The Blood of Olympus
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The Healer Violinist — Trama pessoal

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The Healer Violinist — Trama pessoal Empty The Healer Violinist — Trama pessoal

Mensagem por Kissa Donnely em Dom Nov 03, 2019 8:27 pm



The Healer Violinist

Quando a esperança havia quase me abandonado, tive um reforço de energia totalmente inesperado.

Estava andando pelo Labirinto de Dédalo. Um lugar incrivelmente assustador e perigoso. Minha única companhia era Lokaio, o tigre alado que estava me acompanhando desde o começo dessa aventura. Havia mais uma pessoa comigo, Natsuki, porém me perdi dela no meio do caminho. Então, essa era a minha atual situação: sozinha, apenas com meu tigre, andando por um complexo feito para matar viajantes desavisados. Belo dia das bruxas que eu estava tendo.

Desde que eu havia caído no labirinto, minha principal missão havia sido ajudar os feridos, pois vários monstros habitavam o local. Era uma missão complicada, pois as batalhas, aparentemente, aconteciam aos montes. Sempre havia uma pessoa a ser remendada. Por sorte, não havia encontrado nenhuma pessoa morta ainda. Infelizmente, pra tudo na vida há uma primeira vez.

Andando pelo labirinto com Lok, havia avistado algumas manchas de sangue no chão. Parecia recente, pois não havia coagulado tanto assim, então alguém ainda poderia estar no labirinto, precisando de ajuda.

— Vamos logo, Lok. Estou com um mal pressentimento sobre isso. — Passei rapidamente a mão na cabeça do animal e continuei andando, com meu arco em punho.

Ao dobrar algumas esquinas no labirinto, finalmente encontrei a fonte de tanto sangue. Duas pessoas estavam escoradas em uma das paredes do labirinto. Um rapaz, aparentemente da minha idade, estava tentando estancar o sangramento na perna de uma moça.

— Calma, Dinah, eu vou conseguir te salvar. — A voz dele estava tensa e trêmula. Seus olhos vertiam lágrimas quase na mesma velocidade que o sangue vertia do ferimento da garota.

— Lok, vigia o perímetro. Se alguma coisa hostil surgir, mantenha-a afastada de nós. — Falei baixinho para o tigre, então me virei para o casal, guardando meu arco em minhas costas. — Hey, sou amiga. Precisa de ajuda? — Sabia que não era sábio anunciar minha presença tão longe, mas se eu chegasse mais perto, poderia ser atacada por nada.

— Você é uma curandeira? — Aquela ponta de esperança que a voz dele transmitia chegou a doer, pois parecia que ele havia visto em mim a possível salvação daquela garota.

— Não exatamente, mas eu possuo alguns poderes curativos. — Puxei meu violino, ajustando-o em meu pescoço. — Talvez isso possa ajudar ela. — Infelizmente, na primeira nota soube que meus poderes seriam inúteis ali. Ela já havia perdido muito sangue. A morte dela estava chegando.

Não podia demonstrar isso para o rapaz, então segurei toda a vontade de chorar enquanto continuava a tocar a música. Já não continha nenhum poder, sendo apenas uma “cantiga de ninar” para a última vez que aquela garota dormiria.

Assim que a última nota da canção foi tocada, Dinah respirou pela última vez. Não conseguia mais segurar o choro, então deixei que as lágrimas rolassem pelo meu rosto, compartilhando o luto com o garoto, que chorava enquanto abraçava o corpo de sua companheira.

— Olha… Nós temos que ir andando. — Minha voz estava embargada por causa do choro. — Se continuarmos aqui, vamos ter o mesmo destino dela. — Coloquei minha mão em seu ombro, que tremia de pesar. Mesmo relutante, ele concordou em vir comigo.

Enquanto andávamos, nos apresentamos. Colt, o garoto que agora andava ao meu lado, me contou o que havia acontecido. Um cão infernal havia encurralado ele e sua parceira, Dinah. Eles tentaram lutar, mas o espaço não era propício para o modo de luta deles. O cão tinha a vantagem então, quando teve chance, arrancou a perna de Dinah e fugiu.

— Eu deveria ter conseguido curá-la. Sou um Curandeiro de Asclépio, mas acho que… — Colt entrou em um silêncio mórbido antes de continuar. — Acho que Asclépio me abandonou quando eu mais precisei dele.

— Asclépio… ele é o deus da medicina, não? — Várias imagens de caduceus vieram à minha mente. Asclépio era conhecido no mundo mortal, ainda mais por quem um pé na medicina, como eu.

— Sim. Me tornei um de seus protegidos para poder curar os que precisavam de cura. — A voz de Colt ainda estava carregada de pesar, só que agora parecia ter outro sentimento no meio disso. — Parece que não podemos salvar todo mundo, no final.

Deixei que as palavras do curandeiro pairssem pelo ar, enquanto caminhamos. Realmente, não dava para salvar todas as pessoas que estavam feridas. Por enquanto, ainda tive muita sorte por conseguir salvar a todos que encontrei pelo caminho. Queria dizer alguma coisa para tentar amenizar a dor de Colt, porém antes que tivesse alguma chance, um barulho nada auspicioso ecoou pelos corredores do labirinto.

Era uma espécie de rosnado, que estava aumentando gradativamente. Olhei para o semideus ao meu lado e fiquei assustada com o que vi. Seu rosto era uma máscara de ódio. Parecia que todas as emoções reprimidas que ele possuía seriam liberadas naquela batalha. E isso não seria algo recomendado para uma situação daquelas.

— Colt, por favor, não faça nada imprudente. — Enquanto falava isso, empunhava meu arco. Lok já se preparava para a batalha vindoura. — Se você o atacar com raiva, com fúria, tudo o que conseguirá é a derrota. Temos que ser melhores do que isso.

— Você parece a Dinah falando. — O frio na voz de Colt era pior ainda do que se ele tivesse berrado comigo. — Ela viria com esse papo de "ser melhor que nossos inimigos". Fala pra mim, Donnely, onde ela está? ONDE ELA ESTÁ?

Abri a boca para responder, mas nenhum som saía da minha garganta. Por um lado, Colt estava certo. Dinah havia morrido. Ele tinha a impressão de ter sido abandonado por seu patrono. Sua noção de esperança estava por um fio de ser perdida. Para ele, aquilo seria o tudo ou nada. Eu não deixaria que isso acontecesse.

— Ela não está mais entre nós. Dinah se foi, mas você continua aqui. A melhor forma de honrar sua amiga é continuar vivo, continuar lutando. Por ela… e por você. — Lokaio rugiu, nos avisando que nosso inimigo havia finalmente nós encontrado. — Depois que isso terminar, você poderá ficar bravo, chorar, fazer o que quiser. Mas agora, eu preciso da sua frieza perante o perigo, ou então você terá mais sangue em suas mãos.

Colt limpou uma lágrima que corria pelo seu rosto e então puxou a espada de sua bainha. Um escudo de aparência antiga apareceu em seus braços e, pela primeira vez desde que o encontrei, pude ver esperança em seu rosto.

— Vamos fazer "cachorro quente", Donnely. Me dê cobertura. — E, batendo sua espada contra o escudo, avançou contra o monstro.

Devido a herança de Apolo, o arco se mostrava mais fácil de manusear do que uma espada. Não conseguia me imaginar na linha de frente, então ficava afastada, mirando no que eu pudesse. Dessa vez, meu alvo era bem grande.

Lok também estava na linha de frente, junto com Colt. O tigre alado estava atacando do solo, fornecendo ajuda para o curandeiro. Tudo o que eu precisava fazer era tomar cuidado para não acertar em Lok ou Colt e as coisas ficariam bem. Pelo menos era isso que eu pensava.

Durante algum tempo, conseguimos segurar o cão. Várias flechas estavam encravadas em seu lombo, assim como havia vários cortes de espadas e arranhões, cortesia de Colt e Lok. Realmente parecia que nós iríamos vencer, porém as coisas saíram do controle quando o monstro acertou um ataque devastador no curandeiro.

Como se o tempo desacelerasse, Colt caiu em câmera lenta. Lokaio rugiu e utilizou suas habilidades com a terra para terminar de derrotar o monstro. Meu corpo estava pesado, mas consegui erguer meu arco e atirar algumas flechas. Nosso esforço conjunto foi o suficiente para que nós pudéssemos fazer o cão virar poeira.

— Colt, ah meu deus, COLT! — Larguei o arco e corri até o semideus, que já se encontrava em uma poça de sangue. — Não, não morra. Por favor, não morra. — Tentei estancar o sangue que vertia do peito dele, além de utilizar minha cura. A aura alaranjada tomou conta de seu corpo, mas ele não apresentava melhora.

— Não há mais o que fazer, criança. — Uma terceira voz inundou o local. Um par de mãos surgiu em cima das minhas mãos ensanguentadas. Seu dono era um homem vestido com roupa de médico. Seu rosto carregava uma tristeza genuína ao ver Colt morrendo. — Você serviu bem, Colt. Por mais que você ache que eu te abandonei, sempre estive com você. Agora, descanse. Dinah está esperando.

— D-Dinah… — A última respiração do curandeiro foi o suficiente para entoar o nome de sua parceira, antes que a vida finalmente deixasse seu corpo.

O pesar me fez tremer. Havia perdido duas pessoas em apenas uma noite. O choro veio de forma violenta, alta, carregada de tristeza. O homem à minha frente apenas me observou, esperando que eu finalmente deixasse toda a dor ir embora.

— Kissa Donnely, você fez bem hoje. Mesmo que Colt e Dinah não tenham sobrevivido, você não desistiu deles até o fim. — O médico pegou minhas mãos e começou a limpá-las com um pano. — A vida de um profissional da medicina não é fácil. Nunca foi e nunca será. Você sabe disso. Seus poderes, herdados de Apolo, te ajudarão na jornada até certo ponto. Por sorte, nosso pai me deixou com a maior parte da esfera de poder da medicina.

Minha mente já tinha uma ideia de quem aquele médico. Asclépio, o deus da medicina, estava ajoelhado ao lado de seu curandeiro. Ele pegou o braço esquerdo de Colt e retirou o escudo que estava atrelado ao membro. Após isso, ele o colocou em minhas mãos.

— Saiba que você está destinada a fazer milagres no mundo da medicina. — Asclépio sorriu, de forma triste. — Se você aceitar meu presente e fardo, terá mais ferramentas para poder curar os enfermos. Salvar vidas. Contudo, sua responsabilidade será ainda maior. Agora, melhor você sair daqui. Mais pessoas estão precisando de ajuda, e eu sei que você pode ajudá-los, com ou sem minha benção.

O deus se levantou e então começou a caminhar, me deixando com um corpo, um escudo e uma decisão difícil para tomar.

:sunny:
OBS: Lokaio, o tigre, esteve comigo.

CCFY teste para entrada nos Curandeiros

Poderes passivos:

Nível 3
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: Filhos de Apolo/Febo são naturalmente belos podendo inclusive deixar os oponentes confusos e atordoado com sua beleza, os reflexos do adversário ficam mais lentos por alguns poucos segundos dando chance ao filho de Apolo/Febo de atacar. Serve apenas como distração, e semideuses imunes a charme, ou beleza, não serão afetados por esse poder.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O adversário pode hesitar por quase 20 segundos, e te dar chance de atacar.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder: Arqueiro III
Descrição: O semideus consegue fazer movimentos mais difíceis com a adaptação do arco, podendo manusear agora até três flechas por vez, sua pontaria também melhorou, e agora você está aprendendo a lidar com flechas encantadas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +45% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 20% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Corpo Atlético II
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Concentração de Arqueiro II
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração. Ao estarem usando o arco/bestas, essa concentração torna-se ainda mais fácil e natural de ser adquirida.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+ 25% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração. +50% de facilidade em concentrar-se ao estar usando o arco/bestas.
Dano: Nenhum



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— A song for a broken heart
Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção da vida dos outros.
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Kissa Donnely
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Curandeiros de Asclépio
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The Healer Violinist — Trama pessoal Empty Re: The Healer Violinist — Trama pessoal

Mensagem por Poseidon em Ter Nov 05, 2019 8:15 am


Kissa

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Realidade de postagem + Ações realizadas – 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos

Comentário:
Tome cuidado com a finalização ambígua da narrativa. Bem vinda aos curandeiros de Asclépio.

Poseidon
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