The Blood of Olympus
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Mensagem por Maisie De Noir em Sab Out 26, 2019 12:25 pm

Estopim
”Better to say yes than never know"

É importante entender que como a CCFY se passa no passado Magnólia será retratada como Maisie De Noir, ou seja, seu nome verdadeiro.

Dezesseis anos atrás


A dor era a única coisa que conseguia distinguir em meio a escuridão. Ela era originada algum ponto abaixo da sua costela e queimava a cada respiração ofegante que saía de seus lábios entreabertos. Suas roupas encharcadas a deixavam com mais frio, fazendo seu corpo inteiro tremer com a falta do calor. Os únicos sons que ouvia era das ondas do mar se chocando contra as paredes da caverna que encontrava após o naufrágio do navio e o chiado dos fortes ventos que entravam e saíam do local.

O motivo de estar naquela situação, isolada na costa de ilha desconhecida no meio do Mar de Monstros, era sua busca por respostas. As duas pessoas mais importantes para si haviam desaparecido há semanas e finalmente havia decidido sair em busca delas. Sabia que eles não a deixariam sem alguma notícia e cada dia que passava sem saber como estavam a deixava ainda mais agoniada, o que, no final, resultou em uma missão própria.

Lembrava-se da despedida dos dois. As promessas de que voltariam e o mistério ao redor da missão. Nem Catherine nem Koda havia revelado o que fariam, mas concordaram em lhe dizer o destino: o Mar de Monstros. Só saber que ambos se arriscaram naquele local já preocupava a ruiva, porém não podia impedi-los. Assim como ninguém a impediu quando começou a se preparar ir atrás dos dois. Apenas uma pessoa se manifestou diante das atitudes da jovem, contudo Katherine, a filha de Phobos e amiga de longa data, apenas a alertou que deveria ter cuidado dobrado, pois deuses estavam envolvidos.      

Aparentemente os deuses não só estavam  envolvidos como também era do desejo deles que a missão morresse com as proles de Athena e Afrodite. Mas quem apareceu para a semideusa ferida foi a divindade em comum entre os dois.

— Você deve parar com sua busca.

Psiquê reluzia, sendo a única fonte de luz da caverna onde estavam. Seus olhos de um azul vivo a encaravam com uma rigidez que contrastava com suas feições suaves. O vestido longo arrastava no chão de terra, mas a mulher parecia não se importar. Sua atenção estava totalmente presa na ruiva.

— Eu vou… encontrar eles. — A filha do amanhecer se arrastava pelo chão tentando pressionar seu ferimento. As pedras sob seu corpo arranhavam sua pele, tendo a areia arrastada pelo vento como único amortecedor. Sentia o sangue molhar suas roupas e deixá-la fraca, mas sua esperança era o que realmente a dava forças.

— Não há o que encontrar. — A divindade fez uma pausa. — Estão mortos. Os dois. Falharam.

Foi um baque ouvir aquelas palavras da deusa que a dupla seguia cegamente. Seus olhos arderam ameaçando liberar as lágrimas que queria de seu coração ferido, entretanto sua chama ainda queimava. Não queria acreditar e não o faria até encontrar os corpos.

— Por que está insistindo? — Quis saber ao ver a tentativa da semideusa de se erguer. A única coisa que a dama da alma recebeu foi o silêncio. — Você precisa de provas?

Novamente o silêncio.

Abruptamente imagens apareceram em sua mente, deixando-a confusa. Um avião sozinho em meio ao oceano; Catherine e Koda sentados conversando baixo em seus assentos; um apagão repentino e então alertas apitavam por toda a aeronave; uma das portas se abrem sugando uma aeromoça para fora com a pressão; a filha de Afrodite tenta acalmar as pessoas enquanto seu companheiro estava concentrado em algo; e, então, o avião partindo-se ao meio jogando todos os passageiros na bocarra cheia de dentes de uma das criaturas que viviam no triângulo das bermudas.

As lágrimas que antes se acumulavam em seus olhos finalmente se viram livres, rolando pelas bochechas até se perderem no chão úmido devido a maresia. O soluço cortou seu peito enquanto suas forças iam se extinguindo. A única coisa que ainda a mantinha viva agora não mais existia e sua fuga até aquela ilha foi a sua tentativa de se manter na rota, mas agora percebia que devia ter deixado a correnteza a levar para o fundo junto com o casco do navio naufragado que foi o seu transporte desde a costa. Ainda não sabia o que os atacou; sua única certeza era ter sido a única sobrevivente.

— Pare de procurar cadáveres. Seus esforços inúteis apenas a levarão a ter o mesmo destino que eles. — Com uma explosão de luz, a divindade a deixou para lidar com seu luto.




Um sacolejar despertou a consciência de Maisie. A primeira coisa que sentiu foi a dor física que se espalhava por todo seu corpo, tendo como focos principais a cabeça e as costelas. Movendo-se desconfortável constatou que estava deitada em uma cama confortável. O contraste do que sentia a fazia querer ficar parada para não piorar as dores, porém no fundo da sua mente algo a deixava inquieta, a impedindo de descansar.  

Ao sentar-se, a jovem precisou abafar o grito que se formou ao sentir pontadas gélidas no ferimento que tinha. Erguendo a blusa gasta que usava, notou algumas folhas marrons que exalavam um cheiro forte. Mexendo nelas notou que era uma proteção para uma pasta esverdeada que se espalhava pelo corte que tinha na pele. Ao tocar a região, a sentiu dolorida, porém era suportável caso não se movesse muito rápido. Tendo esse cuidado em mente, primeiro buscou entender onde se encontrava.

O quarto em que se encontrava era simples, feito de madeira com algumas ervas penduradas nas vigas do teto e objetos desconhecidos espalhados pelos cantos. Ao olhar pela janela perto da cama, percebeu que o crepúsculo se aproximava tingindo o céu de laranja e vermelho em uma combinação agradável e um tanto aconchegante para si. Uma voz melodiosa cantava em uma língua desconhecida chamando a atenção da semideusa, pela primeira vez se preocupando em não estar sozinha. Olhando mais uma vez em volta, percebeu que suas armas não estavam consigo e nem mesmo as roupas que havia usado para a sua viagem.

A lembrança dos últimos acontecimentos retornaram todos de uma vez a sua mente, trazendo as lágrimas novamente aos seus olhos. Eles estavam mortos e ela não foi capaz de os ajudar — nem mesmo conseguiu os encontrar. Queria não acreditar no que Psique havia dito para si, mas as imagens ainda estavam claras em sua mente. Agora a visão deles sendo engolidos por um monstro era a última lembrança que tinha de seus melhores amigos. O sentimento de derrota competia com a solidão que sentia se apossar de si, fazendo seus ombros caírem e suas forças serem minadas.

— Espero que essas lágrimas sejam de felicidade por estar viva. — A voz autoritária vinha da porta onde uma mulher idosa com longos cabelos grisalhos e roupas escuras a observava. Suas costas eram encurvadas pelo tempo e sua pele denunciava a idade avançada. Algo na mulher a intimidava, mas ao mesmo tempo a atraía de forma não-natural.

— Cheguei tarde demais para salvar meus amigos. — Murmurou, olhando para as suas mãos vazias.

— Pare de chorar. — O tom agressivo fez a semideusa se encolher e gemer com a dor que o movimento causou. — Não a tirei daquele lugar e salvei sua vida para ficar se lamentando.

Com estas palavras deixou o quarto, fechando a porta atrás de si. Novamente sozinha, Maisie passou as mãos pelo rosto tentando limpar as lágrimas. Realmente chorar não a ajudaria naquele momento. Koda e Catherine não iriam querer que ela ficasse daquela forma por eles. Ainda que isso fosse algo que sentia que eles diriam para si, a garota ainda precisou de algumas horas para finalmente aceitar a dura verdade.




Já era noite quando Maisie abriu a porta que lhe dava acesso ao restante da casa. A simplicidade rústica e o acúmulo de objetos se estendia por todo lugar. Via do que parecia ser uma sala de estar até uma cozinha, cuja pedra em volta do caldeirão era o único material que se destacava além da madeira. A idosa parecia entretida com o preparo da refeição e foi o cheiro delicioso que despertara sua fome e a forçara a sair da cama.

Com passos silenciosos, a semideusa se aproximou da cozinha, notando pelo caminho outros aposentos com portas fechadas. A jovem pretendia apenas observar o que a outra estava fazendo, sem querer atrapalhá-la, porém assim que entrou no cômodo, a cabeça grisalha se ergueu. Seus olhares se encontraram e Maisie sentiu-se presa às orbes escuras, seus músculos paralisados e uma estranha dificuldade de respirar. A garota viu a outra erguer a faca de cozinha e apontar para si.

— Pegue as cenouras para mim. — Confusa, a ruiva apenas a encarou. — Atrás de você, criança, pegue as cenouras e comece a descascá-las.

Virando sua cabeça, Maisie percebeu uma despensa com diversos vegetais e frutas organizados por cores, o que achou um detalhe bem engraçado sobre o tipo de pessoa que o havia arrumado. Sem delongas buscou o que deveria e juntou-se a senhora para preparar a refeição na cozinha. Sentou-se à mesa e, sem hesitar, iniciou a tarefa. Apesar da semideusa manter-se em silêncio, a mulher voltou a cantar a cantiga estranha e envolvente, fazendo com que o trabalho que realizava não parecesse consumir tempo algum, estando tão compenetrada em seus pensamentos e pouco em suas ações.  
       
— Por que me salvou? — perguntou, subitamente.

Enquanto estivera no quarto aquela pergunta rondou pela sua mente e como não encontrou nenhuma resposta, precisou juntar coragem para a fazer. A cantiga parou, mas não houve resposta, o que fez a jovem erguer os olhos, vendo a senhora concentrada em mexer o caldeirão com uma colher de pau.

— Eu tenho algumas dívidas com seu pai.

De todos os possíveis motivos aquele definitivamente não era o que Maisie esperava ouvir.

— Meu pai está morto — explicou com a sobrancelha franzida. — Morreu quando fui reclamada.

— Não, criança. Isso era o que ele queria que pensasse. Gregory era astuto e sabia que o que fazia poderia te influenciar, então decidiu se afastar.

— Eu não entendo…

— O que sabe sobre o seu pai?

A pergunta da idosa a deixou sem reação a princípio. De fato sabia pouco sobre o homem que cuidou de si na infância, mas isso poderia ser explicado por sua pouca idade quando viu ele ser assassinado em sua frente. Nem mesmo esta cena era clara em sua memória, apenas o desespero e vultos sem forma. Apenas uma lembrança realmente era clara: o amanhecer do seu sétimo aniversário na varanda.

— E então, criança —  exigiu a mulher, pondo uma tigela com cozido de carne na sua frente, sentando-se do outro lado da mesa. — O que sabe sobre seu pai?

— Nada. — Não havia porque mentir. — Eu não sei nada sobre ele.

A anciã pareceu satisfeita com sua sinceridade e balançou a cabeça algumas vezes antes de apontar para a tigela como uma ordem de que a semideusa. Maisie sentiu seu estômago roncar alto assim que o cheiro delicioso entrou em seu nariz, a fazendo salivar. Sem tirar os olhos da mulher a sua frente, a jovem começou a comer, esperando pacientemente o que seria revelado para si.

Não podia negar que estava curiosa agora que esse assunto havia sido mencionado. Maisie sempre havia aceito o que aconteceu consigo sem questionar. Estranhamente, no último mês, a semideusa passou a sentir uma rebeldia que não condizia com sua personalidade, mas que desencadeou os acontecimentos que a levaram até ali. Poderia ter sido o acaso ou o destino, não sabia, porém sentia que aquilo a mudaria para sempre.

— Gregory De Noir é o sétimo filho de um sétimo filho. Sabe o que isso significa, criança? — A resposta negativa foi automática, tirando um suspiro da idosa. — Há diversos mitos a respeito de jovens que nascem com essa denominação, contudo o que você precisa entender é que ele era muito poderoso. Se não bastasse isso, ser filho de uma primordial grega agregou ainda mais poder para ele e, como deve saber, poder chama a atenção de diversas criaturas… não só as boas. Quando os ataques ficaram ainda mais frequentes ele me procurou.

O cozido havia sido esquecido pela metade e já esfriava em seu prato enquanto Maisie tentava compreender todas as palavras da anciã. Seu pai possuía irmãos e só esse detalhe já abria a brecha de que não estava sozinha no mundo, que ainda havia uma família para procurar. E se não havia entendido errado, seu pai era um semideus poderoso, mas não se recordava, em momento algum — mesmo forçando sua memória — de terem sofrido ataques ou qualquer incidente que poderia ser considerado estranho. Apenas a mesma cena pacífica deles saudando o novo dia em seu apartamento.

— Por que ele a procurou? Como a senhora poderia o ajudar? — perguntou sem entender.

Tudo o que Maisie até então havia visto eram coisas simples completamente normais para uma senhora de idade avançada que vivia reclusa em uma floresta. Assim que essa constatação passou pela sua mente, a jovem teve um estalo. Quando desmaiou estava em uma caverna em algum local desconhecido até mesmo para si e, pelo pouco que tinha visto da ilha remota quando nadou até a costa, não havia nenhuma vegetação; apenas as rochas e a areia branca.

A mulher parecia ler sua mente, pois abriu um sorriso lupino revelando dentes amarelados.  

— Não sou uma simples idosa como aparento. Já tive muitos nomes, mas o mais reconhecido entre eles é Baba-Yaga.

Claro que Maisie o conhecia. Uma feiticeira protegida por todas as deusas da magia, porém que não era ligada a nenhuma delas. Uma criatura poderosa que poderia te matar com um simples estalar de dedos ou envenenar sem que perceba. A jovem engoliu em seco olhando para o que restou do seu jantar. Em nenhum momento passou pela sua cabeça desconfiar da mulher que a salvou — este foi o maior motivo para isso.

— Posso ser conhecida como perversa, mas poucos são os que merecem viver para receber minha ajuda. Seu pai, assim como você, possuem a magia em seu sangue. Por si só, já me sinto inclinada a ajudar, mas o que realmente pesa no meu julgamento é o coração. — Baba-Yaga fez uma pausa quase dramática antes de continuar. — Seu pai fez diversos favores para mim sem nunca cobrar uma recompensa, entretanto eu conhecia os seus planos. Seu último pedido foi para que para que eu a encontrasse antes que fosse tarde demais. Sabia que viajaria para o triângulo das bermudas e sabia também que não sobreviveria.

“Não sobreviveria.” Inconscientemente a jovem levou a mão ao ferimento nas costelas. Sabia que estava em perigo, mas não imaginava que não resistiria aos ferimentos ou à situação. Havia sido inconsequente em suas atitudes, sendo motivada pelo seu medo de perder aqueles importantes para si. A lembrança daqueles que havia perdido era pior do que a constatação da sua quase morte. Entretanto, ainda havia a ideia de que seu pai estava vivo em algum lugar. Doze anos imaginando que ele estava morto e agora uma feiticeira lhe dizia o contrário. Por mais que quisesse, não conseguia duvidar dela. O que ganharia salvando sua vida e então mentido para ela? Fora que em momento algum havia dito seu nome muito menos seu sobrenome e mesmo assim ela havia acertado o de seu pai.

— Eu… — A voz de Maisie falhou quando se levantou da cadeira. — Eu preciso de um tempo.

A mulher não se opôs, apenas acenou com a cabeça lhe indicando a porta. Foram precisos alguns poucos passos para cruzar toda a sala e chegar à saída. A porta de madeira não fez nenhum ruído, apesar do aspecto velho — assim como toda a casa. Do lado de fora o que mais surpreendeu foi o verde das árvores. Haviam tantas delas e tão próximas que Maisie nem mesmo conseguia ver o céu. Sabia que era noite, recordava-se de ter olhado pela janela, mas não tinha visto a floresta. Um feitiço talvez?

Balançando a cabeça, a semideusa preferiu não pensar demais sobre aquele assunto. Na verdade precisava espairecer. Muita coisa havia acontecido em um período de tempo muito curto. Sua mente estava uma bagunça, igualmente seus sentimentos. Seu corpo ainda não havia se recuperado totalmente e os efeitos do choro ainda eram visíveis em seu rosto — não que se importasse com sua aparência.

Deixando que suas pernas a guiasse, Maisie apenas tentou limpar toda a dor que sentia — física e emocionalmente — focando no pio distante de uma coruja e no som de pequenos animais de hábitos noturnos. A escuridão parecia engolí-la a cada passo que dava, porém não a assustava. Parecia haver um sentimento de conforto a envolvendo junto com as sombras. Não demorou para que o cheiro de terra molhada chegasse ao seu nariz, a alertando de uma possível chuva, contudo não parou de caminhar.

Quando as primeiras gotas tocaram sua pele, Maisie parou. A sua frente uma enorme árvore florescia solitária em um penhasco, suas flores tingidas de rosa claro que exalavam um doce perfume que a envolvia como um chamado. A densa floresta permaneceu atrás por quase cinco metros até que a semideusa chegasse à proteção da magnólia, quando finalmente uma fina garoa deixou as nuvens para derramar-se no local. As folhas verdes bloqueavam grande parte da água que caía do céu, contudo a jovem não se importava em se molhar; sentia como se estivesse sendo lavada. Acomodando-se entre as pétalas caídas com os olhos fechados, a jovem deixou que suas lágrimas caíssem uma última vez.

— Eu traria uma bebida para compartilhar com você, Cath — murmurou com a voz baixa, deixando que suas palavras fossem levadas pela brisa até sua amiga. — Uma última. Mas acho que ficará para a próxima vez que nos encontrarmos.

A imagem da negra avançou pelas suas pálpebras fechadas. O sorriso malicioso e o perfume afrodisíaco que exalava, contagiando todos em sua volta com seu desejo. Até mesmo em batalha mantinha o ar característico que era sua marca registrada. Lembrava-se com exatidão de quando a havia beijado em uma missão. Foi a sua primeira e lembrava-se do rubor em sua face enquanto ouvia sua risada. Seria assim que se lembraria dela: vivaz, alegre e radiante.        

— Koda… — a jovem parou, pensando no que diria, mas nada parecia o certo. Apenas deixou que tudo saísse. — Tinha tanta coisa para te contar, principalmente de como me sinto em relação a você. Não sei quando aconteceu ou como, mas você me conquistou com suas palavras, seus gestos, seus olhos, sua voz… eu o amo. A tanto tempo que parece que foi sempre. — Um sorriso triste se formou nos lábios de Maisie. — Tive medo de revelar meus sentimentos, um medo bobo, eu sei, principalmente pelo fato de que você provavelmente já sabia. Não é possível ter muita privacidade com mentalistas, não é mesmo?

Em meio ao choro, o riso veio — tão fácil que logo se tornou um soluço. Abraçando-se com força, a jovem deixou que as lembranças do filho de Athena inundasse sua mente. O dia que se conheceram na estátua da liberdade onde descobriu os olhos mais lindos que havia visto na sua vida. O cinza tempestuoso que escondia um mistério que ela sempre tentava desvendar a cada novo encontro. As explicações de coisas complexas demais para prestar a atenção, além de sua animação em falar sobre algo que gostava. A forma como falava de sua irmã ou sua família, o amor que envolvia cada palavra dita. Cada pequeno detalhe que fez com que se apaixonasse gravado em sua memória, de onde ninguém as tiraria.

— Eu prometo aos dois nunca esquecer de vocês, não importa quanto tempo se passe. — Respirando fundo Maisie ditou as palavras que selaria seu destino. — Juro pelo rio Estige.

       



Já amanhecia quando Maisie voltou para a cabana. Havia chovido a noite inteira, porém estiara nas primeiras horas do dia, permitindo que a semideusa pudesse aproveitar o espetáculo que sua mãe proporciona e poucos param para admirar. Seu luto mal havia começado, porém precisava de respostas que apenas uma mulher parecia ser capaz de lhe dar. Abrindo a porta com força o suficiente para ela bater contra a parede, a filha do amanhecer estava decidida a desvendar o seu passado e recuperar tudo o que foi tomado de si.

— Me conte tudo o que sabe sobre o meu pai.      

Baba-Yaga não parecia surpresa, pelo contrário. A feiticeira a esperava, sentada frente a uma lareira acesa que Maisie não havia notado ante,s com duas canecas fumegantes do que imaginou ser chá pelo cheiro que chegava até ela em suas mãos.

— Como quiser, criança. Sente-se, pois a história é longa.


☀:
Objetivo:
• Conquistar legado de Nyx.
Considerações:
• Essa ccfy tem ligação direta com a trama dos players  Koda e Andromeda.

• A chuva é uma referência à morte de Memnon.
Quando Eos perdeu seu filho Memnon em batalha, a deusa Nyx se compadeceu de Eos ao vê-la chorando sobre o corpo do filho e por essa razão, durante todas as noites – por um longo tempo – choveu.

• A árvore mencionada é essa (clique).


LOVE
Maisie De Noir
Maisie De Noir
Líder dos Celestiais
Líder dos Celestiais

Idade : 20
Localização : Palácio Celestial

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Mensagem por Anfitrite em Sab Out 26, 2019 1:28 pm


Magnolia

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 4.500 XP + 4.000 dracmas + 10 ossos  + Legado de Nyx

Comentário:
Magnolia, gostei muito de como abordou sua missão e sua trama, mas senti falta de alguns detalhes que poderiam ter tornado a missão mais compreensível aos meus olhos. Veja bem, eu não tenho conhecimento algum de sua trama com Koda e as outras semideusas e em tese também não deveria saber quem eles são para você. Sua missão já começa em meio a isso, então é muito importante que você explique ou deixe link de missões anteriores para que eu como narradora tenha total conhecimento do que você tentar me passar entende? É o único ponto a ser melhorado além de uma revisão de texto para ajudar com a gramatica e os erros de digitação, deixo como dica para missões futuras.


Anfitrite
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Deuses Menores
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Mensagem por Maisie De Noir em Qua Nov 20, 2019 9:30 pm

Acordo
"Sell yourself to save your soul"
Maisie estava voando. A cidade abaixo de si era conhecida por suas luzes noturnas e pouca atividade apesar do horário. O vento em suas asas era uma benção e o silêncio na altitude era uma ótima companhia para si. A sensação, entretanto, apesar de boa, era estranha, pois suas asas eram seus braços e não uma extensão das suas costas. Sua visão estava diferente também, conseguia ver as coisas mais longe e com uma nitidez quase assustadora. No horizonte, um majestoso amanhecer começava a dar seus primeiros sinais.

A cidade abaixo de si ia mudando aos poucos. A região ganhava um ar menos metropolitano e mais industrial. Magnólia sabia qual bairro sobrevoava, afinal, como uma garota que passou grande parte da vida em Nova York, conhecer onde mora é essencial. Porém conforme voava, o borough ficou para trás e uma grande faixa d’água se estendeu abaixo.

Com novas batidas das asas logo uma ilha entrou no seu campo de visão. O verde das árvores predominava tudo o que via, contudo sobrevoando o local podia ver também construções decaídas entre a natureza, sendo engolida por ela. Aquele lugar parecia um lugar esquecido pelos deuses e ostentava uma aura ruim, mas algo a chamava.

Seguindo o instinto, mesmo que não pudesse evitar, se deixou ser guiada para dentro da floresta e graças ao seu tamanho diminuto não foi problema algum passar por entre os troncos grossos das árvores. Não demorou para que encontrasse uma clareira e nela uma velha casa de madeira, muito bem conservada, diferente de todo o resto.

O chamado a levava para dentro, porém algo a impedia de entrar de fato naquele local, lhe restando apenas a opção de pousar na varanda e olhar para dentro. O interior não era desconhecido para si, mas estava tudo desfocado, apenas um objeto era nítido: uma gaiola. Entretanto a estrutura de ferro, apesar do formato, servia como jaula para prender uma criança pequena de aproximadamente oito anos encolhida.

Seus olhos estavam fechados e suas mãos juntas em prece. Seus lábios se moviam deixando claro o que fazia, mas nada do que dizia era entendido pela semideusa em sua forma de pássaro.

“Encontre-o, Maisie.” A voz da deusa do amanhecer ecoou na mente da semideusa. “Seu tempo é curto. Liberte-o antes que seja tarde demais.”

E então tudo escureceu.




Uma hora após acordar, Maisie já estava pronta para sair. O contato com sua mãe — ou qualquer outro deus — era mínimo, então quando ouviu a voz de Eos, teve a confirmação de que aquele sonho foi enviado a ela.

Algo naquela criança era familiar e isso abalava a celestial conforme andava pelo Palácio. Mesmo que tentasse, não conseguia se recordar com exatidão. Balançando a cabeça, Maisie deixou esse pensamento para trás e focou no que realmente importava: o resgate. A primeira coisa que precisava era chegar até a ilha o mais rápido possível e para isso teria ajuda.

Não era difícil saber onde Myst estaria, principalmente depois que a celestial adotara a outra raposa de Arcádia. Aelin ainda era uma filhote e sua curiosidade a fazia perder bastante tempo explorando o Palácio Celestial e seus entornos, mas seu lugar favorito era a floresta mágica e Faery sempre a acompanhava.

Como esperado, as duas raposas estavam brincando na vegetação baixa. Maisie não pôde conter o sorriso que surgiu em seus lábios ao ver a cena. A celestial se alegrava ao saber que as mascotes gostavam do lugar e se sentiam bem, mas por mais que quisesse se juntar às duas, ainda tinha que resgatar uma criança.

— Faery — chamou, mesmo sabendo que ela a tinha sentido se aproximar. Tanto a Myst quanto a Breeze correram até a ruiva quando ela se abaixou. — Oi Aelin, como vai hoje? — perguntou para a mascote fazendo um carinho rápido em seu corpo antes de se voltar para a outra e acariciá-la também. — Vamos sair em uma missão, ‘ta bem? Aelin você ainda é muito novinha, na próxima eu prometo que te levo comigo!

A Breeze não pareceu se animar muito com a ideia, logo virando-se para a floresta de volta na sua exploração enquanto a Myst permanecia sentada ao seu lado, esperando. Maisie não podia negar que tinha uma ligação maior com Faery, mas era só questão de tempo até conquistar a confiança de Aelin. Até lá teria que ter paciência.

— A viagem vai ser complicada para você, menina — avisou a celestial buscando em seu bolso a pokemonster. — Vou te colocar em um lugar seguro e quando precisar irei te chamar, certo?

A raposa apenas inclinou a cabeça e com isso Maisie imaginou ser uma resposta afirmativa. Erguendo-se, a semideusa acionou o botão da bolinha preta e dourada que desencadeou a criação do portal com runas e escritos antigos em um tom dourado que sugou sua mascote para dentro dele. Ali Faery estaria protegida e ainda estaria consigo.

A jovem deu uma última olhada na Breeze antes de deixar aquele pequeno paraíso do Palácio Celestial.





Magnólia refez o caminho de seu sonho. Dessa vez a jovem guiava suas próprias asas para o Bronx, voando alto o suficiente para que não fosse vista pelos mortais abaixo. A rota ainda estava fresca em sua mente então não precisou se preocupar com chances de se perder no céu. Quando pousou na ilha a situação foi outra.

No solo da ilha, a semideusa pôde perceber como a natureza havia se apossado do que antes era uma cidade ativa. O resquício de algumas construções ainda podia ser visto em meio a vegetação baixa, assim como automóveis antigos invadidos pelo verde. A ilha era grande demais para ser explorada até encontrar a cabana específica e o aviso da deusa do amanhecer ainda estava fresco em sua mente.  

Fechando os olhos por um segundo, a celestial pensou no próximo passo. Aquela era uma ilha fantasma, abandonada e seu acesso restrito, então sabia que não haveriam pessoas para pedir ajuda e também por isso seria — teoricamente — mais fácil encontrar o garoto. Mas a mata era densa tanto no solo quanto sobrevoando. Ela viu de cima quando pousou na praia. Como chegaria até a tal cabana era o seu maior problema.

Maisie já se sentia exasperada sem saber o que fazer, quando ouviu o canto dos pássaros. Um sorriso brotou em seus lábios na mesma hora. Era como um sinal. Aquele lugar era considerado um santuário para as aves e tanto sua mãe quanto seu patrono tinha ligação com elas.

Seguindo a melodia, a garota encontrou uma árvore cujos galhos estavam cheios de  passarinhos. Maisie os observou por quase um minuto até aprender o canto e reproduzi-lo da melhor forma possível atraindo a atenção dos animais para si com seu charme. Quando teve certeza de que as criaturas a notaram, parou.  

— Preciso que me ajudem — falou de forma suave se aproximando um pouco mais. Pela empatia que possuía com aqueles animais, sabia que eles entendiam o que falava. — Preciso encontrar uma cabana habitada nessa ilha. — As aves hesitaram. — Por favor.

Um pio chamou a atenção da celestial e quando se virou, encontrou um falcão de cabeça branca a olhando imponente de outra árvore. A garota reconheceu como a águia símbolo do seu país e quase se distraiu com sua beleza. Quase.

— Sabe onde está? — questionou para a ave que apenas a encarou e alçou voo parando um pouco mais a frente, virando sua cabeça para a semideusa.

Maisie não perdeu tempo e seguiu a ave que seguiu em um ritmo mediano sempre esperando que a jovem a alcançasse para continuar o caminho. Conforme a garota caminhava percebeu que quanto mais próximo chegava ao que um dia foi a cidade, as árvores eram mais espaçadas, não mais atrapalhando a passagem, o que ajudou a chegar ainda mais rápido ao seu destino.
 
A cabana do seu sonho estava em uma estranha clareira convidativa. Um grande círculo perfeitamente formado em meio ao abandono e a construção de madeira escura no centro. Da chaminé de pedra uma fumaça preguiçosa era expelida, denunciando que havia alguém ali.

A celestial se virou para a águia e agradeceu, logo a vendo se afastar a deixando sozinha ali. Voltando sua atenção para a residência, a filha do amanhecer estreitou os olhos a achando bastante familiar, mas antes de se aproximar proferiu um feitiço em voz baixa para detectar qualquer tipo de magia que pudesse ter na área.

Veneficia.

O feitiço demorou um pouco para revelar a verdade, mas quando o fez Maisie sentiu seu corpo gelar. A casa era a magia pura. Seria um inferno entrar naquele lugar sem ser detectada. Provavelmente haveria armadilhas espalhadas por todas as entradas e feitiços de proteção ou que pelo menos avisasse sobre qualquer presença.

Vasculhando seu bolso a semideusa tirou a pokemonster e apertou o botão que liberou Faery da sua floresta particular. A raposa olhou em volta para se localizar e então se aproximou da celestial sentando à sua frente.

— Faery, fique aqui e preste atenção a tudo. Caso eu demore demais vá até o Rhys e avise onde a Frieryat pode me encontrar, okay menina? — Avisou enquanto acariciava a cabeça da Myst que apenas concordou. — Tome cuidado.

Antes de ir, a celestial recebeu uma lambida em sua mão como se a raposa pedisse o mesmo. Maisie sorriu para ela e se afastou seguindo a borda da floresta para ter pelo menos uma cobertura enquanto procurava o melhor jeito de entrar e o mais importante: sair.

Assim que encontrou-se de frente para a entrada da cabana a celestial entendeu o porquê dela parecer tão familiar para si. Na sua frente estava a cabana da Baba-Yaga. A mesma feiticeira que a havia salvado da morte anos atrás e então a protegido até que voltasse para o acampamento quando acordou do feitiço. Qualquer tentativa de entrar ali furtivamente era impossível. Suspirando, Maisie desistiu antes mesmo de fazer qualquer tentativa.

Deixando a proteção das árvores para trás, a garota seguiu com passos decididos e até mesmo despreocupados até a entrada. Parada diante da porta, a semideusa esperou criando coragem para o que faria. Quando ergueu a mão em punho para bater, a porta se abriu sem que tocasse nela. Em qualquer outra ocasião Maisie temeria aquele acontecimento, mas não ali.

Espiando dentro da casa, a celestial reconhecia cada cantinho como se não tivesse se passado nenhum único dia desde que deixou aquele lugar após a conversa com sua mãe. Quanto tempo fazia desde que acordara? Parecia quase outra vida.

— Não vai entrar?

Maisie reconhecia aquela voz autoritária em qualquer lugar. Sua dona continuava igual a primeira vez que a viu: uma mulher idosa com cabelos grisalhos presos em um coque no alto da cabeça. Seus ombros encurvados para a xícara de chá em seu colo era um indício de fraqueza que não existia.  

— Você sabia que eu viria. — Não era uma pergunta.

A mulher riu e fez um sinal para a poltrona vazia ao seu lado. A celestial suspirou e entrou na casa, ouvindo a porta se fechar atrás dela. Agora não havia volta. Sentando-se ao lado da Feiticeira, Maisie a encarou por alguns segundos antes de se inclinar e pegar a outra xícara de porcelana que estava posta na mesa na frente da lareira apagada.

— Onde está o garoto? — questionou a semideusa. Não havia porque enrolar, já que era certo que aquele era o local.

— Trancafiado. — Foi a resposta dada calmamente pela velha enquanto bebia seu chá.

— O que quer para que o liberte?

Maisie temeu pela resposta que receberia. Ela poderia ter tudo o que quisesse muito fácil, algumas palavras mágicas e todo um estrago poderia ser feito. Assim como algo que exigisse poderia ser mais do que poderia oferecer.

— Você nem ao menos sabe porque ele está aqui. — Uma sobrancelha grisalha se ergueu com sua pergunta. — Como sabe que ele merece ou não ser libertado?

— Por que então?

— Ele tentou me roubar — A raiva em sua voz era controlada. Maisie sabia que ela odiava os ladrões que tentavam levar algo de si.

— Mas manteve ele vivo — rebateu com certa esperança.

— Ele tem um bom coração. Estava tentando ajudar alguém com isso — explicou-se. Antes que a celestial pudesse então tentar convencê-la a libertar o garoto, ela voltou a falar. — Você tem uma preciosidade consigo, sabia?

— Como assim? — perguntou Maisie sem entender.

Nesse momento a porta se abriu novamente e por ela Faery entrou fazendo o corpo da filha do amanhecer gelar. Segurando-se nos braços da poltrona com força, Maisie percebeu que não conseguia se levantar. Estava presa ali. Seu coração começou a bater mais rápido conforme o medo de que sua mascote se ferisse parecia cada vez mais real.

— Myst, a mais misteriosa de todas as raposas de Arcádia. —  Baba-Yaga ditou com deleite enquanto observava Faery caminhar até a dona, sentando-se aos seus pés. — Por mais que seja tentador ter tal criatura, com todos os segredos que guarda, não é o que quero. Ela será importante assim como as outras em breve.

Por mais que aquelas palavras trouxesse alívio para si, Maisie não conseguia relaxar completamente. Desde que decidiu entrar por livre e espontânea vontade naquela casa, aquele era o momento que mais se sentiu desconfortável.

— Então o que quer? — Se forçou a dizer, com o olhar cravado na idosa.

— Você — respondeu devolvendo o olhar.

— Eu? — A dúvida estava estampada nas sobrancelhas franzidas da celestial.

— Quero que me sirva como seu pai serviu.

— Eu tenho minhas responsabilidades com Éter e os celestiais. Não posso me dedicar a você.

— Não será sempre. — A idosa deixou sua xícara na mesa junto da outra e se sentiu confortavelmente em sua poltrona, juntando as mãos em seu colo enquanto encarava a semideusa. — Há algumas coisas que eu não posso pegar por mim mesma e aí você entrará. Considere como os favores que vocês, semideuses, fazem para os deuses.

A Feiticeira tinha um ponto, mesmo que a celestial não fosse tão procurada pelos deuses dessa forma. A jovem tinha uma dívida com a velha, mesmo que fosse um acordo entre seu pai e ela. Não podia negar que estaria morta se não fosse a interferência da Baba-Yaga. Fora isso ainda tinha o fato da criança presa que era o motivo dela estar ali. Faery aconchegou-se mais perto de sua perna como se para lhe dar confiança.

— Está bem — cedeu por fim. — Mas meu patrono ainda será prioridade. Fique ciente disso.

Baba-Yaga fez um gesto de descaso com a mão e se levantou indo em direção ao que um dia foi o quarto que usou para se recuperar a muitos anos atrás. Maisie tentou se levantar de forma hesitante só para descobrir que não estava mais presa à cadeira.

Segundos depois a mulher voltou com uma gaiola de 15 centímetros onde um beija-flor pousava pacificamente dentro. A celestial olhou sem entender para o pássaro e então para a velha. Baba-Yaga sem mais delongas pousou a gaiola no chão e proferiu um feitiço conhecido pela semideusa, que fez as grades aumentarem de tamanho. Aquilo pareceu despertar o beija-flor que levantou voo, mas não tentou fugir.

Com outro feitiço proferido pela Feiticeira — dessa vez desconhecido — o passarinho se transformou bem diantes dos seus olhos no garoto do seu sonho. Agora o vendo mais de perto, aqueles olhos arregalados e expressão de choro eram tão familiares para si, pois o havia resgatado das ninfas raivosas do lago do acampamento quando uma das suas havia desaparecido.

— Mantê-lo aqui a traria até mim — revelou a Feiticeira abriu o cadeado que mantinha a gaiola fechada, dando dois passos para trás.

— Então era tudo parte do seu plano?

Antes que Maisie pudesse ter uma resposta, Nicolas pulou para fora da sua prisão e se jogou contra a celestial, a abraçando com força enquanto deixava as lágrimas caírem livres. A filha do amanhecer se compadeceu pelo irmão, o envolvendo com seus braços e o pegou no colo, odiando perceber que estava muito mais magro desde a última vez que o tinha visto.

— Saiam. Antes que eu volte atrás com minha decisão.

Mais do que depressa a semideusa se virou para deixar o local. Faery correu atrás dela quando ela passou pela porta deixando a Baba-Yaga e sua casa para trás.




Maisie precisou de alguns minutos para que Nicolas se acalmasse o suficiente para se soltar dela. O garoto tremia ainda assustado com tudo o que havia acontecido consigo, mas novamente a filha do amanhecer tentava o acalmar o irmão acariciando suas costas enquanto falava com a voz suave que agora ele estava seguro. O fator decisivo para que Nicolas se acalmasse foi a presença de Faery.

O garoto abraçava a raposa de Arcádia contra o peito enquanto ela lambia seu rosto, arrancando uma risada dele. Aquilo fez o coração de Maisie se aquecer, feliz por ver seu irmão bem melhor.

— O que você fazia aqui, Nicolas? — perguntou a semideusa visivelmente curiosa. — Você é muito jovem pra sair em missão.

O filho do amanhecer se encolheu e evitou olhá-la, mas quando a celestial insistiu um pouco mais, ele finalmente começou a falar enquanto acariciava os pelos lilases da Myst.

— Eu queria ajudar aquela ninfa que foi sequestrada — murmurou baixo.

— A Olga? — Ele concordou com a cabeça e Maisie suspirou o puxando para um abraço.. — Eu entendo que você queira ajudar, mas tem que ficar forte antes. Você me promete que vai treinar bastante antes de tentar sair do acampamento para algo assim?

— Prometo… — respondeu um pouco triste.

— Hey, não fique assim. — A celestial ergueu o rosto de Nicolas até que ele olhasse em seus olhos e sorriu. — Você vai ser um grande herói quando crescer. Só precisa ter paciência.

— Igual o Homem Aranha? — perguntou esperançoso arrancando uma risada da semideusa.  

— Sim, igual o Homem Aranha.

Maisie se levantou do tronco caído que estiveram sentados desde que saíram da cabana da Baba-Yaga. Limpando sua calça com as mãos da melhor forma possível, observou por alguns segundos Nicolas brincar com sua mascote, a enchendo de carinhos enquanto ela lambia seu rosto e balançava a cauda animada. A celestial queria continuar ali vendo essa cena, contudo mais que isso ela queria voltar para casa.

— Nicolas, quer ver um truque que Faery sabe fazer?

— Quero!

— Fae, nos leve para o Acampamento Meio Sangue, por favor.

Prontamente a Myst pulou do colo da criança e na frente deles um portal surgiu revelando o Pinheiro de Thalia do outro lado e mais abaixo o acampamento grego. Maisie estendeu a mão para o seu irmão e quando ele a segurou, os dois passaram pelo portal juntos seguindo Faery.

☀:
Considerações:
• A Baba-Yaga é uma personagem importante na trama e sua relação com Maisie continuará sendo explorada no futuro.

• Caso queira entender melhor o motivo do interesse da Feiticeira em Maisie sugiro ler a ccfy Estopim.

• Nicolas e Olga são NPCs que apareceram originalmente na missão Ninfa do Lago.
FPA:
Passivos:

Eos

Nome do poder: Musicalidade
Descrição: Os filhos de tal deusa possuem uma ótima voz, soando sempre afinados e com perfeito ritmo. Uma voz tão boa assim poderia distrair praticamente qualquer criatura.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Amanhecer Acolhedor
Descrição: A presença do filho de Eos/Aurora é capaz de trazer uma sensação de conforto e calma para seus aliados graças a aura que os cerca.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode dar aos aliados num raio de 20 metros um novo ânimo para lutar.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Encantador de Aves
Descrição: As aves sempre cantam para anunciar a chegada de um novo dia, por isso, os filhos de Eos/Aurora possuem certa habilidade de comunicação com tais animais.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode convencer praticamente qualquer ave (desde que seja de hábitos diurnos) de lhe ajudar e elas lhe respeitam.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Presença Encantadora II
Descrição: Seu encanto é evidente e você é uma pessoa que chama atenção por bondade e doçura que parecem emanar de sua presença – mesmo que não façam parte de sua personalidade – e por isso, alguns inimigos poderão desistir de lutar com você.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Monstros de níveis inferiores ao seu irão facilmente se render ao seu charme, assim como semideuses.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Bela Alvorada II
Descrição: Agora as crias de tal deusa podem sentir que o efeito de sua aura luminosa até que o sol se ponha, além disso, ao usar poderes durante o dia, há menor gasto de energia.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Terá uma redução de 5% no gasto de MP dos poderes ativos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Orvalho e Luz Solar III
Descrição: Agora você pode usar de tais elementos para conseguir curar feridas mais profundas e revitalizar-se mais rapidamente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +45 de HP e +45 de MP.
Dano: Nenhum.

Éter

Nome do poder: Olhos celestiais
Descrição: Sempre ao usarem os poderes, os olhos dos celestiais ganham uma tonalidade mais celeste e brilhante. Poderes de luz os olhos ficam dourados; poderes ligados as estrelas e ao ar ficam azulados ou esverdeados; poderes ligados as bênçãos os olhos ficam vermelhos. Ao usar os demais poderes, as íris ficam em tonalidade prateada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Asas
Descrição: Os celestiais são reconhecidos principalmente pelas suas asas. Majestosas e belas, as asas são geralmente brancas em sua totalidade, mas ainda há alguns seguidores de Éter que possuem detalhes nas extremidades de suas penas. São como asas de anjos, nunca assumindo a tonalidade negra. Cada celestial pode descrever suas asas, porém uma vez feito não poderá muda-lo. As asas crescem a partir dos ossos das costas, por isso, muito cuidado com as camisas, elas consequentemente ganham dois rasgos nas costas sempre que permitem o alongamento das asas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Respiração Avantajada
Descrição: Os celestiais conseguem atingir grandes altitudes sem sofrer com o ar rarefeito, respirando normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Detectar intenções
Descrição: A intuição do celestial é bastante apurada. Ele saberá reconhecer quando está sendo enganado ou quando alguém está sendo sincero. Durante o combate, ele sentirá o desejo de atacar do outro, podendo ficar em alerta e diminuir as chances de ser pego em um ataque surpresa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Empatia Aérea
Descrição: Os semideuses seguidores de Éter conseguem se comunicar com os seres alados. Não há um diálogo verbal ou mental, apenas um reconhecimento de intenções e emoções, agindo mais como uma forte intuição do que no uso de uma linguagem humana. A empatia não oferece domínio sobre os seres alados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +85% de chance de convencer um ser alado a auxilia-lo ou seguir seu comando.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Precisão
Descrição: É a capacidade que permite ao semideus ter grande foco e atenção aos detalhes, de forma que sempre que realize uma mesma tarefa mais de uma vez o faça com perfeição. Eles aprendem com muita facilidade, e isso permite que dominem armas, resolvem enigmas e descubram alguma coisa de maneira mais rápida e precisa.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +30% de percepção e inteligência. +20% de descobrir algo. Pode pedir ao narrador uma única pista ao resolver um enigma ou uma charada.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Paraquedas
Descrição: O celestial ao cair, graças a sua relação com o céu e o ar, não irá se ferir ou machucar. Mesmo se a queda for de uma grande altura, antes de colidir com o chão o semideus será protegido pelo ar que amortecerá o impacto.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Determinação II
Descrição: O celestial é um guerreiro com vontade inabalável, determinação e força interior. Sabe aquela coragem de passar por algo difícil? Suportar a dor? Eles têm ela dentro de si, por isso, dificilmente se deixa abalar em situações de tortura ou que exijam coragem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de coragem e determinação para o celestial. +20% de resistência a dor.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos dos celestiais ao chegarem nesse nível se tornam mais aguçados e apurados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de melhoria nos cinco sentidos.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Cura em altitude V
Descrição: Ao estar a pelo menos 5m de distância do chão, o céu e o ar começa a favorecer a saúde do celestial. As feridas começam a se fechar e o corpo a recuperar-se dos danos recebidos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100 de HP e MP.
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser usado novamente depois de 3 rodadas.

Nome do poder: Justiceiro silencioso
Descrição: Os celestiais são vingadores silenciosos, isso quer dizer que conseguem andar de forma suave, sem provocar ruídos, o que também lhes permite pegar inimigos de surpresa, e impedem outros de lhe ouvirem quando esse está se aproximando. Não é valido para quem tem audição melhorada.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +60% de chance de não ser notado ao tentar realizar ataques surpresa.
Dano: Nenhum

Nyx

Nome do poder: Bom Magico I
Descrição: O semideus tem certa habilidade com magia, e aprende com muita facilidade conforme se desenvolve. Nesse nível, essa habilidade permite que o semideus consiga executar seus feitiços com mais precisão, ganhando uma pontaria melhor, e podendo executa-los com mais facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.
Ativos:

Éter

Nome do poder: Voo IV
Descrição: O seguidor do deus primordial tornou-se o mestre dos voos. É capaz de realizar acrobacias complicadas e manter a sua velocidade alta ao mesmo tempo. Porém, cuidado, voar ainda obedece algumas leis da física! O semideus consegue atingir a velocidade máxima de 110km/h durante o seu voo.
Gasto de MP: 50
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao carregar alguma pessoa, sua velocidade e mobilidade cai pela metade (caso seja alguém dotado com passivas de força essa observação se torna nula).

Nyx


Feitiço: Veneficia
Descrição: Um feitiço que serve para revelar se alguma magia, armadilha mágica ou encantamento foi usado em algo presente no ambiente – ou até mesmo presente no próprio ambiente. Entretanto é necessário permanecer olhando para o ambiente afim de descobrir outras armadilhas em demais ambientes.
Gasto de Mp: 10 de MP, enquanto estiver ativo.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser utilizado não verbalmente.
Habilidades Aprendidas:
Nome: Inteligência Espacial
Descrição: Quem possui a inteligência espacial bem desenvolvida é capaz de compreender o mundo visual com precisão. Isso dá a capacidade de transformar, modificar percepções e recriar experiências visuais até mesmo sem estímulos físicos. Com isso, o semideus portador desta habilidade é capaz de compreender o cenário com mais facilidade e usá-lo como artifício em suas missões ou batalhas.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% de inteligência e capacidade visual. +30% de percepção.
Extra: Caso se perca, o semideus consegue se orientar até reencontrar o caminho.
Dano: Nenhum
Extra: Pode pedir ao narrador uma dica sobre o cenário uma vez por ocasião.
Mascote:
Nome: Faery
Tipo (raça): Raposa de Arcádia - Myst
Elemento Regente: Espiritual
Descrição: Nascida na mítica ilha de Arcádia, as raposas elementais foram protegidas por muito tempo por Pã em seu jardim particular. Com a “morte” do deus, elas acabaram vagando pelo mundo. É a mais misteriosa das raposas, principalmente por causa de seus poderes. Sensível ao mundo espiritual e a névoa, Myst é conhecida por ser capaz de atravessar mundos.
Personalidade: Carinhosa, solitária, misteriosa
Classe: Lendária

Nome da habilidade: Sexto Sentido
Descrição: Myst é um ser extremamente sensorial, desenvolvendo uma conexão maior entre os mundos físico, espiritual e mágico. Dessa forma, ela é capaz de sentir as vibrações emanadas nesses planos, aumentando sua percepção.
Tipo: Passivo.
Dano: Nenhum.
Bônus: É capaz de perceber qualquer presença dentro de uma área de raio igual ao dobro de seu nível em metros.
Extra: +30% de percepção.

Nome da habilidade: Inteligência
Descrição: Ao alcançar a idade jovem, a raposa tem seu lado cognitivo plenamente desenvolvido. Ela passará a entender os humanos e os animais, assim como aprenderá rápida e facilmente. Seus ataques são mais espertos, conseguindo compreender mais a situação de batalha para reagir de maneira vantajosa.
Tipo: Passivo
Gasto de MP: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Bônus: +30% de chances de suas ações darem certo.
Extra: Nenhum.

Nome da habilidade: Portais Dimensionais.
Descrição: Myst é conhecida por ser capaz de atravessar mundos e ela os faz através de portais.
Tipo: Ativo.
Gasto de MP: 50MP para locais no mundo. 100 para outras dimensões.
Dano: Nenhum
Bônus: Nenhum
Extra: Os portais se mantém abertos pela vontade da mascote, podendo ser mantidos por até dois turnos sem um gasto excedente. Após isso ele se fecha.
Arsenal:
• Pokemonster [Uma bolinha baseada no designer da famosa Pokebola, do anime, Pokemon. É preta e dourada, se expande nas mãos do portador e cria um portal seguro, que transporta a criatura para seu interior, e levando para uma dimensão parare-la. Possui um botão retrátil, ao apertar, libera a criatura novamente de seu mundinho particular.| Efeito 1: Ao pressionar o botão pela primeira vez, quando a Pokemonster está vazia, essa criara uma espécie de portal em frente a criatura. Um circulo luminoso repleto de escritos em grego ou latim, que se misturam a runas, criando um portal que suga a criatura para o interior da Pokemonster, o levando para uma dimensão paralela. Efeito 2: O interior é semelhante a um bosque, idêntico ao da maleta fantástica, que deixa a criatura livre para brincar, se divertir e melhor, manter-se segura enquanto seu dono está lutando do lado de fora. Efeito 3: Transforma-se em um chaveiro com o mesmo designer, que pode ser facilmente carregado por aí.| Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | Mágico | Comprado no Fantastic Beasts]


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Maisie De Noir
Maisie De Noir
Líder dos Celestiais
Líder dos Celestiais

Idade : 20
Localização : Palácio Celestial

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❖ Catarse ❖ Empty Re: ❖ Catarse ❖

Mensagem por Hades em Qui Nov 21, 2019 10:10 pm


Avaliação

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 4.750 XP –  3.800 dracmas – 10 ossos + Poder Especial
Faery recebe 100 de xp + 1 nível de lealdade.

Comentários:
Em alguns pontos da missão eu senti uma falta de continuidade, principalmente nos cortes no inicio da missão e, por isso, os descontos. Mas fora isso não tenho que reclamar, parabéns!


Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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