The Blood of Olympus
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Mensagem por Noah Pompeo em Qui Nov 07, 2019 10:56 pm



great expectations
Área destinada às tramas pessoais de Noah Pompeo


Última edição por Noah Pompeo em Sex Nov 15, 2019 11:52 pm, editado 2 vez(es)
Noah Pompeo
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Mensagem por Noah Pompeo em Sex Nov 08, 2019 8:54 pm


Down in the dumpsTrama comum

Texas 2010
O céu estava com um sol escaldante quando o carro parou de frente para o portão da casa colonial. À primeira vista, o tempo parecia ter parado naquele lugar, com o portão grande de grade e ferro fundido, o gramado cortado e aquelas estatuas de jardim de tamanho humano. Algumas eram apenas bustos de pessoas, que mais tarde Noah descobriria que eram de deuses gregos.

A assistente social o levou até o portão e apertou a campainha, que tinha um som estridente. A voz que saiu dali era de uma mulher entediada.

— Casa da Senhorita Amber, quem deseja?

— Assistente social Edith Marley com Noah Pompeo.

Noah ouviu a mulher suspirar e colocar o interfone no gancho. Com um rangido, o grande portão de ferro fundido abriu, dando passagem para os dois entrarem. Havia uma trilha de pedras até a casa, cercada pelo gramado e as estátuas.

Enquanto arrastava sua pequena mala de rodinhas pela trilha de pedras, Noah observou algumas crianças brincando com uma bola vermelha, todas suadas e parecendo alegres, diferente do garoto, que arrastava a mala com um pesar, como se carregasse o mundo nela. E de fato carregava seu mundo. Ali estavam todas as suas lembranças de seus pais, de sua vida na fazenda.

O orfanato cheirava à torta de amora, todo ele. Ao entrarem, Noah observou que a casa era feita de chão de madeira e tinta branca nas paredes, que continham alguns quadros. Havia uma escada de degraus brancos e largos no canto da parede, com um corrimão de madeira escura bem detalhado. Nos quatro cantos do cômodo haviam portas: a da entrada, uma que levava com certeza à cozinha, outra que levava aos fundos do orfanato e uma que se encontrava fechada.

A Senhorita Amber saiu da cozinha com um pano de prato no ombro. Era uma mulher baixinha e forte, de aparência dura e um coque puxado para trás.

— Então esse é o novo rapazinho? — Ela disse quase que sem interesse.

Senhora Edith não respondeu, apenas deu um leve sorriso com seus dentes projetados para fora e seguiu a dona do orfanato para a sala que tinha a porta fechada. Arrastando sua mala, Noah adentrou logo depois da Assistente Social. A sala tinha cheiro de papel acumulado e velho. Era uma estrutura toda revestida de madeira, do chão ao teto, e no alto brilhava uma luz clara e branca.

Senhorita Amber sentou atrás de uma mesa grande e de madeira escura, repleta de pastas e com um abajur amarelo. Ela colocou um óculos meia-lua e começou a ler os papeis que a Assistente Social entregou. Ali continham os dados de Noah, toda a sua vida.

O rapaz sentou-se na cadeira almofadada ao lado de Edith e ficou roendo as unhas. Estava nervoso. Aquele era o terceiro orfanato que ele passava. O primeiro ele ficou apenas um mês, no outro o máximo foram três, e agora estava ali, naquele casarão que Deus sabe onde terminava.

— Não toleramos brigas, nem objetos cortantes ou que causem acidentes. Aqui as crianças acordam sete e meia, tomam café e têm aulas com uma professora particular. — Ela disse, sem nem olhar para os dois sentados à sua frente. — Depois tem o almoço, uma hora de descanso que vocês podem fazer o que quiserem, menos quebrar a casa, porque é motivo de severo castigo ou expulsão.

Noah tentou falar “entendido”, mas tudo o que saiu da sua garganta foi um ruído de sufoco, como se não conseguisse processar tudo aquilo. Os pais haviam morrido há algumas semanas, quase um mês, e ele ainda não conseguia entender por que tudo aquilo estava acontecendo logo com ele.

Ele era um garoto amável e fazia bem a todos ao seu redor. Sempre estava disponível para ajudar quem precisasse. Lógico, seus pais o criaram dessa forma, mas parecia algo natural para ele. Não era justo. Ele já não conhecia seus pais biológicos – e seus pais adotivos nunca esconderam do menino que ele fora deixado no portão da fazenda –, e agora perdera as duas pessoas mais importantes para ele. O garoto amável se perdera em algum lugar dentro dele, em algum lugar em seu interior que Noah não conseguia acessar para resgatá-lo, e ele achava que duraria anos até que um sorriso no canto da boca lhe escapasse e ele fosse voltar a ser feliz.

Depois de toda a burocracia, a Assistente Social se despediu do garoto e lhe deu um cartão com seu número. Noah sabia que não adiantaria nada ligar para ela, então, disfarçadamente, amassou o papel.

Ele arrastou as malas para o andar de cima, seguindo a Senhorita Amber, de costas ela parecia mais um guarda-roupa. Os dois chegaram a um corredor largo no segundo andar, que tinham portas dos dois lados. Do lado direto haviam quartos com números ímpares nas portas, no esquerdo haviam apenas números pares.

— Você vai ficar no quarto 7, junto com Zach e Amos. — Ela abriu a porta do quarto. — Deus abençoe você, ou seja lá qualquer divindade que você acredite.

Dito isso, a diretora do orfanato se virou e foi embora, deixando Noah, aos doze anos, sozinho naquele quarto meio sombrio.

Era cinzento com chão de madeira. Haviam dois beliches e Noah sentou-se no andar de baixo de um deles, visto que os dois de cima encontravam-se ocupados com algumas peças de roupa. Naquele dia, o rapaz passou o dia no quarto depois de arrumar suas coisas. Não desceu para almoçar e muito menos para a tal aula particular. Os dois integrantes do quarto 7 entraram e saíram. Eram dois garotos, um asiático e um gordinho ruivo. Eles fingiram que Noah não estava ali e foi até melhor para o garoto.

Noah foi até a janela, afastou a cortina e observou o quintal. Oito crianças brincavam correndo, felizes, lá embaixo. O gramado verde estava pisado em diversas partes, mas pareciam não se importar. Elas corriam entre as estatuas e os bustos envelhecidos, algumas se escondiam atrás deles. O garoto desejava estar ali, correndo. Os únicos amigos que fizera foram os da escola, que ficaram para trás junto com a sua antiga vida.

Pegou o cavalinho de cerâmica que trouxera, jogou-se na cama e suspirou. Observou o estrado da cama de cima, imaginando como seriam aquelas crianças. Adormeceu de modo que nem notou, com o cavalinho grudado ao peito, tentando não pensar que nunca mais veria seus pais.

***

O rapaz acordou num quarto escuro, parecia o seu quarto na fazenda dos pais, mas em um mundo todo em preto e branco. A casa parecia destruída e arrombada, como se tivesse sido invadida. O ambiente tinha um ar de abandono e melancolia, o que deixou a criança com um arrepio na espinha.

— Alguém está aí? — Perguntou e sua voz pareceu ecoar por toda a casa.

O resto da casa estava igual a sua, mas revirada. Ele olhou pela janela, que dava vista para a plantação de milho. Não era mais a mesma, os milhos encontravam-se murchos dentro das espigas, a vasta plantação agora dava lugar a um espaço escasso de vida. Aquela visão deu um aperto no coração de Noah, que sempre se sentira conectado com a fazenda.

Dirigiu-se ao quarto dos pais. Havia uma cama de casal com o lençol desarrumado. Um dos travesseiros estava jogado no chão. Na mesinha perto da cabeceira da cama havia um porta retrato virado para baixo. Noah o pegou, ele se lembrava perfeitamente da foto que estava ali, no entanto, ele se encontrava vazio e quebrado. Aquilo quase cortou o coração do menino.

Dirigiu-se à pequena sala da casa, que possuía uma estante, uma TV, sofá e uma mesinha com telefone. Tudo em preto e branco.
O garoto tocou a maçaneta da porta para ir para o quintal. O metal estava gelado ao toque. Noah girou e abriu a porta e, diferente de quando ele vivia lá, não entrou uma lufada de vento, era como se o fenômeno da natureza não existisse.

A terra no chão era preta. Noah andou em direção à plantação morta. No caminho para o milharal, havia o galinheiro da família, mas não soltaram um pio sequer. Ele adentrou no local. Haviam ossos por todo o galinheiro, sem nenhuma galinha viva. Deu meia volta e saiu dali, respirando fundo. Parecia uma fazenda fantasma.

Um círculo de pássaros negros voava no centro da plantação, em completo silêncio. Pareciam carregados de alguma magia, enfeitiçados para voar naquele ritmo de dança. Aquela visão deu um enorme embrulho no estômago do garoto, que não entendeu muita coisa.

Não foi difícil chegar até eles. A plantação parecia mais frágil ainda quando se pisava nela. Parecia desintegrar à medida em que Noah afastava para abrir passagem. Até que chegou ao centro e viu uma cena que não esperava.

Bem abaixo da roda dos pássaros, havia uma rocha de tamanho grande. Acorrentada a ela estava uma figura que não parecia ter um formato de rosto definitivo. Ficava oscilando entre feições masculinas e femininas, mas havia algo de comum nas duas formas que lutavam para ter lugar ali naquela pedra: o olhar vazio e vago. De algum jeito, parecia não ligar muito para as correntes que estavam apertando seus punhos. Chegava a ser perturbador.

Com cuidado, a criança se aproximou. Ajoelhou-se no chão e sentiu a terra fria no joelho. As duas feições mudavam rápido, como num borrão. Ele estendeu o braço para tentar ajudar, mas foi pego de surpresa quando percebeu quem eram as feições. Na verdade, naquele momento reconheceu apenas uma delas: era sua mãe, Roselin.

O susto fez com que a criança caísse para trás, sentando na terra fria e preta. Ele fechou os olhos e desejou acordar. Mas nada aconteceu e então o rosto paralisou no de sua mãe.

— Querido, deixe-me ir. — A voz dela não parecia com a de Roselin. Não tinha a doçura e nem a força de sua mãe. — Querido, eu não aguento mais.

— Mãe? — Ele se ajoelhou novamente, tentando chegar às correntes que a aprisionavam, mas, assim que tocou nelas, afastou-se com uma ardência e queimação nos dedos. — Eu preciso te ajudar!

— Você pode ajudar sua mãe de outra forma, Noah. — Agora era um homem no lugar de sua mãe. Era Charlie, seu pai.

— Pai...? Pai me diz, como? — Nesse ponto, a criança já começara a chorar. — Por que vocês se foram? Por que... Me deixaram...  aqui, sozinho?

O rosto do pai não o olhava com pena, mas parecia sereno como um lago.

— Há coisas que estão fora do nosso controle, menino.

— Mas eu precisava de vocês... — Disse, entre um soluço e outro. — Eu ainda preciso!

— Agora é seu papel nos deixar ir. — Charlie mexeu seus pulsos na corrente. — Nós precisamos partir.

Noah se sentiu incomodado e angustiado. Ele era apenas uma criança, estavam pedindo algo grande demais para o garoto.

Os pássaros pretos, que agora Noah já havia reconhecido como corvos, desceram numa linha reta e bicaram os braços dos pais. O garoto investiu contra os pássaros, um a um ele agarrou e estrangulou, mas para cada um que ele estrangulava, surgia outro no céu, voando em círculos, até completar o círculo novamente. E cada vez que eles desciam, Noah os pegava e eles voltavam a aparecer, voando em círculos novamente.

O rosto da mãe apareceu.

— Noah, querido, eles são parte de você. — Agora ela deixou de ter o olhar vago e tinha mais um de pena. — São a sua tristeza. Cada vez que você não nos deixa partir, eles nos bicam.

— Não, eu posso matá-los!

Noah pegou uma espiga e tentou açoitar os corvos, mas ela se desfez de tão frágil que estava. O rapaz precisava parar com o sofrimento de seus pais, entretanto não conseguia deixá-los partir.

Ele voltou à casa e procurou alguma coisa para espantar os corvos, mas se viu no meio de um fracasso. Rodou até o fundo da casa e encontrou um pedaço de madeira do fogão à lenha que eles utilizavam em casa. Tacou álcool e riscou um fósforo que encontrou em uma das gavetas. Acabaria com aqueles pássaros.

De volta à pedra, Noah espantou os pássaros, que voavam para longe, mas logo voltavam. Pareciam não se cansar de ficar rodopiando e bicar seus pais. Até que ele tacou fogo em apenas um deles e os outros queimaram juntos.

O chão ao redor dele começou a ficar verde, da cor que era antigamente. As espigas ao redor dele começaram a brotar magicamente, como se estivessem ganhando vida novamente. Uma sensação de calor invadiu o corpo de Noah.

O garoto sentiu uma mão quente em seu ombro, algo que parecia acalentar seus sentimentos. O rosto de sua mãe suavizou. Ele olhou para trás, era uma mulher que estava ali e, de alguma forma, Noah sabia que aquelas espigas e aquela grama renovadas eram vindas dela. A mulher emanava poder.

— Eles se foram, contudo por ora. — A voz disse, quente. Tinha um tom calmo. — Você precisa deixá-los, Noah.

A mulher tinha a pele clara e o cabelo preto, trançado com trigo. Vestia uma toga cor de areia e carregava um olhar doce e pleno.

— Quem é você? — Perguntou o menino, afastando-se um pouco.

— Alguém que você conhecerá no futuro. — Ela soltou um suspiro. Noah sentiu um afeto grande. — Mas por agora, tudo o que você precisa saber é: seus pais precisam partir.

Noah sentiu um nó na garganta.

— Mas eles... Eles se foram.

A mulher se aproximou. Tinha um perfume floral. Ela encostou a palma da mão na direção do coração do menino.

— Não aqui... Não da maneira correta. — Uma sensação de conforto percorreu Noah. A mulher o virou na direção da figura acorrentada. — Os corvos voltarão, liberte-os.

Essa foi a última frase da mulher. Noah não viu, mas sentiu que ela havia ido embora, pois a grama voltou a ser transformada naquela terra negra e as espigas ao redor murcharam.

Tudo escureceu ao seu redor. A figura acorrentada transformou-se em penas negras e voaram para longe. A casa rodopiou e sumiu. E então a criança acordou no quarto do orfanato, com o travesseiro molhado e o cavalo de cerâmica caído no chão, com uma das patas quebradas.

Noah olhou pela janela circular do quarto, estava escuro. Aquele havia sido o sonho mais confuso em toda a sua vida, e parecera tão real... Quem era aquela mulher? Ela transmitira tanta paz ao menino, transformara aquela plantação morta em algo vivo na sua presença.

Havia anoitecido e, pela fresta da porta do quarto, subia um cheiro de carne de panela que fez seu estômago roncar.

Observações
Esse post foi feito com o intuito de introduzir o personagem ao jogo e xp.


Última edição por Noah Pompeo em Ter Nov 19, 2019 12:42 pm, editado 2 vez(es)
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Mensagem por Macária em Qui Nov 14, 2019 5:22 pm


Noah

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos

Comentários:
Não notei erros. Seu texto é de fácil leitura e compreensão, sendo assim, gostei do que li. Você escreve bem e espero que continue assim.



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