The Blood of Olympus

[MF] Ástrid K. Lisenbroder

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Mensagem por Ástrid K. Lisenbroder em Dom Nov 17, 2019 9:53 pm


Outubro era o mês das bruxas, demônios, criaturas místicas e uma infinidade de outros seres que, em sua vida mortal, nunca passaram de mitos e histórias para assustar e divertir, era a época do ano onde o véu que separa o mundo dos mortos e dos vivos se torna tão fino que as duas realidades se misturavam em um evento que chamaram de Halloween. Ástrid sempre pertenceu a turma que aproveitava os tudo ao máximo, com vigor e no fim da festa ainda lhe restavam energias para continuar, a Lisenbroder era uma festeira legítima e, quando chegara aos seus ouvidos que seu até então novo lar Acampamento Meio-Sangue estava preparando uma festa de magnitudes únicas, as orbes esverdeadas da garota brilharam ao tentar imaginar o quão superior seria uma festa divina em relação às fatíferas comemorações humanas. Àquela altura, Ástrid já conhecia seu progenitor etéreo, Dionísio, deus do vinho, da natureza, da fecundidade, amor e teatro - não era atoa que Ástrid era do jeito que era -, e por tal razão estava se sentindo muito mais a vontade naquele novo ambiente se comparado ao tempo que passou no chalé de Hermes. Começara a se arrumar cedo, uma festa a fantasia era uma oportunidade única de demonstrar todas suas habilidades de festança e não precisou de tempo para decidir sua caracterização: a Lisenbroder seria uma vampira por uma noite; Sim, poderiam existir muitas outras iguais a ela, entretanto a adolescente fã de Crepúsculo dentro de si, talvez, e muito talvez, tivesse lhe influenciado a tomar tal decisão. Seu rosto estava pálido e as silhuetas foram delicadamente escurecidas para assemelhar-se com sombras, os caninos, como esperado se destacavam dos demais dentes e suas roupas pretas com detalhes em vermelho finalizavam a fantasia que, por mais básica, já era o suficiente.

Antes de se juntar aos demais campistas, Àstrid espiou pelas vidraças do chalé de Hermes para, assim como esperava, encontrar Aurora ainda em frente ao espelho dando os toques finais em sua maquiagem, sorriu de forma marota antes de correr até a entrada — Ei, você vem? — questionou animada esperando que a filha de Éris estivesse tão empolgada quanto, entretanto o que encontrou na resposta fora um tom de indiferença, até mesmo apatia. Foi o suficiente para dar de ombros e deixá-la a só. Aos saltos retornou ao grupo que se unia para juntos atravessarem o portal para o local da festa, a filha de Dionísio sequer se importou em interagir com aquilo, em sua cabeça, nada poderia ser pior que as diárias viagens de metrô que fazia para chegar à escola. Seus olhos fixaram-se na magia proferida à sua frente com esplendor e, continuaria se não tivesse tido sua contemplação interrompida por uma voz que lhe soou ao ouvido — O portal é totalmente seguro, não precisa ter receio, é só se jogar e vai ficar tudo bem, quer dizer, talvez por ser sua primeira vez sinta algum incômodo mas nada que venha a lhe fazer mal — a dona da voz era uma garota, seus cabelos loiros lhe caiam aos ombros, Àstrid fitou-a da cabeça aos pés notando que a mesma vestia uma roupa de bruxa com direito a chapéu pontudo e vassoura. — Eu não estava com medo, mas mesmo assim é bom saber que vou sair ilesa, afinal, como eu poderia aproveitar a festa com enjoos?! — comentou em tom brincalhão — Aliás, meu nome é Ástrid, filha de Dionísio e festeira número um desse acampamento — concluiu certa de si, a loira por sua vez riu antes de apresentar-se — Bem, eu sou Verônica, filha de Atena e, bem, só isso — a garota pendeu a cabeça para o portal que já em funcionamento transportava todos os campistas e Ástrid em níveis alarmantes de empolgação tomou a nova conhecida pelo pulso em direção a redoma — Vamos, isso vai ser incrível.

De olhos fechados a morena permitiu-se dar aquele último passo, num primeiro momento sentiu todo seu fôlego ser consumido e retornar aos poucos, entretanto a sensação de estar em queda livre não deixou com que abrisse os olhos, não antes de sentir terra novamente sob seus pés. — Pra que não estava com medo você está bastante tempo de olhos fechados — a voz debochada de Verônica fez com que Ástrid finalmente abrisse os olhos e pudesse contemplar o cenário no qual estava inserida, em destaque prostrava-se um castelo ao fundo, velho e abandonado do qual Ástrid pouco deu importância no momento. Levou a destra até a testa voltando novamente a privar-se da visão antes de soltar um longo suspiro — Eu definitivamente preciso de uma bebida — afirmou séria. Seus passos lhe guiavam para o salão principal que estava regado de música, pessoas dançando, decoração temática e principalmente as bebidas que lhe auxiliavam a entrar no clima. Estava pronta para entrar na pista quando mais uma vez seus olhos recaíram sobre Aurora que, surpreendentemente parecia mais entretida com pinturas antigas do que com a festa. “Será que ela pensa que estamos em um museu fazendo excursão para escola?” Pensou revirando os olhos. Aproximou-se da ruiva o suficiente para que pudesse ser ouvida — Aurora— cantarolou o nome da amiga — a festa é pra lá! Comida, bebida, pessoas, bebida, música, bebida! — junto às falas, a semideusa gesticulava como se apontasse a direção certa para que Aurora não se perdesse pelo castelo - ou em sua mente - mais uma vez. — Garota, você precisa saber aproveitar mais esses momentos, você viu como é a vida no acampamento? Treinamentos, combates, monstros, arrumação e blábláblá. — Ao passar do lado de uma mesa apanhou duas bebidas, uma entregou a Aurora enquanto a outra obviamente bebericou em um longo gole — Quero ter ver aproveitando isso aqui. Sem mais paredes velhas e borrões, ok?!  — retrucou a ruiva tendo seu possível desejo de paz atendido, por intervenção divina ou não.

Ástrid deixou Aurora mais uma vez na esperança que ela finalmente resolvesse se divertir e assim pudesse definitivamente se concentrar no que era importante: embebedar-se. Correu até a pista de dança onde fez questão de entrar no ritmo e porquê não flertar com um ou outro garoto?! Teve certeza de que aquela noite estava sendo a melhor desde muito tempo e poderia continuar por horas se não fosse mais uma vez interrompida por Verônica; — Ei, a eu vou dar uma explorada no castelo, tá afim de vir comigo em uma aventura sinistra? — Contou a menina animada e uma tentativa falha de implicar um tom assombroso em sua voz, tentativa essa que arrancou risos da Lisenbroder — Talvez. Tem alguma coisa de interessante lá? — inquiriu a morena demonstrando um interesse mínimo — Quer dizer, vamos, vai ser legal — a destra levou a sua boca umedecida o último gole restante em seu copo antes de desvencilhar-se do objeto. Lado a lado com a loira adentraram cada vez mais dentro das ruínas daquela construção que poderiam muito bem colecionar centenas de anos em absoluto abandono, já aos degraus regados por pouquíssima luz, Verônica retornou a falar, dessa vez sem espaço para que Ástrid pudesse comentar — Sabem o que dizem sobre esse lugar? Era o castelo de uma antiga família muito poderosa e rica, existia o boato de que tudo que tinham era fruto de um pacto com um demônio — a morena escutava atentamente o que a outra dizia, sabia que eram lendas mas mesmo assim algo a incomodava — quando a esposa do rei faleceu, o povo se aproveitou da fragilidade para saquear tudo e no processo, bem, a família inteira foi morta, porém antes de morrer o rei amaldiçoou cada um que um dia pisar neste castelo, e que aqueles que se atreverem a invadir terão suas almas escaldadas em fogo e bem, muitas outras coisas que eu não tenho coragem de dizer em voz alta — A filha de Dionísio apertou o próprio peito em receio e medo, queria voltar ao mesmo tempo em que não queria ser lembrada como uma medrosa e por isso continuou subindo aquelas escadas atravessando cada corredor vazio, cada quarto e salão enfeitados de teias e cobertos em pó.

Tudo bem, isso é só história — vociferou Àstrid tentando não convencer Verônica, mas a si mesma de que dissera a única verdade possível, deu um passo a frente tomando a dianteira e avançando com concentração. Atenta sua visão dirigia-se para cada pequeno barulho, cada movimento notado que sempre viera de pequenos insetos, já haviam percorrido muito e nada de interessante havia sido descoberto, Ástrid, naquela altura já entediada e com medo girou sobre os próprios calcanhares pronta para anunciar sua volta à Verônica, todavia a garota já não se encontrava mais em seu encalço. Ofegou surpresa. Se virou para cada canto mas não a encontrou, por fim, a única conclusão lógica era que a filha de Atena havia retornado, provavelmente cheia de medo. Ástrid sorriu só de pensar na cena e sem mais o que fazer prontificou-se a voltar para beber o dobro do que já havia consumido e o faria se sua curiosidade não lhe fosse um traço tão presente. Ao fundo daquele corredor uma luz alaranjada, como se sua fonte fosse uma pequena fogueira, banhava as paredes de pedra e musgo e, quando o vento cessava, era possível escutar sussurros em prece. Àstrid engoliu em seco, passo a passo, sorrateiramente bisbilhotou o interior daquele cômodo e inesperadamente presenciou um grupo, estavam em cinco, talvez mais, não sabia dizer, no chão um círculo de sangue dava forma a escrituras estranhas.

Cerrou os punhos em temor, estava prestes a recuar no momento que uma voz rouca ecoou pelas paredes — Nosso sacrifício está aqui. Matem-na! — As íris esverdeadas se dilataram em desespero, correu, não sabia o que estava acontecendo mas precisava sair dali rápido, era tudo que pensava. Não tinha coragem de olhar para trás, mas não sentia estar sendo perseguida e quando virou mais uma vez um dos tantos corredores algo saltou a sua frente fazendo com que a semideusa fosse ao chão e soltando um grito estridente. Quando levantou o olhar notou que se tratava de Verônica caindo em risos — Boo! — Soltou mais uma vez. Ástrid trincou os dentes em raiva, levantou-se ficando frente a garota cheia de vontade de soltar a coleção de palavrões que aprendera no Ensino Fundamental, mas segurou-se para não fazê-lo — A gente precisa sair daqui, você não sabe o que eu vi — disse ofegante tentando juntar oxigênio suficiente para continuar. — Você viu uma seita composta por cinco pessoas que queriam te sacrificar? — completou ela; Ástrid espantou-se, afinal, como ela poderia saber?! Deu um, não, dois passos para trás. — O quê? Está com medo? — perguntou diminuindo a distância antes colocada pela morena. As suas costas o grupo anterior revelou-se, estava cercada e, de mãos atadas Ástrid apenas fechou os olhos sem saber o que aconteceria a seguir, contudo apenas ouviu o estalar propagar-se no ambiente seguido de muitos outros em unissom, palmas. Ástrid voltou a fitar o que estava a acontecer e tudo que viu fora Verônica e os outros baterem palmas com um sorriso no rosto — Bem-vinda ao acampamento novata! Travessuras ou travessuras? — debochou a loira com muito humor. Ástrid por sua vez respirou em alívio, permitindo-se apoiar as costas naquelas paredes velhas e úmidas, um sorriso minucioso delineou-se em seus lábios antes de sua visão penetrar na figura de Verônica — Isso vai ter volta filha de Atena! — constatou sem saber direito o que sentir.

[...]


Missão:
Explorando o castelo
Você é bem curioso e decidiu que queria saber mais sobre o lugar que estava e, por isso, decidiu dar uma voltinha por aí. Tome cuidado com o que vai encontrar porque, se eu fosse você, estaria de olhos bem abertos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensa até: 950 XP – 1.500 dracmas – 1 osso


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Filhos de Dionísio

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Mensagem por Koda Smith em Seg Nov 18, 2019 12:10 am


Ástrid


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 950 XP – 1.500 dracmas – 1 osso
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 950 XP – 1.500 dracmas – 1 osso

Comentários:
Olá, Ástrid. Gostei muito de como você conseguiu inserir a tua trama na missão. Só se atente ao seu texto, pois encontrei um pequeno errinho de, creio eu, digitação. Uma lida antes de postar sempre vai ajudar, tudo bem? No mais, espero que você não tenha pego ódio de todos os filhos de Athena. Alguns são legais.

Atualizado. Koda recebe 200 XP/Dracmas + 2 Ossos pela avaliação.



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Koda Smith
Líder dos Mentalistas
Idade : 22
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Mensagem por Ástrid K. Lisenbroder em Qua Nov 20, 2019 11:52 pm


playing with ghosts

Após uma aventura com seitas, perseguição, novas amizades maliciosas e alguns sustos, Ástrid deveria estar mergulhada em cansaço e ódio, mas na verdade, tudo o que sentia era uma inerente vontade de dançar e aproveitar a festa que, querendo ou não, continuava a lhe proporcionar uma experiência única. Ela aproximou-se da mesa de bebidas, atrás da pista de dança enquanto seus olhos esverdeados fitavam a filha de Atena, Verônica, ao longe. Tomou um longo gole da bebida buscando dispersar todos seus sentimentos de ‘vingança’, não era momento para tramóias e seu foco, pelo menos, naquela noite era se divertir ao máximo. Sua destra voltou-se a garrafa buscando mais uma vez preencher o copo com o líquido avermelhado, entretanto o recipiente mostrou-se vazio, assim como a maioria das frascos dispostos sobre a mesa. Ástrid bufou em decepção, afagou os próprios fios castanhos de cabelo simultaneamente ao processo de, fracassadamente, encontrar um resquício de vinho que pudesse lhe sanar a sede. Não tardou até que mais semideuses se reunissem em volta da mesa, irritadiços por, assim como a Lisenbroder não poderem regozijar-se dos efeitos do álcool — Parem de choramingar seus bêbados, — manifestou um dos tantos festejantes saindo do meio dos tantos presentes — ainda há muito mais, deixem que eu vá buscar…

Não — interrompeu Ástrid inesperadamente — Digo, eu posso ir — deu de ombros como se suas reais intenções fossem de fato fazer uma boa ação. Os olhos voltaram-se para a morena que, com um sorriso singelo mantinha sua proposta — Muito bem, encontrará as bebidas em uma sala vazia no primeiro andar do castelo — o indicador do garoto elevou-se para uma janela, indicando a localização das bebidas — Vá rápido, estamos com sede — os demais campistas concordaram em gritos e barulho, Ástrid revirou os olhos com a reação dos demais, entretanto fez o que disse que faria. Seus passos lhe levaram diretamente para o interior daquele velho edifício mais uma vez, era muito provável que Ástrid sequer chegaria próximo daquele lugar após a péssima brincadeira de Verônica, mas o assunto envolvia um elemento fundamental para uma festa, e para Ástrid, festas eram sagradas. Os dedos finos acariciavam as paredes empoeiradas a medida que avançava, espiou o corredor tentando se localizar, semicerrou os olhos com um sorriso travesso delineado nos lábios com a certeza de que encontrará seu ‘tesouro’ — Voilà  — sussurrou a menina para si mesma. Apressou os passos adentrando no cômodo seguinte, seus olhos brilhavam e a boca salivava pressentindo o sabor das uvas percorrerem sua boca.

Antes que pudesse notar, Ástrid escutou a porta atrás de si confrontar-se violentamente contra o batente, na sala nenhuma bebida, nenhuma garrafa, nenhum copo, e a única coisa que podia-se notar em seu centro era uma mesa que dispunha em sua superfície um tabuleiro. Àstrid engoliu em seco, cerrou os punhos e tentou controlar a respiração sem muito sucesso, queria acreditar não estar sendo vítima de mais um trote, entretanto conhecia muito bem àquele joguinho. — Muito engraçado Verônica, deveria ter escolhido outra pessoa para enganar desta vez — gritou, confiante que dessa vez não se assustaria. Cruzou os braços aguardando o momento onde o semblante de decepção da filha de Atena lhe agraciaria, todavia tal momento nunca chegou. Cansada, Ástrid virou-se jogando a destra sobre a maçaneta, girou-a e não tardou a notar que seus esforços em abri-la eram inúteis. Tentou de novo, e de novo até que suas mãos ardessem, soltou um palavrão ou outro antes que uma voz lhe soprasse ao ouvido um gélido “Buh”; A filha de Dionísio saltou sentindo calafrios pelo corpo, voltou-se para a origem do som com curiosidade. Os verdejantes olhos recaíram em uma figura desconhecida, suas roupas eram antigas, algo que se trajava a séculos atrás, sua pele era além de branca, alva, assim como a neve, a expressão em seu rosto era de sua mente continham muitas ideias das quais em breve Ástrid descobriria.

— Bem vinda aos meus aposentos — enunciou o sujeito com classe e formalidade. As sobrancelhas da jovem de arquearam estranhando a situação como um todo, inúmeros questionamentos lhe passavam a mente, tantos que ela sequer conseguia escolher o que perguntaria primeiro. Olhou em volta mais uma vez e entendeu que não escaparia dali se não entrasse no jogo: seja ele qual fosse. Deu de ombros voltando seu olhar mais uma vez para o desconhecido enquanto seus passos a levavam ao centro, suspirou ainda inquieta e sem saber o que dizer, porém permitiu-se ser ouvida — Seus aposentos? Oh, sinto muito ter invadido, será que poderia abrir a porta para que eu continuasse meu caminho? — replicou já esperando uma negativa, esta que se concretizou quase imediatamente — Acredito que não tenha percebido... — sua voz acalorada se recheava em diversão — mas eu estou morto, sou um fantasma, não é fantástico? — Seus braços se abriram em festa, seu riso ecoou pelas paredes dando inicio ao pequeno show — Meu nome é Charles, morri a muito tempo e sinceramente, estou muito entediado e por isso pensei, porquê não jogamos uma partida de xadrez? —  Charles afastou uma das cadeiras sentando-se elegantemente sobre o estofado que cobria o assento,  Ástrid fez o mesmo já adiantando-se em questão ao jogo, seus finos dedos apanharam um peão levando-os uma casa à frente, — Bem, eu fico com as peças negras — afirmo ela, Charles sorriu antes de utilizar seu cavalo para pular as tropas. Os movimentos prosseguiram, um tentando ler a mente do outro e uma batalha de captura de tela iniciou-se: peão preto, bispo branco, rainha negra, peão negro, bispo negro, peão branco, torre negra e...xeque-mate! O fantasma riu sadicamente, seus olhos confrontaram-se diretamente contra as orbes esverdeadas da Lisenbroder — Eu esqueci de lhe dizer, enquanto não vencer seguirá jogando comigo pela eternidade — confessou os homem aos risos. Ástrid, naturalmente levantou-se em protesto, sabia que teria poucas chances de vence-lo, não estava com a mente focada no jogo, mas sim nas bebidas que nunca chegou a encontrar.

Isso não é justo, me deixa sair logo daqui — interferiu a filha de Dionísio com raiva empregada em sua voz, Charles por sua vez parecia não se importar, parecia que ter uma companhia pela eternidade não lhe incomodava, pelo contrário, lhe satisfazia, principalmente quando Ástrid mostrava-se contrária a situação. — Tudo bem, podemos jogar de novo, mas essa partida acabou — Sua mão se dirigia para as pessoas para retomar as posições originais da peça e reiniciar, entretanto, Ástrid o interrompeu — Não faça isso! — Seus olhos confrontaram diretamente os do fantasma e pela primeira vez houve uma tensão real entre a dupla — E se eu disser que eu venci? — inquiriu Ástrid com diversão enquanto circuncidava a mesa e o oponente — Impossível, não tem como sair de uma situação de xeque-mate garota — rebateu ele imediatamente. A semideusa, travessa, colocou-se atrás da figura sussurrando em seus ouvidos — Olhe mais uma vez — deu meia volta, sentando-se mais uma vez em seu lugar à mesa. O tabuleiro que antes dispunha uma situação irreversível contra Àstrid agora se invertia punindo Charles com um legítimo xeque-mate — O quê? Impossível. Trapaceira! — Charles mostrava-se relutante, o sorriso presunçoso de outrora sumira dando lugar a uma faceta de indignação. Ástrid aproximou-se da porta apoiando-se na parede, a cabeça pendeu para a entrada no aguardo de ter passagem de volta a festa — Quem sabe um dia eu te conto, amigo!

[...]

Poderes Ativos:

Nível 3
Nome do poder: Ilusionista I
Descrição: Com esta habilidade você pode criar em seus inimigos pequenas ilusões, como, por exemplo, fazê-los te ver tremulamente, ver um soco ou corte indo mais para cima ou mais para baixo, ou, caso você prefira, deixá-lo levemente bêbado. No caso das ilusões, funciona melhor se o inimigo olhar diretamente para seus olhos. As ilusões não duram muito tempo, apenas alguns momentos, ou enquanto você estiver se concentrando nela.
Gasto de Mp: 15 de MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: A critério do narrador.
Extra: Consegue manter as ilusões por até dois turnos se o contato visual se mantiver ativo, do contrário, dura apenas um turno.


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Mensagem por Hemera em Qui Nov 21, 2019 2:16 pm


Ástrid


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 2.500 XP – 2.500 dracmas – 2 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 2.500 XP – 2.500 dracmas – 2 ossos

Comentários:
Você escreve muito bem, mas gostaria que na próxima vez, coloque a missão em spoiler ou destacado de alguma forma. No mais, parabéns!

Atualizado por Macária.

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