The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

[CCFY] — ☠️ The Mortal Daemon ☠️

Ir em baixo

[CCFY] — ☠️ The Mortal Daemon ☠️ Empty [CCFY] — ☠️ The Mortal Daemon ☠️

Mensagem por August Damon Wolfstorm em Qui Out 31, 2019 4:45 pm

☠ A mortal guy ☠
Tópico de trama pessoal, história por August Damon Wolfstorm

A personificação mortal do ódio.




I'm not the good guy
August Damon Wolfstorm
August Damon Wolfstorm
Filhos de Ares
Filhos de Ares

Idade : 25
Localização : Pergunta pra loira.

Voltar ao Topo Ir em baixo

[CCFY] — ☠️ The Mortal Daemon ☠️ Empty Re: [CCFY] — ☠️ The Mortal Daemon ☠️

Mensagem por August Damon Wolfstorm em Qui Out 31, 2019 4:54 pm



Daemon: "São deuses de determinadas entidades da natureza humana, como a Loucura, a Ira, a Tristeza, etc."
The Mortal Daemon
A mulher tinha lindos cabelos negros como a noite, seus olhos eram azuis como o céu e seu corpo atlético. Ela brincava com um garoto, tinha cerca de cinco anos, cabelo igualmente preto como a noite e as íris ciano. Seu rosto não se parecia com o da mulher, ele devia ser parecido com pai, mas tinha o mesmo olhar que sua mãe. Ela rodou o menino no ar, enquanto a areia da praia se espalhava para todos os lados, eu de alguma forma sabia que eles estavam em Santa Monica. Duas figuras escuras passaram no céu noturno e a mulher se assustou, colocando seu filho no chão e falando de forma simples:  — Vá brincar.

Eu não reconheci as figuras no céu, mas quando os dois se aproximaram da mulher eram homens e isso era simplesmente impossível, pois ambos eram gigantescos a um segundo atrás e podiam voar. Não sabia quem eram, mas um deles deu um passo a frente e a mulher tomou uma posição defensiva. O homem mais alto falou: — Cinco anos, princesa. CINCO. Você não vai escapar dessa vez, o imperador vermelho não vai permitir uma outra fuga.

— Eu não preciso de permissão, eu não sou mais a Kaelle de antes. Eu tenho uma vida agora. Uma minha! - Respondeu ela de forma ríspida, ficando entre os homens e o filho que não prestava atenção naquilo. Ela estava pronta para atacar, mas os homens mantinham a postura relaxada.

— Você vêm conosco e o garoto Daemon também, seu pai tem um interesse especial no seu filho Dróvik. - Falou o homem, removendo o capuz.

— Ele não é meu pai. - Respondeu a morena. A mulher sacou uma espada sabe-se lá de onde e atacou os homens.


Com um bafo gélido no meu pescoço, acordei assustado. Ainda não acreditava naquilo que tinha sonhado. Aquela era pior sensação do mundo, dormir em um chalé cheio de pessoas que eu não conhecia e que todos diziam ser "meus irmãos", porra nenhuma. Eu não tinha irmãos, ou pai. Minha mãe? Me abandonou quando eu tinha cinco anos, me largou em um beco na cidade de Nova Iorque, me deixando para o meu próprio destino. Agora eu estava ali: Acampamento Meio-Sangue. Eram por volta das três horas da manhã, eu não fumava um mísero cigarro faziam mais de vinte e quatro horas. Não aguentei, peguei o maço e saí dali, todos estavam dormindo menos eu. "Alguém tinha comentado sobre harpias ou sei lá", pensei e dei de ombros, abrindo a porta do recinto e encarando o céu noturno, sentei na soleira e acendi o fumo. O primeiro trago, nervoso e com desespero, aliviou a tensão assim que a nicotina percorreu meu corpo.

Comecei a me recordar de todas as merdas que tinha vivido até aquele momento, até minha primeira noite naquele lugar maldito. Era melhor não ter saído do chalé afinal de contas. Um trago no cigarro me levou de volta para memórias que eu não queria ter.

...


Meu primeiro pensamento foi em "pai", mas então minha mente se moveu em uma direção ainda mais antiga: minha mãe. Acho que nada seria mais justo que começar minha história se não pelo começo, por onde eu realmente "nasci". Diferente de um pensamento, senti o corpo ficar mole e comecei a cair, como se fosse engolido pelas trevas, então bati no chão com força em baque surdo. Era uma noite chuvosa de novembro de noventa e nove, eu lembro por que do outro lado da rua existia uma grande placa em neon com os dizeres "in next month welcome the christmas". Olhei para o outro lado da rua e lá estava a placa. Na minha frente um sedan amarelo estacionou. Eu tinha cincos anos, pelo que podia ver dentro do carro, ela desceu do táxi junto comigo e parou em frente a um beco. A rua estava escura e bem vazia, não haviam muitas lojas se não aquela do outro lado da rua.

- Um segundo por favor. - Ela falou para o taxista que parecia impaciente, meus olhos capturaram os seus e ele parecia assutado. Resmungou algo sobre Williamsburg não ser um passeio no parque e virou para frente.

- Por que paramos aqui, mamãe? - Meu pequeno eu perguntava com ansiedade. Ele não gostava do frio que fazia ali e minha mãe tinha desespero nos olhos, como se fosse algo urgente, minhas pupilas capturaram as dela, sem sombra de dúvidas era a mulher do sonho. Seus olhos azuis não pareciam ter o mesmo brilho de costume, ela estava a ponto de partir quando respondeu.

- Para que eu possa salvar sua vida, August. Para que você tenha uma chance de liberdade, uma chance de viver. Não vai ser fácil, mas você não está pronta para este destino, o destino do seu sangue. - Ela respondeu avidamente, enfiando a mão quente no peito do garotinho. A mulher se vestia como se não sentisse frio algum, como se mesmo no inverno houvesse uma fornalha em seu interior.

- Como assim? Você vai me abandonar por causa dos caras maús? - O menino perguntou, meu pequeno eu realmente parecia entender a situação, ao passo que aquela cena se desenrolava em minha mente e uma lagrima rolava no canto dos meus olhos. De repente algo que eu não me lembrava aconteceu, duas asas gigantescas e arqueadas apareceram nas costas da mulher, o taxista não pareceu perceber, nem o jovem Damon.

- Eu vou meu filho, mas você vai encontrar seu caminho sem mim, você precisa dessa chance. Uma chance de não viver seu terrível destino, meu amor. - Ela respondeu e começou a entoar um canto antigo, não era grego, as palavras tinham algum tipo de magica. O menino começou a gritar de dor e se ajoelhou, esfreguei meu próprio peito no local que ela tocava sob os agasalhos. - Eu sinto muito que tenha de ser assim, meu pequeno Daemon. - Completou e se afastou. Suas asas de couro vermelho se encolheram e desapareceram no vestido. A marca brilhava através das roupas, uma triquetra.

- Mãe, está doendo. Por favor não me deixe. - O menino suplicou, se esforçando para ficar de pé. - Por favor mãe. - Repetiu com lagrimas escorrendo dos olhos, meu coração acelerado a mil, eu não me lembrava de tantos detalhes antes, aquela era uma memória muito intensa em minha mente, mas tinham informações que eu não me recordava, como o canto antigo e as asas de dragão da mulher.

- Eu sinto muito meu filho, nada me dois mais que fazer isso. - Respondeu ela, com lagrimas nos olhos. - Mas só assim você terá uma boa chance de viver em paz. - Falou ela, sem nem imaginar as coisas pela qual aquele garotinho estava prestes a passar, como ele cresceria sozinho em meio a corrida pela sobrevivência. O garoto começou a chorar mais alto, em completo choque enquanto a mãe entrava dentro do carro.

- Não faça isso. - Supliquei baixo, sabendo que ela não me escutaria. Meu corpo estava em completo choque. O taxista estava incrédulo, não acreditava naquilo que a mulher estava prestes a fazer. Ele falou alguma coisa e a mulher replicou em um tom definitivo. O garotinho começou a bater na porta aos prantos e o carro acelerou para longe, deixando um garoto em lágrimas no chão. Tentei tocar o ombro do garoto, com meus olhos prestes a um colapso de lagrimas. Minha mão passou direto por seu ombro e tudo ficou escuro. Eu estava deixando a lembrança.

...

Em um piscar de olhos eu estava de volta na varanda, minha respiração pesada e cansada, tentei não vomitar com o enjoo, um misto de emoções e tontura tomaram o corpo. Passei as mãos no cabelo encarando a soleira sob meus pés. - Pelas barbas de Zeus, você não vai chorar pela sua mamãe, né? - Perguntou uma voz que eu poderia reconhecer a distância, seu tom estava repleto de ironia, fato que fez meu sangue ferver. Levantei a cabeça e o deus tinha um sorriso cínico. Ares usava uma jaqueta de couro negro, seu corpo estava bem definido e naquela versão sua aparência não parecia nada comigo, contrariando meus pensamentos de como eu me parecia com ele.

- Você é o cara mais babaca que conheço. - Falei e sorri com escarnio.

- Deus. - Corrigiu ele de forma simples. - O deus mais foda que você conhece, pivete. - Insistiu ele com o sorriso maldoso nos lábios. Encarei seus olhos e ele esperava por isso, esperava um confronto.

- Tanto faz, não conseguiu ficar nem vinte e quatros horas longe? Você me deixou nessa pocilga de manhã e já vem matar saudade? - Perguntei com todo o sarcasmo que podia entoar. Ares rangeu os dentes em divertimento.

- Claro, claro. Como vocês mortais falam? - Perguntou retoricamente com maldade nos olhos. - Ah sim, saudades. Senti saudades do meu filho. - Completou, fazendo meu sangue ferver com a palavra "filho". Meus olhos faiscaram e precisava controlar toda minha vontade de saltar sobre o meu pai poderoso. A divindade abriu os braços como quem quisesse me abraçar. - De um aperto no seu velho. - Falou com deboche, como se não pudesse deixar de rir com aquilo.

- Babaca! - Exclamei e levantei de supetão, meus olhos estavam inflamados de raiva e eu tentava não me descontrolar, mas era inevitável. Segurei o deus pelo casaco. - Eu devia enfiar meu sapato na sua bunda, tão forte que você iria cuspir cadarços por uma semana. - Retruquei. - Saudades uma ova. - Falei com irritação, antes que ele mesmo pudesse falar alguma coisa me afastei, respirando fundo.

- O seu autocontrole é louvável. Até quando acha que é capaz de mantê-lo?
(c)
August Damon Wolfstorm
August Damon Wolfstorm
Filhos de Ares
Filhos de Ares

Idade : 25
Localização : Pergunta pra loira.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum