Atitudes caem bem com palavras. Provas também... – Falou ele, desviando o olhar para o lado.
- O senhor me quer em uma prova? – Indagou a loira.
- Você já está nela. – O olhar enigmático do deus encontrou as íris curiosas da jovem. Thanatos estendeu a mão. Em sua palma havia um pequeno rolo de papel. Arya o pegou e imediatamente o desenrolou. Agora, uma folha estava nas mãos da ceifadora com exatos sete nomes, nada mais do que isso. Depois de vasculhar as letras três vezes, a semideusa tornou a fitar seu mestre. – Tens uma semana. Um nome para cada dia. – A garota se questionava do por que estar recebendo mais trabalho que o normal. Mas não iria contrariar àquele que lhe era superior, faria o trabalho todo como estava sendo ordenada. – Isto ajudará na localização. – No dedo indicador do deus pendia um fino colar preto com um pingente de pedra na mesma tonalidade. A jovem trouxe o objeto para si.
- Como ele funciona? – Perguntou um tanto curiosa.
- Ele ficará tão vermelho quanto o sangue que corre em tuas veias quando estiveres próxima da pessoa. – Doprav olhava fixamente para o cordão, analisando seu formato hexagonal. – Cuidado... Talvez você encontre mais perigo que o normal. – As palavras fizeram Arya retornar sua atenção ao homem.
- Por onde começo exatamente? – Indagou a campista.
- Isso dependerá da sua sorte, talvez. Do seu esforço... Dos seus poderes. – O deus deu um passo, ficando próximo da filha de Poseidon, a sombra do homem recaiu sobre a semideusa e a pontada de dúvida que existia naquele olhar obscuro era quase perceptível. – Serei bondoso a priori. Vá para Nova Jersey. O resto é de sua responsabilidade. – Um último pesar no olhar antes de se virar. – Aguardo evolução, não decepção. – Nada mais foi dito, enquanto Thanatos sumia entre as árvores densas. A ceifadora sentia a rigidez muscular dando espaço ao relaxamento. Apertou levemente os objetos entre os dedos e retornou ao Chalé.
A mochila fora parcialmente preenchida com poucas roupas, alguns dólares e alguns dracmas. Enfiou-se em uma calça escura e uma blusa de mesma cor. Calçou um par de botas negras e escondeu em uma delas a pequena adaga que recebera de Athena. Ajustou a foice, deixando-a menor e a prendendo em diagonal nas costas. O resto das armas estava escondido em acessórios, Doprav acabou por se esquecer de alguns na pressa da situação. Porém, havia uma que ela não poderia deixar para trás. Estava ao lado de sua cama, silenciosa e imperceptível até as íris azuis de Doprav a encontrarem. Sua mão direita a envolveu e uma corrente estranha explorou o corpo de Arya. A Morghul era assustadoramente fascinante. A jovem estava ansiosa por usar o prêmio que tanto almejou, aquela arma fizera a semideusa ultrapassar seus limites para consegui-la.
- Espero que você me surpreenda... – Sussurrou a garota. “Surpreenderei”, ecoou uma voz desconhecida no subconsciente da filha de Poseidon. Esta não perdeu mais tempo no cômodo. Ajustou a espada no cós e vestiu uma jaqueta de couro preta para cobrir as armas, pegou a mochila e saiu do quarto com os dois objetos que recebera de Thanatos em mãos. Próximo à porta de saída do Chalé estavam Klaus e Gregory.
- Trabalho? – Perguntou Maltz.
- Sim. – Respondeu, parando a caminhada. – Canivete novo? – Indagou, olhando para a pequena arma na mão do filho de Hermes.
- Caiu do bolso de um filho de Ares. Eu tentei devolver, mas ele já estava longe. – Disse Klaus, sorrindo de canto. Doprav permitiu que seus lábios se curvassem em um minúsculo sorriso.
- Bom serviço, Arya. – Falou o filho de Hécate. A campista agradeceu e se despediu dos ceifadores.
A brisa fria não havia sido alterada nos poucos minutos que a semideusa esteve dentro do Chalé. Ela pensou em se despedir de mais uma pessoa, mas preferiu não perder mais tempo. Parou na fronteira do Acampamento e rodeou o fino colar negro no seu pescoço. Este se uniu a mais dois que já existiam ali e Doprav teve a infelicidade de não perceber que estava faltando um muito importante. Seus olhos tornaram a vasculhar as palavras.
“John Steve
Emily Chruchyi
Victoria Laniach
Oliver Schotkky
Sophie Shutisky
Aleksej Yanovich
Henry Bells.”

Esperava que a pequena lista estivesse em ordem. Inspirou profundamente, sentindo o ar gélido adentrar seus pulmões. A medida que soltava o ar, suas asas eram libertadas, a lua jogava sua luz que refletia majestosamente o dourado delas. Poucos passos apressados e um forte impulso foram o suficiente para Arya alcançar voo. Ousou olhar para trás e avistar a Acampamento adquirindo distância, aquilo era algo mais próximo que Doprav tinha de uma casa...

***

Poucas horas depois, a filha de Poseidon pousava em Trenton, capital da Nova Jersey. Nyx estava para finalizar seu trabalho, o fluxo de pessoas não era tão intenso. Arya caminhava atenta, diferente das pessoas ao seu redor, muitos estavam com olhares cansados de uma madrugada de trabalho intensa, outros estavam sonolentos por ter que acordar antes do sol nascer e existiam aqueles agitados demais que andavam em grupo após uma boa noite de festa. A jovem se distraiu ao olhar para o pingente, pequenas linhas irregulares vermelhas surgiam ali. Ficou contente por estar no caminho certo. Mas o sentimento se desfez quando um vulto estranho passou a sua frente.
Ela parou e observou em volta. Apenas duas pessoas caminhavam distante de Doprav e ao seu lado uma estranha estrutura antiga, algo semelhante a um depósito abandonado, a tintura castigada pelo tempo e os vidros das janelas quebrados parcialmente. Sentiu uma presença vindo pelas costas e antes que pudesse virar para saber o que era seu corpo cortou a resistência do ar com um forte impacto nas costelas. Fora arremessada para o depósito e acabou por terminar de quebrar o resto de vidro ao atravessar uma das janelas. Rolou várias vezes até ser parada por um conjunto de canos d’água que estavam dispostos em forma triangular. Os objetos perderam o equilíbrio com o choque e caíram sobre a ceifadora. A semideusa rangeu os dentes e tossiu com a poeira levantada pelo ocorrido. Ergueu-se abruptamente, lançando para longe os canos que a impediam de levantar. Sua mochila ficara no chão e um longo arranhão na perna da campista permitia que um líquido escuro escorresse por ali.
- Hummm... Sangue fresco. O café da manhã será ótimo! – A voz ecoou pelo ambiente abandonado. Arya levantou o olhar e deparou com uma mulher com garras e asas de ave, ela lambia os beiços ao olhar para a jovem. – Oh, permita-me uma apresentação. Sou Ocípite. – A ceifadora revirou os olhos e retirou o cordão de peixe do pescoço. A espada marinha se materializou de imediato em sua mão direita. – Ah, que deselegante da sua parte.
- Ocípite... A rápida no voo. Já ouvi falar de você.  – Falou a campista, deixando suas asas a amostra e levantando voo, ficando na mesma altura que a Harpia.
- Belas asinhas. Pena que não vão servir como comida. – O monstro mostrou as presas e avançou em uma velocidade surpreendente. Arya só teve tempo de barrar um golpe frontal, porém sentiu as garras de Ocípite se cravando na sua cintura. Ferrou os dentes, segurando a dor. Flexionou o joelho, usando-o para acertar o abdome da criatura. Esta se contorceu com o golpe e a semideusa pressionou com grande força o cotovelo no ombro da mulher, fazendo-a descer brutamente.
- Nada aqui será refeição. – Sussurrou a jovem, impulsionando o corpo contra o da Harpia antes que esta pudesse alcançar o solo. Estava pronta para estocar a espada no pescoço do ser, porém o monstro foi veloz o suficiente para desviar e se erguer pelas costas da filha de Poseidon. Se não fosse a foice pressa ali, as unhas da criatura teriam causado um grande estrago. A garota recuperou o equilíbrio e deu um meio giro, usando o impulso da perna para atingir o quadril da Harpia. Ocípede fora lançada contra uma das colunas do depósito e logo encontrou o chão.
A ceifadora não perdeu tempo e se jogou em cima da mulher, desferindo um profundo golpe em seu braço. A Harpia grunhiu de dor e fuzilou Arya com o olhar.
- Você pagará caro por isso, prole do mar! – Falou, invertendo as posições repentinamente. Logo o bafo fétido do ser envolvia o rosto de Doprav e uma gosma nojenta escorria da boca de Ocípede. A filha de Poseidon tentou erguer a espada, mas a garra da Harpia a lançou para o lado e prendeu o pulso da jovem. Os dentes afiados da mulher foram expostos. Arya entreabriu os lábios e um ar denso começou a sair da boca de Doprav. Rapidamente ele envolveu os orifícios faciais da Harpia, sufocando-a gradativamente. A campista aproveitou para tirar o ser de cima de si. Rolou até sua espada, segurando-a com firmeza. O monstro ainda conseguiu fazer pequenos cortes na coxa de Arya, mas logo a lâmina da garota atravessou o tórax de Ocípede e esta se desintegrou.
As linhas faciais da ceifadora estavam tensionadas pela dor que se espalhava por seu corpo. “Maldita seja”, pensava a cria de Poseidon. Ela retirou a mochila sob os canos e pequenos raios de sol iluminaram seu corpo machucado. A imagem fora refletida em um pedaço de vidro do lugar abafado.
Os ferimentos incomodavam a semideusa. Ela vasculhou o depósito em busca de um banheiro, se tivesse sorte ainda poderia encontrar água. Jogou seu corpo com força contra uma porta enferrujada, a qual protestou ao ser parcialmente aberta. O odor nada agradável exalou pelo ambiente, Doprav franziu o cenho e torceu a torneira. Um ronco estranho ecoou e um líquido pútrido escoou do ferro oxidado. Mas aos poucos a coloração foi se dissipando dando lugar a água limpa. Arya tocou o líquido com a ponta do dedo indicador e este começou a fazer trilhas pelo corpo da jovem, impregnando-se principalmente nos ferimentos. Doprav fechou os olhos sentindo sua energia ser revitalizada e o cansaço ser mandado embora.
Depois de alguns minutos, a ceifadora já estava caminhando pelas ruas de Trenton. A movimentação já estava bem mais intensa, os únicos vestígios da luta com Harpia eram as vestes rasgadas. Arya olhava o hexágono no pescoço enquanto andava. As pequenas ramificações avermelhadas continuavam as mesmas, nada havia mudado. A prole do Mar não tinha muito que fazer, a não ser andar por todo o estado e esperar que o pingente lhe desse a localização exata. Como estava na capital, torceria para que a pessoa que procurava estivesse ali.
Doprav apressou os passos e rodou por quase todo o centro da cidade sem tirar os olhos do colar. A euforia nas ruas só aumentava. Fumaça, carros, pessoas, barulho, trânsito... Nada que agradava a semideusa. Mas aquilo não a impediria de prosseguir. Depois de muito andar e até correr, a garota se recostou em uma loja. Puxou o pequeno pedaço de papel do bolso e passou os olhos pelo primeiro nome. “John Steve”. Foi então que percebeu o negro do pingente dando espaço a um emaranhado de fios vermelhos. A campista se espantou e virou para o lugar que havia se encostado.
- Books. – Leu o grande letreiro marrom. Quase todo o hexágono estava tomado pela nova coloração. Sua mão envolveu a pequena maçaneta, empurrando-a. Um pequeno sino tocou, mas este som fora abafado por uma conhecida música que tocava ao fundo. A livraria era fascinante, pequenas colunas carregadas de livros se erguiam no centro e as paredes eram decoradas com capas de livros. As luzes foram dispostas de maneira que o foco eram as prateleiras feitas de uma madeira bem polida. Porém, o que mais chamou a atenção da ceifadora foi a silhueta que estava entre duas prateleiras. A pele pálida em um corpo nada atlético, cabelos alaranjados que caiam em cachos em um rosto quase angelical. O rapaz segurava uma guitarra imaginária e quando seus olhos cor de mel encontraram Arya, um trecho foi pronunciado:
- Ooooh sweet child o’ mine... – Cantarolou, aproximando-se da semideusa. A jovem ficou estática ao perceber que o pingente em seu pescoço já não era mais preto, mas sim totalmente vermelho. A atenção retornou para o garoto quando a voz tornou a ecoar. - Eu sei, a voz é ruim. Mas eu daria um bom Slash. – Ele sorriu gentilmente. - Aliás, gostei da jaqueta. Estamos com alguns livros em promoção, tenho certeza que você vai gostar. Vejamos o que deve lhe atrair... – Pegou a mão da semideusa, fazendo a garota girar em seu próprio eixo. – Ação, aventura... Hummm... Mistério! – Agora a ceifadora analisava as letras no pequeno crachá que balançava na camisa azul do jovem. Esperava que o sentimento fosse de felicidade ao ler aquele nome, mas fora ao contrário. Não era uma sensação confortável.
- John, o gerente quer falar com você! – Outra voz despertou o interesse da loira. Uma moça morena e alta caminhava até eles.
- Ops, estou indo. Cuide bem desta nossa cliente, Liss. – Pediu o rapaz antes de se virar e entrar em uma sala ao final do corredor.
- O que deseja? – Perguntou educadamente Liss.
- Ele trabalha muito tempo aqui? – Indagou Arya, ainda olhando para a direção que o rapaz havia seguido.
- Quem? John? – Doprav balançou positivamente a cabeça. – Não. Foi admitido semana retrasada. O jeito dele é diferente, os clientes parecem gostar. É um bom garoto. Bem maduro para a idade dele, mas ao mesmo tempo tem um jeito doce de criança que encanta. – A filha de Poseidon olhou para a jovem e pegou o primeiro livro da prateleira mais próxima.
- Vou levar este. – Disse, a moça foi tirar a nota e a semideusa se esgueirou até o final do corredor e espiou pela pequena janela transparente fixada na porta. John sorria e conversada com um homem que Arya julgava ser o gerente. Ela teria que ter paciência e esperar o momento certo. Efetuou o pagamento e guardou o livro, ficou do lado de fora da loja, escorada do outro lado da rua. O hexágono era pressionado entre o indicador e o polegar da campista, suas íris claras não desgrudavam da porta da loja.
Ficou assim por algumas horas até o expediente de Steve acabar. A tarde caía quando o ruivo atravessou a porta de saída da livraria. Subiu em uma bicicleta e tratou de pedalar. Doprav o seguiu silenciosamente por alguns minutos até o jovem adentrar em uma pequena casa. Era simples com um minúsculo cercado na frente e um jardim. A filha de Poseidon rodeou a casa. Nos fundos havia um cercado maior e uma horta. Arya pulou para dentro da moradia por uma das janelas que estavam abertas. Havia adentrado em um quarto não muito grande. Uma cama de solteiro, um pequeno guarda roupa e uma mesinha com alguns livros empilhados. Ao lado deste estava uma fotografia. A garota pegou o porta-retrato, John estava no meio e um casal de idosos lhe beijava as bochechas. Arya ouviu murmúrios do lado de fora e então seguiu as vozes.
Doprav deparou com uma cena que a deixou ainda mais desconfortável. Steve sentado em uma mesa minúscula e ao seu lado estava o casal de idosos. Eles faziam uma refeição.
- E como foi o trabalho, meu anjo? – Perguntou gentilmente a anciã.
- Foi ótimo, vó! – Respondeu entusiasmado. – O gerente me chamou, hoje. Serei promovido! Dá pra acreditar?
- Sim. Você merece, meu filho. Você se esforça para isso. – Disse o homem, olhando para o rapaz. – E como está na universidade?
- Bom. Muito bom. O trabalho que apresentei hoje foi escolhido como o melhor da turma. – John enrolou o macarrão no garfo e encheu sua boca com a comida.
- Ficamos tão felizes por você, minha criança. – Disse a avó de John.
- E como foram as vendas de hoje, vô? – Perguntou Steve depois de engolir o alimento. A feição do velho ficou preocupada.
- Não foram muito boas... Não consegui vender nem metade do que produzimos na pequena horta. – O homem tossiu secamente e desviou o olhar entristecido. John puxou do bolso alguns dólares e entregou aos avós.
- Não é muito, mas é de coração. Você tem que fazer os exames, vô. Urgente. – Uma lágrima escorreu do olho do ancião ao pegar o dinheiro.
- Não quero ser um incomodo para você, filho... – Sussurrou o homem.
- Incomodo? Não fale besteira. Vocês cuidaram de mim desde a morte dos meus pais. Minha família se resume a vocês. Agora é minha vez de cuidar e de retribuir tudo o que fizeram. – Disse John. A mulher se levantou e se pôs no meio dos dois, abraçando-os com força. Nesse momento todos se abraçaram.
- Apesar das dificuldades, temos uns aos outros. Esse é o nosso pilar. – Falou a senhora. Arya se afastou, não queria mais ouvir a conversa. Aquilo começava a ricochetear intensamente em seu subconsciente. Ela, mais do que ninguém, sabia controlar seus sentimentos e até mesmo ocultá-los. Porém, como uma mortal, ela ainda sentia. Talvez não com tanta intensidade, mas sentia. E do pouco que pôde analisar, John era um garoto esforçado, de vida sofrida, mas que estava conseguindo contornar isso. Uma pessoa admirável, o esteio de uma família, uma bela família.
A filha de Poseidon retornou ao quarto de Steve. Não tardou para o dono do cômodo chegar. Ele descansou sobre a cama e leu um pouco de um dos livros da mesinha. Arya o observa pensativa. Por fim, as pálpebras de John pesaram e este dormiu com o livro nas mãos. Um sono do qual jamais acordaria. A ceifadora se aproximou e tocou serenamente a pele do rosto de Steve. Não havia mais volta, uma linha era traçada sobre o nome do rapaz no papel que Doprav carregava. Uma boa alma saía daquele corpo... E traria muitas consequências para a vida de dois bondosos anciões.

Poderes e habilidades:

Passivos:
Nível 1
ʡ The Blade - Sua habilidade com armas que possuem lamina como: Adagas, espadas, lanças e principalmente foices, são perfeitas podendo fazer cortes precisos sem nunca ter manuseado uma arma dessas antes.
ʡ  Visão Noturna – Seus olhos adquiriram a capacidade de ver no escuro, com ainda mais claridade e melhor percepção de tudo do que quando há luz.
Nível 2
ʡ Silenciosos – Quando os Ceifadores se mechem eles não fazem barulho os deixando menos propícios a ataques de monstros.
Nível 12
Cura II – O semideus passa a adquirir uma habilidade de cura um pouco maior em contato com a água. Agora além de recuperar 50 HP, em eventos, missões ou batalhas, ele ainda pode se curar de ferimentos de grande porte e expelir venenos de qualquer tipo de seus corpos.

Ativos:
Nível 17
ʡ Sopro da Morte - Essa habilidade apenas funcionará se estiveres próximo do seu oponente. O ceifador consegue expelir um ar denso pela boca que se envolverá nos orifícios faciais do adversário, um gás incolor capaz de sufocar gradativamente o alvo, pois impede a entrada de oxigênio.

Armas:
~> Espada Morghul: Uma espada feita a partir de puro medo e fobia, não tendo uma lâmina conhecida. Os ataques feitos por esta espada só podem ser bloqueados por armas de Ferro Estígio. Além do dano normal, um corte feito por esta espada faz com que o oponente seja invadido por um medo penetrante, que o faz perder a concentração. A espada constantemente se comunica com o seu dono, dando conselhos ou simplesmente dizendo coisas para deixar seu portador maluco. Qualquer um que segurar esta espada que não for seu dono sofrerá com as vozes da Morghul, ficando louco em poucos segundos.

*Espada Marinha:Espada de dois gumes com o fio em perfeito estado (sempre se restaurando na água) , tem 1m cumprimento e 10cm de largura de lâmina. 15cm de cabo. Lâmina toda revestida com prata e bronze celestial, nunca enferruja e encrustada no meio dos metais há um pedaço de alga marinha na cor verde. Seu cabo é prata revestida com madeira, musgo e couro de cavalo, dando flexibilidade apenas para filhos de Poseidon/Netuno. Em descanso toma a forma de um cordão de couro com um pequeno pingente prata na forma de peixe. Sempre retorna ao pescoço do dono.

*Anel de Sea: Um anel que deixa o semideus invisível por quanto tempo o mesmo desejar, nem mesmo os mais perigosos monstros consegue avista-lo ou senti-lo em uso do anel da invisibilidade. O mesmo também serve como um escudo especial quando tocado no lugar correto. Sempre retorna ao dono.

*Adaga de Coruja - Adaga feita de bronze celestial, é leve e maleável e possui uma lâmina curta extremamente afiada, o punho é decorado com uma coruja e ela sempre retorna a mão do usuário.
(Presente de Athena)

*Foice da Morte - Uma foice forjada no rio estige, onde sua foice queima onde toca. Algumas podem ser abençoadas por Thanatos e terem poderes como invocação de fantasmas infinita, que não afeta a saúde do usuário. Caso alguém que não seja ceifeiro tente manuseá-la sem permissão, sofrerá uma dor agonizante.

Guardiã da Coragem: O semideus recebe juntamente a um par de asas um fino colar de ouro, com uma minúscula pedra verde, um rubi ao qual antes de transforma-se em colar era uma das quatro pedras pertencentes a delfos, seu poder quando juntas é imenso e podem fazer um grande estrago, porem quando separadas tornam-se colares protetores que impedirão qualquer monstro ou criatura das trevas de localizar o semideus num raio de 2 quilômetros , porem se esse conseguir detecta-lo afinal todo poder tem sua brecha, o colar fara com que o monstro ou criatura fique numa confusão momentânea dando chance do semideus escapar.

The Thinker- Um bracelete de ouro com pedras raras de lazulis encontradas apenas em um vulcão da ilha de perdida de Atlantis a muito já não encontrada, arma rara forjada a muito tempo para a princesa de Atlantis Naomi porem com a civilização perdida tal arma misteriosamente foi dada a uma deusa que achou ser digna da filha de Poseidon, Arya. O bracelete se torna um arco azul gelo cristalino e suas pedras as tratam-se das diversidades de flechas presentes na aljava, as vermelhas são flechas envenenadas, podem paralisar um inimigo por até dois turnos não chega a matar mas veneno no sangue pode causar um grande dano, pedras lazulis são as de luz e som, fazem um grande estrago ou uma boa distração capazes de quebrar vidros com o assovio terrível e cegar alguém com sua luz extremamente brilhante,  as de coloração cobre são flechas comuns de bronze celestial e as prateadas são replicas das flechas de Artêmis, perfuram mais fundo do que as comuns podendo inclusive partir a mais resistente das armaduras. (presente de Athena)

Medalhão de Lobo
Ao estar sob posse do objeto seus olhos ficarão oblíquos enquanto caça - compartilhando da visão do animal, um poder infiltrado em seu corpo, mas somente se o objeto estiver sendo usado. Além disso, possuirá olfato aguçado e receberá o cargo de Rastreadora, podendo encontrar qualquer coisa que procurar, trata-se de uma das relíquias das caçadoras aos quais elas presenteiam amigos que acham dignos de ter parte do seu poder, este em especial tem parte do poder de Molly, lobo da tenente das caçadoras Emmanuelle.




Arya Doprav
Poseidon's daughter -x- Thanato's reaper
avatar
Arya Doprav
Sem grupo
Sem grupo

Mensagens : 372
Idade : 21
Localização : Atrás da sua alma.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma Nova Era Para Ceifadores - One Post para Arya Doprav

Mensagem por Macária em Seg Fev 05, 2018 2:09 pm

Arya Doprav


Método de Avaliação:
.
Valores máximos que podem ser obtidos: 8.000 xp e dracmas


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 25%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 15%


RECOMPENSAS: 4.000 xp e dracmas


Comentários:
Arya,
Antes de mais nada: esses descontos absurdos foram pelo simples fato de que você cumpriu apenas uma pequena parte da missão. Você somente matou uma das pessoas que deveria matar, por essa razão eu lhe descontei metade da xp ( que provavelmente seria máxima caso você tivesse realizado toda a tarefa).
Mas sua escrita é muito boa, flui bem e prende a atenção do narrador. É o tipo de escrita que eleva nossas expectativas. Meus parabéns.





this a good death
NOBODY SEEMS TO RECOGNIZE ME IN THE CROWD

avatar
Macária
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 258
Localização : Em qualquer lugar

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma Nova Era Para Ceifadores - One Post para Arya Doprav

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum