The Blood of Olympus
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HQ - HARWOOD QUESTS [Trama do Liam Harwood]

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Mensagem por Liam W. Harwood em Sex Nov 01, 2019 12:34 pm


Descobri que sou um semideus!

Muitas vezes a vida parece ser organizada por algum sádico, que nos controla com cordas, como marionetes. Se isso for verdade, com certeza o meu manipulador estava com muita raiva minha quando eu fui castigado por um acidente. A sala da detenção era na verdade um quartinho de limpeza improvisado, ou seja, havia todo tipo de material de limpeza. Inúmeras vassouras, rodos e baldes ao meu redor, tudo porque eles tinha medo de me colocar em qualquer outro lugar.

Eu até entendo o diretor e os professores, até porque não é todo dia que acontece um acidente na aula de Química, onde o zelador desaparece em poeira, sendo que antes ele virou um gigante com apenas um olho e fedorento. Fiquei confinado por quase uma hora, sem nem mesmo um copo de água, até que a porta se abriu e um jovem desconhecido entrou.

Ele era loiro e fisicamente forte, talvez fosse algum membro do time de basquete ou futebol que eu não conhecesse do Instituto Green View, afinal de contas eu não tinha tantos amigos por ali, nem fazia o estilo atleta. Ele estava com uma camisa preta e jeans, um sorriso amistoso e já chegou falando.

- Você é o Liam Harwood?
- Sou sim, por que?
- Graças aos deuses… - Comentou o loiro, aparentemente aliviado com a nova informação. Pela sua fala, ele deveria fazer parte de algum movimento religioso, será que o pessoal o enviou para orar por mim? - Eu estava te procurando, você está bem?
- Estou tão bem quanto qualquer um que está confinado numa salinha de limpeza. Quem é você e porque veio aqui?
- Meu nome é Shane, vim para te ajudar, mas para isso preciso saber o que aconteceu para te colocarem aqui.

Eu dei uma risada com o tom de preocupação que ele fez, quer dizer, eu não conhecia aquele cara. Eu daria a ele 17 anos, ele parecia ser um ano acima de mim, só que eu nunca o vira pelos corredores, então surgir como um enviado da paz era estranho.

Não era possível eu simplesmente falar o que realmente houve, afinal de contas nem eu mesmo entendia o que ocorrera na sala. Lembro de estar terminando o exercício de Química sozinho, para conseguir nota suficiente para passar e o professor havia saído para seu intervalo, então fiquei tentando colocar a mistura certa para formar o ácido proposto pela atividade, quando o zelador entrou para dar um jeito no ar condicionado quebrado.

Eu nunca havia visto antes aquele rapaz, ele provavelmente era um novo contratado da prestadora de serviço, sendo que ele tinha algumas cicatrizes estranhas no pescoço e era grandalhão. Não demorou para que ele viesse me ameaçar e dizer que queria me matar, começando a crescer e seus olhos se unirem numa única orbe.

Além de medo e pensar que eu era louco, só lembro de sentir as minhas mãos ficarem quentes, como se tivessem em brasa, o qual começou a ferver a mistura que eu manipulava. Era uma quantidade considerável de ácido e fiz a única coisa lógica para me proteger, que foi jogar todo o líquido na direção do rosto do monstro extremamente feio.

O cheiro da pele da criatura sendo corroído foi muito ruim, sendo que o cara jogou algumas carteira para cima antes de literalmente desaparecer como poeira na minha frente. Minhas pernas estavam paralisadas de pavor, meu coração batia mais rápido que a bateria de um roqueiro e eu não conseguia acreditar nos meus olhos. Como eu posso contar isso para um desconhecido?

- Você não acreditaria no que eu vou te contar.
- Eu já ouvi muita coisa, vale a pena tentar. - Comentou o estranho e eu já estava detido por muito tempo, então resolvi falar tudo que eu sabia.

O loiro ficou prestando atenção em tudo, não parecia assustado com nenhum dos detalhes, nem mesmo quando contei da transformação do zelador num ogro de um olho só, como se o Shrek tivesse sido desenhado errado, ou mesmo quando ele se desfez em poeira como um vampiro do Crepúsculo. Infelizmente minhas referências são do cinema, não tão boas.

Quando terminei tudo, ele ficou de pé, passando a mão na cabeça e dando uma risada, como se o meu relato fosse algo agradável, fazendo-me achar que ele era um maluco religioso fascinado em histórias macabras, quase um Supernatural Jovem.

- Você está rindo? Eu estou aqui preso porque todos me acham louco e não acharam o zelador e você fica achando graça?
- Não é isso. - Falou o rapaz, voltando-se para mim. - Você não é louco ou algo do tipo, apenas é diferente. Você é como eu.
- Como assim?
- Você com certeza tem pesadelos horríveis, problemas familiares, talvez nem conheça ou seu pai ou sua mãe. Você já deve ter visto muitas loucuras como esse monstro que viu hoje, mas ninguém acredita em você. Além disso deve ter uma dislexia que não melhora com lente nenhuma e TDAH.
- Como você sabe isso tudo? Você é tipo um espião? - Questionei, agora extremamente curioso e até com medo, ele sabia de coisas que nunca contei a ninguém naquela escola, principalmente sobre os sonhos.
- Você conhece a história de Hércules ou Aquiles?
- Só dos filmes da Disney e dos jogos.
- Então, eles eram semideuses, filhos de humanos com deuses gregos. Foram grandes heróis, só que isso ainda existe. Os deuses como Zeus, Atena e outros estão no mundo ainda, vivos e governando tudo, tendo filhos, os semideuses.
- Você só pode estar brincando.
- Não estou. - Falou o loiro, chegando para perto e era nítido que ele não estava alucinando ou sendo irônica, sua voz era convicta. - O monstro que você descreveu era um ciclope. Outros existem e eles caçam semideuses para se alimentar, ou seja, pessoas como eu ou você. Infelizmente não temos muito tempo, porque outros podem estar vindo atrás de você.
- Como vão me achar? Foi como você me achou?
- Eles sentem o cheiro de semideuses e como você disse, sua mão ficou quente e conseguiu matar um monstro, é como se tivesse ligado um radar. - Falou o rapaz, indo em direção da porta e abrindo, olhando para os dois lados e virando-se para mim. - Eu vim porque eu sei quem é sua mãe, Liam, então preciso te levar para um lugar seguro.

Quando ele tocou naquele assunto eu gelei. A parte de ser filho de um deus grego, tipo uma imersão no God of War, era extremamente viajante e insano, porém eu havia lidado com um monstro de verdade e o Shane parecia bem certo de que tudo era verdade. O problema era ele saber quem era a mulher que me abandonou com meus avós quando ainda era uma criança pequena.

- Como você sabe quem é minha mãe? - Perguntei, um pouco alterado, ficando de pé e indo na direção dele.
- O nome dela é Beatrice Harwood e ela conheceu meu pai biológico, que não era um cara legal. Sua mãe foi contra ideias bem estranhas dele e fugiu. Eu posso te contar tudo se formos para um lugar seguro, mas estamos vulneráveis nessa escola.
- Eu não te conheço, porque iria acreditar nessa história tão ridícula e mágica que me contou?
- Porque você viveu isso e não tem outra escolha. Se ficar, será encontrado por um monstro pior e talvez morra ainda hoje. Você está preso aqui porque os funcionários não sabem o que fazer com alguém que explodiu o zelador. Eu sou sua única chance de saber mais da sua mãe e dormir hoje em segurança.
- Droga, minha avó vai me matar.
- Melhor ela do que outro monstro, acredite…

Ficou meio na cara que o condutor maluco da minha vida mexeu as cordinhas para me levar na cola do loiro metido a herói. Nós cortamos os corredores, fugindo de qualquer funcionário da escola, para não ter outros problemas em questão. Shane estava olhando para todas as direções, como se estivéssemos sendo seguidos, ao passo que eu ficava pensando em ser algum tipo de herói como as histórias gregas contam. Em algum momento eu até me imaginei usando uma ridícula toga com uma espada na mão, não foi nada belo.

- Para onde vamos exatamente? - Questionei, quando estávamos chegando na saída para o estacionamento.
- Existe um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue, local para semideuses, protegido da entrada de monstros.
- Onde que é isso? Tipo, na Grécia?
- Não. - Respondeu o Shane, dando uma risada como se minha pergunta fosse idiota, porque aparentemente eu deveria saber a localização de um bando de caras com pais divinos. - É em Long Island, perto daqui.
- Você tem um carro? - Perguntei, quando chegamos do lado de fora.
- Não, mas podemos pegar um ônibus e… CUIDADO!

Primeira dica para salvar alguém: Não grite no ouvido dele, porque isso assusta e machuca.
Segunda dica para salvar alguém: Se possível, não empurra em cima de um carro, porque isso assusta e machuca.

Não sei exatamente o que aconteceu, mas o Shane gritou no meu ouvido e me empurrou para cima de um carro. Bati com o corpo contra a porta, o que fez minha costela ficar dolorida, além do alarme começar a apitar com um som bem chato. O loiro estava fitando na direção da saída, só então reparei que havia uma flecha cravada na parede, onde antes nós estávamos conversando.

- Uma flecha? Estão caçando a gente?
- Sim, é um centauro, olha. - Falou o jovem e minha curiosidade foi lá em cima.

Fitei pelo vidro, com um pouco de medo de ser morto por outra flecha, mas notei que na entrada estava um cara sem camisa, com uma faixa de couro nas costas que provavelmente segurava sua aljava, sem contar que ele tinha um arco composto na mão esquerda e uma flecha apoiada sobre os dedos. Eu amava heróis arqueiros, desde o Robin Hood até o elfo loiro e estranho do Senhor dos Anéis. Infelizmente eu só lembrava dele como o Orlando Bloom de rabo de cavalo.

Levantei um pouco mais o corpo para tentar ver melhor, o cara era muito mais alto que eu esperava, então ao olhar para suas pernas, notei que ele estava montado num cavalo, sem cabeça. Minha mente deu algumas voltas com aquela ideia, só então eu pude entender que aquele ser na verdade tinha pernas de um equino preto no lugar dos membros inferiores normais de um homem.

- Isso é impossível. O cara é meio cavalo mesmo…
- Sem contar a boa pontaria e com certeza corre mais que nós dois. - Falou o loiro. mexendo na mochila que tinha nas costas e tirando uma faca. - Segura isso.
- Você realmente acha que eu posso matar aquele cara com uma faca?
- Não exatamente. - Disse o loiro, que de repente foi coberto por uma armadura metálica sinistra. Ele tirou uma espada de dentro da mochila e um escudo bem assustador surgiu em seu pulso. O cara parecia o Homem de Ferro versão Grécia Antiga. - Eu vou atrás daquele centauro, farei o máximo para derrubá-lo, mas irei trazê-lo para perto de você.
- Você é maluco?
- Não, sozinho eu não dou conta. - Falou o loiro e fitou o monstro, que estava se aproximando. Eu podia escutar seus cascos. - Mas quando ele chegar perto, não tenha medo. Pula nele e crava a faca quantas vezes der. Boa sorte.

Como eu ia dizendo, minha vida era uma loucura e tudo num dia, como se tivesse um sorteio dos tais deuses gregos para me ferrar. O Shane correu para outro carro e pude notar uma flecha zunir bem perto. Eu estava com bastante medo, não sabia muito bem o que fazer com a faca ou mesmo onde ficar, foi quando notei que o jovem fez um sinal para eu ir para um Fiat Preto na minha frente.

Enquanto eu me locomovia, notei uma bizarra revoada de corujas na direção do centauro, quem começou a se movimentar para fugir das aves de rapina. O híbrido de homem e cavalo parecia estar sapateando e batendo com o arco em alguns dos animais, enquanto o Shane corria para atacar o arqueiro quadrúpede, foi quando aparentemente as coisas deram errado.

O nosso inimigo percebeu a estratégia e mirou um flecha no loiro, quem saltou sobre o capô de um carro para desviar da primeira tentativa, deslizando sobre um carro esportivo, mas o segundo projétil foi certeiro na direção de seu peito, todavia ele se protegeu com o escudo. A flecha bateu contra a chapa defensiva e caiu no chão, sem ser uma dificuldade para o Shane manter sua tentativa de se aproximar.

Ele estava agindo de forma bem corajosa, aparentemente ele manipulava as corujas para lhe auxiliar e o centauro estava com vários arranhões e dividindo a atenção em se defender com seu arco das ofensivas do loiro e espantar algumas aves. Aproveitei para avançar em alguns carros para tentar ajudar o Shane, foi quando o homem-equino girou nas patas dianteiras e deu um belíssimo coice no meuamigo.

O centauro jogou o loiro contra o chão, quem caiu meio desnorteado e o monstro rapidamente colocou uma flecha no arco para finalizar o Shane, foi quando fiz a coisa mais absurda que veio a cabeça: Gritei. Não posso obviamente repetir o xingamento que fiz ao monstro, o qual se voltou para mim e não gostou de ter sua mãe chamada de coisas tão baixas, por isso atirou sua flecha na minha direção.

Eu achei que iria morrer naquela hora, no final das contas o Shane estaria certo: eu preferiria falecer com as broncas e castigo da minha avó Martha, só que algo estranho e novo me protegeu. Meu pulso aqueceu e notei que o relógio antigo, o qual havia sido deixado pelo meu pai ausente, e começou a cobrir meu corpo com uma camada metálica dourada.

A armadura cobriu meu peito e meus braços, sendo o suficiente para servir como um escudo para a flecha, que bateu contra o meu corpo e ficou na chapa do tronco. Arranquei o dardo e senti a dor do impacto ali, só que o centauro ficou nitidamente insatisfeito com o desfecho do seu ataque e já preparava uma nova flecha, foi quando o metal dourado pareceu irradiar uma luz forte, era como se eu fosse um Vagalume sobrecarregado.


A criatura não conseguiu focar em mim, sendo que todos esses instantes de pura sorte e loucura, serviram para o Shane recobrar a consciência e atacar com sua espada o centauro. Ele quebrou o arco do centauro com sua arma, descrevendo um corte na diagonal que partiu em dois o item do nosso inimigo. Corri para ajudar, enquanto o loiro se defendia do golpe do monstro, quem tirou uma lâmina longa das costas e agora trocava alguns movimentos com o meu amigo.

Ele estava focado no Shane, quem se movia mais rápido e trocava entre sem defender com o escudo e tentar matar o monstro com a espada, por isso eu saltei em suas costas e finquei a faca com força. O centauro começou a pular como um touro no rodeio, fazendo-me agarrar em seus cabelos para não cair. Óbvio que eu não durei nem oito segundos e fui arremessado para cima.

Eu caí meio desajeitado, porém mesmo com a visão embaçada pude ver o Shane finalizar o combate, cravando a espada na barriga do centauro, quem se desfez em poeira, assim como o ciclope derretido de algumas horas atrás. Quando o perigo parou, eu estava todo dolorido, cansado e minha armadura tinha voltado a ser um relógio comum.

- Como isso tudo aconteceu?
- Longa história, mas essa armadura te salvou. - Falou o rapaz, recusando receber de volta a faca, a qual guardei no bolso da minha calça. - Precisamos sair daqui agora.
- Concordo, quer dizer, agora eu estou acreditando na sua história e não to afim de morrer…
- Boa ideia, sendo que ainda te devo explicações sobre sua mãe, mas melhor fazermos isso num lugar seguro.

----------X------------

Caminhamos em silêncio até o ônibus, quando chegou nossa condução e sentamos no fundo. Shane sento no corredor, olhando para todas as direções e com uma das mãos dentro da mochila, a qual parecia caber tudo que ele queria. Eu fiquei na janela, pensando sobre toda aquela atividade de alguns minutos antes.
- Hey, Shane, você está preocupado?
- Você atraiu dois monstros num dia. Sempre é bom estarmos pronto para um novo problema, mas logo chegaremos no Acampamento.
- Falando nisso, por que você veio atrás de mim? Como me achou?
- História bem longa, mas vou tentar encurtar. Existe um grupo de semideuses adultos chamados Cúpula, que querem acessar magia antigas e perigosas, provavelmente para lutar contra os deuses.
- Tipo uma Liga da Injustiça?
- Tipo isso, eu acho… - Comentou o Shane, tentando entender minha referência, mas talvez eu leia muitos quadrinhos para ele. - Enfim, o meu pai biológico faz parte desse grupo, Joshua Levitz, assim como no passado sua mãe também fez parte, Beatrice Harwood.
- Então minha mãe é tipo uma vilã?
- Não exatamente, ela foi a primeira a perceber que a Cúpula queria destruir os deuses, então ela saiu, mas foi caçada desde então. Isso faz onze anos, por isso que ela te deixou morar com seus avós.
- Você não precisa defender minha mãe, ela foi tão ausente quanto meu pai, que pelo menos tem a desculpa de ser um deus.
- Não é uma defesa, ela foi essencial. Três anos atrás a Cúpula iria alcançar um poder inimaginável, mas sua mãe conseguiu mostrar a alguns, incluindo meu pai adotivo, Jack Louvren, e eles detiveram todo o plano. Eu fui tirado da Cúpula e comecei a fugir, até que precisei me esconder no Acampamento, sem memória, mas isso já faz um ano e meio quase…
- Mas como você me achou?
- Fomos até a casa secreta da Beatrice, que ela revelou ao Jack, mas ela não estava lá, todavia achamos cartas dela para seus avós, provavelmente ela enviava dinheiro para te ajudar. - O loiro então se virou definitivamente para mim e disse. - Ela não te abandonou, ela fez isso para te proteger.

Acho que reagi como uma criança mimada, bufando e fazendo que não com a cabeça, virando para a janela e encerrando as conversas por alguns minutos. Enquanto o ônibus se aproximava da rodovia de Long Island, fiquei tentando criar a imagem da minha mãe como uma figura de quem se sacrificou para me salvar.

Ela sempre foi uma mulher forte, decidida e normalmente fazia tudo do jeito nela, minha última lembrança foi um jantar em família com meus avós, na primeira semana que passamos juntos. Beatrice simplesmente foi embora sem se despedir. Cresci em San Diego sozinho, tendo que lidar com visões de monstros de todas as formas.

Nos quadrinhos eu consegui uma explicação imaginária: Eram monstros que queria me derrotar, eu era o herói da minha própria história. Acabou que esse mundo da minha infância foi dando sentido ao que eu via, meus avós achavam que eu apenas lia muita revista ou assistia muita TV, sendo que no fim eu me acostumei e parei de ver criaturas estranhas ou ter pesadelos terríveis com a mesma frequência.

- Liam, eu sei que é difícil pensar nisso, mas sua mãe é filha de Nice, uma deusa poderosa e uma guerreira formidável. Seu avô sabe disse, por isso ele aceitou cuidar de você. Querendo ou não, você está seguro e agora dará um novo passo.
- Isso explica porque o Velho Joe me trata bem, ao passo que sua esposa, que eu chamo de vó, não vai muito com minha cara…
- Não pense dessa forma, foque no lado da sua família que não conheceu ainda. - Discursava o Shane, aparentemente ele escolhia as palavras certas para me animar e estava dando certo. - Você é filho de um deus grego com uma semideusa, nós chamamos de legado. Você poderá ser bem poderoso… se treinar e se preparar.
-Muita informação… O principal é saber onde está minha mãe. Ela é a única que pode me dar respostas.
- Bem… Dos que se rebelaram contra a Cúpula, meu pai adotivo, o Jack, está com outro rapaz, Monroe. Eu me uni a eles e estamos procurando sua mãe para fazermos uma Resistência e começar a agir. Você precisa treinar e se preparar para o que virá no futuro e pode me ajudar achá-la.
- Parece uma boa ideia.
- Que bom, porque vamos saltar logo a frente.

Olhei pela janela, procurando alguma cidade ou mesmo um ponto de ônibus, sendo que o Shane nos fez parar no meio do nada. Só tinha planta e rodovia, sem contar o fim da tarde e o barulho de cigarras. Segui o loiro por uma trilha improvisada na floresta, até que o caminho ficou mais largo e caminhamos na direção de uma colina.

Eu ainda pensava qual desculpa daria para minha avó por não ter aparecido em casa, pensando que ela já deve ter sido contatada que eu, supostamente, dei um sumiço num zelador e fugi da escola, sem contar que é bem capaz de me culparam por vários arranhões em carros no estacionamento.

Subimos a colina e quase tive um infarto quando dei de cara com um dragão enorme, enrolado num pinheiro, roncando. A serpente abriu um de seus olhos, como se avaliasse qual era o risco que eu e o Shane representamos, mas pelo seu descaso e retorno ao sono, acho que éramos inofensivos aos seus olhos.

Lá de cima eu percebi um amontoado de casas, bem diferentes entre si, sem contar uma construção de quatro andares no centro. Havia uma espécie de estádio, o litoral estava ao fundo e era notória a quantidade de jovens que trafegavam por ali. Olhei para o Shane, quem começou a descer e me convidar a segui-lo, não deixando-me escolha alguma, porque eu não ia ficar sozinho com o dragão dorminhoco.

Não sabia como um dia poderia começar tão normal e terminar absurdamente diferente, mas tinha certeza que aquele carinha que conduzia minha vida, com as cordas finas em meu corpo, estava levando esta marionete para novas aventuras.

Código:
OBS: O Shane Levitz também é uma conta minha, sendo que a interação faz parte da trama dos dois, que será compartilhada.

Poderes Ativo:
Nível 1
Nome do poder: Toque Quente
Descrição: As mãos dos filhos de Apolo/Febo são calorosas, macias e quentes. Se o semideus se concentrar o suficiente, será capaz de tornar as palmas das mãos vermelhas, e com elas, acender uma tocha. O fogo desse poder não se expande, pois ainda é pequeno, e também não causara estrago, mas pode iluminar um lugar escuro.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
item de reclamação:
• Queridinha de Apolo [Um relógio de aparência completamente comum e que funciona de acordo com o horário do local onde o semideus se encontra, se ajustando ao fuso dos locais (não funciona no mundo inferior ou tártaro), porém ao ser ativado o mesmo se expande e se transforma em uma armadura completa que se ajusta ao corpo do semideus em questão. | Efeito 1: Tal armadura, caso utilizada em batalhas onde tenha sol (naturalmente precisando ser durante o dia ou na influência de algum poder que faça o dia ser instalado) irá emitir um brilho que pode deixar seus inimigos com dificuldades para enxergar, mas óculos escuros podem ser bastante efetivos contra tal brilho. | Efeito 2: A mesma se transforma em um relógio funcional. | Bronze Celestial. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

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Mensagem por Macária em Sex Nov 01, 2019 8:35 pm

Liam


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 25%

RECOMPENSAS: 4.500 XP e 3.600 dracmas, 9 ossos + reclamação por Apolo e legado de Nice

Comentários:
Encontrei alguns vários errinhos bobos em seu texto e apesar de ser deveras criativo, senti algumas coisinhas me confundido ao longo da narrativa. Mas você tem potencial, só precisa atentar-se aos detalhes.




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