The Blood of Olympus
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[MF] Frieryat Börh Hoffmann

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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Dom Set 29, 2019 5:03 pm



Espaço destinado à postagem de missões fixas do evento de Halloween de Frieryat, eventualmente contando com postagens de outros personagens, quando as tramas se misturarem. Frie está sempre na companhia de Rhysand, ou Rhys, sua raposa de Arcádia.

the wizardry rainbow of death






frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
Ceifadores de Thanatos/Leto

Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Dom Set 29, 2019 10:37 pm

arco-íris mágico mortal

O que vamos fazer hoje, Pinky??
Ih Cérebro, sinceramente nem eu sei...
A bruxa decidiu começar explorando os arredores do castelo. Era uma área infinita, e só de pensar naquilo ela já ficava zonza. Vasculhou o chão e encontrou um galho pequeno mas firme, e o balançou na direção de Rhysand, que a olhava quieto, sem muita reação à animação da garota.

Ah, Rhys, pelo amor dos deuses. Vamos brincaaaar! – Chamou ela, olhando de forma pidona para o animal, que continuava impassível.

Realmente Rhysand não era do tipo que gostava de brincadeiras ou grandes emoções. Sua calmaria era algo invejável para Frieryat que, mais frequentemente do que gostaria, ficava nervosa demais, com a menor das situações. Ela bateu com o galho de leve na própria cabeça, e depois o encostou na cabeça de seu mascote, e olhou em seus olhos de forma quase inquisitiva, e observou seus olhos vermelhos a encarando de volta naquela noite iluminada pela lua.

Nós vamos brincar, quer você queira ou não! – Resmungou ela, e se preparou para jogar o galho. — No três eu jogo e você vai lá pegar. Um… Dois… TRÊS! – Gritou, jogando o galho longe. O Shadow a olhou, e fez menção de se deitar na grama úmida do jardim. — Ah não, Rhysand! Ande. Vá pegar aquele galho agora!

A raposa soltou um som abafado que parecia um resmungo e foi atrás do galho, deixando uma Frieryat sozinha e risonha devido à situação. Não demorou muito para que Rhysand voltasse, e sem dizer nenhuma palavra, Frie jogou o galho mais uma vez. E repetiu o processo mais cinco vezes, até que no calor do momento acabou jogando o galho com mais força do que desejava, e mesmo ela o perdeu de vista. A raposa resmungo, pisando forte com suas patinhas de filhote no chão.

Vai logo buscar aquela droga, Rhys! – Reclamou sorrindo para a raposa e apontando na direção em que havia jogado o galho.

E então a raposa foi, e Frieryat apenas a esperou, olhando ao seu redor. Brincou com a grama fresca, achou algumas pedras e as atirou no chão, brincando sozinha de arremesso, e Rhysand estava demorando. A preocupação começava a tomar conta da ceifadora. Havia pouco que tinha resgatado o animal na Alemanha, e ainda menos que ele se recuperara totalmente de seus machucados. Percebendo que ele podia estar em perigo, Frie correu na mesma direção em que mandara o animal ir.

Seu coração acelerado parecia querer lhe dizer alguma coisa, mas a ceifadora não conseguia ouvir e entender. Pensava apenas na raposa, e que ele poderia estar machucado mais uma vez. Aquilo era, talvez, o que mais a deixava triste. Porém, parou ao vê-lo farejando o lago à sua frente. Uma infinidade de água. E o focinho de Rhysand não parava de trabalhar.

Você quer me matar do coração, verrüct? – Questionou ela, se aproximando e tomando o filhote em seus braços. Mas a cabeça da raposa continuava virada na direção do lago.

Seguindo o olhar de seu mascote, Frieryat percebeu um barco parado no lago, não muito longe da margem, porém vazio. Ou pelo menos vazio de pessoas, pois parecia que havia alguns pertences lá dentro. Algumas armas, talvez algumas peças de roupa. Apesar de sua visão aprimorada, Frie não conseguia identificar muito bem o que havia lá dentro por causa da distância. Ela olhou ao redor, procurando por alguém, quando identificou uma cabeça emergindo da água, quase ao centro do lago, um tanto quanto distante do barco. A pessoa parecia estar se afogando… Ou sendo puxada para baixo.

Soltando seu mascote, Frieryat começou a analisar a situação. Claro que sempre era uma opção correr e chamar alguém para lhe ajudar, mas será que quem quer que estivesse ali na água, conseguiria sobreviver até que a ceifadora voltasse com ajuda? Talvez não.

Rhys, preciso que você corra lá dentro e tente chamar alguém… – O Shadow se virou em negativa. — Ora, vamos sua raposa roxa fofinha e birrenta. Sei que não vão entendê-lo, mas ande lá e me ajude. Volte o mais rápido que puder.

E enquanto a raposa de Arcádia corria, a bruxa tirava as sandálias que calçava e a saia avental que usava, para enfim pular no lago, nadando o mais rápido que podia em direção ao semideus que implorava por ajuda. Segurando no braço da pessoa e apoiando-o sobre seus ombros, ela foi capaz de manter a pessoa com a cabeça acima da água, mas a moça gritava em seu ouvido:

MONSTRO… O MOSNTRO… ELE VAI NOS PEGAR. OLHA! ELE VAI NOS PEGAR!

Frieryat se segurou para não rir porque não era o que a situação pedia, mas sabia muito bem como era aquele desespero de algo dando errado e o nervosismo e o medo sempre falando mais alto. Segurando a mão da moça ao seu lado e lhe apertando a cintura, Frieryat respirou fundo quando sentiu algo estranho passar pela sola de seus pés. As cócegas que sentiu não foram capazes de superar o medo que, ela sabia, poderia se alastrar pelo seu corpo e precisava ser controlado pelo bem dela e da menina ao seu lado.

Olha, você precisa fazer duas coisas: ficar quieta e confiar em mim. Você confia em mim? – Perguntou a ceifadora, séria e olhando não para a garota, mas para o céu estrelado acima delas. Em uma rápida olhada, viu a menina fechando os olhos antes de responder que sim com um meneio de cabeça. — Então em nome dos deuses, fique quieta!

Frieryat sabia exatamente o que precisava fazer, mas ela também precisava confiar em si mesma.

Feche a boca e prenda a respiração. Precisamos descer antes de subir.

E quando a garota fez o que ela mandou, Frieryat mergulhou o corpo das duas, impulsionando-se para baixo, sendo acompanhada pela menina ao seu lado. Enquanto descia com os olhos abertos viu o corpo esguio e longo demais para ser de verdade do monstro que, havia pouco, tocara seus pés. Era realmente preciso muita coragem para não paralisar de medo vendo aquela coisa, e a bruxa só conseguia pensar numa coisa: não nos coma. Não nos coma. Não nos coma. Sentindo o fundo do lago sob seus pés, ela tomou o maior impulso que conseguiu, sendo auxiliada pela sua resgatada. Juntas conseguiram força o suficiente para terem seus corpos quase completamente jogados para fora da água, e antes que começassem a cair de novo em domínios monstruosos, Frieryat abriu as asas concedidas por lorde Thanatos, e voou para as margens do lago, onde Rhysand esperava sozinho pelas duas.

Pousando suavemente, ela colocou a garota no chão, que tremia de medo e frio. Agora a ceifadora já não podia fazer muito por ela, então apenas pediu que entrasse e buscasse ajuda lá dentro. Enquanto ela iria investigar um pouco o que era aquele lago ali.


Missão:
O monstro do lago
Você estava passeando pela borda do lago quando percebeu um pequeno barco flutuando por ali, intrigado, notou que havia itens, mas não pessoas e decidiu que precisava de ajuda para saber o que estava acontecendo. Acontece que ao longe, pôde perceber que alguém parecia se debater e pedir por ajuda. Agora você tinha duas opções: ir para dentro e chamar por reforço ou tentar resolver sozinho e arriscar-se a virar alimento para a criatura misteriosa junto do semideus clamando por ajuda.
Requisito – Mínimo nível 20.
Recompensa até: 5.000 XP – 3.000 dracmas – 4 ossos
Informações:
FPA:
Poderes:

Passivos
Hécate
Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Ceifadores de Thanatos
Nível 16
Nome do poder: Visão Noturna II
Descrição: Acostumados com a escuridão, os ceifadores possuem facilidade em enxergar em meio a esta. Entretanto, nesse nível, sua visão alcança até 40 metros à sua frente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 21
Nome do poder: Voo noturno I
Descrição: Ao usarem das asas para voar durante a noite, quando o ceifador encontra mais força, o cansaço durante o voo é diminuído pela metade, permitindo que ele viaje de uma cidade a outra sem provocar fadiga.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: -50% de cansaço/fadiga ao voar durante o período da noite.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.
Habilidades Adquiridas:
Rhysand:
Não possui itens.

Nenhuma habilidades utilizada.
Armas:








frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
Ceifadores de Thanatos/Leto

Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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Mensagem por Hades em Seg Set 30, 2019 8:27 pm

Frieryat


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP – 3.000 dracmas – 4 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

RECOMPENSAS: 4.500 XP – 2.700 dracmas – 4 ossos

Comentários:
Seu texto estava me prendendo e eu estava muito ansioso para saber como a situação seria resolvida até que acabou. Eu confesso que, em partes, minha decepcção com o final talvez tenha sido fruto das minhas expectativas, mas em um geral, eu não tenho muito o que pontuar.
Descontei alguns pontinhos de  realidade porque achei um pouco estranho o monstro apenas roçar seus pés e, também, você arriscar afundar-se no lago sem saber qual a profundidade bem como ter tido impulso o suficiente para ser lançada para fora, mesmo com uma pessoa auxiliando, a água é pesada e a gravidade dentro da mesma é mais intensa de modo que há mais peso sobre os corpos e talvez vocês sequer conseguissem emergir novamente.
Esteja atenta para estes detalhes.

A mascote recebe 50 xp e 1 nível de lealdade
Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Qua Out 02, 2019 8:34 am

arco-íris mágico mortal

O que vamos fazer hoje, Pinky??
Ih Cérebro, sinceramente nem eu sei...
Frieryat gostaria de ter deixado uma enorme placa de aviso: CUIDADO COM O MONSTRO DO LAGO! Mas não havia exatamente como fazer aquilo, nem mesmo conhecia algum feitiço que fizesse o lago desaparecer, então ela apenas bufou em frustração. Rhysand continuava farejando algo na beira do lago e a ceifadora achava divertido como sua raposa ficava quase invisível durante a noite, mesmo que seus pelos roxos praticamente brilhassem à luz da lua. Ela sorriu para o filhote, e o chamou:

Vem, Rhys. Vamos entrar – a raposa lhe lançou um olhar quase chateado, mas se aproximou da dona mesmo assim. — Não faça essa cara, rapazinho. Aposto que lá dentro vamos ter muito o que ver e descobrir também. Talvez o lago tenha sido apenas a cereja do bolo.

Juntos correram para a porta de entrada do castelo e entraram lado a lado. O interior havia sido preparado para realmente tirar o fôlego de quem adentrasse o local, e a ceifadora se pegou encantada por tudo que via, só ali na entrada. Olhou para Rhysand ao seu lado e sorriu para o filhote, que apenas encostou levemente a cabeça na perna da dona. Um sinal de amizade e também um sinal de que estava pronto para continuar a aventura. Aqui, pensou a rosada, há muitas portas que eu posso destrancar. E era um pensamento feliz.

Vamos – convidou a sua própria raposa, — não temos tempo a perder. – E com Rhysand em seu encalço, ela começou a percorrer os corredores do castelo. Abrindo portas, janelas – e às vezes, meio sem querer, até alguns buracos.


Missão:
Explorando o castelo
Você é bem curioso e decidiu que queria saber mais sobre o lugar que estava e, por isso, decidiu dar uma voltinha por aí. Tome cuidado com o que vai encontrar porque, se eu fosse você, estaria de olhos bem abertos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensa até: 950 XP – 1.500 dracmas – 1 osso
Informações:
FPA:
Poderes:

Passivos
Hécate

Ceifadores de Thanatos

Legado de Íris

Ativos
Hécate

Ceifadores de Thanatos

Legado de Íris
Habilidades Adquiridas:
Rhysand:
Armas:
• Maan [Uma maça de médio porte ligada a um cabo de madeira por uma forte corrente metálica, sua cor é prateada e fica mais forte à luz do luar. Sempre que perdida em batalha a maça volta à Frieryat em forma de um colar prateado com pingente de lua. |  Dependendo da incidência da luz da lua na maça, ela pode cegar o inimigo por poucos segundos. | Ferro estígio, banhado em prata. | Sem espaço para Gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | | Comum | Item Inicial]
• Punhal Ritualístico [Uma lâmina comum feita de prata comum, seu cabo possui desenhos decorativos e parece se encaixar na mão do portador. É extremamente afiada.| Efeitos e Bônus: Nenhum.|Prata. |Não possui espaço para gemas. |Beta.| 100%|Lâmina comum.| Nível 1 | Aula de Magia Aplicada, dada por Kang Pipper.]
• Julgadora [Uma bonita e grandiosa foice toda feita de material negro enquanto sua lâmina, prateada, dizem ser feita de adamantino. É uma arma pesada nas mãos de qualquer outro semideus que ouse empunhar a arma mas tende a se tornar leve nas mãos dos ceifadores afinal, a foice sempre foi uma das marcas registradas de seu mestre. | Efeitos mecânicos: Se torna um bracelete quando não está sendo utilizada. Para ativar a arma, gire o pulso duas vezes em sentido horário para que o cabo comece a se desprender de seu pulso e cresça até se tornar a arma que é. | Cortes realizados por esta arma recuperam o HP de seu portador em 10% do dano causado.| Resistência Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Nível 3. | Lendária |Presente de reclamação dos Ceifadores de Thânatos].








frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
Ceifadores de Thanatos/Leto

Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Qui Out 03, 2019 9:58 am

arco-íris mágico mortal

O que vamos fazer hoje, Pinky??
Ih Cérebro, sinceramente nem eu sei...
Depois de abrir tantas portas que guardavam conteúdos quase sem graça, finalmente um quarto lhe chamou atenção. E era verdadeiramente um quarto, mas seu ar parecia diferente do resto dos cômodos nos quais a bruxa já havia entrado. Parecia mais… Casa. Sua decoração ainda era muito vitoriana, como nos outros quartos, mas havia algo ali que chamava a atenção da moça, sem que ela sequer se desse conta do que era.

Com Rhysand ao seu lado, ela percorreu toda a extensão do quarto. Seus dedos tocavam de maneira suave cada móvel que ali havia. As poltronas de almofadas macias e vermelhas. Os detalhes entalhados nas bordas das poltronas sobressaiam aos seus dedos, fazendo-os dar pequenos saltos à medida que a própria Frieryat se movia enquanto os tocava. Seus olhos corriam das poltronas para a cama majestosa no centro do recinto, mas seus ouvidos não deixaram escapar a barulho da porta sendo trancada. O som das engrenagens à alcançou antes que pudesse ter alguma reação, e ao conseguir finalmente correr para a porta, foi apenas para realizar que a mesma se encontrava trancada. Virar a maçaneta para constatar o fato fez a mesma sair do trinco e ficar em sua mão. Respirando fundo com o objeto em mãos, tentando não surtar ou ficar nervosa, a ceifadora olhou para seu filhote. Lidaria com aquilo depois.

Bom, ainda tem algumas coisas a serem vistas aqui nesse quarto, Rhys... Mas logo logo sairemos daqui.

E então ela observou a pequena raposa pular para a cama, aconchegando-se no colchão. Folgado, pensou ela de maneira feliz ao ver que a raposa estava confortável. De maneira suave foi até a penteadeira, sentando-se na banqueta, observou o próprio rosto no espelho. A pele pálida, quase transparente. Seus grandes bochechas de bebê, seus dentes de Timmy Turner. A raiz castanha do cabelo já grande demais, contrastando com o comprimento cor de rosa. Seus lábios eram fartos. Sentiu-se bonita e sorriu para o próprio reflexo.

Da penteadeira saltitou, quase flutuando, até o grande guarda roupa e não se surpreendeu quando, ao abrir, encontrou vestidos que poderiam ser datados de antes mesmo da rainha Vitória. Tirou de dentro do móvel um longo vestido, com ar medieval, antigo e histórico. Poderia mesmo ter sido o vestido de alguma dama muito importante da sociedade. O tecido era macio, gostoso ao toque da mão e ativa assim pesado. Como as mulheres conseguiam andar com vestidos como aquele todos os dias? Esse seria, talvez, o mistério da coisa. A magia por trás da força.

Depositando a roupa sobre uma das poltronas que tocara com tanto gosto, ela se aproximou da cama com dossel e se jogou ao lado de sua raposa. Rhysand levantou de um sobressalto e lançou um olhar incrédulo para a dona, deitando-se novamente no colchão, apoiando a pequena cabeça de filhote sobre as patas. Às vezes Frieryat sentia que poderia morrer de fofura com seu mascote por perto. Era bom para ela ter uma companhia felpuda. Deteu-se algum tempo e ficou apenas observando a pequena raposa, que a olhava com seus olhos vermelhos sem transmitir qualquer emoção, embora a ceifadora soubesse que, sim, ele sentia muitas coisas.

Suavemente ela acariciou o topo da cabeça dele, entre suas orelhas e devagar encostou o próprio nariz no focinho dele.

Você é um bom amigo, Rhys. Obrigada por ter aparecido. – Sussurrou, e em resposta a raposa demonstrou carinho para com ela, lambendo da ponta de seu nariz ao topo de sua testa, fazendo a ceifadora rir e se derreter por inteira. — Agora precisamos sair daqui, temos muito o que ver ainda. – Levantou-se e foi até a porta, tomando a maçaneta que quebrara em suas mãos. Bateu devagar na própria cabeça, pensando em como faria para destrancar a porta.

Logo a raposa veio até ela, finalmente levantando-se da cama, ansioso por sair daquele quarto. Olhando para ele como quem pedia desculpas, proferiu:

Estamos trancados, amigo. E sem maçaneta. – Em resposta Rhysand suspirou, um suspiro que dizia “você é uma bruxa, Frieryat, com certeza sabe como sair daqui”. E era verdade. O feitiço veio na ponta de sua língua, e olhando bem para a porta, conjurou a bruxa: — Patefacio – e como mágica, porque assim o era, ouviu as engrenagens voltando, destrancando a porta. Mas ainda havia a questão da maçaneta. Ela estava realmente destruída, sequer havia como encaixá-la novamente no buraco que havia deixado na porta para poder girá-la e sair dali.

Foi quando seu filhote pulou, chocando-se contra suas pernas, fazendo Frieryat perceber que havia algumas armas com ela que lhe poderia ser úteis. Tomando em mãos o punhal que recebera da aula de Pipper, centralizou a ponta da lâmina no vão deixado pela maçaneta quebrada, e a girou, fazendo com que destravasse a porta, e assim deixando-a livre para ser aberta.

Rapazinho inteligente você, né Rhys? – Comemorou ela, enquanto saía do quarto rumo à próxima aventura dos dois.


Missão:
Trancafiado
Alguém acidentalmente te trancou em um quarto do castelo, você não sabe quem foi e, para piorar tudo, a maçaneta quebrou. Agora você tem que usar toda sua inteligência e sagacidade para abrir a porta. Sinceramente, não sei se você consegue.
Requisito – Mínimo nível 2.
Recompensas até: 1.500 XP – 1.500 Dracmas – 3 ossos.
Informações:
FPA:
Poderes:

Passivos
Hécate

Ceifadores de Thanatos

Legado de Íris

Ativos
Hécate
Nível 9
Feitiço: Patefacio
Descrição: Usado para destrancar quaisquer fechaduras.
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Apenas verbal.
Ceifadores de Thanatos

Legado de Íris
Habilidades Adquiridas:
Rhysand:
Armas:
• Maan [Uma maça de médio porte ligada a um cabo de madeira por uma forte corrente metálica, sua cor é prateada e fica mais forte à luz do luar. Sempre que perdida em batalha a maça volta à Frieryat em forma de um colar prateado com pingente de lua. |  Dependendo da incidência da luz da lua na maça, ela pode cegar o inimigo por poucos segundos. | Ferro estígio, banhado em prata. | Sem espaço para Gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | | Comum | Item Inicial]
• Punhal Ritualístico [Uma lâmina comum feita de prata comum, seu cabo possui desenhos decorativos e parece se encaixar na mão do portador. É extremamente afiada.| Efeitos e Bônus: Nenhum.|Prata. |Não possui espaço para gemas. |Beta.| 100%|Lâmina comum.| Nível 1 | Aula de Magia Aplicada, dada por Kang Pipper.]
• Julgadora [Uma bonita e grandiosa foice toda feita de material negro enquanto sua lâmina, prateada, dizem ser feita de adamantino. É uma arma pesada nas mãos de qualquer outro semideus que ouse empunhar a arma mas tende a se tornar leve nas mãos dos ceifadores afinal, a foice sempre foi uma das marcas registradas de seu mestre. | Efeitos mecânicos: Se torna um bracelete quando não está sendo utilizada. Para ativar a arma, gire o pulso duas vezes em sentido horário para que o cabo comece a se desprender de seu pulso e cresça até se tornar a arma que é. | Cortes realizados por esta arma recuperam o HP de seu portador em 10% do dano causado.| Resistência Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Nível 3. | Lendária |Presente de reclamação dos Ceifadores de Thânatos].








frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
Ceifadores de Thanatos/Leto

Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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Mensagem por Minerva em Sex Out 04, 2019 7:46 pm


Frieryat

Valores máximos que podem ser obtidos:


Missão Fixa - Explorando o castelo

Máximo de recompensa a ser obtida: 950 XP – 1.500 dracmas – 1 osso

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 20%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 20%

Recompensa obtida: 570 xp – 900 dracmas – 1 ossos

Comentários:
Apesar de você escrever bem, eu senti que essa missão foi um tanto quanto insuficiente e rasa, por isso os descontos.

Valores máximos que podem ser obtidos:


Missão Fixa - Trancafiado

Máximo de recompensa a ser obtida: 1.500 XP – 1.500 Dracmas – 3 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 1.500 XP – 1.500 Dracmas – 3 ossos.

Comentários:
Foi uma missão excelente, não tenho o que pontuar negativamente. Continue assim.
A mascote recebe 100 xp e 2 níves de lealdade.
Minerva
Minerva
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Dom Out 06, 2019 1:14 pm

arco-íris mágico mortal

O que vamos fazer hoje, Pinky??
Ih Cérebro, sinceramente nem eu sei...
Depois de ficar trancada tanto tempo naquele quarto, Frieryat decidiu que precisava tomar algum ar puro, então passou a andar pelos corredores buscando uma varanda que desse para o lago, no intuito de – mesmo em seu descanso – avisar à semideuses distraídos que ficassem longe daquelas águas, que não entrassem naquele barco. Mas todas as varandas que encontrava davam para outra parte do castelo. Às vezes para o jardim, outras para um grande campo de golfe. Nenhuma para o lago.

Os corredores pelos quais passava pareciam sempre aumentar ou diminuir de tamanho. Uns eram mais estreitos, outros tão largos que a bruxa se sentia minúscula. Alguns eram escuros e se não fosse pela boa visão dela, certamente não enxergaria nada; outros eram tão bem iluminados que ela chegou a sentir leves dores na cabeça pela incidência forte de luz sobre seus olhos. E foi em um desses corredores claros demais para o bem da própria humanidade que a ceifadora começou a ouvir um turbilhão de lamentações e mal dizeres.

A voz que resmungava nada mais era que o eco de uma vida que acabara mas não havia partido. Pelo contrário, permaneceu no mundo dos vivos atormentando as pessoas com suas lamúrias, silvos baixos do que um dia era para ter sido, mas nunca foi. Seguindo o som gutural das lamentações, a rosada encontrou apenas um espectro borrado à luz forte, uma imagem translúcida do que alguém um dia foi. Sua aura era infeliz, confusa. Aquela alma sequer entendia que morrera, e pelo visto estava assim haviam alguns anos.

Com licença, senhorita – chamou ela, aproximando-se da alma que vagava murmurando dores e insatisfações. Rhysand andava à sua frente de modo quase protetor. — Gute nacht. Como se chama?
Quem és tu? Será que podes me deixar em paz a lamentar? – A linguagem coloquial do fantasma fez com que a ceifadora confirmasse que a roupa antiga condizia com a época em que morrera, e que não era uma fantasia de festa.
No momento sou alguém que pode te ajudar a não se lamentar mais, se assim quiser.
Ninguém pode me ajudar. Estou morta e condenada a viver para sempre neste mundo sem jamais poder, sequer, partir deste castelo. – Lamentou mais uma vez, virando as costas para a rosada. — Se quer me ajudar vá embora. Deixe-me em paz, criatura mundana. Deixe-me!
Olha, senhorita – suspirou a semideusa — Deixa eu te ajudar. Você não precisa ficar presa nesse mundo, posso te mandar ao lugar ao qual pertence.

A alma virou-se de súbito e Rhysand deu um salto, ficando em posição de ataque. Frieryat catucou o filhote com a ponta do pé, uma maneira de tranquilizá-lo. A alma não faria nada com ela, ela mesma não deixaria.

Mas eu pertenço a este lugar. Não devo ir a nenhum outro. Esta é a minha casa.
Se está morta não pertence mais ao mundo dos vivos… – Argumentou  a ceifadora, esticando a destra, pronta para ativar a Julgadora.
Não devo ir a nenhum outro lugar – insistiu a alma, cruzando os braços sobre os seios espectrais. — Não basta darem festas em minha casa, sem nenhum respeito por mim ou por minha história, ainda queres me mandar embora daqui?! – Questionou ela, exasperada.
Não é mais sua casa e você precisa aceitar isto – respondeu a ceifadora, sua voz era calma e ela se posicionou ao lado de sua raposa, abaixando-se um pouco para tocar o topo de sua cabeça. — Se você tiver sido uma boa pessoa em vida, a morte tem um lado bom a te oferecer – disse ela, girando o pulso direito duas vezes e observando sua foice grandiosa surgir em sua mão, — não precisa ter medo de partir, se é isso que a impede. E quanto à sua casa. Ela é um patrimônio histórico, um ponto turístico. Sempre existirão pessoas que a preservarão em memória de seu nome, e do nome de sua família.

Foi quando a alma assentiu.

Tu me garantes isto, criatura mundana? Podes me dar tua palavra? – A ceifadora assentiu firmemente em resposta. — Então mande-me para onde a morte espera por mim, se assim dizes que ela o faz.

Sem delongas, a ceifadora cortou o ar com sua foice, abrindo o portal de Caronte e indicando à alma da jovem donzela que entrasse por ele e logo estaria no lugar onde lhe seria designado pelas suas ações em vida. Quando o portal se fechou, a raposa ao seu lado relaxou o próprio corpo e a filha de Hécate abaixou-se para acariciar o pelo do animal. Tomando-o em seus braços, ela o apertou para receber em resposta um silvo de reclamação que a fez sorrir.

Vamos logo, Rhys. Preciso mesmo tomar um ar.


Missão:
A travessia
Há criaturas que não estão felizes com a própria morte e por isso acabam presas no plano terreno, sem nunca passar pelo julgamento para saber qual o destino de sua alma. Você encontrou um destes fantasmas e agora tem que argumentar com ele para que ele cruze ao reino dos mortos.
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  3 ossos
Informações:
FPA:
Poderes:

Passivos:

Hécate

Ceifadores de Thanatos
Nível 7
Nome do poder: Visualizar Fantasmas
Descrição: Ceifadores de Thanatos/Leto conseguem visualizar almas penadas que vagam pelo mundo dos vivos, sendo capazes de se comunicarem com elas. Eles são capazes também de entender o que sentem, podendo ajudá-las a seguirem seu caminho e partirem desta para uma melhor (ou média... ou pior, sabe-se lá o que ela aprontou em vida)
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.


Legado de Íris
Ativos:

Hécate

Ceifadores de Thanatos

Legado de Íris
Habilidades Adquiridas:
Nome: Inteligência Interpessoal
Descrição: Quem possui a inteligência interpessoal bem desenvolvida é capaz de entender as intenções, motivações e desejos dos outros. Com essa habilidade, o semideus tem mais facilidade de se comunicar e conquistar a empatia de seus interlocutores. Quando usado de forma ativa, pode identificar as intenções e emoções de outrem uma vez por ocasião. Não envolve nenhum controle, apenas conhecimento, através de indicadores de comportamento que demonstrem como a outra pessoa se sente no momento. Pode perceber em um desvio de olhar que a pessoa está mentindo; pode notar pelos movimentos repetitivos que está nervosa; etc.
Gasto de MP: 30 MP (quando usado de forma ativa)
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% de inteligência. +30% de carisma e empatia.
Extra: O semideus é capaz de identificar as emoções de outrem uma vez por ocasião. Para isso, o narrador pode dar uma dica que denucie o estado emocional da outra pessoa.
Dano: Nenhum (Usado de forma passiva)
Rhysand:
Armas:
• Maan [Uma maça de médio porte ligada a um cabo de madeira por uma forte corrente metálica, sua cor é prateada e fica mais forte à luz do luar. Sempre que perdida em batalha a maça volta à Frieryat em forma de um colar prateado com pingente de lua. |  Dependendo da incidência da luz da lua na maça, ela pode cegar o inimigo por poucos segundos. | Ferro estígio, banhado em prata. | Sem espaço para Gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | | Comum | Item Inicial]
• Punhal Ritualístico [Uma lâmina comum feita de prata comum, seu cabo possui desenhos decorativos e parece se encaixar na mão do portador. É extremamente afiada.| Efeitos e Bônus: Nenhum.|Prata. |Não possui espaço para gemas. |Beta.| 100%|Lâmina comum.| Nível 1 | Aula de Magia Aplicada, dada por Kang Pipper.]
• Julgadora [Uma bonita e grandiosa foice toda feita de material negro enquanto sua lâmina, prateada, dizem ser feita de adamantino. É uma arma pesada nas mãos de qualquer outro semideus que ouse empunhar a arma mas tende a se tornar leve nas mãos dos ceifadores afinal, a foice sempre foi uma das marcas registradas de seu mestre. | Efeitos mecânicos: Se torna um bracelete quando não está sendo utilizada. Para ativar a arma, gire o pulso duas vezes em sentido horário para que o cabo comece a se desprender de seu pulso e cresça até se tornar a arma que é. | Cortes realizados por esta arma recuperam o HP de seu portador em 10% do dano causado.| Resistência Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Nível 3. | Lendária |Presente de reclamação dos Ceifadores de Thânatos].








frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
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Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Seg Out 07, 2019 2:07 pm

arco-íris mágico mortal

O que vamos fazer hoje, Pinky??
Ih Cérebro, sinceramente nem eu sei...
Mandar a alma da garota para onde ela verdadeiramente pertencia deu à Frieryat uma sensação de dever cumprido naquela noite, e ela esperava do fundo do coração que a morte fosse realmente boa para a outra. E parecia que era apenas aquilo que faltava para que por fim encontrasse uma varanda que dava para o lago. Abrir as portas que davam para o ar livre fez seus pulmões se limparem de uma maneira que ela não esperava que eles fossem limpos, mas respirou aliviada, aproximando-se da sacada e inspirando o máximo que conseguia agarrada à cerca.

Cuidado, Rhys. Você ainda é pequeno, pode cair pelos buracos desta cerca. – Recomendou, olhando preocupada para seu filhote.

Observou ao redor, avistando um banco onde poderia sentar-se para descansar, e ainda observar o movimento no lago. Gritar com semideuses desavisados para que mantivessem distância dali. A noite era fria, calma, silenciosa. Ali na sacada até mesmo o som da música da festa que acontecia no castelo era quase imperceptível. Parecia ser, definitivamente, um ambiente de paz, além de trazer ao corpo o ar mais puro que poderia existir. Rhysand havia pulado no banco e descansava ao lado de sua dona, o corpo peludo colado ao dela. Ela acariciava o pequeno filhote, quando um farfalhar a fez levantar o olhar.

Buscou na penumbra de onde vinha o som exatamente, e enxergou a forma humana se aproximando dela. Ela soltou um suspiro, e parou para prestar atenção em quem vinha, se preparando para dizer que ela, sim, pelos deuses todos, só queria descansar. Mas algo na forma como a pessoa se movimentava lhe era familiar, até seu ar era conhecido pela bruxa e antes que seu rosto pudesse ser realmente distinguido entre as sombras, ela questionou confusa:

Jonas?!
Frie?! – Perguntou ele na mesma entonação, e o timbre de sua voz foi o suficiente para fazer a ceifadora paralisar um pouco. — Por Apolo! É você mesma! – Ele parecia surpreso e feliz, e correu ao encontro da rosada, abaixando-se apenas o suficiente para envolver a cintura dela dela entre os braços e levantá-la do banco.

O ato do rapaz fez o rosto da ceifadora queimar em brasa e ela agradeceu por estar escuro, e ela torcia para que ele não visse bem o seu rosto. Jonas a apertava contra o próprio corpo e apesar de estar apreciando aquele momento, ela realmente precisava sentir os pés no chão. Dando leves tapinhas no ombro dele, pediu que o rapaz a colocasse no chão.

O que você está fazendo aqui?
Fui jogado aqui para a festa, ué! – Respondeu ele, como se fosse óbvio demais. — Suponho que com você tenha acontecido o mesmo…
Como eu não percebi que você é um semideus? – Questionou a ceifadora, não para Jonas à sua frente, mas para si mesma. Procurava resposta em sua própria mente.
Talvez você não estivesse procurando por um semideus. Assim como eu também não estava, e por isso não descobri você.
Bom, eu estive encobrindo meu cheiro durante toda a estadia na Alemanha, não é de se admirar que você não tenha percebido. – Explicou, e depois olhou para ele. — Mas como eu não percebi?
Hör auf, Frie. Isso merece uma reapresentação – Jonas estava animado na mesma medida em que Frieryat se encontrava confusa e descrente de toda a situação. — Ich bin Jonas, filho de Apolo e legado de Melinoe. E você?
Sou filha de Hécate – começou a responder e hesitou, lembrando-se da conversa que tivera na caverna da montanha — provavelmente, sou legado de Íris. – Respondeu por fim e suspirou, Rhysand reclamando com ela por não ter voltado a sentar-se ao seu lado.
Por um momento achei que você tivesse alguma ligação com minha avó, ou com Hades…
E por que pensou isso? – Questionou a ceifadora, dando as costas ao rapaz apenas para pegar seu filhote nos braços.
É que, agora que não está se escondendo, dá para notar que você tem um cheirinho de morte – seu ar era de graça, como quem segurava uma boa risada. — Mas você tem mesmo a doçura de Íris.
Ora, – resmungou com o rosto corado. — Sequer sei se meu pai era mesmo filho dela, ainda vou descobrir. Mas sobre o cheiro… Eu trabalho pra lorde Thanatos. Talvez seja por isso. – Explicou por fim, e lembrou-se de apresentar Rhysand para Jonas. — Aqui está nosso resgatado. Não era um cachorro, e ele se chama Rhysand.

O filho de Apolo parecia maravilhado ao olhar para a raposa no colo da ceifadora. Sua mão foi direto para a cabeça do filhote, e acariciou-o sem medo. Rhysand também não reclamou, apenas aninhou-se mais no colo da dona para apreciar o afago de maneira mais confortável. E então ouviram as engrenagens das portas  da varanda serem fechadas e uma risada histérica ecoar pelo infinito do céu. A raposa pulou do colo de Frieryat para o chão e rosnou, e para a filha de Hécate parecia apenas que ela tinha ido para aquela festa apenas para ser trancada nos locais. Ela suspirou pesarosa e pediu que Rhysand mantivesse a calma, e logo ela daria um jeito de saírem dali.

Essa festa está chata – resmungou o poltergeist entre suas risadas. Sua voz era estridente e irritante. — Que tal nos divertirmos um pouco nós quatro? – Perguntou ele agora puxando para cima o cabelo da bruxa, fazendo-o parecer que estava flutuando.
Deixe-nos em paz – reclamou Jonas, olhando fixamente para o fenômeno. Sua voz era firme e fez um arrepio percorrer o corpo da rosada, que ainda não entendia que sensações eram aquelas que o rapaz causava nela.

O poltergeist ainda ria e insistia que eles precisavam se divertir para curar o tédio da festa, mas nem Frieryat, ou Rhysand, ou Jonas estavam com muita paciência para dar cabimento ao fantasminha não muito camarada. A bruxa já respirava fundo, soltando suspiros cada vez mais pesarosos e querendo ter habilidades que fizessem o poltergeist calar a boca ao menos. Jonas dizia pela milésima vez para que o poltergeist destrancasse a porta.

Ah não. Então pelo menos me façam algo divertido e eu deixo vocês irem já que são chatos demais para apreciarem minha companhia…
A ceifadora perguntou quase em desespero, antes que Jonas pudesse se pronunciar: — O que quer que a gente faça? – Mas ela não contava com a resposta do fenômeno no meio da risada.
Quero que encenem alguma parte de Romeu e Julieta para mim – era nítido o prazer na voz do poltergeist ao dizer aquilo.

Jonas pareceu satisfeito, como se aquilo fosse ser fácil. A ceifadora lembrava de ter ouvido aquela peça milhares de vezes na voz de Heidi, mas não sabia se seria capaz de encenar. Não era exatamente uma atriz, sequer sabia fingir alguma coisa. Jonas a assegurou que conhecia a peça de trás para a frente, e que seria moleza para eles, tentando injetar alguma confiança nela que já tremia sem mesura. Parecia sentir frio, mas também tinha a sensação de que Éolo não estava sequer presente naquela varanda no momento.

Deixou sua mente vagar, em busca de uma passagem que fosse da obra de Shakespeare para que enfim pudesse se livrar do poltergeist. Suspirando, ela começou:

Já te vais? Mas se não está nem perto de amanhecer! Foi o rouxinol, não a cotovia, que penetrou o canal receoso de teu ouvido. Toda noite ele canta lá na romãzeira. Acredita-me, amor, foi o rouxinol. – Era perceptível que a ceifadora não estava segura ao fazer aquilo, recitar aquelas palavras. Seus olhos fechados eram prova de que ela tentava, a todo custo, se manter calma e lembrar.
Foi surpreendida pela mão se Jonas segurando a sua. — Foi a cotovia, arauto da manhã, e não o rouxinol. Olha, amor, as riscas invejosas que tecem um rendado nas nuvens que se vão partindo lá para os lados do nascente. As velas noturnas consumiram-se, e o dia, bem disposto, põe-se nas pontas dos pés sobre os cimos nevoentos dos morros. Devo partir e viver, ou fico para morrer. – O rosto de Frieryat ardia em brasa, mas ela por fim já havia aberto os olhos para observar seu companheiro de cena enquanto falava. Desejou ter toda a segurança que Jonas parecia ter ao recitar as falas da peça, e o domínio que parecia ter sobre a situação.
Essa luz não é a luz do dia, eu sei que não é, eu sei. É só algum meteoro que se desprendeu do sol, enviado para ser esta noite portador de tocha a teu dispor, e iluminar-te em teu caminho para Mântua. Portanto, fica ainda, não precisas partir.
Que me prendam! – Exclamou Jonas, dando as costas para ela num gesto exagerado que quase fez a ceifadora rir. Ele era mesmo um ótimo ator. — Que me matem! Se assim o queres, estou de acordo. Digo que aquele acinzentado não é o raiar do dia; antes, é o pálido reflexo da lua. – Agora ele já havia se virado novamente para ela. Seus cabelos espetados formando uma pequena aura negra ao redor de sua cabeça. — Digo que não é a cotovia que lança notas melodiosas para a abóbada do céu, tão acima de nossas cabeças. Tenho mais ânsia de ficar que vontade de partir. - Vem, morte, e seja bem vinda! Julieta assim o quer. - E está bem assim, meu coração? Vamos conversar… posto que ainda ainda não é dia. – Suas mãos tomaram as de Frieryat mais uma vez.
É dia sim, é dia sim. Corre daqui, vai-te embora de uma vez! – Exclamou ela, soltando as próprias mãos, tentando encenar o drama tanto quanto o poltergeist que calado assistia as representações, e parecia estar prazeroso ao vê-los, os dois semideuses, ali à mercê de seu desejo. — É a cotovia que canta assim tão desafinada, forçando irritantes dissonâncias e agudos desagradáveis. Alguns dizem que a cotovia separa as frases melódicas com doçura; não posso acreditar, pois que ela vem agora nos separar. Alguns dizem que a cotovia e o odiável sapo permitam seus olhos; como eu gostaria, agora, que eles também tivessem permutado suas vozes! Essa voz alarma-nos, afasta-nos um dos braços do outro, já que vem te caçar aqui, com o grito que dá início à caçada deste dia. – Dando as costas para Jonas, observou que Rhysand também assistia a encenação com atenção e não segurou um sorriso singelo ao observar seu mascote. — Ah, vai-te agora; – disse, tirando o sorriso da voz — ilumina-se mais e mais a manhã.
Ilumina-se mais e mais… enquanto anoitece em nossos corações!

Um único som de aplausos irrompeu o ar. O poltergeist estava animado, satisfeito e rodeava os dois semideuses, a bruxa sentia o ar dando piruetas em sua volta. A risada histérica havia tomado conta do lugar mais uma vez.

Tudo bem, tudo bem. Vocês são meus atores preferidos, então estão liberados. Obrigada por isso. Parabéns parabéns. – Dizia o fenômeno, destrancando a porta da varanda.
Jonas agarrou a mão da ceifadora, e abaixou-se para sussurrar em seu ouvido: — Vamos antes que esse maluco faça a gente de teatro de novo – uma sensação de formigamento tomou conta dela, e já não havia muito domínio de seu próprio corpo. Estava sem reação e o filho de Apolo apenas a puxou para longe dali, com uma delicadeza que ela não sabia que era capaz de existir em alguém. A única coisa que ela conseguiu fazer foi chamar a raposa para acompanhá-los, e sem questionamentos, seguiu o rapaz para dentro do castelo.


Missão:
Uma peça para dois
Tem um poltergeist engraçadinho na varanda e ele decidiu que seria muito divertido trancar semideuses lá até que eles o entretenha e façam sua vontade. Acontece que a criatura quer que vocês encenem Romeu e Julieta. Sua missão é entreter o poltergeist com a cena romântica, e você e seu parceiro vão ser os protagonistas!
Requisito – Mínimo nível 1.
Recompensas até: 3.000 XP – 3.000 Dracmas –  4 ossos.
Informações:
FPA:
Poderes:
Passivos:

Hécate

Ceifadores de Thanatos

Legado de Íris

Ativos:

Hécate

Ceifadores de Thanatos

Legado de Íris
[
Habilidades Adquiridas:
Rhysand:
Armas:
• Maan [Uma maça de médio porte ligada a um cabo de madeira por uma forte corrente metálica, sua cor é prateada e fica mais forte à luz do luar. Sempre que perdida em batalha a maça volta à Frieryat em forma de um colar prateado com pingente de lua. |  Dependendo da incidência da luz da lua na maça, ela pode cegar o inimigo por poucos segundos. | Ferro estígio, banhado em prata. | Sem espaço para Gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | | Comum | Item Inicial]
• Punhal Ritualístico [Uma lâmina comum feita de prata comum, seu cabo possui desenhos decorativos e parece se encaixar na mão do portador. É extremamente afiada.| Efeitos e Bônus: Nenhum.|Prata. |Não possui espaço para gemas. |Beta.| 100%|Lâmina comum.| Nível 1 | Aula de Magia Aplicada, dada por Kang Pipper.]
• Julgadora [Uma bonita e grandiosa foice toda feita de material negro enquanto sua lâmina, prateada, dizem ser feita de adamantino. É uma arma pesada nas mãos de qualquer outro semideus que ouse empunhar a arma mas tende a se tornar leve nas mãos dos ceifadores afinal, a foice sempre foi uma das marcas registradas de seu mestre. | Efeitos mecânicos: Se torna um bracelete quando não está sendo utilizada. Para ativar a arma, gire o pulso duas vezes em sentido horário para que o cabo comece a se desprender de seu pulso e cresça até se tornar a arma que é. | Cortes realizados por esta arma recuperam o HP de seu portador em 10% do dano causado.| Resistência Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Nível 3. | Lendária |Presente de reclamação dos Ceifadores de Thânatos].








frieryat
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Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
Ceifadores de Thanatos/Leto

Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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[MF] Frieryat Börh Hoffmann Empty Re: [MF] Frieryat Börh Hoffmann

Mensagem por Hefesto em Qui Out 10, 2019 11:01 pm


Frieryat

Valores máximos que podem ser obtidos:


Missão Fixa - A travessia

Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000 XP – 3.000 dracmas – 3 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 2.850 xp – 2.850 dracmas – 3 ossos

Comentários:
Seu desconto em coerência se dá a seguinte situação: Em seu texto, você afirma que "Aquela alma sequer entendia que morrera, e pelo visto estava assim haviam alguns anos."  Mas logo embaixo você escreve "— Ninguém pode me ajudar. Estou morta e condenada a viver para sempre neste mundo sem jamais poder, sequer, partir deste castelo." Fora isso, seu texto está bem escrito e coeso. Parabéns.

Valores máximos que podem ser obtidos:


Missão Fixa - Uma peça para dois

Máximo de recompensa a ser obtida: 3.000 XP – 3.000 Dracmas – 4 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 2.910 XP – 2.910 Dracmas – 4 ossos.

Comentários:
Aqui o desconto se faz mais sobre a organização do texto do que erros por assim dizer. Tome cuidado com a formatação dos seus posts.

A mascote recebe 100 xp e 1 nível de lealdade.
Hefesto
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Deuses Olimpianos
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