The Blood of Olympus
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O Labirinto da Morghul

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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Arya Doprav em Seg Dez 15, 2014 11:52 pm



O próximo desafio...  


A mesa dos ceifadores nunca ficava cheia. E os poucos que ali estavam, permaneciam afastados. Um em cada canto, mal se trocavam palavras. Só quando realmente era necessário. Os cotovelos apoiados desengonçadamente na madeira, enquanto um pequeno talher se movia entre meus dedos. A comida intacta, a não ser pela parte mais suculenta que joguei na fogueira. Um copo cheio de água ao lado, minhas íris fixas no líquido, enquanto eu formava algumas bolas minúsculas de água que flutuavam na borda. Uma brincadeira monótona e descontraída. Só uma enrolação, pois a fome raramente se manifestava.
A euforia rolava solta no refeitório. Aquilo não me era agradável. Semideuses com mania de gargalhar alto. Suspirei, era mais uma noite tediosa como todas as outras... Pelo menos era isso que eu pensava. Minha cama parecia bem mais convidativa do que ocorria ao meu redor. Ergui devagar uma gota de líquido do copo até a altura do meu queixo. Fiquei observando as chamas tremeluzentes através da água, meus olhos transpareciam a pequena dança que mesclava o amarelo, o azul e o alaranjado.
Por fim, deixei a gravidade fazer seu trabalho de juntar a pequena bola de líquido ao copo. Já pensando em voltar para meu chalé. A gota desceu lentamente e quando se desfez na superfície da água, as tochas que iluminavam o refeitório começaram uma a uma a se apagar. Porém, não havia sequer uma brisa no local. Automaticamente minhas pupilas se dilataram, tentando se adaptar à escuridão. Minha mão tateou imediatamente o cabo da adaga que pendia em meu cós. Antes que eu pudesse pensar em um segundo ato, senti meu corpo paralisar e ser arrastado por algo invisível.
Forcei a mão que segundos atrás eu tateei a arma, então senti o cabo frio em meus dedos, um som ritmado de algo batendo no chão. Tudo voltou a clarear e eu ainda estava no mesmo lugar. Não demonstrei nenhuma expressão. Permaneci séria e um tanto confusa com o ocorrido... Até meu olhar se erguer um pouco e deparar com o deus em cima de uma mesa ao centro, sombras o rodeavam.
Foi então que os pelos do meu corpo se eriçaram e um frio percorreu minha espinha. A sensação de segundos atrás voltara, com uma pitada a mais de intensidade. Eu raras vezes me senti assim na vida. Aquele só podia ser um deus...
- Phobos... - Meus lábios se entreabriram em um sussurro no mesmo instante que Quíron pronunciava o nome.
Dali em diante o homem proferiu inúmeras palavras, explicando o motivo de sua pequena visita ao nosso lar. O sorriso sádico jamais deixava os lábios de Phobos, ele realmente se divertia com o medo que causava nos semideuses presentes... Depois de poucos minutos, minhas íris desviaram do deus, retornando ao copo d’água. Os pensamentos brotavam ininterruptamente... E só ergui a cabeça para observar a imagem do prêmio. Tão reluzente e bela... A espada realmente emanava poder. Mas não era só a recompensa que chamava minha atenção.
- E eu estarei dando essa arma para quem for capaz de superar seus maiores medos, ganhar de sua própria mente. - As palavras do deus ecoavam em meu subconsciente. Muitos priorizam apenas os combates físicos, acham que os vencendo, tornam-se campeões. Mas, não é bem assim que funciona. Pois a mente... Bem, a falta de controle mental... Pode ser uma arma cruel, assustadora e mortífera.  
- Será que estás preparada para isso, Doprav? - Uma voz sussurrava ao pé do meu ouvido.
- Verei... - Eu disse. Enquanto um sorriso estranho se formava no canto dos meus lábios. O homem desapareceu e eu sabia exatamente o que fazer. Levantei-me com cautela. Os passos sorrateiros se dirigiram para meu chalé. Em cima da cama estava uma capa negra, coloquei-a sobre o corpo. Cobrindo-me inteiramente. Ajustei o cabo da longa foice, deixando-a menor e prendendo-a diagonalmente nas costas. O resto de minhas armas estava escondido em acessórios no meu corpo.
Então caminhei para o chalé de Phobos. A lua se escondia atrás de uma imensa nuvem preta. Empurrei a porta do local e um pequeno ranger se manifestou. Estava escuro ali, apenas a estátua do deus permanecia iluminada por uma luz fraca. Olhei fixamente os olhos da estátua e falei:
- O Terror me chama, e eu respondo. – Fui envolvida pela escuridão e tudo se apagou.    
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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Phobos em Ter Dez 16, 2014 12:06 am

"Tudo era escuridão. Era como se o deus tivesse entrado em um quarto sem janelas, que não via luz a muito tempo, ele estava no meio do universo sem estrelas. Apenas uma coisa ali emitia claridade. Uma luz que vinha detrás de uma porta, não muito longe dali. Phobos sabia o que tinha atrás daquela porta. 'Medo' Pensou, com um sorriso, enquanto caminhava lentamente na direção da porta e a abria lentamente."
Phobos abriu os olhos e olhou ao redor. Um breve deslocamento do ar, algo quase imperceptível para mortais, mas parecido com um tiro de canhão para o deus. Ele olhou para as formas sombrias que se espalhavam pelo terreno banhado pela luz da lua. Espíritos de Terror, os "staffs" do grande evento que tinha preparado.
- Parece que eles estão vindo... - Diz o deus, com uma voz carregada por uma certa excitação.
E do meio do ar, uma fumaça preta começou a aparecer e tomar forma lentamente. E após alguns segundos, lá estava um campista... Uma campista. Romana. Phobos ergueu a cabeça e olhou bem para a semideusa. Sem que precisasse fazer esforço, ele já mapeava todas as aflições e medos da garota, embrenhando-se dentro da mente dela sem que ela notasse.
- Filha de Dionísio... - Ele sussurra, com um sorriso divertido no rosto, mas depois volta a ficar sério.
A mesma aparição de semideuses aconteceu outras oito vezes, e a cada semideus que aparecia, Phobos analisava a mente do mesmo, e se deliciava com as fobias e medos que encontrava, as ilusões e devaneios que a mente dos mesmos gritavam na sua direção.
Quando finalmente os nove semideuses estavam ali, parados sob a grama num semi-círculo na sua frente, Phobos bateu palmas e duas luzes se acenderam acima do gramado em que estavam, fortes o suficiente para que iluminasse todos que estavam ali, semideuses, o deus e os Espíritos na sua forma de sombra.
- Bem-vindos, semideuses. São corajosos por aceitarem minha oferta tão prontamente, e eu de fato espero que não me desapontem e deem o melhor de vocês lá dentro. - Ele aponta por cima do ombro, onde o contorno sombrio do hospício alemão abandonado erguia-se. - No momento em que chegaram nesse lugar, eu já avaliei cada um de vocês, e antes de começarmos... Queria dar uns avisos individuais...
Ele olha demoradamente para cada um deles, depois volta o olhar para a filha de Dionísio.
- Você, mocinha... Eu gosto quando os mortais de mente fechada me encontram. Eles tendem a achar que, de alguma forma, podem controlar sua própria mente, ou que não sentem medo de nada... - Ele abre um sorriso sádico. - Saiba que seus poderes não estarão sempre ao seu lado... E quando o corpo se cansa... - Ele sobe um dedo na direção da testa dela. - Eu venço. Boa sorte no Labirinto... Vai precisar.
Phobos anda para a frente da próxima garota, uma filha de Nyx.
- Conheço o medo que ronda a sua mente, garotinha. Não deixe que a fúria domine você. - Diz, sem acrescentar mais nada, sabendo que o recado tinha sido dado e passando adiante para a filha de Poseidon.
- Já ouvi falar de você. Seu sobrenome é deveras famoso entre os deuses. Gêmeas de um dos três grandes, irmã que se torna uma caçadora. Um controle peculiar sobre seus medos... Mas as vezes as coisas que tememos estão mais próximas do que imaginamos.
Depois dessas palavras, ele para na frente da filha de Athena e solta uma gargalhada audível, olhando ao redor como se procurasse alguém.
- Ora ora ora, vejam só quem resolveu aparecer! Adoraria que seu namoradinho estivesse aqui também... Temos uns assuntos pendentes ainda, se me lembro bem. - Comenta, olhando fundo nos olhos dela. Ele conseguia ver cada cena dentro da mente da garota. - Não imaginei que logo você fosse estar aqui, com tanta coisa para se lembrar e temer... Acho que subestimei a sua coragem, não é mesmo? Veremos se toda essa "coragem" te trará frutos quando olhar novamente os olhos da fera... - Diz ele, rindo quando pronuncia a palavra "olhos" e passando adiante para o filho de Hades.
- Um filho da escuridão entra no Labirinto do medo. - Ele entorta a boca, pensativo. - Não parece uma boa ideia pra mim, meu caro. Não é uma das melhores formas de ganhar a atenção daqueles que ama, não é mesmo? - Pergunta, quase num sussurro hipnótico enquanto anda para o filho de Zeus.
- Você, jovenzinho, tem muita coragem, sabia? Me lembra um pouco meu pai, sempre gritando aos quatro ventos que não tem medo de nada. Ou até mesmo o seu pai, que resolve tudo de formas... Definitivas. - Comenta, escolhendo a última palavra com cuidado e lançando um rápido olhar aos céus. - Mas as vezes... Não ter medo de nada pode trazer o medo de ter medo, criança. Cuidado.
Ele olha em frente, para outra filha de Poseidon, mas romana.
- Devo admitir, eu nunca lidei diretamente com uma amazona, não que me venha a memória agora. Mas conheço bem filhas do deus do mar... Serenas como uma marola calma, furiosas como um violento tsunami. Mas a sua mente também é tão inconstante quanto o reino de seu pai.
Finalmente, o deus chega na frente do último semideus masculino a chegar, o filho de Hécate.
- Filho da magia. Seu medo é peculiar, sabia? Curioso... - Ele fica em silêncio por algum tempo, olhando nos olhos do garoto. - O Labirinto vai adorar brincar com você. Ele adora pessoas com medos gritantes.
O deus ainda dá mais uns passos para o lado, olhando para a outra filha de Poseidon.
- Parece que vocês tendem a querer testarem a si mesmas, não é? - Olha para as outras filhas de Poseidon, que o observavam. - Você, como uma ceifadora nata, deve saber que existem destinos piores do que a morte, não é mesmo? - Phobos dá um sorriso sádico, usando apenas uma minúscula parcela da sua influência para que a garota visse seu medo passar em sua mente. Assim que a imagem pisca na visão da garota, o deus dá mais um sorriso sádico. - Exatamente.
Depois das conversas individuais, o deus volta ao centro do semi-círculo, apontando para o manicômio na frente deles.
- Aquele, meus caros, é o Manicômio de Frankfurt, fechado a muito tempo pelos mortais insolentes. Local de muita dor, agonia, desespero... Medo. E é lá, no nível mais profundo do subsolo, que se encontra a Espada Morghul, esperando um vencedor, um campeão para levantá-la e espalhar o terror no coração daqueles que se opuserem a ela e ao seu portador. Dentro daquele lugar, existem 7 níveis, sete andares se preferirem, e em cada andar existe um desafio diferente para cada um de vocês. Lembrem-se que isso é mais do que um torneio de luta, ou de estratégia, é um torneio de força mental, quanto tempo vocês aguentam seus próprios medos. - Ele estrala os dedos, e os Espíritos de Terror que aguardavam ali ficam frente a frente com cada campista. - Assim que eu der a ordem, vocês serão levados para dentro do Labirinto, onde a aventura de vocês começa. Eu estarei observando tudo, então não me decepcionem.
Ele respira fundo, olhando para cada semideus.
- A Morghul chama o campeão dela, ela clama por um bravo semideus ou semideusa para levá-la ao calor das guerras e batalhas que encontrar. Toquem o ombro da sombra na sua frente agora, e boa sorte.
Assim que cada campista toca o ombro das sombras na sua frente, eles são engolidos pelas sombras rapidamente outra vez, sumindo do local. Um alarme soa dentro do manicômio, como que avisando que nove semideuses tinham chegado para enfrentarem seus medos.

--//--

DENTRO DO LABIRINTO...

Os semideuses acordam lentamente. Eles estão em uma sala mal iluminada, com cadeiras e mesas viradas e encostadas na parede, como se algo tivesse jogado elas ali violentamente para tirá-las do caminho, e além disso estão completamente sozinhos no silêncio profundo do local. Nas paredes, escritas em latim ou alemão que os antigos frequentadores do manicômio tinham escrito. Existe apenas uma porta, uma luz verde fraca pisca acima dela lentamente, indicando quase que por dedução que aquele seria o caminho a trilhar. Na porta, uma placa velha de latão tinha uma escrita em grego ou latim, com os dizeres: Nível 1 - Distorção.
Depois de se levantarem e analisarem se todos os seus pertences estão ali, os semideuses abrem a porta e vêem um corredor bem longo, aproximadamente 30 metros, com espaços muito grandes entre uma luz e outra, o que deixava vãos escuros entre elas. No fim do corredor, uma curva para a direita ou para a esquerda, com uma placa verde que não indicava direção nenhuma e dizia: Nível 2 - Desespero.
Os campistas tentam correr ou andar pelo corredor, mas sempre que piscam os olhos, parecem ter voltado desde o começo da caminhada. O fim do corredor nunca chega.

_________________________________________________________________________________________

Instruções do Evento:
COMO VAI FUNCIONAR O LABIRINTO:

Nesse evento, o que conta não será manter o seu HP cheio, muito menos só chegar no fim do Labirinto. Para alcançar seu objetivo, você terá uma outra barra, uma espécie de contador de HP, mas que vamos chamar de "Estado Mental". Esse contador será a chave para o seu sucesso dentro do Labirinto, e o seu Estado Mental atual determinará se as suas ações darão certo ou não. Abaixo apenas um esquema para que vocês entendam o que eu estou falando

Barra de Estado Mental:


Entre 75% e 100%, estado "Calmo" => O semideus está focado no objetivo e calmo. Todas as suas ações tem 90% de chance de darem certo.

Entre 50% e 75%, estado "Amedrontado" => Você sente o peso e a escuridão do Labirinto, e o medo começa a tomar conta de você. Suas ações tem 75% de chance de darem certo.

Entre 25% e 50%, estado "Aterrorizado" => As paredes do Labirinto parecem estar mais escuras que o normal, você se assusta com uma mera sombra... Será que é uma sombra? Tudo parece te botar medo, você respira descompassadamente, totalmente em pânico, sem conseguir pensar direito. Suas ações tem 50% de chance de darem certo.

Entre 1% e 25%, estado "E.d.I. (Estado de Insanidade)" => Você está perdido dentro da própria mente. Constantemente vê ilusões, tem flashbacks do seu passado, vê pessoas fantasmagóricas correndo pelo teto, as paredes sussurram coisas num tom quase inaudível, e você começa a esquecer porquê está ali. Suas ações tem 25% de chance de darem certo.

Barra atinge 0%, estado "P.d.C. (Perda de Consciência)" => Sua mente está tão abalada e o corpo tão cansado que sua visão escurece aos poucos, as sombras começam a engolir você. O semideus acorda numa maca na enfermaria fora do hospício, sendo tratado por Espíritos de Terror na sua forma normal, em sombras. Você perde o evento.

Durante o evento, cada post de vocês será avaliado de uma forma um tanto diferente. Terão 5 critérios principais (Ortografia/Gramática, Realismo, Movimentação NPC/Player, Solução do Problema e Interação Semideus/Labirinto), e as mesmas serão avaliadas com notas -1 ou 0, sendo 0 a melhor nota e -1 a pior. Essas "notas" serão computadas como pontos na sua barra de Estado Mental, portanto a sua meta deve ser sempre tirar 0, assim você perderá 0 na sua barra e continuará por mais tempo no Labirinto.
Toda vez que postar no labirinto, você deverá fazer uma ação frente ao problema apresentado. Essa ação terá uma certa porcentagem de dar certo dependendo de como estiver o seu Estado Mental.
Independente das outras notas, todo semideus sempre perderá 3 na sua barra de E.M., a cada post que fizer. No total, um semideus pode perder no máximo 10 na sua barra (5 dos critérios, 3 do valor fixo e 2 se a ação der errada).

Exemplo: Semideus A encontrou uma aranha gigante no seu caminho, e tentou matá-la enfiando uma flecha no seu olho. Sua barra de E.M. está em 53%, ou seja, ele está Amedrontado e tem 75% de chance da flecha acertar o olho da aranha. Caso ela não acerte, ele perderá 2 na barra de E.M. e mais uma quantia de HP do ataque que receberá da aranha.

Abaixo, as notas da avaliação de cada post:

Ortografia/Gramática
-1 => Apresenta erros.
0 => Erros aceitáveis / Perfeito.

Realismo
-1 => Personagem fora do Estado Mental esperado.
0 => Personagem dentro do padrão esperado / Perfeito.

Movimentação NPC/Player
-1 => Pouca ação do NPC e/ou Player.
0 => Ações aceitáveis / Perfeito.

Solução do Problema
-1 => Fácil demais / Fora da realidade
0 => OK / Perfeito

Interação Semideus/Labirinto
-1 => O semideus esqueceu da existência do Labirinto.
0 => Interação aceitável / Perfeito

Ação
-2 => Ação não funcionou
0 => Ação funcionou

OUTROS DETALHES IMPORTANTES

~> No meio do caminho, cada campista pode achar uma seringa com adrenalina. Esse item, se encontrado por algum deles, aumenta sua barra de E.M. em 20%. Cada semideus tem 5% de chance de achar essa seringa a cada post que fazer no evento! Basta um pouco de sorte.

~> Cada nível do Labirinto requer, no mínimo, 3 ações que deram certas para serem concluídas. Ou seja, um semideus no nível 1 do Labirinto só pode passar para o nível 2 se três das suas ações derem certo.

~> Cada campista tem 15% de chance de encontrar outro campista a cada nível do Labirinto. O que fazer quando o encontrar fica a critério dos semideuses.

ESQUEMA DE POSTS

Eu posto uma determinada situação (a de agora foi o corredor que nunca acaba) e você posta a sua ação para tentar solucionar aquele problema. Seu post será avaliado conforme dito anteriormente. Cada participante tem uma semana para postar depois de mim, caso contrário terá perda de 10 na barra de Estado Mental.
Qualquer dúvida, mandem MP ou me procurem no chatbox.
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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Paul Foster em Ter Dez 16, 2014 6:04 pm

Nível 1 – A Distorção
Logo de cara eu senti nada de especial. Ser sugado para outro lugar estava virando rotina no acampamento. Mas não demorou muito e o clima mudou, Phobos lá estava, afinal. Era difícil bloquear a mente, não dele, mas de mim. Eu imediatamente comecei a pensar em coisas ruins e em medos, como se espera de qualquer um, mas eu não queria isso. Não me importava se Phobos iria ler ou não meus medos, mas não queria que ele tivesse um efeito tão grande sobre tais fobias a ponto de usá-las contra mim ainda dentro da mente.
Mas ele era, de fato, poderoso e levemente assustador. Iniciou seu monólogo, mas foi curto, logo passou por cada participante, tentando levar-nos à loucura o quanto antes. Fiquei focado em lutar contra minha própria mente enquanto o deus brincava com as outras, mas logo este chegou perto e eu abri os olhos, encarando-o, ainda sem ver uma forma definida, aquilo me agoniava demais. Algo não sólido parecia absurdamente inaceitável.
- Um filho da escuridão entra no Labirinto do medo. – falou o deus. - Não parece uma boa ideia pra mim, meu caro. Não é uma das melhores formas de ganhar a atenção daqueles que ama, não é mesmo? – sua voz perturbadora se afasta enquanto ele se dirige ao próximo semideus.
“Chamar atenção?” pensei. “Ah, com toda a certeza, tinha uma espada quase perfeita, mas o real motivo de eu vir foi chamar atenção...”. Revirei os olhos, olhando para frente e vendo algo peculiar. “Um filho da escuridão no Labirinto do Medo... Talvez não seja um bom negócio mesmo, mas nunca confio nas probabilidades.”
Quando ele terminou, percebi que tinha ficado alegre cedo demais. Deuses nunca desistem de falar além do necessário.
- Aquele, meus caros, é o Manicômio de Frankfurt, fechado há muito tempo pelos mortais insolentes. Local de muita dor, agonia, desespero... Medo. E é lá, no nível mais profundo do subsolo, que se encontra a Espada Morghul, esperando um vencedor, um campeão para levantá-la e espalhar o terror no coração daqueles que se opuserem a ela e ao seu portador. Dentro daquele lugar, existem 7 níveis, sete andares se preferirem, e em cada andar existe um desafio diferente para cada um de vocês. Lembrem-se que isso é mais do que um torneio de luta, ou de estratégia, é um torneio de força mental, quanto tempo vocês aguentam seus próprios medos. – e de repente surgem mais seres esquisitos, um em frente a cada semideus. - Assim que eu der a ordem, vocês serão levados para dentro do Labirinto, onde a aventura de vocês começa. Eu estarei observando tudo, então não me decepcionem.
“A Morghul chama o campeão dela, ela clama por um bravo semideus ou semideusa para levá-la ao calor das guerras e batalhas que encontrar. Toquem o ombro da sombra na sua frente agora, e boa sorte” finaliza.
Mais uma vez, engolidos pelas sombras e levados a um local diferente. Mas dessa vez seria realmente diferente, eu podia sentir, não era algo que eu já havia vivido ou poderia imaginar. Obviamente, eu estava certo. Descobri isso assim que pisei no solo branco de Frankfurt.
---
Despertei lentamente, observando tudo que conseguia do local à minha volta. Tudo parecia bagunçado, com mesinhas jogadas em todo o canto. Latim e alemão preenchiam as paredes, mas eram línguas desconhecidas para mim, que fui obrigado a ignorar. Eu era um ponto negro em meio a um mar esbranquiçado de loucura. A luz verde – que talvez indicasse a direção – brilhava sobre a única porta da sala. Ainda ali brilhava em grego uma placa. Identifiquei os seguintes dizeres: “Nível 1 – Distorção”, pelo menos eu acho que foi isso.
Me levantei e procurei por todos meus pertences, que lá estavam. Tirei minha espada da bainha e comecei a caminhar em direção à porta. Com cuidado eu abri a porta e observei o corredor longo e pouco iluminado. No fim dele uma curva levava-nos a segunda parte, aparentemente denominada de “Desespero”. Foram necessários apenas dois passos para que eu estivesse de volta à sala. Tentei imaginar meu erro, mas de nada eu lembrava ter feito. Tentei mais uma vez, os olhos semicerrados e corpo atento a cada movimento que eu fazia, mas inexplicavelmente eu estava de volta ao início mais uma vez.
Desta vez tentei correr, meus olhos bem abertos puderam me ver passar pelos pontos nos quais eu havia sido pego pela magia, mas logo em seguida, ao relaxar, eu voltei ao zero. Com uma exclamação muda de “ah!” eu percebi o erro. Sai pela porta da sala e fechei os olhos, mas ao abri-los já estava no começo pela milésima vez.
Sorri, agora sabendo qual era o problema, mas precisando de uma solução. Não piscar não era possível, não por 30 metros, eu sequer pretendia tentar, mas sabia que alguma coisa precisava funcionar. Talvez o inverso.
“Não custa nada tentar” pensei. “Bom... talvez custe...”.
Fechei os olhos e caminhei. A espada erguida na mão direita e a esquerda tateando as coisas até a porta. Eu a abri e caminhei apressadamente. Meus pensamentos eram óbvios: correr me deixaria ainda mais vulnerável a um ataque físico, por causa da atenção que eu perderia. Caminhar lentamente me tornava um alvo fácil, mas caminhar apressadamente me dava possibilidade de focar em meus poderes, que poderiam ser úteis.
Nas partes escuras eu costumo não ser encontrado facilmente e ainda me sinto mais forte, enquanto na área iluminada, só o meu maior investimento seria útil: sentir aproximação das coisas. Eu esperava contar com isso para sentir qualquer aproximação antes que ela chegasse e se isso ocorresse, somente meus reflexos e minha espada me salvariam, eu não abriria os olhos nem para lutar.
Se era uma distorção, eu impediria meus olhos de verem ela e de me enganarem, usando meus sentidos e poderes para compensar a sua falta. Minha mão esquerda procuraria o fim do corredor e o acesso à próxima parte do problema.
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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Annabeth Chase em Ter Dez 16, 2014 6:36 pm



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Do que você tem medo? É complicado até de falar não é? Sim quando sentimos muito o medo de algo temos tendência a não querer sequer tocar no assunto de tão instável e fragilizados que ficamos ali com toda certeza esse medo seria ampliado em massa, porem quanto mais se foge do medo mais ele tem tendência a se ampliar, maiores e mais presentes eles se tornam e a filha de Athena estava disposta a mudar isso.
Passar pela escuridão não foi fácil, enquanto era engolida por sombras Annabeth se sentia como se voltasse ao mundo inferior onde às almas do rio leto ainda lhe sussurravam para desistir, se render e entregar de vez tudo e a vida ser deixada para trás, o ar gélido tocando sua pele causava arrepios por seu corpo delgado e então tudo acabou e ela sentiu alguém tentar lhe invadir a mente no momento que seus pés tocaram o solo.

Ela encarava o deus do medo sentindo esse querer penetrar o mais profundo e obscuro lugar de sua mente, ela tentava barra-lo a todo custo aprendera a controlar isso, mas era perceptível que não bastava aprender a controlar a mente quando seus sentimentos berram e seu coração acelera como louco, ela aprendera isso com Piper quando a mesma a salvara no templo de Ares em busca das palpitações do deus acorrentado. O deus fizera comentários deveras ofensivos a boa parte ali ainda assim a filha de Athena não dera muita bola sabia que qualquer um em seu lugar faria o mesmo.

O deus seguiu com suas explicações instantes depois sobre o labirinto ser na verdade um manicômio, no estilo que ela acharia estar mais propício a Dionísio do que ao deus que o representava ainda sim ela entendera o porque da escolha, lugares assim tem tendência a presenciar um nível de loucura catatônica que leva uma pessoa a entrar em um local a mais do desespero, um nível inalcançável onde só o sofrimento persiste até que o vença.
Ao estralar os dedos após a explicação um espirito negro surge à frente da loira e com palavras que deveriam parecer de incentivo à semideusa parte com toque da mão sobre o ombro da criatura e mais uma vez as sombras tomavam conta de seu corpo e sua mente a fazendo lembrar das piores coisas existentes perante a terra.

...

Annabeth acordou em um local precariamente iluminado, mesas e cadeiras se espalhavam por ali juntamente a parede jogadas de qualquer forma como se alguém tivesse as atirado ali, as paredes eram totalmente riscadas com dizeres em Latin o que prendeu atenção da prole da deusa da sabedoria que levantou-se caminhando para lá analisando com calma as escrituras, porem não podia perder tanto tempo, ao olhar para o lado deparou-se então com a porta iluminada por uma luz verde acima e uma placa de metal indicando o caminho ou o lugar que estavam.

Aprenda uma coisa sobre qualquer filho de Athena, eles são naturalmente desconfiados e com a garota não seria diferente, ao abrir a porta Annabeth analisou com cuidado o corredor a frente, nenhum perigo iminente apenas uma segunda porta ao final deste indicando o segundo estagio do labirinto do medo, fácil demais, ela pensou enquanto sacava a faca olhando ao redor como se algo fosse pular sobre si, algo estava muito errado ela podia sentir isso.

Ao retornar para o lugar que estivera logo no inicio constatou que estava certa, estavam brincando com sua mente, um suspiro escapou de seus lábios enquanto abria a porta do local uma segunda vez caminhando com cuidado, parou ao meio do corredor encostada a parede com a faca em punho, tinha algo escondido e ela deveria captar o que era, fechou os olhos com força se concentrando no lugar em si e não na ilusão que estava distorcendo tudo, estava fácil demais isso não poderia ser considerado algo normal na vida do semideus.

-Revele seus segredos- Ela pronunciou em grego antigo enquanto concentrava sua mente para retirar o que quer que estivesse brincando com ela, vinha dali de algum ponto e ela procurou no mais profundo do ser separando a realidade da mentira no intuito de buscar o real e não o imaginário, dessa forma ela pretendia quebrar a ilusão e em fim enfrentar a presença que se escondia sobre as sombras para passar ao segundo nível daquele labirinto.
clothes: this (clica!) # tags: Lya and Lisse# music: Titaniun.  # Thanks Maay From TPO.

Spoiler:

Armas
*Adaga de Coruja - Adaga feita de bronze celestial, é leve e maleável e possui uma lâmina curta extremamente afiada, o punho é decorado com uma coruja e ela sempre retorna a mão do usuário.
-Bone de invisibilidade-Um boné dos NY Yankees
Feito com tecido com fios sagrados e abençoados pela deusa da sabedoria, sendo feito especialmente para Annabeth. O boné é capaz de absorver as partículas de luz do local, desviando-as e tornando o usuário invisível pelo tempo que ele desejar.
Faca- Uma faca comum de bronze celestial
Poderes
• Boa Dicção- Basta falar um pouco mais forte, mais baixo, se comunicando do jeito correto o semideus consegue convencer qualquer um de que ele é que está certo podendo inclusive convencer um ser malvado a se tornar bondoso.
Level 2
• Escudo Mental I - Usando este poder um escudo é formado em sua volta, criado por sua mente no espaço físico e mental (ou seja, é real, porém invisível) . Este escudo é fraco e dura apenas uma rodada, com chances de falhar.


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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Becka Klasfox La'Fontaine em Ter Dez 16, 2014 7:44 pm



Não foram erros. Foram escolhas

Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifício voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas.

Sabe-se que às vezes a vida vem correndo por trás e te empurra com toda a força. Você rala o joelho, machuca o cotovelo, sente o gosto de areia na boca, fere o lábio, mas tudo se supera assim como o medo a dor e a perda, dizem que o tempo cura tudo, talvez não seja totalmente verdade.

Engolida pelas sombras Rebecka foi a primeira a aparecer perante o deus do medo, olhava as unhas tentando não pensar que Phobos estava invadindo sua cabeça ela podia sentir já fizera isso antes com diversas pessoas, brincava com elas afinal era a filha do deus da loucura, e o ouviu sussurrar para si quando está chegou ao local.

-De Baco- Corrigiu debochada era romana e não grega, pouco se interessou em olhar os outros semideuses que invadiam o recinto, e quando o deus começou a falar  sobre ela em fim conquistou sua atenção e ela não perderia a chance de retrucar a altura- Não controlo minha mente ela é insana- Respondeu de forma sádica- E poderes não são tudo na vida, tenho medo como todo mundo- Revirou os olhos como se não se importasse querendo rir na cara do deus por ser tão idiota por achar o contrario.

Ela não prestava realmente atenção enquanto o deus comentava sobre o restante dos participantes até este mencionar um manicômio e ela erguer a cabeça o fitando, um hospital de loucos? Isso era o labirinto? Sua testa estava franzida em ultraje tinham lhe feito uma homenagem e ela nem estava sabendo- E se decepcionarmos fara o que meu caro?- Ela perguntou rindo como louca cruzando os braços na altura do peito ficando quieta em seguida para ouvir o que ela denominou como um “Gran Finale de Buena Sorte”. Colocou a mão sobre o ombro da criatura feia a sua frente e deixou-se retornar novamente as sombras, engolida por aquele ser estranho.

Quando acordou já se encontrava em um local totalmente diferente, como um deposito velho com coisas jogadas de qualquer jeito e pichações por toda parte, frases, textos ou seja lá o que fossem aqueles rabiscos sobre a parede, uma porta se encontrava não muito longe com a plaquinha enferrujada de distorção acima e um vaga-lume piscando, logo ela adentrou o local encontrando a segunda passagem, um sorriso malicioso surgindo aos lábios enquanto caminhava para lá, prestes a abrir a porta no entanto percebeu estar de volta ao local que iniciara a corrida contra o tempo.

-Ah saquei- Riu- Só pode estar tirando uma com a minha cara tio- Ela debochou enquanto pegava uma das mesas ao canto e prendia a porta com ela, pegou uma segunda colocando no inicio do corredor entre uma porta e outra para seguidamente fazer o mesmo com uma cadeira, sentando-se sobre esta por fim batucando uma melodia conhecida em código morse- Bem sem vinho fazer o que, espera chata essa, mas e ai o que vai ser? Um anãozinho vai pular das sombras com uma faquinha ou o Jack Speraw vai aparecer com a espadinha louca dele pedindo pra resgatar seu navio- Ela gargalhou como louca enquanto batia sobre a mesa como se contasse a melhor piada de todo mundo- Sei o que está fazendo Lorde Phobos, não sou idiota e a plaquinha na porta te denunciou, distorção de imagem está brincando com minha mente, seu cenário trouxa é falso, já fiz isso eu mesma com os campistas do acampamento, você adentra a mente e o faz pensar que esta vendo algo que não existe pra depois rir da cara dele- Ela debochou- Então pulemos a próxima fase que essa não colou, e ai o que vai ser?- Ela sorriu enquanto deitava sobre a mesa com um bocejo escapando de seus lábios- Céus preciso beber, esperar é tão chato- Fechou os olhos querendo dormir.

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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por James Lane em Ter Dez 16, 2014 10:13 pm







James Athur Lane
"Η δύναμη είναι μόνο ισχύς.

No momento em que dito as palavras para a estátua, sou completamente envolvido pela escuridão e meu corpo físico se torna fumaça. Mas, ainda assim, me sentia como se estivesse normal, com o cajado em minhas mãos. Um instante depois, eu consigo sentir meu corpo se refazer lentamente, mas tudo continuava completamente negro até que sinto o chão sob meus pés e meu corpo volta a ter massa, o que quase me faz quase cair, pois acontece muito repentinamente.

Tudo continuava escuro, porém dessa vez eu sabia que era apenas a falta de luz e não trevas envolvendo-me. Imagino conseguir distinguir sete vultos dispostos a partir do meu lado direito em um semicírculo e mais um ao meu lado esquerdo. Aperto meu cajado com firmeza, pensando em usá-lo para produzir luz, mas isso se mostra desnecessário, quando ouço palmas e luz se acendem, fazendo meus olhos arderem.

Fecho-os com força e tampo-os com uma mão, enquanto a outra ainda segurava o cajado. Tiro lentamente a mão do rosto, abrindo ainda mais lentamente os olhos.

Estava certo sobre os vultos e além deles, o Deus estava ali parado na frente de todos nós. Reconhecemos alguns vagamente, porém outros, eu nunca havia visto ou talvez só não conseguisse me lembrar deles. No momento, não importa. Presto atenção ao deus, notando também todo o local em que estávamos. O Deus começa a falar, enquanto eu observava o edifício atrás do mesmo, sentindo um estranho frio na barriga que era ao mesmo tempo excitação e medo.

Enquanto observava o edifício o deus começa a falar com cada semideus presente, individualmente. Em minha vez, após falar, o deus me encara o que não acho muito legal, com aqueles olhos extremamente sombrios, que me dão MUITO medo, mesmo.

Após o deus terminar de falar, enquanto eu pensava sobre o que ele falou para mim, começando a pensar se fora realmente uma boa ideia vir. Como a maioria das coisas que eu fazia, eu não havia pensado sobre isso, até este momento. Minhas ações impulsivas, vão acabar por me matarem penso, tocando o ombro da sombra a minha frente que saiu das sombras do local, onde nos encontrávamos, após o deus estar os dedos, e pela segunda vez no dia, sou embalado pela escuridão.

Acordo lentamente, sentindo uma leve dor de cabeça e atrás dos olhos. Minha visão está um pouco embaçada não me sinto muito bem. Sento-me e pisco os olhos para clarear a visão. Passam-se alguns segundos, até minha visão estar totalmente clara e me levanto, tentando descobrir onde estou, mas a resposta está no momento anterior, quando na companhia dos outros semideuses e do Deus.

Olho ao redor da sala onde estou, vendo cadeiras e mesas jogadas pela sala, onde também há pichações nas paredes em uma língua que eu não entendia, na verdade, eu sequer sabia onde ficava esse hospício onde eu estava Phobos provavelmente deve ter mencionado isso, mas não me lembro, agora.

Na sala onde me encontro, além de toda a bagunça a qual fiquei observando por algum tempo e as pichações, havia também uma porta onde acima dela, uma luz verde piscava. Por intuição ou porque é o único caminho a partir da salinha onde estou, deduzo que aquela porta me leva ao caminho que devo seguir e ao aproximar-me dela, noto uma placa de latão onde está à inscrição παραμόρφωση. “Distorção” traduz minha mente.

Seguro a maçaneta da porta e respiro fundo, quando me lembro do cajado e volta para pegá-lo caído ao lado do lugar onde eu estava deitado.

-Só não esqueço a cabeça porque está grudada.

Sorrindo de nervosismo, volto até a porta e abro-a, esperando por um cenário de caos, onde monstros esperam ansiosamente para se banquetear com minha carne, mas não é isso o que vejo. E o cenário me faz rir, um riso extremamente exagerado, no qual se misturam vergonha, enquanto me sinto idiota e também nervoso, pois a porta dá para um corredor bastante longo, com luzes que piscam e com muito espaço entre si. Nesses espaços entre as luzes, sombras que me parecem bastante profundas.

Contenho-me um pouco, mas o sorriso não sai de meus lábios, sinto minhas bochechas doerem, mas não consigo forçar-me a ficar sério. Entro no corredor e a porta se fecha atrás de mim. E tarde demais, penso que deveria ter usado uma daquelas cadeiras na sala anterior para segurar a porta. Caminho pelo corredor, segurando o cajado com as duas mãos, pronto para usá-lo para me defender.

Caminho pelo corredor, cautelosamente, tentando fazer o mínimo de barulho, possível. Lentamente o sorriso some da minha face, dando lugar a uma expressão muito séria. Enquanto eu dou atenção a todos os meus sentidos. Minha pele está totalmente arrepiada e cada som parece aumentado aos meus ouvidos. Fecho os olhos por um instante e respiro profundamente. acalme-se James, não há nada nesse corredor. Respiro mais algumas vezes e abro os olhos novamente.

- de brincadeira comigo?

A porta está à mesma distância que estava antes de eu ter começado a caminhar pelo corredor. Deixo os ombros caírem, suspirando e começo a correr pelo corredor, e o fim dele se aproxima, até que eu pisco os olhos e ele está novamente longe. Tento andar, correr, caminhar lentamente, e se minha noção de tempo for correta, o que raramente é, passei uma meia hora tentando atravessar o corredor. E mais uma vez, corro pelo corredor sem piscar, fazendo meus olhos lacrimejarem, até que em um dos espaços escuros entre as luzes, a luz da frente pisca e estou novamente no início do corredor.

-φωτισμός!

Digo a palavra iluminação em grego e uma bola de luz salta do meu cajado, flutuando acima de mim. Mentalmente ordeno a luz ir ao fim do corredor e ela faz até chegar à metade e desaparecer no ar, quando esqueço e pisco os olhos.

Suspiro de frustração e sento-me no chão, para pensar no que fazer. Correr não adianta andar também não, meus feitiços provavelmente não terão nenhum efeito aqui, então o que fazer? Penso por alguns momentos, repassando tudo desde o momento em que eu acordara na sala a bagunçada e a imagem da porta volta a minha mente. “Distorção” estava escrito nela.

Sinto vontade de rir. Porque não lembrei antes? Tão simples! Distorção. Sinto-me deliciado com meu entendimento, mesmo que tardio, mas também um pouco idiota por ter demorado tanto. Levanto-me novamente e fecho os olhos. Esse corredor distorce o que estou vendo, então se eu não estiver vendo, não posso ser afetado. Começo a caminhar lentamente, me sentindo meio idiota e com o temor de que eu estivesse errado quando a minha tentativa atual de ultrapassar o corredor.

Uso meu cajado para não bater na parede, quando finalmente chego ao fim do corredor, carregando-o levemente inclinado com a ponta de baixo para frente, que topa na parede do fim do corredor e encosto na mesma, com as costas. Abro os olhos para ver o que fazer agora e ao meu lado direito, que seria o lado esquerdo se considerarmos o ponto de vista do inicio do corredor até aqui.

No teto do corredor há uma placa pendurada com cordinhas, como as vistas em alguns hospitais, mas que se tornavam cada vez mais raras: “Nível 2 – Desespero” Sorrio sarcástico e com o mesmo humor, penso: Maravilha, vou tentar lembrar o que está escrito nessa placa, quem sabe me ajude.

Fecho os olhos novamente e entro na curva do corredor, à espera do que acontecerá a seguir, mas já imaginando, pela placa.

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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Isabella Fields em Qua Dez 17, 2014 5:11 pm

Phobos espertinho
Isabella agora tinha uma nova meta..não ser engolida por sombras novamente. Esse com certeza não é o melhor método de viagem, num momento você está lá e no outro seu corpo se esvai em fumaça, seus pensamentos são um turbilhão a sua volta e seu estomago fica completamente revirado do avesso. A menina deu graças a Zeus quando enfim chegou ao destino e pode sentir seu corpo novamente.

Quando sua consciência voltou ao normal, Isabella se viu em frente a um manicômio, sem brincadeiras, havia uma placa antiga escrito Manicômio de Frankfurt. Ótimo lugar pra se morar né Phobos?. Estavam ao todos 9 semideuses em pé na grama seca e sem cor do local, dispostos numa meia lua desajeitada e no centro claro, o deus Phobos.

Isabella não prestou muita atenção no que o deus falava, até o mesmo chegar bem próximo dela dizendo: -Conheço o medo que ronda a sua mente, garotinha. Não deixe que a fúria domine você.- Tentou ignorar os pensamentos que vieram a sua mente com essas palavras. Phobos realmente sabia brincar. A menina agora sentia um frio familiar correr por todo o seu corpo, talvez não tenha sido uma boa ideia, talvez ela não esteja preparada, mais agora é tarde para desistir.

Bella meia receosa tocou na sombra a sua frente e sumiu novamente em fumaça. Quando acordou estava numa sala escura, fria e bagunçada. -Faxina que é bom nada, né?- Havia cadeiras e mesas quebradas por todo o lado, e nas paredes palavras em alemão, cujo significado Isabella ficou aliviada em não saber. A sua frente, uma porta com uma luz verde fraca piscando em cima, e uma placa de latão com os dizeres em grego antigo: Nível 1-Distorção,  bom, parecia o caminho a se seguir. -Então tá né, lá vou eu!-. Chegou rapidamente se todos os seus pertences estavam lá e abriu a porta.

Ao atravessar Isabella se viu num corredor enorme e mal iluminado. No fim do corredor outra placa de latão escrito em grego antigo: Nível 2-Desespero. A menina olhou para todos os cantos, a espera que um monstro ou qualquer outra coisa aparecesse para mata-la, mais nada aconteceu. Então seguiu devagar pelo corredor, segurando sua espada por segurança.

Quanto mais andava mais longe do final ela ficava. Isabella começou a ficar nervosa e preocupada, não queria ficar ali para sempre. Ela andava mais rápido na tentativa de alcançar o final, mais sempre que fechava os olhos voltava para o começo. Então parou por um minuto, e pensou: Espera aí, na placa dizia distorção, então... -Phobos seu espertinho, não vai ser dessa vez.-

Então Isabella fechou os olhos e caminhou lentamente pelo corredor com a mão esquerda esticada, até sentir uma presença, a mesma que a trouxe para dentro do manicômio. Então como da primeira vez, se transformou em fumaça, sendo transportada para o próximo nível.









Nada a declarar

 
 
 
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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Alexia Z. Watts em Qui Dez 18, 2014 12:09 am


Learn to control your fear and get rid of it

Em frente ao altar do deus Phobos, sinto a adrenalina mergulhar em meu sangue como glóbulos extras em minhas veias. Parede que estou preste a cometer suicídio, afinal, brincar com os seus medos é algo que não deveria fazer, mas talvez isso irá me trazer uma sensação de liberdade. Sei que não vou findar com meus medos, mas sim supera-los, e talvez isso seja o combustível dessa ideia insana em participar do labirinto do deus. Tomo coragem e digo as palavras necessárias para começar, então olho para baixo e vejo as sombras se transformando em fumaça espessa e negra, ela envolve meus pés e sinto-me cada vez mais sufocada a medida que ela sobe em espiral pelo meu corpo. Sinto-me sufocada pelas sombras, não gosto da escuridão... nem de sombras, nem de subterrâneo. Mas preciso superar.

As sombras se dissipam e eu volto ao estado normal. Sinto um gosto ruim na boca, mas tento ignorar ao sentir novamente a presença assustadora do deus. Assim que chego, mal tenho tempo de digerir a situação e os presentes, pois os olhos do deus quase me paralisam enquanto ele brinca com a minha mente, vasculhando meus medos mais profundos. Medos que eu talvez nem saiba da existência. Mantenho-me firme em meu lugar, tentando lutar contra a carga negativa que é lançada contra minha mente. Felizmente, o deus desvia sua atenção para outro recém-chegado. Surpreendo-me com a quantidade de semideuses que aceitaram o desafio.

Minha mente não parava de trabalhar desde que coloquei os pés no lugar. Eu me lembrava a todo instante que o deus Phobos era também o deus dos truques mentais, essa era a arma principal dele. Manipular nossa mente para que vivêssemos nossos maiores medos. Eu preciso blindar minha mente desse tipo de ataques. Preciso manter-me na realidade e não deixar que ilusões e truques se apossem de minha sanidade.

Eu não sei onde eu estou, e isso me causa um formigamento estranho na nuca. O lugar é horrível, morto e sem cores alegres, mas eu não esperava coisa melhor. A minha frente tem uma construção abandonada do que antes parecia um grande prédio. Os vidros das janelas estão quebrados e a tinta branca da pintura descascando. Não quero me imaginar lá dentro, o lugar não parece muito agradável. O Phobos começa a falar assim que todos chegam. Primeiro, ele começa a falar individualmente, o que me faz ter tempo para preparação mental. Aos poucos percebo rostos conhecidos, como o de Becka. A garota parece tão louca quanto o deus. Me pergunto se foi uma sábia escolha entrar nesse desafio. Talvez fui impulsa, o que certamente foi um erro. Como Rainha, deveria pensar mais sobre as escolhas e não agir somente pela a emoção e adrenalina. O que eu faria naquele lugar? Tudo que eu tenho são técnicas de luta e meus oponentes contam também com poderes herdados pelo seu progenitor divino. Não acho que poderes de Netuno vão me ajudar nesse momento.

Quando ele se dirige diretamente a mim, ergo os olhos. Sinto um pouco de raiva quando ele fala de mim como se eu me encaixasse no estereótipo das filhas de Poseidon. Não tenho nada a ver com minhas meias-irmãs, ainda mais gregas. Netuno teve poucas filhas e não conheço nenhuma outra mais, e lendo histórias de antigas herdeiras do deus do mar romano percebi que elas estavam longe de ser uma simples marola. Acontece que Netuno é diferente de Poseidon, mais agressivo e violento. – Sinto dizer que sou diferente das outras filhas do deus do mar  – respondo mantendo o tom frio. Não foi um gesto audacioso, tão pouco provocativo, apenas indiferente. Aliais, ele ainda é um deus e seria apenas um estralar de dedos para eu acabar em uma camisa de forças num sanatório. Agora, após todos os avisos individuais, Phobos aponta exatamente para a construção, apresentando-a como o Manicômio de Frankfurt, que eu nunca ouvi falar, naturalmente. Lá que se encontra nosso objeto de busca: a Espada de Morghul. É como um caça tesouro, só que perigoso e excitante. Phobos explica sobre o desafio, diz que existem 7 fases e cada uma seria um desafio diferente. – Que ótimo, vídeo game de vida real – murmuro, baixinho, sem nenhuma animação ou sentimento expressado na voz. Me sobressalto quando sombras escuram param em minha frente, parecem esperar algum sinal do deus, e eu não estava muito afim de descobrir o pra quê. Depois de uma frase de efeito do deus, ergo o braço sem hesitar, tocando a sombra a minha frente e sinto uma corrente fria inundar meu corpo.


~


O sinal estranho e ruidoso para segundos depois de eu me materializar na sala. Na verdade, não consigo me situar direito no que havia acontecido e do porquê de eu estar deitada no chão. Teria eu apagado como plano do deus e a sineta ter despertando-me? Isso definitivamente não importa agora. Levanto-me rapidamente do chão, quase que menos de meio segundo, com as adagas retiradas das botas em punho. Meus olhos varre o local, atentos a qualquer coisa ou movimentação. Eu estou numa sala parcialmente destruída. As lâmpadas mal desempenham seu papel de fornecer luz, as paredes também brancas estão manchadas de cores frias, e descascadas. Algumas frases são escritas de maneira gritante nas paredes, em latim, como “O fogo irá queimar todos nós” ou até “O chapeleiro-maluco disse que sou louca”. Embora as frases sejam engraçadas, a caligrafia não é. As letras são garranchosas e pretas, tremidas e erradas demais, como se um animais tivesse escrito as frases ali e não seres humanos. Atento-me ainda mais na sala onde me encontro. Não parece ter perigo físico, não que eu esperasse. Sabia que Phobos brincaria com minha mente. – Oh, que maravilha, estou num hospício – digo, apenas para me deliciar com a sensação de estar realmente louca, pois eu me sinto meio louca falando sozinha, mas falar sozinha era melhor do que deixar o silêncio dominar. – Talvez, apenas talvez, posso já ficar aqui quando esse desafio acabar – comento novamente, ciente de que Phobos ouvia minhas palavras. Ele não queria entretenimento? Diversão? Então é isso que ele vai ter.

Uma luz verde chama minha atenção, abaixo dela tem uma porta simples com uma placa que tinha algo escrito. Estou longe demais para compreender as palavras, então me aproximo da porta com passos lentos, atenta a qualquer coisa. Sinto-me naqueles thrillers, ou em um filme de terror. E isso não é algo agradável. Então começo a cantar uma música qualquer para quebrar o silêncio. Quando estou perto o suficiente consigo ler. Distortion. Traduzindo, distorção. Está escrito em latim. É disso que se trata o nível 1? Obviamente sim. Antes de abrir a porta, paro e penso um pouco a respeito. O que quer que eu veja ao abrir a porta é distorcido, uma imagem que o deus está plantando em minha mente.

Reviro os olhos e abro a porta, deparo com um corredor longo, com paredes mofadas e com pintura decaindo, não tão diferente da sala que estava a segundos atrás. – Grande trabalho como distorcionista, Lord Phobos... - comento, dando um sorriso de lado sarcástico. Bem, ainda bem que não existe trabalho de distorcionista, aliais, essa palavra nem existe, considere-a apenas como uma neologia. A luz também era escassa ali. Começo a andar. Já consigo vejo duas direções que poderia seguir, direta ou esquerdar. No meio da parede que se bifurca, tem uma placa indicando o nível 2, com Desperatio escrito uma caligrafia arrepiante. Aquilo está fácil demais, não pode ser. Caminho por poucos metros e sinto meu corpo virar líquido, só para logo depois se solidificar. Percebo que estou novamente no começo do corredor, como se nem tivesse saído do local. Olho para trás, vendo a porta a um metro de mim, intacta. Reviro os olhos. – Já estava até achando que eu era Divergente e não poderia ser controlada – é raro me ver fazendo alguma brincadeira, mas a situação não é normal. Querendo ou não, o local nos deixa com a sanidade um pouco abaixo do normal.

Distorção... o deus está distorcendo a imagem real do corredor... ou criando aquele corredor na nossa mente. Não pode ser magia, ou transportação, pois isso não são as áreas de domínios de Phobos. Encaro o corredor, vendo-o se estender a vários metros. Volto a correr, como um teste, então estou novamente parada perto da porta, no corredor. Preciso lutar contra minha mente e a manipulação que ela está sofrendo. Tenho o controle dela, e Phobos não pode me controlar. Pois eu sou divergente! Ok, não. Marcho em direção ao corredor com os olhos fechados, não sem antes gravar a imagem de sua extensão e os dois horizontais no final, com a placa no meio. Caminho com passos firmes, pois sei que não tenho medo do escuro. Não vou ser atacada, e se isso acontecer vou saber antes que fosse morta. Tenho boa audição e olfato, e essas habilidades só se multiplicam com a utilização do meu cinto, símbolo de quem eu sou. O cinto das Rainhas das Amazonas. Se eu não ver, a magia da distorção não me atingi, mas toda vez que eu pisco volto para o corredor... talvez a solução seja ficar sem piscar. Mas fechar os olhos é a melhor opção, apenas como um teste; tento convencer minha própria mente de que o corredor está ali, de que ele continua e que no final se divide em dois, minha mente vai deixar de ser manipulada. Mas isso não é fácil. Abro os olhos e vejo que estou ainda no corredor, a mais de três metros da porta, como e eu tivesse rodado e rodado várias vezes.

- Ok, Phobos, está sabendo brincar direitinho – murmuro. É claro que fechar os olhos não adiantaria, mas me convencer de que o corredor estivesse ali parecia dar certo, todavia... ESPERE! – Alexia Malone Watts!  Pelas cuecas de Netuno! – eu digo com raiva, dando um tapa na minha cabeça. Inferno. Eu havia esquecido do que eu já havia pensado antes: o corredor não estava ali. Era uma ilusão. E Phobos quase me confundiu. Preciso prestar mais atenção, acho que subestimei o deus quando abri a porta e olhei o corredor. Pego a adaga e a rodo entre meus dedos, com um sorriso debochado. O corredor pode existir, mas não é daquele tamanho todo. Jogo a adaga com força pelo corredor. Phobos sabe brincar com mentes, mas objetos não têm mentes para ele manipular. A adaga é lançada novamente para frente, como se tivesse se chocado contra algo duro, ela para um pouco atrás de mim.. – Ahá! – digo. Agacho-me e pego a adaga, logo a jogando no corredor, agora com menos força. Ela quica em algo invisível no ar e volta a cair no chão.

O local onde eu estou é o início, porque se eu der mais um passo será apenas uma manipulação, porque se eu voltava no início enquanto corria no corredor quer dizer que de fato eu nunca sai do início. O que vejo a minha frente é ainda vários metros do corredor com a bifurcação a frente e a placa verde na parede. Olho para meus lados, vendo a parece mofada. Caminho para a direita e jogo a adaga naquela direção, vendo que a mesma não voltou. – Bem, o jogo até que foi bom, Phobos... No início eu pensei que o corredor sequer existia, que era apenas uma manipulação que você fez na minha mente, mas você precisava que eu fosse para o próximo andar, pro segundo nível, e como tinha dois caminhos eu precisava escolher um. Depois pensei que poderia atravessa-lo com os olhos fechados ou abertos, mas isso não funcionaria já que não é magia, e sim truque mental. Então comecei a pensar, você não está criando algo na minha mente, você está distorcendo, manipulando... me fez pensar que o corredor é infinito, mas na verdade ele pouco tem cinco metros... ocultar a verdadeira bifurcação de minha mente, fazendo-me pensar que ela está longe, fazer me pensar que voltava pro início do corredor sendo que sequer sai de lá... Bem, descobri seu truque, agora vamos para o próximo desafio! – eu sei que o deus está me ouvindo, e eu sei que ele também não vai me reduzir a pó por ser um pouco ousada, afinal, eu sou o entretenimento dele. Dou um sorriso de lado e então só preciso 'atravessar' a parede do meu lado direito, caso eu tiver certa, darei para o corredor.


Obs.:

Olá Phobos, só quero deixar umas explicações rápidas... fiz todo aquele discurso somente para explicar como cheguei na resposta final. Só tentei ser um pouco realista para que ela não encontrasse logo de cara a resposta, então por isso teve diversas tentativas e planos. Caso o template tenha algum incomodo (letra pequena ou grande no caso), por favor falar comigo via mp porque eu uso netbook.

ARMAS E ITENS > todos que estão na mochila no perfil Alexia está carregando, menos, é claro, os pets.

PODERES > nenhum poder especial usado.


Última edição por Alexia Z. Watts em Qui Dez 18, 2014 10:14 pm, editado 1 vez(es)


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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Dimitri Romanov em Qui Dez 18, 2014 11:58 am


The Fear



  Engolido pelas sombras, eu não pude ver mais nada por breves instantes, até que meu corpo é solidificado de volta ao mundo real... Ahn, pelo menos eu tinha esperanças que aquilo ali fosse o mundo real. 
   À minha volta, o terreno era escuro, mas eu podia ver que o chão era coberto por um gramado e conseguia distinguir os contornos de pessoas... Ou coisas... Não consegui ver direito nessa escuridão. Escutei uma batida de palmas e luzes se acenderam acima de nós, imundando o local com a sua claridade que me permitia ver melhor as pessoas que estavam ali.  
  Ao todo, eramos nove meio-sangues, Phobos e mais algumas coisas que se moviam atrás dele... Fantasmas? Não sei dizer, mas posso afirmar que não gostei muito deles. Meu olhar se desviou para o deus das fobias quando ele começou a falar. Meu rosto se mantinha inexpressivo, sem deixar transparecer nenhum emoção enquanto ouvia o que o deus falava, prestando atenção no que ele dizia aos outros semideuses que estavam ali. 
  Então, quando chegou a minha vez de ouvir o que Phobos tinha a dizer, eu cometi o erro de olhar para os olhos dele. A aura de terror que emanava dele não era nada comparada ao que a gente sentia quando olhava em seus olhos, lá era possível ver exatamente aquilo que era capaz de te apavorar. Então eu percebi que mesmo você não sabendo o que te assusta, aquele deus sabia. Mas eu não demostrei medo enquanto olhava ele falar, no lugar disso um meio-sorriso apareceu em meus lábios ao ouvir o que ele falou por último. O medo geralmente é o que mantem as pessoas vivas, e é por isso que semideuses quase nunca chegam na idade adulta. 


 Posso dizer que não me animei muito com a maneira de chegar dentro do manicômio. Ter que tocar naquela coisa não era a minha ideia de bom-senso, já que eu não deixava um monstro chegar tão perto de mim sem antes enterrar minha espada nele. Mas, bem, se não tinha jeito, eu toquei no ombro da criatura e senti que estava mais uma vez sendo engolido pelas sombras.


Depois de hoje eu posso afirmar uma coisa: Viajar nas sombras definitivamente não é o meu meio de transporte favorito.
   Pisquei algumas vezes para clarear a visão. Olhando ao meu redor, constatei que já estava dentro do manicômio, e, a jugar pelo estado das coias aqui, ele devia realmente estar abandonado há muito tempo. Havia cadeiras e mesas viradas ao redor das paredes, como se algum louco as tivesse arremessado pela sala. O lugar tinha um cheiro péssimo, que só combinava com a decoração. 
- Ryan sempre disse que eu acabaria em um lugar assim - Murmurei comigo mesmo enquanto caminhava em direção a única porta que havia ali. 
  Tinha uma plaquinha escrita em grego que eu facilmente traduzi para "distorção". Levei a mão à maçaneta da porta e a abri, revelando o corredor atrás dela. Imaginei que tinha uns vinte ou trinta metros, e a sua iluminação era péssima, deixando longos espaços escuros no corredor. 
  Ok, eu sou um meio-sangue, e isso significa desconfiar até da própria sombra, então é claro que eu imaginei que há qualquer momento uma píton de quinze metros iria sair das sombras e cuspir fogo... Tá, isso é exagero, no máximo ela teria onze metro e não cuspiria fogo...
  Pensei em desembainhar a minha espada, mas alguma coisa me dizia que isso não era uma boa ideia agora. Os monstros são capazes de sentir o bronze celestial, então se eu desembainhasse uma espada de ouro celestial aqui qualquer monstros do prédio com o mínimo de orgulho próprio iria sentir e vir atrás de mim. E definitivamente eu não preciso aumentar as minhas chances de topar com um monstro nesse lugar. Então eu respirei fundo e avancei andando pelo corredor. Eu já tinha chegado no primeiro vão de escuridão quando eu pisquei e me vi no mesmo lugar em que tinha começado, olhando para o corredor à minha frente. 
- Então tá...
 Tentei de novo, agora correndo, mas dessa vez eu não cheguei a dar cinco passos e já estava no começo de novo. Talvez se eu corresse na velocidade de um raio eu conseguiria atravessar o corredor. E, ahn, quando eu digo velocidade de um raio é literalmente na velocidade de um raio. Em condições normais, eu poderia colidir com a parede do outro lado do corredor em meio segundo, mas tinha e impressão que isso só iria me cansar atoa. Phobos não deixaria as coisas serem tão simples assim.
 Distorção
 O que as lendas diziam sobre Phobos mesmo? Ele nunca fora um guerreio como o seu pai, Phobos e Deimos venciam as suas lutas fazendo os oponentes fugirem com... Ilusões! Claro, é tão simples que eu não pude deixar de rir. 
- Então é isso, Phobos? - falei sozinho, sabendo que o deus estava ouvindo - Confesso que foi engenhoso. - olhei para cada detalhe do corredor enquanto falava - Essa é uma boa forma de introduzir o pânico, afinal, quem não se desespera ao achar que está para sempre preso em um lugar assim? - observei as escritas nas paredes antes de continuar - Provavelmente eu nem sequer saí do lugar, não é? Você apenas está distorcendo as imagens na minha mente, me fazendo pensar que estava andando quando na verdade eu nem me mexi. 
  Um blefe? Talvez, mas era a única solução "lógica" que eu tinha imaginado. Talvez andar com os olhos fechados ajudasse, pois eu não posso ser enganado por uma ilusão se eu não conseguir vê-la, mas, não, eu não achava que seria muito sensato atravessar um lugar desses de olhos fechados. E é claro que aquilo só podia ser uma ilusão. Phobos não é Cronos para me fazer voltar no tempo desde o começo do corredor. Nas lendas, os gêmeos do terror adoravam fazer isso, brincar com a mente das pessoas até leva-las à loucura. Se a minha teoria fosse verdadeira, então não adiantaria nada continuar andando, pois eu nem sequer estaria de fato saindo do lugar, o deus simplesmente fazia meu cérebro achar que eu estava me movendo para então liberar a minha mente deixando que eu me visse novamente no mesmo lugar.


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Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Tessa S. Henz em Sab Dez 20, 2014 1:16 pm


Haviam momentos em nossas vidas, em que sentíamos a necessidade de ser desafiados. Eu ainda não sabia ao certo qual fora a real motivação para que eu aceitasse o desafio de Phobos, dizendo as palavras que me levariam a adentrar seu labirinto e talvez perder algo que em minha concepção era deveras prezável, minha sanidade mental. No entanto, não havia um como e nem mesmo um por que chorar sob a escolha feita.

Certamente eu sentia a curiosidade tomar conta de meu ser, quem seriam os corajosos ou melhor, os loucos capazes de se deixarem  levar pela ambição de conseguir a arma enfrentando seus piores medos. A resposta não tardaria em demasia a chegar até mim. Meu coração batia acelerado, ao passo que eu sentia meus pelos arrepiarem-se. Meu corpo parecia sentir o temor que eu jamais antes havia sentido, mas minha mente não conseguia aceitar tal fato.

Uma estranha calma tomou conta de meu ser , ao passo que eu já não me sentia sozinha. Meus olhos focavam-se nos campistas a minha volta, buscando aplacar minha curiosidade. Quando por fim parecíamos estar todos ali, Phobos iniciou um monologo individual destinado a cada um dos semideuses presentes. Assenti brevemente, concordando com as palavras a mim destinadas. Eu bem sabia que a escolha de Emmanuelle, havia sido motivo de conversas paralelas entre os deuses.

Como eles poderiam resistir a uma filha de Poseidon entregando-se ao celibato eterno, nem mesmo mamãe havia conseguido fazer tal coisa. Quando por fim o Deus pareceu dar-se por satisfeito, destinou sua atenção a um prédio um tanto quanto arruinado pelo tempo.  A explicação sobre o que nos esperava, fora breve ainda assim esclarecedora. Não mais do que eu esperava do Deus do medo. Sete níveis de terror, sete desafios a serem vencidos, e uma única forma de se manter lucido.

O manicômio de Frankfurt prometia muito mais que uma reles aventura, ele prometia uma mudança prolongada em cada um dos semideuses ali presente.  Aceitando sua ultima ordem antes que o desafio se iniciasse, toquei o que eu acreditava ser o ombro da sombra a poucos centímetros de mim, e me deixei ser transportada para o que poderia ser minha perdição eterna.  Quando por fim meus olhos se abrem, encontro-me em uma situação completamente singular. Já não há companheiros, já não há luz da lua. Sentando-me sob o chão duro, deixo que meus olhos se acostumem a falta de luz.  

Meus olhos vasculham a saleta sombria, buscando por uma saída que me levasse ao meu desafio, ao mesmo tempo em que minhas mãos procuravam pelos objetos que eu havia trazido comigo. Cadeiras e mesas já puídas pelo tempo encontram-se jogadas ao reles, as paredes trazem marcas da loucura possuída pelas pessoas que um dia ali viveram e então, eu a visualizo. Uma porta feita de madeira fortificada destinada a guardar pessoas incapazes. A única luz que domina a sala, parece provir de suas dobradiças.

Tomando impulso, levanto-me do gélido chão, seguindo em direção a minha única opção. Minha mão toca a maçaneta fria, girando-a com cuidado tentando preparar minha mente para aquilo que estaria por se antepor em meu caminho. Um imenso corredor defronte a mim, me separa do fim do corredor. Automaticamente, meus pés se movem com rapidez buscando chegar ao fim do corredor. Quando finalmente pareço obter algum progresso, logo me vejo novamente no inicio do mesmo. –Vamos lá Tessa. Pense!- murmuro para mim mesma observando o local a minha volta.

–Se a velocidade com a qual me movo, não é o suficiente para chegar ao fim, talvez Phobos tenha utilizado a famosa gravidade- assim que chego a essa conclusão minha cabeça se move negativamente. “Não, não pode ser. Se fosse a gravidade meu corpo estaria flutuando nesse momento”- reflito colocando o dedo nos lábios de forma pensativa. –E se...- murmuro deixando que um sorriso domine meus lábios. –Obrigada papai!- murmuro antes de envolver meu corpo em uma bolha de água.

O corpo humano era formado por cerca de 60% de água. Utilizar meu corpo a meu favor era uma ideia interessante ao meu ver. A bolha me protegeria de ataques mentais, e se aquele corredor fosse de fato uma projeção de minha mente, com o intuito de me enlouquecedor ela acabaria por desaparecer.  –Muito bem tio Phobos! Espero que eu esteja certa nessa, se não, me encontro verdadeiramente preparada para aceitar seus desafios. O fim da distorção, era apenas o primeiro level do que podemos dizer um videogame real. Eu totalmente estava adorando me sentir em um verdadeiro Swort Art Online da vida.


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