The Blood of Olympus
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[MF] Auri Elric

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Mensagem por Auri Elric em Dom Out 06, 2019 5:38 pm


Tópico destinado às Missões Fixas de Holloween.
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Mensagem por Auri Elric em Dom Out 06, 2019 8:13 pm


– Para, para, para! – A música se encontrava a um volume que, certamente já havia passado do nível tolerável pela lei humana, certamente estava além dos 50 decibéis. Auri encontrava-se no chalé destinado às proles de Éolo, bem distante de onde a festa estava acontecendo e, mesmo assim, o volume lhe incomodava. Os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda tamborilavam na lateral de sua cabeça, próximo aos olhos, enquanto os piscava num ritmo muito superior ao normal.

Auri sentia um desconforto muito grande quando na presença de barulho, e era isso que aquelas músicas pareciam aos seus ouvidos: barulho. Estava tendo uma festa de Halloween no acampamento, era normal que tivesse música alta, mas isso não diminuía o incômodo que causava na jovem.

Ela olhava pela janela, dava para ver as luzes e muitos campistas fantasiados seguindo na mesma direção, sorridentes e conversando. Porém não foi isso que lhe chamou a atenção, com certeza que não, o que a fez sair de seu quarto foi a presença do que parecia um jovem com não mais que 20 anos, olhando para o vazio do céu, ele parecia fantasiado com um soldado da primeira guerra, desde as roupas até os ferimentos. Todavia, ao se aproximar, percebeu que na verdade se tratava de um espírito de um jovem que falecera durante alguma das guerras mundiais, com base no uniforme, ela deduziu que teria sido a primeira delas.


– Um dia fui que nem essas pessoas. – A presença de Auri havia sido notada. A voz do espírito era, ao mesmo tempo, doce e amarga, havia alegria e melancolia. Não sabia quem ele era, ainda, mas o seu sofrimento era nítido, e isso tocou o coração da jovem, que sentou-se no chão e dirigiu seu olhar para a mesma direção que o soldado olhava. – Você acredita que um dia haverá paz? Que não terá mais mortes em nome de nações? Por lugar que nem mesmo sabemos as reais causas? – O tom de tristeza aumentou em sua voz, os olhos pareciam vazios, sem brilho, como se já não visse qualquer além do branco e cinza no mundo.

– Sinceramente? Acho que não. – Auri abaixou a cabeça. Por um momento já não se importava tanto com o barulho oriundo da festa. – É como se a guerra fizesse parte da natureza humana. Nunca há paz por muito tempo, sempre arrumam algum motivo idiota para brigar.

– Você já amou alguém? Amou a ponto de fazer qualquer coisa unicamente para fazer a pessoa feliz? – Um leve sorriu se desenhou nos lábios do rapaz, tal como uma pequena lágrima em seus olhos.

Auri balançou a cabeça negativamente.
– Não. Nunca. – Suas palavras foram seguidas de um longo silêncio desconfortante. – É por isso que está aqui?

Ele assentiu com a cabeça. – Antes de eu ser convocado, morava em uma região de conflitos. Um dia cheguei em casa e não restava nada, só destroços. Desde então, fiz de tudo para encontrar minha mulher. Ela estava grávida quando aconteceu.

Auri derramou algumas lágrimas, não sabia o que falar, porém estava claro que aquele homem precisava de conforto, precisava realizar a passagem para o mundo dos mortos, mas não conseguia, não conseguia abandonar a memória de sua amada. “Talvez essa seja a chave.” Ela secou as lágrimas e, com um tom de voz reconfortante, iniciou a tentativa de libertar aquela pobre alma.

– Você ainda está procurando por sua mulher? Ela faleceu naquele dia, não foi? – Houve uma breve pausa, na qual o espírito respondeu que sim com um gesto de cabeça. – Faz muito tempo desde o ocorrido, e você vagou por aí por todos esses anos. Sua esposa deve ter realizado a travessia para o outro lado naquele dia, em busca de paz, quem sabe na esperança de conseguir conhecer o espírito do filho de vocês, não acha possível? – Auri colocava doçura em suas palavras, tentava amenizar o sofrimento do homem, que não era pouco, imagina a dor que deve ser passar décadas a procura de um amor que já não se encontra mais nesse mundo.

– Você acha mesmo? Acha que se eu abrir mão desse mundo, se eu me entregar ao mundo dos mortos, poderei reencontrar meu amor? – Um pequeno tom de esperança brotou em sua voz.

– Mas é claro. Tenho certeza que sua esposa está a sua espera, ela ficará muito feliz ao lhe reencontrar.

Ele sorria. Do bolso retirou algo que parecia um pedaço de papel, em seguida fez o mesmo com a aliança que carregava em seu dedo anelar esquerdo. Ao abriu o que tirara do bolso, revelou uma foto com um anel em cima. Na fotografia via-se um homem jovem, que com certeza era o soldado, e uma bela mulher grávida, que deveria ser sua esposa. Ele colocou as duas alianças sobre a fotografia. – Muito obrigado. Agora, posso lhe pedir um último favor? – Auri confirmou com a cabeça. Ficou surpresa  quando sentiu o que assemelhava a um toque, por parte do espírito, ele segurou sua mão e repousou sobre ela a fotografia junta das alianças. – Cuide disso para mim, por favor. E, além disso, é uma boa forma para você nunca esquecer que o amor também faz parte da natureza do homem, que não é só a guerra. – Ele sorriu e se levantou.

– Guardarei com muito amor. Boa sorte para reencontrar sua mulher.

– Obrigado, minha jovem. – O espírito sumiu bem na frente dos olhos da filha de Éolo. Que olhou para o material em sua mão, ficara surpresa por ele estar materializado, porém muitas coisas novas estavam acontecendo naqueles dias, então isso era algo completamente aceitável de ser possível.

Por um tempo, ficou ali parada, observando o espaço vazio onde antes havia a imagem do homem. Passada a nostalgia, ela voltou para dentro do chalé e guardou os objetos na gaveta da mesa que ficava ao lado de sua cama. Jogou seu corpo ao encontro do colchão e fechou os olhos. Uma mistura de alegria e dor haviam tomado conta da sua pessoa, mas logo isso iria embora, logo cairia no sono e na manhã seguinte, já deveria acordar normal.


Missão:
A travessia
Há criaturas que não estão felizes com a própria morte e por isso acabam presas no plano terreno, sem nunca passar pelo julgamento para saber qual o destino de sua alma. Você encontrou um destes fantasmas e agora tem que argumentar com ele para que ele cruze ao reino dos mortos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos
Poderes Utilizados:
Nome do poder: Comando I
Descrição: Os filhos de Éolo são capazes de se comunicar com criaturas do vento, ou voadoras, como pássaros e espíritos, mas não são capazes de controla-los ainda, nesse nível, apenas conseguem entender o que eles falam, e responde-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem entender e responder criaturas aéreas.
Dano: Nenhum
Legenda:

Narração.
– Fala de Auri.
“Pensamento de Auri.”
– Fala do fantasma.

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Mensagem por Osten B. Griffin em Ter Out 08, 2019 1:48 pm


Auri

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000 XP — 3.000 dracmas — 3 ossos.
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 3.000 XP – 3.000 dracmas – 3 osso

Comentário:
Sua escrita é fácil de ler e bastante fluida, o que torna uma narrativa gostosa de acompanhar. Parabéns pela missão e eu realmente espero que você guarde o que ganhou.
Atualizado por Minerva.
Osten recebe 200 xp e dracmas + 1 osso.



• SON OF ZEUS •
• REAPER LEADER •
• DISTURBED •
Osten B. Griffin
Osten B. Griffin
Líder dos Ceifadores
Líder dos Ceifadores


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Mensagem por Auri Elric em Qui Out 10, 2019 8:44 pm


– O que é que eu estou fazendo aqui?

Os pés da jovem pareciam se mover contra a sua própria vontade, caminhando rumo a uma festa na qual ela não queria estar. A música lhe incomodada, tal como a ideia de estar em um local com mais pessoas do que conseguia imaginar, com decoração em tons neons e iluminado por luz negra. Porém ficar em sua cama também não estava sendo uma boa ideia aquela noite, não com o caos que se instalara em sua mente.

O local sem dúvida era um dos que trazia sentimentos mais controversos, ao mesmo tempo que a beleza fascinava, algo ali incomodava a jovem, algo além do barulho, tumulto e cores florescentes em meio a um ambiente meio fantasmagórico.
– Certamente eu não deveria estar aqui. – Soltou um longo suspiro enquanto se debruçava sobre o parapeito, observando a festa de cima.

Ao se analisar uma situação estando do lado de fora, fica nítido como nada faz sentido. Muitos ali claramente não sabiam o que estavam fazendo e, mesmo assim, demonstravam uma alegria como se aquilo fosse a realização de um sonho. Sua cabeça tombou para baixo, com os olhos fechados que, lentamente voltavam a se abrir. A cada movimento de seu olhar, uma cena parecia se destacar em meio a tantas outras, porém de tudo, uma chamou mais a sua atenção: um sátiro parecia querendo arrumar confusão, ele trocava as bebidas das pessoas, pregava peças, tentava chamar a atenção movendo seu bastão no ar enquanto parecia gritar e, ainda por cima, parecia um cachorro no cio, tentando chegar em todas as mulheres que passaram por ele.
“Patético.”

Auri começou a descer as escadas, enquanto revirava os olhos e soltava um longo suspiro. Se fosse qualquer outro dia, muito provavelmente, ela nada faria naquela situação, primeiro porque não estaria nela, segundo porque dificilmente intervinha nas ações dos outros, achava falta de educação se meter em assuntos na qual não estava envolvida. Porém aquele não era qualquer dia, então suas ações não seguiram como se era esperado dela.

Assim que atingiu o andar de baixo, onde a maioria das pessoas se encontravam, retirou uma taça de alguma coisa que, para ela, não interessava, da bandeja de um dos garçons que passava na hora.
“Ok, está na hora.” Ao avistar o encrenqueiro, aproximou-se do mesmo com descrição, como se caminhasse sem um destino certo, e, propositalmente esbarrou no mesmo, derrubando a bebida que havia acabado de pegar sobre as vestes do ser mágico e também resultando no derramar daquilo que ele bebia.  Nesse exato momento a jovem que ele assediava escapou da situação, soltando um sorriso para Auri.

O fauno não parecia muito contente, todavia também aparentava raiva, era como se estivesse apenas lamentando pela bebida perdida.


– Mil perdões, eu acabei de me desequilibrando. – Aquela era a hora de atuar, fingir-se de inocente para conseguir tirar o sátiro daquele lugar. – Por favor, deixe-me lhe oferecer outra bebida, vamos até o bar. Lá você pode até pedir um pano para se secar. Mil desculpas, mesmo. – A semideusa era convincente, parecia de fato arrependida e envergonhada de sua ação.

– Irei aceitar a oferta, mas não se preocupe, está tudo bem. – Ele sorria enquanto encaixava seu braço esquerdo sobre os ombros dela, que conteve-se para não o empurrar, em vez disso retribuiu o sorriso e caminhou em direção ao bar.

O caminho foi demorado, andar no meio de muitas pessoas é complicado, muitas vezes você acaba se desviando do destino mesmo sem perceber.

Após longos minutos enfim chegaram ao destino. O sátiro logo pediu duas bebidas e antes que pudesse começar a se engraçar para cima da semideusa, essa começou a revelar suas reais intenções com a situação.
– Bem, agora que estamos aqui podemos trocar uma palavrinha, não é mesmo? Olha, eu sei que você acha que está sendo engraçado fazendo todos esses truques, roubando bebidas e tentando forçar algo com pessoas que claramente não estão afim, porém você não está. – A expressão facial e corporal do fauno mudaram completamente, ele encontrava-se sério, irritado.

– Escute aqui, garota, quem você acha que é, em? Aqui é uma festa, vê se me deixa em paz, tá legal?! Porém Auri não atendeu ao pedido do jovem, ela segurou seu braço, o fazendo se voltar para a direção dela.

– Você é um cara legal, não estou falando por maldade. Não precisa dessas coisas para se divertir, e nem mesmo forçar interações com pessoas para conseguir ficar com alguém ou apenas conversar, que seja. Olhe ao seu redor, as pessoas estão interagindo de forma natural, você não precisa ficar impondo sua presença, assim só parece que quer chamar a atenção. – A semideusa adicionara mais doçura em sua voz. Já havia soltado o braço do jovem, que começava a parecer envergonhado. Com um gesto de cabeça, sinalizou para o leste, fazendo o homem bode olhar naquela direção. – Tá vendo aquela garota ali, fantasiada de fata? Desde que chegamos aqui ela não tira os olhos de você. Por que em vez de continuar com seus truques e ações anteriores, você não pede mais uma bebida e vá até ela, aposto que se sairá bem. E ela ficará bem feliz, tenha certeza disso. – Ela piscou para o sátiro, que sorriu.

– Acha mesmo? – Havia insegurança em sua voz, como se fosse um adolescente que estava em sua primeira festa e que queria chegar pela primeira em alguém, chegava a ser fofo.

– Claro que sim.

– Desculpe pela forma como agi antes. Eu vou lá agora, convidá-la-ei para um drink. Quem sabe ela goste de mim.   – Ele soltou uma risada e se afastou, Auri logo o perdeu de vista.

Voltando os olhos para a festa, a jovem soltou um suspiro enquanto apoiou a lateral do corpo em uma pilastra.
– Ainda não sei o que estou fazendo aqui. – Suspirou enquanto fechava os olhos por breves segundos.

O pior de tudo, é que aquela noite estava apenas começando, e sabia-se lá o que ainda estava por vir.


Missão:
Um sátiro/fauno engraçadinho
Um sátiro/fauno resolveu que seria uma boa ideia causar tumulto na festa, por isso, começou a roubar bebidas enquanto seus donos estavam distraídos, dar em cima das semideusas e ficar balançando seu bastão no ar enquanto esbravejava. Você, cansado daquela situação toda, resolveu ir falar com o sátiro em uma tentativa de acalmar os ânimos antes que as coisas tomassem um rumo mais agressivo.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensa até: 2.500XP – 3.000 dracmas – 3 Osso

Legenda:
Narração.
– Fala de Auri.
“Pensamento de Auri.”
– Fala do sátiro.
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Mensagem por Hela A. Deverich em Qui Out 10, 2019 9:14 pm


Auri

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 2.500XP – 3.000 dracmas – 3 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 2.500XP – 3.000 dracmas – 3 ossos

Comentário:
Eu gostei da sua escrita e, embora tenha achado um pouco fácil lidar com o problema, também achei bem diferente! Continue assim!
Atualizado por Hades.
Hela recebe 200 xp e dracmas + 1 osso.


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Mensagem por Auri Elric em Sex Out 11, 2019 1:24 am


– Mas que porr... – Seu corpo caiu de encontro ao chão. Os olhos inquietos percorreram o local em busca de algo que fizesse sentido. – Que lugar é ess...?

– HI-HI-HI... – A risada fúnebre ecoou pelo ambiente. O frio percorreu todo o corpo da jovem, atingindo até sua alma, se ela de fato existisse. Auri chegou a afastar os lábios em uma falha tentativa de emitir qualquer som que se aproximasse a uma fala, porém nem mesmo suas cordas vocais resolveram trabalhar naquele instante.

A última coisa que se lembrava era de fechar, por um segundo, os olhos enquanto apoiava o corpo numa pilastra qualquer e depois disso abrir os olhos ao cair no chão daquele lugar. Porém, que raios de lugar era aquele? Não parecia pertencer ao castelo onde a festa ocorria, primeiro por não haver ruído algum, segundo pela forma como aquele cômodo se encontrava, tudo ali era branco, havia um total de zero coisas em tom neon ou qualquer tom que desse um pingo de cor, de vida e, por último, seja lá que lugar fosse aquele, estava vazio, a não ser pela presença de Auri e do portador daquela voz macabra, a quem a jovem ainda não havia tido a honra de descobrir quem era.

Seus pupilas mapeavam o local em busca de uma saída, ou melhor dizer, em busca de como raios ela havia chegado ali, quando avistou uma espécie de porta, porém essa não se encontrava na parede a sua frente, ela se encontrava no chão, quase que sobre seus pés.
“Isso!” Abriu a porta e imitando o movimento que se faz ao entrar na piscina apoiando-se na borda, ela atravessou a porta e...

Caiu!

Novamente seu corpo foi de encontro ao chão, dessa vez com as costas para baixo. A porta sumira bem diante de seus olhos e reaparecera sobre as suas pernas. Analisando melhor naquele momento, nada daquele cômodo parecia fazer sentido, a realidade nele não condizia com a do mundo lá fora, a forma como espaço e, muito provavelmente o tempo, se comportavam também não era lógico.


– DROGA! – Esbravejou enquanto levava às mãos aos encontro dos olhos de modo que seus dedos agarrassem seus cabelos, gesto seguido por um soco com a lateral da mão esquerda naquilo que achava ser o chão.

Sua respiração estava um pouco ofegante, o oxigênio entrava em seus pulmões de forma pesada, quase como se não o quisesse fazer. Suas mãos estavam inquietas, abrindo, fechando, esfregando os olhos como se isso fizesse alguma diferença, ainda na esperança de ter cochilado e aquilo ser só um sonho.
– Acorda, acorda, acorda.

– Hi-Hi-Hi... Acha mesmo que isso aqui é um sonho, tolinha? Ou que iria atravessar uma porta e ir embora, como se nada tivesse acontecido? -  O sarcasmo em sua voz irritava a jovem, cujo seu estado de espírito já se encontrava nítido em sua face. Novamente fechou os olhos, dessa vez unicamente para respirar fundo e, ao abri-los, o susto fez com que a parte superior do seu tronco, juntamente com a cabeça e pescoço, se erguessem poucos centímetros e de novo se colidissem com o chão.

O dono da voz que ela tanto queria ignorar, agora encarava-a. As duas faces se analisavam. O garoto não passava de uma criança, deveria ter entre 10 e 12 anos, era ruivo, porém o tom de seu cabelo parecia desbotado, sua pele tinha uma coloração acinzentada, os olhos pareciam sem vida, sem brilho, completamente negros. Quem era ele? E por que a sua presença trazia tantos sentimentos para a jovem?


– Não foi fácil antes, então por que seria agora? – Novamente o frio percorreu as espinhas e tudo o que havia de mais profundo no corpo da jovem, que ficara paralisada.

Do que é que aquela criança estava falando? Quem diabos era ele? E principalmente: O que aquelas palavras significavam?

O coração da jovem pareceu apertar, sua cabeça começou a doer, dor essa que crescia exponencialmente com relação ao tempo. Lágrimas escorriam contra sua vontade, percorrendo o resto e molhando parte da camisa que ela utilizava. Tal como em todas as situações desde que aparecera naquele lugar, Auri não entendia o que estava acontecendo, nunca foi o tipo de pessoa chorona, muito pelo contrário, pouquíssimas foram as vezes de que conseguia se lembrar de momentos em que caíra no choro.


– Você não se lembra, não é? – Havia uma mistura de surpresa e euforia no tom de voz do garoto, chegou até a soltar uma gargalhada. – Não, claro que não se lembra. Para que lembrar, não é? – Era como se ele fizesse questão de provocar, de deixa-la ainda mais no escuro. Afinal todas aquelas perguntas só tornavam as coisas menos lúcidas para ela.

– Quem diabos é você, afinal? Por que é que estou aqui? Ou melhor, o que e onde é aqui? – Ela já não tinha esperança de conseguir qualquer resposta, ou melhor, qualquer fala com nexo por parte da criança.

Ele não respondeu nada em um primeiro momento, apenas ria, um riso fúnebre, quando ergueu sobre os olhos de Auri o seu punho. O corpo dela não conseguia mais se mover, era como se tivesse colada, presa ao chão, e quando viu aquilo o garoto se dispôs a lhe mostrar, novamente a cabeça voltar a doer, mas dessa vez a dor lhe trazia respostas.
– Você se lembrou, não é?

– Arthur? Arthur, é mesmo você? Como isso é possível? – A confusão estava eminente no tom de voz da semideusa, que dessa vez se encontrava com os olhos cheios de lágrimas, não por medo ou dor, e sim por alegria, emoção. Ela o reconhecera, aquela tatuagem feita com caneta era inconfundível, tal como a letra... a sua letra.

– Olá, maninha. Você me magoou, sabia? Demorando tanto tempo assim para me reconhecer? Já havia se esquecido completamente de mim? –Desenhou em seu rosto uma cara de decepção muito caricaturada, seguida de um sorriso largo, um tanto perturbador.

– Arthur, que droga de lugar é esse, o que é que estou fazend... – Antes que pudesse terminar a frase percebeu que a sua situação havia mudado, porém não para melhor, muito pelo contrário, agora se encontrava em uma camisa de força, presa a uma cama, e não mais ao chão – não que isso fizesse algum diferença naquela atual conjuntura.

– O que você está fazendo aqui? Você não se lembra? Não se lembrar mesmo que lugar é esse? Vai maninha, se esforce um pouco mais. Como é que poderia se esquecer daqui? – Ele se sentou em uma cadeira que surgira do nada ao lado da cama. – Temos todo o tempo do mundo para você se recordar.

– Do que é que você está falando?

– Talvez ainda não tenha sido o suficiente, vamos ver se um pouco daquele dia ajuda. – Dava para sentir o prazer em sua voz, ela só não entendia o motivo desse prazer todo.

Assim que ele terminou suas palavras, a camisa de força em que a jovem se encontrava tornou-se banhada por sangue, tal como parte do corpo da jovem, que conseguia sentir o calor do líquido da vida.


– Aqui é mesmo...?

– Bingo! Acertou em cheio. Agora sim começamos a andar. – Ele mal conseguia conter a diversão, parecia até um apresentador de programa de TV, de tão animado.

– O que? Que droga é essa? Por que eu não estou aqui? Por que dessa camisa de força? Por que não consigo sair? Tem como você parar de joguinhos e me dar alguma resposta, pelo menos, já que parece não querer nem um pouco me ajudar. – Auri começava a levantar a voz, estava perdendo a paciência, sentia como se sua sanidade também estivesse indo por água abaixo.

– Você não poderia estar mais enganada, minha irmã. Eu estou aqui justamente para ajudar, para te fazer lembrar, só que mais do que isso eu não posso fazer, só você pode te tirar daí, e para isso, você precisa me dizer: por que está aqui? – Dessa vez havia seriedade em suas palavras.

– Eu não sei tá legal? Não faço nem ideia. Talvez tenha enlouquecido, talvez tenha morrido e isso aqui não seja nada além do meu purgatório.

– Você vai ter que se esforçar mais. Não foi fácil sair daqui na primeira vez, mesmo com todos os exames estando a seu favor, nenhum dos médicos parecia acreditar, não aceitavam a ideia de te verem longe daqui, então não será fácil dessa vez também.

As lembranças começavam a voltar, trazendo consigo dores antes enterradas em algum momento do passado. A verdade muitas vezes era difícil de se acreditar, e essa verdade que o inconsciente da jovem tanto lutava para manter afogada nas profundezas do passado, não era muito diferente. Seu gosto era amargo, um amargo quase intragável.  

– Então ande, diga logo, por que você está aqui?

– Porque eu te matei. – Lágrimas escorriam pelos seus olhos, aos passos que todas as lembranças voltavam a ocupar espaço em sua mente. – Eu matei o meu irmão. Aqui é uma clínica psiquiátrica, onde eles queriam me enterrar e esquecer... Mas fui eu que enterrei e esqueci esse lugar, e o que me trouxe até aqui. – A dor era nítida em suas palavras. As lágrimas escorriam como se fosse água de um rio.

– Muito bem, Auri. Agora você está livre, e eu também. – Ele sorria. Seu cabelo teve sua cor realçada, a vida parecia ter voltado aos seus olhos e a pele.

– Perdão! Perdão! Perdão! – A mesma palavra foi repetida inúmeras vezes, e mesmo quando o jovem lhe respondeu, ela continuou a repeti-las.

– Tudo bem, eu sei. – Ele sabia o que ela sentia, era como se todas as emoções da jovem estivessem materializadas frente ao garoto, que teve sua imagem sumindo aos poucos.

Auri continuava a repetir o pedido de perdão, quando sentiu seu corpo caindo novamente. A cama havia sumido e abaixo dela a porta havia novamente se materializado, essa se abriu sozinha e, diferente da outra vez, não a levou até o mesmo cômodo. A semideusa acabou sendo levada para um cômodo do castelo, um quarto. Deitada na cama, ainda em lágrimas, não saberia como que conseguiria se levantar, e nem mesmo como ia viver com o peso de ter assassinado o próprio irmão, mesmo que por acidente.

Pelo menos estava de volta no castelo, em um cômodo normal.


Missão:
Cômodos malucos
O castelo é um tanto mais complexo do que aparenta. Algumas portas podem te levar para lugares aleatórios como manicômios abandonados, igrejas caindo aos pedaços, outros castelos ainda mais tenebrosos e vários lugares que já foram esquecidos pelos homens. Sem querer, você foi para um destes lugares e ao tentar retornar descobriu que a porta não te levava de volta. Agora precisa enfrentar os perigos do lugar desconhecido e encontrar um meio de retornar para o lugar de onde veio.
Requisito – Mínimo nível 8.
Recompensas até: 6.000 XP – 6.000 Dracmas – 6 ossos.

Legenda:
Narração.
– Fala de Auri.
“Pensamento de Auri.”
– Fala de Arthur.
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Mensagem por Hades em Sex Out 11, 2019 8:09 am


Auri

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 6.000XP – 6.000 dracmas – 6 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 29%

Recompensa obtida: 5.640XP – 5.640 dracmas – 6 ossos

Comentário:
A conclusão da missão foi feita uma forma bastante inusitada, assim como a construção da mesma. Tudo foi feito de forma bastante diferente e interessante, o que é um ponto ponto narrativo a ser elogiado. Porém percebi a ocorrência de alguns parágrafos com períodos longos e uma pequena confusão narrativa no começo do texto, o que gerou um pequeno desconto. Mas ao todo foi uma ótima missão.
Atualizado por Hades.
Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Mensagem por Auri Elric em Sab Out 12, 2019 10:59 am


Se você quer que algum adolescente faça alguma coisa, proíba-o. Todos sabem disso e, mesmo assim, continuam proibindo e, pior ainda, achando que serão levados a sério.

Auri, não muito diferente de qualquer garota de quinze anos, ignorou as proibições declaradas em voz aula de que não era para entrar no labirinto, que lá não era seguro e toda a conversa que você já pode imaginar. Para qualquer pessoa minimamente consciente estava claro que a presença da jovem naquele lugar não era surpresa, bastava realizar o somatório de três fatores:
1°-  Não gostava de barulho.
2° - Estava entediada.
3° - Não tinha amigos naquele local.

Não tardou para os pés da semideusa tocarem o terreno proibido. Obviamente, nada aconteceu, afinal mesmo aquele sendo um ambiente com seus mistérios e perigos, qual era a probabilidade de alguma coisa dar errado quando o primeiro tocar dos calçados ocorre com o solo? As chances disso acontecer tendiam a zero.

Estava uma noite agradável, uma brisa aconchegante dançava pela área externa do castelo, a lua destacava-se no céu, acompanhada do milhares de pontos brancos, que pareciam purpurina colada na imensidão azul, era como se todas as estrelas tivessem resolvido aparecer naquela noite. Mas tudo mudava quando dentro do labirinto, o ar era mais denso, já não havia sequer um sopro de vento e quase não conseguia enxergar a beleza do reino de Zeus.


– Por que é mesmo eu vim para essa festa? – Ela já não se lembrava. A noite havia apenas começado, e ela já se encontrava saturada, para ela aquela festa já tinha dado o que tinha que dar. Havia tomado uma decisão, a de que apenas tomaria um pouco de ar dando uma volta pela área externa e, em seguida, voltaria ao acampamento, para o conforto do chalé de Éolo, para a sua cama.

Mesmo com todas as diferenças, Auri demorou a perceber que havia invadido o labirinto, não que isso lhe causasse algum incômodo, muito pelo contrário. Era como se seu corpo inconscientemente escolhesse caminhar para aquela lugar, em busca de um pouco de paz. E por um certo tempo conseguiu atingir tal estado, porém como na vida de qualquer semideus não existe folga, o inusitado aconteceu: o chão se abriu sobre seus pés.


– AAAAAHHHHHH!!! – O corpo da jovem colidiu com o chão duro. – Droga! – Aquilo lhe trazia más recordações daquela mesma noite. Certificou-se de que não estava novamente naquele cômodo maluco do qual havia acabado de se livrar e, para a sua alegria – ou não –, tudo indicava que havia apenas caído em um buraco comum. Todavia, ao analisar melhor o ambiente em que se encontrava, agora também prestando atenção aos sons que era possível ouvir, percebeu que a sua situação não era das mais agradáveis possíveis. Havia sim caído, porém não em um buraco qualquer, e sim em, literalmente, um ninho de cobras. – Was zum teufel? – As palavras saíram quase que na forma de um sussurro para si.

Tentava se manter calma, afinal, se realizasse qualquer movimento brusco ali, poderia ser a sua morte. Não sabia se os seres rastejantes eram venenosos, porém da forma como ela era sortuda, certamente portavam um veneno mortal.

Os filhotes estavam acordados e, aparentemente, famintos. Numa tentativa de se virar para tentar se distanciar, ela deu de cara com a cabeça daquela que parecia ser a mãe dos filhotes. Em sua cabeça, milhões de xingamentos ecoavam. O cuidado teria que ser redobrado, afinal, não queria acordar a mamãe.

Com cuidado tateou a parede de terra e pedra, queria conhecer o ambiente, afinal, precisava arrumar uma saída e a mais óbvia seria sair por onde entrou, e isso só parecia possível escalando tal parede. As mãos agarraram-se às partes mas firmes, começou a subir, porém logo segurou-se em uma pedra que se desprendeu, resultando novamente na queda de Auri. Aquilo foi um grande problema, mesmo o barulho não sendo o suficiente para acordar a cobra adulta, foi mais do que suficiente para atiçar os filhotes.

Conforme via as cobras rastejando em sua direção, enquanto sibilavam, uma mistura de emoções tomaram conta da jovem, sentia medo, raiva, desespero, e isso acabou tendo consequências. Para a sorte dela, as consequências foram boas, seu corpo começou a flutuar, de modo que, por poucos segundos, ficara livre dos ataques dos répteis. Aproveitando o corpo no ar, mais próximo à saída daquele covil, tentava chamar ajuda. Sabia que não eram muitos os tolos que, tais como ela, estavam vagando pelo labirinto, porém conseguia avistar algumas aves sobrevoando o local.
– Por favor, me ajudem. Por favoooor. – Ao fim das palavras, seu corpo começou a descer e, quando isso aconteceu, agarrou-se a uma das pedras na parede. Conseguir se manter ali não era fácil, porém era necessário.

Seus pedidos foram atendidos, cinco gaviões que sobrevoavam o local desceram ao encontro da jovem, porém era um pouco tarde, sua mão escorregou da pedra e ela caiu bem no meio das cobras, que começaram a se enrolar no corpo da semideusa. Para a sua sorte, cobras odeiam pássaros, e quando elas perceberam a aproximação dos gaviões, rastejaram para se esconder nas partes mais escuras do covil. Porém, nem todas fizeram isso. Uma continuou se enrolando e subindo pela perna esquerda da semideusa. Os gaviões, vendo o perigo que a filha de Éolo corria e atendendo ao seu pedido de ajuda, agarraram-na pelos ombros e braços, ergueram seu corpo, levando-a para fora daquele buraco.

Enquanto seu corpo estava sendo carregado pelos seus “amigos”, Auri balançava a perna a fim de expulsar a cobra que permanecia em seu membro, o que fazia a espécie escorregar. Com a ajuda do pé da perna oposta, ou seja, o pé direito, ela chutou a cobra algumas vezes para que mesma caísse. O plano deu certo, porém toda a sua movimentação as aves acabaram por pousa-la não na saída do labirinto, como era o que pareciam tentar fazer, e sim a poucos metros da mesma.
– Muito obrigada. Muito obrigada, salvaram minha vida. – Os seres aéreos partiram, deixando a semideusa naquele lugar infernal. Como não queria mais nenhuma surpresa, Auri correu em direção à saída, tomando todos os cuidados possíveis e, com a sorte a seu favor, deixou o aterrorizante local para trás, só conseguindo parar de correr quando chegou nos degraus que levavam à entrada do castelo.

– Ok, definitivamente eu vou embora dessa festa, alguém não deve estar me querendo aqui, não é possível. – Sua cabeça tombou para trás, colidindo delicadamente com a porta de metal do castelo, enquanto soltara um longo suspiro.

Poderes Utilizados:

Passivos:

• Nome do poder: Bipolaridade
Descrição: Os filhos de Éolo assim como o vento são imprevisíveis, podendo demonstrar várias personalidades ao longo do dia sem muito problema. Por conta disso é natural que quando muito emotivos (com raiva ou apaixonados por exemplo) comecem a flutuar sem perceber.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
• Nome do poder: Ginasta I
Descrição: Filhos de Éolo são bons acrobatas, por estarem acostumados a grandes altitudes, também consegue saltar mais alto do que qualquer outro campista, e ao caírem – se jogarem – de uma arvore por exemplo, não se machucam como outros campistas. São como gatos, sempre caem de pé, nesse nível apenas movimentos mais simples conseguem ser executados pelos campistas, e saltos só de alturas mais baixas, como uma escada de porte pequeno, ou galhos baixos de uma arvore, alturas mais elevadas ainda poderão machuca-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de Agilidade e +10% de altura em saltos (+2 metros). Ao cair de uma altitude de até 4 metros não se machucam.
Dano: Nenhum
• Nome do poder: Comando II
Descrição: Os filhos de Éolo aprenderam a compreender criaturas voadoras, e agora por dois turnos, também conseguem fazer com que eles lhe ajudem, os animais não atacam, apenas concedem favores pequenos, como carrega-lo. Os seres do ar respeitam o filho de Éolo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue pedir ajuda a criaturas voadoras, caronas e outras coisas, mas eles não atacam seus inimigos.
Dano: Nenhum
Missão:
O labirinto
Você achou que era sim seguro entrar no labirinto, mesmo contra tudo que Quíron e o senhor D. disseram, acontece que você acabou pisando em uma parte oca e a terra cedeu, te jogando diretamente para sabe lá deuses onde. Como se tudo isso não fosse ruim o suficiente, há uma enorme cobra ao dormindo ao seu redor e ela tem filhotes que estão acordados e muitíssimo afim de te usar como refeição. Ops.
Requisito – Mínimo nível 10.
Recompensas até: 5.000 XP – 5.000 Dracmas – 5 ossos

Legenda:
Narração.
– Fala de Auri.
“Pensamento de Auri.”
Auri Elric
Auri Elric
Lycans
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[MF] Auri Elric Empty Re: [MF] Auri Elric

Mensagem por Magnólia D'if em Dom Out 13, 2019 3:28 pm


Auri

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 5.000 dracmas – 5 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP – 5.000 dracmas – 5 ossos

Comentário:
Encontrei uma confusão entre "mas" e "mais" no seu texto, mas não considerei pela sua missão estar muito boa. Parabéns!

Atualizada. Magnólia recebe 200 XP + 200 Dracmas + 2 ossos pela avaliação.



Magnólia D'if
Magnólia D'if
Líder dos Celestiais
Líder dos Celestiais

Idade : 20
Localização : Palácio Celestial

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[MF] Auri Elric Empty Re: [MF] Auri Elric

Mensagem por Auri Elric em Dom Out 13, 2019 7:33 pm


Missão Fixa escreveu:Explorando o castelo
Você é bem curioso e decidiu que queria saber mais sobre o lugar que estava e, por isso, decidiu dar uma voltinha por aí. Tome cuidado com o que vai encontrar porque, se eu fosse você, estaria de olhos bem abertos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensa até: 950 XP – 1.500 dracmas – 1 osso

– Por Zeus, o que diabos ainda estou fazendo aqui? – Era como se aquele lugar tivesse algum poder de encantamento, que impedisse a pequena Auri de ir embora. Depois do que havia acontecido no labirinto, ela havia jurado a si mesma que voltaria ao acampamento, para debaixo das cobertas na sua cama, segura e no conforto. Todavia, lá estava ela, de novo dentro do castelo.

Aquele lugar por si só era um labirinto, com todos aqueles cômodos, portas e corredores infinitos. E lá estava ela, percorrendo o interior daquela obra arquitetônica. Sua beleza era incontestável, cada detalhe ali dentro parecia devidamente bem pensado, os móveis do século XVII ou XVIII encontravam-se em perfeito estado, o luxo clássico e rústico mostrava a sintonia entre a mobília de madeira e as paredes de pedra.  Quadros e armaduras ainda completava a decoração.

Os passos da semideusa percorriam os cantos mais esquecidos do castelo, fugindo sempre da multidão que se encontrava no salão principal e corredores adjacentes. Também evitava sair abrindo as portas, afinal nunca se sabia o que poderia ser revelado, visto que o local estava repleto desde de fantasmas a até adolescentes muito animadinhos, se é que você me entende. Dessa forma, não era de intenção sua intenção interromper nenhum casal ou pessoa em companhia solo, todos tinham o direito de se divertir, e ela não queria atrapalhar o prazer de ninguém.


– O que é que eu vim fazer aqui afinal? – Desde o momento em que pisara o pé esquerdo naquele castelo ela havia se arrependido de ter deixado o acampamento. Sim, alguma coisa a estava incomodando enquanto estava em seu chalé, é verdade, porém isso não era motivo para ir para um castelo na Escócia, numa festa onde conhecia quase que ninguém. O motivo pelo qual fora para aquele evento já não importava, ali estava ela, mesmo depois de todas as coisas bizarras que lhe ocorreram naquele lugar.  

Não sabia mais onde exatamente se encontrava, ou como foi que chegara ali e muito menos como faria para voltar. Soltou um longo suspiro e apoiou seu corpo na parede de pedra, ao lado de uma armadura prateada.
– Era só o que me faltava. – Assim que sua cabeça encostou na pedra, sentiu seu corpo caindo. A parede era uma porta secreta que havia se aberto e, claramente, a jovem não estava esperando por mais essa. – Mas que porr...

Levantou-se enquanto dava leves tapas em sua roupa, a fim de expulsar a maior parte de partículas de poeira e sujeira possível. Feito isso, começou a tatear a parede-porta em busca do mesmo mecanismo que havia acionado, sem querer, anteriormente, de modo a conseguir abrir novamente a passagem, que já havia se fechado, e então retornar aos corredores do castelo.

O cômodo era estreito e mal iluminado. Auri pressionou todas as pedras da parede, o que lhe custou um bom tempo, mais do que de fato parecia, era como se os ponteiros do relógio corressem mais rápidos ali. Socou a parede com raiva, por não conseguir fazer a mesma se abrir, mas imediatamente se arrepende, o gesto lhe custou algumas lágrimas e uma mão latejando de dor.

Ao observar melhor o que havia naquele cômodo, percebeu que era uma espécie de escritório secreto, com uma simples mesa com papeis, pena e inteiro em cima, uma cadeira acolchoada e uma estante cheia de livros. Como já havia visto muitos filmes e lido diversos livros, começou a analisar o conteúdo da estante, achando que algum dos livros ao serem removidos iria fazer a passagem se abrir. Sem sucesso.

Já havia praticamente desistido quando se sentou na cadeira, com os pés para cima da mesa. Mexeu nos papeis, que estavam em branco e, um tanto entediada, resolveu usar as folhas para desenhar. Quando tirou a pena do seu suporte, viu a luz invadindo o ambiente, a passagem havia se aberto.
– Tá de sacanagem né? – Auri correu na direção da saída, afinal não queria perder a oportunidade, afinal não ia ficar surpresa se a cada vez que a porta se abrisse e fechasse o mecanismo para abri-la novamente mudasse.

Assim que voltou aos corredores do castelo, Auri usou o som da festa como forma de se guiar para onde deveria ir. Mesmo odiando a ideia de estar em uma festa, era mais seguro ficar no meio dela, cercada de gente, do que ficar vagando pelo castelo sem companhia, afinal em todos os cantos daquele lugar parecia haver uma surpresa esperando pelo próximo curioso.
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