The Blood of Olympus

[MF] Kenneth Griffiths

Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Kenneth Griffiths em Dom Nov 17, 2019 3:36 pm

halloween
Tópico destinado às missões decorrentes do Evento de Halloween, por Kenneth Griffiths.  




Broke all the rules
Played all the fools. Yeah yeah they, they, they blew our minds. And I was shaking at the knees. Could I come again please.
Kenneth Griffiths
Kenneth Griffiths
Lycans de Deimos
Localização : [00:51:42] Nerezza Wiëtzmann : Cu de rola

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty Re: [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Kenneth Griffiths em Dom Nov 17, 2019 7:09 pm

HALLOWEEN:
CÔMODOS
MALUCOS
Kenneth passava longe do tipo que ansiava por festas como aquela, tendo apresentado desde a infância uma espécie de aversão por aglomerados sociais que beirava à misantropia. Enquanto crescia, distante dos costumeiros círculos de integração social, tornou-se recluso e solitário, voltando o seu tempo para a música e a literatura. Isso, é claro, quando não estava metido em alguma briga de rua ou envolvido em algum tipo de atividade ilícita, comumente associada ao tráfico de Nova Iorque.  

Dentre os muitos livros aos quais tinha acesso na biblioteca dos orfanatos que frequentou, aqueles impregnados pela narrativa gótica sempre lhe chamaram a atenção por sua ambientação obscura e trama misteriosa. De Horace Walpole, passando por Lord Byron e o Prometeu Moderno de Mary Shelley, até o inalcançável Edgar Allan Poe, aventurou-se por horas em seus territórios fantásticos onde a mente, curiosamente, encontra conforto na busca pelo apavorante desconhecido.  

O castelo em que se encontrava remetia-lhe às suas boas memórias dos clássicos góticos, conhecidos por retratarem construções que remontavam ao período medieval, tão injustamente classificado por alguns como a Idade das Trevas. Mesmo a atmosfera primordial e indecifrável da construção correspondia às suas expectativas, permanecendo distinta e palpável mesmo sob a agitação indiferente da festa que ocorria em seu salão principal. A prole de Hades jamais planejara participar das festividades, tendo como único interesse a exploração daquele ambiente, que mesmo desconhecido aos seus olhos lhe conotava inegável nostalgia.

Deixou o centro de confraternizações e dirigiu-se às escadas laterais, subindo por seus degraus negros enquanto percorria com a ponta dos dedos o corrimão em tons rubros, como o sangue coagulado. Ao chegar ao segundo andar viu-se em um grande e largo corredor, iluminado sutilmente pela luz das chamas tímidas que bruxuleavam sobre velas compridas, fixadas em pequenos candelabros que encontravam suporte nas paredes arcaicas. Portas idênticas, feitas de madeira escura, de altíssima qualidade e beleza, dividiam-se ao longo do caminho, de ambos os lados do passadiço.

De súbito, a densidade do ar pareceu duplicar-se. Griffiths pôde sentir as misteriosas e diversas influências advindas de cada uma das portas, como se individualmente fizessem uso de truques para cooptá-lo às suas atrações especiais. Ele não se assustou, pelo contrário. Sua curiosidade se aguçou e o impulsionou em frente, como se a gravidade passasse a ignorar as leis da mecânica newtoniana e agora prestasse serviço ao castelo, tragando-o para os seus desígnios.

Conforme passava pelas portas, vagaroso e atento, pôde ouvir sons indiscerníveis e sentir cheiros desconhecidos e convidativos, características que assumiam singularidade, sendo específicas à cada porta, nunca se repetindo. Um sorriso brotou no canto de seus lábios ao imaginar as reações dos mais sensíveis quando confrontados com os ardis daquela antiga construção. Aproximou a destra da maçaneta de uma das portas, mas antes que a alcançasse conteve-se. Ao fim do corredor o soar sussurrado de seu nome cortou o ar e alcançou seus ouvidos, chamando-o. Afastou-se sem pressa da porta à sua frente, aceitando o convite da última das portas presente na extensa passagem.

Voltou-se à ela e seguiu em sua direção, ignorando as peculiaridades das demais, que ainda não haviam desistido de entretê-lo. Assim que a alcançou não hesitou em girar a maçaneta circular, ouvindo o som característico do raspar da madeira ao abrir a porta. Deparou-se com um amplo quarto circular, iluminado por um único candelabro central. A luz alaranjada das chamas era refletida suavemente pelo piso amarronzado, tornando o ambiente enegrecido e dando-lhe um aspecto quase surreal. Em suas paredes residiam quadros de variados tamanhos, cada um contendo uma pintura distinta e diabólica. Retratavam assassinatos, torturas, os tabus humanos em detalhes e toda a vasta diversidade de sacrilégios.

Mesmo o coração resiliente de Kenneth sentiu-se afetado pela emanação miasmática de cada uma daquelas obras nefastas. Ele possuía uma imaginação sombria e uma percepção afiada da maldade da existência, mas soube de imediato que não manteria sua sanidade por muito tempo caso fosse aprisionado naquele lugar. Seus olhos buscaram a saída de maneira instintiva, mas no lugar da porta não encontrara nada além de outra coletânea de arte, vinda diretamente do mais profundo círculo dantesco.

A mesma voz arrastada e inarticulada que lhe chamara a princípio voltou a soar entre aquelas paredes, soltando breves risos de escárnio enquanto repetia o nome do semideus de modo ininterrupto. — Eu também gosto de dar umas risadas, não quer compartilhar a piada? — Provocou o que quer que o estivesse observando das trevas, suplantando o princípio de medo com impetuosidade. A voz calou-se, conferindo ao ambiente tamanha quietude que o som da simples respiração parecia expandir-se por todo o espaço. Após segundos prolongados e inquietantes um borbulhar pôde ser ouvido, vindo de um dos maiores quadros da exposição.

Kenneth pensou em se aproximar, mas logo percebeu que fora uma boa ideia não tê-lo feito. Um líquido espesso e carmesim como o sangue passou a ser expelido da pintura, alimentando-se da tinta que a preenchia. O líquido jorrava em excesso, espalhando-se sobre o piso e o enegrecendo. O campista sabia muito bem que aquilo não era nada bom. Aquela atmosfera perniciosa não limitava-se a uma mera atração festiva, era perigosa e nada amigável. Ele precisava encontrar uma saída, mas primeiro precisaria se preocupar com o que se formava logo à sua frente.    

A substância pegajosa aglutinava-se rapidamente, não demorando para assumir uma forma humanoide rubra, sem apresentar olhos ou boca. A criatura alta e esguia emanava uma aura medonha que apenas não o paralisou devido à sua conexão natural com as trevas. A forma semi-humana esticou os braços na direção do semideus, e de seus dedos brotaram longas garras negras que se estenderam em alta velocidade. Os olhos de Kenneth se afiaram e suas pupilas dilataram ao se depararem com a massa negra que se agigantava. Não teve tempo para pensar, deixou que os instintos assumissem o seu corpo e saltou para o lado. Evitou por pouco as garras como lâminas de aço, rolando sobre o piso antes de pôr-se de pé mais uma vez.

O anel escuro em seu dedo médio alterou sua forma num piscar de olhos, tornando-se um sabre com lâmina de ferro estígio e empunhadura de couro. Tentou controlar as sombras em seu favor mas percebeu que não possuía autoridade sobre elas naquele lugar, a coisa regia soberana ali. Avançou contra a criatura que logo recolheu as garras extensíveis e voltou a atacar da mesma forma, agora emitindo uma espécie de grito estridente e incômodo que fez seu coração se acelerar.  Já bem próximo do inimigo rolou para frente, deixando que a investida rasgasse o ar logo acima de sua cabeça.

Ergueu-se brandindo a lâmina em uma investida vertical de baixo para cima, passando a lâmina estígia sobre as garras estendidas e vulneráveis. A substância que as compunha se liquefez mais uma vez ao separar-se do restante do corpo, e o ser hediondo guinchou de dor. Ao menos sua arma era eficaz, poderia derrotá-lo. Aproveitando a abertura criada pela dor, acertou uma estocada no crânio negro, atravessando-o até a nuca. O monstro se desfez em uma poça gosmenta, e Ken se afastou o mais rápido que pôde para evitar que o líquido lhe tocasse a pele.

Àquele ponto podia notar pitadas de Lovecraft em todo aquele cenário tenebroso, tendo em vista que nem mesmo entre os monstros da mitologia grega encontrara figura como aquela. Acreditou tê-la derrotado, mas sua crença se desfez logo que a tinta de outros quadros começou a vazar, unindo-se ao derrotado e o concedendo nova vida. Seu poderes apenas o atrasariam e sua arma era eficiente apenas em incapacitá-lo momentaneamente, não havia outra escolha a não ser escapar. Seus olhos voltaram-se às paredes, buscando qualquer indício de saída. Sua mente havia sido confundida pelo castelo, tornando-se incapaz de sequer notar por qual direção havia entrado.

Um único quadro, tão grande que quase tocava o chão, chamou sua atenção por sua pintura. Era o próprio castelo em que se encontravam, pintado em seus mínimos detalhes sob a lua cheia. Este não apresentava o mesmo caráter opressivo dos demais quadros, assim como não sangrava como os outros. Ele precisava tentar. Correu até a pintura, sentindo o líquido —  que agora já tomara quase a integridade do piso — resistir aos seus passos, tentando mantê-lo refém. Com o sabre em sua destra correu a lâmina contra o quadro, rasgando-o em diagonal. Através do rasgo ele pôde ver o corredor do segundo andar, indiferente à sua situação.

Jogou-se contra o quadro e o atravessou, livrando-se do mar negro que clamava por sua alma. Caiu contra o chão do corredor, arfando. Virou-se para trás com urgência, esperando encontrar as garras negras em seu encalço, mas nada viu a não ser a porta fechada, como se encontrava antes de adentrá-la. A tinta que antes apoderava-se da sola de seu tênis havia desaparecido, como se nem ao menos tivesse existido. O semideus sentou-se, apoiando os braços sobre os joelhos, e riu alto. Era exatamente aquilo que buscava, então sentia-se satisfeito. Não poderia negar que o acontecimento havia sido interessante, mesmo que fosse incapaz de explicá-lo.

Levantou-se com os olhos fixos na porta, retornando o sabre à sua forma acessória. Voltou sua atenção às demais portas, imaginando o que cada uma delas poderia lhe oferecer caso resolvesse desafiá-las. Temia o que poderia encontrar, mas isso nunca o impedira antes. Decidiu seguir em frente, deixando as portas para trás enquanto avançava nas profundezas do castelo.   



FPA:
Missão Fixa:
Cômodos malucos
O castelo é um tanto mais complexo do que aparenta. Algumas portas podem te levar para lugares aleatórios como manicômios abandonados, igrejas caindo aos pedaços, outros castelos ainda mais tenebrosos e vários lugares que já foram esquecidos pelos homens. Sem querer, você foi para um destes lugares e ao tentar retornar descobriu que a porta não te levava de volta. Agora precisa enfrentar os perigos do lugar desconhecido e encontrar um meio de retornar para o lugar de onde veio.
Requisito – Mínimo nível 8.
Recompensas até: 6.000 XP – 6.000 Dracmas – 6 ossos.
Poderes utilizados:


Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão tem facilidade em lidar com espadas, mesmo nunca tendo manejado uma. A arma sempre se adapta as mãos da prole do rei do inferno, e acaba atacando de forma natural, mesmo que ainda tenha dificuldade de lidar com ela nesse nível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Arma utilizada:
• Sabre [Uma espada onde a destreza é mais influente que a força, podendo infligir grandes danos, feita com ferro estígio na lâmina e com o cabo revestido por um tipo de couro resistente e que se encaixa perfeitamente na mão daquele que a porta. | Efeito 1: A arma possui a característica incomum de ganhar um aspecto assustador quando está em um ambiente escuro, intimidando inimigos de menor nível, porém tal intimidação não é muito efetiva ao verem quem porta tal arma (rs). | Efeito 2: O sabre pode se tornar um anel liso e feito de ferro estígio. | Ferro estígio e couro. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]


Broke all the rules
Played all the fools. Yeah yeah they, they, they blew our minds. And I was shaking at the knees. Could I come again please.
Kenneth Griffiths
Kenneth Griffiths
Lycans de Deimos
Localização : [00:51:42] Nerezza Wiëtzmann : Cu de rola

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty Re: [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Melinoe em Seg Nov 18, 2019 10:11 am


Kenneth

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 6.000 XP – 6.000 Dracmas – 6 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 6.000 XP – 6.000 Dracmas – 6 ossos

Spoiler:
Sua narrativa é de tirar o fôlego, tamanha a atenção focada apenas em saber qual o passo seguinte do personagem. Parabéns!

Atualizado por Hefesto
Melinoe
Melinoe
Deuses Menores

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty Re: [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Kenneth Griffiths em Ter Nov 19, 2019 4:28 pm

HALLOWEEN:
A TRAVESSIA
Após o animado confronto com a criatura de tinta, digna das páginas embebidas do mais delicioso e atemporal terror cósmico de H. P. Lovecraft e Robert E. Howard, Kenneth decidiu por seguir aprofundando-se nos mistérios do castelo. Retornar ao salão principal não era uma opção. O núcleo festivo de animação forçada não lhe era nada convidativo. Entendia bem a necessidade do evento, a necessidade de situações sociais de estímulo da interação interpessoal. Eram como drogas, e ele conhecia bem todos os tipos delas. Tratavam-se de breves momentos de alta satisfação, momentos que permitiam a externalização dos desejos mais fúteis e efêmeros, concedendo à realidade uma espécie de maquiagem borrada, que a todo o momento requer um novo reparo. Talvez a sua forma de ver o mundo não fosse das mais agradáveis, mas após uma vida inteira enxergando através das mesmas lentes algumas coisas acabam se tornando morbidamente engraçadas.

Enquanto atravessava os corredores bifurcados da antiga construção, atento a cada um de seus ricos detalhes, percebeu que o castelo era ainda maior do que o perceptível exterior. Sons ruidosos e aparentemente sem causa justificável surgiam dos pontos menos iluminados, como se a escuridão desenvolve-se consciência própria, desafiando-o a embrenhar-se ainda mais intimamente nos mistérios abissais ainda ocultos pelas portas e paredes rústicas. A progênie de Hades permanecia em silêncio completo, incapaz apenas de subjugar o distinto soar de seus passos sobre a madeira antiga que revestia o piso.

Alguns poderiam sentir-se desconfortáveis naquela situação, supostamente sozinhos frente a constantes e desconhecidas ameaças. Mas era ali que Kenneth encontrava-se mais próximo da ataraxia, da ausência completa de perturbações. Sabia que não estava verdadeiramente sozinho, pois as sombras lhe acompanhavam e o incessante estado de alerta mantinham-no longe de si mesmo. Era quando estava verdadeiramente sozinho, como no conforto de uma casa tranquila de campo, que sentia-se genuinamente incomodado.

Conforme prosseguia perdeu-se momentaneamente em conjecturas, todas voltadas às peculiaridades que se destacavam em pontos variados da construção. Foi retirado abruptamente de seu estado contemplativo quando, poucos metros à sua frente, viu a figura esfumaçada de um homem vindo em sua direção. — Quem lhe deu autorização para entrar em meus domínios? Ora, onde estão os guardas? Guardas! — A figura aparentava ter pouco mais de trinta anos, era alta e robusta, trajando vestes que remontavam à nobreza de séculos passados. Ele bradava com autoridade, expondo um semblante espantado e enraivecido. Kenneth lembrou-se de imediato de um dos contos de fantasmas que lera quando criança, de Daniel Defoe. Seus lábios fizeram menção de sorrir, divertindo-se com a situação, mas o semideus os conteve.

Caminhou por mais alguns metros, ignorando a alma insistente que continuava a acompanhá-lo, exigindo explicações para sua entrada injustificada e não requisitada. Griffiths fitou a forma espectral com intensidade pela primeira vez, projetando sobre ela a natural aura sombria que lhe permeava, fazendo-a recuar. — A julgar pelas roupas e pelo modo que fala você já ta morto há muito tempo. Não tem mais domínios por aqui que sejam seus. — O castanho de suas íris fixava-se na expressão ultrajada e incrédula da aparição. — O que está dizendo? Morto? Morto!? Ridículo! — Kenneth achava curioso o apego desesperado que as pessoas nutriam pela vida. Aquela criatura fantasmagórica à sua frente havia perdido a vida há séculos, mas sua essência ainda recusava-se a seguir em frente. Como um mundo privado de qualquer sentido tangível como aquele poderia conquistar tantos corações? O que a tornava tão atrativa? Ele tinha as suas hipóteses, mas nenhuma lhe parecia otimista.

— Não adianta nada negar isso. Deve ter passado tanto tempo encenando uma falsa vida que acabou acreditando que era verdade, não é? Isso não parece muito dignificante, ainda mais pra um nobre. — Enquanto as palavras deixavam seus lábios pôde notar o início de uma conformação nos olhos espectrais, que moviam-se inquietos como se representassem o conflito que agora existia em sua alma. — Por que você teme a morte? Já viveu décadas nesse mundo de merda, eu garanto que isso é um desafio maior do que bater as botas. — Embora sentisse-se desconfortável por notar naquele ser um sentimento em relação à vida que para ele era desconhecido, simpatizava com o sujeito. Não o demonstrou diretamente, e com toda certeza não conteve as duras palavras àquela existência que verdadeiramente o frustrava, mas passou a falar de modo a orientá-lo.

A aparição permaneceu em silêncio por segundos prolongados, finalmente decidindo se pronunciar. — Não pude deixar minha família quando parti, e agora, com todos eles já mortos, não posso arriscar encontrá-los. Eu morri pela minha ganância e os abandonei, foi minha própria culpa. Como poderia olhá-los diretamente? E se o meu destino não for o mesmo do deles? — O espírito despejava sua confissão carregada de sinceros sentimentos, o que embora não tenha comovido o semideus, surpreendeu-o por expressar nitidamente a insegurança humana. Kenneth estendeu os braços para frente e entrelaçou os dedos das mãos, estalando-os com naturalidade enquanto mantinha um semblante indiferente e distante. — E se eles estiverem te esperando? Você pode não ter abandonado eles quando morreu, pelo menos não intencionalmente. Mas se continuar com esse medo idiota eu garanto que vai estar abandonando agora. Você não tem mais nada, então o risco de não encontrá-los é irrelevante. — Ele não olhava para o espectro enquanto articulava as palavras, não por insegurança mas por desdém. O semideus via na criatura póstuma uma fraqueza abominável que ele mesmo poderia apresentar. Não era nenhum santo, mas dominava os próprios pecados e estava ciente deles, o que era completamente diferente de tornar-se refém deles.

Talvez você...talvez esteja certo... — Kenneth chegou à conclusão de que aquela havia sido a primeira vez que alguém confrontara as ilusões do nobre fantasmagórico. A maioria provavelmente se afastava ou simplesmente o ignorava, e ele não os culpava. — Talvez? Não, não. Definitivamente. Eu dificilmente erro sobre coisas assim. Agora some daqui antes que eu te jogue no tédio eterno do Asfódelos. — O semideus não era dos mais gentis, mas não faria nada com ele que fosse contra sua própria vontade. Desejava com aquilo apenas apressar a decisão alheia. O nobre esboçou um sorriso terno, agradecendo antes de sua essência luminosa desmanchar-se no ar, seguindo finalmente o seu curso natural.

A prole de Hades seguiu em frente antes mesmo que todo o processo de transição da alma estivesse completo, atravessando pela essência esfumaçada que ainda encontrava-se no ambiente. Não sentia-se bem ou mal pelo o que acabara de fazer, mas acreditava ter agido o mais racionalmente possível, e isso lhe bastava. Cogitou continuar a sua atividade exploratória, mas lembrou-se que o exterior do castelo também guardava suas surpresas. Encontrou o caminho de volta e o seguiu, ainda curioso pelo o que mais poderia encontrar.


FPA:
Missão Fixa:
A travessia
Há criaturas que não estão felizes com a própria morte e por isso acabam presas no plano terreno, sem nunca passar pelo julgamento para saber qual o destino de sua alma. Você encontrou um destes fantasmas e agora tem que argumentar com ele para que ele cruze ao reino dos mortos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos.
Poderes utilizados:


Nível 7
Nome do poder: Comunicação Fantasmagórica
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão conseguem ver e falar com mortos, fantasmas e espíritos. Porém não os comanda ou pode dar ordens.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações com fantasmas e mortos, por ser capaz de entende-los.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Aura do Medo
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão irradiam um medo intenso de morte, como seu pai, mas em um grau de escala menor. Essa aura pode ser tão forte, que inicialmente pode fazer adversários se afastarem. Mesmo enfraquecido até semideuses mais forte acabam por sentir medo, e é tudo devido a essa aura, algo natural e que não controlam. Essa aura fica mais forte quando o semideus está com raiva.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer os inimigos em batalha recuarem no 1º turno, lhe dando chance de atacar.
Dano: Nenhum




Broke all the rules
Played all the fools. Yeah yeah they, they, they blew our minds. And I was shaking at the knees. Could I come again please.
Kenneth Griffiths
Kenneth Griffiths
Lycans de Deimos
Localização : [00:51:42] Nerezza Wiëtzmann : Cu de rola

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty Re: [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Kenneth Griffiths em Qua Nov 20, 2019 2:39 pm

HALLOWEEN:
O LABIRINTO
Como tudo que envolvia aquele lugar, o labirinto também escondia seus perigos. Kenneth pôde sentir desde o momento de sua chegada aos domínios do castelo que aquelas terras misteriosas e sombrias possuíam uma natureza caótica e imprevisível. Os avisos de Quíron quanto aos riscos presentes no labirinto não lhe diziam nada que ele já não soubesse, mas compreendia que a maioria de fato precisava ser alertada. A prole de Hades pôde sintonizar-se facilmente com aquela atmosfera medonha, mas ele sabia que nem todos compartilhavam a escuridão de sua alma.

Não havia comparecido ao evento para usufruir da boa companhia dos semideuses reunidos em festa, mas para aprofundar-se nas incógnitas que permeavam aquele antigo território. Já havia presenciado a maldade crua das profundezas do castelo, assim como conhecido e libertado a alma indigna de um dos antigos nobres que residiu sob aquele teto profano. Contudo, restava-lhe ainda curiosidade e ímpeto. De modo algum permitiria que a noite encerrasse-se antes que pudesse ver com seus próprios olhos a formação labiríntica supostamente tão aterradora.

Quando refez o seu caminho no intuito de deixar o interior da construção, viu-se obrigado a atravessar o salão principal. O contraste daquela área do castelo com seus andares superiores, vazios e silenciosos, fez-se evidente. Os jovens campistas se divertiam em um ambiente agitado, onde o som das múltiplas vozes mesclava-se à alta música. Griffiths nunca fora um grande fã de aglomerações e festividades, e embora compreende-se o apelo das interações não conseguia aceitar que desperdiçassem tempo com aqueles ritos sociais de mera encenação. Alcançou sem demora o portão que levava ao jardim, ansiando pela quietude que encontraria ao ar livre.

A lua iluminava com sutileza a paisagem noturna, abandonada pelas estrelas que em sua maioria recolhiam-se sobre nuvens transitórias. A escuridão poderia tornar-se adversária de muitos, mas a noite nada podia esconder dos olhos da cria de Hades. Ele pôde ver a entrada singular do labirinto muitos metros antes de alcançá-la. A maneira como as plantas ramificavam-se e entrelaçavam-se, emoldando aquela estrutura colossal, lhe intrigara genuinamente. Kenneth podia notar, ainda à entrada, as muitas bifurcações que constituíam seu interior. Embora a grandeza do desafio fizesse-se evidente, o semideus não hesitou.  Seguiu em frente, tocando com os pés ousados o solo umedecido pelo orvalho.

Labirintos lhe interessavam pois, em muitos sentidos, representavam a própria vida. Em primeiro lugar, iniciava-se em um ponto e terminava-se em outro. Os caminhos divergiam-se em uma multiplicidade nauseante, detendo cada um sua particularidade que resultava inexoravelmente em uma nova série de ramificações, assim seguindo-se até a derradeira conclusão. A ironia para ele sempre fora a falta de sentido de todo o processo. Sem a existência de uma razão objetiva que justificasse o início e o fim da vida, haveria alguma importância em qualquer escolha através dos infinitos caminhos? Era uma das perguntas que costumava se fazer.

Quando introduzia-se no terceiro longo corredor, já começando a questionar-se sobre onde poderiam estar se escondendo os perigos do labirinto, sentiu subitamente o solo ceder sob seus pés. Kenneth estava atento desde que pisara no território labiríntico, mas não fora capaz de antecipar aquela possível armadilha. Caiu verticalmente por poucos metros antes de atingir uma estrutura reclinada que o fez deslizar ainda mais profundamente. Parou quando suas pernas se chocaram contra solo firme, caindo para frente devido à alta velocidade. Ergueu-se com cautela, ainda aturdido pela queda. A terra mexida misturava-se ao ar subterrâneo, conferindo-lhe uma camada densa de poeira.

Avaliou os arredores e julgou estar em uma espécie de calabouço antiquíssimo, provavelmente utilizado pelos proprietários do castelo em períodos de guerra. A escuridão e a sujeira não afetava sua visão, que permanecia aguçada. Virou-se para trás, vendo que a estrutura responsável por deslizá-lo até ali era uma velha coluna de sustentação que despencara, fragilizando o solo no local. O semideus já pensava em retornar à superfície, mas o sibilar característico de víboras soou como uma ameaça aos seus ouvidos. Voltou sua atenção para o que se ocultava atrás da pilastra caída, tomando consciência rapidamente do perigo. Pequenas serpentes pálidas rastejavam em sua direção, aparentemente famintas. Elas não lhe pareceram grandes adversárias, mas a progenitora das criaturas, enorme e intimidadora, poderia lhe causar algum problema.

Fortuitamente a maior das criaturas encontrava-se dormindo, alheia ao invasor de seu ninho. Manipulando as sombras que permeavam o ambiente, Kenneth dominou as cobras menores, prendendo-as contra o piso sólido. Com um movimento de sua destra transformou o anel obscuro que ornava seu dedo médio em um sabre estígio. Aproximou-se das serpentes contidas, que se debatiam em esforços infrutíferos de liberdade. Ergueu a arma, mas antes de desferir o primeiro golpe, hesitou. Não via motivo algum para eliminar aquelas criaturas odiosas, afinal já estavam subjugadas. Pensou em simplesmente deixar o lugar, porém mais uma vez foi surpreendido.  

Os olhos amarelados da serpente gigante destacaram-se em meio ao breu, movendo-se nas sombras como se estivesse preparando-se para o bote. O sibilar aflito das crias aprisionadas chamou a atenção da matriarca, que agora estava prestes a atacar. Kenneth quase não teve tempo para reagir. A criatura avançou com a mandíbula aberta em um grau suficientemente amplo para engoli-lo inteiro. O semideus ergueu o braço que manejava o sabre, usando a lâmina de ferro estígio à frente do corpo em uma postura defensiva. As presas venenosas foram paradas pela arma do semideus, mas o impacto da pesada besta o jogara para trás.

Ele tentou resistir à força sobre-humana da serpente, fincando os pés contra o piso destroçado e antigo, mas viu-se sendo empurrado para trás com facilidade, sendo capaz apenas de impedir que as presas lhe perfurassem a carne. O monstro rastejante envolveu seu corpo musculoso e flexível contra o corpo do jovem, enroscando-se por sua estrutura que comprimia-se cada vez mais. Os dentes de Kenneth cerraram-se em resposta ao aperto hercúleo que esvaziava o ar de seus pulmões e ameaçava trucidar seus músculos e ossos. Precisava agir rapidamente, e a dor lhe servia como poderoso estimulante.

Seu braço esquerdo havia sido contigo pelo corpo da serpente, e sua destra ainda resistia ao avanço de sua mordida fatal. Concentrou-se nos detritos rochosos que revestiam o piso, encontrando um pedregulho do tamanho de sua cabeça. Ele não conseguiria manipular nada maior do que aquilo, então teria de bastar. Enviou a rocha sólida contra a cabeça da serpente, que teve seu rosto cortado e jogado para trás com o impacto, sibilando enfurecida. Aquilo lhe concedeu a oportunidade necessária para reagir. Tornou seu braço esquerdo intangível, que atravessou seu corpo serpentino, se libertando. Com as duas mãos sobre a empunhadura do sabre, voltou a lâmina para baixo e a cravou por completo no corpo do monstro. Ela soltou-o abruptamente, afastando-se enquanto se debatia e vertia sangue venenoso e excessivo, tentando livrar-se da dor excruciante que apenas a deixaria em sua morte.

Kenneth caiu, grunhindo com o incômodo que ainda preenchia seu corpo devido à constrição. Ergueu-se o mais rápido que pôde, sentindo a escuridão auxiliar-lhe, concedendo-lhe vigor. Com o sabre em mãos correu até o inimigo, desferindo-lhe o golpe derradeiro. Desceu a lâmina sobre a cabeça larga da gigantesca serpente, fendendo seu crânio. O semideus respirava apressadamente e seu corpo parecia queimar com o sangue imbuído de adrenalina. Reparou que os filhotes agora lhe ignoravam, passando a cercar o corpo desprovido de vida da progenitora. Ele sabia o que era crescer sem uma mãe, mas merdas acontecem. Elas sobreviveriam.

Retornou o sabre à sua forma anelar e locomoveu-se através das sombras, retornando rapidamente à superfície enquanto deixava o terreno subterrâneo para trás. Ao voltar ao labirinto, decidiu seguir em frente, não contentando-se com aquele pequeno contratempo. Antes que a noite findasse veria o fim do desafio labiríntico, e só então ficaria satisfeito.


FPA:
Missão Fixa:
O labirinto
Você achou que era sim seguro entrar no labirinto, mesmo contra tudo que Quíron e o senhor D. disseram, acontece que você acabou pisando em uma parte oca e a terra cedeu, te jogando diretamente para sabe lá deuses onde. Como se tudo isso não fosse ruim o suficiente, há uma enorme cobra ao dormindo ao seu redor e ela tem filhotes que estão acordados e muitíssimo afim de te usar como refeição. Ops.
Requisito – Mínimo nível 10.
Recompensas até: 5.000 XP – 5.000 Dracmas – 5 ossos
Poderes utilizados:


Nível 1
Nome do poder: Respiração subterrânea
Descrição: Respirar em locais de baixa pressão e em locais subterrâneos e fechados é o mesmo que respirar ao ar livre para os filhos de Hades/Plutão, eles não são afetados por locais assim, e chegam a se sentir tão bem quanto ao ar livre, se não melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado por locais fechados, cavernas, ou locais com pressão baixa.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 3
Nome do poder: Cura Sombria I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão ao serem atingidos por sombras podem recuperar parte de sua energia instantemente. As sombras sempre foram aliadas das proles do deus da morte, e agora também servem como forma de regeneração. Nesse nível, apenas pequenas feridas se fecham – como cortes supérfluos – e parte da energia é restaurada. (Só poder ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão tem facilidade em lidar com espadas, mesmo nunca tendo manejado uma. A arma sempre se adapta as mãos da prole do rei do inferno, e acaba atacando de forma natural, mesmo que ainda tenha dificuldade de lidar com ela nesse nível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 15
Nome do poder: Visão especial
Descrição: O filho do Deus do submundo consegue enxergar facilmente mesmo através de grandes quantidades de poeira e/ou poluição. Assim como possui facilidade em ver no escuro.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 1
Nome do poder: Geocinese Iniciante
Descrição: O seu personagem tem certo domínio sobre a terra, conseguindo usar a Geocinese para levitar pequenas rochas, e pedregulhos, as fazendo voar em direção ao adversário. Também pode abrir pequenas fendas no chão com no máximo 30 cm, mas não consegue fazer muito mais do que isso, ainda está aprendendo a ter domínio desse poder. Quanto mais leve a rocha, mais rápido você consegue movimenta-la.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O narrador define o dano causado por esse poder, pois, uma rochas pequena acertada contra o rosto de alguém não tem lá um grande dano, mas uma rochas maior pode causar algum estrago.

Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 7
Nome do poder: Intangibilidade I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão conseguem mudar a sua forma molecular de forma a poder ultrapassar paredes e objetos sólidos. Entretanto como está em fase inicial pode usar a intangibilidade em um membro do corpo, ou seja, um braço, ou uma perna.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Umbracinese II
Descrição: Nesse nível o filho de Hades/Plutão é capaz de manipular as sombras melhor, já consegue prender humanos e monstros por uma rodada inteira, o impedindo de se mover, as sombras se usadas de maneira correta podem prender braços e pernas de seu oponente. Poderes de Luz podem anular a habilidade, ou enfraquece-la.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Prende o inimigo por apenas um turno, sendo que a noite a habilidade se torna mais forte, e de dia é enfraquecida.
Dano: 10 HP
Extra: Nenhum



Broke all the rules
Played all the fools. Yeah yeah they, they, they blew our minds. And I was shaking at the knees. Could I come again please.
Kenneth Griffiths
Kenneth Griffiths
Lycans de Deimos
Localização : [00:51:42] Nerezza Wiëtzmann : Cu de rola

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty Re: [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Hemera em Qui Nov 21, 2019 11:56 am


Kenneth

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos.
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos.

Atualizado por Macária



Kenneth

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 5.000 Dracmas – 5 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP – 5.000 Dracmas – 5 ossos

Status:
HP: 240
MP: 195

Comentários:
Você escreve maravilhosamente bem. Parabéns!

Atualizado por Macária.
Hemera
Hemera
Deuses Menores
Localização : Tártaro

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty Re: [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Kenneth Griffiths em Qui Nov 21, 2019 6:31 pm

HALLOWEEN:
O MONSTRO DO LAGO
Para a sua surpresa e enfado, excetuando-se o inesperado incidente envolvendo o ninho de serpentes, em questão de periculosidade o labirinto não mostrou-se um grande desafio. Não chegou a concluí-lo, tendo em vista sua incalculável extensão e infinidade de caminhos possíveis, mas concluiu ter visto o suficiente para arrefecer sua curiosidade. Retomou o caminho que havia esforçado-se para recordar, perdendo-se poucas vezes antes de finalmente retornar à entrada principal. A noite sustentava sua soberania e os festejos no salão principal corriam sem prazo para término, tão animados que resquícios do alvoroço interno faziam-se presentes por todo o jardim que o circundava.

Passou a caminhar sob a luz argente da lua minguante que parecia lhe sorrir com escárnio. As vestes escuras que vestia mesclavam-se naturalmente às sombras que preenchiam o ambiente, contrastando com os fios platinados que lhe cobriam a cabeça e o destacavam ante cenário tão obscuro. Após horas atribuídas à exploração do castelo e de seus arredores, cogitou a possibilidade de retornar ao salão principal. Não permaneceria por mais tempo do que o necessário entre a aglomeração de campistas, refugiando-se logo que possível em alguma zona vazia da construção, acompanhado unicamente dos demônios e espectros. Talvez, caso tivesse o mínimo de sorte, conseguisse encontrar um pouco de álcool para esquentá-lo naquele fim de noite particularmente gélido. As bebidas alcoólicas não era permitidas, ao menos não disponibilizadas, mas com a presença dos filhos de Dionísio não havia como manter a sobriedade por muito tempo.     

Perdido em pensamentos, mal pôde perceber sua chegada às margens do lago. Seus olhos mantinham-se fixos nas poucas estrelas que ousavam expor sua luz através das nuvens enegrecidas pelo seu noturno. Um sorriso brotou em seus lábios ao lembrar-se que, aqueles pequenos pontos luminosos no céu, a anos-luz de distância da terra, poderiam não mais existir. O semideus possuía uma evidente ligação com a morte e com regularidade podia notá-la onde poucos pensavam que ela se encontrava. Poderia levar milhares de anos para que a luz gerada pelos enormes astros alcançasse os olhos conscientes dos homens, o que apenas acentuava a fragilidade da percepção humana quanto à própria realidade. Kenneth podia ser visto como um pessimista por muitos, mas ele apenas observava as coisas em sua real forma absurda e despropositada.  

De súbito foi atingido por uma sensação incômoda que lhe obrigou a deixar suas conjecturas. Não era a primeira vez que sentia aquilo, o bruxulear da vida que esforça-se para manter-se neste mundo. Voltou-se para o enorme lago, notando primeiramente um barco de pequeno porte, carregado de peças pessoais mas sem qualquer sinal de seu navegante. Olhos pouco acostumados com a escuridão poderiam não notar tão rapidamente, mas a prole de Hades logo percebeu o corpo que se debatia sob as águas misteriosas, parecendo lutar para manter-se na superfície. Os gritos do indivíduo eram abafados pela água que lhe entrava pela boca a cada vez que era arrastado para baixo, evidenciando que a situação relacionada ao afogado não limitava-se à sua simples incompetência como nadador. Alguma coisa desejava arrastá-lo para as profundezas e pouco a pouco sua resistência perdia força.

Kenneth não demorou para concluir que, caso tivesse qualquer pretensão de ajudá-lo, deveria agir naquele exato momento. O pensamento de buscar ajuda nem sequer cruzou a sua mente. Ele não confiava em ninguém mais do que em si mesmo para lidar com situações como aquela, então trouxe para si a responsabilidade. Diferente de muitos que heroicamente saltariam sobre as águas geladas com o pouco crível intuito de ajudar a pobre alma atribulada, Griffiths movia-se por puro desejo de enfrentar o que quer que estivesse tragando o infeliz para o fundo. Ele agia de forma egoísta, mas admitia isso sem preocupar-se com sua boa fama.  

Arrancou sem demora os tênis, o casaco e a camisa, sentindo o lamber frio da noite. Ignorou-o, lançando-se sobre as águas sem importar-se com o que poderia encontrar. Mergulhou, mantendo-se debaixo d'água para ampliar sua velocidade. Guiava-se através das ondulações produzidas pelo incessante esforço do campista em apuros, ainda incapaz de enxergar qualquer coisa sobre as águas devido à distância. Conforme aproximava-se pôde ver que tratava-se de um garoto de não mais que treze anos, que obviamente havia deixado que sua ingenuidade levasse a melhor contra seu instinto de autopreservação. Os olhos em desespero absoluto do adolescente cruzaram-se com os de Kenneth quando este emergiu para tomar fôlego. — Tô indo! Tô indo, porra! — Gritou e voltou a mergulhar. Aquele olhar lhe deixou frustrado. Ele não suportava a fraqueza naqueles olhos claros, olhos que refletiam sua própria impotência.

Agora, mais próximo do confronto, foi capaz de delinear a figura disforme e negra como obsidiana que repousava no fundo do lago. Era enorme, como uma mancha de petróleo derramada sobre as águas do mar. Possuía tentáculos múltiplos que estendiam-se por vários metros, tendo alguns destes agarrado o garoto pelos tornozelos. Uma monstruosidade como aquela poderia a qualquer momento vencer as inúteis tentativas do campista de permanecer com a cabeça fora da água, o que dizia à prole de Hades que o monstro tinha o costume de brincar com a presa antes de degustá-la.

Quando aproximou-se o suficiente dos tentáculos dignos de um grande antigo das histórias de Lovecraft, transformou seu anel negro em um sabre com lâmina estígia, empunhando-o com firmeza seu cabo de couro. Movendo com dificuldades devido à densidade da água, realizou um corte que atravessou a pele da criatura, sujando a água com seu sangue arroxeado. Realizou o mesmo movimento com todos os filamentos negros que prendiam-se ao campista, livrando-o de seu captor. Kenneth apoiou o corpo exaurido e semiconsciente do quase afogado em seu tórax, envolvendo-o com o braço livre. — Ei, acorda aí. — Ele preocupava-se que a criatura não permitisse uma escapada tão tranquila, e o fato do adolescente mal estar ciente do que se passava ao seu redor não era de grande ajuda.

Alcançou o barco com dificuldade, jogando o corpo da vítima sobre a madeira antiga sem muita delicadeza. Preparava-se para embarcar quando sentiu o toque tenebroso do verme negro em seu tornozelo. Quando sentiu a força colossal da criatura viu-se obrigado a soltar o barco, ou acabaria o afundando. O monstro não parecia nada contente com os pedaços faltantes em seus tentáculos, não mais tendo qualquer intenção de pegar leve. Kenneth fora puxado com tamanha brutalidade que mal teve tempo de abrigar ar em seus pulmões. O sabre em suas mãos quase saíra de suas mãos com o empuxo da água, poderoso ante à velocidade com que submergia.

Enquanto afundava chegou a pensar na possibilidade de simplesmente fechar os olhos e deixar que toda aquela merda acabasse de uma vez. Mas foi um pensamento brevíssimo, rapidamente descartado. Ele sabia que a morte sempre vencia no fim das contas, mesmo os deuses em algum momento encontrarão seus fins. Mas se fosse deixar aquele mundo o faria em seus próprios termos, como bem entendesse, e não tinha qualquer intenção de permitir que aquele fosse o dia em que isso ocorreria.

A progênie de Hades já encontrava-se perigosamente fundo no lago, e caso não se libertasse logo talvez não lhe restasse ar o suficiente para alcançar a superfície. Estendeu o braço esquerdo em direção ao fundo rochoso do lago, onde a besta mantinha seu apoio, e concentrando-se gerou um abalo sísmico poderoso o suficiente para, com a ajuda do peso da criatura, criar fendas pequenas e irregularidades que aumentaram de tamanho conforme o monstro tombava e os alargava. Com a destra brandiu o sabre contra o tentáculo que lhe mantinha prisioneiro, cortando-o e se libertando. Os filamentos negros voltaram a avançar contra o semideus, mas a queda lhe colocara em uma distância grande demais para que seus membros invertebrados alcançassem Kenneth, que já nadava para cima apressadamente.

Quando alcançou a superfície encontrou o barco à sua espera. O menino que o salvara olhava-o apreensivo, tremendo devido ao vento frio sobre seu corpo ensopado. — O-o-obrigado por me ajudar. Você o matou? E-eu vi a água se irritar, como com as ondas do mar. — Kenneth arfava, apreciando cada segundo do ar frio entrando e saindo de seus pulmões agradecidos. — Não, não matei, só atrasei. — Com a ajuda do garoto eles remaram até a margem, onde deixaram para trás aquelas águas nefastas. O semideus vestiu-se e ignorou os exagerados agradecimentos da criança, mantendo-se calado enquanto o levava até o salão principal. Alguém dentre os festeiros poderia tomar conta dele, já não era mais seu problema, e quem sabe a noite ainda lhe reservasse alguma surpresa.

FPA:
Missão Fixa:
O monstro do lago
Você estava passeando pela borda do lago quando percebeu um pequeno barco flutuando por ali, intrigado, notou que havia itens, mas não pessoas e decidiu que precisava de ajuda para saber o que estava acontecendo. Acontece que ao longe, pôde perceber que alguém parecia se debater e pedir por ajuda. Agora você tinha duas opções: ir para dentro e chamar por reforço ou tentar resolver sozinho e arriscar-se a virar alimento para a criatura misteriosa junto do semideus clamando por ajuda.
Requisito – Mínimo nível 20.
Recompensa até: 5.000 XP – 3.000 dracmas – 4 ossos
Poderes utilizados:


Nível 10
Nome do poder: Aura da Vida
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são capazes de sentir a aura da vida de alguém. Com isso, poderá saber se uma pessoa cintila ou está com a morte à espreita, isso quer dizer que sabe se a vida da pessoa será longa, ou está com os dias contados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 3
Nome do poder: Cura Sombria I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão ao serem atingidos por sombras podem recuperar parte de sua energia instantemente. As sombras sempre foram aliadas das proles do deus da morte, e agora também servem como forma de regeneração. Nesse nível, apenas pequenas feridas se fecham – como cortes supérfluos – e parte da energia é restaurada. (Só poder ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão tem facilidade em lidar com espadas, mesmo nunca tendo manejado uma. A arma sempre se adapta as mãos da prole do rei do inferno, e acaba atacando de forma natural, mesmo que ainda tenha dificuldade de lidar com ela nesse nível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 9
Nome do poder: Terremoto Intermediário
Descrição: Sua força, e suas habilidades evoluíram conforme o esperado. E agora o filho de Hades/Plutão consegue criar tremores maiores, criando pequenas fissuras e derrubando inimigos num raio de até 400 metros, podendo desestabiliza-los em batalha, e faze-los cair ao chão.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode causar danos, mas fica a critério do narrador conforme a intensidade do terremoto, e do que foi feito, a forma com que foi usado.
Dano: Nenhum
Extra: Dura um turno, pra ativar novamente precisa gastar mais MP.




Broke all the rules
Played all the fools. Yeah yeah they, they, they blew our minds. And I was shaking at the knees. Could I come again please.
Kenneth Griffiths
Kenneth Griffiths
Lycans de Deimos
Localização : [00:51:42] Nerezza Wiëtzmann : Cu de rola

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty Re: [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Hades em Sex Nov 22, 2019 7:03 pm


Avaliação

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 3.000 dracmas – 4 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP – 3.000 dracmas – 4 ossos

Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Kenneth Griffiths Empty Re: [MF] Kenneth Griffiths

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum