The Blood of Olympus
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Between Two Worlds

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Mensagem por Brian F. Grodick em Seg Out 21, 2019 9:13 pm





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Tópico destinado a trama pessoal e CCFY's de Brian Frederic Grodick

CCFY's anteriores:
The Lost God: Brian encontra Prometheus e o convence a deixar o mundo mortal. (tá péssima, desculpa)
The Sun Goddess: O semideus tem de resgatar sua avó e a deusa Sigel, após um ataque do lobo Skoll
 Rune Path: Arrumando as coisas na casa de sua avó, Brian encontra um grimório e é levado a conhecer o segredo das runas 

The Golden Voice: Brian vai ao bar onde encontrou Prometheus pela primeira vez, a fim de catar sua canção de despedida a avó e reencontra o Titã, que lhe aconselha a ir falar com seu pai. Ao cumprir o desejo de Apolo e derrotar Nosos, Brian ganha a benção de Golden Voice




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Última edição por Brian F. Grodick em Qui Nov 07, 2019 5:00 pm, editado 10 vez(es)
Brian F. Grodick
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Mensagem por Brian F. Grodick em Seg Out 21, 2019 9:14 pm



 The Rune Path


Você já chorou até as lágrimas secarem? Já imaginou como seria se a sua luz esvaísse por completo lágrima após lágrima? Era assim que Brian se sentia depois do funeral de sua avó. Seu brilho havia se apagado – o que era irônico, visto que ele tinha parentesco divino com não um, mas dois deuses do Sol. A mulher, que era filha de Sigel, havia sido brutalmente assassina, alguns dias antes.
 
Naquela manhã de quarta feira, Brian e sua mãe estavam arrumando o antigo sítio e dando os devidos fins aos pertences da semideusa. Entre uma lágrima e outra, o menino colocava as camisetas velhas numa caixa. As mãos ainda tremiam ao sentir o cheiro das roupas com o perfume do amaciante de lavanda.
 
Quando encarou o espelho na penteadeira do quarto, um arrepio percorreu sua espinha, lembrando da visão que tivera durante o sonho. Desviou o olhar, abrindo a primeira gaveta da cômoda. Os pertences mais valiosos de sua avó se encontravam ali. O colar de Sigel, que possuía a runa Soiwilo, dedicada justamente a deusa do Sol, um pingente com o símbolo do Ægishjálmr, poderoso amuleto de proteção nórdico. Este se transformava num escudo mágico, quase inquebrável, quando empunhado. Por fim, um último pertence, o livro.
 
A capa de couro marrom estava desbotada de tanto que a semideusa carregara o exemplar em vida. As iniciais G.G foram marcadas com lâmina na pele grossa. Brian nunca havia encostado naquelas páginas, pois sabia o quão sagradas eram para a senhora. O livro fora dado para semideusa pelo próprio Wotan, o rei dos Aesir, hoje conhecido como Odin.
 
Quando Guinevere derrotou o dragão Fanfnir, a pedido do deus, este fez o livro para que ela seguisse o caminho da magia. Por baixo de sua capa de couro de réptil, Odin escreveu todos os segredos de suas 24 runas e de seus talismãs, além dos inúmeros contos escandinavos e germânicos. O livro gritava para ser aberto, Brian passou os dedos pela capa, depois segurou, retirando-o da gaveta.
 
Quando finalmente o abriu, as páginas amareladas e vazias jaziam a sua frente. Todavia, conhecendo os inúmeros truques de sua avó, tinha plena certeza de que haviam encantos de ocultação protegendo os segredos de seu grimório. Questionou-se se era realmente certo invadir daquela forma os manuscritos partilhados de Odin e Guin, mas algo dentro de si gritava para seguir a tradição. Afinal, a mulher não iria deixar um grimório para morrer.

A confirmação de seus pensamentos veio alguns segundos depois,“Peorth esconde tudo que existe, do passado ao futuro, do conhecido ao inimaginável, aos olhos dos mortais nada existe, enquanto Peorh persiste.”, uma voz rouca e velha ecoou na mente de Brian. “Com o sangue da linhagem de Sigel, os segredos ocultos serão revelados a aquele que foi destinado”.
 
Àquela altura, nada mais surpreendia o garoto, se tivesse que arrancar o braço para ler o livro, o faria. Apenas a simples confirmação de que não só podia, mas devia seguir os passos da mulher, o animara. Procurou a mochila com a faca de bronze do acampamento e fez um corte fino na mão. Deixando as páginas mancharem com o líquido rubro. Nada aconteceu, o livro absorveu o sangue, que logo sumiu. Então, ele voltou a pensar sobre a mensagem anterior. Imaginou que Peorth devia ser uma runa. Desceu até o porão atrás da casa e procurou nos manuscritos da avó alguma referência, até que encontrou um desenho, repetindo-o com sangue no papel.
 
Não havia dado nem tempo de Brian desgrudar o dedo da página, quando desmaiou.

***
 
Ele acordou em um caminho escuro e estreito, que levava até uma imensuravelmente grande árvore, onde um velho senhor com um tampão no olho esquerdo encontrava-se dependurado em uma de suas raízes. O velho parecia raquítico, como se não se alimentasse a dias. Alguém o havia mantido ali daquela forma? Aquilo parecia cruel e sem alma.
 
O menino foi de pronto puxar a corda que prendia o senhor, mas este o repreendeu – Não sabes onde estás? Ou quem sou? – riu de forma sádica, como se qualquer outro ser no universo pudesse reconhecer o que jovem o não conseguiu.

— Quem em sã consciência ficaria preso às raízes de uma árvore? – O menino estava confuso.
 
— Ora, Brian – O semblante sério do homem parecia impenetrável. – Você quer adentrar o segredo das runas sem passar pelo sacrifício de Wotan?
 
Ele ficara estático na presença do deus. Lembrou-se de uma história que sua avó o contara, sobre como as runas nórdicas foram reveladas ao mundo. Odin, que fora o primeiro mago a possuir controle sobre tais insígnias havia passado nove dias e nove noites pendurado na árvore dos nove mundos, havia sacrificado um olho em busca da sabedoria ancestral e quando enfim sua alma chegou ao último mundo, Helheim, ele renasceu, mais sábio que qualquer outro ser um dia pudera ser.
 
— Eu posso te levar ao caminho da magia, te apresentar as runas, mas precisará de um deus para te guiar e de coragem para prosseguir, porque o seu caminho é ser luz no mais escuro dos dias, o Ragnarok. - O homem continuou, deixando claro que este deus não estaria entre o panteão escandinavo, mas sim, grego.
 
A cada fala Brie entendia um pouco menos que antes. Parecia que falar com o que tudo sabia, apenas o deixava mais tonto do que era normalmente. Assentiu, sem discutir – Se este é meu caminho – respirou fundo, um pouco hesitante – que me deixe passar. 
 
O deus então retirou o tampão de se olho esquerdo, onde havia um grande buraco. Era a cena mais grotesca que Brian já havia presenciado. Ao redor de onde deveria haver uma córnea, não havia nada, a não ser as marcas de sangue e as cicatrizes. Odin arrancara seu olho sem pensar duas vezes. O fizera apenas pelo prazer da sabedoria e para ser capaz passar o conhecimento aos mortais e semideuses, quando assim desejasse.
 
O buraco parecia consumir a alma de Brian, levando-o a qualquer um dos nove mundos de Yggdrasil, a árvore da vida. Ali, nas raízes do universo, ele percebera que não era nada e não sabia de nada, era apenas um eco da existência dos deuses. Era apenas um semideus, cujo maior feito seria salvar aqueles que lhe deram origem. Enquanto viajava, os poemas rúnicos ecoavam na sua mente como histórias a serem preenchidas.


“Fe é fonte de contenda na família, de fogo no mar, é o caminho da serpente” 

“O Auroque é orgulhoso e possui grandes chifres, é uma besta selvagem e ataca com seus chifres, é guerreiro contra as amarras, é uma criatura de grande coragem”. 
 
“O espinho é extremamente pontudo, um artefato maléfico a qualquer cavaleiro que o toque, e severo para aqueles que sentam nele. “
 
“Ansuz é a base de toda palavra falada, a base da sabedoria, conforto do sábio e a benção do nobre”

 
Se encontrava num campo aberto cheio de gado e grama verde. A sua frente as runas feoh, ur, thurisaz e ansuz tinham seus símbolos queimados na grama. De algum modo, ele sabia o nome de cada uma delas. Na planície aberta, o gado pastava calmamente enquanto três homens discutiam quem merecia a fazenda do pai que morrera no dia anterior.
 
O primeiro alegava que a fazenda era dele por direito, afinal era o mais velho. O segundo argumentava que era ele quem merecia o terreno, já que ajudara o pai durante sua vida inteira. O terceiro não possuía argumentos, mas carregava uma adaga e dizia estar disposto a lutar pelo que era seu. Não cogitaram por um segundo sequer dividir o patrimônio de seu falecido progenitor.
 
Nenhum deles notou, porém, que tanto o precioso gado, quanto eles próprios corriam perigo. Um enorme touro selvagem adentrara o campo e partia para cima do gado, sem piedade. O Auroque, ou urz, era uma espécie de boi selvagem que vivia nas planícies da Europa e da África, até ser extinto, devido a caça, seu nome deu origem à segunda runa, Ur. Sua força descomunal fazia com que se tornasse alvo de disputa entre jovens nórdicos, a fim de provarem que deixaram a infância e se tornaram homens.
 
A missão do garoto se tornara clara, assim como a mitologia rúnica por trás do sonho consciente. Tinha de domar a besta que carregava o sangue por onde passava. O arco do semideus apareceu em sua mão, assim como um escudo de aço com um cabo de madeira. No seu cabo, espinhos penetravam a mão do garoto, fazendo-a sangrar. Porém, ele sabia que se quisesse enfrentar a fera, precisava do escudo, tal qual do arco.
 
Logo que percebeu a besta investindo contra os homens, que pareciam estar cegos na própria discussão, atirou contra ela uma flecha, a fim de chamar sua atenção. Funcionou, o boi correu em sua direção, porém a flecha não abrira sequer um machucado, apenas o enraivecera. O resultado se repetira nas outras vezes que o semideus tentou atirar. Ao ver que não surtiria efeito, segurou a arma firmemente em suas mãos e se preparou para o impacto, colocando o escudo de metal a sua frente. 
 
O escudo amortizou o dano do ataque, que apesar de ser capaz de jogar o garoto a 3 metros de distancia de onde estava, não causou grandes danos, exceto pelos arranhões devido a grande pressão e fricção do corpo ao chão. Ele se levantou, mas a besta parecia não estar atrás dele. Logo se voltou aos homens. 
 
Antes que Brian pudesse correr até o touro o primeiro homem fora destroçado, literalmente. O animal sanguinário galopou numa velocidade inimaginável até os jovens e cravou seu chifre no mais velho, atravessando o corpo magro e abrindo-o em dois, enquanto desfilava pelo campo com seu espólio de guerra, animado para a segunda investida.
 
Desta vez, o menino decidira usar um de seus poderes, junto com a flecha, encantou-a com veneno paralisante, cantando em Latim. Respirou fundo, mirou no dorso do animal, onde deveriam ficar os pulmões — a fim de facilitar que a paralisia atingisse o corpo inteiro, uma vez que chegaria rápido a corrente sanguínea — e atirou. 
 
BUM.
 
Nada aconteceu, exceto que o animal, mais uma vez, investiu contra o menino e ele, mais uma vez, caiu contra a grama, com seus braços manchados por completo com o sangue que saia dos dedos, por conta do escudo espinhoso que o protegia. Era claro para ele que o deus não queria matá-lo, ou já estaria mais fraco do que aparentava estar, mas precisava encontrar um modo de finalizar a besta, caso quisesse sair dali.
 
Sem tempo de correr até o animal, devido a queda, que tinha sido um pouco mais brusca que anteriormente, ele pode ver o segundo irmão ser dilacerado da mesma forma que o primeiro. Naquele momento, era de se esperar que o terceiro deles notasse o bicho que matara os dois irmãos e assim o fez. Entretanto, sua expressão não era de medo, como deveria ser.
 
Ele apenas se gabava por ter sido o último a ficar de pé e o único que poderia herdar tamanha riqueza. Brian encontrava-se fraco demais para chegar até o monstro, depois de duas investidas, e com o seu sangue se esvaindo, não podia correr. Então, o que pôde fazer foi pensar numa saída, enquanto assistia o desastre. O homem, que carregava uma adaga, deixou que o animal chegasse perto o suficiente e abaixou, cravando a arma no pescoço da besta.
 
Todavia, não surtira o efeito esperado. Seu cabo era curto demais e tudo que conseguira foi um corte mediano, incapaz de matar o touro, que cravou seu chifre no terceiro e último dos irmãos, dilacerando-o e deixando a riqueza que tanto almejavam aos 4 ventos. Enquanto observava a cena, Brian finalmente percebeu o seu erro. Três das quatro runas haviam se mostrado presentes na batalha.
 
Fehu significava literalmente o gado em nórdico antigo, que era também o dinheiro da época e era disso que o poema falava, da ganância da família a respeito do dinheiro. Ur era a runa da besta selvagem que fazia-se presente. Thurisaz era um escudo impermeável, que por meio do sacrifício do sangue do semideus, não permitia que o bicho o machucasse gravemente.
 
Uma quarta runa era o que iria fechar o ciclo e acabar com a provação, Ansuz.

Ateve-se ao poema que ouvira mais cedo. Ansuz significava palavra e sabedoria. Tudo fazia sentido. O que mais demonstrava a sabedoria das palavras, que não um encanto? Wotan queria que Brian se provasse digno das runas, usando-as com as próprias palavras de seus poemas.
 
Enquanto o animal se vangloriava e destroçava ainda mais o corpo de suas vítimas, Brie escreveu com o sangue que manchava a grama o símbolo de Fehu, que significava, a cima da ganância e do dinheiro, o trabalho, em seguida, Ur, a runa da besta dava também força e coragem.
 
Após desenhar as duas runas, sentiu-se forte novamente, capaz de lutar. O animal enfim se voltou para ele, correndo em sua direção. Desenhou a terceiro runa, Thurisaz, que fez com que os espinhos prendessem o animal. Por último Ansuz, a runa da comunicação divina e da sabedoria.
 
Para derrotar o auroque precisava de um encanto, da força da palavra e como filho de Apolo, grande poeta, lançou a maldição, enquanto deixava as gotas de sangue formarem o último desenho:
 
“Pelo poder concedido a mim pelos deuses, eu lanço este encanto, que Fehu o gado dos homens me dê força contra Ur, o gado selvagem, que os espinhos de Thur façam-se meus aliados contra toda a maldade. Que a palavra de Ansuz dê fim a esta miragem”
 
O menino acordara com o livro em mãos, agora revelando todas as suas mensagens, desde o significado das 24 runas, até os talismãs que elas produziam, além das anotações de sua avó e as muitas histórias do mundo nórdico. Não havia dúvidas do que fazer dali em diante, Brian precisava aprendem magia e sabia por onde começar.
 
Precisava falar com o ex-violinista.   

Poderes e armas:
Nível 5
Nome do poder: Músico I
Descrição: Com esse poder o semideus será capaz de aprender a tocar qualquer instrumento, e usar a voz como uma aliada. Sua voz é linda, e você é um cantor nato, pode conquistar a todos com poucas palavras em uma música, se sua beleza cativa, sua voz simplesmente encanta. Além disso, aprendendo instrumentos, também poderá usa-los como armas, e qualquer coisa em seu poder com dons de música, terá uma potência ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: +5% de dano em poderes ativos que usem a voz, ou armamentos - instrumentos de encanto - manejados pelo semideus.

Nível 8
Nome do poder: Flecha Paralisante.
Descrição: O veneno de algumas cobras pode matar, outros apenas paralisam, ao cantar uma pequena frase em latim antes do lançamento de uma flecha a mesma carregará um veneno paralisante.
Gasto de Mp: 15 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O local atingido é paralisado por uma ação.
Dano: – 5 de HP por rodada por 3 turnos. Efeito acumulativo

• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. |  Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

Referências :

O mito de Odin e das runas pode ser encontrado no Hamavál,  um dos livros da Edda Poética, tem uma tradução aqui: aqui
Os poemas rúnicos podem ser encontrados facilmente na internet, mas o livro que eu gosto de usar é esse: aqui
Item desejado :
Grimório de G.G: O grimório da semideusa e bruxa Guinevere Grodick, contendo um exemplar do grimório comum, com explicação sobre as runas e seu uso, um exemplar do grimório de talismâs rúnicos e um exemplar do grimório da própria semideusa. Este poderá ser aprendido por Brian, porém nos devidos níveis e com avaliação da Staff a cada feitiço aprendido. | Efeito 1: Apenas semideuses da linhagem Grodick podem enxergar o conteúdo do livro.
Observações finais:
Queria deixar algumas coisas claras, todas as CCFYs do Brian se conectam, por isso caso aja interesse na história, podem ler as outras, o link foi deixado em palavras chaves no texto.    
O personagem NÃO aprendeu as magias no sonho, apenas as realizou naquele contexto específico.

Outra coisa que eu queria falar é que eu tenho conteúdo para CCFY's sobre as outras runas, porque eu realmente estudo e prático magia rúnica há três anos e caso não tenha ficado maçante, posso fazer, intercalado com outras CCFY's já que as runas são usadas no fórum, podendo agregar ao conhecimento geral.

Por último (juro KKKKKKKK)) queria deixar uma sugestão/ajuda para vocês. Eu reparei que o sistema rúnico não tem muita fidelidade com a mitologia rúnica em si e eu NÃO vejo problema, porque entendo que fazer pesquisas intensas demanda tempo e cada um tem sua vida para viver. Como eu estou livre, eu posso me propôr a escrever um resumo sobre cada runa e acertar o sistema com a mitologia geral. Não querendo ganhar nada, não. (Mas umas dracmas seriam boas pelo serviço) Tô me propondo mais porque acertaria com a trama do Brie e ficaria fiel, agregando conhecimento ao fórum. Caso aceitem eu escrevo um resumo de cada runa com seus significados e depois ajeito as runas com seus devidos "poderes" no manual e mando para vocês. Acredito que os poderes em si de cada elemento não precisem ser alterados, apenas a runa que evoca estes.

Brian F. Grodick
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Mensagem por Hefesto em Qui Out 24, 2019 10:02 pm


Brian

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP + 4.000 dracmas + 10 ossos + item (modificado pela Staff)

Comentário:
Sua missão foi bem escrita, por isso a recompensa. Contudo, tenho algumas coisas a explicar sobre o seu item, que sofreu uma modificação. Entenda que magia é algo que apenas certas pessoas conseguem lidar, por já ter uma pré-disposição a isso. Em questões de sistemas do fórum, não podemos deixar que todas as pessoas tenham magia, ou então o jogo ficará desequilibrado. Por isso, seu item sofreu modificações, sendo retirada toda a parte de aprender feitiços. O uso de runas está liberado. Segue nova descrição do item abaixo:

Grimório de G.G: O grimório da semideusa e bruxa Guinevere Grodick, contendo um exemplar do grimório comum, com explicação sobre as runas e seu uso | Efeito: Apenas semideuses da linhagem Grodick podem enxergar o conteúdo do livro.
Hefesto
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Mensagem por Brian F. Grodick em Sex Out 25, 2019 2:13 pm



The Golden Voice


Após a experiência com o grimório, Brian estava muito melhor do que os dias anteriores, o livro havia o animado, era como se carregasse com ele tudo o que tinha perdido. O luto chegara ao fim. Semideuses morriam e ele não podia fazer nada, a não ser entender que a vida é um ciclo sem fim. Um dia seria ele, talvez a mãe, talvez Fabian e não tinha tempo para ficar chorando mais rios do que já havia chorado.

Com o caderno em mãos, escrevia uma canção que marcava o fim de um período de trevas. Brian tinha um tom alegre e uma motivação: honrar à mulher que lhe ensinara a empunhar seu primeiro arco, tornando-se o melhor entre os melhores. Parecia clichê, e talvez fosse, mas era a forma do semideus de fazer jus à avó.

Decidiu retornar aos velhos tempos e voltar ao bar onde por muito tempo cantara, onde apresentara suas primeiras composições.  Fechou o caderno, arrumou a mochila com tudo que precisava, saiu do chalé, deixando o acampamento e chamou o táxi das parcas.

Havia anos que Brian não viajava com as três senhoras de um olho só. Embora o caminho não fosse longo, já que o bar ficava em Manhattan, pareceu que durara uma eternidade. As mulheres dirigiam tão bem quanto um bêbado num domingo em Nova Iorque.  Ele entregou-lhes algumas dracmas e adentrou o local.

Um sentimento de nostalgia havia o invadido e um sorriso se formou em seu rosto alvo.  Um casal de alunos da universidade de Julliard, onde o semideus havia estudado, cantava no palco e foi ao som de Roots Before Branches que ele retornou as suas origens. Pediu uma dose de Martini de limão e esperou sua vez ao piano.

—  Oi, alguns de vocês podem me conhecer – estava um tanto nervoso, mas logo o sentimento se dissolvera, ao ouvir os colegas de curso gritarem de um mesa no canto – Eu vim aqui hoje para cantar uma composição autoral que está presa na minha garanta, espero que gostem.

When the wind blows, letra:
Past let marks
You can’t get rid of
It is great
to cry a river

No pretend
Or heal on needles
take a while
To feel the fever

But when the wind blows
It’s time to face it
Now that you’re gone
I can’t be broke, yeah, yeah
Life is circle
One day I’ll see you again
I’ll remember
what’s worth it
not the pain

All the midnight teas
The laugh after the cheap wine
The wrinkles on your face
every time you’d see me cry

when the wind blows
It’s time to face it
Now that you’re gone
I can’t be broke, yeah, yeah
Life is circle
One day I’ll see you again
I’ll remember
what’s worth it
not the pain

Always that I was in a dark dark place
You’d say me it has just a season to rain
So face off the storm and live this phase
Tomorrow you find a way to break the chains

when the wind blows
It’s time to face it
Now that you’re gone
I can be broke, yeah, yeah
Life is circle
One day I’ll see you again
I’ll remember
what’s worth it
not the pain

Past let marks
You can’t get rid of



Posicionou seus dedos nas teclas gélidas do piano e iniciou a introdução da música, em um tempo lento. Logo começando a cantar a melodia em lá menor — Past...Let...Marks you can’t get rid of... – Ele emitia cada nota com tamanha concentração que nem sequer havia percebido a onda que irradiava de sua voz.

Não era uma onda visível, ou humanamente perceptível, porém, por toda a extensão do local, pequenas feridas se fechavam e as pessoas se sentiam motivadas. Algumas, maravilhadas, choravam.  Quando o primeiro refrão terminou, outros músicos emendaram na melodia da canção. O som de um violoncelo se uniu as notas as notas frias que o menino tocava, seguido por uma flauta doce.

A surpresa veio quando ouviu as harmonias suaves e agudas de um violino, abriu os olhos. Lá estava Theo, ou melhor, Prometheus. Na missão de retorno do semideus ao acampamento, ele havia encontrado o deus para lhe convencer a passar menos tempo no mundo humano e descobrira que na verdade, este estava disfarçado de professor universitário e violinista.  Parece que alguns hábitos são difíceis de deixar.

— Past...Let...Marks you can’t get rid of... – Ao terminar, uma única lágrima escorreu pelo rosto do compositor, sendo depositada em seus lábios. Uma lágrima de alegria. Na platéia a situação era outra, cachoeiras secavam nos olhos de cada um.

— Quando um verdadeiro músico canta, todos sentem – Prometheus aplaudira o menino, levando-o até uma mesa para conversarem.

— Lord Prometheus, –  Brian o reverenciou – estava a procura do senhor.

— Eu sei o que procura, Brian – O titã, que sempre fora afeiçoado aos humanos, tinha um sorriso iluminado – e quando estiver preparado, basta uma runa para me encontrar. No momento, não sou eu quem você precisa. Deve buscar a benção de seu progenitor para sua jornada. Além disso, aqui, sou apenas Theo.

Brie não tinha certeza se realmente ele concordava com o fato de precisar da benção do pai para seguir seu próprio caminho, mas não questionara, já que precisava servir ao criador do fogo se quisesse seguir o caminho da magia, sendo ele um de seus mestres. Por isso, não queria parecer deselegante ou mal educado em sua presença.

— Achei que tinha deixado este mundo – falou Brian, mais curioso que surpreso.

— Deixei de ensinar, mas venho aqui algumas noites para tocar,– Algo muito marcante em Prometheus era o fato de seu semblante não conter apenas admiração, mas paixão pela humanidade – um pai não aguenta muito tempo longe dos filhos, mas tem razão devo voltar a meu lugar.

O garoto ficou algum tempo observando as pessoas cantando, sem subir no palco, depois pensou sobre as palavras do titã da sabedoria e da premeditação, o ancestral tinha tanto rancor dos deuses quanto qualquer semideus, não soltaria a frase à toa. Talvez devesse ir atrás de seu pai, talvez este tivesse algo que lhe ajudaria.

Andando no frio das noites de cidade grande, ele iniciara uma prece silenciosa. O semideus não era daqueles que tinha raiva dos imortais, nem passava perto disso, já havia superado este sentimento. Na prece, pedia por proteção, assim como que o pai lhe ajudasse a conquistar o que precisava e estivesse ao seu lado no momento em que o Ragnarok começasse, do mesmo modo que estivera ao lado dos troianos e de seu amado sacerdote, durante a guerra.

***
Já na manhã seguinte, na estátua de Apolo no chalé, Brian encontrou uma carta com um selo dourado endereçada a ele. Leu-a com atenção:

“Para ti o destino entregou sonhos que apenas mortais têm a felicidade de conseguir realizar, se tornar um grande compositor, ganhar prêmios e reconhecimento é um deleite daqueles que não têm que lutar guerras. Meu filho, semideuses não têm esse luxo, eles têm de lutar para que o mundo não caia em trevas. Para ti, também, as parcas deram um enorme destino, que nenhum homem é capaz de suportar sozinho, lutar entre dois mundos, tentar impedir o impossível. Um dia acordar com uma mente que não é mais apenas sua.

De mim, não pode ter muito. Vocês, semideuses, têm a noção erronia e equívoca que nós não nos importamos com suas vidas. Todavia, não cabe a nós traçar seu destino, mas sim as parcas e a Ananke. Como contou Sócrates em “A República”, durante a história de Er, ao reencarnar, todos escolhemos nossa forma e nossa história e a sua já está escrita.  

Entretanto, posso lhe dar uma única benção, que é sua por direito, mas mesmo assim terá de merecê-la. Prove que com sua voz e sua luz, consegue se achar, mesmo perdido, em meio a mais profunda escuridão. Enfrente a doença, frente a frente e com o som da sua voz traga a saúde.

Enfim, quando conseguir tudo isso, mostrará que dentre os meus filhos é único, que dá sua voz emana os cânticos e os sonetos mais belos e mais poderosos. Prove que possui a voz de ouro e terá minha benção final.

Seu pai, Apolo”


Ao terminar de ler, o corpo de Brian foi ficando mais leve, até que percebeu-se viajando entre o espaço e o tempo, sem entender como, provavelmente obra do deus. Quando voltou a si, não tinha armas, nem pertences pessoais e o pior, não fazia ideia de onde estava. Não fazia ideia do que tinha um palmo a sua frente, pois o breu era tudo que podia enxergar.

Tomou alguns segundos para ajustar o olhar, mas nada aconteceu. Então, ajustou o ouvido. Agora, a fala de se achar em meio a escuridão fazia todo sentido para o menino, da forma mais literal possível. Soltou um sussurro fino, usando a habilidade de ecolocalização para tentar mapear a área.  Ao receber o som de volta, percebeu duas coisas.

A primeira era que estava em um labirinto rochoso de difícil mapeamento, pois as muitas paredes, faziam com que a onda reverberasse de forma confusa, devido Brian tinha uma noção muito pequena de para onde ir. Todavia, se ele seguisse a lógica de mapeamento em pequenas áreas, devia se achar no final.  A segunda coisa, é que havia alguns animais no trajeto, não pareciam monstros, mas animais silvestres. O sonar dos morcegos podia ser percebido com clareza, também.

Entrou.

De inicio foi muito simples, não tinha problemas grandes com achar para onde ir. Brian optou por mimetizar a voz dos morcegos, a fim de não assustá-los com um sonar diferente. Vez ou outra, quando passava por uma árvore frutífera, podia sentir o bater das asas dos animais.

O primeiro problema veio cerca de uma hora depois, quando sentiu a presença de dois animais de porte médio, pelo som que emitiam, eram canídeos, provavelmente lobos. Estes vinham rápida e ferozmente em sua direção, pareciam estar com fome. Não devia ter muita comida naquele labirinto.  Na verdade, o garoto mal sabia se aquilo tudo era real ou só uma ilusão.

Brian pensou em duas estratégias rápidas para se livrar da situação: Ou ele emitia um ruído tão estridente, que o ouvido sensível dos lobos faria com que agonizassem de dor, ou ele de fato tentava uma luta corpo a corpo, onde teria seus poderes, mas nenhuma arma. Os dois planos possuíam falhas, o primeiro, chamaria a atenção de outros animais no labirinto e denunciaria a posição do semideus. O segundo era arriscado, por mais que tivesse alguma perícia com batalhas diretas, nunca lutara sem armas.

Não havia mais tempo para estratégias, quando os dois pularam contra o semideus, sua primeira reação foi acender a luz. Literalmente, ele acendeu a luz, começou a brilhar, criando uma cópula ao redor de si. Quando o clarão iluminou o labirinto, pôde ver tudo que se mantinha apenas em seu mapa mental. Os lobos, ao se queimarem e ficarem momentaneamente cegos pela luminosidade abrupta, logo correram, grunhindo.

Porém o semideus também havia sido afetado, seus olhos ardiam. Manteve a cópula ativa apenas por tempo suficiente para assustar os animais e voltou ao breu. Ele começou a se indagar se seu pai realmente o mandaria numa missão daquele nível, tudo estava fácil demais.

Dali até o final não havia nada para ataca-lo. Pôde parar algumas vezes para descansar, comeu algumas frutas que tentava identificar pelo caminho e, enfim, chegou ao que parecia uma parede de pedra, ou era o que seu sonar o dizia. Não conseguia entender muito bem, mas sabia que era ali que deveria estar.

Demorou algum tempo, mas percebeu que a parede tinha pequenas aberturas, por onde o vento podia passar, consequentemente levando o som, como se possuísse engrenagens em seu interior, não era uma muralha, era uma porta. Ele tinha que descobrir como abri-la. Encostou sua mão pela extensão, tentando sentir o que quer que pudesse ajuda-lo.

Nada.

Havia usado a voz e a luz para se encontrar na escuridão, e então, o que faria depois? Percebeu que cada trecho da carta, remetia a uma das habilidades de Apolo: o músico, o deus do sol e o curandeiro. Lembrou-se também, que tanto seu pai quanto Prometheus enfatizaram o poder nas músicas e na voz do menino, talvez, precisasse usar disso para abrir a passagem.

Brian inspirou uma grande quantidade de ar antes de recitar um soneto improvisado em língua latina:

— Quando o mundo se faz escuridão, devemos ser resistência, devemos ter paciência – respirou por cerca de meio segundo – uma fagulha basta ao lampião. O nosso amor é tão claro que nem sei diferenciar do Sol, sua companhia é anestesia para minha dor, o nosso amor nunca será lido nas cartas do baralho.

A porta parecia responder, uma centelha de luz se formava, como se estivesse feliz com o resultado. O semideus continuou: “Um soneto de paixão é o que cura a dor dos fracos, é o que dá esperança aos enfermos, é o que me faz saber quando estiver sozinho terei a sua mão...” Quanto mais cantava mais iluminada ficava a porta, até que uma fresta fizera o ar sair gélido, continuou:

“Um soneto de amor é um pedido para que se abra a mim num gesto singelo nos unimos em uma noite sem fim, um soneto de amor termina com um prazeroso louvor.
Ó Eros, deus supremo.”
, a porta se abriu e a sua frente, mais escuridão.

Ao adentrar o local, reparou uma presença voadora de aparência humanoide, não conseguia identificar o que era com seu sonar. Todavia, o ambiente era gélido e morto e o odor pungente incomodava o nariz do garoto, o cheiro era muito semelhante ao de uma infecção de pele com secreção, exceto que parecia emanar no ar, como uma nuvem de podridão.
O monstro não moveu uma única asa e Brian ainda assim urrava de dor. Era como se suas entranhas se dilacerassem, exceto que não sentia o ferimento em si. De alguma forma, a criatura o torturava sem tocá-lo. Ele caiu no chão, gritando em posição fetal. A dor era uma das piores coisas que já sofrera.

Logo lhe faltara o ar, ele estava entrando em puro e total pânico, seus pelos eriçavam, sua nuca estava fria. Era como se pudesse morrer a qualquer momento. Mas como? O que estava acontecendo? A risada feminina ecoou pelas paredes do que parecia ser uma sala oval.

As coisas pioravam a cada segundo e Brian ainda não havia nem mesmo identificado o monstro. Não sabia se era projeto de poderes, ou de passar muito tempo no breu, mas a sua frente começava a ver coisas. O fantasma da avó chorava, ao lado de uma cama de hospital. —  Como pôde, Brian? – O olhar de desaprovação da mulher era nítido e a mesma severidade de quando estava viva encontrava-se em seu semblante. Na cama, a mãe do menino jazia, pálida. – Como pôde deixa-la só?

Concentrou-se ao máximo de suas habilidades para sair daquela situação. Sua mente sabia que não era real, estava apenas perdendo a lucidez. Ateve-se aos sons a sua volta, no bater de asas na sala, no cheiro podre, soltou um grito. Um grito tão alto e desafinado que, na cúpula, ecoou com toda a força e potência possível fazendo a ilusão cessar.  

Junto a isso, o monstro soltara um urro alto de dor. A nota o causara algum dano. Ainda no chão, Brian deixara que de suas mãos lâminas de luz saíssem, cortando o ar e chegando ao animal, que sangrara com o corte nas asas. Com o feixe de luz, pudera enxergar o monstro e agora toda a carta fazia sentido.

Era uma Queres, espírito da morte e da desgraça, e ele sabia qual delas estava enfrentando. Na carta, seu pai mencionara que teria de vencer a doença, não imaginou que seria a personificação dela. Era Nosos quem estava a sua frente.

Antes que ela pudesse voltar a atacar, Brian usou sua habilidade de imitação sonora para, novamente, imitar o som mais estridente que conseguira imaginar: A raspa de pneu no asfalto, com a sala sendo arredondada, o som reverberava ainda mais. O semideus tinha uma estratégia. Percebera que da última vez que usou a voz a Queres não conseguiu mais atacar, sons estridentes bloqueavam suas ilusões e induções, além de incomodá-la.

Desta vez não houve onda mágica causando dano, todavia, o som impedia que o monstro atacasse, era a vez dele de lutar. Ainda gritando, avançou contra o bicho, que mesmo atordoado, voou. Com medo de que o poder parasse de funcionar quando a voz acabasse, Brie lançara mais duas lâminas de luz na asa cortada, enquanto o animal estava ocupado tentando escapar de sua investida e atordoado pelo som.

Nosos caíra, impedida de voar. O cansaço de usar tanta energia para produzir os poderes começava a afetar o menino, que não teria como derrotar a criatura se continuasse naquele ritmo. Aproveitou que estava gritando para perceber melhor tudo que havia na sala. A cúpula parecia uma espécie de assembleia abandonada. Era provavelmente um local onde os sofistas e filósofos mostravam todo seu poder de oratória durante os tempos gregos.  

Em um dos cantos do local, uma espécie de pau de madeira estava apoiado. Brian concentrou-se um pouco mais e percebeu que era um rastelo, provavelmente usado para varrer o antigo local. Parou de gritar quando conseguiu chegar a arma em potencial e segura-la em suas mãos.

Ainda atordoada, a criatura permanecera por cerca de um segundo no chão, mas quando Brie conseguiu firmar os braços na madeira, ela apareceu bem atrás dele, teletransportando-se. Cravou suas garras nas costas do menino. Ele sabia que o monstro iria tentar manipulá-lo outra vez, então num reflexo rápido, empurrou o cotovelo para trás, atingindo o bicho para que tirasse as garras de seu corpo e então usou a arma como uma espécie de de bastão atingindo a barriga do animal.

Depois atingiu seu queixo, num movimento para cima com a madeira, o animal caiu mais uma vez, o que deu tempo de Brie se afastar alguns metros. Sua camisa tinha pequenos pontos de mancha vermelha onde o animal deixara a marca das garras.

Nosos usou do tempo em que o semideus esquivava a seu favor, ampliou a dor nas costas de Brie, como se fosse um ferimento mortal, induzindo-o a pensar que poderia morrer a qualquer momento, caiu de joelhos. Ele sabia que era apenas uma ilusão, porém parecia muito real. Podia gritar mais uma vez para escapar, mas a voz estava exausta.

Enquanto ele estava imobilizado, a queres aparecia e desaparecia na frente e nas costas do semideus, causando vários pequenos cortes pelo seu corpo. Ele precisava de um plano. Uma ideia cruzou sua mente, usou o sonar da forma mais baixa possível, emitindo o som dos morcegos, tentando chama-los.

Funcionou.

Alguns segundos depois, quando o corpo de Brian já estava com cortes por toda sua extensão, uma horda de morcegos apareceu sem que o monstro pudesse se antecipar, já que o som era abaixo da frequência normal a ser ouvida. Os bichos não obedeciam ao semideus, todavia, seguiram o som do sonar, que levava até ele, assim, atrapalhando o ataque de Nosos e mais uma vez derrubando-a no chão.

A segunda parte de seu plano entrara em ação.

Brian uivara, literalmente. Enquanto lutava, ele começou a analisar como faria para vencer a criatura sem um arco, não era possível, exceto que ele não precisava vencer. Lá fora, no labirinto, havia um casal de lobos faminto e as portas nunca haviam se fechado.

Se o plano funcionasse, em pouco tempo eles estariam no local para devorar a humanoide. Entretanto, ao uivar, Brian cessara com o ataque que impedia o monstro de lançar suas maldições, na primeira oportunidade, ela assim o fez. A dor tomou conta de seu corpo, já quase sem forças para usar poderes.

A única esperança jazia num casal de animais, mas o que de fato garantia que eles não devorariam o semideus antes da própria mulher alada? Ele precisava de um plano, ou correria o mesmo risco de morte que a outra, mesmo caída ao chão a criatura ainda era capaz de usar suas habilidades.

Juntou todas suas forças, para se arrastar para um canto, concentrando-se para que as ilusões não aparecessem mais uma vez. Usou sua cúpula solar pelo máximo de tempo que podia, para evitar que o monstro voltasse a cortá-lo, e  lá, esperou até que ouvisse os animais se aproximando, aguentou as dores o máximo que podia e então, quando estes apareceram usou uma última habilidade, silenciou seus movimentos, sua respiração e seu corpo.

Os lobos, mesmo com o olfato aguçado, sentiam o cheiro pungente da Queres antes do dele, voltou a gritar, para impedir que ela usasse seus poderes nos canídeos, quando ouviu os animais a degolando e levando-a para fora da cúpula, ele pôde respirar aliviado, com a maldição cessando.

Desmaiou.
poderes passivos:

Nível 13
Nome do poder: Imitação Sonora II
Descrição: O semideus poderá usar da própria voz para provocar imitações com extrema facilidade. Nesse nível, ele consegue imitar efeitos sonoros dos mais diversos tipos, como tiros, trovoadas, ventanias etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder: Corpo Atlético II
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Músico II
Descrição: Com esse poder o semideus será capaz de aprender a tocar qualquer instrumento, e usar a voz como uma aliada. Sua habilidade aumentou ainda mais, e seu chame como musico é quase perfeito, com isso, a potência de sua voz, e a habilidade com os instrumentos se aprimoraram, o que lhe torna ainda mais imbatível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: +15% de dano em poderes ativos que usem a voz, ou armamentos - instrumentos de encanto - manejados pelo semideus.

Nome do poder: Audição Aguçada I
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta, além de ouvir numa distância muito maior do que outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder: Ecolocalização
Descrição: Filhos de Apolo/Febo possuem a audição naturalmente mais apurada do que os outros semideuses. Capacitando-os de detectar a disposição dos corpos em um ambiente através de ondas ultrassônicas emitidas por eles, eles analisam as reflexões destas e com isso adquirem consciência da posição e distância dos ''obstáculos'' no arredor. Isso também faz com que possam interagir e alterar a rota de outros animais que se utilizam desta habilidade, como morcegos e golfinhos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Concentração de Arqueiro II
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração. Ao estarem usando o arco/bestas, essa concentração torna-se ainda mais fácil e natural de ser adquirida.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+ 25% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração. +50% de facilidade em concentrar-se ao estar usando o arco/bestas.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos e MP:

Nível 11
Nome do poder: Desafinado
Descrição: Ao desafinar tanto no canto quanto ao usar um instrumento, o semideus filho de Apolo/Febo poderá produzir uma nota estridente que irá machucar a audição de quem escutar.
Gasto de Mp: 30MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de atordoamento, provoca dor de cabeça, +30% de provocar desequilíbrio.
Dano: 30
Extra: Usado apenas duas vezes por evento.

Nível 15
Nome do poder: Cúpula Solar
Descrição: O filho de Apolo/Febo cria uma cúpula de energia ao redor de seu corpo para se proteger de ataques físicos, o campo irradia um brilho amarelo dourado, e o envolve completamente. Durante um turno, o que entrar em contanto com o a cúpula sofrera queimaduras de primeiro grau, mas o filho de Apolo/Febo não será capaz de controlar o que ele quer que queime. Além disso, a cúpula não se expande, portanto é preciso que o adversário toque nela para ser queimado. E como observação final, apenas a parte do corpo do oponente que tocar a cúpula será queimada, as demais permanecem intactas, pois como dito, a cúpula não se expande.  Poderes de fogo não funcionam contra a cúpula, e armamentos sólidos batem contra ela e caem, não a penetram. (É possível ativar a cúpula mais de uma vez, porém o gasto da cúpula é por turno ativo).
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum


Nível 17
Nome do poder: Lâminas de Luz II
Descrição: Uma esfera de energia amarela é criada na mão do filho de Apolo/Febo. Ele pode lança-la contra seus inimigos e causar uma explosão quando ela entrar em contanto com algo solido, não causa um dano tão sério a princípio, apenas leves queimaduras que criam bolhas pequenas na pele do inimigo, mas podem atrasa-lo por um turno, pois sofrera ardências leves.
Gasto de Mp: 35 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Causa queimaduras de primeiro grau no local atingido.
Dano: 25 de HP + 5 de Queimadura.

Benção Pretendida:

Golden Voice: Após mostrar-se digno de uma das mais belas vozes no mundo. O semideus possui a benção de Apolo, poderes relacionados a voz, ao canto e música aumento seu dano em X% e sue efetividade em X%, ficando mais convincente ao usar habilidades de persuasão e charme. | Efeito 1 Aumenta ao dano de ataques sonoros em X% | Efeito 2 Aumenta a efetividade de ataques sonoros em X%

Deixei em aberto para que julgue como achar necessário.
Brian F. Grodick
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Eruditos de Prometheus
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Mensagem por Anfitrite em Sab Out 26, 2019 1:38 pm


Brian

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP + 4.000 dracmas + 10 ossos + Benção abaixo, alterada para o modelo correto.

Nome da benção: Golden Voice
Descrição: Após mostrar-se digno de uma das mais belas vozes no mundo. O semideus possui a benção de Apolo, poderes relacionados a voz, ao canto e música ficam mais fortes.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a voz ou sonoros ficam 40% mais efetivos, ampliando também a chance de funcionarem em 30%.
Dano: + 10% de dano se o ataque do semideus atingir.
Extra: Nenhum



Anfitrite
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Deuses Menores
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Mensagem por Brian F. Grodick em Qui Nov 07, 2019 4:51 pm



  Rune Path II



Brian já havia desenhado as 24 runas e nada do deus aparecer, já estava cansado de tentar se comunicar com o titã. Mensagens de íris também não pareciam funcionar, se aquilo era um teste, o filho de Apolo com toda certeza estava reprovado. Tudo se iniciara algumas semanas antes, o semideus havia encontrado Prometheus e o titã da premeditação o advertiu que quando fosse o momento, poderia buscar sua sabedoria e bastaria então uma runa para encontra-lo.

Prometheus sabia do desejo de Brian de seguir os passos de sua avó e se tornar um mago, além de toda a sua jornada para proteger o panteão Aesir do dia do Ragnarok. Por isso, havia dado sua palavra que o ajudaria, caso precisasse. Todavia, Brian não parecia entender como aquelas runas funcionavam, não teve sucesso algum em horas tentando evoca-las.

Havia passado por todas as runas do livro Guinevere e todos os métodos imagináveis de evoca-las, tinta, cânticos queimando-as numa folha de papel... nada. A frustração tomava conta do menino, que possuía um orgulho muito afiado. Sua cabeça parecia querer explodir, respirou fundo, concentrando-se para pensar no que fazer.

Se uma era o suficiente, esta não estava listada entre as runas do alfabeto Futhark. Ou estaria o semideus enxergando-a de forma errada? Ele batia com uma caneta na quina da escrivaninha, enquanto, desenhava alguns símbolos. Brian voltou-se ao livro, que agora abria para ele sem a necessidade de sangue, como na primeira vez. Segundo seus escritos, existiam 24 runas, separadas em 3 Aett’s, que em nórdico era a palavra para família.

Deixou o ar esvair de seus pulmões e decidiu que precisava de ajuda, tentou repetir o que fizera ao primeiro encontro com o exemplar, desenhou Peorth com seu próprio sangue, esperando que o livro respondesse da mesma forma que antes. Finalmente algo acontecera, o grimório o havia transportado novamente para fora de Midgard, o mundo mortal. Ele se encontrava outra vez na Árvore da Vida. A raiz de toda sabedoria do mundo nórdico estava contida naquela planta, em suas próprias raízes, onde Odin, primeiro mago, recebeu o conhecimento das runas após se pendurar para morrer e sacrificar o seu olho esquerdo.

Não importava quantas vezes, fizesse aquilo, a sensação seria a mesma, de deslumbramento. O local onde caíra tinha uma passagem para as raízes da árvore, com uma grama extremamente verde e um céu azul a sua cabeça. Pense na maior planta que já vira e não conseguira imaginar o tamanho daquela. Ela guardava literalmente nove mundos, onde o mundo humano era apenas o do meio, Midgard, a terra média. Era impossível enxergar seu topo. A sensação de estar presente ali era indescritível, o coração do semideus palpitava.

Lá estava ele, outra vez, de cabeça para baixo na entrada da árvore, magricela, putrefato e sem um olho. O líder dos Aesir sorriu para Brian como quem esperava o seu retorno. — O que almejas de mim, semideus? — a voz rouca e fria era fraca, devido as nove noites que passara com fome e sede, viajando pelos mundos para conquistar a sabedoria divina.

— Lord Wotan, – Ele ajoelhou, em um cumprimento. Achou meio engraçado, ajoelhar para alguém pendurado. Mas não se atreveu a dizer nada, apenas o fez. – vim atrás de ajuda para um enigma. Preciso encontrar outro que como o senhor detêm do conhecimento rúnico.

— Como pode um fragmento de um livro te ajudar a resolver algo. Brian? – indagou o deus, deixando que sorriso sarcástico se formasse em seu rosto.

Brian deu uma leve risada. Embora não soubesse ainda exatamente o teor de realidade nas figuras do livro, sabia que não eram nem de longe, apenas fragmentos de algo que sua avó escrevera, continuou:

— Eu preciso me iniciar na magia e para isso, necessito de um encontro com o Titã Prometheus – explicou a situação minunciosamente, gesticulando com as mãos enquanto falava – este disse-me que quando precisasse encontra-lo, um símbolo rúnico seria suficiente, mas passei por todos eles e aqui estou.

O deus riu da inocência do garoto. Brian sentia-se a criatura mais burra do universo naquele momento, seu orgulho ferido doía como uma flecha.Odin percebia isso e parecia que suas risadas debochadas estavam tendo o efeito desejado. Fazer com que o filho de Apolo, que se imaginava extremamente inteligente, sentisse-se como o mais tolo dos homens. Devorar sua soberba. Depois de uma longa gargalhada, continuou:

— Vocês mortais são tão óbvios, fazem o que qualquer outro dos seus faria - O ancião voltou a sua cara séria  de sempre – nem sempre uma runa significará a necessidade de magia, antes de mais nada, elas são apenas uma marca. – Wotan, mesmo no estado em que encontrava, era extremamente paciente, falava cada palavra numa entonação lenta e precisa, fazendo-o passar um ar de enorme sabedoria – Está na hora de lhe apresentar outras quatro runas. Te levarei ao terceiro Aett.

Ao terminar de falar, o deus retirou o tampão que cobria o seu olho arrancado, deixando a carne a mostra, assim como suas cicatrizes e o vão no local que deveria estar sua córnea. Um arrepio passou por todo o corpo de Brian, como quando se assiste a uma cena putrefata e imagina-se no lugar da pessoa. No instante seguinte, encontrava-se em um vazio entre o espaço e o tempo. Ouvia o som de um poema se formas e imagens começavam a aparecer em sua mente.

“Tyr é o deus de uma mão só. As vezes o ferreiro tem de malhar o ferro.“ Neste momento, uma runa surgiu do vazio, como uma flecha, similar a letra T, a runa queimava. Ao seu redor, a imagem de um homem tendo sua mão devorada por um lobo apareceu. A história do deus Tyr era conhecida por Brian, o deus da justiça, que sacrificou sua mão para prender o lobo Fenrir.

A imagem mudou, passando para uma espécie de bosque de árvores com troncos finos e brancos; “A Bétula não produz frutos e apesar da ausência de sementes, belos são seus ramos que enfeitam sua copa e crescem as alturas” Uma runa em formato de B brilhou esverdeada.
* Berkana em nórdico/escandinavo significava Bétula, uma árvore sacramentada ao deus Thor

“O cavalo é prestígio entre os nobres e príncipes, seus cascos ganham valor quando sobre eles heróis conversam. É descanso ao fatigado.”, a terceira runa, em formato de M, mostrava a imagem de um alazão e seu guerreiro correndo pelas planícies em meio a guerra, honrados aos deuses.
* Ehwaz e as variações de seu nome significavam cavalo.

“O homem é alegria de outro homem, cresce da terra e é adorno aos navios” A última runa, que deveria aparecer, apenas deixou seu ensinamento, sem imagens, sem nada, apenas o breu entre o tempo e o espaço.
* Manaz significava humanidade/homem a depender do seu contexto (inclusive fazendo parte da etimologia da palavra “Man” (links úteis nos spoiler)

O semideus caiu em uma planície cheia de bétulas, aparentemente sem nenhum outro ser vivo à sua volta, sozinho, andando pela sombra das árvores ele ficou imaginando qual seria prova de Wotan desta vez. Quando apresentou-lhe as quatro primeiras runas do Futhark antigo, havia feito com que ele enfrentasse a besta Auroque, a fim de provar que era um homem e não um menino, ensinando-lhe o poder de uma palavra.

Ele começou a observar a paisagem ao seu redor, as árvores de tronco fino e claro não eram tão altas quanto outras plantas escandinavas, mas possuíam uma beleza singular, seus troncos eram da cor da neve que descia fina sob o chão da floresta. O frio intenso parecia não incomodar aquelas plantas que permaneciam resistentes, sem nenhuma outra espécie ao redor.

Era umas das florestas mais bonitas que o menino já havia estado, passava uma enorme sensação de conforto, como quando se senta a beira da varanda, apenas para assistir o Sol se pôr, ou quando se toma café com um amigo, numa conversa calma e prazerosa.

Cerca de um quilometro depois, ele encontrou, encostada em um dos troncos, uma mulher, branca como o cenário ao seu redor. Ainda assim, a aparência pálida não lhe conferia um tom mortífero, pelo contrário, ela esbanjava vida e jovialidade. — Bom, dia – o menino se aproximou, cumprimentando-a.

— Bom dia, semideus – Ela possuía um olhar simpático e um sorriso calmo. Olhou nos olhos do menino, enquanto esculpia meticulosamente uma espécie de cajado branco com a madeira de uma das árvores e sua faca – Não me parece que encontras o que procura – indagou a moça.

— Não sei o que procurar – O menino levou a mão a boca, segurando um riso inconveniente. – Posso saber seu nome?

— E não o sabes? – A mulher ergueu uma sobrancelha, como quem esperava que o menino tivesse a resposta na ponta da língua. Ela puxou o cajado para frente, apoiando-o ao chão. Possuía cerca de um metro e meio de uma madeira branca como a casca daquelas árvores. No centro, uma runa específica encontrava-se entalhada. O menino sorriu, entendendo.

— Berkana, o espírito destas árvores.

A mulher assentiu, puxando Brian para um passeio, sempre com seu cajado em mãos. Ela passava uma sensação de extrema confiança, daquelas que só se sente com pessoas muito próximas. O frio excruciante não parecia incomodá-la, mesmo que vestisse apenas uma roupa leve e fina num tom azulado. Ela caminhava como se a neve lhe desse mais prazer do que desespero. Brian, que era filho de Apolo, tinha certa resistência ali, mas mesmo assim, cruzava seus braços, tentando se aquecer.

— Estas árvores são sagradas por si só, - falou, enquanto andava, - não por produzirem frutos ou comida, mas por sua resistência. A Bétula é uma das poucas espécies que resiste ao inverno mais rigoroso. Eu continuo viva, mesmo na seca, no calor e no frio. Outras plantas crescem no meu caule, a minha vida possibilita a vida de outros de meu reino. Quando queimo, é por completo, mas logo renasço.

Ela andava sem pressa, mas parecia saber para onde ia. Vez ou outra, algum animal invernal aparecia pelo caminho e ela conversava com eles como grandes amigos. Até que enfim chegaram a uma parte mais arejada da floresta, haviam menos árvores do que anteriormente. O que abria espaço para um antigo lago, naquele momento congelado, esperando a luz do Sol.

Comendo as folhas secas da Bétula que resistiram ao inverno, um alazão dourado enfrentava a temperatura e logo atrás dele, um chalé de madeira. — Ehwaz – Brian reconhecia o cavalo, era um dos equinos de sua avó, filho dos daqueles que puxavam a carruagem do Sol. Agora, seu nome fazia todo sentindo, o menino sorriu, lembrando dos poemas que ouvira mais cedo. O cavalo relinchou, feliz, em resposta ao semideus. Berkana acariciou sua crina.

— Sua missão está fora das páginas de um livro. – Ela brincava com os dedos sob os pelos do animal – Pois, assim como minhas folhas protegem a violeta e lhe permitem a vida sob o Sol escaldante, tu protegeras os indefesos e lhes permitirá a vida neste momento de trevas. – Ela sacou a faca com a qual entalhara o cajado mais cedo e cravou, logo abaixo de Berkana, a runa Ehwaz, que brilhou por um instante, depois fez com que o cajado se transformasse numa varinha e entregou-a ao menino.

– Lembre-se, quando acordar, vá aos estábulos de sua avó e retire o liquido deixado por Ehwaz – Retirar o líquido? O menino não entendeu, mas não indagou também, àquela altura sabia como as criaturas falavam enigmas.

Ela passou a varinha para as mãos dele e ensinou-lhe, que quando pensasse no cajado, ela voltaria a forma do mesmo. Brian o fez. Seu corpo ficou gélido quando a ponta do cajado encostou no chão. Ele sentia tudo ao seu redor, todos os seres, seus pelos eriçavam, ouvindo a vida como nunca antes, fora capaz de ouvir toda criatura viva ao redor de si, desde as plantas, aos insetos, até Ehwaz, mas não só ouvi-las podia entende-las.

Imagens de sua avó montada no alazão se fizeram presentes, sua velocidade era incrível, sua força incomparável e sua crina dourada, inigualável. Não era apenas beleza. A crina reluzia em pura luz. Era a energia do cavalo do Sol que emanava em seus finos pelos. A energia da segunda runa. Agora ele entendia tudo que o cavalo significava, movimento, velocidade, mutabilidade. Energia, era a tradução mais correta para a runa.

Uma breve memória dele montado pela sua primeira passou por seus pensamentos, naquela tarde domingo, aos quatro de idade, correra livre como nunca mais pudera correr depois daquilo. Com sua mão o agarrando pela cintura e o sorriso da avó ficando para trás, aos galopes do cavalo. Um sorriso que ainda sentia falta. Encarou Berkana outra vez, que parecia saber tudo que passava em sua cabeça.

— Se estou correta, falta-lhe Mannaz para completar a primeira metade do Aett – falou, sabendo que o menino iria interrompê-la, como o fez.

— Não recebi os ensinamentos de Tyr ainda, também – Ele falou em tom de indagação

Brian fez menção de continuar falando, mas novas imagens tomaram conta de sua atenção. Uma cena que conhecia bem, a cena do dia em que resgatará Sigel. A voz de Berkana acompanhava a imagem da morte de sua avó. Brian sentia como se os deuses tivessem prazer em fazê-lo rever a cena, mas manteve-se calado, apenas com um peso enorme na base do estômago. “Tyr, embora seja visto como o deus da guerra, por ser um Aesir, é o deus da justiça e do sacrifício, Brian” Ele tremia ao ver o sangue de sua avó se espalhar pelo chão, caindo de Ehwaz. “Todo sacrifício feito em nome da justiça divina, é digno da benção de Tyr. Sua avó deixou um legado de sacrifícios e você, ao salvar a deusa, fez seu primeiro. Não sacrificou a mão aos deuses, como Tyr, mas perdeu muito mais”

As lágrimas escorriam por seu rosto, quando voltou à paisagem invernal, mas nele, um sorriso também se fazia presente. A avó era uma heroína e assim seria lembrada pelos deuses e pelos homens. Respirou fundo, olhando a entidade a sua frente com um tom de alegria.

— A última runa é a que buscas, é a runa do homem e da humanidade, é o objetivo de todo bom ser divino — Ela desenhou com os dedos uma runa parecida com um M, exceto que formava um X, por entre seus traços laterais. – Mannaz é o objetivo que jurou a Prometheus, proteger a criação.

Brian se sentiu um idiota. Já havia visto a runa antes, numa biblioteca no centro de Nova York, pintada na parede de entrada. Ele estava tão preocupado em invocar as runas que nem se quer pensou que uma marca era tudo que precisava. Era lá encontraria Prometheus. A runa da humanidade marcava a beleza em ser mortal, em poder viver uma vida mortal.

As imagens de sua família voltaram a aparecer, agora, ele tinha 12 anos, na sua primeira ida ao acampamento Meio-Sangue, sua mãe estava com ele quando entrou, ansioso, no chalé de seu pai, sentia-se majestoso e ao mesmo tempo amedrontado de deixar as pessoas que amava para trás. Logo que chegou, seus irmãos o trataram como pertencente àquele lugar. O homem é o deleite do homem, pois todos que amamos são nosso motivo para viver. Brian entendeu que todas as pessoas lá fora precisavam de proteção, porque os monstros que avançavam a cada dia, queriam tirar seu deleite. Seus amados, de si. E semideuses, embora sofressem muito com suas perdas, eram os únicos capazes de protegê-los, para que o mal não caísse sobre eles.

A mulher soprou um vento, carregado com suas folhas e Brian caiu.


***
Ao acordar do outro lado, nas mãos do semideus, uma varinha com os mesmos inscritos entalhados pela mulher, exceto por mais dois. No topo, a runa Tyr e na base, a runa Mannaz. Transformou-a em cajado, sorrindo. Logo lembrou de Berkana o advertindo para que fosse aos estábulos.  

Caminhou.

Ao chegar lá, Rhaido, a égua de sua avó, irmã e companheira de Ehwaz, relinchava desesperada. O cavalo estava caído, seu brilho havia se esvaído. Ele morrera de depressão sem a dona que conhecia desde que os dois eram apenas crianças. Nas páginas do livro, jazia o seu espírito, vivendo entre as memórias de quem um dia foi sua melhor amiga. Nos olhos estáticos do cavalo, as últimas lágrimas de saudade escorriam. Brian chorou junto abraçando sua pelagem e deixando que as gotas de ambos pingassem sob o cajado.

A runa Ehwaz voltou a brilhar, a dor de um amigo agora morava naquele instrumento mágico. Permaneceu apenas sofrendo a perda de mais um ente que lhe acompanhara em vida. Alguém proporcionara a ele a primeira e única experiência de total liberdade Agora o cavalo era livre para si.

considerações:

Eu iria usar essa CCFY como entrada nos eruditas, mas ela acabou tomando um rumo diferente e como iria ficar muito grande, vou fazer uma parte dois só contando sobre a entrada
Eu usei as porcentagens e efeitos dos outros cajados e varinhas (como os da loja Pen Deive) vou deixar aqui:

Varinha HP [Uma varinha de (Defina o tamanho) de comprimento. Feito de (Núcleo que você quiser, como coração de dragão, pena de fênix, crina de unicórnio). Feito de (escolha a madeira, como carvalho) e arambarium é um ótimo item para qualquer praticante de magia. | Efeito de transformação: Pode virar um pingente em uma versão menor da própria varinha | Efeito 1: Aumenta em +30% as chances de sucesso ao lançar um feitiço, auxiliando quando o inimigo for aparentemente mais forte. Esse efeito também diminui o gasto de energia ao usar feitiços em 25%. | Madeira Reforçada e Arambarium | Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

Dragon Staff [Um cajado mágico, tendo utilidade apenas para aqueles que possuem o dom da magia. Tem um metro e meio de altura e em seu topo há um adorno feito em ouro imperial em forma de cabeça de dragão. Na boca, há o espaço para ser acrescentado uma gema mágica. O cajado possui runas de proteção e que facilitam o uso feitiços | Efeito 1: O cajado cria um escudo translúcido a frente, com 1,5m de altura e 1m de largura, possuindo um brilho esbranquiçado e círculos mágicos de tons azuis e esverdeados. Esse escudo funciona com a mesma propriedade que teria um escudo de resistência alfa, durando 2 turnos. É necessário um intervalo de um turno para que funcione novamente a capacidade de gerar o escudo; Efeito 2: Aumenta em +30% as chances de sucesso ao lançar um feitiço, auxiliando quando o inimigo for aparentemente mais forte. Esse efeito também diminui o gasto de energia ao usar feitiços em 25% | Madeira Reforçada e Ouro Imperial | Beta Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

referências:

O mito de Odin e das runas pode ser encontrado na Hamavál aqui
Poemas rúnicos podem ser encontrados em inglês aqui
Item:

ᛏᛒᛖᛗ: Um cajado de madeira sagrada bétula com um metro e meio de coloração branca, uma planta que é a materialização da runa Berkana, a árvore é resistente a qualquer temperatura e muito difícil de ser quebrada, por isso o material do cajado é de extrema resistência. Além disso, foi encantado com as quatro primeiras runas do terceiro Aett, (Tyr, Berkana, Ewhaz e Mannaz), Ewhaz e Tyr lhe conferiu a energia do cavalo divino e  do deus, fazendo com que possuía energia própria, diminuindo gastos do semideus, Berkana e Mannaz trouxeram conexão com a natureza e com os homens. Efeito 1: Aumenta em 30% as chances de um feitiço funcionar e reduz em 30% a MP gasta em magias | Efeito 2: Quando encostado no chão, o cajado permite ao semideus entender qualquer criatura viva. | Efeito de transformação Vira uma varinha de mesmo material, com 20 cm de comprimento| Madeira Branca de Bétula | Status 100%|Beta| Mágico|

Brian F. Grodick
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Eruditos de Prometheus
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Mensagem por Hades em Sex Nov 08, 2019 7:24 pm


Brian

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 18%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 25%

Recompensa obtida: 4.150 XP + 3.320 dracmas + 10 ossos + Item.

Spoiler:
De um modo geral o desafio do personagem foi relacionado a inteligência e solução para um problema, porém a resolução me pareceu muito simples, como se a divindade fosse alguém bastante acessível e fácil de lidar e aparecer. Houveram também alguns problemas gramaticais e erros de digitação. Porém eu acredito que tenha sido uma missão interessante. Eu fiz algumas modificações no item também.

ᛏᛒᛖᛗ [Um cajado de madeira sagrada bétula com um metro e meio de coloração branca, uma planta que é a materialização da runa Berkana, a árvore é resistente a qualquer temperatura e muito difícil de ser quebrada, por isso o material do cajado é de extrema resistência. Além disso, foi encantado com as quatro primeiras runas do terceiro Aett, (Tyr, Berkana, Ewhaz e Mannaz), Ewhaz e Tyr lhe conferiu a energia do cavalo divino e do deus, fazendo com que possuía energia própria, diminuindo gastos do semideus, Berkana e Mannaz trouxeram conexão com a natureza e com os homens. | Efeito 1: Aumenta em 30% as chances de um feitiço funcionar e reduz em 20% a MP gasta em magias. | Efeito de transformação: Vira uma varinha de mesmo material, com 20 cm de comprimento. | Madeira Branca de Bétula | Espaço para uma gema. | Status 100% | Beta | Mágico | Evento de Halloween 2019]

Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Mensagem por Brian F. Grodick em Sab Nov 16, 2019 5:49 pm



  Unkown Evil




Chapter 1 — Starting the end


Fechar um capítulo sempre tinha aquele gostinho de missão cumprida. Para o semideus, este capítulo estaria fechado quando finalmente, depois de todos os encontros, todos os pedidos e todas as ofertas, ele adentrasse aos eruditos de Prometheus. Ser um mago, provindo de sua família, não era uma escolha, era uma obrigação. Entender as runas e os mistérios da magia, era entender sua história e seguir com seu destino.

Depois de uma jornada de testes para compreender a missão que deveria cumprir, conhecer o alfabeto rúnico, conhecer o poder das palavras as quais pronunciava, depois de tudo isso, enfim podia dizer que estava pronto para se tornar um feiticeiro. Todavia, agora, mais do que conhecimento sobre o que irá aprender, Brian tinha conhecimento do porquê. As memórias da conversa com Berkana invadiam sua mente. “Como minhas folhas protegem a violeta, você protegera aquele que for indefeso”

Não era sobre proteger os deuses, mas os homens. Diferente dos deuses gregos, os nórdicos sabiam seu fim. Seu destino estava traçado no Ragnarok e muitos morreriam, assim como Brian podia vir a morrer, porém eles não lutavam para viver, e sim, para acabar com inverno que assolaria seu povo. Era isso que os mantinha muito mais próximos da natureza de Prometheus do que da maioria dos deuses helênicos.

O menino sentia a maior excitação que havia sentido em meses, seu corpo suava, em resposta a ansiedade e um leve sorriso se formava em seu rosto. Naquele momento, ele estava na frente da biblioteca central de Nova Iorque, o terceiro maior acervo biblioteconômico do mundo mortal. Estivera ali inúmeras vezes, enquanto estudava em Julliard, mas agora seu propósito era outro.

Em sua mochila não haviam caderno ou livros, havia uma varinha de madeira, uma harpa e uma faca. Em seu dedo um anel e em seu pescoço um pingente com formato de Sol. Não esperava lutar, mas não sairia despreparado, estava com tudo que precisava, quando enfim adentrou o local.

Em sua estadia ali, havia apreciado livros de diversos gêneros, os de música, harmonia, melodia e composição, que usara para faculdade. Os de mitologia, que além de ser seu passatempo, eram os que mais lhe revelavam sua história. e os de poesia. Fora ali, naquele lugar que encontrara a marcação da runa indicada para ser a que lhe levaria até o titã

Dedilhava as capas dos livros enquanto caminhava, procurando pela estante que lhe levaria ao deus, caso suas suspeitas estivessem corretas. Tudo se encaixava, a facilidade com a qual o deus entrava em New York, seus dizeres sobre a runa e agora a estante entalhada. Ali estava ela, a estante de poesia portuguesa e latina, com centenas de livros. Em sua lateral, de forma sutil, um M cruzado em um X, formato da runa Mannaz, estava entalhado. Era uma prateleira de canto, de modo que ficava longe das mesas de leitura do local, portanto não era muito movimentada.

Ele aguçou os sentidos, com um pulsar forte no coração, deixou a audição em alerta e olhou ao redor, com sua visão de arqueiro, quando percebeu que não estava sendo vigiado, sacou a varinha e contornou a runa Mannaz, pensando em seu significado para evoca-la.

No mesmo momento a madeira no local onde a varinha tocara brilhou levemente e a mão de Brian, ainda apoiada a estante, afundou, sumindo. Um portal havia sido aberto. Certificou-se mais uma vez que não estava sendo seguido e adentrou, com os pelos de seu braço eriçados de ansiedade.

Do outro lado, caíra em uma espécie de sala intermediária, com diversos portais de acesso e saída. Brian tentou evitar ficar ali, afinal, não sabia onde podia cair caso pisasse no lugar errado. Tinha a impressão que haviam entradas para todos os locais imagináveis. Correu até a única porta do local, que só podia ser a saída e abriu.

Seu corpo estava gélido, com uma sensação nervosa lhe percorrendo.

Chapter 2 — The library


Quando seus olhos miraram a biblioteca ao seu redor, a boca se abriu, em espanto e, no peito, faltava-lhe ar. Se o acervo anterior já era de tirar o fôlego, este era imensuravelmente completo. Havia saído embaixo de uma enorme escadaria, que parecia não terminar nunca. Em cada andar, dezenas de estantes abrigavam milhares de exemplares.

Era como se todo o conhecimento da humanidade estivesse ali. Conhecendo Prometheus, Brian não duvidaria que boa parte de fato estivesse. Um suspiro de admiração saiu por seus lábios entreabertos, enquanto levava os olhos aos arredores, observando a imensidão a sua frente. Todavia, fora interrompido por um choque inesperado que invadira seu corpo.

Ele estava estático, não conseguia mexer um músculo sequer, abaixo do pescoço. Era como se o ar comprimisse sob seu corpo, impedindo-o de se mover. — Quem é você e como chegou aqui? – A voz firme e grossa vinha de sua frente, moveu os olhos para poder enxergar o homem. Seus cabelos e olhos escuros ornavam com o tom jambo de sua pele, de modo que ele era muito belo. Em suas mãos, portava um cajado com toda a segurança de alguém experiente. Entretanto, nos olhos, uma visceralidade fazia com que Brie se sentisse completamente intimidado.

Conteve-se, falando:

— Meu nome é Brian, vim falar com Prometheus. – As palavras saiam um tanto sufocadas pela camada de ar à sua volta, porém o outro parecia entendê-las. – Vim me tornar um de vocês – disse-lhe o mais firmemente que pôde.

Em resposta, um tom debochado e sarcástico saíra da boca do erudita – Vou anotar seu nome e dar o recado – A corrente ao redor do filho de Apolo se desfez, todavia, uma nova rajada de vento o jogou com força contra a parede da escada. – Não sei como encontrou este lugar, mas sugiro que se vá – A porta por onde o semideus entrara se abriu. O outro tentava empurrá-lo para dentro com suas magias, mas Brian segurava-se no batente, com certa dificuldade.

Ativou a armadura, contida no seu colar em formato de Sol. Devido ao material, ela era capaz e conter parte do feitiço do homem, bloqueando a magia, além de tornar Brie mais pesado, dificultando que os ventos o levassem para dentro da sala. Endireitou-se o máximo que conseguiu — Eu... não.... vou... EMBORA! — falou, entonando a última palavra de modo que a onda sonora se tornasse ensurdecedora. Controlou-a, empurrando o mago com o poder de sua voz e fazendo-o cambalear. O vento cessou por um segundo. Brian enfiou as mãos na mochila, puxando a harpa, já transformando-a em arco.

Quando o oponente lançou a rajada seguinte, enfurecido, seu poder fora cortado quase que pela metade, já que o arco, do mesmo material da armadura, também absorvia parte da magia. O cajado na mão do semideus começou a brilhar, indicando que ele estava pronto para um feitiço ainda mais poderoso. Brian engoliu em seco. Pensando que não conseguiria lutar com alguém naquele nível.

Porém, fora salvo pelas circunstâncias.

O cajado literalmente voou da mão do erudita, indo parar nos dedos de alguém conhecido. O senhor, com seu terno e seu chapéu meticulosamente arrumados e alinhados, tinha uma semblante severo. Havia saído de uma sala no outro canto do andar. As marcas de expressão em seu rosto indicavam preocupação. Algo estava acontecendo. – Marshall, Brian, para minha sala, precisamos conversar. Os três.

— Senhor, não sabia que... – Prometheus o conteve.

— Não tenho tempo para brigas irrelevantes. Algo está acontecendo a humanos inocentes, venham – Ele caminhava a passos duros, fazendo barulho sob os tacos de madeira da biblioteca. Andou até o outro lado, onde uma segunda porta se fazia presente. Abriu-a, indicando que os semideuses entrassem. A sala, embora bela, não era nada do que se esperava de um deus, o que só reforçava a sua desafetação pela vida divina.

Não possuía nenhum detalhe que denunciasse que ali habitava um dos criadores da humanidade, nenhum altar ou estátua, apenas mais livros. A coleção exclusiva do ancião. Uma cadeira de couro que ficava de frente a uma escrivaninha e alguns utensílios como canetas e um caderno. Em uma prateleira no canto esquerdo, alguns frascos com poções e ingredientes específicos.

Fez sinal para que os meninos sentassem nas duas cadeiras de plástico simples dispostas lado a lado, bem a frente da escrivaninha, contrárias a cadeira de couro, onde sentou. Entrelaçou os dedos, encostando a mão na ponta do nariz e expirando de forma a denotar angústia, seus peitos soltavam todo o ar de uma só vez. — Brian, sei que me procuras para fazer o teste de entrada em meu grupo de eruditos, todavia, chegaras na hora mais inoportuna de todas – Seu olhar era triste – Como sabe os monstros estão fora de controle, deixaram de atacar semideuses e agora desolam cidades inteiras. Meu teste para lhe aprovar como um de nós é também uma missão de resgate – Prometheus iniciou uma explicação assustadora.

Contou-lhes que uma cidade isolada de Massachusetts estava sofrendo estranhos ataques de uma criatura desconhecida. Todos os dias pela manhã, no mínimo um indivíduo era encontrado morto, dilacerado. As autoridades imaginavam que seria algum serial killer, mas Prometheus discordava da afirmação. Segundo ele, algo lhe parecia levemente familiar. Como se a cena já houvesse acontecido antes.

O monólogo fora longo e pesado, Brian sentia uma angustia, pensando nos mortos, pessoas inocentes, com vidas comuns. Pensando nas famílias assustadas e na dor de perder um ente próximo, sem nada a se fazer a respeito. – Quero que vocês dois investiguem e findem o problema. Se o fizerem, Marshall terá de mim uma benção e Grodick se juntará a nós.

Chapter 3 — Massachusetts

Os meninos não demoraram muito para sair depois dali, Marshall arrumou algumas coisas numa mochila, pegou suprimentos, vestiu uma armadura leve, que se encantava magicamente para aparecer como uma roupa comum. Embainhou sua espada, guardou o cajado  e levou um anel ao dedo, ao qual Brie não fazia a mínima ideia do porquê.

Antes de irem, Prometheus os parou na porta da sala de portais, entregando ao filho de Apolo mais um cajado, transformando-o numa adaga. Era idêntico ao que o outro menino carregava, Brian colocou na mochila — Semideus, leve consigo, por hora, você é um membro honorário dos eruditos, vou deixar que Marshall lhe ensine os princípios da magia e por isso dou-lhe o cajado, mas se falhares na missão estará fora para sempre.

Brian calou-se, não argumentando. Todavia, um espectro de felicidade e de pressão tomou conta de seu corpo. Logo voltando a realidade e lembrando dos seus deveres e do que precisava fazer ali. O outro erudito deu-lhe um leve sorriso, quando percebeu o nervosismo em seus olhos.

O titã fez sinal para que os dois adentrassem no portal. Brie deixou que o mais experiente fosse primeiro e o seguiu. O portal os deixara em uma estrada deserta, um tanto distante da cidade para evitar que fossem vistos entrando daquela maneira. Marshall sacou um mapa da mochila que indicava o caminho que precisavam percorrer.

O sol estava a pino no céu. Os dois semideuses trocavam palavras enquanto caminhavam. Marshall contou-lhe que ele era um dos poucos que ficava fixamente na sede para protegê-la, apenas saia quando Prometheus dava-lhe a ordem, o que explicava a maneira com a qual ele agira quando viu um estranho na biblioteca.

Além disso, era um filho de Hécate, nascido com a habilidade da magia. Porém, assim como boa parte dos semideuses, não confiava nos olimpianos, ou sequer nos deuses. Sentia-se usado, como um ator numa peça de teatro. Se juntara aos eruditos justamente por entender que o titã era diferente, ele valorava a humanidade e os mortais, ele os imbuia com dignidade, lhes permitia o saber divino.

Embora não odiasse os deuses, Brian compartilhava a admiração pelo titã, sentia que o ancião tinha tamanha sabedoria que entendia mais que os deuses a importância de uma vida e o quão bela era. Este era motivo de dentre todos os deuses possíveis, ele escolher um titã, que um dia fora julgado traidor das deidades.

Chegaram.

Uma cidade interiorana como qualquer outra. A paisagem era comum com casas de dois a três andares, sótão e porão e alguns sítios. Este estilo de residência era bem corriqueira, já que o porão protegia-os contra incidentes naturais como furacões, por exemplo. Ninguém na rua, nada demais. Pelo menos até caminharem mais a frente, ao centro. Um pastor gritava a frente da igreja central da cidade. Aos seus pés, quatro corpos jaziam encobertos por um pano branco. — O demônio assola nossas terras, mas o tinhoso só ataca quem perde a fé. — Os gritos eram tão altos que Brian imaginou se o homem não era seu irmão, por poder manipular a voz naquela altura — Nossos irmãos estão sendo tentados pelo diabo e caindo em suas artimanhas, é hora de se doar ao senhor. Vocês tem pago o dízimo?

Os semideuses trocaram olhares, fazendo força para não dar risada. Se separaram, investigando o que estava acontecendo. Brian conversou com uma senhora daquelas que sabem de tudo na vila, intitulou-se como turista e fingiu estar chocado com as mortes, entonando do modo mais persuasivo possível. Ela o contou que a cada noite novas pessoas apareciam mortas e tudo que eles ouviam era o som dos cavalos galopando. Havia cerca de duas semanas que os ataques foram iniciados. Os policiais que tentavam encontrar a causa não tinham sucesso algum, voltavam mortos como os outros. Os quatro em exposição na praça haviam sido assassinados nos últimos dois dias.

A senhora contava como quem conta uma fofoca ou uma lenda urbana. Apontou para uma moça jovem, dizendo que seu marido era um dos indivíduos assassinados. Aparentemente, todos que tentavam encontrar a besta acabavam mortos, assim como aqueles que ela escolhia devorar. Os corpos, segundo a senhora, eram encontrados na floresta na saída da cidade, degolados, devorados.

Marshall chegou com as exatas mesmas informações de seus entrevistados. Eles teriam que esperar até anoite, quando o monstro atacava, o que lhes dariam algumas horas para antecipar-se. O filho de Hécate escolheu usá-las para ensinar o parceiro o que podia sobre magia, além de entender o que ele sabia, ou não. Assim que almoçaram, em um restaurante local, caminharam até a floresta. O erudito tornou a névoa mais densa com suas habilidades, impedindo que mortais o observassem, mesmo aqueles com olhos suscetíveis ao mundo mágico.  

— Preste atenção – falou, segurando seu cajado firmemente — A magia é a concentração da energia dos seus chacras em consonância com a energia do meio, dos símbolos e palavras, em torno de um ponto para um fim. Controle e concentração são a chave.

Ele demonstrou, usando o cajado para provocar uma leve brisa. Brian tinha alguma prática com magia rúnica devido seus estudos anteriores com o grimório de sua avó e as vezes em que Odin o conduzira a Yggdrasil, porém não conhecia magias e encantos em si, apenas os poderes das runas e como usa-las. Observou atentamente os movimentos do filho de Hécate, que lhe explicava sobre os ramos e os elementos, dizendo-o que era um mago do ramo ar.

Segundo o parceiro, Brian devia escolher um elemento que lhe fosse natural, não tentando iniciar seus estudos por algo que fosse contrário a sua essência. ,Brian não sabia o que iria escolher, ainda. Pensou em Luz. Era o que melhor o definia, um filho de Apolo bisneto de Sigel. Todavia, decidiu iniciar com algo que já sabia fazer, independente do elemento. Sacou seu cajado, o dado por Berkana, e concentrou a energia.

De início, usou um poder que possuía por ser filho de Apolo, o toque quente, com as mãos concentrou a energia gerando uma pequena tocha em um graveto que retirara de uma das árvores. Tentou usar o cajado para manipular o fogo. — Eruditos podem manipular chamas sem a necessidade de um feitiço – Marshall o avisou, auxiliando-o a concentrar a energia. Brian conseguiu aumentar ligeiramente a chama, que iniciou uma pequena fogueira em suas mãos. Instintivamente, ele jogou o graveto no chão, temendo se machucar.

Marshall apagou o fogo com um vento circular. Todavia, alguns segundos depois, Brian percebera que não havia sequer sentido o braço queimar, mesmo com sua resistência ao fogo, por ser filho de Apolo, ele ainda era afetado pelo elemento, até então. Repetiu o feito, desta vez deixando que o fogo tocasse sua pele. Percebeu que o elemento já não o incomodava — Eruditos têm imunidade parcial ao fogo, somado a sua habilidade natural, é provável que você tenha se tornado imune.  

Os dois permaneceram ali por algumas horas, Brian deixava que o Sol o revitalizasse toda vez que sentia-se casando. Marshall o ensinou todas as habilidades básicas de um erudito, ao qual Brian poderia ter acesso, limitando-se apenas, quando percebia que uma habilidade era demasiada intensa para o nível de chi do garoto. Duas horas antes do Sol se pôr, eles pararam para descansar, porém ainda à espreita, na possibilidade de aparição da criatura. Quando ia anoitecendo, voltaram a cidade, portando as armaduras e armas de ambos.

Nenhuma luz encontrava-se acesa, nenhuma janela aberta, nada. As pessoas pareciam mortas em suas casas, sem o menor interesse por espiar o que acontecia lá fora. Não eram nem sete horas da noite e não havia um movimento na rua do centro. Não havia uma alma. Os cadáveres haviam sido recolhidos. Os meninos haviam escutado que estes seriam enterrados naquela tarde.

Estava levemente frio e o vento batia forte e gélido, esperaram por horas e horas até que a lua já não se encontrava mais no céu, as nuvens a encobriam. Brian carregava seu arco nas mãos e a faca-cajado dada por Prometheus ia no bolso da calça, por precaução. Então um relinchar agudo tomou conta de seus ouvidos.  

Era hora da batalha final.  

Chapter 4 — The Evil Horses


As éguas adentraram a cidade com incrível velocidade e uma ferocidade que fez Brian teme-las no minuto em que seus olhos ativeram-se aos enormes corpos equinos a sua frente. Duas éguas puxavam uma carruagem de madeira. Tinham o tamanho muito superior a um cavalo comum, seus dentes não eram como os de um animal herbívoro, elas tinham presas longas e afiadas nos caninos.

Brie lembrou das histórias sobre os trabalhos de Hércules, onde teve que conter as éguas temidas por comerem carne humana. Seus cascos batiam contra o chão com tamanha força que ecoavam no silêncio da noite. Brian já apontava o arco, pronto a atirar, porém a carruagem parou.

Brian seguiu com o arco na direção da porta, quando uma voz, ainda dentro do veículo falou:

— Temos heróis para comer hoje, meninas – Uma gargalhada seguiu a fala. As cordas que prendiam os equinos à carruagem se soltaram magicamente no mesmo momento em que uma perna saia pelo veículo. Brian atirou no momento em que o corpo apareceu, mas um escudo de pura mágica encobriu o adversário, enquanto as equinas corriam na direção dos semideuses, que pularam para o lado, desviando da investida.

“Você cuida das éguas e eu do mago”, Marshall vociferou, enquanto se preparavam para o próximo ataque. O filho de Hécate começou a lançar magias as quais Brian não tinha a mínima ideia do que faziam, porém o outro mago as rebatia prontamente, criando uma batalha quase impossível de determinar o vencedor. Porém o filho de Apolo não podia se ater àquilo. Voltou-se às suas adversárias.

Atirou uma flecha na pata de um dos animais, que relinchou raivoso, caindo. Porém, não teve tempo de mirar um segundo projétil na segunda criatura, que já levantava o corpo bem à sua frente, preparando-se para um coice. Brian rolou para o lado evitando o ataque, todavia, o animal caído já estava de pé e parecia ignorar completamente a dor em sua pata, pois ainda tinha tremenda agilidade.

Brian precisava pensar, ou iria acabar morrendo ali, não podia permanecer num jogo de corre e esquiva para sempre. Precisava de espaço para atirar, mas não sabia exatamente o que fazer, sua cabeça tentava raciocinar, enquanto desviava das investidas dos animais rolando e esquivando.

Deixou que as éguas corressem mais uma vez, ficando agachado, a corda do arco puxada até a altura do nariz. Os ouvidos atentos ao som do vento e sua direção. Quando elas estavam perto o suficiente ele puxou a corda duas vezes, mirando em suas patas. Quando elas relincharam e inclinaram o corpo, empinando, em resposta ao ataque, ele rolou rapidamente para debaixo de um dos animais.  

Puxou a faca em seu bolso, assim como transformou o arco em uma adaga com o poder do anel arsenal e cravou as duas lâminas na barriga do animal, deslizando enquanto abria o corte de ponta a ponta. Um grito desesperado fez o animal cair bem quando Brian deslizou para o outro lado.

Do outro lado da batalha, Marshall estava levando a pior. No meio segundo em que Brian conseguiu olhar de canto, sua boca sangrava, tinha um machucado na testa e estava mais defendendo que atacando. Não podia se ater aquilo naquele momento. Queria, mas não podia. Tinha mais um animal para matar.

O tempo que gastou embaixo da outra égua fora curto, mas fora suficiente para outra sair de seu estado de atordoamento com a flecha. Desviou de sua pata rolando para o lado, ainda deitado no chão, fez isso duas vezes seguidas, sem chance de conseguir levantar. Todavia, na terceira fora atingido em cheio pela pata do animal. Não fosse a armadura que o protegia, teria quebrado as costelas ali mesmo. O golpe acertara seu peito e sangue saiu por sua boca, espirando em seu corpo.

Não tinha tempo de sentir a dor. O desespero fez com que agisse rapidamente. A adrenalina tomou conta de seu corpo. Fechou os olhos, concentrando-se por uma fração de segundo e jogou a cabeça pro lado, desviando de uma mordida fatal. Esperava que sua evocação desse certo.

Transformou a faca em arco novamente, usando seu corpo para interpor-se entre uma segunda mordida que o esperava. Quando o som de um piar agudo tomou conta dos ouvidos de Brian, ele soube que seu plano dera certo. Usara o poder de evocação de grifos que possuía por ser filho de Apolo. O animal veio direto ao seu resgate, cravando as garras nos olhos da égua, que saiu correndo, desesperada.

Brian sentiu o peso em cima de si aliviar, respirando fundo. Todavia, o grifo não permanecera vivo por muito tempo. Uma onda de poder negro o atingiu, alguma magia. Ele levou um choque e caiu no chão, sem poder voar. Morto.

O mago tentou direcionar uma onda de poder em sua direção, mas Marshall o impediu, rebatendo a magia. O filho de Hécate estava num estado muito pior que Brian. Lutar com equinos não era tão difícil quanto lutar contra um mago poderosíssimo. Ele precisava dar um jeito de ajudar o colega. Assoviou, atraindo o equino até ele outra vez. Mesmo com toda dor, fez força para ficar de pé.

Transformou seu arco em uma espada.

Quando o equino veio em sua direção a espada já estava posicionada, sem enxergar, a égua foi direto ao encontro da lâmina, que atravessou sua garganta, levando-a a morte. No mesmo momento, uma gargalhada tomou conta do local. Brian ateve-se ao mago, que tinha uma adaga levada ao pescoço de Marshall e um sorriso sádico.

— Tão patéticos - ria de uma forma desenfreada. — Humanos mataram bruxas por séculos e vocês ainda os defendem - abriu um corte de ponta a ponta na garganta do filho de Hécate. Um pentagrama vermelho se formou com o sangue que escorria até o chão. — Meu último sacrifício é de um dos nossos. Uma pena - sumiu nas trevas depois de absorver o poder de Marshall.

Chapter 5 — I failed


Brian voltou a sede dos eruditas por uma entrada na biblioteca local. Durante a viagem, Marshall lhe explicou que a maioria dos acervos possuía uma, que a biblioteca estava em todo local e em nenhum ao mesmo tempo. Marshall.

Mais uma vez as lágrimas tomavam conta de sua face, havia deixado um colega morrer ao seu lado, mais um. Seu rosto estava vermelho. O menino que antes não chorava na frente dos outros, encontrava-se aos prantos mais uma vez. Respirou. Prometheus não se encontrava na sede, como dissera um dos eruditas guardando o local.

Tomou um banho rápido, pediu ajuda ao colega para cuidar do machucado no peito, fruto das patas da égua e contou-lhe o que ocorreu, acerca do mago e o dos sacrifícios, que não fazia ideia do objetivo do bruxo. O rosto não demonstrava mais a dor do luto, mas o desgosto da falha.

Quando o titã retornou, Brian bateu em sua porta. – Eu falhei - falou, colocando o cajado nas mãos do titã, que mandou-lhe entrar. Três xícaras de chá repousavam quentes em sua mesa. Ele esperava por Marshall.  

Brian despejou todas as informações, sem pausas. Não aguentaria manter-se firme caso parasse. O deus respirou fundo, lamentando a morte de um companheiro. – Tecnicamente, vocês não falharam. As éguas estão mortas, os humanos a salvo - Ele devolveu o cajado de Brian com dor em seus olhos. — Todavia, imagino que a luta com este mago tenha apenas começado.


considerções:

armas:

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas e caso a arma seja derrubada, ela se regenerará em até um turno (runa sowelo). | Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Efeito de transformação: Este também tem o poder de se transformar em uma harpa pequena, mediante desejo do semideus. Essa pode naturalmente caber em qualquer bolso, se adaptando ao local em que é inserida. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento | Modificado por Cooper]

Morning Star [Uma armadura completa projetada para arqueiros, de forma a ser leve e não atrapalhar a agilidade ou velocidade de quem a utiliza. Feita toda em Arandur, a armadura é resistente contra ataques mágicos. | Efeito: Quando não está em uso, a armadura se transforma num colar com um pingente em forma de sol, à vontade do semideus, o colar é ativado  e armadura se monta automaticamente em seu corpo. | Efeito 1: Reduz o físico dano recebido em 15%. | Efeito 2: A armadura absorve 15% dos danos mágicos recebidos por quem a usa, isso se deve ao material do qual é feita. | Arandur | Beta | Status 100%, sem danos. | Mágica | Evento de Halloween 2019]

ᛏᛒᛖᛗ [Um cajado de madeira sagrada bétula com um metro e meio de coloração branca, uma planta que é a materialização da runa Berkana, a árvore é resistente a qualquer temperatura e muito difícil de ser quebrada, por isso o material do cajado é de extrema resistência. Além disso, foi encantado com as quatro primeiras runas do terceiro Aett, (Tyr, Berkana, Ewhaz e Mannaz), Ewhaz e Tyr lhe conferiu a energia do cavalo divino e do deus, fazendo com que possuía energia própria, diminuindo gastos do semideus, Berkana e Mannaz trouxeram conexão com a natureza e com os homens. | Efeito 1: Aumenta em 30% as chances de um feitiço funcionar e reduz em 20% a MP gasta em magias. | Efeito de transformação: Vira uma varinha de mesmo material, com 20 cm de comprimento. | Madeira Branca de Bétula | Espaço para uma gema. | Status 100% | Beta | Mágico | Evento de Halloween 2019]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ]
poderes:

poderes de apolo:

Passivos:

Nível 8
Nome do poder: Persuasão
Descrição: Apolo/Febo é um deus naturalmente bonito, e o chame do deus é passado para os filhos com uma precisão impressionante. Persuasão é o poder que permite ao semideus – através de palavras e gestos – conquistar as pessoas com mais facilidade, isso faz com que elas queiram ceder a você, ou sintam uma imensa vontade de te ajudar, mesmo sem saber exatamente o porquê. Basta um sorriso, um olhar, e as palavras certas, você é certamente um conquistador nato, e as pessoas acabam gostando de você.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de chance de conseguir alguma informação
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Cura Solar III
Descrição: Quando exposto ao Sol, o filho de Apolo/Febo tem as feridas curadas mais rapidamente, os ferimentos mais graves se fecham mais rapidamente, tornando-se feridas menores, porém ainda abertas, o processo de cura se acelerou. .(Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 100 HP e 100 MP do semideus
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Audição Aguçada II
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta. E com bastante concentração, poderá distinguir sons até de outra quadra. Essa concentração é tamanha que ele não poderá estar movimentando-se bruscamente – como em uma batalha ou correndo – para poder captar os estímulos sonoros tão distantes.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+ 60% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum

Nível 35
Nome do poder: Resistência IV
Descrição: Sua resistência ao fogo é gigante, nesse nível temperaturas mais elevadas - como um incêndio de escala grande - não afetara seu personagem, apesar de ainda poder queima-lo, porém, as chances de permanecer vivo também aumentaram significativamente.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 60% de chance ao fogo/calor.
Dano: Nenhum

Nível 39
Nome do poder: Visão Aguçada IV
Descrição: Um bom arqueiro precisa de uma visão perfeito, e os filhos de Apolo/Febo herdam de seu pai olhos perfeitos, melhores que os dos mortais comuns. Seus olhos são tão perfeitos como do melhor predador existente.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 70% de assertividade com qualquer habilidade de lançamento, disparo ou afins.
Dano: + 50 de dano ao lançar algo em algum inimigo e o acerte em cheio não valendo para golpes que peguem de raspão.

Nome do poder: Resistência a ataques sonoros II
Descrição: A audição de um filho de Apolo/Febo é bastante peculiar. Ataques baseados em som, seja a sugestão e indução pela voz, por gritos ou sons extremamente altos, não possuem tanto efeito em um filho do deus da música.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de resistência a ataques sonoros.
Dano: Nenhum

Nível 41
Nome do poder: Corpo Atlético IV
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+50% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum
ativos:


Nível 1
Nome do poder: Toque Quente
Descrição: As mãos dos filhos de Apolo/Febo são calorosas, macias e quentes. Se o semideus se concentrar o suficiente, será capaz de tornar as palmas das mãos vermelhas, e com elas, acender uma tocha. O fogo desse poder não se expande, pois ainda é pequeno, e também não causara estrago, mas pode iluminar um lugar escuro.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum


Nível 35
Nome do poder: Onda Sonora III
Descrição: O semideus irá produzir uma onda sonora, seja através da voz ou de um instrumento. Essa onda irá empurrar os inimigos como uma onda de energia feita de som, atacando também o sistema auditivo de quem for atingido. Nesse nível, a onda tem apenas o alcance de 10m de distância, atingindo até 5 inimigos, o impulso seguirá para todos os lados do semideus. O filho de Apolo/Febo também terá controle sobre o tamanho da onda e direção que ela irá tomar.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% de chance de provocar atordoamento.
Dano: 60
Extra: Apenas inimigos de nível inferior serão empurrados ou irão cair, inimigos de mesmo nível sentiram uma perca do equilíbrio e inimigos 5 níveis superiores apenas sentirão uma dor de ouvido suportável, mas incomoda

Nível 32
Nome do poder: Evocação de Grifos
Descrição: A capacidade que permite ao filho de Apolo/Febo pedir ajuda. Um único grifo pode ser evocado a qualquer momento no campo, e vai ajudá-lo. Além de obedecer suas ordens permanece para ajudá-lo em dois turnos, e depois desaparece completamente. (HP do Grifo é 100).
Gasto de Mp: 65 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 80 de dano por ataque do Grifo.

poderes dos eruditas:

passivos:

Nível 30
Nome do poder: Imunidade Parcial II
Descrição: Tais semideuses, por conta da história de Prometheus, são parcialmente imunes ao fogo. Ainda são capazes de se queimar e ter ferimentos sérios graças ao fogo, porém são mais resistentes e demoram mais para sofrerem os efeitos do elemento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 40% de redução de dano de fogo.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Afinidade Mágica III
Descrição: O seguidor de Prometheus possui uma afinidade natural com a magia, conseguindo compreender a mesma assim como efetuá-la de maneira que, ao realizar um feitiço, o mesmo será mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: +35% de dano ao realizar um feitiço.

Nível 32
Nome do poder: Agilidade III
Descrição: O semideus é dotado de uma agilidade superior, caso comparado a outros semideus que não possuem ligação a deuses ágeis.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +30% de agilidade.
Dano: Nenhum.
ativos:

Nível 29
Nome do poder: Controle de Chamas
Descrição: O semideus é capaz de controlar chamas já existentes, podendo expandi-las, controlar o fluxo ou mantê-las ativas por um período curto. O controle é bastante fraco e qualquer quebra na concentração é capaz de distrair o semideus, além de não se capaz de controlar chamas maiores, que provenham de algum semideus com controle melhor ou fortes.
Gasto de Mp: - 35 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 40 de HP.
Extra: Nenhum.
Brian F. Grodick
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Eruditos de Prometheus
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Mensagem por Hefesto em Sab Nov 16, 2019 11:35 pm


Brian

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP – 4.000 dracmas – 10 ossos + Entrada aos Eruditas

Spoiler:
Foi realmente uma missão bem conduzida. O tempo todo senti coesão ao ler o texto. Até mesmo a luta contra o erudita (que por um milésimo de segundo cogitei ser Prometeus, e aí teria reprovado sua entrada automaticamente) teve um propósito na trama. Parabéns e bem vindo aos Eruditas.

Hefesto
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Deuses Olimpianos
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