The Blood of Olympus
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Replica do labirinto- Teste de Silena de Afrodite

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Replica do labirinto- Teste de Silena de Afrodite

Mensagem por Athena em Sab Jan 10, 2015 6:56 pm

Esquecimento

Uma grande réplica do labirinto de Dédalo fora feito pelo grande Deus da forja, mas toda criação tem algo que deu errado, no caso de Hefesto, ele deixou alguns itens dentro do labirinto. Há quatro salas principais no labirinto, Norte, sul, este e oeste. Cada item está em uma dessas salas. No centro do labirinto encontrasse a única saída do mesmo, e lá é onde você encontrará Hefesto e deverá entregar os itens esquecidos. Não se esqueça, No labirinto há monstros e muitas armadilhas, devera enfrentar no mínimo 2 em cada sala. Poderá levar duas pessoas[NPC's], mas só poderá chegar vivo uma pessoa. Para que não cometa erros: Você deve COMEÇAR dizendo como recebeu a missão e como chegou até o centro do Labirinto, depois disso pode começar sua missão.
Spoiler:

-Os itens esquecidos são Martelo de Forja,Frasco de fogo grego.Machado duplo leve.Mochila de prata voadora. você deve dizer como encontrou cada um deles.
-Você deve enfrentar pelo menos um monstro em cada sala sem esquecer das armadilhas que se encontra no labirinto. Caso não tenha ficado bem explicito no post acima.
-Minimo de 40 linhas e sabemos muito bem que você é capaz de fazer bem mais que isso
-Não esqueça só você pode chegar viva no fim do labirinto.
-Finalize de acordo com sua criatividade.
- Você deve levar uma arma de ataque e uma de defesa que devem ser colocadas em spoiler no final do post.
-Seja criativa narre o quanto quiser só não viajar na maionese.
-Você tem até dia 15/01/2015 para postar a missão.
-Boa sorte


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Re: Replica do labirinto- Teste de Silena de Afrodite

Mensagem por Silena Beauregard em Qua Jan 14, 2015 4:05 am



Quiron permanecia com os olhos atentos. As rugas de seu rosto estavam mais a amostra, mostrando o quão preocupado poderia estar. Silena, Abby e Thomas permaneciam quietos, sentados sobre o pequeno sofá.
- Bem, Hefesto não pode simplesmente entrar no labirinto e pegar seus pertencentes? —Perguntou Thomas.
- Não é tão simples assim, Thom—Silena o olhou pelo o canto dos olhos—Os deuses não são autorizados a meter-se nessas situações.
Quiron nada mais disse, e assim entenderam que deveriam preparar-se para a nova jornada. Levantou-se com rapidez, enquanto seus passos a levavam de leve até o seu próprio chalé, e então seu quarto.
Ao canto havia um pequeno baú, cujo seus utensílios de luta encontravam-se armazenados. Ajoelhou-se, mordendo seus lábios em ansiedade. O primeiro objeto a pegar fora seu chicote, que muito a trouxe vitórias durante toda a sua vida. O segundo, mas não menos importante, era duas pequenas adagas, que serviriam como um suporte de defesa. Colocara sobre a cintura as duas laminas, e transformara seu chicote em um diadema, prendendo-o em seus cabelos negros.
Um suspiro percorrera seu corpo, enquanto colocava-se para fora do quarto. Logo em frente a seu chalé, havia duas silhuetas, uma delas carregava uma mochila sobre as costas. Abby, dos longos cabelos louros, sorria de forma simpática, enquanto o filho de Apolo permanecia sério.
- Precisamos chegar na Itália de algum modo—Abby mordera seus lábios—Talvez Daenerys possa nos levar.
- Não, ela suportaria apenas meu peso—Silena a encarou—Mas podemos pegar mais dois pégasus emprestado. Creio eu que Percy não ficaria chateado por Blackjack nos ajudar.
Assim, os três semideuses direcionaram-se para os estábulos. Silena trouxe para fora Daenerys, que parecia contente por estar servindo de utilidade em alguma coisa. Blackjack estava junto a Abby e Thomas recebia a companhia de um pegasus em que Silena não recordava-se o nome.
Subira ao tronco de Daenerys, esperando que os outros dois semideuses estivessem confortáveis, e juntos, foram em direção ao ar.
***
Chegar à Itália poderia ter sido um tanto mais rápido, se não fosse a pequena parada em que tiveram de fazer para alimentar os pégasus e obvio, para alimentar a si mesmos. Silena desfrutara, pela a primeira vez, batatas fritas vindas do Mc Donald’s, já que era vegana, e a carne do pequeno hambúrguer lhe era um pouco desconfiada.
Logo após, voltaram sua viagem que durou mais ou menos um dia e meio, chegando na Itália ao anoitecer do segundo dia. Daenerys, com seus pelos brancos e olhos azulados, parecia não querer deixar que Silena desgruda-se de suas costas. Um sorriso surgira aos lábios da semideusa—Não se preocupe, Danny. Voltarei para você assim que der. Agora fique pelas redondezas junto com os outros dois. Iremos precisa-los quando acharmos a saída.
Junto a Abby e Thomas, andaram de maneira suave, com os olhos atentos.
- Precisamos achar essa entrada, rápido—Abby ajoelhou-se em uma pedra, tentando movimenta-la ao lado.
- Tenho certeza que o labirinto não está ai em baixo, Abigail—Silena rira, ao ver a amiga ajoelhada.
Mais atrás, Thomas caíra ao chão, um pouco confuso. Havia uma escada estreita logo abaixo de seus pés. Uma escuridão emanou do pequeno buraco, enquanto o filho de Apolo tornava a ficar em pé. Silena aproximou-se, confusa, e olhou para o menino, incrédula—Como...
- Eu não sei ao certo—Disse ele, obviamente não querendo tocar ao assunto.
- Bem, não vamos temer. Afinal, não é o labirinto de verdade. É uma réplica—Abby disse, passando em frente a eles e descendo sobre as escadas.
Silena e Thomas trocaram um olhar, obviamente nenhum dos dois esperava essa reação de Abigail. Assim, a filha de Afrodite acompanhou a amiga, descendo as escadas com cuidado.
Uma luz iluminou seu caminho, a filha de Hades acendera uma lanterna a sua frente. Silena perguntou-se da onde ela havia conseguido tal objeto, mas achou melhor não meter-se em tais aspectos. Portanto apenas permaneceu em silêncio.
O labirinto estendia-se por milhas, talvez mais. Quiron havia descrito quatro salas dispostas nas quatro direções. Imaginando que aquele labirinto não precisasse de uma linha para encontrar a saída, Silena seguira seu instinto e assumira a posição frontal.
- Precisamos de algo para nos indicar em que lado estamos. Norte, sul, leste ou oeste—Thomas murmurou logo atrás de si.
O labirinto alargou-se, abrindo espaço o suficiente para os três caminharem lado a lado. Abby andava ao meio, iluminado todo o caminho para os outros dois. Esta assumira uma expressão neutra—Estamos no Sul. Se virarmos a esquerda iremos encontrar o leste, e a direito o oeste. Devemos dar a volta em todo o labirinto e depois encontrar o centro.
- A questão é que não temos certeza se o leste e o oeste levam ao norte. É um labirinto, nem todos os caminhos terão uma saída—Silena parou quando o caminho dividiu-se em dois, um pouco confusa. O labirinto emitia ruídos e sons estranhos, como o verdadeiro.
Thomas parecia pálido e assustado, sua espada tremia aos dedos. Ele nunca havia participado de uma missão como aquela—Os ruídos parecem vir do leste, talvez devemos ir ao oeste.
- Não—Silena o olhou—Quiron disse que encontraríamos desafios a frente. Precisamos seguir os ruídos.
Não esperou para os protestos de seus amigos e seguira ao oeste, confiante de que encontraria uma saída.
Os passos procuravam sempre os ruídos, virando em direções e mais direções. Esquerda, direita, frente, direita, direita, esquerda, frente. Parecia nunca terminar as novas passagens que surgiam a sua frente. O frio, deuses, o frio aumentava como se estivessem entrando dentro de um iglu, entretanto, esse iglu era cheio de curvas.
Os ruídos, por fim, tornaram-se murmúrios. Silena assinalara com os dedos um movimento para que Abby e Thomas permanecessem em silêncio, recostaram-se em uma parede, enquanto passos aumentavam a cada instante.
- Eu não aguento mais esses trapos mortais—Disse uma voz feminina—Olha só isso aqui, eu me sinto uma semideusa insolente.
- Não seja tola—Outra voz feminina pronunciou-se, em um timbre mais agudo, como se estivesse esganiçada—Logo sairemos daqui e poderá vestir o que quiser. Talvez possa vestir os trapos de algum semideus de verdade.
- Esta insinuando que eu não sou boa em matar semideuses? —A primeira disse, enquanto seus passos avançavam na mesma direção que os semideuses—Pois fique sabendo que matei mais semideuses do que nunca antes.
- Como a filha de Afrodite? Ah, espera, ela permanece viva.
A briga permaneceu, e duas silhuetas apareceram no corredor ao lado. Empousais. Com suas roupas coladas ao corpo e expressões indignadas. Elas não os viram, entretanto, tomaram um outro lado do labirinto.
- Elas devem estar indo para uma das salas de Hefesto—Silena disse baixinho—Vamos segui-las.
Thomas e Abby não pareceram concordar com a ideia da semideusa, entretanto, não havia outras opções e parecia ser a melhor alternativa do que ficarem sozinhos ali e morrerem.
Esperaram até que as empousais estivessem em uma direção satisfatória e em silêncio as seguiram. Silena tomara nas mãos a pequena lanterna de Abigail e a desligara, largando-a para a amiga novamente. Os três avançavam de maneira silenciosa, enquanto as intrigas entre as duas criaturas aumentavam em cada novo corredor em que encontravam.
Ambas entraram em uma porta de madeira, parecia velha e destruída pelo o tempo. Thomas soltou um suspiro—Acho que esta é uma das salas de Hefesto.
- Jura? Não imagino como descobriu isso—Abby revirou os olhos, enquanto os três seguravam a porta para que ela não fechasse.
Silena foi a primeira a entrar. Tirara o diadema dos cabelos e um chicote formou-se em suas mãos. A sala era grande e ampla. Havia estantes sobrepostas aos quatro lados. Mesas posicionadas ao meio e caixas sobrepostas em diversos lugares. As duas empousais estavam sentadas em cima de uma mesa, ainda em sua discussão.
Uma delas revirou os olhos e olhou na direção dos três semideuses, que congelaram no mesmo momento. Ela demorou um certo tempo para nota-los ali e logo seus dentes foram a amostra—Semideuses...
- Não sabia que éramos famosos até mesmo no labirinto—Thomas forçou um sorriso torto, já colocando sua espada em frente.
- Veja quem encontrei novamente—Silena sorriu, ao ver uma empousai do outro lado da sala, idêntica a da guerra contra Chronos—Eu a mandei para o Tártaro uma vez, será uma honra manda-la novamente.
Ambas contra atacaram em direção aos semideuses.
Cinco exporás liberaram-se de seu chicote, e suas pernas avançaram contra a antiga arqui-inimiga. Seu nome era Astride, e durante a guerra contra o titã, ela havia tentado arrancar a cabeça de Silena no primeiro segundo em que encontraram-se.
Suas mãos prenderam-se no corpo da filha de Afrodite. Silena levou seus punhos em direção a face do monstro, e juntou a força para empurra-la para trás. Trouxe seu chicote com rapidez e girara seu corpo, golpeando Astride com sua força extrema.
A criatura cambaleou. Ao canto dos olhos, podia ver Abby e Thomas lutando contra a segunda criatura, que os envolvia com facilidade. Concentrou-se em sua própria batalha, tinha de confiar em seus amigos e em suas habilidades.
Arremessou-se de encontro a Astride, levando seu chicote em direção ao pescoço da empousai, que rugira em uma dor profunda. Seus dentes vieram em direção ao rosto de Silena, que desviara-se por um tris—Qual é essa dos monstros quererem destruir meu rosto? Sou tão bonita assim?
Astride pareceu ofendida com o comentário e levara seu corpo para cima da semideusa. Silena caíra ao chão em um estrondo, batendo suas costelas de encontro ao solo duro. A dor preenchera sua coluna. Esforçou-se para ignora-la, afinal, havia um monstro-mulher-louca em cima de seu corpo tentando tritura-la.
Puxara uma das adagas de seu porta-armas e levara até a cintura da criatura, enfiando-a com rapidez, e a retirando em seguida. Astride rosnou e caíra para o lado, obviamente mais irritada do que encontrava-se antes—Eu irei mata-la, Silena Beauregard, filha de bolos.
Filha de Bolos? Silena compreendia que suas adagas possuíssem o poder de tirar um tanto da sanidade do oponente, mas não imaginou que funcionassem com criaturas como Astride, afinal, ela já era uma louca.
Silena rapidamente subira ao tronco da criatura, e a paralisara sobre o chão. Seus olhos foram de encontro a Astride, que possuía um pingo a menos de sua própria mente. Então pegara sua própria adaga e enfiara sobre o peito da criatura, desintegrando-a.
Seu peito largou um suspiro de leve, entretanto, alguém subira em suas costas e a jogara de encontro ao chão. Thomas e Abby estavam exaustos, logo atrás, tentando vencer da empousai que permanecia viva e forte—Astride já estava ferida, ela morreria de qualquer maneira. Mas eu, eu estou mais forte do que nunca.
Suas unhas, grandes como laminas, poderiam ter enterrado ao pescoço de Silena se ela não tivesse rolado para o lado, levando a criatura ao chão. Afastou-se da empousai, vislumbrando as mãos da criatura que aparentavam ser mortais. Talvez a luta fosse de fato mais justa caso ambas tivessem garras.
As unhas de Silena tornaram-se maiores, afiando-se em laminas graciosas. Abby juntou-se ao lado da amiga, com suas adagas presas aos dedos, e Thomas juntou-se ao outro lado. Eram três contra um. Entretanto, a empousai não viu qualquer problema em ter mais inimigo, pelo contrário, ela parecia estar...divertindo-se.
Então atacaram.
Abby deslizou por de baixo das pernas da empousai, levantando-se por de trás e fincando uma de suas adagas nas costelas da criatura. Silena avançara na frente, enquanto a amiga agachava-se como um banco. Subira nas costas de Abigail e prendera suas garras no pescoço da criatura, afundando-as com vigor.
Thomas correra na direção delas e levara sua espada no coração da empousai, desintegrando-a. Silena pulara das costas de Abby antes que a espada do próprio amigo a perfura-se e caíra ao chão, o olhando—Certo, foi eficiente. Mas na próxima vez, tente por um lado onde suas amigas não estejam.
Suas unhas voltaram ao normal, e tateou o chão atrás de seu chicote. A visão embaçou-se por alguns segundos, efeitos colaterais do uso extremo de seus poderes, que a esgotavam por inteiro. Desejou, profundamente, que tivesse uma garrafa de água para alimentar-se.
Como se lê-se sua mente, Thomas tirara a mochila das costas e a oferecera uma garrafinha, conseguida no Mc Donald que haviam parado mais cedo—Desculpe-me por quase matá-la.
- Não quase me matou—Disse ela, enquanto tomava um pequeno gole e passava em diante para Abby.
- É, vamos pensar assim—Ele riu, ajudando-a se levantar.
Não havia tempo a perder. Estavam ao oeste do labirinto, em uma sala, mas ainda precisavam achar um dos pertencentes de Hefesto.
Havia milhares de caixa por ali, de qualquer modo, ela esforçou-se para abrir todas e observar cada item que estava sobreposto por ali. Abby estava ao outro lado, observando um objeto com cautela—Será que esse lugar não é mortal? Me parece uma biblioteca fechada.
- Talvez já tenha sido—Silena concordou, direcionando-se a uma caixa em baixo de uma mesa—De qualquer modo, já não importa mais. Precisamos sair daqui. As empousais não costumam a andar sozinhas. Elas vem em grupos, provavelmente há mais delas por essas....
Não conseguiu terminar a frase, um objeto salvou em direção a sua face. Assustada, caíra para trás, enquanto uma...mochila voadora voava em direção a seus amigos?
- O item de Hefesto—Gritara Silena—Peguem ela! Peguem ela!
Thomas lançara-se contra o ar e agarrara a mochila com firmeza. Ela remexia-se em seus braços, parecia tentar soltar-se, como se tivesse vida própria. Isso lembrou Silena sobre Leo Valdez, o garoto do chalé de Hefesto em que reconstruíra o antigo dragão, Festus. Parecia uma de suas invenções malucas que gritava com os outros. Não era à toa que realmente era filho de Hefesto.
Virou-se de costa e falou—Coloque-a em mim. Sou a única que não estou a levar nada.
A mochila pairou sobre suas costas, imóvel, parecia confortar-se com as colunas doloridas da filha de Afrodite. Silena soltara um suspiro de leve, e apontara para a saída, indagando que deveriam continuar sua trajetória. Afinal, se a réplica fosse idêntica a original, provavelmente o tempo era curto porém rápido.
Voltaram ao labirinto. Silena lançara um olhar a Abby, que possuía habilidades em locomover-se embaixo da terra. Percebera o quanto a amiga lhe era útil naquela missão, afinal, sem ela, não saberia nem ao menos em quais curvas virar ou quais salas entrar.
Abby indicou que o caminho que os levaria ao verdadeiro oeste.
A lanterna novamente acendeu-se, e a mochila em suas costas remexeu-se, parecendo um pouco incomodada com o acesso de luz. Os ruídos eram poucos e ao longe, pareciam discretos. Silena imaginou olhos presos nas paredes, monstros escondidos nas escuras, esperando o momento certo para devorar seus ossos. Jogou logo o pensamento para longe. A última coisa que queria era que seus devaneios virassem realidade.
Os passos ressoando sobre os tuneis, como se fossem os únicos existentes. Silena então recordou-se da frase de Quiron, “Pode não ser o labirinto, mas pensa como ele. Armadilhas se formarão quando o mundo parecer tão vazio”.
Foi apenas pensar sobre isso que os tornozelos de Thomas quase foram assassinados por espinhos. Era apenas um, primeiramente, entretanto, eles surgiram como dentes, infiltrando-se nas paredes e no chão, como se estivessem dentro de uma grande boca. Talvez estivessem mesmo.
- E agora?—Abby os olhou—Não sei vocês, mas eu ainda não aprendi a andar sobre espinhos.
Silena os olhou, pensativa. Nenhum deles era um filho de Zeus ou Éolo. Não possuíam qualquer habilidade que pudessem os locomover sobre o ar. Droga! Hefesto havia feito o labirinto de uma maneira tão complexa que Silena não conseguia imaginar-se pensando como ele.
Se ao menos eles tivessem alguma coisa para os ajudar a atravessar. Mas espera aí, eles tinham.
- A mochila! —Silena exclamou em felicidade, rindo de si mesma—Ela pode nos levar ao outro lado.
- Só temos um problema—Thomas fez uma careta—Ela foi feita por Hefesto. Não irá nos obedecer.
Será que não?
Silena nunca imaginou-se naquela situação, embora tenha feito inúmeras vezes em nome de sua mãe, mas nunca de seu padrasto. Sentou-se ao chão e retirou a própria adaga. Fechou os olhos com cuidado. Ela era correta, materialista, e aquele pequeno corte tiraria um tanto daquilo que havia conquistado. Tiraria um tanto de sua sanidade.
- Hefesto, deus das forjas e todas essas coisas mecânicas ai—Começou Silena, ainda de olhos fechados—Ofereço um pouco de minha sanidade para que em troca você possa me oferecer o controle de sua mochila, quer dizer, até que ela volte para você, é claro.
E com o coração apertado, ela fez um pequeno corte sobre a mão esquerda. O sangue fluiu a seu braço, e sentiu-se perdendo uma parte de si. Quando abriu os olhos, Abby e Thomas a olhavam boquiabertos, não acreditando em que a filha de Afrodite havia feito.
- Então, está na hora da gente comer alguns bolinhos! —Disse ela, e então tocou-se no que estava a falar e riu—Quer dizer, matar alguns monstrinhos!
Silena, Thomas e Abby formaram um tipo de ligação com seus braços, juntos, seguraram sobre as alças da mochila, que já ameaçava tomar voo. Tentando parecer firme, a semideusa falou—Leve-nos para o outro lado...ahn, mochila voadora!
Em outras situações, a mochila poderia ter rasgado se ela não fosse completamente de prata. Quando sentiu seus pés saírem do chão, Silena tocou-se que não poderia, jamais, fazer um sacrifício como aquele. Embora a adaga tirasse um apenas um pouco de sua sanidade, ela sentia-se diferente, como se estivesse presa.
A mochila acelerou, e Silena observou abatida o largo corredor de espinhos que estendia-se por todo o labirinto, e achara que talvez nunca fosse tocar ao chão novamente. Um pensamento absurdo, pois quando percebera, já havia aterrissado ao chão novamente, e a mochila havia voltado para suas costas, pesando mais do que antes.
Suas mãos foram de encontro a cabelereira negra, mas não havia nada de errado com ela. A última coisa que queria era chegar ao fim do labirinto com seus cabelos desarrumados.
Seguiram em frente, sempre as espreitas. Os ruídos tornaram-se maiores, e a temperatura mais quente. Iria ficar resfriada com total certeza, constatando na temperatura bipolar que estendia-se pelo o labirinto.
- Precisamos agir rápido—Sussurrou Abigail—Não estou gostando desse ar quente. E não quero outra armadilha na escuridão.
- Então torça para não perdermos essa sua lanterna—Thomas sorriu ironicamente para ela—Vamos, temos que seguir os ruídos.
Esquerda, direita, direita, esquerda, frente, frente, direita. Os corredores pareciam multiplicar-se. Havia algumas alavancas em meio ao caminho, mas sempre que elas apareciam, pulavam por cima para que não houvesse alguma armadilha que os prendesse em uma prisão de fogo ou algo do tipo.
Os ruídos viraram barulhos altos e agudos. Pareciam pratos batendo de encontro a parede. Os três semideuses agacharam-se um atrás do outro, cuidando para não serem vistos ou ouvidos. A barulheira de pratos aumentou, e uma porta surgira a frente.
- Vamos logo com isso—Disse uma voz masculina—Eu estou com fome.
- Me trate com respeito—Disse uma voz feminina—Não sou qualquer uma. Sou uma harpia de respeito.
Harpia? O que uma harpia estava fazendo ali?
- E não sirvo seres da sua espécie—A harpia fez um som arisco, provavelmente chamando a outra criatura para um combate.
Talvez fosse aquele minúsculo ponto de sanidade que lhe escapuliu, mas Silena entrou pela a porta da frente e atacara o primeiro monstro que surgira. A harpia.
Suas penas eram longas e azuis e a sua estrutura concorda. A cara era horrenda e defeituosa, como se tivesse colocado ela dentro do forno e segurado por mil anos. Mesmo assim, seu chicote abriu-se em suas mãos e três exporás liberaram-se. Jogou-se de encontro a face da criatura, criando um corte profundo que arremessara um de seus olhos para uma lata de lixo.
A harpia avançara de encontro a filha de Afrodite, levando suas garras em direção ao cabelo de Silena. Ela jogou-se para o lado e gritou em indignação—Não ouse tocar em meus preciosos fios.
- Saborosos fios—Disse a harpia—Deixe-me prova-los, semideusa.
- Oras, tenho certeza que são saborosos em comparação aos seus—A filha de Afrodite lançara um sorriso irônico—Agora, deixe-me arruma-los para você.
Seu corpo jogara-se em direção a criatura, e seu chicote enrolara-se em seu pescoço. Silena puxou-a para trás, tentando enforca-la. A harpia lançou seu corpo a frente e trouxe o de Silena ao chão, mostrando os dentes afiados e amarelados logo depois.
Suas asas empurraram a semideusa em direção a parede, onde quadros caíram ao chão e estilhaçaram-se sobre a pele da garota. Ela correu em direção a criatura e enfiara as exporás sobre a mandíbula da harpia, tirando-lhe um pedaço da face. O buraco mostrara algumas presas quebradas e a carne escapulindo entre os cantos.
Agachou-se antes que os punhos do monstros acertassem-na cara. Sempre seu rostinho lindo. E então passara por baixo das pernas da criatura e a prendera contra si junto, junto a seu chicote. Apertara o utensilio ao redor do pescoço da harpia e trouxe seu joelho para cima, empurrando o corpo da criatura e assim a decapitando.
Um mar dourado caíra em volta de si. Silena virou-se ao lado e percebera uma silhueta alta e esguia. Não passava os quatro metros e meios, mas era tremendamente gordo e fedorento. Seu único olho era em um tom amarelo, e a pele verde gosmenta. Segurava nas duas mãos duas silhuetas remexendo-se. Abby e Thomas.
- Solte-os—Gritara a filha de Afrodite—Solte-os agora!
- Ou o que? —O ciclope soltara uma risada que ecoara por todo o cômodo —Vai me matar, pequena semideusa?
- Vou—Disse, confiante—Mas antes vou enterrar meu chicote na sua...
- Certo, certo—O ciclope riu—Enfrentei milhares de vocês no verdadeiro labirinto. Creio eu que nem mesmo a réplica pode me deter.
Abby a lançou um olhar. Sua pele pálida pareceu empalidecer-se mais. Silena compreendera o que estava acontecendo. A filha de Hades estava invocando alguns esqueletos.
Sentiu o solo rugir. Braços esbranquiçados surgiram de buracos profundos, puxando-se para fora com facilidade. Eles eram no total 7, e usavam armaduras e espadas. Abigail abrira um sorriso confiante e olhara de canto para o ciclope—Você disse que havia matado vários semideuses, então...
Silena sorriu para a amiga. O ciclope soltou ambos os semideuses ao chão, que aterrissaram de forma segura ao solo. Levantara o timbre de sua voz e os olhou enfurecidos—Venham! Detenham-me se conseguirem.
- ATAQUEM—gritara a filha de Hades, enquanto seu exército esquelético voava em direção ao monstro.
Silena soltara um grito de guerra e correra em meio aos esqueletos. Seus movimentos eram rápidos e certeiros. O ciclope erguera seu imenso e gordo pé em direção a semideusa, mas esta correra por de baixo de suas pernas e laçara seu chicote em direção a sua coxa. O monstro grunhiu.
- Morram, insolentes—Disse ele, enquanto esmaga alguns esqueletos de Abby.
Seus dois amigos lutavam tremendamente, enquanto o ciclope parecia enfraquecer-se a todo instante. Silena arremessara-se em direção a seus braços e prendera-se ali, ficando uma de suas adagas sobre o corpo da criatura inúmeras vezes.
A mão da criatura jogara seu corpo em direção a parede e sua boca abrira-se em um rugido alto.
- Cale a boca, fedorento—Abby gritou, jogando sua adaga em direção ao olho da criatura.
Esta colocou as duas mãos sobre o rosto, enquanto o sangue fluía por seus membros e pingava ao chão. Silena levou o chicote para o rosto da criatura, que cambaleou para trás e caíra ao chão em um estrondo. Os esqueletos de Abby puseram-se em cima de seu grande corpo e o desintegraram em segundos.
Preenchido pela poeira de ar, estava Thomas, onde antes o ciclope havia estado.
Seu peito doeu ao ver o amigo, com uma das pernas de uma cadeira infiltradas ao centro de seu peito. Abigail estava ao seu lado—O ciclope deve ter o esmagado junto à mesa.
Silena não havia reparado na mesa e nas cadeiras, o que lhe foi estranho. Aproximou-se suavemente e tomou a cabeça de Thomas em suas pernas. Ele ainda respirava e permanecia de olhos abertos, mas ele morreria em breve.
- Sabe como eu encontrei a entrada? —Thomas esforçava-se para falar—Eu desejei que tirassem minha vida ao invés da sua.
Uma lagrima escorrera ao rosto da filha de Afrodite, que sorriu para o amigo—Não precisava se sacrificar por mim.
- Precisava sim—Mesmo na beira da morte, o seu sorriso era o mesmo—Você merece, Silena. Merece algo melhor do que ser sempre a traidora. Você não é uma traidora, Beauregard. Você é minha heroína.
Silena deixou as lagrimas inundar-se sua face enquanto os olhos de Thomas fechavam-se. Seu corpo mexeu-se em um último suspiro. Não um suspiro rápido e solto, mas um suspiro leve e de alivio. Uma paz pairou ao ar quando as faces do filho de Apolo relaxaram, e seu espirito vagava em direção ao Elísio.
Abby a olhou. Ela sabia. Em todo aquele momento, Abigail Black sabia que seu melhor amigo iria morrer e mesmo assim deixou que continuasse. Silena poderia gritar com ela naquele exato momento, mas isso não traria Thomas novamente. E além do mais, estavam no labirinto, deveriam permanecer juntas.
Juntas, colocaram o corpo de Thomas sobre a mesa, que ainda permanecia intacta. Havia alguns lençóis ao canto, em uma caixa. Procuraram um na coloração branca e vedaram o rosto do amigo. Silena fez uma prece em silêncio para que ele achasse o caminho da paz.
- Ainda temos que encontrar um dos três pertencentes de Hefesto—Abby disse, em um tom baixo, como se fosse acordar Thomas. Só que ele estava morto.
Um grande armário revelou-se ao lado, com milhares de frascos empilhados, todos da mesma coloração. Silena lançou um olhar para a filha de Hades—São todos iguais. Como vamos saber qual é o fogo grego?
Abby permaneceu em silêncio e então abriu o armário, atirando um dos fracos ao chão—Vamos quebrar todos e ir na sorte.
Silena não perdeu tempo antes de juntar nas mãos alguns fracos e os atirar ao solo. Poderia, muito bem, resolver de outra maneira e permanecer ali pensando em alternativas. Mas o tempo era corrido e não gostaria de perder-se sobre o labirinto por causa de um fogo grego.
Por fim, sobrara apenas dois fracos, idênticos. Abby a encarou, pensativa. Poderiam simplesmente pegar um deles e tentar a sorte, mas não parecia apropriado para a situação. Pegou-os nas mãos. O do lado esquerdo era quente e pesado, e o do lado direito era gelado e leve.
O lado esquerdo virou-se para baixo e o frasco caíra ao chão, estilhaçando-se por inteiro. Nada acontecera, e o peito de Silena arfara em alivio. Juntas, deixara o complexo com o coração entre as mãos, pois teriam de deixar o amigo para trás.
A escuridão do labirinto as trouxe um calafrio. Silena andava ao lado de Abigail com um pequeno receio. O sorriso malandro dos lábios de Thomas permaneciam cravados em sua mente. Recordou-se dos pequenos ataques de ciúmes em que Charles costumava a ter, dirigindo seu olhar furioso em direção a Silena, dizendo que não aceitava o filho de Apolo como seu amigo.
Abigail ligara sua lanterna, tomando a frontal quando o labirinto tornou-se mais estreito. Silena colocara o pequeno frasco de fogo grego dentro da mochila voadora. Ambas permaneciam em um silêncio profano à medida que os corredores estendiam-se em suas frentes.
Os ruídos diminuíram, enquanto o vazio estendia-se por seus corpos. Silena trocara olhares com a filha de Hades. Havia algo errado acontecendo ali, e ambas compreendiam a gravidade.
Um estrondo chacoalhara todas as estruturas, enquanto ambas as semideusas caiam para trás. O chão abriu-se em uma fenda larga e espaçosa, com pedras dispostas em lugares aleatórios. Um mar ascendente irradiara sobre os buracos negros que antes existiam. E lava queimava em torno das pedras.
- Vamos—Silena arrumara a alça da mochila voadora, que pendia sobre seu ombro esquerdo e levara o corpo para frente pulando na primeira pedra. Esta remexeu-se de um lado ao outro, ameaçando cair—Precisa ser rápida. Elas não vão aguentar por muito tempo.
Tentou concentrar-se nas outras cinco pedras que surgiram a sua frente. Os pés de Silena eram suaves e silenciosos, enquanto trabalhava em zigue-zague, perambulando as pedras até chegar na última.
Podia ouvir a respiração profunda de Abby Black, tentando não movimentar-se de maneira brusca enquanto sua própria pedra remexia-se inquieta.
Chegara ao outro lado sã e salva, já pronta para seguir em frente quando um grito a fez virar-se repentinamente. A filha de Hades segurava-se por apenas uma mão a borda do pequeno penhasco, enquanto a lava subia de maneira crucial por baixo de seus pés. Silena ajoelhou-se em frente a amiga e segurou suas mãos—Solte. Eu irei puxa-la.
Abby aparentava dúvida em sua expressão. Seus olhos encontraram-se com os azuis de Silena—Solte-me.
- O que? —Silena aumentou o tom de sua voz, pois era difícil escuta-la em meio aos zumbidos que a lama criava—Eu não vou solta-la.
- Solte-me—Disse novamente a garota.
Não perderia mais alguém, não daquele modo. “Do que esta rindo, Beauregard?” Thomas a olhou de canto, enquanto colocava um sorvete na testa “Deixe-me ser um unicórnio”. As risadas de Abby enquanto ela pulava sobre os ombros dos dois amigos, sorria daquela forma simpática, sempre muito determinada em deixá-los contentes. Não, Silena não suportaria perder os dois em tão pouco tempo.
Puxara as mãos de Abigail enquanto seu corpo deslizava para trás. A filha de Hades colocara a outra mão sobre a borda e em alguns minutos conseguira por si própria subir novamente a superfície. Silena caíra ao canto da parede, exausta, enquanto o suor escorria por sua face.
- Não faça isso novamente—Disse a semideusa—Não diga para deixa-la. Eu não vou deixa-la.
Abby sentou-se ao lado da garota. Ela carregava a mochila de Thomas, com seus últimos pertencentes. Não havia muito o que fazer, faltava apenas mais dois objetos a serem encontrados, entretanto, parecia uma eternidade desde que havia passado pela Astride até aquele ponto.
- Durma um pouco—Abby lhe lançara um sorriso—Vou ficar de vigia, e depois você. Assim estaremos melhores para as próximas batalhas.
Silena pensara em uma maneira de se impor a ideia, entretanto seus olhos fecharam-se em breves segundos, mergulhando na escuridão profunda de sua própria exaustão.
Acordou algumas horas após, e tomando seu posto de vigia enquanto a filha de Hades dormia como uma pedra. Foi quando se deixou chorar livremente por Thomas, por todos que havia perdido ao decorrer dos anos em que estivera no acampamento, e antes dele.
Quando Abby acordou, elas levantaram-se do chão frio e continuaram a caminhar, seguindo sempre os ruídos. Não havia um fio que as guiasse, pois por ser a réplica do original, a grande mãe das aranhas não havia passado por lá. Entretanto, elas estavam fazendo dos ruídos o seu fio.
Entraram sobre um corredor profundo. Silena encostou-se na parede e logo afastou-se ao sentir o conteúdo molhado que espalhava-se por todo o lugar. Abby iluminou as paredes a tempo de verem um material verde musgo disperso pelas paredes.
Não levou o chicote novamente para o diadema, como havia feito horas atrás. Seus passos diminuíram em movimentos sutis, enquanto deslizava com calma até outro corredor. Os ruídos finalmente tornaram-se passos pesados e largos, direcionando-se mais ao fim daquele mesmo caminho.
Entraram em uma portinhola feita de ferro, com uma placa a frente, com as escritas “Reunião: Apenas gigantes”. O corpo de Silena amoleceu, mas não tinha tempo a perder, havia apenas mais dois objetos para serem encontrados.
Se pôs a frente da porta, ereta, e levou os punhos até a parte de ferro. Toc Toc Toc. Os murmúrios cessaram-se.
Uma cara rechonchuda apareceu ao outro lado—Estamos em reunião, caso não tenham percebido.
Silena nada disse, entretanto Abby colocou-se à frente—Viemos pelo o martelo.
A porta abriu-se por inteiro, revelando um ser miúdo e feioso. Silena resolveu não comentar sobre o assunto, mas definitivamente aquilo era algum tipo de anão e não um gigante. Mas achou que seus comentários poderiam vir a coloca-los em uma grande emboscada.
Havia uma mesa enorme ao meio do cômodo, onde mais quatro anãozinhos estavam sentados, vestidos de terno e com papeis sobre as mãos. Eram esverdeados e transmitiam um dor inquietante, embrulhando o estomago da filha de Afrodite.
- Pessoal, essas são nossas convidadas de honra—Disse o anão para as outras criaturinhas—Vamos mostrar como recebemos semideuses em nosso território.
Silena imaginava um aperto de mãos, talvez um bolo e uma chicara de chá, mas nunca pensou que eles iriam atacar diretamente em seu cabelo, pulando em suas costas como macacos. Ela puxou seu chicote para cima, enquanto cinco exporás abriram-se em formato de coração, jogando-se de encontro a parede e esmagando a criatura que antes estava sobreposta em sua coluna.
Um dos pequenos surgira a sua frente, mostrando os dentes grandes. Havia uma crosta negra sobre eles. Silena avançara de encontro a este, levando seu chicote para seu rosto horrendo, e o arremessando para trás. O segundo passou por baixo de suas pernas e a derrubara ao chão.
Não havia muita diferença entre ambos, porém supôs que a criatura que estava por de cima de seu estomago era o mesmo que havia a derrubado. Seu sorriso alargou-se em malicia, e ele segurava em suas mãos o chicote de Silena.
Uma raiva subira pelo o seu corpo. Ela agarrou uma de suas adagas presas a cintura e avançara sobre a cabeça da criatura, enquanto uma nuvem de pequenos grãos dourados surgia sobre o ar a cobrindo como um lençol.
Levantou-se, ao canto dos olhos podia ver Abby, sobrava apenas um anão em suas mãos, e este estava sendo agarrado por um esqueleto. Seu último inimigo pulara em direção onde o chicote de Silena estava jogado, com rapidez, ela o agarrou com firmeza, jogando suas exporás ao corpo gordo da criatura.
- Me mate, e nunca saberá onde está o machado—Disse o anão. Abby correra em sua direção junto ao esqueleto, aparentemente aquele era o último de sua linhada em meio ao labirinto.
- Pois bem, pequenino—Silena o encarou—Eu não estou com muita paciência. Abra a matraca logo ou meu amigo aqui vai fazê-lo sofrer.
Achara que havia o pegado desprevenido, mas o anão apenas riu—Já estivemos do mesmo lado, filha de Afrodite. Alguns anos atrás, quando servia ao lado certo da guerra.
Apertara sua agarra com força, e aproximara-se da criatura. Seus olhos encontraram-se por segundos—Me diga onde está o martelo.
Ele olhou de relança para um pequeno vaso ao canto da sala, onde havia um pequeno toco enfiado sobre a areia que o preenchia. Silena abrira um sorriso e antes de cortar a garganta do anão, riu—Obrigada por sua ajuda!
Abby já estava em meio ao vaso, derrubando-o ao chão. Sobre a areia havia um martelo reluzente, perfeitamente criado pelo o deus das forjas. Silena o pegou nas mãos e colocara sobre a mochila mágica voadora, que não pareceu agradar-se com seu interior sujo.
O esqueleto da filha de Hades usava uma armadura de ouro e uma espada de bronze celestial. Abby não pareceu incomodar-se em ter um herói morto ao seu lado, e Silena então concluiu que morrer não era assim tão doloroso, se muito depois você voltaria em ocasiões para ajudar semideuses futuros em suas missões.
Sairiam do cômodo, seguindo em direção ao leste, o ultimo lugar que deveriam entrar antes de encontrar a saída.
Perambulando por de trás dos rúidos, o caminho foi curto, e breve. Silena sentiu-se contraída ao perceber que nenhuma armadilha estava sobreposta até o último lugar que teria de tomar. Constatou que o que estava a esperar era pior do que tudo que havia enfrentado antes de chegar por ali.
Quando finalmente alcançou o lugar, o coração foi parar em sua boca. Não sabia quanto tempo estava por ali, e indagou que talvez estivesse um bom tempo sumida do acampamento. De repente, sentira falta de Charles.
Abby exprimia-se na parede em seu lado, ambas estavam nervosas. Silena ouvira um som profundo de passos, como se algo pesado estivesse alcançando a porta do cômodo, esperando-as entrar para os primeiros ataques.
- O que vamos fazer? —Sussurrou a filha de Hades—Ele provavelmente sabe que estamos aqui.
- Vamos entrar—Silena falou baixinho, como uma sentença.
Ouvindo seus pensamentos, a porta abriu-se. Uma escuridão envolveu-se enquanto seus passos caminhavam nas cegas. Abby ligara sua lanterna, mostrando um vácuo lugar. Franziu o cenho em dúvida. Era um desafio. Ela gostava de desafios, bem, na maioria das vezes.
Abby recuou, deixando a lanterna cair ao chão e dissipando o único ponto de luz que possuíam. Ela começou a chorar, primeiramente em um tom baixo e discreto, e então tornaram-se gritos de pavor.
Silena trouxe para si o chicote, apertando-o com toda a sua força. Os gritos de Abby vinham de seu lado, e ela aparentava tentar tirar algo sobre si. Mas não havia nada lá, absolutamente nada. Sua garganta fechara-se, e um pânico subira em suas entranhas—Abby, por favor, não tem nada aqui. Abby.
Silêncio.
Então o mundo incendiou-se. A todos os lados um fogo vivo surgira sobre si e uma voz familiar trouxe à tona seu passado. Você será minha, disse a voz, você é eu, e eu somos nós. Os olhos lacrimejaram, enquanto o corpo encolhia-se até encontrar o chão.
O fogo avançou em direção a sua face, como um punho, socando o ar ao seu lado. Ela juntou as pernas para perto de si, fechando os olhos em agonia. O calor preenchera o lugar e tonou-se um forno, alisando a pele da semideusa.
Pensara em Charles, Annabeth, Percy, Clarisse, Thomas e Thalia. Pensara no acampamento e naquilo que havia conquistado. Na guerra contra Chronos e em seu titulo que carregaria pelo o resto da vida, o titulo de traidora. Pensou em Abby, que em algum lugar daquele mar de fogos encontrava-se, provavelmente morta.
Plin.
Silena sentira sobre as mãos algo pesado, em formato de um...machado. Levantou-se e abriu os olhos, assistindo fascinada o objeto que agora tinha aos dedos. Colocou-o na mochila depressa e percebera que o fogo nada fazia consigo. Era uma ilusão.
- Abby—gritou—É a Silena, você precisa pensar em outra coisa.
Silêncio.
- Aranhas—Disse ela, ofegante, em algum lugar próximo a filha de Afrodite—Elas estão por todo o lugar. Elas pegaram Thomas, Silena. Pelo o amor dos deuses...
- É uma ilusão—Silena disse com firmeza—Pense em borboletas. É, pense em borboletas.
Fechou os olhos e esperou. Pensou em um quarto, simplesmente um quarto, sem nada dentro, nenhum cômodo. E o monstro que realmente era a sua frente. Imaginou-o como um leão de nemeia, embora pudesse ter pensado em algo menos pesado, mas ela tinha de se dar o crédito, sua sanidade havia diminuído por conta de Hefesto.
Quando abriu os olhos. Abby estava ao seu lado, mais pálida do que realmente era. Seus cabelos louros caiam ao seu rosto, que emundava-se em suor. Ela havia visto seu maior pânico, seu bicho papão. Queria poder abraça-la, de qualquer forma, possuíam agora um leão de nemeia a sua frente. A vida de semideus era corrida.
Seu chicote bateu ao chão e as adagas de Abby já estavam sobre seus dedos. Ela avançou sem esperar qualquer aviso, jogando-se contra o corpo da criatura que batera em direção ao chão. Cinco exporás liberaram-se do utensilio, cravando sobre a carne da criatura, mas não a ultrapassando
Abby puxou sua adaga até o pescoço do leão, atraindo a atenção da criatura para si. Suas garras pularam em direção ao ombro da garota, que esquivou-se ao lado mas não escapara do corpo profundo em sua pele. Silena atacara o monstro por trás, levando seu chicote em direção ao seu peito, o fazendo virar-se em sua direção.
- Qual é, leãozinho—Silena arremessara seu chicote em direção a face da criatura, o provocando—Nós dois sabemos como esta história irá terminar.
Quando percebera, Abby estava ao seu lado, com seus olhos revirando-se. Seu ombro mostrava uma fratura profunda. Ela entregou nas mãos de Silena a adaga, enquanto a esta tentava deixar a criatura longe de si. Ela demorou um tempo para compreender no que a amiga estava a fazer, entretanto suas mãos agarraram o pequeno utensilio.
O leão abrira a boca em direção ao rosto de Silena, avançando em direção a ela em meio ao ar. Seu corpo avançara a frente e arremessara a adaga em direção ao céu da boca da criatura, que infiltrara-se em seu cérebro. E uma poeira de ouro brilhara ao ar.
Abby caiu.
Silena a colocou ao chão em delicadeza. Abby sorriu. O sangue ensopava a blusa do acampamento meio-sangue, tornando-a um laranja escuro. Os cabelos louros estavam dispersos ao rosto, enquanto uma cicatriz abrira-se em sua testa. Estava em uma situação desagradável, e cheirava da mesma maneira. Mas a filha de Afrodite sorriu para amiga, e não havia qualquer palavra para ser trocada naquele momento.
Abigail Black fechou os olhos, e seu último suspiro saíra de maneira discreta. Enquanto o corpo relaxava ao chão. Talvez, quando contasse isso para os outros semideuses, eles achariam patético. Mas em beira a morte, Abby havia usado toda a sua força para dar a sentença final a filha de Afrodite. Ela havia sido uma heroína.
- Que a paz a tenha, Abigail Black—Silena sussurrou, levantando-se.
Os últimos passos lhe eram dolorosos. Silena carregava a dor por todo o seu corpo, enquanto apressava-se em meio ao labirinto, afastando-se dos ruídos. Se os ruídos haviam a guiado como um fio até os quartos, a ausência deles a levaria até a saída.
Não sabia ao certo quanto tempo havia passado, poderiam ter sido horas, dias, ela não importava-se. A cada curva que tomava, as lagrimas caiam e o peito arfava em agonia. Mal notou quando escadas surgiram. E de repente estava sobre elas, procurando na parede algo que pudesse a levar para fora daquele lugar.
Um botão e o sol raiou acima de si. Silena Beauregard dera cinco passos para cima e parara em meio a grama molhada. Seu corpo todo parecia difundir-se ao local. Um rosto apareceu sobre si, com um sorriso agradável.
- Olá, Silena Beauregard—Disse o homem—Entregue-me! Vamos! Estou atrasado.
Silena levantou-se, atordoada. Olhou o deus a sua frente, animado para receber seus pertencentes novamente. Ela tirou a mochila de prata das costas, e um suspiro de alivio percorrera suas costas. Não havia notado o quanto ela era pesada.
Entregou ao deus, que abriu-a e averíguo-a. Pareceu satisfeito, e então estendeu uma de suas mãos.
- Senhor...—Ela apertou as mãos deles—O que tinha na mente quando criou esse maldito labirinto?
Hefesto riu, uma gargalhada alta e espontânea—Talvez algum dia possa me compreender, filha de Afrodite. Lamento por suas pernas, mas agradeço seu sacrifício. Agora, se me der licença, preciso terminar alguns projetos.
O deus já ia andando, mas Silena correra em sua direção—Meus pégasus senhor, eu não tenho a menor ideia de onde estou e preciso deles.
- É, É—O deus olhou para o céu, assoviando—Agora estamos quites.
Silena o olhou. Estavam quites, de acordo com ele. E então recordou-se das preces, e sentiu-se envergonhada. Havia rezado para aquele homem, pedido sua ajuda e guia, que a deixasse tomar conta de sua mochila apenas pelo o tempo em que precisasse.
E então ele desapareceu, e onde estava antes, Blackjack, Daenerys e o outro pousaram.
Ela colocou o diadema sobre a cabeça e suspirara. Subira sobre o tronco de Danny e deitara-se em seu pelo macio. Os três pegasus levantaram voo, direcionando-se para o acampamento. Uma lagrima escorrera pelo os olhos da filha de Afrodite, que assistia à exaustão que tomava todo o ambiente. Ali estava ela, sozinha, voltando para casa.
Demorou, talvez, ela não tinha muita certeza. Mas quando finalmente pousara sobre o solo do acampamento, as lagrimas vieram novamente, dessa vez de uma forma mais voraz. Daenerys a colocou com delicadeza ao chão, enquanto alguns semideuses aproximavam-se para ver o que estava a acontecer. Charles avistou-a, correndo em sua direção e a pegando pelos braços.
Os risos de Thomas e Abby emundaram sua mente, em uma lembrança que reunira-se junto a todas as outras, junto a todos que ela já havia deixado escapar por seus dedos.
armas e poderes:
*Chicote Vênus - um chicote longo negro feito de couro trançado. Seu cabo é adapta-se ao punho de seu dono, facilitando o manejo, formando uma rosa vermelha cintilante. A ponta do chicote se abre em vários seguimentos e cada um tem uma pequena espora vermelha em formato de coração. Se o inimigo for do mesmo sexo, o golpe do chicote tem o dano dobrado
Adagas Duplas: [Consiste em um par de adagas cujo a lamina é negra e expele uma aura de tons arroxeados intensos. Em uma das laminas há os dizeres “Traições serão sempre traições...” e na outra vê-se a continuação da frase “Não importa o tamanho, ou finalidade.” Quando ativas o punhal de tal arma envolve-se na mão do seu portador, desta forma sendo impossível de desarma-lo. A cada corte profundo que faz no oponente, ambas as adagas retiram 5% da sanidade total dele.]
♥ Perícia com chicotes e Correntes – Os filhos de Afrodite, sem mesmo nunca ter usados, sabe usar os chicotes e correntes demasiadamente bem.
♥ Passos de Cisne – Seus passos são leves, inaudíveis, dificultando a defesa do inimigo e tornando o seu ataque quase certeiro.
♥ Unhas afiadas iniciante –® Prolongando um pouco as unhas, estas ganham a resistência de uma lâmina.



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Re: Replica do labirinto- Teste de Silena de Afrodite

Mensagem por Athena em Qui Jan 15, 2015 5:02 pm

Concluída com Exito


250 xp
200 Dracmas
Liderança do Chalé De Afrodite
* Polos Opostos- A pulseira contém dois pingentes, Inveja e Vaidade, que podem ser usados durante uma missão/treino. Inveja pode causar inveja entre os oponentes, distraindo eles, e Vaidade aumenta a beleza do semideus, podendo ofuscar a visão do oponente.
*Frasco de Fogo grego- Útil para semideuses e mais resistente que fogo comum pode causar um grande problema se não usado da maneira correta.


Palas Athena...
Sometimes the power must bow to wisdom. You can be strong, may have power, but if you are wise, you are all well. And more than that, yes you can defeat them. Once warned that to save the world destruiri you-your friends, maybe I was wrong.
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Re: Replica do labirinto- Teste de Silena de Afrodite

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