The Blood of Olympus

[MF] Cecília Ní Chonaill

Ir em baixo

[MF] Cecília Ní Chonaill Empty [MF] Cecília Ní Chonaill

Mensagem por Asha Blackfyre em Dom Out 20, 2019 1:31 pm

Tópico destinado as Missões Fixas de Cecília Ní Chonaill - Prole de Hefesto


Hephaestus Daughter
Iníon na Foraoise / Daughter of the Forest
Asha Blackfyre
Asha Blackfyre
Filhos de Hefesto
Idade : 16
Localização : Dál nAraidi

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Cecília Ní Chonaill Empty Re: [MF] Cecília Ní Chonaill

Mensagem por Asha Blackfyre em Dom Out 20, 2019 6:12 pm


Ceci Ni Chonaill
Filha de Hefesto



A travessia
Há criaturas que não estão felizes com a própria morte e por isso acabam presas no plano terreno, sem nunca passar pelo julgamento para saber qual o destino de sua alma. Você encontrou um destes fantasmas e agora tem que argumentar com ele para que ele cruze ao reino dos mortos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos


Aquela festa estava saindo exatamente como a prole do fogo imaginava. Um completo tédio! Ela não conhecia ninguém, na verdade não tinha uma pessoa no acampamento que pudesse chamar de amigos. Era sempre a mesma coisa, qualquer um só a procurava quando precisavam de algum favor ou forjar e criar algum item. A vida era assim em qualquer lugar. Seu pai um dia disse que quando fosse para o Acampamento meio sangue, as coisas melhorariam, já que haviam vários outros semideuses como ela, o que se provou também ser uma imensa mentira. Os semideuses eram garotos e garotas normais, que levavam para dentro do acampamento tudo aquilo que já haviam aprendido do lado de fora.

Entre um copo e outro de bebida a filha de Hefesto aceitou a realidade, jamais faria parte de qualquer uma daquelas rodinhas existentes. Um suspiro fugiu de seus lábios e seus olhos esmeraldinos reviraram, uma constatação melancólica, mas real. A garota virou o copo de cerveja de uma vez, na esperança que aquilo lhe roubasse o juízo uma só vez naquela noite, mas essa opção também falhou miseravelmente. A ruiva colocou o copo vazio sobre o balcão e jogou o corpo um pouco para frente, já era hora de deixar sua zona de conforto e explorar os segredos do velho castelo. Tinha plena convicção que as velhas ruinas lhe dariam muito mais diversão do que as pessoas presentes no lugar.

Se embrenhou no meio da multidão procurando algo que lhe chamasse a atenção e não tardou para que encontrasse. Primeiro eram sussurros em seus ouvidos, algo como se alguém a chamasse ou algo assim. Seus sentidos ficavam confusos e tinha dificuldade em seguir a voz com clareza, mas não tardou para que visse a mulher de cabelos loiros tão claros que pareciam raios de luar. Poderia estar ficando louca, mas tinha a plena certeza que a mulher olhava fixamente para ela, como se fossem antigas conhecidas. Ela trajava algo que parecia uma armadura muito primitiva, mas ao mesmo tempo se assemelhava a um vestido, nas mãos ela trazia uma lança que passava em umas duas cabeças a própria altura. Mas o que realmente veio chamar a atenção da prole de Hefesto, foram as pinturas que ela trazia no rosto. Aqueles riscos em azul, Cecília bem os conhecia.

Não pensou duas vezes e partiu na direção da mulher, mas as vezes ela sumia e reaparecia, dando incerteza se estava seguindo o caminho certo ou não. Algumas vezes a ruiva teve que parar apenas ter certeza de que estava no caminho certo, até que finalmente a viu na porta principal: — Ei! Espere! — Gritou Cecília inutilmente, já que a misteriosa mulher saiu correndo mais uma vez: — Ah você não vai sumir não! — Exclamou a prole do deus das forjas que saiu correndo sem olhar para trás. Ouviu um ou dois semideuses reclamarem pelos empurrões, mas nada suficiente para para-la definitivamente. Ao chegar a porta, sentiu uma lufada de vento gélido chocar contra seu rosto, empurrando seus cabelos para trás e a obrigando a colocar o braço direito à frete dos olhos para protege-lo. Da mesma forma misteriosa que o vento surgiu, ele também desapareceu.

Cecília olhou para trás e pensou se deveria voltar ou não, mas algo a chamava, algo que vinha da floresta que circundavam o velho castelo. Um pouco ressabiada a semideusa continuou e ao longe pôde novamente ver o vulto da mesma mulher adentrar no meio da floresta negra. “— Isso vai dar muita merda! — ” Pensou ela, mas não desistiria de descobrir o que estava acontecendo. A brisa soturna soprava mais calma e as folhas das árvores bailavam lentamente no alto da copa das árvores. Era estranho, mas a filha de Hefesto conseguia ouvir com perfeição cada som da floresta., até mesmo o farfalhar das folhas pelo chão e os gravetos pequenos que quebravam sob seus passos. Era como se todos os seus sentidos tivessem sido ampliados, o olfato era tomado pelo cheiro da terra e seu rosto sentia sensivelmente o vento a lhe beijar a face. Ela fechou os olhos só por um instante para que pudesse sentir com amplitude cada uma de tais sensações e quando os abriu novamente o céu negro da noite estava salpicado de estrelas.

— O que faz aqui? — A voz lhe perguntou incisiva e sem rodeios. A ruiva girou nos calcanhares e finalmente deparou-se com a figura da mulher que havia seguido: — Eu a vi no salão. Depois segui seus rastros até aqui. — Explicou claramente a jovem semideusa. A mulher colocou um sorriso irônico no rosto e firmou sua lança no chão: — Impossível! Somente os que escutam o chamado dos Deuses põem chegar até aqui. E você... — Ela fez uma pausa e deu alguns passos se aproximando: — Você é uma grega. Não pertence a esse mundo! — A misteriosa mulher não fez um só minuto de rodeio em suas palavras. Cecília era filha de um Deus talvez, por isso tivesse conseguido chegar até ali, mas nesse instante a mulher tocou sua testa com o indicador e a encarou: — Mas você não é simplesmente uma cria grega. — Afirmou um pouco confusa.

As palavras dela pareciam confusas demais para que a semideusa entendesse e ela deixou isso bem claro em seu semblante. Deu um passo para trás no intuito de alargas a distância entre as duas: — Me chamo Cecília. Sou Filha do Deus Hefesto. — Se apresentou com educação observando a reação da mulher que foi a pior possível: — Um grego em território sagrado. Pelo menos não é uma romana. Se fosse já teria sua cabeça na ponta de minha lança. — Afirmou mais uma batendo a arma contra o solo. A ruiva sentiu quando uma gota de suor escorreu por sua testa, aquilo a deixava apreensiva: — Sou a guardiã desse lugar. Esse lugar é um lugar sagrado e deve ser guardado até que um herói seja capaz de derrotar o que há nas entranhas da terra. — Explicou ela olhando em uma outra direção: — Há quanto tempo está aqui? — Perguntou curiosa Ceci. Seus olhares se encontraram e um arrepio gélido percorreu o corpo da garota: — Desde muito antes desde castelo existir. Desde muito antes da dominação. Estou aqui desde o tempo em que meu povo resistiu e foi massacrado. Pelos romanos. — Aquela definitivamente não era a resposta que ela queria ouvir.

0]]“— Ela é um fantasma? — ”[/i] Perguntou a si mesma apesar da resposta ser a mais óbvia possível! Ela então se aproximou da mulher: — E você nunca se cansou da sua vigília? — Perguntou com receio e se preparando para uma resposta acida: — Claro que sim. Passar a eternidade assim é cansativo, mas eu tenho uma missão. Enquanto ela não chegar ao fim, eu não me movo daqui. — A mulher voltou a olhar para Cecilia e deu um sorriso desdenhoso: — Acho que não pode compreender isso. — Concluiu de forma sucinta. Realmente jamais poderia, pela graça de todos os Deuses estava viva e respirando. Mas no fundo ela sentiu-se comovida por aquela alma, passar toda a eternidade em uma vigília, sem poder descansar, parecia monstruoso demais: — Mas o seu lugar não é aqui. — Tentou dizer isso da maneira mais gentil possível: — Talvez sua missão tenha chegado ao fim e você não percebeu, por ter ficado presa a sua responsabilidade.

A mulher olhou para ela com tanta fúria que pensou que ela fosse matá-la bem naquele instante. Cecilia recuou alguns passos para trás, mas a mulher partiu em sua direção. Com a destra estendida ela tocou o colo da semideusa, mas logo em seguida um grito de dor ecoou pela floresta fazendo os corvos voarem: — Quem é você?  Como pode me ferir! Isso é impossível! — Cecília estava muito mais atônita do que ela. Não havia feito nada. Simplesmente nada! Ele se aproximou da mulher e a luz da lua então iluminou as duas. Ela olhava assustada para a prole de Hefesto: — Seu pai... Ele não é a única herança divina que corre em suas veias. — Tudo que a garota fez foi dar de ombros, sem entender o que o fantasma falava: — Seu coração. Ele é flamejante. Flamejante como a Iluminada. — Nenhuma daquelas palavras faziam sentindo para a ruiva que começava a ficar um pouco mais assustada com o que ela dizia: — Talvez... Talvez você possa derrotar o mau que há debaixo do castelo. Esse lugar foi construindo em um lugar maculado pela escuridão. E ela arraigou-se a cada pedra e parede. Mas o mau sempre habitou lá embaixo. É meu dever impedir que ele se espalhe. E justamente o que tenho feito nos últimos séculos. Eu não posso ir para o descanso eterno. — Explicou ela com um tom pesado.

Cautelosa observou as pinturas pelo corpo e rosto da mulher até que finalmente perguntou: — Você pertencia a uma das tribos antigas, certo? — A mulher deu um leve sorriso e se mostrou curiosa de como ela sabia daquilo: — Pertencia aos Pictos. — Cecília arqueou a sobrancelha e tudo mais fez sentido. Os Pictos não foram conquistados pelos romanos e uma das últimas tribos na Bretanha a resistir a invasões de outros povos. Aquela mulher jamais se permitiria seguir seu caminho se alguém não colocasse um fim na sua missão. A ruiva jogou o peso sobre a perna direita e colocou a mão na cintura: — Meu povo vem não só da Grécia, mas da Ilha Esmeralda também. A família de minha mãe vem de uma linhagem de druidas, que mantiveram os velhos segredos vivos geração após geração. — As palavras de Cecilia pareciam fazer algum sentido para a mulher.

A postura dela voltou a ser mais relaxada e deu um passo para trás, mas ainda parecia incomodada com o ferimento na mão: — Uma mistura exótica você. Talvez por essa razão tenha encontrado a clareira. — Cecília assentiu com a cabeça e mordiscou os lábios: — Se eu derrotar o que há lá embaixo, você pode ir para a Terra do Sempre Verão? — Perguntou quase como se já soubesse a resposta. A mulher ficou em silêncio e ponderou um pouco até que finalmente seus lábios se mexeram: — Sim. Se você conseguisse derrotar o que há lá embaixo e selar de uma vez por todas. Eu poderia ir para as Terras de Sempre Verão. — Cecília deu um sorriso maldoso e encarou a loira: — Eu vou entrar no labirinto. E vou derrotar e selar a escuridão para sempre. — Nem ela sabia de onde havia tirado toda aquela convicção para isso: — Se retornar viva e com o mau selado, eu lhe dou minha palavra. Minha passagem será feita, Guerreira dos Tuatha Dé Danann. — Aquele nome não era nenhum pouco estranho para mim. Já havia aprendido sobre ele muitas vezes: — Está feito. Tem minha palavra. Vou para o labirinto agora encontrar o seu descanso eterno. Espere por mim, irmã guerreira. — Me despedi da mulher temporariamente.

Cecília sabia que talvez tivesse encarando um desafio maior do que pudesse imaginar, mas se havia uma coisa que havia aprendido era que um espírito não deveria ficar entre os dois mundos. Tivesse ele uma missão ou não. Faria o que estivesse ao seu alcance para liberta-la, em um futuro os deuses saberiam como recompensa-la por seu heroísmo.

notas: Missão Fixa #001


Hephaestus Daughter
Iníon na Foraoise / Daughter of the Forest
Asha Blackfyre
Asha Blackfyre
Filhos de Hefesto
Idade : 16
Localização : Dál nAraidi

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Cecília Ní Chonaill Empty Re: [MF] Cecília Ní Chonaill

Mensagem por Elena C. García em Seg Out 21, 2019 11:54 am


Cecília Ní Chonaill


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 25%

Recompensa obtida: 1.200 XP – 1.200 Dracmas –  2 ossos

Comentário:

Tive a impressão que a fantasma em sua missão agiu de maneira muito receptiva à sua aproximação, um pouco diferente do que a descrição da missão pede. No entanto, acredito que essa parte ficou explicada em seu post, de modo que iso não trouxe grandes descontos. No entanto, a alternativa usada por você para resolver a missão não fez com que sua tarefa ficasse concluída de fato nesse post. Afinal, muita coisa pode acontecer e há o risco de você não retornar para livrar a alma da guardiã, então sua missão não pode ser considerada cumprida nesse post, por mais que o argumento tenha sentido no contexto apresentado. O objetivo da missão é fazer o fantasma cruzar para o reino dos mortos, razão pela qual você obteve esses descontos.
No entanto, após passar pelo Labirinto e voltar viva, você pode complementar esse post e pedir a reavaliação completa.

Atualizado por Hefesto
Elena recebe 200XP e Dracmas + 2 ossos





Elena Castillo García

Filha de Afrodite ⋆ Legado de Marte ⋆ Rainha das Amazonas
Elena C. García
Elena C. García
Rainha das Amazonas
Idade : 19

Voltar ao Topo Ir em baixo

[MF] Cecília Ní Chonaill Empty Re: [MF] Cecília Ní Chonaill

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum