The Blood of Olympus
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[MF] Sasha Pearcy

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Mensagem por Sasha Pearcy em Dom Set 29, 2019 9:43 pm

Missões Fixas
"You need not fear us,
Unless you are a Darkheart
A vile one who preys on the innocent
I promise
You can't hide forever from the empty darkness
For we will hunt you down like the animals you are
And pull you into the very bowels of hell"
Tópico destinado para as missões fixas do evento de Halloween
「R」


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Mensagem por Sasha Pearcy em Dom Out 06, 2019 10:06 am

Sasha Pearcy
Filha de Poseidon. Amazona de Belerofonte


Explorando o castelo
Você é bem curioso e decidiu que queria saber mais sobre o lugar que estava e, por isso, decidiu dar uma voltinha por aí. Tome cuidado com o que vai encontrar porque, se eu fosse você, estaria de olhos bem abertos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensa até: 950 XP – 1.500 dracmas – 1 osso

Eu havia participado de poucas festas em toda a minha vida e a maioria delas eu havia ido acompanhada da minha mãe e do Richard. Claro que sempre eram aquelas recepções chatas de chefes de estado na nossa casa. Eu tinha uma imensa vontade de morrer enquanto eles conversavam sobre assuntos chatos e coisas de política externa. Em uma dessas ocasiões, um Shiek quis que a minha mãe deixasse ele se casar comigo. Eu tinha uns treze anos de idade e não me esqueço da cara vermelha de raiva dela, ao mesmo tempo que tentava manter totalmente a compostura e não mandar o homem a puta que pariu. Nunca a vi tão indignada com uma situação como aquela. Eu também fiquei um pouco nervosa, mas depois não conseguia parar de rir ao lembrar da cara da minha mãe.

Pois bem! Eu estava na minha primeira festa de verdade. Com possibilidade de sexo, drogas e rock’n roll, muita gente que eu nunca havia visto na minha vida. Uma completa estranha no meio da multidão, ou seja, não havia ninguém para me apontar o dedo e dizer que estava errada. No entanto, eu me encontrava onde? Escorada no balcão bebendo como uma alcoólatra. Habilidades sociais nunca foi o meu maior talento, apesar de saber chamar a atenção quando eu quero e preciso. A verdade nua e crua era que, eu não conseguia me aproximar de ninguém por achar que todos seriam chatos e tedioso. OK! Eu sei que estou errada ao encarar as coisas dessa forma. Eu estou tentando mudar, ok? Apenas me dê um tempo para assimilar todas as loucuras da minha vida nos últimos tempos.

Eu tinha duas opções naquela noite e apesar de não gostar delas, eu precisava de alguma forma escolher alguma. Suspirei demoradamente e passei a ponta dos meus dedos sobre a minha testa, afastando alguns fios loiros que estavam fora do lugar me incomodando. Eu preciso mudar a cor do meu cabelo urgente, não sei por qual razão estou mantendo ele da cor natural. Enfim... Depois de muito divagar sobre o que eu deveria fazer, acabei escolhendo a opção de dar uma volta pelo castelo. Poderia ser um lugar interessante já que era uma construção antiga. O que me deixava um pouco receosa era que, eu sou um verdadeiro imã de confusão. As probabilidades de encontrar problemas eram enormes, quase catastróficas. Mesmo assim eu queria pagar para ver.

Caminhei contornando o bar e antes de me afastar lembrei de pegar uma última cerveja, não queria ficar com sede pelo meio do caminho. Passei pela mesa do DJ e notei uma porta semiaberta e era claro que eu ia me enfiar nela. Era um corredor escuro e com pouco luz, apenas o luar que entrava por pequenas janelas permitia que eu enxergasse alguma coisa diante de mim. Enfiei a mão no bolso da casaca e puxei um chiclete de menta, precisava aliviar a tensão, pois sentia que algo no ar não estava muito certo. O corredor findou em uma escada de pedras pequenas e cinza, que subiam em espiral. Não havia corrimão e as pedras estavam gastas e algumas até mesmo soltas, como eu estava de salto comecei a subir de forma cautelosa, não queria cair e quebrar o pescoço!

A única coisa que me pergunto é... Qual o tesão que esse povo antigo tinha em fazer escadas em espiral? Eu já estava prestes a vomitar de tanta tontura, aquela coisa parecia nunca ter fim! Depois de uma eternidade subindo escadas, cheguei um corredor largo, tão escuro quanto as escadas. Haviam algumas tapeçarias nas paredes, algumas armas e caramba! Era assustador! As madeiras do piso rangiam a cada novo passo e já sentia minhas mãos geladas de tanto nervosismo. Minha ansiedade nunca me ajuda nesses momentos. Olhei para trás sobre meus ombros apenas para ter certeza, apesar de ter a sensação que havia alguém sempre atrás.

Naquele corredor todas as portas estavam trancadas, o que me deixou cheia de frustração. Estava esperando um desafio ou um fantasma para lutar. MENTIRA! Eu estava agradecendo ao meu pai por não me deparar com nenhum problema ou confusão. Mas como sempre eu estava agradecendo cedo demais. Algo puxou minha casaca e me virei, mas não havia nada nem ninguém atrás de mim! Só que quando voltei a me virar para o caminho que seguia, dei de cara com um cara ou algo parecido com isso, vestindo uma roupa estranha de bobo da corte. PELOS DEUSES! Meu sangue congelou nas minhas veias ao ponto de não conseguir respirar. Aquela coisa tinha um olhar cinza e me encarou como se fosse me matar, porém, apenas gritou: — VOLTE! AQUI NÃO É O SEU LUGAR! — E da mesma forma como apareceu na minha frente, ele sumiu.

Se alguém me transpasse com uma espada naquele momento, não saía uma gota de sangue do meu ser. Eu não conseguia respirar, falar, muito menos andar, minhas pernas tremiam tanto que eu duvidava da minha capacidade de sair do lugar. Em um rompante me virei e comecei a caminhar na direção que havia vindo, mas não dei três passos até ouvir um choramingo. Eu parei e abaixei levemente a cabeça, agora eu conseguia escutar com mais clareza. Parecia um choro de criança e estava vindo da direção oposta. Tudo que eu precisava fazer era ignorar isso e na direção oposta e eu juro que eu tentei continuar. Mas bastou mais três passos, para que eu me virasse voltasse a seguir na direção anterior.

Passei novamente pelas três portas que já havia passado, mas ainda havia mais uma que eu não havia visto. Levei a mão a maçaneta e confesso que comecei a pedir para qualquer Deus me proteger naquele momento. Não conseguia imaginar o que estava atrás da porta e claro que eu pensava no pior. Só que, ao abria-la meu espanto foi sem tamanho! Era um quarto decadente, bem possível pelos anos que havia passado fechado, mas ainda dava para perceber que se tratava de um quarto de criança. Havia uma cama parcialmente quebrada, uma cômoda de madeira com um espelho que já estava tão opaco que era impossível ver algum reflexo. As tapeçarias e qualquer outra coisa de tecido estava rasgada e jogada pelos cantos. Haviam algumas bonecas também espalhadas pelo chão.

— Você veio! — Pelos Deuses! Quase morri de susto quando ouvi aquela voz surgir do nada. Eu tinha absoluta certeza de que estava sozinha. Todavia, a silhueta infantil não me era estranha, aqueles cabelos e aquelas bochechas rosadas. Repousei minhas mãos na cintura e franzi o cenho: — O que você está fazendo aqui? — Perguntei rabugenta e curiosa. O semblante dela então se tornou tristonho e acabei me abaixando para olha-la nos olhos: — Nem sei quanto tempo faz que estamos presos aqui. Ele nos mantém presos aqui. Desde que eu passei para o outro lado, estou presa aqui. Ele nos prendeu. Todos nós. — Eu não conseguia entender o que ela dizia. Quem a mantinha presa? Sua mão translucida passou pela minha e ela me encarou suplicante: — Por favor, encontre uma forma de nos libertar!

Aquelas palavras mexeram comigo de uma forma que eu não sabia explicar, porém, eu sabia que precisava fazer alguma coisa: — Como faço para encontrar “ele”? — Perguntei fazendo um sinal de aspas com os dedos. Ela não parecia muito confiante, mas mesmo assim me disse: — Você precisa passar pelos desafios. Se vencer todos ele vai se revelar. Mas tenha cuidado. Eles são peças que ele prega em você, desde coisas bobas até coisas muito perigosas. — Eu sorri com a preocupação dela e a penas assenti com a cabeça. Eu tenho certeza que ela não imaginava que eu era uma semideusa: — Voltarei em breve. — Disse a ela de forma positiva.  Eu não gostaria de morrer e passar o resto da eternidade presa em um velho castelo. Precisava ajuda-la! Já que eu não tinha nenhum compromisso com a festa que estava rolando, talvez ajudar aquele fantasma me fizesse sentir melhor ali.

Observações:
Vestindo:
Fantasia

Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Sabre [Uma espada onde a destreza é mais influente que a força, podendo infligir grandes danos, feita com ferro estígio na lâmina e com o cabo revestido por um tipo de couro resistente e que se encaixa perfeitamente na mão daquele que a porta. | Efeito 1: A arma possui a característica incomum de ganhar um aspecto assustador quando está em um ambiente escuro, intimidando inimigos de menor nível, porém tal intimidação não é muito efetiva ao verem quem porta tal arma (rs). | Efeito 2: O sabre pode se tornar um anel liso e feito de ferro estígio. | Ferro estígio e couro. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]


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Mensagem por Osten B. Griffin em Seg Out 07, 2019 8:15 pm


Sasha

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 9500 XP – 1.500 dracmas – 1 osso
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 950 XP –  1.500 dracmas – 1 osso

Comentário:
Sasha, você me prendeu do início ao fim e eu gostei disso. Parabéns pela missão.
Atualizado por Minerva.
Osten recebe 200xp e dracmas + 1 osso.



• SON OF ZEUS •
• REAPER LEADER •
• DISTURBED •
Osten B. Griffin
Osten B. Griffin
Líder dos Ceifadores
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Mensagem por Sasha Pearcy em Dom Out 13, 2019 3:07 pm

Sasha Pearcy
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Missão: A travessia
Há criaturas que não estão felizes com a própria morte e por isso acabam presas no plano terreno, sem nunca passar pelo julgamento para saber qual o destino de sua alma. Você encontrou um destes fantasmas e agora tem que argumentar com ele para que ele cruze ao reino dos mortos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos

Quando fechei a porta daquele quarto, pensei por qual razão estava fazendo aquilo? Eu não tinha nenhum motivo para ajudar um espírito. Eu nem ligava para essas coisas! Mas no fundo, bem no fundo eu me senti familiarizada com ela. Eu cresci presa, com o mínimo de contato com o mundo exterior. Eu sabia muito bem como era querer ver coisas que seus olhos jamais poderiam alcançar. Aquilo mexia comigo, algo como se tocasse em uma ferida muito profunda. Não importava quem fosse, eu acabaria com quem estava mantendo aqueles espíritos presos. Minha destra deslizou pela plataforma áspera de madeira e nem percebi quando um sorriso melancólico escapou por entre meus lábios. Estava decidia e não havia nada que me fizesse mudar de ideia e nem estava ligando se perderia o restante da festa ou não.

Tive a sensação que o corredor estava mais escuro do que antes, as paredes estavam mais envelhecidas e o lugar muito mais assustador. Um arrepio fez com que eu balançasse a cabeça para espantar aquela sensação que faria qualquer marmanjo correr três dias gritando como uma menininha. Eu era uma semideusa, não podia ter medo de desafios. Então eu ia mergulhar naquela loucura! Olhei para o chão e notei um velho tapete vermelho que se estendia por todo o corredor. Foi só então que entendi o que estava acontecendo. Eu não estava no mesmo lugar! Mordisquei meu lábio inferior com um pouco mais de força pela tensão e soltei um sonoro palavrão: — Merda! — Revirei os olhos juntos com a palavra. Agora se eu quisesse voltar não conseguiria, não fazia a mínima ideia de onde eu estava. Lembrei então do que a menina havia me dito. Tudo aquilo era um grande jogo e eu teria que passar por ele.

Não nego que, desafios era algo que eu gostava bastante, mas era a primeira vez que eu colocava minha vida em risco. Ainda bem que havia trago aquela espada que Richard havia me dado. Dei o primeiro passo e escutei a madeira rangendo, meus dentes bateram uns contra os outros e o nervosismo aumentava a cada passo. No fim do corredor havia uma grande janela, com vitrais que permitiam a entrada da luz da lua. Ok! Eu havia acabado de entrar em um filme de terror. Quem apareceria para me matar? Jason? Samara? Pennywise? Michael Myers era mais condizente com o evento daquela noite. Notei que haviam sete portas no corredor, três do lado esquerdo e mais quatro do lado direito. O cheiro de mofo infestou meu olfato e sinceramente senti uma coceira incomoda no nariz. Alergia maldita!

Caminhei até a primeira porta do lado esquerdo e estava trancada, ignorei, não ia ficar tentando derrubar uma porta velha. Dei de ombros e partir para uma outra porta aleatória que também estava trancada. Era algum tipo de brincadeira? Provavelmente sim e nisso minha humilde paciência se esvaia como água.  E foi aí, que eu escutei aquele leve estalo e uma porta velha ranger. Eu já havia entendido que era para ser assustador! Será que já chega? Como aquela tensão me deixava irritada. Girei nos meus calcanhares e atravessei o corredor diagonalmente, o silêncio conseguia roubar minha calma e aos poucos eu era tomada por aquela atmosfera de pavor. Se havia alguém querendo me assustar, estava conseguido fazer isso muito bem. TÁ DE PARABÉNS!

Levei a mão esquerda na direção da porta, mas recuei temendo o que poderia encontrar do outro lado. Seria melhor entrar armada? Talvez fosse uma boa opção. Poderia ter um dragão do outro lado da porta ou sabe-se lá o que! Girei o pequeno anel no dedo e meditei algum tempo no que fazer. Precisava de uma decisão e rápido ou... Era tarde demais! Minha atenção foi totalmente roubada por uma canção que vinha de dentro do lugar. Era algo que agradava meus ouvidos e uma melodia capaz de me acalmar. Empurrei a porta com cuidado e aos poucos o quarto decrépito se revelava. A cama era daquelas de filmes medievais, um quarto imenso com quase tudo destruído pelo tempo. Haviam quadros pelas paredes e sempre com a imagem da mesma moça. Ela era fantasticamente bela.

Mas eu verdadeiramente me assustei quando vi a moça do retrato sentada em uma penteadeira cuidando de seus cabelos. Neste mesmo instante ouvi a porta se trancar atrás de mim: — Ótimo! Era tudo que eu precisava! Ficar trancada aqui. — Praguejei mais um milhão de coisas mentalmente: — Psiu! Você está me atrapalhando sua mal-educada! —  Puta que pariu! Que susto do caramba eu tomei com a voz daquela criatura. Não que eu não esperasse, mas estava tão concentrada xingado a porta que me descuidei desse quesito. Eu ainda tenho uma metade humana que me permite falhar. Caminhei até a porta e girei a maçaneta algumas vezes tentando fazer a porta abrir, o que obviamente não aconteceu. Relaxei os ombros e aceitei que tinha que fazer alguma coisa para sair dali. Algo que já estava predestinado com certeza.

A meia luz entrava pela janela e nada naquele cômodo estava totalmente nítido para mim, eu não sabia no que poderia tropeçar, esbarrar ou qualquer coisa do tipo. Andava tateando o que estava próximo a mim, não queria ser pega de surpresa por mais nada. Eu parecia uma cega, com os braços meio abertos procurando as coisas pelo caminho: — Já viu um rosto mais belo que o meu? Tenho certeza que não. Eu sou a mais bela de toda a corte da Escócia. Homens se jogam aos meus pés e são capazes de me dar o mundo seu eu pedir. — Ergui minha sobrancelha agudamente quando ouvi o que ela dizia. ALOOOOOÔ! Filha estamos em dois mil e dezenove. Você nem deveria estar aqui. Ok. A situação era ainda mais maluca do que eu imaginava.

Me aproximei cautelosa, eu sabia lá que diabos era aquele espírito! Vai que ela me jogava uma praga e eu sei lá... Ficasse com uma mancha o resto da vida na minha cara. Não ia provocar mesmo! Dei um sorriso meio amarelo e olhei para ela: — De fato, é muito bela milady. — Eu não ia discordar da fantasma: — A milady está aqui tem muito tempo? — Perguntei um pouco receosa com o temperamento dela. Ela se virou para mim e balançou os ombros, empinando a cabeça e principalmente o nariz: — É falta de delicadeza perguntar a idade de uma donzela. Porém, vos digo que estou há muito tempo aqui. — A resposta dela me deixou curiosa e cocei o queixo com o indicador: —  Então, está presa aqui como os outros?  — Perguntei educadamente.

Eu não sei o que deu nela, mas a louca se levantou batendo a mão contra os móveis e juro! Juro que todo o quarto estremeceu. Eu coloquei a mão sobre o peito e fiquei branca como um floco de neve. Se você cortasse qualquer parte do meu corpo não sairia uma só gota de sangue: — Claro que não estou presa. Estou aqui por que quero. Por que desejo! Não posso privar o mundo de minha beleza, sua estúpida. O que seria da corte da Rainha Maria I se não fosse meus belos olhos e voz para alegra-la? — Eu juro que olhei estarrecida para a mulher. Ela estava pensando que ainda estava na idade média? Minha filha! Acorda para a vida! E o pior! Eu que teria que dar aquele choque de realidade nela? Eu sempre me ferro tentando ajudar.

Pigarrei mais para encontrar coragem dentro de mim. Precisava começar a explicar a situação para a dita cuja: — Perdão senhorita. Mas a Rainha Maria I morreu já faz algum tempo. Exatamente quatro séculos. — Eu não sei para que eu fui abrir a minha boca grande. O quarto todo tremeu e até mesmo algumas pinturas caíram das paredes. Eu só pensava no quanto estava fodida: — Como? Como ousa dizer uma leviandade deste tamanho? A Rainha irá decapitá-la! — Ela esbravejou enfurecida. O que eu falava? Não tinha a mínima ideia de como lidar com a droga de um espírito que achava que estava viva. Respirei fundo e encarei ela: — Olha. Você também está morta. Você se vê no seu espelho certo? Mas deixa só eu te mostrar uma coisa. — Falei gentilmente e tentei segurar a mão dela: — Vê? Eu não consigo tocar em você. Talvez por alguma magia você consiga tocar nas coisas que estão aqui. — Tentei explicar, mas ela estava claramente consternada.

Eu não era o tipo mais sentimental, mas vê-la tentar se agarrar a mim era no mínimo de partir o coração. Mordi meus lábios com um pouco de força, até que ela finalmente desistiu: — O que eu devo fazer? Eu não posso estar morta. Como minha beleza pode perecer? O que será do mundo sem minha voz? — Eu juro que tinha vontade de bater nela quando ela dizia essas coisas, mas então eu respirei fundo e olhei para ela: — Olha... Seu lugar é do outro lado. Entende? Creio que sua morte tenha sido de uma forma dolorosa e abrupta. E devido ao seu apego com tudo o que tem aqui. Nem se deu conta de que está morta. — Ela já estava exigindo muito mais da minha paciência do que eu podia oferecer. Mas a coitada morreu e nem havia se dado conta. Eu precisava pelo menos tentar ajudar. O que estava sendo uma tarefa bem mais complicada do que eu imaginava: — Eu não quero deixar esse plano. Não quero estar morta. Eu quero ser eternamente bela. E aqui eu sou. Então vou continuar aqui! — Disse ela sentando-se no maldito banco novamente.

Na boa? Se ela podia ficar nervosa, eu também podia. Afinal de contas, ela estava agindo como uma donzela mimada e chata para caramba. Me aproximei dela e foi a minha vez de bater na madeira sólida ou quase isso da penteadeira. Subiu tanto pó que meu nariz começou a coçar imediatamente: — Querida! Pelo Amor do meu Pai. Entende uma coisa. Você está morta! MORTA! Só gente como eu te enxerga. Ninguém mais está vendo sua beleza. Ou você vai para o mundo dos mortos ou vai ficar aqui desse jeito. Sozinha e sem ninguém para admirar sua beldade. Entendeu? — Falei um tanto quanto rude. SE eu tinha certeza do que eu estava falando? Claro que não! Sou uma heroína em formação, não sei de nada dessas coisas ainda.

As minhas palavras duras finalmente surtiram efeito! Sangue de Zeus tem poder! Eu já estava para ficar doida com essa garota: — Talvez você tenha razão. Parece que esse não é mais meu lugar. — Olhei para ela e ergui o cenho: — Não é mesmo!—  Respondi sem pensar muito. Assim que terminei de falar ouvi um estalo vindo da porta e um leve ranger: — Não sei se devo te agradecer, mas acho que é seu momento de partir. Ainda há muitas coisas por aqui que você precisa fazer. — Como ela sabia disso? Eu não sei e nem queria saber. Girei nos meus calcanhares e caminhei na direção da porta. Mas havia algo que ainda me incomodava, algo que eu não sabia bem descrever. Olhei de soslaio tentando vê-la uma última vez, mas tive apenas tempo de ver um último reflexo pelo espelho e ela já não estava mais lá. Respirei fundo e abri a porta, deixando  o quarto da mulher vaidosa para trás.  


Observações:
Vestindo:
Fantasia

Arsenal:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Sabre [Uma espada onde a destreza é mais influente que a força, podendo infligir grandes danos, feita com ferro estígio na lâmina e com o cabo revestido por um tipo de couro resistente e que se encaixa perfeitamente na mão daquele que a porta. | Efeito 1: A arma possui a característica incomum de ganhar um aspecto assustador quando está em um ambiente escuro, intimidando inimigos de menor nível, porém tal intimidação não é muito efetiva ao verem quem porta tal arma (rs). | Efeito 2: O sabre pode se tornar um anel liso e feito de ferro estígio. | Ferro estígio e couro. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]


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Mensagem por Tessa S. Henz em Dom Out 13, 2019 8:46 pm


Sasha

Método de Avaliação:
Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância e etc – 40%
Habilidade condizente com os itens criados – 20%
Total: 3.000 XP +3.000 dracmas + 3 Ossos.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância e etc – 40%
Habilidade condizente com os itens criados – 20%
Total: 3.000 XP + 3.000 dracmas + 3 ossos

Comentário:
Sua missão foi muito bem desenvolvida. Só tome cuidado com troca de palavras. Parabéns!

Atualizada.
Tessa recebe 200 XP + 200 Dracmas + 2 Ossos pela avaliação.


Tessa Samantha Clarissa Henz
It's no rigth, but is okay!


Tessa S. Henz
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Mensagem por August Damon Wolfstorm em Sab Out 19, 2019 1:34 am

Demons or Angels

THOSE GREEN EYES turned EVERYTHING in GREY

POV: Damon Wolfstorm

Acendi um cigarro em um canto mais afastado da festa, onde pessoas incomodadas não encheriam o saco sobre isso. Depois do terceiro trago senti algo estranho, um arrepio correndo pelo corpo, como sempre acontece quando algo está prestes a me atacar. Me virei para todos os lados, na minha direita em cerca de uns quinze metros estava a festa, nos outros lados só a floresta e nada parecia ser capaz de me pegar de surpresa. Afinal, não havia uma alma viva para encontrar. Dei mais um trago no cigarro e esperei, nada aconteceu.

Assim que expeli a fumaça dos pulmões utilizei meus poderes para ver se algum rastro de sangue estava por perto, minhas íris ganhando uma tonalidade de vermelho. Nada, nenhum ser vivo, nenhum animal ou humano. Tudo estava calmo. “É sua paranoia falando mais alto, Damon”, pensei comigo mesmo e fiquei imóvel. Respirei fundo e terminei o cigarro, esquecendo que algo podia estar errado. Tantas coisas já tinham acontecido aquela noite que eu estava começando a pensar: Em algum momento alguma coisa me atacaria.

Levei a bituca para uma lixeira e respirei fundo, controlando a sensação que algo estava errado. Estava pronto para voltar, dançar, beber alguma coisa, conversar com alguém, quando aquilo que eu temia realmente aconteceu. Pelo meu corpo uma mão atravessou meu coração, vindo das minhas costas. Uma sensação horrível me deu um arrepio gélido que passou por todo meu corpo. Um beijo da morte. Um fantasma segurando minha corrente e pingente, passou por entre as pessoas da festa, levando algo que eu facilmente reconheci como minha arma Alabarda em formato pequeno.

- Desgraçado! - Grunhi com frustração e comecei a perseguir o fantasma. Ele inteligentemente seguiu por entre as pessoas da festa me fazendo esbarrar em vários semideuses que estavam no caminho, alguns exclamavam de surpresa e raiva e outros me xingando. - Com licença, com licença. - Disse com pressa, tentando acompanhar o fantasma. Quando achei que tinha perdido ele de vista escutei outro grunhido de surpresa e raiva, uma voz que eu com toda certeza conhecia, só não tinha certeza.

Empurrei mais algumas pessoas e vi um formato feminino correndo para o castelo, cerrei o punho e comecei a usar toda velocidade que eu tinha. Determinado em alcançar os dois tive que desviar de várias coisas e fazer muitas manobras, em um momento tive que saltar por cima de uma mesa que estava no meio do caminho, mas finalmente fiquei lado a lado da mulher, sem colocar um pingo de atenção nela, focando totalmente no fantasma. O desgraçado se movia como um corredor.

Entramos no castelo e eu acabei derrubando umas duas pessoas. - Desculpe. Fantasma. Pressa. - Disse para um casal que parecia ter sido atropelado por um trêm. A loira, nem olhou para trás quando eu fiz a pausa, assumindo a liderança outra vez. Seguimos por vários cômodos, corredores, salas, cozinhas. - Filho da puta, o que você quer? - Disse, em meio as passadas. Eu podia realmente fazer aquilo por bastante tempo, os genes de Ares garantiam isso, mas estava sem saco para isso.

Apesar da loira parecer um pouco mais cansada que eu, ela tinha determinação nos movimentos, eu não conseguia ver muita coisa além dos cabelos esvoaçando com a corrida, mas eu conhecia a postura de uma pessoa determinada. Eu tinha uma sensação de conhecer ela de algum lugar. Finalmente depois de corrermos por mais alguns minutos o fantasma começou a rir, levando-nos em direção ao grande pátio.

O fantasma parou quando eu entrei, a loira estava um pouco na minha frente, totalmente ofegante. Eu por outro lado perdi o ar por completo, mesmo de costas eu tinha certeza de quem era aquela, eu poderia reconhecer suas curvas a distância, em um ambiente com meia luz, imagine então naquele recinto iluminado. - Sasha! - Exclamei, definitivamente não era uma pergunta, eu sabia que era ela. Se não tivesse tão puto ficaria poderia tentar sorrir.

A loira reconheceu minha voz e se virou para mim, antes que ela pudesse se dirigir ao fantasma. Um sorriso brotou em seus lábios e eu me neguei a não sorrir de volta. - Damon? Como…? - Ela perguntou, então se deu conta. - Claro, mas essa festa não é bem a sua cara. - Disse, respondendo a própria pergunta. Assenti com um pouco de ironia.

“Sasha Pearcy você está linda”, pensei enquanto olhava para sua fantasia. Uma Zatanna loira não estava na minha mente como algo que combinaria tão harmoniosamente, mas negar o fato que ela estava linda com aquela roupa seria um pecado. Os meses afastados me acertaram como socos. Apesar de literalmente morarmos no mesmo lugar eu tinha conseguido evitar cada dia, cada treino e não encontrar ela nenhuma vez sequer. Eu achei que tinha seguido em frente, mas vê-la ali fez a noite em Nova Iorque voltar como um pesadelo, um lembrete de meu erro: achar que o amor romântico podia ter qualquer significado para mim.

- Você está certa, não é meu tipo. Precisava curtir um pouco. Eu estava achando que não podia ficar pior. - Respondi para ela, apontando para o fantasma. Ele deu um riso excitado e mostrou aquilo que tinha perdido, meu pingente de alabarda e na outra mão aquilo que ele tinha roubado da filha de Poseidon: Um relógio de bolso antigo. Franzi o cenho e olhei para ela confuso. “Que isso?”, uma pergunta se formou nos meus lábios, sem que nenhum som realmente se projetasse. “Depois”, ela respondeu tão quieta quanto eu.

- Parece que vocês já se conhecem, quem podia imaginar não é? - O fantasma finalmente se pronunciou, guardando os nossos itens, de uma maneira que eu não fazia a menor ideia como ele era capaz. O tom de sarcasmo estava me tentando a encher ele de porrada, mas eu não podia fazer nada contra alguém que já estava morto. - Ah claro, eu poderia! Na verdade imaginar não é a palavra certa, Senhora Pearcy e Senhor Wolfstorm. Mesmo mortos os filhos de Afrodite podem SENTIR o amor entre duas pessoas. - Ele terminou, dessa vez com um sorriso genuíno.

Novamente sem mover os lábios Sasha parecia irritada. “Nosso lado uma óva”, falou ela com nossa comunicação silenciosa, me lembrando do dia do lago. Eu rolei os olhos e dei de ombros, finalmente me pronunciando para o filho de Afrodite: - Certo espertinho, devolva nossas coisas. AGORA. - Falei com todo poder que eu tinha no tom de voz.

Antes que eu pudesse dizer algo mais, Sasha mostrou os dentes e encarou os olhos do fantasma. - Devolva meu relógio ou eu vou garantir que a morte não seja tão piedosa quanto eu. - A loira explanou e eu sorri, não se apaixonar por ela parecia ainda mais difícil agora. “Você não pode complicar as coisas para mim desse jeito”, pensei ainda em silêncio. O fantasma olhou para mim, quase que captando meus pensamentos e riu com deboche para a filha de Poseidon.

- Uma tenta me ameaçar, logo a mim, um morto. Enquanto isso o outro tenta me persuadir com palavras, que adorável. - Respondeu ele. Apesar de bastante irritante parecia que estava certo. - Você nem ao menos considerou que não podia fazer nada contra mim? - Falou ele com divertimento, andando em volta do pátio, Sasha estava com os punhos cerrados de irritação. Eu tive que puxar ela gentilmente pelo braço. A filha de Poseidon me olhou com olhos que pareciam prestes a pegar fogo. Aquele relógio era muito mais importante para ela que meu equipamento de luta era para mim.

Enquanto o fantasma falava eu obriguei ela a me seguir, tinha lidado com fantasmas mais cedo aquele dia e ele provavelmente não seria diferente, iria pedir algo e nós faríamos, nada demais, então eu ficaria livre daquela desgraça. Em um canto do pátio existia um palco de teatro com uma grande varanda construída, como se fosse um segundo andar. A direita do palco existia uma espécie de camarim em céu aberto, com roupas e espelhos, coisas que pareciam maquiagens e secadores de cabelo. Algumas bebidas e lanches. O restante do pátio era composto por bancos distribuídos igualmente em frente ao palco, e decorações da grécia antiga.

- Vocês fantasmas são todos iguais. Já lidei com pragas como você hoje. - Disse para o filho de Afrodite, enquanto a outra me olhou com uma cara curiosa. - Eis o que vamos fazer: Você nos entrega os nossos pertences e nós vamos embora, sem ressentimentos, sem intrigas e ameaças de pós vida no inferno. - Falei para ele, mostrando um sorriso de escárnio. O ruivo alto revirou os olhos e nos conduziu até o camarim, insistindo que pegássemos ao menos um copo de água.

Sasha respirou fundo, parecendo buscar uma outra tática. - Olha senhor… - Falou ela, sugerindo que ele se identificasse, assim ele o fez. - Lord Wessex. - Corrigiu ela. - É melhor você devolver esse relógio, isso não é um pedido. Esse item só tem valor sentimental, é inútil para você. - Disse a loira tentando controlar a irritação. Mordi o lábio e segurei um riso nervoso, eu deveria ter todos os motivos para ficar incomodado com ela, com sua presença, mas estava tudo bem, eu tinha mesmo seguido em frente afinal de contas.

- Eu receio minha querida, que isso seja impossível. - Ele respondeu rapidamente, mas antes que Sasha pudesse falar algo mais eu me intrometi.

- Impossível? Para com esse papo furado, Wessex. - Disse, encarando seus olhos. - Você nos trouxe até aqui por alguma razão, eu tenho toda certeza disso. - Falei e ele mostrou um sorriso. - Desembucha. - Finalizei, revirando os olhos e tomando minha água.

- Aí é que está a questão, eu sinto que você não vai gostar nem um pouco disso, meu caro. - Respondeu o fantasma com maldade nos lábios. Eu dei de ombros, mas a loira não parecia tão animada em desistir.

Ela me deu uma cotovelada e perguntou: - Por que? -

O senhor sorriu: - Pois no meu teatro todos tem que fazer por merecer para recuperar seus itens. - Respondeu ele, mostrando um sorriso orgulhoso.

- Certo, mas por que eu seria um problema? Eu posso fazer uma peça chata para ajudar minha amiga. - Disse, colocando uma entonação inconsciente, quando eu disse a palavra amiga um aperto envolveu meu coração, ela não parecia diferente, tinha notado como eu tinha me referido a ela.

Os flashbacks da viagem passando em minha mente, a briga com Richard, nossa conversa final. Eu nunca imaginei que poderia ficar tão envolvido com alguém, mas Sasha tinha conseguido, algo em nós era parte de uma atração fatal, quanto mais eu pensava nela, mais meu coração doía. Os três meses passaram tão devagar, pareciam quase anos.

Cerrei os dentes lembrando das primeiras noites, voltar para uma cama de solteiro no chalé de Ares depois de dormir abraçado com Sasha, não só não parecia certo como tinham sido uma tortura, não só por estar em uma cama menor, mas por acordar todos os dias com sonhos eróticos e da sua covardice.

Depois de alguns dias as coisas melhoraram, eu coloquei na cabeça que não era um adolescente e não podia ficar apaixonado por uma pessoa que só conheci por uns dias, no final parei de pensar que seus atos foram covardias e vi como eu na verdade tinha sido irresponsável, mesmo sem querer, fazendo com que ela se envolvesse comigo, um cara completamente imerso nos próprios problemas. Eu tinha feito com que ela brigasse com seu tutor e amigo. Certamente socar a cara dele não tinha me ajudado, mas em minha defesa ele tinha procurado. Ironicamente Richard e eu nos víamos todos os dias, já que estávamos no mesmo chalé.

Finalmente depois do primeiro mês eu segui em frente, não ficaria preso a uma ideia, uma que ela tinha provado ter desconsiderado. Esqueci por completo o nome Sasha Pearcy e toquei minha vida, não pensava nela, não sonhei com ela, não senti nada por ela, o bom e velho Damon. Pelo menos até encontrá-la ali. Cerrei os dentes com raiva. Não deixaria que sua presença fossem como socos. “Você seguiu em frente, fim de papo. Ajude ela a recuperar seu relógio e pegue suas coisas”, pensei com determinação.

Eu iria fazer aquele teatro horrível e beijaria a primeira boca que aparecesse na minha frente depois disso, estava decidido, até Wessex abrir a boca: - Muito bem então, a peça que vocês devem encenar é Romeu e Julieta. - Disse o fantasma com um sorriso malicioso. Um fogo inexplicável começou a queimar nas minhas entranhas.

- Damon… - Começou Sasha, mas naquele exato instante o copo que eu estava segurando estourou na minha mão, espalhando água e vidro para todos os lados. Onde antes estava o copo, agora existia um punho fechado, algumas poucas gotas de sangue pingando com os pequenos cortes. Os dois estavam olhando para mim com medo, pela primeira vez preocupação passou pelos olhos do fantasma.

- Você acha que eu sou palhaço? - Perguntei com um tom de voz muito baixo. Os dois estavam vendo que eu era um vulcão prestes a explodir.

- Desculpe, Senhor Wolfstorm. Não entendi, poderia repetir com um tom de voz mais alto, por gentileza? - O filho de afrodite se pronunciou com um sorriso fraco e um tom de sarcasmo.

Não pude evitar. Aquilo era demais até para Afrodite. Os deuses não podiam ser tão egoístas quanto aquilo, não me surpreendia que ela era amante de Ares. - VOCÊ ACHA QUE EU SOU PALHAÇO, PORRA? - Gritei e antes que eu pudesse me conter bati com o punho fechado em uma das cômodas que os atores usavam para se maquiar. O espelho estourou e Sasha protegeu o rosto com um olhar preocupado. Mesmo que nenhum pedaço de vidro tenha ido em sua direção em nenhuma das duas situações. Wessex precisaria tomar cuidado com sua resposta, ou eu iria perder minha arma, mas ele perderia aquele teatro.


Fantasia:
[MF] Sasha Pearcy IMG_2232

Observações:

A missão foi separada em duas visões. Damon do começo para o meio e Sasha do meio para o final. Uma completa a outra. Espero que gostem pessoal. Não teve nenhum uso de poder real para comentar. A situação entre Sasha e Percy se passa meses depois da ultima interação que eles tiveram, por isso o clima meio pesado.

Poderes Mencionados:

Nível 6
Nome do poder: Sexto Sentido
Descrição: Em meio a um campo de batalha, descansar não é opção e os filhos de Ares/Marte sempre estão atentos. Além de conseguirem notar com mais precisão e facilidade sinais de aproximação (como sons) esses semideuses possuem uma espécie de sexto sentido, de modo que ao serem alvo de um ataque direta ou indiretamente, pressentirão o perigo, podendo se prepararem melhor para o combate e evitarem serem emboscados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderão, durante um único turno, pressentir o inimigo se aproximando, podendo saber de onde o ataque virá, e se preparar para ele.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Velocidade Atlética
Descrição: Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, obrigando-o a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula sequer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Seus golpes desarmados dão 20 de dano base.

Nível 19
Nome do poder: Preparo Físico
Descrição: Cultivadores de seus corpos e exímios treinadores, os filhos do deus da guerra, sempre buscam ultrapassar seus limites, trabalhando arduamente para isso. Sempre serão os últimos a cansar em batalha, de modo que em caso da MP do semideus ser gasta a ponto de chegar a zero, ele não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos. (Será impedido de usar poderes ativos, mas poderá continuar lutando, diferente de outros campistas que se chegarem a 0 de MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Visão sanguínea
Descrição: Ao estar em busca de algum alvo, os olhos da prole do deus da guerra são circundados por um pequeno círculo vermelho, ganhando a capacidade de visualizarem a corrente sanguínea no interior dos corpos de pessoas, monstros e animais. Essa visão ultrapassa barreiras como folhas, água e neblina, chegando a um alcance máximo de 250 metros lineares.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode acabar encontrando a pessoa pelo sangue.
Dano: Nenhum


Wolfstorm
August Damon Wolfstorm
August Damon Wolfstorm
Filhos de Ares
Filhos de Ares

Idade : 25

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Mensagem por Sasha Pearcy em Sab Out 19, 2019 3:14 am


Born a goddess and
forged warrior

Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?



Uma peça para dois
Tem um poltergeist engraçadinho na varanda e ele decidiu que seria muito divertido trancar semideuses lá até que eles o entretenha e façam sua vontade. Acontece que a criatura quer que vocês encenem Romeu e Julieta. Sua missão é entreter o poltergeist com a cena romântica, e você e seu parceiro vão ser os protagonistas!
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  4 osso


A situação não podia ser a mais ridícula possível! Eu vendo Damon ser tomado por uma ira incontrolável, buscando respostas com um fantasma que mais parecia uma criança mimada querendo chamar a atenção. E ele estava de parabéns! Estava conseguindo isso com sucesso! Eu quase podia ver as veias do semideus saltar do pescoço de raiva e vontade de trucidar o fantasma. A questão era que... Nenhum de nós dois poderia fazer isso naquele momento. Revirei meus olhos e respirei fundo buscando uma paciência dentro de mim que eu não tinha, para um tipo de situação como aquela. Eu sabia que estava me segurando, mas naquele momento eu precisava pensar em alguma coisa que trouxesse ele de volta ou a situação ficaria tão ruim que não restaria nada daquele lugar.

— Interpretar Romeu e Julieta não é tão simples assim! — Não resisti! Aquela situação já estava me deixado louca. Eu começava uma luta interna comigo mesma entre dar um jeito naquela situação ou manter a minha sanidade perto do cara que eu amava e mandei embora da minha vida: — Romeu e Julieta é um texto complexo. Principalmente a parte da varanda. — Olhei para o semideus ao meu lado e depois para o fantasma: — Eu tenho certeza que ele jamais leu uma só página da peça! — Olhei para ele ao meu lado e dei um risinho baixo: — Minto? — Ele nem precisou responder para eu saber que o meu comentário havia deixando ele ainda mais irritado. Mas eu conhecia o suficiente dele para saber que Romeu e Julieta passava bem longe do seu gosto literário. Eu havia lido algumas vezes e nem conseguia me lembrar do texto totalmente. Imagina alguém que nunca leu.

Mas o Gasparzinho do mal não queria saber e começou a balançar nossos pertences em uma forma clara de provocação. Caralho! Eu queria muito ser filha de Hades naquele momento somente para poder torturar aquela coisa por um bom tempo. Passei minhas mãos pelo rosto enquanto observa a impaciência de Damon e a voz irritante daquele fantasma reverberava nos confins da minha mente: — Uma pena que esses itens não sejam assim tão importantes para vocês. Vai ser uma pena jogar tantas memórias fora assim... Só por um orgulho bobo do casal. — Aquilo me fez ter uma vontade imensa de matar outra vez aquela coisa: — Cara deixa de ser chato e vai curtir sua morte. Ou vida. Sei lá! Acabei de fazer um despacho ali. Não acredito que vou ter que fazer outro! — Reclamei com mais rispidez na minha voz do que eu desejava: — Eu poderia estar bebendo ou fazendo qualquer outra coisa... Mas estou onde? — O filho de Ares reclamou rabugento e grosso. Não era comigo, eu sabia, mas eu tinha que confessar que a falta de paciência dele estava me irritando mais do que eu desejava. Ele normalmente não agia assim,  ou, toda aquela explosão de fúria era pelo fato de ter que fazer aquela cena comigo. Será que ainda havia algo de nós dentro dele?

Eu precisava acalmar Damon de alguma forma ou não sairíamos daquela situação tão fácil, mas antes eu precisava me colocar no controle novamente. Respirei fundo e mordi meu lábio inferior, eu podia fazer isso, podia me manter no controle e não mandar nenhum dos dois para ... o Inferno. Segurei no braço da prole de Ares e um arrepio percorreu meu corpo, aquela mesma sensação da primeira vez que eu toquei nele: — Fica calmo cara. Assim não vamos conseguir nada. Eu sei que o Gasparzinho é chato até umas horas. Mas não somos filhos de Hades. Não vai dar para socar ele por isso. — Eu não podia julga-lo, mas eu precisava dizer aquilo: — Olha! Vamos pensar em algo! Juntos! — Uma risadinha sarcástica ecoou quase atrás de nós: — Devo admitir que para interpretar esse romance, vocês levam jeito. Uma verdadeira Capuleto e um verdadeiro Montéquio. — Disse debochando da situação.

Ah eu juro! Eu juro que se eu pudesse apertar o pescoço daquela coisa só por um instante, eu o faria! O humor do semideus que já não estava nada bom, ficou ainda pior e a situação estava prestes a sair do controle: — Deveria ter escolhido Sonho de uma Noite de Verão. Seria ideal para a situação. Quase me vejo como Hipólita nesse momento. — Disparei com acidez e uma ironia que era fora do comum até para mim. Voltei a encarar moreno e meus lábios pareciam querer encontrar os dele a todo custo, eu não conseguia falar, quiçá encará-lo. Fitei o chão claramente fugindo de seu olhar: — A gente vai ter que fazer isso.  É fácil. Eu te ajudo com o texto. Acho que sei uma boa parte das falas do Romeu ainda. É só um romance de teatro. — Dei de ombros tentando mostrar que não me importava com isso. Estava querendo enganar a quem? Era orgulho ferido por ele ter referido a mim como uma amiga? Uma que simplesmente passou pela vida dele e pronto? Claro que era!

A questão é que as coisas não saíram como eu esperava, muito pelo contrário, foi como se eu jogasse um galão de gasolina em uma fogueira. Gus soltou o braço dele e me encarou com tanto desprezo que eu queria sumir. Aquilo doeu tanto em mim que senti minhas pernas estremecerem, o ar faltou e eu não conseguia mais raciocinar direito: — Não vou fazer porra nenhuma de teatro com você Sasha. — Ele deu alguns passos na direção do fantasma e encheu o peito para gritar: — Faça bom uso dessas coisas. Joga fora, queima. Faz o que quiser. — Ele então voltou a me encarar com frieza: — Não me importo com isso mais. — As últimas palavras eram um nítido recado para mim e que foi como se uma espada tivesse transpassado meu peito. Não sabia dizer se ele havia seguido em frente ou estava tão chateado quanto eu por aquela situação. Fantasma dos infernos!

Se eu amava aquele narcisista filho de Ares? Com todas as forças do meu ser. Como a imensidão dos oceanos do mundo. Estar longe dele não estava sendo fácil. Estava sendo como morrer um pouco a cada dia e vê-lo me tratar com tanto desprezo me fez sentir ainda pior. Ele não tinha o direito de fazer isso comigo. Não mesmo: — Qual é?! É o seu pequeno ego que não te deixa fazer? Ou sou eu? Eu ainda mexo com você Damon? — Eu já sabia que ele ia bancar o durão. Mas até certo ponto: — Quer saber Sasha? Mexe. E que diferença isso faz? Você não é capaz de admitir o mesmo. Você se esconde do que sente de verdade. Continua se preocupando com a opinião dos outros. — Ele jamais perdia aquele ar irônico e sarcástico quando discutia: — Você não é aquela garota que eu levei para Nova Iorque, fugindo de tudo e de todos. Enfrentando qualquer perigo. Você é apenas mais uma das Filhas de Poseidon que sempre vão fazer o que esperam de você. Quer saber? Já deu. Vou embora. — Ele sorriu com sarcasmo e me olhando com desdém novamente.

Eu nem sei por qual razão, mas segurei no braço dele uma vez mais, não ia deixar ele sair por cima: — Acha que é assim? Fala um monte para mim e vai saindo? — Minhas mãos não soltavam os braços do filho de Ares, mas uma terceira voz apareceu no meio da discussão: — A ideia não é vocês brigarem, meus queridos! — O fantasma tentou acalmar os ânimos, mas foi interrompido por um uníssono cala a boca dito por mim e por August. Voltamos a nos encarar e antes que ele falasse qualquer coisa eu comecei: — Eu gosto de você. Eu não fujo disso e quer saber? Está sendo um inferno a minha vida. Eu gosto tanto de você, que fui capaz de enfrentar a pessoa que cuidou de mim a vida toda. Como um pai! E continuo batendo de frente com ele todas as vezes que ele fala alguma coisa de você. — Isso aí Sasha, se expõe mesmo! Certinha mesmo! Agora ele vai achar que pode chutar cachorro morto. Talvez se ele fosse outro cara ele faria isso, mas não o cara que estava a minha frente.

Aquele silêncio sepulcral entre nó dois não se estendeu muito tempo, mas o suficiente para parecer uma eternidade para mim: — Eu só quero o que perdi de volta. — Havia tanto duplo sentindo naquela frase... Eu queria bem mais que o relógio que estava com o fantasma. Não precisava ser nenhum gênio para adivinhar. Eu ergui meu olhar ao dele e suspirei brevemente: — Me ajuda Damon. Por favor. — Pedi suplicante, como se a minha vida dependesse daquilo. Ele levou a ponta do dedo indicador dele até meu queixo e ergueu meu olhar, estremeci toda e precisei soltar o braço dele para disfarçar o quanto eu estava abalada. Ele revirou os olhos e suspirou um tanto insatisfeito: — Está bem. Vamos fazer logo essa maldita cena e acabar. Com isso. — Ele me encarou rapidamente, indo na direção de onde estava o cenário.

Subir naquela maldita varanda não foi nada fácil, não tinha água para eu cair ali e me salvar. Ia custar pelo menos um braço quebrado. Tentei puxar na minha cabeça algumas falas tanto de Romeu, quanto de Julieta. Pasmem, eu não lembrava nem da metade. Se ele sabia atuar? Claro que não! Ele era bom em muitas outras coisas e aquele não era um texto fácil de decorar. Ao mesmo tempo que era divertido, acabava sendo uma tortura: — Deve ter um jeito mais fácil de fazer isso. Mas vamos tentar. — Eu fechei os olhos e tentei lembrar das falas de Romeu:

Eu tomo a tua palavra:
Não mais serei “Romeu” daqui em diante,
Batiza-me de novo como “amor

Ele estava se esforçando, errando as palavras, não tinha nenhum jeito para Romeu, ou tivesse seu próprio tipo, fugindo dos estereótipos. Aquilo que tinha tudo para dar totalmente errado, começava a tomar um rumo inesperado por mim. Principalmente quando o sorriso de Damon surgiu tão natural que me vi obrigada a retribuir. A saudade invadiu meu peito de uma forma tão dolorosa que errei todas as falas de Juleita e gaguejei como uma leiga, como se nunca tivesse lindo um só trecho. Inferno! Eu me via tão próxima da dor de Julieta entre ter que escolher entre a família e o amor de Romeu. Eu não queria um final trágico como aquele, não queria ter que um dia chorar a dor de perdê-lo. Mas já não era isso que fazia todos os dias quando deitava em minha cama vazia? Respirei fundo e tentei me concentrar no que precisava fazer, foi quando uma ideia me surgiu.

Aquele fantasma era um filho de Afrodite e disse que sentia o amor entre duas pessoas. Tudo aquilo na verdade era uma forma de colocar eu e Damon frente a frente. Me lembrei do dia que ele disse que Afrodite estava do nosso lado e talvez naquele instante ela atou nossos destinos. Ele não queria a interpretação de uma cena, ele queria uma confissão de amor, uma confissão minha pela minha covardia. Respirei fundo e meu semblante voltou a ficar a sério, havia uma coisa que precisava fazer, fosse para me redimir com Damon ou com os Deuses. Olhei para o fantasma que parecia entediado com as nossas tentativas frustradas: — Aceita uma adaptação grega e contemporânea? — Perguntei ao falecido filho de Afrodite que me olhou com curiosidade: — Prossiga menina. — Disse ele sem perder a ironia. Gus também me olhava curioso, aquela aura de ira havia se dissipado por completo, finalmente. Agora era comigo, ou daria muito certo ou muito errado.

Mesmo não sentindo muita firmeza na marquise da varanda me escorei nela e pelos Deuses eu fiquei com medo daquilo desabar. O filho de Ares me olhava cada vez mais intrigado querendo saber o que eu faria. Respirei fundo e comecei, agora já não podia voltar atrás: — Um dia, no lugar mais improvável do mundo eu conheci um cara. — Eu senti minha voz vacilando em um primeiro momento. Então eu respirei fundo e continuei: — E esse cara me fez acreditar que eu dia tomar as rédeas do meu destino nas minhas mãos. Que eu podia fazer o que quisesse da minha vida e principalmente ser livre sempre. — O fantasma parecia curioso e entediado, mas continuava acompanhando: — Ao lado dele eu vivi os melhores e mais felizes momentos da minha vida. Momentos que eu não vou esquecer, mesmo que eu viva mil vidas.

Gus entendia que naquele momento eu falava com ele com uma sinceridade avassaladora, não interpretava nenhum papel, estava sendo apenas Sasha. Eu senti quando minhas pernas tremeram, minha voz começou a vacilar e meu coração parecia querer explodir dentro do meu peito: — Mas o que ele não entende. O que talvez ele não compreenda, é que mesmo eu tendo um pai que é um Deus. O Senhor dos Mares e dos Oceanos, eu tenho um lado humano. E esse lado humano me faz errar. Me faz ser covarde. Me faz temer e me faz ser egoísta! E quer saber Damon. Você pode se achar o pior cara do mundo, o mais errado e com todos os seus defeitos. Mesmo assim, eu não mereço você. — Eu já nem sabia mais o que estava dizendo ou apenas deixei que tudo aquilo que eu prendi durante meses sair: — Eu não sou a pessoa certa para você porque eu sou egoísta! Egoísta ao ponto de não querer sofrer. De não querer imaginar que um dia você simplesmente pode sair daquele lugar e não voltar mais. E eu ficaria sozinha. Ou o mesmo poderia acontecer comigo e você Damon, ficaria sozinho. —  Eu senti a garganta apertar com a vontade de chorar.

Mas não, eu não faria isso na frente dele, fechei meus punhos e desci daquela sacada pela escada torta que havia na parte de trás. Eu sentia como se ondas e mais ondas quebrassem dentro de mim, um misto de raiva de mim mesma e vergonha. Parei diante dele e o encarei: — Eu sou egoísta e pensei só em mim. Eu preferiria morrer, a viver um só dia pensando que eu nunca mais poderia te ver. Mas você quer saber a verdade. Você pode ter sido a pior escolha que eu já fiz, mas não me arrependo. Você me fez sentir viva. Me fez sentir eu mesma quando todos tentavam me controlar. Eu amo você. Amo! Mesmo você me fazendo questionar tudo o que eu sempre acreditei. E talvez tudo isso que eu tenha dito aqui tenha sido em vão. Afinal eu já afastei nós dois. Machuquei você, mesmo sem querer eu sei que fiz. Então me perdoe. De verdade me perdoe. Eu amo você e por amar você, eu não posso ser egoísta ao ponto de decidir por nós dois.

Eu esperei que ele fosse gritar, esbravejar, ser tomado por aquele estado de ira de momentos atrás, mas senti quando as mãos dele envolveram minha cintura. Ele não me beijou, apenas me aninhou contra seu peito e ficou em silêncio, com as suas mãos deslizando entre meus cabelos. Todo aquele peso das minhas costas se dissipou como mágica e eu conseguia até respirar melhor. Me afastei brevemente apenas o suficiente para encarar os olhos deles, mas antes que qualquer reação fosse tomada por um de nós dois, as palmas ecoaram estridentes: — Bravo! Bravíssimo! Se você for um fracasso como semideusa, pode tentar o drama. Agora como prometido, o pertence de vocês. — Como mágica uma caixa surgiu com os itens que ele havia pegado. Mais que rapidamente recuperei meu relógio e senti um imenso alívio por isso: — Espero que tenham aprendido a lição crianças. E espero que façam escolhas melhores da próxima vez. Entendeu, Srta. Pearcy? Agora podem ir. — Ele continuava com o mesmo tom de deboche e eu queria matá-lo por isso, mas acho que não teria mais tempo para isso naquela noite. Tudo dependeria da decisão da prole de Ares ao voltarmos para o salão.

Coloquei o relógio preso na casaca novamente e ajeitei a minha roupa, deslizando as mãos sobre o tecido. Depois subi a destra até o meu rosto limpando qualquer possível vestígio de lágrima, jamais eu deixaria que alguém percebesse que eu senti a ínfima vontade de chorar. Virei para trás mais uma vez, talvez fosse a última vez que tivesse a chance de vê-lo: — Obrigada. — Falei um tanto sem graça e sem saber como continuar. Damon rompeu a distância sem nada dizer, apenas seu olhar encarando a mim. Ele nem precisava me tocar para que eu me arrepiasse toda, mas a mão dele buscou meu corpo avida, me puxando contra o corpo dele e eles se encaixaram com perfeição: — Você está muito sexy com essa fantasia colada. — Comentei com ironia, esperando que a frase fosse quebrar o clima, mas isso não aconteceu. Mas uma frase muito singular e que me fez rir sobrepôs à minha: — Cala a boca, blondie. — Foram as últimas palavras antes de nossas bocas se encontrarem em um beijo afoito.

Quanto tempo durou? O suficiente para me fazer perder o ar, as estribeiras e me fazer tremer dos pés à cabeça. Ele deu aquele sorriso sedutor e ao mesmo tempo irônico e como eu amava aquilo:  — Acho que podemos aproveitar alguma coisa dessa festa. Mesmo que não seja a minha favorita. — O dedo dele repousou nos meus lábios: — Ou pelo menos podemos fazer a festa ficar interessante a nossa maneira. — Eu sabia muito bem o que ele queria dizer com aquelas palavras. Apesar de tudo, de todo o nervosismo, eu estava saindo muito melhor do que havia chegado. Eu apenas precisava aproveitar bem minha segunda chance e eu faria isso. Graças a aquele maldito fantasma que resolveu nos ajudar. Mas uma outra coisa me fez ficar levemente preocupada. Se Afrodite havia atado meu destino com Damon, meu pai não estaria nada feliz. Um arrepio percorreu meu corpo só em pensar, mas precisava deixar isso de lado e eu já havia tomando minha decisão. Nenhum Deus poderia nos separar, nem que para isso eu tivesse que ir contra todos eles.


Itens:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Sabre [Uma espada onde a destreza é mais influente que a força, podendo infligir grandes danos, feita com ferro estígio na lâmina e com o cabo revestido por um tipo de couro resistente e que se encaixa perfeitamente na mão daquele que a porta. | Efeito 1: A arma possui a característica incomum de ganhar um aspecto assustador quando está em um ambiente escuro, intimidando inimigos de menor nível, porém tal intimidação não é muito efetiva ao verem quem porta tal arma (rs). | Efeito 2: O sabre pode se tornar um anel liso e feito de ferro estígio. | Ferro estígio e couro. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]



wearing: Jeans with: @"August Damon Wolfstorm "in:N.Y City
No matter how many lives that I live, I will never regret


Sasha
Sasha Pearcy
Sasha Pearcy
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon

Idade : 19
Localização : Oceano

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Mensagem por Kim Nayoung em Sab Out 19, 2019 1:58 pm


Sasha

Método de Avaliação:
Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância e etc – 40%
Habilidade condizente com os itens criados – 20%
Total: 3.000 XP +3.000 dracmas + 4 Ossos.

August
Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância e etc – 40%
Habilidade condizente com os itens criados – 20%
Total: 3.000 XP + 3.000 dracmas + 4 ossos

Sasha
Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramatica, erros, pontuação, coerência, concordância e etc – 40%
Habilidade condizente com os itens criados – 20%
Total: 3.000 XP + 3.000 dracmas + 4 ossos

Comentário:
Não tenho muito o que falar, pois a missão de vocês ficou muito legal. Mas queria sinalizar para a moça Sasha tomar cuidado com informação demais nos parágrafos.

Atualizado por Anfitrite


the night
"We carry all of the power we need inside ourselves already."

Kim Nayoung
Kim Nayoung
Líder de Nyx
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