The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

A Hora da Verdade - Missão para Noah Sykes Langdon

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

A Hora da Verdade - Missão para Noah Sykes Langdon

Mensagem por Nyx em Ter Abr 14, 2015 9:06 pm


No Acampamento..
Era noite e o clima estava frio dentro das fronteiras mágicas do acampamento. Noah tentava dormir, mas não conseguia e só se remexia na cama. Algo incomodava o filho de Érebus, ele so não sabia explicar o que. Se levantou pegou suas armas e saiu para dar uma volta pelo acampamento. Passou pelos chalés, campos de morangos, casa grande até chegar próximo ao lago. Se sentou em uma das pedras e ficou observando a lua até ouvir um grito feminino conhecido. A filha de Phobos tinha sido capturada, um monstro enorme saiu voando com ela do acampamento. Noah não conseguiu correr e chegar a tempo para salvar sua noiva. O que será que iria acontecer com ela?

Regras e Instruções:
* Evite erros ortográficos;
*A trama é por sua conta. Quero que explique o motivo de Elise ter sido Levada e porque;
• Narre um breve prólogo, relatando o que o personagem fazia antes de passar pelo lago;
• Ao ouvir o grito, você deverá correr para ver o que aconteceu.
• Deve encontrar dois monstros (que você decidirá quais) ameaçando sua noiva;
• O monstro que voa a levará com ele e você precisará enfrentar o que ficou em terra.
* Quero ver muitos diálogos;
* Lute com mais dois inimigos, a sua escolha.
* Distribua bem as lutas; Sem atos heroicos, por favor;
* O texto deve conter no mínimo 500 palavras;
* Prazo de cinco dias para postar (20/04);
*Faça por merecer e será bem recompensado;
* Armas e poderes em spoiler no final do post;
Boa sorte, cria de Érebus.








avatar
Nyx
deuses primordiais
deuses primordiais

Mensagens : 319
Idade : 23

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Hora da Verdade - Missão para Noah Sykes Langdon

Mensagem por Noah Sykes Langdon em Qui Abr 16, 2015 5:19 pm



Primeiro da Lista.



Uma coisa estranha na vida dos semideuses é como os sonhos podem ser tão reais como o simples fato de respirar e acordar. Quíron me contara que os gregos antigos quando dormiam deixavam que sua imaginação e criatividade tomasse conta de seu corpo, somente emoções geravam os devaneios da mente e isso criava o pesadelo ou sonho, dependia é claro do relacionamento dele com a vida e os deuses. Parece que nós semideuses agora descendemos de um povo que consegue captar detalhes cruéis e presenciar feitos terríveis durante esse descanso, Morfeu nos colocou numa realidade onde sem querer vemos nossos inimigos matarem ou planejarem contra nós, isso é insano.

Desde que descobri o fato de minha mãe ainda estar viva por ai, todos os pesadelos que tenho são voltados para ela, fragmentos da história delas como se os deuses permitissem que eu acessasse parte do passado da minha antecessora e tivesse noção do que ela passara, muitas das coisas eram tristeza e problemas, o que claramente não me deixava dormir de forma correta. Durante essa noite não foi diferente, depois de um novo pesadelo eu resolvi dar uma volta pelo acampamento para esfriar a cabeça, a noite era uma aliada de luxo que tinha em minha vida cujas sombras me reconfortavam. Sai de meu chalé apenas com um cilindro negro no bolso do meu casaco e com a companhia ilustre do meu demónio subordinado Shadow que entendeu que apesar de não reclamar de sua companhia eu precisava de silêncio.

Passei pelo amplo corredor entre os tantos chalés do lugar, esgueirando pelas para que as benditas harpias não me encontrassem, vaguei pelo campo de morangos para que o aroma adocicado do recinto preenchesse minhas narinas para tentar me confortar, passei pela Casa Grande onde eu sentia certa tranquilidade ao saber que o centauro mais famoso de todos os tempos cuidava da organização do local que moro, ainda sim não buscava a tranquilidade para dormir. O último lugar que resolvi visitar fora o lago, onde apenas duas ninfas estavam brincando ao longe com as águas límpidas e o luar que lhes iluminava, eu ficara sentado em uma pedra apenas observando as estrelas e tentando esquecer esses pesadelos para conseguir dormi, quando escutei um grito muito mais familiar que gostaria.
- Escutou isso Noah, parece a...
- Elise, vamos.

Num sobressalto eu lancei meu corpo com tanta velocidade e desespero que nem pensara em ser visto ou não por harpias ou algo do tipo, tinha certeza que minha noiva havia gritado ali perto e que algo acontecera a ela e eu deveria deter. Quando cheguei ao lugar ainda ofegante pela corrida acelerada, vi um ser bem estranho cm cabeça de urso e lâmina curva como uma cimitarra apoiada sobre os ombros enquanto minha amada filha de Phobos, presa pelas mãos e pernas por correntes era colocada no dorso de um dragão negro alado, o qual era guiado por um homem em vestes negras, cabelos cortados de forma militar e olhos tão escuros quanto à própria noite. O tal lugar quando o réptil ameaçava bater suas poderosas asas para romper o ar levando a semideusa para um lugar desconhecido.
- ELISE! – Gritei e percebi que a menina virar seus olhos para mim, todavia a encarada do homem que me assustou, eu conhecia uma aura similar aquela, ele era um necromante, tinha certeza que era um dos meus três alvos.
- Enfim, Noah, teremos nosso encontro, se me achar.

Naquele momento eu pensei em gritar não, contudo de nada adiantaria já que o dragão alçara voo repentinamente, deixando para trás o homem com cabeça de urso que me encarava feio, nitidamente este ser viera para me dar o recado sobre o rapto da Elise, mas agora que eu vira tudo com meus olhos ele deveria me retardar. Com um sinal eu mandei que Shadow seguisse minha noiva enquanto eu retirava do bolso do meu casaco o cilindro negro, sem deixar de fitar o guerreiro de dois metros que se aproximava vagarosamente.
- Você é Agrios ou Oreios? – Perguntei ao cavaleiro tentando manter minha voz serena, minha mente estava formulando hipóteses, porém infelizmente eu teria que agir de forma racional para ter de volta minha querida noiva.
- Agrios.
- Têm duas opções, Agrios, ou você me conta onde achar a Elise e eu te mato sem dor ou então eu vou lhe dar dor para saber onde ela está. O que escolhe.
- Vou te matar e ganhar respeito do Gideon.
- Então o nome do raptor de minha noiva é Gideon, bom saber.

Naquele momento a haste negra que eu tinha nas mãos ganhou uma lâmina de ferro estígio alongada com mais ou mentos 70 centímetros, virando uma espada equilibrada e resistente que usei para dar um primeiro ataque, um arco diagonal mirando sua cabeça para lhe cortar fora os caninos e focinho espichado. Agrios era mais ágil que eu apostara, conseguiu aparar bem os ataques e girar sue corpo fazendo com que sua lâmina acompanhasse o ato e quase fatiasse minha cintura, ainda sim eu pulei para trás e estoquei com minha arma. O monstro bloqueou me segurando pelo ombro com sua mão poderosa, num lance apenas me jogou de lado, fazendo com que perdesse o equilíbrio e atacou com sua cimitarra para me cortar fora o braço. Para o azar do Cabeça de Zé Colmeia, eu era manipulava com certo conforto minha espada, fiz com que a face de tal item interrompesse sua cimitarra e lhe chutei o joelho fazendo com que a ponta afiada de metal oriundo do Mundo Inferior fosse cravava em sua barriga, lhe fazendo a primeira perfuração.
- Ainda pode morrer com pouca dor se me contar onde ela está.

Infelizmente o urso não me escutara e avançara atirando sua espada num movimento louco e inesperado, quase conseguiu fatiar meu pescoço se eu não tivesse abaixado a tempo, contudo ele conseguiu segundos únicos que o fizeram me segurar pela cintura e carregar até um tronco de árvore. Aquele ataque doeu bastante, senti a madeira áspera colidir com minha espinha gerando certo incômodo, ainda sim entrelacei minhas pernas em sua cintura e com o cotovelo direito eu bati em seu focinho sensível o fazendo afrouxar o agarramento. Larguei o corpo pesado de Agrios e empurrei com ambas as pernas, mas em meio à dor de seu nariz, a criatura mordeu com suas fortes mandíbulas meu ombro para que eu não o soltasse. Rangi os dentes sentindo as presas penetrarem minha carne, ainda sim usei a força ganha por batalhar abaixo da Lua e fiz algo inesperado para o ser. Com alguns socos na têmpora e joelhadas em seu estômago eu soltei sua mordida, todavia com habilidade eu abaixei meu corpo o segurando pela cintura mantendo meu pescoço abaixo de sua axila esquerda, logo ele não podia me alcançar com nenhuma das mãos antes de eu o colocar contra o chão conde eu dominaria. Cai por cima do soldado que tentou sem sorte me abocanhar de novo, por que dessa vez eu desviei meu corpo enquanto tomava a posição de guarda sobre ele, o dominando pela cintura com o peso de minha montada. Depois disso ele fez o óbvio que foi fechar ambos os braços para proteger sua cara, mas como não protegeu o ferimento que minha espada fizera eu usei isso em minha estratégia.

Bati com meu cotovelo sobre o corte o fazendo chiar, em desespero ele tentou me abraçar contra si novamente com seus poderosos braços, só não contava com os meses que eu passei treinando jiu jitsu com um filho de Phobos na academia para fortalecer meu corpo, deixei que meu tronco caísse de lado enquanto jogava minhas pernas ao redor de seu braço esquerdo, não satisfeito o forcei num ângulo absurdo até escutar o barulho do osso se partindo. Agrios então gritou de dor, meu ferimento do ombro era recuperado aos poucos pela noite, saltei do monstro e recuperei minha espada enquanto tal ser se levanta com dificuldade, afinal tinha um sangramento na barriga e um membro fraturado. Minha espada de metal amaldiçoado então irrompeu em chamas negras que queimariam até que o oponente morresse, por isso avancei determinado a salvar minha noiva, vendo uma inútil tentativa do soldado de em agarrar com sua única mão útil. Abaixei meu corpo saindo do raio de ação do grandalhão e cortei num arco seu joelho, o fazendo cair em dores novamente. Chutei seu peito e finquei minha espada em seu ombro ainda bom arrancando o urro de dor do ser:
- Eu quero apenas um endereço real, acha que sou qualquer um? Sou filho das sombras. Fale.
- Eu não posso... Gideon me mataria. – resmungou Agrios enquanto agonizava pelos golpes, mas ele não percebera que eu falava sério.
- Eu vou matar o necromante e você, mas irá doer muito mais se não obtiver o que quero. - Disse retirando minha espada e lhe perfurando agora a coxa, enquanto lhe chutava o rosto novamente lhe fazendo ficar tonto.
- Pare, ele está numa usina de energia na Baia de Long Island, não tão distante, será a primeira que verá quando voar na direção que ele seguiu.
- Obrigado.

Num ataque único eu perfurei seu coração o fazendo virar poeira, enquanto eu arremetia de volta minha lâmina que voltou a ser um cilindro mágico. Numa coincidência incrível meu demônio voltou indicando onde deveria ir para reaver minha amada, enquanto eu mesmo concordava com a cabeça e usava a benção concedida por Nyx, deixando que meu corpo aos poucos se curvasse e ganhasse pelos, minhas mãos e pés viraram garras de um felino, enquanto meus olhos ficaram tão aguçados como de uma águia, isso por que eu tinha a cabeça de tal ave imponente. Eu me transformara num grifo negro com poderosas asas que me impulsionaram pelo céu escuro, seguido de perto pelo Shadow na direção do necromante, pelo jeito a noite seria longa.

Voei acima da estrada, eu forçava meus olhos aguçados procurando algum vestígio ou sinal da Elise, via apenas carros passarem com certa velocidade pela rodovia e casas vez ou outra até que avistei uma usina de energia, com toneis enormes na frente, duas grandes torres de distribuição e uma construção de dois andares com telhado retangular e fachada de concreto pintado de cinza. O demónio que me acompanhava confirmou que a construção fora onde o dragão aterrissara, logo era onde minha noiva era mantida em cativeiro, bastava eu descer e lutar por ela, mas eu não contava com uma vigia alada. Uma mulher misturada com ave se aproximava com velocidade, tinha garras afiadas na ponta de casa asa e de suas patas inferiores, bico curvado e traços horripilantes, se parecia muito com as harpias que vigiam o acampamento, só que era mais alta um pouco. Avancei com mais força escutando meu grito de entusiasmo sair como um grasnir de águia, não me acostumara cem por cento com essa mágica adquirida, porém sabia muito bem controlar meu corpo.

Ataquei com minhas garras a mostra enquanto nós dois nos engalfinhávamos em pleno ar, minhas unhas curvadas lhe penetraram a carne enquanto as dela feriram minha pele, biquei com certa força seu ombro e tentei ferir suas asas, mas logo estávamos soltos outra vez voando em círculos e nos encontrando ás vezes. Nesse momento Shadow se juntou ao embate estocando com seu tridente contra o monstro alado que reclamou de dores ao sentir as três pontas lhe penetrarem o abdome, enquanto eu fizera uma volta por cima para descer num rasante único e estraçalhar o ser com minhas patas esmagadoras. O que achei estranho que a luta durara muito pouco, só então percebi que aquela harpia fraca era apenas uma vigia ou ser que alertaria minha chegada, pude escutar um rugido ameaçador de uma criatura grande abaixo de nós, esse era o perigo real.

Pousei voltando a minha forma humana e deixando e me armando novamente de meu cilindro, só que dessa vez na forma de uma lança alongada com ponta no formato de um diamante, afiada e feita de ferro estígio brilhando com o fogo amaldiçoado. Nesse moento o meu demônio desceu ao meu lado brincando com seu tridente, mesmo no momento mais tenso das batalhas ele ainda tinha um senso de humor e inquietação muito grande.
- Sabe que tem um dragão negro nos esperando, não é senhor?
- Sei Shadow, alguma dica?- Falei rodeando um dos enormes tanques caminhando de forma sorrateira, não tinha como um réptil de dez metros nos pegar de surpresa ali.
- Uma dica... Que tal o matar e não morrer?
- Você é um gênio Shadow.

O ser negro riu no exato momento que outra coisa sibilou a nossa frente, realmente não haveria um ataque surpresa. O dragão era totalmente escuro, com placas poderosas lhe cobrindo o corpo, a não ser pelos pontos brilhantes que pareciam estrelas, aquela criatura fora criada pelo meu pai, que droga. O monstro então abriu sua mandíbula recheada de dentes para todos os gostos, afiados, recurvos, maiores, menores, para todas as direções possíveis e se me mordesse eu já era, mas o que ele reservava era ainda pior. O ofídio tamanho família com asas atirou um jato de fogo púrpura que nos obrigou a saltar de lado, vendo o rastro de destruição que fora deixado no solado, no muro e nos equipamentos da usina. Rolei pelo solado endurecido de concreto e saltei sobre uma bomba de tração, usando apenas como apoio para que eu me jogasse num salto ampliado pela força da noite e cravasse minha lança entre suas escamas arrancando um grito de dor da criatura negra.

Para meu azar o guarda costas da Usina, como me fora dito por Tristan no passado, era um ser muito mais forte que imaginado, girou seu corpo e me acertou com sua cauda como se fosse um chicote pesado, jogando-me contra o chão com violência. Ele então tentou me esmagar com sua pata, mas girei entre suas pernas fazendo com que minha lança virasse uma foice de cabo longo e cortando a fera por baixo até que ela não aguentou mais ser ferida assim e alçou voo. Shadow ainda atacou com uma esfera de puta energia negra da noite que explodiu ao seu lado, porém não foi capaz de interromper uma nova chuva de fogo que caiu sobre mim. Tive tempo apenas de concentrar meus poderes e conjurar um domo de sombras que me protegera do ataque, porém ao invés de queimar com a investida do réptil, minha proteção começou a congelar aos poucos e enfraquecer, sucumbido ao frio das chamas da fera, uma mistura mística que tal dragão tinha, realmente era um desafiante único e magnífico, pena que era um inimigo. Aos poucos minha proteção estava se perdendo, eu morreria se entrasse em contato direto com as labaredas negras, mas graças aos deuses eu tinha um demônio alado e chato lutando comigo.

Shadow passou gritando e zunindo com seu tridente o fincando num dos olhos do dragão, que tirara o foco de mim e mordera com força o demônio o partindo em duas explosões de energia negra, agora levaria algumas horas para ele voltar. Antes que o ser pudesse voltar a jogar uma torre de plasma negro que também congelava, utilizei novamente meu poder fazendo com que meu corpo ganhasse proporções similares ao meu inimigo, inclusive as placas que me cobriram, o formato do tronco espichado com uma serpente com patas curtas armadas com poderosas garras. Minha boca ganhou mais fileiras de dentes e senti o hálito ficar ácido, uma cauda foi projetada de mim com espinhos em sua extremidade e meus olhos agora não enxergavam novamente, mas via tudo como uma câmera de infravermelho, sentindo o calor. Fora a primeira vez que eu me transformara num Dragon, criatura tão temida de poderosa e para testar minhas habilidades eu me joguei contra o dragão negro e nós rolamos pela área externa da usina.

Minhas agora se pareciam com espadas curvas que rasgavam as escamas do bicho, já que eu caíra por cima dele, sentia a força de meus ataques aumentarem, mordi com força uma de suas asas para que a criatura não pudesse mais sair do chão e a luta ficasse num espaço onde eu conseguisse controlar. O meu desafiante então sibilou pronto para abrir sua mandíbula e lançar uma bola de fogo mágico em mim, só que dessa vez eu esperava tal iniciativa e girei meu corpo nas minhas patas atacando com a ponta espinhenta de minha cauda, a qual colidiu com pressão na fera o fazendo guinchar de dor. Avancei como um crocodilo faz com cervos ou búfalos que bebem água, abrindo a boca repleta de dentes mortais que estraçalham o que encontrar, só que os meus eram embebidos num veneno mortal. Consegui pegar seu pescoço e quando senti o gosto do sangue do meu adversário em minha boca, sabia que minha peçonha agora corria em suas veias e logo o ser sucumbiria.

Com o monstro ainda preso em minha boca eu o carreguei pelo pátio da usina mesmo sentindo as garras do bicho em minhas costas, passamos por um tanque de aço que se partiu no meio e só parei quando atirei a fera contra o muro da fábrica, abrindo um rombo na estrutura de concreto que caiu sobre o réptil. A criatura das sombras se desfez em poeira enquanto eu retornava a minha forma humana, sentindo os cortes pelo corpo e mancando um pouco da perna direita, porém decidido a salvar a Elise eu lutaria até sem enxergar ou com as pernas arrancadas foras por qualquer enfermidade ou luta.

A menina estava acorrentada num canto, eu queria correr até ela e lhe partir as correntes para levar a semideusa de volta ao acampamento, contudo o meu adversário se aproximava com uma lança bonita com ponta mesclada de bronze celestial e ferro estígio, enquanto seu sorriso era totalmente irônico. Observei o semblante de Gideon que parecia um pouco assustado por eu ter passado pelo seu bicho de estimação e trunfo na guerra, ainda sim se via em vantagem por eu mancar e ter a roupa fatiada pelas garras do seu monstro.
- Então filho de Érebus, enfim te achei para lhe matar.
- Se queria me matar poderia ter mandado um postal que eu apareceria.- Respondi me aproximando com minha espada já em punhos pronto para me defender caso necessário.
- Eu sei muito bem, filho de Érebus, que tem se preparado para esse encontro, acha que não sei que busca informações como traidor e fraco do Tristan. Então eu resolvi ir até você antes e lhe trazer para essa armadilha, sua noiva é muito bonita por sinal, verá seu noivo morrer pela minha lança.
- Morrer assim como seu dragão deveria ter feito? Duvido. Você será o primeiro que matarei para servir de exemplo para os outros dois que eu caçarei, ninguém mexe com minha família.
- Que eu saiba já mexemos hoje, qual era o nome daquele mendigo mesmo? Ford?

Naquele momento eu não me segurei mais, sabia que ele desejava que eu fizesse o primeiro movimento para lhe dar margem de aproveitar meu ataque desordenado movido apenas por raiva, por isso avancei com maior cautela e estoquei contra seu peito. O necromante desviou o rumo de meu ataque com a haste de sua lança e girou a arma sobre a cabeça para tentar me cortar, contudo usei o fio de minha arma para deter o seu corte e desferi um novo arco em resposta, que passou apenas pelo ar, próximo do rosto do Gideon. Recuei dois passos sem ficar muito distante, um usuário de lança teria maior vantagem caso me desgrudasse dele, pro isso girava ao seu redor mesmo mancando e atacava de todos os pontos possíveis.

Tentei lhe ferir pelo flanco esquerdo com um novo arco, porém o necromante era hábil com seu item e conseguiu não só se defender como acertar meu corpo com a ponta de sua arma e me jogar no chão um pouco tonto. Levantei aos poucos e senti um chute nas costelas que me jogou novamente contra o solado, meu medo maior não era morrer, mas sim que Elise sucumbisse por minha culpa, já tinha a morte de muitos por terem se relacionado comigo como peso a carregar, só que a minha noiva não seria outro alvo. Quando Gideon se aproximou para estocar com sua arma contra meu peito, usei a magia de minha arma negra que se transfigurou numa adaga pequena que o inimigo não conseguiu ver, antes mesmo que ele pudesse me atacar, movi rapidamente meu pulso e atirei o item contra o peito dele.

O adversário deu passos para trás reclamando e dor, eu acertara sua barriga num ataque não mortal, mas fora a distração necessária para conjurar três arcos negros e cortantes que foram atirados contra o ser, ferindo-o gravemente pelo corpo. Corr enquanto Gideon ainda reclamava da sequência de ataques, segurei a adaga que ainda estivera cravada em seu tronco, retirei enquanto lhe prendia os braços com meus joelhos e disse:
- Saiba que quando chegar ao Mundo Inferior não ficara muito tempo sozinho, logo mandarei meus amigos para lhe fazer companhia.

Com o fim da promessa eu lhe penetrei o coração com minha arma escutando um último suspiro até que seu corpo perdeu a vida. Sai de cima do corpo moribundo mancando até a Elise, que me observava agora com certa felicidade ao saber que eu conseguira sobreviver, eu mesmo esbanjava um largo sorriso entre os lábios. Fiz com que minha arma virasse uma espada para que pudesse partir suas correntes num único ataque, depois cai de joelhos ao seu lado lhe abraçando e apertando, nunca mais a perderia assim.
- Você está bem amor?- Perguntei deitando minha cabeça em seu ombro.
- Sim, estou, eu fiquei preocupada que algo ocorresse com você.
- Nada ocorreu, estou ótimo.
- Que bom amor.
Olhei para ela ainda sorrindo e lhe roubei um único selinho, só aquele beijo poderia curar todo meu corpo, mudar tudo de ruim que eu sentira para um único sentimento. Amor.

Código:
Cursed Blade: Um cilindro de vinte centímetros feito de ferro estígio com ranhuras púrpura, que não afeta em nada o seu dono, contudo queima a mão de quem tocar. Pode virar qualquer arma com lâmina  machado, lança, espada, adaga, ou objeto que o semideus desejar, no formato e tamanho que ele quiser além de ser envolta no fogo negro que queima tudo que toca até que seja parada.

poderes habilidades:
-> Benção: Metamorphose - Você poderá transfigurar seu corpo em um animal mitologico (Dragon, cão infernal, grifo ou lobisomem) a escolha, podendo atacar seu inimigo com sua força e agilidade. A mudança dura até 3 turnos e só poderá ser usada duas vezes a cada missão podendo ser consumido um nivel de energia dependendo da força e do tamanho do monstro (15HP/MP).

Escudo Negro: Uma espécie de espelho negro se forma à sua volta, refletindo os ataques. Dura apenas 2 turnos.

Arcos Trevosos I: Quando meus filhos se concentram, três arcos verticais de sombras, no máximo se formam, podendo assim serem lançados. São capazes de cortar tecidos e produzir arranhões.


Son of Darkness & Follower of Night
------------------------------------------------------------------------------
@Lilah


I will love you, my dear Elise, forever, because your perfect eyes took my heart to you.
avatar
Noah Sykes Langdon
Mortos
Mortos

Mensagens : 91

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Hora da Verdade - Missão para Noah Sykes Langdon

Mensagem por Nyx em Qui Abr 16, 2015 6:12 pm


Ortografia e Narração:
Achei alguns erros ortográficos, mas nada muito assustador. Dessa vez prestou atenção nas pontuações, achei menos erros. Melhorando a forma de escrever, meu caro. Parabéns.
Coerência:
Nesse quesito não tenho nada a apontar. Gostei muito da forma que encarou e venceu seus desafios.
Estrutura e Fluidez :
Bem desenvolvido, gostei das ideias e do contexto que seguiu seu texto, só preste atenção nos erros ortograficos.
Ganhos:
Drago Scale - Uma armadura completa feita das escamas de um drakon, logo o material é resistente como bronze. Na ponta de cada luva existem as garras retráteis da criatura que saem quando o dono desejar. Vira um pingente no formato da cabeça de um dragão.

-> 250 XP

Perdas:
- 80 HP
- 80 MP


Att por Quione.







avatar
Nyx
deuses primordiais
deuses primordiais

Mensagens : 319
Idade : 23

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Hora da Verdade - Missão para Noah Sykes Langdon

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum