The Blood of Olympus
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Mensagem por Ariele Froes em Qui Out 31, 2019 2:44 pm

Tópico destinado para as tramas pessoais da filha de Iris: Ariele Froes.


YOU'RE THE STAR I LOOK FOR EVERY NIGHT YOU'RE MY ONLY COMPASS I MIGHT GET LOST WITHOUT YOU
Ariele Froes
Ariele Froes
Filhos de Íris
Filhos de Íris

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Localização : No arco-íris!

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Mensagem por Ariele Froes em Qui Out 31, 2019 5:01 pm

A minha nova moradia parecia me agradar, principalmente depois de me descobrir semideusa, que foi quando senti que jamais deixaria o acampamento em hipótese alguma. Mas, também, não poderia deixar de lado minha saudade pela minha terra natal brasileira, a Amazônia. A floresta era vasta, cheia de animais e sua biodiversidade era reconhecida como sua maior qualidade, trazendo lembranças da infância dessa filha de Iris diretamente de muito longe. Também não sabia se sentia ânimo — por ter deixado aquele recanto para começar minha jornada semidivina — ou se sentia melancolia, por ter abandonado minha casa e minha família, que me acolheram quando mais precisei.

Isso de alguma forma parecia mexer com meus sentimentos e torná-los ainda mais bipolares sobre estar ali ou não e acredite: isso tornava meu dia a dia cada vez mais confuso. A questão de ser ou não ser de William Shakespeare, “saca?”

— Vamos, Ariele! Você lê o dia inteiro, parece que está viciada! — Não era uma pessoa de muitos amigos, por isso vivia enfurnada em todos os livros que encontrava, visando-os como uma válvula de escape para sanar minha falta de capacidade social no acampamento, que, aliás era quase inexistente. Rachel, ainda sim uma americana que parava para conversar comigo todas as manhãs, achava que ler era ruim em todos os aspectos e por vez ou outra até me forçava a falar com ela, pois geralmente se sentia sozinha.

— Ler é imaginar. Imaginar é crer, acreditar. Simples assim. — Com um rosto ainda fixado naquelas páginas impressas, eu disse, de modo que não esbocei nenhuma reação.

— Não tenho tempo para essas charadas que você cria, Froes. Eu preciso fazer a aula de perícias corporais agora, logo voltarei depois. Espero não te ver com esse livro ainda na mão, ouviu? — Ela se importava comigo, mesmo que eu não ligasse muito para a nossa amizade. Mas não me veja mal, meu jeito desligado de todos me faz ser assim, fria e monótona todos os dias. Mas daquela vez seria diferente, principalmente quando me permiti deixar o livro na cama — marcado com uma caneta na página em que tinha parado — para começar a arrumar uma mala à esquerda do meu aposento. Ler sobre a natureza tinha me atiçado um sentimento de saudade eterno que não se calava, sendo aquele desejo de ver como estava minha família que a cada momento era mais real.

Mas me diga… Seria correto aparecer lá após ter sumido esses três anos todos? Os indígenas eram povos de paz e geralmente não ligavam para as pessoas que paravam em suas vilas para conhecer sobre a sua cultura, mas quando isso se tratava de um dos seus o assunto era completamente outro. Minha mãe, que agora era adotiva — mesmo que eu não considerasse Iris minha genitora de fato — devia sentir decepção. Podia ver sua saudade todos os dias sendo até mil vezes maior que a minha, já que em uma tribo só de mulheres era fácil lembrar da face uma da outra.

— “Sinto muito, mamãe.” — As lágrimas não gostavam mim, vindo e indo no meu rosto como uma cachoeira que transportava água. Enquanto arrumava aquela mala muitas coisas passavam sobre minha mente, sendo muitas delas também voltadas ao meu passado, onde ainda não era uma semideusa com poderes. A minha vida ficou confusa sim quando me descobri ser filha do arco-íris, mas era tão intrigante! Tudo era novo, mas por que então aquela saudade permanecia? Será que era algum deus indígena tentando me avisar?

De qualquer forma o tempo era curto demais para que eu me prendesse em lágrimas e memórias. Após ter dobrado a última roupa, fechei o zíper e segurei a mesma em minhas mãos, colocando suas rodinhas ao chão e me locomovendo para o que seria o portão do acampamento. Era tão irônico ver aquela abertura marcada por um aro de pedra encantado com uma barreira, pois era por ali que semideuses novatos e desesperados passavam sem ter nenhuma ciência do seu futuro. Já tinha cruzado por ali e me ver naquele mesmo local novamente me fez esboçar um leve suspiro cansado, de quem sabia que iria ser um provável alvo de monstros ao deixar seu segundo lar.

— Vamos, Elle. Você consegue! — Proferi em um tom baixo, dando o primeiro passo para fora do acampamento. Meu coração palpitou levemente, dando sinal de que a partir dali estaria sendo guiada apenas pela minha própria sorte e nada mais. O sol ainda estava sobre o céu e tinha vantagem disso, vendo que a maioria das criaturas mortais aparecem a noite, aproveitaria a deixa para me transportar ao aeroporto mais próximo em questão de minutos — ou segundos, se dependesse daquele táxi maluco em que tinha entrado.

— Pague o que deve! — Ordenaram, quando deixei uma pequena quantia de dracmas em suas mãos pálidas. Foi cerca de apenas segundos para que sumissem, me deixando na porta do aeroporto de Nova Iorque. Era o momento de entrar e fornecer o ingresso — previamente comprado — ao senhor responsável, que sorria falsamente para mim já cansado de ter que fazer a mesma coisa todos os dias. O avião era aquele clássico, manchado pelo branco e paletas de cinza, modernizado com luzes e janelas que permitiam ver a vista em todo o seu parâmetro.

— Lá vou eu… — Com o fone em mãos, coloquei uma música da Lana Del Rey antes de adormecer completamente.

(...)


— Moça? — Acordar depois de algumas horas ao ouvir uma voz doce vinda de uma aeromoça não poderia ser melhor, ainda mais depois de um belo descanso após várias noites de insônia. — Chegamos a cinco minutos! — Era uma ordem para que eu levantasse minha bunda e saísse do avião antes que ela me chutasse dali.

— Já estou indo. — Arrumei meus cabelos na frente do meu rosto, evitando mostrar a minha cara inchada ao máximo pra funcionária e me despedindo do local, permitindo-me deixar com ela um pequeno sorriso de canto. — “Ótimo, agora é só andar a pé.” — Atualmente as civilizações indígenas são muito atualizadas e a maioria delas nem vivem mais diretamente na amazônia, mesmo que a minha ainda mantivesse totalmente os costumes antigos, muitos não os cumpriam. A minha tribo se chamava Muiraquitã, conhecida por ser o reino das pedras verdes. Lá habita uma tribo indígena de só mulheres, que contém seu próprio estilo de vida.

Segundo a lenda que teriam me passado de geração em geração, as índias se escondiam no coração da floresta e eram exímias guerreiras que faziam os homens das tribos vizinhas tremerem de medo. Vez ou outra, elas raptavam os homem afim de se procriar e se concebessem uma menina, esta seria acolhida na tribo e treinada para ser uma excelente guerreira. Porém, se nascesse menino, seria esperado o tempo do aleitamento e no ano seguinte, na festa do ritual das pedras verdes, este era devolvido à tribo do pai.

Segundo consta, os homens escolhidos para fertilizarem as mulheres da minha vila pertenciam às tribos dos Guacaris, que era a tribo mais próxima e depois elas os presenteavam com um talismã chamado Muiriquitã ou Muyrikitan, feito de alguma pedra esverdeada, como a jade ou ainda do barro que era retirado do fundo do lago chamado Jacy Uaruá — espelho da lua, que assim originou o nome da minha tribo. O ritual das pedras verdes acontecia uma vez por ano, na festa dedicada à lua. Minhas irmãs e parentes mergulhavam no lago e traziam às mãos um barro verde, ao qual davam formas variadas de rã — símbolo da fertilidade —, tartaruga e outros animais. O barro era retirado ainda mole do fundo da água e então era moldado por elas. Ao entrar em contato com o ar, o barro endurecia e os objetos eram usados em colares como poderosos amuletos pelos homens presenteados por elas. Por essa razão as tribos da minha família eram conhecidas como o reino das pedras verdes.

Mas aquelas histórias que me contaram voltavam não mais como motivo de orgulho, mas de tristeza por tê-las, como já disse, as abandonado. Entrando sobre aquela mata profunda que já me recolheu aos braços, apenas pensava que tudo aquilo não tinha sido só minha culpa, pois elas que me esconderam uma vida que não devia ter sido mantida em segredo, o que fez que ambos os lados se tornassem errados e não só o meu. Mas não era cabível jogar isso somente no dorso delas, entretanto.

— F-filha? — Do alto, gritou. Era a minha mãe, líder da tribo e atual guerreira que me ensinou tudo o que eu sabia. Ela ecoou um canto previsto que avisaria a todas minha chegada, quando se aproximou de fato para checar minha aparência. Três anos sem estar sobre o olhar de Guaraci, o deus do sol, tinha me mudado muito. Ela parecia espantada ao ver meu estilo de roupas pretas, meu cabelo curto que antes era longo e toda a minha nova silhueta. — O que fizeram a você? — indagou.

— Está tudo bem, mãe. — A abracei, sem permitir que ela negasse o carinho que não tínhamos a anos. Já tinha tempos que todas nós da tribo não nos recolhíamos de fato, fazendo uma saudação que aos olhos dos deuses indígenas era um ato de carinho e amor. — Senti sua falta, mais que tudo. — Forcei um pouco meu rosto sobre o peito dela, como um bebê que busca apenas o afeto de sua mãe. Ela apenas consentiu, me deixando de lado grosseiramente depois de alguns minutos de lembranças férteis.

— Você nos abandonou, Ariele. — Com um olhar sério que me mostrava apenas uma líder e não minha mãe, ela ressoou.

— Você sabe que a culpa não é só toda minha, mãe. Você sabia de tudo isso e simplesmente não se importou em me contar nada e sou a errada por ir atrás da minha verdadeira origem? — Cerrei os punhos e falei fechando meus olhos, preparando-me para sem querer ouvir o que não devia por ter sido mais grossa do que esperava. Não conseguia ver seu rosto de desgosto, por isso só ouvi passos se distanciando. A mata adentro era densa o suficiente para que as índias se escondessem nela, me deixando ali sozinha.

O motivo? Bem, quando as mulheres ou garotas da tribo eram consideradas traidoras, a líder podia deixá-las falando sozinha e se esconder na mata, por isso os acampamentos e tribos dessas mulheres eram temporários e bem movimentados. Nada, contudo, justificava o porque dela ter me deixado ali, plantada como se não fosse ninguém importante. Eu era a próxima — segundo a hierarquia — a tomar a liderança da nossa comunidade, mas como traidora tinha a completa ciência que não teria mais essas capacidades.

Podia muito bem saber onde se escondiam, mas nem tentei me esforçar em procurá-las. Apenas andei mais profundamente para o coração da mata, sentando-me ao centro e deixando a mala que carregava com as mãos de lado, fechando meus olhos enquanto deitava sobre a folhagem e sentia a natureza me incorporar. O barulho das aves, tucanos e toda a sua flora me deixava mais calma, como se não existissem mais problemas. Mas tudo aquilo foi interrompido quando ouvi algumas árvores caindo. Foi o intuito que me fez correr rapidamente — usando minhas habilidades de índia enferrujada — para me esconder nos arbustos e apenas observar. Eram máquinas, derrubando árvores enquanto homens pareciam rir e tomar cerveja no acampamento mais próximo.

De uma coisa eu sabia: aquela situação não parecia cheirar nada bem. Eu, como uma ex-guerreira daquela tribo e globalizada o suficiente para ter uma conversa com os homens deveria intervir de alguma maneira.

E aquela hora seria imediatamente!
NOTAS AQUI

— Ross


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Localização : No arco-íris!

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Mensagem por Hades em Sex Nov 01, 2019 6:23 pm

Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

RECOMPENSAS: 4.850 XP e 3.880 dracmas, 10 ossos

Comentários:
Alguns erros gramáticais e passagens confusas geraram um pequeno desconto, porém devo acrescentar que o texto foi muito bem escrito.

Hades
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Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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