The Blood of Olympus
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Nova York

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Re: Nova York

Mensagem por Apolo em Sex Nov 03, 2017 1:54 pm

Deimos escreveu:

Isaac Dähl Bouwknech


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensas Máximas 3.000 XP + 3.000 Dracmas   
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Realidade de postagem + Ações realizadas: 30%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 20%



RECOMPENSAS: 1.950XP + 1.950 dracmas + Travessura. 
Se não for muito bem nessa postagem, o semideus será atacado por monstros e humanos em sua próxima postagem, podendo acabar indo parar na enfermaria com fraturas feias.

STATUS:

HP:  360/420 - 35 - Devido ao dano da Harpia.
MP: 145/420 - 30


Comentários:

Apesar de haverem monstros na festa, o principio da missão que era proteger os monstros para evitar que os humanos os atacassem e eles retribuíssem os ataques humanos não foi cumprido em totalidade, com você os atacando ao ver que eram monstros e os retirando da festa. Além disto, usou suas asas e armamentos perante humanos (Já que, se eles estavam atrás dos monstros, os seguiriam, o que não ficou nada claro.) o que não deu uma boa interpretação ao texto nem demonstrou muita criatividade ou coerência da batalha.

Além disto, a falta de algumas virgulas, alguns erros de concordância e palavras inexistentes (Liderante, não existe realmente.) lhe deram um leve desconto na pontuação. Contudo, está aprovada.


Atualizado por Nox



☼ APOLO ☼

eksereul balpa geokjeongi mot ttara tage, nugudo neol mot araboge ah yeah, aye sokdoreul choedaero ollin chaero, rolling seutonjeuui noraereul play on, but eotteon noraereul teureobwado
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Re: Nova York

Mensagem por Kang Pipper em Ter Nov 07, 2017 10:45 pm

Chaotic
Já passava da uma da madrugada quando a sorte de Pipper mudou – ao menos era o que Blanca, a cigana e mãe de criação da semideusa, diria caso estivesse lendo o futuro imediato da menina –, através de um pequeno pássaro e um dragão de vácuo. Naturalmente, após o término das batalhas as ruas pareceram lotar, sendo preenchidas por semideuses loucos por algum descanso, assim como pessoas comuns. Algumas portando câmeras e as mirando nos rostos cansados das proles dos Deuses. A notoriedade de que tais ações resultariam em desastre fizeram Pipper recuar, invisível e abraçada pela noite, acompanhada das mascotes até a sacada de um prédio. Mas apesar de estar consciente ela não era uma exceção a regra, certamente. Estava terrivelmente cansada e esfomeada, além de possuir ferimentos. O que foi resolvido ao passo que duas proles de Apolo a encontraram – fazendo-a questionar se as garotas haviam desenvolvido alguma sensibilidade ao cheiro de sangue, como tubarões –, curando o cansaço e os ferimentos com uma mestria inegável, apenas deixando a costumeira fome instalada no estômago da adolescente. Definitivamente a asiática apenas desejava uma refeição satisfatória e sua cama, porém nem tudo era como ela queria. De modo que ela permaneceu no topo do prédio, analisando a atividade humana enquanto Leo e Peaches dormiam.

Seus olhos se fechando de tempos em tempos a medida que a noite avançava. Mas a calmaria teve fim, felizmente, trazendo sentimentos e uma felicidade genuína ao saber que encontraria Hela em breve. Ainda que cheirasse a sangue, suor e magia. Pipper avistou Bontë antes de localizar o corvo, subindo no Dragão assim que a situação fez sentido, indicando um local seguro para as próprias mascotes antes de deixar o prédio para trás. A espera, além do desconforto por estar voando – ainda que a noite estivesse em seu auge –, não lhe pareceu longa. Resultando no pouso da criatura mística (e enorme, devemos citar), para que Hela pudesse subir no mesmo. Naturalmente, controlar o próprio sorriso foi um baita problema para a semideusa, que apenas desistiu.

- Você está bem? Tipo, bem, sabe? Da última vez que te vi você meio que estava desmaiada. – Pipper indicou, virando o rosto minimamente com intenção de observar a mais velha, para se certificar de que a namorada realmente estava bem. – Um monstro tentou me seduzir, isso acontece, Hel!

Pipper continuou a falar, narrando algumas das coisas estranhas que havia visto durante o decorrer do dia. Sobre as lojas invadidas e as câmeras das pessoas comuns, enquanto ainda voavam no dragão estrelado, estranhando o ambiente assim que a mascote de Hela atingiu o chão. Tratando-se obviamente de algum clube noturno, o que obviamente havia despertado a curiosidade da semideusa, que segurou o braço da namorada, quase como se quisesse se esconder atrás da mesma, analisando a fachada e, posteriormente o interior. Admirando as luzes com uma concentração ímpar.

- Essas luzes são incríveis, Hela! Incríveis, eu acho que vou comprar várias e enfeitar meu quarto, vai brilhar mais do que a árvore de natal!

Entretanto a mais velha a conduziu para longe das luzes antes que a adolescente pudesse simplesmente parar para perguntar onde o dono havia as adquirido, passando por um homem que parecia conhecer Hela, afinal a mesma havia dito que aquele era seu antigo local de trabalho. Por fim, haviam chegado a um quarto que parecia ter ficado um tempo fechado diante da camada fina de poeira.

- Eu confio em você, Hela. Não se preocupe, se você quiser me contar eu vou estar aqui para ouvir! – Por fim a semideusa acabou seguindo os conselhos de Hela, pegando a muda de roupas e indo para o banheiro. – Eu amo você um muitão, não se preocupa.

A semideusa sussurrou, antes de ir realmente tomar banho. Lavando as próprias roupas – sujas da batalha, com alguns rasgos e cheirando a sangue –, se sentindo realizada por conseguir remover o cheiro de sangue a sujeira, não tardando a pendurar as peças de roupa pelo banheiro, conjurando uns feitiços de reparo para fazer com que suas roupas voltassem ao estado que estavam pela manhã. Saindo do banheiro já trajando as roupas da namorada e finalmente livre do cheiro da batalha.

- Eu acho que, da próxima vez, eu vou criar alguns feitiços para secar roupas e criar algumas coisas domesticas! – Ela comentou, sentindo uma pequena tensão e silencio.


Armas:
+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue/Camiseta roxa do Acampamento Júpiter.

+ Colar de contas do Acampamento.

*Ghost: A espada curta e irregular - com cabo de couro e lâmina de ferro estígio-, possui a habilidade de, basicamente, se adaptar ao usuário em relação ao seu peso e equilíbrio. Envolta por energia negra, a arma pode facilmente \\\'incrementar\\\' as habilidades dos filhos de Nyx, fazendo com que este não precise \\\'criar\\\' a energia para poder usá-la. (Só pode usar a energia negra da arma 3 vezes por missão/PvP/MvP){By Nyx}

*Foice Lunar - Foice grande com lâmina feita da mistura de ferro estígio com prata estelar, encimada por um grande morcego negro de metal.

3 litro de néctar dos deuses
Caixa grande de ambrósia (18 cubos)

♈️ Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).]

+Caixinha de pílulas: Uma caixa transparente com quatro aberturas – cabe na palma da mão – separadas por quadrados de tamanhos idênticos. Cada quadrado comporta uma bolinha colorida, duas vermelhas e duas verdes. As verdes têm o efeito de restauração, quando o semideus consome tal pílula seu HP/MP é restaurado em 50%. Já as vermelhas têm o efeito de força, quando consumidas dobram o poder de dano dos poderes ativos do semideus, se um golpe tirava 10 de HP do inimigo vai tirar 20 e assim por diante. (Obs: Assim que consumidas elas somem da mochila, se apenas uma for consumida, uma some, se as quatro forem elas deixam o arsenal).

Luvas de Dragão: Um par de luvas de couro de dragão, que tem revestimento em escamas escuras, com a tonalidade em cor preta. As luvas têm duas propriedades distintas, quando a palma é aberta, é possível ver em seu centro uma espécie de círculo, nesse círculo ao ser aberto, é capaz de soltar um gás distinto, ele além de causar uma neblina densa – impedindo que a pessoa seja capaz de detectar o portador – ainda trás uma mistura estranha de pó do sono, logo, a pessoa que ingerisse tal gás, adormeceria por dois turnos, ficando vulnerável. As luvas ainda têm a propriedade de soltar garras, atirando-as como agulhas afiadas, que fincam na pele causando feridas mais leves, mas capazes de rasgar a pele, ou perfura-la.

Bolinhas geladas: Uma caixa contendo seis bolinhas do tamanho de uma bolinha de gude, transparentes e com circulação de gelo em sua parte interna – geada e tempestade, poderes presentes nas cartas de dominação de Emmanuelle – o poder contido é liberado quando a bolinha é quebrada, geralmente ao ser lançada contra o adversário, fazendo com que uma pequena rajada de gelo saia de dentro da mesma, congelando a parte que for atingida – uma mão, um braço, uma perna – o poder contido é pequeno, e serve mais para ganhar tempo. (x6 bolinhas) (presente de Emmanuelle)

Cure: Uma caixinha contendo quatro injeções de vidro resistentes. São menores do que um dedo, e por serem feitas de vidro e o liquido contido dentro ser transparente, acabam sendo muito bem disfarçadas – ou seja, a visão para quem vê de longe é quase nula, faz parecer que o objeto nem está ali – tais injeções estão retendo poções de cura, e antídotos para veneno. São quatro, sendo duas com antidoto de veneno, e duas de poções de cura. As de veneno ao serem aplicadas faz com que o veneno dentro do corpo do usuário suma, pois quebra o efeito do veneno no corpo, sangue e etc. já a poção de cura serve para curar ferimentos leves. Por serem injeções a aplicação é mais rápida, e o efeito também é imediato. (presente de Emmanuelle)

Pastilha restauradora: Uma cartela de prata com 10 pastilhas presas. Possuem uma coloração dourada bem clara, e emitem um brilho esbranquiçado que aparenta ter um conteúdo duvidoso, quando na verdade faz o inverso. As balinhas contidas nessa cartela tem propriedades restauradora, que faz com que o semideus que ingerir a balinha recupera 20 de HP e 20 de MP em sua barra instantaneamente. Em contrapartida, não é possível ingerir mais de duas balas por vez, ou as pastilhas terão um efeito reverso, fazendo o semideus perder HP e MP, ao invés de recuperar. (presente de Zeus)

Animais fantasmas: Três pequenos pingentes de jade trançados e presos a um anel – um corvo, uma fênix, e um gato – em miniatura, mini marionetes. Em cada pingente, um espirito selado – fantasmas das mesmas criaturas em questão - vinculados a semideusa por uma runa de união, o que faz com que se sintam na obrigação de protege-la. Durante um turno – de sua escolha – as criaturas saltam do anel e ganham vida, expandindo-se para o tamanho do animal, a protegendo, lutando em seu lugar. As criaturas também podem servir de comunicadores, ou seja, quando Pipper precisar enviar um recado, os pingentes podem se transportar pelas sombras, e chegar mais rapidamente aquele para quem ela enviou a mensagem. Quando terminam sua missão, retornam ao anel como pingente. (Cada criatura tem 50 de HP). {Criação da Panda}

Mini Grimorio: Um pequeno livro de couro azul marinho, com o nome do semideus em seu centro, que só se abre ao toque de seu dono. O livro contem paginas em branco, e permite ao dono do grimorio criar dois feitiços únicos e exclusivos – necessita de postagem dentro do laboratório de poções, e da aprovação para que o feitiço seja selado dentro do mini grimorio, junto ao seu efeito – cada vez que o livro for aberto, o feitiço será liberado, seja um ou outro, fica a escolha do semideus. Porém, o feitiço também terá gasto de MP, decidido no momento de sua criação.

Chocolate Papai Noel encantado: Uma caixa de bombons com a carinha do papai Noel, seu interior é recheado com néctar, por isso tem efeito de restaurar até 10 HP e 10 MP do semideus. Só podem ser ingeridos uma por vez. (x10)

Cookie transporte: Uma lata de Cookies que servem para teletransportar o usuário para onde ele quiser, ou seja, basta pensar em um local – de preferencia visualize o mesmo em sua mente, para que a magia seja mais certeira – e morda o Cookie, ele faz o resto. Cada Cookie só transporta uma pessoa, e só faz uma viagem. (6x)

War – Um bracelete com pingentes distintos, representativos aos olimpianos, e Hades. Cada pingente possui uma propriedade diferente, pois esse bracelete foi forjado por Hefesto, para ser uma arma especial criada para aqueles que serviram de jurados na casa dos 12. Cada pingente possui uma propriedade, que proporciona ao semideus algo especial, e diferente em suas batalhas. Só é permitido ativar um único pingente por vez em missão ou batalha, então escolha-os com sabedoria. Abaixo a descrição de cada um deles por ordem. Três pingentes foram acoplados nesse bracelete, sendo eles: Coração (Afrodite) – O semideus será imune ao charme, ou seja, poderes relacionados ao charme, persuasão e encantamento através de palavras ou beleza não surtirão efeitos contra ele. Vinho (Dionísio) – Será imune a bebidas, ao efeito do álcool, seja perfume ou bebida, não se sentira afetado. E
Coruja (Athena) – Permite o bloqueio da mente do semideus, assim sendo poderes ilusórios ou que afetem a mente diretamente – como derreter o cérebro – não surtirão efeito, pois o pingente cria uma barreira natural para proteger o semideus. (Gasta 5 MP por turno ativo).

Espirito ancestral: Gargantilha de prata com um pingente de ampulheta. Quando o semideus tiver a mente tomada por ilusões de um inimigo, o espirito é ativo, toma a mente do semideus e a limpa até deixa-la clara novamente. (Só pode ser usado uma única vez por evento/luta, ou missão.)

Grimório: Encadernado com couro vermelho, é um livro de feitiços selado, que apenas se abre pelas mãos de seu portador – qualquer outro individuo que conseguir abrir o grimório, só vera páginas em branco – a capa tem o desenho de um pentagrama de cinco pontas, e é coberto por símbolos. O Nome do portador é gravado na capa. – 1.200 Dracmas

Livro de Poções: Encadernado em couro azul, é um livro de ensinamentos para preparo de poções, desde o efeito, a quantidade de rendimento, ingredientes e efeitos, tudo contido dentro do livro de poções. - 700 Dracmas

Livro para criação de Talismãs e Amuletos: Encadernado em couro branco, repleto de símbolos dourados com dizeres de sorte, aprendizagem e ensinamento. Abre-se ao toque do dono, geralmente o nome do mesmo será gravado em sua capa. O livro contem os ensinamentos, passo a passo para criação, efeitos de amuletos, efeitos de pedra e os rituais da lua, bem como os dias de mau agouro.

Blood Magic [Uma caneta aparentemente comum, porém de aparência elegante. Porém essa caneta não funciona com tinta normal, mas apenas com sangue. Para encher o tubo, é preciso encostar a ponta da caneta em um pequeno machucado ou qualquer fonte do sangue a ser usado. Sua grafia varia de acordo com o desejo do dono, podendo ser mais forte e assim usando mais da tinta sangrenta, ou mais fina e delicada. Feita basicamente de arambarium - metal que conduz magia com mais facilidade – e ouro compondo todos os detalhes. | Efeito: Ela tem o efeito de sempre retornar ao dono depois de algum tempo | Arambarium e Ouro | Resistência: Beta | Status: 100%, sem danos | Mágica | Forjado por Leo Valdez]

• Cupid Ring [ Um anel de ouro com um pequeno rubi incrustado, de um lado do rubi é possível ver a runa Raidho, enquanto do outro lado é possível ver Thurisaz. Na parte interna das alianças há a frase "Lembre-se do perigo de onde viemos" e as iniciais de Hela Deverich logo após o fim da frase.
| Traz proteção a quem usa pelo fato de possuir a runa Thurisaz e faz com que o casal que a usa possua uma forte ligação. | Ouro e rubi | Sem espaço para gemas| Beta | Status 100%, sem danos | Mágica  | Loja de Afrodite, encantadas por Hela A. Deverich]

• Mørk [ Aros feitos de ouro branco com três pequenas ametistas incrustadas no centro onde, ao lado das pedras, é possível ver entalhes da serpente Jörmungandr à direita e de um trevo de quatro folhas à esquerda (representando o lado nórdico de Hela e o lado cigano de Pipper), na parte interna das alianças encontra-se gravado apenas os nomes das jovens em uma caligrafia fina e delicada. | As alianças permitem que as semideusas tenham uma ligação mental, podendo se comunicar por pensamentos independente de onde se encontram e também podem alertar quando uma das duas se encontra em iminente perigo, dando a chance de que uma vá ao socorro da outra. | Ouro Branco e Ametista | Hela e Pipper ]

• Repulso – [Um relógio de pulso cheio de detalhes e escritos em runa, que brilham quando seu poder é ativado | Quando uma magia é lançada contra o portador desse relógio, esse se ativa automaticamente, cria um escudo invisível ao redor do portador (aquele que estiver usando) e rebate a magia contra quem a lançou. O efeito, no entanto, só dura dois turnos, depois o relógio entra em espera por outros dois turnos inteiros. | Raro | Alfa | 100% sem danos | Épico |   Festival das estações. ]


the night
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Re: Nova York

Mensagem por Hela A. Deverich em Qua Nov 08, 2017 9:33 pm

your the only one who can make me pray 'cause your love is holy

Hela precisou segurar a vontade de rir. – Estou bem. De verdade. – disse para a menina. Como sua mãe era bem-vinda nos três reinos, o desconforto do modo de viagem não a atingia. Mas o medo de altura sim.

E, enquanto ouvia a namorada com toda a atenção, não podia deixar de se sentir aliviada por tê-la consigo. Mesmo que ela estivesse com um odor metálico de sangue e suor. Não deixava de confortar Hela, a prole da magia ainda podia sentir o perfume alheio por baixo de toda aquela sujeira.

Outra coisa que surpreendeu Hela foi o discreto sorriso que brotou em seus lábios quando a menina expressou genuína euforia com as luzes da boate. Esperava uma chuva de justificáveis questionamentos. Mas a reação de Pipper fora, deveras, melhor. – Posso te ajudar com isso em seu quarto, hm? – a menina mais velha murmurou, mantendo a postura protetora ao redor da jovem morena.

Passar pelo bar com Pipper fora mais tranquilo do que pensara, nenhum dos homens ousara tocar em nenhuma delas, o que causaria uma briga desnecessária. Assentiu, ouvindo a fala da mais nova e sorriu levemente. – Também te amo muito, pequena. – disse em um sussurro, pegando roupas para si. Pretendia banhar rápido assim que Pipper saísse.

Hela podia sentir a dor nos ombros aumentar enquanto passava tempo sozinha naquele quarto. Olhava as armas, sabendo que não haveria necessidade de uso para nenhuma delas. Não mais. Não dessa vez. Assim ela esperava. – Ah, sim! São bem úteis. Mas gosto de tarefas domésticas. São a coisa mais normal do meu dia. Já venho. – Beijou a testa da mais nova ao passar por ela e entrou no banheiro, se despindo.

Não demorou muito no banho, pisando nas roupas para limpá-las enquanto banhava. Vestiu a roupa e se sentou no meio da cama, batendo em um espaço ao seu lado para que a mais nova se juntasse consigo. – Bem, eu trabalhei aqui de uma forma que... não me traz orgulho. – Fitava as próprias mãos ao falar. – Meu pai era uma pessoa ruim. Ele matou minha tia quando criança. Pensaram que era um acidente... enfim, ele não era um pai muito melhor do que foi irmão. Me batia, não gostava de mim e tratava Robin muito bem. Eu até pensei em fugir. Mas ele disse que mataria nós duas se eu o fizesse.

Chegou em um ponto onde... eu não conseguia mais ficar. Ele chegou a contratar uns caras para me bater. Nós estávamos morando em outro lugar... então um dia eu ouvi a voz de uma mulher que, hoje eu sei, era a minha mãe. – Deu um pequeno sorriso, torcendo os dedos nervosamente. – Ela disse para ele nos deixar ir. Não sei bem o que aconteceu. Mas ele deixou. Nos deu dois mil dólares e duas passagens para cá. Mas o dinheiro deu para uns poucos meses de aluguel e alimentação... ninguém queria contratar uma garota de dezesseis anos que sequer tinha uma residência em um bairro decente.

Levantou o olhar e respirou fundo, pensando um pouco em como dizer aquilo. Era embaraçoso e ela nunca, jamais, contara a ninguém. – Nem a Robin sabe. Ela jura que eu era balconista em uma lanchonete. Mas eu... trabalhava aqui. Inicialmente como garçonete. E mais tarde como prostituta.

Eu estudava durante o dia. Dormia de tarde. Trabalhava de noite. Foi assim por uns... dois anos. Até eu notar que tinha um monstro observando minha rotina com a Robin. Então eu resolvi acreditar na única coisa boa que meu pai fez por mim e Robin. Procurei o Acampamento e... bem. O restante você sabe. – Desviou o olhar, passando as unhas pela nuca levemente. Um velho hábito causado por nervosismo. Esperava em silêncio pela resposta da namorada, completamente perdida sobre o que esperar.
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Re: Nova York

Mensagem por Frannie A. Blackwell em Dom Nov 12, 2017 1:27 pm


A lenda do véu da noite


PS: A missão será realizada junto com Gerrard!

A Broadway era um dos pontos nova-iorquinos que eu mais amava visitar. Em meio àquela floresta de concreto, havia aquela pequena poção de terra em que os sonhos eram permitidos, onde o drama era aceito e as emoções afloravam sem julgamentos. Eu amava o teatro e os musicais, além de toda aquela aura de felicidade e encanto que envolviam qualquer ser que adentrava no mundo das performances. Era trinta e um de outubro, data do famigerado dia das bruxas. Pelas ruas e redes sociais falavam de uma festa incrível que tomaria toda a praça da Broadway. A princípio o plano era convidar Charlotte para sair, tentar restaurar a nossa relação ou pelo trocar mais do que uma dúzia de palavras. Mas quando a coragem finalmente guiou meus passos em direção ao chalé dos Curandeiros, eu a vi com alguns semideuses ao seu redor, rindo como não fazia a semanas.

Ela estava se divertindo, porque eu estragaria a noite de festas sabendo que minha presença a deixaria tensa?

Foi por causa dessa conclusão que eu estava ali, na praça da Broadway em um perfeito cenário de Caça às Bruxas, como se tivessem trazido a própria Salém e colocado ali no meio de New York. Haviam humanos por todos os lados, aglomerados, animados e com copos nas mãos. Eu estava em uma parte alta, com um copo de suco na mão observando as interações pensando que pelo menos a música que ressoava por ali era agradável o suficiente para manter-me no local. Nessa procura por algo interessante encontrei algo que chamou a minha atenção, assim como o havia feito em um momento do passado.

Recentemente eu trabalhava em uma loja de moda em Nova Roma. Ao menos uma vez no mês eu ia até o lugar para ser fotografada usando os produtos da grife. Nesses dias, costumava passear por aquela cidade encantada por algo como aquilo existir. Foi em um desses passeios que eu o vi pela primeira vez. Era meio difícil não vê-lo, afinal o garoto possuía facilmente dois metros de altura, era forte e tinha uma gargalhada forte, mas contagiosa o suficiente para me fazer sorrir de longe apenas por escutar aquele som. Ele estava ali em meio aos humanos, também com o copo na mão e parecendo entediado. Estava pronta para descer do ponto onde estava quando um barulho invadiu a minha audição apurada.

Invadir era o termo correto para explicar o que acontecia vez ou outra. Minha audição, assim como a de meus meios-irmãos, era bastante apurada e na maioria das vezes temos controle sobre essa característica. Porém em outros momentos acabávamos escutando um sussurro sendo dito a metros de distância como se estivessem sendo gritados ao nosso lado. Naquele momento, o contexto que fez paralisar meu corpo e abrir bem os olhos era a segunda opção.

“Prenda-os direito! Essas aberrações não podem escapar”

“Por favor, nós somos humanos também, nós só viemos nos divertir como todo mundo”

“Não fale sua coisa esquisita! Isso aqui diz exatamente o contrário, gostou desse aparelho? Ele vai mostrar onde cada um de sua raça se esconde!”

Desde os ataques em New York e San Francisco o mundo havia mudado. Discreta e gritantemente. Os humanos sabiam que havia algo sendo escondidos deles, algo diferente e mais poderoso. Como bons exemplares de sua raça, eles estavam assustados e usavam da estratégia mais conhecida: atacar primeiro, perguntar depois. Não precisei de muito para deduzir que eles tinham um aparelho em mãos que denunciavam a nossa presença, de alguma forma, e que tinham capturado alguns semideuses. Mordisquei o lábio inferior e deixei o copo com suco cair, saltando de onde estava para cortar aquele mar de gente e ir em direção ao garoto enorme.

- Hey! Hey! – tentei chamar a atenção dele, o rapaz estava prestes a levar um cigarro a boca – Hey romano – usar de sua origem provavelmente denunciaria que eu sabia que ele era um semideus, deu certo pois seus olhos desconfiados repousaram sobre meu corpo franzino – Preciso de sua ajuda, sou grega! Tem algo errado acontecendo com outros como nós!




De perto aquele romano parecia ser ainda maior. A sensação de quando a mão dele segurou meu braço era de que eu não tinha outra escolha a não ser segui-lo, mesmo que eu tentasse não o fazer. A tentativa de pensar positivo foi o de não ter mais medo ainda daquele gigante, pois pelo menos ele não tinha me ignorado ou fingido que o perigo estava ali.

- Eu o vi no a-acampamento romano, trabalho na loja da Kyra e Elena – me amaldiçoei por não conseguir manter o timbre de minha voz firme, afinal eu estava completamente intimidada com o tamanho daquele homem – Olha, sou filha de Apolo, eu escutei algo e estou com uma sensação muito ruim. Eu tenho de verificar se há mesmo semideuses sendo mantidos em perigo. Eu só preciso achar acesso a um lugar alto.

O garoto pareceu pensativo, como se analisasse as minhas palavras. Olhou para os lados, deu de ombros e como se eu pesasse apenas dez quilos, ele me ergueu com extrema facilidade fazendo um grito abafado escapar de minha garganta. Fora um susto inevitável, já que aquele gigante avançou e me ergueu do nada! Mas logo eu entendia o que o romano pretendia quando entendi que daquela forma eu estava mais próxima da escada de incêndio do prédio ao lado. Segurei nas bordas de ferro e puxei meu corpo para o alto, apoiando meus pés logo depois.

- Espere – retirei o colar que eu usava e estiquei meu braço para baixo para deixar o acessório acessível para o gigante loiro – Eu os escutei falar algo como dispositivo para identificar semideuses, eu vou estar no alto, sou mais difícil de identificar. Se eu descobrir alguma coisa, vou tentar guia-lo até eles ok?!

Era um plano improvisado, talvez eu estivesse exigindo demais de um desconhecido. Mas cada célula e cada fibra herdada de um deus profeta diziam que algo de errado estava acontecendo. Eu encarava o homem não mais com medo, mas determinada a resolver aquilo sem que ninguém se machucasse. Eu não iria mais permitir que semideuses ao meu redor ficassem feridos, não como aconteceu em New York no evento caótico.


Tudo o que eu precisei fazer nas ações seguintes era subir rapidamente as escadas de incêndio e alcançar o topo daquele prédio. Já perto da beirada, eu tive uma vista quase completa da festa que ocorria por toda a praça. O cenário era perfeito, digno de produção hollywoodiana, mas não era atoa, afinal estávamos falando da Broadway. Haviam muitos humanos, fantasiados ou apenas vestidos de maneira “nice”. A maioria bêbados, outros dançando e muitos conversando com as bocas, mas sem pronunciar nenhuma palavra. Daquela distância, a música havia se tornado distante, como que uma parte de um background. Inspirei fundo o ar noturno, tentando acalmar a minha mente e respiração, eu precisaria de concentração naquele momento.

Apurar a audição provocou uma sutil careta. A invasão dos ruídos aos quais eu não percebia antes era doloroso para meus tímpanos. Eu escutava risos, vozes altas, até mesmo sons de pequenas brigas e discussões entre amantes. Escutava o pisar forte no chão, com o impacto dos pés na superfície ao realizar um passo de dança mais energético. Frases soltas vinham de todos os lados. Se pudesse transformar aquela sensação em imagem, diria que o conjunto de palavras soltas eram como correntes de ar furiosas que giravam ao redor de mim como um redemoinho.

Até que finalmente as escutei.

“Fiquem quietos e vocês não vão se machucar muito”

“Eles parecem normais, será que o aparelho está quebrado?”

“Nós deveríamos estar lá dançando e curtindo, não aqui nessa vigia!”

“Nós não machucamos ninguém!”

“Por favor...”

“... nós deixe sair, não vamos fazer nada demais!”

Ali estavam as frases que eu buscava. Foquei minha atenção nelas, o primeiro passo havia sido feito, agora vinha o mais complicado. Ao focar na origem daquelas vozes, deixei que as ondas sonoras fossem captadas como um radar. Era a habilidade de ecolocalização entrando em ação, no entanto, era difícil tentar achar todos ao mesmo tempo! Resmungando, concentrei na voz masculina mais próxima, fixando em sua posição, nas vibrações da música que colidiam contra as pessoas e as paredes, quase me dando uma visão espacial do lugar...

- Achei! – exclamei indo para o lado leste do prédio. Apurei minha visão até encontrar o garoto suspeito, vestido de zumbi encostado em um muro de uma loja. Usei da minha habilidade de sussurrar palavras e leva-las até quem eu almejasse, podendo assim me comunicar com o garoto romano – Hey grandão, localizei um deles, ele está na loja de discos próximo a um grupo de três garotas morenas. Há um beco entre a loja de discos e outra loja!


O garoto de quase dois metros de altura havia resolvido com louvor a situação, dando-me a oportunidade para poder procurar pela origem das outras vozes. Fechei mais uma vez os olhos, inspirei profundamente o ar noturno e fui excluindo os estímulos auditivos desnecessários, focando nas vozes que eu queria escutar. Ao mesmo tempo, permitia que minha mente fosse inundada pela ecolocalização, permitindo que o radar funcionasse em pleno vigor. Dessa vez, fora mais fácil identificar a posição dos outros quatro inimigos.

- Hey gigante – falei com o garoto em um tom sereno, usando do sussurro andante para realizar a comunicação – Há dois deles protegendo um prédio, parecido com uma igreja. Eu acho que os semideuses estão sendo contidos lá dentro. Logo estarei com você!

Passada as instruções, eu precisava agir rapidamente com os meus dois alvos. Daria cobertura ao romano agindo dali de cima, lidando com aqueles dois inimigos enquanto ele começava o verdadeiro resgate. Dirigi meus passos para o lado leste do prédio em que me encontrava, ficando sobre um lado duvidoso da festa. Era ali onde os fumantes estavam, encostados sobre a parede ou apenas conversando entre si. Havia um rapaz fantasiado de algo que me lembrava bastante o Rambo.

O garoto romano já deveria ter entrado em ação, eu não poderia mais perder tempo. Levei o polegar esquerdo para a boca, mordendo com força suficiente para machucar e fazer sangrar. Abri bem a palma de minha mão destra, passando o polegar sobre a epiderme ativando algo que nem mesmo eu sabia explicar muito bem, na maioria das vezes. Uma tatuagem de uma flecha tribal apareceu sobre minha mão e, em menos de um segundo, um arco prateado se formou sobre minha palma, assim como também senti o peso da aljava de flechas sobre minhas costas. Armada da melhor maneira possível, pisei com o pé direito na beirada do prédio e me posicionei para o ataque.

Minha mão canhota foi em direção a aljava, os dedos sentindo a diferença entre as penas para capturar a que eu almejava. Primeiro uma flecha comum foi selecionada e armada sobre o item bélico. Retesei o cordão deixando o projétil pronto para o tiro enquanto guiava gentilmente a minha mira em direção ao garoto alvo. O problema? Era que muitas pessoas estavam passando por ali e desconfiariam se ele caísse do nada. Então direcionei a mira mais para a esquerda, em um beco não muito escuro, mas discreto e atirei. A flecha cortou o ar rapidamente, colidindo contra o material de metal de uma lata de lixo. O som inusitado foi o suficiente para chamar a atenção do cientista maluco. Abri um pequeno sorriso enquanto levava minha mão em direção a aljava em minhas costas, deixando os dedos passearem rapidamente sobre a extremidade para selecionar uma flecha que era diferente em sua forma. A ponta não era como uma seta, mas sim curvada para atender o propósito de atordoar o inimigo. Acoplei a flecha no arco, inspirei fundo em uma tentativa de controlar o coração agitado e acalmar a mente ansiosa. Retesei o cordão e acompanhei a ida do garoto inimigo em direção ao beco, mirando pacientemente para que o tiro não acabasse provocando um machucado irreversível. Ajustei a força do tiro flexibilizando um pouco mais o puxão no cordão, esperei pacientemente e finalmente deixei o projétil escapar de meus dedos. A flecha atravessou o ar ao mesmo tempo em que eu segurava o meu em meus pulmões. Por não ser pontiaguda ela não possuía a propriedade de perfurar, porém a depender da força do tiro, ela poderia deixar sequelas demasiadamente perigosas, pois o tiro foi certeiro em sua cabeça!

Headshot!

Corri para o outro lado do prédio depois de esperar apenas cinco segundos para saber se ele iria levantar ou não. Já com uma nova posição, deixei que meu olhar apurado vagasse em direção onde o radar da ecolocalização apontou onde estaria o meu segundo humano. Era uma garota vestida de diabinha e, pelo modo como estava produzida, eu poderia apostar que era extremamente vaidosa. Cercada de outras pessoas, ela chamava a atenção e tinha a atenção direcionada para si. A estratégia de criar uma distração com as flechas não adiantaria naquele caso. Era hora de improvisar.

Voltei para as escadas de incêndio, as descendo rapidamente e tendo de me pendurar nas barras para poder soltar ao chão. Ignorei a sutil dor provocada em meus pés com o impacto do pouso, andando rapidamente por entre os humanos. Em meio ao caminho, roubei o copo de um garoto distraído, escutando uma reclamação e um resmungo. Essa era a hora que eu teria de fingir ser um pouco da Charlotte, fazendo uma verdadeira performance de seus momentos desastrosos. Quando próxima da garota diabinha e seu grupo de adoradores, fingi estar bem distraída e dançando de maneira bem expansiva, movendo os braços, girando o corpo e...

- Oh meu Deus! – a garota gritou quando meu corpo esbarrou no dela e derramou o conteúdo dentro do corpo derramou sobre o seu belo vestido curto e vermelho berrante – Sua idiota! Você é cega?!

- N-não! – fingi gaguejar enquanto ajeitava os óculos, fingindo encolher com a postura agressiva da garota – D-desculpe, deixe-me ajudar, sei onde tem um banheiro!

Segurei no pulso dela e gritei para os amigos que logo a traria inteira e nova, nem que arranjasse um novo vestido para ela. A puxei mesmo que ela tentasse se soltar, meu aperto firme ao redor daquela parte delicada e fina do braço. Tudo o que eu precisei foi achar um local mais fechado e sinistro: uma recriação de uma casa mal-assombrada. A empurrei para dentro e, coincidentemente quando entramos em um cômodo, era um banheiro que imitava a cena de um crime sangrento.

- Você sabe que esse vestido é de marca? Isso deve custar mais caro do que tudo o que você está vestindo! Argh garota estúpida!

Ela reclamava enquanto ligava a água. Inspirei fundo e senti um certo nervosismo, minha mente ponderando duas vezes antes. Eu queria ter uma outra estratégia para aquilo, mas a falta de tempo encurralava a minha mente e me deixava sem saídas. Passei a língua sobre meus lábios secos e finalmente me aproximei da garota, por trás. Segurei firme em meu arco, assim quando chutei a parte de trás do joelho dela e ela foi ao chão com um grito, eu passei o meu item bélico sobre sua cabeça até a constituição dele estar pressionando o pescoço. Obviamente ela lutou, mas quanto mais se debatia, mais forte eu puxava o arco contra o pescoço e empurrava as costas dela com meu joelho para fazer uma pressão inversa. Eu não queria sufoca-la para matar, mas dificultar a passagem de oxigênio para o cérebro a faria desmaiar a qualquer minuto. Minuto este que pareceu uma eternidade para chegar. Quando ela finalmente caiu, eu a soltei e senti como se tivesse carregado toneladas em meus ombros. Odiava machucar as pessoas, odiava esse tipo de situação. Mas odiava ainda mais a ideia de que semideuses estavam em perigo.

Puxei a garota diabinha para um canto discreto do banheiro, para finalmente correr em direção a igreja. Lá o garoto romano já me aguardava, pronto para abrir a porta e podermos invadir o local e, finalmente, realizar o resgate.



O tamanho do romano era proporcional a sua ferocidade em batalha, obrigando-me a evitar olhar para os humanos caídos no chão. A porta da igreja estava aberta e, assim que ultrapassei, permiti que minha audição atuasse naquele enredo uma última vez. Ouvi fungadas chorosas e murmúrios de que tudo ficaria bem. Dessa vez, não precisei falar com o legionário, apenas uma troca de olhar foi necessária. Meus passos seguiram em direção ao som capturado, chegando a uma sala ao lado do confessionário. Ao abrir a porta, três semideuses estavam amarrados e assustados.

- Eu sou filha de Apolo – disse em um tom baixo, não queria chamar atenção caso não tivesse percebido outros membros daquela Seita – O cara grande ali atrás é aliado romano, não se preocupem ok? Vamos soltá-los e leva-los para o acampamento!

Eu usava do meu tom de voz mais tranquilo e deixava que minha aura de vestal se tornasse mais presente. Tudo o que menos precisávamos eram de crianças assustadas. Sim, crianças! Pois eles não deveriam ter mais do que treze anos. Retirei de meu dedo um anel que adequadamente chamava-se arsenal, ele podia transforma-se em qualquer arma que eu almejasse. Porém, tudo o que eu desejei foi uma faca de caça, própria para cortar cordas. Liberado um por um, era hora de finalmente sairmos dali antes que aquele enredo deixasse de ser um resgate e se tornasse o filme de terror que havia sido programado para ser. Tinha proibido a minha mente de pensar o que teria acontecido com as crianças meio-sangues se não tivéssemos aparecido...

- Ok, eu vou chamar o Taxi das Cinzentas – falei quando chegamos em uma rua que já possuía transito, jogando uma moeda de dracma no chão para invocar aquela carona inusitada e perigosa – Acampamento Meio-Sangue! Vocês três, não se assustem vocês vão ficar vivos no final.

A promessa era sincera, apesar de saber previamente de que eles duvidariam disso. A primeira viagem dentro daquele táxi era inesquecível e, por muitas vezes, traumatizante. Porém era o meio mais rápido e seguro de deslocar de um ponto para outro. Ao fechar a porta depois que o último meio-sangue adentrou o veículo, a senhora sinistra que estava no volante acelerou com tudo e desapareceu em meio a uma névoa. Eu não estava preparada ainda para retornar, então apenas virei o corpo com um sorriso para o garoto de quase dois metros de altura e aparência viking.

- Aliás, eu sou Frannie – finalmente me apresentei, esticando a mão como em cumprimento – Muito obrigada por ter ajudado sem ter feito muitas perguntas, que tal uma bebida antes de nos separarmos? Eu sei quase nada do Júpiter e, devo admitir, sua performance apenas acentuou a minha curiosidade!


Poderes:
Nível 33
Nome do poder: Audição Aguçada II
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta. E com bastante concentração, poderá distinguir sons até de outra quadra. Essa concentração é tamanha que ele não poderá estar movimentando-se bruscamente – como em uma batalha ou correndo – para poder captar os estímulos sonoros tão distantes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nhum
Bônus:+ 60% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum


Nome do poder: Ecolocalização
Descrição: Filhos de Apolo/Febo possuem a audição naturalmente mais apurada do que os outros semideuses. Capacitando-os de detectar a disposição dos corpos em um ambiente através de ondas ultra sônicas emitidas por eles, eles analisam as reflexões destas e com isso adquirem consciência da posição e distância dos ''obstáculos'' no arredor. Isso também faz com que possam interagir e alterar a rota de outros animais que utilizam-se desta habilidade, como morcegos e golfinhos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nhum
Bônus:Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 29
Nome do poder: Visão Aguçada III
Descrição: Um bom arqueiro precisa de uma visão perfeito, e os filhos de Apolo/Febo herdam de seu pai olhos perfeitos, melhores que os dos mortais comuns. Seus olhos são tão perfeitos como do melhor predador existente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de assertividade com qualquer habilidade de lançamento, disparo ou afins.
Dano: + 15 de dano ao lançar algo em algum inimigo.

Nível 30
Nome do poder: Concentração de Arqueiro III
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração. Ao estarem usando o arco/bestas, essa concentração torna-se natural, fazendo do filho de Apolo/Febo um prodígio.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nhum
Bônus:+ 50% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração. +75% de facilidade em concentrar-se ao estar usando o arco/bestas.
Dano: Nenhum

Nível 26
Nome do poder: Arqueiro IV
Descrição: Você aprendeu que um arco pode ser uma arma perfeita para seu personagem, além de aprender a atirar mais de quatro flechas ao mesmo tempo, agora também consegue atingir o alvo com mais facilidade, sua precisão com essa arma cresceu num nível em que a margem de acerto é maior do que a de erro. Além disso, agora consegue utilizar flechas com veneno, ou elementos mágicos, mas para isso, precisa tê-las em seu arsenal, ou combina-las com um poder ativo que possua,
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +55% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.


Nível 1
Nome do poder: Aura pacífica
Descrição: Assim como Héstia/Vesta é uma deusa tranquila e pacífica, suas seguidoras têm uma aura que emana tranquilidade e têm uma presença pacificadora.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Os adversários podem hesitar ao atacar a vestal, pois ela não emana perigo.
Dano: Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Diplomacia
Descrição: Devido à tranquilidade e pacificidade, Héstia/Vesta sempre foi capaz de apaziguar conflitos ou conquistar certos ideais. Tal qualidade também é transmitida às sacerdotisas da deusa, que têm o dom das boas palavras para acalmar ânimos agitados ou convencer alguém de algo que necessita.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de lábia.
Dano: Nenhum

Nível 28
Nome do poder: Voz calmante
Descrição: Assim como a natureza apaziguadora de Vesta/Héstia, as palavras das sacerdotisas têm o poder de acalmar os ânimos acirrados das pessoas à sua volta.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Diminui ou neutraliza a raiva e os sentimentos negativos.
Dano: Nenhum
Itens levados:

• Elanor [ Um conjunto de arco e aljava com flechas. O arco possui uma cor similar à prata, com marcas em relevo que lembram desenhos tribais. Sua forma é singular, uma variação entre um arco do tipo composto e o arco recurvo. Possui 1.45m de comprimento, sendo este o tamanho ideal para a filha de Apolo. A tatuagem referente ao arco é uma flecha bem desenhada e rica em detalhes. A aljava é um item adaptável, podendo ser usado nas costas ou na lateral do corpo. Dentro da aljava encontra-se exatas 20 flechas, feitas do mesmo material que o arco. 10 dessas flechas possuem a seta padrão, outras 5 possuem sinalizadores, sendo feitas de uma seta menor que se fixa e perde o corpo assim que atinge o alvo. As últimas 5 flechas são mais pesadas, porém possuem a seta circular, feita especialmente para atordoar e não perfurar. A aljava é infinita, sendo que sempre terá flechas dentro dela. Esses projéteis não caem independentemente da posição em que estejam. | Efeito 1: A arma se encaixa perfeitamente na mão do seu portador, assim sendo, quando esse escolhe batalhar com essa arma, eles ficam ligados de uma maneira única, e durante os dois primeiros turnos do combate, todo dano causado por essa arma contra os oponentes do semideus, terão 50% dos danos revertidos em HP para o seu portador. Ex: O semideus retirou 100 HP da vida do seu oponente, 50 são revertidos em vida para o portador da arma. Efeito 2: O semideus pode usar a arma para converter seu corpo em magia de teletransporte, usando-a para se mover de um canto a outro, contudo, a arma só consegue leva-lo para até 500 metros de distância do ponto de partida, além disso, cada vez que usar o poder, perdera 50 MP. Efeito 3: Transforma-se em uma tatuagem que ficará fixa na palma do semideus, sumindo após um tempo, para ativa-la, o semideus só precisa cortar o dedo polegar e pingar uma gota de sangue sobre a palma da mão dominante, a arma ativa automaticamente, aparecendo em sua mão. (Não é possível colocar mais efeitos nessa arma). | Vibranium | Espaço para 3 gemas | Alfa Prime | Status: 100% Sem danos | Necessário nível 20 para domínio completo da arma | Lendária | Evento Cidade dos Monstros]

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].
Com: Gerrard/Ursão ☼ Música Havana ♫ CLICK♪


Última edição por Frannie A. Blackwell em Dom Nov 12, 2017 3:05 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Nova York

Mensagem por Gerrard E. D'oppard em Dom Nov 12, 2017 2:44 pm

Are you afraid of  DEATH?!
The Rescue.




Broadway / With: Frannie




A vida no acampamento estava um pouco mais monótona desde que Gerrard havia sido removido da antiga, mas influente ordem dos ceifadores. Seus trabalhos que ele fazia pós os horários de treinamento, resumiam-se a ir até a praça de Roma e ficar conversando com alguns legionários que queriam esfriar a cabeça, comerciantes, ou até mesmo Evie, sua irmã quando ela passava por lá, a monotonia instalou-se no coração do guerreiro, tornando-o um pouco mais apático do que normalmente era, esta noite não era diferente.

O legionário encontrava-se atirando pequenas pedras contra uma pequena formação aquática gerada de uma fonte no centro da praça, a pedra batia algumas vezes contra superfície aquática antes de afundar. Com isso alguns pensamentos focaram-se, o término do noivado da Sunny e Renly, o desaparecimento repentino dela indo para o acampamento grego, a falta de contato também com sua outra irmã adotiva, vulgo a ruiva extremamente forte.




Enquanto uma música começava a tocar em sua mente (sugiro dar play a partir daqui, a música intensifica a leitura. <3), a mão de Gerrard inconscientemente esgueirou-se até o bolso de sua jaqueta de couro. De lá ele removeu um zippo (Terá a imagem em spoiler no fim) com um emblema peculiar, junto a um maço de cigarros. Um dos cigarretes foi removido da embalagem de plástico e guiado até os lábios do romano, com o seu zippo acendeu o seu “passatempo” por assim dizer, iniciando um trago lento em seguida expelindo toda aquela fumaça em direção ao céu devagar, deixando que o conteúdo tóxico inundasse sua traquéia.

Em meio ao seu deslumbro, não percebeu que por trás da fumaça aproximava-se um semideus que parecia estar bastante contente e empolgado para algo.   — Gerrard, não é mesmo?  - Questionou o rapaz ao se aproximar. — Você parece entediado, terá uma festinha com tema de Halloween na Broadway cara, você não pode perder. Deve conseguir te animar, vamos, vamos! – Disse o homem que possuía uma força até interessante puxando o legionário com certa facilidade e o guiando até o carro que estava mais uma pessoa além dos dois, guiando o veículo que seguiu viagem para NY.

A viagem não foi muito longa, em pouco tempo ele chegou até a festa que estava rolando nas ruas da Broadway, Gerrard estava um pouco mais afastado, segurando um copo com uísque bebendo-o calmamente  analisando a situação, seus cabelos estavam  ao vento e ele estava prestes a tragar um cigarro quando ouve uma menina loira o chamar. Ela parecia pedir ajuda, ele largou o copo por algum canto e a puxou para um canto escuro que só estivessem eles.

— Okay, eu não sei quem é você ou como sabe que eu sou um semideus, mas, sou todo a ouvidos. – Cruzou os braços tomando uma forma de imponência, a encarando nos olhos. As Iris esmeraldas do rapaz pareciam um tanto iradas, ele queria transmitir o medo que ele transmitia as pessoas quando era o líder dos Ceifadores de Thanatos.

O timbre da voz da menina parecia um pouco mais estremecido do que o comum, talvez ele tivesse exagerado um pouco e deixado ela um pouco temerosa.  Um suspiro abafado saiu de meus lábios, enquanto com a mão esquerda alisou a sua barba um tanto pensativo ao mesmo tempo em que “digeria” as informações que estavam sendo passadas pela menor.  Seus orbes esmeraldas se distanciaram da garota por um instante, fitando uma escada que daria até a sacada de um prédio alto e que chamaria menos atenção possível.  Um grito agudo, porém abafado foi dado pela jovem até que ela percebeu as suas intenções, agarrou-se na escada e jogou uma espécie de cordão que o ajudaria em não ser encontrado por uma máquina estranha, ele não entendeu muito bem, apenas vestiu aquele “amuleto” e a olhou firmemente. — Não se preocupe minha jovem, irei ajudar no que for necessário. – Deu um breve sorriso e continuou inchando um pouco seu ego. — Você tem um dos mais fortes ex-Líderes e membros de uma ordem muito restrita dentro do acampamento. – Depois de ter dado a dica necessária, o loiro removeu-se, indo de encontro a multidão misturando-se e procurando por pessoas que estivessem agindo de maneira suspeita, esperando também uma ajuda guiada pela arqueira.

Agora era a parte complicada, não, chata daquele plano todo. Gerrard como bem tinha entendido ninguém podia desconfiar dele, e para isso teria de se enturmar por entre toda aquela festa, que era no mínimo, extravagante.  Pessoas fantasiadas de formas intrigantes por assim dizer, outras vestidas unicamente com roupas “comuns”, como por exemplo, um paletó rasgado ao meio formando uma grandiosa capa, outros utilizando de abóboras cortadas formando uma face, prendendo a cabeça, era tudo muito diferente do que ele estava acostumado, até porque, nunca participou de uma festa de Halloween.

As suas roupas por serem comuns facilmente chamariam a atenção de terceiros, então seu primeiro ponto era arranjar alguma fantasia e enturmar-se. O seu primeiro ponto? Encontrar alguém bêbado o suficiente que sequer notasse que foi “furtado”. A questão ali era escolher qual alvo, não se sabe o motivo, mas os jovens tendem a embriagar-se em demasia chegando ao ponto de caírem no chão, desmaiados, determinando uma cena bastante lamentável.  À medida que os olhos afiados do romano caçavam sua vítima, eles fixaram-se em algo. Um jovem loiro caído no chão falando coisas sem relevância. Trajava uma longa capa branca cheia de adornos, e havia um chapéu de cor igual jogado á poucos metros, era uma fantasia de marinheiro basicamente. O semideus removeu um elástico do seu braço esquerdo prendendo seu cabelo deixando apenas uma mecha longa de cada lado da face, vestiu a capa e pôs o chapéu, deixando o rapaz com o resto da roupa ali, ainda falando coisas bastante cômicas por um ponto de vista.

Agora ele estava mais a vontade, era um marinheiro de dois metros de altura passando por demais humanos, por onde passava ele ganhava alguns elogios seja por sua beleza ou pela fantasia. Mesmo com toda aquela confusão, a mente do romano permaneceu-se clara, ele conseguiu o primeiro passo de forma fácil, agora era o segundo, procurar bebidas e se enturmar, ingerindo um pouco delas mostrando-se animado para algumas pessoas com sentimentos similares, ou fingindo se tinha uma coisa que Gerrard era bom, era fingir emoções.

Após encontrar a localização das bebidas e divertir-se bebendo um copo de cerveja, um ruído atravessou sua mente, direcionando com algumas coordenadas. A sua frente havia três bonitas jovens, uma grande loja de discos ao fundo,  e um beco que ligava a uma loja que estava atrás, nesse grupo havia algumas outras figuras além de um ser fantasiado de zumbi, obviamente seu alvo.

Bebeu parcialmente o copo enquanto aproximava-se fingindo estar zonzo e embriagado, recostou-se no homem o envolvendo utilizando o próprio braço direito ao redor do pescoço alvo. — Que festa irada não é mesmo? – Comentou meio que exalando o hálito alcoólico na cara do meu “camarada” que se viu em um estado de nojo e repulso com aquilo, utilizando dos braços para empurrá-lo.  O loiro voltou a se aproximar sorrindo e voltando a enganchar o braço na posição anterior, só que com mais força e o arrastando até o beco. — Qual foi, não lembra de mim? Irei fazer com que se lembre! – Sorriu e quando já oculto na penumbra junto ao homem, fez um movimento ligeiro lançando a cabeça do ser fantasiado contra a parede e sem dar um tempo de reação o mirou com um chute no peito, aquilo provavelmente deixou ele desnorteado, se não inconsciente.

Riu baixo, pegando o corpo alheio, e atravessando um dos braços em cima do próprio pescoço, imitando uma cena que estava carregando uma pessoa embriagada, seguindo caminho até a loja que ficava após a que o grupo estava reunido. Adentrou ela, abrindo um sorriso ao atendendo brevemente, os olhos do romano procuraram pelo banheiro e após achar, “guiou” o corpo até lá, fechando a porta e dirigindo-se ao balcão amigavelmente. — Meu amigo ali está passando mal, bebeu demais, entende? – Falou de forma clara, um pouco “desanimado”.   — Ele pode ficar ali até recobrar os sentidos? – A moça assentiu com a cabeça, compadecendo do sentimento dito pelo homem alto e loiro, um tanto encantada pela beleza dele. Um sorriso meigo se abriu, a dando um beijo no dorso da mão antes de remover-se e juntar-se ao grupo das três jovens, esperando por novas coordenadas.

Após o combate, não demorou muito para que uma nova ordem vinda por sussurros chegasse até a sua mente, de forma bastante calma e tranqüila, comparada a anterior. A informação passada era de que havia dois guardas na porta de uma igreja. Gerrard removeu as marcas de poeira da sua fantasia e seguiu caminho até o seu destino com um sorriso espontâneo, aquela garota estava o ajudando de forma incrível, jamais imaginaria que entre campistas inexperientes tivesse uma pessoa de tamanho talento.

Ao chegar próximo a catedral, o loiro pode ver um pouco mais adiante dois homens, um vestido de Dracula, e outro vestido de Múmia parados em frente à porta de madeira gigantesca daquela construção.

O romano baixou o próprio chapéu escondendo parcialmente a face enquanto caminhava até a porte com ambas as mãos dentro daquele grande manto branco com diversos adornos.  Com a aproximação do estranho, os dois homens ficaram alarmados, eles não esperavam a presença de um terceiro ali naquele local, e abordaram de forma raivosa, tentando intimidar quem seguia caminho a eles.

— Seja lá quem você for, afaste-se. Esta é uma área restrita. – Bradou, como se quisesse intimidar o homem de altura relevante. Mas, o seu tiro fora pela culatra, o semideus continuou prosseguindo até o momento que ficou frente a frente com o humano que praticamente gritou contra ele.

— Você chama atenção demais. – Disto isto, um soco foi enganchado contra o homem que recuou dois passos, e uma luta se iniciou. Só que Gerrard estava em desvantagem.  Alguns socos foram distribuídos contra o loiro, que revidava com alguns chutes e golpes. Mesmo sendo humanos eles sabiam lutar bem.

No segundo soco recebido pelo romano, o braço do seu oponente foi preso no processo pela mão do próprio, que utilizou da perna para golpear o tórax alheio visando e deslocando o seu braço no processo, e antes que ele pudesse recobrar consciência o soco do legionário chegou a face do humano fantasiado de Drácula, quebrando seu nariz e o lançando para trás inconsciente.

Quanto ao primeiro, ele concentrou-se em esperar o próximo golpe. Não demorou muito para que um chute lateral, que foi facilmente previsto pelo seu oponente. O romano segurou o chute com um braço e utilizou do seu cotovelo para quebrar a perna alheia, e dando um soco para finalizar. No peito esquerdo dele, tentando fazer ele ter uma falta de ar.

Após a chegada da menina, ele sorriu para ela depois de cuspir sangue, acenou para a mesma olhando para a porta e a arrombou com um chute. — Por favor, vá na frente. – Fez um aceno cordial.  

Após a entrada da jovem ela parecia aproximar-se de algo, e quando o romano observou bem ela estava falando com crianças, o peito do homem chegou a pesar com aquela situação ele sequer imaginava que aqueles homens seriam baixos a esse ponto.  Após a conversa da menina e o ótimo trabalho em acalmar os ânimos e chamar o táxi, ela virou-se para ele sorridente apresentando-se.

Gerrard a reverenciou puxando sua mão direita, deixando um beijo ali no dorso dela que possa ter feito cócegas junto à barba, e pegou o cordão removendo do próprio pescoço colocando na menina. — Meu nome é Gerrard. – Ele sorriu fracamente e depois envolveu a menina no pescoço com o seu braço esquerdo. — Conheço um PUB legal aqui, mas ficarei de olho na senhorita nas bebidas alcoólicas. – Brincou livremente encaminhando a jovem até o lugar.

Passivos (Quione:

Nível 1
Nome do poder:  Beleza Gélida
Descrição: Quione/Khione era conhecida por ser uma deusa de exímia beleza e graça, por isso seus filhos acabam - de alguma forma - sempre atraindo olhares, o que causa uma certa distração no inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 5
Nome do poder:  Olhos Cristalinos I
Descrição: Seus olhos possuem uma fina camada de gelo que, nesse nível, servem apenas para aumentar o seu alcance de visão.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.




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Re: Nova York

Mensagem por Hela A. Deverich em Dom Nov 12, 2017 5:38 pm

"You can't wake up, this is not a dream, you're part of a machine, you are not a human being, so you run on gasoline"

Hela continuava sobre o prédio, observando a movimentação na praça. Ela podia ver os guardas, apenas cinco, que pareciam relaxados. Relaxados demais.

Haviam dado sorte que o sátiro daqueles garotos conseguira escapar e mandar uma mensagem de Íris. O pobre sátiro não havia sido páreo para aquelas armas humanas estúpidas, sequer dava para culpa-lo por ter pedido ajuda e, bem, Hela era quase parte das sombras com sua discrição.

Quíron dera ordens explícitas. Nada de ferir os mortais. O que era difícil para Hela seguir, tendo em vista que ela sentia-se irada em ver o palco de caça às bruxas montado na praça. Uma multidão fervorosa (provavelmente parte dos humanos que acreditavam que eles eram uma ameaça) gritava para que a “Santa Inquisição” começasse.

Mas ela podia ver. Duas meninas e um menino, com não mais do que 14 anos. Aquilo a irritava profundamente, mas não havia muito que ela pudesse fazer além de tentar salvá-los (e a si mesma, uma procurada).

Desceu do prédio do mesmo jeito que subira, pela escada de incêndio. O portal que abrira com a ajuda de uma feiticeira que estava hospedada no chalé de Circe no Acampamento se sustentaria por mais uma hora, no máximo uma hora e meia. Era esse tempo que ela tinha para tirá-los dali. – Você espera por eles aqui. Escondido. – disse ao sátiro, saindo para o meio da multidão.

Deixou que o cabelo, longo o suficiente para abraçar todo seu corpo, escondesse o rosto como um véu. Tentou focar o próprio corpo no lado humano, para se camuflar melhor uma vez que sua aura era poderosa demais. Se aproximou de um dos guardas pelas costas e tapou seu nariz e boca, tentando mantê-lo quieto pelos próximos quatro minutos (tempo necessário para leva-lo a inconsciência sem causar danos cerebrais).

Ter pego o guarda de surpresa fora uma vantagem, mas ela sabia que ele resistiria, por isso, aproximou os lábios do ouvido do guarda e sussurrou. – Eu não sou perigosa e nem quero te matar. Só desmaiar. Se você resistir eu serei obrigada a fazer coisas que não desejo e, acredite, não será bom para ninguém. – a voz saiu um tanto trêmula e ela podia sentir as mãos gelando com o nervosismo.

Se ele resolvesse reagir, a arma dele funcionaria muito mais rápido do que o truque de desmaio de Hela. Mas ele parecia não pensar na arma de choque, ou mesmo na pistola 38, em seu quadril. Ele apenas continuava a socar o braço de Hela com força, o que exigia da menina uma força de vontade hercúlea.

Então, depois do que pareceu uma eternidade, ele parou de se debater. Hela liberou suas vias aéreas e o arrastou com dificuldade para uma longe da multidão que, estava vibrando tanto com o show que estava prestes a ocorrer que sequer se deu conta do que ela fizera. Ela jogou o corpo inerte no beco e pegou a arma de choque da cintura do homem, levou também a pistola, para evitar que ele atirasse em si quando acordasse.

Voltou para o meio da multidão, localizando três jaulas, onde os semideuses eram mantidos como animais silvestres. Cada jaula vigiada por um guarda. Hela entrou no campo de visão dos três, deixando-os vê-la.

Antes que os homens tivessem tempo de agir, ela os prendeu com grossos tentáculos de trevas. Atirou com a arma de choque naquele que vigiava a jaula do menino, apertando os tentáculos de sombra contra o corpo dos homens que ainda se encontravam de pé. Desarmou o segundo homem caído e colocou a mão sobre a tranca da jaula do garoto. – Patefacio. – Murmurou o feitiço e abriu a porta. – Me espere.

Soltou o terceiro guarda, que pegou a arma e atirou contra Hela, que mantinha o garoto às suas costas, desviando os projéteis com a barreira que conseguia conjurar, lançando-os para o céu, ainda sim, uma das balas encontrara uma brecha e atingira sua perna, fazendo-a xingar baixo.

A jeans de um azul claro logo se tingiu de carmim, fazendo o homem olhá-la com a cabeça inclinada. Embora sentisse total ardência e queimação no local do tiro, correu em direção ao homem, vendo o semideus que libertara correr para outro lado. Esperava apenas que ele encontrasse o sátiro.

Asfixiando o homem ela sentiu os tentáculos de sombra se romperem e, em um movimento de desespero, alcançou a arma de choque do guarda que estava abaixo de si, atirando contra a perna do homem, deixando que a carga elétrica que o percorreria fosse suficiente para botá-lo inconsciente.

A menina dentro da jaula onde ele se encontrava pegou um grampo e começou a girá-lo na fechadura, tentando destrancá-la. – Solte ela também! – a necromante gritou, rolando com o guarda para longe da jaula.

O homem lhe deu uma coronhada na cabeça, forte o bastante para tonteá-la e fazê-la largar seu pescoço. Ele se levantou, avançando contra a ladina que se soltara com um grampo, mas a necromante se colocou de pé, ainda meio tonta, pulando em seu pescoço.

Um “mata leão” bem feito foi aplicado contra o homem, que atingia o braço da semideusa com o cabo da arma. – Corram até o prédio com escada de incêndio vermelha! – gritou a morena, sentindo o próprio osso doer profundamente com os golpes.

Se soltou das costas do homem antes que ele quebrasse seu braço e recuou. Quando ele se virou de frente para si e correu para tentar atingi-la, ela se esquivou para o lado e lhe deu uma cotovelada com toda sua força, atingindo a cabeça do agente de modo tão certeiro que ele perdeu o equilíbrio e bateu a cabeça uma segunda vez, dessa vez no chão.

Hela correu para o prédio com a escada de incêndio vermelha, encontrando o sátiro, mas não as duas meninas. – Cadê elas? – perguntou exasperada, só para ver um guarda - o maldito quinto guarda – surgir em suas costas com as meninas, uma atrás da outra, sendo que a ruiva tinha uma arma em suas costas.

Ele deu um sorriso diabólico, quase o mesmo sorriso de prazer que Hela vira no rosto de diversos monstros. – Um movimento brusco e eu mato as duas. – Hela ergueu as mãos em sinal de rendição, sendo imitada pelo sátiro. – Eu quero muito levar vocês e perguntar o que são exatamente. Fazer alguns estudos... mas essas daqui vão morrer de todo jeito.

Hela olhou para o chão, fazendo as sombras subirem sorrateiras como trepadeiras pelas pernas do homem. – Você não precisa fazer isso. Não somos uma ameaça. – ele riu, passando a mão com a arma pela testa. – Sério? Você sozinha derrubou quatro dos meus homens.

Hela deu de ombros. – Você estava com três dos meus. – ela deu um sorriso sádico. – E eu estou indo embora com as duas que ficaram. – As sombras se tornaram sólidas e deram uma rasteira no homem que atirou para cima. – Rápido!

As garotas correram e entraram no portal, Hela estava no encalço das duas, o homem começou a atirar às cegas, acertando um tiro de raspão no braço de Hela, mas àquela altura, ela já tinha alcançado o portal.

Saiu no meio do pátio do Acampamento virando-se a tempo de vislumbrar o homem parando em frente ao portal e, antes mesmo que pudesse ser atingida por um novo disparo, o fechou.

Ela até se virou para olhar, mas somado com os tiros, sua maldição e a perca de sangue, ela acabou caindo no chão inconsciente.


Duplicador:

XP Pack Insanamente Insano do BO  – O personagem ganha 5000 XP automaticamente. Por 2 meses OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (xp não níveis). [Válido até 22/11/2017]

Poderes utilizados:

Necromantes

Nível 28
Nome do poder: Umbracinese V
Descrição: Em tal nível o semideus poderá invocar um noite, ausente de estrelas, no entanto a mesma irá durar dois turnos. O controle das sombras e escuridão atinge seu máximo.
Gasto de Mp: - 60 de MP (invocação da noite) ou - 40 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 60 de HP.
Extra: Nenhum.

Hécate

Nível 27
Nome do poder: Barreira Entrópica II
Descrição: O semideus consegue conjurar e manter até duas barreiras de energia escura em campo, no local em que desejar, podendo proteger a si mesmo, e a um colega. Essa barreira funciona como um imã que desvia projeteis ou armas que foram atiradas em direção a ele, ou de seu colega, como flechas e balas lançadas em sua direção (ou qualquer coisa semelhante). O filho de Hécate/Triva consegue mudar a direção desses objetos como achar conveniente, basta mover a barreira.
Gasto de Mp: 40 por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Agora já consegue mover até quatro objetos por vez.

Nível 9
Feitiço: Patefacio
Descrição: Usado para destrancar quaisquer fechaduras.
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Apenas verbal.
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Re: Nova York

Mensagem por Luna Minn em Dom Nov 12, 2017 7:35 pm




Hallo Ween

Save the party and the monsters



Quem diria que um dia, eu estaria em uma festa de Halloween da New York University. Aquela era sem dúvidas, a universidade que eu planejava ir antes de tudo acontecer e mudar minha vida. Eu tinha convidado Isaac para irmos juntos, mas ele não podia me acompanhar, precisava ficar no acampamento e passar treinamentos especialmente para os irmãos, filhos de Morfeu, então convido Ivy, minha mascote que sem pensar, aceita o convite. Em meu corpo eu trazia o meu manto protetor. Ele se parecia mesmo com um manto. O disfarce que escolhi para aquela noite era bem mais confortável do que da primeira vez que saí para salvar alguém do acampamento. Eu estava fantasiada de estudante de Hogwarts, para ser mais exata, da Grifinória, era outono, então aquela roupa combinaria perfeitamente com a estação.

Eu não estava no melhor dos meus humores, apenas animada com o fato de estar em uma festa de uma universidade que eu tinha tanto interesse, mesmo que sozinha com minha cão infernal, aquilo seria sonho realizado. Por conta da minha gravidez, eu não iria beber na festa, apenas aproveitar alguns dos lanchinhos e sucos oferecidos por garçons vestidos de zumbis. Era engraçado ver uma fantasia quando se conhece os zumbis de verdade. A guerra na cidade quando ela foi tomada por monstros me permitiu ter a experiência.

Segurava um copo plástico na mão, eu havia esquecido de fazer uma varinha então de última hora optei por pegar o meu cajado. Me sentia uma mistura de aluna com ancião de Hogwarts, o que me fazia ter vontade de rir. Ivy se mantinha sempre ao meu lado, provavelmente com medo de se perder, enquanto bebo o suco natural de morango -eu tinha certeza que eram os morangos do acampamento- olho ao redor checando as roupas, dançava timidamente, movendo a cabeça e tronco apenas. - Vai ter premiação para melhor fantasia? - Pergunto a uma pessoa avulsa ali, vestida de coelhinha da playboy, um tanto apelativo, se dúvidas.

- Sei lá, mas se tiver não acho justo que o grupo de ciclopes participe, a fantasia deles é muito real, e o tamanho é difícil de ignorar, se subirem ao palco com certeza não quebrar alguma coisa. - Ela ri debochando de um grupo que ela nomeia como de pessoas fantasiadas de ciclopes. - Mas se tiver categoria animal, espero que sua cachorrinha ganhe, ela está linda! - A garota fala gentilmente se agachando admirando minha mascote vestida de demônio, com uma tiara de chifres e uma espécie de tridente na ponta do rabo.

- Tenho certeza que se tivesse essa categoria, ela ganharia primeiro lugar. - Falo rindo para a garota, mas eu precisava me preocupar com outra coisa. Ciclopes. - Nos vemos por aí! - Falo gentilmente antes de voltar a andar por aí com Ivy, em busca dos ciclopes, eles deveriam ser fáceis de se achar, afinal, eram criaturas realmente grandes e notáveis. Mas por que haveria ciclopes ali? Diversão apenas? Eu começava a ficar preocupada. Eu tinha que descobrir o motivo de eles estarem ali.

“Luna ali!” Ouço Ivy dizer em minha mente, se comunicando comigo perfeitamente bem, graças aos deuses eu não tinha que mover a boca para responder. Apenas me virei na direção que a cão infernal apontava com a cabeça e balançava o rabo animada. Os ciclopes estavam reunidos ao redor de uma grande mesa com ponche e alguns docinhos em formato de minhoca e mãos. Eles se comportavam de forma extremamente estranha para um humano comum, definitivamente de humano não tinham nada.

“Vem Ivy!” Falo mentalmente à minha mascote e então, ela me segue pelo salão, desviando das pessoas que estavam dançando e aproveitando a noite, minha mão cobria a minha barriga por medo de levar uma cotovelada ou algo do tipo. No meu caminho, ouço alguém gritar. - Hey! Ciclopes! Vocês deveriam ganhar prêmio de melhor fantasia o ano todo! - O deboche na voz daquela pessoa era extremamente aparente. Meu coração se acelera, aquilo podia ser o início de um desastre completo. Os ciclopes poderiam se estressar de verdade e sair jogando todo mundo para bem longe daquele salão, mas inicialmente apenas continuam bebendo todo o ponche e acabando com os doces da festa, como se descontassem a raiva e tristeza na comida.

Meu plano naquele momento era fazer aquele que gritou coisas ruins, dormir. E talvez os amigos dele também, já que bem, a confusão poderia ficar maior ainda. Me aproximo do grupo, ficando atrás dos mesmos, só haviam dois rapazes acompanhando o que havia gritado. Seria fácil. Ivy andava logo ao meu lado, e então, termino de beber meu suco de morango, preparando a garganta e por fim, começo a cantarolar uma música que eu cantava em cirandas na China.

O grupo, certamente não estava entendendo nada do que estava acontecendo. Mas os três começavam a se escorar um ao outro, até que eles se sentavam no chão, e por fim, acabavam deitados um em cima do outro, ouvindo minha voz calma e serena cantando a ciranda. Apenas paro quando eles já estavam adormecidos no chão, falando baixo comigo mesma, para apenas disfarçar. - Ué, não aguentaram o tranco da festa? Eu ein… - Contorno os garotos e então me aproximo da mesa de ponche.

Me junto com os ciclopes e começo a puxar assunto com eles. - Não liguem para os babacas. Adorei a fantasia de vocês! Vocês estão demais! Deveriam mesmo ganhar o primeiro lugar! Mas sabem, essa festa não merece tanta fantasia boa assim. O que acham de virem comigo para uma outra festa? Vai ter ponche lá também! - Falo de maneira extrovertida, totalmente o oposto do que eu costumava ser. Apoio o meu cajado no chão e apoio o corpo no mesmo, os ciclopes pareciam tão felizes com o convite que mal conseguiam se aguentar de felicidade. Um sorriso preenchia os meus lábios, feliz por ter conseguido chamar pelo menos a atenção do grupo.

- Vamos lá! - Um falou com a voz grossa típica de ciclope, o tamanho claramente definia como a voz saia e ecoava pelos cantos do salão. Um riso sai dos meus lábios e então faço um gesto com a mão de “vamos”. Ivy começa a me arranhar na perna, estava com medo dos monstros enormes bem na frente dela, temia também por mim. Pego a cão infernal no colo, os ciclopes nem ao menos estranham o fato de eu estar com um cão infernal no colo, pareciam não notar, talvez pela fantasia.

- Ela é tão bonitinha! - Ouço um dos ciclopes dizer, ele soava completamente diferente do que eu imaginava após ouvir o amigo dele, sorrio e agradeço pelo elogio. - Obrigada, ela é mesmo! Me sigam. - Falo sorrindo e então começava a deixar a festa, sinto um chute de um dos bebês e não sei se rio com a sensação ou se acho estranho aquela movimentação nova dentro de mim. Os ciclopes me seguiam rumo ao lado de fora da festa. A música fica mil vezes mais baixa, não haviam muitas pessoas do lado de fora, todos estavam aproveitando dentro do salão.

- Bom, me desculpem por estragar a festa de vocês, mas sabem que os humanos estão meio que revoltados com a história toda de um universo cheio de poderes e gente especial como vocês, e como eu, e também como a Ivy. - Aponto para a minha cachorrinha com o cajado e dou um riso breve, continuando a falar. - Se quiserem um ponche, vocês podem fazer vocês mesmos. Podem colocar tudo o que quiserem dentro, e também podem fazer sua própria música! - Começo a dar ideia para os ciclopes, eles estavam com as bocas todas sujas com chocolate e glacê, era uma cena engraçada, nunca imaginei que presenciaria isso.

- Eu estou tão cheio que poderia passar a eternidade hibernando. - Um dos que ainda não falaram, comenta. Ele aparentava estar envergonhado de ter comido tanto doce e bebido tanto ponche. - Vamos embora! - Ele pede ao grupo, alguns choramingam porque não queriam ir embora, mas logo a discussão toma um rumo positivo e todos decidem que já estava mesmo na hora de retornar para casa. - Bom, se é assim, também me vou! Tomem cuidado! Adeus! - Falo ao colocar Ivy no chão e acenar com a mão agora livre, enquanto eles iam se distanciando floresta à dentro.

Aquela também era mesmo minha hora. O baile de Halloween foi muito divertido enquanto durou, e até mesmo Ivy se divertiu com a festa. Ela parecia a cachorrinha mais feliz do mundo. “Luna, vamos para o acampamento? Eles devem ter mais balas!” Ela me fala mentalmente e late no final para me chamar a atenção. Olho para ela e então faço que sim com a cabeça. - Meu pé está me matando, vamos para casa mesmo, Ivy. - Passo uma mão pela barriga segurando-a, os dois bebês se mexiam muito dentro dela, e eu estava realmente cansada já. Queria mesmo era o abraço do Isaac e um bom chá de camomila para dormir bem. Desta forma, voltamos juntas para o acampamento, andando uma do lado da outra.


monstros na festa



Condição final:
HP: 430/430
MP: 205/430

Itens utilizados:
Dragon Staff [Um cajado mágico, tendo utilidade apenas para aqueles que possuem o dom da magia. Tem um metro e meio de altura e em seu topo há um adorno feito em ouro imperial em forma de cabeça de dragão. Na boca, há o espaço para ser acrescentado uma gema mágica. O cajado possui runas de proteção e que facilitam o uso feitiços | Efeito 1: O cajado cria um escudo translúcido a frente, com 1,5m de altura e 1m de largura, possuindo um brilho esbranquiçado e círculos mágicos de tons azuis e esverdeados. Esse escudo funciona com a mesma propriedade que teria um escudo de resistência alfa, durando 2 turnos. É necessário um intervalo de um turno para que funcione novamente a capacidade de gerar o escudo; Efeito 2: Aumenta em +30% as chances de sucesso ao lançar um feitiço, auxiliando quando o inimigo for aparentemente mais forte. Esse efeito também diminui o gasto de energia ao usar feitiços em 25% | Madeira Reforçada e Ouro Imperial | Beta Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

Manto Protetor [Como o manto de Nyx, pode virar uma armadura completa quando precisares e lhe deixa invisível a noite podendo ser transformada em qualquer roupa como um disfarce. | Tecido magico. | Beta. | Status 100%, sem dano. | Mágico. | Presente de Manu. ]

Habilidades Aprendidas:
Rastreadores
Descrição: Habilidade que permite ao semideus encontrar e localizar monstros ou criaturas – como animais e até semideuses – através de rastros, pistas, odores, pegadas ou qualquer coisa que pode ser deixada para trás. Isso também permite encontras rastros que foram apagados, afinal, existem criaturas que conseguem mesclar seus rastros e até mesmo apaga-los ou disfarça-los. Semideuses com essa habilidade dificilmente serão enganados por pistas falsas, tendo mais chance de seguir um caminho certeiro, pois, sabem identificar o que foi forjado e criado do que realmente foi deixado para trás.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +40% de chance de descobrir alguma coisa deixada para trás. + 30% de percepção. +50% de chance de não ser enganado por armadilhas ou rastros falsos deixados por terceiros para desvia-lo do caminho certo. Pode solicitar ao narrador que indiquem pistas do caminho certo a ser seguido.
Dano: Nenhum.

Poderes Passivos - Filhos de Perséfone:
Nome do poder: Beleza incomum I
Descrição: Os filhos de Perséfone possuem uma beleza bastante incomum. Belos como uma rosa, os mesmos possuem uma aura sombria que os torna bastante obscuros. Isso faz com que monstros e/ou semideuses sintam certa hesitação em avançar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Irão evitar atacar o filho da deusa das flores no primeiro turno.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Olhar Infernal
Descrição: Os filhos da deusa do submundo não tem os olhos afetados pela noite, e podem enxergar tão bem no escuro, quanto no claro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderão enxergar perfeitamente no escuro, desde que a escuridão não esteja envolvida pela magica de alguém.
Dano: Nenhum

Poderes Passivos - Curandeiros de Asclépio:
Nome do poder: Aura apaziguadora
Descrição: Um bom curandeiro tem que apaziguar o coração dos feridos e familiares, portanto você possui uma aura pacifista que acalenta os corações dos enfermos e familiares.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O poder irá apenas funcionar caso o indivíduo esteja possuído.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Comunicação dos Curandeiros
Descrição: Não, não quer dizer que sua caligrafia é ruim, mas os curandeiros conseguem comunicarem-se telepaticamente com serpentes e cachorros, símbolos de Asclépio, bem como com outros curandeiros.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Convicção Inabalável
Descrição: Médicos não podem deixar-se abalar por nada: eles dificilmente ficarão assustados ou abalados com algo, assim como serão surpreendidos com menos eficácia e nenhuma mentira lhes escapa, embora às vezes os mentirosos mais hábeis, como os filhos de Éris, consigam ocultar em parte sua mentira. Omissão não é afetada, pois não é uma mentira.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Capazes de detectar facilmente mentiras de semideuses com nível igual ou inferior, exceto os semideuses com habilidades para tal.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos - Curandeiros de Asclépio:
Nome do poder: Voz de Morfina
Descrição: O curandeiro poderá amenizar a dor de seus pacientes cantando uma melodia qualquer, inclusive induzir um paciente ao sono e ao coma induzido, mantendo-o num estado de dormência, como se o mesmo houvesse ingerido morfina.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Induz estado de sonolência e inibe a dor.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum


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Re: Nova York

Mensagem por Luna Corini em Seg Nov 13, 2017 2:02 am

halloween

humans making a mess... as always

Humanos eram hipócritas. Desde que descobriram sobre a existência do mundo mitológico em que viviam, caçavam-nos como a animais. Ninguém estava seguro. E, ainda assim, eles tinham a cara de pau de seguir em frente com um mês inteiro que celebrava os mesmos mitos que eles queriam erradicados. Por causa deles, outubro não mais era divertido e o halloween não serviria como um alívio das tensões, apenas as intensificaria.
Os filhos dos deuses não eram os únicos sendo perseguidos. As criaturas mágicas com as quais normalmente lutávamos tinham um inimigo em comum conosco; eram odiadas pelos humanos tanto, senão mais, quanto os semideuses. Quando normalmente estaríamos felizes pelos reforços na caça aos monstros, esse não era sempre o caso. Sabe, a segunda coisa que os humanos são é idiota. Burros como uma porta sem maçaneta. E, com frequência, convencidos pelo ódio coletivo que espalhavam a tudo que é diferente, acreditavam que poderiam se safar com atacar monstros inofensivos. O tipo que costuma tentar viver uma vida normal através da névoa e não sai por aí farejando semideuses pro café da manhã. O problema era que mesmo eles tinham seus limites, e a crescente pressão dos mortais estava fazendo com que mesmo os mais pacifistas dos monstros revidassem em defesa.
Isso significava que outubro seria um mês difícil. Por todo o mês, festas a fantasia eram populares, atraindo de adolescentes excitados a adultos passando pela crise de meia idade. Entre eles, criaturas como ciclopes e harpias que viam no halloween a oportunidade perfeita de se divertirem sem esconder quem eram de verdade. Quíron passara todos os dias enviando campistas para festas em Nova Iorque, temendo que o pior acontecesse; que os humanos percebessem que a menina com que paqueraram por toda a festa era, literalmente, uma galinha. E que tentassem esfaqueá-la algumas vezes, também. Nem todas as festas tiveram este resultado dramático. Mas é claro que tinha de acontecer na minha vez.
A festa que me foi atribuída começava tarde — por volta de duas da manhã. Era um tipo de clube exclusivo com uma fila que virava a esquina. A longa linha tinha gente de todas idades; inclusive pessoas claramente menores portando identidades falsas. Entristecia-me saber que corações tão jovens já encontravam-se contaminados pelas drogas e a bebida. Percebia a ironia em meus pensamentos ao tempo em que tragava novamente do cigarro em minha mão, mas aquilo não me afetava. A dupla moral não servia bem apenas aos humanos.
Na entrada do clube, três adolescentes com os cabelos artificialmente descoloridos tentavam convencer o porteiro que estavam na lista. Suas fantasias mal poderiam ser chamadas como tal; alguns poucos panos que se passavam por uniformes de enfermeiras ou aeromoças, maquiagem extravagante e mais pele à mostra do que seria recomendado no frio da madrugada. Assustador, com certeza no espírito do feriado. Não demorou para que despissem os seios na tentativa de ganharem um lugar na festa — flashing, era como chamavam a prática. Todas as três foram carregadas para fora da fila por seguranças.
Deixei cair o cigarro e pisei-o para que apagasse. Meu lado da rua encontrava-se vazio, com toda a atenção das pessoas naquela noite voltada para o evento. Então nenhuma delas percebeu meu sumiço nas sombras ao puxar a capa preta por cima da cabeça. A noite de halloween era uma ótima cobertura para andar pelas ruas da cidade sem a ajuda da névoa. Enquanto eu afirmasse que estava fantasiado como um feiticeiro de algum filme fantástico, nenhum mortal pensaria duas vezes sobre a estranha capa cobrindo meu corpo ou o grande cajado cintilante que carregava. Era fácil assumir que eu apenas levava o feriado a sério.
A entrada dos fundo do clube era pouco vigiada, e o único segurança naquela área estava distraído demais com seu charuto para perceber a porta se abrindo sozinha atrás dele. Eu andei por um longo corredor mal iluminado até chegar à origem do som abafado de música eletrônica e gritaria. Abaixei minha capa e olhei em volta, tentando identificar a situação.
Não era à toa que barravam tantas pessoas do lado de fora, o clube estava completamente lotado. Era difícil andar sem sentir empurrões e o hálito embriagado de homens e mulheres fora de si. O lugar em si era espaçoso, tinha o teto alto e o pátio aberto como um grande galpão. Em um dos cantos, suspenso por cabos industriais, estavam uma espécie de palco onde o DJ e alguns convidados bem vestidos se encontravam. Era a única parte bem iluminada do local.
Eu observei a festa por volta de uma hora antes de perceber qualquer sinal de atividade não-humana. Já estava cansado do barulho incessante e os agarrões indesejados quando resolvi desistir da missão e beber um pouco, quem sabe tirar algum proveito da situação. Havia uma fila para o open bar, estrategicamente posicionado ao lado do banheiro, e foi enquanto esperava nela que notei a figura de um homem caminhando a passos pesados até o lavabo masculino, resmungando algo sobre “uma criatura asquerosa”. Revirei os olhos. Meu álcool não chegaria a tempo para ter cabeça de lidar com aquilo.
Segui o homem até dentro do banheiro. O lugar era imundo e contava até mesmo com alguns rapazes desacordados com os braços envoltos nas lixeiras. O homem que havia seguido lavava suas mãos na pia, e eu fiz o mesmo. Houve o som de uma descarga, e um segundo rapaz saiu da cabine do banheiro. Antes que ele pudesse alcançar a pia, meu suspeito voltou-se para ele.
— Aí está você, coisa imunda.
Virei-me para avaliar a cena. As palavras pegaram o rapaz desavisado de surpresa, e ele arregalou o olho. O único olho, no centro de seu rosto.
— Eu te conheço? — O ciclope tentou recuperar sua composição.
— Não, mas eu conheço você, e o seu… tipo. — O homem cuspia suas palavras, e minha preocupação aumentava. — Você acha que pode estragar a nossa festa, aberração?
Ele agiu rápido em seguida. Sacou uma pistola do coldre de sua fantasia e atirou em direção ao ciclope. A bala de ferro mortal atravessou a criatura de maneira inofensiva. A expressão de indignação no rosto do humano foi logo substituída por raiva, e ele empurrou sua vítima — que ainda encontrava-se em choque para reagir — para o chão. Estava prestes a pular em cima dele quando foi derrubado pelo peso de meu corpo. A arma deslizou para longe até que não mais fosse vista, e a resistência do agressor ao meu corpo sobre o dele não foi bem sucedida. Ele tentava se defender, mas um soco forte contra sua cabeça logo o fez desmaiar.
Eu levantei, balançando minha mão no ar como que para deixar passar a dor nos dedos. O ciclope me encarava assustado.
— Você é…?
— Sim. — Eu o interrompi. — Não se preocupe, não vou enfiar uma espada na sua garganta ou qualquer coisa.
O garoto soltou uma risada nervosa. Talvez não acreditasse tanto naquelas palavras. Eu também não. Recuperei meu cajado do chão e olhei para um dos jovens que desmaiara vomitando dentro de uma cabine do banheiro, com uma máscara aos seus pés. Peguei a máscara.
— Qual o seu nome, caolho?
— M-Mike. — Respondeu o ciclope, ainda incerto.
— Bem, Mike. — Eu ofereci meu braço para ele, que aceitou relutantemente, e o ajudei a se levantar. — Você não precisa ir embora, mas use esta máscara por hoje. A névoa está fraca e você corre perigo desse jeito.
Entreguei a máscara para Mike, que a tomou em suas mãos tremendo. Ele concordou com um aceno de cabeça e seguiu para fora do banheiro. Vestiu a máscara e me agradeceu. Olhei novamente para o homem no chão e o cutuquei com a ponta da bota. Ele não parecia morto, mas não causaria mais problemas aquela noite. Dei de ombros e segui para fora do banheiro, também. O cheiro daquele lugar estava começando a me causar náuseas.
Do lado de fora, alguma coisa estava acontecendo, apesar de eu não ter muito bem certeza do quê. Pessoas gritavam agora de forma organizada, como se fossem motivadas pelo mesmo ponto de interesse. Alguém atrás de mim comentou sobre como as asas das dançarinas eram muito realistas. Olhei para cima, para o centro do clube, onde estava o palco do DJ. Eram cinco delas. Garotas por volta de vinte centímetros mais altas que eu, ainda que seus rostos fossem mais joviais do que eu pudesse descrever. Seus cabelos eram do mesmo vermelho vivo que as penas que cobriam seus braços — e a extensão deles, asas. Cada uma com seu próprio par.
Mierda.
Eu tentava abrir meu caminho aos empurrões pela multidão que enlouquecia com as dançarinas harpias. A única coisa que eu conseguia pensar era quanto tempo. Quanto tempo demoraria para que percebessem que elas não estavam fantasiadas? Com certeza não muito, e meu medo era evidente. Quando eu cheguei às escadas que levavam até o palco, a apresentação delas havia encerrado. Eu subi a escadaria apenas para ser barrado na entrava da área VIP.
— Eu conheço as garotas. — Menti. — As dançarinas. Me deixa passar.
O segurança arqueou sua sobrancelha para mim, mas acreditou em minhas palavras. Virou-se para os convidados do palco e chamou por uma das harpias.
— Mirna! Este garoto diz que está com vocês.
A mais alta das cinco olhou para mim. Seus olhos, pretos como a noite, analisaram-me de cima a baixo. Ela abriu um sorriso malicioso e passou a língua discretamente pelos lábios.
— Deixe ele entrar.
— É seu dia de sorte, garoto. — Ele dizia ao abrir a passagem.
Eu andei até a harpia chamada Mirna, olhando em volta pelo palco para identificar qualquer outra criatura mitológica. Eram apenas elas. Mirna enlaçou seu braço pelo meu pescoço, cobrindo meu corpo sua asa.
— O que uma frutinha deliciosa de sangue divino como você faz aqui? Não deveria estar em algum lugar matando meu povo?
Suas palavras eram pesadas, mas seu tom era de puro sarcasmo. Talvez ela visse graça na amargura da situação. Eu forcei um sorriso.
— Essa noite eu protejo vocês. — Eu disse.
O sorriso dela não fora a lugar algum. Seus olhos percorreram por mim novamente, enquanto os dedos com unhas cumpridas percorriam minha nuca, fazendo-me sentir arrepios por todo o corpo. Então ela riu.
— Vocês, filhotes do Olimpo, acreditam estar tão acima de nós. Não precisamos de sua proteção.
— Eu não tenho nada a ver com o Olimpo.
Mirna me encarou com seriedade.
— É claro. Eu senti o cheiro da noite em você. Sua mãe tem sido muito arteira ultimamente… Eu me pergunto se sabe ser um mau garoto como ela?
Ela parecia orgulhosa de sua sugestão. Para uma mulher-galinha, ela era bonita, e com suas quatro amigas nos rodeando eu estava em desvantagem. Segui com seu jogo de sedução.
— Eu posso ser pior.
Ela riu novamente, e suas unhas — que mais bem poderiam ser descritas como garras — arranharam minha nuca. Ela me beijou. Eu retribuí. Mais vezes e por mais tempo do que eu gostaria de admitir ter passado com uma harpia. Eu não saberia dizer se foi para o bem ou para o mal mas, após alguns minutos da atividade, fomos interrompidos por um clarão repentino. Todas as luzes do clube estavam ligadas, e os convidados gritavam em horror. Meus olhos levaram alguns segundos para se adaptarem e eu conseguir identificar a causa do alvoroço.
Em apenas alguns metros de distância, uma das harpias dançarinas planava sobre o palco com as garras dos pés envoltas no pescoço do DJ. Ela o suspendia no ar, e ele tinha uma faca de bronze celestial em suas mãos. Uma das asas da harpia sangrava.
— PARE! — Eu gritei, instintivamente brandindo meu cajado, preparado para o pior.
Mirna agarrou com sua mão o meu pescoço, enterrando as longas unhas na pele. Eu podia sentir o sangue escorrendo pela minha nuca, enquanto ficava cada vez mais sem ar. Uma das outras harpias tomou o cajado de minha mão.
— Isso não o apetece, semideus. — Ela disse. Felizmente, os convidados não eram capazes de ouvir suas palavras por cima de toda a gritaria e confusão.
— É claro que sim! — Eu fiz meu melhor para falar com a traqueia pressionada. — Isso prejudica a todos nós! Quando os humanos sentem medo, eles retaliam!
Minhas palavras foram o suficiente para captar a atenção da harpia que mantinha o refém, fazendo-a hesitar em matá-lo. Eu aproveitei a abertura para continuar.
— Eles podem nos machucar, mas se nós revidarmos, eles morrem. Nós não podemos permitir isso. Se nós assumirmos o papel de vilão, eles ganham.
A harpia que me ouvia relaxou sua postura, deixando o DJ tocar os pés novamente no chão, ainda que mantivesse as garras ao pescoço dele. Ela olhou para mim, e então para Mirna, como se esperasse alguma ordem.
— Mirna. — Eu disse, segurando o braço que ela mantinha em meu pescoço. — Não deixe que eles estejam certos. Não se transforme no monstro que eles dizem que você é.
Mirna bufou e soltou meu pescoço. Eu respirei fundo, levando minhas mãos até as feridas, tentando estancar o sangramento. Ela virou-se pra a amiga.
— Deixe ele ir. Não vale a pena.
A outra mulher a obedeceu, soltando o homem, que caiu fraco no chão. Ela tomou a faca de suas mãos e se afastou. Eu olhei para Mirna.
— Obrigado.
Ela estalou os lábios contra o céu da boca.
— Você é uma aparição estranha, filho da noite.
Eu sorri de canto com aquelas palavras. Um sorriso genuíno. Mas o momento não durou muito. No pátio do clube, os mortais continuavam sua gritaria, revoltos com a cena que acabaram de assistir — um monstro prestes a tomar a vida de um humano indefeso. É claro que eles não se importariam com quem iniciou a briga. Eu andei até a beirada do palco, onde todos poderiam me ver, e tomei um microfone em mãos.
— Ei, ei! Vocês! Silêncio! — Passaram-se alguns minutos e mais duas tentativas até eu ter a atenção de todos. Continuei: — Eu sei que estão assustados. Os ataques recentes deixaram todos nós assustados. O que aconteceu aqui nos deixou assustados. Mas nós não somos os únicos. Essas criaturas, as que nós chamamos de monstros, eles também estão assustado. Eles são diferente de nós, mas todos estamos no mesmo lugar, tentando viver a mesma vida.
— Eles podem nos matar! — Alguém do pátio gritou, e outras vozes logo concordaram.
— Sim, poderiam. — Eu tentei manter a calma. — Assim como um humano com uma arma. O que é muito comum neste país, mas você não tenta matar alguém assim que descobre que ele tem uma arma em casa, não é mesmo?
Alguns murmúrios de concordância entre os presentes me fez ter confiança de que estava chegando a algum lugar com aquele discurso improvisado.
— Nós não deveríamos nos matar baseado em diferenças. Nós deveríamos celebrar as diferenças, e aprender com o próximo. Todos temos experiências diferentes, e se conversarmos uns com os outros, nós descobriremos que temos muito mais em comum do que esperávamos. É errado classificar um grupo inteiro como ruim sem dar espaço a individualidade dos seus membros.
Eu parei, e todos ficaram em silêncio por um longo minuto. Talvez absorvessem. Talvez refletissem sobre o cenário político que estavam vivendo. Uma voz abafada do fundo do clube quebrou o silêncio.
— Eu transei com um cara metade bode uma vez! Foi estranho, mas bom!
Eu pressionei meus lábios, contendo uma risada.
— Esse é o espírito! — Disse.
— Teve essa atendente do Burger King que tinha escamas em volta dos olhos como se fosse um crocodilo. — Outra voz logo adicionou. — Ela me atendeu super bem, e me deu até um desconto!
De repente, todos no clube compartilhavam suas histórias positivas com criaturas mágicas. Eu deixei um suspiro de alívio escapar pela minha boca, capengando de volta para o centro do palco e sentando no chão. A equipe voltou ao normal. As luzes foram apagadas, a música continuou. Como se nada tivesse acontecido.
Mirna sentou-se ao meu lado com dois copos de bebidas. Ela derramou o conteúdo do primeiro — vodka — em meu pescoço, e aquilo queimou infernalmente. Então entregou-me o segundo.
— Essa noite, celebramos as diferenças.


Habilidade

Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: Filhos de Apolo/Febo são naturalmente belos podendo inclusive deixar os oponentes confusos e atordoado com sua beleza, os reflexos do adversário ficam mais lentos por alguns poucos segundos dando chance ao filho de Apolo/Febo de atacar. Serve apenas como distração, e semideuses imunes a charme, ou beleza, não serão afetados por esse poder.

Item

Capa das Trevas: Uma capa negra, com um tecido mágico de textura semelhante à seda, que pode ser usado preso nos ombros. Quando ativado, é capaz de esconder o semideus sombras, tornando-se impossível de ser usado em lugares iluminados demais e, portanto, sem sombras.

Luna Corini
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Re: Nova York

Mensagem por Macária em Ter Nov 14, 2017 9:10 pm


Hela A. Deverich


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 4.000 XP  (+duplicador; +50% por envolver a trama)

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 47%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 11.520 XP + 4.000 dracmas + Doce Roleta

STATUS:

HP:   850 / 910
MP: 880 / 910

Comentários:

Simples, mas com enredo agradável, direta, mas também coerente. Você narrou com precisão a situação envolvida pela missão e encontrou maneiras coerentes de vencer os desafios impostos para obter sucesso, parabéns.





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Re: Nova York

Mensagem por Macária em Ter Nov 14, 2017 9:33 pm


Frannie A. Blackwell


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 4.000 XP  (+50% por envolver a trama)

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 47%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 5.760 XP + 4.000 dracmas + Doce Roleta

STATUS:

HP: 425/470
MP: 270/470

Comentários:

Achei alguns errinhos bobos, mas creio serem por causa da pressa no momento da digitação, no mais, meus parabéns, Frannie!




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Re: Nova York

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