The Blood of Olympus
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Teste de Dimitri filho de Zeus

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Teste de Dimitri filho de Zeus

Mensagem por Athena em Qua Abr 01, 2015 7:06 pm


Fuga do mundo inferior
A memoria do jovem fora apagada, ele não se lembrara do que acontecera nas ultimas horas tão pouco sabia como ou quando fora parar ali, tudo que tinha em mente era a lembrança de uma jovem, uma bela loira com olhos cinzentos. Seu corpo era marcado por cicatrizes profundas e sua garganta ardia, o calor era de matar, e o tártaro e seus perigos lhe aguardavam a frente, agora tinha não apenas que lutar para sobreviver, como também encontrar uma maneira de escapar das garras do mundo inferior, ou melhor dizendo do pior lugar existente nele, o tártaro.

Spoiler:

-Minimo de 50 linhas e sabemos que é capaz de fazer bem mais que isso.
-Sabe-se que não tem memoria, assim como também não sabe como foi parar em tal lugar, alguém o jogou no abismo enquanto estava em missão para Hades no mundo inferior, agora precisa achar uma maneira de sair do lugar.
-Lembre-se isso em um one post e todos os detalhes serão narrados por ti, só não viaje demais na maionese, seu teste não sera facil.
-Narre o quanto quiser, seja detalhista, pode dizer que esta com suas armas e mochila ainda, e o uso de poderes é totalmente liberado.
-Deve enfrentar no minimo dois monstros em seu caminho assim como também maneiras adequadas de sobrevivência em tal lugar.
- Finalize como achar melhor mas um bom desfecho é essencial para o objetivo ser concluído.
-Se conseguir será não apenas bem recompensado como poderá continuar com seu cannon.
-Tem 10 dias para postar a partir da data de hoje.
-Boa sorte.


Palas Athena...
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Re: Teste de Dimitri filho de Zeus

Mensagem por Dimitri Romanov em Sex Abr 03, 2015 11:29 pm


What the hell am I doing here?


 A sensação era ruim, muito ruim mesmo. Era como se alguma coisa estivesse espremendo o meu peito, comprimindo-o sem nenhuma piedade. Não há como explicar, a sensação era de estar tentando nadar e não conseguir, com a água se solidificando ao seu redor. Os pulmões ardiam com a força para tentar respirar e a qualquer momento poderiam explodir. Os olhos já deviam estar lacrimejados com o esforço para mantê-los  abertos. Não havia ar, alguma coisa me puxava para baixo, a visão escurecia...
Então eu acordei.

Foi como emergir de um lago, com a respiração voltando de supetão. Abri os olhos e no momento seguinte me arrependi de ter feito isso. Meus olhos arderam com o vapor, e, quando tentei respirar, senti como se os pulmões estivessem queimando. Me apoiei com as mãos para tentar me levantar e senti o corte se formando nela quando raspei em alguma coisa afiada no chão. Olhei à minha volta apenas para ver que estava rodeado de coisas que lembravam cacos de vidro, e apenas há alguns metros à minha frente havia um lago com águas cinzentas.
Me levantei o melhor que pude, com todo o corpo doendo, e tentando entender o que diabos eu estou fazendo aqui e o que exatamente é aqui. O céu era coberto por uma fumaça vermelha, o chão se estendia com aqueles cacos de vidro até chegar em rochas pontiagudas e o ar era como ácido, queimando meus pulmões e garganta sempre que tentava respirar. E o pior é que eu não me lembro de absolutamente nada. Não faço a minima ideia de como eu fui parar aqui, apesar de já estar tendo uma ideia do que era aqui - Mas vou rezar para estar enganado.
Reparei que a minha camisa estava meio rasgada, com alguns arranhões que ainda escorriam uns filetes de sangue. Toquei o roste e senti que ele também estava arranhando, vendo sangue na palma da mão quando olhei para ela. Caminhei até o lago e olhei o meu reflexo nas águas, e o que olhou para mim de volta não era eu - Não poderia ser. O rosto que me encarou no reflexo era de alguma forma o meu, mas estava desfigurado, com metade da face podre revelando os ossos da mandíbula. Me afastei do lago, certo de que aquilo não era verdade. Olhei mais uma vez à minha volta, agora tendo certeza de onde eu estava.
Aquilo só podia ser o Tártaro.

Apenas o fato de eu ter notado ainda estar com a minha espada me impediu de entrar em desespero por estar no lugar mais temido já criado pelos deuses. O que eu estava fazendo aqui ou como eu cheguei aqui eu não sei, a única coisa que eu derradeiramente consigo me lembrar é de um rosto belo com longos cabelos loiros e olhos cinzentos, apesar de também não fazer ideia de quem seja essa garota.
Comecei a caminhar, decidindo que ficar parado não iria resolver nada e o melhor era tentar encontrar uma saída daqui... Se houver uma. Meus tênis impediam que os cacos no chão ferissem meus pés, mas ainda assim era complicado andar sobre eles. Havia um pequeno morro de rochas à minha frente, e quando eu finalmente consegui chegar ao topo dele pude ver com mais clareza o caminho à minha frente.
A paisagem - Se aquilo puder ser chamado de paisagem - Era apenas de desolação, com rochas e horrendas correntezas de águas de fogo correndo para baixo. O caminho era apenas descida, constatei. O Tártaro continuava descendo e descendo, sem outra opção de caminho além de voltar para trás. Eu ainda caminhava, mas não sei se vou conseguir continuar com isso por muito mais tempo. Parecia que eu tinha acabado de sair de uma batalha, com cada centímetro do meu corpo doendo e coberto por arranhões e marcas de lesões. Mas o pior de tudo ainda era respirar. era como se eu estivesse inalando ácido ou veneno - Ou possivelmente os dois.
Não me lembro por quanto tempo eu caminhei até escutar um som vindo de algum lugar acima de mim. Olhei para as rochas cinzentas enquanto levava a mão até o punho da espada esperando ver algum monstro atrás de mim, mas não havia nada ali. Então me virei para continuar andando e foi por muito pouco que não fui cortado em dois, mas felizmente consegui escapar do bote me jogando ao chão. A criatura golpeou as rochas, esmigalhando-as sob as garras. me levantei o melhor que pude e olhei para a criatura, certo de que dessa vez eu estava realmente encrencado.
A monstro tinha um corpo semelhante ao de um leão, com um cabeça do mesmo e outras duas em cada lado, uma de caba e outro da dragão. Sua calda era um serpente negra de olhos vermelhos e do tronco saía um par de asas de dragão.
- Uma quimera - Constatei, infeliz.
A ferra rugiu com a sua cabeça de leão e abriu as asas negras, em uma clara - e bem sucedida - tentativa de intimidação. Desembainhei a minha espada e o ouro celestial brilhou desafiador entre a negritude do Abismo. o monstro começo a andar, com passos lentos e calculados à minha volta. Ele estava claramente em vantagem ali, comigo fraco e sem ter para onde fugir. E eu nem sequer sei se é possível matar um monstro no Tártaro. Engoli em seco  - Coisa que doía bastante -  enquanto segurava a espada em uma mão e esperava pelo ataque da quimera.  
Então ela saltou para um bote e eu dei um passo para o lado golpeando com a espada.
Primeiro foi o som do metal cortando o ar, então veio um som seco de carne sendo cortada e por fim um tibum e uma labareda de fogo se erguendo do rio de chamas ao lado quando uma das patas dianteiras do monstro foi para dentro dele após ser descepada. O rugido da quimera foi de uma mescla de dor e raiva, e os seus olhos, os oito - Contando com os da cauda -, me fitavam com puro desejo assassino.
Dei mais dois passos para o lado, querendo sair de perto do rio escaldante. O calor ali estava insuportável e bolhas já começavam a se formar em meus braços. Os meus cabelos grudavam no rosto com o suor, e a visão ficava cada vez pior. Mas a ameaça imediata ali estava à minha frente.
A quimera abriu a boca da sua cabeça de dragão e eu reagi com alguns segundos de vantagem, rolando para o lado escapando de ser incinerado pela bola de fogo que ele lançou. Me levantei no instante seguinte, e ele avançou para mais um golpe. Dessa vez eu consegui reunir energia de não sei onde e fiz com que o meu corpo produzisse eletricidade, canalizando-a para a espada no momento do golpe. Golpeei com as duas mãos, e vi quando a espada decapitava a cabeça de bode da quimera. O ruim foi que as suas garras da para restante provocaram um feio arranhão em meu braço.
Completamente desorientada pela dor, a quimera se lançou sobre as rochas acima e desapareceu. Enquanto isso eu caí no chão, igualmente tonto pela dor do corte. Mais sangue se juntou ao já existente em minha camisa. Olhei para o meu braço e vi que o corte não parecia ser muito profundo, mas doía imensamente. Talvez qualquer arranhão tenha enorme efeito aqui no Tártaro, ou é isso ou as garras do monstro continham veneno. Tentei me levantar, mas a respirar estava cada vez mais ofegante e eu quase desmaiei com o esforço. Sentia como se meus pulmões estivessem cheiros de isopor.
Eu estava quase apagando quando em algum ponto em minha mente eu ouvi uma voz feminina falando, uma voz que eu tinha a sensação que conhecia, dizendo algo sobre os rios do Tártaro. Algo sobre fogo.
Talvez eu estivesse completamente louco, mas eu me arrastei até a margem do rio, sentindo que novos cortes se formavam em meu braço ao arranhar nas rochas. A voz era um lembrança, talvez, e era sobre uma conversa sobre um rio de fogo que circulava o Mundo Inferior. Um rio capaz de manter as pessoas vivas para que elas continuassem sofrendo nos Campos da Punição.
Me levantei um pouco, ficando agachado e, em uma ação completamente louca, mergulhei uma mão em concha até as águas de fogo. Estranhamente aquilo era gelado, o que talvez fosse porque eu já devia ter perdido a sensibilidade dos membros. Levei a água de fogo até a minha boca e a bebi.
Primeiro foi como se eu tivesse ingerido cem litros de extrato superconcentrado de pimenta, senti a garganta já seca queimando e um gosto completamente horrível inundando minha boca. Inclinei o corpo para frente e vomitei, o que apenas piorou o gosto ruim na boca.
Quando finalmente pare ide tremer, percebi que a minha visão tinha voltado ao normal, juntamente com a respiração que já não doía mais tanto. Me levantei olhando para o local onde a quimera havia sumido. Ela ainda podia estar por aqui, ou outros monstros também podiam estar por perto.
Em nome de Zeus, esse lugar está repleto de monstros, e talvez todos ele possam me farejar da mesma forma que farejam no mundo lá em cima.
Voltei a caminhar, seguindo o curso do rio, sempre para baixo.

Vagando completamente sozinho no Tártaro, sem memória de como vim parar aqui. Essa deve ser a pior forma de se morrer que existe. Não sei por quanto tempo estou andando, mas meus pés já quase não aguentam mais. Minhas pernas estavam em cãibra pelo esforço e as águas do Flegetonte - Havia conseguido lembrar que era esse o nome do rio -, apenas serviam para me manter vivo, sem fazer qualquer coisa para amenizar a dor ou o cansaço. Tive passar quase escalando pelas fendas nas rochas para poder continuar em frente, e quando finalmente pisei em solo plano minhas mãos estavam em carne viva. Havia algumas árvores com aspectos medonhos à minha frente, quase como se estivessem petrificadas e parecia haver rostos gravados nelas. Bebi mais uma última vez o fogo liquido do Flegetonte antes de continuar andando, seguindo entre as árvores.
 Não importava o quanto eu tentasse, não conseguia me lembrar de como vim parar aqui ou onde eu estava antes. Tenho apenas aquela lembrança da garota de cabelos loiros, a mesma dona da voz que falava sobre as águas do Flegetonte. E o pior, o pior era que eu nem consigo pensar em um motivo par continuar andando. Sem nem saber se havia como sair daqui, sem ter ideia do que me esperava fora daqui, e, acima de tudo, sem conseguir encontrar um motivo para continuar andando.
Desista, uma voz sussurrou. Não há esperança, não há porque continuar sofrendo.
Morra
As árvores começavam a ficar mais densas à minha volta, com cada vez menos espaço para me mover.
Apenas morra, é melhor, não vale a pena continuar.
Os rostos nas árvores também estavam ficando mais estranhos, mais retorcidos em expressões de sofrimento.
Acabou, pare de andar, para de sofrer. Não há nada pelo que lutar, ninguém por quem voltar.
Foi então que percebi que as vozes estavam saindo das próprias árvores. Desesperado para sair do meio dessas coisas, comecei a correr em ziguezague desviando de troncos, até que finalmente perdi o controle com aquelas vozes e golpeei um das árvores com a espada. O ouro celestial cortou o tronco como se ele fosse de isopor e um grito de lamento emanou dele antes de cair no chão. Continuei correndo, e só parei quando dei por mim longe daquelas árvores e em um campo de cinzas que parecia não ter fim.

Rodei no mesmo lugar olhando para os lados, sem ter ideia de como vim para aqui, pois não importava a direção que eu olhasse a paisagem se estendia cinza até onde os olhos podiam ver. Não que eu pudesse ver muito longe, o vento fazia com que as cinzas se levantassem e rodassem em todas as direções, impedindo que se visse as coias com clareza.
Mas eu podia ver as imagens se movendo nas cinzas com o vento. Corpos espectrais que se contorciam e gritavam mudos. Se antes era difícil respirar, agora tinha se tornado praticamente impossível. Eu inalava cinzas sempre que tentava puxar ar e tossia, sabendo que em breve morreria sufocado se continuasse ali. Andei, andei e andei em todas as direções tentando encontrar um saída que aparentemente não existia.
Por quanto tempo eu estava aqui, aqui no Tártaro? Horas, dias, semanas? O tempo aqui ao menos corre da mesmo forma do que lá fora? A única coisa que eu sei é que parece que eu estou andando a dias, completamente exausto. E esse labirinto de cinzas era sem duvida uma das piores coisas que eu já havia encontrado aqui. Contra a manticora ou outros monstros eu pude lutar, contra aquelas árvores eu pude correr, mas contra essas cinzas não há nada para fazer a não ser andar. Andar sem rumo.
Sem duvida eu estava completamente coberto de cinzas, ainda mais agora que o vento aumentava e a visibilidade caía para quase zero. Então minhas pernas perderam a força e eu caí de joelhos sobre o chão, sem forças para voltar a me levantar e quase não conseguindo mais respirar. Ao longe eu podia ver alguma coisa se aproximando, uma forma feita de fumaça muito maior do que os espectros que me rodeavam e parecia portar algum tipo de machado gigante.
As vozes que eu ouvi entre as árvores pareceram voltar, surrando novamente aquelas palavras e realmente desejei apenas morrer, desejei que aquela coisa que se aproximava me mata-se e encerasse logo tudo aquilo. Afinal, por que eu ainda estava andando? Por que ainda me importava em seguir em frente? Aquelas vozes estavam certas, não havia nada pelo que lutar.
Fechei os olhos.

Uma colina verde encimada por um grande pinheiro e nela haviam duas pessoas. Uma era um rapaz alto, forte de cabelos loiros e olhos azuis. Junto havia uma garota que também possuía longos cabelos loiros, olhos cinzas, extremamente bela e com um sorriso encantador. Os dois jovens conversavam alegremente, completamente apaixonados um pelo o outro. A jovem fez um pedido para ele e houve um momento de silencio, em que os dois apenas se olharam, e então ele respondeu e os dois se beijaram, caindo um sobre o outro.
O garoto claramente era eu, e a garota... A garota era...
- Sophi - Minha voz saiu quase num sussurro.
Abri os olhos e vi quando aquela forma fumacenta erguia o machado, pronto para dar o golpe. Em apenas um movimento eu puxei minha adaga do cinto e me levantei, golpeando aquela coisa na altura do tórax. Um urro fantasmagórico se fez ouvir por todo o Vale de Cinzas, e então o vento parou e as cinzas voltaram para o chão. De algum lugar eu havia conseguido recuperar as forças para me levantar e reagir. De algum lugar, não. Foi aquela lembrança daquele momento. Agora eu sabia de quem era aquele rosto, e havia sim um motivo para continuar!

 Agora que não havia mais as cinzas rodando em volta, eu podia ver o caminho a minha frente e o que tinha no final dele. Há uns cem metros á minha frente havia um circulo de obsidianas de mais de cinco metros de altura, e eu comecei a caminha na direção dele.
Agora eu já me lembro de onde eu vim, mas ainda não sei como vim parar aqui, apesar de sentir que alguma coisa errada estava acontecendo quando vim para cá.
Eu já estava há trinta metros do circulo de obsidias quando ouvi um forte rugido ao meu lado. Olhei naquela direção e vi a quimera correndo na minha direção, com a pata esquerda e a cabeça direita faltando, por onde escorrida sangue dourado. Icor.
A ferra saltou antes que eu tivesse tempo de reagir, e o máximo que pude fazer foi cair para trás, escapando assim de ter a cabeça arrancada pelas suas presas de leão. A manticora parou há poucos metros de distancia de mim, j´ase preparando para um novo golpe. Eu me levantei na mesma hora, sacando a espada e ficando em posição para o combate. Eu tinha batido a lateral do rosto no cascalho quando caí e agora escorria sangue por ali.
O monstro rugiu, e eu ouvi quando outros rugidos o responderam não muito longe daqui. Mais monstros estavam vindo, talvez centenas deles, e sem a menor duvida eu não conseguiria enfrentar todos eles. Mas não tinha como fugir agora, não com a manticora se preparando para atacar. Ela podia estar sem uma pata, mas ainda tinha as asas.
E, aliais, eu já estou cansado de ficar fugindo.
- VEM! - Gritei para o monstro - VEM LOGO, SEU MONTE DE CARNE! - É, eu estou no Tártaro e essa é a pior ofensa que consegui pensar.  
No fim, eu não esperei que a quimera atacasse. Eu mesmo corri na direção dela, com um grito de fúria, e ela coreu na minha, e eu não sei se posso descrever o momento a seguir porque não consegui ver realmente o que aconteceu. Um rugido e o som de uma rajada de chamas queimando o ar foi a última coisa que eu ouvi antes que a lâmina da minha espada passasse por uma massa volumosa de carne e ossos que se transformaram em pó dourado no instante seguinte, vindo a se misturar com as cinzas que já me cobriam inteiro.
Eu já estava quase me declarando vencedor, quando percebi que estava em chamas.
O jato de fogo da quimera acertou meio de raspão no meu ombro, fazendo com que uma parte da camisa pegasse fogo. Eu não sei se arranquei a camisa primeiro ou me joguei no chão rolando antes disso, só sei que me lembro de estar deitado de bruços no chão, coberto de arranhões e com os restos fumegados de uma camisa ao lado.  
O bom é que não havia ninguém aqui para ver isso.
 O meu ombro esquerdo e a lateral do meu tórax estava com uma queimadura que não parecia ser muito grave, mas que ainda assim ardia bastante, como todos os ferimentos adquiridos nesse buraco de fim de mundo. Agora eu estava sem camisa, e a minha calça estava cheia de rasgados e fumegada abaixo do joelho. E sem contar que eu devia estar horrível, coberto de cinzas, sangue e pó dourado de monstro. Eu estava exausto, mas foi os rugidos de monstros à distancia de me fizeram continuar andando.
 O circulo de obsidias tinha mesmo mais de cinco metros de altura, e emanavam um brilho negro fantasmagórico e estranhamente convidativo. Me aproximei dele e vi que no centro havia uma pedra plana de rocha negra, de formato circular e com runas antigas gravadas na base. Algumas eu reconheci sendo como palavras em grego antigo, já outras pareciam ser de uma linguagem muito mais antiga, primevas.
 Caminhe por entre as rochas, onde tinha espaço suficiente para caber umas duas quimeras, até parar em cima da base de rocha negra no chão. Primeiro não houve nada, mas então um som semelhante ao de um trovão ecoou por todo o Abismo, as rochas emitiram em brilho negro forte o suficiente para cegar e em um movimento natural eu fechei os olhos para protege-los, sem ver mais nada do que estava acontecendo.

Quando finalmente abri os olhos, me vi em uma paisagem levemente semelhante àquela que eu estava minutos atrás, mas essa era menos horrenda e até mesmo conhecida.
Era a fronteira entre os Campos da Punição e os Campos Asfódelos. E à distancia eu podia ver os Campos Elísios, e indo reto em uma direção ao lado dele estava os contornos do Palácio de Hades.
E tudo isso eu sabia que  ficava fora do Tártaro.
Eu ainda respirava meio ofegante, mas a alegria de estar fora do Tártaro transparecia em meu rosto. Eu acho que sou a primeira pessoa que sorri estando entre o Asfódelo e os Campos da Punição.
- Mas que porcaria é essa? - A voz soou quase tão alta quanto um rugido ao meu lado.
Me virei e vi um homem alto, com cabelos negros que caiam até os ombros, pele pálida e olhos tão negros quanto as mais profundas trevas. E de alguma forma eu soube quem era ele.
- As minhas sombras quase mataram você! Eu te joguei no Tártaro e mandei a quimera atrás de você só por garantia! COMO VOCÊ SE ATREVE A AINDA ESTAR VIVO?
O mais estranho era que ele realmente soava indignado.
- Você é Oberon - Falei, me recordando do que tinha acontecido - Foi por sua causa que eu vim para cá.
Ele sorrio perversamente.
- Estranho. Parece que as memórias estão voltando. Mas dessa vez vou garantir para que apenas os seus restos sejam jogados no Tártaro.
Ele estendeu a mão para o lado, e as sombras se solidificaram em um cão infernal que avançou na minha direção.
Mas dessa vez eu realmente estava cansado de tudo isso. Eu não me arrastei pelas entranhas do mundo sozinho e sem memória apenas para um deus menor traidor - Porque era isso que ele era -, me dizer que eu devia estar morto.
Quando cão pulou, eu o golpei com a espada, destruindo-o com um só golpe. Fiz o mesmo com o outro que ele invocou, e com outro, sempre andando na direção dele enquanto golpeava furiosamente qualquer coisa que ele invocasse. Quando bati com a espada no crânio de um esqueleto de ossos negros, percebi que ele havia pardo de andar para trás e que agora estava na beira de um abismo.
O Abismo
- Você estava traindo Hades, iria se juntar com os inimigos dele e atacar o palácio para tomar o trono do Mundo Inferior - falei - Foi por isso que eu vim aqui, par descobrir quem estava por trás disso.
A expressão no rosto do deus era quase de desespero, mas ele ainda tinha um consolo.
- O que importa? Você não pode me matar! Eu sou um deus, sou imortal! - Ele gritou, com um último resquício de soberba.
- Mas posso fazer isso.
Chutei o deus na altura do estomago, e ele descreveu um arco completo enquanto caía de costas no Tártaro com um último grito gutural.
Por alguns instantes eu fiquei apenas olhando para o precipício, imaginado o deus caindo nele.
- Isso é por ter me feito esquecer da Sophi.
Me virei e caminhei para longe dali, para longe daquele abismo quase sem fim.

 A minha intenção era caminhar para fora do Mundo Inferior através da mesma passagem que eu supostamente usei para entrar, aquela que começava no Estígio. Mas os meus planos foram frustados quando dois soldados esqueléticos me pararam quase no final do Asfódelo. um deles era um pretoriano, ainda usando uma armadura romana desgastada. O outro era um "casaca vermelha" da companhia britânica, armado com um mosquete.
- O Lord do Mundo Inferior ordenou que o levássemos até ele - O pretoriano falou.
- Diga a ele que eu fiz uma longa viajem e estou exausto - retruquei.
- Ah, mas vamos ter que insistir - Uma voz levemente feminina falou atrás de mim.
Me virei para olhar e vi que era uma das Fúrias. Sinceramente, eu estava muito cansado para resistir.
- Ótimo - falei, e então olhei para o palácio ao longe - E como exatamente eu vou chegar lá? - Não estava nem um pouco afim de caminhar quase metade do Mundo Inferior.
Mas nesse momento eu escutei um relinchar e quando olhei havia um grande garanhão negro com metade das costelas e crânio aparecendo.
- Espero que saiba cavalgar.

Para ser sincero, eu consegui aguentar o cheiro de podridão, mas o complico era tentar cavalgar em cima de um cavalo cuja pele literalmente se desmanchava quando você tentava se agarrar nele.
Não levou muito tempo até que passássemos pelos potões as ameias, atravessássemos o Jardim de Perséfone e por fim parar de frente aos portões do palácio. A Fúria não quis entrar junto comigo e disse que Hades estava me esperando na sala do trono, e de fato estava. Passei por algumas salas cujo conteúdo que abrigavam eu nem quero descrever, antes de chegar onde Hades e Perséfone estavam sentados nos tronos. Ambos estavam em suas formas gigantes, com uns cinco ou seis metros de altura me olhando de seus tronos de ferro estígio e ossos - E flores, no caso de Perséfone.
- E então, diga - Hades ordenou.
Eu respirei fundo antes de começar a falar. Contei sobre a investigação que eu fiz nos Campos da Punição, sobre o confronto inicial contra Oberon e seus guerreiros de sombra, onde eu perdi e fui jogado no Tártaro. Falei sobre como eu saí de lá e o encontro final com o deus da escuridão, antes de joga-lo no Abismo.
 Perséfone estava sorrindo maravilhada quando eu finalmente terminei.
- Incrível! - Ela declarou - Sobreviver sozinho no Tártaro e ainda conseguir sair de lá, simplesmente incrível. Mas eu ainda não entendi como você recuperou as memórias.
Sobre isso, eu tinha uma resposta, mesmo sem saber eu sabia que era verdade.
- Quando eu me lembrei de Sophia no Vale das Cinzas foi quando eu descobri que tinha um motivo para continuar, e então as outras lembranças começaram a vir, gradativamente.
- Besteira - Hades retrucou - O Tártaro foi criado para aprisionar monstros titãs e deuses, esse garoto claramente deve ter recebido ajuda para sair de lá. Se o que ele diz sequer é verdade.
Ok, isso me irritou. Eu já tinha abrido a boca para gritar com o Senhor dos Mortos quado mudei de ideia, e simplesmente disse.
- Agora eu posso ir?
Hades fitou do seu trono, como se avaliasse se deveria me deixar ir embora ou me jogar novamente no Tártaro.
- Você cumpriu o seu trabalho, pode ir. Peséfone, poderia cuidar disso?
A rainha do Mundo Inferior fez um gesto com a mão na minha direção, e eu senti uma rajada de vento que carregava petá-las de rosas passando por mim. Mas antes que eu sumisse, a voz de Hades ecoou.
- Mas, lembre-se, bastardo: Hoje você escapou, mas cedo ou tarde você voltará para o meu reino. Todos sempre voltam.
 Então tudo se apagou, e quando a visão finalmente voltou eu estava no topo de uma colina, com um pinheiro ao meu lado e o Acampamento Meio-Sangue a minha frente.
Mesmo coberto de arranhões, cinzas, areia, queimaduras, e do meu próprio sangue, tive que sorrir.

Day: Não sei    Place: Tártaro    With: Alone    Humor: What?                    Clothing: Link  
credits @


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Re: Teste de Dimitri filho de Zeus

Mensagem por Athena em Dom Abr 05, 2015 7:29 pm

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