The Blood of Olympus
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Historia de Victoria Rolstroy Kovac Blaker - Filha de Zeus

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Historia de Victoria Rolstroy Kovac Blaker - Filha de Zeus

Mensagem por Victoria Rolstroy Kovac em Qui Dez 25, 2014 8:01 pm

As palavras.  Sempre soube a intensidade que estas poderiam ter, pois sempre fora muito ligada a elas de uma forma bem peculiar, ou melhor dizendo, através da música.   Sempre, no mesmo horário, quando a lua aparece por completo e o céu escurece sem deixar nenhum vestígio da tamanha claridade do dia, Victoria vai ao seu quarto e começa a compor as canções que, de certo modo, a fazem esquecer de todos os sentimentos conturbados.
Contudo, não é somente a música que lhe satisfaz, mas o que há dentro dela,  que é a poesia, coberta pela dor e melancolia que é colocada para fora como uma chuva saindo das nuvens.  Esta pode ser reconfortante e revigorante como um ombro e um abraço de um amigo.  Entretanto, nos últimos dias Victoria nunca mais tocou em seu violão pela tamanha tristeza e depressão que sentia pelo dia que mudara toda a sua vida.
Ainda se lembra deste toda vez que dorme, vem como um pesadelo que sempre a amedronta durante todas as noites, lembrando-a de todos os detalhes.  Do entardecer da noite, uma batida na porta e uma áurea azul se formando.  Do corpo, sem vida, que ela envolveu.  As lágrimas caindo de seu rosto, imaginando jamais olhar aqueles belos olhos azuis se abrindo e fitando-a.  
E, então, Victoria acorda, percebendo que aquilo que temia não era um pesadelo. Que é tudo real.
E a sua mente vai voltando para o dia...
—Meus pais me matarão ao saberem que você esteve aqui— Balbuciava Victoria sob os lábios de James, quando estavam sentados no carpete lilás do quarto azul da garota, no subúrbio de Berkeley, Califórnia.
O quarto que tinha uma decoração simples e elegante, com uma bela escrivaninha branca na parede ao lado da cama, onde em cima desta ficava o seu notebook.  Do outro lado do mesmo, continha uma porta de madeira branca que se dava ao armário.  Nos lados da cama tinham dois criados-mudos, em cada um possuía duas iluminarias e porta retratos da família de Victoria.  Da viagem que a sua família fez para uma cabana, no inverno.
—Seus pais não vão ti matar, Victoria — James sorriu.  O sorriso que a deixava com vertigens e ainda mais apaixonada. — Pois, vão estar muito ocupados me matando.
O garoto tinha cabelos perfeitamente loiros e lisos que caiam delicadamente e ligeiramente em cima de seus olhos azuis escuros como o céu ao entardecer.   Vestia uma camisa de botão preta onde as mangas se limitavam em baixo de seu cotovelo, sob uma camiseta branca que cobria uma parte de sua calça jeans.  Também fazia parte de sua veste, uma bota preta de cano alto que se dobrava pelos lados. James era tão lindo que às vezes confundia a sua mente, fazendo-a gaguejar ou até mesmo falar algo inepto e errôneo. 
Mas era assim que devia se sentir. Pois estava perdidamente e incondicionalmente apaixonada por ele.
James encaixou o seu rosto no pescoço de Victoria. Colocando, delicadamente, os seus lábios na clavícula da garota, fazendo-a sentir o verdadeiro efeito anti-gravitacional.  Como se estivesse nas nuvens.
Por mais que estivesse adorando aquilo, Victoria teria de descer as escadas para o seu jantar em família, que acontecia todas as quintas-feiras sem nenhuma interrupção.  Por isso, ela afastou James delicadamente e franziu os lábios. Desse modo, fazendo uma expressão séria para não ser contrariada nem tentada.
— James, você tem que ir, antes que os meus pais entrem aqui e ti vejam.
O garoto jogou os braços para cima em sinal de frustração.  
—Tudo bem— Disse ele por fim, cedendo. — Mas, amanhã você vai ter que compensar.
Victoria entrelaçou suas mãos nos cabelos dele e encostou, levemente, seus lábios nos dele.  Apesar de ter durado apenas três segundos, deixou-a completamente extasiada e tonta.
—Claro, amanhã vamos pegar um filme no Cineplex— Victoria mordeu o lábio inferior, sorridente.
— Assim não vale. — Gemeu James.— Por que mordeu o lábio? Sabe que adoro quando morde o lábio.
Ela se levantou e estendeu a mão para o namorado fazer o mesmo.
— Foi mal! — Desculpou-se ao ajudá-lo a se erguer.
Cada vez que passava o tempo com James, Victoria sentia que o magnetismo existente entre os dois era completamente inevitável.  Como se não tivesse lugar que ela queira estar que não fosse com ele, concluindo que fossem destinados a ficar juntos.  
Com um longo beijo de despedida, James saiu pela janela do quarto de Victoria.  Em quanto ela foi para o corredor que levava a escada, sentindo a brusca mudança do carpete para o chão de madeira.
Foi para a sala de jantar quase que saltitando de tanta felicidade.  A sua vida estava tão boa que seu estômago embrulhou com medo.  Medo de que perdesse algo ou que alguma coisa ruim acontecesse afinal à vida não podia ser tão boa. Podia?
A sua mãe levava as comidas para a mesa e o seu padrasto, Jack, a ajudava.  Enquanto Carly, a caçula de dez anos, brincava com uma boneca sentada ao chão de madeira da sala de jantar.
—Querida, me ajuda aqui— Pediu a sua mãe com as mãos cheias de vasilhas de comidas.
Victoria pegou uma das vasilhas e levou-a a mesa.
— Nós vamos hibernar? — A garota deixou o sarcasmo visível na voz. — Para que tanta comida, mãe?
— Nós só temos a quinta-feira para ficarmos todos juntos — Explicou a sua mãe. — Então tem que ser meio extravagante, não acha?
Antes que respondesse, fora surpreendida com o toque da campainha.
Victoria foi em direção a porta enquanto todos da casa discutiam que não esperavam ninguém e murmuravam sobre quem estava lá fora.
Ao abri-la fora surpreendida com um rosto que nunca vira.  Era um garoto, que aparentava ter dezessete anos.  Ele tinha cabelos cacheados e castanhos que caiam em sua orelha rosada, sem nenhuma mecha atrapalhando a visão de seus olhos castanhos claros.  Tinha uma estatura mediana e um corpo tão magro que parecia desnutrido.  Suas vestes eram compostas por uma calça jeans preta sobre um tênis azul e, uma camiseta laranja que continha os seguintes dizeres: Acampamento meio-sangue. 
O garoto deu um passo à frente.  Deveria ter algum problema na perna, pois andava de um modo estranho.  
— Me chamo Alex — Estendeu a mão. — E vim em nome do acampamento meio-sangue.
Sua mãe se inclinou na parede para ver quem era.
— Querida, quem está aí? — A sua expressão mudou para aterrorizada ao ver a camiseta do garoto. —Vá embora! Saia da minha casa! — Gritou.
VIctoria havia ficado paralisada.  Não sabia o que estava acontecendo e muito menos conseguira compreender a reação de sua mãe com o garoto chamado Alex, que parecia até ser uma pessoa legal. Tentou pensar em algo que explicasse o ocorrido, mas nada lhe vinha em mente.  Só ficava cada vez mais confusa e perdida.
Jack correu para o seu lado, provavelmente querendo saber o motivo da gritaria. Ele pareceu ter entendido o que estava acontecendo, também ao olhar a camiseta do garoto.  
— Jack, não os deixe tirar a minha filha de mim! — Implorou sua mãe ao padrasto. —Não pode tirar a minha Victoria!
— Senhora, o cheiro dela esta muito forte— Alex parecia tentar suavizar a sua voz ao máximo. — Os monstros vão sentir.  Eles estão até se aproximando.
Victoria franziu as sobrancelhas.
— Meu cheiro? Monstros? — Repetiu com uma expressão confusa. — Alguém pode me explicar o que está havendo aqui?
Alex olhou para Jack, como se pedisse permissão para fazer algo.  Esta fora concedida, pois o garoto se aproximou para falar alguma coisa.
— Já ouviu falar em meio-sangues ou semideuses, Victoria?— A garota balançou a cabeça negativamente. — São seres metade humanos e metade deuses. Bom, você é isso.
Victoria riu com desdém.  Quando ela ia questioná-lo, viu a expressão de seus pais. Eles pareciam preocupados e assustados, não porque a idéia parecia insana, mas porque na concepção deles ela era real.
“Isso não pode ser real”, murmurava mentalmente.
 — Isso é verdade, mãe? — A angustia era evidente em sua voz, foi como se ela não soubesse sobre sua própria vida. — Isso é verdade, mãe? — Sua mãe não respondia, parecia estar ocupada demais chorando. 
— Sim, é verdade, Victoria. — Respondeu Jack enquanto acudia a sua mãe.
A garota sentiu como se uma parede tivesse criado vida e batido nela com muita força.  Estava impotente e fraca, o seu cérebro mal funcionava direito ao tentar assimilar tudo o que se descobria, mas os seus sentimentos continuavam do mesmo jeito.  Victoria ainda odiava o seu pai, a única diferença foi que naquele momento foi com mais intensidade.  Ele não só a abandonara, mas como também destruía a sua vida pelo fato de ser um deus, pois ela teria de ir para esse Acampamento meio-sangue e abandonar todos que amava.
— Eu posso protegê-la — Jack tentou persuadir Alex. — Sou um filho de hécate, consigo controlar a névoa.
Alex balançou a cabeça negativamente.
—Eu sei quem você é Jack, sei que é um filho de hécate poderoso— O garoto olhou para o relógio e em seguida para a rua, como se temesse que alguém tivesse o perseguido.— Mas não pode protegê-la para sempre.  Muitos monstros vão vim para cá, não vai conseguir usar a névoa para confundir todos eles. 
Sua mãe chorava e soluçava, provavelmente percebendo que não tinha outra opção a num ser deixar sua filha ir. Victoria sentiu o coração apertar, não queria ir embora e muito menos deixar a sua vida para trás. Portanto, foi por causa do completo desespero que exerceu o ato mais estúpido de sua vida, ela saiu correndo. Movimentou as pernas a passos longos e rápidos, aumentava cada vez mais a velocidade e quando isso acontecia, gotas de suor apareciam em sua testa.  Os gritos de sua mãe se diminuíam a medida que a distância entre ela aumentava.  A garota só queria fugir de tudo, não queria ser uma semideusa e muito menos abandonar James.  Não conseguia imaginar passar um dia se quer longe dele, o que não imaginara era que teria de passar uma eternidade.
Finalmente, avistou a casa dele.  Um sorriso brochou de seus lábios ao imaginar os braços dele a envolverem num confortante abraço.
Foi para o jardim e pegou uma pedra, jogou-a na janela de James.  O seu namorado apareceu na janela e ao perceber a expressão de tristeza que continha na face de Victoria, correu em direção à porta de seu quarto, para ir de encontro a ela.
James saiu de casa e a abraçou.  Por um breve segundo ela esqueceu dos problemas que lhe cercavam, parecia que só existia eles dois no mundo.  Tentou usufruir o máximo do momento, pois sabia que não tinha escolhe a num ser ir embora.  Encostou a cabeça no peito musculoso de seu namorado, enquanto ele entrelaçava as mãos nos seus cabelos.  Lágrimas caiam dos olhos de Victoria ao imaginar ter de ficar longe dele e, também ao ter visto a sua vida distorcer em questão de minutos.    
—Você está bem, em? — Ele segurou o rosto da garota em suas mãos. — O que houve?
Ela respirou fundo.
— Um cara estranho veio em minha casa em nome de um acampamento para me buscar porque eu sou filha de um deus — Explicou, percebendo o quão louco aquilo parecia.
James riu, provavelmente pensou que fora uma piada.  Entretanto pareceu perceber que não era ao ver a seriedade no rosto de Victoria.
Quando ela ia explicar melhor o que estava havendo, três garotas apareceram.  Elas deveriam ser trigêmeas, pois as semelhanças iam dos fios de cabelos pretos até a ponta dos pés vestidos com a mesma sandália.  Tinham uma pele extremamente pálida e um corpo revestido de curvas que as faziam sensuais.  O estranho fora que Berkeley era uma cidade pequena e todos se conheciam.  Contudo, Victoria tinha certeza de que nunca as tinha visto.
— Finalmente ti encontramos, Victoria — Dissera a do meio com um olhar psicótico. — Viajamos de Utah para cá somente para ti ver.
Vitoria limpou as lágrimas, não queria demonstrar que estava chorando para estranhas.
— Me procurando? —Franziu as sobrancelhas. —Por quê?
Elas sorriram maliciosamente, o que estranhamente embrulhou o estômago de Victoria.  Uma sensação horrível lhe tomou por completo, arrepiando os pelos de seu braço e a sua espinha dorsal.  Algo de ruim estava para acontecer, ao menos era isso que todos os nervos de seu corpo diziam.
A semideusa entrelaçou a sua mão na de seu namorado.
— Bom, porque deram uma ótima recompensa por você — Respondeu a garota da direita.
A visão de Victoria começou a ficar turva, mudando de concepção. Ela coçou e fechou os olhos, desesperadamente. Abriu-os, via novamente direito.  Mas tinha algo errôneo, não era o cenário ou o fato de sua vida ter passado por uma brusca mudança.  Foram as garotas, elas tinham mudado completamente. 
As trigêmeas não tinham mais a aparência humana e mortal, ao menos não da cintura para baixo, que se transformaram em uma perna de bode e outra de bronze.  Os seus dentes se afiaram, e suas unhas pareceram com garras.  Seus olhares mudaram de sedutores para assassinos e, em resultado a respiração de Victoria fora exercida mais rápido que o normal.
A semideusa tampou um grito com a boca, não conseguia acreditar no que via.  Monstros não deveriam existir.
“Isto é um sonho e logo eu vou acordar”, pensou e fechou os olhos enquanto torcia para aquilo não ser verdade.
— Que droga! Vocês ainda estão aí! — Murmurou Victoria quando abriu os olhos e percebeu que tudo estava como antes.  
James a cutucou.
— Victoria, que falta de educação com as garotas! — Dissera ele. O que a confundiu, pois não parecia ver a mesma coisa que ela. —Então, vocês estão perdidas?
Os monstros fizeram biquinho.
— Sim, você pode nos ajudar? — Responderam em uníssono.
Victoria tentou pegar o braço de James para ele não ir para perto delas, mas não conseguiu.  E em questão de segundos, a cena mudara completamente.  Duas criaturas daquelas agarraram os braços de seu namorado, que o fez gemer de dor, pois suas garras o cortavam.  O coração de Victoria acelerou ao ver James sofrer, quando ela ia correr para defendê-lo, a criatura que só fazia observar a agarrou.  Mobilizou os braços da semideusa e chutou o seu joelho, a fazendo cair no chão.
— Por favor, não o machuquem! — Gritou pelo tamanho desespero que sentia. — Eu vou com vocês! — Repetia várias vezes, com as lágrimas caindo dos olhos ao ver o seu amor sofrer.
— Não, você vai ver o seu namorado morrer e depois vai conosco — Dizia a criatura em seu ouvido ao se deliciar com o seu sofrimento.
As duas criaturas morderam o pescoço de James.  Ele gritou e gemeu de dor enquanto seus pés se debatiam no chão e seus olhos se fechavam.  Victoria tentou fugir dos braços do monstro, mas só a fez segurá-la com mais intensidade.  Nunca se sentiu tão impotente, como se não tivesse nada que pudesse fazer, somente observava a vida se esvaindo do corpo inerte de James, enquanto chorava sem parar sabendo que tudo aquilo fora sua culpa.
Se tivesse aceitado ir para o acampamento, ele ainda estaria vivo.  Ela nunca iria se perdoar por aquilo. 
Os monstros largaram o corpo sem vida dele no asfalto e vieram em sua direção.  Victoria não se importava que fosse morrer, já tinha perdido o que era de maior valor em sua vida.  Mas a sede pela vingança reviveram seus sentidos, afim de matar aqueles monstros que tiraram o seu bem mais precioso.
— Pai! — Gritou para o nada. — Me ajude por favor! — As criaturas começaram a rir. — Nunca lhe pedir nada em toda a minha vida!
Sua voz angustiada ecoava na rua sombria e solitária.
— Por favor! — O ultimo grito saiu como um sussurro por causa das lágrimas e da melancolia.
Uma gota de chuva caiu em seu ombro.  Ela olhou, com um sorriso brochando em seus lábios, para o céu, que começou a soltar trovoadas.  Em questão de segundos, várias gotas de chuvas começaram a cair como as lágrimas que saiam de seus olhos.
Victoria estava sendo atendida.
Os monstros que antes a zombavam, começaram a encará-la com receio e medo.  A garota seguiu o olhar das criaturas e percebeu que uma áurea reluzente e azul a cobria, deixando-a mais forte e confiante, como se estivesse sendo carregada por uma grande energia.  Um pouco acima de sua cabeça, a áurea continha o formato de algo que seus olhos não conseguiram ter a plena concepção, poderia ser uma águia, ou talvez um raio.  O importante era que ela sabia de quem pertencia e o que significava.
“Obrigada, pai”, agradeceu mentalmente.
— Por isso queriam ela! — Gritou a criatura que antes segurava Victoria. — Ela é filha de Zeus!
Elas se entreolhavam.
—O que vamos fazer? — Perguntou a do meio para a que parecia ser a líder.
—Vamos levá-la para o mestre — Respondeu. — Precisamos da recompensa.
Victoria as fitava com um olhar sombrio que cobria-lhe a face.  Pensara em várias formas de matá-las de um jeito cruel, que sentissem uma enorme dor.  A garota viu algo brilhante no asfalto pela sua visão periférica, abaixou a cabeça e viu o que parecia ser um raio e um sabre.  Agachou e pegou-os, com os olhos admirados pelas correntes elétricas que passavam por uma das armas e não a eletrocutava.
— Sentimos muito, filha de Zeus — A líder sorriu.— Mas teremos que levá-la.
A semideusa inclinou a cabeça.
—Sinto muito, mas terei de matá-las. — Estralou o dedo como se lembrasse de algo. — Espera, eu não sinto muito.
A filha de Zeus ergueu o raio e disparou duas vezes, as duas criaturas atingidas caíram no chão. E com um movimento rápido, Victoria penetrou o sabre nelas, transformando-as em um pó preto.  Um sorriso maquiavélico e doente consumia a face da semideusa, e um prazer pela sua vingança matava ainda mais a sua alma.  Parecia ter se modificado, virado uma pessoa totalmente diferente.  Contudo, ninguém poderia culpá-la, numa única noite tudo o que tinha posse lhe foi tirado, sua vida fora destruída e os destroços foram à nova personalidade sombria e a sede pela justiça.
Observou de relance o último monstro que sobrara.
— Quem colocou uma recompensa por mim? — Perguntou com o raio apontado para a criatura. —Se me contar, não ti mato.
— Pode me matar — Sua voz medrosa tentava demonstrar coragem. — Pois se eu ti contar, o que vão fazer comigo será pior que a morte.
A semideusa suspirou e exerceu os mesmos golpes de antes nela, transformando-a em um pó preto.
A chuva ainda caía e o asfalto ficava molhado e propenso a acidentes.  Victoria correu até o corpo sem vida de seu namorado e o envolveu com seus braços.  O corpo quente estava frio, seus olhos estavam fechados e nunca mais a fitariam.  As lágrimas não conseguiam cessar do rosto da semideusa, jurou vingança e iria cumpri-la. 
A luz do poste oscilava impedindo a escuridão e, de longe a semideusa viu um garoto se aproximar.  Reconheceu o jeito estranho de andar, era Alex.
— Seus pais imaginaram que você estaria na casa de... — Engoliu a seco quando percebeu o corpo que ela abraçava. — James.
Victoria beijou a testa do garoto que fez algo que nenhum outro conseguiu fazer, a amar incondicionalmente.  Olhou de relance para Alex.
— Me leve para esse acampamento — Sua voz estava angustiada. — Suponho que eles me ensinem a lutar.
Capitulo 2: Combate.
— Por que eu tenho que fazer isso? — Perguntou Victoria à Quíron. — Tenho andado um pouco ocupada.
Dois meses.  Esse fora o tempo que a filha de Zeus estava no acampamento, e desde que chegou, administrou a sua agenda para que passasse horas lutando e treinando.  Não passou um minuto se quer tocando violão ou compondo, pois a atividade só lhe fazia lembrar os dias que tocava e cantava para James.   Queria se preparar o máximo possível, afim de encontrar e lutar com quem causou a morte de seu namorado, apesar de ter uma parcela de culpa.
Ao invés disso, fora chamada para a Casa grande.  Portanto, teria de executar uma missão.
Contudo, Victoria não queria participar desta, preferia treinar e aperfeiçoar seus golpes de defesa e ataque.  Olhou para Dionísio um tanto decepcionada, sempre imaginou o deus mais belo e alegre. 
— As pessoas estão assustadas por causa desse semideus que está destruindo a cidade de Nova Iorque — Dizia Quíron enquanto o deus do vinho gemia de tristeza ao olhar para um copo de água. — Olha, você só tem que contê-lo e levá-lo até Zeus, que decidirá o que fazer com o garoto.
Os olhos de Victoria brilharam.  Talvez Zeus soubesse quem era o mestre que aquelas empousai — A garota aprendeu o nome dos monstros no Acampamento meio-sangue— mencionaram.
—Se você não quiser a missão, está tudo bem— Continuou o centauro. — Eu posso pedir a...
—Não! — Gritou a filha de Zeus. — Eu faço a missão!
Dionísio tirou os olhos do copo e focou-os em Victoria, provavelmente estranhou a brusca mudança de idéia.
—Então vá se preparar Vicky— Dizia ele.
— É Victoria — Corrigiu.
—... Porque nesse exato momento tem pessoas correndo por toda Nova Iorque com medo! — Continuou.
Victoria olhou para a porta.
—Ok, eu vou indo.
A semideusa saiu da Casa Grande e foi para o Chalé 1.  Encostou o seu all stars no chão natural totalmente diferente do urbanizado, cujo ela já se acostumara.  Já se vestia como qualquer outra garota do acampamento, com a camiseta laranja do local e um short jeans.  Seus cabelos pretos estavam presos a um rabo de cavalo, e um sabre se pendurava a um cinto em sua cintura, como se estivesse pronta para lutar a qualquer momento.
Enquanto ia até o Chalé de Zeus, se admirava com a arquitetura do local.  Não que ela fosse uma amante de obras arquitetônicas, mas o lugar era totalmente diferente de tudo o que ela vira, não tinha nenhuma semelhança com as casas do subúrbio de Berkeley.  
Entrou no Chalé e começou a pegar tudo que lhe serviria.  Um rosto apareceu em sua mente enquanto preparava tudo, o de seu ex-namorado.
“Te amo, James”, enxugou a lágrima que fugira dos olhos, temendo que alguém entrasse e a visse daquele jeito, “Acho que sempre ti amarei”.
&
A filha de Zeus sobrevoava por Nova Iorque, sobre um pégaso que pegou emprestado no estábulo do acampamento depois de ter arrumado a mochila.   Pela baixa altitude, conseguiu ver os nova-iorquinos correrem com uma expressão de pânico estampado em seus rostos.  Levou os olhos por toda região, afim de encontrar  o semideus que causava aquilo, a tentativa foi falha.
O sol ofuscante castigava suas costas e a fazia suar.  Contudo, continuou no alto para avistar o ponto daquele problema.  
Conseguiu ver o semideus.  Três quimeras o cercavam e causavam terror em Nova Iorque, cuspindo fogo e destruindo os carros que estavam estacionados na rua.  
A filha de Zeus fez o pégaso aterrissar na frente do semideus.  
O garoto tinha cabelos loiros tão curtos como o de um soldado do exercito e olhos avelã puxados como a de um nativo americano, mas as semelhanças com os mesmos se limitavam ali. Vestia uma camiseta branca colada que evidenciava os seus músculos e uma calça jeans que valorizava as suas pernas longas. Também fazia parte de suas vestes um tênis preto.
Um sorriso brochou de seus lábios ao ver Victoria, como se ela fosse deixar as coisas mais interessantes.
—Veio me deter? — Perguntou, animado. —Bom, antes de tentar fazer isso, gostaria de me apresentar.  Me chamo Edward Scott.
—Sou Victoria Kovac — Falou preguiçosamente. — Filha de Zeus.
Ele bateu palmas, animado.
—Zeus? Que interessante! Nunca derrotei uma filha de Zeus!
Victoria estreitou os olhos, analisando-o.  Ele não parecia ser o tipo de semideus que fazia coisas erradas para se vingar de seu progenitor divino ausente, como Luke — Um semideus que Victoria ouvira falar no acampamento — tinha feito.  Parecia praticar o mal por prazer, simplesmente porque tinha vontade.
—Que tal um desafio? — A filha de Zeus empunhou o Karabela. —Se você vencer, eu viro sua eterna serva.
Ele riu e extasiou-se pela idéia.
—E se eu perder? — Perguntou.
— Se você perder, mandará esse monstros pararem de perturbar os mortais e se entregará a Zeus.
Edward empunhou sua espada e observou seu reflexo nela.
— Juro pelo rio Estige que se eu perder o duelo, farei o que mandou — Um sorriso maníaco apareceu em seu rosto, talvez imaginando o que ordenaria que Victoria fizesse ao se torna sua serva.
A semideusa nunca tinha ouvido alguém jurar por um rio, por isso ficou confusa.
—Juro pelo rio Estige que se eu perder,virarei sua serva— Mesmo assim jurou.
Edward andou alguns metros longe de Victoria e fez uma pose de batalha, apontando a lâmina brilhante de sua espada na direção da semideusa.  Até mesmo a sua espada a intimidava, pois o cabo dela era revestido de couro que parecia facilitar no manuseio, sua lâmina bronze deveria medir setenta centímetros e sua largura cinco, os lados e a ponta eram extremamente afiados.  Definitivamente o mínimo toque na mesma iria resultar em um corte.
—3, 2, 1... — Sua postura estava impecável, em consequência, Victoria começou a temer perder o duelo. — E que a luta comece!
O semideus desferia golpes perfeitos e ágeis sobre o Karabela, impedindo a filha de Zeus de fazer qualquer movimento ofensivo.  Suor percorria pela testa da semideusa, a medida que os movimentos do garoto se intensificavam.  Talvez ele fosse filho de Hermes, o que explicaria as suas habilidades.
Victoria tentou pegar o mini raio-mestre, mas ele entrelaçou a sua espada neste e lançou-o para longe.
O coração dela acelerou e seus pulmões trabalharam mais que o necessário por causa do esforço físico. Tentou parecer confiante, mas transpirava insegurança.  Principalmente, depois que tropeçou e caiu no chão, com a lâmina de Edward quase cortando-lhe a garganta e sendo apenas impedida de fazer isso por causa da Karabela.
—Desista! — Vangloriou-se Edward.
Uma idéia lhe veio em mente.  Tinha algo que ela conseguia fazer ao se concentrar que poderia ajudá-la naquela situação.  Portanto, esvaziou a mente e tentou colocar nela pensamentos positivos.  Pensou na satisfação que teria ao ver Zeus, o seu pai.  Apesar de toda raiva que sentia, tinha uma parte dela que desejava conhecê-lo que o perdoava pela ausência.
Sentiu a correntes elétricas passarem por seus dedos e sorriu, guiando estes ao braço do garoto enquanto a outra mão a protegia com a Karabela.   Sua mão que continha eletricidade tocou em Edward, fazendo-o soltar a arma e debater-se no chão por uns dois segundos.  Antes que ele recuperasse os sentidos, Victoria colocou o seu joelho no peito dele, também pôs a Karebela em sua garganta, impedindo sua locomoção.
— Pelo visto eu venci! — Sorriu a filha de Zeus.
Capitulo 3: Encontro com o progenitor divino.
Entrou no palácio de Zeus, pasmada com tudo o que vira.  O Olimpo era ainda mais lindo que o acampamento meio-sangue, pois nele as obras arquitetônicas eram esplendorosas e elegantes, e se formava do palácio do deus dos céus pelo declive abaixo.
Mas aquilo era o de menos comparado ao que se prostrava a frente de Victoria, o trono de seu pai.  E em cima dele estava o próprio, o deus dos céus.
Depois de entregar-lhe Edward, o deus quis conversar a sós com a semideusa.  E ela torcia que fosse para dizer sobre o paradeiro do mestre que as empousai falaram.
— Minha filha, fico muito feliz por ter ajudado a mim e a cidade de Nova Iorque. — Dissera o deus numa pose elegante em seu acento. — Estou muito orgulhoso de você.
Suas bochechas ficaram enrubescidas.
—Obrigada — Falou a semideusa. — Mas, quanto a noite de minha reclamação.  Suponho que saiba quem mandou aqueles monstros me matarem.
O deus inclinou a cabeça, analisando a situação.
— Sinto muito, mas não posso contar — O seu tom de voz ficou subitamente sério. — Tem que descobrir sozinha.
— Está tudo bem — Victoria tentou não demonstrar a decepção na voz.
Ele desceu de seu trono e aproximou-se da garota, não tanto.
— Espero que esqueça sobre a vingança, pois ela só empobrece a alma.
Abaixou a vista, não queria esquecer tudo e simplesmente seguir em frente.  Fora a única coisa que lhe restava e lhe prendia ao passado, ou melhor dizendo, ao seu namorado.
—Você não vai desistir— Concluiu o deus ao ver a expressão da filha. — É determinada igual a mãe.
A garota ergueu o olhar, fora surpreendida com o comentário.
—Enfim, lhe desejo boa sorte, Vicoria — Falou por fim.
Cinco minutos.  Fora o tempo que durara a conversa de seu pai, ela nem se quer soube o que aconteceu com Edward.  Apesar de a conversa ter ,de certo modo, lhe dado um pouco de felicidade, a fez duvidar sobre as suas metas e algumas de sua filosofias. Não sabia mais se continuava com aquilo, pois matar quem a fez mal não iria trazer Lucas de volta.  Contudo, e se quem fez isso continuar atrás de Victoria? Ela deveria acabar com sua caça e ser caçada?
Bom, ainda não decidira o que fazer.  Ainda tinha muito tempo para isso, pois sua história ainda estava sendo escrita
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