The Blood of Olympus
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[MF] Oliver Ehlert Nordberg

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Mensagem por Oliver Ehlert Nordberg em Qui Out 31, 2019 9:27 am

halloween
Tópico destinado às missões decorrentes do Halloween, por Oliver Ehlert Nordberg.  




I paced around for hours, I'm empty. I jumped at the slightest of sounds And I couldn't stand the person inside me. I turned all the mirrors around.
Oliver Ehlert Nordberg
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Guardiões das Hesperides
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Mensagem por Oliver Ehlert Nordberg em Qui Out 31, 2019 2:02 pm

Drugs started feelin' like it's decaf
A tragédia é tratava-se de uma essência fundamental para transformar um conto, uma história em evidentemente completa. Era dever daquele, quem transcrevia as palavras ao deslizar a pena suja de tinta preta sobre o papel e que os transpassava publicamente, provocar uma coletânea irregular de sensações aos seus leitores, quem aprecie suas obras de algum modo. Pois, vê-se a necessidade de haver, nem que seja somente uma, uma situação em que coloque o herói de quatro patas, jogando-o ao chão sem amparo e/ou forças para lutar.

Drama, angústia e sofrimento, até mesmo comédia era válido citar. Todos eram fatores essenciais e impensáveis para retratar a vida de qualquer ser bípede sobre a superfície do planeta Terra, ou seja, nem mesmo o nosso protagonista de hoje livra-se da descrição. Nome deste ainda não apresentado? Oliver Ehlert Nordberg, herdeiro do senhor das terras abrasadas e ínferas; ou infernais, se preferir. A vida do rapaz, apesar de soar dramático comentar, era repleta das maldições mencionadas, exceto a comédia, bem como o que vai ser apresentado hoje.

Não, talvez a ironia do destino é quem traga risos.

Os sentidos permaneceram-se ativos ao limite em toda a duração das ações e das cenas. Não engolia, nem gostava da sensação de confinamento das estreitas paredes ao seu redor e um caminho sem fim bem diante de seus olhos azulados. Isto é, há uma diversidade infinita de rotas a seguir, no entanto, somente uma delas levaria a recompensa e consequentemente aos “felizes para sempre”.

De acordo com a posição do astro prateado bem ao centro do véu negro, deviam ser por volta da meia-noite. Tinha de forçar a visão para enxergar a Lua, visto que uma névoa minimamente densa preenchia o local com o intuito de revigorar o ambiente macabro, assim provocando o terror a cada pequena e singela pernada. Um pensamento recorrente nele dava-se em relação às rosas, fixas nos aglomerados de folhas que formavam as paredes, crente despertaria famintas por carne e sedentas por sangue como plantas carnívoras alguma hora.

Inicialmente, como medida de precaução, anotou mentalmente os movimentos realizados. O primeiro pé foi o direito como dita a superstição da sorte. No primeiro instante, andou rapidamente reto por mais ou menos 2 metros de distância da entrada e virando para esquerda por 1,5m. Assim continuou, no entanto, conforme o tempo corria e não encontrava a saída, sequer recordava-se evidentemente da última curva feita.

“Não dá para mais voltar, o jeito é ir em frente mesmo.” Concluiu, assentindo verticalmente a cabeça entremeio ao devaneio. Desconfiado do silêncio e de nenhuma súbita aparição fantasmagórica como o prometeram, não proferiu ruídos vocais, mantendo a frase no cérebro e para ele.  Em decorrência do comportamento e do próprio psicológico em si, em todo momento em que via-se diante de múltiplos rumos a partir daquele que vinha, a princípio espiava todos os possíveis cantos, ângulos e lados. Uma atitude de segurança e autoproteção obviamente, verificar se não havia existência de perigo a cerca.

Não importava o quanto se esforçasse, a atmosfera não permitia. Já havia perdido a noção de tempo, assim como de espaço, no instante em que a névoa cobria um palmo de frente ao semblante. Teve de reduzir ainda mais a velocidade de movimento, a devotar mais da atenção aos passos e especialmente ao que visualizava a curto prazo ou imediatamente. “Hm?” Baixo som, este escapou dentre os lábios levemente entreabertos do homem. Sob a do pé direito, sentia estar acima de duro. Por sinal, era frágil, tanto que o que foi captado pela audição foi aquele singular som de algo se quebrando.

Crack - uma onomatopeia para simular o que escutou.

Ao mover os globos para baixo, fazendo com que o crânio acompanhasse o ato, identificou o meliante. — Um galho? — Quis conter-se e não revirar os olhos, ou bufar o ar para o exterior, mediante a constatação, mas a vontade livrou-se das correntes da opressão. — Beleza. Espera que esse labirinto não fosse me rebaixar ao ponto de achar que eu me assustaria com um galho quebrando. — À medida que a frase era complementada, mais do descontentamento e tédio transformavam-se em objetos perceptíveis ao lado dele. Sem mais um pingo de paciência e cansado de toda a brincadeira, pensou em trapacear de algum jeito, por exemplo, erguendo a terra debaixo de si para ver o passagem correta do alto.

Diferente do que tinha deduzido naquele instante, o labirinto do terror não era uma brincadeira, muito menos para menores de idade. Crianças? Passem longe, por favor, ou corram se amam as próprias vidas.

Ainda sobre o galho que provocou toda a cena de ira, ele sequer notou que a chão rompia-se em uma cavidade. Um tipo de alçapão talvez. Ocupado demais na infantilidade de deixar-se levar pela raiva por uma razão desnecessária, não viu o buraco sob os pés; agora imagine outra onomatopeia, esta com o intuito de simbolizar Oliver percebeu que ia cair e caindo.

A passagem inferior era um buraco largo suficiente para passar dois ou três dele de mãos enlaçadas. Como era de se presumir, em contrapartida ao tempo todo que permaneceu calado, só no momento em que o efeito da gravidade o puxava para em direção ao centro do planeta o Nordberg gritou o bastante para compensar o tempo perdido.  Aterrissando bruscamente após a queda de 5m abaixo da superfície, sentiu a latência do baque atingir as costelas, as quais foram a primeira parte a vir beijar o chão.

— Estou muito velho para isso. — A frase icônica do cinema, bradada por Roger Murtagh, o protagonista da sequência ilustre de filmes de perseguição policial dos anos 80 “Máquina Mortífera”.

Ao estalar a língua ao céu da boca, uma mania do menino para debochar de algo ou alguém, constou a seriedade do contexto: perdido em uma região que supostamente não deveria existir, há alguns metros no subsolo, sem chance de retornar pelo mesmo trajeto tomado inconscientemente. Por sua vez e por sorte, escuridão e o oxigênio pesado dentre as paredes rochosas eram coisas dribladas pelas aptidões naturais de descendência de Hades.  

O pior de tudo era a respiração gélida de encontro a sua cervical.

O seco rasgou a garganta para baixo quando identificou não estar mais sozinho. A respiração, instantaneamente, fugiu do ritmo padronizado. E o sonido de chocalho serpentino, assim, deu-se por início e ecoou. Curioso, ainda que receoso, buscou mirar ao que habitava logo em suas costas. “Puta merda”.  Pensou consigo mesmo assim que a imagem adentrou a mente.

Um par de cobras de porte mediano.

“Cobras…” A prole do submundo guardava sentimentos negativos só por um gênero de fera animalesca: cobras e serpentes no geral. Na infância, aleatoriamente foi atacado por uma negra enquanto passava pela floresta à caminho de casa. Pequena e preta, o tamanho o cobria uma das pernas, do tornozelo ao joelho.

Em pânico interno e exteriormente empalidecido, o tempo parecia ter congelado e as cores tudo se acinzentaram. A paralisia, então, infligiu os músculos e não revidou o golpe que assim recebeu. Com um movimento lateral da cauda de uma das serpentes, acordou ao contatar o frio e doloroso choque do corpo de uma parede, na qual arremessaram-no. No chacoalhar do chocalho, no agitar da língua a pingar saliva no chão no chão, elas caçoavam.

Recobrado aos poucos a consciência, com dificuldade o semideus apoiava em pedras para ascender novamente. Reformulou a pose e se pôs ereto. As encarou com chamas atrás das íris de platina. A expressão das duas mudaram de um segundo para o outro, e por consequência, a dele também. Sem compreender absolutamente nada, as benditas recuaram para um canto. — Ué. — O que pareceu ser uma vitoriosa inusitada, só era o prólogo para algo maior.

Bem maior a propósito.

A enxurrada de água caiu sobre o topo do cabeça de Oliver e escorria por todo a fisiologia, molhando-o lentamente durante. — Que merda é essa? — Não era uma vertente que se formou acima dele, ou uma rota secreta sob um lago para uma saída. Mais uma vez a girar no seu eixo, num ângulo de 180 graus.

Algo estava a sua frente e não era uma parede. Era espesso, tinha textura, embora não arriscasse a passar o tato dos palmos para comprovar. Definitivamente eram escamas.

Por instinto, erguendo os sentidos em direção ao topo, encontrou aquilo que o bloqueava de andar em tal direção e possivelmente a responsável pelo buraco donde veio. Diferente das serpentes anteriores que possuíam por volta da metade do comprimento de Oliver, ela devia ter o dobro dele. Talvez, até mesmo o triplo.

Ao invés do guizo adentrar a cavidade auditiva, capturou um estrondo. Com o movimento da enorme cauda da besta, as outras duas foram obliteradas e reduzidas a poças avermelhadas. Dado o momento certo, Oliver utilizou da memória para buscar um dado interessante das aulas de biologia a respeito das serpentes. Além de míopes, elas normalmente veem através de uma luz infravermelha. Portanto, a visão dava-se através da temperatura corporal da presa e do ambiente em si.

Oliver, assim, camuflou-se ao ambiente ao dar a permissão que sua epiderme esfriasse gradativamente. Enquanto escondia-se dela, conforme esgueirava-se de encontro às rochas, viu uma luz, e possivelmente uma saída, atrás de onde ela costumava guardar. Mas, deixá-la viva seria um sinal de perigo aos outros que podem cair no mesmo buraco.

Levando a destra ao flanco do quadril, identificou no local o cabo e suporte para a espada. Trouxe à tona em um saque rápido. Absorveu parte do oxigênio em torno de si para acalmar-se e ver as atitudes alheias com mais clareza, antecipar previamente o que fará. Ela andava em círculos ao longo do ambiente, do qual tinha formato de um donut.

Esperando o momento certo, atracou-se nas costas dela ao fincar a lâmina sob as escamas. Pressionando com força para que cada vez mais perfurar e atingisse a carne, o animal debateu-se, jogando-se nas laterais da cavernas e causando pequenos terremotos. Os solavancos fortes estavam para jogá-lo para longe em questões de segundos, foi quando uma rocha que desprendeu-se do teto a pôs para dormir. Dada a sorte, removeu a arma do local cravado e o líquido vazou da ferida não mais estancada.

Em um golpe só, o moreno apunhalou no meio dos olhos cerrados da serpente.

Assim, retirou-se para o túnel com raios de luz no final.



Missão:
O labirinto
Você achou que era sim seguro entrar no labirinto, mesmo contra tudo que Quíron e o senhor D. disseram, acontece que você acabou pisando em uma parte oca e a terra cedeu, te jogando diretamente para sabe lá deuses onde. Como se tudo isso não fosse ruim o suficiente, há uma enorme cobra ao dormindo ao seu redor e ela tem filhotes que estão acordados e muitíssimo afim de te usar como refeição. Ops.
Requisito – Mínimo nível 10.
Recompensas até: 5.000 XP – 5.000 Dracmas – 5 ossos


Poderes:
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Respiração subterrânea
Descrição: Respirar em locais de baixa pressão e em locais subterrâneos e fechados é o mesmo que respirar ao ar livre para os filhos de Hades/Plutão, eles não são afetados por locais assim, e chegam a se sentir tão bem quanto ao ar livre, se não melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado por locais fechados, cavernas, ou locais com pressão baixa.
Dano: Nenhum

(Nível 1)
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pele Fria
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são naturalmente gelados, sua pele se assemelhava a temperatura de um cubo de gelo, e ao tocarem o inimigo – por estarem gelados – podem causar certo atordoamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ao tocar o inimigo - o fazendo sentir sua temperatura - pode deixa-lo atordoado, o fazendo querer recuar. (Seria o mesmo que tocar um morto).
Dano: Nenhum


Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um seguimento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas laminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência magica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]




Última edição por Oliver Ehlert Nordberg em Qui Nov 07, 2019 12:01 am, editado 2 vez(es)


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Mensagem por Rodrik Andrews Lefford em Qui Out 31, 2019 10:27 pm


Oliver Ehlert Nordberg


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida:  5.000 XP – 5.000 dracmas – 5 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 4.850 XP – 4.850 dracmas – 5 osso

Spoiler:
Eu fiquei depressivo ao ler o seu texto. Fiquei mesmo, juro. Você tem algo sombrio que aumenta a tristeza imposta na missão. E eu gostei. O desconto foi para parágrafos longos e orações extensas. Aconselho que leia o seu texto em voz alta para perceber as pausas e acionar assim vírgulas e ponto final no momento certo. E a propósito, usar ciência para lidar com a cobra adulta foi genial. Principalmente quando suas habilidades casaram direitinho os estudos dos repteis.

Atualizado por Macária.

Rodrik recebe 200 xp e dracmas + 2 ossos



Piloto Automático
O universo é uma harmonia de contrários. As palavras são os suspiros da alma. O ser capaz mora perto da necessidade. Uma vida não questionada não merece ser vivida.
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Mensagem por Oliver Ehlert Nordberg em Ter Nov 05, 2019 1:22 am

Drugs started feelin' like it's decaf
Há vezes em que o universo alertava subliminarmente o caos não muito distante. Eventos tão naturais, tais como frequentes por assim dizer, que não tinha como distinguir o significado. Uma rajada de vento calma, uma brisa fria de outono traços os fios da cervical de Oliver. Esse, por instinto, levou os olhos a observar as costas. Como seus passos direcionavam-se à saída, progressivamente avançando para o exterior e levando consigo o pensamento de não há mais com que brincar no castelo da perdição. Esse mesmo monumento despertou nele a curiosidade, mais uma outra vez.

Girando os calcanhares das botas enegrecidas de couro, tornava pela rota que o trouxe até o ponto em que jazia. Os bolsos da jaqueta apararam as mãos calejadas de cansaço, devido a todas as situações que o foram apresentadas durante a noitada. Apesar da mistura de emoções, especialmente a necessidade de ter algum tipo de surto momentâneo, ainda havia um fundo de divertimento por tudo o que passou.

O vento retornou a acompanhá-lo e manejou as madeixas soltas, desta vez graciosamente. Desfrutava dessa sensação de paz recém-adquirida, até mesmo dando-se ao luxo de exibir um sorriso. Contudo, os ruídos que a audição tomou o obrigou a tomar o comportamento mais sério, assim como a acelerar o movimento para até o castelo. A quantidade deixavam-os indecifráveis, mas não eram comuns.

Era pura loucura, a mesma que instalou-se no principal salão de toda a obra. Conforme quebrava a distância entre o objetivo e ele, mais clara transformava-se na imagem; mesas reviradas, cadeiras destroçadas, lustres desprendidos do teto. O próprio caos como dito mais cedo, enfim. O que deduzia ser feito de seres desordenados, como os Gremlins do filme de mesmo nome, eram pessoas os responsáveis. O moreno, de frente à porta que levava o acesso ao local, transcorreu a visão analiticamente em cada canto possível.

— O que diabos está acontecendo aqui? — Em completo desentendimento e em busca de respostas à cena, perguntou tanto para si quanto para quem o escutasse. Porém, ninguém o respondeu ou demonstrou qualquer reação à presença dele, mantiveram-se ocupados demais em causar. Somente ao fazer uso da força física e bater a porta, ressoando um estrondo que ecoou, eles tomaram Oliver como alvo de sua atenção.

Semelhantes a um exército de mortos-vivos e sem consciência alguma, moveram-se de acordo o instinto comandou. Eles andavam lento, mas a quantidade que o cercava era sinal de uma batalha perdida. Portanto, desnecessária. Emitiam ruídos sem nexo como não tivessem a capacidade da fala. O Nordberg detinha a palma no cabo da espada, pronto para quaisquer que fossem os rumos a partir dali, até sentir uma mão puxando-o pela gola. Uma mão sobrepôs os lábios dele e nada pôde escapar, enquanto foi arrastado até a extrema esquerda.

Uma luz sob a porta de madeira. Tocando seis vezes seguidas, pausando e mais três, foi aberta pelo interior. “Um código?”, franzindo a tez, perguntou.  O empurrar do dorso quase o levou a dar um selo no piso. — O que foi isso? — A automática reação dele dava-se em querer saber o que acontecia. O tom alto do início foi bruscamente interrompido com um chute, seguido por um “cala a boca”.

O filho de Hades, recuperando a rigidez de seu ser, olhou a situação. Trancafiado em um depósito e estoque de ingredientes para comida, junto de mais duas pessoas. Um rapaz, possivelmente um menino na fase da puberdade, por conta do rosto coberto de espinhas; também usava óculos, era tão esguio quanto Oliver e usava óculos de fundo de garrafa. Ele chamava-se de Adrian e foi ele o encarregado de guardar a entrada e responder ao código de batidas. Por outro lado, a menina do trio possuía o nome de Lenora, afrodescendente com corpo tão trabalhado como uma fisiculturista, visível mesmo com a pilha de roupas que vestia.  

— Querem me explicar, fazendo o favor? — A pedido de todo o contexto, não podia proferir com a grosseria necessária, até porque não o trataram como um rei. Além do mais, manteve-se com um tom neutro, sussurrado, o bastante para os outros dois escutassem.

— Ninguém sabe ao certo. — Lenora tomou a voz para respondê-lo. Nesse meio tempo, descansou as pernas ao repousar o traseiro no frio chão da sala. — Pelo o que eu vi, esses rapazes bebiam algo ou alguma coisa e, então… — Sem muito detalhes, nem informações, somente o que a mulher tinha a contá-lo. Ela recolheu os joelhos a frente do tórax, cruzou os braços sobre e deitou a testa ali; Adrian se posicionava idêntico.

— Há quanto tempo estão aqui? — Dado o fato que, ao observá-los melhor, o cansaço estava evidente em suas expressões, nas bolsas arroxadas abaixo dos olhos.

— Três ou quatros horas, por aí. — A vez alternou, então, para o ruivo. Ele ergueu o rosto, tirando-o do esconderijo e da ocultação, para vociferar sem abafar o falatório. Se pondo de pé, sentia o formigamento subir através dos tornozelos até as coxas, pois ficou muito tempo na posição antes citada. — Fora o que a Lenora disse, eu sei de mais coisas. — Afirmou. Sem rodeios, deu continuidade ao relato. — Esses des… Rapazes tiravam sarro de mim. Todo santo dia. — O peso caiu aos ombros em meio a confissão. — Então, eu quis a minha vingança. — Lenora e Oliver se encararam. — Mas não era esse para ser o resultado, eu devo ter errado algum ingrediente na fórmula, ou a sua dosagem. Eles só deviam ficar presos ao vaso sanitário por horas, por causa da disenteria.

— Certo, está me dizendo que a é culpa? O fato de eles estarem perturbados assim e agindo feitos idiotas? — A apreensão em Oliver o deixou, ao mesmo tempo em que levantou-se a fim de igualar a altura com a de Adrian; o ruivo possuía alguns centímetros a mais, por sinal. Lenora quis fazer o mesmo, crendo que o filho de Hades fosse agir indevidamente. — O que tem mais para falar? O que deu de errado? — Debatendo o indicador no tronco do menor, o pressionava a desembuchar.

— Bem… — Contido, segurando o choro e contraindo os músculos, Adrian lutou consigo mesmo; lembrou-se de como os afetados o faziam se sentir, como o desprezavam e o minimizavam. No entanto, depois da uma longa lufada de ar, relaxou e mirou Oliver igualmente. Esse, por sinal, deu um sorriso singelo de canto. — Aparentemente, a bebida que dei a eles, alegando ser álcool, atraiu os fantasmas locais e os deixaram sucinto a possessão. Agem assim, porque não estão controlando os próprios corpos.

— Poderia ter dito mais cedo, Adrian. — O garoto de fios escuros tomou a dianteira, pondo-se a andar até a porta. — Isso vai ser simples. Quando eu dizer que está tudo bem, estará tudo bem. — Convicto de suas ações e palavras, deixou o local-seguro para enfrentar o pandemônio.

As entidades fantasmagóricas, habitando no interior de físicos que não os pertenciam, logo identificaram a presença de Oliver. Permaneceu superior, de olhar arrogante, fitando-os como se fossem nada além de baratas prontas para ser pisoteadas. — Eles não são seus, fantasmas. — Ativamente a proclamar, continha ira e seriedade nos dizeres. — Deixem eles agora! — Ousou em caminhar dentre os “zumbis”, os quais afastavam-se. O semideus andou até o centro do salão e um círculo se fez no arredor. — Ou eu juro que exterminarei com cada um de vocês. — Os feromônios emanados dos poros dérmicos vazaram. Traziam consigo uma peculiaridade: o medo. Medo, este que bastou para os vultos deixassem os corpos, caídos desacordados no chão.

Um por um, eles erguiam-se, mentalmente e fisicamente exaustos. Questionavam-se das últimas horas, em suas memórias só tinham flashs desconexos deste meio tempo. — Podem sair. — De encontro à porta, batendo o punho algumas vezes nela, anunciou.  



Missão:
Fantasmas à solta
Melinoe é um tanto ranzinza não ficou feliz com a comemoração dos semideuses. Alguns dos campistas começaram a se comportar de maneira esquisita e estão tentando seriamente começar uma grande briga no salão principal, tudo isso porque esses bonitinhos ingeriram bebidas alcoólicas contrabandeadas e tornaram-se vulneráveis ao controle dos fantasmas. Você foi designado para tentar ajudar a resolver o problema, banindo os fantasmas de volta para o lugar ao qual pertencem.
Requisito: Mínimo nível 10
Recompensas até: 4.000 XP + 4.000 Dracmas + 8 ossos


Poderes:
Passivos:

Nível 12
Nome do poder: Aura do Medo
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão irradiam um medo intenso de morte, como seu pai, mas em um grau de escala menor. Essa aura pode ser tão forte, que inicialmente pode fazer adversários se afastarem. Mesmo enfraquecido até semideuses mais forte acabam por sentir medo, e é tudo devido a essa aura, algo natural e que não controlam. Essa aura fica mais forte quando o semideus está com raiva.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer os inimigos em batalha recuarem no 1º turno, lhe dando chance de atacar.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Fantasmagórica
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão conseguem ver e falar com mortos, fantasmas e espíritos. Porém não os comanda ou pode dar ordens.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações com fantasmas e mortos, por ser capaz de entende-los.
Dano: Nenhum


Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um seguimento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas laminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência magica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]





Última edição por Oliver Ehlert Nordberg em Qua Nov 06, 2019 11:16 am, editado 2 vez(es)


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Mensagem por Hades em Qua Nov 06, 2019 2:21 am


Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida:  4.000 XP + 4.000 Dracmas + 8 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 4.000 XP + 4.000 Dracmas + 8 ossos

Spoiler:
Você escreve muito bem, isso é um fato. Sua habilidade para criar histórias é bastante impressionante e não tenho pontos negativos a acrescentar. Apenas gostaria que deixasse a fonte do texto um pouco maior.

Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Mensagem por Oliver Ehlert Nordberg em Qui Nov 07, 2019 12:00 am

Drugs started feelin' like it's decaf
Antissocial, o próprio. Ambientes como aquele, movimentados e com incontável quantidade de cabeças por metro quadrado, não o deixavam de sair dum canto. Com uma bebida em uma palma e o cigarro na outra, alternava entre um e outro a respeito de quem ocupava a boca. Há quem o visse e não o conhecesse, até poderia deduzir que bebia a todo momento; o jeito dele e o visual grunge, especialmente o segundo, enfatizavam essas impressões.

O semblante fixamente gélido, típico das proles do regente do mundo inferior. Ao correr milimetricamente os glóbulos pelo local, no qual servia como espaço para uma festa, analisou. O som estridente da música alta tinha um ritmo peculiar, semelhante as palpitações do coração; nem sentia prazer em ouvi-la. Os cotovelos apoiaram no suporte da sacada, localizada no segundo andar e onde tinha uma visão ampla da pista logo abaixo.

Conforme mais reparava, mais via jovens fazendo o que sabiam: trocação mútua de saliva, encher a cara até vomitar no lixo, até mesmo o odor de maconha queimada subiu às narinas de Oliver. Incomodado com o cheiro e com as lembranças que envolveram os pensamentos de um passado não tão distante e relacionado ao mundo das drogas. O enjoo e a náusea avançaram ao esôfago dele, a sensação de refluxo era clara. Os dedos acima dos lábios tentavam a todo custo a segurar e impedir o vômito, enquanto os pés moviam-se ao banheiro dos homens.

Debruçado no sanitário, após de bater a porta na cara de outro. O gosto horrível foi ao paladar, e não teve nada para a escapar. Cuspiu e uma expressão enojada tomou conta do rosto. Realizou o ritual padrão das idas ao banheiro, atividade higiênica obviamente. A água corrente da torneira enxaguou tanta a destra quanto a esquerda. Enquanto esfregava o papel toalha nas partes molhadas, deparou-se com um casal de rapazes conversando.

Ou, discutindo talvez.

O da esquerda não esboçava qualquer reação. O da direita, por sua vez, falava coisas que o primeiro nem prestava atenção. — Não, cara. Eu me nego a acreditar que eles simplesmente saíram. — A preocupação com uma pitada de desespero transparecia na voz daquele que falava. Nesse instante, o Oliver pôs em prática o lado investigativo e encontrou manchas de sangue sobre as vestimentas dos dois.

— Por que essas manchas aí? — Sem tempo para apresentações, nem para ser formal, fez o questionamento a qualquer um, ou aquele que o viesse a responder primeiro. Havia, durante esse ato, se aproximado o bastante para reunir-se na roda de amigos.

— Nossos amigos… — Aparentemente o primeiro, quem possivelmente estava com a consciência no exterior do cérebro, retornou para o dar o ar da graça. Os olhos escuros dele voltaram-se ao de Oliver, ao mesmo tempo em que perpassou a língua entre os beiços. — Eles sumiram do nada. — O braço erguido alcançou o suor que corria nas têmporas, próximas às mechas enroladas e douradas.

O segundo semideus, este de cabelos na altura dos ombros e globos com um tom oscilando do verde ao marrom, complementou o que contaram. — Estávamos perto do banheiro das meninas, mas ele e eu saímos de perto para pegar mais bebidas na mesa para todos. — Gesticulava com os palmos no ar entremeio. Uma pausa para retomar o ar expulsado tão bruscamente na lufada solta. — Quando voltamos, a parede, que estávamos próximos, já era vermelha, assim como o chão de todo o lugar perto. Nos sujamos enquanto procurávamos eles e ninguém disse ter visto o paradeiro.

O personagem, o qual recentemente ingressou ao grupo, cruzou os braços. Ouvia o relato como um policial ou um perito criminal, só faltava uma caderneta e uma caneta preta para anotar os dados coletados. Porém, arquivou no acervo mental. — Certo. — O olhar de tédio nele apossou-se. As pontas dos dedos, então, tocaram os fios da cervical e cutucou a área, pensando consigo mesmo. — Posso ajudar. Estou entediado mesmo.

Os conhecidos dos sumidos não perderam tempo em dizer palavras bonitas de agradecimento à prole infernal, somente falaram o bastante. — Por favor.

Não levou mais do que 1min para Oliver se deparar com a cena do crime. Por algum motivo, a em questão não teve o mesmo efeito de magnetismo a olhares curiosos, na realidade, as poças avermelhadas serviram para afastá-las. Naquele estreito corredor, mal cabia duas pessoas, um ao lado do outro. Ele averiguou tudo. A sujeira na superfície da parede localizava-se acerca de 1m do acesso ao banheiro feminino; logo descartou a possibilidade, já que seria antiético invadir aquele espaço.

Batucando os pés incansavelmente, impaciente com as perguntas que se formavam na psique até que uma clareou as íris cláridas. Ao tatear com as extremidades dos dedos uma gota de sangue, o suficiente para levá-la ao nariz e inalar o cheiro da morte contido no líquido. Isto é, referente ao seu dono. O aroma possuía um rasto, no qual mostrava-se ao final da passagem, onde jazia um cruzamento. Apontava para a esquerda e, assim, virou. Persistia em reta por mais alguns metros, até que veio a dúvida.

Sem mais cheiro. Morreu? Jamais havia falhado aquele tipo de sensibilidade paranormal e sobrenatural se não tivesse morto.

Além do mais, o caminho que tomou o conduziu a diversas hipóteses, como uma labirinto dentre as paredes. Quatro possibilidades: para trás que era donde veio, esquerda, direita e para frente. Apesar de não mais estar com o olfato florescido para identificar o odor incomum, uma pulga atrás da orelha sussurrava “direita e, depois, reto”. As instruções do sexto sentido o colocaram novamente em outro cruzamento depois de curvar para a destra. Deixou de lado as curvas para as laterais e manteve-se no linear.

Uma porta e feixes de rajadas incandescentes fugiam das frestas dela.

Deitando a orelha na madeira, os grunhidos baixos preenchiam a audição e alertava a certeza. O lugar certo! O instinto tornou a auxiliá-lo em murmúrios, afirmando que se entrasse, não sairia impune. Empunhando o suporte da lâmina, sentia-se confiante para enfrentar o que tivesse detrás.

A imagem a seguir o obrigou a estreitar as sobrancelhas; era fatal e previsível. Para explicá-la, vamos por partes. Primeiramente e o foco da narração, os desaparecidos: o rapaz, fixado a uma cadeira com os membros enlaçados por fitas de couro, ao mesmo tempo em que a companheira o cravava uma faca de cozinha nos ombros e coxas. Como não bastante, ainda havia um círculo de mortos-vivos o protegendo das ameaças; cinco no total.

— Peguem-no! — A entonação macabra da mulher, absurdamente grossa e rouca, cabelos desgrenhados e os globos completamente enegrecidos não deviam ser obra natural dela, concluiu Oliver. A ordem ocorreu no segundo logo depois da porta ser aberta e o ranger do metal denunciar a invasão, afinal, todos estavam ao Nordberg.

Possessão? Não era a primeira vez com que lidava com momentos como aquele, em que ações eram realizadas sem o consentimento verdadeiro dos donos dos corpos.  

Enquanto os zumbis partiam em suas míseras e mínimas velocidade de movimento em direção ao semideus, este teve de responder ao ataque. Apesar da clara vantagem em número por parte dos adversários, não devia se preocupar. Não afrouxou as falanges por um minuto sequer, as quais pressionavam o cabo da Espada do Carrasco, colocando a arma defronte a ele para desempenhar seu papel e defendê-lo. Cercado por todos os lados, conforme mais se aproximavam de Oliver, ironicamente mais possuíam a obrigação em recuar.

— Hm? — A energia invisível, recheada de pavor que emanava de Nordberg, porém, não teve poder o bastante para pará-los. O fez recuar por questão de instantes até ele perceber que não fazia efeito nas criaturas sem mentalidade. — Saco. — Cuspiu, aborrecido com o ato falho.

Enquanto gastou tempo demais para pensar em como ser proativo ou estar um passo a frente, uma mão o contornou pelos ombros a fim de chegar ao pescoço. Cinzenta, de pele necrosada e parte dos ossos já expostos em diversos locais. Por sorte reagiu a tempo de manobrar-se e enterrar a espada no peito do oponente. Como nas séries de TV e filmes hollywoodianos, mortos-vivos não morriam se não fosse com um golpe na cabeça. — Hora de testar se o que os filmes dizem é completamente mentira. — O empurrou com a perna. Nisso, puxou a lâmina donde penetrava anteriormente e derrubou ao chão consequentemente com o chute. A perna a prensar o tronco, fez questão de imobilizá-lo. Ainda assim, o morto buscou a salvação na tentativa de se debater para soltar-se.

A mesma lâmina, banhada em sangue grotesco, atravessou-o na altura dos olhos. Neutralizado. — Ahhhh! — Aliviado com a simplicidade em abater um daquela raça, movimentou os ombros e riu consigo mesmo em deboche. Deu um sorriso de canto, a olhar os quatros restantes que ainda insistiam na luta. Resumidamente, Oliver desviou habilmente das ofensivas alheias e, no instante propício, ou cortou, ou cravou, ou até mesmo partiu o crânio deles.

— Dona, falta só você. — Quando o último caiu sem vida ao chão, o moreno tornou a colocar a antagonista como alvo da sua atenção e no centro da visão. Sem mais sorrisos, sem mais sarcasmo nas frases, o que acompanhava-o era uma personalidade fria.

— Não será tão simples, semideus. — As aterrorizantes e distorcidas frases atormentaram os ouvidos do filho de Hades. Com o intuito de observar todo embate e assistir cada um de seus lacaios perecer novamente ao beijo da morte, não se deu ao luxo de gastar mais tempo em torturar o marido da possuída.

— Vai, deixa a mulher logo. Estou de saco cheio de lutar. — Provocando um tom meloso e infantil na voz, assim como a feição birrenta, tentou convencê-la a resolver pacificamente.

— Nem ferrando! — Tomada pelo pecado capital da ira, adotou a postura de tirar proveito das circunstâncias. O torturado, então desacordado em decorrência aos litros perdidos de sangue e espalhados no carpete, teve a vida ameaçada. O instrumento de partir a carne foi posicionado próximo ao pescoço dele, na área em que um mínimo ferimento poderia fazê-lo sangrar até a morte.

— Sem tempo, irmão. — O estalar de dedos de Nordberg ecoou dentre as paredes da grande sala.

De fissuras no solo, abertas aos pés da mulher, um total de três cães do inferno emergiram. Isto é, de acordo com o chamado de seu "mestre". Já no primeiro instante no plano terreno, eles depararam-se com a sua presa. Em saltos, as presas dos caninos apanharam os pulsos femininos e o terceiro tomou a perna. Enquanto a puxavam bruscamente para deitar-se, a faca tombou. — Não comam ela, meninos. A mulher, dona deste corpo precisa ficar sã e salva. Não posso dizer o mesmo sobre quem está dentro dela. — Incitou os animais que, embora não respondessem às ordens do filho de seu rei, acataram de boa vontade ao pedido do semideus. Portanto, os cães morderam os membros com força suficientemente somente para incapacitar, não de causar algum estrago.

Quebrou os metros de diferença, vivos entre a posição ocupada pelo par de lutadores; o vivo e o espírito de um morto. Lentamente, os passos encaminharam-no a ela, jogada ao chão sem a liberdade para mexer-se e proferindo sons grosseiros. Oliver, diante dos pés da assombração, ajoelhou-se. Inclinou-se até estar frente a frente, rosto a rosto para ser mais específico. A menina não era a única a ter uma face vazia neste momento, fria como a de um ser morto. — Eu mandei você sair. — A aura diabólica do herdeiro de Hades despertou novamente, afinal, sabia que funcionaria com ela.

E errado não estava.

Tremelicando em espasmos musculares, boquiaberta por uns segundos, o vulto preto escapou. Isto é, até as palavras alertarem um novo objeto para os cães brincarem. — Todos seus. — Os animais infernais largaram de lado a mulher e pularam até a aparição. Devoravam seus pedaços etéreos que eram reconstituídos logo em seguida, no entanto, a dor permanecia no ato.

O moreno quis acabar com o sofrimento do espírito atormentado. Os berros de agonia o gelavam na espinha. A espada a executou.

Das mesmas fissuras que vieram atender ao chamado, retornando ao lar. Neste meio tempo, a consciência habitou novamente o casal. Encontraram-se machucados, desde superficialmente como no caso da mulher a um estado mais preocupante como o rapaz repleto de furos. Oliver ajudou-os a sair dali e achar os amigos. Depois do reencontro, dos abraços e mais manchas nas roupas, provavelmente foram tratar dos ferimentos na enfermaria.  



Missão:

Sequestrados
Uma dupla de semideuses desapareceu e seus amigos pareciam preocupados, mesmo sem conhecê-los e entediado com a festa, você achou que poderia encontrá-los. Acontece que você não contava que teria um exército de mortos vivos guardando o local enquanto o fantasma de uma mulher os torturava. Acho que as coisas ficaram um pouquinho ruins para você.
Requisito – Mínimo nível 15
Recompensa até: 3.500 XP – 3.500 dracmas – 3 ossos

Poderes:
Passivos:
Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Fantasmagórica
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão conseguem ver e falar com mortos, fantasmas e espíritos. Porém não os comanda ou pode dar ordens.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações com fantasmas e mortos, por ser capaz de entende-los.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sentimento
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são capazes de sentir quando alguém está prestes a morrer, mesmo antes de acontecer. Eles sentem o cheiro, e podem ver a morte se aproximando, o que também pode ser horripilante, pois, sabem que a pessoa está prestes a morrer, algo praticamente inevitável, não podem fazer nada para ajudar, mas saberão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Funciona como uma premonição, e a pessoa precisa estar perto para sentir (raio de 500 metros), para que esse poder funcione.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Aura da Vida
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são capazes de sentir a aura da vida de alguém. Com isso, poderá saber se uma pessoa cintila ou está com a morte à espreita, isso quer dizer que sabe se a vida da pessoa será longa, ou está com os dias contados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Aura do Medo
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão irradiam um medo intenso de morte, como seu pai, mas em um grau de escala menor. Essa aura pode ser tão forte, que inicialmente pode fazer adversários se afastarem. Mesmo enfraquecido até semideuses mais forte acabam por sentir medo, e é tudo devido a essa aura, algo natural e que não controlam. Essa aura fica mais forte quando o semideus está com raiva.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer os inimigos em batalha recuarem no 1º turno, lhe dando chance de atacar.
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Pericia Infernal
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são mais fortes contra criaturas do inferno, e quando em batalha com criaturas que pertençam ao reino de seu pai (como cães infernais, escorpiões das profundezas, esqueletos e zumbis), e ficam ainda mais poderosos quando lutam com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: ganham um bônus de força de +20% em seus poderes ativos.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são excelentes esgrimistas, e conforme evoluem seu treinamento, essa habilidade também fica mais evidente. Para eles a espada sempre foi uma arma natural, e apesar de terem tido erros, conforme aprendem, também os tornam nulos. Agora são capazes de atacar e se defender com a arma, além de conseguir desarmar um oponente com uma facilidade maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Ativos:
Nível 18
Nome do poder: Invocação II
Descrição: Em tal nível a prole de Hades/Plutão é capaz de chamar ao menos três criaturas infernais, sendo que as mesmas poderão o transportar para algum local e apenas isso. As criaturas irão respeita-lo pode ser prole de Hades/Plutão.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Tal habilidade não é nenhum tipo de controle, apenas é um chamado.

Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um seguimento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas laminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência magica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]




I paced around for hours, I'm empty. I jumped at the slightest of sounds And I couldn't stand the person inside me. I turned all the mirrors around.
Oliver Ehlert Nordberg
Oliver Ehlert Nordberg
Guardiões das Hesperides
Guardiões das Hesperides

Idade : 21
Localização : Long Island, NY.

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[MF] Oliver Ehlert Nordberg Empty Re: [MF] Oliver Ehlert Nordberg

Mensagem por Hades em Sex Nov 08, 2019 4:08 pm


Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 3.500 XP – 3.500 dracmas – 3 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 3.500 XP – 3.500 dracmas – 3 ossos

Spoiler:
Desta vez eu, definitivamente, não tenho nada negativo para pontuar. Você aumentou a fonte, o que tornou a leitura melhor. Meus parabéns.

Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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[MF] Oliver Ehlert Nordberg Empty Re: [MF] Oliver Ehlert Nordberg

Mensagem por Oliver Ehlert Nordberg em Dom Nov 10, 2019 1:01 am

Drugs started feelin' like it's decaf
Ao norte da Grã-Bretanha, onde Escócia residia. Inquestionável a presença de magia e do próprio sobrenatural nessas terras de paisagens ricas e ambientação semelhante à Idade Média. O evento em si, referente ao Halloween, era motivo suficiente para comprovar tais afirmações, visto que já deparou-se com diversas criaturas, cada uma com um propósito próprio bem como deviam agir em vida.

Um atrativo ponto turístico de todo o país dava-se a partir de uma lenda, ou relatos como alguns gostavam de dizer. O lago Ness; em escocês, Loch Ness. Acima do nível do mar, entremeio às cadeias de montanhas, a porção de água levava olhares curiosos a ele há séculos, desde o mito de seu habitante incomum espalhou-se aos ouvidos mundiais. O Monstro do Lago Ness, ou Nessie para os íntimos, foi visto pela primeira vez em meados do século VI e pela última, no ano de 2013. As descrições do físico visto coincidia com dinossauros da Pré-História, como o Plesiossauro.

Oliver foi um ser que teve a fé testada em muitos episódios de sua existência. O próprio dizia, tanto para si quanto em relação ao universo engajado ao seu redor, era fruto do impossível, que vivia em páginas de um conto de aventura. Se a mitologia sempre foi verdadeira, por que o termo? Sempre se questionou o que mais devia e podia ser real. A curiosidade comeu a língua do gato, não foi? Essa mesma curiosidade o levou a um antro de dúvidas, citado outrora.

A viagem até seria mais comprida se não portasse a capacidade em manusear as sombras como portas, deste modo, encurtando o espaço através de um atalho peculiar. Ainda que o castelo do evento principal rodeasse o lago, custava uns minutos de pernadas. Enfim, presumiu certo. Além da paisagem, o que moravam nas proximidades eram insetos; o ruído característico escutado por ele pertencia aos grilos.

Os traços tomados sobre o semblante de Nordberg mostrava-se impaciente. Se fosse para ter uma surpresa, andasse logo, porque não sentia prazer algum em ter de aguardar. A água era límpida, mas por conta do volume quantitativo preenchido de litros, tornava-se impossível a qualquer um visualizar muito além do que 1 palmo a frente, muito menos imaginar a profundidade de tal. Fora essa dificuldade natural, o próprio tempo e o céu eram fatores negativos. A visão de olhos comuns restringiam-se mediante à noite, algo que não afetava tanto ao semideus.

A tamborilar a extremidade do indicador acima dos pelos rasos e finos do maxilar, aprisionou uma singela porção da carne interior à bochecha em meio a sessão de pensamentos, os quais invadiram seu cérebro. — Bom. — Os minutos esvaíram-se lentamente e ele andou pela margem. No chão ao redor, as marcas das botas evidenciaram-se. Cabisbaixo, a movimentação dele acompanhava o olhar fixo ao chão. — Aparentemente, a Nessie é uma farsa. — Mesmo que a boca dissesse a verdade do momento e naquele momento, morava nele ainda um grandiosíssimo ponto de interrogação.

Ao mesmo tempo em que Oliver atingiu a uma conclusão, ou parcialmente, borbulhos emergiram instantaneamente do centro. De relance, levou a direção do campo visual àquele acontecimento. Estendeu por mais uns segundos enquanto era assistido, parando em seguida. Desconfiado da aleatoriedade, sempre a duvidar das reais intenções de tudo e todos, fechou o rosto; a linha estabeleceu nos lábios e semicerrou as sobrancelhas.

Finalmente os passos chegaram ao fim ao cruzar bons metros desde o início. Extasiado e perdido nos próprios devaneios, sequer notou que a existência, na terra afável, de marcas de sapatos, e Oliver não era o dono destas. O comprimento era o mesmo ou muito próximo, porém, a forma abaixo da sola distinguia-se, assim como à largura. Esbarrou nelas no mais tardar, uns segundos depois a fim de ser mais específico, e por imediato as seguiu.

— Hm? — A mordida pressionou os cantos do beiço inferior. A percepção do sumiço repentino das pegadas sobre a superfície lamacenta aconteceu somente ao sentir a agitação da água, molhando-o na altura do tornozelo.

À esquerda de sua composição fisiológica, ancorado na borda por meio de uma corda grossa conectada a um tronco de árvore, um pequeno barco tradicional, composto basicamente de madeira e devia caber no máximo dois adultos. Dentro dele não havia nada além de materiais de pesca: varas e equipamentos derivados, assim como baldes derrubados donde centenas ou milhares de iscas (minhocas) fugiam.

Parecia o final de semana ideal para um programa em família.

— Calma. — De si mesmo e para o próprio, ele exigiu um momento para refletir. De quem for essas pegadas, deve ter entrado no lago. Não havia porquê tanto se preocupar com algo banal. Construiu a hipótese e a solidificou com positivismo, a fim de abafar os ânimos exaltados, de a pessoa mergulhou e foi refrescar-se do calor primaveril, da época. Independentemente das negações, um aroma de dor impregnava as narinas de Oliver desde que colocou os pés na região.  

Enquanto o Sol brilhasse, a terra era quente. Contudo, no domínio da Lua, o que reinava era o frio. Em virtude das baixas temperaturas do líquido em contato à derme masculina, o esfriando, ele enxergou a oportunidade de recolher os membros para abraçar-se. Por meio do atrito no tato, quis tirar proveito do procedimento ao extrair calor para aquecê-lo. No entanto, aquilo que penetrou na visão o fez seguir rumo a dentro.

Um corpo na superfície flutuava.

A velocidade do nado não comparava-se a de uma prole de Poseidon ou Netuno, mas bastou para conduzi-lo ao destino. Remexendo as pernas na água densa, o fazia por não possuir mais um sólido sob ele para apoiar-se. O rosto afundado no água e com o dorso boiando, o filho submundano o girou em direção a ele. Um senhor de idade, já nas margens das seis décadas, cabelos e barba brancas como neve e pele enrugada. Inconsciente, quem que fosse aquele, o seu órgão vascular manteve a realizar a função principal, porém fraco; constatou ao tocar na artéria aorta do pescoço e sentir o fluxo sanguíneo correndo. O mesmo em relação à respiração.  A maior probabilidade de caso era ter ingerido muitos fluidos e eles sentaram nos pulmões. Segurando-o com a destra, remou com a canhota como impulso, enquanto deu pernada para estabilizar a posição.

O deitou de ventre apontado para a atmosfera. Afrouxou as roupas, permitindo, portanto, que os músculos respirassem e relaxassem. Vou ter que reanimá-lo. A manobra de salvamento aquático consistia em pressionar o centro do peito do indivíduo algumas vezes seguidas e, depois, soprar oxigênio para os pulmões por meio da abertura da boca. Feito a ação, após um minuto o alheio ergueu-se no susto, regurgitando tudo o que foi introduzido.

— O monstro… — Ofegante, a falha na respiração não possibilitava-o de complementar as falas no instante em que as iniciava.  

— Monstro? — Oliver devotou a atenção sobre ele. Nesta cena, esse mesmo personagem deu às costas ao lago para que pudesse, assim, auxiliar o desamparado.

— O monstro… O monstro do lago Ness. — Apesar da maior quantidade ter sido cusparada para o exterior em jatos d’água, pouquíssimas gotas permaneciam nas laterais do maxilar do mais velho. — Ele existe. — Esticou as pernas e sustentou-se de pé, suplicando por ajuda para levantar-se. — Eu o vi.

— Como assim? — Mais dúvidas atormentaram o psicológico do herdeiro do mundo inferior. O semblante, mesmo assim, permaneceu neutro, só deu-se ao luxo de mover as sobrancelhas em ironia. — Existe o tal monstro do lago Ness? — Angustiado com a lerdeza na velocidade em que corria tal conversação, Oliver esteve ao ponto de tapeá-lo no rosto para desembuchar de uma vez o que sabia.

A fatiga possuía o velho de modo que, por mais o quanto buscar o oxigênio em torno, não parecia o bastante para satisfazê-lo. Ascendendo a palma ao próprio rosto, dedilhou para ver se tinha tudo intacto ou averiguar se perdeu a sensibilidade do tato. Distraído consigo mesmo, porém, quando virou-se para responder ao mais jovem, o alerta foi o que escapou. — Cuidado! — Rastejou para trás, isto depois de apontar para detrás de seu salvador.

Por cima de ombros, compreendendo absolutamente nada, o moreno mirou a traseira. Quando se deu conta, os pés estavam suspensos no ar e um membro grosso e escamoso o enrolava pelo abdômen. — Quê?! — Soltou. Por algum milagre de sorte, havia dos braços libertos para poder responder e corresponder à ofensiva. Levou às costas até notar que todos seus equipamentos ficaram em terra.

— Merda… Leviathan! — Clamou o nome do machado há pouco adquirido. Nele habitava propriedades telecinéticas em avançar até as mãos do usuário, como um bumerangue. As runas incrustadas na lâmina iluminaram e responderam ao chamado do mestre, girando no ar e repousando na destra dele. Há cada minuto percorrido, mais era trazido para o centro do lago e a altura suspendida era diminuída. Ele quer me trazer para o fundo, é sério? Sem mais razões. Matá-lo afogado, mesmo tendo as funções biológicas aprimoradas por conta da metade divina, não sobreviveria eternamente se as reservas de ar findassem.

Lutar com uma criatura daquele porte era sinônimo para ser beijado por Thanatos. A Nessie, que naquele instante Oliver conseguia mirar a proporção colossal por intermédio da gigantesca sombra que se formou sob as águas. O ideal era evitá-lo acima de tudo e escapar. Assim, cravou o machado no rabo. Independente do quanto tentasse cortar, a rigidez das escamas tornava impossível e exaustivo. — Isso não vai funcionar tão fácil. — Há pouco metros da superfície aquática, Nessie optou por acelerar. Num baque estrondo, no qual levantou uma enxurrada com o impacto, jogou a cauda para baixo junto do semideus.

O Nordberg preveu a ação, por isso absorveu o máximo que pôde de oxigênio e cerrou as vias nasais e bucais. Contudo, em decorrência do golpe, machucando entremeio a ele, parte escapou. O monstro mexeu-se, levando o membro traseiro junto da presa em direção à cabeça. Viu de perto os olhos cor de mar de Nessie e as incontáveis fileiras de dentes na boca entreaberta.

No estalar de dedos dele, estacas caíram sobre ela. Formadas a partir da própria e titânica sombra do animal aquático, ainda que fossem sólidas, dano não era a principal utilidade para as mesmas. A prenderam ao fundo desde a nuca, cruzando a espinha dorsal até a extrema extremidade - onde costumava jazer. Ao mesmo tempo em que a estaca prendia o rabo, Oliver foi solto. Na primeira oportunidade, emergiu para respirar livremente e correu em direção à margem. Depois, distanciando mais, já que tinha em mente que não a seguraria para sempre.



Missão:
O monstro do lago
Você estava passeando pela borda do lago quando percebeu um pequeno barco flutuando por ali, intrigado, notou que havia itens, mas não pessoas e decidiu que precisava de ajuda para saber o que estava acontecendo. Acontece que ao longe, pôde perceber que alguém parecia se debater e pedir por ajuda. Agora você tinha duas opções: ir para dentro e chamar por reforço ou tentar resolver sozinho e arriscar-se a virar alimento para a criatura misteriosa junto do semideus clamando por ajuda.
Requisito – Mínimo nível 20.
Recompensa até: 5.000 XP – 3.000 dracmas – 4 ossos
Poderes:
Passivos:
Nível 1
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 5
Nome do poder: Pele Fria
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são naturalmente gelados, sua pele se assemelhava a temperatura de um cubo de gelo, e ao tocarem o inimigo – por estarem gelados – podem causar certo atordoamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ao tocar o inimigo - o fazendo sentir sua temperatura - pode deixa-lo atordoado, o fazendo querer recuar. (Seria o mesmo que tocar um morto).
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sentimento
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são capazes de sentir quando alguém está prestes a morrer, mesmo antes de acontecer. Eles sentem o cheiro, e podem ver a morte se aproximando, o que também pode ser horripilante, pois, sabem que a pessoa está prestes a morrer, algo praticamente inevitável, não podem fazer nada para ajudar, mas saberão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Funciona como uma premonição, e a pessoa precisa estar perto para sentir (raio de 500 metros), para que esse poder funcione.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Aura da Vida
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são capazes de sentir a aura da vida de alguém. Com isso, poderá saber se uma pessoa cintila ou está com a morte à espreita, isso quer dizer que sabe se a vida da pessoa será longa, ou está com os dias contados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Visão especial
Descrição: O filho do Deus do submundo consegue enxergar facilmente mesmo através de grandes quantidades de poeira e/ou poluição. Assim como possui facilidade em ver no escuro.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 19
Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são excelentes esgrimistas, e conforme evoluem seu treinamento, essa habilidade também fica mais evidente. Para eles a espada sempre foi uma arma natural, e apesar de terem tido erros, conforme aprendem, também os tornam nulos. Agora são capazes de atacar e se defender com a arma, além de conseguir desarmar um oponente com uma facilidade maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Ativos:
Nível 17
Nome do poder: Viagem das sombras II
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar pelas sombras em companhia de até dois indivíduos, além dele próprio. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 25 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 21
Nome do poder: Umbracinese III
Descrição: Você dominou completamente sua técnica com sombras, e agora pode manipula-las e usa-las da forma como bem entender, incluindo criar uma prisão sombria, da qual seu oponente dificilmente escapara. Consegue mantê-la por até três rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  A prisão sombria prende o usuário por completo, fazendo com que ele seja incapacitado de se mover pelos turnos em que a prisão estiver ativa. O Filho de Hades/Plutão consegue mantê-la por no máximo 3 turnos. Pode usar as sombras para mover coisas, e prender coisas.
Dano: 30 HP (pela prisão incapacitar os membros e aperta-los, causando certa dormência). Esse HP é retirado conforme os turnos que ficar ativo, se ficar pelos 3 o valor total da perda de HP é de 90.
Extra: Nenhum
Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

• Espada do Carrasco [Forjada por acidente a espada possui uma aparência bastante incomum: sua lâmina possui um seguimento principal como os das outras espadas, porém na sua lateral a lâmina se divide em outras pequenas laminas que são capazes de provocar ainda mais dano contra seus inimigos. | Efeito 1: A lâmina é capaz de suportar as mais elevadas temperaturas sem modificar a sua forma, apenas ficando incandescente. |Efeito 2: A espada possui uma espécie de consciência magica e se afeiçoa ao seu primeiro portador e, dificilmente, irá deixar ser portada por outro semideus. | Ferro estígio. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

Leviathan [Machado com 73cm de comprimento, possuindo uma face laminada extremamente afiada. Seu corpo é feito de madeira reforçado, o metal presente no item possui runas que confere ao machado a propriedade de magicamente perigoso. | Efeito 1: Ao jogar o machado, o usuário poderá comandar que ele volte para a sua mão. Só possui efeito em uma distância de até 50m, mais do que isso o retorno irá falhar.; Efeito 2: Encantado com o elemento gelo, o machado irá produzir uma rajada congelante que provocará lentidão nos movimentos. A depender da proximidade, poderá retirar -25HP e congelar um membro do corpo. Só pode ser usado 1 vez a cada três turnos. | Ferro Estige | Beta | Espaço para 1 gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]




I paced around for hours, I'm empty. I jumped at the slightest of sounds And I couldn't stand the person inside me. I turned all the mirrors around.
Oliver Ehlert Nordberg
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Guardiões das Hesperides
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[MF] Oliver Ehlert Nordberg Empty Re: [MF] Oliver Ehlert Nordberg

Mensagem por Melinoe em Seg Nov 11, 2019 10:21 am


Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 3.000 dracmas – 4 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP – 3.000 dracmas – 4 ossos

Spoiler:
Você escreve muito bem, o que torna seu texto muito agradável de ler. Encontrei alguns poucos erros em questão de escrita, mas não achei que valessem à pena descontos por eles já que não atrapalharam o entendimento do texto. Parabéns!

Atualizado por Hefesto

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