The Blood of Olympus
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Los Angeles

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Los Angeles  - Página 6 Empty Re: Los Angeles

Mensagem por Leonard D. Ville em Sex Dez 15, 2017 7:41 am

C.C. e seus Porquinhos da Índia.  

Ainda era cedo quando fui chamada por uma Ninfa para comparecer à casa grande. Tinha acordado a pouco e ainda estava toda desgrenhada, quando recebi a noticia. Esfrego os olhos ainda meio sonolenta, tentando assimilar o a informação.

- Uma missão? – Pergunto, sentada em minha cama, observando a criatura quase elfica apoiada sobre a janela de meu chalé.

– É, ué, uma missão. Você é uma semideusa, sempre está em missões, não? – A ninfa parecia um tanto perdida com meu comentário. Sim, eu era uma semideusa e estava sempre em missões, enfrentando monstros e treinando para melhorar minhas habilidades e evitar de virar picadinho de monstro no futuro. Contudo, meu espanto foi está ser uma missão direcionada diretamente a mim, o que me causou certo estranhamento. – Você vai? – Pergunta a ninfa.

- Vou sim. Se o senhor D. chamou é porque deve ser algo importante. Falo, me levantando da cama de forma dengosa e meio desajeitada e me direcionando ao banheiro, onde paro na porta por um segundo antes de adentrar neste. - Só vou tomar um banho e comer alguma coisa. Já, já estou lá.

Após um banho rápido para despertar da preguiça matinal, comer alguma coisa para me alimentar e manter as energias para enfrentar minha missão e fazer minha higiene pessoal, me dirige a casa grande, onde iria encontrar Dionísio. Estava ansiosa em saber o que iria enfrentar nesta missão, mas principalmente em saber quem requisitava que logo eu a cumprisse.

Ao chegar à casa grande, me dirijo para a sala, onde comumente o Senhor D. estaria jogando xadrez com Quiron ou algum pobre sátiro que tomaria seu lugar durante as supervisões do centauro pelo acampamento. Contudo, a cena que vejo é um tanto mais engraçada. Lá estava o senhor D. com um punhado de dardos na mão e mais a sua frente, suando frio de medo, um pobre sátiro com uma latinha de coca diet equilibrada em sua cabeça.

- Vamos lá garoto, seja um caprino corajoso. Eu sou um Deus, não pretendo errar e furar um de seus olhos... Não agora. – Fala a divindade, com um dardo roxo de pena colorida em mãos, fazendo movimentos com o braço para frente e para trás, mirando a latinha sobre a cabeça do sátiro. Posso sentir no ar o clima de tensão e medo que tomava conta do pobrezinho que, de tão nervoso, nem notou minha presença antes de eu me pronunciar, chamar a atenção do senhor D. para mim lhe dando mais alguns momentos para tomar coragem.... Ou desmaiar.
–Bom dia, senhor Dionísio. O senhor mandou me chamar?- Me apresento, observando a figura do sátiro agradecendo aos deuses pelos segundos adquiridos.

- Está atrasada. Isto já tem meia hora. – Dionisio não parecia muito interessado em mim e continuava mirando a figura medrosa com a latinha na cabeça.

- Perdão pela demora. Eu tinha acabado de acordar, estava toda bagunçada e ainda nem sequer havia escovado os dentes. Preferi tomar um banho e me higienizar direitinho antes de estar na presença de um deus que merece mais do que minha cara amassada pela manhã, senhor. – Bem, isto não era uma verdade, já que, a menos que fosse um caso de vida ou morte, um ataque ou um show do Shawn Mendes no acampamento, eu não iria a lugar algum sem antes tomar um banho e dar uma escovada nos dentes. Todavia, Dionísio é um deus vaidoso e normalmente mal humorado e dar uma acariciada em seu ego, ainda mais em seu péssimo humor matinal, era quase que uma estratégia de sobrevivência. Ou eu poderia limpar a parede de escalada com lava, como punição por um atraso que sequer teve uma hora marcada para eu me apresentar.

- Hum.... – Ele vira levemente a cabeça em minha direção, arqueando a sobrancelha direita antes de lançar um dardo certeiro na latinha de coca diet em cima da cabeça do sátiro, que quase desmaia após o disparo. - Tudo bem. Isto não vai interferir em sua missão. Aqui está. – Ele então finca o punhado de dardos e um alvo pendurado em uma parede atrás dele, para então me entregar uma carta que, sei lá de onde ele tirou, aparece como mágica em suas mãos, entre o movimento de fincar os dardos e de me estender à mão já com a carta. - Aqui está. É uma missão de coleta de ingredientes. Nada muito grande.

Pego a carta em mãos. Ela possuía um fino e bem trabalhado relevo metálico de animais e plantas que pareciam se mover sobre o papel perolado, muito delicado. Ele estava lacrado com um selo de cera em tom de rosa escuro, com as iniciais C.C. prensadas sobre ele. A carta era tão bela e encantadora que quase não tive coragem de abrir. Quando finalmente rompi o lacre do selo, removi dela uma única folha de papel, tão delicado e encantador que quase parecia mágico, com animais e plantas em tom de um perolado metálico que quase pareciam se mover na estampa do papel, que julgava eu, ser apenas o efeito de luz sobre o relevo brilhoso.

“Cara Zoe
Fiquei sabendo de uma fonte próxima a ti, que possuías os conhecimentos e habilidades necessárias para me ajudar na coleta de ingredientes para o preparo de uma poção muito utilizada aqui em meu SPA Como ando muito atarefada e minhas subordinadas também estão muito ocupadas com tratamentos estéticos aqui oferecidos, gostaria que pudesse buscar o ingrediente que preciso para o preparo de minha poção. Uma dúzia de Dentes-do-Diabo.


Previamente grata, C.C.”


Havia o endereço do SPA ao fim da carta junto do que parecia uma marca de batom, como um beijo no canto inferior esquerdo, o que demonstrou, no mínimo, dedicação da tal de C.C, para me enviar a carta escrita por ela mesma e com uma marca de seu batom vermelho. Era intrigante.

- C.C.? – Me pergunto, tentando imaginar quem seria está figura que queria uma planta tão peculiar para uma de suas poções estéticas para um SPA.  

–C.C. É, tem algum tempo que não recebemos nem um pedido vindo dela. Geralmente suas subordinadas cuidam de tudo que ela precisa. –

Viro-me rapidamente para ver quem é que falava comigo, mas a julgar pela voz e pelo trotar, só poderia ser uma pessoa.

– Quiron! - É notório meu contentamento ao ver o centauro. Apesar do acampamento possuir muitos instrutores,  Quiron era, definitivamente, um dos meu favoritos. - Você conhece essa tal de C.C.? – Pergunto a ele, intrigada.  

- Sim, ela... – Tenta me contar o centauro, mas este logo é interrompido por Dionisio, que lhe lança um olhar penetrante.

- Uma conhecida. E assim como quais quer um que envie uma missão para o acampamento,  terá sua missão cumprida ou o semideus estraçalhado por um monstro por ai. Arrume suas coisas Zoe, você parte em uma hora. – Fala Dionisio, de forma direta e quase grosseira. Aparentemente ele não queria que eu soubesse quem era esta tal de CC, mas queria que eu fizesse este trabalho.

O deus então encara Quiron mais uma vez e então se volta para seu sátiro-alvo, mas nota que este não está mais ali, revirando os olhos e bufando em descontentamento com o caprino fujão.

- Então Quiron, afim de uma partida? -

O centauro observa o deus, suspira lentamente e então coloca sua mão em meu ombro, após pedir um minuto ao deus entediado.

- Você é uma garota esperta e tenho certeza que já sabe onde encontrar esta planta. Então nada de dar mole. Peque seus equipamentos e parta para lá, mas tome cuidado. Você sabe que lá não é um lugar fácil para semiduses. – Me fala o centauro, preocupado.

- Tudo bem Quiron, eu sei me cuidar. Agradeço a preocupação, mas conheço bem aquela região. - Falo, sorrindo e tentando passar um pouco de confiança ao centauro que parecia preocupado. Contudo, logo ele me retribui o sorriso, um pouco mais aliviado e confiante de que eu havia entendido o seu recado.

Me retiro da casa grande assim que o diretor do acampamento e o diretor de atividades deste se preparam para iniciar um jogo de xadrez, saindo pela porta da frente em direção ao meu chalé e pensando;

“Que tipo de pessoa será C.C.? Além de alguém que trabalha com magia, certamente, já que quer um Dente-do-Diabo. Bem, já tem muito tempo que não visito aquele lugar.”

Não demorou muito para que eu reunisse minhas coisas e as colocasse em minha mochila sem fundo, para poder partir. Minhas espadas estavam na mochila, junto às manoplas, trufas, chicote de luz e tudo mais que eu não poderia carregar no corpo, como os anéis em meu dedo, minhas pulseiras de pericia, repulso e minha gargantilha mágica. Junto a mim, Drogo, meu cão infernal, ainda filhote, se preparava para ir comigo, enchendo sua barriguinha canídea de comida e mordiscando sua bolina de brinquedo.  

Eu já estava pronta, esperando na colina do acampamento a chegada de minha carona até Los Angeles, acompanhada de Drogo. Os Dracmas já estavam em minha mão e após os lançar morro abaixo e fazer o chamado, o taxi se materializou quase que a minha frente, aparecendo em meio a uma densa fumaça cinzenta.  A carruagem da tormenta.

- Olá garotas. Poderiam me levar para casa? – Falo, assim que me sento no banco de trás, segurando Drogo sobre o meu colo.

- Garota. Te levamos até uns 500 metros dela, de lá é por sua conta. – Fala tormenta, que torce seu pescoço para trás me fitando com suas cavidades orbitais vazias.

- Tudo bem, já serve. – Comento, sorridente.

Talvez, não houvesse no mundo alguma outra pessoa que gostasse de andar no taxi das irmãs cinzentas. Acho que nem elas próprias gostavam de andar daquele jeito, contudo, para mim, aquilo era como uma montanha russa muito irada e super emocionante que durava bem mais do que os poucos minutos das montas russas comuns, as vezes.  

Cada passeio com elas era uma aventura e eu curtia cada momento. Enquanto alguns rezavam aos deuses para que aquilo acabasse rápido, eu era a única a ficar amuada ao chegar ao meu destino. Bem, apesar de eu estar voltando para “Casa”, eu não pretendia falar com minha mãe ou com meu avô, apenas pegar o que tinha que pegar ali e levar ao local indicado.

Não demorou muito para que eu fosse largada ali, em uma esquina da famosa Los Angeles, onde, mais especificamente, ficava a entrada para o lugar onde morei por quase toda minha infância antes de ir para o acampamento, o mundo inferior.

Poucos sabem disto, mas como uma prole da rainha do submundo, eu sei um pouquinho sobre tal. Todos acham que o submundo possui apenas uma entrada, mas isto não passa de um mito. A entrada para o mundo inferior pode aparecer em quais quer lugar, como no labirinto de Dédalo. Contudo, apenas os mortos, criaturas muito especiais e com passagem livre para o inferno podem os usar livremente.  Mortais, semideuses e a grande maioria dos seres vivos não divinos tem que entrar aqui por Los Angeles, onde existe uma passagem física de entrada e saída para os capôs de punição. Não é o melhor lugar para entrar, mas é o único lugar por onde normalmente dá para entrar sem estar morto.  

No entanto, digo até mesmo por mim, que Los Angeles não é nada legal para um semideus. Pensem comigo. Monstros de todas as partes do mundo são derrotados e mortos, enviados para o tártaro para reviverem e saírem novamente do inferno. E bem, por onde eles saem? Exatamente, por Los Angeles.

Algumas poucas quadras a frente, já podia ver a entrada para o “"DOA Recording Studios”, onde fica a entrada física mais conhecida do submundo. Eu já estava quase no estúdio, quando logo na entrada deste avisto uma criatura nada amistosa. Uma harpia, empoleirada sobre o outdoor do estúdio, tomando um solzinho da manhã antes de partir para seja lá onde que ela fosse. Estaria tudo certo se a criatura alada nada agradável não me visse, porém, como na vida de um semideus nada é fácil, ainda mais para um legado que possui um cheio de petisco de monstro ainda mais forte do que um semideus comum, sou farejada por um bando de esqueletos que se aproxima de mim pelas minhas costas.

Eu poderia ter sido uma presa fácil para eles, já que estava me preocupando em me esconder da harpia, mas Drogo os notou chegando e com latidos agressivos, se colocou de fronte a eles, em minha defesa Ao todo são cinco esqueletos. Todos sem armaduras e com três deles segurando velhas e enferrujadas espadas, com os outros dois com lanças em suas mãos. Normalmente, esqueletos só são afetados por magia, contudo, ferro estigeo também os afetam, desta vez, dando um verdadeiro fim a suas existências.

Rapidamente, levo minha destra as costas, mais especificamente em minha mochila sem fundo, para desta remover minha Espada Primaveril, um presente que me foi dado por minha mãe quando deixei o submundo sozinha e teria de enfrentar os perigos de Los Angeles, até chegar ao acampamento. Minha espada de metal negro, adornada com entalhes florais e um cabo de folhas era especialmente encantada por minha mãe e possuía um incrível poder contra criaturas do submundo e algumas mas outras a mais.

Apenas a visão de minha espada já assusta os esqueletos, mas, buscando um pouco de coragem e seja lá em que lugar daquelas ossadas, eles possuam isto, ou talvez sendo apenas burrice, um deles tenta me atacar com sua lança, em uma estocada direta avançando em minha direção. Não é preciso muito para que eu desvie pela esquerda da criatura, usando minha lâmina para aparar a sua arma e girando meu corpo por trás do esqueleto, lhe aplicando uma cotovelada na nuca que faz seu crânio cair rolando no chão, em seguida de um golpe lateral com minha espada bem na altura de suas costelas, destroçando a criatura em pedaços e espalhando seus ossos pelo chão, antes destes virarem cinzas e serem levados pelo vento.

O primeiro esqueleto foi facilmente derrotado, mas os outros não parecem ter ficado muito contentes com isto  e em conjunto, avançam em minha direção. Drogo, agitado, se atraca na perna de um dos esqueletos, o segundo esqueleto com a lança e com uma mordida forte e movimentos rápidos movendo sua cabeça raivosamente, arranca a perna da criatura a fazendo cair e a fazendo derrubar sua lança, para então saltar sobre ela e lhe atacar com toda a sua fúria de um canídeo de porte médio.

Os outros três vinham em minha direção, armados com suas espadas e com movimentos e ataques nada sincronizados. Para mim, uma prole de Perséfone e criada no submundo, o treino com esqueletos era rotina, o que tornava estes pobres desajeitados um desafio extremamente fácil de se enfrentar. Com graciosidade, desvio de suas espadas gingando meu corpo para a direita, golpeando a cabeça de um dos esqueletos com minha espada, partindo seu crânio em pedaços que se desfizeram em cinzas antes de golpear o braço dominante da espada do outro com uma estocada de minha arma. O Esqueleto sem cabeça ficou tentando me golpear com sua espada completamente sem foco e desajeitado, já que estava sem sua cabeça, enquanto o sem braço tentava pegar com o braço esquerdo, sua espada do chão.

O terceiro esqueleto parecia um pouco mais forte do que os outros dois e consegue desviar para o lado esquerdo, quando tento dar uma estocada em seu corpo. Aproveitando a brecha, ele tenta me golpear pela lateral, aplicando um golpe de cima a baixo com sua espada, mas é então derrubado por Drogo, que passa correndo com o braço do esqueleto em sua boca, acertando a perna de meu oponente com o membro ósseo arrancado de seu companheiro. Aproveito o momento para, com um salto, aplicar um golpe descendente com minha espada, partindo o esqueleto agora caído no chão, ao meio. A criatura se desfaz em cinzas após eu a ter golpeado, causando um pouco de pânico aos outros dois, já amputados.

Normalmente um esqueleto já teria se reconstruído a partir das migalhas de seus ossos, mas graças a minha espada primaveril, isto não aconteceu. Aturdidos e assustados, ambos correm tentando fugir de mim. Aquele se braço sota a arma recém recuperada no chão e corre em direção oposta a minha, enquanto o decapitado corre em círculos até se chocar contra um poste de luz e despedaçar seu corpo ósseo de forma cômica. Eu começo a rir da cena, mas drogo se anima e corre em direção a criatura, afanando um dos ossos de sua perna, um tíbia, talvez, para degustar no caminho para o submundo, eu imagino.

- Vamos garoto, ainda temos trabalho a fazer. – Falo para meu cão infernal, meu companheiro desde que eu sai do submundo, que me acompanha faceiro com seu osso na boca enquanto cruzamos a rua até os estúdios DOA.

Tento tomar cuidado para não ser avistado pela harpia anteriormente empoleirada no outdoor, mas ela já havia sumido. Imagino eu que ela foi seguir seu rumo e atazanar a vida de outro semideus,  enquanto eu seguiria o meu, rumo ao inferno.

Após passar por umas pessoas ali andando, enquanto eu fazia cara de rica e poderosa passeando com o meu Lulu da Pomerania que andava alegre ao meu lado carregando um enorme osso na boca, tentando me passar por uma famosa de Hollywood, adentro no estúdio e após um bocado andando por salas e corredores escuros e aparentemente assombrado, chega na parte que eu desejava.

“Cuidado, perigo à frente. “

“Entrada apenas para funcionários autorizados. “

“Seguranças armados guardam este local. “

Três anúncios nada animadores ficavam fixados em placas ao longo do corredor, anunciando aos humanos para que não se aproximassem do local. Mais a frente ao fim do corredor, duas figuras masculinas, um negro e um latino, altos e largos como armários, usando pontos eletrônicos no ouvido, óculos escuros, carecas e com ternos negro de braços cruzados na lateral da porta guardavam a entrada que dizia; “Sala de Edição”

- E ai rapazes, tudo certinho? – Falo, me aproximando da porta.

- A senhorita tem permissão para entrar aqui? – Me pergunta de forma firme e empostando sua voz já naturalmente grossa, o latino.

- Éeeer, não sei. Vim fazer uma visitinha pra mamãe. – Blefo.

- Sem autorização, sem entrada.- Fala o negro, de forma rude e seca.

- Au, au! –

Drogo late para ele, irritado, entrando em uma posição de combate.

- Relaxa Drogo, os rapazes aqui vão me deixar passar, ou será que devo enviar uma mensagem de Iris pra mamãe e dizer que os dois armários não querem me deixar passar, a fazendo ficar me esperando? – Falo, de maneira irônica, quase sarcástica.

A dupla então se entreolhar, mas se mantém firme a minha frente, até que uma terceira voz se aproxima de mim, pelas minhas costas.

- Hey, Zoe, o que faz aqui? – Uma figura já aparentando ter uma certa idade, magra e de expressão quase nula, olhar misterioso  e trajando um terno italiano risca de giz que aparentemente era caríssimo, se aproxima.

- Hey, tio Caronte. Que bom o ver. To precisando de uma carona pro outro lado, resolver uns assuntos, mas os grandões aqui não querem me deixar passar. – Explico, já com certa intimidade com o barqueiro. Bem, muitos adolescentes ricos possuem choferes de muitos tipos, pagos por seus pais para os levarem para passear de carro. Já deu dava uma voltinha na barca de Caronte, cruzando o Estige e o Aqueronte, sempre que conseguia dar um fugidinha do palácio.

- Você sabe que não deveria estar por aqui. A chefia te expulsou, lembra? – Relembra o barqueiro, que me ajudou a atravessar pela ultimas vez o estige, naquela vez fazendo o caminha inverso, me levando do lado dos mortos, para o lado dos vivos.

- Eu sei, mas agora eu sou uma campista e tenho missões a cumprir. O senhor Dionísio me mandou pra cá e se eu voltar pra lá sem nem um resultado, vou estar bem ferrada. – Explico, dramatizando um pouco as coisas.

Caronte fita os dois guardas com seus olhos de orbitas fixas e indecifráveis, mas estes logo entendem o recado e abrem a porta que dá entrada ao submundo.

– Brigadinha. – Brinco, falando aos guardas após passar pela porta, seguida de Drogos e de Caronte.

–É para irmos até a onde, Zoe? – Pergunta o barqueiro, que assim que atravessou a porta, teve seus finos trajes italianos transformados em um manto negro como a noite e sua face antes visível, se ocultou no capuz da veste fúnebre, deixando apenas um breu indecifrável e tenebroso representando a visão de sua face.

- Não vou atravessar. Vou só até o leito do estige. Tenho que Pegar uns Dentes-do-diabo. Tenho que levar alguns comigo. Explico, enquanto caminhamos até o leito.

- Bem, fico feliz de saber que você não vai atravessar. Assim não serei culpado quando o chefe descobrir que você esteve aqui. - Fala o barqueiro, com sua tenebrosa e cadavérica voz.

- Valeu por me ajudar. Aqui, pegue. – Entrego na mão de Caronte um punhado de dracmas* que rito de minha mochila, como pagamento por um ultimo favor que lhe pedirei. - Poderia dizer a minha mãe que estou bem? Ela não precisa se preocupar. Sei que como todo deus, eles são proibidos de manter muito contato com seus filhos, então está tudo bem. Vou me virar bem no acampamento. - Peço ao barqueiro.

Sem nada falar, ele toma em suas mãos os dracmas que lhe dei e então parte com sua gôndola, indo em direção ao outro lado do estige e cantando uma melancólica e já esquecida música fúnebre.

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Instantes depois, eu já estava no leito do rio, colhendo não uma, mas duas dúzias de Dente-do -diabo, uma espécie de flor que possui uma plumagem negra no lugar de pétalas, semelhantes ao Dentes-de-Leão do mundo humano, mas que só crescem no leito do rio estige. Reza a lenda de que sejam os resquícios de lamentos de almas condenadas a pagar seu pecados nos campos de punição do inferno, mas desesperadas, tentam encurtar sua pena e se afogar no rio estige, onde acabam se juntando as águas malditas deste e passam uma eternidade de agonia e sofrimento, sufocando e se afogando eternamente no rio, sofrendo os remorsos de seus pecados em vida. Apesar da história, é uma planta muito útil em poções e encantamentos que tenham relação com a alma e em geral podem até servir de alimento para criaturas do submundo, mas é extremamente venenoso para mortais, mesmo as proles dos deuses do inferno ou aqueles abençoados por eles como os ceifadores de Thanatos.

Minha coleta já estava quase finalizada. Já havia pego mais do que o dobro de dentes-do-diabo que eu precisava, quando, com uma sequência desesperadas de latidos, Drogo me alerta do perigo.

Atrás de mim, com quase 5 metros de comprimento, pinças que tinham um metro cada uma e uma calda que deveria ter uns 7 metros de comprimento, estava um escorpião gigantesco com sua carapaça em um tom entre roxo e negro, com veneno pingando em gotas de sua calda que balançava eufórica em empalar alguém.  Era um terrível escorpião do tártaro, uma temível criatura do submundo que possuía um ferrão mortal. Seu veneno é tão forte que faria a picada de um escorpião negro parecer bálsamo em perto da dele, além de alucinógena e deixar o alvo morrer entorpecido e delirando.

A criatura se aproxima de mim de forma lenta, enquanto de forma mais lenta ainda, tento colocar os dentes-do-diabo que eu havia colhido em minha mochila e sacar minha espada primaveril. Respiro fundo ao notar a criatura, que mesmo sendo um ser do submundo e eu tendo muitas vantagens contra tal graças a minha espada, um único golpe seu poderia ser mortal contra mim.

A criatura vem em minha direção, me analisando através de seu sentido sísmico, mas a agitação e latidos de Drogo a incomodam. Meu filhote de cão infernal é alvo da primeira investida de eu ferrão, que eu prontamente me coloco defensivamente na frente dele para bloqueá-lo com minha espada. A força da criatura é tamanha que sua investida passa por meu bloqueio quase que raspando por minha cabeça, desviada por minha lâmina, que não foi de todo inútil. Rapidamente, golpeio com um corte de cima para baixo, erguendo o máximo possível meus braços par apegar impulso, a calda da criatura, que ganha um talho que  vaza gosma azulada e fétida, mas nada que realmente impossibilite a criatura de, defensivamente, me jogar para longe empurrando o corpo de sua calda contra mim.

Saio rolando pelo chão e caio a menos de um metro do Estige, o que é um enorme perigo, já que quais quer mortal que nele mergulhar, será morto. Mesmo que seja o mais forte de todos. Respiro fundo buscando forças para me levantar depois do golpe que recebi, mas a criatura vinha em minha direção, rapidamente pisoteando o solo negro com suas seis patas ágeis. Encurralada e temendo ser jogada no estige, faço a única coisa que vem em minha cabeça.  

Em minha mão se concentra uma espécie de energia negra que crepita por meu braço esquerdo, estalando como eletricidade até que, em um movimento de minha mão, a lançando a frente, a dispaandoo contra a criatura. Um relâmpago negro é disparado de mim até meu alvo, que atingido, tem alguns espasmos enquanto uma fumaça fétida subia do ponto onde o relâmpago acertou e penetrou em sua carapaça. Aproveitando o momento de confusão da criatura,  aponto minha espada contra o escorpião  e invoco três plantas carnívoras que brotam, duas ao lado da criatura, segurando e mordendo suas pinças e uma terceira, atrás dela, que se agarra com uma mordida em seu rabo, lhe prendendo, temporariamente.

A dor das mordidas desperta o escorpião do torpor elétrico momentâneo, mas as plantas mantém sua calda e suas pinças firmes, ainda as mordiscando. Tomada pela adrenalina do momento e aproveitando que a criatura estava imobilizada, salto sobre ela com minha espada negra, a cravando como uma estaca sobre a ferida aberta em sua casca anteriormente rompida pelo relâmpago negro, fincando minha lâmina quase que inteira em seu corpo e a torcendo, fazendo uma gosma azul escorrer dela. Ela se debate por um instante, mas depois de um tempo para de se mover, enfim morta. Respiro aliviada, já que consegui derrotar a criatura, mas fico imaginando o que ela estaria fazendo tão longe do tártaro.

Eu já havia colhido as flores e já poderia partir, mas fazer o caminho para fora do tártaro novamente e chamar as irmãs cinzentas para me levar ao SPA daria muito trabalho e poderia me proporcionar mais um encontro desagradável com alguma criatura querendo um petisco de semideus. Assim sendo, manipulo minha energia e crio duas pérolas encantadas, uma para mim e uma para Dorgo.

- Vem garoto. – Falo para ele, flexionando um pouco as pernas e fazendo gestos para que ele saltasse no meu colo, como ele o fez, para então pensar no endereço escrito na carta que C.C. havia me enviado e jogar as pérolas ao chão, as pisando com força para que se partissem. Rapidamente, uma bolha de tom esverdeado se formou ao redor de mim, me englobando em si e então começando a flutuar, partindo magicamente do submundo para a porta de um SPA em Nova York.


O lugar era enorme. Um verdadeiro SPA. Contudo, geralmente achei que SPAS fossem como casas de campo ou lugares do gênero, longe de tudo para que as pessoas pudessem fazer tratamentos e dietas longe de tentações. Assim que entro, sou atendida na recepção por uma jovem, muito bonita e muito bem arrumada, com uma maquiagem impecável e o que parecia um fio de ouro, trançando seus sedosos cabelos cor de mel.

- Boa tarde, SPA das Feiticeiras, sou Irélia, no que eu poderia lhe ajudar? – Se apresenta à jovem, de forma gentil e atenciosa.

- Éeer, vim entregar uma encomenda para a senhora C.C. – Explico, um pouco sem jeito. Não sabia se ela era uma humana ou uma semideusa como eu, o que poderia causar um estranhamento se ela não fosse mesmo alguém do mundo mágico.

- Ah, sim. Lady C.C. irá lhe atender. Poderia me acompanhar, por gentileza? – Fala a moça, que após apertar um botão no interfone em sua mesa e anunciar minha chegada, me guia pelo SPA com diversas salas e ambientes com várias mulheres mais maduras e jovens, humanas ou criaturas mágicas, fazendo tratamentos, conversando ou comendo em uma das várias mesas de frutas, legumes e alimentos litgh que eu vi pelo caminho.

Após uns minutos de caminhada que me fazem pensar que, caramba, como aquele lugar era grande, chegamos a um comprido corredor com uma porta ao fundo e aqueles clássicos avisos de; “Não entre”, “Entrada Restrita” , “Apenas funcionários” e tudo o mais que me fez notar que eu seria levada para um lugar um pouco mais distante que Nova York. Porém, foi ao atravessar a porta que eu fiquei realmente espantada, boquiaberta.

Após minha travessia, sou levada para um lugar realmente enorme, talvez até maior que o acampamento meio sangue, eu diria. Aquilo sim era um SPA enorme. Uma ilha inteira, bem equipada e com instalações de luxo que continham dezenas de garotas e algumas criaturas mágicas ali.

Em minha direção, uma mulher esbelta, de pele clara e aparentemente tão macia quanto pêssego vinha em minha direção, trajando um vestido vermelho com bordados de flores douradas que pareciam se mexer e cabelos negros e bem arrumados que pareciam estar sempre sendo movimentados pelo vento, mas sem desarrumar nem um único fio do lugar. Aquela deveria ser a tal de C.C.

- Obrigada, Irélia. – Agradece C.C. à jovem que me acompanhou, com um tom delicado e muito gentil em sua voz, cativando meus ouvidos.

Viro-me para agradecer a Irélia por ter me levado até ali, mas quando a olho, noto que ela não era uma jovem comum.  Pele alva e marcada como mármore branco, seus cabelos outrora tom de mel, agora eram flamas sobre sua cabeça. Sua face agora era monstruosa e possuía enormes presas, assim como suas mãos com enormes garras metálicas. Junto aos seus olhos, que flamejavam em suas cavidades, as pernas da criatura, uma de bronze e outra como um casco de carneiro, eram os detalhe que mais me surpreendiam. Ela era uma Empousai. Apesar de nunca ter visto uma pessoalmente, conhecia suas características das aulas sobre monstros que tive no acampamento. Além de serem criaturas que usavam ilusões e seduziam seus alvos, uma coisa que as marcavam era a quem elas serviam, em geral Hecate e Circe, as deusas da magia e feitiçaria.

- Prazer, Zoe. Sou C.C. sua “Contratante”, se podemos chamar assim. – Fala C.C., sentando-se em uma cadeira de vime, forrada com algo extremamente macio que eu não reconheci e seda colorida.

- Circe, não é? – Pergunto, me sentando ao lado dela na outra cadeira.

- Sim, Circe. Bem, vejo que você voltou bem da sua viagem a terra natal, se é que podemos chamar aquele lugar assim. – Fala a deusa, me fitando de cima a baixo.

- Sim, estou bem, mas foi por pouco. – Falo, levando minha mão as costas e pegando em minha mochila sem fundo os dentros-do-diabo que eu colhi, chamados assim por só nascerem no inferno.

- Que bom, estava precisando delas. – Circe então toma as flores em mãos e magicamente em meio a uma chama roxa, invoca um vaso de cristal com água, no qual ela coloca as flores que logo somem, junto ao vaso. - Estive acompanhando sua missão. Achei bem interessantes as escolhas que fez. Apesar da ajudinha que teve do barqueiro, se virou bem contra o escorpião. Teve coragem e conseguiu pensar rapidamente, usando suas habilidades. -

- Você estava me espionando? – Interrompo, um pouco inquieta e quase assustada.

– Não diria bem espionar. Estava conferindo como estava a missão que encomendei para ver se tudo sairia como o esperado, ou se eu mandaria alguém para lhe ajudar. – Explica a Deusa, cama e relaxada.

Isto me deixa um pouco mais calma, pois eu realmente poderia acabar precisando de ajuda se eu tivesse sido picada pelo escorpião do Tartaro, mas felizmente, não precisei.

- Obrigada, eu acho. – Respondo, ainda um pouco desconfortável com a situação. Apesar da deusa estar sendo gentil e de eu estar falando diretamente com uma deusa frente a frente, assim como eu falaria como uma amiga, sentia que algo a mais estava no ar. Algo que eu ainda não sabia e que era sobre mim, mas eu estava prestes a ficar sabendo.

- Bem, pequena. Você não foi escolhida para esta missão por um acaso, como você deve ter percebido. – Com um sorriso de concordância, revelo que sim. - Isto foi, na verdade, um teste para suas habilidades. Não apenas força, mas também personalidade, jeito, inteligência e tudo mais que me agrada em uma garota empoderada e única, como você. A questão é, sua mãe, Perséfone, esteve preocupada com você desde que vocês saiu do submundo. Conversando com ela em uma das reuniões no Olimpo que, raramente vou, me interessei pelo que ela falou de você. De como você desafiou seu avô e foi expulsa do submundo e outras coisas que não vem ao caso agora. –

As palavras de Circe ecoavam na minha mente várias e varias vezes enquanto eu a ouvia. Saber que minha mãe estava preocupada comigo era algo quase doloroso, pois ela não tinha culpa de minha saída do submundo, mas estava sofrendo com isto. Bem, ao menos sofria tanto quanto uma deusa se permitia sofrer por um mortal, já que ela não se colocou a desafiar Hades diretamente em relação a isto. Mas, isto era algo que, nem mesmo ela poderia fazer e eu sabia disto.

–Vocês esteve ocupada, me analisando, não é? – Brinco, tentando quebrar um pouco do clima sério e desconfortável que estava se formando, ao menos para mim.

- É, você é bastante perspicaz. Eu gosto disto. Eu sei que você anda bastante perdida e sozinha desde que saiu do submundo e mesmo estando no acampamento, ainda não encontrou seu lugar plenamente entre eles. - C.C. tenta me explicar seu ponto e em meio a suas palavras, se levanta e me estende uma mão. - Minha proposta é simples. Junte-se a mim, seja uma de minhas feiticeiras. Nós, mulheres, temos que nos unir, nos mantermos firmes e juntas, para não sucumbirmos como quaisquer homens fracos por ai. Você tem potencial, é esperta e corajosa e tem o que é preciso para ser uma grande feiticeira.

Após uns segundos, me levanto para não deixar a deusa falando em pé enquanto eu estava sentada, em sinal de respeito. Todavia, confesso, muito interessada em sua proposta.  Circe então me toma pelas mãos e se aproxima de mim, me olhando nos olhos e finalizando seu discurso para me convencer.

- Venha, pequena. Sangue mágico corre em suas veias e isto representa sua busca por liberdade e poder. Eu posso lhe dar esta força para superar as adversidades e não precisar de mais ninguém, não se submeter a mais nem um homem que lhe levante a mão  como seu avô o fez, nem depender de nem um deles para ser a garota poderosa que está em seu interior. Venha, se junte a nossa irmandade. Seja uma com nós, uma irmã feiticeira. – Fala Circe, em tom dramático, quase chorosa, entoando um discurso épico digno dos palcos da Broadway.

Apesar do discurso piegas e exageradamente dramático, fico animada com a proposta que meche comigo, me fazendo me sentir querida em algum lugar. Eu não precisaria mais tentar encontrar meu lugar no mundo, pois ele já havia me encontrado. E sim, eu poderia evoluir, me tornar forte e melhorar minhas habilidades, elevar meus poderes e me tornar poderosa o suficiente para não precisar depender de mais ninguém além de minhas novas irmãs feiticeiras.

- Sim, eu aceito, C.C. – Falo, animada e quase chorosa. Apesar do discurso melodramático, o sentimento de me sentir aceita em algum lugar e de me encontrar novamente, após minha expulsão do meu lar, o submundo, tomou conta de mim e me deixou emotiva e sensível.

Crice me tomou em um abraço animado e fogos de artifício com formas de bichos que voavam, corriam e galopavam pelos céus explodiram no horizonte. A Deusa parecia estar realmente emocionada comigo aceitando seu pedido e eu podia sentir sua alegria emanando dela para mim.

- Nossa, eu fico muito emocionada de encontrar uma nova feiticeira. Ainda mais uma com tantas qualidades como você. – Fala a deusa, se acalmando e se recompondo. - Bem, por fim, o juramento. Basta repetir; Eu, daí vocês diz seu nome, juro solenemente me unir, me entregar e servir a causa da Feiticeiras, ser leal e fiel a minha deusa Circe e a irmandade e abdicar dos homens enquanto eu viver. – Recita Circe.

- Por que abdicar aos homens? – Pergunto, curiosa.

–Homens são fracos, machistas e usam de força bruta para tentar nos dominar. São como animais selvagens e idiotas que só seguem seus instintos mais primitivos e seus egos super inflados. Além disto, somos uma irmandade, não aceitamos homens entre nós. Explica a deusa, em um discurso bem feminista, no qual eu me identifico.

- Mas é preciso odiá-los, nunca mais ter contato com um homem e tudo mais? – Pergunto, novamente curiosa.

- Não. Não precisa exagerar. Não somos amazonas primitivas para odiar todos os homens e querer todos eles mortos. Eu até gosto deles, acho eles fofos, por isto os transformo em porquinhos da índia, o que demonstra sua verdadeira natureza animalesca e selvagem, mas de uma forma fofa e adorável. Basta não os trazer para a ilha, nem para os SPAS, nem se entregar a nem um deles ou algo do gênero. Em resumo, se liberte dos homens. -

Confesso que achei a confissão de Circe sobre transformar homens em porquinhos da índia um tanto quanto bizarra, mas de certa forma fofa. Ela era completamente avessa a eles e deveria ter seus motivos para tal. Se até agora, Zeus ou algum outro deus não havia a punido ou ao menos brigado por causa disto, então acho que não tinha problemas.

- Tudo bem. Sem problemas para mim. - Falo, e após todas as duvidas sanadas. [/b]-Eu, Zoe Ehlert Nordberg, juro solenemente me unir, me entregar e servir a causa da Feiticeiras, ser leal e fiel a minha deusa Circe e a irmandade e abdicar dos homens enquanto eu viver.-[/b] Recito o juramento e de imediato sinto minhas energias mudarem. Era como se eu estivesse me sentindo mais poderosa, mais livre, mais mágica.

- Aaaah, que alegria. Temos que comemorar. Um dia de SPA para você relaxar e curtir após sua difícil missão. – Comunica Circe, após um gritinho animado.

Pelo resto do dia, fiz vários tratamentos de beleza, massagens, lipo isto ou lipo aquilo, tratamentos com maquinas modernas ou mágicos e vários banhos de imersão. Ao fim do dia eu já estava completamente relaxada, tranquila e mais bela do que nunca estive. A túnica de seda que me deram para vestir caiu como uma luva em mim e o penteado com fios de ouro emoldurou meu rosto de forma perfeita. Eu estava me sentindo calma, relaxada, feliz e mais linda do que nunca me senti.  Eu já havia conversado com Circe sobre continuar no acampamento ao invés de me juntar a ilha com ela e ela prontamente concordou comigo. Eu deveria treinar, evoluir como campista e como semideusa e quando estivesse pronta, deveria me juntar a feiticeiras, na ilha. Até lá, eu poderia ir para a ilha sempre que eu quisesse e fosse preciso e que um portal sempre estaria a minha disposição para tal.


Participação Especial - Drogo, o Cão Infernal

Itens.:
• Espírito ancestral [Gargantilha feita de prata com um pingente em forma de ampulheta. | Quando o semideus tiver a mente tomada por ilusões de um inimigo, o espírito é ativo, toma a mente do semideus e a limpa até deixá-la clara novamente. (Só pode ser usado uma única vez por evento/luta, ou missão.) | Prata, vidro e areia mágica. | Sem espaço para gemas. | Affa. | Status 100%, sem danos. | Lendário. | Os três fantasmas: Passado, Presente e Futuro (Evento)]

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].

10x Trufa do Amor – Tem formado de coração e licor de morango como recheio, ao consumir a trufa o semideus pode recuperar até 100 HP. (Ao consumir, some do perfil)

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]
• Espada Primaveril [Espada grande, porém leve, pode ser empunhada com uma única mão. Possui runas desenhadas por toda a lâmina, que tem uma aparência enegrecida e brilha levemente em tons de roxo | Efeito 1: Uma arma poderosa e encantada pela própria deusa da primavera. É uma arma mortal para monstros ligados a natureza, terra, estações ou ao submundo, causando 250% de dano extra nestes monstros. Em outros monstros, seu dano é normal para seu material. | É dotada de magia da natureza, podendo fazer quais quer planta crescer com um toque de sua lamina no solo (Mesmo arvores inteiras crescem em segundos.) e eleva o efeito e danos de habilidades que envolvam plantas, magia da natureza ou monstros acima citados em 25% | Ferro estígio | Sem espaço para Gemas | Beta | Status 100%, sem danos |  Mágico | Presente de Persefone]

Energy [Aparenta ser apenas um tubo transparente, com cerca de 60 cm de altura, e 30 de largura, não apresentando ter nada especial até ser ativado, é literalmente, algo sem graça, ao ser ativado contudo, é que a magia acontece. Pode ser dobrado, pois o material presente nele permite ser molda-lo com certa facilidade, o que também o impede de ser quebrado facilmente | Eletrodos de Grafeno | Foi magicamente encantado, quando ativado o bastão faz crescer sobre a ponta um chicote de luz avermelhada, que solta faíscas da ponta, com cerca de 3 metro de altura, podendo ser usado para enroscar, partir, cortar ou queimar seus inimigos com mais facilidade. A energia do chicote (MP), pode ser convertida em HP para o seu portador, isso acontece quando o chicote atinge seu oponente, e o dano retirado de seu inimigo, é convertido em HP para você. Contudo, apenas metade desse HP é transferido para o seu personagem | Não apresenta espaço para gemas | Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágico | Bingo Olimpiano ]

• Repulso – [Um relógio de pulso cheio de detalhes e escritos em runa, que brilham quando seu poder é ativado | Quando uma magia é lançada contra o portador desse relógio, esse se ativa automaticamente, cria um escudo invisível ao redor do portador (aquele que estiver usando) e rebate a magia contra quem a lançou. O efeito, no entanto, só dura dois turnos, depois o relógio entra em espera por outros dois turnos inteiros. | Raro | Alfa | 100% sem danos | Épico |   Festival das estações. ]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia com Escudos em +50%, provocando um dano de +30% | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia com Lanças em +50%, provocando um dano de +30% | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados]

♂ Wrath [Espada longa, com cerca de um metro de comprimento e largura consideravelmente grande. É tão afiada que um mero toque é capaz de causar ferimentos, possuindo setenta centímetros da ponta à base. Abaixo da base, a guarda da arma é o entalhe da cabeça de um javali, feita em ferro e com dois rubis em seus olhos, aparentemente foscos e apagados. O punho é feito de madeira, e seu design permite que a espada seja segurada com uma ou duas mãos – embora a força exigida seja bem maior caso seja empunhada com apenas uma. | Madeira e bronze celestial | Quando o dono da espada entra em combate, as joias do javali começam a brilhar em um tom intenso de vermelho. Sempre que a espada causa dano em um inimigo, ela suga parte da vida retirada – 25% - e passa para o portador, caso este esteja ferido, restaurando assim parte da sua vida | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Comum | Presente de Samanta Sink]

♂ Vampire [Manopla única de armadura, que protege os dedos, mãos e antebraço do usuário (não acompanha outras peças de armadura). Possui um desgin baseada na dos cavaleiros medievais, embora alterada para que os dedos se assemelhem a garras - podem ser usados para ataque, em último caso | Ferro | . Quando utilizadas, seu portador pode utilizar a HP no lugar da MP para utilizar poderes ativos. O gasto ainda será o mesmo, mas será descontado na vida, e não na energia. Não é um efeito obrigatório, ativado apenas se o usuário desejar | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Presente de Samanta Sink]

Passivas de Hades:
Nível 1
Nome do poder: Respiração subterrânea
Descrição: Respirar em locais de baixa pressão e em locais subterrâneos e fechados é o mesmo que respirar ao ar livre para os filhos de Hades/Plutão, eles não são afetados por locais assim, e chegam a se sentir tão bem quanto ao ar livre, se não melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado por locais fechados, cavernas, ou locais com pressão baixa.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 3
Nome do poder: Cura Sombria I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão ao serem atingidos por sombras podem recuperar parte de sua energia instantemente. As sombras sempre foram aliadas das proles do deus da morte, e agora também servem como forma de regeneração. Nesse nível, apenas pequenas feridas se fecham – como cortes supérfluos – e parte da energia é restaurada. (Só poder ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão tem facilidade em lidar com espadas, mesmo nunca tendo manejado uma. A arma sempre se adapta as mãos da prole do rei do inferno, e acaba atacando de forma natural, mesmo que ainda tenha dificuldade de lidar com ela nesse nível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Passivas de Perséfone:

Nível 2
Nome do poder: Botânico
Descrição: Por sua mãe ser a deusa das flores, e da estação primaveril, o semideus consegue distinguir as diferenças entre uma flor e outra, seja pelo perfume, o formato, ou qualquer coisa. Ele sempre saber que flor é, e caso ela tenha algum efeito, veneno, gás, ou apresente perigo, também saberá identifica-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Saberá sobre as flores, e propriedades da mesma.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Respiração
Descrição: Os filhos da deusa do submundo não tem dificuldade de respirar em locais com pressão baixa, e herdam essa característica de sua mãe. Assim sendo, lugares fechados, ou abaixo da terra, não o incomodam, seria o mesmo que respirar ao ar livre.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sua respiração não se afeta em locais fechados, cavernas baixas, ou locais como o mundo inferior, muito abaixo da superfície.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Olhar Infernal
Descrição: Os filhos da deusa do submundo não tem os olhos afetados pela noite, e podem enxergar tão bem no escuro, quanto no claro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderão enxergar perfeitamente no escuro, desde que a escuridão não esteja envolvida pela magica de alguém.
Dano: Nenhum


Nível 13
Nome do poder: Pericia com Espadas II
Descrição: O semideus se desenvolveu conforme o esperado, ele sempre teve facilidade em lidar com espadas, mas agora, já consegue executar movimentos mais precisos, e os erros se tornaram menores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio de espadas.
Dano: +15% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.

Nível 20
Nome do poder: Esquiva I
Descrição: O semideus é mais ágil do que a maioria dos campistas, e aprende a se esquivar mais naturalmente, sendo veloz, e bastante escorregadio. Isso permite que em batalha, frente a frente com o inimigo, ele ganhe certa facilidade em defender e escapar de golpes de armas diretas contra si.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de esquiva e velocidade
Dano: Nenhum

Nível 22
Nome do poder: Cura Noturna II
Descrição: Agora a noite te deixa ainda mais forte, e feridas mais fundas viram cortes leves, enquanto as feridas superficiais desaparecem por completo. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 25 HP e 25 MP
Dano: Nenhum

Ativos de Perséfone:
Nível 14
Nome do poder: Eletricidade Escura II
Descrição: Seu poder aumentou e o efeito causado pelos pequenos raios que você consegue gerar também. Agora eles causam um desconforto maior e palpitação em quem for atingido.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP
Extra: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Perolas Perdidas
Descrição: Sua mãe espalhou diversas perolas pelo mundo dos humanos, essas, são capazes de tirar uma pessoa do inferno num piscar de olhos. É uma maneira segura de sair sem ser pego. Tais perolas, tem uma aparência esverdeada e única, e para usa-las, basta pisar sobre elas e imaginar o lugar para onde deseja ir. Os filhos da deusa, conseguem conjurar, recriar, ou invocar tais perolas, para ajudá-lo em uma fuga rápida do inferno, ou dá-las de presente aos seus amigos.
Gasto de Mp: 30 MP (por perola).
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Permitem uma fuga rápida para o local que você desejar ir, incluindo, sair do submundo.

Nível 22
Nome do poder: Plantas Carnívoras I
Descrição: O semideus consegue invocar até 3 plantas carnívoras, de tamanho mediano ao redor do inimigo, uma de cada lado de seu corpo, e uma logo atrás desse, sobre o solo (impendente do local). Essas flores têm dentinhos deveras afiadas, e estão famintas, além de ataca-lo com mordidas, causarão um estrago considerável, grudando os dentes sobre o mesmo, e não soltando até que sumam de campo.
Gasto de Mp: 15 MP (por planta invocada)
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20 HP (por mordida da flor)
Extra: Permanecem em campo por um único turno.



;You’re slurring all your words;



PS: considerar ambas passivas de cura para recuperar HP e MP, além de descontar 200 Dracmas para Caronte e 20 para as irmãs cinzentas.


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Leonard D. Ville
Leonard D. Ville
Sem grupo
Sem grupo

Idade : 20
Localização : Acampamento MeioSangue

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Mensagem por Lola Kim em Dom Jun 17, 2018 6:46 pm

그 망할 엉망이야.¹
That fucking mess¹

Lola estava no jardim, olhava seu avô com um sorriso singelo enquanto regava as plantas. Gostava do verão. Era sempre tão quente e o sol beijava sua pele com uma doçura que, para ela, era quase inexplicável.

Mexia na terra com cuidado, inalando o perfume das margaridas que estavam logo ao lado. Seu avô mantinha aquele jardim desde antes do nascimento de sua mãe. E Amelia, por sua vez, cuidara dele por muitos anos antes de acabar envolvida com o deus do submundo.

Era junho. Lola completaria dezoito em menos de um mês e só conseguia pensar em como agosto seria um mês sombrio. Cinco anos sem a mulher que lhe dera a luz e lhe protegera com unhas e dentes da crueldade de sua avó. Desde que fora ajudar no acampamento romano, Lola se via cada vez mais distante dos deuses e dos meio-sangues. Treinava sempre que possível e buscava apenas sobreviver. Estudava em casa e mantinha-se amiga de pessoas do lar de idosos no qual era voluntária.

Senhores de idade abandonados eram sempre muito gentis e carinhosos. Se apegavam fácil. E facilmente Lola podia roubar-lhes o restante da vida que tinham para continuar a sobreviver. Olhou para a rosa negra que começava a aparece na palma de sua mão. Talvez estivesse na hora dela começar a preparar um novo buquê.

A senhora Harzen gostava muito de lírios.



It begins Eclipse
In the shaded shadows where you and I meet
Lola Kim
Lola Kim
Imortais
Imortais


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Mensagem por Dido Wainwright em Ter Set 04, 2018 8:02 am






Blue ain't your color
Looks good on that neon buzzin' on the wall
Quando o semideus conseguiu forças para andar, ele jogou-se de joelhos em uma poça d'água e bebeu o que tinha ali. Era sujo e com um gosto ruim, mas ainda assim, devia dar ao organismo o mínimo de líquido para se fortalecer. Assim que sua sede finalmente foi saciada, Seal ergueu-se e encarou novamente o lugar onde estava.  

O letreiro de Hollywood. Estava exatamente no pé da letra em que se dava a entrada para o reino dos mortos, lugar onde o filho de Poseidon passara os últimos quatro anos. A sensação de sentir qualquer coisa além de amargura, mesmo que fosse fome e sede, agraciava o meio-sangue. Ainda assim, Wainwright escutava as vozes eternas ao redor, como se os seres do submundo o chamassem de volta.

Uma esfera de luz roxa formou-se alguns metros a frente, chamando a atenção do mestiço. Era um sinal, ele raciocinou aquilo sem pestanejar e o seguiu, temendo ser alvo de algum monstro ou deus que soubesse de sua nova existência. À medida que caminhava naquela direção, a esfera tomava o próprio caminho, como se quisesse ser seguida. No momento, Seal nem mesmo supôs que poderia se tratar de uma armadilha, mas o pequeno sinal roxo atravessou a grade que protegia o letreiro e a derreteu, abrindo espaço para que o semideus saísse de lá.

E assim ele o fez, seguiu a esfera embaixo da chuva, torcendo para que não esbarrasse em nenhum mundano. Estava sem roupas e sujo de terra, além de uma aparência frágil. Quando o meio-sangue aproximou-se de um beco próximo a um bairro de casas nos arredores do letreiro, ele sentiu o corpo fraquejar e as costas cair contra a parede. Ficou ali, pressionando a barriga, já que sentia inúmeras dores.
Kyra
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Mensagem por Gideon Cox em Qui Set 06, 2018 3:20 am

Deceiver of fools
Os passos apressados ecoavam em meio à noite chuvosa conforme Gideon passava pelas poças d'água. Nyx havia sido clara quanto ao que ele tinha de fazer: encontrar aquele que retornara à vida. Sem necessidade para instruções mais específicas, ou medo de ser atacado devido ao seu perfume disfarçante, o semideus se jogou pelas ruas de Los Angeles em busca de seu alvo.

De beco em beco, o demônio vasculhou até o mais escuro dos cantos na esperança de encontrar quem quer que fosse sua missão. Não tinha ideia se sua matrona estava atrás de um semideus, mortal ou talvez até mesmo um monstro. Tampouco se importava. Em sua cabeça, o discurso da causa era redigido inúmeras vezes em modos diferentes. Todos eles envolviam abusar do charme e manipulação intrínsecos para conseguir o que queria.

Mas quando seus olhos o encontraram, tudo, ironicamente, foi por água abaixo.

Desnudo em meio à chuva e frio noturnos, um rapaz de pele clara e aparência adoecida jazia caído contra uma parede de um beco. Cox pôde notar que sua respiração estava afetada. Além disso, a mão que ele pressionava contra a barriga indicava o maior ponto de dor. Aquele não poderia ser ele, pensou. Era tão... fraco, tão... frágil. Como se o simples sopro da morte fosse capaz de o varrer da Terra.

Antes que pudesse julgar-lhe como errado, a voz em sua cabeça confirmou que aquele era sim seu alvo. Um suspiro de decepção escapou por entre os lábios do semideus que, todo coberto de roupas pretas, mais parecia um membro de uma gangue de motoqueiros fora da lei. Não havia erro, apesar do desapontamento. Movido pelo dever de salvar aquela vida e cumprir seu papel, Gideon se ajoelhou em frente ao outro e o observou.

Você tá ferido — afirmou ao encostar levemente a mão no rosto do desconhecido. — Não se preocupe, ela me enviou para te ajudar — sorriu de maneira amigável, abusando de toda sua aura pacífica e atraente para evitar alarmar o ferido.

Habilidades Passivas - Filho de Eros:
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum



vitu
Gideon Cox
Gideon Cox
Sem grupo
Sem grupo


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Mensagem por Dido Wainwright em Sex Set 21, 2018 2:24 am

HEADABOVEWATER
As dores pareciam insuportáveis demais para se aguentar. Seal sentia sua pele esfriar cada vez mais por conta do clima gélido da noite. Desnudo então, era pior para seu corpo se manter aquecido. Aquele provavelmente seria seu fim, julgou. Alguém o tinha tirado do além para o sujeitar àquele tipo de situação revoltante.

E então ele apareceu.

O filho de Poseidon automaticamente entrou na defensiva, mas o máximo que pôde fazer foi agarrar as pernas à frente do tronco. Sem roupas, sem itens e, principalmente, sem forças não era capaz de resistir nem mesmo a um mero mortal. Contudo, para sua surpresa, o rapaz de pé no beco parecia ter sido enviado em seu auxílio.

Ofegante e hesitante, Wainwright permitiu que o estranho tocasse seu rosto, de tão impressionado com sua beleza e carisma. O toque suave e quente foi agradável e revigorante. Seal acabou fechando os olhos por um instante, como se estivesse em transe com o contato humano.

Se aquele era seu enviado divino, a que este tinha ido ali? Antes que pudesse tentar questionar isso, ainda de olhos fechados, sentiu uma respiração quente próxima ao seu rosto. Quando abriu as pálpebras, percebeu já tarde demais a aproximação do outro.

Um beijo inesperado e intenso, como aquela noite estava sendo. O semideus apenas manteve a boca aberta, enquanto sentia sua vitalidade literalmente voltar aos poucos. Sua pele foi ganhando cor, a dor sumindo e o frio passando. Aquele era o beijo da vida, em todos os sentidos que isso podia ter.
 
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Filhos de Poseidon


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Mensagem por Gideon Cox em Sex Set 21, 2018 2:55 am

I'MWITHYOU
Gideon sabia que aquela era a maneira mais eficaz e rápida de revitalizar o rapaz, mas tinha uma pitada de interesse no ato. Uma porção de luxúria que acompanhava os filhos de Eros ainda que estes tentassem evitá-la.

Como se sente? — questionou, ao fim do ato.

Encarando diretamente, ele avaliou o corpo desprotegido do outro com afinco. De dentro da mochila que carregava, tirou uma muda de roupa simples e jogou para o jovem.

Vista, vai ajudar com o frio — disse, ao se afastar um pouco.

Sem dar privacidade ou se virar para outro lado, Giddy fitou o rapaz à sua frente capturando com boa memória cada canto de seu corpo. Ao fim da ação, ele entregou a mochila.

Tem biscoito aí dentro, pode aliviar a fome — enfim se virou para encarar a rua deserta.

Apesar de incerto sobre o escolhido, tinha sentido algo de diferente vindo deste. Era como se o rapaz dos olhos azuis como os mares escondesse algo, ou talvez alguém. Sua aura não era pura ou inocente, muito pelo contrário.

Restava descobrir do que se tratava aquilo.
 
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Mensagem por Dido Wainwright em Sex Set 21, 2018 3:40 am

HEADABOVEWATER
Seal não pronunciou uma única palavra, mesmo após o beijo ou o fato de que teve de se vestir na frente do desconhecido. Não estava mais tão fraco quanto antes, porém ainda persistia no processo de recuperação pós-trauma.

Esfomeado, suas mãos tatearam o interior da mochila em busca de comida e se depararam com doritos. O sabor de um alimento, mesmo que nada natural, foi como uma dádiva única. O garoto saboreou os biscoitos sabor cheddar de olhos fechados e de maneira apressada.

Sem nem ao menos terminar de comer, ele teve de apressar o passo para seguir o estranho pelas ruas de Los Angeles. Aquela metrópole ainda lhe conhecida, mas a sensação de que algo estava diferente era alarmante.

Pouco a pouco a luz solar começou a bater na Terra, anunciando o início do dia. O legado de Aurora naturalmente gostou da sensação de amanhecer, ainda que seus olhos doessem por conta da iluminação tanto natural quanto das luzes ainda acesas.

As ruas deram lugar à orla e em poucos minutos os dois se aproximaram do parque de diversões próximo à praia. Wainwright se impressionou com o local mais por ter esquecido como era viver, já que a aparência não era das melhores e ele estava fechado.

Quem é você? — o meio-sangue enfim se pronunciou, quando pisaram no píer de madeira.

 
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Mensagem por Gideon Cox em Sex Set 21, 2018 3:54 am

I'MWITHYOU
Ciente de que parar em um lugar era perigoso para dois semideuses, o demônio guiou a dupla em direção a um local mais público e fácil de se "dar um perdido". O parque abria no primeiro horário do dia e, considerando que era um sábado, as pessoas apareceriam tão depressa quanto.

Me chamo Zero — respondeu, surpreso ao ouvir a voz de seu protegido.

Os dois esperaram na fila por cerca de quarenta minutos até que a atração abrisse e as primeiras pessoas entrassem. Durante esse tempo, nenhuma palavra foi trocada entre eles. Gideon estava ocupado demais se preocupando com os arredores para pensar em algo, enquanto o outro esfomeado devorava os três pacotes de doritos sozinho.

Dentro do parque, os semideuses acabaram se sentando em uma mini montanha-russa para conversar. Pelo pouco número de pessoas e tamanho do brinquedo, não havia muito barulho além da lataria na pista.

Não é divertido? Eu não ia em um desses há um tempão — compartilhou com seu companheiro, genuinamente entretido com as subidas e descidas. O rosto inexpressivo como resposta do meio-sangue sentado ao lado matou o clima de diversão.

Minha matrona me mandou para te receber, ela precisa de você — falou do nada, durante a maior subida do brinquedo.
 
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Mensagem por Dido Wainwright em Sab Set 22, 2018 5:00 pm

HEADABOVEWATER
Apesar da premissa divertida do encontro, o filho de Poseidon em nada estava se divertindo ali. Um pouco perdido ainda e com uma forte dor de cabeça, tudo o que ele conseguia pensar era na sua morte.

Rancoroso como só, Seal ainda se lembrava muito bem do exato momento em que a vida sumira de seu corpo. E então, depois dela, o pós-morte e mais depois ainda o renascer. Aqueles não eram seus planos, mas talvez os de alguém acima dele.

Quem é sua matrona? — questionou, quando pararam em uma barraquinha para comer algodão doce.

O clima quente da manhã fazia bem ao legado de Aurora, contudo a sensação de estar indevidamente ali não sumia. O renascido não conseguia se acalmar, então mesmo fingindo estar tranquilo vez ou outra olhava atravessado para alguém passando.
 
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Mensagem por Gideon Cox em Sab Set 22, 2018 5:40 pm

I'MWITHYOU
O interesse repentino do rapaz deixou o demônio animado. Nyx sabia muito bem escolher seus seguidores, então ter duvido inicialmente de sua escolha se mostrou um erro. Ponto para a deusa, novamente.

A Noite — disse, encarando o outro diretamente nos olhos.

Gideon estava encantado com a beleza de sua missão, mas não apenas pelo seu exterior. Ele conseguia sentir a angústia, amargura e revolta que circulavam o coração do semideus. Aquilo o encantava na maneira mais perturbadora possível.

Chronos falhou — disparou enquanto comia o doce rosa — e logo depois dele Gaia também cometeu o mesmo erro — sorriu, divertido em relembrar aquelas informações.
 
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