The Blood of Olympus

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Mensagem por Coraline Dorsett em Sab Nov 02, 2019 11:46 am

Coraline Dorsett
Missões Fixas
Tópico destinado as Missões Fixas do Evento de Halloween
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Mensagem por Coraline Dorsett em Sab Nov 02, 2019 8:05 pm

yIf i rise, you rise with mee
you got your finger on the trigger but your trigger finger's mine


A travessia
Há criaturas que não estão felizes com a própria morte e por isso acabam presas no plano terreno, sem nunca passar pelo julgamento para saber qual o destino de sua alma. Você encontrou um destes fantasmas e agora tem que argumentar com ele para que ele cruze ao reino dos mortos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos

Coral virou o copo de refrigerante e fechou os olhos, seus ouvidos sempre pareciam ouvir mais do que os outros, seus olhos pareciam sempre ver mais do que os dos outros. A quantidade de vozes no salão deixava os sentidos da semideusa perturbados, algo que estava controlado naquele momento, mas até quando continuaria? Ela rolou seus olhos negros e respirou fundo, pensou em pedir mais uma bebida, mas desistiu quando a sensação de sufocamento tomou ela. Não fazia sentindo nenhum estar ali, se ela não poderia causar dor alguma há aquelas pessoas. Física ou não. A morena arrumou o penteado e deixou o copo no balcão. A opção era passear pelo local e tentar encontrar alguma coisa que lhe despertasse o mínimo interesse.

Enfiou a mão no bolso da jaqueta e puxou um maço de cigarro, os médicos nunca haviam dito nada sobre fumar. A semideusa tinha um sorriso marginal em seus lábios e despreocupada caminhou pelo salão, até que sentiu uma mão segurar seu braço com força. Coraline parou e ergueu o olhar lentamente até encarar o garoto de cabelos amarelos e olhos castanhos bem claros. Ele tinha um sorriso malicioso em seus lábios e não precisou mais do que aquilo para que ela entendesse. Não forçou seu braço em um primeiro momento, mas o encarou em seus olhos profundamente, deixando que ele visse o que havia de pior em seu olhar. Mal sabia ele que havia feito uma péssima escolha. Foi inevitável controla-las, a música se misturou com aquele chiado em seus ouvidos e a morena fechou os olhos e meneou a cabeça. Aquilo tendia a piorar.

Já não ouvia os sons da festa, tão pouco o garoto que estava a sua frente, piscou com um pouco mais de força e ao abrir os olhos deparou-se com a aquela figura conhecida. O mesmo homem que visitava sua cela desde que havia chegado na instituição. Por um breve momento ela arregalou os olhos e os sussurros começaram a tomar sua cabeça, uns mais baixos, outros pareciam gritar dentro de sua mente em lugares que ela nem conseguia conceber. Sim! Eles sempre gritavam em sua cabeça. A respiração da morena se tornou pesada e ofegante, seus olhos estavam catatônicos. Mas aquilo era real? As vozes pediam e suplicavam as mesmas coisas de sempre, que ela deveria matá-lo bem ali.

Ela quis levar as mãos aos ouvidos, mas sabia que não ia adiantar, sabia que elas não iam silenciar. Era sempre a mesma frase “— Mate-o. Mate-o! Você precisa! — ” Ela não queria ouvi-las, mas ela falavam diretamente em sua cabeça. A semideusa respirou fundo e levou a mão a lateral do rosto. Não queria ouvi-las. Não podia ouvi-las. Cora respirou fundo e tentou buscar algo que pudesse silencia-las, algo que a trazia de volta para a realidade. Pandora! Sentiu a presença da garota bem a atrás de si e logo o peso de sua mão, a respiração morna chegou próximo ao seu ouvido: — Não precisa ouvi-los princesa. Não agora. Sinta meu toque. Eu sempre vou estar com você. — A menina sussurrou para ela.

Respirou fundo três vezes e quando abriu os olhos só estava o garoto a sua frente, com uma cara de espanto como se tivesse visto uma assombração: — Está tudo bem com você garota? — Coraline levou a destra ao braço dele e o puxou com força para perto de si, ofegante como se estivesse dançando na pista: — Solta meu braço ou eu arranco ele aqui mesmo. — Falou entre os dentes contendo a raiva dentro de si com muita dificuldade. O garoto não pensou duas vezes a largou dando um passo para trás. Mesmo que ele mantivesse um semblante hostil ela não se deixou intimidar, afinal era ela quem era a filha do medo. Virou-se e saiu em um rompante pela porta principal do salão.

Assim que chegou do lado de fora respirou fundo, tinha a sensação de que estava sufocando. Puxou o maço de cigarro novamente e o isqueiro, ao colocar o cigarro na boca pensou que talvez devesse parar, mas mandou todos aqueles pensamentos se danarem, assim como as malditas vozes.  A garota se escorou em uma parede pedras e deixou que seus pensamentos fluíssem, assim como a fumaça que saia de sua boca. Não havia ninguém por perto e assim a filha do medo pôde aproveitar sua solidão. Já fazia algum tempo que as vozes não vinham e também não lembrava daquele maldito homem. Podia julgar que estava tendo uma vida comum, ou quase isso. Pelo menos elas não a importunavam quando estava no acampamento.

Apagou o cigarro e olhou para os lados, não voltaria para dentro daquele salão, então preferiu caminhar pelos arredores do castelo. Não havia aparentemente nada fora do comum, um caminho velho de pedras, algumas plantas mortas, paredes que pareciam estar desmoronando. Escolheu caminhar por um dos caminhos de pedra que circundavam a velha construção. Teve a sensação que o vento daquele lado do castelo parecia mais gelado. Seus olhos curiosos notaram uma porta cravada nas pedras na parte mais baixa do castelo, uma daquelas bem antigas e pesadas.

Empurrou a porta e uma lufada de vento gelada atingiu seu corpo fazendo seus cabelos negros sacudir. Olhou e não conseguiu ver nada além da profunda escuridão. Pegou o isqueiro e iluminou o suficiente para ver que havia um degrau bem a sua frente, procurou alguma tocha pela parede, porém, não encontrou nada. Desceu com cuidado cada degrau, até que chegou em um corredor de pedras. O frio ali era bem mais intenso, mas encontrou uma velha tocha que por sorte conseguiu acender. Era um estreito corredor de pedra, a sensação de estar ali era sufocante. A morena caminhou atenta, não queria ser pega de surpresa ou atacada pelas costas. A medida que adentrava ao local, o frio se tornava cada vez mais severo.

O corredor findou em um complexo de celas e salas gigantesco, provavelmente tomava todo o castelo havia sido construído sobre aquilo. Havia um cheiro de sangue todo tempo, o que era realmente estranho, já que aquele lugar estava inabitável há séculos. Coraline levou a tocha um pouco a frente e notou uma tocha na parede, levou a sua própria para acender a mesma e foi aí que algo bizarro aconteceu. Todas as tochas se acenderam ao mesmo tempo e tomaram a coloração azulada. A sobrancelha se arqueou de maneira aguda, olhou para os lados e não viu nada e nem ninguém. Pensou em sacar suas armas, mas talvez não fosse um bom momento para isso.

Uma porta a esquerda rangeu abrindo parcialmente sozinha, Cora girou nos calcanhares e encarou a porta parcialmente aberta. Ela deu dois passos e empurrou a plataforma de madeira um pouco mais, a mesma rangeu e Coraline passou por ela observando o pequeno cômodo. Eram três paredes e a quarta eram barras de ferro grossas. Aquilo era uma cela, não havia dúvidas. A porta fechou com violência e fez a semideusa se virar abruptamente, deparando-se com a mulher de aspecto espectral. Ela vestia trapos e havia um corte profundo em seu pescoço: — Um fantasma. — Comentou sem demonstrar nenhuma emoção. A mulher se aproximou, seus pés não tocavam o chão, mesmo sendo uma alma de outro mundo, a morena não a temeu.

A mulher a encarou com verdadeiro pânico: — Você precisa ir embora! Ou vai acabar presa também. — Coraline deu um sorriso de canto e meneou levemente a cabeça para trás: — Ele não vai me prender aqui. Pode apostar que ele, seja lá quem for, não vai me querer aqui. — Explicou com um sorriso maldoso nos lábios. A mulher ainda parecia impactada com a presença da semideusa e mais uma vez tentou: — Você não entende. Eu fui a primeira a ficar presa. Quando meu marido enlouqueceu, mandou me decapitar. E desde então fiquei aqui. O Carcereiro mantém todas as almas presas em um tormento eterno. Ele vai caça-la. E quando morrer, vai manter sua alma aqui também. — Disse ela contando sua triste história.

— Então você está presa aqui? — Perguntou a morena curiosa: — Acho que o que prende vocês, é o medo de serem livres. — As palavras dela eram ríspidas e diretas, pouco se importando com o sentimento da alma aprisionada. A mulher se aproximou e encarou a pequena semideusa: — Eu não estou presa. Apenas escolhi ficar aqui e advertir criaturas imprudentes como você. — Havia uma pontada de raiva em suas palavras: — Eu escolhi ficar aqui e ajudar crianças tolas a não terem um destino trágico. — Coraline parecia deixa-la cada vez mais nervosa. Porém a semideusa não se importava com a rispidez ou dureza das palavras da aparição. Já tinha sua opinião sobre isso talvez fosse melhor ajudar aquela criatura a se libertar de uma missão que não cabia a ela. Não por bondade, mas cada um precisava ter o destino que merecia.

A semideusa andou ao redor do fantasma e a observou em seus trapos e forma decadente: — O que te faz pensar que pode livrar as pessoas de seu próprio destino? O que te faz pensar que tem algum controle sobre isso. Você está fugindo do seu próprio destino ao escolher ficar aqui. — Suas palavras findaram quando ficou finalmente frente a frente com os olhos azuis da criatura. Ela podia estar morta, mas era possível ver em seu cenho que as palavras da semideusa feriam seu âmago de uma maneira que ela não esperava: — Não sou melhor do que ninguém, mas sei a maldição que esse lugar carrega. Eu não posso deixar que ninguém seja preso por aquela monstruosidade. — Retrucou cheia de razão. Mas nenhuma daquelas palavras convenciam Cora de que ela poderia ter um pouco de razão.

Os olhos da filha do medo se tornaram ainda mais pavorosos sob as chamas azuladas. Seus lábios se separaram rapidamente, mas segurou as palavras dentro da boca. Aquela criatura tinha visão muito mais obtusa do que poderia imaginar: — Entenda. — A língua dela estalou contra o céu da boca: — O que torna o Carcereiro de vocês mais forte é o medo. E eu compreendo medo. Sou Filha dele. Meu pai é o próprio medo. E quanto mais vocês o alimentam, quanto mais vocês se submetem a ele. Mais poderoso ele se torna. Acredito que o que “prende” vocês aqui. — Ela fez sinal de aspas com os dedos: — Se alimenta do medo que você tem de enfrentá-lo. — As palavras saiam de seus lábios com uma naturalidade apavorante, mas que pela primeira vez, fez com que a mulher pensasse.

Coraline sabia que havia mexido com os pensamentos da aparição, sabia que ela estava pensando em suas palavras, então era a hora do xeque-mate: — Não acha que é a hora de ser livre? De deixar de lado esse fardo que pesa em suas costas? — Perguntou a semideusa e antes que obtivesse uma resposta continuou: — Se você se libertar, os outros também vão conseguir. Não é isso que você deseja. Proteger a todos? Acabar com a dor deles? — A morena se aproximou e sussurrou: — Tem a sua chance. — As palavras pareciam extremamente tentadoras em seus lábios. Ao ponto de fazer o espírito a sua frente pensar. O silêncio foi inevitável e o sorriso triunfante em seus lábios também.

— Talvez... Talevz você tenha razão. — A filha do medo capturou o olhar dela de imediato: — Eu tenho razão. Basta você querer deixar tudo isso para trás. — Insistiu a morena esperando que ela desse o passo para os domínios de Hades. A mulher a encarou e fez que sim com a cabeça: — Você está certa. Precisamos pôr um fim nisso. Meus dias aqui não fazem sentido. — Quando ela terminou de falar uma luz estranha tomou conta da pequena sala. O espírito olhou mais uma vez para o lugar e adentrou nela: — Espero que todos me sigam. Obrigada por me mostrar que estava errada. — Ela sorriu. Coraline fez um leve tchau com a mão e observou a mulher desaparecer. Se ela tinha certeza do que havia falado? Era claro que não! Mas o rugido de terror vindo do centro do lugar era o que ela queria escutar. Talvez a noite não fosse tão chata assim.  
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Mensagem por Osten B. Griffin em Dom Nov 03, 2019 11:06 pm


Coraline

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000 XP – 3.000 dracmas – 3 osso
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 3.000 XP – 3.000 dracmas – 3 osso

Comentários:
É um sugestão, na verdade. Troque as cores das falar, pois cores clara, no branco, são extremamente ruins para ler.
Atualizado. Osten recebe 200 xp + 200 dracmas + 2 ossos pela avaliação.



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