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2º Aula de Combate Corporal

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2º Aula de Combate Corporal

Mensagem por Zeus em Sab Jan 17, 2015 10:10 am


2º Aula




Lorde Zeus
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Zeus
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Re: 2º Aula de Combate Corporal

Mensagem por Samanta Sink em Sex Jul 07, 2017 5:24 pm



2ª AULA DE COMBATE CORPORAL




TAI CHI CHUAN


Tai Chi Chuan (em chinês: 太極拳 Taiji Quan), é uma arte marcial interna chinesa, parcialmente baseada no Bagua. Este estilo é apenas um dos filamentos do Kung Fu, podendo ser chamado, também, de Boxing Chinês. O Tai Chi é composto de movimentos abertos, redondos e relaxados, designados a estabilizar o equilíbrio das forças vitais do organismo (a união entre as forças vitais Yin e Yang).

O Tai Chi traz consigo uma grande carga da natureza, tendo em vista que foi desenvolvida através da observação dos grandes mestres os movimentos dos elementos distintos, no caso desta arte marcial, a água.

☯ Vencer o movimento através da quietude (Yi Jing Zhi Dong) 以靜制動
☯ Vencer a dureza através da suavidade (Yi Rou Ke Gang) 以柔克剛
☯ Vencer o rápido através do lento (Yi Man Sheng Kuai) 以慢勝快

A história do taiji quan é considerada sempre sob dois aspectos: o lendário e o historicamente comprovado. Esses dois aspectos não se excluem necessariamente para a maioria dos professores propagadores dessa arte.

O aspecto lendário é, geralmente, encarado como uma metáfora para indicar o desenvolvimento dos princípios do taiji quan através da figura do daoista imortal Chang San Feng.

Historicamente comprovado, o criador do taiji quan foi Chen Wangting.

Mas nós, semideuses, sabemos que pode mesmo haver uma figura daoista imortal...


INFORMAÇÕES IMPORTANTES


LOCAL DA AULA

A aula acontecerá em ambas as arenas de treinamento, ou seja, poderá narrar em seu acampamento. Para os romanos: basta informar que a líder do chalé de Ares estava lá para ensinar algo como uma atitude de boa fé entre os acampamentos. Quanto aos gregos, a narração será na Arena. Por terem uma estrutura similar, o cenário será o mesmo para ambos.


PERSONAGEM

Samanta Sink é filha de Ares e como toda boa filha do Deus da Guerra pode ser extremamente agressiva e imperativa com comandos, ser severa com a forma de punição para petulância e, também, acabar levando para o lado pessoal alguma afronta e querer tirar a limpo a história na própria aula, chamar o aluno para demonstrar o golpe e pegar um pouco pesado, apenas para mostrar quem realmente manda. Por mais que possua o sangue quente e a personalidade forte, Samanta é interessada em ver que seus alunos aprendem as lições passadas, e não se importa de repetir o processo "n" vezes, até que o lecionando demonstre não ter mais dúvidas.

Caso não tenham lido no seu perfil, a filha de Ares é alta, com 1,87m de altura, o corpo é definido e possui um perfil "fitness" com 75Kg perfeitamente distribuídos, além de possuir uma tatuagem prateada de um dragão chinês no antebraço esquerdo, com a boca terminando na mão. Nesta aula estará usando uma calça branca, bastante folgada, e uma blusa preta com os dizeres "Be Water" próximo ao ombro esquerdo. A aula exige movimentos extensos das pernas, então quanto mais liberdade tiver no movimento, melhor.


ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE



ACAMPAMENTO JÚPITER



MOVIMENTOS


Como arte marcial, o taiji quan baseia-se em treze conceitos fundamentais (shi san shi 十三势). Estas posturas/movimentos podem ser reconhecidos nas diversas formas praticadas pelos diferentes estilos. Cada escola interpreta estes conceitos com pequenas variações.

São conhecidas como "as oito portas e os cinco passos" (八門 五步), em chinês são denominadas: Peng, Lu, Ji, An, Cai, Lie, Zhou, Cao, Jin, Tui, Gu, Pan e Ding.

Neste primeiro módulo, serão ensinados apenas os quatro lados: Peng, Lu, Ji, An.



Péng 掤
Peng é um movimento de aparar um golpe, usando da fluidez da água para acompanhar a velocidade do mesmo e desviá-lo para os lados ou para cima, com o movimento correto e o posicionamento preciso das mãos para dobrar as articulações do adversário, seja no pulso ou na junta do cotovelo.



Lu 履
Lu é um movimento de desviar, que é plenamente baseado na correnteza entre as rochas dos rios. Como a postura das pernas bem afastadas e joelhos levemente flexionados, os braços assumem uma posição de como se segurassem uma bola. Deve-se pisar em 45º para frente e se deslocar, evitando a colisão da investida inimiga.



Ji 擠
Ji significa pressionar, e pode ser usado para “golpear” os pontos corretos para adormecer músculos e inutilizar, temporariamente, membros e atingido no ponto certo.



Àn 按
An é o mesmo que empurrar, e este movimento baseia-se em um poderoso soco com as duas mãos em sincronia com uma forte pisada no chão e a espiração súbita de todo o ar nos pulmões. Este conjunto de movimentos causa uma liberação de energia cinética grande o bastante para lançar o inimigo alguns passos atrás e, com a força certa, quebrar uma ou duas costelas.


AULA


INTRODUÇÃO


Era o começo da manhã quando a ruiva já aguardava pelos semideuses que iriam se dedicar ao aprendizado do Tai Chi Chuan, o estilo que exigiu da filha de Ares toda a sua atenção e disciplina para aprender. Horas e horas de leitura ensinaram a ela os princípios, as filosofias e, o que ela mais prezava: Os movimentos. Ela não podia se julgar uma mestre, por não compreender os alicerces daquela arte marcial, mas ela conseguia usá-la muito bem, talvez tão bem quanto um verdadeiro mestre. O seu sangue divino permitia isso.

Com os cabelos vermelhos presos em um rabo de cavalo ela estendeu diversas esteiras de palha pelo gramado e sentou na sua, na posição de Lótus. Com a aproximação dos demais, alguns aguardaram sentados casualmente nas esteiras, outros em pé e havia também os que se sentaram na mesma posição de Samanta.

Quando fechou 8 horas da manhã, o pequeno relógio ao seu lado soou. Calmamente a filha de Ares pressionou o botão de desligar e se levantou. Ergueu os braços esticados à frente do corpo, os pulsos relaxados, fazendo as mãos penderem para baixo. Respirava simultaneamente com o movimento.

— Muitos lutadores são derrotados por esquecer de respirar... — Soou misteriosa como uma grande sábia, até abrir um sorriso traquino e relaxar a expressão. — Vocês conhecem a arte do Tai Chi? — Passou a caminhar entre os semideuses, explicando. — É uma história longa e complexa, mas o que vocês precisam entender é que foi uma arte híbrida, desenvolvida a partir de duas artes marciais e que foi passando adiante, por diversos mestres, sempre sendo aprimorada... até os dias de hoje.

Com o final da explicação, Samanta foi para a frente da turma e tratou de ensinar os movimentos iniciais.

MISSÃO DA AULA

Samanta ficará na frente de todos, ensinando os movimentos de maneira lenta e fluída, como os praticantes de Tai Chi Chuan meditativo treinam normalmente, passando técnicas de respiração, posicionamento do corpo, e fluidez dos movimentos. Todos devem narrar os movimentos como espelhados aos da filha de Ares. Não é necessário demonstrar erros, mas é necessário ser bem descrito, caso nenhum erro de postura, respiração ou movimento seja narrado. Em caso de erro, Samanta se manterá estática na posição e passará orientações verbais de como deve ser feito, e talvez até repetir o movimento.

Ao final da aula, todos passarão por um teste com a filha de Ares. Ela atacará com movimentos simples de box, com velocidade média, para que os semideuses possam treinar como se estivessem em uma luta. Samanta deixará o corpo ser golpeado sem problema, esquivando se perceber que o golpe será muito forte ou se deixando ser acertada se não houver problemas nisso.

Quando houver fixação dos movimentos e dos golpes, a filha de Ares aumentará a velocidade dos golpes para quase toda a sua capacidade. Ela não golpeará ninguém, parando o punho a poucos centímetros do impacto, mas ela não contará para ninguém. Sejam coerentes com o nível de força da instrutora.

Orientações ainda poderão ser passadas durante o treino prático.


REGRAS

Minimo de 20 linhas por postagem e sabemos que esse número é insignificante.
Não usem templates estreitos ou com cores berrantes que dificultam minha leitura por favor
São livres para interagir com a Samanta, mas peço que tomem cuidado com a personalidade dela!
Para conquistar a habilidade é necessário que o post tenha 80% de rendimento.
Dúvidas podem ser tiradas diretamente no chatbox ou via MP.
A aula deve conter necessariamente a parte do treino e a do desafio final, usando cada um dos golpes aprendidos
Prazo da aula até o dia 21/07 (Sem prorrogações!)


HABILIDADE ADQUIRIDA


Nome: Noção Básica de Tai Chi Chuan
Descrição: Tai Chi Chuan é uma arte marcial milenar espelhada no elemento água. O semideus é capaz de se tornar fluído como o rio, que serpenteia por entre as pedras sem nunca ser parado. O usuário desta técnica recebe um bônus de 30% de esquiva e 25% de Força de Vontade contra Medo ou Ilusão. Uma vez a cada dois turnos ele é capaz de golpear um membro do adversário, no músculo correto, e inutilizá-lo por 1 turno inteiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% em Esquiva; + 25% em Força de Vontade contra Ilusão e Medo;
Dano: Dano de golpes em Tai Chi recebem 15HP, podendo ser somado com Noção Básica de Pugilismo, aumentando 25HP por soco.


You Want a Battle? Here’s a War
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Re: 2º Aula de Combate Corporal

Mensagem por Eiva Dähl Bouwknech em Seg Jul 10, 2017 6:36 pm


Tai Chi.

Depois de tantos anos se habituando à vida no acampamento, Eiva tinha um novo cronograma em mente. Por sempre agir de modo indiferente e desleixado na frente dos responsáveis pelas atividades do acampamento, foi chamada para uma reunião de última hora no intuito de serem cobradas atitudes da semideusa. Entre os tópicos exigidos, Eiva teria de participar de uma das aulas de instrutores do acampamento e, mais especificamente, se juntar aos poucos semideuses que aguardavam o início da aula de Combate Corporal, que era lecionada por Samanta Sink, a ex líder de chalé e agora mais nova Celestial que se mantinha como veterana.

Por ter de mudar sua rotina e até mesmo gostos devido à seu mais novo grupo, Eiva estava ciente de que as aulas e instruções dadas por pessoas veteranas seriam de grande vantagem para si, ainda mais em uma batalha próxima. Desse modo, a prole de Zeus engoliu seu orgulho e preguiça e se pôs a esperar o início da aula enquanto se escorava em um pequeno tronco de árvore que descansava entre o vasto ambiente. Entre os semideuses, Samanta parecia meditar tranquilamente até um barulho agudo e incomum soar, despertando-a de seu estado e colocando-se de pé.  

Eiva se posicionou conforme os outros semideuses presentes, olhando-os de forma singela no intuito de absorver qualquer informação necessária. – Muitos lutadores são derrotados por esquecer de respirar...  Vocês conhecem a arte do Tai Chi? – A filha de Ares passava pelas outras proles de Deuses como se fossem prateleiras de um supermercado. Eiva se interessou pelo modo que se portava, então colocou-se a observá-la atentamente; Ainda absorvendo todas as informações úteis. – É uma história longa e complexa, mas o que vocês precisam entender é que foi uma arte híbrida, desenvolvida a partir de duas artes marciais e que foi passando adiante, por diversos mestres, sempre sendo aprimorada... até os dias de hoje. – Eiva sorriu à medida que Samanta ia terminando suas frases. Era uma ótima instrutora e, também, uma das melhores guerreiras do acampamento.

Por nunca ter feito muitos amigos dentro do acampamento, a prole de Zeus conhecia as pessoas pelos feitos que chegavam à seu ouvido e também por sua própria perspectiva. Samanta, em sua visão, era uma pessoa simpática, porém muito determinada e perspicaz que conseguia muitas das coisas por mérito próprio. Era de se surpreender que tal garota fosse para um grupo onde a ideia principal é de pureza. Mas estava tudo bem, já que seu próprio irmão - Caim - também tinha os mesmos gostos.


Samanta colocou-se na frente de todos para lecionar sua tão esperada aula. O sol mal batia no ambiente escolhido e todas as circunstâncias apresentadas ali eram de ótimo convívio. Pareciam estar em um local equilibrado e harmonioso, perfeito para os movimentos iniciais da instrutora.

Eiva fixou suas orbes nos movimentos calculados e precisos da prole de Ares à medida que os recriava em sua mente, guardando pequenos movimentos essenciais para que pudesse efetua-los com sucesso. Samanta deixava que seu corpo fluísse como água, mostrando que flexibilidade era uma das coisas mais importantes para tal arte. A garota continuou a se movimentar, sempre dando dicas de como se posicionar e se portar em cada um dos quatro movimentos que iriam ser instruídos.


Peng, Lu, Ji e An. Esses eram os movimentos iniciais da arte que seria lecionada. O primeiro deles, Peng, consistia-se em movimentos leves e precisos com braços e mãos de forma que mostrassem um manejo do elemento água. Os joelhos deveriam estar pouco flexionados para haver um equilíbrio exato do corpo enquanto seus membros e tronco ficassem em um movimento lento e repetitivo. Era direcionado para aparar golpes usando o impacto em articulações úteis. Era um movimento fácil de se fazer para pessoas tranquilas e propensas à locomoções lentas, por isso, não foi difícil para Eiva espelhar seus movimentos no de Samanta, que verificava os passos de cada um e auxiliava os demais que necessitavam de ajuda. A prole de Zeus repetia seus movimentos fluídos à medida que evoluía os deslocamentos. Ora colocando sua mão e braço esquerdo por cima, ora invertendo as posições enquanto mudava o balancear de seu corpo, flexionando, algumas vezes, apenas um joelho. Era como se estivesse em uma dança lenta com a água, então tentou por mais de sete vezes antes de escutar a voz da Celestial soar novamente, indicando a mudança de posição.

Lu era outro movimento defensivo, porém, um pouco mais arisco. Os joelhos deveriam ficar flexionados à medida que suas pernas estivessem igualmente afastadas, possibilitando um movimento parecido como o de segurar uma enorme bola de plástico. Eiva debochou da situação, achando-a engraçada enquanto deixava um sorriso escapar de seus lábios. Samanta, que agora dava instruções precisas de como posicionar os pés, se mantinha com uma feição séria e curiosa ao passar pela prole de Zeus, dando uma pequena reverência com o crânio. Apesar de Eiv não se importar muito, sabia que aquela ação estava diretamente ligada por pertencer aos Demônios, mas apenas deixou seu pensamento esvair enquanto efetuava mudanças em sua postura, trocando o peso de seu corpo sobre suas pernas flexionadas e fixas no chão. Seu tronco continuava se movendo lentamente enquanto suas mãos dançavam à frente do mesmo, realizando movimentos circulares de modo que seu pé, a 45º, se posicionassem à frente para que pudesse se esquivar da maioria dos golpes efetuados contra si. Era um movimento muito útil, e Eiva o memorizou muitas vezes, absorvendo sua utilidade.

O penúltimo movimento, Ji, era o mais esperado de Eiva. O golpe baseava-se em atingir pontos importantes do inimigo no intuito de inutilizar seus próximos movimentos. A prole de Zeus se manteve focada e curiosa nos movimentos ensinados, que fundamentavam-se em pressionar os referidos pontos do corpo alheio. Era a deslocação mais simples e rápida de ser feita, apenas se colocar em uma posição fixa enquanto sua mão e dedos impulsionavam-se para frente em busca de alguma fisionomia. Não houve erros, portanto, a aula seguiu para o último movimento.

An, o movimento mais ofensivo dos demais, era constituído em acertar um golpe duplo, rápido e de pressão com a ajuda da respiração. Pelo o que lhe foi lecionado, Eiva teria de posicionar-se de modo que conseguisse extrair o melhor da entrada de ar em seus pulmões para criar uma energia cinética suficiente para impulsionar o corpo inimigo para longe. Apesar de ser um movimento de dificuldade média para quem era flexível, o difícil seria produzir tal força. Porém, por uma graça divina, Eiva estava disposta naquele dia, portanto, colocou-se da melhor maneira possível para que pudesse obter o melhor dos resultados e inspirou abertamente, deixando que o ar preenchessem seus pulmões à medida que armava sua melhor posição de ataque, com suas mãos sobrepostas uma na outra e espirava completamente o ar de seus pulmões, impulsionando seus braços para frente de modo rápido e muito preciso. Usufruiu de uma energia eletrizante que passou pelo corpo, deixando um sorriso de prazer no rosto pálido de Eiva, que repetiu o movimento várias vezes, modificando alguns movimentos que se adequavam ao momento.


Refez todos os movimentos novamente, um por um, até ter uma pequena dança sincronizada de deslocações repetitivas para que pudesse descansar seu corpo bruscamente no mesmo instante que ouviu as palavras de Sink serem proferidas. O último momento de sua aula, seria uma breve demonstração sobre os movimentos aprendidos nela, e a pessoa que seria a 'cobaia' da vez, era a própria instrutora, que sorriu de forma divertida e colocou-se no centro de todos, esperando um primeiro voluntário.
– Posso? – Eiva elevou o braço direito para captar a atenção da ruiva. Estava tão animada com sua mais nova aprendizagem, que gostaria de por em ação naquele segundo. Samanta, que olhou surpresa para a ação da prole de Zeus, franziu o cenho e acenou em concordância, gesticulando para que Eiva se movesse até lá. – Oi, Sink. – Eiva proferiu em um timbre baixo só para que ela escutasse enquanto observava seus olhos. – Que estranho, não? – Finalizou a prole de Zeus, explicando a situação atual e fazendo uma careta divertida ao se colocar de frente com a filha de Ares, que sorriu levemente à Eiva.
– Vamos lá, Bouwknech.


Como Samanta mesmo havia explicado, ela iria dirigir alguns golpes de boxe nos semideuses e os mesmos deveriam desviar, aparar, pressionar e impulsionar os golpes da maneira que quisessem, e é claro, usando o Tai Chi lecionado. Eiva deixou suas pernas flexionadas e seus braços elevados, mantendo-se com uma postura ereta e fixa com seus pés no chão. Sink visualizou todo o corpo da prole de Zeus, verificando possíveis falhas antes de se posicionar e deferir um golpe lento inicial, que foi aparado pelo braço esquerdo de Eiv que se posicionou de forma vertical no mesmo instante da pancada leve, desviando o braço firme para cima (Peng). Samanta sorriu e então, mais rápido do que a última vez, direcionou outro soco com força média, esse que conseguiu passar pela guarda defensiva de Eiva e parar à poucos metros do rosto lúrido. Eiva ficou imóvel, a espera do impacto que não ocorreu à medida que friccionava seus lábios e cenho para Samanta, reclamando mentalmente da ausência de dor.  
– Atenção, Bouwknech. – A chamada de atenção fez com que algo dentro de Eiva estralasse, deixando-a incomodada e mais focada no próximo ato. Não tinha um pavio muito longo para essas situações, mas era inteligente o suficiente para identificar como aquilo iria acabar da maneira mais horrível possível caso ela não mantivesse seu controle. Portanto, colocou-se na mesma posição inicial, com seu corpo em alerta para qualquer golpe futuro.

Não demorou para que Eiva reconhecesse os músculos de Sink se agitando para o próximo soco, deixando-a com uma vantagem de modo que pudesse elevar seus braços da mesma forma antiga, aparando o soco deferido no mesmo instante que segurava o braço alheio e girava seu corpo, posicionando-se em uma outra parte do tronco de Samanta para que pudesse deferir um pequeno toque no abdômen de Sink com a ponta de deus finos dedos (Ji). O impacto que o toque deu na pele de Samanta, fez com que ela ficasse apenas incomodada pela leve dor e girasse seu próprio corpo para efetuar um impacto em Eiva, liberando, assim, seu braço que estava preso nas palmas da prole de Zeus. Foi visível em seu olhar o quanto ela havia desgostado da ação de Eiv.

As duas colocaram-se à postos novamente, ambas com feições sérias em seus rostos e prontas para o próximo golpe, no qual Samanta deferiu com força média, mas aumentando a velocidade do mesmo em direção à barriga de Eiva, que apenas conseguiu desviar por pouco a mão ofensiva, deixando-a raspar de leve em seu abdome, utilizando seus braços que estavam em um movimento circular (Lu). Samanta deu um sorriso desafiador, arrumando-se em posição.
– Nada mal, Eiva. Andou treinando sem ser aqui no acampamento? – A pergunta ambígua de Sink fez com que Eiv desse um sorriso irônico na direção de sua "sobrinha".
– Temos que conhecer nossos desafios, né? – Retrucou, soltando uma piada infame à medida que ia se afastando lentamente passo à passo, de costas, ainda com o olhar fixo em Samanta. – Posso tentar o último? – Referiu-se ao golpe An em sua pergunta, expressando-se de maneira séria.
– Claro. – Samanta deu de ombros, gesticulando desleixadamente ao se preparar para o golpe.

Eiva concentrou todo seu foco para esse movimento. Aspirou todo o ar que conseguiu e limpou seus pulmões antes de aspirar novamente e aguardar o que lhe fora depositado antes de espirar no mesmo momento que preparou o golpe. Eiva colocou toda sua força naquele movimento, elevando e despencando ambas as mãos para que fossem em direção, novamente, ao abdômen de Sink (An). O ato foi muito rápido, porém, calculado. As mãos ofensivas pararam à poucos centímetros do local direcionado, fazendo Samanta preparar um golpe de esquiva e, ao não receber o impulso, se portar do mesmo modo que Eiv havia feito da primeira vez. Foi como se uma descarga de eletricidade tivesse passeado pelo corpo de Eiva, liberando-se na impulsão e deixando que um alívio imediato tomasse conta das sensações da prole dos raios, que se desarmou automaticamente, mostrando uma nova feição de tranquilidade.
– Wow. Isso ajuda mesmo. – Bouwknech proferiu ainda no mesmo tom baixo de sempre, sorrindo de modo serena à Sink, que manteve um aspecto sério.
– Poucos erros, mas ainda tem um caminho à frente. – Sink pronunciou altamente, fazendo uma reverência e afastando-se para esperar um novo parceiro de combate. – Espero você na próxima aula, Bouwknech. Obrigada.

Eiva sentia-se tranquila e com um peso mais leve. Era como se todos aqueles movimentos fossem, além de uma forma de combate, um processo de relaxamento e equilíbrio. Não pôde agradecer Samanta da forma devida, já que a instrutora colocou-se a ensinar um outro semideus quase que instantaneamente, mas aquilo estava de bom tamanho para Eiv. Portanto, reverenciou a instrutora e colocou-se a andar para fora da Arena, sentindo-se bem por ter efetuado sua primeira aula oficial.



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Re: 2º Aula de Combate Corporal

Mensagem por Alex Ramoray em Seg Jul 17, 2017 11:23 pm


tai chi chuan


- Muitos lutadores são derrotados por esquecer de respirar... – Alex parecia beber cada palavra que saia da boca da instrutora. O jovem semideus ainda estava se perguntando de onde surgira a coragem necessária que o fez sair de seu chalé e ir até o treinamento proposto. Ele sabia que tinha grandes chances de sair dali roxo dos pés à cabeça, mas era melhor se preparar com socos “amigáveis” de outros campistas do que com os dentes e garras afiadas dos monstros que o esperavam lá fora.

- É uma história longa e complexa... - Samanta deu apenas uma breve introdução do tipo de luta que aprenderiam hoje, enquanto passava por entre os campistas que estavam ali. Ela não parecia ser tão carrasca como Alex imaginava que seria, mas algo em seu rosto o fez pensar que era melhor não testar a paciência da filha de Ares ou ela iria lhe dar um chute no traseiro que o faria chegar até o Olimpo. Ao finalizar sua explicação, a instrutora se posicionou a frente deles e Alex respirou fundo. “Este é só um treinamento, não vou morrer nem nada do tipo, então não tem porque ficar nervoso” Ele pensava consigo mesmo, tentando se acalmar.

Samanta falou o nome dos quatro movimentos que aprenderiam, porém o rapaz os esqueceu nos primeiros 5 minutos de aula. A demonstrações começaram e Alex se pôs em movimento, fazendo o seu melhor para copiar os golpes que eram feitos pela instrutora. Em sua mente ignorante, luta se tratava apenas de movimentos bruscos e selvagens que tinham o intuito de tirar todos os dentes possíveis do seu adversário em um único golpe. Nos primeiros minutos de aula o filho de Éolo percebeu que nunca estivera tão errado, os movimentos que Samanta fazia eram fluidos e leves quase como se naquele momento ela estivesse em uma paz imperturbável.

Alex parou de divagar e se concentrou, o objetivo do movimento era acertar as articulações do adversário para que o golpe fosse desviado. Para tal, era necessário muito mais do que força, mas sim um domínio correto no movimento para que soubesse exatamente onde acertar e a quantidade necessária de força para que desviasse o golpe na direção correta. Ele flexionou levemente suas pernas e levantou suas mãos em posição de combate, copiando os movimentos que Samanta fazia. Ele imitava o posicionamento de mãos dela, tentando empregar o máximo de fluidez possível, movimentando seus pés quando necessário e espiando as críticas que os outros recebiam para verificar se estava fazendo corretamente.

Depois de algumas repetições, o próximo golpe foi ensinado. Este era totalmente defensivo, diferente do outro que se assemelhava a um ataque sobre ataque. Segundo suas instruções, a dica para este tipo de movimento era “mover-se baseado na correnteza entre as rochas do rio” e por um momento Alex indagou-se mentalmente se ela realmente achava que isso era uma dica válida, pois para ele a única coisa que isso significava era nada. Para realizar o movimento era necessário fingir que segurava uma bola, prestar atenção no ataque que o inimigo faria e, além disso, as pernas tinham que estar flexionadas em 45º. Ninguém havia informado para Alex que era preciso saber matemática para se tornar um semideus. Ele se preparou e executou o movimento da mesma forma que a instrutora, ou assim pensara. Samanta estava passando quando o rapaz executava o movimento pela segunda vez e criticou a sua postura e o posicionamento de seus pés. Ele ouviu a crítica e repetiu o movimento, desta vez movendo o seu pé um pouco mais para a esquerda e levantando seus ombros enquanto movimentava seu braço como base de equilíbrio. Ela acenou com a cabeça, indicando que o movimento fora feito de forma correta e Alex deu um pequeno sorriso de triunfo, prosseguindo com as repetições.

O terceiro movimento foi o que mais despertou a atenção de Alex, pois era capaz de inutilizar músculos ou membros, algo que, em sua concepção, poderia ser extremamente vantajoso em uma batalha. Talvez devido a sua empolgação para aprender o movimento, foi o que o rapaz considerou mais fácil. A técnica não era tão simples, de fato, mas Alex refez o passo a passo de Samanta e logo já estava fazendo as repetições com perfeição. Ela indicou alguns pontos iniciais onde seriam mais fáceis de pressionar e ele os guardou em sua memória, pois sem isso o golpe não teria efeito algum.

Para finalizar, aprenderam o último movimento e foi o que Alex teve mais dificuldade. O golpe consistia em empurrar o oponente, mas não era tão simples assim. Além do movimento das mãos, ele também tinha que realizar uma forte pisada no chão e soltar sua respiração no momento certo. Sua dificuldade estava justamente em unir essas três ações em um único golpe, já que cada uma requeria uma parte do corpo diferente. O filho de Éolo fechou os olhos e respirou fundo, em seguida voltou a olhar Samanta realizando o movimento novamente. “Ok, vamos lá, Alex, você consegue”. Posicionou sua mão corretamente, inspirou e atacou. A filha de Ares estava por perto e o mandou repetir o ataque, dessa vez utilizando o pé para ter mais apoio, gerando mais força em suas mãos. Alex fez exatamente o que ela disse, mas falhou novamente. Na vez seguinte, o rapaz acertou. Ele entendeu o que ela queria dizer a respeito dos pés, afinal era uma parte essencial para que ele tivesse o apoio e impulso necessário para que realizasse o golpe com excelência.

Alex estava transbordando de felicidade após isso, tinha conseguido concluir o treino sem sofrer nenhum dano. Se ele soubesse que seria simples assim, teria vindo desde o primeiro convite. E foi então que sua felicidade desmoronou quando Samanta anunciou que todos passariam por um pequeno teste, em uma simulação de luta para aplicar os golpes aprendidos. E lutariam contra ela. O rapaz engoliu em seco, sentindo o suor escorrer em sua testa. “Droga, por que não podem fazer o treino com bonecos de madeira?” .Ele deixou todos irem na frente e enquanto os campistas lutavam com a filha de Ares, Alex usava este tempo útil para fixar os movimentos uma última vez.

Quando finalmente foi convocado, o semideus se moveu sentindo todo o seu corpo tremer. – Se acalme e me mostre o que aprendeu, rapaz. – Alex respirou fundo e fez o seu melhor para ignorar seus medos e se concentrar no oponente em sua frente. O seu melhor, porém, não foi o suficiente. Samanta agiu e antes que ele pudesse pensar em revidar o punho dela já estava a milímetros de seu nariz. – Você está distraído. Foque no inimigo a sua frente, do contrário irá morrer em segundos no campo de batalha. Vamos novamente. – Ele assentiu com a cabeça e se preparou. Desta vez, ele viu o golpe vindo. O soco vinha pela direita e seu corpo agiu sozinho, tomado pelo instinto. Ele se lembrou dos movimentos que treinara a minutos atrás e os aplicou. No momento correto, Alex golpeou a parte externa do pulso dela, fazendo com que o soco desviasse de seu rosto. Aproveitando o outro golpe aprendido, o rapaz segurou o pulso da semideusa pressionando o local como havia treinado, em uma tentativa falha de aplicar o Ji. Ela puxou seu punho e em uma fração de segundos depois, em um movimento inesperado até mesmo para o próprio rapaz, Alex ergueu o punho livre contra-atacando. O golpe a acertaria em cheio no rosto, mas a filha de Ares o parou com sua outra mão. – Você aprendeu bem o péng, mas não pense que vai ser o suficiente para me acertar. E quanto ao Ji, você errou apenas o local, não acertou o membro no lugar certo.

Eles se afastaram e foi a vez de Alex iniciar o ataque. Utilizando o movimento ofensivo án, o semideus avançou e pisou no chão com força enquanto liberava o ar que havia em seus pulmões e pôs as mãos a frente. Samanta recebeu o golpe dobrando os braços na frente de seu tórax. O movimento apenas a fez chegar alguns centímetros para trás, diferente do que o rapaz esperava. – Você precisa sincronizar mais suas ações e calcular o momento certo para pisar. Se você tivesse aguardado um pouco mais para pisar, eu estaria no chão agora e não em pé. – Alex absorvia ao máximo as críticas que ela fazia, pois sabia que a intenção era a sua melhora em combate.

Samanta atacou novamente, dessa vez com mais rapidez. O rapaz assumiu a posição com os joelhos levemente flexionados e desviou do ataque, posicionando seus pés a 45° para frente e se deslocando para a esquerda. Alex ficou tão contente por ter realizado o movimento sem problemas e se distraiu, permitindo que a filha de Ares atacasse. Seu punho parou mais uma vez a milímetros do seu rosto. – Nunca se esqueça do seu inimigo. – Suas palavras eram duras, mas aparentemente seu rosto carregava uma expressão mais suava. – Você precisa ficar mais atento ao campo de batalha, mas fixou bem os movimentos que treinamos aqui hoje, então é o suficiente por hoje. Está liberado.

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Re: 2º Aula de Combate Corporal

Mensagem por Luna Minn em Ter Jul 18, 2017 3:15 pm




Tai Chi Chuan

Learning to be water!



Após tomar o café da manhã com minhas irmãs e irmãos, corri até o meu chalé e peguei meus materiais, bolsa, caderno e caneta, nada mais, para a aula de combate corporal, ouvi dizer que a professora passaria algum tipo de técnica corporal Chinesa, o que me deixava animada e ao mesmo tempo sentia uma certa pressão em mim mesma para ser perfeita, já que eu morei na China até meus quatro anos e definitivamente meu pai ficaria orgulhoso se soubesse que eu estava aprendendo sobre a minha cultura mesmo no acampamento. Nem sabia ao certo se seria mesmo necessário meus materiais, mas os peguei de qualquer forma, gostava de anotar coisas que me eram importantes, independentes das matérias.

Ao chegar na arena, já identifiquei o grupo de pessoas sentadas em esteiras de frente com uma garota ruiva, Samanta, pelo que me lembro de ter ouvido seu nome várias vezes pelo acampamento, ela era consideravelmente famosa entre os campistas, filha de Ares, não havia como negar, sua presença era muito forte e de certa forma me deixava um pouco receosa. Me junto ao grupo de pessoas me sentando e então escuto as instruções básicas de introdução ao o que iríamos aprender, ajeito meu rabo de cavalo e pego logo meu caderno, anotando o que Samanta dizia a respeito da arte Tai Chi Chuan. Sinto uma sensação de nostalgia por ouvir tantas palavras em Chinês novamente, e me sinto feliz em poder entender melhor do que os demais campistas talvez, sobre a arte chinesa, tento fazer com que esta sensação de nostalgia não me tirasse o foco da aula. Ao observar as roupas da professora, que agora andava entre todos nós, me agradeço mentalmente por decidir usar calças de ginástica hoje, o que me permitia ter um movimento do meu corpo bastante favorável à luta.


Tai Chi Chuan - 太極拳 - Taiji Quan


3 princípios:
Vencer o movimento através da quietude (Yi Jing Zhi Dong) 以靜制動
Vencer a dureza através da suavidade (Yi Rou Ke Gang) 以柔克剛
Vencer o rápido através do lento (Yi Man Sheng Kuai) 以慢勝快

13 conceitos (shi san shi 十三势)
“Oito portas e os cinco passos" (八門 五步), denominadas: Peng, Lu, Ji, An, Cai, Lie, Zhou, Cao, Jin, Tui, Gu, Pan e Ding.

4 lados:
PÉNG 掤 (aparar) - Com a fluidez da água desviando para os lados ou para cima. Importante posições das mãos para dobrar as articulações do adversário (pulso ou cotovelo).
LU 履 (desviar) - Movimento de desviar baseado na correnteza entre as rochas dos rios. Pernas afastadas e joelhos levemente flexionados, braços em posição de segurar uma bola. Pisar em 45º para frente e se deslocar, evitando o golpe inimigo.
JI 擠 (pressionar) - Usado para “golpear” os pontos corretos. Adormecer músculos e inutilizar, temporariamente, membros e atingido no ponto certo.
ÀN 按 (empurrar) - Soco com as duas mãos juntas com uma forte pisada no chão e a expiração súbita de todo o ar nos pulmões. Causa uma liberação de energia cinética grande o bastante para lançar o inimigo alguns passos atrás e, com a força certa, quebrar uma ou duas costelas.”



Enquanto anotava sobre os movimentos, prestava bastante atenção na primeira demonstração dos mesmos pela professora, eu sabia que ela iria demonstrá-los para cada um dos alunos, um de cada vez, portanto guardo meus materiais agora que a aula seria completamente prática e deixo minha bolsa em cima da esteira, ficando em pé agora, ao lado da esteira, tentando acompanhar os movimentos dos alunos e treinando sozinha os mesmos.

Quando Samanta chegou até a minha esteira, dei um breve sorriso tímido e receoso pela presença forte da garota, esperando para começar o primeiro movimento. - Estique seu braço em minha direção com a mão fechada. - Faço o que foi requisitado estendendo meu braço com o punho fechado como se estivesse dando um “soco” em direção à Samanta e então percebo como ela segura, afasta, e desvia meu braço para longe dela com um simples movimento de “proteção” com a parte anterior da mão, era algo simples porém extremamente efetivo. E então a segunda parte do golpe é demonstrada, ela dobra minha mão para dentro e impulsiona meu cotovelo para cima, segurando-o com a palma da mão, e empurrando-o também para dentro, o que, admito, me fez sentir uma pontada de dor aguda e potente. - Uau isso é muito interessante! Posso tentar? - Falo respeitosamente, ansiosa para começar a aplicar os golpes de defesa e ataque, primeiro massageio os músculos de eu ombro que estavam levemente doloridos com o golpe e com a permissão da professora que agora esticava o seu braço para mim, repeti os movimentos prestando atenção na posição da mão e na forma que pego em seu punho empurrando-o para longe, e em seguida seu cotovelo, tentando não aplicar força de mais, já que o importante era o jeito que eu movia o braço da outra, e não a quantidade de força que eu aplicava. Era um golpe simples, mas deveria ser extremamente prático em uma luta corpo a corpo.

Para mostrar a segunda posição, observo como a professora Samanta fazia os movimentos com os braços, muitas vezes formado com os mesmos um movimento de círculo, que assim como explicado anteriormente, seria o movimento perfeito para “segurar uma bola”. Percebo o quanto as pernas dela estavam separadas e o joelho perfeitamente flexionado, não muito flexionado, porém não extremamente reto. Imito-a para tentar pegar os movimentos fluidos que imitavam a correnteza dos rios contra as pedras. E então como se ela estivesse lutando contra um inimigo invisível, percebo que ela retorna no primeiro golpe, Péng e então muda de posição facilmente, girando o corpo para trás em uma posição de 45º perfeita, o que me deixa certamente impressionada e imaginando o inimigo invisível agora deitado no chão facilmente. Tento fazer os movimentos, assim como ela havia realizado-os, repito a parte final duas vezes, pois estava incerta sobre a qualidade da minha posição, da primeira vez notei rapidamente que eu estava errada, e então refiz. - Assim está ótimo, vamos ver se funciona durante a sua missão depois. - Faço que sim com a cabeça parando de frente para Samanta, olhando-a esperando por seu próximo golpe, que agora era utilizado para pressionar.

Sinto um frio na barriga imaginando que ficaria com os músculos adormecidos bom um bom tempo após ser aplicado este golpe, era extremamente interessante porém me dava um certo receio. - Dê-me um soco! - Ouvi Samanta ordenar e hesito primeiramente, e então olhando-a nos olhos percebi que ela estava falando sério, respirei fundo ainda receosa, mas o fiz, dei um soco em direção a Samanta e ela utilizou a sequência anterior e me derrubou no chão com um aperto em meu braço, Zeus ela é forte! Me levantei do chão e limpei minha calça, então Samanta começou a me dar exemplos sobre quais pontos seriam os “essenciais” para este golpe, chamado Ji, funcionar bem. - Clavícula, braços, coxas, você escolhe, todos podem ser efetivos se utilizada a força certa e o jeito apropriado. - Faço sinal de “entendi” com a cabeça já começando e então respiro fundo esperando pelo último e mais temido, em minha opinião, golpe.

O golpe final, servia para empurrar o oponente para longe, e isso definitivamente seria essencial em um momento de luta, porém era preciso bastante esforço, mesmo que imperceptível para poder ter coordenação suficiente para empurrar o oponente o mais longe possível. Vejo Samanta agora se preparando para me atacar com o golpe, apenas fico na posição tai chi, com os ombros relaxados, pelo menos até o ponto em que eu conseguia estar um pouco relaxada, e espero pelo golpe intenso de energia em minha direção. - Me ataque. - Ela me disse novamente e então, dessa vez sem muita hesitação lancei meu primeiro soco, que foi desviado e então Samanta bate seu pé no chão e me empurra com a palma da mão soltando todo o ar que havia em seus pulmões, eu sabia que ela não iria me socar, mas mesmo assim ouvi o barulho do ar e uma força me empurrando para longe da ruiva. Percebo que meus lábios se abrem em um formato de “oh” demonstrando o meu entendimento sobre o golpe e como ele funcionava. Então era minha vez, última vez que eu praticava com Samanta, eu sabia que em seguida teria que lutar com ela, o que me deixava com o estômago um pouco embrulhado, mas ignoro a sensação e foco no momento. Repito os mesmos passos que Samanta e então empurro-a e libero o ar dos meus pulmões o mais rápido e forte que consegui, o fato de ela ter cambaleado para trás me dava um alívio e satisfação por ter realizado o golpe, que tanto vi errado entre os demais campistas nessa aula, corretamente.

Enquanto o resto dos alunos passavam pela mesma atenção de ensinamento que eu, continuei praticando os movimentos, e treinei minha respiração, sabendo o quanto importante ela seria no momento luta. Trabalhar minha respiração ouvindo os sons da natureza do acampamento, me trouxeram uma certa paz e tranquilidade, me mostrando que eu estava pronta para realizar qualquer luta que fosse. Trabalho mais uma vez na realização dos golpes sozinha e então com um pedido da professora, me sento novamente no tapete de bambu que estava no chão da arena.

Vejo uma garota animadamente erguer os braços para se voluntariar como a primeira pessoa a lutar contra Samanta, eu estava pensando em fazer o mesmo, mas apenas fiquei quieta, no meu canto enquanto observava a luta das duas garotas. Quando a mesma acabou, me levantei e me ofereci a ser a próxima, queria acabar logo com aquilo, meu estômago estava começando a reclamar por comida. - Posso tentar? - Falo alto com intenção de fazer Samanta me ouvir, com a permissão da mesma, fui até a frente, com a professora e então juntei minhas mãos e fiz uma reverência para a outra, pelo menos uma noção básica de respeito nas artes marciais em geral, eu tinha. Respiro fundo, planejando uma luta curta e rápida, e então me aproximando dela, espero o primeiro golpe, com uma de minhas mãos seguro-a pelo punho, e aplicando uma quantidade de força razoável, viro-o para dentro, seguro-a agora também pelo cotovelo (Péng) e empurro-a para perto de mim e para baixo, desviando o meu corpo para frente (Lu) em um movimento simples e aberto, tomando cuidado com minha postura, movendo minha perna em 45º ao lado dela.

Assim que o pescoço da professora fica exposto e mais fácil de ser acertado, com a lateral de minha mão, que antes estava em seu punho, acerto o músculo acima de sua clavícula, novamente tomando cuidado com a minha força, sabia que um golpe desse poderia fazer a pessoa desmaiar facilmente e eu não queria levar uma punição por apagar uma professora, no máximo ela ficaria zonza e com a  visão turva (Ji). E para finalizar a luta,com o pé que eu não havia mexido, trago-o para mais perto do corpo de Samanta, pisando forte no chão, e soltando todo o ar que havia restado em meu pulmão, empurrei-a com as duas mãos, deixando-as no mesmo lugar em que já estavam, soltando a professora deixando-a cair no chão alguns centímetros longe de mim (An), não havia sido forte o suficiente, mas era apenas uma simulação, acredito que tenha sido mais do que o suficiente para o momento, eu só precisaria treinar mais e me aperfeiçoar com o tempo e a prática.

Estendo a mão para ajudar Samanta se levantar, já saindo da minha posição de lutadora e indo para minha posição de aluna, ajudo-a e então agradeço com uma reverência novamente. - Você fez bem, pode se sentar e observar as demais lutas, aprendemos com os erros alheios também. - Volto ao meu lugar assim como mandado e então assisto as outras lutas prestando atenção nos movimentos, erros, acertos e surpresas que aconteciam nas mesmas, por um momento me senti mal por não ter feito nada mais surpreendente e excepcional durante a minha luta, mas a sensação passou assim que me lembrei de que o importante era aprender os movimentos e fazê-los bem. - Por hoje é só, estão liberados! - Ouço a professora dizer e então meu estômago ronca pedindo por comida, o que e faz rir baixo comigo mesma e então me levanto, pego minha bolsa e saio da “sala” indo direto para meu chalé, onde tomaria um bom banho antes de ir almoçar e fazer minhas demais atividades do dia.


aula de combate corporal




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Re: 2º Aula de Combate Corporal

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