The Blood of Olympus
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Los Angeles

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Re: Los Angeles

Mensagem por Phobos em Sab 4 Abr 2015 - 16:00


Depois de tanto tempo desprezando o amor e o afeto em todas as suas formas possíveis, era difícil pra mim aceitar que de fato eu estava apaixonado, ainda mais por uma semideusa. Enquanto olhava dentro daqueles olhos, eu podia sentir toda a mescla de confusão, desejo e vários outros sentimentos, todos misturados dentro da filha de Eros. Se eu ligava? Claro que não. O que eu queria naquele momento era tê-la em meus braços, sem pensar em quanto tempo duraria.

Dei um selinho nos lábios da garota, sorrindo de forma maliciosa enquanto sussurrava baixinho pra ela, sem tirar os olhos dos olhos dela: - Acho que eu vou gostar se você "aproveitar" a situação.
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Re: Los Angeles

Mensagem por Mia Lefebvre Martinez em Sex 10 Abr 2015 - 14:05











Paixão e Mistério..


O maior equívoco do homem é acreditar que para ser feliz precisa ter o mundo aos seus pés.


O selinho breve dele deixara os lábios da jovem formigando e ela prendeu os olhos azuis topázio nos dele tão claros, ele era lindo era obvio e totalmente desejável, mas ela não lhe daria assim tudo de bandeja, ou que ele pegasse ou que a deixasse partir- Ah você vai sim- Ela provocou mordiscando o lóbulo da orelha do deus do medo se ajeitando melhor sobre o colo dele. As mãos da jovem subiram pela pele do deus, o peito por baixo da camisa e ela retirou a peça do corpo dele admirando o corpo esculpido por alguns minutos antes de continuar, um sorriso discreto se formando em seus lábios enquanto seu dedo descia pela pele dele apenas testando a temperatura, era quente, macia, forte, e ela estava adorando tudo aquilo.

Jogou os cabelos para o lado explorando o peitoral dele com beijos, os lábios tocando cada centímetro de pele exposta a medida que suas mãos avançavam pelas costas tocando os pontos chaves de tenção dele fazendo círculos com os dedos até subir novamente tomando-lhe os lábios em um beijo profundo deixando a língua brincar com a boca do deus para por fim afastar-se, levantando do colo dele ajeitando a roupa amassada e caminhando de volta para cama- Decidi agora que estou cansada- Disse jogando-se na cama com a bunda para cima e abraçando o travesseiro para fechar os olhos- Boa noite- Era apenas um jogo afinal, e ela não cederia a ele a não ser que fosse tentada, mas o provocaria com todas as suas armas até ele ceder e liberta-la.


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Re: Los Angeles

Mensagem por Phobos em Qua 17 Jun 2015 - 21:37


Enquanto a semideusa beijava cada parte do meu corpo aos poucos, causando arrepios e me fazendo fechar os olhos com um sorriso de prazer, deixei que minha mente vagasse livremente pela sala. Meu corpo ainda estava ali, sendo beijado por ela, mas eu conseguia ver tudo como se na verdade estivesse observando a cena de pé. O corpo perfeito dela se contorcendo devagar, cada pequeno movimento dela era uma obra de arte aos meus olhos. Eu não a deixaria ir embora.

E então os beijos acabaram, e eu estava de volta ao meu corpo, vendo ela se distanciar de mim. Uma sensação de desespero e urgência se apoderaram de mim, fazendo-me levantar quase que instintivamente do sofá para tentar segui-la. Me segurei no último instante para não usar da velocidade para alcançá-la. Seria certo forçar ela a satisfazer os meus desejos? Ela tentaria ir embora se eu a magoasse, e eu não queria isso novamente. Abaixando a cabeça, sentei no braço do sofá, de frente para o quarto, olhando e admirando o corpo da jovem semideusa deitada, com um sorriso. Eu não podia deixar ela ir embora. Meu diamante no meio de pedras brutas e sem graça.

Ela seria minha.
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Re: Los Angeles

Mensagem por Mia Lefebvre Martinez em Qua 17 Jun 2015 - 21:48











Paixão e Mistério..


O maior equívoco do homem é acreditar que para ser feliz precisa ter o mundo aos seus pés.


Não saberia dizer quantos dias se passaram naquele quarto, o tempo perdia-se quando estavam juntos, mas algo mudara durante aqueles ínfimos dias. Mia já não era mais a mesma, era notável, desde a primeira noite em que estivera com ele, a historia da bela e da fera se concretizando. Enquanto a princesa da França era a graça, beleza e o amor. O deus do medo era seu oposto, teimoso, arrogante, poderoso, dentre outras coisas que sobrepujavam sua personalidade. Ele era intenso, e a deixava com as pernas bambas até no mais simples toque em sua pele. A filha de Eros jamais saberia dizer o que acontecera com ela, era a filha do deus da paixão e fora pega pelas flechas do cupido, o que comprovava que nem mesmo seus filhos estavam livres de tal magia. Muito pelo contrario, eles eram suas melhores vitimas. Um suspiro baixo escapou dos lábios da loira ao se remexer sobre a cama, já não era mais dona de si, de seu corpo e suas vontades, tudo dela pertencia de certa forma ao deus do medo, estava perdida já sabia, mas se fosse em seus braços aceitaria o castigo de bom grado.


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Re: Los Angeles

Mensagem por Phobos em Qua 17 Jun 2015 - 22:11


Abri os olhos assim que o sol se erguia no horizonte, Apolo fazia seu trabalho, sua carruagem cruzava o céu anunciando um novo dia. Eu já tinha parado de me importar com dias e horas e o tempo em si. Nada daquilo era importante. O que era realmente importante era ver como a luz do sol iluminava o cabelo dourado de Mia e os fazia brilhar de um jeito singular. Devagar para não acordar a garota, puxei seu corpo mais pra perto do meu, sentindo o contato da minha pele contra a dela com um sorriso e beijando a cabeça dela carinhosamente. Eu podia passar uma eternidade abraçado com ela. Podia ficar eras sentindo o cheiro dela, sentindo o calor do corpo dela junto ao meu. Calmamente, me levantei da cama e fui até a janela, olhando lá pra baixo para ver os humanos andando para um lado e para o outro.

E no meio deles, um grupo de mulheres brilhava de um jeito diferente, olhando diretamente para a janela que eu estava. Pisquei uma vez, curioso, e de repente não eram mais mulheres. A névoa tinha ido embora para mim. Dracaenas. Quatro delas. Pra mim seria fácil lidar com elas, mas não queria chamar atenção para Mia. Tínhamos ficado muito tempo parados num lugar só. Era hora de viajar outra vez.

-----

Algumas horas depois, percebi movimento no quarto. Mia se levantava e ia até o banheiro. Dei um pequeno sorriso e voltei a observar o mundo pela sacada. As dracaenas não entrariam no prédio ainda, não tinham certeza do que esperar. Depois que a semideusa saiu do banheiro, andei até ela e a abracei pela cintura, dando um longo selinho nela.

- Bom dia. Que bom que acordou... - Coloquei uma mecha do cabelo dela atrás da sua orelha. - Eu estive pensando, e sinceramente... Cansei desse lugar chato e sem graça. Acho que está na hora de viajarmos um pouco. Por isso, coloque algumas das roupas que eu peguei na mochila e me encontre aqui fora de novo. - Antes que ela pudesse perguntar, deixei que meu dedo indicador encostasse na boca dela calmamente. - Sem perguntas. Prometo que você vai gostar.

Depois de algum tempo olhando o tempo lá fora, Mia veio andando até a sacada, vestida daquela forma tão singular dela, mas que a deixava completamente deslumbrante.

- Você está linda. - Comentei, a abraçando outra vez. - Agora... Fecha os olhos...

Assim que ela fez o que tinha pedido, deixei que as sombras engolissem nossos corpos, focando claramente na imagem do local que eu queria estar. Logo estaríamos provavelmente no lugar que Mia tanto queria ver novamente.

Próxima parada: Torre Eiffel.
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Re: Los Angeles

Mensagem por Mia Lefebvre Martinez em Sab 4 Jul 2015 - 18:39











Paixão e Mistério..


O maior equívoco do homem é acreditar que para ser feliz precisa ter o mundo aos seus pés.


Um bocejo escapa de seus lábios enquanto tateia a cama em busca do amado, o estranho era que o colchão estava frio na parte que deveria encontrar seu corpo. Abriu os olhos piscando repetidas vezes para clarear a mente então se espreguiçou antes de levantar ajeitando a camisa sobre o corpo. Caminhou apressada para o banheiro a fim de realizar a higiene matinal, o que não demorou muito a acontecer. Ao sair deu de cara com o deus do medo, que não demorou a se aproximar abraçando sua cintura e a beijando- Bom dia- Sorriu a princesa ao passar os braços entorno de seu pescoço. No momento que abriu a boca para lhe responder, no entanto, fora calada, o que fez a loira estreitar os olhos em direção ao deus. Suspirou baixo aceitando a oferta brevemente ainda assim, e pôs-se a arrumar as coisas rapidamente deixando o quarto para trás- Então onde vamos?- Questionou o abraçando, foi a ultima coisa que viu antes de desaparecer.


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Re: Los Angeles

Mensagem por Kang Pipper em Dom 25 Dez 2016 - 14:38

Missão
Os fios escuros sacolejavam de um lado a outro com mínimo soprar provocado pelos ventos, apontando em diversas direções e – por vezes tentando adentrar nos olhos castanhos escuros da menina, sendo ocasionalmente capaz de dificultar a sua visão, caso ela estivesse com os olhos abertos e, ainda que suas orbes não estivessem ocultadas pelas pálpebras, ela não se importaria. Na verdade tudo o que Pipper queria no momento era sentir a brisa morna acariciando a sua pele, o som dos carros passando em conjunto ao vento e o gosto adocicado do nescau que bebericava – apenas mais uma tentativa de tentar se esquecer dos problemas que estavam lhe ocorrendo.

Ela suspirou fundo, aspirando o cheiro de pneu queimado e sentindo a cabeça latejar ainda mais.

Tudo havia começado quando a mãe de Laurence, um amigo de longa data e também um semideus, pediu que ele fosse até a Califórnia, para buscar alguns parentes que pretendiam passar o resto das férias em Orangevalle – onde Laurence morava e para onde a família de Pipper estava se mudando. E, consequentemente, o filho de Apolo havia a arrastado junto, alegando que não sobreviveria nem um minuto perto da sua tia se estivesse sozinho.

Ela havia acordado cedo naquele dia, afinal tinha criado o habito de levantar antes das sete para ajudar a empacotar alguns objetos e, em seguida, ir para a aula de hapkido. Porém antes que a asiática pudesse pôr os pês para fora da cama acabou notando um par de olhos azuis observando, quase meticulosamente, seus movimentos, foi nesse momento que ela soube que estava encrencada. Terrivelmente encrencada.

Obviamente Laurence a seguiu durante a manhã inteira, insistindo que a adolescente o acompanhasse, alegando coisas absurdas e em determinado ponto a asiática cedeu, quase a ponto de expulsar o amigo da sua casa a pontapés. E, após Pipper trocar o turno no café onde trabalhava e cumpri-lo, ela entrou no carro do filho de Apolo com certo receio.

E, depois de quase quatro horas sendo espremida contra caixas – já que obviamente era Laurence quem carregaria as tralhas da mudança, Pipper estava definitivamente cansada. A gritaria na viagem não tinha sido a pior parte dela e, com certeza, aquilo tinha sido uma coisa, no mínimo, traumatizante. Eles haviam juntado todo o dinheiro que possuíam – o que não era muito – e abastecido o carro, que estava prestes a morrer e por isso consumia mais gasolina do que o necessário. E, durante as poucas paradas para abastecer, eles quase haviam perdido o carro e fugido de uma senhora nada simpática que ameaçou de chamar a polícia por não escutar direito o que diziam.

E, como se nada daquilo fosse o suficiente, o carro havia parado de funcionar há pouco mais de uma hora.

Os olhos dela se abriram e em conjunto os dedos se moveram ao longo do rosto, pousando sobre as orbes recém abertas, impossibilitando que a pouca luz solar presente naquele horário machucasse os olhos acostumados na escuridão das pálpebras. Um suspiro abandonou os lábios da morena quase automaticamente. Não tardou que o corpo da semideusa viesse a se sentar sobre o capô do carro, ainda bebericando o nescau que havia comprado na estrada. Laurence havia ido buscar ajuda em algum posto próximo e ela havia ficado para tentar tomar conta do carro – mesmo que Pipper duvidada que alguém fosse tentar roubar aquela lataria.

A adolescente tornou a fechar os olhos, sentindo os dedos formigarem. Estava sentindo aquelas coisas estranhas desde que havia deixado o acampamento e, nos últimos dias, estava se sentindo estressada e observada, como se estivesse exposta a alguém ruim, a deixando suscetível a variações repentinas de humor. Ela definitivamente odiava aquela sensação.

Pipper deixou a cabeça se recostar no para-brisas, apoiando os pés no capô para evitar que acabasse escorregando. Faltava alguns minutos para que a noite chegasse por completo, ela suspeitava. Talvez já fosse sete da noite, talvez ainda seis. Novamente ela suspirou e abriu os olhos, terminando o nescau e observando a silhueta conhecida de Laurence. Se Pipper estivesse tendo um dia melhor possivelmente ela correria até o loiro.

- Não tem nenhum posto próximo... – Laurence murmurou, assim que aproximou o suficiente, largando o corpo no capô, ao lado dela.

E, ambos mergulharam num silencio quase absoluto enquanto observavam o céu totalmente escurecido. Eles quase haviam brigado por culpa do mal humor repentino da asiática e Laurence suspeitava Pipper estava prestes a chorar e pedir desculpas, não que ele estivesse realmente chateado por conta das cortadas da amiga, afinal seria insensível não entender que as pessoas simplesmente têm dias ruins.

- Lau... – Pipper sussurrou, abraçando o amigo repentinamente. – Desculpa, eu estou tão estressada... Você não é chato!

- Claro que não sou chato, sou um cara incrível, bonitão, legal e poxa... Eu sou perfeito, cara. – Ele falou, devolvendo o abraço da amiga e a puxando para levantar. – Nós precisamos sair daqui, está ficando tarde e é perigoso ficarmos aqui.

Pipper concordou e assistiu o loiro trancar o carro e se certificar que ninguém roubaria nada. E, logo após, ambos passaram a caminhar pelo acostamento, quase gratos por terem achado uma lanterna velha no meio das caixas da mudança. Eles haviam combinado que tentariam chegar na Califórnia a pé e, de alguma forma, chegariam até os parentes mortais do filho de Apolo e logo pela manhã resgatariam o carro e seguiriam para Orangevalle.

- Espero que não apareça nenhum monstro sabe... – Pipper comentou, pensando se ela conseguiria servir de lanterna caso a que eles tinham parasse de funcionar, algo como usar poderes relacionados à noite e as estrelhas.

Há algum tempo a adolescente havia visto na arena um semideus, filho de Nyx, literalmente emitir uma luz forte, quase cegando todos ao redor e Pipper se perguntava se ela era capaz de fazer aquilo, ainda que nunca tivesse tentado de fato. Ela esperava que sim, mesmo que nunca houvesse testado a dimensão dos seus poderes ou sequer ter ciência se os possuía. Afinal ela havia escutado de Laurence que uma meia-irmã havia desenvolvido certa fobia e nunca mais tinha conseguido usar nenhum poder. Pipper não sabia como aquilo funcionava, só esperava que ela fosse capaz de brilhar também.

- Duvido que um monstro venha parar aqui, no meio do nada. Cara, se eu fosse um monstro eu iria ficar o dia todo na entrada do acampamento...

Laurence continuou divagando sobre monstros e Pipper nem se esforçou para fingir que estava ouvindo e prestando atenção, as vezes o loiro era simplesmente muito idiota. Com um suspiro ela passou a mão pela barriga, que já estava roncando pela fome, afinal a sua única refeição havia sido aquele nescau vagabundo. E o pior era que eles não tinham noção alguma de quanto tempo demorariam para chegar até a alguma cidade.

E, quase como se estivesse prevendo o futuro, após alguns bons minutos caminhando, já era possível vislumbrar alguns pontos luminosos preenchendo o horizonte.

-  Wooow! Finalmente cara, achei que passaríamos a noite aqui. – Laurence quase gritou e saiu correndo, fazendo com a luz emitida pela lanterna tremulasse, não dando outras opções para a semideusa a não ser segui-lo.

-X-

Perdidos, eles estavam terrivelmente perdidos.

Pipper observou a quantidade absurda de pessoas que preenchiam as ruas, como se estivessem em algum tipo de festa a céu-aberto – o que era plausível diante da época do ano –, todos exprimidos naquelas ruelas imundas. Ela e Laurence estavam quase colados, para não acabarem se perdendo, e lutavam para atravessar a multidão, sem sequer saber para onde estavam indo. Após alcançar a cidade os semideuses obviamente fizeram algo imprudente ao simplesmente caminhar pelas ruas aleatoriamente, como se conhecessem a Califórnia tão bem quanto conheciam Orangevalle.

Era mais do que obvio que dificilmente eles conseguiriam sair daquele lugar e encontrar os parentes do filho de Apolo. Pipper virou o rosto para murmurar algo para Laurence, porém antes que pudesse o fazer fora impactada brutalmente até um beco em forma de arco, dedilhando o chão feito de pedregulhos irregulares, deixando Laurence pra trás sem querer.

Mal educados! – Ela praguejou, mas o som era em demasia abafado para os outros ouvirem.

Pipper levantou, tentando tirar a sujeira da calça jeans de lavagem clara e, por fim, notou que Laurence havia ficado para trás. Sem pensar duas vezes a menina se pôs nas pontas dos pés, tentando achar a cabeleira morena do amigo, não tardando a gritar o nome do filho de Apolo. E, enfim, ela sentiu o pânico crescer ao notar que não encontraria o amigo em meio à multidão. A morena sequer sabia o endereço dos tios de Laurence.

E, o desespero e medo só pareciam aumentar, à medida que Pipper percebia que demoraria pelo menos vinte anos para achar o filho de Apolo, caso resolvesse se juntar novamente a massa de pessoas que se moviam sem parar. Ela sentia uma vontade absurda de se sentar no chão e imundo e chorar até amanhecer, se culpando por ter se separado de Laurence, porém ela se obrigou a continuar, mesmo sem o amigo, após dar uma boa olhada no beco onde fora empurrada. Era um lugar inóspito e provavelmente não visitado por pessoas sem segundas intenções. E, notavelmente apenas ébrios e pessoas de procedência duvidosa estavam sentados num tipo de bar, onde bebericavam em copos envidraçados, contendo líquidos de coloração dourada. E ao analisar por seus olhos e seus notáveis comportamentos alterados: estavam bêbados. Pipper quase correu para longe, se sentindo idiota por estar indo na direção contraria a do amigo.

Ela sentiu calafrios ao passar por mais arcos, onde homens mal-encarados estavam recostados, com copos na mão e encarando as pessoas que transitavam. Mas a coisa só piorou quando algo a jogou no piso, novamente.

Ei, olha por onde anda! – gritou a silhueta em tom imperativo.

E foi só a partir daí que vislumbrou a figura icônica: cabelos castanhos que caiam milimetricamente numa franja sobre a testa e olhos castanhos gélidos.

D-desculpe. Mas você me empurrou! – exclamou, com a voz vacilante ao notar mais outras duas garotas.

Pff! Obviamente você que surgiu no meu caminho, idiota! – A adolescente esboçou um sorriso de pura superioridade, olhando para Pipper, jogada no chão quase a zombar da imagem que a filha de Nyx lhe passava.

Uma perdedora na certa.

A asiática se ergueu quase com raiva, nunca havia sido insultada de uma forma tão... Ridícula. Tocando na própria espada de um modo quase automático, não notando quando o olhar das três garotas se fixaram no objeto e, logo depois, passaram a analisá-la por completo.

- Acho que cometi um erro. – Novamente a garota se pronunciou, balbuciando e mexendo nos fios castanhos como se nada estivesse errado.

- Não ligue pra ela, é só um dia ruim, certo?! – Uma das garotas se pronunciou antes que Pipper pudesse esboçar alguma reação, olhando para a outra de uma forma quase ameaçadora. – Nós somos semideusas também... Não se preocupe, não vamos te fazer mal.

- Nós somos Emma, Zoe e Ruby. – Emma falou, apontando para cada uma delas e exibindo um sorriso quase acolhedor e Pipper quase simpatizou com ela, quase.

E, quase que por obrigação, Pipper cumprimentou todas e não tardou que ambas estivessem caminhando pelas ruelas, conversando sobre coisas triviais. A asiática descobriu que Emma era filha de Atena, Zoe de Ares e Ruby era filha de Tânatos e todas as três decidiram que não iriam mais para o acampamento. E, por motivos óbvios, a filha de Nyx não havia questionado o motivo para elas não quererem ir para o único local onde poderiam se manter a salvo. Uma das coisas que ela havia aprendido era a não irritar semideuses e ela não sabia se ser intrometida acabaria irritando uma das garotas.

- Pipper! – Emma a repreendeu quando ela falou algo bobo, assim que chegaram a uma espécie de beco sem saída, ainda que fosse largo demais e possuísse algumas portas solitárias, porém mais iluminado do o restante das ruas por onde haviam passaram.

A filha de Nyx deu ombros, com um sorriso nos lábios. Ela havia contado as garotas que havia se perdido de um amigo, filho de Apolo e as meninas tinham prometido que tentariam encontrá-lo junto com ela, fazendo com que Pipper se livrasse de boa parte das desconfianças que havia nutrido. Afinal os filhos dos Deuses nunca haviam se mostrado ruins para ela, então talvez ela pudesse confiar em qualquer semideus que encontrasse.

- Eu quero que você se junte a nós, sabe. – Zoe comentou, se apoiando na parede e Pipper quase sorriu, afinal já estava com as garotas de certa forma.

- Ah... – Emma murmurou, adquirindo uma expressão seria quase automaticamente. – Você sabe... Nós somos superiores a todos esses mortais, nós somos metade deuses, possuímos poderes e coisas que eles nunca iriam imaginar... Você sabe...

Ela comentou como se aquilo não fosse nada, como se tudo que havia acabado de falar fosse comum... Pipper sentiu o estômago embrulhar, não escondendo a careta de nojo em mescla a surpresa que sentia. Ela sentiu o coração pesar, afinal havia cogitado a hipótese de confiar naquelas pessoas.

- Vamos lá querida, no fundo você concorda com a gente, todos concordam! Essa coisa de ser politicamente correto... É a pior desculpa que já vi. Bem, nós matamos mortais que são, digamos, inconvenientes... Sabe?! Nós esperamos que você se junte a nossa pequena facção.

- Desculpa... Eu não mato pessoas inocentes, quer dizer, eu não mato pessoas e nós não somos superiores... – Pipper balbuciou, dando alguns passos pra trás, suspeitando que não deixariam ela ir tão facilmente.

- Esse tipo de semideus... – A morena fez um som falso, como se estivesse vomitando. – O que vocês acham de darmos uma lição nela?

E, antes que Pipper pudesse tentar escapar, Zoe sacou a espada que estava descansando ao lado de sua cintura e passou a língua sobre os lábios ressecados como se estivesse esperando por aquilo há muito tempo. A filha de Ares encarou Pipper como se estivesse chamando-a para a batalha e, felizmente, a asiática notou que nenhuma das demais garotas parecia a fim de interromper a luta de Zoe – que obviamente parecia pretender derrotá-la sozinha.

Sem delongas, Pipper sacou a própria espada, quase nervosamente e nem percebendo quando assumiu a típica posição que havia aprendido após alguns fracassos na arena do acampamento. A Ghost estava erguida, sendo envolvida por um punho firme – ainda que, por dentro, uma avalanche de emoções dominasse a filha de Nyx. Logo quando havia empunhado uma espada pela primeira vez haviam lhe alertado que dentro do acampamento ninguém iria feri-la muito, mas fora... Era um grande vale tudo, não existiam regras e muito menos punições, apenas o estado e as leis e Pipper suspeitava que essas últimas entidades não assustassem tanto assim aquele trio.

A garota avançou, urrando, com a total certeza que ninguém iria escutá-la, brandindo a espada fortemente e, a única coisa que Pipper consegui fazer foi desviar, saltando para o lado e quase se batendo na lata de lixo.

As garotas riram, em zombaria, e Pipper simplesmente fingiu que não estava escutando-as pronta para desviar de mais outro golpe, que não tardou a vir. Zoe estava tentando encurralá-la, fazendo com que Pipper desviasse de seus golpes aparentemente violentos demais, tentando levar a filha de Nyx até a parede, onde possivelmente desferiria o golpe final e, quase contrariando o desejo da filha de Ares, Pipper deixou com que as espadas se cruzassem em pleno ar, gerando o costumeiro barulho de ferro de chocando e enviando ondas de choque pelo braço da semideusa diante da força necessária para parar aquele golpe. Elas se encararam por um breve segundo, antes que Pipper a chutasse para longe, testando um golpe que havia visto na arena.

Zoe tropeçou, não conseguindo evitar a queda e encarando Pipper com raiva por trás dos olhos marejando. A garota levantou, não parando para pensar antes de tentar atacar a asiática. Dessa vez ela urrava a cada golpe desferido. Pipper lembrou-se, com certo pesar, o que sempre lhe diziam: ela sempre usava ou somente o corpo ou somente a espada e, numa luta, ambos deveriam ser um só. E Zoe parecia usar somente a espada, como se a lâmina fosse todo o seu corpo.

Pipper brandiu a espada assim que desviou de um golpe cheio de raiva, deixando alguns fios de cabelo pra trás. A prole de Nyx avançou contra a menina que parecia surpresa e tentou fazer com que a espada de Zoe acabasse indo pelos ares, o que, infelizmente, deu muito errado, já que Pipper havia usado força demais.

A asiática observou quase em pânico dois dos dedos da filha de Ares irem ao chão e, assim que Zoe percebeu o que havia ocorrido, um grito agudo preencheu o beco. E, antes que Pipper tivesse tempo de lidar com a própria culpa, ela percebeu que Emma e Ruby já tinham suas espadas em mãos e Zoe havia se afastado, deixando os dedos para trás.

Ambas as garotas pareciam tomadas pelo ódio e pareciam prestes a matá-la e possivelmente era o iria ocorrer caso continuasse naquele beco. Emma fora a primeira a golpeá-la e, logo em seguida, Ruby. As três iniciando uma espécie de perseguição, onde obviamente Pipper estava numa terrível desvantagem. E, a situação pareceu piorar quando a espada de Emma quase havia se cravado no meio dos seios da filha de Nyx, possivelmente deixando um corte pequeno, porém aquilo fora suficiente para fazer com que Pipper se assustasse o bastante para se concentrar totalmente na luta.

Ela não tinha como sair dali sem passar por uma das duas e, caso atacasse uma, a outra não hesitaria em atacá-la pelas costas. Pipper suspirou, sentindo um plano estúpido se formar na sua cabeça. Rapidamente a filha de Nyx retirou um pequeno frasco de dentro das vestes, o segurando com firmeza. E, por fim, quando Ruby lhe desferiu um golpe, Pipper saltou para o lado, jogando o frasco para trás. Ouvindo quando o vidro se partiu e o calor foi imediato. Gerando uma explosão brilhosa quase automaticamente, e ela soube que era hora de correr.

Seus olhos ardiam terrivelmente e seu coração parecia prestes a sair pela boca, simplesmente pelo fato da semideusa não enxergar nada por conta da explosão, porém ela continuou correndo, pouco ligando quando se chocava contra o concerto. E, assim que Pipper sentiu o cheiro característico do álcool e pessoas se batendo contra seus ombros ela se permitiu parar de correr como louca, tentando abrir os olhos e enxergando tudo completamente embasado, a sua mão parecia latejar em um corte que ela não havia notado e quase automaticamente ela ajeitou a Ghost em sua cintura. Desejando que os mortais estiverem ébrios demais para notar a espada ou que a névoa realmente a ajudasse.

OBS:
Poderes:
Nenhum

Itens:
*Ghost: A espada curta e irregular - com cabo de couro e lâmina de ferro estígio-, possui a habilidade de, basicamente, se adaptar ao usuário em relação ao seu peso e equilíbrio. Envolta por energia negra, a arma pode facilmente \\\'incrementar\\\' as habilidades dos filhos de Nyx, fazendo com que este não precise \\\'criar\\\' a energia para poder usá-la. (Só pode usar a energia negra da arma 3 vezes por missão/PvP/MvP){By Nyx}

Frasco de fogo grego: líquido mágico espesso e verde que solta fumaça da mesma cor e então explode. Pode ser usado uma única vez. (x1)


the night
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Re: Los Angeles

Mensagem por Ares em Seg 26 Dez 2016 - 7:51

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Re: Los Angeles

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Qui 2 Nov 2017 - 10:44




A lenda do véu da Noite
Gostosuras ou Travessuras?

Se antes eu acreditava que as coisas na cidade estavam complicadas, agora eu tinha certeza. Há alguns meses eu estou sendo procurada, o que tornou meu trabalho ainda mais perigoso, sair do acampamento não é seguro, contudo, semideuses do lado de fora ainda precisam de mim. Quando escolhi ser rastreadora, eu sabia que correria riscos, esses riscos, no momento, ficaram ainda maiores.

Minha última missão foi um verdadeiro fracasso, os humanos também estão à procura de semideuses, com isso, nosso trabalho aumentou. Rastrear crianças e adolescentes perdidos ficou ainda mais complicado, e pior, temos que fazer isso antes que a seita os encontre. A organização é esperta, criou dispositivos com ondas de calor que conseguem identificar nosso DNA divino, e foi justamente por isso, que minha atual missão foi um fracasso, e com isso, chegamos ao momento presente.

Eu tinha sido encarregada de liderar uma equipe para um orfanato na ensolarada Los Angeles, contudo, cheguei tarde demais e meus subordinados acabaram sendo emboscados e levados para um não tão secreto covil. Era noite de Hallowen e o véu que separava nosso mundo, do mundo dos humanos, estava mais frágil, o que deixava pessoas como eu, completamente vulneráveis. Os soldados daquela noite de alguma maneira estava se aproveitando disso, mesmo que não entendessem de fato o que estava acontecendo. A seita pode ser esperta, mas é muito obvia e chega a beirar o ridículo quando está tentando, se misturar. Naquela noite, isso não foi muito diferente.

Os prisioneiros – meus dois colegas de equipe e o semideus que fomos encarregados de resgatar – tinham sido colocados em celas idiotas no meio da praça. Ao meu redor, pessoas dançavam e se agarravam loucamente, provavelmente sobre efeito de drogas e bebidas. Em meio a isso, identifiquei cinco dos soldados da seita, armados dos pés à cabeça, rondando o local, foi justamente isso que me fez ter certeza de que minha missão não seria assim tão simples.

Eu tinha seguido os sequestradores de perto, uma tarefa fácil se você consegue se teletransportar por aí usando uma capa de invisibilidade. Não tinha sido notada, e estava na vantagem até o momento. A maior parte dos soldados da seita tinha deixado o local, que encoberto por humanos, tornava o disfarce tão obvio, que beirava a perfeição para pessoas idiotas, o que não é o meu caso.

A princípio eu não fiz nada se não estudar meus inimigos. Fiquei à espreita, memorizei todos os movimentos, peguei lembranças, estudei horários e até mesmo invadi a cabeça de alguns deles para descobrir seus planos, afinal, memorias e informações como essa podiam ser mais do que uteis naquele momento.

Meu plano de resgate era simples, não envolvia um perigo imediato e nem batalhas, eu evitaria tudo isso, e meu único risco, seria o de ser pega. Contudo, eu tinha deixado cartas na manga, mesmo para esses desafios. Iria apagar a memória dos soldados presentes, criar ilusões e engana-los da melhor maneira possível. Afinal, podia não ser a melhor guerreira da coorte, mas era a que possuía a mente estrategicamente mais elaborada. Podia evitar o confronto, sair ilesa, salvar todos os prisioneiros e ainda apagar a memória dos soldados, saindo dali como se nada tivesse acontecido. A melhor parte, é que para fazer tudo isso, eu não precisaria enganar qualquer um dos humanos loucos ali presentes, qualquer coisa que vissem não passaria de imaginação fértil causada pelo álcool e as drogas. Disfarce perfeito, não acham?

Esgueirei-me pelas sombras cuidadosamente, apesar de estar usando a capa que tornava meu corpo invisível, não queria correr o risco de trombar com os humanos dançando, tão pouco os queria surtando por algo que não conseguiam entender. Eu andava cautelosa, usando as barracas e atrações para evitar chamar atenção enquanto percorria a distância em direção ao palco, onde duas guilhotinas tinham sido colocadas ao lado de pequenas celas, com plaquetas no topo com dizeres “prisioneiros”. Eu me sentia entrando em um desenho animado muito bobo, contudo, seguia em frente e com cuidado, tentando não fazer barulho e atrair a atenção dos soldados.

Parei bem ao lado da sela de Joshuel, o filho de Dionisio que era parte de minha equipe, e tentava se livrar – sem muito sucesso – de um grilhão preso a sua perna. Ele praguejava e reclamava baixinho, ainda não tinha notado que eu estava por perto e que em breve, deixaria aquele lugar.

“Tente não ser tão obvio”

Mandei a mensagem em sua mente, fazendo o garoto soltar as correntes e olhar ao redor.

— Kyra? — Ele sussurrou de volta, me fazendo sorrir, mesmo que ele não pudesse ver.

“Sim, vou te tirar daí. Se afaste da grade”

Pedi delicada, ainda falando em sua mente, afinal, podiam desconfiar que algo estava errado se começássemos a falar em voz alta um com o outro.
Peguei a chave mestra no bolso, uma invenção bastante útil e adquirida recentemente. Posicionei a mesma na fechadura e abri a cela, mas antes disso, me certifiquei de criar a ilusão da imagem que tinha visto antes, fazendo parecer que Joshuel ainda estava dentro da cela, tentando se livrar do grilhão, não queria que os soldados nos pegassem antes do tempo.

— Obrigado — Ele sorriu de leve, entrei dentro da sela e usei a mesma chave para me livrar do grilhão em seu pé, deixando o garoto livre para sair daquele lugar.

— Vamos, não temos tempo, se esquive pela lateral do palco e me espere atrás dele, vou mandar os outros dois para lá, quando eu fizer isso, saiam os três daqui e me esperem no beco que tem na esquina, vou para lá assim que der um jeito nesses soldados — O garoto assentiu rapidamente e partiu em seguida, me deixando sozinha para terminar meu trabalho.

Segui para a cela ao lado, a que estava o garoto de 12 anos que tínhamos resgatado. Posicionei a chave na fechadura e abri a cela rapidamente, montando a mesma ilusão dele ali dentro, como tinha feito com a cela de Joshuel, que ainda sustentava, tentando me concentrar para não perder energia demais e acabar sendo consumida antes do tempo.

— Sou eu — Expliquei antes que o garoto se alterasse ou saísse gritando. — Vim te tirar daqui — Murmurei baixinho, retirando a touca da capa para que ele pudesse me ver. Era arriscando, mas eu conseguia disfarçar minha presença com poderes ilusórios, e faria isso, se impedisse o garoto de sair gritando por aí. — Eu vou te livrar disso — Apontei as correntes. — E quando fizer, quero que corra e se esconda atrás do palco o mais rápido que conseguir, vou te manter imperceptível até que faça isso, encontre Josh e não saia do lado dele, está bem? — Perguntei, o menino me encarou, balançou a cabeça positivamente uma única vez, então eu o libertei.

O jovenzinho seguiu minhas instruções à risca, e eu acompanhei e conduzi durante todo o percurso, mantendo duas ilusões e ele invisível antes de passar a outra cela, onde Rachel se encontrava.

— Já não era sem tempo! Eu estava começando a ficar entediada — Ela reclamou, me fazendo rir baixinho antes de abrir sua cela, livra-la das correntes e deixa-la sair. Vesti o capuz e voltei a ficar invisível, guiei a para longe dali e deixei que os três sumissem da minha vista e seguissem para o beco, ainda tinha trabalho a fazer, justamente por isso, fiquei para trás.

Segui em direção ao primeiro soldado, me aproximando por trás e o emboscando de maneira gentil, e até mesmo, esperta. Meus dedos foram em direção a parte de trás de sua cabeça, dois deles pressionaram o crânio. No minuto seguinte, eu já invadia sua mente, vasculhava suas memorias e roubavam algumas delas, mais especificamente as últimas, relacionadas a captura dos semideuses que eu tinha acabado de resgatar.

Ao concluir o deixei ali, desnorteado e confuso enquanto seguia em direção ao segundo soldado, repetindo o processo de roubar suas lembranças como fizera com o primeiro. Foi assim que me peguei pensando no quanto os humanos podem ser frágeis. Eu abati todos os cinco, roubei a memória de todos eles, então desfiz as ilusões – que já não me eram tão necessárias – e me teletransportei dali, direto para o beco, onde encontrei os outros três e pude seguir em segurança de volta para casa.
Itens levados e utilizados:

Golden Magic [Um colar que possui um pingente a escolha do seu dono. Seu formato ou estilo em nada se compara a magia que está presente nesse acessório | Efeito: Ele esconde em 75% a presença semidivina do usuário, permitindo que ele passe despercebido por monstros e use até mesmo tecnologia mais avançada. Monstros superiores e mais poderosos ainda conseguem reconhecer o usuário do colar como um semideus, mesmo que leve um tempo para distinguir a aura | Prata ou Ouro | Sem espaço para gemas | Gama | 100% sem danos | Mágico | Comprada na Pandevie Magie]

• Ψ Mantle of Soul [Um manto que cobre o corpo completo do usuário. Funciona como um escudo, aparando parte dos golpes físicos, e como um manto de invisibilidade, tornando o corpo do usuário invisível. Quando desativado, vira um casaco ou jaqueta. Quando utilizado para defender golpes que visem a alma do usuário, sua defesa é dobrada.| Efeitos 1:  Redução de danos recebidos em 40% quando aparados com o manto. Efeito 2: Torna o usuário invisível, sem ocultar som, cheiro ou aura.| Material desconhecido | Resistência Beta | Status: 100% sem danos|Item mágico| Presente de ingresso em grupo secundário.]

• Chave mestra [Uma chave negra, de ferro estígio, semelhante a chaves antigas, no entanto, ela não possui nenhum formato em sua ponta, sendo completamente reta e lisa. | Basta encaixar a chave na fechadura que ela se molda no formato necessário, sendo capaz de abrir qualquer porta, embora portas que sejam lacradas com magia ou por divindades não possam ser abertas. | Ferro estígio e feitiço. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Underworld's Poisons.]
Habilidades Ativas:

Nível 13
Nome do poder: Amnésia I
Descrição: O mentalista agora consegue manipular as memórias de alguém ou algo. Essa habilidade em específico provoca a amnésia, ou seja, a perda de memórias a apagando de seu armazenamento no cérebro. Nesse nível o semideus seguidor de Psiquê consegue apenas apagar as memórias mais recentes, lembranças do que aconteceu no mesmo dia. É preciso ter algum contato físico para que a habilidade funcione, porém, caso toque a cabeça do ser (monstro ou semideus) conseguirá apagar as memórias mais facilmente. Dura dois turnos para apagar a memória recente completamente.
Gasto de MP: 30
Gasto de HP: 5
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Lembranças I
Descrição: O mentalista agora começa a ter acesso as lembranças e memórias de um ser. Nesse nível, ele poderá acessar as lembranças recentes de alguém. Ao tocar a vítima, poderá ver através dos “olhos” do ser, tudo o que ela viu e ouviu nos últimos 3 dias.
Gasto de MP: 30
Gasto de HP: 10
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 20
Nome do poder: Telepatia III
Descrição: O mentalista está se tornando um mestre telepata. Agora, ele consegue ler até cinco mentes diferentes e comunicar-se entre elas de maneira clara e sucinta. Nesse nível, a comunicação pode dar-se até mesmo com imagens, não reproduzindo apenas a voz do telepata na mente dos outros.
Gasto de MP: 5 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A telepatia é uma habilidade que permite apenas a leitura e comunicação mental, não há nenhum controle ou influência mental.

Nível 23
Nome do poder: Teletransporte II
Descrição: Consegue teletransportar para uma distância de 1km, seguindo a mesma regra de ter em mente o local para onde estar indo. Teletransportar para locais perto não gasta tanta energia quanto se teletransportar para o limite dado. O tempo do teletransporte pode durar de 3 a 6 segundos, ou seja, tornou-se mais rápido do que antes.
Gasto de Mp: 15 a 25
Gasto de Hp: 5
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao usar o teleporte, o mentalista deixa um pequeno rastro azul em seu ponto inicial.

Nível 25
Nome do poder: Precognição Artística
Descrição: Capacidade de recriar artisticamente qualquer evento futuro. Às vezes é usado em conjunto com habilidades que permitem descobrir informações inacessíveis a pessoas normais, como clarividência. A arte pode ser pintura, escultura, cerâmica, qualquer tipo de arte. Não possui muito controle de “escolha”, poderá acabar vendo um evento grande que virá no futuro, ou em específico algo que irá acontecer com alguém importante ou próximo a si.
Gasto de MP: 20 por cada “arte”.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Essa habilidade só funciona fora de batalha. Poderá solicitar a um narrador de revelar algo sobre o futuro da trama ou de uma missão próxima.

Nível 50
Nome do poder: Ilusionismo III
Descrição: O seguidor de Psiquê tornou-se um mestre ilusionista. Agora ele pode criar ilusões completas e bem detalhadas. Escapar delas exige que a vítima da ilusão seja níveis mais fortes ou que tenha uma blindagem mental muito eficaz.
Gasto de MP: 20 por turno ativo
Gasto de HP: nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Consegue fazer ilusões simples muito bem elaboradas, afetando todos os sentidos. Agora é capaz de envolver uma vítima em uma ilusão completa, criando detalhes em todo o cenário que realmente não existe. A ilusão completa funciona apenas em uma pessoa, mas as ilusões simples conseguem atingir agora até 5 pessoas diferentes.
Habilidades Passivas:

Nível 1
Nome do poder: Capacidade cerebral aumentada
Descrição:  Ao se tornar um Mentalista, o semideus potencializa a capacidade cerebral. Suas sinapses são mais eficientes e sistema nervoso funciona melhor do que qualquer outro semideus ou ser vivo. Isso permite que o Mentalista use de sua mente como sua principal arma, sem enlouquecer ou sofrer danos cerebrais durante o uso das habilidades.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Memória Fotográfica
Descrição: Os mentalistas possuem uma memória perfeita. Ao se depararem com um estímulo, ele irá lembrar futuramente, mesmo depois de um longo tempo. A memória aqui não se prende apenas ao visual, envolve também os outros sentidos do corpo. Senso assim, poderá lembrar de um som, de um cheiro, de um gosto em específico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Inteligência Múltipla – Lógica.
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência lógica apurada, tendo o seu “Centro de Broca” mais ativo no momento. Essa é a inteligência empregada para resolver problemas lógicos e matemáticos. É a capacidade para utilizar o raciocínio dedutivo e de calcular corretamente. É a inteligência que costumam ter os cientistas, matemáticos, engenheiros e aqueles que utilizam cálculos e deduções (trabalham com conceitos abstratos, elaboram experimentos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Suas estratégias ganham mais credibilidade; +20% de assertividade em arremesso de itens, graças aos cálculos realizados
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder:  Detectar Presenças
Descrição: O seguidor da deusa Psiquê pode notar presenças escondidas dentro do ambiente em que se encontra, mesmo que elas estejam camufladas ou invisíveis. É uma sensação forte de que a algo a mais ali. Caso concentre-se um pouco mais, poderá sentir a origem da presença.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: 75% de chance de encontrar coisas invisíveis e camufladas. Caso o item tenha sido encantado por alguém mais forte ou o semideus "escondido" seja alguém mais forte, não conseguirá encontrar a presença, apesar de saber que ele ou o item está ali.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Inteligência Múltipla – Espacial
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência espacial apurada, tendo o hemisfério direito mais ativo no momento. É a habilidade para pensar em três dimensões. Uma capacidade que nos possibilita perceber imagens externas, internas, transformá-las ou modificá-las e produzir ou decodificar informações gráficas. Pilotos, escultores, pintores, marinheiros e arquitetos são exemplos claros. Pessoas que gostam de elaborar mapas, quadros, desenhos, esquemas, plantas de casas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: Ganha uma visão espacial, podendo ter noções de tamanho, profundidade e densidade de prédios e ambientes urbanos. Sabe ler qualquer tipo de mapa.
Dano: Nenhum

Nível 35
Nome do poder:  Inteligência Múltipla – Corporal
Descrição: O cérebro possui múltiplas inteligências que os seres humanos desenvolvem com treinos ou a desenvolvem naturalmente. O mentalista agora possui a inteligência corporal apurada, tendo o hemisfério esquerdo mais ativo no momento. É a inteligência que utiliza todo o corpo para expressar ideias e sentimentos, e também a habilidade no uso das mãos para transformar objetos, como no artesanato. As capacidades de equilíbrio, flexibilidade, velocidade, coordenação, assim como a habilidade cinestésica, ou a percepção de medidas e volumes, se manifestam neste tipo de inteligência. Atletas, cirurgiões, artesãos, bailarinas, são os exemplos mais conhecidos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, flexibilidade, velocidade e coordenação motora.
Dano: Nenhum

Nível 43
Nome do poder: Corpo equilibrado III
Descrição: O mentalista acabou de tornar-se um mestre do equilíbrio. Ninguém conseguirá equilibrar-se como esse semideus, assim como manter as coisas equilibradas em seu corpo. Agora ele consegue andar naturalmente por superfícies escorregadias, íngremes e nos espaços mais inusitados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de equilíbrio
Dano: Nenhum
Tatuagem:

Tatuagem SPQR [Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de uma concha marinha, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito 3ª Coorte. Uma vez por missão/evento, as estratégias do semideus se tornam mais eficazes do que normalmente e se torna impossível retirar a concentração do membro da 3ª Coorte. O efeito funciona durante três turnos após sua ativação.
DUPLICADOR:

Tubo Pack Prime: (Em cinco postagens de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a XP duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado cinco vezes). Situação: Cheio 1/5, não foi utilizado.
Kyra


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Kyra C. Ferreli
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Re: Los Angeles

Mensagem por Psique em Qui 2 Nov 2017 - 13:29


Kyra Ferreli

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 4.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 4.000 XP + 50% de xp (trama) + duplicador de xp = 12.000 XP + 4.000 dracmas + 1 Doce Roleta.

STATUS:

HP:   720/740
MP: 615/740

Comentários:

Felizmente não tenho o que criticar em seu texto. Apesar de algumas vírgulas desnecessárias, eu consegui ler perfeitamente e entender sua missão. Você é uma garota muito esperta e sabe muito bem como usar seus poderes, te fazendo ser furtiva e muito capaz de realizar atos que outros semideuses não seriam tão capazes assim. Parabéns pela sua escrita, é simples, direta e mesmo assim, acompanha detalhes ótimos. Se fosse para dar uma sugestão, a minha seria para que você explorasse mais sua personagem e sua personalidade cativante.

ATUALIZADO POR DEMÉTER!




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Re: Los Angeles

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