The Blood of Olympus
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† the wizardry rainbow of death — trama pessoal †

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† the wizardry rainbow of death — trama pessoal † Empty † the wizardry rainbow of death — trama pessoal †

Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Ter Set 24, 2019 6:52 pm



Espaço destinado à postagem da trama pessoal de Frieryat, eventualmente contando com postagens de outros personagens, quando as tramas se misturarem.

the wizardry rainbow of death






frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
Ceifadores de Thanatos/Leto

Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Qui Set 26, 2019 8:58 pm

deaths and pets

O que vamos fazer hoje, Pinky??
Ih Cérebro, melhor nem te contar...
A bruxa estava deitada sozinha no chão rochoso do Salão Principal da Gruta, descansando após mais um trabalho que havia realizado. Com o tempo que já havia passado desde que começara a seguir Lorde Thanatos, já havia se acostumado tanto com a falta de luxo do local, que até mesmo aprendeu a se deleitar com o solo íngreme da caverna. Ela mesma já não possuía os luxos dos quais gostava de desfrutar antes do ingresso para os Ceifadores. Do local onde se deitara, observava o trono de seu patrono de frente, tentando imaginar qual era a sensação de ser um deus, ser a personificação da morte. Pensava naquilo sempre que aqueles de quem ela ceifava a alma lhe chamavam de anjo da morte. Seria ela tão angelical assim?

Dificilmente ela sentia sono mas sua mente trabalhava a milhão, cheia de questionamentos. Obrigando-se a respirar fundo e acalmar a mente, passou a prestar atenção apenas em sua própria respiração e no barulho sem fim de goteira e lentamente, naquela tarde, ela se entregou aos braços de Morfeu. Acordou-se de súbito, sentindo uma presença a mais ali. Pronta para reclamar com Cam, caso fosse ele, surpreendeu-se ao ver o próprio deus da morte sentando em seu trono. Ele a observava com expressão impassível.

Eu a assusto, Frieryat? – Perguntou ele, enquanto a rosada se levantava em um pulo.
Jamais, senhor. – Respondeu ela depressa, batendo as mãos nos joelhos, para limpar uma poeira que não existia em sua roupa. — Mais um trabalho, lorde Thanatos? – Perguntou, se preparando rapidamente para partir, já sabendo que a resposta seria afirmativa.
Oh, sim. – A expressão no rosto da divindade não mudara e sua voz era como um eco, sua menor respiração ressoava em toda a caverna. — O local é sua casa. No pico da montanha, finalmente consegui localizar alguém que vem fugindo de mim há alguns anos. – Ele parou por um momento, era visível que o deus lia as expressões no rosto de sua seguidora. — Parece uma boa oportunidade para você encontrar suas mães.

A bruxa assentiu para seu patrono e realmente gostava da ideia de reencontrar Leona e Heidi. Esperou apenas pelas próximas informações e ao recebê-las, o deus da morte sumiu numa nuvem e a rosada foi até o dormitório, juntar suas coisas, para enfim partir para o aeroporto, tomar o próximo avião para a Alemanha.


..†..


Colocar os pés na Alemanha era como definitivamente se sentir em casa. Até o ar que enchia seus pulmões parecia diferente, e ela respirava de maneira quase mágica, sonhadora. Era como se eletricidade percorresse pelo seu corpo, era impossível não sentir paz ali. Suas mães não a esperavam, mas os pais de Leona sim. Era complicado para as duas deixarem a comunidade, e Frieryat lhes avisara através de mensagem de Íris de última hora que faria uma visita naquela noite. Seu coração se encheu de paz ao ver a felicidade no rosto das duas. Seus avós lhe sorriam e a abraçavam como nunca haviam abraçado-a antes, a ceifadora podia sentir a sinceridade em seus olhares, em seus toques. A felicidade da moça por estar em casa praticamente irradiava de seus poros, e ela nunca havia imaginado que se sentiria tão feliz por voltar.

Quando os pais de Leona a deixaram na entrada da Floresta Negra, se despediram dela com um beijo bem estalado em cada bochecha. Frieryat não sabia que sentia tanta falta assim deles dois, mas no momento em que eles partiram, seu coração pesou um pouco pois sabia que demoraria a vê-los mais uma vez. Só esperava realmente revê-los antes que partissem.

Colocar um pé dentro da Floresta era sentir um mix de emoções as quais a jovem bruxa não estava acostumada. Seu coração dava piruetas à medida que ela adentrava na mata densa, no meio das árvores. Seus dedos tocavam com leveza os troncos, havia respeito, saudosismo, compaixão. Antes de partir a Floresta para ela era sinônimo de lar, muito embora fosse desprezada na comunidade, e ao voltar, após quase um ano, o sentimento era o mesmo. Tratou de tirar o par de tênis que calçava, junto com as meias, e deixou que a terra do chão se confundisse com a sola de seus pés. Sua respiração estava limpa, o ar que entrava e saía de seu corpo era totalmente diferente, fazia com que ela se sentisse revigorada. Por um momento, enquanto adentrava cada vez mais fundo entre a copa alta das árvores ela se esqueceu do que realmente estava indo fazer ali, e apenas deixou que seu corpo se misturasse com a vegetação, com os pequenos animais que rastejavam ou caminhavam pelo solo, as aves que voavam e cantavam no céu. Seu peito estava pronto para ser rasgado e preenchido apenas e exclusivamente com o que a Floresta tinha para lhe dar.

O caminho que fazia era tão automático em sua mente, que ela apenas se deu conta de que havia chegado no pequeno vilarejo escondido quando esbarrou em um rapaz não muito mais alto do que ela. Seu cabelo curto era levemente espetado e escuro como a noite. Sua pele bronzeada contrastava com a da filha de Hécate e seu corpo era forte e quente como o sol. Seus olhos se encontraram rápido mas Frieryat desviou o olhar antes que pudesse entender qual era a cor das orbes do rapaz. Ela deu alguns passos para trás atordoada, e tratou em se desculpar depressa para não criar mais confusão do que já criaria com sua volta.

Es tut mir leid – pediu ela, com a voz quase travada, sem conseguir ao menos olhar em seu rosto.
Oh, das ist okay. – O timbre de sua era de uma rouquidão quase hipnotizadora e Frieryat precisou piscar algumas vezes para acordar do transe onde fora jogada. — Você é a filha de Leona e Heidi, não é? Elas não param de falar de você há horas. – O olhar da ceifadora sobre ele era desconcertado e quase confuso, e ao perceber ele disse em tom de desculpa: — Não que elas não falem de você outras horas também, sabe? É que elas ficaram animadas com a sua visita e estão elétricas e não param de limpar a casa e brigar com quem passa lá na frente e carrega poeira para a entrada e
Er, calma. Respira. – Pediu ela, com dificuldade para respirar pelo atropelo do outro. Seus braços esticados à frente de seu corpo, estavam com as mãos viradas para ele e mexiam freneticamente para baixo, pedindo que ele diminuísse o ritmo. — Sim, sou a filha delas. Por favor, respire. Obrigada por avisar, irei vê-las agora.
Ich heiße Jonas! – Gritou ele, enquanto Frieryat corria para finalmente encontrar suas mães e sua casa.
FRIERYAT! – Respondeu correndo e rindo, sentindo seu coração dar pulos de alegria à medida que se aproximava de casa.

Leona e Heidi a esperavam na porta de casa, abraçadas, sorrindo. Os olhos da ceifeira encheram de lágrimas ao vê-las. À soleira da porta, as duas abriram os braços para receber a filha que havia quase um ano não viam. Largando a mochila que carregava com algumas roupas e seus itens, ela correu para abraçar as mães. O aperto entre as três era sincero, bonito. Entre elas era compartilhada toda a saudade, amor e algo mais. Não conseguiam dizer uma única palavra, mas o choro era sincronizado, seus ombros subiam e desciam ao mesmo tempo. O soluço da filha de Hécate podia ser ouvido por todo o vilarejo.

Passaram alguns minutos na frente da casa, apenas chorando, curtindo o momento das três. As pessoas que passavam observavam, achavam bonito, comentavam como Frieryat parecia diferente. Mais madura, disse alguém. Voltando para pegar a mochila, ela entrou na sua antiga casa logo depois de suas mães, e largou a mochila novamente, correndo para se espojar no sofá, que a abraçou como amigos se abraçam depois de muito tempo sem se ver.

O interior parecia o mesmo. Nada havia mudado, os móveis eram os mesmos, a decoração continuava no lugar. Até mesmo cheiro de madeira molhada era o mesmo e Frieryat se deixou afundar nas almofadas fofas do sofá onde deitara.

Você parece tão feliz, tochter – Disse Leona, sentando-se na ponta da mesa de centro. Aquele movimento era nostálgico e fez a ceifadora sorrir ao virar o rosto na direção da voz da mãe e vê-la sentada como vira a vida intera. — Fico tão feliz que esteja bem.
Estou feliz por estar em casa, mutter. Senti falta de vocês.
Nós estávamos morrendo de saudades suas, amor. Como está? Conte mais sobre sua vida nos Estados Unidos. O que é isso de ser semideusa? Você realmente é filha de Hécate? Como isso funciona? – Heidi sequer conseguia respirar e Leona e Frieryat caíram na risada. Então a risada das três se misturou e aquele era o único som que ganhava da voz de Melinda para a ceifadora.
Calma, mãe. Eu vou contar.

E assim elas passaram o resto da noite. A rosada cozinhou um bratkartoffeln1 para as três, e conversaram até que o dia amanhecesse. Frie contou sobre as aventuras que já havia vivido, os bichos que havia enfrentado. As duas pareciam surpresas, assustadas e preocupadas. Depois a bruxa contou sobre seus dois trabalhos, explicou como chegou a decisão de seguir Lorde Thanatos, e que era por causa dele que ela estava ali. Havia alguém se escondendo na montanha. Alguém que a morte já procurara milhares de vezes e finalmente ele não tinha mais para onde fugir, e Thanatos encarregara Frieryat de encaminhar sua alma. E ela o faria logo ao raiar do dia.

Será que é isso o barulho que escutamos todas as noites? – Perguntou Heidi para Leona, que a olhou pensativa.
É possível, talvez?
Que barulho é esse? – Perguntou a garota, curiosa, olhando de uma para a outra, querendo entender a situação.
Achávamos que era um bicho, está assustando os moradores há dias. Mas talvez seja este homem agonizando.
Bom, passarei alguns dias aqui de toda forma. Posso averiguar a situação. – Disse ela e as mães a olharam orgulhosa. — O que foi? – Perguntou confusa.
Você cresceu, mond unseres lebens. – Disse Heidi, mas a bruxa sabia que nenhuma das duas estava satisfeita com aquele seu trabalho


..†..


A noite inteira Frieryat não pregou os olhos, no lugar disso passou a madrugada revisitando suas memórias de criança dentro do quarto que para sempre lhe pertenceria. Ainda estava escuro quando ela decidiu que não esperaria mais para sair. Às seis em ponto da manhã ela cruzou a soleira da porta de sua casa. Os postes do vilarejo ainda acesos, e logo deu de cara com Jonas.

Não é muito cedo para sair de casa? – Perguntou ele, e de novo a bruxa entrou em um pequeno transe. Precisou que o rapaz estalasse os dedos na frente de seu rosto para fazê-la voltar. Ele gargalhava baixinho quando Frie olhou para ele, e o sangue subiu completamente para o seu rosto, fazendo-o arder. Que merda é essa, hein?
Qual a graça? – Rebateu ela, mais ríspida do que desejava ser. — Desculpa… Tenho… Algo a fazer.

Ao contrário do que ela pensava, o rapaz continuou sorrindo para ela.

Até mais, Frieryat. – Ele já havia lhe virado as costas quando respondeu, mas era possível ouvir o ar de riso em sua voz.

E Frieryat correu para a montanha. Não saiu com nada além de suas armas e sabia que havia feito errado em não levar nem ao menos o sangue de górgona consigo, mas esperava que fosse rápido e o senhor não resistisse. Heinrich Ackerman.

Estou chegando, senhor. – Sussurrou a ceifadora enquanto seus pés firmes pisavam o chão de terra.

Para ela era prazeroso correr em meio às árvores, à medida que se aproximava da montanha, mais sentia-se viva, acordada, esperta. Parecia que a energia da natureza passava para ela e corria em suas veias junto com o sangue. Parou ao chegar aos pés da montanha. O sol saía, e a ceifadora fez uma pequena prece à Eos, Thanatos e à sua mãe, Hécate. Respirando fundo, ela começou a buscar pela caverna que seu patrono havia dito que Heinrich se escondia.

Apesar de ter sido difícil de encontrá-la, Frieryat achou que deveria saber que nem todas as cavernas teriam alguma iluminação dentro, e que somente um coração humano estava perdido ali, mesmo que pudesse ouvir tantas batidas ao seu redor. Na verdade, somente aquela caverna possuía luz, e era apenas uma tocha que a iluminava. O fogo era quase fúnebre, e o ar dentro do local era estranho de ser respirado. Ao entrar, se deparou com o senhor sentado sobre uma rocha, suas costas viradas para a ceifadora, ocupado com algo que ela não conseguiu identificar o que era. Ele não a notou, e Frieryat achava que era melhor assim. Não era do tipo que gostava de conversar com os futuros defuntos, então apenas ativou sua foice. Mas o barulho das engrenagens mágicas foi o suficiente para fazê-lo virar de supetão, mas cometeu um erro ao abrir a boca antes de olhar bem quem estava ali.

Quer dizer que me achou, Thanatos? – Perguntou ele, arregalando os olhos em seguida ao perceber que não se tratava de Lorde Thanatos, e sim de uma simples garota de cabelos rosas. — Ora, quem é você? Verschwinde von hier. Geh raus! Geh raus!
Eu sou a sua morte, então não adianta me mandar embora, senhor Ackerman. Lorde Thanatos me mandou aqui pessoalmente, não há mais para onde fugir.
Então Thanatos não trabalha mais sozinho, é? – O tom de deboche era claro na voz dele. — Venha cá, criança. Deixe-me olhá-la de perto.

Frieryat se aproximou sem receio. Sua foice estava em punhos, e qualquer coisa que o homem tentasse fazer, ela saberia muito bem como revidar. Porém, quando o rosto de Heinrich e o dela estavam a poucos centímetros um do outro, a bruxa notou lágrimas em seus olhos. Algo estava acontecendo ali. Thanatos avisara que Heinrich era um velho conhecido, mas não dissera bem por quê. Talvez fosse hora de saber se o senhor à sua frente era um semideus também.

Quem é você, Heinrich Ackerman? – Perguntou ela num sopro. — Por que chora?
Você tem os olhos dele… – A voz era baixa, e falhou no final. — Tem os olhos dele.

Confusa, a semideusa se afastou do homem e o olhou da cabeça aos pés. Quem era aquele homem?

Os olhos…
Pare de repetir isto, homem! – Disse ela, a confusão se tornando irritação. — Desculpe. Me diga quem é você. Por favor. É um semideus como eu?
Não. Não sou eu. Meu filho é. Meu filho. Você tem os olhos dele. – A voz de Heinrich ainda falhava, lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto e ele virou as costas novamente para a filha de Hécate. — Que mal lhe pergunte, quantos anos você tem? Quem são seus pais?

As perguntas deixaram Frieryat atordoada, e ela teve que se afastar ainda mais do homem. As emoções dele eram fortes demais, e aquilo fez com que a semideusa se sentisse pesada e tonta. Sua cabeça latejava e parecia que não ia sustentar sobre o seu pescoço.

Tenho vinte anos – respondeu, levando o indicador e o dedo médio até a testa, pressionando-os bem no meio da região. — Sou filha de Hécate, sequer sei quem é meu pai. Fui deixada aos pés dessa mesma montanha que o senhor se esconde. Agora será que podemos terminar o que vim fazer aqui?

Sua surpresa maior se deu quando o senhor jogou os braços ao redor dela, e soluçava sem parar. Ele falava atropelando palavras, engolindo tantas outras e Frie entendia apenas choro. Suas emoções continuavam muito fortes, mas havia agora certo alívio no local. Ele parecia ter realizado um desejo de muitos anos.

Minha neta… – Finalmente entendeu o que ele dizia. Minha neta? Mas que merda é essa?Achei que só a encontraria quando morresse. Alphonse ficará tão feliz em saber que está viva!
Não sou sua neta, me desculpe.
Sente-se, por favor. Deixe-me lhe contar uma história. Depois aceito ir de bom grado, terei cumprido a minha missão na Terra.

E então Heinrich lhe contou como ele já era quase um cinquentão quando conheceu Íris, e sobre como se apaixonaram. E que desse amor nasceu Alphonse, um menininho alegre, sorridente e amável. Que se tornou um homem respeitoso, amável e de bom coração.  E que se apaixonou por Hécate, mas foi preso por Circe em sua ilha. Frie ouvia tudo com atenção, e apesar se sentir o coração balançado, não tinha certeza de que deveria acreditar nele. Contou como havia conseguido se esconder por todos aqueles anos, e também o porquê de ele já ter passado de sua hora. Disse que todos os anos no dia onze de outubro ele senta na entrada da caverna e espera a neta chegar, mesmo que ela nunca chegue.

E agora você chegou, tem os olhos de seu pai e eu sequer sei seu nome. – O homem ainda chorava, mas era notável que seu choro era de alegria. — Estou fugindo de seu lorde há vinte anos, criança. Não podia morrer sem ver você ou seu pai chegarem até mim.
Não sei se o senhor é meu avô – Respondeu a rosada com a voz embargada. — Não sei se acredito no senhor, mas se esteve esperando por alguém, estou aqui. É chegada a sua hora.
Não me importo se não acredita. Conheço seus olhos. Tem os olhos dele. Esses enormes olhos castanhos, olhos que tem ao mesmo tempo sede do mundo e medo dele.

Engolindo em seco, Frieryat empunhou sua foice,  olhando nos olhos de Heinrich. Num sussurro perguntou se aquelas seriam suas últimas palavras,  e ele apenas assentiu com a cabeça.

Ich heiße Frieryat… – Disse enquanto a lâmina de sua arma abria um corte no corpo à sua frente e um portal para Caronte se abria.
Espero não encontrá-la no Hades, Frieryat. Serei um fantasma ruim.

Jogando alguns dracmas para o barqueiro, a semideusa saiu da caverna com os olhos ainda cheios de lágrimas. A passos lentos ela caminhou de volta para o vilarejo, sua cabeça não conseguia parar de pensar no que havia acontecido na caverna da montanha. Sua cabeça não conseguia relaxar e ela sabia do que precisava. Desviando seu próprio caminho, foi direto ao rio onde gostava de se banhar quando ainda era criança. Voltar lá lhe parecia a única solução.

O curso da água era tranquilo, bem como a semideusa se lembrava. Despindo-se de suas roupas e suas armas e deixando tudo enrolado e escondido entre as raízes de uma árvore, entrou lentamente no rio e deixou que as águas frias de outono encontrassem sua pele tão fria quanto, ou talvez um pouco mais. Mergulhou e esperou lá, sob a superfície, segurando o ar pelo máximo de tempo que conseguia.

Naquele tempo em que ficou submersa pensou novamente sobre o movimento das águas, o sol já brilhava de maneira firme no céu e aos poucos ela foi voltando para a superfície e rumando para sair da água, vestindo as roupas sobre o corpo molhado. Aquilo ajudou a limpar um pouco sua mente e ela conseguia pensar com mais clareza. Não era de todo impossível que a história que Heinrich havia lhe contado, podia haver, ainda que mínima, a possibilidade de ela ser sim, filha de Hécate com o filho dele. E até mesmo faria sentido que sua progenitora divina houvesse deixado-a aos pés da montanha. Talvez desejasse deixá-la com o avô, mas Leona e Heidi foram mais rápidas.

Era algo a se pensar, cogitar e pesquisar. Buscar conhecimento para entender, e pensou até mesmo que faria bem descobrir sobre aquilo. Quem sabe encontrar seu pai. Seu olhar se estendeu até o caminho sinuoso que dava no vilarejo. O mesmo onde dez anos antes ela fizera seu único amigo de infância, e o mesmo que tomaria para voltar para casa e aproveitar a companhia das mães naquela manhã. Segurando os tênis nas mãos enquanto caminhava, Frieryat deixava que a nostalgia tomasse conta dela, sentindo um saudosismo gostoso entrar pelos seus poros. Tudo lhe invadia como se fosse doença, e de olhos fechados ela percorria o caminho que tão bem conhecia. Foi um galho que a fez parar e observar que havia chegado à árvore onde alguma coisa mudara dentro dela.

Largando o calçado que carregava, ela segurou bem no tronco da árvore, sentindo a textura da madeira encostar em seus braços, e apoiando-se no tronco mais baixo, ela impulsionou o corpo e passou a subir. Sua árvore preferida na floresta inteira, já próxima à mais uma das entradas do vilarejo. Ao encontrar um galho firme o suficiente para que ela pudesse se sentar e ficar lá sem que ele se partisse, ela apenas se aconchegou nele, deixando que as pernas caíssem para os lados do galho, e fechando os olhos inspirou fundo todo o ar que conseguia. Recostada no tronco da árvore, para ela, mais frondosa de toda aquela floresta, ela se permitiu viajar. Até o Acampamento, até Melinda, até suas amigas, que tivera que deixar sozinhas no trabalho de cuidar dos filhotes, até seus companheiros da Gruta. Queria que todos eles pudessem ter a mesma sensação que ela tinha ao estar ali, onde quer que eles se sentissem em casa.

Você não tem medo de cair e morrer? – A voz vinha de baixo, no rouco timbre que desde o dia anterior tirava a concentração da ceifadora, e mais uma vez a tirou de seus devaneios, puxando-a de volta para a Terra. A pergunta fez seu corpo paralisar e seu coração doeu um pouco. Ela custou a olhar para baixo.
Não preciso ter medo da morte – respondeu, e estava sendo sincera, mas sua voz era apenas um sopro vazio perdido no vento. Ela conhecia aquela pergunta, aquela estação. Tudo ali era apenas um dejavu, o passado preso na palma de sua mão. E ela tremia. Sequer sentia frio, mas tremia e temendo que sua tremedeira a fizesse cair do galho, começou a descer.
Desculpa, não entendi o que disse.
Falei que não preciso ter medo da morte. Você tem medo de morrer?
Bom, também não tenho medo da morte. Mas isso não quer dizer que vou ficar subindo em árvores e procurando por ela.
Não estou procurando por ela – na verdade, a ceifadora já havia encontrado-a, e inclusive estava ajudando-a nos serviços. — E saiba que a morte lembrará de suas palavras. – Respondeu ela, e sorrindo de maneira suave para um Jonas confuso, mas não assustado, e saiu tomando o próprio rumo, em direção à sua casa.

Ao final daquele dia, o rapaz foi à sua porta para devolver os tênis que ela havia esquecido entre as raízes da árvore, e ela lhe agradeceu apenas com um sorriso.

Naquela noite, Frieryat se permitiu dormir.


..†..


Se aproximava o dia de sua partida. Por um lado, a semideusa estava feliz em voltar para os Estados Unidos, pois sentia falta das pessoas que havia deixado lá. Por outro, sua partida lhe causa dor no coração em deixar suas mães pela segunda vez na vida, depois de quase um ano sem vê-las. E também sua mais nova amizade, que havia se mostrado prestativo, atencioso e engraçado. Jonas era realmente alguém que a bruxa gostaria de manter por perto.

Naquela última noite, Frieryat finalmente ouviu o barulho do qual as mães falaram no dia em que a ceifeira chegara e como prometido, ela iria investigar. Era um som diferente dos animais convencionais, e ela temeu que algum monstro estivesse por perto para atormentar a comunidade. Estava pronta para sair, munida apenas de suas armas quando Jonas apareceu em sua porta completamente paramentado, usando capacete, lanternas e uma rede de cordas. A rosada segurou a risada por um momento, mas depois não aguento prender o ar e gargalhou com gosto.

Que merda é essa, Jonas? – Perguntou entre a risada. — Onde você pensa que vai?
Vou ajudar você, ora! – Respondeu, olhando para a própria roupa. — Acha mesmo que vou deixar minha pa… Minha amiga ir sozinha enfrentar algo que pode ser perigoso?

Realmente podia ser perigoso, mas talvez fosse muito mais para ele do que para a semideusa. Frieryat queria saber o que ele ia dizer no lugar de amiga, só que precisava deixar para lá por um momento e pensar em como fazer para que Jonas não fosse com ela. Não queria expô-lo a nada.

É, mas eu já sou bem crescida. Deixa que eu consigo lidar com isso. Alguém precisa ficar aqui e proteger os moradores. – Era uma boa desculpa, mas parecia que Jonas não tinha aceitado muito bem.
Não se preocupe, eu já cuidei disso. – Disse ele, e três crianças surgiram, tão paramentadas quanto ele. A ceifadora precisou realmente se segurar para manter um semblante sério. — E então? Vamos?

Havia algo na voz de Jonas que fazia com que Frieryat não conseguisse lhe dizer não e ela bufou em frustração consigo. Segurando o outro pelo pulso, ela saiu puxando-o sem olhar para trás. O barulho era distante, mas a bruxa precisava chegar lá.

Domina compitis – sussurrou ela, conjurando o feitiço para ter condições de se orientar, e automaticamente ela sabia exatamente aonde ir. — Por aqui. – Chamou, ainda agarrada ao pulso de Jonas, virando à esquerda na quinta árvore do caminho que tomaram.
Para alguém do seu porte físico você tem bastante força – comentou Jonas como quem nada quer, e ar de riso em sua voz. Frieryat o soltou imediatamente e agradeceu aos deuses pelo breu da noite não denunciar o tom de vermelho que tomara seu rosto.
Desculpe… – Sussurrou, enquanto continuava a costurar entre as árvores e sentindo que ficava cada vez mais perto da criatura, lembrou-se de que devia proteger Jonas a qualquer custo. — Saeptum – conjurou baixinho, mentalizando Jonas e olhando rápido para trás, para o rapaz iluminado pela luz de sua lanterna, sorriu satisfeita ao ver uma fina camada transparente ao redor dele.
O que foi, hein? – Perguntou ele, olhando suspeito para o sorriso dela.
Nichts! – Disse e se virou para a frente, tendo plena consciência de que chegara. O som era nítido e alto agora, parecia um choro, um lamento.

Porém a criatura estava quase invisível na noite, e Frieryat sabia que somente ela o enxergava porque Jonas não parava de perguntar onde estava, mas ainda assim, ela precisou manipular a névoa ao seu redor para que além de enxergar o bicho, ele pudesse não ver seu verdadeiro corpo. A semideusa se sentia hipnotizada pela pelagem do bicho. Sua estrutura física se assemelhava à de Faery, a raposa de Magnólia, porém seu pelo arroxeado tinha tons deslumbrantes e diferentes, em seu peito os ossos de um exoesqueleto pareciam uma armadura. Ela estava verdadeiramente maravilhada com o animal.

Mas que cachorrinho fofinho! – Exclamou o rapaz, meio passo atrás dela, e Frie virou séria para ele.
Shiu! Fale baixo, vai assustá-lo – Reclamou ela sussurrando, e se aproximando devagar. — Oi amiguinho, deixa eu te ajudar.

Seu corpo pequeno de filhote se encolheu e ele soltou um choro baixo, tentando se afastar. E então ela viu. Escoriações pelo seu corpo. A ponta dos pelos brilhando e sangue que escorria pelo seu corpo. Seu coração se partiu e ela sabia que precisava levá-lo até Becka o mais rápido possível.

Não quero machucá-lo. Vou ajudar você a se curar, tudo bem? Venha aqui comigo – ela tomou o pequeno corpo animalesco em seus braços, e o animal se aninhou. Frieryat não conseguia imaginar a dor que ele estava sentindo. Ele choramingava em seus braços. — Shhhh… Vai ficar tudo bem. Vamos, Jonas.
Estou bem atrás de você, Frie.

Com a pequena raposa nos braços, Frie correu entre as árvores com Jonas em seu encalço, e a semideusa estava esgotada quando finalmente chegou em casa. Resgatou alguns materiais na caixa de primeiros socorros das mães, e cuidou das feridas do animal da melhor maneira que pode, e somente naquela noite, ela dormiu verdadeiramente por cansaço. A pequena raposa dormiu sobre seu colchão, bem próxima aos seus pés, e antes do raiar do dia, Frieryat voltou a manipular a névoa para que suas mães e seus avós pensassem que era um filhote de cachorro.

Espero vê-la em breve, Frieryat. – Disse Jonas, abraçando a ceifadora de surpresa, quando ela se levantou do sofá de sua casa.

O encontro dos corpo fez uma corrente elétrica percorrer todo o corpo dela, deixando-a atordoada. A pele quente do rapaz esquentou a fria epiderme da bruxa, mas de maneira diferente. Em nome de Hécate, Jonas, quem é você? se perguntou em pensamento, e acabou abraçando o rapaz de volta.

Também espero, Jonas – respondeu ela, de coração partido por saber que mesmo que o encontrasse novamente, podia demorar um outro ano inteiro.

Os pais de Leona a levaram para o aeroporto, e lá ela mudou a visão do cachorro para que todos pensassem que era um bebê, já que na noite anterior ela havia precisado mudar sua passagem de volta para os EUA, para acrescentar um bebê. Seus braços doíam de carregar o animal, seu corpo inteiro parecia pesado, mas ela se mantinha firme por ela e pela raposa.

Vamos ficar bem, Rhys. – Sussurrou ela, aconchegando-se na poltrona do avião e dormiu a viagem de volta inteira. Havia tempos que ela não se sentia tão cansada daquele jeito.


”Informações”:
Sobre a trama: Frieryat já possui legado em Íris, meu intuito com a trama não é nada mais nada menos que fazê-la descobrir isso. Não há a menor intenção de minha parte de liberar legado completo para a personagem.

Sobre o “roubo” de mascote: O pet está indisponível na loja da Becka, e não está registrado no Registro de Mascotes. Contudo, fui autorizada pela staff para prosseguir com o roubo, e não deixei especificado de quem eu estaria “roubando” o mascote pois ele não se encontra registrado nem mesmo no perfil do player a quem deveria pertencer. Se trata da Raposa de Arcádia - Shadow, e desejo nomeá-la de Rhysand, caso consiga o mascote.

1. Comida típica da Alemanha.
”FPA”:
”Poderes”:

Passivos
Hécate
Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Ceifadores de Thanatos
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Silenciosos
Descrição: Assim como a morte nem sempre anuncia sua chegada, os membros desse grupo secundário podem escolher abafar seus sons. Podendo assim passarem despercebidos, ou então não denunciar sua aproximação.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de furtividade. +80% de chance de passar despercebido ou executar um ataque surpresa.
Dano: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Perícia com Foices II
Descrição: Sendo a foice o instrumento característico da morte, os seguidores desta possuem maior facilidade a aptidão no manuseio da arma em questão. O objeto em suas mãos é manobrado de maneira mais fácil e precisa, tanto ofensiva quanto defensivamente. Aqui, o ceifador já melhorou um pouco mais a habilidade.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 30% de assertividade no uso da foice.
Dano: +20% de dano ao ser acertado pela foice de um ceifador.

Nível 16
Nome do poder: Visão Noturna II
Descrição: Acostumados com a escuridão, os ceifadores possuem facilidade em enxergar em meio a esta. Entretanto, nesse nível, sua visão alcança até 40 metros à sua frente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Ativos
Hécate
Nível 7
Nome do poder: Nevoa II
Descrição: O semideus aprendeu a lidar melhor com a nevoa do mundo em que vive, a agora já sabe usa-la para mudar situações mais drásticas, recorrendo a magia para enganar humanos e monstros, e consegue inclusive, deixar outros semideuses cegos para algumas coisas. Agora já consegue encobrir o próprio rastro e de outras duas pessoas por três turnos inteiros.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Quando em batalha dura 3 turnos, quando no mundo humano para reverter algo, o efeito é permanente. Se for magia para enganação, dura quantos turnos o semideus desejar, mas o gasto de MP será continuo.

Nível 9
Feitiço: Saeptum
Descrição: Um feitiço de proteção. Só funciona com pessoas de níveis inferior ao seu.
Gasto de Mp: - 15 de MP por turno.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser realizado de forma não verbal.

Feitiço: Domina compitis
Descrição: Um feitiço que serve para orientação, ele irá tocar em seus instintos e lhe guiar para seu destino ou um lugar seguro. O que for seu desejo.
Gasto de Mp: -30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Apenas verbal.
”Habilidades Adquiridas”:
”Armas”:
• Maan [Uma maça de médio porte ligada a um cabo de madeira por uma forte corrente metálica, sua cor é prateada e fica mais forte à luz do luar. Sempre que perdida em batalha a maça volta à Frieryat em forma de um colar prateado com pingente de lua. |  Dependendo da incidência da luz da lua na maça, ela pode cegar o inimigo por poucos segundos. | Ferro estígio, banhado em prata. | Sem espaço para Gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | | Comum | Item Inicial]
• Punhal Ritualístico [Uma lâmina comum feita de prata comum, seu cabo possui desenhos decorativos e parece se encaixar na mão do portador. É extremamente afiada.| Efeitos e Bônus: Nenhum.|Prata. |Não possui espaço para gemas. |Beta.| 100%|Lâmina comum.| Nível 1 | Aula de Magia Aplicada, dada por Kang Pipper.]
• Julgadora [Uma bonita e grandiosa foice toda feita de material negro enquanto sua lâmina, prateada, dizem ser feita de adamantino. É uma arma pesada nas mãos de qualquer outro semideus que ouse empunhar a arma mas tende a se tornar leve nas mãos dos ceifadores afinal, a foice sempre foi uma das marcas registradas de seu mestre. | Efeitos mecânicos: Se torna um bracelete quando não está sendo utilizada. Para ativar a arma, gire o pulso duas vezes em sentido horário para que o cabo comece a se desprender de seu pulso e cresça até se tornar a arma que é. | Cortes realizados por esta arma recuperam o HP de seu portador em 10% do dano causado.| Resistência Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem danos | Nível 3. | Lendária |Presente de reclamação dos Ceifadores de Thânatos].








frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
Ceifadores de Thanatos/Leto

Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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† the wizardry rainbow of death — trama pessoal † Empty Re: † the wizardry rainbow of death — trama pessoal †

Mensagem por Macária em Sab Set 28, 2019 6:45 pm

Frieryat


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 4.000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

RECOMPENSAS: 4.000 xp e dracmas

Comentários:
Querida,
Eu não encontrei reais erros que realmente valhessem o desconto e achei a missão bem escrita e bem estruturada, poranto, pontuação máxima. Meus parabéns.



this a good death
money and diamonds can't save your soul

Macária
Macária
Deuses Menores
Deuses Menores

Localização : Em qualquer lugar

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† the wizardry rainbow of death — trama pessoal † Empty Re: † the wizardry rainbow of death — trama pessoal †

Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Seg Nov 18, 2019 2:53 pm

new arcadia

O que vamos fazer hoje, Pinky??
Vamos reconstruir Arcádia, Cérebro.
“Arcádia é uma região acidentada, situada no centro do Peloponeso, região Sul da Grécia, cercada por altas montanhas. Seu nome faz referência ao semideus Arcas, filho de Zeus e da ninfa Calisto. Na Mitologia Grega, era a morada de Pã, deus da natureza, dos bosques e dos pastores. Retratada, na literatura, como um local idílico e fértil, onde o amor, a paz e a felicidade reinavam.”

Claro que era um local de paz e fertilidade. Não podia ser diferente se era a morada de Pã. E havia sido lá onde tinham nascido todas as raposas de Arcádia. Era lá onde Rhysand, nascera. E também Faery e Aelin. E também as outras raposas que haviam registradas nos arquivos da Fantastic Beasts. Por causa da loja, Frieryat havia aprendido sobre cada uma delas, e pelas suas contas apenas três ainda não havia sido encontradas: a Solo e os Draekons. Os outros dois tinham donos e, acreditava ela, estavam sendo bem cuidados. Graças ao seu Shadow, Frieryat havia desenvolvido um carinho e respeito especial para com as raposas de Arcádia, mesmo que ela só conhecesse de verdade três – Rhysand, Faery e Aelin.

Mas a questão era que ela não entendia como podia um lugar como aquele ter sido destruído. Seu deus morto e esquecido, deixado de lado e pisado como se fosse um lixo. As pessoas tratavam a natureza como lixo. O paraíso do deus reduzido a um completo nada que doía na ceifadora, só dela pensar em toda a situação. A fauna e a flora de Arcádia para sempre manchadas e deixadas para trás. Realmente a humanidade era vil e cruel, e pouco merecia estar naquele mundo. Mas não cabia a ela julgar aquilo, certo? Certo. Cabia aos deuses esse julgamento, e à ela cabia apenas aguardar e acatar.

Mas precisava haver algo que ela pudesse fazer. O mundo já estava tão cheio de coisas ruins, de pessoas ruins. Governos macabros e corruptos, os deuses da natureza revoltos. Inocentes e culpados sendo jogados todos dentro do mesmo saco, e para ela não era assim que as coisas deveriam acontecer. Mas mais uma vez: quem era ela senão uma simples filha de Hécate, seguidora de Tânatos e possivelmente neta de Íris? Não era exatamente alguém importante, mas queria ser alguém que pudesse fazer alguma coisa. Proteger quem merecia ser protegido aos seus olhos. E estes eram os animais. Todos eles.

Para ela era revoltante que seres como Rhysand e Wëdir sofressem no mundo, fossem abandonados ou esquecidos. Não podia deixar que eles ficassem desprotegidos. E ela se preocupava não só com eles, mas também com todos os  animais do mundo, não importava se fossem comuns aos mortais, ou que eles não fizessem ideia de que existiam. Alguns animais eram tão raros e poderosos que ela não aceitava que eles existissem em um lugar onde poderiam ser caçados, perseguidos e mortos, caso sua existência fosse descoberta.

Aquele pensamento a assombrava, e a cada noite em que não dormia – quase todas – era ele que tomava sua mente e a fazia divagar, buscar uma ideia, uma solução. Algo que fosse possível e concretizável. Mas se Arcádia estava destruída, o que ela poderia fazer? Qual era a alternativa?

Ela se perguntava, sentada de pernas cruzadas, enquanto observava seus mascotes ressonando na beliche dela da gruta, Wëdir dormindo sobre o corpo de Rhysand. Estava sozinha mais uma noite, seus colegas todos em outros afazeres e outros lugares. Eu preciso fazer alguma coisa. Mas o que eu posso fazer? A raposa então acordou de súbito, e observou sua dona o encarando. Ele bufou para o peso do chie sobre si.

Por que você nunca dorme, Frieryat? — Perguntou ele ainda sonolento.
Cale a boca e volte você a dormir, Rhys — mandou, colocando o polegar na boca e mordendo-o. — Estou pensando.
Tire esse safado desse cachorro com asas de cima de mim…
Vai dormir, Rhys… — reclamou Wëdir, ainda de olhos fechados. — Não é hora de ficar falando — finalizou ele, como um bocejo.

Esses dois são impossíveis. Pensou ela, esticando-se na cama para pegar o chie e colocar sobre o seu colo, acariciando a cabeça dele para que voltasse a dormir tranquilamente.

Vocês são quase insuportáveis. E eu amo vocês. Agora voltem a dormir e me deixem pensar.

E assim eles fizeram, voltando a ressonar baixinho. Rhysand agora esparramado de barriga para cima, muito mais confortável do que quando Wëdir estava sobre ele. Ela se permitiu um breve sorriso enquanto seu olhar ia do chie em seu colo para a raposa à sua frente, ainda acariciando a cabeça de Wëdir.

— Preciso achar um refúgio. Para vocês. Para todos vocês. — Sussurrou ela, deixando seu pensamento voar longe.


{...}

Alguns dias depois.

Os pensamentos martelaram incessantemente na cabeça da ceifadora durante toda a semana, e agora que ela estava sozinha na Fantastic Beasts tinha bastante tempo para pensar. Apenas Rhysand e Wëdir a ajudavam na loja, por enquanto. Trabalhar sem Magnólia, agora à frente dos Celestiais, e sem Liz, que se uniu às Amazonas, era pesaroso, mas continuava tendo prazer em cuidar dos animais. Gostava do fato de conseguir manter aquele emprego em paralelo ao trabalho com lorde Tânatos, e também foi por causa do emprego que ela decidiu entrar no curso de Medicina Veterinária na UNR. Tudo em sua vida conspirava para que aqueles pensamentos em relação a Arcádia, e aos animais abandonados no mundo inteiro.

Ao final do expediente decidiu que iria para o Meio Sangue e não para a Gruta. Precisava conversar com as pessoas. Jonas, Liz, Magnólia, Melinda. Alguém. Qualquer um que pudesse ajudá-la, lhe dar alguma luz. Para sua sorte, Jonas foi um dos primeiros a encontrar assim que chegou ao Acampamento pelo portal da biblioteca, junto com seus mascotes.

Oooooi, Jonas! — Cumprimentou Wëdir, voando na direção do filho de Apolo, chocando-se contra o rosto do semideus, que gargalhou segurando o chie e acariciando seu corpo.
Oi, Wëdir — Jonas agora olhava para o Shadow aos pés da ceifadora, sua feição impassível. — Oi também, Rhys que odeia tudo e todos.
Eu não odeio tudo e todos, só não gosto muito da maioria dos seres vivos. Mas até gosto da Frieryat. E de você. E até desse safado com asas no seu colo. E da Faery. E da Aelin. E da…
Chega, Rhys. Entendemos. — Disse a ceifadora, catucando a raposa com os pés. — E aí, Jonas.
E aí, Frie. Nunca vou me acostumar com seus animais falantes, eu acho. — Jonas foi para um abraço, soltando Wëdir no ar que logo flutuou e desceu vagarosamente até o chão.

Os braços do filho de Apolo eram quentes contra o seu corpo e esquentaram-a por inteiro, o que a fez sorrir devagar. Quando ele a soltou, também sorria. E então passou pela cabeça da ceifadora o real motivo dela ter ido ao Meio Sangue naquele dia.

»Podemos ir à praia?« — Perguntou ela em alemão e baixinho, desviando o olhar. — Queria pensar e conversar sobre uma coisa…

Juntos caminharam até a praia, discutindo sobre as matérias da Universidade, Jonas reclamava sobre as provas, que sequer estavam se aproximando, e por isso os dois riram o caminho inteiro. Sentaram-se na areia fofa e branca, o Sol ainda brilhava no céu. Jonas fez uma prece antes de se arrumar ao lado direito da ceifadora.

Rhys, Wëdir, vão brincar. Corram à vontade, mas não saiam da minha vista por favor.
Você que manda, Frifrizinha — respondeu Wëdir, lambendo o rosto da ceifadora e depois mordeu o pescoço do Shadow, fugindo em voo logo em seguida. A raposa correu atrás dele, resmungando algo como “Seu cachorrinho de asas safado de meia tigela”.

A ceifadora suspirou, observando seus mascotes brincando e se divertindo. Devagar, afundou as mãos na areia branca da praia e dobrou os joelhos, apoiando o queixo nos mesmos. Jonas deu um escorão de leve em seu braço, enquanto se deitava na areia.

»O que foi, hein?« — Perguntou ele, seu olhar totalmente voltado para a postura da rosada.
Eu me preocupo com eles, sabe Jonas? — Começou ela, depois de um longo suspiro. — Me preocupo de verdade. E quando falo eles, não me refiro só a Rhys e Wëdir. Mas a todos os animais do mundo.
Você nem conhece todos os animais do mundo, Frie…
Eu sei, bobão, mas você entendeu o que eu quis dizer… — o filho de Apolo assentiu, olhando para a frente. — E claro, penso muito no Rhys e no Wëdir. Penso que nossa vida é perigosa, e eu posso morrer a qualquer momento, entende? E o que será deles? Não importa quanto Rhysand seja independente, ele é só uma raposa. Nem a Pã ele poderá recorrer.
Você não vai morrer agora, Frie… — disse Jonas baixinho. — Mas sim, eu entendo. Não tenho mascotes, mas gosto muito dos seus. Quase como se fossem meus também. E brinco contigo, mas me preocupo com os animais também. Não é à toa que estamos no mesmo curso. — Ele brincou, apanhando um punhado de areia e jogando no braço da ceifadora. Elevou o tronco apoiando-se nos ombros. Ainda assim ele era mais alto que a ceifadora. — »Tem algo em mente, não é?«
»Mais ou menos…« — suspirou ela, tirando a mão direita de dentro da areia e usou seu indicador para catucar o braço de Jonas. — Queria criar para eles, todos eles, um lugar que pudessem chamar de lar. Onde pudesse ser um refúgio. Onde os dragões pudessem voar livres. Onde as raposas pudessem brincar e ter paz, como quando Pã era vivo. Mas não sei por onde começar.

Jonas mordeu o dedão, pensativo, exatamente como Frieryat fazia quando estava concentrada em algo.

Sua amiga Magnólia tem duas raposas, não é? — Ele enfatizou a palavra amiga, fazendo a ceifadora empurrá-lo de leve. Rindo, Jonas continuou sua linha de pensamento. — Você pode falar com ela. Acho que ela pode te ajudar mais do que eu.

No final das contas, Jonas tinha razão. A celestial era realmente a pessoa mais indicada para ajudar a ceifadora. Ela então se esticou na areia, jogando a cabeça contra o ombro do semideus, que desequilibrou o braço e caiu gargalhando, fazendo com que ela risse também.

Danke, Jonas.
Eu não fiz nada que você não já tenha pensado, só dei um empurrãozinho.
Às vezes é difícil pensar sozinha. As coisas ficam soltas e perdidas no tempo. — E o filho de Apolo apenas assentiu, pois sabia que era verdade.

Agora ela precisava de qualquer pedacinho de arco-íris para poder se comunicar com a filha de Eos rapidamente, e Jonas poderia ajudá-la com aquilo. O Sol ainda não havia se posto definitivamente, portanto seguia iluminando a praia. Seu brilho esfriando, mas o céu pintado de cores quentes, em diversos tons de rosa e laranja. O mar estava à disposição dos dois, então se aproximaram da água juntos. Os mascotes que antes brincavam, se aproximaram curiosos. Perto da água, Jonas criou um pequeno prisma de luz solar, que incidindo no oceano, formou um arco íris fraco. Fraco, mas ainda era um arco íris. A ceifadora jogou uma moeda de dracma que estava no bolso dentro das cores.

Oh Íris, deusa do arco íris, por favor aceite minha oferta. — A moeda foi engolida, e a ceifadora chamou pelo nome da amiga, que logo surgiu. Suas cores fracas por causa da pouca intensidade do arco íris formado — Oi Mag.
E aí, Magnólia!
Oooooooooooooooi Maaaaaaaaag! — Wëdir, como sempre animado.
Magnólia. Aelin e Faery estão aí? Posso falar com elas? — Perguntou Rhysand, animado, olhando para a imagem da celestial que riu um tanto ouvindo o pedido do Shadow
Rhys, pelo amor de Hécate, depois você fala com elas.
Olá, todos — cumprimentou a celestial, ainda rindo. — Elas estão aqui sim, Rhys. Depois vocês conversam. — Prometeu ela, sorrindo para o Shadow, e voltou sua atenção para a ceifadora. — Pode falar, Frie. Sou toda ouvidos.
Mag, na verdade, acho que o ideal seria conversar com você pessoalmente — a ceifadora falou quase envergonhada. — Será que podíamos nos encontrar?
Claro! — A celestial respondeu com um sorriso. — Fae, Lin, venham cá.
OI FAERY! OI AELIN! — Gritou Rhysand animado, fazendo os três semideuses rirem. — O que é? — Olhou ele sério para a dona, fazendo cara de bravo.
Nada… Já nos encontramos. — Ela abanou o arco íris depois que a celestial assentiu, e fez a imagem da amiga desaparecer. Depois abraçou o filho de Apolo, deixando que o corpo dele esquentasse o seu. — Danke, Jonas. De verdade.

O legado de Melinoe retribuiu seu abraço e bagunçou um pouco os cabelos dela, sorrindo caloroso. Logo um portal se abriu, revelando Magnólia, suas raposas, a Myst e a Breeze, dentro do quarto da filha de Eos no Palácio Celestial. As duas pareciam felizes pela visita, e Frieryat se despediu de Jonas, prometendo que ele logo saberia se as coisas dessem certo. Entrou no portal junto a Rhysand e Wëdir, e tão brevemente o portal se fechou, deixando os cinco no mesmo recinto. A ceifadora abraçou sua amiga enquanto seus mascotes falavam com Aelin e Faery. Rhysand feliz por finalmente estar com suas amigas. A filha de Hécate tomou um tempo para prestar atenção à maneira como eles se comunicavam. Tomou nota do intervalo de tempo tomado entre uma fala e outra de sua raposa, imaginando que aquele era o tempo de resposta das duas. Interessada, sua observação levou mais tempo do que ela esperava, foi preciso que Magnólia falasse para poder tirá-la de seus devaneios sobre uma forma de conversar com as raposas através de Rhysand.

O que houve, Frie?
Oh, sim. Sim sim. — Disse ela, voltando a atenção para a celestial. — Já faz um tempo que venho pensando, lembrando de como encontrei Rhysand perdido e machucado. — De soslaio ela olhou para a raposa, que havia se calado e olhava para ela com gratidão. Sorriu para ele, que passou a se aproximar devagar. — Acho que eu precisava dele, e ele de mim. Fico feliz por ter sido eu a encontrá-lo, e por ele ter me aceitado. — A raposa agora se enroscava em suas pernas, fazendo o sorriso em seu rosto se alargar. — E eu o amo. E amo Wëdir, e a maneira como ele surgiu na minha vida tão repentinamente, quando eu nem esperava um outro mascote para cuidar e amar. E penso em Aelin, em Faery, e em Yoshi. E em todos os outros animais do mundo.

A celestial a ouvia com atenção, assentindo a cada palavra que a ceifadora proferia.

Penso muito neles porque sei como a nossa vida é complicada. Mais do que os mortais, estamos aqui agora mas nada nos assegura do momento seguinte. Eu não temo a morte, nem faria sentido que a temesse, certo? — Perguntou ela soltando uma risada fraca, não esperando uma resposta, mas ainda assim a filha de Eos riu e assentiu. — Temo pela vida deles, que se eu partir de repente ficarão sozinhos. Eu queria que eles tivessem um refúgio, um lugar onde pudessem ter paz sem precisar se esconder. Onde eles pudessem ficar livres e despreocupados. Entende?

Magnólia sentou-se na própria cama, suspirando para a filha de Hécate. Era um sinal de que a entendia, e aquilo fez a ceifadora suspirar também. Olhou para os pets e depois para a amiga, e depois para os pets de novo.

Eu preciso encontrar um lugar assim para eles. Um lugar como Arcádia. Ou pelo menos construir um lugar assim para eles todos. Para que possam ser livres uma vez que seus donos se forem. — Então ela pegou Wëdir no colo que voava rápido pelo quarto enquanto ria. — Não quero ter que me preocupar com essas bolinhas até depois que eu morrer.

A celestial bateu nas próprias pernas animada, e levantou-se rápido.

Vamos. Vou te mostrar um lugar assim. — E sem mas, a ceifadora seguiu a amiga, com os mascotes andando bem próximos a elas.

Após saírem do quarto, o grupo caminhou junto por todo o Palácio Celestial, quase fazendo uma mini tour. Magnólia seguia firme caminhando à frente, mas Frieryat deixava sua curiosidade guiá-la também, fazendo com que a ceifadora esticasse o pescoço uma ou duas para observar dentro dos cômodos pelos quais passavam. O lar que Éter havia preparado para seus seguidores era totalmente o oposto da Gruta, simples e escura. Por um momento, se pegou sentindo falta do barulho de goteira.

Quando finalmente saíram do interior do local, a ceifadora começou a ficar ansiosa querendo saber para onde estava sendo levada. E não demorou muito até adentrarem naquela densa Floresta, que tinha um ar diferente. Um ar mágico. Aelin, Faery, Rhysand e Wëdir correram pelo local, brincando. O chie levantou voo até uma grande flor branca e lilás, farejando o ar ao redor dela. Tudo ali brilhava como o Sol.

Os olhos de Frieryat brilharam enquanto ela observava todas aquelas cores. Criaturas, plantas. Coisas que ela nunca havia visto. A ceifadora estava maravilhada com tudo o que via, mal conseguia respirar diante da variedade de bichos que corriam livres por ali. Era exatamente como ela imaginava um ambiente perfeito para os animais. Se virou para Magnólia com um sorriso que ia de orelha a orelha, e tomou as mãos da amiga entre as suas dando um pulinho de animação.

Mag, é exatamente assim que eu imagino um lugar para eles. — Disse ela soltando a amiga, e abrindo os braços dando uma pirueta ao redor de si mesma. — Um ambiente como esse. Cheio de paz, bichos e plantas coloridas e lindas.

A celestial sorria para ela, e quando seus olhares se encontraram as duas gargalharam. Finalmente a visão da ceifadora estava clara, e ela sabia o que realmente gostaria de fazer.

Infelizmente não podemos abrigar todos eles aqui. — Magnólia tinha um ar contido agora. A filha de Hécate assentiu, pois sabia que era verdade.

E realmente. Ela queria um local onde ela mesma pudesse cuidar e vigiar, onde tivesse acesso livre. Um local onde pudesse confiar aos que ela amava para tornar um lar. Olhou para o chão e depois para a celestial, como se pedisse permissão para sentar, e a ruiva assentiu, entendendo seu recado. Tomou a liberdade de espojar-se sobre o solo, sentindo a grama fresca se entrelaçando entre seus dedos. Havia uma sensação de liberdade ali.

Frie, eu acho que conheço alguém que pode te ajudar… — a celestial proferiu, quase pensativa. Frieryat lançou um olhar curioso para ela. — Baba-Yaga. Ela pode te ajudar muito mais do que eu.
Claro! — Já ouvira muito falar da velha Baba-Yaga, e realmente por tudo que lhe havia sido dito, ela realmente devia ser a pessoa correta a procurar. Ela se levantou animada limpando a própria roupa, e depois sua animação murchou um pouco. — Como eu vou encontrá-la? — A falta de esperança era evidente em sua voz, o que fez a ruiva rir com vontade.
Boba! Eu te levo. — O olhar que a ceifadora lhe lançou era curioso, quase inquisitivo. — Digamos que somos… — a celestial buscava palavras no ar enquanto seus olhos mudavam de Frieryat para os mascotes. — Velhas conhecidas…

A ceifadora não questionou, por não ver razões para tal, apenas assentiu e chamou seus mascotes, que vieram acompanhados das raposas de Magnólia. Eram mesmo amigos inseparáveis aqueles quatro, e aquele era, para Frieryat, mais um motivo para ter seu coração aquecido. Ela se ajoelhou e acariciou a cabeça de Rhysand e a de Wëdir.

Vocês ficarão no Acampamento até que eu volte, estão ouvindo?
E tem como não ouvir? — Perguntou Rhysand, entendiado.
Cala a sua boca! — Falou ela, emitindo uma risada baixa. A raposa mordiscou sua mão de leve. — Voltamos logo.

Na verdade ela não tinha certeza nenhuma daquilo, sequer sabia onde Baba-Yaga morava, mas confiava em Magnólia e seguiria a amiga até a velha. Faery criou mais um portal para o Acampamento Meio Sangue, pelo qual as duas semideusas e os quatro animais chegaram ao local em segurança. A ceifadora bateu à porta do chalé de Apolo, procurando por Jonas que logo apareceu, prontificando-se a cuidar dos pestinhas dela, e também das mascotes da filha de Eos.

Okay, rosinha, vamos ao Bronx! — A ruiva exclamou, deixando Frieryat animada para os próximos passos das duas.

Mas antes de partir, a rosada fez questão de conversar com o diretor de atividades do Acampamento, para explicar mais ou menos a situação. Não que o centauro tenha lhe dado algum crédito. Já que não morava mais no Acampamento, ela não era mais responsabilidade dele exatamente. Por fim, ela apenas se despediu e partiu com Magnólia.

A noite já havia chegado há tempos quando as garotas tomaram um táxi até o Bronx, e foram deixadas próximas a um terminal de gás e petróleo que havia na costa. O movimento era pouco àquelas horas, o que facilitou Frieryat e Magnólia abrirem, as duas, seus pares de asas e alçarem voo ao céu, especialmente estrelado, daquela noite.

Enquanto planava no ar, muitos metros acima do chão, a ceifadora observou a amiga de soslaio. Era bonito vê-la voar e se sentiu tentada a perguntar como ela se sentia ali, mas devia ser a mesma sensação que a própria sentia. Era como se fosse livre. Como se, ali com o vento cortando seu rosto, ela fosse invencível. Como se pudesse fazer qualquer coisa que quisesse. Como se ela mesma fosse o ar. A sensação era incrível para a ceifadora, e um momento de prazer. Sentia como se seu corpo fosse invisível, ou melhor, como se seu corpo deixasse de ser matéria e passasse a ser apenas poeira. Poeira de estrelas. Mergulhou então naquele sentimento, e deu um rasante sobre a água. Seus olhos fechados, apenas deixando que cada milímetro de pele, carne e ossos virasse um só com os domínios de Zeus.

Esteve o tempo inteiro tão absorta em seus pensamentos e sentimentos que Magnólia precisou indicá-la a ilha para que ela, finalmente, acordasse de seus devaneios. Aprendera a sonhar acordada desde que havia deixado de dormir. North Brother Island. Santuário dos pássaros. Ilha industrial, cheia de velhos e abandonados bunkers. Acesso proibido até mesmo para americanos. Lar da velha Baba-Yaga.

Frieryat estava pronta. Pousou com a amiga e recolheu as asas, respirando fundo.


{...}

A celestial encaminhou Frieryat até a casa de Baba-Yaga. A grande casa móvel com pés de galinha assustaria qualquer ser humano desavisado, e talvez até alguns semideuses, mas a filha de Hécate observou a casa com ar de graça. Ainda não conhecia a velha bruxa, mas já gostava dela. Dentro da casa-galinha, Magnólia introduziu a amiga à velha e deixou as duas conversarem, apenas ouvindo o diálogo.

— »Conheço seu coração, filha da magia« — disse a velha Yaga em alemão, antes mesmo que a ceifadora pudesse abrir a boca. Ela sequer olhava para Frieryat naquele momento. — »Conseguirá o que quer, e ainda mais do que espera.«

A rosada estava surpresa. O queixo caído, as reações possíveis lhe fugiam. Por um instante esqueceu até mesmo do que estava fazendo ali.

Então senhora sabe o que eu quero?
Eu sei de todas as coisas, criança… — Suspirou a velha, mostrando um sorriso metálico ao colocar duas xícaras de chá sobre a mesa.
E pode me ajudar? — Perguntou ela num sussurro. A voz baixa saiu quase como um soluço e ela se apressou em beber do chá que recebera.
Posso te dizer onde ir. — A bruxa idosa desenhava com a unha um mapa imaginário sobre a mesa. — O resto caberá a você para fazer.

A ceifadora assentiu, e observou o líquido dentro de sua xícara. Era a ilha irmã daquela em que a velha bruxa morava. South Brother Island. Um santuário da vida selvagem. Aquilo dava à Frieryat muito no que pensar. Se já havia vida lá, ela conseguiria comportar todos os outros animais lá também?

Sim, conseguirá. — Respondeu a idosa, e logo em seguida Baba-Yaga começou a travar uma conversa com Magnólia enquanto ela se perdeu em seus pensamentos.

Pensava em todas as coisas, arquitetava tudo que deveria fazer.

Reúna as raposas que conseguir. Elas serão sua melhor fonte de conhecimento acerca de Arcádia. — A sugestão da senhora fazia todo o sentido e a ceifadora apenas assentiu para ela, levantando-se da mesa. — Me mudarei para lá tão logo você terminar sua missão, cria da magia.

Despediu-se da idosa, levantando-se da mesa. Juntas, ceifadora e celestial se encaminharam até a porta da casa, mas a voz da mulher fez com que as duas parassem.

»Há respostas sobre Alphonse em Indianápolis, cria da magia. Seu sangue clama por saber.« — As palavras da velha Yaga proferidas em alemão atingiram Frieryat em cheio quando ela girou a maçaneta da porta para partir. Um calafrio percorreu toda a sua espinha.

Alphonse. Alphonse Ackerman. Possivelmente, seu pai.


{...}

Frieryat assistiu o Sol nascer pela janela do quarto do chalé de sua mãe. Rhysand e Wëdir ressonavam, o chie como sempre dormia sobre o corpo da raposa. Alguns poucos de seus irmãos e irmãs estavam ali, e estes também dormiam profundamente. O chalé inteiro parecia meio vazio e por isso ela se levantou antes de todos acordassem, se encaminhando para a biblioteca do chalé.

Em suas estantes, buscou algum velho livro de magia, que lhe falasse mais sobre a névoa e sobre como manipulá-la. Ela precisava, mais do que antes, fazer com que a ilha realmente deixasse de existir para os mortais. Uma nova irmã veio lhe chamar para o café da manhã, era apenas uma criança que não podia ter mais do que 11 anos, para quem a ceifadora sorriu abertamente dizendo-lhe que não se preocupasse com ela. A menina deixou a biblioteca calada, mas sorriu suavemente para a mais velha.

Rhysand e Wëdir invadiram o local tão logo a pequena saiu, o que deixou Frieryat com dois animais famintos. Rhysand parecia animado, balançando o rabo e dando pequenos pulinhos, até que por fim pulou no colo da dona.

Ei Frieryat, vou mesmo encontrar a Maeli? — Perguntou ele, pronto para correr para o lado de fora do chalé.

A ceifadora assentiu, rindo para o animal.

Também quero encontrar um chie — resmungou Wëdir, e ela podia jurar que ele cruzaria os braços se tivesse como. A imagem em sua cabeça a fez rir ainda mais, e tomou o cachorro alado nos braços.
Encontraremos em algum momento, Wëdir. Não se preocupe. — Ela o tranquilizou acariciando atrás de sua orelha. — Agora vamos. Precisamos pastorar a porta do laboratório de Stefan e pedir à minha mãe que ele resolva aparecer por hoje.

Com o chie ainda nos braços, ela saiu do chalé acompanhada de Rhysand. Passou em seu próprio laboratório, somente para constatar o quanto ela precisava cuidar melhor da organização de suas coisas. Prometeu – ou obrigou – a si mesma a voltar ali depois de conversar com o irmão para poder dar uma geral no lugar. Havia livros abertos sobre frascos, e instrumentos variados nos locais mais inimagináveis. Cutucou Rhysand com o pé ao ouví-lo reclamar com ela sobre o local. Estava achando ruim, ele que fosse lá limpar.

Descobriu a porta do laboratório do italiano e sentou-se em frente, esperando algum sinal dele. Teve tempo de brincar com suas próprias raposas o suficiente para quase desistir, até que Rhysand pareceu ficar alerta, seu rabo abanando numa velocidade que ela nunca havia visto e o homem de aparências ao mesmo tempo rústicas e suaves surgiu, aproximando-se de seu laboratório. Frieryat sabia que havia toda uma história diferente no background de seu meio irmão, mas ela não havia se aprofundado muito em conhecer os outros filhos de Hécate tanto quanto havia feito com Melinda. E ainda tinha ela… Mas, eram coisas a se pensar depois.

De toda sorte, até a forma como Stefan andava era mais altiva, sua postura era de fazer inveja à quem o assistisse praticamente desfilar daquela forma. Acorda, maluca! Vai falar com ele. De súbito, ela se levantou, e o Shadow deu um pulo na frente dela, mas a ceifadora o cutucou com o pé, para que ele não falasse nada até que ela o permitisse. A Maeli realmente acompanhava o rapaz, assim como um pequeno morcego. Frieryat sorriu para os três.

Bom dia, irmão. — Cumprimentou ela, acenando para com o grande sorriso estampado em seu rosto. — Bom dia, pequeninos.
Boungiorno sorella! — As palavras em italiano não lhe eram completamente estranhas, mas ela não sabia de fato o que significava sorella. Não tinha muito tempo para perguntar também. — Estes são Midnight e Fayre — apresentou ele apontando para o morcego e para sua raposa, seus olhos logo viajaram até Rhysand, que se controlava para não pular na Maeli. — Vejo que já está habituada com as raposas de Arcádia. — O sotaque dele era carregado, e o sorriso sincero.

Mas…

Fayre?! — Perguntaram Frieryat, Rhysand e Wëdir ao mesmo tempo, quase alarmados. Os três se entreolharam e a Maeli se aproximou devagar, o Shadow se aproximou dela, farejando ar ao seu redor e seu rabo voltou a balançar freneticamente. — Há uma raposa, a Myst, que possui um nome bem parecido. Faery. — Explicou ela ao irmão, que sorriu complacente. — Mas tem uma coisa que eu queria tratar com você…
Certo! — Exclamou ele, e indicou a porta de seu laboratório, num convite para que entrassem.

Dentro do ambiente ordenado pelo irmão, a ceifadora despejou sobre o rapaz todos os seus desejos, anseios e medos em relação aos animais.

E claro, eu já tenho três raposas de Arcádia pra me ajudar… — disse ela, após explicar sobre seu plano. — Mas eu gostaria de contar toda a ajuda possível. Reunir quantas pudesse para que conseguisse trazer Arcádia à vida novamente, o mais próximo possível do que era antes. Mesmo sem a existência física de Pã, eu acredito que ele vive em todos nós. Parte de mim acredita que devo isso à ele.

O italiano ficou um tempo parado, seu olhar perdido em algum ponto entre seu laboratório e algo que Frieryat não enxergava, mas sabia que não estava ali. Por fim, ele assentiu e olhou para sua própria raposa.

Se for do desejo de Fayre, ela pode ir com você. — A Maeli se aninhou nas pernas do dono, olhando para Rhysand logo em seguida.

O Shadow deu pulinhos e pequenas lambidas nas pernas da ceifadora que sorriu para ele. Aquilo significava um sim. Um belo e reconfortante sim. Fayre se aproximou de maneira calma de Frieryat, enroscando-se em suas pernas, e a ceifadora acariciou o topo da cabeça da raposa sorrindo.

Obrigada, aos dois, pela confiança. — A gratidão estampada verdadeiramente em seu sorriso. — Assim que for começar, contatarei vocês pra que possa reunir as raposas.
Obrigado, Fayre — disse Rhysand, lambendo o topo da cabeça da Maeli, que pareceu se animar com o ato.
Ah, mas isso é tããããão fofinho! — Brincou Wëdir, se despedindo de Stefan e seus mascotes e saindo na frente. — Não tem perigo, gente! Vamos! — E voou pelo corredor dos laboratórios. — UHUUUU!

Frieryat olhou quase desacreditada para o seu chie.

Desculpe por isso — pediu, coçando o queixo. — E obrigada de verdade. Até mais, irmão. Até mais, Fayre e Midnight!

Junto com o Shadow, ela saiu do laboratório do irmão, rumando para pegar um portal até Nova Roma, onde esperava encontrar com a outra dona conhecida de uma raposa de Arcádia.


{...}

Foi rápido descobrir que a dona da quinta raposa de Arcádia estava trabalhando na loja de Hela e Nayoung em Nova Roma. Seria a segunda vez que Frieryat entraria na loja da irmã, e ainda lembrava da pontada de desespero ao ter que pegar o filhote de cão infernal lá dentro, temendo que ele destruísse a loja inteira. Passou pela Fantastic Beasts avisando que talvez se atrasasse um pouco para seu turno, mas logo chegaria.

A fachada da Underworld’s Poisons era agradável para a bruxa, que quase sentia como se estivesse em casa por ali. Adentrou na loja com cuidado, mandando Rhysand e Wëdir ficarem quietos mais uma vez, e logo uma garota loira se aproximou com um grande sorriso no rosto.

Em que posso ajudá-la? — perguntou ela, com ar quase infantil.
Eu não vim comprar nada hoje — começou a explicar a ceifadora, que logo observou a menina fechar um pouco a cara. — Na verdade, estou procurando por Lola. Lola Kim.
Eu sou Lola Kim… — respondeu a loira desconfiada, e Frieryat sorriu para ela. — Eu juro que não fiz nada de errado, eu só estou trabalhando.

Aquilo fez a ceifadora soltar uma gargalhada, e colocar uma mecha do cabelo cor de rosa atrás da orelha. O que será que deixava a outra quase perturbada por tão pouco?

Não sei se fez algo de errado, mas realmente preciso conversar com você. Sobre sua raposa de Arcádia.
Ah, mas o Paddington nem tá aqui…
Tudo bem, eu preciso mesmo tratar disso com você.

Então Lola deu abertura para que a rosada começasse a explicar seu planos, desejos e anseios. A menina escutava tudo com atenção, Frieryat quase podia enxergar seus neurônios fazendo sinapse. Ao final de toda a história da ceifadora, ela deixou que a filha de Hades tomasse seu tempo para revisar tudo na própria cabeça, e enfim dar o seu aval.

Onde entramos eu e o Paddington nessa história toda? — Perguntou ela, fazendo os ombros da ceifadora murcharem  um pouco.
Bom, na verdade eu gostaria de reunir as raposas já adotadas pra, com a ajuda delas, eu criar um ambiente o mais próximo possível do local onde eles nasceram. Que seja seguro… Para todos os animais… — Explicou ela com calma, juntando a palma das mãos frente ao peito. — Queria sua permissão para que Paddington pudesse me ajudar.

A loira pareceu ponderar sobre a questão e bateu palminhas animadas.

Tudo bem, tudo bem. Só cuide bem dele, okay? Eu gosto dele.
Obrigada, Kim. Não vou deixar que nada aconteça com seu Nimb.
Obrigado. Vou gostar de ver meus irmãos reunidos. — Disse Rhysand, se pronunciando pela primeira vez desde que entraram na loja.

Frieryat enfim se despediu, dizendo que logo entraria em contato com ela para buscar o Nimb, e se encaminhou para o seu trabalho na Fantastic Beasts. Precisava caprichar no seu trabalho já que iria tirar alguns dias de folga até resolver tudo aquilo. Queria começar o mais rápido possível para que, tão logo, os animais pudessem ter refúgio mais uma vez. E não tinha mais tempo a perder. Ao final do dia de trabalho, resolveu voltar para a Gruta em vez de ir ao Meio Sangue. Haviam alguns trabalhos para lorde Tânatos que ela precisava realizar, afinal, não era apenas cuidadora de animais na Fantastic, e ainda haviam muitas almas no mundo que precisavam se desprender e partir para o lugar de direito dos mortos.

Trabalhou dobrado naquela noite, confiando que Rhysand e Wëdir não destruiriam a gruta. Encaminhou todos os tipos de alma para o Submundo e o dia raiava quando ela finalmente cumpriu com tudo que lhe fora designado por seu patrono. Era hora de uma breve visita à futura Arcádia.








frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
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Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Seg Nov 18, 2019 2:55 pm

new arcadia

O que vamos fazer hoje, Pinky??
Vamos reconstruir Arcádia, Cérebro.

{...}

Da costa do Bronx a ceifadora levantou voo com suas asas, e sentiu o corpo pesado contra o vento naquele amanhecer. Batendo suas asas negras contra o vento, a ceifadora planou no ar até avistar South Brother Island, uma ilha menor do que aquela onde Baba-Yaga vivia, mas de mata igualmente densa e fechada. Era um santuário da vida selvagem, e agora mais do que nunca o seria. Esconder a ilha seria trabalhoso e demandaria muito de sua energia, mas ela estava disposta a despender toda a quantidade de chi possível para alcançar seu objetivo.

Desceu sobre a areia branca e firme da ilha, recolhendo suas asas e respirando fundo. O Sol já brilhava quase forte demais, e aquilo fazia com que ela cansasse mais rápido, mas naquele momento não importava. Ela precisava explorar a ilha um pouco. Descalçou os tênis que usava, apenas para ter a sensação de casa, de quando andava na Floresta Negra com nada impedindo o contato direto de seus pés com o solo do local. Era daquela forma que gostava de estar, entrando em contato com a natureza, tornando-se uma só com ela.

Caminhava entre as árvores, fazendo pequenos zigue-zagues. Suas mãos tocavam cada tronco de árvore que havia ali. Não seria um trabalho tão árduo, talvez, já que a flora do lugar era muito diversificada. À medida que andava ali, tinha certeza de que seu maior trabalho seria realmente esconder aquele lugar. Se distraiu tanto que não percebeu quando caiu em uma armadilha. Sufocou um grito quando foi pega de surpresa, sendo suspensa no ar e tendo seu corpo desconfortavelmente alocado na rede que a segurava. Mas que merda é essa?

Quem é você? O que faz aqui? — Perguntou uma voz que era firme, mas quase animalesca. A ceifadora procurou, no solo e nas sombras de onde vinha a voz. — Não vai me ver se não me responder.
Meu nome é Frieryat — respondeu ela suspirando, sem muita força de vontade para resistir à emboscada. — Tenho planos para a ilha.
E que me importa seu nome? — Perguntou a voz, quase debochada que fez a ceifadora revirar os olhos. — Quero saber quem é você, e quais são os planos para a ilha, sua planejadora.

E lá vamos nós…, pensou ela, suspirando mais uma vez. E pensar que achava que seriam tranquilas as coisas por ali.

Sou uma ceifadora, uma bruxa. Um brilho de arco íris. Sou alguém que quer proteger os animais. Mas não posso te contar meus planos se eu não souber quem é você.

O sátiro surgiu do meio das folhas, onde esteve camuflado o tempo inteiro. Seus olhos grandes e castanhos olhavam a rosada com curiosidade. Ela o encarava com o mesmo sentimento, suas pernas de bode, seus pequenos chifres, os cachos acobreados na cabeça. Era um serzinho bem engraçado e ela prendeu uma risada, tornando os lábios uma linha fina em seu rosto.

Um sátiro, hein? Frieryat, filha de Hécate, ceifadora de Tânatos. O arco íris mágico da morte. É um prazer. Pode me soltar?
Sou Amon. — Respondeu ele rápido, puxando um dardo afiado e atirando na corda que prendia a rede onde a ceifadora se encontrava. A semideusa caiu no chão com um baque, batendo as costas contra o solo molhado da floresta. Para sua sorte a terra era fofa e amorteceu um pouco a queda, mas o impacto ainda causou um pouco de dor nela, que fez uma careta ao olhar para o sátiro. — Está solta. Quais seus planos para com a ilha? Sério. Aqui é local proibido até mesmo para semideuses, e somente alguns sátiros e filhos de Deméter ficam por aqui, para cuidar da ilha. Não pode ficar aqui.
Calma, Amon, deixa eu explicar. — Pediu ela, levantando as mãos frente ao peito com as palmas voltadas para a frente em sinal de rendição. — Somente animais comuns do mundo mortal vivem aqui? — O sátiro assentiu, com um olhar quase inquisitivo agora, seus braços estavam cruzados sobre o peito. — Então… Eu sou uma amante dos animais, e tenho dois serezinhos pelos quais eu prezo mais do que a minha própria vida. São um chie, chamado Wëdir, e Rhysand, uma raposa de Arcádia. — Ver o rosto do homem bode se iluminar foi o suficiente para fazê-la finalmente levantar. — Eu quero fazer dessa ilha um refúgio para eles também. Talvez tirá-la do mapa, manipulando a névoa para que os mortais acreditem que a ilha submergiu.

Amon coçou a barbicha rala que tinha no queixo, analisando Frieryat da cabeça aos pés. O sátiro era poucos centímetros mais alto que a ceifadora, então quase parecia que ele estava apenas olhando-a de igual para igual. A rosada deixou que ele a observasse, precisava que o sátiro confiasse nela e acreditasse em suas boas intenções. Ela fez menção de abrir a boca e citar Baba-Yaga, mas não sabia quanto o sátiro confiava na velha bruxa por isso sufocou as palavras e encolheu os ombros.

Está bem… — murmurou o sátiro, virando o olhar para o céu. — Na verdade é uma ótima ideia, Frieryat. Fico feliz que algumas raposas tenham sido adotadas e também fico feliz que existam semideuses como você, que se preocupam com eles.

A filha de Hécate sorriu encabulada, encolhendo ainda mais os ombros.

Tenho visto muitas coisas, Amon. — Disse ela, finalmente relaxando os ombros. — Quero protegê-los, e espero poder contar você nessa missão.
Pode contar. Comigo e com os outros que moram por aqui.
Obrigada. Em breve voltarei, com as raposas que pude reunir, e transformarmos a ilha em um lugar seguro.

Amon assentiu e estendeu a mão para ceifadora, que não hesitou em apertá-la. Ali selaram um trato de ajuda mútua, um prenúncio de amizade.[/color]


{...}

Uma semana depois.

Frieryat precisou de uma semana para se certificar de que nada daria errado. Tornou a falar com Lola e Stefan, e nem por um segundo deixou que Magnólia esquecesse que logo precisaria passar um tempo com Aelin e Faery. Se sentiu nervosa por cerca de 24 horas, durante sete dias seguidos. Não dormir também não ajudava em nada naquele momento, mas ela tinha certeza que mesmo se sentisse sono, não conseguiria dormir por um segundo sequer. Até piscar fazia a ceifadora pensar que estava perdendo alguma coisa.

Quando enfim o dia chegou, ela sentiu uma sensação que jamais conseguiria colocar em palavras. À beira da praia do Acampamento Meio Sangue se viu reunida com não uma, ou três, mas sim cinco raposas de Arcádia. Das oito que havia no mundo. Era como se o próprio Pã a tivesse abençoado.

E um chie. Claro.

As raposas pareciam animadas, seus olhinhos iam da ceifadora para o Shadow e seus rabos abanavam em uma velocidade quase frenética. Porém a ceifadora só conseguia se comunicar com Rhysand. Ela se virou séria para o Shadow, encarando-o com as mãos coladas uma na outra e próximas ao rosto.

Como vocês se comunicam?
Não vou contar. — Rhysand respondeu, petulante, fazendo Wëdir soltar uma risada abafada e debochada.
Anda, Rhys. Isso é sério. Como é que vocês se comunicam? — A voz de Frieryat era uma súplica quase desesperada.
Eu não vou te contar nada!
RHYSAND, VOU TE DAR UM CHUTE! — Gritou ela, jogando a Pokemonster que possuía no chão. A pequena bola quicou na areia e a força a fez voltar direto na cabeça da raposa de Arcádia.
TACA A MÃE PRA VER SE QUICA, FRIERYAT! — Grunhiu o Shadow.

A ceifadora grunhiu e bufou. Rhysand e Wëdir sufocada uma risada que  fez semicerrar os olhos para os dois.

Vocês estão de complô contra mim! — Constatou ela, levando as mãos para a cintura. — Eu não estou nem acreditando no que meus olhos veem de tão absurdo!

Os dois animais caíram na gargalhada, e a ceifadora bufou mais uma vez, voltando sua atenção para as outras raposas. Ela se abaixou, acariciando a cabeça da Maeli, olhando cada uma das raposas nos olhos.

Não liguem pra eles, okay? A diversão daqueles dois é me fazer de boba… — Suspirou e voltou seus olhos para a Myst, sorrindo para ela abertamente. — Fae, pode nos levar até South Brother Island?

A raposa de Magnólia lambeu o rosto da ceifadora, numa resposta positiva. Com um pouco de esforço, a Myst abriu um portal Rhysand e Wëdir passaram por ele primeiro e juntos. Em seguida passaram Aelin, Fayre e Paddington. A ceifadora estendeu os braços para a Myst, que não hesitou em pular no colo da semideusa.

Vamos juntas, Fae. — E com a raposa de pelagem branca em seus braços, Frieryat pulou no portal aberto pela Myst.

Tão logo se viu na costa da pequena ilha, o portal se fechou atrás de si. Os animais que já haviam chegado estavam brincando na areia branca, e logo Faery pulou de seus braços para o chão. A cena encheu o coração de Frieryat da certeza de que estava fazendo a coisa certa. Estava assegurando o futuro daqueles animais incríveis e  amáveis e lendários. Ela sorria boba para as raposas e o chie, quando Amon chegou acompanhado de duas ninfas da floresta e três semideuses.

Montei uma força tarefa especial — Riu o sátiro, apresentando todos.

Ittya, Halanaestra, America, Floyd e Zoë. Além do próprio Amon, todos prontos e dispostos a ajudarem a ceifadora. Era tudo que ela precisava.

Podemos ir para o centro da ilha? — Perguntou ela, seus olhos vidrados nos habitantes de lá, que assentiram, rumando para o local sugerido.

Frieryat virou-se para chamar os animais, mas todos estavam concentrados em Rhysand, que parecia lhes dizer alguma coisa. Curiosa, a ceifadora pediu que os outros esperassem e se aproximou dos animais. Wëdir voava contente ao redor das raposas. Havia uma sombra de sorriso singelo no rosto de Aelin, Faery, Fayre e Paddington, e os quatro olhavam a filha de Hécate com algo que ela quase identificou como gratidão. Ela sorriu para eles de volta, mas sentia a necessidade desesperada de entender o que estava se passando.

O que disse para eles? — Perguntou, encarando seu Shadow.
Nada…
Anda, Rhys. O que você falou pra eles?
Nada, Frieryat. Você parece que é doida. — Respondeu ele, rumando para a floresta, em direção ao grupo que os aguardava. — Me deixa em paz.
Fala, Rhysand! — Exclamou ela, jogando a Pokemonster na direção do Shadow, que conseguiu desviar.
NOOOOOOSSA, SUA MALUCA! — Gritou a raposa de pelos arriscados, virando para ela de olhos arregalados. — FALEI PRA ELES CONFIAREM EM VOCÊ.

Wëdir e a rosada caíram na gargalhada, achando graça da maneira como o Shadow demonstrava seu carinho para com a dona. Rhysand bufou e correu para o grupo que também ria com gosto da situação. As outras raposas correram logo atrás, sendo seguidos por Frieryat e o chie.

No centro da ilha, deixou que Rhysand conversasse com os semideuses e as ninfas, enquanto ela mesma concentrava sua energia na névoa, para manipulá-la ao ponto de fazer parecer aos olhos humanos que a ilha submergira. Sabia que com o monitoramento dos satélites, logo a notícia se espalharia por todo o mundo. Movia os braços e os dedos com leveza, como quem puxa um cobertor sobre outra pessoa, tão suavemente para não acordá-la que o ato é quase imperceptível. Esse cobertor vinha de todos os lados, para que a ilha inteira fosse "perdida" para os mortais.

Seu corpo estava cansado, seus pulmões pareciam em chamas. Como se ela tivesse engolido fogo. Tudo nela ardia e queimava, mas ainda assim, se aproximou lentamente do grupo que conversava. Rhysand e Wëdir vieram ao seu auxílio assim que perceberam o estado da dona. O chie apoiava o corpo na cabeça de Frieryat, enquanto o Shadow andava encostado em sua perna. A boa intenção era suficiente para que ela tivesse forças para se aproximar do grupo.

Podemos abrir uma campina aqui? — Perguntou ela com a voz fraca, olhando para os filhos de Deméter. — Não quero destruir nada de verdade, mas acho que para os seres místicos um campo aberto será melhor do que uma mata fechada. Como era em Arcádia, Rhys?
Eu não lembro muito bem, mas Fayre está dizendo que realmente vivíamos em um jardim. Com árvores espaçadas e muitas flores.
Flores brancas e lilases? — Perguntou Wëdir, cheio de esperança.
Sai pra lá com suas flores brancas e lilases…
Rhys… — Chamou a ceifadora, com tom de repreensão. Sua atenção voltada para o filhos de Deméter que ouviam com atenção. — Podemos ter uma campina com flores brancas e lilases?
Claro! — Respondeu Floyd animado, olhando para as irmãs com um sorriso largo no rosto. — Vamos?

Os três semideuses uniram-se às ninfas, Amon guiava todo o espetáculo que se seguiu. Imprimindo uma força que Frieryat sequer conseguia pensar em usar, os cincos seres ligados à natureza conseguiram afastar as árvores sem destruí-las, criando um campo aberto e gramado, com sombra fresca espalhada em vários pontos. Só aquilo quase parecia o suficiente para a semideusa, mas ela sabia que precisava de mais para os animais.

Ittya e America trabalhavam nas flores brancas e lilases de Wëdir. Enquanto uma fazia nascer as flores, a outra cuidava de seus tamanhos, algumas pequeninas, outras quase do tamanho de Frieryat. Certamente logo ali seria o paraíso. Como o jardim no Palácio Celestial. O chie correu para brincar com as flores, e Rhysand continuava dando descrições do local onde nascera. Paddington e Fayre ajudaram bastante, dando muitos detalhes. Faery e Aelin observavam e brincavam, e vez por outra Rhysand trazia uma nova informação delas duas.

Podemos ter algumas montanhas?... — Perguntou a ceifadora, quase envergonhada, mais para as raposas do que para os semideuses e as ninfas. — É para os dragões...

Rhysand encarou seu irmão e suas irmãs, uma expressão ao mesmo tempo séria e suave em seu rosto. Logo voltou o olhar para a dona, acenando com a cabeça.

Pela maioria, ficou acordado que se eles puderem fazer montanhas, teremos montanhas para os dragões.
Maioria? Você votou contra, né? — Perguntou ela, semicerrando os olhos na direção do Shadow.
Nossa! Mas por que você acha que fui eu? — Resmungou ele, virando de costas. — Você me faz parecer o vilão…
Rhysand, eu te conheço não é de hoje… Deixa de ser besta.
É Rhys, vou ter que concordar com a Frifri. Você é chatão…

O Shadow bufou, e as raposas emitiram um ruído que parecia uma risada, o que fez todos os outros rirem também. O trabalho árduo continuou, com os semideuses e as ninfas fazendo crescer montanhas, flores e árvores. Ao final todos estavam exauridos, mas as raposas e os chies brincavam livremente entre as flores e montanhas, correndo como o vento. O grupo de seres semidivinos e mitológicos sentou, recostando-se nas árvores que foram espalhadas espaçadamente pelo local. A ceifadora fechou os olhos para agradecer, numa prece, aos seus deuses, depois de passar seu squeeze para cada um ali presente, que trabalhou duro para ajudá-la a realizar o que, sozinha, jamais conseguiria. À Hécate, Tânatos, Íris, Deméter. E à Pã. Principalmente ao deus morto, mas jamais esquecido pela ceifadora.

Enquanto observava novas ninfas se aproximando do local, oréades nas montanhas, antríades nas cavernas dos montes terrosos, limáquides, antusas e hamadríades, todas tomando seus locais de proteção, em sua mente havia diversas palavras de gratidão ecoando. Notou os olhares das raposas sobre ela, cada par de olhos que a encarava estava brilhante e feliz. Uma lágrima brotou no olho da rosada, que uso as costas da mão para espantá-la, mas era tarde demais. Ela estava chorando pela terceira vez na vida.

A Myst se aproximou dela devagar e pulou em seu colo. De forma suave, Frieryat apertou a raposa espiritual em seus braços, beijando o topo de sua cabeça e ganhando uma lambida na bochecha em retribuição. Os animais não sabiam, mas ela estava grata por todos eles ali. Soltando a Myst, se virou para o grupo que a ajudou, vencendo seus desafios e abraçando cada um deles, agradecendo-os imensamente pelo auxílio. Sem eles ela realmente não teria conseguido.

Agora todos os animais estarão seguros — disse ela, a satisfação evidente em sua voz. — Não sei como os animais mágicos chegarão aqui, mas eles virão.
A notícia já começou a se espalhar, Frie. — Disse Rhysand, se aproximando do grupo e se jogando nas pernas da dona. — Logo dragões, chies, balus, raposas, grifos e tantos outros estarão aqui. E estarão seguros.

Ela assentiu para seu Shadow, se virando para as raposas.

Hora de irmos para casa, amiguinhos. — Sua voz saiu mais melodiosa do que ela esperava.

Raposas e animais selvagens da floresta se aproximaram, muitos saindo das sombras das árvores e adentrando a campina. Se prepararam ao redor dela, como se estivessem todos prontos para ir. Ela conteve uma risada, e acariciou seu chie, voltando sua atenção para os animais selvagens.

Vocês ficam aqui, mas prometo lhes visitar sempre que possível.

Tão logo os outros se dispersaram, voltando à seus afazeres. Restando apenas os três filhos de Deméter, as ninfas e o sátiro. Sorrindo consigo, a ceifadora esperou que Faery abrisse um portal para o Acampamento Meio Sangue, onde devolveria as raposas para seus respectivos donos.

Voltarei em breve para ver como estão as coisas. — Disse ela ao grupo, acenando. — Muito obrigada de verdade, a todos vocês.

As raposas foram entrando uma a uma no portal, e por fim, Frieryat, Rhysand e Wëdir atravessaram juntos. A Myst logo fechou a fenda, e a ceifadora fez as raposas caminharem ao lado dela enquanto foi passando de chalé em chalé. Primeiro, no de Hades, onde deixou Paddington sob os cuidados de Lola mais uma vez, agradecendo à loira por ter deixado a raposa ir.

Ele está feliz — constatou a prole do deus do submundo, observando seu mascote. — Eu que devo agradecer, então… Eu acho…
Não precisa. Foi um prazer estar com todos eles juntos.

Se despedindo, a ceifadora rumou para o chalé de Eos, onde Magnólia prometeu que esperaria pelo retorno deles todos. Faery e Aelin pularam para o chalé, depois de cada uma receber uma lambida de Rhysand e Wëdir.

Estão entregues, Mag. Obrigada! — A ceifadora abraçou a amiga que retribuiu, com um sorriso tímido no rosto. — O que houve?
Sobre Magnólia…
O QUE? — Ela gritou, nervosa e sentiu o rosto queimar instantaneamente. — Desculpe. O que houve? Você é irmã gêmea dela? Espero que não seja má.

A celestial caiu na gargalhada.

Não, Frie. É que meu verdadeiro nome é Maisie. Maisie De Noir.

Frieryat, Rhysand e Wëdir deixaram o queixo cair na mesma hora, e logo não estavam entendendo mais nada. Foram precisas algumas horas para que Frieryat conseguisse entender tudo verdadeiramente. Sobre Maisie, Koda, Catherine, Magnólia. Sobre tudo. E sobre a dor que a amiga sentira. Ela não conseguia imaginar a dimensão daquele sofrimento.

Bom, fico feliz por você, Mag. Maisie. Er… Acho que vou levar um tempo para me acostumar… — Disse ela em tom de desculpa, coçando a cabeça com a canhota e levando o dedão da destra até a boca, mordendo-o. — Estou verdadeiramente feliz por você. É um bom dia. Hoje.

Por fim, se despediu da amiga, rumando para o próprio chalé, onde encontraria Stefan que esperava, junto a Midnight, pela Maeli, que logo correu ao encontro do dono. O rapaz também parecia igualmente contente de reencontrar sua raposa, e Frieryat se enchia de alegria ao ver que todas as raposas estavam sendo bem cuidadas e amadas.

Foi na hora do jantar que Frieryat descobriu que a outra parte de seu plano havia dado certo. Murmurinhos corriam o refeitório, dizendo que uma ilha de Nova York havia afundado, sem nenhum prenúncio. Simplesmente submergira. Isso é coisa de bruxa. Ouviu alguém dizer olhando na direção da mesa de sua mãe, e escondeu um pequeno riso pois tinham razão, era mesmo coisa de bruxa.








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Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Seg Nov 18, 2019 3:15 pm

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O que vamos fazer hoje, Pinky??
spoilers, cérebro...
Recompensa desejada:
Nome da benção: Canto da Siringe
Descrição: Por ter trabalhado na reconstrução de um antigo refúgio de animais, que outrora era cuidado pelo deus Pã, Frieryat recebeu o dom da melodia da Siringe, flauta do deus. Ao falar com animais, Frieryat pode convencê-los a segui-la e lutar ao lado dela. Assim, uma vez por missão/evento/MvP a semideusa pode convocar 10 animais nas redondezas para batalha ao seu lado.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: 20 MP para animais comuns, 60 MP para animais mitológicos.
Extra: Os animais lutam ao lado de Frieryat e seus aliados por 5 turnos. Cada um deles possui 200 HP/MP. Os animais devem ser especificados no post da semideusa.

Poderes Passivos:
Hécate:
Nenhum.
Tânatos:
Nível 49
Nome do poder: Voo noturno II
Descrição: Ao usarem das asas para voar durante a noite, quando o ceifador encontra mais força, o cansaço durante o voo é anulado, permitindo que o ceifador realize longas viagens sem ser afetado pela fadiga.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.
Íris:
Nenhum.

Poderes ativos:
Hécate:
Nível 7
Nome do poder: Nevoa II
Descrição: O semideus aprendeu a lidar melhor com a nevoa do mundo em que vive, a agora já sabe usa-la para mudar situações mais drásticas, recorrendo a magia para enganar humanos e monstros, e consegue inclusive, deixar outros semideuses cegos para algumas coisas. Agora já consegue encobrir o próprio rastro e de outras duas pessoas por três turnos inteiros.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Quando em batalha dura 3 turnos, quando no mundo humano para reverter algo, o efeito é permanente. Se for magia para enganação, dura quantos turnos o semideus desejar, mas o gasto de MP será continuo.

(aqui considerado que a magia deve ser permanente, gostaria que o gasto de MP fosse, pelo menos 10x do inicial [por turno])
Tânatos:
Nenhum.
Íris:
Nenhum.

Mascotes:
Rhysand:
Itens:
• Red Valvet [Coleira de couro vermelho simples, com um pingente de ouro onde o nome do animal será gravado| Efeito: Aumenta +10% da força da criatura quando em batalha | Couro | Sem espaço para gemas | Gama | Status 100% sem danos| Mágico | Fantastic Beast]
Poderes:
Wëdir:
Itens:
Nenhum
Poderes:
Nível 5
Nome da habilidade: Asas II
Descrição: O seu pet finalmente aprendeu a usar as asas, elas cresceram, o deixaram mais forte, e isso significa que você o treinou bem. Continue incentivando seu bichinho a aprender novas técnicas, assim, ele sempre vai ter total domínio de seus poderes.
Tipo: Ativo
Dano: Nenhum
Bônus: Pode voar livremente.

Itens e Armas:
• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

Dentro da Mochila sem fundo
Squeeze curativa [Um cantil de metal estilo militar, suportando 600ml de sangue de górgona, extraído do braço direito da criatura. Encantado pelas runas Kenaz e Sowelo. Há uma mancha de riscas entre as duas runas. | Efeito 1: Graças as runas Kenaz, Eihwaz e Sowelo seladas magicamente em seu metal, o recipiente nunca estará vazio. Ou seja, o sangue contida ali dentro será sempre renovado ao se esgotar. Ela começa a se regenerar quando atinge 1/3 do cantil, passando a preenchê-lo com o líquido novamente. | Efeito 2: Por ser o sangue do braço direito da górgona, aquele que bebê-lo será capaz de recuperar 15% do HP e MP, porém só funciona a cada 5 turnos. | Alumínio | Resistência: Sigma | Sem espaço para gemas | Status: 100% sem danos | Comprado no Pandevie Magie | Encantado por Frie]

Observações:
1. FPA linkada no perfil;
2. Todos os personagens e seus respectivos mascotes foram citados com autorização prévia;
3. Não sei se é possível, mas caso seja, gostaria que todos os mascotes recebessem alguma quantia de XP, não apenas os meus. Caso possível, deixo linkado aqui os perfis de: Maisie De Noir (antes Magnólia D'if), Stefan dei Cavalieri e Lola Kim;
4. Estou totalmente aberta à alterações na benção! (:
5. Os meus mascotes Rhysand e Wëdir receberam a poção que os permite falar a linguagem humana atraves de interação neste é foi atualizado por Hades. A habilidade não consta na FPA ainda pois está que vos escreve esqueceu de pedir atualização até o dado momento. Perdão.








frieryat
the wizardry rainbow of death †


Frieryat Börh Hoffmann
Frieryat Börh Hoffmann
Ceifadores de Thanatos/Leto
Ceifadores de Thanatos/Leto

Idade : 21
Localização : Se não me engano, você teria aula hoje. De fato, chegamos a nos encontrar. Posteriormente, os alunos (e muitos) te procuraram.

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