The Blood of Olympus
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Vancouver

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Mensagem por Héstia em Dom Mar 02, 2014 10:51 am


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Sendo Vancouver uma das únicas cidades do mundo que de um lado encontra-se o mar e do outro montanhas rochosas, essa é uma daqueles cidades que possuem seu encanto natural com pequenos parques e jardins espalhados por toda a cidade.
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Héstia
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Re: Vancouver

Mensagem por Aiden Stafford em Sex Dez 15, 2017 7:38 pm



Chased
Being a demigod is not the easiest thing in the world by nature, but when you are pursued by crazy humans ... everything can get worse.
Despertado por um feixe de luz que atingiu minha face ao entrar pelas janelas quebradas do depósito, não demorou para que me colocasse de pé e caminhasse em direção à uma das mesas sob a qual escondia minha mochila. Abrindo o objeto em busca de algum tipo de suprimento, senti o gosto amargo da decepção ao notar que não tinha mais comida, mas apenas uma velha embalagem de salgadinhos para contar história.

Após agarrar minha garrafa de água e dar os últimos goles restantes, coloquei-a de volta em seu lugar para que pudesse encher mais tarde. Em seguida, fechei o zíper da mochila. O que bebi teria que servir por hora.

Não era sempre que tinha suprimentos sobrando, e conseguir mais costumava ser um desafio, me levando muitas vezes ao limite do aceitável. Tudo aquilo era tão cansativo. Não bastando ter que lidar com a escassez de água e alimento, ainda tinha que me virar em ambientes insalubres. Não era raro ter que salvar meus pertences da poeira, como fiz com minha mochila na ocasião, batendo nela até que estivesse apresentável novamente.

Ao removê-la a batidas, senti que, por provável vingança, ela atacou diretamente meu nariz, forçando um espirro incômodo. Ao passo que revirei os olhos, me coloquei de pé novamente e respirei fundo, encarando por alguns segundos a porta de saída.

— Vamos lá... pronto para mais uma dia. — tentei convencer a mim mesmo, ainda que no fundo soubesse que estava longe de ser verdade.

Antes que pudesse sair daquilo que chamava de lar, o barulho que partiu de uma das lonas plásticas no canto da sala chamou a minha atenção. Fitando de imediato a pulseira em pulso direito, não hesitei em transformá-la em sua forma verdadeira: uma cimitarra de lâmina negra. Meus passos ecoavam baixo no ambiente enquanto me aproximava com cuidado do lugar, temendo qualquer coisa que pudesse estar perdida ali.

— Apareça, seja lá o que você for. — ordenei em um tom autoritário. De fato a única coisa que faltava era ter dormido tendo um monstro por companhia.

Assim que terminei a frase, um novo barulho vindo do mesmo ponto me fez arquear as sobrancelhas. Meu punho se fechou com mais força em volta do cabo da espada. Foi então que um pequeno ser acinzentado escapou, correndo do meio da lona em direção a parte de baixo de uma das mesas, tornando-se inalcançável.

"Malditos roedores", pensei comigo mesmo, transformando a arma de volta ao seu estado inofensivo. Não sendo nenhuma surpresa deparar com criaturas daquele tipo, dei de ombros antes de caminhar em direção à grande porta de metal enferrujado que me separava da saída. De punho cerrado, toquei a parte com menor probabilidade de me causar tétano e empurrei, deixando que a luz do dia invadisse ainda mais o ambiente.

Logo que meu primeiro passo tocou o concreto do piso exterior, meu estômago gritou mais uma vez por algo além da pequena quantidade de líquido ingerida. Algo definitivamente precisava ser feito. Lançando ao ar um suspiro, caminhei por entre a grama mal cuidada e pulei sem grandes dificuldades por cima de uma cerca, caindo de maneira planejada em um beco que dava acesso às ruas de North Vancouver.

Depois de alguns minutos caminhando e tentando pensar em alguma forma de conseguir comida, deparei-me com uma cena que me fez parar. Na entrada de uma banca de revistas, uma velha senhora havia deixado a bolsa em cima de uma banqueta de madeira. Distraída, esforçava-se para alcançar alguns dos exemplares que lhe chamavam a atenção, sem dar um mínimo de atenção para os pertences largados atrás de si.

"Não... eu sou melhor do que isso", pensei enquanto encarava a cena. Meu estômago, por outro lado, usou um argumento convincente para me obrigar a continuar: a dor da fome que aumentava a cada segundo.

Tomado pelo instinto quase irracional de sobreviver, coloquei ambas as mãos no bolso do meu moletom e caminhei pela calçada como quem não quer nada. Lutava para não fixar os olhos em meu objetivo antes do momento ideal. A rua vazia tornava tudo aquilo ainda mais convidativo, ainda que o nervosismo deixasse meu corpo ainda mais frio do que deveria estar.

Quando finalmente cheguei à uma distância razoável, desviei um pouco do meu caminho, olhando em volta uma última vez para garantir que não era visto. Sem nem mesmo pisar na banca, abri cuidadosamente a bolsa e busquei dentro dela por uma carteira ou algo semelhante.

Não demorou para encontrar o objeto esperado destacando-se dos demais. Arrancando com certa maestria a carteira de dentro da bolsa, não hesitei em colocá-la no bolso para então voltar a caminhar como fazia antes. O desgosto que sentia ao executar o ato era verdadeiro.

Assim que virei a esquina, peguei apenas o dinheiro que consegui encontrar e soltei o resto no chão para que pudesse ser recuperado com alguma sorte. Feito isso, a primeira refeição do dia estava garantida.

Mal sabia que a fome seria o menor dos empecilhos.


•••


Era triste imaginar que todo o dinheiro que a senhora da banca tinha era o suficiente apenas para um café da manhã simples em uma das lanchonetes do bairro vizinho. Aquilo apenas reforçava o fato de que havia roubado de alguém que também não tinha muito para si, e isso doía.

O lado positivo era que a dor na consciência conseguia pesar menos que a dor de estômago.

Satisfeito e tentado a buscar formas mais justas de conseguir dinheiro para a próxima refeição, deixei o estabelecimento no qual estava e parti novamente para as ruas. Não muito longe de onde estava, um homem alto e gordo comia o que parecia ser um cachorro quente. Seus olhos estavam fixos em mim, e foi encarando-o de volta que notei o que deveria ter notado com mais rapidez... não eram os olhos, mas sim o olho.

Ele largou o lanche que tinha em mãos ao ver que algo muito mais apetitoso tinha aparecido. Infelizmente esse algo era eu.

— Mas que p... — cortei-me ao passo que virava e disparava na direção contrária. Ser comido por um ciclope gordo logo pela manhã certamente não estava nos meus planos.

Virando a a primeira rua que vi, mantive o ritmo da corrida dentro das condições possíveis ao desviar de pessoas que atrapalhavam o caminho. Para o peso que deveria ter, o ciclope acompanhava com certa facilidade os meus passos. Meu coração acelerava cada vez mais. Minha mente trabalhava em rotas alternativas que pudessem ajudar a despistar a criatura que me perseguia.

Conforme o tempo passava e as ruas ficavam para trás, meu preparo físico permitia que a velocidade não diminuísse muito, mas o monstro, por outro lado, parecia ficar cada vez mais lento. Sorri ao ter esperanças de que poderia escapar daquilo sem lutar. Ainda assim, a melhor opção não era ficar correndo até que a criatura cansasse, e o fato de ter acabado de comer começava a atrapalhar um pouco.

Foi então que me lembrei de uma rua sem saída não muito distante de onde estava. O sorriso maldoso que brotou em minha face demonstrava o quanto começava a me divertir com a situação, o que ia contra todas as expectativas. Meus passos tornaram-se um pouco mais velozes com a dose de motivação e adrenalina. Virando mais uma rua, comecei a me concentrar para que pudesse fazer o que tinha em mente assim que chegasse a hora.

Quando finalmente me deparei com a rua sem saída, segui por ela sem pensar duas vezes. Podia ouvir com facilidade as risadas do ciclope que acreditava ter vencido. Ao olhar para trás, notei que o monstro até mesmo diminuía o ritmo, crendo fielmente que seu esforço seria recompensado. "Você consegue", disse a mim mesmo mentalmente enquanto me aproximava do muro com pouco mais de quatro metros.

Respirei fundo e prendi o ar acumulado nos pulmões por alguns momentos. Senti aos poucos a energia se acumulando em minhas pernas, e quando me dei conta, pulava em uma altura de quase cinco metros, passando pelo muro como se fosse não fosse um grande obstáculo. Flexionando os joelhos e rolando para amortecer a queda, coloquei-me de pé ao fim do rolamento e segui correndo a fim de aproveitar a brecha e finalmente despistar a criatura.

A felicidade no momento era real, mas infelizmente não perduraria.


•••


Oferecer serviços não é exatamente a coisa mais agradável do mundo. Depois de passar boa parte da tarde buscando por algo que pudesse fazer por alguns trocados, finalmente fui aceito em uma das casas que visitei, cortando a grama para um jovem casal que claramente apenas aceitava o serviço para me ajudar.

Pouco antes do anoitecer, havia conseguido apenas o suficiente para comprar alguns petiscos que teriam que servir tanto para aquela noite como provavelmente a manhã do próximo dia. "Eu não vou roubar de novo", repetia diversas vezes a mim mesmo sempre que a fome começava a aparecer. Comendo as bolachas de uma a uma, tracei o caminho de volta para o depósito.

Quando a lua finalmente deu as caras e tomou seu lugar no céu, pude sentir meus poderes e minha energia se recuperando aos poucos. Odiava admitir, mas tinha que agradecer ao meu pai por aqueles dons. Meus passos tornaram-se mais leves. Todo o peso de um dia cansativo começava a diminuir ao passo em que a noite começava a reinar.

Tudo parecia correr bem, mas é claro, eu estava errado.

— Ei garoto! Está perdido? — chamou uma voz feminina que deu as caras repentinamente, surgindo do mais puro nada. A voz pertencia a uma mulher não muito alta, de pele branca, cabelos e olhos, além de um sorriso encantador. Sua aparência demonstrava certa fragilidade.

— É... na verdade não, obrigado. — respondi diminuindo o ritmo a fim de retribuir o sorriso.

— Espera! Eu posso te ajudar. Tenho comida, abrigo... — lançou ao ar a mulher. — Você quer ser ajudado, não quer?

A voz aos poucos se mostrou absurdamente convincente. Não que usasse bons argumentos para tal, mas ela literalmente encantava ao ser ouvida. Sentindo-me obrigado a parar, olhei para a mulher e cerrei os punhos, perdendo parte do controle que tinha sobre mim. Aquilo não era uma mulher.

— E-eu disse que não. — reforcei, por mais que meu corpo lutasse para dizer o contrário. Estava confuso. Não sabia por que estava tentado a aceitar sua proposta.

"Talvez eu precise de ajuda", disse uma voz em minha cabeça. Parecia ter partido de mim, mas ao mesmo tempo era diferente. "Não, eu não preciso", corrigi a voz, tentando com todas as forças ignorar o charme da criatura. Meus olhos se focaram na mulher. Uma brecha. Era tudo que eu queria.

Respirando fundo, senti a mão tremer lutando contra minha ordem de transformar a pulseira na arma que deveria ser. Aos poucos pude enxergar uma aura se formando em volta do corpo do ser que tentava me enganar. A ameaça que sentia ao me aproximar foi a força que precisava para tomar de volta o controle. A lâmina negra finalmente deu as caras e ganhou forma em minha mão. Meu ataque foi tão repentino que apenas por muito pouco a criatura conseguiu desviar.

— Eu disse que não quero a sua ajuda. — pronunciei em um tom de ameaça enquanto a lâmina cortava o ar na diagonal onde antes estava o peitoral da mulher.

Não muito distante de mim, o sorriso da mulher tornou-se malicioso. Sua verdadeira forma começou a surgir. Uma de suas pernas parecia ser feita de bronze, e a outra parecia muito a de um bode. Sua pele branca estava ainda mais branca, semelhante a uma peça de mármore. Suas unhas agora eram verdadeiras garras, e seus dentes se tornaram presas afiadíssimas.

— Vamos, não precisa tornar as coisas difíceis! — exclamou a empousa enquanto mais uma vez arriscava um passo. Agora que exibia sua aparência bizarra, o charme parecia ter ficado ainda mais forte. — Você não quer lutar comigo, quer?


Ao passo que ela se aproximava, senti um arrepio percorrer meu corpo. Estava parado. Um monstro vinha em minha direção e eu estava parado. Todos os sinais de perigo apitavam como alarmes em minha cabeça, mas nem um único músculo respondia ao chamado. Quando finalmente alcançou a distância desejada, a criatura avançou sem dó no intuito de morder meu pescoço.

Era aquilo que eu precisava.

Voltando a mim, ainda que em cima da hora, coloquei o braço esquerdo na frente do corpo e senti os dentes se cravando em minha carne. Usando a perna direita, desferi sem pensar duas vezes um chute na região do abdome do monstro, empurrando-o de volta para trás. No processo, senti os dentes arrancando junto um pequeno pedaço da minha carne.

Segurando um grito que lutou para se libertar, exibi uma careta de dor enquanto me afastava e encolhia um pouco o corpo. Respingos de sangue voaram em direção ao solo enquanto meu casaco ganhava tons escarlates. Tomando a raiva e a dor como guia, foquei novamente na empousa que mantinha o sorriso malicioso ao me fitar.

Eu não fugiria daquela luta.

Tendo ainda um braço totalmente funcional, parti em direção à empousa sem hesitar. Não haveriam palavras que pudessem me impedir naquele momento, e ela sabia daquilo. Nem mesmo assim temeu a minha aproximação. Quando a espada seguiu em sua direção, seu punho semi-fechado voou de encontro à minha lâmina, aparando o golpe com as garras que pareciam ser feitas de metal. Sua mão livre se moveu rapidamente na tentativa de me acertar um corte, forçando-me a recuar novamente com um pulo.

A aura em volta do ser ficava cada vez mais visível para mim. Se fosse para acabar com aquilo, aquele era o momento. Desta vez, a empousa deu o primeiro passo. Assim que seus braços se moveram em ameaça, ficou fácil prever qual seria o seu movimento: ela iria pular em minha direção. Já sabendo o que ela faria, posicionei-me de maneira que não foi difícil me jogar para o lado e deixar que ela passasse direto.

Não contente, o monstro se virou rapidamente e se preparou para mais um salto. Desta vez eu estava a frente de seus movimentos. Deixando a magia correr para a mão do braço machucado, fiz com que uma esfera de energia luminosa surgisse. Atirando-a de imediato na direção do rosto da criatura, impedi que ela pudesse seguir com seus planos.

Levando as mãos aos olhos, a criatura soltou um grito enraivecido e tentou se afastar alguns passos, mas era tarde demais. Girando o corpo, fiz um corte horizontal que arrancou fora ambas as mãos da mulher pouco acima da altura do pulso.

O grito agora era o suficiente para chamar a atenção da vizinhança.

— Fica quieta! — exclamei, cravando a lâmina da minha espada na barriga do monstro. O pó dourado caiu e se dispersou com o vendo.

Na tentativa de não ser encontrado ou reconhecido por ninguém, desatei a correr sem olhar para trás. Precisava chegar ao depósito para lidar com o ferimento.


•••


Puxando a porta de uma só vez, nem sequer fiz questão de fechá-la. Entrei no ambiente imundo mais uma vez e fui em direção ao meu colchonete. Quando finalmente me sentei, tirei das costas a mochila e peguei de dentro desta o restante de álcool que tinha e também um isqueiro. Puxando para cima a manga do meu casaco, encarei o ferimento que agora sangrava consideravelmente menos.

— Porcaria... — murmurei. Virando-me em busca de algo que pudesse servir aos meus propósitos, encontrei uma pequena peça fina de ferro não muito maior que a palma da minha mão. Estava em boas condições para o local em que se encontrava. Respirando fundo, deixei o ferro e o isqueiro separados e agarrei o álcool. — Vai dar tudo certo. Tudo certo. — prometia a mim mesmo com as mãos um pouco trêmulas.

Depois de abrir o pequeno recipiente, fechei os olhos com força e deixei que o restante de seu conteúdo caísse sobre o meu ferimento. Dessa vez não segurei o grito. De punho fechado, encolhi o corpo em resposta à dor, por mais que não fosse tudo que eu esperava.

Primeira parte: concluída.

Soltando o recipiente agora vazio, agarrei com a mão esquerda o isqueiro e o pedaço de ferro com a direita. Usando o fogo para aquecer o metal, podia sentir a dor antes mesmo que seguisse com o ato. Quando acreditei que estava quente o suficiente, larguei o isqueiro onde estava, fechei novamente os olhos e coloquei o ferro quente sobre o local machucado, gritando ainda mais alto dessa vez.

Meu corpo inteiro tremia, mas estava livre de infecções agora. Agarrando então alguns pedaços de tecido rasgados em minha mochila, coloquei-os com cuidado em volta do ferimento para que não ficasse exposto e amarrei usando os dentes para auxiliar neste trabalho.

Encostando na parede atrás de mim, suspirei enquanto deixava que uma única lágrima fugisse do meu olho esquerdo. Foi então que, quando achava que nada mais poderia piorar o meu dia, dois homens entraram pela porta do depósito. De inicio, nem sequer consegui notar sua presença por estar de olhos fechados, mas eventualmente os passos tornaram-se audíveis.

Abrindo os olhos com o susto, dei de cara com dois adultos com luvas eletrônicas que tornavam suas mãos muito maiores do que deveriam. Coletes um tanto quanto tecnológicos cobriam seus dorsos, e outras partes de armadura protegiam braços e pernas. Um capacete com óculos escuros escondia com precisão as suas identidades, mas deixavam evidentes os seus sorrisos.

Colocando-me de pé o mais rápido que pude, tomei para mim uma posição de batalha. Infelizmente, sabia que não estava pronto para lutar ainda. Assim que os homens se aproximaram, investiram de uma só vez, cada um vindo de um lado. Assim que senti o toque das mãos de um deles sobre um de meus ombros, uma descarga de choque se espalhou por todo o meu corpo, forçando-me a cair de frente no chão.

Minha visão estava embaçada. Minha capacidade de focar em qualquer objeto estava severamente debilitada. Antes que pudesse pensar em tentar reagir de alguma forma, senti um chute na lateral da minha cabeça.

Eu estava apagado.


•••


Quando retomei a consciência, estava amarrado em uma das velhas cadeiras do depósito. Um pano me impedia de gritar por socorro, ainda que tivesse quase certeza de que este não viria de qualquer forma. Um dos homens, um barbudo mais alto, notou que eu finalmente estava acordado e fez sinal para que seu companheiro se aproximasse.

— Veja só quem acordou! — disse o homem. — O pequeno projeto de mutante.

Suas palavras soavam confusas para mim. Era mais do que claro que os rapazes não tinham ideiam de com o que realmente estavam lidando. Um simples mutante estava muito abaixo do nível de um semideus. Assim, em uma tentativa de me libertar e partir em direção ao homem, só fiz mexer a cadeira alguns centímetros do chão.

— Muito irritadinho. Cadê seus poderes incríveis? Não consegue usar pra se soltar? — questionou o mais baixo, soltando uma risada em seguida. — Choque nele, Will.

O barbudo se aproximou de mim novamente e encostou a luva, descarregando mais uma corrente elétrica por meu corpo. Dessa vez a voltagem estava consideravelmente mais baixa. Eles queriam machucar, e não debilitar. Meus gritos foram abafados pelo pano, e eu sabia que estaria perdido se não colaborasse.

— Será que está mais calmo agora? Hein? — perguntou o baixinho mais uma vez, aproximando seu rosto do meu por alguns instantes. Limite-me a assentir, afinal, era tudo que podia fazer. — Muito bem — disse por fim, tirando da minha boca a mordaça improvisada. — Se fizer alguma gracinha, sabe o que acontece.

Will acenou lentamente com as luvas, fazendo-me engolir em seco antes de assentir mais uma vez.

— Onde estão seus pais? — perguntou o magrelo, cruzando os braços.

— M-meu pai está morto. — respondi, abaixando a cabeça. Logo senti a luva metálica tocando meu queixo para que olhasse em seus olhos novamente.

— Ele era uma aberração como você? — questionou, voltando a cruzar os braços. Mais uma vez, apenas assenti com a cabeça. — E sua mãe? Também está morta?

— Eu nunca a vi pessoalmente, e você não vai querer conhecê-la também. — argumentei de maneira seca.

De sobrancelhas erguidas, o baixinho olhou para o barbudo e riu, voltando-se para mim com um soco na boca do estômago. O enjoo foi instantâneo. O pouco que tinha comido quase foi para fora. O gosto de sangue já começava a aparecer.

— Eu não sei o que vocês querem, m-mas eu não tenho a resposta... — disse em um tom baixo enquanto algumas lágrimas escorriam por minha face. Estava indefeso, e a esperança de que alguém me ajudaria não existia.

— Ele não tem a resposta, Will! Não tem a resposta — repetiu o baixinho, aplicando mais um soco que desta vez me fez vomitar ao lado da cadeira uma mistura de bolachas, suco gástrico e sangue. Seus olhos então focaram no ferimento em meu braço. — Nós vimos sua luta com aquela mulher. Imagino que ela fosse um dos monstros. Por que não conseguimos mais ver os monstros?

— Porque vocês não são como eu... — respondi de maneira simples e objetiva. Minha voz soava baixa, pois já não tinha muito mais forças para continuar.

— E o que é você? — perguntou por fim.

— Isso não diz respeito a vocês. — disse uma voz feminina firme vinda da porta. Não conseguia identificar a pessoa que entrava no local, mas certamente chamou a atenção deles.

— Apaga o garoto, Will. — orfenou o baixinho enquanto regulava sua própria luva e caminhava em direção à porta que estava além do meu alcance visual.

— Não, não, por favor... — tentei argumentar de maneira inútil. O homem barbudo se aproximou e tocou em mim, soltando mais uma descarga elétrica que me deixou absurdamente desorientado.

A consciência que me restou por alguns segundos serviu apenas para que pudesse ouvir os sons de batalha atrás de mim. Tudo ecoava e girava, até que finalmente parou. Eu estava mais uma vez apagado.


•••


Quando abri os olhos novamente, estava deitado em cima de uma das mesas. Elas estava forrada com o meu colchonete, e sabia disso por identificar rapidamente o cheiro e a textura abaixo de mim. Ao meu lado, a loira me encarava com certa preocupação.

— Quem... — me esforcei para falar. — Quem é você?

— Chloe. Chloe Bordlëtch — apresentou-se a garota. — Sei que deve ter várias perguntas, mas guarde suas forças. Tome isso aqui, vai te fazer bem. — ela pediu enquanto colocava na minha boca um pequeno frasco com um líquido estranho. Seu gosto parecia panquecas com chocolate, minha comida favorita.

Assim que engoli o que me foi dado, senti meu corpo esquentar. Todos os meus ferimentos já haviam sido tratados por Chloe, mas aquela coisa fazia eu me sentir muito melhor. Arqueando uma sobrancelha, mas permanecendo deitado, sorri para a garota.

— Obrigado. — consegui dizer com um pouco mais de força.

— Você sabe de quem é filho? — perguntou em um tom calmo. — Conhece algum dos acampamentos?

Antes que eu pudesse responder, um brilho surgiu acima de minha cabeça. Parecia a imagem de uma tocha cruzada com uma espada, ou algo muito semelhante a isso. Espantei-me com aquilo, afinal, se eu tinha feito, não era proposital.

— Belona... — disse Chloe, assentindo lentamente com a cabeça. — Garoto, eu tenho muito pra te explicar. Mas descanse um pouco, tente dormir. Eu cuidarei de você.


Considerações:
Essa missão está sendo feita com base na promoção de natal. Não fazia muito sentido eu contar muito sobre o pai do Aiden porque ele não conheceu de verdade o homem. É uma longa história, mas Aiden cresceu em um orfanato, fugiu e foi descobrindo as verdades aos poucos. Ele mora na rua há quase dois anos e aprendeu a lutar e fugir, como pode ser visto. Apenas para fins explicativos, ele é filho de Belona e o pai dele era filho de Nyx. Se possível eu gostaria de ter legado completo já com esta missão.

O super salto que dei está na lista de poderes de Belona, já a bola de luz está na de Nyx. O resto são habilidades passivas que me garantem mais resistência, força e habilidades tanto corporais quanto com a espada que utilizei.

Falando na espada, segue o item que almejo como herança:

• Dark Slicer [Pulseira enegrecida de vibranium que se adéqua ao pulso do portador. De acordo com a vontade do usuário, transforma-se em uma cimitarra com a lâmina do mesmo material e coloração da pulseira, exceto por apresentar alguns adornos acinzentados nesta forma. O cabo é reforçado em couro para facilitar o manejo da arma e sua lâmina levemente curvada e extremamente afiada serve para aplicar golpes rápidos e precisos, ainda que também sirva bem ao propósito de aparar impactos quando utilizada para tal. |Efeito 1: Transforma-se em uma pulseira ou na cimitarra descrita dependendo da vontade do dono. | Efeito 2: Se for de sua vontade, sempre volta ao pulso do dono da arma na forma de pulseira. | Vibranium | Espaço para uma gema | Super Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Presente de Herança]

Sendo assim, abdico dos itens do arsenal para receber este no lugar.

Com o envolvimento da seita na missão, acredito que os prêmios devem ser maiores. Ou ao menos foi o que me disseram! Por favor, levem isso em consideração. Pretendo fazer deles uma parte importante da minha história agora que não sou mais um completo estranho.

Como eu tive que tirar todos os links do post, ele ficou com essa fonte estranha
Obrigado por ler! E obrigado também a Chloe Bordlëtch por ter me ajudado o tanto que ajudou em todos os sentidos. Dentro e fora do jogo. <3



Última edição por Aiden Stafford em Seg Dez 18, 2017 9:38 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Vancouver

Mensagem por Zeus em Dom Dez 17, 2017 1:41 pm


Aiden


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
3.000 XP + 3.000 Dracmas

Ortografia/Gramática: 30%
Desenvolvimento da História: 40% XP
Ações realizadas: 40%

Avaliação
Ortografia/Gramática: 17%
Desenvolvimento da História: 20% XP
Ações realizadas: 25%

RECOMPENSAS: 1860 +50% (seita) = 2.790 XP e Dracmas

• Dark Slicer [Pulseira enegrecida de bronze celestial que se adéqua ao pulso do portador. De acordo com a vontade do usuário, transforma-se em uma cimitarra com a lâmina do mesmo material e coloração da pulseira, exceto por apresentar alguns adornos acinzentados nesta forma. O cabo é reforçado em couro para facilitar o manejo da arma e sua lâmina levemente curvada e extremamente afiada serve para aplicar golpes rápidos e precisos, ainda que também sirva bem ao propósito de aparar impactos quando utilizada para tal. |Efeito 1: Transforma-se em uma pulseira ou na cimitarra descrita dependendo da vontade do dono. | Efeito 2: Se for de sua vontade, sempre volta ao pulso do dono da arma na forma de pulseira. | Bronze celestial | Espaço para uma gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Presente de Herança]

Comentário:

Aiden, eu particularmente adorei sua história, mas achei que faltou muitas explicações importantes para me fazer entender o proposito do seu personagem. Como por exemplo, o fato de que ele cresceu em um orfanato, ok cresceu, mas ele tinha conhecimento do mundo mitológico porque reconheceu os monstros. Tem conhecimento dos poderes porque você os cita, e tem uma espada. Agora você me explica de onde saiu tudo isso? Quem contou a ele o que ele é? De onde saiu aquela espada? São coisas que para mim ficaram muito mal explicadas em sua história.

Agora vamos a parte de legado, você só fez uma citação na postagem inteira que é referente a cura da noite e agradeceu ao seu pai, contudo, no fim da postagem disse que não conhecia seu pai, que Aiden cresceu em um orfanato e etc. Se fosse esse o caso, como saberia que os poderes de Nyx existiam e agradeceria seu pai por eles? Novamente, falta de explicações que um paragrafo no final do spoiler tentou melhorar e não funcionou. Além disso tudo, achei erros bastante frequentes em seu texto, separei uma das frases abaixo para te mostrar um pouco do que encontrei.

pulava em uma altura de quase cinco metros, passando pelo muro como se fosse não fosse um grande obstáculo.

Você também come palavras e troca algumas com erros de digitação, mas isso é questão de atenção e pode ser melhorado com o tempo.

Diante disso, estou aceitando sua ficha como FILHO de Belona, e recusando sua ficha para LEGADO de Nyx. Você pode tentar desenvolver uma nova CCFY para conseguir o legado, lembrando que, é para conseguir legado. Cada CCFY terá um único propósito, logo, você não pode pedir legado + legado completo em uma mesma CCFY. Também estarei dando a arma de reclamação mesmo com a falta de explicações diante dessa, fiz algumas modificações para ficar de acordo com a proposta do forum.



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Re: Vancouver

Mensagem por Aiden Stafford em Seg Dez 18, 2017 9:37 pm



The First Steps
After a crazy night, nothing better than starting a journey and discovering that swords and spheres of light were just the beginning.
Era véspera de natal. Pessoas felizes enfeitando suas casas com árvores, luzes e pequenos homens barbudos que tocam músicas e soltam bolhas. Quem não adoraria trocar isso por uma sessão de tortura? Infelizmente eu não tive escolha. Tudo que lembrava da final da noite anterior era dos homens fazendo perguntas estranhas até que uma garota apareceu e me salvou.

Uma garota como eu.

Minha primeira reação foi olhar em volta. As lembranças das cenas da noite passada tomavam conta de todos os espaços em minha mente. Meus olhos percorreram todo o depósito em busca de algum sinal de vida. Com a respiração irregular e o coração acelerado, perguntava-me se tudo aquilo tinha sido apenas um pesadelo.

Então veio a resposta.

Assim que a grande porta enferrujada se moveu, pulei da mesa onde estava deitado e cerrei o punho direito enquanto minha pulseira se transformava em minha única arma. Meu corpo tremia. O nervosismo era uma resposta involuntária que não conseguiria controlar enquanto as lembranças da tortura não deixassem minha cabeça.

— Ei, calma, sou eu! — disse a voz feminina levemente assustada enquanto adentrava o recinto. Tinha em mãos uma embalagem de papel com o que parecia ser comida. — Chloe, lembra? — arriscou perguntar, ainda mantendo uma distância razoável de mim.

As lembranças do pequeno período em que acordei no meio da noite vieram à tona. A brilho com imagem de uma lança e uma tocha, o líquido com sabor da minha comida favorita. Ela tinha salvado a minha vida. Assenti lentamente com a cabeça ao passo em que abaixei minha cimitarra e deixei que se transformasse novamente em pulseira. Confiava naquela mulher.

— Desculpa... — disse em um tom baixo, caminhando de volta até a mesa para me sentar. Meus olhos se mantiveram fixos no chão sujo enquanto ouvia os passos se aproximando cada vez mais. Senti um arrepio percorrendo meu corpo quando a palma da mão tocou minha testa suavemente. Não estava acostumado a receber sinais de afeto como aquele.

— A febre passou. Como está se sentindo? — perguntou enquanto repousava a sacola ao meu lado. — Aqueles babacas pegaram você de jeito...

Foi apenas ao ouvir a pergunta que realmente percebi. Todos os ferimentos em meu corpo tinham desaparecido. Desconsiderando a fome colossal, me sentia melhor do que nunca. De olhos arregalados, levantei as mangas do meu casaco sem acreditar, buscando qualquer sinal de arranhão. Perplexo, nem mesmo consegui sorrir ao encarar novamente a mulher.

— Eu estou ótimo... — respondi, fazendo uma pausa enquanto processava tudo de uma só vez. — Como você fez isso?

Aquele sorriso. Era natural. Verdadeiro. Como se realmente não tivesse feito nada demais. A simpatia da garota transpassava uma paz que há muito eu não sentia. Abaixando todas as defesas, senti meus músculos relaxarem de verdade pela primeira vez em meses. Não havia a necessidade de estar alerta.

— Aquilo que tomou fez praticamente todo o trabalho. Era ambrósia. — explicou de maneira simples, sentando-se ao meu lado em seguida. — É literalmente o alimento dos deuses. Tem propriedades curativas consideráveis pra nós se tomado na quantidade certa. Mas se tomar demais... — lançou ao ar, fazendo uma careta ao negar lentamente com a cabeça. — Morte instantânea.

Assim que ouvi o comentário sobre a comida dos deuses, finalmente liguei os pontos. Lembrei-me da garota falando o nome "Belona" quando a luz brilhou sobre minha cabeça antes que eu apagasse novamente. A curiosidade tomou conta de mim. Um sorriso esperançoso pintou minha face enquanto apoiava as mãos na mesa e encarava Chloe.

— Você disse Belona! — apontei em um tom animado. — É a minha mãe? Você a conhece? Aquele brilho foi ela que mandou? — disparei as perguntas de uma só vez. As dúvidas eram tantas que por um segundo até havia me esquecido da fome.

— Eu trouxe isso pra você. Não sei se gosta, mas... — disse em resposta, empurrando em minha direção o pacote de papel. Enquanto agarrava contente o hambúrguer dentro deste, ela voltou a falar. — Nunca vi sua mãe, mas conheço sim. Aquele brilho era o que chamamos de reclamação, um sinal dela reconhecendo você como filho. Sua mãe é a deusa da guerra dos romanos — explicou, notando meus olhos brilhantes que a fizeram dar uma risada suave. — Eu disse que tinha muito para explicar. Isso é só o começo.

— E meu pai? — questionei depois de engolir um dos pedaços do hambúrguer. — Ele era como nós. Sabe alguma coisa sobre ele?

Por alguns poucos segundos o silêncio se fez presente no depósito. Chloe pulou da mesa em que estávamos e se sentou sobre a mesa à frente a fim de me ver melhor. Seu olhar indicava curiosidade, mas não parecia surpreso.

— Então você é um legado... — murmurou baixinho. — Não sei quem foi seu pai, mas se ele era um semideus... você deve ter alguns dos poderes dele. Além das suas habilidades com luta, já descobriu algum poder diferente? Talvez afinidade com fogo, construções, raios de luz...

As perguntas me fizeram reviver diversos momentos de minha vida. Meus dons se manifestaram muito cedo, e causaram a minha expulsão dos dois primeiros orfanatos onde vivi. Lembrei-me então de cada uma das descobertas feitas até então. A força, a habilidade com espadas, tudo parecia comum a um filho da deusa da guerra. Mas então eu lembrei.

— Eu consigo enxergar no escuro as vezes até com mais detalhes do que na luz — comentei. — Também me sinto mais forte quando anoitece. Além disso, consigo acumular uma espécie de brilho nas mãos e disparar contra os inimigos.

Dessa vez a reação foi diferente. Engolindo em seco, Chloe deixou escapar mais um sorriso, mas dessa vez era claramente forçado. Coçando a cabeça, a semideusa pensou por alguns segundos antes de respirar fundo e pular mais uma vez da mesa em que estava. Parecia inquieta, o que me proporcionou uma pequena dose de ansiedade misturada ao medo.

— Acredito que sei de quem seu pai era filho. — disse a semideusa, virando as costas para mim. Observando o ambiente como quem busca alguma coisa, caminhou até o que parecia ser sua mochila e tirou desta uma adaga. Voltando a mim com passos lentos, colocou o item ao meu lado e se afastou um pouco.

— Pra que essa adaga? — perguntei após o fim de mais um pedaço do hambúrguer.

— Quero que coloque sua mão sobre ela e diga... — Fez uma pausa tomando para si uma expressão pensativa. Animationem.

Ainda que toda a situação continuasse extremamente confusa para mim, encarei a garota com uma sobrancelha arqueada e voltei minha atenção para a adaga enquanto fazia o que foi pedido. Com a mão acima da arma, tentei me concentrar ao máximo e deixar que minha energia fluísse, assim como fazia com as esferas de energia luminosa.

Animationem. — conjurei sobre a adaga. Para a minha surpresa, o item começou a flutuar ao meu lado como se aguardasse algum tipo de ordem. Depois de fitar Chloe com os olhos arregalados, encarei um amontoado de tecidos jogados em um dos cantos do cômodo. A arma, sem hesitar, voou em direção ao monte e se cravou algumas vezes antes de ir ao chão, inanimada mais uma vez.

— Nyx. — disse a mulher com convicção, tomando assim a minha atenção de volta.

O que? — indaguei sem entender o que aquilo queria dizer.

— Seu pai era filho de Nyx. Ou Nox, a versão romana. De qualquer forma, a personificação da noite. Uma deusa primordial muito poderosa e... não muito boazinha — explicou em um tom firme. — Mas claro, não significa que seu pai era mau. Tenho certeza de que foi um herói. — acrescentou rapidamente ao notar que minha surpresa dava lugar à confusão novamente.

— O que mais eu posso fazer? — perguntei, optando por deixar o segundo comentário no ar. Achava melhor não saber aquela parte da história. Até porque era mais do que claro que ela não saberia responder mais nada sobre a índole do filho de Nyx. A ideia de ter poderes mágicos, por outro lado, era incrivelmente tentadora.

— Legados costumam não ir muito além disso que fez agora, na verdade — disse enquanto encostava seu corpo na mesa atrás de si. — Já vi legados de Nyx lendo runas antigas com facilidade, revelando objetos mágicos e no máximo conseguindo revelar magia no ambiente. Qualquer coisa além disso é raridade. — finalizou a garota.

Parte da minha animação foi embora de uma só vez ao ouvir a explicação sobre os poderes de um legado. A ideia de poder lidar com magia era um verdadeiro sonho que se tornaria realidade. Encarando novamente a adaga que permanecia caída, me perdi brevemente em devaneios sobre as outras coisas que alguém dotado de magia poderia fazer. Então, tentando afastar pensamentos que não se tornariam realidade, pigarreei e forcei um sorriso para Chloe.

— Você comentou sobre acampamentos ou algo do tipo. O que são esses lugares? — perguntei. Sabia que era chato ter todo um diálogo daqueles, mas existia literalmente uma vida de perguntas sem resposta que poderiam ser conseguidas naquele momento.

— Existem dois acampamentos. Um deles é voltado para filhos da versão grega dos deuses e o outro para os romanos — começou a responder. A imagem de lugares mágicos com criaturas e pessoas com poderes logo começou a se moldar em minha mente. — O romano, ao qual você deveria pertencer, é um pouco mais militar. O grego costuma ser mais acolhedor. Digo isso por experiência própria.

— Então como minha mãe é uma deusa romana, sou obrigado a ir para o acampamento romano?

— Na verdade não. Se quiser ir para o grego, acredito que aceitariam de braços abertos. Mas é uma suposição, não fiquei muito tempo por lá de qualquer forma. Minha sugestão é que encontre Lupa. É um ser mágico milenar que testa os semideuses romanos. Ela diz quem é digno ou não de chegar ao Júpiter... — respondeu a semideusa. Sua voz ainda soava amigável, mas não tão amistosa quanto antes. Era como se me respondesse aquilo apenas por obrigação. — Ah, Júpiter é o nome do acampamento romano.

Assenti lentamente aos quilos de informação que recebia de uma só vez. Milhares de possibilidades se moldavam à minha frente. Decisões precisariam ser tomadas. Uma parte minha queria encontrar qualquer um dos acampamentos na esperança de sentir uma vez na vida que estava em casa. A outra parte pregava firmemente que o melhor para mim seria continuar nas ruas.

Soltando um longo suspiro, desci da mesa onde estava, coloquei o restante do lanche de volta na embalagem e parti em direção à uma das janelas do lugar. Era alta demais para que pudesse olhar com precisão por ela, mas a ideia era apenas colocar os pensamentos em ordem. Durante esse tempo, Chloe permaneceu em silêncio, respeitando o momento que sabia ser complicado.

— E como eu encontro essa Lupa? — questionei ainda de frente para a parede.

— Ela fica em uma floresta em Sonoma, Califórnia. Eu posso te levar até lá, mas sua jornada com Lupa e o caminho até o acampamento... isso você terá que fazer sozinho — advertiu a garota. — A escolha é sua.

Antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, duas das grandes janelas do depósito explodiram com a entrada repentina de dois homens usando equipamentos semelhantes aos que tinha visto na noite passada. Meus olhos encontraram os de Chloe, que parecia tão surpresa quanto eu. Tomando então uma postura defensiva, a garota sacou do bolso o que parecia ser um canivete. Não demorou para que o pequeno item se transformasse em um machado tático. Em poucos segundos o rosto da garota estava totalmente irreconhecível, coberto por algum tipo de mecanismo que não pude reconhecer.

Ao notar a iminência de um combate, tomei para mim um posicionamento parecido com o da semideusa, transformando meu colar em sua forma original: uma cimitarra de lâmina negra. Aquela arma estava comigo desde que me conheço por gente. Jamais saía do meu pulso, eu querendo ou não. Os homens, por sua vez tinham como armas os próprios punhos, equipados com as mesmas luvas que foram usadas para me dar descargas elétricas na noite anterior.

Um tremor percorreu meu corpo enquanto Chloe corria em minha direção, seguida pelos homens. Quando finalmente me alcançou, minha expressão se tornou séria. Estava pronto para aquela luta. Ou ao menos achava que estava.

— Isso é bronze celestial... — sussurrou a semideusa para mim. — Não serve para ferir humanos. Só monstros e semideuses.

Sem entender direito o que havia escutado, não tinha tempo para pensar em nada. O homem mais alto atacava Chloe impiedosamente, mas recebia em troca uma demonstração real de como se desvia e luta com um machado. Minha atenção então se voltou para o mais baixo, que vinha diretamente a mim. Agarrando com força o cabo da cimitarra, parti para o ataque, tentando acertar um corte em seu pescoço.

Desviando com certa facilidade, o homem logo contra-atacou com os punhos. Em uma tentativa de me acertar socos, chutes e joelhadas, o combate físico ganhou cada vez mais intensidade. Ao passo em que eu desviava de um golpe e contra-atacava, o mesmo era feito pelo homem. O contato direto durou cerca de um minuto, quando finalmente consegui encontrar uma brecha para dar uma rasteira em meu oponente.

Hesitar não estava nos meus planos.

Assim que as costas do homem tocaram o chão, girei a espada e segurei-a com as duas mãos a fim de cravar a arma na cabeça do inimigo. Aquilo teria acabado com a luta sem dúvida alguma... se não fosse pelo material da lâmina. Assim como Chloe havia advertido, a lâmina simplesmente ignorou o homem como se não fosse nada e acertou o solo. Tanto eu quanto ele permanecemos parados por pouco mais de dois segundos, até que as luvas nas mãos do caído começaram a brilhar.

Não houve tempo para reação. O soco me atingiu um pouco acima do estômago e aplicou junto uma descarga elétrica que ajudou a me jogar alguns metros para trás. Meu grito rápido ecoou pela sala enquanto meu corpo voava até cair perto do amontoado de tecidos.

Enquanto buscava por ar, pude assistir enquanto minha companheira dava cabo do seu oponente com um corte preciso na jugular seguido de um golpe com o lado perfurante de seu machado na lateral da cabeça do homem.

— Aiden! — gritou para mim enquanto via oponente restante vindo em minha direção. Seu olhar deixava claro: ele também não seria piedoso.

Foi então que, há poucos metros de mim, o homem caiu. Seu grito naquele momento demonstrava uma mistura de dor, surpresa e raiva. Quando seu peitoral tocou o chão, pude ver o que tinha acontecido. O machado da garota estava cravado em sua panturrilha esquerda. Meu olhar logo correu da arma para a mulher, em um pedido claro de socorro.

— A adaga! — avisou enquanto corria em nossa direção. Não estava longe, mas não chegaria a mim antes que o homem pudesse fazê-lo.

Sem pensar duas vezes, procurei próximo do monte de tecidos pela adaga que havia encantado há pouco, e lá estava ela. Soltando minha espada no chão, agarrei o cabo da arma menor e me joguei na direção do homem, cravando a lâmina ao lado de sua cabeça. O corpo do mortal logo caiu inerte no chão. A poça de sangue se formava abaixo dele. Minhas mãos tremiam enquanto me arrastava para não ser alcançado pelo líquido escarlate.

— Quem são esses caras, afinal?! — perguntei ainda ofegante.

— Eles são da seita — respondeu a garota, empurrando de leve o corpo do falecido com o pé para garantir que estava morto. — Um grupo de humanos que não entendem o que somos, mas querem acabar com a gente. Devem ter vindo aqui atrás daqueles dois que te pegaram ontem.

— Então é melhor sairmos daqui logo... — comentei enquanto me sentava. Ainda tinha muitas perguntas para fazer, mas não era hora para fazer aquilo. — Que tal encontrarmos essa tal de Lupa?


Considerações:
Antes de mais nada, obrigado por ter lido! Esse post tem como objetivo conseguir legado de Nyx. Ele é uma continuação do post de reclamação (feito aqui em cima mesmo) e por isso talvez tenha sido um pouco confuso de pegar assim "do nada". Para fins interpretativos, colocarei aqui em spoiler algumas informações importantes.

Aiden é filho de Frederick Stafford, um filho de Nyx. O homem morreu quando ele tinha cerca de dois anos, atacado por uma criatura forte atraída pelo cheiro combinado do legado + filho de deus primordial. Ele conseguiu esconder o filho, mas morreu em combate. Com isso ele foi encontrado por mortais e levado para um orfanato. Resumindo a história pra não contar toda vida do garoto aqui, os poderes eventualmente começaram a aparecer e ele acabou usando sua força e habilidades em combate em brigar nos primeiros dois orfanatos em que esteve (e foi expulso, claramente). No terceiro orfanado ele começava a entender que tinha algo diferente, e evitava entrar em confusões. Depois de um tempo ele resolveu fugir do orfanato (já com pouco mais de onze anos) e viver nas ruas, onde estava até o presente momento. Como consequência ele passou a ser encontrado com mais facilidade por monstros, e foi essa rotina de viver nas ruas e ser perseguido que tentei passar no post anterior. No final, ele acaba sendo encontrado pela seita por usar seus poderes em público para se defender de uma empousa. Chloe encontra ele, salva dos homens que o torturavam e então cuida dele até a manhã em que acorda já nesse post. Os dois homens enviados no final também são da seita. Como deixaram de ter resposta dos homens enviados durante a noite, enviaram mais dois para ver o que tinha acontecido.

Desculpem pelo final repentino! Não valia a pena estender muito mais esse post já que o intuito era reforçar isso dele ser caçado pela seita e acrescentar diversas descobertas importantes para a história que vem a seguir. Dentre elas, claro, está o legado de Nyx.

Se tiver qualquer dúvida adicional, pode me mandar uma mensagem ou ler o post anterior! Aceito também dicas para melhorar os próximos textos...

Arma Utilizada:
• Dark Slicer [Pulseira enegrecida de bronze celestial que se adéqua ao pulso do portador. De acordo com a vontade do usuário, transforma-se em uma cimitarra com a lâmina do mesmo material e coloração da pulseira, exceto por apresentar alguns adornos acinzentados nesta forma. O cabo é reforçado em couro para facilitar o manejo da arma e sua lâmina levemente curvada e extremamente afiada serve para aplicar golpes rápidos e precisos, ainda que também sirva bem ao propósito de aparar impactos quando utilizada para tal. |Efeito 1: Transforma-se em uma pulseira ou na cimitarra descrita dependendo da vontade do dono. | Efeito 2: Se for de sua vontade, sempre volta ao pulso do dono da arma na forma de pulseira. | Bronze celestial | Espaço para uma gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Presente de Herança]
Poderes de Belona:
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Perícia com Espadas I
Descrição: Constantemente o atributo de Belona é a espada. Filhos dessa deusa possuem facilidade com esse tipo de arma e suas derivações. Mesmo sem nunca terem usado uma espada, o semideus conseguirá se sair bem em seu manejo e no improviso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de assertividade no manuseio da Espada.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 5
Nome do poder: Corpo Guerreiro I
Descrição: O filho de Belona tem o corpo preparado para a guerra e combates de longa duração. Seu metabolismo e funcionamento é diferente de qualquer outro semideus, tendo assim os componentes biológicos potencializados. Isso oferece maior resistência corporal (diminui o cansaço físico e a dor de impactos no corpo), imunológica e permite que a hipercinesia não cause sobrecarga cerebral ou muscular.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em resistência corporal, +20% de imunidade a infecções e venenos.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Hipercinese I
Descrição:  A hipercinesia é o controle completo e sincronizado da mente e o músculo. Em pessoas comuns há uma pequena quantidade de tempo entre o pensar e o agir. Os semideuses filhos de Belona possuem esse tempo bastante reduzido e, com o tempo, praticamente nulo. Graças a isso, sua mente e corpo tornam-se mais afiados e verdadeiras armas. O equilíbrio, a coordenação motora e os reflexos tornam-se cada vez mais perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Telumkinesis
Descrição: É a habilidade de manipular o armamento. Como filhos da deusa da guerra, a prole de Belona tem a capacidade de reconhecer facilmente qualquer armamento, mesmo que antes não tivesse estudado ou visto a arma/equipamento antes. Essa é uma habilidade estritamente ligada a dois outros poderes passivos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: reconhecer qualquer arma que ver pela frente, sabendo os pontos fortes e fracos no uso bélico. Porém, não confere perícia automática, como ocorre com espadas e lanças.
Dano: Nenhum
Nyx:
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Bom Magico I
Descrição: O semideus tem certa habilidade com magia, e aprende com muita facilidade conforme se desenvolve. Nesse nível, essa habilidade permite que o semideus consiga executar seus feitiços com mais precisão, ganhando uma pontaria melhor, e podendo executa-los com mais facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Têm sua íris dilatada, aumentando o foco, e consequentemente a distância a que se pode enxergar. O personagem toma posse da concentração para que consiga perceber se há pessoas no local através de pontos cegos, sendo capazes de detectar inimigos através de suas sombras. A sombra durante a noite, torna o corpo ainda mais vulnerável, e para os filhos de Nyx/Nox ela se tinge de negro no corpo dos inimigos. Assim sendo, quando essa visão está ativa, eles conseguem detectar essa sombra, e rastrear seus inimigos, mesmo que eles estejam invisíveis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirão detectar até mesmo inimigos invisíveis, desde que não estejam protegidos por uma magia, ou poder de nível superior ao seu.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Escritos antigos
Descrição: O semideus é diretamente ligado a línguas demoníacas antigas, bem como ensinamentos bruxos, o latim – de onde provem boa parte dos feitiços – e simbologia. Podendo traduzi-las e entende-las de forma perfeita, também conseguindo falar com perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite ao semideus descobrir novos feitiços e poderes, e inclusive executa-los, se for preciso.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. As feridas do semideus se fecham de forma lenta, e apenas cortes pequenos podem se regenerar nesse nível, parte de sua energia também é restaurada. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 MP e 25 HP
Dano: Nenhum
Ativos:
Nível 3
Nome do poder: Brilho Estelar I (APENAS CITADO)
Descrição: O semideus consegue produzir uma esfera de luz prateada, semelhante ao brilho das estrelas, e disparar contra o inimigo. Nesse nível a esfera apenas ofusca a visão do oponente, o impedindo de ver durante um turno, mas não causa feridas graves.
Gasto de Mp:  10 MP
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP
Extra: Nenhum

Nível 4
Feitiço: Animationem
Descrição: Esse feitiço permite que você encante objetos inanimados (inicialmente de pequeno porte) para que eles ataquem seu inimigo. Os objetos – agulhas, por exemplo – ganharão vida e começarão a espetar o inimigo.
Gasto de Mp: 5 de MP a cada objeto encantando.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Varia de acordo com o narrador.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.
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Aiden Stafford
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Re: Vancouver

Mensagem por Selene em Qui Dez 21, 2017 5:40 pm


Aiden


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
5.000 XP + 5.000 Dracmas

Ortografia/Gramática: 30%
Desenvolvimento da História: 30% XP
Ações realizadas: 40%

Avaliação
Ortografia/Gramática: 23%
Desenvolvimento da História: 20% XP
Ações realizadas: 20%

RECOMPENSAS: 3150 +50% (seita) = 4.725 XP e Dracmas

Comentário:

Aiden, eu infelizmente não vi muito sentido em Chloe saber de quem você é legado. Pelo que entendi, ela te conheceu em uma missão de resgate (a primeira parte de sua história), sem nunca ter tido contato com você ou com sua família. O que me deixa confusa sobre, como ela sabia de seu legado? Você sequer chega a usar poderes de Nyx na primeira missão (ou na segunda, já que o combate ocorre após a fala dela de “Você é um legado”). A missão soa incompleta, com grandes lacunas que não foram respondidas e não têm explicação, por esse motivo e devido à falta de lógica na sequência da narrativa fica inviável que você obtenha o legado.



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Re: Vancouver

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