The Blood of Olympus
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Imbalance - Sekhmet's Awakening

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Mensagem por Ania Fahim Saad em Sex Nov 01, 2019 8:58 am


لقاء مع الإلهي
Desmistificando o passado.
Toda criança tem um herói. Para algumas são personagens fictícios de histórias em quadrinhos, livros ou filmes, para outras se trata de algum membro de sua própria família. No caso, Ania se enquadrava na segunda opção, sendo Amonn Saad o portador desse título. Graças a ele tinha o conhecimento harmônico sobre o equilíbrio da vida.

Seu último encontro com o pai havia sido há mais de um ano. Ele havia mudado, tornando-se cada vez mais distante e quase irreconhecível. Porém, depois daquele dia, teria sua imagem eternamente manchada aos olhos da filha.

------- ΔS -------

Mais cedo, naquele mesmo dia


Receber um chamado de Seth, significava ter uma missão a cumprir. Desde que passou a viver no Acampamento Meio-Sangue, seu senhor não havia mais entrado em contato com ela, não até o dia anterior. Como sempre suas palavras foram claras e diretas: precisava que ela o encontrasse.

A convocação foi obedecida. Encontrava-se em Guizé, aquele que havia sido o seu primeiro lar, dentro de um templo egípcio localizado no subterrâneo. A última vez que estivera ali havia sido quando tinha doze anos, na cerimônia em homenagem à sua falecida mãe. A atmosfera ali lhe trazia um misto de um calor aconchegante com aperto no peito, tamanha a saudade que sentia.

Encontrava-se de joelhos, perto do altar, com as palmas das mãos encostadas uma na outra e olhos fechados. Diante dela, uma estátua da divindade egípcia, com toda a sua magnificência. Realizava sua oração quando uma figura idêntica à estátua surgiu ao lado. Sua presença era forte, de modo que se tornava impossível ignorá-la. – Boa noite, mestre. – Terminou a oração e conduziu as palmas de suas mães até o encontro de sua cocha.

– Sua mãe ficaria feliz, – Havia frieza em sua voz dura. – por ter seguido os passos dela.

– Obrigada, senhor. – Uma lágrima escapou de seus olhos, que fitavam a estátua. Sabia que era um desaforo encarar um deus, desse modo, encarava apenas a sua imagem.

– Você teve uma boa criação, entende o mundo mais do que muitos, vê beleza e necessidade onde muitos só enxergam maldade. Mas você não, você sabe que o quão o caos é importante para se manter o equilíbrio, não sabe? – Sabia que a fala era verdadeira, entretanto não entendia como que as pessoas eram tão cegas a respeito daquele assunto.

– A desordem, é uma das leis que regem o universo, trata-se de termodinâmica básica, porém os mortais não a entendem por completo. – Realizou uma breve pausa. – Não pode haver equilíbrio sem ele. Para manter uma balança equilibrada, não podemos apagar um dos seus pesos. – Tudo em sua vida tendeu ao equilíbrio, incluindo o seu nascimento. Era neta dos deuses do Sol e do submundo, cresceu em um lar onde o caos era venerado, sendo ensinada sobre a beleza da vida tal como a da morte. – Eles não lhe entendem, tal como os humanos não entendem a bondade da morte.

Ergueu sua cabeça de modo que os olhos fitassem o teto, enquanto pensava nas suas últimas palavras. Quando era bem mais nova, sua mãe havia lhe presenteado com um livro que, desde aquele dia, havia se tornado o seu preferido, aquele que melhor ilustrava sua filosofia de vida, ele se chamava As intermitências da morte. Nesse livro, os ceifadores param de realizar o seu trabalho, mostrando o quão cruel é, na verdade, uma vida sem a morte.

– Muito bem. Acredito que não esteja ciente da situação. Enquanto criaturas têm sido libertadas do Tártaro, os acontecimentos aqui indicam que uma grande força está ameaçando tão intensamente a existência da vida humana quanto a libertação das bestas. A humanidade pode ser exterminada, dessa forma, nós deuses também corremos tal risco. – Ele fez uma pausa. O silêncio sufocante tomou conta de todo o templo. – Acontece que tenho suspeitas de que Sekhmet esteja novamente começando a despejar sua fúria sobre esse mundo, porém os outros não estão vendo os sinais. Rá parece não notar e, ao tentar alertá-lo, fui julgado.

– Quais são os indícios? E o que queres de mim, senhor? – Tentava parecer tranquila, mesmo diante daquelas palavras tão pesadas. Só a ideia de que Sekhmet pudesse estar voltando para realizar o trabalho que nunca teve chance de concluir, lhe causava um frio na espinha. Desde pequena ouvia as histórias sobre tal divindade e, com o tempo, passou a entender sua fúria, via até uma certa poesia na mesma, afinal a humanidade havia sim passado do limite, e merecia colher as consequências de suas ações.

– Os sinais apareceram isoladamente há alguns meses, que não vale entrar em detalhes. Só que houve um evento que foi abafado pelos líderes locais e ignorado pelos outros deuses. Ao sul daqui, existe um pequeno paraíso particular, no qual os homens mais poderosos do Egito frequentavam. – A conjugação do último verbo já indicava tudo, de modo que conseguia começar a entender o motivo de sua convocação. – Acontece que tenho motivos para acreditar no que lhe disse. – Ele ergueu-se e começou a caminhar rumo a saída. – Eu lhe chamei por um único motivo, preciso que investigue o local do último incidente. Preciso de provas de que Sekhmet está de volta.

– Sim senhor. – Levantou-se logo após sentir que o seu senhor não se encontrava mais presente.

------- ΔS -------

Algumas horas mais tarde.


O paraíso de que Seth havia comentado estava mais para um cenário de um filme da segunda guerra mundial. Os corpos daqueles que supunha serem os “homens mais poderosos dos Egítos” , encontravam-se estraçalhados. Era como se tivessem sido atacados, ao mesmo tempo, por uma leoa muito enraivecida e por intensas radiações solares. Ela sabia o que aquele cenário indicava. Conhecia a lenda de Sekhmet, aquela que refletia o aspecto destrutivo do Sol, a deusa com cabeça de leoa.

Estar ali lhe causava desconforto. A responsável por tal chacina havia traído o equilíbrio. Matou por matar, por puro prazer. Se um ceifador aparecesse ali, tal como ela não iria aprovar em nada tal atitude.

Sabendo da importância do que via, as imagens foram desenhadas com perfeição pela neta de Apolo em um caderno que sempre carregava consigo. Sabia que aquilo não era o suficiente para entregar ao seu senhor, e muito menos para convencer aos deuses, afinal não havia nada que garantisse que as ilustrações não haviam sido criadas por pura imaginação. Teria que continuar procurando por mais provas, por alguma que fosse incontestável.

Já era noite, e prestar atenção no que acontecia ao seu redor já não era tão fácil. O som do vento ecoava no deserto, de modo que sua audição ficasse prejudicada. Sabia do risco que corria por estar ali, tendo esse ponto em vista a semideusa utilizou as construções presentes no local, que permaneciam intactas, para se locomover. Aproveitando ainda o fato de adentrar nos prédios e casas, procurava por qualquer indício da divindade, porém se em algum momento algum rastro foi deixado além dos corpos, o mesmo já havia sido apagado. Porém algumas informações a semideusa obteve das vítimas: envolvimentos com corrupção, eram homens sem fé, que já não se importavam com terra que habitavam e nem mesmo com o caminho que a humanidade estava seguindo, ou seja, aos olhos de Sekhmet, eram merecedores de suas mortes.

Todas as vezes que se deparava com um cenário novo, abria seu caderno e o desenhava, queria registrar o máximo que conseguisse. Cerca de duas horas se passaram sem encontrar nada que lhe chamasse a atenção, todavia, logo iria ocorrer a reviravolta no roteiro. Encontrava-se no último andar de uma construção que mais parecia um castelo aproveitando do local para recuperar as energias, se alimentar e hidratar da devida forma. A cabeça encontrava-se apoiada na janela, enquanto o corpo descansava no parapeito. Observava a imensidão do céu noturno em pleno deserto, onde a luz crescia e as estrelas invadiam aquele reino por toda a sua extensão.

Quando a escuridão toma conta, qualquer sinal mesmo que insignificante de luz chama a atenção. E foi exatamente isso que aconteceu. Via o que parecia ser uma fogueira há pouco mais de cinquenta metros dali. Sem pensar duas vezes a mulher se retirou do palácio e caminhou na direção da luz, uma analogia um tanto que conveniente, pois de certa forma estava caminhando para um encontro que poderia resultar em sua morte.

Conforme se aproximava, os sinais de destruição começavam a aparecer e se intensificar, tal como rugidos passavam a ser ouvidos. Haviam leões naquela área. Aquilo era um bom e mau sinal ao mesmo tempo, tal qual a presença de Sekhmet.

Todos os seus movimentos eram minuciosamente calculados, evitando fazer qualquer barulho que pudesse chamar a atenção dos leões e do que mais estivesse por perto. Todavia, não foi o suficiente. Saindo de detrás de uma das casas, deparou-se com duas leoas, uma de costas e a outra de lado, rapidamente escondeu-se atrás de uma caçamba de lixo. “Droga!” E agora lá estava ela, cercada por dois membros de uma das espécies mais perigosas do reino animal.

Não sabia se as criaturas haviam lhe visto, a única certeza que tinha, era a de que estava perto, não só delas, mas também de quem quer que estivesse na fogueira, visto que sussurros começavam a ser ouvidos. Se continuasse ali, sem fazer nada, acabaria sendo demorava, isso estava muito claro para a jovem, dessa forma, tinha tomar alguma providência. Sua ação foi simples e imediata, em um primeiro movimento, levantou-se de detrás da caçamba e atirou duas flechas naquela que se encontrava mais perto, para que houvesse menor probabilidade de erro. A primeira acertou seu tronco e a segunda seu pescoço, de modo que a mesma urrasse de dor e caísse. Antes que pudesse ser vista pela segunda leoa, abaixou-se e, segurando uma pedra que havia encontrado no chão atirou-a na direção da janela da casa que estava posicionada na diagonal de onde ela se encontrava, aproveitando o tempo em que a segunda gastava preocupando-se com o ferimento da primeira.

O som causado pelo quebrar das janelas, chamou a atenção das leoas. “Ufa!” Porém ela tinha que conseguir sair dali o mais rápido possível e, obviamente, sem ser notada, o que era a parte mais difícil. Quando viu a fera se afastando na direção de onde o barulho vinha, novamente preparou o arco e, dessa vez, atirou um total de cinco flechas, onde a primeira atingiu a coxa esquerda, a segunda a parede da casa, errando e feio o alvo, e as três últimas acertaram próximo à primeira, de modo que o animal foi derrubado.

A arqueira avançou rapidamente, alcançando, enfim, o local de onde o fogo vinha. Haviam quatro imagens que se iluminavam perante à chama, duas eram de leoas exatamente iguais ás que havia atacado, a terceira e mais imponente, era a de uma mulher com cabeça de leoa. Aquela era Sekhmet, que se erguia e juntamente com seus animais, teve sua imagem desaparecendo, até não sobrar nada, apenas as suas últimas palavras.

– Há alguém aqui. Cuide disso.

------- ΔS -------

O fatídico momento da verdade



Naquele momento, Ania não conseguia acreditar no que via. A quarta sombra, o quarto integrante do que quer que fosse aquilo era Amonn, era seu pai.

Ela se encontrava escondida atrás de uma das casas. Lágrimas tomaram conta de seus olhos. Não conseguia crer que aquele homem, aquele que lhe criou e ensinou sobre o equilíbrio da vida, estava indo contra sua própria filosofia. Mais do que isso, estava indo contra Seth, traindo-o de forma cruel.

Antes que pudesse digerir tal informação, viu o homem se levantando e, imediatamente, deu um passo para trás. Porém ao assim fazer a semideusa acabou tropeçando no meio-fio e de seus lábios um breve, e quase silencioso, resmungo foi emitido sendo esse alto o suficiente para que o filho de Hades o percebesse. Aquele foi o erro fatal de Ania. Que não teve tempo para nem mesmo pensar. Quando percebeu, estava com os pés acima do chão e seu pai em pé, na sua frente, segurando-lhe pelo pescoço.

– Não deverias estar aqui, minha filha. Agora que viu demais, não poderei deixar-te ir. – A frieza misturada com bondade ecoava a cada palavra. – Mas não se preocupe. Logo todos nós seremos condenados ao reino de meu pai. Todos nós seremos livrados de toda essa dor que assombra o mundo. – Sua mão apertava o pescoço da semideusa, que começava a apresentar dificuldade em respirar.

Tentava se concentrar, porém era difícil quando sentia a vida esvaindo de seu corpo. Porém por fim conseguiu, sua atenção estava totalmente no membro que era apertado pelo pai, de modo que não demorou muito para que tal tornar-se intangível, conseguindo assim, se livrar de seu progenitor. – Você acha mesmo que com tudo isso, com essa destruição desejada, o equilíbrio ainda irá existir? – Tentava tocá-lo com a filosofia que ele mesmo lhe ensinara, porém sem muito êxito.

– Se ainda irá existir? – Fez uma breve pausa. – Ele nem mesmo existe agora. O que eu vou ajudar a fazer é restaurar o equilíbrio que a humanidade destruiu. – Estendeu a mão na direção da semideusa. – Junte-se a nós, minha filha, você também poderá fazer parte disso tudo. – À medida que suas palavras eram pronunciadas, sombra se solidificava e aprisionava-a no chão. Tentava se mover, porém era inútil, sabia que era. A força de seu pai era incontestável e agora teria que enfrenta-lo, mais do que isso, que derrota-lo, porém suas habilidades não chegavam aos pés das dele. Por isso, teria que utilizar de outros artifícios para vencê-lo.

Sabia que seu oponente se tratava de um homem de corpo forte, habilidoso, porém, em compensação, sua mente era fraca e, tendo isso em mente, sabia que por ali era a sua única chance. – Desculpe, meu pai, mas não posso acreditar no que diz. – Suas palavras eram ditas e com elas um brilho foi se formando entorno da semideusa. – Sim, o homem perdeu o seu rumo, porém encontrou um novo. Sim, a humanidade destruiu tudo o que lhes foi dado, mas a natureza retribuiu com enchentes, epidemias, aquecimento global, aumento dos níveis dos oceanos. – O brilho era intenso, o homem sentia como se estivesse olhando diretamente para o próprio Sol. Sendo obrigado a recuar, enquanto fechava os olhos e cobria-os com o braço esquerdo. De modo que as sombras que ele mantinha aprisionando sua filha haviam se dissipado, ele já não mais estava concentrado para mantê-las da mesma forma que antes. – O equilíbrio existe, só não é mais o mesmo da época dos faróis. Você me ensinou isso uma vez.

Aproveitando ainda o brilho solar, armou seu arco, apontando-o para o egípcio. O braço direito estava esticado, e os dedos indicador e médio puxavam a corta até o encontro da mesma com a lateral esquerda de seu nariz. Mirou e atirou, eram cinco flechas em sequência. Ele estava há menos de três metros de distância dela, afastando-se ainda mais, tentando fugir aquilo que lhe impedia de abrir os olhos sem que os mesmos ardessem. A curta distância somada ao fato de seu salvo não estava enxergando, foram fatores decisivos para que todas as flechas atiras tenham atingido o local exato que haviam sido endereçadas. Duas atingiram seu joelho direito, de modo que quando recebeu o golpe, o homem teve seu corpo inclinado para baixo, aquela perna ferina não poderia mais ser completamente esticada, não por um pequeno período de tempo, afinal, sabia que logo sararia, afinal era noite e a sombra e escuridão eram amigas dos descendentes de Hades. Uma terceira atingiu o pulso esquerdo, aquele que ajudava a cobrir seus olhos. As duas últimas atingiram os ombros.

Nenhum tiro foi mirado em locais letais, afinal a ideia de matar seu próprio pai ainda não havia sido digerida por ela, em vez disso, seus alvos foram pontos estratégicos que fossem dificultar e, consequentemente, retardar alguns movimentos, fossem de esquiva, fossem de ataque. Sabia que não teria muito tempo, ele estava retirando as flechas do corpo enquanto urrava de dor. Novamente aquela era uma oportunidade que não poderia ser desperdiçada.

Ania teve seu corpo sugado pelas sombras, o que pareceu uma boa ideia em um primeiro momento, porém logo se mostrou a pior coisa que poderia ter feito. Sua ideia era se transportar pelas sombras para alguns metros atrás de seu pai, de modo a conseguir atingi-lo nas costas e o ligamento posterior de cada um dos joelhos, de modo a impossibilitá-lo de se locomover, ao menos até que as sombras o curassem. Todavia, enquanto ela se materializava no local imaginado, suas pernas permaneceram enterradas, de modo que agora era ela quem não conseguiria mais se mover. “Droga, droga, droga!!!

Ania aparentava ter o mais completo controle, mesmo essa não sendo nem de longe a verdade por detrás daquela situação. – Você sabe que não poderá me manter aqui assim, não sabe, papai? – Havia uma mistura de frieza e sarcasmo em sua voz, enquanto erguia suas pernas novamente ao encontro da superfície, uma a uma, afinal, ficar intangível tinha lá as suas vantagens. Porém, antes que pudesse fazer qualquer coisa, sentiu um soco atingir sua barriga, era o homem mas, ao mesmo tempo, não era. Tratava-se apenas de um clone. A dor atingiu o corpo da semideusa, roubando-lhe o ar.

A imagem sumiu e agora o verdadeiro caminhava ao seu encontro. – É inútil lutar contra mim. Sou mais forte que você e tenho mais experiência que você. – Uma espada negra havia aparecido em sua mão. Ele a girava de forma magistral, como se realmente fosse uma extensão de seu braço.

Sabia o que precisava ser feito, porém não era tão simples. Concentrando-se nas sombras, tentou fazer com que as mesmas prendessem seu pai, imobilizando-o. Sabia que a ideia era tola e que jamais conseguiria segurar o homem por muito tempo, porém bastava que isso acontecesse por poucos segundos. Porém nem isso foi feito, quando elas começaram a ganhar forma e consistência, o filho de Hades com dois rápidos movimentos de mão fez com que elas se dissipassem, resultando em uma gargalhada por parte dele. Àquela altura, todos os ferimentos haviam se fechado, porém certos danos ainda permaneciam. Sua perna atingida, por exemplo, mancava.

O semideus avançou sobre a própria filha sem dó nem piedade, com a espada empunhada e disposta a matar. Ania, por sua vez, tentou se desviar girando o corpo e já pensando armar o arco para contra-atacar. Tudo indicava que havia dado certo, a lâmina não atingiu-a e o arco já estar pronto para disparar mais uma flecha quando sentiu suas costas sendo atingidas por uma lâmina gélida. Gritou de dor e, ao olhar para frente, viu que a imagem do homem sumia no vendo, aquele se tratava na verdade de mais um clone e o verdadeiro, agora sim o verdadeiro, encontrava-se atrás dela, com sua espada coberta pelo sangue da semideusa, que caíra de joelhos no chão após o ocorrido. – Eu lhe disse, querida. É inútil tentar me vencer. Morrerá se continuar tentando.

Antes que pudesse realizar o segundo movimento que já estava preparado, ele foi surpreendido por um enxame de abelhas, animal que por sinal era alérgico. Ela havia convocado tal praga, de modo que servisse como distração para seu oponente. Aproveitou o momento para usar as sombras a seu favor. Sabia que não era possível cicatrizar a ferida, porém só o fato de conseguir diminuir o sangramento já era algo a ser comemorado.

As ações que se seguiram ocorreram rapidamente, a semideusa aproveitou que estava de joelhos para girar o corpo já armando o arco, de modo que atirou três flechas em sequência. O homem que estava se preocupando em livrar-se das abelhas, que logo iriam desaparecer, encontrava-se de guarda baixa. Os tiros acertaram o tronco do homem, que curvou-se devido a penetração das pontas laminadas. Ania aproveitou o momento para por o plano, que havia planejado desde o início do confronto, em ação.

– You gotta be crazy, you gotta have a real need – Começou a cantar enquanto desaparecia novamente nas sombras. – You gotta sleep on your toes, and when you're on the street – A nota que produzia era estridente. Amonn levou as mãos aos ouvidos enquanto gritava para que ela parasse, enquanto inclinava a cabela para cima e para baixo, balançando-a de um lado para o outro. You gotta be able to pick out the easy meat with your eyes closed And then moving in silently, down wind and out of sight – Voltou a aparecer atrás do filho de Hades. Seu arco estava armado e, sem pensar duas vezes, atirou enquanto ainda cantava. A primeira flecha atingiu a parte trazeira do joelho direito, a segunda e terceira, bem no centro das costas, obrigando o homem a cair de joelhos devido a dor. – You gotta strike when the moment is right without thinking. – Mais dois tiros foram disparados, um na mão, que tentava pegar a espada que havia soltado no momento em que tivera suas costas penetradas pelas pontas das flechas. O segundo tiro atingiu bem na cabeça. Resultando no desabamento do corpo.

O corpo da semideusa caiu de joelhos no chão, com lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto apertava o arco responsável por tirar a vida de seu pai.

------- ΔS -------

Agora


O corpo do homem estava jogado na caçamba da caminhonete, coberto por um cobertor que encontrara em uma das casas. Ania dirigia como se nada tivesse acontecido. No bando do carona as duas armas se encontravam, seu arco e a espada de seu falecido pai.

Tal como na ida, a volta não demorou o templo não demorou mais do que quarenta e cinco minutos. Chegando no mesmo, carregou o corpo do homem até o pé do altar destinado ao deus Seth. E no momento em que o cadáver tocou o chão, a imagem da divindade apareceu atrás da semideusa.

– O senhor tinha razão. Sekhmet voltou e quer destruir a humanidade, da mesma forma que antes. – Retirou de seu bolso o caderno de desenhos, entregando-o ao deus. – Ilustrei tudo o que foi visto. Os corpos tiveram partes de seus corpos devorados ou estraçalhados pela deusa e suas leoas. – Respirou fundo antes de adentrar na pior das notícias.

– Muito bem, cumpriu sua missão. Porém não acho que um bloco de desenhos irá convencer a Rá e aos outros. Mas mesmo assim, é bom saber o que nos espera. – Já havia se virado para ir embora, quando novamente a voz de sua serva foi ouvida.

– Ela está recrutando semideuses, e provavelmente monstros também. Meu pai estava com ela. O pai que me ensinou os vossos ensinamentos. Ele se perdeu. – Uma outra pausa, enquanto segurava o choro. – Seu corpo está aqui. Acho que de fato morreu, porém os descendentes de Hades tem uma capacidade interessante, eles entram numa espécie de transe para evitar a morte. Pode tentar extrair alguma informação dele, basta que suas energias estejam recuperadas, ao menos um pouco. – Uma lágrima escorreu de seu olho direito.

– Matastes teu próprio pai em meu nome? Para cumprir minhas ordens? – Ela confirmou com a cabeça, emitindo fracamente um sim senhor com os lábios. – És tão nobre quanto sua mãe. Agradeço as informações. Irei leva-lo comigo. – Dirigiu-se ao altar, jogando o corpo do homem sobre seus ombros. – E antes que eu vá, deixo a ti um presente, como forma de agradecimento. Dei tal objeto a sua mãe quando ela se provou de valor, e agora faço o mesmo com a filha dela. – Em sua mão materializou-se uma flauta. Ele a deixou aos pés de sua própria estátua. – O instrumento irá lhe socorrer quando mais precisar.

Desapareceu.

Item desejado:
• Fajar Alnuwr [Uma flauta negra com notas musicais em dourado de tamanho pequeno, fácil de ser carregada.| Efeito I: Ao ser tocada, emite uma música que, aos seus ouvidos, lhe fortalece, recuperando 25% de seu HP, mas ao ser ouvido por quem estiver ao seu redor, o som parece tão caótico que causa danos auditivos, causando sangramento do ouvido e podendo levar a perda de equilíbrio.| Pode se transformar em uma espada comum feita do mesmo material.| Ferro Estígio | Sem espaço para Gemas| Beta| Status: 100% Sem danos | |Comum | Item Adquirido]

Obs: Podem escolher o quanto de MP será gasto para ativar o primeiro efeito.
Itensutilizados:
• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. | Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Poderes Utilizados:
Passivos de Apolo:
Nível 5
Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.
Dano: Nenhum
Nível 14
Nome do poder: Arqueiro III
Descrição: O semideus consegue fazer movimentos mais difíceis com a adaptação do arco, podendo manusear agora até três flechas por vez, sua pontaria também melhorou, e agora você está aprendendo a lidar com flechas encantadas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +45% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 20% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Nome do poder: Corpo Atlético II
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum
Nível 15
Nome do poder: Músico II
Descrição: Com esse poder o semideus será capaz de aprender a tocar qualquer instrumento, e usar a voz como uma aliada. Sua habilidade aumentou ainda mais, e seu chame como musico é quase perfeito, com isso, a potência de sua voz, e a habilidade com os instrumentos se aprimoraram, o que lhe torna ainda mais imbatível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: +15% de dano em poderes ativos que usem a voz, ou armamentos - instrumentos de encanto - manejados pelo semideus.
Nome do poder: Audição Aguçada I
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta, além de ouvir numa distância muito maior do que outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum
Passivos de Hades:
Nível 1
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum
Nível 3
Nome do poder: Cura Sombria I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão ao serem atingidos por sombras podem recuperar parte de sua energia instantemente. As sombras sempre foram aliadas das proles do deus da morte, e agora também servem como forma de regeneração. Nesse nível, apenas pequenas feridas se fecham – como cortes supérfluos – e parte da energia é restaurada. (Só poder ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum
Nível 15
Nome do poder: Visão especial
Descrição: O filho do Deus do submundo consegue enxergar facilmente mesmo através de grandes quantidades de poeira e/ou poluição. Assim como possui facilidade em ver no escuro.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Ativos de Apolo:
Nível 4
Nome do poder: Brilho Solar
Descrição: O filho de Apolo/Febo será capaz de criar um brilho, capaz de prejudicar a visão do oponente – não a ponto de deixa-lo cego, mas com os olhos ardendo, o que os impede de ver por um tempo – por uma rodada inteira, lhe dando chance de atacar, ou se defender. Seu uso é limitado a uma vez por missão, evento ou luta.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: - 5 HP
Nível 11
Nome do poder: Desafinado
Descrição: Ao desafinar tanto no canto quanto ao usar um instrumento, o semideus filho de Apolo/Febo poderá produzir uma nota estridente que irá machucar a audição de quem escutar.
Gasto de Mp: 30MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de atordoamento, provoca dor de cabeça, +30% de provocar desequilíbrio.
Dano: 30
Extra: Usado apenas duas vezes por evento.
Nível 13
Nome do poder: Praga I
Descrição: Você pode criar uma praga para seu inimigo, fazendo um enxame em cima dele (apenas com animais pequenos: aranha, formiga, gafanhoto, abelhas... nada de Elefantes e coisa do tipo).
Gasto de Mp: 35 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 de HP
Extra: A praga só fica 1 turno em campo
Ativos de Hades:
Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.
Nível 13
Nome do poder: Umbracinese II
Descrição: Nesse nível o filho de Hades/Plutão é capaz de manipular as sombras melhor, já consegue prender humanos e monstros por uma rodada inteira, o impedindo de se mover, as sombras se usadas de maneira correta podem prender braços e pernas de seu oponente. Poderes de Luz podem anular a habilidade, ou enfraquece-la.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Prende o inimigo por apenas um turno, sendo que a noite a habilidade se torna mais forte, e de dia é enfraquecida.
Dano: 10 HP
Extra: Nenhum
Nível 15
Nome do poder: Intangibilidade II
Descrição: Agora a intangibilidade está mais forte e você consegue deixar intangível dois membros. Ex: Perna direita, e perna esquerda, ou braço direito e braço esquerdo, peito e cabeça, mas apenas dois membros por vez.
Gasto de Mp: 25 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Ania Fahim Saad
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Mensagem por Macária em Sex Nov 01, 2019 8:18 pm

Ania


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 49%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 29%

RECOMPENSAS: 4.750 XP e 3.800 dracmas, 10 ossos

Comentários:
Ania, você não escreve mal. Mas notei várias palavras que pareciam fora de contexto porque realmente estavam, como quando você coloca "demorava" ao invés de "devorada". Encontrei vários errinhos do tipo. Tirei 1% das outras porcentagens pois achei incompatível a descrição da personagem lançando cinco flechas de uma vez, dentre outras habilidades que ela demonstra com o arco, para o seu nível de perícia.

O item foi modificado para o seguinte: • Fajar Alnuwr [Uma flauta negra com notas musicais em dourado de tamanho pequeno, sendo fácil de ser carregada. | Efeito 1: Ao ser tocada, emite uma música que ao ser ouvida pela portadora recupera 15% de seu HP total uma vez por missão/evento/mvp/pvp etc.; porém ao ser ouvido por quem estiver ao seu redor, em um raio de 3 metros, o som vai soar caótico ao ponto de causar danos auditivos temporários, causando um incômodo. Caso o indivíduo esteja realmente muito próximo ao instrumento poderá perder o equilíbrio. | Efeito2: Pode se transformar em uma espada comum feita do mesmo material, a espada não poderá ativa o efeito da flauta. | Ferro Estígio | Sem espaço para Gemas | Beta. | Status: 100% Sem danos. | Mágico. | Evento de Halloween 2019]




this a good death
money and diamonds can't save your soul

Macária
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Deuses Menores
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Localização : Em qualquer lugar

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Imbalance - Sekhmet's Awakening Empty Re: Imbalance - Sekhmet's Awakening

Mensagem por Ania Fahim Saad em Qui Nov 14, 2019 10:38 pm


الصحوة
.
Às vezes a fé nos falha, ficamos perdidos, sem rumo... como se o chão desaparecesse sob os nossos pés, e o corpo despencasse em uma queda livre infinita. Às vezes simplesmente deixamos de ver sentido até mesmo naquilo em que mais acreditamos. Era exatamente assim que ela se sentia, tomada por um vazio que punha em xeque toda a sua filosofia e existência.

Seu pai estava morto, e era a sua alma que se encontrava manchada pelo sangue dele.

Desde o fatídico dia alguma coisa havia mudado dentro de si. O fato de ter matado seu próprio progenitor, a sangue frio, em nome de um deus, mesmo esse sendo o seu senhor, havia mexido com a semideusa mais do que ela admitia.

E agora cá estava ela, novamente a serviço de um deus que muito provavelmente a apenas usava como ferramenta para que suas vontades fossem cumpridas. O motivo era outro, ou ao menos acreditava que sim.

1° Ato
Os preparativos


Lágrimas corriam como se pertencessem a um rio que desagua no mar. Em suas mão, uma flauta, que era levada aos lábios e tocada com doçura e dor. A melodia delatava a música que era tocada, Hey You da banda Pink Floyd. Aquela havia sido a primeira música que se recorda de ouvir. A voz angelical de sua mãe ecoava em sua mente toda vez que ouvia cada nota de tal canção, e naquela circunstância não fora diferente.

Seu pai estava morto, tal como sua mãe. Essa era a verdade que não queria aceitar, pois ao assim fazer, teria que assumir a culpa, carregar o fardo de seu ato.

Ao fim do último acorde, depositando seu olhar vazio sobre a superfície metálica da flauta, sentiu a raiva invadir cada átomo de seu corpo. Aquele objeto era uma lembrança não só de sua mãe, não só de sua devoção ao deus Seth, mais sim principalmente de seu crime, daquele assassinato que havia manchado suas mãos para toda a eternidade. De maneira explosiva, atirou-o contra a parede do quarto e, no momento em que o mesmo caiu no chão, levou suas mãos ao encontro dos olhos vermelhos e úmidos.

– Não se deve agredir um instrumento, pois ao assim fazer, fere a sua melodia. – A voz era sublime, divina. As palavras mais simples ecoavam da forma como se deveria ecoar a mais bela poesia. Ao se virar, deparou-se com um homem cuja beleza era tão estonteante quando a voz. As palavras sumiram da boca da semideusa, cujas falhas tentativas de produzir qualquer som deram lugar a aceitação, de modo que apenas continuou a ouvir a fala tão lírica da figura misteriosa. – E acredite, não queres tocar uma flauta machucada, ela irá seguir contra você, e acredite, é bastante desagradável aos ouvidos quando isso acontece.

O instrumento voltou a se encontrar segurado pelas mãos da semideusa, como em um truque de mágica. Ania demorou para entender, porém enquanto acariciava a superfície metálica do objeto – como em um pedido de desculpas –, a imagem do homem se tornou mais clara; aquele era Apolo, ou uma de suas versões. Porém, o que ele estaria fazendo nos aposentos de sua neta?

As lágrimas já haviam secado, porém os olhos ainda se encontravam inchados e avermelhados. – Senhor, o que fazes aqui? A que devo tal visita? – As palavras saíram trêmulas e fracas, típicas de uma pessoa que havia acabado de chorar, como era o caso.

Ela não o encarava nos olhos, tal como não o fazia com Seth, se tratava de uma questão de respeito, ou ao menos assim lhe foi ensinado. – Eu reconheço essa flauta. Sua mãe era uma mulher diferente, bastante sábia... e você também deve ser, se não ele não a teria dado a você. – Seus olhos apontavam para o objeto feito de ferro estígio. – Senti a morte dela. Eu sei que todos acham que nós não ligamos para nossos filhos e coisas do gênero. Em geral é verdade, mas como disse antes, ela era diferente. Ela era especial.

Ouvir tais palavras despertava sentimentos que se encontravam adormecidos. As lembranças de sua mãe fizeram seu coração se contrair. Não havia mais lágrimas suficientes para chorar, porém a sensação que sentia era a de que elas poderiam voltar a escorrer a qualquer momento.

– Pois bem, venho aqui lhe pedir ajuda, da mesma forma que fiz com sua mãe. – O tom sereno que antes perdurava, fora substituído por seriedade e preocupação. – Nas últimas semanas diversos fenômenos estão acontecendo por todo o globo. Alguns chamam mais a atenção do que outros. E é por isso que estou aqui. – Caminhou em direção à janela, olhando para o deserto. – Alertei aos outros, porém todos estão preocupados demais com o último acontecimento em Indianópolis. Porém eu sei que há algo aqui. – Seus olhos fitavam a semideusa, que ainda não entendia o que era tudo aquilo. – Há uma cidade à leste daqui, Zagazig. Nos últimos três dias a população foi devastada. Não consegui informações suficientes para saber a verdadeira causa. Por isso vim até aqui, para lhe pedir que vá até lá. As pessoas estão doentes, precisam de ajuda e eu preciso descobrir o que é está causando isso.

As palavras do deus lhe deixaram atordoada. Da última vez que havia atendido a um pedido divino, fora obrigada a cometer o maior de todos os pecados. Não gostava da ideia de novamente servir a uma divindade. – Com todo o respeito, não acho que eu seja a melhor pessoa para cuidar disso nesse momento. – Antes que pudesse terminar de se virar, para poder se retirar do aposento, sentiu o toque dos dedos indicador e médio do homem em sua testa e, naquele momento, desejou nunca ter dito aquelas palavras.

Ela não estava mais no quarto da hospedaria. À sua frente, centenas de corpos estavam sendo jogados em uma fornalha. Todos com feridas na pele, membros pareciam sofrer com necrose. Homens e mulheres correndo, gritos de dor eram ouvidos. O caos havia tomado conta daquele lugar, não o caos de Seth, mais sim um maior, um cruel em outra magnitude, que passava bem longe do equilíbrio.

– PARA! PARA!!! – Seus olhos se fecharam, as mãos cobriam os orbes enquanto a cabeça balançava negativamente de um lado para o outro. Não queria continuar vendo aquilo, toda aquela dor.

– Eles precisam de ajuda. Se não acharmos a fonte, jamais poderemos conter sua contaminação. – Seus dedos se afastaram da testa da semideusa. Novamente se encontravam no quarto, tanto os corpos quanto as mentes. – Você se preocupa com essas pessoas, com esse país. Por isso escolhi você. Não os deixe perecer dessa forma. – Havia dor em seus olhos. A imagem do homem tornou-se nebulosa até desaparecer por completo, sem nem ao menos esperar uma resposta. Era como se ele soubesse, com toda a certeza do mundo, que ela iria ceder. Que mesmo odiando a ideia de obedecer às ordens de qualquer divindade naquele momento, faria o que lhe foi dito, afinal, ele tinha razão, ela se importava com aquelas pessoas. Talvez aquela fosse a única certeza que tivesse com relação a todas as coisas, a de que não poderia deixar a morte devastar tal cidade daquele jeito.

Da mesma forma que sentia a necessidade de socorrer aquele povo, também ansiava por ajuda, porém uma ajuda que só poderia vir de si, precisava se encontrar. Sabia que agir a serviços de alguém não era a melhor forma para fazer isso, porém acreditava que uma jornada de cura poderia ser o necessário para se reconectar consigo mesmo, com sua fé e filosofia.

2° Ato
Uma visita ao caos e à dor


O cenário à sua frente não era em nada parecido com a visão que Apolo havia lhe mostrado. A cidade parecia perfeita, tirando um pequeno detalhe, o de que estava aparentemente deserta. Carros estavam ocupando os acostamentos e as pistas, as casas e prédios pareciam bem cuidados, porém vazios, as lojas de portas fechadas e nenhum sinal de vida pelas ruas. Sabia que a situação era séria, porém não conseguiu segurar uma leve e sutil risada. Aquela cena lhe fazia lembrar do filme Eu sou a lenda, de modo que começou a pensar de onde sairiam os zumbis, e não conseguiu se conter, o riso escapou por entre seus lábios. Porém logo o mesmo se desfez, e o peso caiu sobre seus ombros. Lembrou-se novamente de seu pai, aquele era um de seus filmes preferidos e fora ele que lhe apresentara a tal obra.

Soltou um longo suspiro enquanto levava a mão ao encontro do rosto, subindo-a até seus dedos envolverem os fios de cabelo, jogando-os para trás. “Foco Ania, foco. O silêncio da cidade era cortado unicamente pelo forte som do vento. Nada de gritos, nada de dor. Aquela estava parecendo ser só mais um local abandonado, porém ela sabia a verdade, Zagazig era uma cidade movimentada, cheia de vida e que foi ataca por algo que lhe roubou a vida.

Tirando a ausência de movimento, não havia nada de estranho ali. E isso era o que mais intrigava a semideusa. Seu arco estava sendo segurado pela mão direita, enquanto os dedos da esquerda tocavam sua corda. Estava preparada para o caso de alguma surpresa desagradável, como um zumbi, aparecesse.

– O que foi que aconteceu aqui? – Caminhava em direção às lojas, levando o rosto ao encontro das vitrines empoeiradas. Era como se todas as pessoas simplesmente tivessem ido embora. Porém a visão que seu avô havia lhe mostrado fora clara, aquela cidade estava banhada pela morte.

Lojas, edifícios, carros... todos abandonados. Enquanto tentava de forma frustrante forçar a entrada em um dos prédios, a fim de conseguir uma vista mais ampla da cidade, ouviu algo. O som era familiar, como se alguém tivesse esbarrado em alguma superfície metálica e, logo em seguida, o alarme de um dos carros começou a apitar. Virou-se armando o arco, levantando-o até seu centro atingir a altura de seu nariz. Os dedos médio e indicador esticavam o fio, de modo que surgisse uma flecha pronta para ser atirada.

Seus olhos percorreram o arredor. O som e as luzes do carro vinham do oeste, porém não havia nenhum sinal de vida. – Quem está aí? – Sua voz estava firme, sem qualquer sinal de medo ou preocupação, mesmo esse não sendo o seu real estado de espírito. – Eu sei que tem alguém aí, então apareça. – Avistou o que parecia ser uma figura humanoide miúda correndo detrás um dos carros para outro. Parecia inofensivo e assustado. Ania abaixou o arco. – Eu vim ajudar. Soube que as pessoas estão doentes aqui. Sou médica, posso ajudar. – Mentia plenamente, afinal ela queria sim ajudar e, para isso precisava entender o que havia realmente acontecido, e o que ainda ocorria, naquela cidade.

Detrás do veículo, a figura se ergueu. Quando finalmente a claridade atingiu seu rosto, revelando que se tratava de um senhor, a semideusa soltou um leve suspiro de alívio. – Se eres mesmo médica, por que tá com essa espingarda? – Ele estava intrigado, as rugas em sua testa se tornaram mais acentuadas com o curvar das sobrancelhas. – Aqui não tem nada para se roubar não, garota. – Ele se virou e começou a caminhar na direção oposta à que ela se encontrava.

“Espingarda?” Olhou para o arco em suas mãos, sem entender as palavras do senhor, ao menos não em um primeiro momento. “Ah, claro, a névoa. Ela abaixou ainda mais a arma em suas mãos e começou a caminhar na direção do homem, enquanto dava um desculpa esfarrapada. – Eu pratico caça esportiva. Mas me mand... – Antes que pudesse terminar sua frase, percebeu que o homem encontrava-se ferido. Ele mancava e sua perna estava coberta por sangue. – O senhor se feriu. Eu posso lhe ajudar.

Nesse momento, sua visão se deparou com uma imagem que preferia que fosse uma mera miragem. Uma leoa saltara sobre o homem, com as garras e dentes preparados para captura-lo. Porém, a semideusa foi mais rápida. No momento em que viu o animal saltando, ergueu seu arco e disparou uma flecha bem entre os olhos, todavia, sua mira não estava lá essas coisas, de modo que o local atingido foi abaixo do pescoço. – Por favor, senhor, venha. Não é seguro aqui. – Ele olhava para trás, vendo o animal caído, e depois para a menina que tinha a mão estendida em sua direção. Ele seguiu a garota, mesmo sem saber quem a mesma era, afinal, isso era melhor do que ficar e virar comida de leoa.

O animal havia se sobrevivo, encontrava-se, com a flecha preza em seu corpo e o sangue escorrendo pela pelugem. De tempos em tempos a semideusa lançava um olhar para trás e, ao perceber que a fera havia se erguido, voltou a atirar, todavia, realizar disparos enquanto corria não havia sido uma boa ideia, todos os tiros realizados erraram o alvo. – Droga! – Aquela não era uma boa hora para honestidade. Com o arco quebrou o vidro do lado do motorista de um dos carros e abriu a porta pelo lado de dentro. Por conta da adrenalina da situação, os devidos cuidados não foram tomados e a semideusa acabou por cortar o seu antebraço. Pediu para que o homem entrasse primeiro no automóvel e logo em seguida foi a sua vez. Antes de fechar a porta, realizou um novo disparo na direção do animal, dessa vez acertando sua orelha, de modo que a dor retardasse brevemente seus movimentos.

Abaixou e rapidamente de modo a desencapar os fios e fazer uma ligação direta, conectando-os. – Quem é você? – O carro disparava em alta velocidade. Ania se certificava, olhando pelo retrovisor, de que a leoa não estava lhes seguindo.

– Eu já disse, sou médica e vim ajudar. Porém para isso preciso entender o que aconteceu aqui. – Ela dirigia como se estivesse em um filme dos Velozes e Furiosos. – Há algum lugar seguro, algum lugar para onde podemos ir? – Lançou-lhe um olhar firme.

– Os outros estão no hospital. Se é mesmo o que diz ser, poderá nos ajudar, não é? – Um tom de esperança tomou conta da voz do homem, que via nela uma luz para toda aquela escuridão dos últimos dias. – As pessoas adoeceram do nada nessa cidade. Seus corpos foram cremados, mas a praga continua se espalhando. É como se alguém tivesse jogado uma maldição sobre nós. – Ele levava as mãos ao encontro do rosto, chorava como se fosse um garotinho, uma criança que havia se perdido da mãe no mercado. – Não sobraram muitos de nós. Ao menos não nessa parte da cidade. Por favor, nos ajude.

Ania tentava acalmar o homem, sem muito sucesso, enquanto ele a guiava até o tal hospital onde os demais sobreviventes do que quer que tivesse atingido aquela cidade se encontravam.

Alguns longos minutos se passaram até que ela, enfim, estacionasse o carro. – Por favor, deixe-me ver sua perna. – Ainda não haviam chegado ao destino, porém ela estava preocupada com o ferimento da perna do idoso. Tirou de sua mochila um rolo de algodão, soro fisiológico, água oxigenada, gaze e esparadrapo. Antes de usar suas habilidades divinas, achou mais seguro limpar o local machucado.

Lavou a perna do homem com o soro, tirando o sangue ressecado e coagulado, tal como poeira e areia com a ajuda do algodão. Mesmo com seu toque delicado, o sujeito reclamava de dor. – Isso vai doer um pouco, porém é necessário. – Disse enquanto derramava um pouco de água oxigenada sobre a ferida, tal ato foi seguido de um grito horrendo de dor e de um mar de pus. Pedia desculpa enquanto voltava a limpar o local com um nome pedaço de algodão. Por fim, colocou a gaze sobre o local e a prendeu com algumas tiras de esparadrapo. Enquanto fazia isso, concentrava-se de modo que sentisse a energia se desvinculando de seu corpo e uma aura laranja saísse de suas mãos e envolvessem o paciente. Não tardou para ele parar de gritar, sua dor havia diminuído e a cicatrização se acelerava.

– Obrigado, doutora. – Ele parecia cansado, sua cabeça tombou para trás, de modo que caiu em um leve sono. Ania voltou a ligar o carro, usava o GPS para chegar ao seu destino, visto que o guia havia adormecido. O hospital era perto, de modo que não levou mais do que quinze minutos para estacionar diante de sua entrada.

Diferente dos outros edifícios, naquele as luzes estavam acessas. – Senhor, acorde. Chegamos. – Ela o tocava de forma gentil, sacudindo delicadamente seu corpo, até enfim despertá-lo. O homem, saiu do carro e, ao dar seus primeiros passos, a melhora já era visível, ele não mais mancava. Mesmo assim, Ania preferiu andar ao seu lado, para o caso de a perna lhe falhar.

A imagem que viu ao adentrar no hospital lhe causou um aperto no peito. Diferente da perna do senhor, que parecia apenas estar com uma ferida comum, as pessoas que se encontravam naquele local estavam com membros negros, feridas abertas de tal forma que os ossos e carnes eram visíveis. O ambiente ecoava gritos agonizantes, porém não por parte dos vivos, pois os únicos que ainda se encontravam naquele plano eram ela e o velho. As vozes que ouvia, aquelas que lhe gelavam a alma e faziam lágrimas escorrerem de seus olhos, eram as pertencentes aos mortos.

Era tarde demais para eles. Ela não chegara a tempo. Seu corpo caiu de joelhos, enquanto via os corpos destruídos. O senhor chorava e gritava, porém era como se a semideusa nem o ouvisse. Em sua cabeça todas as vozes daquelas almas, toda a dor que passavam fazia com que ela desejasse não ouvir. Seus mãos foram levadas aos encontro das orelhas, pressionando-as enquanto o corpo se curvava para frente e um grito agudo era exposto.

Não, ela não conhecia aquelas pessoas, porém aquele era o seu povo, sentia a morte de tais pessoas como se fossem partes de sua família.

Ao erguer novamente os olhos, sentiu como se estivesse em uma enfermaria improvisada no meio de uma guerra, um local para onde as pessoas iam para morrer, visto que não havia chances de salvação com tais ferimentos. Novamente os questionamentos voltaram a lhe indagar. Cada vez mais sentia raiva dos deuses, por permitirem tamanha crueldade, por não intervirem nas ações dos homens. Da mesma forma que aumentava seu ódio pelos humanos, que matam a si e a todos, que destroem o planeta que habitam, por luxuria.

Levantou-se após alguns momentos próxima ao chão, seguindo em direção aos corpos. Precisava saber o que havia acontecido com eles, e suas almas estavam perdidas demais para lhe fornecerem quaisquer informações úteis. Um corpo, mesmo sem vida, ainda é capaz de contar uma história, e era em busca dessa história que a semideusa se encontrava.

Os cadáveres apresentavam sinais comuns, como a podridão de membros interiores, a presença de marcas na pele que pareciam tatuagens de raízes de árvores negras, porém em alto relevo e queimaduras, sempre no mesmo lugar e mesmo formato: os lábios de alguém. Aquilo tudo estava estranho demais. As informações não pareciam se conectar, ao menos não até aquele momento.

Os olhos dos mortos pareciam aterrorizados, como se a última coisa que tivessem visto fora o próprio inferno. Também pudera, com as feridas presentes em seus corpos, que tornaram até mesmo ossos expostos e a carne podre, certamente aquilo era pior que o mundo dos mortos para diversas pessoas. O que antes não parecia incomodar, agora lhe estava embrulhando o estômago. O cheiro dos corpos em decomposição, de suas feridas podres e, em alguns casos, com ovos de moscas, lhe deixava tonta. Todavia, não poderia se render a tal frescura, vomitar naquela situação, além de não ajudar em nada, iria piorar o odor que já era pútrido.

– Senhor? – Dirigiu-lhe um olhar mergulhado em sofrimento. – Irei procurar os prontuários, tentar achar a origem disso. Mantenha-se distante deles enquanto isso. – Ele ainda se encontrava desnorteado, sentado rente a porta, não acreditando que estava vendo.

Atrás do balcão da recepção, começou uma árdua busca pelas papeladas dos pacientes que haviam dado entrada no hospital nos últimos quinze dias. Tanto Apolo quanto aquele homem haviam dado a entender que toda aquele caos havia sido gerado nos últimos dias, porém era humanamente impossível, não conseguia acreditar em tal história.

A papelada estava organizada por data e horário, com todas as informações sobre os pacientes, desde o horário de sua chegada, os sintomas até os diagnósticos de acordo com o médico. A cada ficha que lia, mais assustada a jovem ficava. Conforme os dias em estava analisando se passavam, mais indícios de que o deus havia falado era real. Até quatro dias antes, não havia qualquer paciente com um sintoma fora do normal, muito pelo contrários, os atendimentos em sua maioria estavam relacionados com ossos quebrados ou acidentes caseiros e de trabalho.

Após terminar as leituras tanto dos registros quanto dos obituários, foi obrigada a admitir que todo aquele caos havia, de fato, começado naqueles últimos dias. Era, como o senhor mesmo havia dito, se uma praga tivesse sido jogada sobre aquelas terras, sobre tais pessoas. Como se um vírus mortal elaborado em laboratório estivesse sido solto, como em um desses filmes que abordam o apocalipse.

– Mas o que é tudo isso? – Sua mente começava a juntas as três informações que, separadamente deixara passar, porém que se encaixavam perfeitamente. A leoa em pleno Egito foi a primeira delas, depois a presença de queimaduras em todas as vítimas e, por último, aquela praga. Tudo começava a fazer sentido. Todos os sinais apontavam...

– Doutora... – A voz era frágil, como que um sussurro. – Doutora, acho que preciso de... – Começou a tossir, como se não conseguisse parar, e junto ao ar, sangue também se desprendia de seus pulmões.

Antes que ela pudesse erguer os olhos e lhe responder, ouviu o som do corpo do homem caindo ao encontro do chão. Um barulho mais alto do que a fala do próprio. – Senhor? – Ao ver a cena, foi atingida por um estado de choque. Demorou cerca de dez segundos para conseguir digerir o que via e, só então, agir. Tal como os demais, ele tinha seu corpo tomado por aquelas marcas que pareciam raízes negras de árvores, que se alastravam. Seus músculos se contraiam e retorciam. O grito de dor não podia ser ouvido, pois era como se não tivesse mais voz, porém estava claro em sua feição.

Correu na direção do idoso, que já pouco parecia conseguir respirar. Debruçando-se sobre o corpo, ergueu a cabeça do paciente, pondo-a sobre suas próprias pernas. Nesse momento, a mão esquerda do homem agarrou a gola da camisa da semideusa, era como ele quisesse lhe contar algo, porém não conseguia. – Fique calmo, senhor. Vai ficar tudo bem. – Porém já era tarde, antes que suas mãos conseguissem transferir a energia para o homem, a morte já havia lhe roubado dos braços de Ania.

O corpo caiu no chão, novamente. Ela não sabia o que fazer. Era como se sempre fosse tarde, nunca dava tempo. – AAAHHH!!! – O grito de fúria ecoava por todo o ambiente. – POR QUÊ? POR QUE ME MANDASTES AQUI SE NÃO POSSO SALVÁ-LOS? – Seus olhos se dirigiam ao céu, enquanto as palavras se destinavam a um único destinatário: Apolo.

3° Ato
Um novo olhar


– Porque ele não se importa. – Os dedos envolveram a lateral esquerda do rosto da semideusa. – Nenhum deles se importa. – Seus olhos pareciam hipnotiza-la. – Mas você já sabe disso, não é mesmo? – Moveu uma mecha do cabelo da semideusa para trás da orelha. – Eles não ligam para vocês, mortais.

Sekhmet se encontrava ali, diante de seus olhos, tocando sua pele. “Não é verdade.” Lágrimas escorriam pelo seu rosto. As palavras não conseguiam deixar o conforto de sua mente. A semideusa encontrava-se paralisada mediante a presença da deusa. “É você, você quem não se importa. Você que causou tudo isso, não ele... não dessa vez.”

– Eu sei o que deve estar pensando. Que eu sou o grande monstro da história, aquele que é sempre visto como a personificação do mal, não é mesmo? – Sua pata esquerda foi levada ao encontro de seu colo, enquanto reviva os olhos de maneira dramática. – Pensei que como uma serva de Seth, conseguirias enxergar a verdade, porém pelo visto estive enganada todo esse tempo. – Suas palavras eram pronunciadas como se tudo fosse uma encenação, lembrava a forma como o personagem Scar falava no desenho Rei Leão.

Ao ouvir tais dizeres, ao ouvir o termo serva, Ania sentiu a raiva tomar conta de seu espírito, não pela criatura, não, mais sim por si mesma. Por aceitar o papel de serviçal de uma entidade que via os humanos como personagens de um jogo, de uma peça de teatro que serviam unicamente para sua diversão e prazer. Aquele termo atingiu diretamente a ferida recém aberta.

– Eu não sirvo à Seth. Não sirvo a nenhum deles, não mais. – As palavras saíram mortas. Sua voz não tinha força, da mesma forma como seus olhos pareciam perder a vida, enquanto se dirigiam para o chão. Aquela era uma cena um tanto que patética, era como se ela tivesse desistido de tudo aquilo que acreditava. Tentava se apegar a ideia de ajudar aquela cidade, aquele povo, porém todos haviam morrido e ela conseguira fazer para impedir tal acontecimento. Sentia como se tivesse sido abandonada por todos, como se o sentido tivesse se esvaído de sua vida. – Mas, independentemente disso, eu jamais entenderia suas ações. Geras o caos por gerar, sem propósito. Queres pôr fim a um equilíbrio perfeito.

A leoa riu, como se tivesse acabado de ouvir uma piada tosca. – Não poderias estar mais equivocada, criança. Não há equilíbrio nesse mundo há séculos, e tudo por conta de vocês, por conta dos homens. Eu quero apenas reestabelecer o verdadeiro equilíbrio, o único que de fato já existiu.

As imagens que se formavam diante de seus olhos não vinham da realidade, era fruto do Sekhmet lhe mostrava. Cenas que revelavam o pior do ser humano eram passadas como em um filme documentário.

Milhares de guerras que atravessavam toda a história da humanidade da forma como a conhecemos hoje. Homens tirando a vida de homens, banhando de sangue o solo sagrado que habitavam, sacrificando animais, crianças e mulheres para conseguir um pedaço de terra e um punhado de pessoas para servirem de escravos. Via a alegria e prazer nos olhos daqueles que torturavam e o diminuíam outro como se fosse superior a ele, enquanto seus atos provavam justamente o inverso.

Homens violentavam mulheres e crianças para satisfazer seus próprios desejos, exploraram recursos a custo de povos inteiros, destruíram civilizações riquíssimas unicamente por achar que poderiam, por se acharem melhores. Pessoas morando na rua, sendo tratadas como lixo, passando fome e frio, morrendo pela miséria causada pela ambição do mundo. Criação de armas, destruição em massa, incentivo de conflitos para conseguir barris de petróleo, mesmo que para isso o preço a ser pago seja a vida de inocentes, pessoas que nasceram em zonas destinadas à morte.

Pessoas profanando templos, usando o nome de deuses para justificar seus atos mais hostis, para o enriquecimento a custas da fé alheia. Mares sendo tomados por lixo, florestas em chamas, posta abaixo... O mundo entrando em colapso. Geleiras derretendo, secas cada vez mais duradoura.

Por mais que não quisesse acreditar em todas aquelas cenas, não podia negar suas veridicidades. Lágrimas escorriam de seus olhos, como se fossem parte de uma chuva de verão. A cada imagem, sua fé na humanidade diminuía de forma exponencial. “Por quê? Por quê? A dor que aquilo lhe trazia era inexplicável, imensurável. Era como se seu interior estivesse em chamas, entrado em combustão, e que logo todo o corpo seria tomado pelo fogo.

– Por favor, pare – Sua voz ecoava quase que como um sussurro. – Já basta. - Seus olhos fitaram o chão, vazios, como se a vida tivesse esvaio.

– Agora você me entende, criança? O homem é o causador de todo o desequilíbrio. – A pata da deusa deslizou pela face da semideusa, até se distanciar de tal. – Ele traz a dor, miséria, guerra e destruição consigo. Tudo o que eu quero é purificar esse mundo, retomar o equilíbrio original.

Dessa vez, a imagem que invadia a mente da semideusa não era como a anterior, muito pelo contrário. Mostrava o mundo antes da aparição do ser humano. O verde e azul dominavam quase que completamente o globo. Os animais e a vegetação mantinham um ecossistema perfeito. Não havia falta de alimento e nem de qualquer outro recurso. As mortes eram suficientes para manter um controle populacional natural, os animais caçavam para comer, alguns morriam por ferimentos de combate, outros por velhice e alguns eram abandonados, devido a alguma imperfeição. Tratava do ciclo natural das coisas, aquele presente desde antes da chegada do homem.

– Os outros não fazem nada. Acham graça disso tudo, cômico ver homens lutando em seus nomes. Não ligam sequer para seus filhos. Para eles, vocês não são mais do que bonecos em uma peça infantil. – A forma como suas palavras eram ditas hipnotizavam a semideusa, que cada vez mais encontrava-se perdida, sem saber em quem e no que acreditar, onde depositar sua fé.

Se fosse em qualquer outra circunstância, Ania não teria apenas aceitado calada os argumentos da deusa, porém da forma como sua mente se encontrava, não tinha forças e nem mesmo meios de discutir, afinal, ela própria havia perdido parte da fé na humanidade, tal como nas divindades a quem estava ligada.

– Teu pai enxergou a verdade, e você também irá enxergar. – A deusa havia começado a desaparecer. – E quando esse momento chegar, saberá onde me encontrar.

A figura da leoa já não mais se encontrava no recinto. A neta de Hades encontrava-se diante dos mortos, apenas. – E como que isso é diferente de todo o resto? – Murmurou para si.

Seus olhos miravam os corpos pertencentes a pessoas de todas as faixa etárias. A vida lhes foi tirada de forma brutal, uma praga que simplesmente dizimou a população daquele local, como se fossem nada, como se de fato não importassem. Talvez Sekhmet até tivesse razão, e o homem de fato ser a razão de todo o mal do mundo, talvez a única salvação fosse a extinção do maior vírus, da pior doença que se espalhou pela terra: o próprio ser humano. Todavia, haveria de existir uma forma menos cruel de causar tal aniquilamento, uma com menos dor.

Sentia-se fraca, vazia, sem saber o que fazer. Os olhos se repousaram sobre as mãos trêmulas. Ela havia falhado nos dois propósitos, tanto o de salvar aquelas pessoas, quando o de se encontrar. Após as palavras da leoa, encontrava-se mais perdida do que antes, sem saber o que fazer, sem uma motivação real para viver. Para piorar, o ambiente carregado pelo caos em sua mais pura essência não lhe ajudava em nada a limpar a mente.

4° Ato
O ritual


Não havia qualquer iluminação dentro do cômodo, com a exceção da fraca luminosidade que tinha da televisão antiga, onde o noticiário passava ao fundo. A noite já havia chegado, e não tardaria a ir embora.

E lá estava ela novamente, cercada pelas paredes rabiscadas de seu velho quarto. O corpo encolhido no canto mais escuro, com os joelhos e pernas recolhidos, indo ao encontro do tronco, abraçados pelos braços e usados de apoio para a testa. Soluçava de tanto chorar. A dor cada vez mais invadia seu corpo, tomava sua alma, de modo a envenená-la. Aquelas imagens não conseguiam sair de sua mente, e cada vez mais a humanidade assumia o pior papel de todos em sua visão.

O corpo balançava para frente e para trás, sem parar, enquanto os pés imitavam um tamborilar no piso de madeira. Naquele momento, era como se fosse uma criança de cinco anos, com medo do escuro e de trovoadas, em uma noite tempestuoso e sem luz. Sentia-se pequena, frágil, insegura e, acima de tudo, amedrontada. Não tinha ninguém, estava sozinha, essa era a sensação.

No noticiário, a notícia de que uma nova doença cujo vetor ainda não havia sido descoberto estava se espalhando fez com que levasse as mãos ao encontros dos ouvido, abafando o som. Todavia, seu rosto aos poucos se ergueu e a imagem de uma criança agoniando em uma maca, enquanto era levada para dentro de uma ambulância lhe fez entrar em estado de fúria. O corpo pequeno do menino estava tomado pelas marcas negras em formado de raízes de árvores, ele se debatia como se estivesse sendo possuído por algum demônio, como que nos filmes de terror.

Naquele momento, lhe caiu a ficha de que por mais que a humanidade fosse uma doença, um vírus que estivesse, aos poucos, matando o planeta, aquela praga não era a solução. Causar tanta dor ao homem apenas rebaixava seu causador ao mesmo patamar que os amaldiçoados.

A notícia chegou ao fim e logo deu lugar a uma propaganda infantil, cuja música tão conhecida começara a tocar.

Música:
Twinkle, twinkle, little star
How I wonder what you are
Twinkle, twinkle, little star
How I wonder what you are

Up above the world so high
Like a diamond in the sky
Up above the world so high
Like a diamond in the sky


– POR QUÊ? POR QUE VÊS ISSO E FICA AÍ, DE BRAÇOS CRUZADOS? POR QUE NÃO FAZES NADA? – O grito carregava o peso de todos os sentimentos carregados no peito da semideusa, que olhava para cima enquanto as lágrimas escorriam sem limites. – ÉS O DEUS DA CURA E, MESMO ASSIM, FECHA OS OLHOS, AMARRAS AS MÃOS. – As palavras ecoavam em meio a soluços. – AS PESSOAS ESTÃO MORRENDO, CARALHO. POR QUE CONTINUAS AÍ PARADO? – Cada vez mais a fala se sobrecarregava.

Por alguns segundos, só o silêncio perdurou. A força estava esvaindo de seu corpo, que se apoiou na parede, enquanto as pernas se esticavam pelo chão e as mãos eram novamente levadas ao rosto. – O que queres de mim? – O tom mudou, a raiva deu lugar a incerteza, insegurança. – O que eu posso fazer para os ajudar? Como devo prosseguir? – O que antes era fúria, se tornara quase que um pedido de socorro. – Por favor... Por favor, eu imploro, me ajude.

Se queres mesmo ajudar. Se queres mesmo a minha ajuda, um preço terás que pagar. A voz ecoava dentro da cabeça da semideusa. Sou, como bem disse, o deus da cura. Porém não devo intervir da humanidade. Para isso guio meus discípulos e, se for mesmo de seu desejo ajudar, terás que trilhar o meu caminho, tornar-se uma dos meus, uma sacerdotisa. Mas para isso, passarás quase que pela morte, desejarás morrer tamanho o peso, porém assim, só assim, poderá ter poder suficiente para combater tal mal.

As palavras do deus atingiram a semideusa que, mesmo receosa por ter que se tornar serva de tal ser, entendia que aquele era o seu dever naquele momento. Sabia que cabia aquela missão. – E o que queres de mim? – A submissão em sua voz estava completa.

Seu corpo sofrerá, tal como seu espírito. Matarás quem és para renascer. Purifique-se e aceite a mim como seu mestre.

Nem mais uma palavra sequer foi dita. Por um minuto inteiro não entendeu o que deveria de fato fazer. Porém a lembrança de sua mãe lhe despertou o saber necessário para prosseguir. Quando mais nova, a filha de Apolo realizava o mesmo ritual toda vez que precisava se conectar com tal deus e o havia ensinado para Ania. Aquela memória havia ficado adormecida por muito tempo, porém fora despertada no momento mais preciso.

Levantou-se do chão cambaleando, enquanto secava a face e caminhava rumo a cozinha. Acendeu o fogo do fogão de lenha e colocou a água para ferver em uma chaleira de ferro. Enquanto isso, selecionava as melhores folhas de louro. Parte das escolhidas foram levadas até a banheira, cuja água quente foi ligada até preencher cerca de três quartos do volume total. As folhas foram adicionadas ao líquido.

Voltou para a sala e desligou a televisão. Precisava de silêncio absoluto. Retirou a chaleira do fogo e despejou a água em uma caneca, na qual acrescentou as últimas folhas de louro. Retornou ao banheiro, levando consigo o chá preparado e também uma faca, tendo assim tudo o que precisava.

Despiu-se por completo e adentrou na banheira. A água quente acolhia seu corpo solitário. Deitou-se, mas sem molhar a cabeça, ao menos não ainda. Tomou um longo gole do líquido preparado, cujo gosto não era nada agradável, porém que tinha como objetivo purificar, em conjunto com o banho, tal como fortalecer mente e corpo.

- Eu juro, por Apolo, médico, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: Aplicarei os regimes para o bem do doente, segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Conservarei imaculada a minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes. – O silêncio se quebrava enquanto deixava o chá sobre o chão, ao lado da banheira, trocando-o pela faca, que manuseada na mão direita da semideusa, desenhou em corte e sangue a imagem de uma harpa em seu antebraço esquerdo.

Nesse momento, um novo gole do líquido foi tomado, seguido da imersão completa do corpo da semideusa.

Uma mistura um tanto ambígua de sentimentos tomou conta da neta de Apolo. O primeiro deles, foi realmente uma leveza, resultado da purificação. Porém, não demorou para tal sensação ser tomada por uma dor excruciante. Novamente as imagens do pior da humanidade tomavam conta de sua mente, todavia dessa vez cada era como se sentisse na pele tais dores. Gritava como se de fato a morte estivesse lhe torturando, sentia a água entrar em seus pulmões e o ar sair. Seu corpo se contorcia enquanto submerso. Era instintivo que tentasse lutar para conseguir ar, para que voltasse a respirar. Sentia-se como se estivesse afundando em um mar escuro, sem a menor possibilidade de voltar a superfície, de enxergar a luz do dia e do oxigênio entrar mais uma vez em seus pulmões. Durante todo aquele processo pressentiu o término de sua vida e, tal como o deus havia lhe tipo, chegou até mesmo a desejar tal destino.

A água antes transparente se tornara vermelha, devido ao sangue. Sua ferida queimava e, ao mesmo tempo se fechava. A harpa não mais se encontrava na cor vívida do vermelho, em vez disso, sua forma em alto-relevo apresentava a coloração semelhante à da semideusa. Mesmo a ferida cicatrizando, havia deixado uma marca, uma que servia de lembrete para que ela jamais se esquecesse de que servia ao deus do Sol, da música, da cura e de tantas outras coisas.

Enfim as águas da banheira se tornou calma novamente, ao menos por poucos segundos, até a cabeça da jovem se erguer, de volta a superfície. Sua respiração estava ofegante e algo de diferente havia nela, sua audição encontrava-se mais aguçada, de modo que sons emitidos de outros apartamentos eram ouvidos com perfeição. Sentia dentro de si algo inexplicável, uma quantidade de poder com que nunca sonhara antes.

Voltou a tornar todo o corpo submerso, enquanto um sorriso se formava em seus lábios. “Obrigada.”

FPA:
FPA
Poderes de Apolo:
Passivos:
Nível 5
Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.
Dano: Nenhum
Nível 14
Nome do poder: Arqueiro III
Descrição: O semideus consegue fazer movimentos mais difíceis com a adaptação do arco, podendo manusear agora até três flechas por vez, sua pontaria também melhorou, e agora você está aprendendo a lidar com flechas encantadas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +45% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 20% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Corpo Atlético II
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum
Nível 15
Nome do poder: Audição Aguçada I
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta, além de ouvir numa distância muito maior do que outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Audição Aguçada II
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta. E com bastante concentração, poderá distinguir sons até de outra quadra. Essa concentração é tamanha que ele não poderá estar movimentando-se bruscamente – como em uma batalha ou correndo – para poder captar os estímulos sonoros tão distantes.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+ 60% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum
Aquele que teria sido despertado
Ativos:
Nível 3
Nome do poder: Cura I
Descrição: Como seu pai Apolo/Febo, o semideus consegue conjurar uma aura alaranjada fina ao redor da pessoa que precise de seus cuidados. Esta aura possui propriedades curativas além de conseguir diminuir as dores (sejam elas de ferimentos externos ou internos). Durante o seu uso, plantas ao seu redor serão revitalizadas também.
Gasto de Mp: 10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 10% de HP e MP total, além de analgesia, dores na região curada não irão atrapalhar.
Dano: Nenhum
Extra: Os poderes ativos relacionados a cura só podem ser efetuados em terceiros.
Equipamentos Citados:
• Iryak [Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. | Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

• Fajar Alnuwr [Uma flauta negra com notas musicais em dourado de tamanho pequeno, sendo fácil de ser carregada. | Efeito 1: Ao ser tocada, emite uma música que ao ser ouvida pela portadora recupera 15% de seu HP total uma vez por missão/evento/mvp/pvp etc.; porém ao ser ouvido por quem estiver ao seu redor, em um raio de 3 metros, o som vai soar caótico ao ponto de causar danos auditivos temporários, causando um incômodo. Caso o indivíduo esteja realmente muito próximo ao instrumento poderá perder o equilíbrio. | Efeito2: Pode se transformar em uma espada comum feita do mesmo material, a espada não poderá ativa o efeito da flauta. | Ferro Estígio | Sem espaço para Gemas | Beta. | Status: 100% Sem danos. | Mágico. | Evento de Halloween 2019]
Ania Fahim Saad
Ania Fahim Saad
Legados
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Imbalance - Sekhmet's Awakening Empty Re: Imbalance - Sekhmet's Awakening

Mensagem por Hades em Sex Nov 15, 2019 7:16 pm

Ania


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

RECOMPENSAS: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos + legado completo em Apolo

Comentários:
Não tenho pontos negativos a pontuar sobre sua CCFY. Ela me tocou em diversos momentos. Parabéns!

Hades
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Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Imbalance - Sekhmet's Awakening Empty Re: Imbalance - Sekhmet's Awakening

Mensagem por Ania Fahim Saad em Sab Nov 16, 2019 5:14 pm


العلاج

1° Ato
Um novo despertar


Emergiu de solta à superfície. As costas encostaram na superfície gélida banheira. Os membros inferiores ainda mantinham-se submersas. Os olhos se abriram lentamente enquanto a mão esquerda era a responsável por tirar o excesso de água que cobria sua face. Sua respiração encontrava-se completamente plena, tal como o batimento cardíaco, sequer parecia que havia, de certa forma, se afogado há poucos minutos.

Tudo se tornara diferente após aquele momento, era como se tivesse renascido. Sentia o poder correndo entre as suas veias, tomando conta de cada átomo de seu corpo. Tocava o antebraço esquerdo, com os dedos percorrendo a figura da harpa cravada em sua pele. “Guia-me, senhor.” Seus olhos se voltaram para cima, enquanto um longo e suave suspiro escapava de seus lábios e pulmões.

As coisas não haviam se tornado mais claras com relação aos seus sentimentos, todavia, não era aquilo que importava de fato. Havia se entregue a Apolo por um motivo, e estava na hora de fazer jus ao seu juramento e ao poder que havia recebido.

Deixou a água vermelha da banheira para trás. Seu corpo nu caminhava até o quarto, molhando o chão por onde passava, enquanto as imagens da dor causada por aquela praga que se espalhava pelo seu povo invadiam sua mente. Lágrimas deixavam seus olhos, como se fossem as águas de um rio.

Cada vez se tornava mais claro que, mesmo a humanidade cometendo os mais diversos crimes contra sua própria existência, mesmo ela sendo sim uma espécie de vírus, não merecia aquele fim. A própria natureza, o próprio equilíbrio exercia sobre o homem as consequências de seus atos, sem a necessidade de uma praga divina.

2° Ato
A Cura


Os pés adentraram pela entrada principal do hospital pediátrico de Gizé, sua cidade natal, que já havia começado a sofrer com a fúria de Sekhmet. Vestia o jaleco da faculdade com convicção. A emergência estava uma loucura, diversas crianças agonizando com as marcas negras que se espalhavam pelo corpo. Aquela visão lhe trazia lembranças desagradáveis do dia anterior, imagens de morte e sofrimento.

Sentia seu corpo tomado pelas dores que via, como se tais penetrassem em sua pele até que envolvessem sua alma. Os gritos dos vivos e dos mortos lhe atormentavam. Via as almas recém desprendidas de seus hospedeiros em agonia. O caos era o melhor termo para descrever aquele hospital e o estrago que a tal doença nova estava causando.

Respirou fundo enquanto começava a agir como se fosse umas residentes mais experientes do hospital. – Vai ficar tudo bem, eu vou cuidar de vocês. – Sua voz era serena e passava paz aos que a ouvia. Se fosse qualquer outro dia, aquilo certamente não teria dado certo, alguém teria percebido que ela não fazia parte da equipe hospitalar, mas com todo aquele caos, ela não foi nem sequer notada. Os médicos, enfermeiros e residentes estavam correndo de um lado para o outro, quase não dando atenção aos que estavam entregues à própria sorte na sala de espera e nos corredores.

Aproximou-se da primeira criança, era um menino com pouco mais de quatro anos, seus estavam vermelhos e a pele completamente tomada pela doença. Os dedos da semideusa acariciaram seus cabelos e desceram até o encontro com a pele de suas bochechas. Respirou fundo enquanto fechava os olhos e sentia a magia percorrer suas veias e serem levadas até suas mãos, que transmitia uma aura alaranjada envolvendo o corpo do paciente. Os gritos se amenizaram, e os músculos não mais se debatiam, porém o desconforto ainda se encontrava explicito em sua feição. – Vai ficar tudo bem, querido. Vai ficar tudo bem. – As palavras gentis combinavam com o acariciar que ela realizava na face da criança.

Sabia que não poderia curar a todos, porém conseguiria amenizar os sintomas e, na pior das hipóteses, tornar a passagem desse mundo para o dos mortos menos dolorosa. Inclinou-se para frente e deu um leve beijo na testa do rapaz, nesse momento uma lágrima se formou e foi depositada sobre a pele dele. Mantinha sua concentração, tentava fortalecer o máximo possível a aura que o envolvia. Todavia, esse processo foi interrompido da pior forma possível, ela foi afastada a forças de perto dele, de modo que o alaranjado que o envolvia anteriormente, havia desaparecido por completo.

Mesmo com toda aquela confusão, as pessoas não eram burras e certamente o comportamento que Ania estava tendo não era comum. Sim, ela estava de jaleco, sim estava atendendo uma das crianças porém de uma forma nada convencional, o que chamou a atenção da recepcionista, que chamou dois dos enfermeiros para fazer o trabalho pesado de lhe afastar do adoecido. – NÃO!!! Vocês não entendem. Ele irá morrer se não me deixarem ajudar.– A relutância era presente tanto no seu corpo, que resistia a ser levado, quanto em sua voz. Tentara permanecer perto do menino, porém não era muito forte fisicamente, não a ponto de conseguir se soltar de dois homens que claramente passavam a maior parte do tempo livre na academia.

– O que pensas que estás fazendo? Quem achas que é para se passar por médica? As pessoas estão morrendo, aqui não é local para brincadeira. – A voz de um dos enfermeiros estava carregada de repressão. Ania conseguia entender o motivo, realmente analisando pelo ponto de vista dos funcionários daquele hospital, ela era só mais uma pessoa fazendo algum tipo de brincadeira de mau gosto.

Ela mantinha a mão esticada na direção da criança e, antes que o outro “armário” que estava lhe arrastando pudesse se pronunciar, uma voz fez com que todos ficassem paralisados. – Ma-Ma-Mamãe. – As palavras eram pronunciadas sem força, como se fosse um último suspiro.
Aproveitou a distração que aquilo causou para se livrar dos braços dos homens e avançou na direção do adoecido. Voltou a pôr as mãos sobre seu corpo e logo a energia havia passado por todo o corpo e se materializado como uma aura ao redor do ferido. As feridas em seu corpo haviam cicatrizado, mesmo essas sendo poucas, e a marca negra começava a se tornar mais pálida, próxima ao cinza e não mais ao preto.

Os homens novamente vieram em sua direção e a agarraram pelos ombros, porém não fizeram mais nada. Seus olhares ficaram admirados e assustados ao ver que o garoto estava melhorando, que já conseguia respirar normalmente e não mais agonizava de dor. – Quem é você? O que você fez com ele? – Havia medo em sua voz, o medo natural de quem está diante a alguma situação que não consegue entender.

– Não importa quem sou. Eu só quero ajudar, já disse. – Tentou se livrar dos braços dos enfermeiros, porém novamente estava presa. – Vocês não irão conseguir salvá-los sozinhos. Deixe-me ajudar. – A firmeza e, ao mesmo tempo, delicadeza de sua voz fez com que os homens aos poucos lhe soltassem. – Ele já está um pouco melhor, levem-no para dentro, para os médicos examinarem, para receber as medicações necessárias. – Eles não entenderam nada, estavam recebendo ordens de uma garota com um pouco mais da metade da idade deles. – VÃO LOGO! O QUE ESTÃO ESPERANDO? – Sua voz tomou um tom assustador e, não demorou nem vinte segundos para que eles levassem a criança para dentro de um dos quartos.

Respirou fundo e olhou ao seu redor. Muitos eram os feridos, não teria como tratar um a um, primeiro que não teria energia suficiente para isso e, em segundo lugar, o tempo era curto. Por isso preferiu agir de forma a afetar todo o coletivo. Caminhou até o centro da sala, de modo que todos os feridos ficassem entro de um raio de dez metros dela, para isso foi obrigada e mover algumas macas, porém nada demais.

Memorizou o ambiente e então fechou os olhos. Inspirou e expirou longamente por três vezes, então ergueu as mãos, como que canalizando sua força e energia nelas. Lembrou-se no comercial que passou na televisão logo após do noticiário, logo após a aparição de uma outra criança sofrendo por conta daquela doença misteriosa. Seus lábios se afastaram e de uma doce melodia começou ecoar junto com a letra da canção da propaganda.

– Twinkle, twinkle, little star
How I wonder what you are
Twinkle, twinkle, little star
How I wonder what you are

Up above the world so high
Like a diamond in the sky
Up above the world so high
Like a diamond in the sky...


Sua música alcançou os presentes, porém o efeito não estava sendo o esperado. Sim, as crianças haviam se acalmado, já não tremiam, porém as marcas não sumiam e nem diminuíam de intensidade. Porém só o fato de ter resultado em uma melhoria visual, fez com que a recepcionista se assustasse, não tardando para gritar: – BRUXA! É BRUXARIA! – Aquilo dispersou a atenção da semideusa que ao olhar os pacientes ao seu redor sentiu um leve calor aquecer seu coração. Voltou a cantar enquanto ouvia a mulher rezando e pedindo ajuda para o seu deus, o que fez com que Ania soltasse uma risada um tanto que debochada.

Seu corpo começou a ficar fraco, havia gasto energia demais, eram muitos os feridos e todos precisavam de seus dons. Nem todos sobreviveram, alguns faleceram enquanto cantava, para esses já era tarde demais, porém pelo menos a passagem havia sido menos dolorosa, e era isso que tornava aquilo mais suportável. Ao todo, cerca de 30% das crianças morreram naquele hospital, o restante teve a doença não completamente curada, porém seus sintomas haviam sido tratados e ela em si estava com muito menos força nos organismos dos sobreviventes. Os médicos terminaram o trabalho que a semideusa havia começado e, ao fim, fingiram aquilo demonstração de magia nunca havia acontecido, afinal, era mais fácil acreditar nisso do que tentar entender o que realmente aconteceu.

Desmaiou. Em seu rosto, um sorriso pleno estava desenhado, afinal, havia feito tudo o que estava a seu alcance para ajudar o seu povo.

Poderes:
Passivos de Hades:
Nível 7
Nome do poder: Comunicação Fantasmagórica
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão conseguem ver e falar com mortos, fantasmas e espíritos. Porém não os comanda ou pode dar ordens.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações com fantasmas e mortos, por ser capaz de entende-los.
Dano: Nenhum
Nível 8
Nome do poder: Sentimento
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são capazes de sentir quando alguém está prestes a morrer, mesmo antes de acontecer. Eles sentem o cheiro, e podem ver a morte se aproximando, o que também pode ser horripilante, pois, sabem que a pessoa está prestes a morrer, algo praticamente inevitável, não podem fazer nada para ajudar, mas saberão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Funciona como uma premonição, e a pessoa precisa estar perto para sentir (raio de 500 metros), para que esse poder funcione.
Dano: Nenhum
Passivos de Apolo:
Nível 3
Nome do poder: Quente como o sol I
Descrição: Filhos do deus solar, esses semideuses possuem naturalmente uma temperatura corporal mais elevada. Sentem dificuldade em sentir a mudança de temperatura, sentindo frio apenas quando a temperatura se aproxima do zero. Em ambientes quentes, sentem-se confortáveis e mais agitados do que o comum.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de resistência ao frio; +10% de resistência física em locais quentes.
Dano: Nenhum
Nível 30
Nome do poder: Saúde Perfeita
Descrição: Apolo/Febo é conhecido por ser não apenas o deus ligado a cura, mas também as pragas e doenças. Os descendentes desse deus acabam nascendo com uma resistência maior sobre a queda da saúde. Doenças comuns não os afligem com a mesma intensidade que são para os outros. Poderes que provoquem algum tipo de adoecimento, fraqueza corporal tem o seu efeito reduzido seja pela sua intensidade ou pelo seu tempo de ação.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de resistência a doenças diversas, as mais severas têm seu efeito reduzido. É extremamente raro ver uma prole desse deus resfriado ou gripado, por exemplo.
Dano: Nenhum
Ativos de Apolo:
Nível 1
Nome do poder: Toque Quente
Descrição: As mãos dos filhos de Apolo/Febo são calorosas, macias e quentes. Se o semideus se concentrar o suficiente, será capaz de tornar as palmas das mãos vermelhas, e com elas, acender uma tocha. O fogo desse poder não se expande, pois ainda é pequeno, e também não causara estrago, mas pode iluminar um lugar escuro.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Nível 3
Nome do poder: Cura I
Descrição: Como seu pai Apolo/Febo, o semideus consegue conjurar uma aura alaranjada fina ao redor da pessoa que precise de seus cuidados. Esta aura possui propriedades curativas além de conseguir diminuir as dores (sejam elas de ferimentos externos ou internos). Durante o seu uso, plantas ao seu redor serão revitalizadas também.
Gasto de Mp: 10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 10% de HP e MP total, além de analgesia, dores na região curada não irão atrapalhar.
Dano: Nenhum
Extra: Os poderes ativos relacionados a cura só podem ser efetuados em terceiros.
Nível 10
Nome do poder: Canção da cura I.
Descrição: Com sua voz encantadora e seus dotes de curandeiro, os filhos de Apolo/Febo podem cantar uma canção que cura todos ao seu redor, exceto a si, numa área de 7 metros.
Gasto de Mp: 40 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de HP e MP para todos os aliados ao redor do usuário.
Dano: Nenhum
Nível 25
Nome do poder: Cura II
Descrição: Como seu pai Apolo/Febo, o semideus consegue conjurar uma aura alaranjada fina ao redor da pessoa que precise de seus cuidados. Esta aura possui propriedades curativas além de conseguir diminuir as dores (sejam elas de ferimentos externos ou internos). Durante o seu uso, plantas ao seu redor serão revitalizadas também. Doenças menos graves como gripes, resfriados, alergias são curadas.
Gasto de Mp: 25 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 10% de HP e MP total e analgesia, dores na região curada não irão atrapalhar.
Dano: Nenhum
Extra: Os poderes ativos relacionados a cura só podem ser efetuados em terceiros.
Nível 29
Nome do poder: Canção da cura II
Descrição: Com sua voz encantadora e seus dotes de curandeiro, os filhos de Apolo/Febo podem cantar uma canção que cura todos ao seu redor, exceto a si, numa área de 10 metros.
Gasto de Mp: 50 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de HP e MP para todos os aliados ao redor do usuário.
Dano: Nenhum
Considerações Importantes:
Essa CCFY é uma continuação da anterior, nela foi trabalhada apenas a realização da missão de cura por parte da semideusa após se tornar legado completo de Apolo.

Ania Fahim Saad
Ania Fahim Saad
Legados
Legados


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Imbalance - Sekhmet's Awakening Empty Re: Imbalance - Sekhmet's Awakening

Mensagem por Hefesto em Sab Nov 16, 2019 10:41 pm

Ania


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

RECOMPENSAS: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Hefesto
Hefesto
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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Imbalance - Sekhmet's Awakening Empty Re: Imbalance - Sekhmet's Awakening

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