The Blood of Olympus
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Mensagem por Helena Demetriou em Qui Out 31, 2019 8:15 pm



Este tópico está destinado para a trama pessoal de Helena D. Montepellier, filha de Éris e legado de Apolo. Ela se chama — les neuf sœurs e terá um total de nove partes. Espero que gostem e uma ótima leitura.

este é o começo do fim.
αρχή




—good girls go to hell
hills burn in california; my turn to ignore ya, don't say I didn't warn ya. all the good girls go to hell 'cause even god herself has enemies.
Helena Demetriou
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Filhos de Éris
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Mensagem por Helena Demetriou em Qui Out 31, 2019 11:14 pm


Καλλιόπη
"Conta-me, musa, a história do homem de muitos senderos, que, depois de destruir a sacra cidade de Troia, andou peregrinando larguíssimo tempo..."

CCFY, part I. - Especial Halloween

O sol, ainda tímido, dava seus primeiros sinais atrás das montanhas da Colina Meio-Sangue, a vida já parecia desperta outra vez, após uma escura e gélida noite. Semideuses, crias dos seres mais poderosos do mundo, acordavam para mais um dia comum de suas vidas: suor e sangue.

Helena, passou a noite em claro, deitada em um beliche num dos cantos do enorme – e cheio – chalé de Hermes, lar não apenas de seus filhos, mas de crianças indeterminadas, cujos pais divinos não se revelaram.

Sua noite em claro não era por estar se sentindo solitária ou esquecida no meio de tantos outros, estava acostumada, afinal, foi criada em um orfanato; mas, por ainda não ter digerido toda a situação passada. Primeiro, Anna foi morta, depois Mary e, por fim, enfrentou uma freira monstro que lhe disse ser uma semideusa. E ela estava certa.

A morena se remexeu em seu leito, virando-se para a parede e colocou uma das mãos embaixo do travesseiro, sua esfera repousava seguramente próxima de si. Morning star, era o nome que Médona a chamou quando estavam na igreja há semanas atrás. Quíron lhe disse que era encantada, provavelmente por um de seus progenitores, pois a orbe agia protetoramente com ela e tinha um poder antigo e obscuro.

Cansada de ficar deitada, sentou-se e calçou suas botas, pegando a pequena necessaire em sua mochila foi se preparar para o dia.

Tomou banho, escovou os dentes, vestiu a camiseta laranja e sem graça do acampamento, uma calça de couro e calçou novamente suas botas.

Seus olhos eram de um azul ainda mais profundo nesta manhã, quase como cristal líquido e se sobressaiam em seu rosto anguloso, ela caminhava sem muita pressa para tomar café da manhã, atraindo olhares por onde passava.

Pegou apenas uma maçã e sentou na mesa dos filhos do deus mensageiro, Hermes, em silêncio, nem sequer oferecendo ‘bom dia’ aos presentes.

Hei, Helena! – Uma voz estridente aproximou-se dela, a jovem pode adivinhar sem olhar quem era a dona e só esse pressentimento já a irritou.

Helena levantou os olhos de seu café da manhã, dando um sorriso petulante e encontrou parada a seu lado Clarice, seus cabelos louros matizados e seu sorriso falso criavam uma verdadeira cena deprimente.

Posso me sentar? – Perguntou ela em retórica, já se sentando a seu lado. – Pronta para mais um dia?

Claro. – Disse Helena simplesmente.

Na outra ponta da extensa mesa, um menino magricelo e miúdo se sentou, vindo da direção da Casa Grande, um outro semideus próximo a ele, colocou uma das mãos em seu ombro e parecia confortá-lo, seus olhos estavam inchados e vermelhos.

Aquele é o John – Começou Clarice capturando o olhar de Helena para o recém-chegado – Ele chegou no Acampamento faz meses, não foi uma caminhada muito heroica, se quer saber minha opinião, uma dracaena bem fraca o atacou. – Suspirou com falsa pena, como se o fato de um monstro mais fraco o atacasse, tirasse seu valor.

Helena a olhou confusa, não queria saber sobre ele ou o quer que fosse, mas a menina era tão absorta que continuou falando. – Ele não foi reclamado ainda e não está indo bem nos treinamentos, sem evolução. Ele iria falar com Quíron hoje pela manhã sobre sua caminhada heróica.

“Tenho pena dos semideuses que não são reclamados.”
– Outro suspiro falso – Já imaginou passar a vida toda sem ativar seus verdadeiros poderes?

E, então, Helena entendeu onde ela queria chegar. Clarice e ela já haviam se enfrentado em um treino, em seu primeiro dia, e por pouco Helena não lhe venceu. Depois disso, a semideusa filha de Hermes, vivia aparecendo onde ela estava, quando estava conversando com alguém se metia no meio e lhe distribuía indiretas indelicadas.

Não entendo o que o fato de ser reclamado muda – Falou Helena depois de uma mordida em sua fruta – O poder puro não depende de saber quem é seu pai, mas de saber usar o que você tem. Se você for reclamado e ainda assim não ser um bom guerreiro, só trará vergonha para sua prole. Não concorda?

A semideusa deu um sorriso amplo, subindo levemente um dos cantos da boca e fazendo uma expressão blasé. Clarice ficou vermelha, confusa, sem entender totalmente o que Helena proferiu, assentiu afetada e com uma desculpa esfarrapada correu dali com os punhos cerrados.

A morena sorriu divertida, conseguira o que queria. Terminou sua pequena refeição calmamente, lembrando-se da expressão de Clarice, e se encaminhou para a área de treinamentos, pela manhã gostaria apenas de ficar em silêncio e se exercitar.

Não sabia exatamente o que treinar até chegar ao local, observou alvos e lhe pareceu atraente fazer lançamentos, a fim de melhorar sua mira e controle.

Foi até um alvo afastado, desenhado em uma placa de madeira havia uma forma de pessoa com círculos coloridos nos principais pontos de ataque (cabeça, coração, abdômen e articulações femorotibiais), pegou cinco facas disponibilizadas em cestos ao lado das placas.

Antes de começar, Helena prendeu seus cabelos em um rabo alto e ajeitou as botas, depois ficou ereta, memorizando os locais e imaginando o caminho que as facas deveriam fazer até acertar o alvo.

Ela era destra, apesar de se sentir confortável com as duas mãos, então pegou uma das facas pelo fio, seus dedos longos deslizaram pela lâmina delicadamente e, tomando cuidado, levantou o braço, flexionando-o levemente para trás.

Olhou para a mão antes de lançar e por um segundo sua atenção fora para a pulseira de contas vazia em seu pulso – Quíron lhe dissera que cada conta era por um ano de treinamento e que a primeira era a de seu progenitor divino, a dela estava sem nenhuma.

Voltou a encarar o alvo com um sentimento conflitante dentro de si impulsionou o braço lançando a faca perpendicularmente ao chão com força. A pequena arma passou zunindo, cortando o ar e fixou-se com um estalido no alvo, logo abaixo da marcação na região torácica. Havia errado o destino.

Bom, muita força e pouca precisão! – Refletiu ela ao analisar o resultado – Pelo menos perfuraria o diafragma e a pessoa teria agonia respiratória. Apesar, de precisar considerar a resistência do tecido epitelial e uso de armaduras.

Andou com calma e retirou a faca da placa, voltando para o local demarcado de lançamento. Neste momento, a sala já estava cheia, pode observar pela visão periférica o menino que Clarice fofocara para ela, John, ele estava com um arco e tinha dificuldades para trabalhar com a arma.

Helena tentou desviar a atenção, voltando a encarar o que estava diante de si, mas não conseguiu, ainda mais quando percebeu alguns semideuses próximos dele, rindo.

Não é que Helena fosse uma defensora dos fracos e oprimidos, ela também já fora um deles e precisou aprender a se virar, então, achava que todos deveriam fazer o mesmo, mas a cena era deprimente e ela não conseguia acreditar no que via.

Ei, menino! – Disse ela se aproximando – Me faça um favor: ou aprenda a fazer isso direito ou caia fora. Esse lugar não é para incompetentes.

Os olhos do garoto se abriram em choque e ele ficou vermelho, algumas pessoas que estavam próximas se calaram surpresos pela reação da semideusa.

Você precisa ter força nos ombros. – Ela disse rapidamente pegando um arco abruptamente – Está vendo? O braço que aponta precisa estar totalmente ereto, enquanto o que está flexionado precisa estar na reta do seu ombro, formando um ângulo fechado na articulação.

Helena falava e realizava os movimentos, mirou no alvo que o menino estava usando, mas virou-se no último segundo e acertou outro, a direita deles, bem próximo de onde aqueles semideuses – rindo anteriormente – estavam. Acertou exatamente no meio, apesar da flecha não ficar tão fixada.
Entendeu? – Perguntou com a voz grave.

O garoto assentiu e tentou repetir a demonstração. – Aproxime do queixo! Segurança nos braços garante uma mira melhor, segure com firmeza! – Aconselhou ela.

Segundos depois, John acertou uma flecha no alvo – não tão certeira quanto de Helena, mas bem melhor.

Obrigado! – Agradeceu ele.

Ouça! – Disse ela com frieza – Você saber ou não quem são seus pais, não te faz menos ou mais semideus. Não fique por aí parecendo um bebe chorão, aqui é guerra e será engolido vivo se não aprender isso logo.

Deu as costas e andou até onde estava treinando, esboçando poucos sentimentos. O menino que ouvira falar sobre a frieza da garota, se surpreendeu que apesar das duras palavras, ainda havia sido mais verdadeira e sincera que muitos que davam palmadas em seu ombro.

Helena continuou a treinar, parando para almoçar apenas quando todas as facas que lançou estavam exatamente onde queria. Ainda estava longe de ser perfeita, podia notar que algumas não estavam exatamente fixadas e outras estavam pegando um pouco mais da lâmina do que deveriam, mas chegava lá.

Decidiu sair dali e ao dar as costas e ir em direção a porta, não percebeu uma imagem espectral que a observava de longe.

XXX


Após o almoço, foi avisado a semideusa que Quíron lhe procurava e ela seguiu para a Grande Casa assim que pode. Ao chegar, o Centauro estava parado à frente da sede com alguns outros semideuses e Clarice estava entre eles.

Tenho uma missão para vocês – Trovejou o diretor – Preciso que patrulhem todo o perímetro da floresta. Preciso que tomem cuidado e sejam... furtivos.

Claro, Quíron! – Afirmou Clarice sorrindo.

Vá com eles, Helena – O centauro olhou para ela e sorriu. – Acredito que evoluiu o suficiente para ir em missões mais elevadas.

A menina não estava feliz com isso, mas não o desobedeceu. Não imaginava o que estava acontecendo e nem o motivo para que Quíron criasse grupos de patrulha, então não questionou.

Aproximou-se do improvável grupo com os braços cruzados e ouvia as considerações de um dos campistas, um filho de Ares, ele era o líder aquele dia.

Que bom que Quíron lhe mandou em uma missão assim! – Falou Clarice, quando eles já se encaminhavam para o enorme portal do acampamento – Geralmente, crianças indeterminadas limpam chalés e cuidam das roupas. É um trabalho mais adequado para elas.

Helena soltou um riso de escárnio e apenas balançou a cabeça, a menina estava irritando-a e ela não aconselharia a ninguém fazer isso.

Peço que mantenham atenção, precisaremos sair do véu de proteção. – Declamou o filho de Ares – Silêncio e não atrapalhem.

Apesar de ter dado um sorriso cínico para o filho do deus da guerra, Helena aprumou-se. Flexionou seus olhos levemente, mantinha a mão direita próxima a bainha de sua faca em sua coxa e a esquerda mais à frente. Seus olhos estavam dilatados e seus ouvidos atenciosos captando cada pequeno som que vinha da floresta ao seu redor.

Sentiu a atmosfera mudar quando deixaram para trás a proteção do acampamento, agora os semideuses estavam expostos e era a primeira vez que Helena pisou fora do círculo protetivo desde que chegou ali.

O grupo, formado por 4 campistas (Helena, Clarice, Raphael e Paul), decidiu se dividir – como já haviam combinado anteriormente – e fariam o perímetro curto, apenas dez metros à frente, tentando alcançar um raio pouco maior – focando próximo à entrada do acampamento, de onde provinha a fonte de poder de proteção para a colina.

Clarice e Helena ficaram próximas, mas a morena estava preocupada em realizar sua missão e pouco prestou atenção na menina.

Minutos de total silêncio se seguiram, apenas o som de folhas farfalhando pelo vento, até que a semideusa sentiu um frio na espinha e arrepiou-se quando ouviu um grito rasgar o silêncio da floresta. Ela correu em disparada para o local de onde provinha o som, seu coração martelava contra suas costelas, contudo, algo a incomodava de um jeito peculiar.

Ao aproximar-se, notou que os outros semideuses já estavam lá, eles encaravam uma mulher bonita, estava com vestes brancas de um tecido fino e amarrada a uma árvore, totalmente alinhada.

Por favor, me ajudem! – Disse ela com a voz fraca.

Helena balançou a cabeça, sua visão estava turva e sentia que havia algo errado, como um zumbido em seus ouvidos. Piscou os olhos com força e tentava focalizar na mulher a sua frente, mas algo a impedia de fato.

O que houve? – Perguntou Paul, filho de Nice.

Um monstro terrível me prendeu aqui, ele tenta adentrar ao acampamento. – Falava a mulher com a voz doce – Tenta encontrar uma fraqueza.

Vamos tirar você daqui e, então, poderá nos dizer para onde ele foi... – Respondeu Raphael.

Não! – Falou Helena segurando o braço do rapaz, ela continuava a olhar para a mulher e algo lhe parecia tão errado que não conseguia entender.

Por favor, rapazes... – Insistia ela – Aproximem-se e me tirem daqui, irei com vocês.

Helena olhou para os meninos e eles pareciam hipnotizados, olhou novamente para a mulher e sua imagem estava turva.

Clarice parecia confusa, como se também notasse algo, mas ainda assim movia-se milimetricamente em direção da figura feminina. Helena sabia que algo estava profundamente errado.

Estava confusa, seus olhos corriam pela floresta atrás da figura feminina como se buscasse auxílio até que notou a presença de outra imagem. Era uma mulher bela, sua fronte era cingida por uma coroa de ouro e ela parecia quase espectral; seus olhos eram tão profundos que Helena poderia se perder neles enquanto dançava em sua presença como forma de oferenda.

Fale mais, faça com que ouçam sua voz”, disse ela, sem mexer seus lábios, ecoando essa voz no consciente da semideusa.

Não! Ela não precisa de ajuda! – Soltou Helena com a voz forte em resposta ao pedido – Olhem para mim, meninos. Ela não precisa de nós. Eu preciso de vocês.

Todos voltaram os olhos para ela confusos. – Vejam, ela mente. Os nós da corda estão soltos, ela está limpa e bem vestida, não parece ter sido sequestrada, vocês não concordam?! Olhem para quem ela é de verdade! Vocês realmente acreditam que ela precisa de nós? Olhem além do que veem. – O tom vocal da semideusa se tornava mais  sedutor e seguro a cada palavra, tocando os ouvidos dos outros semideuses com brandura e, no fundo, fazia total sentido.

Eles olharam mais uma vez para a mulher e como se um encanto começasse a ser quebrado, seus olhos voltavam a se focar e eles pararam de se mexer.

O ar começou a se alterar e a névoa parecia se dissipar de forma quase palpável e como em resposta, a imagem frágil da mulher gritou e se transformou na criatura que era.

Uma empousa! – Gritou o filho de Ares – Corram!

A criatura de olhos e cabelos flamejantes urrou e arrebentou as cordas que estava ‘amarrada’, indo para cima dos semideuses.

Os cinco se esquivaram, cada um indo para um lado, Helena jogou embaixo de um pesado tronco de árvore caído; a empousa procurava por ela, suas garras tão cortantes como as mais mortais lâminas quebraram o fuste e rasparam os ombros da menina que apertou os olhos em resposta a dor. Ela sentiu o sangue escorrer em suas costas, manchando sua roupa e suas mãos começaram a tremer imediatamente. "Se controle!", pensava ela. Sua aversão a sangue se tornara algo visceral, apesar de conseguir manter o controle, ainda sentia a fragilidade de suas ações.

O filho de Ares, Raphael, empunhava um martelo reluzente e com uma lâmina embebida em veneno, segurou firmemente sua arma e desferiu um golpe horizontal na perna animalesca da criatura a fim de imobiliza-la. Em resposta a dor, ela virou seu tronco e agarrou o pescoço do semideus, jogando-o longe.

Clarice, munida de suas adagas, veio em seguida, lançando-as como dardos, visando acertar os olhos do inimigo com um ataque de longa distância, mas a criatura era rápida e desviou jogando seu corpo transfigurado para o lado direito.

O filho de Nice, contudo, estava esperando pelo seu desvio e assim que o fez, usou a lança que manuseava com maestria para perfurá-la na região torácica, a lâmina afundou com um som torturante.

A criatura gritou, urrando de dor e raiva e isso deixava Helena em frenesi - apesar de saber que ainda havia sangue em suas mãos, o calor da batalha a revigorava. Ela se lançou de onde estava, girando o corpo para ficar de joelhos, enquanto cravava sua faca diretamente na articulação femorotibial da perna animalesca, girando-a antes de rolar para longe dela. "Não posso me render agora, eu tenho que conseguir!", eram seus pensamentos.

Paul já estava em pé e em posição de ataca-la diretamente com sua lança reluzente quando congelou: – Vai fazer isso comigo? – A criatura tinha novamente a voz macia. Paul paralisou em seu movimento com sua lança empunhada com firmeza a meio caminho do ataque.

Paul, me ouça! – Gritou Helena – OUÇA MINHA VOZ! ELA NÃO É QUEM PARECE!

O semideus estava paralisado, quando olhou para Helena e voltou a si, era tarde demais e, assim, deu abertura para que ela desferisse um golpe direto, com suas garras de cobre, rasgou a armadura e a pele branca do rapaz jogando-o longe. A menina pode sentir o cheiro ferroso de sangue e isso embrulhou seu estômago, mas continuou a lutar.

Clarice correu furtivamente até ele, abaixando-se para analisar seu corte e Raphael lançou-se para frente, a fim de formar uma barreira, entre o menino ferido e a empousa. Helena, de mãos vazias, girou o corpo inutilmente tentando encontrar uma saída. “Morning star...”, pensou ela totalmente frustrada.

Por que fazem isso comigo? – A empousa usava um tom de voz meloso e doce outra vez – Eu não sou bonita...? Vocês não querem me proteger?

Raphael ficava desorientado, como prole do deus da guerra, ele sentia o perigo em seus ossos, mas aquela voz tinha o poder de o confundir.

Helena podia sentir a ação esmagadora da voz da empousa, apesar de cada fibra de seu corpo reagir negativamente ao efeito. Olhou para os três e eles pareciam reagir positivamente ao tom de voz da criatura, a menina reagiu frenética, enquanto se lançava na direção deles.

OLHEM PARA MIM, OUÇAM MINHA VOZ! Não sou eu a mais bela de todas aqui? Me respondam: me trocariam por ela? Luto ao lado de vocês, estamos juntos agora. – Ela bradou.

Os três olharam para Helena e em seguida para a empousa e mais uma vez para a morena e negaram, ficando do lado dela, não a trocariam.
Suspirou aliviada, enquanto esperava seu plano acontecer. A empousa enraivecida, avançou contra eles de novo, tentavam desviar, mas ela quebrava tudo a sua frente e se algum daqueles golpes os acertassem, estariam acabados. Ela precisava de sua arma.

Meio segundo depois, em resposta ao seu desejo mais profundo, menina pode sentir em seu âmago a vinda de sua arma, morning star era uma esfera de poder e que de alguma forma sempre a encontrava e respondia ao seu chamado em necessidade.

Com um zumbido metálico, cortou o ar e fez um estrondo enorme ao impactar a empousa, que acabara de acertar um golpe em Clarice, fazendo-a ser lançada longe.

Com sua arma, Helena se sentia poderosa e arquitetava um plano, precisava acabar com isso logo, pois quanto mais os semideuses ouviam a voz poderosa da criatura, mais eles se sentiam atraídos e mesmo Helena, iria sucumbir se demorassem mais.

Irrompendo pelo ar, sua morning star desferiu outro golpe na empousa que mal teve tempo de reagir, atingindo sua região rostral, mais especificamente sua boca, com tanta força que se ouviram estalidos de fratura – era incrível a ligação com que tinha com a semideusa, sabendo o que e como fazer o que ela queria.

Os outros pareciam voltar para a razão, seus olhares não estavam mais desfocados e ela podia ver os punhos de Raphael se fecharem com mais força sob o cabo de sua arma.

Em seguida, Helena abaixou-se e tocou o chão, de alguma forma sabendo o que fazer. Queria apenas imobiliza-la, nada mais que isso. Seu cérebro processava apenas o poder, as sombras, projetadas pelas árvores, de alguma forma começaram a subir pelos pés, joelhos e quadril da criatura, a mantendo parada.

Só as tinha controlado uma vez, sem querer, quando ansiava por sombras onde estava trabalhando e elas a obedeceram. Dessa vez, seria consciente e com objetivo.

Fazia tanta força que parecia que iria desmaiar. – Rápido! Raphael! – Ela gritou sem tirar os olhos da criatura, forçando-se ao limite que as sombras segurassem a violência daquele ser.

Raphael correu e com o martelo em punhos, afundou a lâmina dupla no peito de mármore da criatura e forçando-o para baixo o máximo que conseguia. Assim que o rapaz se afastou, soltando seu machado, em uma explosão de pó e fumaça a criatura se desintegrou e foi absorvida pela terra.

Os quatro semideuses ficaram em silêncio observando o local em que segundos atrás o monstro estava e, então, suspiraram aliviados e cansados.

Temos de levar Paul para a enfermaria! – Exclamou Clarice com a voz chorosa. Todos assentiram e Raphael e Helena foram ajudá-la a levantá-lo do chão. Ele estava consciente e melhor do que imaginou, precisando apenas de um apoio para caminhar.

Helena também estava com a roupa empapada por sangue e sentia seus ombros latejarem, mas estava absorta em seus pensamentos. Antes de sair da clareira, olhou uma última vez para o local que vira aquela mulher que a ajudara e não viu nada a não ser as árvores e o vazio. Continuou a andar, enquanto encarava suas mãos ainda trêmulas.

XXX


Helena estava sentada nas escadarias da Grande Casa, Paul estava mais distante com Clarice em seu encalço e Raphael havia entrado para falar com Quíron.

A semideusa sentia suas costas latejarem e sua blusa estava empapada em sangue.

Ei, Helena... – Disse Paul – Você é mesmo indeterminada?

Ao que parece. – A menina respondeu sem emoção.

Seus poderes, sua arma... Não sei. – Ele falou em dúvida – Você por várias vezes nos fez recobrar a razão. A sua voz exerceu um comando estranho sobre nós.

Obrigada! – Ela olhou para ele sorrindo docemente, mas sua mente analisava as palavras do semideus. Ela realmente havia feito algo tal como a criatura – não na mesma intensidade, é claro.

Clarice estava com o rosto vermelho e Helena gostou ainda mais de sua reação. – Foi um bom trabalho em equipe, certo? E com um filho da vitória do nosso lado, como perder?

Certo... Ah isso! É! – Ele disse encabulado, passando uma mão atrás da cabeça.

Gostei de sua perícia com lanças. – Ela continuou – Quem sabe um dia não treinamos?
- É, cl-claro! – Ele falou sorridente.

A filha de Hermes fulminava a garota com os olhos, então, era essa uma de suas fraquezas. Clarice era realmente irritante e pessoas irritantes merecem pagar pelo o que geram.

Quíron saiu, em sua cadeira ilusória, ao lado do semideus e observou-os atentamente. – Paul e Helena vão para a enfermaria, cuidem de seus ferimentos. Foram ótimos hoje. Precisamos aumentar a segurança do acampamento, mais e mais monstros estão chegando em nossos limites de forma furtiva, o que é preocupante. Enfim, dispensados!

Eles assentiram e Helena se levantou, pondo-se a caminhar sem ajuda, em direção aos cuidados.

No jantar, todo o Acampamento estava reunido em torno da fogueira. Música, comida e risos podiam ser ouvidos à distância. Toda noite era como se comemorassem por estarem vivos mais um dia. “Mais um dia”, ela pensava enquanto caminhava em direção ao local.

A animação era contagiante e até mesmo para ela. A música tocada pelos filhos de Apolo a faziam ter vontade de dançar. Ao passar pelo grupo notou outros rostos conhecidos, como Paul, filho de Nice, que estava na missão desta tarde.

Venha dançar! – O rapaz gritou por cima da música.

Helena balançou a cabeça rindo, mas acolheu o pedido, entrou no meio da roda e deixou-se levar pela melodia. Seus passos eram livres e de maestria técnica, mistura ballet clássico e contemporâneo – com movimentos ritmados e de desenvolvimento gradual.

De repente, sentiu um tranco quando alguém passou por ela empurrando-a. – Me desculpe! – Disse Clarice piscando seus olhos com grossas camadas de rímel nos cílios – Foi sem querer!

Para quem é veloz e furtiva, como as grandes habilidades seu pai, o senhor dos senhores mensageiro, você me acertar em um espaço tão grande é um tanto irônico. – Helena falou dando um sorriso afetado – Não acha?

As duas se encararam e Paul aproximou-se preocupado: – Tudo bem? – Perguntou.

Sim! Só estou com um pouco de dor no ombro, depois fiquei me movimentando e... Eu e Clarice acabamos trombando sem pretensão agora, então, retesei um pouco. – Helena falou encolhendo os ombros.

Oh, Claro! – Falou Clarice com a voz vacilante, seus olhos estavam mais abertos e revelavam seu despeito.

Quer ir na enfermaria? Quer ajuda? – O semideus perguntou.

Não, não preciso de nada. – Helena respondeu encarando Clarice – Mas, talvez Clarice tenha algo para te falar, Paul... Eu iria para um lugar mais tranquilo, falar no meio de tanta gente, pode não ser bom...

A menina sorriu e caminhou, indo em direção a mesa de Hermes para alimentar-se, já que estava faminta.

Quando foi se sentar, a fogueira pareceu incendiar-se ainda mais, criando labaredas gigantescas e chamou a atenção de todos do acampamento. Helena virou-se rapidamente a tempo de observar uma imagem pitoresca de fogo se formar no céu, uma maçã. De alguma forma, a imagem etérea se transfigurou em uma fruta de verdade e caiu, rolando até encostar em seus pés. Tudo durou pouco mais que três segundos, mas a seus olhos, aquela maça dourada, vinha em câmera lenta.

Quíron levantou-se de seu lugar e caminhou até ela, encarando-a com uma expressão séria: – Está feito, Helena foi reclamada. Bem-vinda novamente, Helena, filha de Éris, deusa da discórdia.

A semideusa se abaixou e pegou a maçã dourada, ela brilhou em suas mãos e desapareceu. Ela estava com a boca semiaberta e seus olhos mais abertos, caminhou em silêncio até se sentar na mesa que agora lhe era por direito, ainda surpresa e sem palavras.

Olhou para Clarice e Paul que ainda permanecia de pé, a menina a encarava boquiaberta; Helena lhe deu um sorriso malicioso antes de voltar os olhos para a comida e ouvir Quíron bradar: – Aos deuses.

Aos deuses.

Helena buscou seus pertences no chalé de Hermes, de cabeça baixa, andava pelo acampamento em silêncio, apenas na companhia de sua esfera, flutuando a sua volta. Tudo estava assustadoramente silencioso, não havia ninguém pelo caminho e a noite parecia mais escura que o normal, nem a luz da lua conseguia trazer seu brilho prateado para o local.

Era filha da deusa da discórdia. Logo ela que nunca se preocupou com quem eram seus pais, nunca realmente se importou, foi lembrada por sua mãe – seja lá quem ela é. Era filha de uma deusa e isso era tão estranho quanto podia imaginar.

Notou que o olhar dos outros semideuses se alterou um pouco, depois de ter sido reclamada na frente de todos. “Estereótipos”, pensou ela, enquanto refletia quem verdadeiramente era.

Ela parou, de repente, tendo a impressão de que não estava sozinha. Olhou para todos os lados e não viu ninguém – o que também era estranho dada as circunstâncias de morar em um acampamento com um monte de jovens.

Estava próxima do chalé de deusa da discórdia, sua casa, quando o sentimento voltou mais forte e foi engolfada por uma corrente de ar forte o suficiente para faze-la quase cair, abaixou-se em busca de equilíbrio e quando olhou para cima, aquela mesma presença da floresta estava a sua frente. Não estava ficando louca.

Helena... O rosto... Nascida da casa de Tróia, abençoada pelo Deus-Sol. – A mulher falava com uma voz apaixonante, ela era ainda mais encantadora que o charme da empousa, se ela pedisse que Helena matasse alguém, ela o faria para ouvir aquela voz outra vez. – Provou-se digna.

Quem é você? – Ela perguntou. – Por que me ajudou?

Calíope! – Respondeu – Ganhou graça aos nossos olhos. Ouviu nosso chamado. Ganhará mais do que imagina.

O que... – Sem entender não conseguiu formular uma frase, aquela voz parecia repetir-se em sua mente a deixando anestesiada.

Voltaremos a nos encontrar, menina. E até lá, trate de ser quem realmente é, δυαδικότητα – Calíope disse aproximando-se de Helena e soprando, com um hálito doce, sua face.

Ela não se lembrou de mais nada, apenas de que sua visão ficou turva ao perdeu a consciência.

observações:
pormenores:
Olá. Bem-vindos a minha trama! O início.
Esta CCFY terá IX partes, sendo uma para cada Musa – a primeira é Calíope, musa da ciência e eloquência. O papel delas é fazer ligação da semideusa com seu legado de Apolo, mais a frente vocês irão entender o motivo.
Na parte I, Helena descobre que é filha de Éris, têm sua primeira batalha – primeira mesmo, pois eu nunca havia narrado uma dessa forma, de fato, então vamos com calma que eu chego lá um dia – e, após, o encontro com Calíope fica curiosa sobre o que ela lhe falou e, então, irá começar sua caminhada.
E assim é dado o início da trama. Vocês irão descobrir pouco a pouco sobre Helena, mas se quiser contextualizar sua história, pode clicar aqui (será redirecionado para sua ficha de reclamação) e para saber um pouco mais sobre ela aqui (FPA).
Agora vamos em frente.
poderes:
passivos:
Habilidades dos Filhos de Éris
Nível 1
Nome do poder:  Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Cura do Pomo I
Descrição: Inicialmente comer uma maçã - um dos símbolos de sua mãe - poderá lhe dar um pouco mais de energia e fazer você se sentir revigorado, mas nesse nível não é nada muito elaborado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 10 HP e + 10 de MP
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Causador de Discórdia I
Descrição: As proles dessa deusa são ardilosas e, nesse nível, contam mentiras que parecem muito verídicas, podendo fazer o oponente ficar levemente confuso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Torna poderes de ilusão, mentiras e discórdia através de palavras e da mente 15% mais fortes.
Dano: +5% de dano se o semideus conseguir fazer com que caiam em sua teia de mentiras e ilusões.

Nível 9
Nome do poder: Bom ator
Descrição: Devido a sua habilidade em contar mentiras, você acaba sendo um improvisador nato e essa habilidade pode lhe ser muito útil para sair de momentos difíceis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força em poderes ativos que necessitem de persuasão, ilusão ou mentiras. +15% de chance de sair de uma situação complicada usando tal habilidade.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Reconhecimento de mentiras
Descrição: Nada melhor do que um bom mentiroso para reconhecer outro, certo? Desde que o oponente não acredite na mentira que está contando, você poderá descobrir que a história dita não passa de uma falácia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será afetado por mentiras, pois, sempre sabe quando alguém está mentindo ou tentando engana-lo.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Estrategista Habilidoso
Descrição: De tanto criar mentiras você começa a se tornar um bom estrategista, sendo capaz de criar estratégias de batalha quase tão eficientes quanto a das proles de Atena.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de que seus planos funcionem conforme o esperado.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Perícia com facas e lanças II
Descrição: Agora a sua habilidade começa a se aperfeiçoar ainda mais e você com toda certeza passa a ser um dos destaques no uso de ambas as armas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +35% de assertividade no uso de uma dessas armas.
Dano: +15% de dano.

Nível 16
Nome do poder: Furtividade I
Descrição: Os filhos de Eris/Discórdia tendem a ser bastante espertos, furtivos, devido as palavras venenosas e da má sorte que instalam ao seu redor. Isso faz com que consigam se esquivar mais facilmente, e se locomover sem serem notados com facilidade, podendo evitar fazer barulhos, ou serem detectados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de furtividade em luta. +20% de chance de pegar o inimigo de surpresa.
Dano: Nenhum

Habilidades dos Filhos de Apolo
Nível 2
Nome do poder: Arqueiro I
Descrição: A maioria dos campistas iniciantes não tem qualquer tipo de afinidade com as armas, porém, devido a ligação com o divino acabam por receber um instinto natural com as armas ligadas aos seus pais. Apolo/Febo é um arqueiro perfeito, e por isso seus filhos tem uma maior afinidade com a arma. Mesmo sendo novato no acampamento, o semideus possui uma perícia iniciante que faz com que o mesmo saiba o uso básico de um arco, diferente de outros campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus
ativos:
Habilidades dos Filhos de Éris
Nível 1
Nome do poder: Palavras torturantes I
Descrição: Fazendo uso deste poder, o filho de Éris/Discórdia pode usar-se dos maiores medos de seu oponente para deixá-los inseguros, frustrados, cansados ou irritados. É preciso que a cria de tal deusa possua impecável oratória e convicção daquilo que está dizendo pois, nesse nível, a habilidade é um tanto frágil.
Gasto de Mp: 15 MP Por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Deixa o inimigo levemente confuso, contudo, é preciso saber sobre o que está falando.

Nível 13
Nome do poder: Causador de Disputas
Descrição: O filho de Eris/Discordia, pode usar esse poder, e jogar um inimigo contra seus aliados, causando uma disputa em campo por um curto período de tempo. Basta plantar sobre os corações dos inimigos, uma pequena semente de discórdia, e ao se concentrar, o poder deve funcionar, lhe dando chance de fazer com que eles causem golpes um no outro, e aproveitar-se disso para escapar, ou piorar a situação ainda mais.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O efeito dura dois turnos, nesses dois turnos, aliados se tornam na verdade, inimigos em campo, podendo atacar um ao outro, seja com palavras ou gestos.

Nível 14
Nome do poder: Umbracinese II
Descrição: O semideus aprimorou sua força, e aprendeu a controlar as sombras mais fervorosamente, consegue faze-las se enroscar entre as pernas de seu oponente, e prendê-lo até a cintura, enquanto estiver com o poder ativo, os membros inferiores do inimigo, ficarão totalmente imobilizados, ou seja, pernas, pés, e quadril, não conseguirão se mover enquanto estiverem presos pelas sombras. Ainda não consegue usar as sombras para ferir seus oponentes.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
arsenal:

Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]
Morning Star [De aspecto simples e polido, é uma pequena esfera maciça que possui 4 cm de raio e sua coloração é negra comum brilho levemente azulado. Possui um instinto protetor senciente em relação a sua possuidora, ouvindo seu chamado quando estão distantes uma da outra e pode flutuar a sua volta. Não responde a mais ninguém e ninguém pode tocá-la, pois causa-lhe queimaduras leves. | Efeito: Sempre retorna para a dona. | Efeito 1: Aumenta os ataques elementais de sua possuidora em 15%. | Efeito 2: Sua massa aumenta, podendo atingir inimigos causando extensos danos físicos, que aumentam por dois turnos sendo 5%, no primeiro turno do ataque e 5%  no segundo turno. | Arambarium | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Comum | Item inicial]
personagens:
Houve uma batalha nesta parte da trama, então, considerei.
Clarice, filha de Hermes – lvl 18
Paul, filho de Nice – lvl 15
Raphael, filho de Ares – lvl 21

Empousa – lvl 6
Passivos:

► Beleza espectral - Empousas são extremamente belas, mesmo para criaturas de mesmo sexo mas, em caso de semideuses masculinos a atração é maior. Em todas as situações seu charme afeta até àqueles normalmente imunes, ainda que neste caso em menor escala.

► Garras afiadas - Suas garras podem cortar como se fossem feitas de bronze, e são geralmente usadas nos ataques.
Ativos:

► Charme - Sua voz encanta os alvos, tornando-os suscetíveis a receber e obedecer a suas ordens, desde que não demonstrem ser prejudiciais.

► Manipulação da névoa - empousas manipulam a névoa facilmente, podendo enganar até mesmo semideuses com mais facilidade.



—good girls go to hell
hills burn in california; my turn to ignore ya, don't say I didn't warn ya. all the good girls go to hell 'cause even god herself has enemies.
Helena Demetriou
Helena Demetriou
Filhos de Éris
Filhos de Éris


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— les neuf sœurs Empty Re: — les neuf sœurs

Mensagem por Hades em Sex Nov 01, 2019 7:06 pm

Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

RECOMPENSAS: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Comentários:
Não tenho reclamações sobre o texto. Tudo foi bem construído e criado de forma coerente. Parabéns.

Hades
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Deuses Olimpianos
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Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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