The Blood of Olympus
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[CCFY - Halloween] Past Perfect

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Mensagem por Phoenix Holm Sundström em Seg Out 28, 2019 12:26 am

EndgameI like it I’m twenty five. When I’m not a kid or an adult When I’m just me I shine the brightest
CCFY Atemporal

A história inicia-se antes mesmo do nascimento de Cristo. Aproximadamente 200 antes do nascimento daquele que demarcara o início de um novo calendário e de tempo. Nessa época e no Egito, existiam dois fiéis seguidores da cultura local chamados pelos nomes de Tymoteusz e Rayan. Ambos viviam um relacionamento extremamente restrito a amizade e profissionalismo. Os garotos auxiliavam no mantimento das pirâmides e cuidavam das entradas das mesmas durante o período noturno para evitar que qualquer item valioso fosse roubado das construções, além dos sarcófagos e múmias de antigos imperadores há anos. Naquela situação e no curto período em que eles cuidavam da segurança do local, eles não tinham nenhuma chance e experiência de poder estar ali dentro visto que as entradas eram os locais prioritários a serem vigiados.

Divididos, Tymoteusz e Rayan faziam a ronda em direções e localizações opostas. Sendo assim, um ficava na parte frontal onde fazia a vistoria no rumo da direita para a esquerda, e o outro na parte de trás, seguindo o rumo da esquerda pra direita. Às vezes, eles se encontravam nas extremidades da construção e era o suficiente para que ambos trocassem olhares de maneira bem intensa. Os olhos azuis de um entravam em contato com os globos verdes ou cinza do outro e dali, parecia surgir uma pequena conexão entre os dois que jamais fora explicada. Ainda assim, um deles contava os segundos e fazia os cálculos totalmente a frio para que sempre aparecessem na mesma posição em uma das extremidades citadas.

Tymoteusz era completamente oposto a Rayan. O primeiro era completamente justo e leal, além de imparcial e detestava injustiças. Já o segundo, uma pessoa extremamente inteligente, de grande astúcia e um grande sentimento de proteção. Contudo, suas personalidades contrastantes eram o que os tornavam ainda mais perfeitos um para o outro. As crenças que eles possuíam eram extremamente fortes e entrelaçavam os dois de maneira intensa, talvez uma maldição sem previsão de término, sendo reforçada a cada vida, cada reencarnação. E em cada uma delas, uma nova tentativa dos dois se aproximarem.

Ambos os garotos de 20 e 19 anos respectivamente jamais pensavam em entrar dentro do local para uma vistoria ainda mais intensa e que os levaria a conhecer melhor as dependências da pirâmide e todos os seus segredos ocultos, assim como também as diversas armadilhas espalhadas especialmente para o período noturno, onde as invasões poderiam ser ainda mais recorrentes.

Aquele que era o mais justo dos dois em um dia resolveu inovar. Invadiu a ronda do outro com grande noção do que estava fazendo. – O que está fazendo aqui? A sua supervisão é do outro lado! – Exclamou Tymoteusz, evitando o olhar de Rayan para que não decaísse completamente aos sentimentos que tinha pelo outro. – Nunca pensou em fazer algo diferente? – O mais novo sugeriu. Sua inteligência era grande e seu talento em persuasão era notável e o que o deixava ainda mais atraente para além de seus olhos.

– Não podemos contrariar a ordem do nosso imperador! – Exclamou o rapaz mais velho, esperando o mínimo de respeito em relação ao outro. – Vai me dizer que nunca teve a curiosidade de saber o que tem dentro? Cada uma das entradas leva ambas ao mesmo lugar. Pelo que eu saiba, há alguma coisa lá dentro completamente diferente do que já vimos em todos esses milhares de anos da existência do nosso planeta. – Rayan era perspicaz e completamente persuasivo. Suas falas poderiam virar ordens se ele conseguisse articular exatamente a frase que desestabilizaria a outra pessoa.

– Certo... Mas só essa vez. – Aquele que fazia a ronda pela parte da frente – TImoteusz – havia topado e dado de ombros perante aquilo. Ninguém saberia o que aconteceria dali para frente e, na atual hora, as invasões não seriam bem-sucedidas pois as armadilhas já notavam a presença do nascer do sol, desativando-se. – Isso! – Comemorou o que fazia a ronda pela parte traseira na direção oposta. Ambos agora estavam lado a lado. Se percebessem, podiam até perceber que estavam com o dedo indicador de ambas as mãos que estavam no mesmo sentido amarrados por um fio vermelho, aquele que se assemelhava a outra cultura de um outro e distante continente. Mas, seus olhos não eram capazes de observar tal fio, bordado pelo destino.

Ambos os garotos olhavam para a entrada da pirâmide a qual guardavam e então, adentravam a mesma observando os orifícios de onde saiam flechas envenenadas que matariam qualquer um que pisasse naquele corredor no período noturno. Caminhavam juntos, lado a lado e em um ritmo único. Aquele que negara ao início a adentrar o local já começara a pensar se tivessem entrado ali no período noturno. Certamente a flecha tiraria a vida dos olhos de cada um deles que se tornariam vazios e ausente em colorações. – Tem certeza que não quer dar meia volta? – Timoteusz perguntava completamente receoso e medroso. – Já estamos dentro e passamos por várias armadilhas... – De fato, eles realmente haviam passado ao menos por uma meia dúzia de empecilhos. – Não seria nada bom se tentássemos voltar tão já.

Hesitar naquele momento não era uma boa ideia. Poderiam enfim ver o que a pirâmide em questão tanto guardava e protegia com o auxílio deles. Sem pressa, os passos já além da entrada não poderiam mais ser contados com precisão. O centro da pirâmide – o coração – estava próximo e eles poderiam pela primeira vez ter o contato com aquilo que tinham que proteger a todo custo. Mas, para que chegassem de fato ao que realmente interessava, ambos tiveram que descer uma longa escadaria feita de madeira rústica e que se encontrava levemente embolorada devido aos longos anos. O material rangia ao pisar de cada um deles e a impressão que os garotos tinham era que aquela madeira poderia quebrar a qualquer momento e – casualmente – colocar ambos em algum tipo de perigo ou prisão afinal, nem todas as armadilhas eram conhecidas, era uma questão de segurança primordial.

A escadaria havia enfim sido vencida. O chão do ambiente era coberto por trinta centímetros de água que deixavam os pés de Tymoteusz e Rayan cobertos. Luzes enfim se acenderam e eles conseguiam ver um altar com um cubo metálico rompendo as leis da física e da gravidade, flutuando sem o auxílio de qualquer coisa sendo objeto, fluído ou qualquer outro fator. – O que é aquilo? – Rayan perguntou curiosamente olhando nos olhos quentes do parceiro de trabalho e amigo. – Deve ser alguma coisa alienígena... Sempre achei que as pirâmides não foram construídas pelo nosso povo e sim por esses seres extraterrestres. – Timoteusz argumentara. – Eu ia dizer que era praticamente impossível existir alienígenas, mas aquela coisa está realmente flutuando. – O altar era feito de mármore e possuía bordas grossas de ferro estígio possuía quatro velas em cada uma das extremidades do mesmo, assemelhando-se a um quadrado perfeito e milimetricamente polido. – O que será que acontece se tocarmos? – Rayan era ingênuo, mas sua curiosidade sobressaia e também dominava Timoteusz. – Vamos fazer isso juntos. Somos os dois responsáveis por guardar esse cubo, os dois que desceram até aqui e também, os únicos dois que estão podendo ver isso. – O justiceiro argumentou e Rayan prontamente concordou.

Distante dali paredes de ferro cerravam cada 5 metros da escada de cima para baixo, não poderiam mais sair dali utilizando tal caminho. Mas óbvio que eles não eram capazes de ouvir o barulho grave do fechamento brusco de um metal alcalino-terroso puro e sem oxidações. Estavam presos.

Os garotos então começaram a caminhar com a água acima dos pés e então, chegaram na parte do altar com o metal em cubo flutuante. – Será que isso pode fazer algum mal para gente? – Rayan perguntava, ciente de que teriam punições por terem entrado na pirâmide e não abandonado o local para os guardas do período diurno que naquela altura, já estavam fazendo a ronda que os dois faziam no período oposto.

Naquele momento a água já havia subido até a altura dos joelhos dos rapazes e ia vagarosamente, milímetro por milímetro subindo e de maneira imperceptível já que permaneciam parados na frente do altar de bordas de ferro. – Pronto? – Timoteusz convidou o contato de Rayan com sua mão, uma acima da outra para que ambos tocassem o metal ao mesmo tempo. Encarando a mão, Rayan semicerrou os olhos e começou a encarar o metal flutuante. – Não tenho certeza... – Sua curiosidade, de uma hora pra outra, havia virado medo. – Qual é... A ideia foi sua. – Ele disse em tom ríspido mas cauteloso, não queria deixar o outro desanimado. Por mais que Timoteusz parecesse um brutamontes, ele possuía um grande coração que era inteiramente destinado ao de Rayan. Não conformado com o próprio sentimento a respeito do mais novo, ele tenta de maneira brusca e errônea, matar o sentimento pedaço por pedaço mas completamente em vão.

– Eu sei que foi minha... Mas isso é estranho... E as pessoas amedrontaram-se com aquilo que elas não conseguem compreender. Esse é o meu caso. – Rayan adotava o tom submisso como sempre fazia quando entravam em desacordo perante alguma coisa. – Não precisa ter medo. Se fosse tão ruim assim, já teríamos morrido naquelas escadarias velhas. – Timoteusz cruzou os braços e franziu o cenho de maneira brava, completamente falha por sinal. – Se é o que você quer... Eu farei. – Rayan abriu mão do medo mas ainda o sentia. Independente daquilo colocou sua mão sobre a do mais velho e aguardou que ele fizesse o contato com o cubo saltitante ao ar. – Contagem... 3... 2... 1... Agora![/color] – Os garotos fizeram a contagem juntos e então tocaram o metal ao mesmo tempo mesmo com uma mão sobre a outra.

Uma enorme corrente de ar invadiu a sala do altar e as velas brancas apagaram-se na mesma hora. Retirar a mão do metal já não era mais possível e o mesmo reluzia ao brilho de uma peça de ouro de alta pureza, invadindo os olhos de cada um dos dois. Naquele mesmo momento, os olhos de ambos os garotos tonaram-se dourados, uma tonalidade extrema de amarelo misturada com laranja, suas íris haviam adquirido a mesma tonalidade. Tymoteus e Rayan ficaram completamente cegos pois a entrada de luz do ambiente e do metal era dolorosa, forçando ambos a fecharem os olhos.

– Eu não enxergo nada e dói se eu abrir o olho![/color] – Exclamou um deles enquanto o outro tentava retirar a mão do cubo metálico. Na mente de cada um deles, uma história se passava. Desde os primórdios da Terra até os dias atuais vividos por eles, todo o nascimento, todas as mortes, catástrofes climáticas, extinção em massa e até mesmo o futuro poderiam ser vistos de maneira rápida na mente dos garotos interligados.

Eles ouviam vozes intensas e fervorosas vindas de um deus egípcio em comum. Rá dava ordens para os garotos e, por terem rompido as regras que não tinham conhecimento – tocar o metal, por exemplo. – amaldiçoava os dois a um castigo incomum e hediondo. Ambos agora estavam mais do que ligados pelos fios vermelhos de outra crença, agora suas almas haviam sido tingidas pelo metal apresentado como metal enésimo e estavam condenados a se encontrarem e se apaixonarem em toda reencarnação pela eternidade. Ambos sempre nasceriam juntos ou próximos, tornando-se inevitável que eles se encontrassem.

O destino sempre faria ambos se encontrarem não importando como e caso Rá fosse contrariado por outro deus egípcio ou deus menor, sofreria com a sua ira imediata e o exílio. A maldição dada por Rá dali para o resto da eternidade jamais seria tocada por nenhum outro deus.

O deus então terminara de induzir visões nos dois garotos e a coloração de seus olhos voltou ao seu normal. – Você viu aquilo? Me diz que viu... – Rayan então coçava a cabeça, sofrendo com uma grande dor apenas de tentar lembrar a visão repentina. – Eu não devia ter vindo aqui! – O mais velho esbravejou. – Me desculpe... – O pedido de desculpas não era o suficiente e agora que ambos voltaram a si, notavam que a água já se encontrava sobre ambas as cinturas. – Ei! A água não estava assim no momento em que tocamos naquele metal. – O cubo havia desaparecido, sedimentando-se e fragmentando-se na alma dos dois guardiões. – Precisamos sair! – Inconformado, Timoteusz puxou Rayan com uma força extrema até a entrada da escadaria.

Mas, como não haviam percebido, acabaram se deparando com uma grande parede de metal inoxidável feita dos metais alcalino-terrosos mais comuns. – Estamos presos! – Anunciaram juntos. – Eu sinto muito. – Dizia Rayan, a curiosidade havia sido fatal e em poucos minutos e horas, ambos estariam mortos por afogamento, um dos piores castigos para qualquer pessoa que valorizasse e louvasse a vida.

– Isso é horrível! E é tudo minha culpa... E-eu deveria ter seguido as suas ordens... – Rayan mordeu os lábios com o olhar baixo em direção ao de Timoteusz. – Não é horrível. – Disse em tom puramente seco. O silêncio perdurou por alguns segundos até que o mais novo fosse capaz de responder com uma simples e óbvia pergunta. – Como assim não é horrível? Vamos morrer... – Ele gritou com o outro e arrependeu-se amargamente de ter feito tal afronta. – Você não ouviu a voz de Rá? – Timoteusz perguntou de maneira retórica e então continuou seu raciocínio. – Estaremos morrendo um do lado do outro, um apaixonado pelo outro. Vimos na visão que nosso amor é recíproco e embora eu tenha tentado o matar várias vezes, ele é a sensação mais vívida que eu já senti. – Rayan percebeu o excesso de água cobrir seus olhos, não sabia se chorava pela revelação ou por estar morrendo lentamente com lento aumento do nível da água.

As mãos de ambos encontravam-se submersas e o nível da água já atingia o pescoço de cada um. Possesso e ao mesmo tempo sereno, Timoteusz jogou-se a frente de Rayan e então o beijou de maneira voraz, tentando explorar cada canto da boca do outro enquanto ambas as línguas travavam uma dança sensual completamente compassada. Os olhos de ambos fecharam-se em meio ao ato e eles não romperam o ósculo até que enfim, fossem devidamente submersos pela água, aquela que era a única e mais mortal armadilha de todas. Eles não tiveram nenhuma dor durante o afogamento, consideraram aquilo até como uma verdadeira benção ou misericórdia do deus egípcio. Mas, inevitavelmente, ambos acabaram falecendo em meio ao beijo que havia apenas cerrado graças ao vazio que tomara os corpos vivos que se tornaram vazios e perdiam certo peso, o peso da alma.

Naquela vida eles haviam se encontrado diante do inevitável: a morte.

Nas seguintes, eles não tiveram a sorte e a coragem de se envolverem em um relacionamento homoafetivo devido ao fato dele ser igualado a doença. Com o tempo, ambos tinham vidas independentes do outro com mulheres forçadamente. Mas, sempre havia um olhar mais atento de um pelo outro em reciprocidade.

Troca de linha temporal, da antiga para a recente e atual.

Em tempos de sorte, ambos nasceram no mesmo dia e na mesma data mas em locais diferentes. Na maior sorte de todas as reencarnações, ambos são semideuses. O único problema era que Phoenix não tinha menor ideia de quem ele era a respeito dos antepassados e também de quem seria o seu par. Além dessas duas situações a outra mais problemática seria: Para qual acampamento ele se dirigiu?

Disposto a procurar pessoa por pessoa no Acampamento Júpiter, Phoenix passou a ser mais sociável com os demais e também desenvolveu o lado afetivo com mais audácia.

Eu tava com essa trama guardada e queria fazer alguma coisa com ela, ao mesmo tempo que eu a posto e seja avaliado, eu vou ajeitando ela até que eu decida se vou usar ou não, peço cautela com a avaliação

Links úteis:
Vestimenta: https://www-s.mlo.me/upen/v/tb2016/tb201609/tb20160926/cb1e2bf0-35d5-4236-a2f5-1939658f5376.jpg
Coloração citada dos olhos: https://uploads.spiritfanfiction.com/fanfics/historias/201711/olhos-dourados-10901618-081120172018.jpg




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Mensagem por Hades em Qui Out 31, 2019 8:07 am

Avaliação

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 29%

RECOMPENSAS: 4.800 XP e 3.840 dracmas, 10 ossos.

Comentários:
Tirando pequenos erros e o fato da letra ser pequena demais achei o plot bastante interessante. Outras mitologias e suas crenças sempre foram um ponto interessante de ser explorado, assim como destino e reencarnações. Parabéns pela narrativa. De uma próxima vez gostaria que deixasse claro como o personagem, no tempo presente, consegue se lembrar de suas vidas passadas. Mesmo que seja coisas bobas como 'nasceu assim' ou 'peso da maldição'.

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