The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

O Labirinto da Morghul

Página 1 de 26 1, 2, 3 ... 13 ... 26  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

O Labirinto da Morghul

Mensagem por Phobos em Seg Nov 24, 2014 1:18 pm


O Labirinto da Morghul
O quarto escuro era banhado da luz que a espada refletia, mesmo que ela estivesse em uma espécie de jaula feita de sombras. Uma espada com o punho de prata, com dizeres em grego antigo escritos pelo local. A lâmina parecia tremular, como fumaça  encima do punho da arma, mas Phobos sabia bem que aquilo não era fumaça. Era algo muito mais poderoso, algo que nem mesmo Hefesto e sua grande forja poderia criar. Era puro medo, literalmente. Um medo cortante, frio e cruel, que feria tanto quanto ferro estígio.
O deus se lembrava de todas as lutas que tinha levado aquela espada enquanto a admirava em silêncio. Lembrava-se como se fosse ontem da primeira batalha. A lâmina imaculada da Morghul quase implorava para ser alimentada. E Phobos a levou para qualquer local que tivesse temor e fobias, horrores que a humanidade não imagina, matou monstros que ousaram cruzar seu caminho, e a espada ficava mais forte, mais brilhante, mais letal a cada mililitro de sangue que passava por ela. Até se tornar aquela arma que ficara presa por tanto tempo. "Uma benção, porém uma maldição." Pensou Phobos, lembrando-se do último semideus que havia portado tal espada. Um assassino frio, cruel, porém enlouquecido por motivos que ninguém entendia. "A espada! Ela é cruel!" Ele gritava, antes de ser levado para o sanatório mais próximo.
A porta do quarto foi aberta e um espírito de horror entrou, na forma original dele, apenas sombras com dois olhos brancos que contrastavam com seu "corpo". Ele parou na frente de Phobos e ajoelhou, olhando para baixo:
- Senhor, os mensageiros voltaram. Quíron aceitou a sua oferta, mediante a condição de seguro de vida dos campistas.
Phobos deu um sorriso quase sádico, pensando no terror que guardava para os competidores.
- Algumas coisas são piores do que a morte, Vilkas. Bem, prepare a casa como planejado, e coloque cada espírito de horror em seus devidos locais. Vamos dar uma festa. - Disse ele, batendo as mãos enquanto saía da sala, fechando a porta atrás dele.

--//--

Já era noite no Acampamento Meio-Sangue e os campistas se aglomeravam no refeitório, comendo alegremente, conversando de um jeito tranquilo. Mas uma coisa era diferente naquela noite. Quíron estava sentado na frente de todas as mesas, não comia nada, apenas bebia do líquido em seu cálice, com o olhar vagando por algum ponto além daquele refeitório, como se estivesse em uma conversa consigo mesmo, viajando dentro de sua própria mente.
Assim que o primeiro campista terminou de comer e já planejava levantar da mesa para ir ao seu chalé, algo estranho aconteceu. As tochas que iluminavam o local começaram a se apagar, mesmo que nem uma brisa passasse pelo local. Uma a uma elas se apagaram, até que o local estava imerso em completa escuridão. Os campistas murmuravam nervosos, mas não ousavam levantar.
Isso porquê cada campista sentiu um calafrio esquisito na espinha, ou um arrepio correr pelo seu corpo. E involuntariamente, sentiu medo. Não medo do escuro em si, e sim de algo no fundo da sua mente, uma caixa que era deixada de canto, que era aberta por uma mão invisível. Cada campista lembrava seu próprio medo, sua fobia mais penetrante. Todos estavam paralisados.
Até que Quíron bateu os cascos nervosamente, e os archotes voltaram a acender lentamente. E no meio das mesas, um deus estava de pé, olhando ao redor com um sorriso maldoso. Sombras pareciam emanar do deus, e todos os que olhavam diretamente nos seus olhos escuros sentiam mais medo do que tinham sentido anteriormente.
Quíron olhava para o deus fixamente, sem expressar reação.
- Boa noite, Phobos.
O deus apenas acenou com a cabeça, mantendo o sorriso enquanto mirava o centauro.
- Sua condição está aceita, meu caro. Mas não pense ser a melhor decisão. - Disse Phobos, virando de costas para o mesmo e abrindo os braços, como se quisesse abraçar todo o refeitório e trazê-los para dentro de sua roupa escura, completamente preta.
- Caros campistas do Acampamento Meio-Sangue. Meu nome, como os mais espertos de vocês já devem ter adivinhado, é Phobos. Deus do medo, da fobia, dos truques mentais... Eu poderia ficar horas citando mais coisas para vocês, mas meu tempo aqui é curto. - Ele fecha os braços, estralando os dedos. Uma sombra se ergue do chão, mostrando uma imagem da espada Morghul no ar, tão brilhante e bela como a real. - Essa arma é a única espada que eu usei abertamente em minhas batalhas, e uma das mais temíveis armas de todas. O nome dela é Morghul, e ela é feita de um material que nem o melhor ferreiro conseguiria manusear: O medo de todos os adversários que feri. Ela suga o medo, a sanidade dos oponentes de quem a porta, fica mais forte, mais mortal. Infelizmente, essa espada não pode mais ser minha. Tenho armas melhores para pensar, e essa já é um... Modelo ultrapassado. - Diz ele, aumentando o sorriso de forma sarcástica.
- E eu estarei dando essa arma para quem for capaz de superar seus maiores medos, ganhar de sua própria mente, no meu Labirinto do Medo. - A sombra de Morghul desaparece, mostrando o manicômio de Frankfurt, onde o Labirinto estava. - Esse local está repleto das criaturas mais temidas de todos os tempos, e o melhor de tudo, elas se adaptam para enfrentar qualquer adversário! Esse é o preço que vocês tem que pagar para ter essa arma letal com vocês. Aquele que conseguir chegar no nível mais alto do Labirinto, nos meus aposentos, e ainda ter um pouco de sanidade mental... - O sorriso sádico volta enquanto observa os rostos de alguns campistas. - Ganhará a mesma. Agora, o seu diretor, "mestre"... Quíron... Fez a gentileza de instalar uma espécie de altar dentro do chalé de meus filhos. Os campistas que quiserem competir pela Morghul terão que ir até o meu chalé, olhar minha estátua nos olhos e dizer: "O Terror me chama, e eu respondo". Simples. Levem as armas que quiserem, esqueçam seus mascotes... Eles não vão querer entrar no lugar, seja ele qual for.
O deus respira fundo e as sombras a sua frente somem. Phobos ainda observa as crianças por um momento, sentindo o medo exalando deles.
- Eu lhes convoco, bravos guerreiros, para enfrentar seus medos. Acham que são corajosos? Provem. Acham que merecem a Espada Morghul? Mostrem. Acham que seus medos são apenas pormenores? - O deus gargalha enquanto as sombras começam a envolver seu corpo. - Provarei que estão errados.
As sombras se desintegram completamente e o deus some dali, deixando os campistas se entreolhando temerosos. O deus do medo tinha ido embora, mas seu poder e influência permaneciam vivos na mente de cada um.


Instruções e Regras:
Esse é o mais novo evento do Blood Olympus, que será chamado de "O Labirinto da Morghul". O prêmio, como está explícito no post, é a lendária Espada Morghul, e apenas um campista, o vencedor, terá tal artefato.
Aqueles que quiserem participar devem fazer um post, dizendo a reação frente a minha aparição no refeitório do acampamento, depois sua ida até o Chalé de Phobos e a repetição da frase no altar. Não haverá limites de competidores, e sim um tempo limite de duas semanas a partir de hoje para a inscrição, ou seja, as inscrições serão fechadas no dia 08/12, e nesse mesmo dia acontecerá o início da aventura dos campistas dentro do Labirinto.
Sendo um evento ON, nenhum campista envolvido em missão ou algo do gênero pode se inscrever para participar.
Mais informações serão dadas no dia 08. Até lá, qualquer dúvida pode ser enviada á mim por MP.
Aos que quiserem participar do evento, preparem-se! O Labirinto será o seu maior pesadelo.


Última edição por Phobos em Qua Dez 03, 2014 6:58 am, editado 1 vez(es)
avatar
Phobos
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 618
Data de inscrição : 18/11/2014
Localização : Na sua mente...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Becka Klasfox La'Fontaine em Seg Nov 24, 2014 4:37 pm



Palavras são apenas palavras...





Poder se contentar com a luz das estrelas é uma das melhores coisas que podemos ter. Ignorar a existência delas é um dos sintomas de uma vida sem simplicidade, sem amor aos detalhes mais sutis. Quem não se fascina com o céu à noite dificilmente se fascinará com outra coisa simples, e isso, é sinal de futilidade. A lua brilhava no céu assim como as estrelas, mas o céu escuro trazia os mistérios noite a dentro assim como a sensação do mistério que ela acarretava. Em sua mesa junto a outros campistas Becka observava cada um dos semideuses ali presentes com certa curiosidade e um fascínio tentando distingui-los entre si, não apenas na aparência como também modo de ser.

Existiam aqueles briguentos que gostavam de socar uns aos outros, aqueles que não davam a mínima e ignoravam o restante, os que cantavam para que se escutasse nos quatro cantos do mundo, e os que como ela apenas permaneciam calados sem ter o que fazer ou dizer. Ao virar-se para o lado para comentar com Belle alguma coisa banal no intuito de puxar assunto tudo escureceu, e um calafrio percorreu sua espinha a fazendo estremecer, sua mão automaticamente coçou para libertar seu poder deixando todos ali bêbados ou desnorteados até encontrar o inimigo, mas ela não o fez.

Aos poucos o local voltava a se iluminar, mas estranhamente o ser que antes não estava ali agora se encontrava em meio a todos emanando sombras ao seu redor, ele estranhamente causava raiva na filha de Baco. As palavras proferidas pelo deus chamaram atenção da semideusa romana, ela queria ir não pela espada em si mas para se provar, era a chance de mostrar que podia enfrentar sua própria mente e ainda assim vence-la de alguma forma, chance ao qual ela esperava a tempos.

Sem pensar muito ela correu dali ouvindo os gritos da amiga e do namorado tentando detê-la, ainda assim não se importou, apenas passou em seu alojamento pegando suas armas, e se vestindo inteiramente de preto, como uma sombra a noite prestes a atacar e correu ao local designado, ao adentrar esse ela procurou pela estatua do deus, que não demorou a encontrar em um canto dali. Cerrando os olhos ela analisou a estatua, aquilo não lhe causava medo se fosse esse o intuito o que a deixava desconfiada, ela enfiou o dedo na cara do deus com certo escarnio e ficando na ponta dos pés o encarou de forma brusca.
-Que assim seja então- Ela sorriu- O terror me chama, e eu respondo- Ela disse um sorriso malicioso e extrovertido surgindo na face enquanto as sombras lhe engoliam.





...Até você dizer o que significam



Thank's for Lovatic, CG



Quer ser feliz? Seja louco, sorria sempre mesmo sem motivo. Meu estilo de vida liberta minha mente.Enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança.
avatar
Becka Klasfox La'Fontaine
Pretores
Pretores

Mensagens : 337
Data de inscrição : 20/06/2014
Idade : 22
Localização : Camp Jupiter

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Isabella Fields em Seg Nov 24, 2014 5:27 pm

"O terror me chama, melhor deixar ir pra caixa postal"


 Isabella sabia o que era sentir medo, afinal desde pequena ela vive em constante perigo temendo pela vida, mais nenhuma de suas experiências se comparavam a estar na presença do próprio medo.
 A menina havia treinado bastante durante o dia, nada mais compreensivo que estivesse exausta e faminta no jantar. Sentada na mesa do chalé de sua mãe, Nyx, juntamente com seus irmãos e irmãs, Bella atacava o bife com puré de batatas que estava em seu prato.
 Ao olhar pelo refeitório a procura de "certa" pessoa, a menina passou o olhar de relance por Quíron, o mesmo estava apreensivo e preocupado com algo. "Não deve ser nada..." pensou a menina e logo voltou a dar atenção ao que era mais importante, sua refeição, terminado-a em segundos.
 Porém depois de um tempo até ela começou a ficar preocupada, havia algo de estranho pairando no lugar, uma presença poderosa os observava. De repente as tochas se apagaram uma por uma até que todo o refeitório fosse só escuridão. A menina não se importava em ficar no escuro, na verdade até preferia, mais algo estava diferente e muito, muito errado, ela sentiu um frio percorrer por sua espinha, proporcionando calafrios em todo seu corpo.
 As sombras penetraram em sua mente e a fizeram recordar da noite em que seu pai foi morto, viu toda a cena novamente, mais dessa vez a fúria olhou diretamente em seus olhos faminta para ataca-lá. A menina estava apavorada e ficou aliviada por não ser a única nesse estado. Vinha reprimindo esse medo desde que chegará ao acampamento, mais agora não podia negar, estava com medo de acabar como seu pai, estava com medo da morte.
 A menina ouviu os cascos de Quíron baterem na madeira e suspirou aliviada, logo todas as tochas acenderam novamente e o lugar voltou a ser o que era, contudo teve uma surpresa, não estavam mas sozinhos, tinham uma visita ilustre, o deus Phobos.
  Isabella olhou nos olhos do deus, esses que mais pareciam orbitas negras repletas de terror e sentiu uma imensa vontade de sair correndo dali, mas conteve-se. A menina ouviu atentamente o que o deus falava, e seu medo aos poucos foi se transformando em vontade de possuir a espada e o seu poder.
 Assim que Phobos desapareceu numa supernova de luz, a menina correu até seu chalé e pegou os presentes que sua mãe havia dado, o cajado de bronze celestial que se transformava num arco e junto sua aljava, a capa das "trevas" que a fazia desaparecer nas sombras e sua espada de ouro negro. Tendo em vista que estava com tudo que precisaria, seguiu para o chalé de Phobos, onde foi recebida por um de seus filhos com um olhar ameaçador, a menina ignorou e adentrou no local. O mesmo se parecia com seu chalé, um pouco escuro e sombrio, mais este tinha uma estátua de Phobos no centro.
  Isabella pois se de frente a estatua e disse com a voz um pouco falha, ela não tinha certeza de que estava fazendo a coisa certa, mais resolveu seguir seus impulsos: -O terror me chama, e eu o respondo!- e assim dito, a estátua emanou sombras a engolindo.
thanks to ★



From suffering arise the strongest spirits
avatar
Isabella Fields
Filhos de Thanatos/Leto
Filhos de Thanatos/Leto

Mensagens : 139
Data de inscrição : 28/10/2014
Idade : 18

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Tessa S. Henz em Sab Dez 06, 2014 5:29 pm


Algumas coisas na vida eram simplesmente inevitáveis. Perder-se em pensamentos enquanto me sentava praticamente sozinha na mesa destinada ao chalé de meu pai, era uma dessas coisas. Por vezes eu me pegava pensando em como seria obter uma mesa tão cheia quanto a de Hermes, ao mesmo tempo em que esse pensamento chegava até mim, um arrepio se transpassava por minha pele. Já era insuportável o suficiente aguentar os irmãos que eu obtinha, imagina se eu tivesse que ajudar e instruir aquela quantidade imensa de pessoas. Não me leve a mal, eu verdadeiramente amava cada um de meus irmãos, apesar de muitas das vezes sentir uma imensa vontade de jogar Percy em algum daquele aterros e enterra-lo vivo. No entanto haviam determinados momentos em que eu me sentia extremamente bem, apenas  com a minha água. A água era como parte essencial de mim, um velho amigo que eu sabia que não me abandonaria, pelo menos não inteiramente.

Naquela noite em especial, o acampamento me parecia completamente normal. As conversas paralelas e demasiadamente altas continuavam as mesmas, os sorrisinhos exagerados dos enamorados pareciam tão perceptíveis quanto antes, e as caretas que Cameron fazia pra mim da mesa de Ares continuavam tão divertidas quanto antes, tanto que não pude contar uma gargalhada ao avista-la. Bom, como eu dissera parecia completamente normal, até que a escuridão dominou o local, como se uma ventania certeira houvesse acertado cada uma das tochas que iluminavam o local. Um estranho calafrio perpassou meu corpo, fazendo com que os pelos de meu abraço se arqueassem, ao mesmo tempo em que os murmúrios nervosos pareciam tomar conta de todas as mesas. Minha mão direita automaticamente se moveu até encontrar o colar em meu pescoço como uma forma de segurança. Fosse quem fosse o inimigo eu estaria preparada para a luta.

Então, um estrondo foi escutado e as tochas voltaram a acender-se, deixando visível cada feição receosa. Ao centro das mesas, o Deus que eu sabia ser o responsável por todo o temor se prostrava. As palavras se retiram dos lábios de Phobos, deixando-me cada vez mais interessada naquela luta contra mim mesma. Uma vez eu escutara de alguém, que uma pessoa que não temia seus próprios temores era uma pessoa forte. Não só a espada me interessa em tudo aquilo, conhecer-me melhor, e vencer tudo aquilo que eu pudesse temer. Assim que as palavras do Deus tiveram seu fim, esbocei um breve sorriso antes de me levantar e correr em direção ao meu chalé. Adentrei o local rapidamente, equipando-me com as armas que eu achava serem necessárias para aquele desafio em especifico. Qualquer coisa poderia ser necessária quando se tratava de enfrentar seus medos. Já equipada, segui o caminho em direção ao chalé de Phobos.

Eu não obtinha ideia de quem mais poderia se ver tentado pelas palavras do Deus, no entanto nada daquilo obtinha importância. Adentrando o chalé segui em direção ao altar em seu meio. Dando um sorrisinho de canto, fixei meus olhos nos olhos da estatua do Deus pronunciando as palavras que ele nos havia instruído a dizer. –O terror me chama, e eu respondo – anuncio de forma firme, antes de sentir meu corpo sendo envolvido pelas sombras, que me guiavam para qualquer que fosse o local onde meus piores medos estariam a minha espera, para serem enfrentados e temidos. Que os desafios viessem, estando ou não preparada para eles, eu daria meu jeito


Tessa Samantha Clarissa Henz
It's no rigth, but is okay!


avatar
Tessa S. Henz
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon

Mensagens : 277
Data de inscrição : 21/06/2013

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Annabeth Chase em Dom Dez 07, 2014 9:44 am



"I'm bullet proof, nothing to lose,Fire away, fire away"
I am Titanium


Muitas vezes a gente não entende por qual motivo determinada coisa acontece. Sentimos-nos perseguidos, infelizes, azarados ou frágeis. Mas tudo, tudo mesmo, tem uma explicação. Pode ser que hoje nossos olhos não enxerguem, mas mais pra frente tudo fica nítido. É só esperar e acreditar que tudo se desenrola e fica bem, eu mais que qualquer outra pessoa sei disso, enfrentei coisas durante minha carreira como campista que nenhum outro fez, ou acham fácil ir atrás de uma estatua de 3 metros de altura escondida abaixo de uma cidade antiga, enfrentar tudo que você mais teme e criar um plano brilhante para depois como recompensa cair no abismo mais profundo do mundo ter que passar por ele sem ser notada pois tudo que nele se encontra é maligno. Olhar nos olhos do tártaro e descobrir que tudo que você acredita pode acabar em um segundo pois o abismo sem vida der repente se torna um ser com vida que respira, mas então você consegue sair enfrenta um exercito todo e salva o dia mais uma vez, mas não claro que não acaba ai pois ainda mesmo depois de todo sacrifício você precisa ser usado de oferenda para despertar aquele ser poderoso mais antigo do mundo e pode acabar com tudo que se ama em apenas um minuto.

Não me arrependo em nada do que passei durante minha vida sou grata por tudo que me trouxe o conhecimento que hoje obtenho ainda assim às vezes o medo volta, ele jamais me deixou na verdade sei disso, lembro que uma vez Piper me disse que eu não podia enfrenta-lo de forma racional pois ele era uma parte emocional de mim, não entendo como não posso resolver algo pela logica e ouvindo as palavras de Phobos aos campistas dizendo que os desafiava a lutar contra estes em um labirinto eu me recordava de todas as coisas horríveis que já tinha enfrentado, de todos ali eu provavelmente era uma das que mais possuíam medos e que poderia ficar louca ao entrar em um subterrâneo repleto de armadilhas novamente, ainda assim algo me incentivava a ir eu precisava saber se ainda os sentia de forma tão intensa, se ficaria paralisada como quando adentrei a caverna do medo atrás dos batimentos de Ares com Piper e ela me salvara, eu precisava ir.

Uma troca de olhares entre mim e a filha de Afrodite foi o suficiente para decidir que eu iria, assim sendo olhei para meu namorado sentado a mesa de Poseidon algumas vezes fazendo um “Eu te amo” mudo com os lábios um sorriso brotando em meu rosto, meus olhos cinzentos deveriam estar mais intensos do que o normal e eu temia sim entrar no lugar e não voltar sendo tomada pelos meus próprios medos ainda assim eu era filha da deusa da sabedoria e minha mãe sempre dizia que “Há sempre uma saída para aqueles espertos o suficiente para encontra-la” e eu era, fizera isso milhares de vezes, e assim foi o deus partiu e eu me levantei caminhando ao chalé de Athena de onde preparei uma pequena mochila com o necessário aquela viagem quando sai pra fora no entanto Percy já me esperava com um sorriso em seus lábios, o mar de verde que eram seus olhos me encaravam com certo brilho.

Caminhei até o garoto o abraçando apertado, meus olhos automaticamente se fecharam e eu suspirei sentindo seu cheirinho de maresia tão familiar, me afastei mínimos segundos depositando um beijo em seus lábios e parti com a promessa de que voltaria em breve e com tudo vencido dentro de mim. O chalé de Phobos estava escuro só o altar iluminando algo precariamente ali e foi exatamente para lá que meus passos foram guiados me ajoelhei brevemente mostrando o respeito ao deus e então olhei firme reproduzindo as palavras que me levariam para meu próximo desafio.
-O Terror me chama, e eu respondo- A escuridão me engoliu e eu nada mais vi.
clothes: this (clica!) # tags: Lya and Lisse# music: Titaniun.  # Thanks Maay From TPO.


ANNABETH CHASE  ღ
avatar
Annabeth Chase
Filhos de Athena
Filhos de Athena

Mensagens : 253
Data de inscrição : 13/06/2013
Idade : 20
Localização : Camp Half Blood

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Phobos em Seg Dez 08, 2014 1:31 pm

Aviso aos semideuses

~ O evento terá um prazo de mais uma semana para a inscrição. Portanto, as inscrições agora se encerrarão no dia 15/12, e o evento irá começar no dia 16/12, impreterivelmente.

~ O Labirinto da Morghul dará XPs e Dracmas a todos que participarem do evento, seja ele o primeiro ou o último. Segue abaixo a lista de XPs e as outras premiações:

Premiação:
Completar o Labirinto -> Espada Morghul (Item) / 1000 Dracmas / 5 Níveis
Chegar até o 6º Nível do Labirinto -> 800 Dracmas / 4 Níveis
Chegar até o 5º Nível do Labirinto -> 700 Dracmas / 3 Níveis
Chegar até o 4º Nível do Labirinto -> 500 Dracmas / 2 Níveis
Chegar até o 3º Nível do Labirinto -> 500 Dracmas / 1 Nível
Demais campistas -> 500 Dracmas

~ É possível deduzir que o Labirinto terá diversos níveis (7 para ser exato), e apenas um chegará no topo. Se nenhum dos campistas conseguir completar o Labirinto, o semideus que chegou mais longe ganhará a Espada Morghul e os respectivos prêmios do nível que alcançou (Exemplo: Semideus A chegou mais longe, alcançou o 5º Nível, portanto ele ganhará a Espada, 700 Dracmas e vai upar 3 níveis).

~ Qualquer dúvida, seja ela qual for, pode ser tirada comigo por MP.
avatar
Phobos
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 618
Data de inscrição : 18/11/2014
Localização : Na sua mente...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Paul Foster em Seg Dez 08, 2014 7:26 pm

Welcome to... Hell?
Se algum ser questionasse-me qual fora o maior dos meus erros , eu responderia sem hesitar que o maior e mais tolo de meus erros foi me afastar do acampamento. Os motivos eram óbvios: treinos, vida “tranquila” e até mesmo Arya. Contudo, eu senti que precisava tomar um tempo e, orgulhosamente, fiz a besteira de fugir do único mundo que me acolhera. Um erro que eu estava disposto a consertar até que mais uma vez, deuses cancelassem os meus planos.
Desta vez era Phobos, realmente a pior visita que eu já recebera. Não por coincidência, é claro, a primeira coisa que vi foi uma forma humanoide formada por fumaça negra, meus olhos se fecharam e meu corpo estremeceu. Eu estava na mesa de Hades, que foi espancada imediatamente por um punho pálido e ossudo. Eu não sabia exatamente o que exatamente eu tinha visto, mas sabia que era minha mente sendo alvo das brincadeiras de Phobos e sabia qual era o maior dos meus medos. E ele sabia também.
Irrelevante foram as palavras do deus. É claro, milhares de letras formando algo que poderia ser dito em segundos não fosse o orgulho e a arrogância que os deuses gostavam de expressar sempre em meio a algumas fagulhas de informações importantes ou úteis. Nem Zeus, em Hades e nem Phobos estavam livres disso.
De certo modo, fiquei empolgado com as possibilidades apresentadas. A espada era simplesmente muito atraente para minhas ambições. O preço a ser pago não era nada além e nem abaixo do que eu esperava de Phobos. Sendo assim, seria quase impossível pegá-la, mas eu poderia tentar enquanto houvesse um “quase”.
Humpf... É claro que eu não venceria. Ou venceria? Se não tentasse, a resposta já estaria mais do que definida. Minha missão agora não era ter dúvidas quanto ao meu poder ou qualquer coisa, mas sim agir.
Sem me comunicar com pessoa alguma, sem terminar de comer - nunca terminava – e, principalmente, sem hesitar na hora de cometer mais um erro, eu parti em direção ao chalé de Phobos.
Comigo estavam as armas que eu carregava em todo o lugar que ia. Eram muitas, assim como o perigo que costuma assolar uma prole das trevas. A Espada de Ferro Estígio embainhada, o arco em sua forma de luvas, as laminas de Nyx em forma de colar. A capa de Demônio da Noite e o Mapa Transcendente completavam meu arsenal que estranhamente não possuía um peso correspondente à quantidade de armas.
"O Terror me chama, e eu respondo" – falei aos pés da estátua, encarando-a indiferentemente, mas aguardando pelo pior que chegaria a qualquer instante.

Armas:
Tentei não ser fisicamente impossível e, considerando que a única coisa com peso aqui é a espada, o resto pode ser desativado. Acho que não há erros na escolha das armas, exceto talvez pelo último item. Desconsidere-o se achar que pode prejudicar o andamento do torneio, considerando que ele afasta monstros e outros seres.

* Espada de Ferro Estígio: Nas mãos de um filho de Hades é perfeita em precisão e dano. A cada golpe feito em monstros a espada converte o dano do monstro em energia e vida para quem a usa

*Arco de Ferro Estígio: Se adéqua perfeitamente ao tamanho de seu dono, é acompanhado de uma flecha encantada que sempre retorna ao seu dono (se tornam um par de luvas quando desativados). (Presente de Hades)

Capa da Noite: A capa de seda negra, extremamente leve e confortável, pode parecer apenas uma questão de vaidade... Mas a roupa, abençoada por Nyx, possui a propriedade de armadura, podendo reduzir até 50% do dano total causado em seu usuário, além de tornar o demônio praticamente invisível de noite. (Para a invisibilidade o portador deve deixar bem claro que usa essa habilidade, mas dependerá também do narrador - em casos de missão, PvP ou MvP - se sentir convencido de que você está usando direito o presente. Caso esteja, poderá se esconder até seu próximo ataque ou até o narrador achar que falhou com sua descrição) - Só pode ser retirada pelo dono - {By Tay}

Magnus: As foices duplas de ferro estígio tem, provavelmente, a metade do tamanho de uma foice normal, não passando de 40 cm. Mas para compensar, são extremamente leves, sendo armas inigualáveis nas mãos de campistas ágeis. Podem ser arremessadas sem qualquer problema, voltando para a mão do usuário como faria um boomerang, caso não fique presa em algum lugar. No caso de ficarem presas demoram apenas 2 turnos para voltarem na forma de uma corrente. - Quando desativadas viram, em conjunto, uma corrente com pingente em forma de estrela - Inquebrável.

Mapa Transcendente: O dono está sempre aparente do mapa, e ele mostra o que se encontra a volta do dono, a imagem se mexendo com o movimento de quem o usa, mostrando lugares notáveis.(Não mostra lugares que estejam escondidos por vontade divina) (Presente de Athena)

Guardião do Medo: O semideus recebe juntamente a um par de asas um fino colar de ouro, com uma minúscula pedra verde, um rubi ao qual antes de transforma-se em colar era uma das quatro pedras pertencentes a delfos, seu poder quando juntas é imenso e podem fazer um grande estrago, porem quando separadas tornam-se colares protetores que impedirão qualquer monstro ou criatura das trevas de localizar o semideus num raio de 2 quilômetros , porem se esse conseguir detecta-lo afinal todo poder tem sua brecha, o colar fara com que o monstro ou criatura fique numa confusão momentânea dando chance do semideus escapar.
Filho de Hades – Guardião do Medo - 18 anos – Britânico
credits ‹›



Paul Foster

Son of Hades – Nyx’s Demon – 16 Years Old

credits @
avatar
Paul Foster
Demônios de Nyx
Demônios de Nyx

Mensagens : 163
Data de inscrição : 19/06/2014
Idade : 19

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Alexia Z. Watts em Seg Dez 08, 2014 7:45 pm

everybody wants to rule the world



As vozes iam ficando cada vez mais altas no enorme refeitório do acampamento romano. O local ia ficando cada vez mais cheio. Antes só tinha alguns da primeira coorte e da segunda, agora quase toda a primeira, segunda e quarta coorte estavam ali... e ainda não parava de chegar gente. Era estranho até, já que raramente todas as coortes se reuniam no mesmo horário para refeições. Eu estava sentada junto com algumas meninas da minha coorte, comendo a mesma besteira gordurosa de sempre. Eu me mantinha paralela a conversa que ocorria, mas eu tinha um sorrisinho de canto dos lábios. Talvez eu tivesse que parar de fazer isso, as pessoas dizem que é um pouco sinistro, mas era inevitável o habito. Observava todos ao redor, prestando atenção em cada movimento e comportamento, mas logo fui interrompida por algo sufocante dentro de mim. Depois percebi de onde ela vinha: Phobos. Era estranho receber um deus no acampamento, então isso só significava que algo estava errado. Mesmo longe de mim eu podia sentir seu poder, vasculhando meus medos mais antigos e causando arrepios gelados.

Suas palavras atiçaram a minha curiosidade e antes mesmo de ele concluir seu discurso eu já estava decidida a participar. Eu poderia combater meus medos? Veremos. Sempre gostei de desafios, e depois de ir para as terras antigas eu tenho certeza de que tudo posso. Umedeci os lábios e juntei meus cabelos loiros com a mão, formando um rabo de cavalo no alto e logo o prendendo num coque improvisado com a franja solta de lado. Assim que ele foi embora, todos ficaram em silêncio. Todos estavam curiosos, mas receosos, do tal labirinto. Eu terminei de jantar e fui pra minha coorte, onde vesti minha roupa especial das amazonas, camuflada, e peguei minhas armas e bolsinha de conta com comida, água e toda essa baboseira que eu poderia precisar. A bolsinha era mágica, então ela tinha o tamanho da minha mão, mas cabia minhas armas e um colchonete. Coloquei a adaga envenenada entre a minha pele e a bota, e a espada na bainha em minha cintura. Minha pulseira estava presa em meu pulso e a espada dentro da bolsinha. Tudo estava pronto, então fui até o altar de Phobos e disse: - O Terror me chama, e eu respondo.



tag: ---


The only flaw, she's flawless
avatar
Alexia Z. Watts
feiticeiros de Circe
feiticeiros de Circe

Mensagens : 106
Data de inscrição : 11/10/2014
Idade : 20
Localização : Sei lá, to perdida

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Dimitri Romanov em Ter Dez 09, 2014 5:36 pm


The Fear



   Uma tempestade. Raios caiam em todos os lados. Um tornado se aproximava varrendo tudo em seu caminho. Gritos desesperados emanavam de todos os cantos. Uma mulher apareceu à minha frente. Ela sorria maleficamente e eu soube imediatamente quem era ela. Hera abriu a boca para falar, um trovão se fez ouvir com um estrondo feroz e eu acordei em minha cama.
   Levou alguns instantes até que eu lembrasse onde estava, mas após uma olhada para os lados eu pude reconhecer o ambiente: o chalé 1. Mármore, mármore e mármore. Tudo ali era feito de mármore, a única exceção eram as beliches. Se o branco é a cor da paz, então Zeus deve ser o deus mais pacífico de todos... Hã, não, definitivamente não. Liderar um exercito de deuses contra o próprio pai não é a minha ideia de pacífico, então o mármore deve representar a realeza ou coisa assim. 
  Ah, e, sim, eu acordei na hora do jantar. É claro que eu não dormi o dia inteiro, eu tinha passado o dia na arena treinando. Após o meu encontro com Sophia na colina eu me sentia mil vezes mais feliz do que já me senti na vida, e muito mais animado também. E, hã, a verdade é que eu não pretendia dormir, eu simplesmente sentei na minha cama e no instante seguinte eu estava às portas de uma cidade grega, com dois exércitos se confrontando até que a tempestade começou. Isso foi muito estranho, mesmo para os meus padrões de sonhos.
  Minha visão se desviou para a estátua de Zeus no centro do chalé. Por um momento eu cogitei a ideia de explodi-la com um raio, mas a minha consciência me dizia que isso poderia de alguma forma ofender o rei dos deuses. Ter uma estatua gigante do próprio pai olhando você enquanto você dorme é meio incomodo, ainda mais quando essa estua está segurando um raio em uma posição ameaçadora. Bem, já está na hora de ir jantar mesmo, então eu não precisei ficar encarando o rosto de mármore do meu pai por muito tempo.

 O refeitório estava barulhento como sempre, com os campistas conversando entre si sobre as coisas que havima feito hoje, as missões que haviam cumprido, os monstro que tinham matado... Em suma, apenas mais um fim de dia normal. E eu também fiz o de sempre: peguei a minha refeição, queimei metade para o meu pai e fui me sentar junto aos meus meio-irmãos. As coisas pareciam estar ocorrendo normalmente como sempre, isso até os archotes se apagarem. 
  Todo o refeitório caiu em escuridão e as conversas morreram imediatamente. Minha mão foi instantaneamente até o punho de minha espada, mas eu não a desembainhei, apenas fitei a escuridão à procura de algum possível inimigo. Mas a minha mente tinha se desconectado parcialmente nesse momento e eu não estava mais caçando um alvo. Meu rosto se virou na direção da mesa de Atena, e, mesmo que eu não pudesse vê-la nessa escuridão, eu sabia que Sophia estava ali. Talvez seja apenas instinto protetor, mas eu pensei em ir ver se ela estava realmente lá, porém eu não tive essa chance, pois no instante seguinte eu fui invadido por alguma coisa que penetrava friamente por minha pele. Uma emanação de medo vinha da própria escuridão, não era medo de escuro, e igualmente não era um pavor descontrolado, era um medo diferente... Quase como o medo que sentimos quando temos uma fobia. Mas eu não tenho nenhuma fobia, como medo de aranha e tal, só que mesmo assim aquela sensação continuava a me afetar, como um cobertor de gelo que impedia os músculos de se moverem. Então eu percebi o que era, a única coisa que eu ainda temia depois de todos esses anos... Pare de pensar nisso! Se concentra, isso... Isso não vai acontecer...
  Então a escuridão se extinguiu quando as tochas se reacenderam. E eis que surge a fonte de toda a perturbação desse noite: Phobos. É, isso explica muita coisa. 
  Enquanto o deus falava, a sua aura de medo continuava a se entrelaçar entre os semideuses, mas as coisas já tinham mudado de rumo. O medo tinha se transformado em excitação (Ei, você não pode falar para um monte de semideuses sobre uma aventura mortal e esperar que eles não se animem com isso). A divindade sumiu após o seu discurso, mas a sua presença permaneceu ali, impregnando a todos com o medo. Eu não realmente parei para pensar, foi um ato sem premeditação, eu simplesmente me levantei e rumei para fora do refeitório. Outros também fizeram isso, uns de imediato e outros um pouco receosos, mas a grande maioria permaneceu sentada. Não podia culpa-los, eu mesmo não sabia o que estava fazendo ali, indo na direção do chalé das crianças do deus das fobias. Eu esperava o quê? Vencer? Sobrepujar um labirinto de horrores criado pelo deus que fazia com que exércitos recuassem apenas por vê-lo? Eu vi quando alguns campistas já conhecidos por seus atos se levantarem também, eu não podia esperar que me sairia melhor do que todos eles. Mas esses pensamentos se extinguiam com a mesma rapidez que eram criados, como se fossem queimados em uma fogueira. 
  Ou você encara os seus medos, ou é esmagado por eles.
  Eu truce apenas a minha espada e uma adaga, pois eram as únicas armas que eu carregava e não tive interesse em voltar para o extremamente branco chalé de Zeus para buscar o meu escudo. Então, parado em frente ao altar de Phobos, olhando para o rosto da estatua do deus, eu pronunciei as palavras que o deus havia nos instruído:
- O terror me chama, e eu respondo.                                       


Armas:

ϟ Espada Relampeante – Espada de ouro celestial cuje a lâmina tem o formato de um raio. O portador tem sua agilidade e sua velocidade ampliadas.

ϟ Adaga Simples de Bronze celestial.


 
credits @


Son of Zeus ϟ Sophi <3 ϟ The son of thunder
Dimitri Romanov 
avatar
Dimitri Romanov
Filhos de Zeus
Filhos de Zeus

Mensagens : 36
Data de inscrição : 26/10/2014
Idade : 22
Localização : Chalé das proles de Zeus

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por James Lane em Seg Dez 15, 2014 12:21 am







James A. Lane
"Winter is coming"

–Vocês viram como ele ficou depois que o assustei? – perguntou Alana, uma de minhas irmãs para meus outros irmãos na mesa enquanto jantamos no refeitório do acampamento – Quase morri de rir – continuou ela, contando da peça que pregara em um dos novatos no chalé. Suspiro e paro de prestar atenção à conversa deles, me concentrando em minha comida. Não estava me sentindo no humor de ser sociável com os outros nesse dia e por isso, sentei-me um pouco mais afastados deles, para o caso de tentarem puxar assunto comigo e eu não estar prestando atenção. Ao menos longe, isso ficaria mais fácil, pois teriam que chamar minha atenção.

Remexo a comida com o garfo, olhando-a. Também não estava sentindo fome, o que era bastante estranho. Eu sempre estava com fome. Por fim desisto de comer e deito o garfo no prato, empurrando-o para frente, afastando-o de mim com seus aromas.

Um leve movimento atrás da cabeça de um campista chama minha atenção, mas quando olho, não sei identificar o que foi que chamou minha atenção, pois tudo está perfeitamente normal, então vejo as tochas que iluminam o local se apagarem, mas o mais estranho, é que não havia sequer a menor brisa no local. Um calafrio sobe minha espinha e arrepios atravessam meu corpo quando noto este fato e me empertigo no meu lugar, olhando ao redor quando por fim todas as chamas se apagam.

Um medo profundo brota em meu peito, com a escuridão, como se nela houvesse coisas terríveis que se escondiam o que não era tão fantasioso assim. E em um momento seguinte, sinto-me na mais completa solidão, sinto o desespero brotando em mim, enquanto o medo começa a me vencer. Estico a mão por cima da mesa, até encontrar outra mão, que aperto com firmeza, apenas para me assegurar de que não estou sozinho. Não me mexo, com medo de a mão a qual eu estava segurando sumir. Ouço os cascos de um cavalo, provavelmente Quíron, bater no chão e os archotes voltam a se acender.

Mesmo com as chamas acesas, meus medos não se foram. Eu ainda sentia como se tudo o que eu via ali, pudesse desaparecer. Um aperto imenso em meu peito. Olho para a mão que eu estava segurando e sigo o braço, vendo o dono da mão. Um de meus irmãos. Solto rapidamente sua mão e sinto o sangue subir em meu rosto. Mesmo quase paralisado de medo, eu conseguia ficar envergonhado.

No meio do refeitório, um homem estava parado. Olho-o e sinto meu medo ainda mais palpável. Aquele homem possuía uma aura muito sombria e medonha. Quíron e ele se cumprimentam e descubro o motivo da aura medonha. Aquele era Phobos. O deus do medo. Sinto uma curiosidade crescente, que começava a competir com o medo que eu sentira antes, sobre o motivo do deus estar ali.

Felizmente, minha curiosidade não me leva a falar com o deus pessoalmente, pois ele mesmo explica rapidamente o motivo de estar ali. Uma espada que ele oferecia para o semideus que conseguisse chegar aos seus aposentos, após passar por um labirinto que poderia tirar sua vida ou sua sanidade e talvez ambos. Uma proposta tentadora, penso com ironia, porém não era qualquer espada, era a espada do próprio Phobos, feita do medo de seus oponentes feridos pela arma.

Não consigo pensar em nada que me assuste mais do que um labirinto do próprio deus do medo, porém minha ambição se tornava maior a cada dia e aquilo era uma chance única na vida. Definitivamente eu iria atrás daquela espada e faria de tudo para consegui-la.

Desse modo, horas mais tarde estou em frente a estatua do Deus, no chalé dos filhos de Phobos, carregando minhas duas únicas armas, meu cajado e meu arco, desativado na forma de um bracelete negro em meu braço esquerdo. O medo ali também era bastante palpável. Mesmo vestido com minha jaqueta de couro mais quente, minhas botas e minha calça jeans mais grossa, eu ainda tremia um pouco, com o frio que saia de dentro de mim causado pelo medo. Murmuro que estou bem, mas meus olhos me denunciam, mostrando um tom verde, muito fraco.

Olho nos olhos da estatua, tendo que erguer a cabeça e reúno coragem dentro de mim. Esse para mim já era o primeiro teste. Respiro fundo e forço-me a encarar esse desafio, repetindo as palavras que o deus instruíra a falar a sua estatua.
-O Terror me chama, e eu respondo.
Sou envolvido pela escuridão e o mundo desaparece.

Armas:
*Arco Magico: Consiste em um arco de material escuro, tende-se a crer que seja ferro estígio. A corda da arma é de tom claro, quase transparente. Em toda a estenção do arco vê-se o nome do filho da Magia entalhado. As flechas são magicas, surgem ao esticar da corda, as mesma são envoltas por uma aura negra que é capaz de aumentar em 5% o dano causado no oponente. [Transforma-se em um colar para as garotas e em um bracelete para os rapazes.]

Cajado : Aqui o filho de Hécate deve escolher entre um cajado ou uma varinha para realizar suas magias. Ambos são feitos de uma madeira escura (geralmente ébano) intrincada, com uma pedra colorida na ponta. A cor da pedra varia (assim como os olhos dos filhos de Hécate) de acordo com o humor do semideus.

Tags
COM: Todos | ONDE: Refeitório | ROUPA: | OUVINDO:

Copyright © 2013 All Rights Reserved for Lilah



A criança perdida na escuridão agora implora por sua alma que estará em chamas. Não se pode fazer mais nada; as trevas a espera, pois ela já esta no circulo. O demônio irá possuí-la e não haverá nada que conseguirá salvá-la daquilo que já esta previsto!

avatar
James Lane
Necromantes de erebus
Necromantes de erebus

Mensagens : 88
Data de inscrição : 05/12/2014
Idade : 18

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Labirinto da Morghul

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 26 1, 2, 3 ... 13 ... 26  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum