The Blood of Olympus
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[Missão OP Difícil] O Caça-Magia

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Mensagem por Letus em Sab Nov 30, 2019 7:30 pm


O Caça-Magia

Magia não era algo incomum dentro da mitologia. Entre semideuses, se poderia citar aqueles que possuíam níveis suficientes para destruírem montanhas com apenas uma fala. Ainda assim, aquele tipo de poder era algo que nem sempre era bem quisto dentre as demais proles divinas. Matt logo saberia bem disto.

Dentre as funções dos campistas menos experientes, levar os morangos até a cidade de Nova Iorque era uma delas. Gostando ou não, Miller havia sido o encarregado de conduzir um pequeno grupo de semideuses, acompanhados de Argo, até uma quitanda na big apple, onde deveriam deixar algumas caixas daquelas frutas. Até ali, tudo pareceria tranquilo se não fosse o destino colocar frente à frente o rapaz com os mais desprezíveis inimigos da magia possível.
Letus escreveu:Pontos obrigatórios

• Inicie a missão da maneira que desejar, seja treinando, estando em seu chalé ou mesmo sem fazer nada. Quíron irá convocá-lo e dirá que você irá junto de dois irmãos até a cidade de Nova Iorque, onde deverá levar algumas caixas de morangos para um sátiro que possui uma quitanda na cidade. O diálogo e a forma como seu personagem irá reagir fica sobre sua criatividade, mas você deve aceitar a missão no fim.

• Estando na cidade, narre como conduziu os demais filhos de Hécate e pode descrever um pouco da viagem, caso ache necessário.

• Quando estiverem terminando a entrega, Argo e o sátiro irão até os fundos da loja. Um de seus irmãos, irá demonstrar um comportamento estranho e irá se distanciar de vocês. O outro irmão irá chamá-lo, mas sem resposta, notando isso você e ele irão segui-lo, até chegar em uma esquina deserta.

• Assim que os três estiverem lá, o irmão inconsciente irá desmaiar. Então, você irá perceber um homem carregando um espelho com círculos giratórios, como um hipnotizador, o que dará a entender que ele foi hipnotizado.

• Crie um diálogo onde ele se revelará um grande odiador de Hécate e seus filhos, tendo uma bússola para rastrear esse tipo de cria. Ele irá tentar matar você e seus irmãos.

• O irmão que sobrou, um tanto quanto afobado, irá partir em desespero contra ele, apesar de seus avisos. Ele será derrotado rapidamente, mas ainda vivo.

• Você deve lutar contra ele e vencê-lo, para livrar a si e a seus irmãos da morte. Ele é um filho de Zeus nível 15 e carrega uma espada e escudo.

• Após vencê-lo, Hécate aparecerá brevemente em sua frente, por uma mensagem de Íris. Ela dirá que os perseguidores de magia estão por toda parte e que você deverá tomar cuidado por ser filho de quem é. No fim, ela irá agradecê-lo por salvar seus irmãos e sumirá.

• Encerre a missão conforme desejar.


Letus escreveu:• Você tem até 30/12/2019, até as meia-noite para postar. Em caso de dúvidas ou pedido de aumento de prazo, envie-me uma MP. Horário de Brasília.

• Armas e poderes em spoiler, sem exceção. Armas e poderes não citados no texto ou spoiler serão desconsideradas.

• FPA linkada no perfil ou em spoiler.

• Qualquer erro ou detalhe que fuja do proposto, acarretará em desconto da recompensa final ou pior.

• Boa sorte. O item pedido será modificado nos moldes do RPG e seu personagem o receberá, caso consiga a pontuação necessária.
Letus
Letus
Deuses Estagiários
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Mensagem por Matt Logan Miller em Qua Dez 04, 2019 9:43 pm

CENTURIES
001
heroes get remember, legends never die

O sol brilhava aconchegantemente alto naquela tarde. Maisie e Juliet haviam me surpreendido com uma mensagem pedindo para que eu as encontrasse no lago e, obviamente, não rejeitei. Eu gostava bastante do fato de que havia me tornado tão próximo das meninas nos últimos dias.

Maisie era completamente insana e uma pessoa extremamente divertida de se estar perto. A legado de Hefesto e Quione era uma mistura estranha de Harley Quinn com um Teletubbie e estava no acampamento há muito mais tempo do que Juliet e eu, coisa extremamente positiva, uma vez que vivia nos dando algumas dicas valiosas sobre o lugar. Juliet era uma nerd de carteirinha e tão casca grossa que, se chorasse, sairiam sombras dos seus olhos. Apesar de ser extremamente atenciosa e divertida, a menina vestia sua capa de rebeldia que eu sinceramente achava hilária - não que eu fosse falar isso para ela.

Para um grupo tão diferente, éramos incrivelmente funcionais. Mesmo que Juliet e eu tivéssemos nossos pequenos momentos de discórdia - mas aquilo era de se esperar, certo? Quando juntava-se três personagens complexos e multifacetados em uma única trama.

Seja como for, resolvemos visitar o lago naquela manhã. Juliet não era exatamente bem-vinda ali desde a última vez em que arrumou problemas com as náiades em sua visita mais recente, mas Maisie havia insistido já que queria nos mostrar seu explosivo de combustão submersa. Eu duvidava que as náiades fossem gostar disso, mas estava curioso com o desfecho.

Não havia dez minutos desde que chegamos no local quando interrompemos a atividade por um barulho incomum de aproximação. Meus olhos se desviaram das duas meninas em direção às árvores da floresta apenas para encontrar a movimentação causada pelo que primeiramente parecia ser um semideus. Apenas me dei conta de que se tratava de um sátiro quando suas pernas de bode ficaram aparentes pela aproximação.

Eu estava ali há uma semana, mas haviam algumas coisas que ainda me deixavam desconfortáveis no acampamento - uma delas era o fato de realmente existir pessoas meio humanas e meio bode. No entanto, mantive minha expressão curiosa e me virei na direção do novo convidado quando ele pareceu caminhar em minha direção. Não me lembrava de tê-lo visto antes, mas seja lá o que o sátiro estivesse fazendo ali, era no intuito de me encontrar.

Ao fundo, Maisie escondeu a bomba atrás do corpo.

“Matthew Miller? Meu nome é Jake e fui enviado por Quiron. Ele precisa que você compareça à casa Grande.”

Ouvi um “oooh” vindo das minhas amigas e virei meu rosto sobre o ombro para olhá-las feio. Me perguntei o que eu havia feito para estar sendo pessoalmente convocado por Quiron - ou pior: o que Maise e Juliet poderiam ter feito que  me incriminou.

Eu adorava aquelas duas, mas eram pouquíssimo confiáveis.

“Huh, isso. Sou eu. Agora?”

Jake assentiu, fazendo com que eu olhasse para Maisie e soltasse um suspiro descontente. Eu realmente queria ver o lance da bomba, mas acho que teria que esperar até uma próxima oportunidade - e conhecendo a legado, haveria uma.

“Tudo bem. Até mais, meninas.”

Acenei para as duas conforme seguia Jake pelas florestas, de volta ao centro do Acampamento Meio-Sangue.

Eu havia estado apenas duas vezes na Casa Grande em toda a minha vida: uma vez quando fui resgatado da morte iminente pelo meu ex-chefe; a outra quando fui reclamado em meio a uma luta até a morte com um filho de Éolo. Na segunda vez, havia sido castigado com belas horas lavando louça junto das Harpias no pavilhão do refeitório e sinceramente esperava não ter que repetir a rodada. O cheiro defumado da lava ainda estava nas minhas narinas.

Como das últimas vezes, Quiron estava atrás de uma das mesas principais em sua cadeira de rodas encantada. Eu sinceramente preferia quando o centauro estava em sua forma disfarçada, uma vez que o corpo equino também me trazia certo incômodo de estar certo. Assim como Jake, e eu odiava admitir isso para mim mesmo, parecia que eu estava diante de um torso arrancado e colado na parte inferior de um animal.

“Matt, olá! Como estão os seus dias no acampamento Meio-Sangue?” Perguntou em sua simpatia, como se não estivesse pronto para me dar um belo coice na bunda. Seus olhos logo caíram na direção de Jake, seu sorriso ainda no rosto. “Muito obrigado por buscá-lo.

“Sem problemas, Quiron.” O sátiro assentiu, nos acenando brevemente com a cabeça. Quando respondemos, ele deixou o local.

Quando fomos deixados á sós, me perguntei o que eu poderia falar para Quiron para descobrir se eu estava realmente em apuros e por qual razão. Veja bem, até eu chegar no acampamento, eu nunca havia sequer sido mandado para a sala do diretor. Sempre fui um aluno excelente, respeitoso e sempre me esforcei ao máximo para conseguir alcançar todas as expectativas sobre mim - não apenas dos meus pais, técnicos, mas também tutores.

Só que a confusão parecia me perseguir no Acampamento Meio-Sangue.

Meu conflito com o filho de Éolo não havia sido premeditado e eu preferia ter conseguido resolver a situação com conversão ao invés de um duelo até a morte. No entanto, as coisas funcionavam muito diferentes por ali e estava tendo alguns problemas de adaptação.

“As coisas estão indo bem, Quiron, obrigado por perguntar.” Abri um sorriso sem graça, levando a mão até a nuca. “Aconteceu alguma coisa?”

“Não se preocupe, você não está em apuros.” O centauro sorriu, movimentando sua cadeira para que saísse de trás da mesa. Soltei um suspiro que sequer percebi que estava segurando. “Na verdade, te chamei aqui porque precisava de um favor. O Acampamento Meio-Sangue é responsável por abastecer algumas quitandas e mercados como Big Apple, e pedimos para alguns campistas nos ajudar no transporte. Separamos essas tarefas por chalé e, na vez do chalé de Hécate, acredito que você seria excelente para o trabalho. Afinal, se não me engano, sua cidade natal é Nova Iorque, não?

“Huh, sim”. Franzi a testa, levemente em confusão pelo pedido realizado. Eu nunca pensei que um dia seria convidado para transportar frutas por um centauro em uma cadeira de rodas, mas ali estava outro acontecimento para acrescentar nos ‘eventos loucos’ desde que eu havia descoberto ser um semideus.

Não nego que fiquei um pouco desapontado também. Eu havia ouvido história sobre campistas que lideraram missões no Labirinto de Dédalo, que haviam lutado contra deuses, enfrentado os maiores monstros e derrotado até mesmo o próprio Cronos. Então, ser requisitado para escoltar morangos me parecia um pouco… Idiota.

De certa forma, eu entendia. Eu não era exatamente um campista experiente e só o fato de ele achar que eu estava pronto para deixar as barreiras do acampamento por algumas horas - mesmo que acompanhado - já era uma vitória. E talvez fosse ser divertido no final.

“Você quer que eu lidere o transporte?” Confirmei aquela informação, uma vez que ainda estava surpreso com ela. Quiron assentiu com um sorriso. “Claro. Posso ajudar com isso.”

“Ótimo”. O centauro exclamou em tom satisfeito, movendo-se até uma das prateleiras. De lá, tirou o que parecia ser um cartão com um endereço. “Argos irá acompanhar vocês e tem experiência neste tipo de entrega. Marco e Ginger irão acompanhá-lo pela regra do Acampamento: sempre missões em trios.

“...Ok.” Olhei em curiosidade para o endereço no papel. Quando reconheci o nome da rua, senti meu coração bater mais forte. Aquela era a avenida onde ficava o meu antigo colégio, qual era a chance? Quando percebi que Quiron me olhava em expectativa, dei um pulo para fora do transe. Abri meu sorriso mais disposto e assenti. “Tudo bem! Obrigado, Quiron. Te vejo mais tarde.”

Disparei para fora do local, sequer escutando qualquer palavra final que ele pudesse ter me dado.

Tudo bem que era só realizar uma entrega de morangos, mas eu estava animado! Pela primeira vez em um tempinho eu estaria saindo do acampamento e, para completar, aquela seria a minha primeira missão! Muitos semideuses matariam para ter sua primeira missão liderada em tão pouco tempo de casa.

Ginger e Marco já estavam me esperando na colina quando o relógio bateu onze horas. Argos - o gigante cujo corpo inteiro era coberto por olhos - conversava com os campistas que pareciam fazer algumas perguntas por também estarem em sua primeira missão de entrega. Se eu tinha aflição de centauros e sátiros, não preciso comentar nada sobre o vigia do acampamento, certo?

Assim que os três perceberam minha aproximação, abri um sorriso a ergui a mão em um aceno. Assim como eu, Ginger e Marco estavam vestidos em camisetas de cor laranja do acampamento e equipados com suas mochilas.

“E aí pessoal. Prontos? Argos, tudo bem?”

“Matt! Tudo bem, e você? O caminhão já está carregado e nos aguardando na estrada após a fronteira.”

“Legal. Quiron me passou esse cartão com o endereço e informaçoes. Aparentemente seremos recebidos por esse cara…

“Légolas.” Argos assentiu, aparentemente já conhecendo o indivíduo há um bom tempo. “Légolas é gerente do do Big Apple e quem recebe nossas cargas geralmente.” Explicou. “Ele não é um cara que gosta de esperar, então acho melhor partirmos.”

“Certo. Devemos chegar em Manhattan em meia hora ou quarenta minutos.”

Joguei a informação mesmo que não tivesse sido realmente apreciada pelas pessoas que logo atravessaram o portal e desceram a trilha pela colina.

Meu coração apertou um pouco quando atravessei o portal pela primeira vez. Quando cheguei no acampamento, Jasper e Piper haviam me trazido em um estado de choque tão grande que sequer me recordava direito qual era o sentimento. Por mais que fosse apenas um portal ao lado do pinheiro de Thalia, era possível sentir as barreiras mágicas que protegiam o Acampamento - como elas traziam uma grossa camada e como mantinha o tempo sempre lindo, com céu aberto.

Ginger, Marco, Argos e eu descemos pela trilha das colinas até que alcançamos a tal estrada onde nosso pequeno caminhão estava estacionado. Me perguntei se eles deixariam um garoto de quinze anos sem habilitação dirigir, mas sequer tive tempo de perguntar uma vez que Argos logo tomou o volante. Juliet, Marco e eu nos esprememos no banco de passageiro, o cheiro de morangos quase tão intenso quanto o das árvores das florestas próximas à Long Island.

“Você conhece bem esse tal de Légolas, Argos? Digo, como um mortal sabe sobre o acampamento e sua plantação de morangos?

“Légolas não é um mortal. Ele respondeu, muitos dos seus cem olhos me fitando diretamente enquanto os outros focavam na estrada. “Ele é um sátiro que vive disfarçado em NYC. Se casou com uma mortal, então acabou seguindo com a vida por lá e se tornou um grande comprador de morangos, uma vez que conhece um local que os vende a preço baixo e com sabor superior.

“Sem falar que, se Légolas fosse humano, não necessáriamente saberia sobre o acampamento Meio-Sangue.” Ginger completou, seus cabelos castanhos e lisos presos em um coque mal feito, alguns fios caindo por seus ombros. “Poderíamos ter um nome de fachada, como a Amazon, por exemplo.

“Espere… O que?

Olhei para a filha de Hécate em pura surpresa enquanto ela e Marco me olhavam como se eu fosse alguma espécie de alienígena.

Eu não conhecia os meus “irmãos”, para ser sincero. Desde que havia sido reclamado, há três dias atrás, havia ficado o mínimo de tempo possível no chalé - apenas aparecendo para dormir e acordando mais cedo do que os demais campistas. Eu não entendia muito bem a razão de eu estar boicotando a oportunidade de me aproximar ou sequer conhecer os outros filhos de Hécate, mas sinceramente, talvez fosse puro medo.

Durante a minha vida inteira eu fui filho único, e sempre foi muito bom assim.

Nunca precisei de irmãos, de dividir atenção ou de ter o título de “mãe” ou “pai” compartilhado com mais alguém. Sem falar que não considerava Hécate minha mãe, enxergando-a apenas como a mulher que havia me colocado no mundo, Tendo dito isso, aquelas pessoas sentadas no caminhão comigo não eram meus irmãos, certo? E me aproximar deles parecia uma baita de uma missão assustadora.

Eles sabiam disso, por isso eu não era muito amado entre a prole da deusa. Eu era o cara que havia chegado no chalé e que tinha facilidade em fazer amizade com o acampamento inteiro, menos ele. Haviam cavalos no estábulo com quem eu tinha mais proximidade do que com aqueles dois.

“Você não sabe o que é Amazon?”

“É claro que eu sei! Quem não sabe o que é Amazon?” Rebati em tom surpreso, chocado com a mera pergunta. “Todos os meus livros e materiais esportivos vêm de lá.”

Os dois reviraram os olhos em conjunto, como se eu tivesse dito algo idiota.

O que?

“Mas você não sabe que a tão conhecida Amazon é, na verdade, propriedade das Amazonas?

Wow.

Sério, w-o-w. Não importava que os dois estivessem me encarando como se eu fosse alguma espécie de doente mental naquele momento, a informação fez o meu cérebro explodir. Então queria dizer que a Amazon, a Amazon onde eu gastava centenas de dólares todos os anos era uma empresa fundada pelas próprias Amazonas gregas? Aquilo era do caralho!

“Você é realmente um perdido.”

Marco resmungou, revirando os olhos. Observei o menino em surpresa, não entendo o tom gratuito de ódio que havia usado na frase, mas não discuti. Talvez eu não estivesse acostumado a ser odiado, mas eu ia sobreviver - principalmente se intrigas pudessem prejudicar a nossa missão.

“Imagine só quantos semideuses estão no mundo e nós nem sabemos.”

“Você diz tipo John Lennon?” Argos perguntou em tom curioso, fazendo com que eu o olhasse em choque em resposta. “Ou Madonna, Barack Obama e Zé Ramalho?”

“Zé Ramalho?”

Respondi em confusão. Argos deu de omrbos.

“Um cantor famoso brasileiro, filho de Dionisio.”

Ok, aquilo era incrivelmente legal. Eu não podia acreditar que pessoas influentes como John Lennon eram realmente semideuses, assim como eu! Aquela tinha que ser a coisa mais irada do mundo, como eu não sabia disso antes?

“Devemos chegar em alguns minutos.” Argos anunciou, cortando qualquer coisa que eu pudesse perguntar em seguida. “Légolas irá tentar pechinchar comigo como de costume, mesmo que eu nunca de fato ceda. Isso pode demorar.”

“Hm, a avenida é bem comercial e a gente pode dar uma volta por lá caso demore. Isso se não precisar da nossa ajuda com a negociação.”

“Nah.” Argos deu de ombros, soltando um suspiro cansado, como se já tivesse feito aquilo inúmeras vezes. “Légolas faz isso por esporte. No final, ele sempre paga o preço cheio.”

Bom, aquilo não podia ser ruim então. Digo, se tudo desse certo e ainda tivéssemos alguns minutinhos para passear por NY, qual seria o problema? Não era como se estivéssemos indo para uma das partes mais perigosas da cidade.

Pensei por um momento se eu deveria passar na escola para dar um oi para os meus amigos. Eu tinha certeza que todos estavam muito preocupados com o meu sumiço, mas pensei também que minha aparição poderia colocar em xeque a mentira que meus pais contaram - de que eu havia recebido uma oportunidade única de participar de um programa de estudos na Europa pelo futebol.

Ainda assim, seria incrível vê-los. Fazia apenas uma semana, mas eu já estava morto de saudades e cheio de coisas para contar. Sem falar que a curiosidade estava me matando. Será que Jonah havia conseguido chamar Lydia para o baile? Arthur passou na prova do time de rugby para o ano que vem? Nosso time havia sido campeão no jogo de fechamentos das regionais?

Aquele era o lado não glamouroso de ter parentesco divino. Pelo menos por um tempo, nós tínhamos que nos afastar de tudo o que amávamos em prol de um bem maior: sobreviver e não colocar a vida dos outros em risco.

Estremeci só de pensar em como teria sido se Jonah estivesse comigo no dia em que fui atacado na loja de antiguidades. Aquele, sim, era um risco que eu jamais poderia correr.


[...]


A voz de Argos anunciou nossa chegada antes do que eu imaginava.

Acabei me desligando um pouco da viagem, o que foi extremamente estúpido para um semideus. O caminhão logo parou de frente para um grande supermercado cujo logo “Big Apple” brilhava alto. Quando eles haviam dito “quitanda”, eu não havia imaginado nada como aquilo. Apesar de ficar a apenas alguns metros da minha escola, eu não me lembrava de ter percebido que aquilo era um “Big Apple” e não uma “Target” como diversas que haviam espalhadas pelo bairro.

Argos, Marco, Ginger e eu saltamos do caminhão apenas para nos deparar com um homem de meia idade que caminhou até nós, um sorriso largo estampado em seu rosto. Sua barbicha característica me fez perceber sutilmente que se tratava de um sátiro, mesmo que suas pernas estivessem disfarçadas pela névoa e suas calças; e seus cabelos apresentassem sinais de calvice no topo da cabeça. Assim como o gigante havia dito anteriormente, o homem parecia simpático e extremamente satisfeito com a nossa pontualidade.

“Argos! Que grande prazer, meu amigo!”

“Légolas, como vai? Esses são Matthew, Ginger e Marco.”

O gigante nos apresentou, fazendo com que o sátiro se virasse em nossa direção. Assim como Argos, não tivemos escapatória do seu abraço de urso e do grunhido de prazer que ele soltou, como se nos ver fosse realmente um grande acontecimento.

Após nos soltar, Légolas bateu uma palma animada, pousando as mãos na cintura.

“Como está o carregamento?”

“Em perfeito estado.” Garanti, abrindo um sorriso simpático. “Trouxemos as melhores frutas do Acampamento Meio-Sangue, todas colhidas cuidadosamente por Harpias e semideuses e com o gosto típico de alta temporada.

“Ótimo, ótimo!” Exclamou em alegria, arrastando os dedos por meus cabelos, bagunçando-os. Fingi que não ouvi Marco e Ginger rirem em tom maldoso. “Muito bom, garoto, muito bom! Vamos! Vamos parar o caminhão ali para o pessoal descarregar.”

Légolas apontou em animação para o local de descarga, recebendo consentimento de Argos que logo manobrou o caminhão para o local correto. Assim que o fez, funcionários do mercado começaram a trabalhar na função de sacar as caixas de fruta do caminhão para o depósito.

“Grande colheita, grande colheita. Mas me diga então, Argos! Por que não entramos e discutimos o pagamento?”

Segurei a risada quando alguns dos olhos do gigante me deram um olhar preguiçoso. Ergui os dois polegares em um sinal de “joia” e lhe desejei silenciosamente toda a sorte do mundo enquanto ele assentia e se juntava ao Sátiro barulhento.

“Sim, sim. Crianças, não se afastem muito, sim?”

Falou antes de acompanhar Légolas enquanto seu falatório se tornava mais e mais baixo na medida em que se afastavam. Antes que eu pudesse sequer me dar conta, percebi que Ginger e Marco caminhavam em direções opostas, sequer trocando qualquer palavra.

“E-Ei!” Exclamei, me recuperando da surpresa com mais velocidade do que eu esperava. “Onde vocês estão indo?”

“Andar por aí.”

Ginger deu de ombros, Marco logo se juntou, me dando seu melhor olhar incisivo.

“Não é como se você estivesse de fato no comando e mandasse na gente.”

Abri a boca para responder, mas dela não saiu voz. Senti todo o meu corpo congelar e uma sensação horrível da qual nunca havia experienciado antes me tomar. Olhei para os rostos de Ginger e de Marco, me perguntando se eu havia realmente feito alguma coisa para desgostarem tanto de mim. Talvez eu não fosse presente, mas me parecia uma reação um pouco exagerada.

Eu odiava conflitos. Eu odiava ser odiado. A vida inteira eu fui a cola que unia os grupos, a pessoa que apaziguava as brigas. Por que eu parecia ser incapaz de fazer esse tipo de coisa quando se tratava sobre o Acampamento Meio-Sangue e seus campistas? Afinal, eles também eram apenas adolescentes - Marco e Ginger não passando dos dezesseis anos!

“Eu não perguntei para mandar em vocês, só ia sugerir uma sorveteria que tem aqui por perto. Caso queiram provar.” Falei em meu melhor tom simpático, soltando um suspiro. “Eu estudei a vida inteira em um colégio que fica lá em baixo dessa rua e conheço um pouco a região. Ben & Jordans é minha sorveteria preferida, e eu juro! Vocês nunca provaram nada do tipo.”

“Ben & Jordan’s? Você quis dizer Ben & Jerry’s?

Ginger perguntou, erguendo uma sobrancelha em tom de dúvida.

“Nope! Eles são irmãos e utilizaram do nome que ficou com uma sonoridade bizarramente igual. Mas o sorvete é único, caseiro e não é franqueado. É o melhor que já tomei em toda a minha vida. “Admiti, observando os jovens em expectativa. Por mais que eu estivesse sendo sincero, nenhum deles parecia prestes a ceder. “Eu também não acho inteligente nos separarmos. Eles mandam três em missão por um motivo. Scooby Doo confirma a teoria.”

Essa segunda parte deve ter sido game changer porque eles logo reviraram os olhos e suspiraram. Marco foi quem finalmente falou.

“Tá. Mostra onde fica essa sorveteria idiota.”

Eu estava radiante pela vitória. Agora que havia passado tempo suficiente com os dois para saber como eu havia deixado uma impressão ruim com eles, queria me redimir. Queria perguntar um pouco mais sobre suas vidas, conhecê-los um pouco melhor, mesmo que demorasse um pouco para eles se abrirem. É claro que isso não significava que eles fossem os meus irmãos, é claro! Mas pelo menos eu poderia parar de rejeitá-los e ignorá-los, o que não era comportamento natural meu.

Eu havia descontado neles algo do que eles não tinham culpa. E simplesmente não era justo.

A cada quadra que atravessávamos, mais o meu coração doía. Eu sabia que estávamos nos aproximando do NYC High School e conforme a familiaridade crescia, a nostalgia acompanhava. Me lembrei de várias vezes em que caminhei com meus amigos por essas ruas, até nas vezes em que fomos juntos ao Ben & Jordan’s. Eu só desejava que essas memórias pudessem se repetir um dia, que não tivessem acabado.

“Aqui na esquina tem o melhor fliperama do bairro. Eu sei que atualmente é raro existirem fliperamas, mas esse é incrível. Atrai todo tipo de gente.”

Contei, apontando para a esquerda conforme caminhávamos.

“E ali-”

“Você não precisa fazer isso, Matthew.” Ginger disparou, me interrompendo no meio da fala. A olhei em confusão. Não precisava fazer o que? “Ficar falando sobre a sua vida e interagindo com a gente. Você já deixou bem claro que não tá afim de ter qualquer relacionamento com os filhos de Hécate.”

Senti meu coração apertar e meu estômago se reduzir ao tamanho de uma ervilha. Pensei até em parar os meus passos, mas Ginger não parecia disposta a ter aquele tipo de conversa agora. Talvez eu pudesse ter dito algo. Talvez eu pudesse tê-la parado, a feito me encarar e ter dito algo que ia mudar tudo, que ia melhorar tudo entre nós. Mas antes que qualquer um de nós pudesse tomar ato, Marco parou de andar.

Ginger e eu caminhamos mais alguns passos até perceber que ele não nos acompanhava mais.

“Marco?” A menina chamou, mas foi completamente ignorada. O moreno que antes caminhava conosco havia parado abruptamente em seus pés e estava virado na direção oposta, de costas para nós. Seus músculos estavam tensos e seu corpo parecia rígido, como se fosse uma espécie de estátua de um adolescente musculoso de pele amendoada. Não precisamos trocar palavras para perceber que algo estava errado. “Marco, o que você está fazendo?”

Ginger chamou de novo, mas novamente sem resposta.

Então Marco começou a andar. Como se não pudesse nos escutar, seus passos começaram a se dirigir na direção oposta da qual caminhávamos, indo rapidamente como se ele soubesse exatamente onde deveria ir. Ginger e eu trocamos olhares rápidos e disparamos em sua direção, a menina gritando em esperança de que em algum momento o menino responderia.

Marco seguiu por duas quadras e virou à esquerda em um pequeno beco entre dois prédios comerciais. Atravessamos a rua e viramos na ruela, nos aproximando conforme ele andava como um zumbi. E quando ele finalmente parou, paramos também. Diante dele, havia apenas uma grade de ferro e em sua lateral caçambas de lixo. Nós três estávamos completamente encobertos pelas altas paredes dos dois prédios.

“M-Marco?

Ginger chamou de novo, e em como um passe de mágica, o garoto despencou.

A menina soltou um grito de horror e chegou a dar um passo em sua direção, mas parou quando percebeu que não estávamos sozinhos. Diante de nós, de frente para o corpo caído do semideus, havia uma figura completamente encapuzada, coberta em um manto negro que escondia o seu corpo e rosto. Os jeans que apareciam debaixo do manto eram igualmente escuros e ele usava coturnos nos pés. Em suas mãos, havia uma espécie de espelho com pequenos círculos acoplados, giratórios.

Senti o meu corpo congelar por completo, bem como o de Ginger. O homem encapuzado observava o corpo de Marco em silêncio e não movia sequer um músculo. Em seu peito, vi um broche brilhar - uma espécie de inseto de ouro cravejado com algumas pedras azuladas.

“Quem é você?! O-O que você fez com ele?!

Ginger exclamou, o ódio claro em sua voz. O homem, por outro lado, continuou imóvel observando o corpo de Marco no chão.

“Quem eu sou?” Ele respondeu em um tom baixo e calmo, como se aquilo fosse uma espécie de meditação para ele. “Meu nome é Ryder, defensor do homem, combatente da magia. E você, filha de Hécate? Pode me dizer qual é o nome do semideus que sacrificarei?

Ginger deu um passo em direção ao homem, mas segurei o seu ombro antes que ela pudesse fazer algo. Seus olhos me devoraram em puro ódio, mas não liguei. Apenas lhe passei a mensagem mais clara e óbvia possível: “não haja no impulso, não sabemos quem esse cara é e não podemos sacrificar tudo no calor do momento”. Mesmo que momentaneamente, pareceu funcionar.

“O que você quer?

Fiz a pergunta de um milhão de dólares. Quando a figura pareceu perceber de fato a minha presença, o sorriso em seu rosto se alargou. Os dentes apenas visíveis pela luz que batia contra o capuz do manto negro.

“Ora, ora. Três filhos de Hécate em um único lugar? Hoje deve ser o meu dia de sorte.” Respondeu em tom contente, finalmente movimentando-se para o lado do corpo caído de Marco. Ginger e eu recuamos um passo. “Escutem bem essa história, filhos de Hécate. Todos sabemos que o Olimpo sempre foi uma espécie de aprimoramento para a humanidade. Semideuses poderosos, capazes e muito mais inteligentes do que os meros mortais passaram a ditar como as coisas funcionam, a música, a política, a economia. No entanto, com a ascensão desse poder, veio uma raça impura, uma raça pagã que colocava em xeque a sobrevivência de toda a espécie: os castadores de feitiços”.

Ele começou em uma espécie de narrativa conforme Ginger e eu trocávamos olhares apreensivos. Aquele homem parecia realmente acreditar na superioridade dos semideuses, das pessoas de sangue divino - mas quanto aos mágicos? As coisas pareciam ser diferentes.

“Os magos são a escória do Olimpo, ratos! Uma raça inferior, cruel e completamente exterminável. E é exatamente por isso que nosso grupo faz o que faz: nós somos comprometidos com os grandes Senhores do Olimpo a eliminar todo tipo de existência pagã no planeta Terra - todo tipo de expressão mágica que não uma regência divina!” Senti todo o meu corpo se arrepiar e meu estômago se embrulhar. Se aquele homem trocasse parte do seu discurso por ‘arianos’ e ‘judeus’, o reconheceria de imediato.

Ginger parecia estar tão apreensiva quanto eu. Seja lá quem fosse aquele homem, seja lá o que ele quisesse, ele realmente acreditava que os filhos da magia eram uma raça inferior e que não merecia a vida - ou seja: que nós não merecíamos a vida! Mesmo que os poderes Olimpianos e a magia fossem separados por uma barreira tão tênue.

Quando o homem se aproximou, recuamos de novo.

“Nós caçamos semideuses da magia por todo o país. Nossos artefatos mágicos permitem que os encontremos e então fazemos o trabalho que todos deveriam fazer: nós os eliminamos.”

Meus olhos se dirigiram para uma pequena bússola que o homem carregava e, mesmo de longe, pude sentir sua energia. Assim como eu, Ginger parecia horrorizada com o que havia acabado de escutar, mas estava muito mais focada no corpo de Marco no chão o que, sinceramente, era uma grande preocupação minha também.

Talvez nós conseguíssemos escapar. Talvez, se corrêssemos muito, nos livrássemos daquele psicopata. Mas não Marco. Ele estava desmaiado e indefeso; e nós jamais o deixaríamos para trás.

“Vá se foder.” Foi tudo o que consegui fazer conforme alcançava a minha arma. “Esse tipo de discurso misógino não cola mais, ou pelo menos não deixaria. São pessoas que pensam como você que deveriam deixar de existir.”

“É engraçado você dizer isso, filho de Hécate. Porque todos vocês irão morrer. Começando por esse pedaço de lixo aqui.”

Eu senti o meu sangue ferver. Senti-o ferver tão forte que cheguei a apertar o punho da minha espada com mais força, os nós dos meus dedos ficando brancos. No entanto, Ginger tomou as palavras do homem com muito mais ódio e muito mais afinco. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, a menina soltou um grito raivoso e avançou contra o encapuzado.

Eu deveria ter feito alguma coisa - qualquer coisa! - mas congelei. Obsrvei apenas conforme Ginger brandava sua espada na direção do homem, o seu rosto avermelhado e tomado pelo ódio que borbulhava dentro de si. Meu coração disparou.

Ginger não parecia pensar em seus movimentos quando ergueu a espada e brandou-a na direção do adversário que facilmente bloqueou o golpe com sua lâmina. Dando um passo para trás, o homem desviou de um movimento circular da arma de Ginger e chocou sua espada contra a dela, gerando um barulho metálico que deu início ao duelo.

A filha de Hécate não pensava com clareza. Não calculava, não observava os movimentos do inimigo e nem tentava estudar padrões para se defender no futuro - ela só atacava! Completamente movida pelo ódio e pelo sangue que lhe havia subido a cabeça por todas as ameaças e desrespeito desferidos ao seu irmão desacordado.

Eu não estava nem um pouco mais útil, até porque parecia ter sido congelado em meu eixo por um filho de Quione.

“Cadent!”

Ouvi o comando ser gritado pela menina, uma rajada de vento atingindo o oponente com tanta força que ele cambaleou para trás. Quando perdeu o equilíbrio brevemente, isso deu espaço para que Ginger avançasse em sua direção e sacasse seu punhal, fincando-o contra o rosto do homem sem qualquer dó - fazendo um barulho nojento de carne sendo perfurada soar, embrulhando o meu estômago.

Um grito de horror ecoou pelo pequeno beco e líquido escarlate escorreu pelo olho direito do encapuzado, gerado pelo corte que - se fosse um humano como eu imaginava - lhe tiraria a visão. Mas o golpe não o deixou atordoado como Ginger esperava. Ele apenas serviu para injetar o homem com tanta fúria que jurei ver os seus olhos tremeluzirem.

Com um grito de fúria e deixando a espada por breves momentos, Ryder movimentou os dedos conforme pequenos raios de eletricidade se formavam ali. Observei em horror conforme recebia a confirmação de que aquele homem era um semideus como nós e gritei pelo nome de Ginger, para que ela prestasse atenção no que estava por vir. No entanto, antes que a menina de cabelos castanhos pudesse fazer algo, duas esferas de eletricidade voaram em sua direção, acertando-a em cheio.

Outra esfera voou em minha direção, mas consegui sair do meu transe e rolei para o lado, me desviando por muito pouco. O impacto fez com que Ginger caísse no chão, dando tempo para que o homem se aproximasse, a espada agora em mãos. A filha de Hécate conseguiu barrar o primeiro golpe com a sua lâmina, mas a força anormal da espada de Ryder - agora eletrizada - fez com que o impacto causasse um barulho bizarro. E antes que ela tivesse qualquer chance, o punho dourado da espada do semideus se chocou contra a cabeça da menina, derrubando-a imediatamente.

Assim como Marco, Ginger estava imóvel.

“Não!”

Berrei com toda a minha força, agora chamando a atenção do homem com a espada em faíscas na mão. Seus olhos me fitaram em tom sanguinário e, com um grito irritado, ele ergueu as mãos para o céu - o belíssimo dia ensolarado de Nova Iorque se transformando em quase noite, coberto por pesadas nuvens cinzentas. Não demorou para que logo chuva começasse a cair, molhando chão sobre o qual pisávamos.

“Idiotas! Acham que são mesmo capazes de derrotar uma prole de Zeus?! O rei do Olimpo?! Vocês acabaram de tornar a sua morte muito mais lenta e dolorosa!”

Hm, isso não era bom, nada bom.

Saquei minha espada antes que o homem pudesse avançar em minha direção, mas percebi que ele parecia mais preocupado em criar um cenário dramático e berrar aos sete ventos como ele era Todo-Poderoso e como livraria o mundo de toda a magia.

Enquanto eu escutava o discurso megalomaníaco, me perguntei como diabos em sairia daquela situação. Ryder era claramente muito mais forte do que eu e conhecia muito mais os seus poderes. Tinha o dobro da minha altura, um escudo e uma espada, além de saber eletrizar suas armas com raios oriundos diretamente do céu.

Eu? Eu conhecia uma magia ou duas e havia aprendido a dar uns socos legais, isso se eu fosse capaz de chegar perto do homem para lhe bater sem ser eletrocutado no processo.

Estando em uma situação em que eu estava diante de um oponente obviamente mais forte, havia apenas uma solução: ser estratégico. Me lembrei de todos os planos de jogo que eu realizava no colégio quando ainda era capitão do time de lacrosse e de todas as táticas que utilizávamos para conseguir atingir diretamente os pontos fracos de cada time. Bater de frente seria loucura.

Eu só tinha que deixá-lo em uma posição menos favorável.

Observei o céu que se tornava cada vez mais negro e fitei o filho de Zeus cuidadosamente. Tive que me forçar para não revirar os olhos.

“... Prepare-se, semideus! Pois você irá morrer como-”

Dessa vez não quis ser educado e deixar ele terminar de falar. Antes que ele pudesse de fato se preparar para o ataque, sussurrei em meu melhor tom, o feitiço para o qual eu havia treinado tanto no Acampamento Meio Sangue.

“Tenebris”. E como em um apagão, todas as luzes dos prédios e dos postes se foram. As nuvens cobriam o céu e impediam a luz do sol, fazendo com que o dia se tornasse tão negro quanto a noite. E por que isso era ótimo para mim? Eu sabia que filhos de Hécate tinham facilidade para enxergar no escuro… Não poderia dizer o mesmo dos filhos de Zeus. “Obvolvere”.

Ele não conseguiria me ver direito? Ótimo. Agora não poderia me ouvir também.

Lancei a área do feitiço de silêncio sobre o espaço que me separava de Ryder, fazendo com que todo o perímetro entre nós ficasse inaudível, de maneira que ele só percebesse minha aproximação quando eu estivesse próximo demais. Antes que ele pudesse se situar do que acontecia ou pensar em se desfazer as nuvens, usei toda a minha velocidade para disparar em sua direção, minha espada erguida conforme eu a brandava ao seu encontro.

“O que-”

O golpe acertou em cheio o ombro do homem que berrou de dor, seu corpo faiscando pela raiva.

“Maldito!”

O urro de raiva veio tão rápido quanto o soco que por pouco não acerta o meu rosto, apenas desviado pelo pulo que dei ao conseguir enxergar melhor do que ele na escuridão. A espada eletrizada veio logo em seguida, chocando-se fortemente contra a minha com que - surpreendentemente - consegui segurar o golpe.

Eu havia ficado muito mais forte desde que havia começado a treinar e já havia alguns campistas comentarem que era devido ao meu legado em Ares. Seja qual fosse a razão, se não fosse pelo meu legado, talvez eu tivesse caído no chão como havia acontecido com Ginger.

Quando Ryder percebeu que seus golpes não estavam sendo muito úteis no escuro, ele ergueu as mãos e as abanou para cima, na medida em que as nuvens se afastavam lentamente. Algumas brechas de sol começaram a entrar entre as massas de vapor, iluminando aos poucos nosso campo de batalha.

Aproveitei o tempo que o semideus havia gastado para utilizar o poder e disparei em sua direção, buscando atingi-lo com outro golpe da minha espada. No entanto, agora conseguindo enxergar um pouco melhor, Ryder se impulsionou do chão em um pulo, decolando como um pássaro.

Rolei para o lado, desviando antes que ele pudesse me atacar com um “soco voador”.

“Desista, filho de Hécate!”

Eu não respondi. Falar demais sempre me distraía e havia levado umas boas surras em jogos de futebol para aprender essa lição.

Mais uma vez, se assemelhando à um foguete, o filho de Zeus tomou impulso com a ajuda dos ventos e decolou em minha direção, sua espada esticada como a ponta de uma flecha. Para evitar ser empalado, rolei para o lado em uma tentativa de desvio, derrapando ridiculamente sobre o chão molhado pela chuva. O pequeno deslize literal foi suficiente para que o filho de Zeus voltasse ao solo e girasse sua espada em um movimento circular, alcançando distância suficiente para atingir-me com um corte abaixo do tórax.

Soltei um grunhido de dor e levei a palma direita até o ferimento por reflexo, sequer tendo tempo para usar minha melhor mão para defender o ataque do matador de feiticeiros. Ergui a espada com a mão esquerda e segurei o golpe desferido contra mim, pulando para trás até que estivesse momentaneamente fora do alcance da arma do semideus. Tentei contra-atacar, mas Ryder desviou do meu golpe baixo ao decolar mais uma vez.

Que inferno. Era mais difícil lutar com alguém que sabia voar.

Ok, Matthew, pense. Ryder era forte, tinha poderes e controle sobre os mesmos, mas era facilmente distraído. Gostava de falar de si e havia levado certo tempo para reagir aos feitiços lançados por mim e por Ginger, o que deu espaço para os únicos golpes que havíamos acertado. Eu só precisava recuperar esse tempo de reação.
Me virei na direção do filho de Zeus para perceber que ele se preparava para voar de novo. Antes que ele pudesse deixar o chão, ergui a mão em sua direção e falei em meu tom mais alto possível, tentando chamar, além do feitiço, a atenção do semideus.

“Cadent!”

Assim como feito por Ginger mais cedo, o corpo de Ryder cambaleou para trás como se empurrado por um vento muito forte ou um espírito irritado. Aproveitei do momento de desequilíbrio e juntei minhas mãos na medida em que uma pequena bola de energia mágica surgia entre minhas palmas, voando em seguida na direção do semideus atordoado.

Quando ela a acertou, Ryder não conseguiu se mover.

Isso foi mais do que tempo suficiente para eu erguer minha espada e chocar o seu cabo com toda a minha força contra o rosto do homem. Um barulho nojento de algo molhado e osso quebrando soou, provavelmente pelo nariz fraturado. Minha intenção, mesma que falha, era só desacordá-lo.

Eu já havia fraturado o nariz uma vez e, deuses! Aquilo doía.

Ryder soltou um berro de dor e ódio, parecendo acordar da dor com o impacto. Usando todas as suas forças para investir contra mim, ele ergueu sua espada e chocou-a contra a minha, ambas voando das nossas mãos pelo impacto. Olhei para trás para ver se conseguia alcançar a minha arma e Ryder fez o mesmo. Trocamos olhares breves para logo então meu oponente erguer a mão, como se tentasse manipular o vento para trazer o objeto de volta.

Eu não podia deixar aquilo acontecer.

Concentrei todas as minhas forças em meus punhos e senti a energia vibrar neles quando desferi o soco da minha vida na cara do semideus. A espada que havia começado a se mexer brevemente caiu no chão, junto com Ryder que aterrissou em suas costas pelo impacto. Usando o seu poder de voo, o homem se colocou de pé e avançou em minha direção, os punhos também em forma de soco mirando o meu rosto.

Graças aos deuses eu havia lutado bastante luta corpo à corpo. Aquele era o meu momento.

Desviei do golpe do meu oponente ao me abaixar e aproveitei a altura para avançar em sua direção, empurrando-o pelo tórax. Não conseguindo se manter de pé, Ryder cedeu para trás e ambos fomos ao chão, rolando como duas crianças. Em uma breve disputa de força, acabei consegindo me manter por cima e usei, novamente, o meu supersoco para conseguir atingi-lo no rosto. Eu realmente não queria estourar a cabeça de Ryder, mas aquele filho da puta não desmaiava!

Com um empurrão, senti meu corpo voar para trás e minhas costas se chocarem contra o chão quando o filho de Zeus avançou sobre mim. Cobri meu rosto com os braços e concentrei minha força para meus ossos, sentindo-os se enrijecerem. A dor dos golpes de Ryder existia, mas eu sabia que ele seria incapaz de quebrar alguma parte do meu corpo, como eu havia feito com ele por acidente.

Senti um baque contra a minha bochecha e minha pele reclamar pelo soco que levei por falta de atenção. Usei o meu corpo para desviar os joelhos para o tórax de Ryder e o empurrei na direção contrária, afastando-o de mim. Talvez a gente pudesse continuar naquela briga e dar um belo de um espetáculo para o total de zero pessoas que existia, mas o ódio estava começando a me subir. E assim como havia feito anteriormente, criei a pequena esfera de energia em minhas mãos que - mesmo com o esforço do filho de Zeus para se desviar - o acertou em cheio.

Paralizado, tomei tempo para mirar em cheio o próximo supersoco em sua cabeça.

Ryder despencou no chão que nem um saco de batatas.

Com a respiração alta e o corpo dolorido, me sentei sobre o chão molhado. Apoiei os braços sobre os joelhos e fitei os céus, meus cabelos grudados na testa pelo suor e pela chuva. Me aproximei de Marco e de Ginger o suficiente para me certificar de que eles estavam respirando e soltei um suspiro aliviado quando constatei que sim.

Deuses. Eu não acreditava que aquilo tinha realmente acontecido.

“Bom trabalho, filho. Não duvidei de você por nem um segundo.”

“Gaah!”

Soltei o grito menos heróico possível, pulando sobre meus pés quando ouvi uma voz desconhecida. Ergui as mãos em forma de punhos e busquei pelo próximo adversário que seria responsável por meu assassinato, mas perdi completamente as forças quando entendi o que vi.

Diamte de mim, com longos cabelos negros, estava Hécate.

Seus olhos mudavam de cor, sua expressão era sombria e sua pele branca foi um dos detalhes que me fez perceber exatamente com quem eu estava falando. Ok, a túnica grega que ela usava também ajudou um pouco.

Abri a boca para falar, mas dela não saiu qualquer som. E como se eu fosse um completo idiota, caminhei em direção à deusa, erguendo minha mão até seu rosto. Sua aparência era um pouco translúcida, então não me surpreendi quando minha mão atravessou sua imagem. Ela logo acrescentou:

“Estou por uma mensagem de íris, mas quis te dar os parabéns pessoalmente, Matt. E agradecer.” Ela sorriu, certo tom bondoso em seus olhos. “Você está se tornando o herói que sempre sonhou em ser, desde pequeno.”

Ok, aquilo era estranho. Eu nunca havia visto aquela mulher em toda a sua vida, então era assombrosa a forma com que seu rosto me era familiar. Ouvi-la me chamando de “filho” e falando sobre coisas de quando eu era pequeno também me colocava em um estado de confusão gigantesco, como se eu tentasse acessar memórias que eu sabia que não tinha. Então como ela tinha propriedade para dizer que eu queria ser o super-homem quando pequeno?

Como ela sabia qualquer coisa sobre mim?

“Eu não quero que você se sinta abandonado, Matt. Imagino que as coisas devem estar difíceis agora, longe do seu pai, mas saiba que eu sempre observei você e sempre irei. Você possui um ótimo coração e uma afinidade com magia exímia. Eu tenho certeza que será muito mais poderoso do que um dia sonhou.”

Meu queixo caiu. Era engraçado ouvir todos aqueles elogios quando eu era incapaz de fazer sequer a voz sair da minha boca.

Tossi algumas vezes e me obriguei a tomar uma compostura quando percebi que estava há tempo demais em silêncio. Uma deusa estava diante de mim e dizia que acreditava no meu potencial. Aquilo tinha que ser algo gigante, mesmo que ela fosse suspeita por ser - bem, a minha mãe.

“E-Eu. O-Obrigado, Hácate.”

Ela respondeu com um simples aceno. Eu sabia que aquela era apenas uma mensagem de íris, mas era assombroso como aquela mulher tinha uma aparência tão sombria, mas ao mesmo tempo tão estrondosamente bela.

“Eu não tenho muito tempo, mas quero repetr que você não está sozinho, filho. Não importa o que aconteça, estarei sempre lhe observando.”

Ela sorriu em um tom materno, fazendo com que meu coração disparasse. Não respondi. Apenas assenti e observei com o peito apertado conforme a imagem se desfazia diante dos meus olhos. Eu não precisava de um espelho para dizer que estava pálido e que minhas mãos tremiam.

Eu tinha que acordar Marco e Ginger e dar o fora dali.

Tentei dar alguns tapas no rosto dos meus irmãos, mas nada os fez abrir os olhos. Balancei Ginger, gritei contra o seu rosto, mas a menina parecia estar no terceiro sono. Olhei para o corpo de Ryder caído no chão e me perguntei se ele teria alguma espécie de poção para acordar aqueles dois. Vasculhei por seus bolsos por qualquer coisa que pudesse me ajudar, mas apenas encontrei uma moeda de um cent e o objeto de espelhos com o qual ele havia atraído Marco até ali.

Fitei primeiro o GPS de magia, sentindo todo o meu corpo se arrepiar. Não consegui identificar se o objeto era enfeitiçado ou apenas construído por alguém muito habilidoso, mas decidi colocá-lo em minha mochila para levar aos filhos de Hefesto no Acampamento. Talvez eles pudessem nos ajudar como identificar e como criar alguma coisa que pudesse interromper o sinal.

Em seguida, fitei a moeda que havia encontrado. Era apenas um centavo, mas a energia na palma da minha mão fez com que eu sentisse uma forte propedade mágica. Meu peito se tornou pesado e meu semblante se tornou negro quando prestei atenção na energia emanada do objeto, mas percebi que estava sem energia para conseguir analisar aquilo direito. Talvez eu estivesse enlouquecendo. Mas definitivamente era uma boa ideia levar aquilo comigo para avaliar depois.

Eu havia acabado de colocar de pé e olhar para os dois semideuses apagados, tentando surgir com algum plano de como levá-los de volta ao Big Apple, quando escutei os barulhos de passos e cascos vindo da rua. Me virei para trás apenas para me deparar com Argos e com Légolas que, após nos encontrar, dispararam rapidamente em nossa direção.

O gigante arregalou cada um dos seus cem olhos, horrorizado com a cena que encontrou ali.

“O que aconteceu aqui?”

“Graças aos deuses! Vocês podem me ajudar a carregar Marco e Ginger de volta para o carro?” Perguntei em tom acelerado, deixando a pressa clara e a importância de darmos o fora dali antes do filho de Zeus retomar a consciência. Olhei para Argos em meu melhor tom de ‘por favor’, indicando que aquele definitivamente não era o melhor momento para sentar e conversar. “Eu te explico tudo no caminho. Precisamos voltar agora ao Acampamento Meio-Sangue.”




acmeruz @epifania
Matt Logan Miller
Matt Logan Miller
Filhos de Hécate
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[Missão OP Difícil] O Caça-Magia Empty Re: [Missão OP Difícil] O Caça-Magia

Mensagem por Matt Logan Miller em Qua Dez 04, 2019 9:44 pm

CENTURIES
001
heroes get remember, legends never die



Tive que separar os templates porque os poderes não couberam junto com o texto. Excedeu o limite de palavras. Segue abaixo:

Poderes utilizados por Matthew:

HÉCATE

Passivos
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Descendente da Magia II
Descrição: Sua magia ficou ainda mais forte. Ao entender como ela funciona, o filho de Hécate/Trívia começou a compreender como deixar seus feitiços ainda mais fortes, e agora consegue usa-las de uma forma ainda mais potente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Ganha 15% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +10% de dano se os feitiços acertarem.

Nível 6
Feitiço: Tenebris
Descrição: Qualquer luz artificial (que não venha de astros) será apagada ao comando dessa simples palavra.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Apenas verbal.

Feitiço: Obvolvere
Descrição: Usado para abafar o som de um local.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

Ativos
Feitiço: Cadent
Descrição: Serve para empurrar ou derrubar pessoas, coisas e criaturas.
Gasto de Mp: -20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: -10 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

Nível 12
Nome do poder: Esfera Paralisante
Descrição: O semideus faz crescer sobre a ponta dos dedos duas mini esferas de energia arroxeada, e lança contra o inimigo, o membro que for atingido por essas esferas, ficara paralisado durante um turno inteiro ( o turno seguinte aquele que o semideus lançou a esfera), o que lhe dá uma chance maior de atacar.
Gasto de Mp: 10 MP por esfera
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP por esfera
Extra: A paralisia dura apenas um turno, o seguinte ao que o semideus lançar a esfera.

ARES
Passivos
Nível 3
Nome do poder: Força I
Descrição: A força é, sem dúvida alguma, a principal arma de um guerreiro, que o faz vencer seus inimigos mesmo que precise utilizar apenas seus punhos. Independente do porte físico do filho de Ares/Marte ou de sua idade, o semideus terá a força de um atleta de MMA profissional, sendo capaz de suportar mais peso que os demais campistas, bem como causar danos maiores em seus golpes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força
Dano: +5% de dano se o ataque do semideus atingir o adversário.

Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, obrigando-o a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula sequer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Seus golpes desarmados dão 20 de dano base.

Nível 5
Nome do poder: Mãos trocadas
Descrição: Graças à natural facilidade no manuseio de armas, as proles do deus da guerra conseguem manusear com extrema perícia duas armas ao mesmo tempo, sendo ambidestros por natureza. Seus golpes são potentes independente de com qual mão esteja segurando a arma, além de conseguir utilizar armamentos pesados de duas mãos utilizando apenas uma, como espadas montantes, machados de guerra, lanças e etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirá manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Ativos
Nível 1
Nome do poder:  Punhos de ferro
Descrição: Ao concentrarem suas forças nos punhos, os filhos de Ares/Marte conseguem fazer com que uma aura avermelhada circunde suas mãos fechadas, sendo capazes de desferirem socos com a força de um martelo feito de ferro. O efeito possui duração de duas rodadas, sendo que também protege a mão do semideus, não deixando que a mesma se machuque.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP

Nível 5
Nome do poder: Ossos de Aço
Descrição: A herança biológica dos filhos de Ares/Marte é perfeita, naturalmente preparada para suportar as árduas batalhas de uma prole do deus da guerra.  O semideus consegue revestir os ossos com uma pequena camada de metal reforçado e indestrutível, impedindo que sua estrutura óssea seja rompida, ou quebrada, podendo suportar ataques diretos com mais facilidade, sem romper seus ossos.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Poderes utilizados por Ryder:


Passivos
Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: Os filhos de Zeus/Júpiter são excelentes esgrimistas, e eles aprendem a manejar uma espada com uma tremenda facilidade. Mesmo sem nunca ter pego essa arma, conseguira usa-la para estocar e se defender, mas nesse nível ainda comete erros, e dificilmente acerta pontos críticos em seu adversário, também pode acabar sendo desarmado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 4
Nome do poder: Intimidação
Descrição: A prole de Zeus/Júpiter possui um olhar penetrante e, quando enfurecido, os olhos da prole tornam-se – aparentemente – elétricos avisando a inimigos que um golpe logo irá ocorrer. E, quando isso ocorre, o próximo golpe do semideus causa +10 de dano.
Gasto de Mp: -10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +10 de dano.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 11
Nome do poder: Tempestades
Descrição: Por ser prole de tal divindade o semideus não é afetado por tempestades de raios e afins, não sendo afetado pela mesma. Criando uma espécie de resistência. Poderá lutar numa tempestade tão bem quanto lutaria sem elas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Não é prejudicado por tempestades comuns, de nuvens, chuva, tempestades de raio, mas ainda pode acabar se ferindo.
Dano: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Força I
Descrição: Zeus/Júpiter é um deus que tem uma força superior a boa parte dos outros deuses, chegando a ser comparado com Ares. Seu irmão, Hércules, era um dos semideuses mais fortes a ser conhecido, e assim como ele você adquire uma força superior a boa parte dos campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força
Dano: +10% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nome do poder: Respiração
Descrição: O filho de Zeus/Júpiter é mais resistente que a maioria dos campistas, e dificilmente fica cansado em batalha, podendo aguentar treinamentos mais árduos, e batalhas mais longas sem necessidade de parar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de resistência em batalha
Dano: Nenhum

Ativos
Nome do poder: Bolas de Energia
Descrição: O semideus consegue acumular sobre a ponta dos dedos, cinco esferas de energia pequena, e atira-las contra o inimigo como se fossem balas – só que mais rápidas – que ao baterem contra o corpo do inimigo, deixando a sensação de dormência no local atingido, e o membro ou parte do corpo formigando de uma forma irritante, o deixando mais lento, e atordoado durante um turno inteiro.
Gasto de Mp: 5 MP por esfera de energia
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 7 HP por esfera que atingir o corpo, totalizando 35 HP
Extra: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Eletric Aiser
Descrição: Esse poder permite ao semideus filho de Zeus/Júpiter, descarregar uma ponta de energia sobre sua arma, deixando-a eletrizada durante dois turnos. Enquanto a arma do semideus estiver carregada com a potência de raio, faíscas saltarão da lamina, e sua força no impacto terá um efeito maior.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A arma fica eletrizada por dois turnos inteiros, e o dano no impacto aumenta.
Dano: 35 HP
Extra: Nenhum

Nome do poder: Geração de eletricidade I
Descrição: Uma habilidade especial da prole de Zeus, pois trata-se de um dos elementos mais indomáveis e imprecisos da natureza: o trovão. Nesse nível, o indivíduo é capaz de gerar pequenas cargas nas palmas das mãos, mas ainda não pode manuseá-la livremente. Limita-se então à ligar aparelhos eletrônicos e luzes, ou causar pequenos choques ao contato.
Gasto de MP: 10 de Mp
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 de dano se encostar em alguém, podendo dobrar caso a vítima esteja molhada ou com fissuras na pele
Extra: Nenhum


Nível 15

Nome do poder: Nephoscinese II
Descrição: O semideus possui uma certa afinidade com as nuvens, inclusive podendo trabalhar com elas de um jeito que outro semideus não consegue. Nesse nível já consegue manipular as nuvens para fechar o céu, o escurecendo e tornando-as negras, também pode carrega-las, fazendo com que fiquem pesadas e liberem uma chuva leve – não uma tempestade, e sim uma garoa – podendo trazer a chuva para o campo de batalha a fim de atrapalhar seus inimigos. Pode deixar um campo de terra como lama, por exemplo, o fazendo ficar escorregadio.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.


Poderes utilizados por Ginger:

Feitiço: Cadent
Descrição: Serve para empurrar ou derrubar pessoas, coisas e criaturas.
Gasto de Mp: -20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: -10 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

armas levadas:

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]
• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um segmento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas lâminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência mágica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

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[Missão OP Difícil] O Caça-Magia Empty Re: [Missão OP Difícil] O Caça-Magia

Mensagem por Letus em Sex Dez 06, 2019 3:45 am


Avaliação

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000 XP e dracmas
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 25%

Recompensa obtida: 2.625 XP e Dracmas + Item

Item Obtido:
Rockett  [Espada longa de punho negro, sua base é revestida de jóias semelhantes a safira. | Efeito 1: Quando ativada, a espada ganha uma cor azulada pela energia mágica e seu dano é aumentado em 15%. | Efeito 2: Quando não em uso, se transforma em uma moeda de um centavo que reaparece sempre no bolso do portador | Espaço para 2 gemas. | Bronze Celestial | Beta | Status 100%, sem danos]

Comentários:
Veja bem. Eu quero te parabenizar pela missão, eu teria provavelmente te dado nota máxima, se você não errasse em algo tão simples, mas que no fim fez toda a diferença, as aspas. Dentro da avaliação, eu até permito que as conversações sejam feitas em hífens (traços), ao invés de travessões, porém não posso permitir que aspas sejam utilizadas nesse caso. Aspas devem ser usadas em citações, destaques dentro da frase ou mesmo como pensamentos, mas em conversações diretas, sem ser dissertativas, se deve ser utilizado o travessão. Poderá ler um pouco mais disto neste artigo (aqui), caso queira. E acredite, eu realmente adorei essa missão e embora quisesse muito te dar nota máxima eu não posso julgar de forma diferente você em comparação aos outros, mesmo que eu tenha adorado absolutamente TUDO.

Sobre o item, duas dicas. Geralmente itens contém apenas 2 efeitos, existem os que tem 3 até, mas são raros ou não influenciam tanto. Você colocou 4 efeitos, 3 efeitos de batalha e um efeito mecânico. Eu o fiz de acordo com o que julguei mais correto, porém lhe dei o espaço de duas gemas, que poderão permitir que você ganhe dano mágico futuramente, caso queira. O material também lhe dará roubo de vida pelo dano que causar, o que acredito que também o ajudará no quesito de sustain.

Atualizado por Hermes
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