The Blood of Olympus

[MF] Julian Morthigan

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Mensagem por Julian Morthigan em Ter Nov 19, 2019 11:02 am

Tópico destinado às missões fixas de Julian Morthigan no evento de Halloween
Julian Morthigan
Julian Morthigan
Guardiões das Hesperides

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Mensagem por Julian Morthigan em Ter Nov 19, 2019 11:13 am

 Julian juntava todo o seu foco e concentração nessa tarefa. Era algo de extrema importância e dificuldade, afinal, e todos contavam com ele. Não deveria haver problemas, uma vez que havia treinado seu corpo e sua mente por anos apenas para aquele momento. Juntou toda sua confiança e enfrentou o desafio.  Meio segundo depois, todos que estavam ao redor aplaudiram o grande ato. Afinal de contas, não era todo o dia que Julian conseguia realizar tantos passos de dança sem derrubar sequer uma gota de sua bebida.

Passou a mão na testa, limpando o suor que escorria do exercício e tomando um gole do ponche. Estava com uma bela, porém abafada fantasia de raposa, a máscara alaranjada cobrindo seu rosto e lhe dando um charme a mais. Afinal, quem não gostava de um cavalheiro misterioso?

— Belas habilidades, raposinha. — Provocou uma filha de Afrodite que havia visto sua performance. Julian abriu um sorriso travesso, passando a mãos nos longos cabelos. — Eu possuo esta e muitas mais, caso esteja interessada.

A garota retribuiu o sorriso, retrucando astutamente. — Eu até ficaria pra ver, mas quero explorar esse castelo. Com certeza possui muitos quartos secretos e, interessantes... — Comentou ela, lançando o olhar para as escadas ao seu lado. — A menos que queira vir comigo, é claro.

Ele acenou com a cabeça. — Eu adoraria. — E a seguiu escada acima. Porém, pouco tempo depois, tentou despista-la se misturando na multidão. Ele gostava de flertar, isso era fato, mas não tinha tanto interesse no que vinha depois do flerte com a grande maioria das pessoas. Apenas não era legal, emocionante ou não valia a pena o suficiente.

Aproveitou a situação para de fato explorar o local. Desde que havia chegado ali, apenas havia conversado com alguns semideuses, abusado dos comes e bebes e se divertido na pista de dança. Aquele castelo, porém, parecia algo tirado de seus livros preferidos. Poderia facilmente imaginar o lugar como sendo o espaço onde se passava Os Mistérios de Udolfo. Imaginou se encontraria alguma órfã sequestrada por ali.

Enquanto andava pelo lugar, via dezenas de quartos e corredores, alguns provavelmente ocupados por semideuses tomados pela luxúria, outros com certeza contendo mistérios. Resolveu, porém, ir até uma grande janela que dava para uma bela varanda. Seria bom tomar um ar após ficar tanto tempo naquela fantasia abafada.

Reclinou-se no parapeito da sacada, tirando a máscara e aproveitando o ar fresco que lhe invadia a face. A noite estava bonita, e a névoa que passava por todo o castelo o deixava ainda mais belo. Imaginou quantas tragédias góticas poderiam ter acontecido ali, quantas serenatas poderiam ter sido feitas naquela varanda, quantas cartas jogadas ao vento.

Estava tão absorto em pensamentos que mal notou o choro que soava ao seu lado. Espantado, olhou rapidamente para o lado e se deparou com uma bela moça, de cabelos ondulados escuros e tristes olhos negros. Seu rosto provavelmente estaria enfeitado com uma bela maquiagem, se não estivesse toda borrada por conta de suas lágrimas, e seu belo vestido branco e rendado estava rasgado.

Julian se aproximou dela, lançando lhe um olhar solidário. — Bela dama, por qual motivo tanto lamurias, se faria me tão fortunado um sorriso em seu delicado rosto?

A moça lançou o olhar para ele, parecia muito surpresa. Limpou as lágrimas com dedos magros e pôs-se a desabafar. — Mas que prazer encontrar tão cortês cavalheiro em uma noite tão lúgrube como essa. Lamento muito em lhe dizer que não poderás me ajudar.

O rapaz também se mostrou um tanto impressionado com a reação da donzela. Apesar de ter esse costume de falar “formalmente”, não costumavam o responder daquele jeito. Aquela mulher, porém, não notou nenhuma diferença no jeito de falar do filho de Dionísio. Ao olhar bem, percebeu o quão empoeirado estava um enfeitado anel em seu dedo.

— Se encontraria disposta a partilhar o motivo comigo? —
Perguntou gentilmente, intrigado pela aparição da mulher misteriosa. Suspirando, ela começou a relatar sua história.

— Ah, recordo-me daquela data, como se fosse há pouco atrás... —
Seus olhos adquiriram um semblante nostálgico enquanto ela recobrava as memorias do passado. — Sentia-me risonha como nunca, os pássaros pareciam gorjear unicamente para minha cerimônia. Seria aquele, enfim, o momento em que me uniria em matrimonio com o Duque, que mais charmoso não poderia ser.

Ela suspirou novamente, com dor no olhar ao se lembrar do amado. — Ah, mas que desafortunada situação. O vendaval e estouro dos raios que caíam sobre a terra aquele dia, bem quando estava a caminho da capela. A montaria aterrorizada, o cocheiro desorientado, e o solo escorregadio, tomado pela erosão. Quando percebi, estávamos escorregando pelas terras lamacentas, caindo em direção ao desfiladeiro, e essa foi a última coisa que vi.  

Subitamente, sua voz tomou tons de raiva e extremo ódio, as lágrimas começando a sair novamente dos olhos. — Passei tempos e tempos vagando como espirito em busca do meu amado. Quando finalmente o encontrei, vi-o trocando carícias com outra mulher, fui totalmente trocada! Deste dia então, jurei nunca mais descansar, enquanto não encontrasse vingança.

— E por acaso alcançaste a tão desejada vingança? —
Questionou Julian, já sabendo a resposta. Não foi surpresa nenhuma ver a dama balançando a cabeça em negação.

— Em verdade, nunca tive a audácia de fazer mal nenhum a ele. Busco por seus descendentes, porém, sangue do mesmo sangue.

Julian mordeu o lábio, um tanto preocupado. Isso seria difícil. A dama pertencia a uma época onde o nome da família importava muito mais do que nos dias atuais, seria complicado convencê-la de que não era assim que as coisas funcionavam. Tentou apelar para o lado emocional.

— Não poderia ser que, realizando isso, estaria impedindo outras donzelas de realizarem seu desejo de se unir em matrimonio com seus amados? Imagine o quão desolada se sentiria caso seu noivo fosse vítima de uma maldição motivada por um ato de seus ancestrais?


As madeixas negras da donzela se agitaram, demonstrando um furor indignado, enquanto ela argumentava em resposta. — Se for assim, de quem me vingarei? Como farei justiça à minha situação?

Ele respirou fundo e pensou em algum modo de fazê-la satisfeita. — Agora seu amado já descansa eternamente no reino dos mortos. Não seria prazeroso, talvez, se dar com ele pessoalmente, e resolver suas intrigas cara-a-cara?

Ela pareceu pensar no assunto, relaxando um pouco e refletindo. Ele não sabia muito bem como funcionava as coisas para os fantasmas, se um fantasma poderia tocar outro, se eles poderiam sequer interagir entre si no mundo inferior. Mas, se pudessem, talvez fosse algo positivo para ela. — Ademais, quem garante que não haveria a fantástica possibilidade de encontrar-te com alguém ainda melhor? Que em circunstância alguma te substituiria? Terá toda a eternidade para encontrar teu genuíno príncipe encantado. Não acha que é o que mereces?

Seus grandes olhos negros fitaram o chão, pensativa. Devagar, tirou o anel empoeirado que estava em seu dedo a tantas e tantas décadas, colocando-o no parapeito da sacada. Limpou o restante de suas lágrimas e tentou limpar também a maquiagem borrada. Arrumou a barra do vestido sujo e rasgado, tentando ficar o mais apresentável possível.

— Estás correto, solidário cavalheiro. Penso que, após tantos anos de amargura, mereço um duque decente, afinal. —
Ela deu um último sorriso triste, acenando para ele, antes de desaparecer na noite escura.

Julian sorriu, satisfeito, ao sentir uma forte brisa acariciando seu rosto. Colocou de volta sua máscara, preparando-se para voltar ao interior do castelo, antes de voltar sua atenção para a sacada. Reparou que o anel não havia sumido, tinha sido deixado como um presente para ti. Colocou-o na mão no dedo indicador direito, não ousando colocar no anelar. Não queria alguma maldição do tipo noiva cadáver para si. Mesmo assim, apreciou o presente.

Ela não precisaria mais do anel, afinal, pois Julian tinha a certeza absoluta de que ela teria encontrado enfim o seu verdadeiro amante.

Missão:
A travessia
Há criaturas que não estão felizes com a própria morte e por isso acabam presas no plano terreno, sem nunca passar pelo julgamento para saber qual o destino de sua alma. Você encontrou um destes fantasmas e agora tem que argumentar com ele para que ele cruze ao reino dos mortos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos

— Ross
Julian Morthigan
Julian Morthigan
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Mensagem por Melinoe em Ter Nov 19, 2019 3:04 pm


Julian


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos

Comentários:
Julian, desde que li sua ficha tenho gostado bastante de sua escrita. Seu texto é bem elaborado, e mesmo com falas tão formais, não há dificuldade nenhuma em entendê-lo. Gostei também da maneira como lidou com a situação da fantasma, mostrando a ela que havia outra alternativa. Parabéns!

Atualizado por Hefesto

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