The Blood of Olympus
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Mensagem por Sophia Einstein em Qua Set 25, 2019 2:59 pm


Capítulo 01: ❝ O destino selado

Diante da roda da Fortuna, em um ambiente sombrio, encontravam-se Cloto, Átropos e Láquesis, reunidas, balbuciavam entre si uma sequência de comentários confusos, conforme começavam a tecer um novo fio, indicando que uma nova vida estava por surgir. O dourado se misturava com o prateado, enquanto argumentavam entre si. — Já estava na hora. — Láquesis lançou, sendo corrigida por Cloto que se pronunciava. — Já passou da hora dela retornar. — Indicava a Moira para as irmãs que concordavam com um aceno da cabeça. — Mas, ao que tudo indica, vai manter a mesma personalidade marcante e uma determinação sem tamanho, beirando a teimosia. Acertei? — Indagou Átropos para Cloto que, com um sorriso, respondeu de forma muda à outra. — E como seria diferente? Não se podem esperar atos grandiosos de pessoas mornas. — Corrigiu Láquesis ao encarar a irmã, alternando então o olhar para a linha que começava a ser tecida. — Uma combinação perigosa essa. Mas que será quase romantizado para se observar. Turbulenta, não vai deixar pedra sobre pedra e envolverá o destino de diversos outros. A mudança só pode começar após guinadas bruscas de vidas. — Divagava a divindade, agora envolvendo outros fios de tapeçarias com o que começava a se formar. Então, as três iniciaram um cantarolar em grego antigo quase inaudível. Contudo, as palavras ritmadas estavam distantes de serem apenas um cântico, sendo definidas como uma espécie de profecia.

”Das profundezas dos campos
A rainha há de retornar
Brindando com o brilho da juventude
Seu caminho há de trilhar
Diante da ira dos deuses
A cobiça dos mortais irá reinar
Com o poder da escolha, no coração buscará
A verdade sobre sua história
E seu destino determinará
Para a destruição ou glória
A resposta ela encontrará”

Mas era claro que essa profecia não passaria desapercebida por dois deuses que, do Olimpo, observavam tudo do salão dos tronos em uma névoa presente no centro do cômodo. Com um sorriso se formando nos lábios rubros e um olhar imponente, a expressão de superioridade começou a se formar no rosto da divindade que, com a voz aveludada, pronunciou-se para o outro ali presente. — Isso é... magnífico. — Comentou, com uma risada gutural e um arquear das sobrancelhas. Contudo, como se sequer escutasse, o outro ali presente bateu com o punho cerrado no braço de seu assento de ouro. — Eu falei! Mas Zeus parece ser cego quando se trata da perfeitinha, da menina de seus olhos. — O homem que também acompanhava tudo cortou sua fala. Sua voz possuía uma ira profunda, enquanto arremedava o Rei dos deuses ao pronunciar os apelidos que a divindade não presente havia recebido.

Dissolvendo-se em uma névoa, a mulher desapareceu de seu trono e reapareceu, imediatamente, atrás do deus, apoiando os dedos de forma delicada e rígida em seus ombros. — Oras, não fique assim. Tudo foi questão de tempo e muita paciência para que ela cometesse seu primeiro deslize. E agora temos algo para a reunião de solstício que assusta mais Zeus do que qualquer outra coisa... Algo que, possivelmente, vai despertar nele a vontade de impedir que essa criança cause estragos para seu reinado. — A voz da mulher era dissimulada, mas atraiu a atenção do imortal que, assim que se virou para a mesma com uma expressão colérica, resmungou. — O que? — A mulher recebeu a pergunta com um sorriso que rastejava, aumentando-se em seu rosto. — Uma profecia. — Findou, causando o mesmo sorriso tenebroso na face da figura masculina.

Duas semanas depois, no Olimpo...

Não era segredo para ninguém no Olimpo que até mesmo Zeus preferia manter Athena debaixo de seus olhos, tornando-a não apenas sua favorita e conselheira, mas também tendo o controle de todos os movimentos da deusa. Contudo, a combinação entre o sangue divino da deusa e os genes de uma das maiores mentes da humanidade trariam grandes e novas dores de cabeça para o Rei dos Olimpianos. Assim que o envolvimento da Sabedoria com a família de Einstein começou, isso não passou desapercebido por dois deuses, especificamente. E isso foi trazido à tona no encontro de Solstício que se aproximava.

Dispostos em seus tronos, os doze terminavam de argumentar sobre as questões costumeiras, quando, ao lado de Zeus, Hera se pronunciou com um tom impertinente. — Será que podemos, por favor, falar sobre o que todos estão pensando, mas ninguém tem coragem de dizer? — A Rainha disse, tamborilando as longas unhas no braço de seu assento, enquanto encarava em volta a expressão intrigada do restante dos imortais, com exceção de Ares que parecia ter um brilho de entusiasmo no fundo dos olhos escuros e sanguinários. Parecia que o deus, assim como Hera, sequer conseguiam se conter diante da possibilidade de sujar o manto de perfeição que envolvia a prole bastarda de Zeus, Athena.

— Oras, não se façam de desentendidos. Aquela ali vai causar a destruição de todos. — Em um tom inquisidor, Hera apontou na direção de Atena que, sentada à direita de Zeus, apenas elevou uma das sobrancelhas. — Como é que é? — A Sabedoria perguntou à rainha. — Você sabe muito bem do que eu estou falando. Não finja ser sonsa que não pega bem. Sua bastardinha que acaba de nascer e a profecia sobre a destruição que ela vai causar a todos. — Hera continuava a vociferar, assumindo uma expressão enojada ao olhar para Atena dos pés à cabeça. — Aliás, não era de se esperar já que a fruta nunca cai longe do pé. Era tudo questão de tempo. — Complementou a deusa do Matrimônio, referindo-se ao fato de que Athena também possuía uma profecia para conviver durante toda sua eternidade.

Respirando fundo algumas vezes, Athena tentava manter a compostura diante dos insultos de sua madrasta e apenas retrucou em um tom controlado. — Se ouviu mesmo a profecia com perfeição, ela dizia destruição ou glória. — Corrigiu a Estratégia, ressaltando o final em um tom altivo. — E qual a probabilidade de isso acontecer mais uma vez, querida irmã? Já aconteceu com Percy. Eu sugiro que matemos a mortal e a criança antes que isso se torne um problema. — Rebateu Ares que, até então, apenas apreciava as acusações contra sua rival natural, mantendo um sorriso vitorioso e sedento por vingança nos lábios. — Exatamente por já ter acontecido antes, nada impede que aconteça novamente. — Athena retrucou. Por mais que fosse uma deusa calma, jamais deixaria que sua filha, nascida naquela mesma manhã, morresse de forma injusta sem sequer ter tido tempo de demonstrar o que era capaz. E, para isso, a deusa usaria de toda sua estratégia para, pelo menos, garantir à criança o benefício da dúvida.

— Além do que, sequer sabemos sua verdadeira índole ou se ela representa um verdadeiro perigo para o Olimpo. Grandiosidade se encontra também para atitudes positivas e nada define as atitudes dela. Conheço a mortal e sei seus valores. Se ela tiver a chance de ensiná-la, a menina pode ser de grande ajuda para o senhor, meu pai. — Athena discursava, voltando o olhar para Zeus, por fim. O deus dos trovões observava a tudo como se assistisse a uma péssima partida de futebol, massageando as têmporas. — Não seja um tolo, meu marido! — Hera apressou-se a falar. — Ela o está manipulando, não percebe?! — Complementou a rainha antes de ser interrompida pelo rei dos deuses que, com um trovão atravessando o teto do salão, calou a todos. — Basta, Hera! — Sua voz grossa e grave ecoou pelo cômodo e, então, encarou Athena que, com os lábios selados, aguardava pelo aval do imortal. — Acha que a profecia pode ser benéfica? — Indagou. — Se a menina tiver oportunidade de provar seu valor, sim. — Athena respondeu de forma séria. Então, respirando profundamente algumas vezes, o deus coçou a barba. — Que assim seja. A criança viverá sob vigília constante de suas atitudes até que tenhamos uma opinião melhor a seu respeito. Reunião encerrada. — E, sem dar espaços para mais argumentações, retirou-se do recinto, deixando todos para trás. Athena, por sua vez, dissolveu-se em uma névoa assim como todos outros deuses, deixando Hera com Ares sozinhos no local.

— E agora? — Ares perguntou com uma expressão fechada no rosto, ao se levantar do trono e começar a caminhar pelo salão. Então, com um sorriso venenoso em sua face e um olhar sedento por vingança, a rainha dos deuses caminhou até ele e, apoiando suas mãos nos ombros do filho, respondeu. — Agora? Agora sabemos que, finalmente, Athena possui um ponto que a abale de alguma forma. Sua filha. — Pausou a frase em um sussurrar, degustando aquela sensação, antes de Ares lhe encarar de forma confusa. — Mas deuses não podem interferir diretamente no destino das Parcas. E a criança tem uma profecia. — O deus da guerra não conseguia acompanhar o raciocínio da matriarca. Talvez fosse pelo seu temperamento explosivo e imediato, mas planos ardilosos não eram a forma mais familiar que ele agia. — Meu querido... — Começou a responder a deusa, assumindo um sorriso paciente. — A criança pode ter um destino que precisa ser selado antes de morrer. Contudo, a mãe não tem e nada impede que acidentes interrompam o curso natural das coisas. Sem a mãe... — Hera explicava seu plano, observando o sorriso na face do imortal crescer, conforme as palavras eram ditas. — ...Sem possibilidade dos supostos valores morais serem passados. — Finalizou Ares para Hera, retirando-se do local, conforme anunciava. — Preciso falar com Éris.

Capítulo 02: ❝ Espere pelo melhor, mas se prepare para o pior

Após toda aquela discussão no salão dos tronos, Ares esperava, pacientemente, por Éris em seu templo. Sentado em seu trono, o deus arremessava facas contra a parede com a expressão raivosa que lhe acompanhava até mesmo nos seus momentos mais alegres. Assim como Niké era o braço direito de Athena, a deusa da vingança também se comportava da mesma forma com o deus da guerra sangrenta. Então, adentrando pelo templo, seus passos ecoavam no chão de mármore, conforme a imortal deslizava pelo salão principal, exatamente como uma serpente.

As passadas sinuosas e o barulho de seu salto no chão anunciavam sua chegada quando Ares arremessou mais uma faca, mirando o alvo no fundo do corredor. Contudo, o projétil foi capturado em pleno ar pela deusa antes que esse o atingisse. A discórdia, com a arma em mãos, começou a analisa-la. — Chamou, Ares? — Perguntou, girando o objeto em suas mãos, encarando-o de forma curiosa. — Claro. Tenho um servicinho para você, minha querida. — Respondeu o deus que já se ajeitava no assento. — Tenho uma semideusa. Quero que faça um... acidente acontecer com ela, se é que me entende.

Ao ouvir o que o imortal falou, um sorriso começou a brotar nos lábios da deusa, elevando os olhos sedutores na direção da divindade. — Adoro esses servicinhos. Meus passatempos favoritos. Mas quem vai ser o alvo? — Com uma risada gutural, então, o deus das guerras começou a explicar toda a história do que acontecia. — O nome dela é Myra Einstein e está impedindo que uma dor de cabeça minha desapareça. Ela é um problema mortal, se é que me entende. Uma filha de Hefesto. E a única coisa entre eu e minha solução. Quero que dê um jeito nela, uma solução permanente. E, se algo acontecer com a criança, considerarei um bônus. — Comentava o divino para sua fiel companheira e, conforme a mesma o escutava, um sorriso cruel se formava em seu rosto. — Sabe que adoro fazer tudo o que me pede, principalmente quando me divirto tanto nisso. Contudo... — Nenhum deus, nem mesmo Éris, podia interferir diretamente na vida mortal e Ares tinha já plena consciência desse fato. Todavia, apenas a interrompeu, passando a solução que Hera lhe havia dado mais cedo, naquele mesmo dia. — Monstros. Invoque-os até que minha dor de cabeça suma de forma permanente. — Insistiu a energia masculina, dando fim no assunto. Tanto Éris quanto Hera eram astutas, talvez fosse esse o suposto perigo que a maioria dos mortais viam em figuras femininas. Elas não trabalhavam com força bruta apenas, mas também com artifícios que eles sequer conseguiam entender na maioria dos casos.

Enquanto isso, no templo de Athena...

Athena sabia que Hera e Ares estavam tramando alguma coisa. Conhecia as duas energias bem demais para uma atitude tão ingênua quanto acreditar que aquela discussão havia finalizado naquela decisão de Zeus. Precisava alertar Myra do que estava acontecendo. Todavia, não havia tempo para aparecer para a mortal por sonho. Se Hera e Ares fossem atacar, cada segundo poderia significar a derrota ou vitória da deusa e, no caso da primeira, poderia acarretar em mortes inocentes. Tudo bem que as regras eram claras e ela jamais poderia interferir de forma direta na vida de mãe e filha. Contudo, existiam outras formas de dar alguma chance para Myra se preparar para o que quer que as duas divindades estivessem planejando.

Sentada em seu trono, a deusa estava imóvel. Sequer se percebia piscadas em seus olhos. Entretanto, sua expressão facial revelava um difícil jogo de xadrez que acontecia em sua mente. E foi esse cenário que Niké encontrou ao adentrar no recinto. — Athena? — A vitória chamou a mesma, mas não obteve resposta alguma. A Sabedoria pensava em uma interferência através de alguma forma de aviso, mas aquilo não poderia ser feito por ela. Naquele momento, se ela quisesse garantir o efeito de algum elemento surpresa a favor de Myra, precisava agir como se nada estivesse acontecendo. E sabia que todo movimento dela estaria sendo observado por Hera a partir do segundo que a Estratégia deixou o salão dos tronos. Ela teria que apelar para terceiros. Contudo, os participantes de seus planos deveriam ser apenas os mínimos necessários e nenhum poderia saber de toda sua estratégia. Quanto menos frações de suas ideias tivessem risco de serem reveladas de uma só vez, mais tempo ela teria para elaborar uma saída, caso algo não saísse de acordo com o planejado. Niké, percebendo o constante rusgo na testa da deusa, flutuou até o lado da mesma e a chamou mais uma vez, apenas por descargo de consciência. — Athena?

A voz da Vitória, finalmente, conseguiu trazer a imortal de volta para a realidade, mesmo que sua mente continuasse com o plano. Todavia, ao vislumbrar a loira angelical diante de si, os olhos cinzentos da deusa se estreitaram ao perceber, finalmente, uma solução para parte dos seus problemas. — Niké, tenho um pedido a lhe fazer. — Respondeu a Estratégia ao seu chamado, assumindo agora uma expressão decidida que fazia com que Nice percebesse que, seja lá o que sua companheira de batalhas estivesse idealizando, colocaria em prática. Assentindo para o pedido da olimpiana, deu espaço para que a deidade explicasse o que tinha em mente. — Quero que vá até o templo de Hefesto e peça para que ele me mande uma mensagem de Íris. — Determinou Palas e, ao perceber que a outra estava prestes a perguntar algo, respondeu em antecipação. — Não. Não pode ser eu a mandar, preciso que seja ele. — Falou, já prevendo que Hera estaria, provavelmente nesse exato momento, compelindo para que Íris monitorasse qualquer mensagem saída do Parthenon. Sem rebater, Niké apenas assentiu e, em uma névoa, retirou-se do local.

[ ... ]


Adentrando no templo de Hefesto, os pés da vitória sequer tocavam o chão, enquanto a imortal se dirigia para o local onde o deus trabalhava em sua nova criação. O templo de Hefesto, naquele momento, era diferente de todos os outros. A divindade havia transformado toda pompa do local para que se tornasse mais agradável para seus momentos de estresse. — Senhor Hefesto? — Niké o chamou, precisando projetar sua voz omissa pelas marteladas que ecoavam com força total pelo local. Então, percebendo que o deus sequer se virou para responde-la, estava por chamar novamente quando foi interrompida. — O que você quer? — Disse ele, mantendo os olhos fixos no objeto onde martelava. — Tenho um recado de Athena para o senhor. É de suma importância que envie uma mensagem de Íris imediatamente para ela. — A deidade aproveitou para falar tudo de uma vez, ao perceber a breve pausa no trabalho manual que o deus das forjas havia feito para ouvi-la. Parando por alguns instantes, o imortal pareceu refletir sobre aquele estranho pedido por alguns segundos. — O que ela quer? — Resmungou Hefesto, ignorando o calor intenso que fazia no ambiente. — Isso ela não me disse, apenas pediu que lhe desse esse recado e parecia preocupada. Agora, preciso me retirar. Com licença. — Falou a deidade patrona das Olimpíadas, dissolvendo-se em uma névoa e voltando para o templo de Athena.

Ao chegar no mesmo, a personificação se aproximou de Athena que ainda trabalhava na próxima parte de seu plano. O vislumbre da deusa andando de um lado para o outro em sua sala do trono fez com que Niké pigarreasse antes de se aproximar. — Já está feito. — Anunciou a loira, caminhando na direção da Sabedoria. — Ótimo. Agora preciso que vá, imediatamente, até Íris e a mantenha ocupada. Ocupada o suficiente para que ela não consiga prestar atenção nem mesmo em seu próprio trabalho. — Explicou Atena. Sabendo que, quando se tratava da deusa, o melhor era confiar e apenas depois entender, Niké obedeceu de imediato e não fez questionamentos.

Tão logo a imortal se transportou do tempo, uma névoa apareceu no centro da sala do trono de Athena onde a deusa pôde observar seu irmão. Não era nada comum deuses apelarem para mensagens de Íris para se comunicar. Todavia, a Estratégia estava decidida a não tomar atitudes previsíveis para aquele plano em especial. Percebendo a confusão clara no rosto de Hefesto, então, a deusa se apressou a explicar tudo. — É sobre Myra e Sophia. — Revelou. — Hera e Ares vão fazer alguma coisa e precisamos avisá-las. Nós dois conhecemos o temperamento de sua mãe e, seja por Myra, sua filha, que por Sophia, minha filha, não podemos simplesmente sentar e esperar pelo pior. Sei que nada pode ser feito de maneira direta, mas você pode se comunicar com Myra por pensamento. — Por mais ausentes que os deuses fossem, aquilo não significava que não se preocupavam por suas proles. E Athena, mesmo sendo uma deusa severa, impassível, ainda mantinha pensamentos dignos de qualquer mãe ou pai. Apenas com o diferencial de que fazia isso procurando pelas brechas nas regras.

— E sugere que eu fale o que vai acontecer? Mas nem sabemos quando vai ser ou a forma do ataque. — Perguntou o deus dos vulcões, franzindo o rosto repleto de cicatrizes. — Não, isso seria intervenção direta e traria problemas para você. Diga apenas para que ela se prepare para o que está por vir e deixe a mensagem no ar. O que me atraiu em Myra foi sua inteligência e capacidade de pegar as coisas sem precisar de muitas explicações. Ela vai entender. — A deusa respondeu, antes de complementar sua mensagem. — Mas faça isso logo e não comente com mais ninguém sobre o que conversamos. — Findou a Estratégia, desmanchando a névoa e encerrando a mensagem de Íris assim que percebeu o assentir da face de Hefesto. Tudo estava arquitetado com uma precisão milimétrica, restando à deusa apenas esperar e torcer pelo melhor.


Poderes e objetos utilizados:

xxx

Observações em off:

1. Meu português é de Portugal. Então, caso encontrem algumas palavras com significados, aparentemente, não condizentes com o sentido da frase, é bem provável que seja por diferenças linguísticas. Por favor, sejam tolerantes com isso.

2. FPA no perfil.

3. Tentei manter tudo na mesma paleta de cores e com uma narrativa leve. Porém, adoraria um feedback sobre a escrita, com críticas construtivas sobre como melhorar.

Sophia Einstein
Sophia Einstein
Filhos de Atena
Filhos de Atena


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— O R E T O R N O △ Trama Pessoal Empty Re: — O R E T O R N O △ Trama Pessoal

Mensagem por Macária em Sab Set 28, 2019 10:05 pm

Sophia



Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 1.000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 0%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 0%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 0%

RECOMPENSAS: 0 xp e dracmas

Comentários:

Sophia,
Bom, essa avaliação é um tanto longa e, receio, um tanto decepcionante. Eu precisei da ajuda de um outro deus para lhe avaliar porque sua trama foi bastante confusa do começo ao fim. Apesar do português de Portugal, não tem grandes erros de escrita e nem palavras que me pareceram fora de contexto. Agora, vou detalhar minhas considerações acerca do conteúdo que li.

1) Vou começar pela linha temporal. No fórum, nós estamos em algum lugar entre Heróis do Olimpo e As provações de Apolo, de modo que Percy está na faculdade com seus 18 ou 19 anos. Sophia parece uma criança com idade entre 9 - 11 anos, de modo que quando ela nasceu, Percy teria seus 7 a 10 anos e, portanto, não teria provado que a profecia que referia-se a sua existência estava enganada.

2) Profecias não são claras. Elas não são dadas pelas Moiras ou Parcas e sim pelo Oráculo. A falta de clareza das profecias é o que levou os três grandes a pararem de ter filhos após a “grande profecia” porque eles tinham certeza de que seria o filho de um deles, mas poderia ser de Zeus, Hades ou Poseidon. Eles tinham absoluta certeza de que seria esse filho a morrer, que esse filho seria o herói e, no fim, estavam errados. O herói era o Luke, nada mais e nada menos que um filho de Hermes. Logo, não faria sentido que assim que Sophia nascesse tivesse uma profecia associada a ela e que isso fosse claro.

3) Hera é o tipo de pessoa que não se importa em sujar as próprias mãos para conseguir o que quer. Isso foi provado em toda a saga ‘Heróis do Olimpo’ onde ela apresenta dois Acampamentos (até então inimigos) e, assim, arrisca-se a começar uma guerra entre gregos e romanos.

4) Não há nenhum desenvolvimento de Sophia onde ela está se desenvolvendo ou desenvolvendo algo.

5) Não existem duas grandes profecias ao mesmo tempo. Voltando na linha temporal, com a profecia de Sophia e a profecia de Percy, haveria duas grandes profecias ao mesmo tempo e isso não acontece. Eu sei que é citado um livro onde todas as profecias estão, no entanto, os deuses e semideuses só tomam conhecimento de uma por vez. Deste modo duas grandes profecias sobre o fim/destruição em uma mesma ocasião não seria possível.

6) Como Percy ainda seria uma criança quando Sophia nasceu, Atena não teria como argumentar que ele contrariou o que seria esperado já que a profecia ainda nem mesmo foi finalizada.

7) Não é possível saber de nenhuma profecia no momento porque o Oráculo está ‘inutilizado’ depois de HDO como uma “punição” à Apolo/Febo por ter se deixado levar por Gaia.

Por todos esses motivos listados, estou anulando a missão.



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