The Blood of Olympus
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[CCFY - Trama Pessoal] The wrath of the serpents

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Mensagem por Sasha Pearcy em Dom Dez 01, 2019 3:24 am

The wrath of the serpents
CCFY
A presente CCFY se passa na floresta do Acampamento, em uma cabana escondida através de magia. Tem como objetivo desenvolvimento de trama pessoal
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Sasha Pearcy
Sasha Pearcy
Amazonas
Amazonas

Idade : 19
Localização : Na cama do August

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Mensagem por Sasha Pearcy em Dom Dez 01, 2019 3:58 am



— Você é uma irresponsável! — A voz de Richard ecoou retumbante em minha mente como se fosse um trovão. Eu revirei os olhos e continuei caminhando um pouco mais a frente, arrastando a espada no chão. Eu estava suada, com poeira até no meu último fio de cabelo, havia um gosto terrível de sangue em minha boca. Era claro que ele havia me dado umas belas porradas enquanto treinávamos. Qual o melhor lugar que ele tinha para punir? Continuei andado e fingindo demência, esperava que uma hora ele desistisse: — Como você foge com um estranho? Um cara que você nem sabe quem é! — Nesse momento eu não me aguentei. Me virei e encarei os olhos castanhos furiosos do meu tutor: — Como se fosse a primeira vez, né? Me poupa! Eu já estou há três meses trancada nesse lugar, cercada por um bando de gente maluca. Quer saber? Fugi mesmo. Vou fugir de novo! Com ele ou sem ele. — Me virei novamente e comecei a caminhar.

De longe eu podia sentir a ira que corria pelas veias do filho de Ares e tenho certeza que ele queria me matar naquele instante. As mãos dele me seguraram forte pelo braço direito me obrigando a parar: — Você acha que se alguma coisa te atacar, ele vai te proteger? Ele não consegue proteger a própria bunda! — A voz dele ficava cada vez mais alta e novamente não resisti: — Não precisa gritar. Eu estou bem na sua frente. — Ele apertou meu braço ainda mais entre os dedos: — Eu falo no tom que eu quiser com você, Pearcy. — Eu nunca havia visto ele tão furioso em toda minha vida: — Aquele cara é um marginal! — Eu não resisti e acabei por dar uma risada debochada das palavras do moreno. Na verdade, algo em mim estava ficando com raiva. Não pela forma como ele falava comigo, mas pelo que ele falava de August: — Problema dele se ele é ou não. E só para te informar, também não é problema seu. — Puxei o meu braço com força obrigando ele a me soltar. Precisava sair dali ou a coisa poderia sair do controle.

Me virei e dei alguns passos rápidos, mesmo assim ele veio atrás, praguejando mil coisas sobre mim. Eu não estava nem aí para isso, mas quando ele viu que eu não me importava seu foco mudou. Ele começou a falar e falar de Damon sem parar até que aquilo me fez explodir: — Eu faço o que eu quiser da droga da minha vida! MINHA VIDA! Foda-se que meu pai é o todo poderoso senhor dos mares, foda-se esse lugar e quer saber! Foda-se você também Richard! — Eu explodi em um rompante de fúria que eu mesma desconhecia. Em um ponto do meu coração doeu falar aquilo para ele. Eu tinha ele como meu pai, meu porto seguro, mas as palavras dele insultando August me machucavam de uma maneira que eu não podia mensurar. Richard estava incrédulo diante de mim, mas agora que havia começado não ia parar: — Você já não está satisfeito? O que mais você quer? — Joguei a espada no chão e me aproximei do moreno. Agora quem queria brigar, era eu.

— Eu estou te livrando de um marginal! De um cara que só quer te usar. E se ele fizer alguma coisa que você não queira? Se ele... — Eu nem deixei ele concluir a frase. August poderia ter todos os defeitos do mundo, mas não, esse não possuía. Ele jamais faria o que Richard estava tentando sugerir: — Me violentar?  — Falei com nojo e asco ao pensar que ele estava sugerindo aquilo: — Não corro esse risco… Eu fui para a cama dele por vontade própria. — Eu sabia que estava jogando gasolina em uma fogueira, mas eu não estava importando com isso: — E sinceramente? Estou me arrependo todos os dias por não estar nela. — Eu queria ter falado mais um milhão de coisas, mas o ardor no meu rosto e a força exercida sobre ele fez com que minha cabeça levemente girasse. Richard havia me dado um senhor tapa na cara, algo que nuca havia acontecido entre nós. Já havíamos trocados muitos socos e chutes durante os treinos nas arenas, mas ele jamais tinha levantado a mão para mim daquela maneira.

Tudo aconteceu muito rápido e de forma tão inesperada que nenhum de nós conseguimos assimilar a situação. Richard estava tão atordoado quanto eu, me olhando com um misto de preocupação, arrependimento e susto. Eu por fim, fui tomada por uma raiva imensurável e que me fez repelir o toque do homem quando se aproximou de mim: — Sasha, eu não…  — Ele tentou falar, mas eu olhei com tanto ódio para ele que o fiz recuar: — Nossa conversa acabou aqui. — Foi a última coisa que eu disse antes de me virar e sair caminhando com passos peados e furiosos, deixando meu tutor para trás. Até hoje nossa relação nunca mais foi a mesma depois disso e sinto falta da época em que éramos parceiros.

August havia entrado na minha vida como um furacão, virando a minha cabeça e os meus sentimentos do avesso. E por mais que eu soubesse que estava tentando fazer a “coisa certa”, aquilo me parecia totalmente errado. Eu sentia ódio de Richard por me dizer o que eu deveria ou não fazer da minha vida, por ele ter aquele jeito dominador. Mas eu sentia muito mais raiva de mim mesma, da minha fraqueza, da minha covardia e da minha falta de controle pelos meus sentimentos. Como eu podia ter me apaixonado por um cara em dois dias? Como eu podia mandar o Richard se danar do dia para a noite? Nada daquilo fazia sentido. Eu já não me reconhecia em minhas atitudes, com esses rompantes de fúria, com meus pensamentos tomado por emoções que eu desconhecia. Essa não era eu.

Nem me dei conta que meus passos me levaram para um lugar sombrio, meus pensamentos imersos em minha confusão sentimental. Ainda era dia, mas mesmo assim a floresta era escura e sombria. Meus lábios se tornaram ressequidos e era como se todo o meu corpo estivesse paralisado diante do local. Aquele local tinha a capacidade de roubar minha atenção. Dei um primeiro passo mais parei, não sabia se deveria continuar ou não. O que eu estava fazendo? Depois de tantas atitudes impensadas eu estava hesitando em entrar em uma simples floresta. Balancei minha cabeça levemente e revirei os olhos, eu não precisava ter medo daquele lugar. De imediato me lembrei da figura estranha que havia conversado na praia comigo. Um outro homem que eu não fazia a mínima ideia de quem era, mas Richard não sabia da existência desse.

Os olhos de cores diferentes ainda eram como fantasmas para mim, sua voz ainda ecoava na minha mente, bastava me lembrar de nossa conversa na praia. “— Encontre a velha cabana escondida na floresta. Ela é oculta para a maioria dos campistas, mas sei que você vai conseguir encontrá-la com facilidade. Vá Sasha! O quanto antes encontrá-la, mais respostas terá sobre você, sobre mim e sobre nós. Esse será apenas nosso primeiro encontro. —” O que ele queria dizer com nós? Eu não fazia nenhuma ideia, porém, a curiosidade era um dos meus maiores defeitos. Passei a mão no meu pescoço sentindo que tudo o que precisava estava ali. Tinha que trabalhar com a possibilidade que aquilo poderia dar muito errado. Respirei fundo sentindo meu pulmão tão cheio de ar que fosse explodir, mas na verdade, era meu corpo falando que aquilo era uma ideia muito idiota. E como eu era boa em seguir minhas ideias idiotas.

Eu não gostava muito daquele lugar, talvez por me sentir mais segura próximo aos domínios de meu pai. Porém, as respostas me eram mais interessantes. Eu podia sentir que havia algo de errado comigo desde o momento em que pisei pela primeira vez no Acampamento Meio Sangue, algo havia despertado dentro de mim. Só ainda não sabia se era uma coisa boa ou ruim. Eu tinha cuidado onde pisava, aquele lugar era quase como uma grande novidade para mim. Apenas não queria meter a testa em um galho e ganhar um belo roxo na cara. Eu tateava as árvores, sentindo as cascas ásperas sob a pele e ergui o olhar uma ou duas vezes quando a brisa balançou a copa das árvores. Foi só então que me dei conta que estava totalmente perdida.

— Parabéns Pearcy! Não precisou nem de meia hora para se perder. — Falei para mim mesma tentando tirar de mim um pouco da raiva que eu sentia. Todos os lugares eram iguais, todas as árvores eram iguais e até os sons eram os mesmos! Isso não podia ser normal! Não tinha como ser. Meus instintos mais primordiais gritavam que havia algo de errado naquele lugar. Por reflexo levei minha mão ao pescoço tocando o metal frio do meu pingente, caso eu precisasse aquilo se tornaria uma arma em um piscar de olhos. Tentei olhar entre a copa das árvores na busca de me guiar pelo sol, mas foi em vão, aquele lugar estava tão escuro quanto a noite. Foi quando senti algo se enrolar em meu tornozelo, aquela sensação fria e ao mesmo tempo úmida, viscosa. Olhei para baixo e por um instante eu pensei que ia surtar com o que estava acontecendo. Haviam serpentes subindo por minhas pernas, não uma ou duas, mas várias.

Eu não era idiota para ficar sacudindo as minhas pernas como se tivesse uma crise convulsiva, mas meter a mão naquelas coisas também não era a minha ideia predileta. Suas escamas verdes tinham um reflexo cintilante mesmo na ausência de luz e por mais que eu nunca tivesse pegado em uma cobra, eu sabia que estava muito gelado para um animal de sangue frio. Pensei em encontrar alguma coisa para arranca-las, se uma coisa daquelas me mordesse eu estaria perdida. Mas de repente eu podia ouvir várias outras e incrédula olhei para o chão, que estava coberto por serpentes: — Puta merda! — Eu gritei ao vento, sabendo que não havia ninguém para me escutar, como se fosse abafado pelo som que elas faziam. Que porra estava acontecendo. Aquele barulho horrível estava me deixando louca! Levei ambas as mãos tampados os ouvidos e por reflexo fechei os olhos, sabia que nada daquilo me ajudaria naquele momento.

Mas contrariando a minha expectativa, quando meus olhos se abriram não havia uma só serpente no chão. Eu tinha a plena certeza que não tinha bebido nada até a àquela hora, então nada daquilo fazia o menor sentido. Fechei os olhos mais uma vez e meus dedos se misturaram aos fios do meu cabelo bagunçando um pouco mais: — Ok Sasha! É só mais uma loucura desse acampamento. — Repeti para mim mesma tentando justificar o que estava acontecendo ali. Olhei para os lados e não havia ninguém, o que me deixou aliviada, mesmo assim eu continuava com aquela constante sensação de perigo que martelava em minha mente. Pensei novamente andar de arma em punho, mas poderia chamar ainda mais a atenção, caso estivesse alguém na espreita.

Finalmente consegui sair daquele círculo que estava andando, porém, ainda não sabia como voltar e não tinha a menor ideia de onde estava. Por mais que eu não quisesse, aquilo começava a me deixar inquieta, preocupada e cada vez mais receosa. Sentei em um tronco retorcido que estava no chão, não tinha certeza, mas parecia estar anoitecendo, o que significava que eu estava caminhando a mais tempo do que eu esperava. Não conseguia ver o céu para poder me orientar, estranhamente a copa das árvores continuavam densa me impedindo de ver qualquer coisa. Aquilo não podia ser comum, algo de estranho estava acontecendo por mais que eu não conseguisse identificar. Novamente comecei a pensar nas serpentes de momentos atrás e por instinto olhei ao meu redor, por sorte não havia nenhuma outra por perto.

Enquanto estava com meus pensamentos dispersos, notei as luzes fracas distantes de onde eu estava. Talvez uns vinte metros ou mais. Algo dentro de mim gritou para que eu fugisse dali o mais rápido possível, mas uma outra parte de mim queria chegar até aquele lugar. Eu precisava tomar uma decisão e como já era de se esperar, eu tomei a pior possível. Me levantei com a minha decisão tomada, metade de mim falando que estava fazendo o certo e a outra me chamando de estúpida de forma recorrente mentalmente: — Talvez você encontre uma forma de voltar para o acampamento. — Era incrível a mania que eu tinha de justificar meus erros para mim mesma. Como se isso fosse me ajudar quando eu estivesse em perigo.

Caminhei mais do que imaginava ou a casa estava mais longe do que eu pensei, mas o maior choque foi sentir que já havia estado naquele lugar antes. Eu não lembrava, na verdade eu tinha certeza de nunca ter estado naquela cabana, mas ela era terrivelmente familiar. Engoli seco e parei um pouco distante, meu olhar observou cada madeira escura que formava aquele lugar. Parecia ter dois andares e apenas uma luz no andar superior estava acessa. Um trovão forte me assustou e olhei para trás, aquela sensação de estar sendo observada continuava: — Vamos Sasha, basta abrir a porta. — Aquilo ia dar tão errado que eu precisava me incentivar a fazer. Eu queria saber por onde andava o juízo que eu deveria ter. Cocei o topo da minha cabeça antes de começar a caminhar na direção da porta da frente.

A maçaneta estava travada ou algo assim, a porta aparentemente estava destrancada, porém a maçaneta estava travada: — Que legal. — Murmurei baixinho. Talvez aquele fosse um nítido sinal para que eu saísse dali, que não era para eu estar ali. Só que escalar a calha me pareceu uma coisa bem mais atrativa do que ir embora. Ela parecia estar firme o suficiente para me aguentar. Agarrei o metal frio e exerci força para começar a subida, sentindo cada um dos meus músculos tencionar. Era uma subida de uns três ou quatro metros uma queda daquela altura não seria nada agradável e seria mais dolorosa que uma tarde de treinos na arena. Meus pés se encaixavam nas pequenas frestas entre madeiras enquanto meus braços trabalhavam para me levar para cima. O ranger do metal me deixava tensa e quando estava há uns dois metros do chão tive medo que a estrutura não me suportasse, mas eu já estava perto demais para desistir.

Para a minha sorte a janela estava aberta e não precisei exercer muita força para abria-la. Foi quando pensei que fosse cair já que a calha começou a se soltar na parte superior. Agarrei a janela e joguei meu corpo, novamente usei a força de meus braços para subir pela abertura e finalmente me joguei para dentro do lugar: — Da próxima vez, eu coloco a porta abaixo. — Falei enquanto batia uma mão contra a outra, tirando a terra que estava sobre as palmas. Cai em um lugar que parecia um quarto, havia uma cama de casal que estava arrumada, com lençóis cor de rosa, uma escrivaninha, com vários papéis e anotações, um armário e uma pequena estante. Caminhei na direção do armário, havia um grande espelho na porta central, mas estava com uma coloração marrom nas bordas, com algumas manchas pretas. Tinha um aspecto velho, mesmo que não tivesse um só grão de poeira em todo o lugar.

No armário haviam roupas de mulher, mas eu tinha certeza que eram muito bregas para ser atuais. Sei lá, aquilo tinha cara de anos 60 ou 50, ciosas que via nos filmes da T.V. Fechei a porta e parti para escrivaninha, haviam vários papéis sobre ela, alguns eu conseguia ler nitidamente em grego Γαμώτο. Me sentei na cadeira que estava ali, a curiosidade foi mais forte que eu e comecei a revirar alguns papeis, a palavra maldição estava escrita em todas eles e o que mais me chamou a atenção, foram os desenhos iguais a constelação de Pégaso. A mesma marca que eu tinha no punho direto. Estreitei o cenho e levei a mão direita na têmpora, massageando lentamente o lugar. Comecei a mexer nos papéis e aquilo não tinha como ficar mais estranho, a pessoa que estava escrevendo ali era obcecada pela Medusa. Puxei o diário e abri na primeira página, que não tinha nada de especial, apenas o cotidiano de uma semideusa nos anos 60.

Mas algumas páginas para frente nada fazia mais sentido. Ela narrava a dor de uma mulher, da forma como ela havia sido injustiçada por um crime que não cometeu. Era estranho, havia sentimentos naquelas palavras que me faziam arrepiar e eu podia jurar que podia sentir cada uma delas em minha pele. Uma sensação estranha me fez levantar, algo que me incomodou e me fez querer sair correndo daquele lugar. Peguei o velho diário e algumas anotações, eu precisava saber um pouco mais sobre aquilo tudo. Abri a porta do quarto encontrando um corredor a minha frente. Ele estava totalmente escuro, não era muito largo, nada nas paredes que contasse a história daquele lugar, nem um quadro ou uma fotografia. No final tinha uma escada simples, o cômodo em que ela terminava estava muito escuro. Tive a sensação de ouvir um barulho de chuva do lado de fora, o que seria louco já que estava fazendo o maior sol quando entrei na floresta.

Tateei as paredes buscando um interruptor, mas sentia apenas a textura fria, nada naquele lugar. Dei alguns passos bêbados e acabei trombando em uma mesa ou alguma coisa assim. Bati a mão nos meus bolsos buscando alguma coisa e meu isqueiro estava bem ali. Eu precisava parar de fumar, mas não seria por agora, usei meu isqueiro para iluminar precariamente e notei que parecia ser uma sala. Havia uma mesa, um sofá, do outro lado uma cozinha americana. Não haviam quadros nas paredes e como estava na penumbra eu não conseguia ver muita coisa. Algo em mim começou a gritar e meu coração parecia sair pela boca, eu estava em perigo, mas não sabia o que era esse perigo.

Mas antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, uma mão tapou minha boca e senti alguém puxando com força, me imobilizando por trás. Meu braço doeu e senti a respiração quente contra a minha orelha: — Eu sabia que você acharia. — Conhecia esse timbre de voz e isso me arrepiou: — Não esqueceria desse lugar. — Ele me empurrou um pouco para frente e choquei contra a parede. Coloquei as mãos para não bater com a cara na parede, mas senti meu corpo se chocar com força. Me virei rapidamente, mas fui pega de surpresa com um corpo maior e mais pesado que o meu, quando ergui as mãos tentando empurra-lo ele as segurou contra a parede e seu corpo ficou mais pesado contra o meu: — Você tem os cabelos dourados e cacheados. Seu rosto, seus olhos... Tão linda. Tão perfeita. — Eu estava ficando cada vez mais nervosa e começava a me debater. O cheiro que vinha dele era familiar, um cheiro de maresia, eu não havia percebido isso no outro dia: — Vai pro inferno! — Rosnei entre os dentes.

Ele sorriu e aproximou seu rosto ainda mais do meu, sua respiração estava acelerada e morna contra a minha pele. Eu senti nojo e meu estômago se revirou. Me concentrei e usei toda a minha força o empurrado para trás, obrigando que ele me soltasse: — Você ficou louco? LOUCO? Quem pensa que é para encostar assim em mim, filho da puta!? — Eu estava visivelmente furiosa. Passei a mão em meu pescoço e puxei minha corrente, eu ia retalhar aquele cara se fosse preciso. E o que mais me deixava nervosa era a calma dele, como se achasse toda aquela coisa engraçada: — Sabe Sasha, nós pagamos pelos pecados de nossos pais. É algo que não podemos escapar. Eu pago pelos pecados da minha mãe. Um erro terrível que ela cometeu. Mas a minha mãe só cometeu esse erro por culpa do seu pai. DO SEU PAI! — Ele estava furioso, eu podia sentir pelo timbre de sua voz.

Julguei prudente me afastar, meus olhos começavam a se acostumar com a escuridão e conseguia ver o vulto dos móveis pela sala. Só que aquele maluco não estava querendo parar com aquela briga. Em menos de vinte e quatro horas era o segundo homem que brigava: — E o que o meu pai fez? O que eu tenho haver com isso? — Eu realmente não compreendia qual a lógica em tudo aquilo, mas minha pergunta o deixou ainda mais furioso: — Medusa. Já ouviu falar de Medusa? — Ouvir o nome do monstro me fez estremecer, meu coração disparou e minhas mãos ficaram tão frias como gelo. A simples menção de seu nome deixou minha visão turva e pensei que fosse desmaiar. Mitologia nunca havia sido meu forte, mas lembrei da pavorosa história daquele monstro. Meu próprio pai era o maior monstro daquela história. Aquilo me deixou perturbada, enojada e por um instante eu esqueci do perigo que eu corria.

Senti quando minhas costas se chocaram contra o chão, meus olhos se fecharam com a sensação dolorida. Senti o peso sobre mim e abri os olhos novamente: — Eu vou quebrar a sua cara se não sair de cima de mim! — Esbravejei e ele segurou meus pulsos mais uma vez exercendo uma força descomunal sobre mim: — Como se sente passando pelo mesmo Sasha? Ela me enlouqueceu dia após dia, sabia? Quando eu tinha a sua idade eu pensei que fosse me matar. Toda aquela dor. Todo aquele desespero. — Enquanto ele dizia aquilo, tentou rasgar minha blusa, mas eu dei uma cabeçada forte. Tão forte que até eu mesma fiquei um pouco tempo: — SUA VADIA! — Ele me deu um soco na cara. O gosto de sangue tomou minha boca de imediato. Puxei minha perna direita e dei uma joelhada forte, acertando no lugar mais sensível do corpo masculino e ele rolou para o outro lado.

Me levantei em um rompante e já puxei meu pingente do meu pescoço, fazendo o enorme tridente surgir. Eu estava trêmula e ofegante, eu sentia que a minha mão poderia me trair a qualquer momento, mesmo assim mantive a minha expressão cheia de raiva: — Se você se aproximar de mim de novo, eu te mato! — Falei sem pensar duas vezes, colando minha lâmina em seu pescoço. Mesmo com dor ele parecia rir: — Sabe Sasha... Não há o que fazer. Esse Pégaso em seu pulso vai te consumir. Não seu corpo, mas sua mente. Ela pode ter se tornado um monstro, mas tem buscado sua forma de vingança. Quando colocar sua cabeça no travesseiro, tente dormir. Mas já digo que pode não ser uma boa ideia. Semideuses estão fadados a pagar pelos pecados dos pais. — Havia um tom sinistro em sua voz, como se ele estivesse me amaldiçoando: — Com o tempo vai descobrir que não haverá um lugar para se esconder. Ela vai matar você.

Apesar de bancar a durona, eu estava apavorada! Eu tinha uma maldição? O que estava acontecendo? Mas não ia perguntar nada para aquele homem. Ele só podia ser um maluco! Caminhei de costas até chegar mais próximo possível da porta, eu sairia dali naquele momento, não queria saber de mais nada. O que a Medusa tinha haver com a minha vida? Levei a mão até a maçaneta e dessa vez consegui gira-la: — Se vier atrás de mim eu vou matar você. — Ameacei com cara de poucos amigos. Ele se levantou e colocou aquele sorriso asqueroso nos lábios, um sorriso que me fazia sentir raiva e ao mesmo tempo medo: —  Posso ser a sua glória ou a sua ruína, Sasha. Basta escolher. — Eu pensei em mandar ele ir para o inferno. Mas eu só queria sair daquele lugar. Abri a porta e sai sem dar as costas para aquele maluco, não queria ser pega de surpresa.

Foi mais fácil achar o caminho para o acampamento e já estava bem escuro quando deixei a floresta. Chegar ao chalé 3 nunca foi tão bom em toda a minha vida, mas eu sentia um enorme peso sobre meus ombros. Eu ainda tinha meu coração acelerado e as palavras do homem soavam de maneira em minha mente. Eu não queria acreditar que tinha uma maldição e principalmente por culpa de um Deus que se dizia meu pai, mas nunca tinha olhado na minha cara. Bati com força contra uma das paredes do chalé, eu estava sentindo uma enorme raiva de tudo aquilo. Minha vida parecia cada vez mais confusa, mas foi quando aquela voz doce ecoou na minha mente: — Se acalme filha de Poseidon. Estamos apenas começando. — Quando me virei procurando a voz a única coisa que vi foi um vulto. Mas eu havia visto mesmo? Ou era coisa da minha cabeça? Não sabia dizer. Eu estava me sentindo sozinha e com medo e pela primeira vez, não havia ninguém comigo para me ajudar.

Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Sabre [Uma espada onde a destreza é mais influente que a força, podendo infligir grandes danos, feita com ferro estígio na lâmina e com o cabo revestido por um tipo de couro resistente e que se encaixa perfeitamente na mão daquele que a porta. | Efeito 1: A arma possui a característica incomum de ganhar um aspecto assustador quando está em um ambiente escuro, intimidando inimigos de menor nível, porém tal intimidação não é muito efetiva ao verem quem porta tal arma (rs). | Efeito 2: O sabre pode se tornar um anel liso e feito de ferro estígio. | Ferro estígio e couro. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

• Emperor of the Seas [Um tridente feito de oricalco, platina e aço. A ponta central é feita de oricalco, sendo bem maior do que as outras duas laterais, lembrando uma lança. As pontas laterais são feitas de platina com detalhes em oricalco, tem um formado mais alongado tanto para cima quanto para baixo, lembrando as lâminas de um machado. As lâminas possuem ondulações e recortes rebuscados dando um ar imponente a arma, tirando aquele visual comum de garfo. As três lâminas encontram-se apenas no centro onde também encontram o cabo. O cabo é feito de aço e tem um tom avermelhado com adornos em oricalco. A parte de baixo forma uma lâmina pontiaguda e muito afiada feita de platina. | Efeito: Sempre que perdido o tridente retorna para seu dono no formato de um pingente. | Efeito: Pode se transformar em um pingente preso a uma corrente de prata. | Efeito 1: Ao mover o tridente, o usuário pode criar até três lâminas de água para atacar o oponente á distância em um raio de até 15m. Cada lâmina, ao ser criada, consome 5% da MP total. | Oricalco, Platina e Aço | Beta | um espaço para gema. | Status: 100% | Mágico | Evento de Halloween 2019]

Brume [ Um colar de prata com pingente de safira azul, delicadamente esculpido com 7,2 pontos de diamantes ao redor | Efeito 1: Devido às propriedades mágicas aplicadas nesta jóia, o usuário é mais encoberto pela Névoa, disfarçando mais e melhor as armas que possa estar portando, uso de poderes ou algum traço da aparência | Prata e safira azul | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Comprado no Ferreli & García - Mode et style ]
Poderes Poseidon:

Passivo:


.
Ativo:

...
Poderes Amazonas:

Passivo:

Nível 21
Nome do poder: Força II
Descrição: As Amazonas ficam cada vez mais fortes conforme desenvolvem seus rigorosos treinamentos, de modo que sua força física se desenvolve ainda mais e ela já pode perceber a diferença ao enfrentar seus adversários conforme ela se desenvolve, cresce e treina.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força
Dano: +10% de dano se o ataque da amazona atingir o adversário
.
Ativo:

...


Sasha Pearcy
(C) Ross
Sasha Pearcy
Sasha Pearcy
Amazonas
Amazonas

Idade : 19
Localização : Na cama do August

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[CCFY - Trama Pessoal] The wrath of the serpents Empty Re: [CCFY - Trama Pessoal] The wrath of the serpents

Mensagem por Letus em Sex Dez 06, 2019 3:56 am


Avaliação

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 6.000 XP e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 6000 XP e dracmas

Comentários:
Não tenho nada a comentar, acho que você conseguiu colocar dificuldades suficiente, apesar de não haver uma "grande" batalha. Porém só vou lhe fazer o adendo que caso de citações, não precisa utilizar travessões e aspas e quando esta segunda é usada, ela compõe o discurso direto. Ou seja, não existe "—, porém por se tratar de uma única vez, deixei passar e não irei lhe descontar. Porém fique mais atenta no futuro. E como deve entender, não posso lhe conceder nada, visto que a missão em si não teve um "desfecho".

Atualizado por Hermes

Letus
Letus
Deuses Estagiários
Deuses Estagiários


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[CCFY - Trama Pessoal] The wrath of the serpents Empty Re: [CCFY - Trama Pessoal] The wrath of the serpents

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