The Blood of Olympus
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[Missão OP] A lenda de Ymirang

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Mensagem por Dionísio em Sex Set 13, 2019 12:57 pm


O dobrador de ar! Livro I, episódio único
Recentemente o acampamento sofreu um ataque repentino, com monstros de pequeno porte invadindo as fronteiras como se não houvesse amanhã. Aquela, de fato, era a intenção dos monstrengos desinibidos e astuciosos que não esperavam a boa defesa de seus inimigos. Passada a luta, tudo se encaminhava para a normalidade, o que não era de fato a verdade absoluta. As barreiras haviam sido restabelecidas, a ordem natural se encaminhava para a calmaria, mas certas sequelas pareciam estar passando despercebidas. O ar estava infiltrado de partículas demoníacas, o oxigênio não era tão puro e agradável quanto antes. Em consequência disso, muitos semideuses estavam sucumbindo ao caos respiratório, aumentando o nível de movimento nas enfermarias numa busca desesperada para uma melhoria. Muitos estavam sofrendo paradas respiratórias, obstruções pulmonares e todo o tipo de consequência biológica ao estar em contato com o ar tóxico.

Uma reunião fora convocada pelos conselheiros de chalés, e por unanimidade dos votos, resolveram delimitar alguns semideuses - os que ainda mostravam boas condições de entrar em missão - para investigar o que poderia estar causando tamanho distúrbio. Duas semanas foram dadas para completar a missão, mas no final da primeira todos os escolhidos para agirem estavam demasiadamente incapazes de continuar, atingidos pela carga pesada da toxina invisível. Quíron presumiu que aquele poderia ser um trágico fim para os descendentes semidivinos caso a situação não fosse resolvida logo, o que lhe incentivou a procurar por um perito exímio da situação: Um filho dos ventos.

Procurados como os únicos a serem capazes de dar conta do grande problema, Quíron e os líderes do panteão grego entraram em desespero ao notar a baixa produtividade dos que restavam no chalé do deus indicado. Ymir era a única esperança evidente, prosperando como um dos mais fortes de seus irmãos, se não o melhor entre todos eles. — Filho, você já deve reconhecer o problema com o qual estamos lidando ultimamente. A situação está se agravando, e nenhum dos nossos guerreiros tem força para lidar com uma ameaça invisível. Você é a nossa esperança. Apronte-se, em alguns minutos estarei recrutando-o para dar início a sua missão. — O centauro possuía um semblante preocupado, sério, mas com tranquilidade o suficiente para não assustar o único herói capaz de espulgar o problema.

Ah, quase ia me esquecendo. Dionísio está oferecendo uma recompensa para quem conseguir resolver o problema. Acredito que isso te dê uma motivação extra. — O sábio deu fim a sua presença ao revelar a única coisa positiva na situação.

Objetivo da missão:
• O objetivo principal é descobrir o foco das toxinas e purificar o ar;
• A narração deve começar a partir do início do dia, até o momento em que o personagem recebe a visita de Quíron;
• O uso de habilidades e poderes é permitido;
• Não tente maximizar detalhes sem importância, como a cor do chão, das paredes, etc. Investigue com calma, já que se afeta menos que os outros e comece a agir contando com os detalhes mais importantes, como por exemplo, o uso de suas habilidades e a reação provocada com isso;
Instruções e Regras:
Local: O ar está contaminado, então deixarei ao seu critério a escolha, contanto que narre a purificação de pelo menos 2 ambientes;
• Esta missão não contém risco de morte;
• Antes de agir, investigue. Não misture o que deve ser feito para manter a coerência da narração;
• Template com cores berrantes ou apagadas demais serão ignorados. Tamanho mínimo para a fonte é Arial 12;
• Dúvidas devem ser enviadas via MP;
• A recompensa será a pedida no tópico. Vale lembrar que como foi solicitado um item, a quantidade de XP's sofrerá redução de 30% e o usuário deverá alcançar 90% do rendimento máximo para conquistar o item;
• Poderes, habilidades e itens - além da FPA - sempre em spoilers, caso utilize algum deles. Armas não serão permitidas;
• Boa sorte.

método de avaliação da missão escreveu:• Gramática e Ortografia;
• Coesão e Coerência;
• Criatividade;
• Desenvolvimento.

Missão para Ymir W. Fritz. Qualquer postagem divergente será ignorada e excluída de imediato. Com prazo de postagem de 20 dias, à meia noite de 03/10 se estabelece o prazo final para a missão, com abertura para prorrogações baseadas em justificativas formais.

item escreveu:Uves [Adaga de Ouro Imperial com lâmina de 30cm que se afeiçoará ao seu primeiro portador, sempre retornando para ele. Seu formato corresponde ao de uma adaga comum, um perfeito disfarce para seus efeitos. Efeito 1: A arma possui um compartimento dentro do punhal, que se enche magicamente a cada uso. O conteúdo do compartimento se dá por um pó mágico de tonalidade arroxeada capaz de camuflar os cheiros do portador, tornando sua presença indetectável em até 50%. | Efeito 2: A lâmina possui um filamento especial, com pequenos dentes quase invisíveis ao olho humano, com aspecto inofensivo, diferente de seu real efeito. Um golpe dado com o lado deste filamento permite ao usuário promover uma confusão visual ao seu oponente, deixando-o atordoado por um turno. | Ouro Imperial | Sem espaço para gemas | Beta | 100% sem danos | Mágico | Presente de Dionísio]





"Watch out, u might just go under, better think twice. Your train of thought will be altered, so if u must faulter, be wise. Your mind is in disturbia. "
Dionísio
Dionísio
Deuses Estagiários
Deuses Estagiários

Localização : Casa Grande

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Mensagem por Ymir W. Fritz em Ter Set 17, 2019 12:20 am

This is how you tell a story
Airborne


Eu já estava planejando procurar alguma coisa. Todos os dias mais alguém que eu conhecia ficava doente. Não tinha muitos amigos então não é como se pessoas amadas estivessem ficando doentes, mas eu ainda sentia empatia e era muito duro ver todas aquelas pessoas doentes.

O pior é que a direção do acampamento sempre mandava os mais incompetentes para cuidar da situação. Nenhum deles deu cabo de resolver o problema e até agora nenhum dos “líderes” do acampamento se pronunciou sobre o assunto. Eu não era o mais experiente dos semideuses, eu não era forte o suficiente para proteger minha casa ou inteligente o suficiente para montar uma estratégia de defesa.

A única coisa que eu sabia fazer era ser rápido.

Dia após dia a situação se degradava e mais e mais pessoas ficaram doentes. Quando pensei que meus planos não podiam mais ser adiados alguém finalmente me procurou. Um dos filhos de Hipnos subitamente ficou muito mal, e naquele momento eu o levava até a enfermaria que estava completamente lotada. Pessoas estavam deitadas no chão e os poucos curandeiros que tinham sobrado faziam o possível para ajudar a todos.

— Coloque ele ali. — O enfermeiro me pediu, apontando para um dos poucos lugares vazios que restavam. Tomei todo o cuidado de não pisar em ninguém, mas aquela tarefa era praticamente impossível. Eu iria agir naquela noite, procuraria uma causa para isso e resolveria o problema eu mesmo.

Talvez por ter pensado nisso que assim que saí da enfermaria me encontrei com Quíron, o centauro treinador de heróis. Cruzei os braços imediatamente, todo o mapa daquela conversa se formou na minha cabeça. Ele ia pedir algo, e eu já sabia o que era.

— Boa tarde. — Meu cumprimento foi seco. Ele acenou com a cabeça.

— Olá, Ymir.— Ele olhou para dentro da enfermaria, onde todos os doentes estavam. Não iria demorar muito até terem que colocar pessoas do lado de fora do prédio. — Filho, você já deve reconhecer o problema com o qual estamos lidando ultimamente. A situação está se agravando, e nenhum dos nossos guerreiros tem força para lidar com uma ameaça invisível. Você é a nossa esperança.

— Ah, finalmente decidiram me chamar. — Meu tom foi rabugento. Minha adaga já estava na bainha e eu já estava pronto para ir, mas era melhor ter permissão.

— Ah, quase ia me esquecendo. Dionísio está oferecendo uma recompensa para quem conseguir resolver o problema. Acredito que isso te dê uma motivação extra. — Soltei um “tsc” com a boca, claro que achavam que eu queria uma recompensa.

Eu sempre agia como um mercenário com aquelas coisas, não era de se estranhar que todos achassem que eu era um.

Agora, por onde começar…?

Caminhei pelo acampamento tentando pensar em alguma coisa que fosse me ajudar na investigação. As coisas sempre estavam estranhas naquele lugar, então era difícil achar uma em particular que pudesse me ajudar, mas se fosse para chutar eu arriscaria o ataque de monstros que havia acontecido algum tempo atrás.

Surgindo do nada e atacando de quase todas as direções as criaturas não eram gigantes ou particularmente fortes. Foram repelidos quase que instantaneamente e demos aquela situação como encerrada… mas a verdade é que nunca tínhamos encontrado criaturas como aquelas. Ao menos eu achava que não, porque não havia sequer um nome para elas.

Decidi começar a investigar por isso. Fui até a fronteira da barreira mágica procurar por pistas e algo podia me dizer que o ar estava muito estranho, quase que pesado. A maior parte dos ataques havia acontecido ali, então a origem só podia se dar na direção da floresta, certo? Cocei o queixo encarando as árvores. Era um baita tiro no escuro.

Eram cerca de onze horas, então não era um problema andar pela floresta ainda, eu podia enxergar bem e voar feito um passarinho para longe no primeiro sinal de perigo. Estranhei o aparente silêncio da floresta. Será que os animais também estavam sendo afetados ou eles simplesmente se retiraram da área por causa do perigo?

Andei com cuidado na direção dos rastros que as coisas deixaram pela floresta. A falta de sons fazia com que meus passos parecessem estrondos. Cada galho quebrado parecia fazer uma explosão. Isso misturado com o clima de suspense que eu estava só tornou a situação pior. A floresta em volta do acampamento sempre estava cheia de vida, com ninfas e sátiros fazendo suas coisas por ai, criaturas mágicas e animais normais vivendo tranquilamente suas vidas e tudo o que você pode esperar de uma floresta relativamente normal.

Mas hoje tudo estava muito morto. Depois de um tempo vegetação morta começou a aparecer, como se estivéssemos no meio do inverno, e foi ficando cada vez pior. Finalmente cheguei até o ponto onde estava óbvio que se tratava do epicentro do problema. Vários ovos azuis estavam espalhados pelo lugar, presos nas árvores ou mesmo em pequenos buracos no chão. Eles brilhavam levemente, emanando uma aura azul-ciano. Fiquei com medo de respirar o ar ali, mas eu ainda não parecia estar com nenhum dos efeitos da praga.

Me abaixei perto de um do buracos no chão analisando os ovos. Eu não queria pegar nenhum deles na mão, pois não sabia se aquilo podia ser tóxico. Pareciam ovos de inseto, o que imediatamente me lembrou das criaturas que atacaram o acampamento. Era ali a origem delas, então… o que era aquilo?

— Ah. — Uma voz áspera me tirou do mundo na minha cabeça. Me virei imediatamente, com minha adaga em mãos, olhando para o novo elemento no lugar. Ele era um homem alto, com 1.80 de altura usando uma armadura completa. Ele deu um sorriso seco para mim antes de estreitar os olhos. — Eu te conheço?

— Não. — tirei a adaga da bainha. Ele podia ser uma ameaça por tudo o que eu sabia, era melhor ficar alerta.

— Não, não, isso foi retórico, eu nunca esqueço um rosto. Eu te conheço definitivamente. Quais seus assuntos aqui? — Ele tinha uma espada e usava uma armadura completa. Não podia bater de frente com ele. O que eu podia fazer então? — Diz, você é um dos pimpolhos do acampamento?

Me coloquei em posição de luta quando ele disse aquilo. Eu tinha uma pose bem… única. O braço esquerdo ficava para frente do corpo com a mão fechada enquanto meu braço dominante ficava rente ao corpo, com a adaga logo abaixo do meu queixo. Ele piscou quando viu aquilo, me olhando com mais intensidade. Provavelmente estava tentando se lembrar. E se nos conhecêssemos? Eu não sabia nada sobre meu passado, então não me surpreenderia encontrar alguém por ali, mas ele não parecia ser uma pessoa boa.

— Qual teu nome, pivete? — apertei mais o cabo da adaga. Talvez ele realmente me conhecesse ou, ao menos,  soubesse quem eu era. Engoli seco antes de dizer.

— Ymir.  Ymir W. Fritz, mas eu não sei o que W quer dizer. Deve ser abreviação para Weiss ou algo assim. — Pois é,  dois nomes alemães, os mais comuns para falar a verdade. Ele me olhou surpreso e então sorriu, e depois começou a rir. Sua risada era maldosa, daquelas de vilão de série de tv, daquelas que te fariam ficar nervoso.

— Ymir? — Ele disse, depois de terminar de rir. — Ymir?! Ora, olha só o que temos aqui. Um desertor. — Puxou a espada — Eu não imaginaria nem em mil anos que você fosse se juntar a esses pivetes. Qual é o plano? Esperando a hora certa para matar todos? Ou talvez vá roubar algumas coisas e ir embora?

Não sabia do que ele estava falando, mas imediatamente fiquei nervoso. Desertor? Eu me associava com aquele tipo de pessoa? Uma gota de suor percorreu meu rosto até cair. Meu nervosismo era por ter que lutar contra ele ou porque eu estava descobrindo mais sobre mim mesmo?

— Eu não… — Minha confusão era visível. Ele perceberia em um segundo. — Eu não faço ideia do que esteja falando.

Ele colocou a mão no queixo pensando por um segundo, até que estalou os dedos. Apoiou a espada casualmente no ombro enquanto sorria. Não me via como ameaça, pelo menos ainda não.

— Ah, claro, a maldição. Que merda, eu não sabia que ela existia de verdade. — ele me olhou de cima a baixo. — Mas também, você foi o único imbecil em 1000 anos que abandonou a caçada.

— Caçada? — Arqueei a sobrancelha. Ele tinha abandonado a posição de luta, mas eu não cometeria o mesmo erro. — De que maldição está falando?

— Ah, claro. Bom, a Caçada Selvagem. Não consegue se lembrar mesmo, huh? — Neguei com a cabeça. — Deixa eu ver um jeito fácil de explicar isso… Nós passávamos de cidade em cidade saqueando, caçando alvos pré-determinados, matando pessoas, sabe? Esse tipo de coisa. Fazíamos um estrago grande nos bons e velhos tempos.

Entrei em choque com aquela revelação. Eu fazia parte dum grupo daqueles? Que tipo de pessoa eu costumava ser?

— E que maldição é essa? — Eu não iria morder a isca, minha guarda ainda estava alta e eu estava pronto pra me defender.

—  A maldição dos desertores. Perder a memória, sabe? — Então era por isso? — Você é bem famoso, sabia? “O digno”, alguns te chamam de “O jovem”. Um dos mais jovens e mais proeminentes guerreiros da caçada. — Ele por fim tirou a espada do ombro e se colocou em posição de luta. — É uma honra te conhecer de verdade Ymir. Vai ser uma honra ainda maior levar sua cabeça para Herne.

— Quem? — Eu estava tentando ganhar algum tempo. Ele pareceu impressionado.

— Uau! Você não lembra mesmo ein? A coisa da maldição e tudo. Bom, Herne é o nosso chefe, lembra? Não? De nada? Oh, bem, não importa de verdade, Ymir.

Ele não parecia nada com a figura descontraída de antes. O homem começou a correr em minha direção, rapidamente fechando a distância entre nós. Me esquivei de seu golpe com um salto na direção oposta. Não queria feri-lo, mas também não queria morrer. Não queria matar outra pessoa.

Eu podia ser considerado rápido mas ele sempre estava logo um passo atrás, me acompanhando sem dificuldade. Ele vestia uma armadura completa com apenas a cabeça exposta, o que deixava bem poucos lugares para eu acertar. Talvez nas articulações, o ponto fraco de toda armadura completa. Não queria matá-lo então aquela provavelmente era minha única opção. Ele deu um golpe pesado com a espada, usando tanta força que teve que girar o corpo junto do movimento. Usei daquele momento para me afastar.

Eu não estava usando armadura nenhuma, um golpe dele causaria muito dano. Tinha que ser uma luta perfeita, velocidade contra força. Corri na direção dele e saltei. Meu oponente tentou me acertar enquanto eu estava em pleno ar, mas assim que vi que ele movia sua espada usei do meu controle sobre os ventos para voar por cima dele.

Cai logo atrás e meti minha adaga em sua axila direita enquanto ele se virava. O sangue escorreu na minha mão e eu  tirei a lâmina de dentro dele, dando dois passos para trás. Ele gritou de dor e se ajoelhou, segurando o braço enquanto gemia baixinho. A dor devia ser horrível, mas não o mataria. Subitamente percebi que eu não estava respirando.

— Seu filho da puta! Que Hel te arraste até os confins do inferno! — aqueles xingamentos eram de se esperar. Ele estava em um mundo de agonia. Me aproximei dele tentando ajudar. É claro que eu tentaria ajudar, o homem estava sangrando!

Na pressa toda eu não vi que meu oponente tinha trocado a espada de mão. Foi só eu me aproximar o suficiente que ele me acertou com a espada no rosto, o que me fez cair para trás. Fiquei tão assustado que nem senti o golpe no meu rosto. A adrenalina foi a mil no meu sangue e eu olhei pro céu por um segundo, sentindo o sangue escorrer pela minha bochecha. Aquilo deixaria uma cicatriz.

— Você nem é tão rápido assim. — Ele se gabou, deixando o braço sangrar. Do jeito que aquilo estava eu tinha atingido uma artéria. Difícil achar que ele não tinha percebido isso. — Bom, Ymirzinho, parece que você levou a pior. — Ele pareceu feliz. — Te vejo em Valhalla!

Criei um campo de força ao meu redor usando o ar. Seu golpe simplesmente parou, o que pareceu deixá-lo confuso. Nisso levantei a perna levemente e bati com o pé no chão, causando uma onda de choque que o derrubou.

Imediatamente rolei por cima dele e comecei a aumentar o meu peso até uns 250 quilos. Nada que o mataria, mas certamente o deixaria imóvel. Ele pareceu começar a ficar sem ar, mas não me importei. Parte minha queria matá-lo, queria acabar com ele ali mesmo para que nunca mais fizesse mal a ninguém… mas outra parte muito maior queria saber como acabar com aqueles ovos.

— O que são aquelas coisas? — Minha adaga estava em seu pescoço, qualquer movimento e ele estaria morto. Com a mão livre peguei sua espada para garantir de que ele não me machucaria de novo. Meu sangue pingou em seu rosto.

Eu não podia enrolar muito, ele ia morrer se não me desse a informação.

— Estávamos planejando um ataque. O plano era enfraquecer o acampamento para termos um saque fácil. Usaríamos os chaurus para isso.

— Chaurus? Ah, os monstrengos? — Ele acenou. — Okay… e como eu paro isso?

— Tem que destruir os ovos.

— E como eu sei que não está mentindo? — Apertei a adaga contra seu pescoço. Ele pareceu quase incrédulo com uma pergunta tão idiota.

— Se não me soltar eu vou estar morto em duas ou três horas. Provavelmente menos. Já me sinto tonto… e se eu morrer aqui não poderei ir para Valhalla… — Ele pareceu mortalmente sério sobre a última parte. Valhalla… onde eu já tinha ouvido isso antes?

Eu não soube se era uma mentira ou não, mas não quis arriscar. Me levantei, me afastando rapidamente dele com as duas armas na mão. Ele se levantou com dificuldade. Fazia um esforço enorme só para ficar em duas pernas. Suspirei e ergui a espada em sua direção.

— Some daqui. — Ele me encarou.

— Lendas normalmente não me impressionam… mas você impressionou.  Cantarão meu nome em Valhalla essa noite. — Eu ia abaixar a espada e perguntar o que ele queria dizer, mas ele correu na minha direção erguendo um punho. Claro que ele não veio tão rápido por estar sangrando e tudo o mais, mas aquilo só me deixou mais confuso e desacelerou mais meu tempo de reação.

Quando reagi ele estava perto demais. Movi minha adaga em direção ao seu pescoço e parei seu movimento. Ele caiu de joelhos e… o desgraçado sorriu! Eu senti o sangue dele espirrar no meu rosto e… o desgraçado sorriu!

Meu inimigo estava morto. Dei três passos para trás e joguei a espada dele fora. Era a primeira vez que eu matava alguém… ou era a primeira vez que eu me lembrava de ter matado alguém. Senti vontade de vomitar, não vomitei. Meu machucado estava parando de sangrar. Senti o cheiro de urina. Finalmente vomitei. Já devia passar de duas da tarde. Eu precisava destruir os ovos.

Limpei a boca, olhando para o cadáver e sentindo um tipo de revolta interna. Eu tinha matado alguém…

Nada daquilo importava. Eu pisei nos ovos, tentando eliminar todos os que restavam, tentando acabar com a ameaça. Sentia uma dor alfinetar minha bochecha onde o corte havia sido feito. Será que magia resolveria aquele tipo de cicatriz? Nunca senti tanto medo na vida. Claro que Quíron não me culparia por ter matado um homem, não era da repercussão que eu sentia medo.

Era do quão familiar me era a situação.

Poderes:
Nome do poder: Pericia com Laminas Pequenas II
Descrição:  Os filhos de Éolo sentem-se familiarizados com laminas pequenas em geral, além de terem uma pontaria excelente. Isso permite que manipulem qualquer armamento pequeno com mais facilidade do que a maioria dos semideuses.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de laminas pequenas.
Dano: +10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Velocidade II
Descrição: O campista assim como o vento consegue ser veloz, e passar despercebido, conforme treina e se desenvolve o filho de Éolo também se torna mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de Velocidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Ginasta I
Descrição: Filhos de Éolo são bons acrobatas, por estarem acostumados a grandes altitudes, também consegue saltar mais alto do que qualquer outro campista, e ao caírem – se jogarem – de uma arvore por exemplo, não se machucam como outros campistas. São como gatos, sempre caem de pé, nesse nível apenas movimentos mais simples conseguem ser executados pelos campistas, e saltos só de alturas mais baixas, como uma escada de porte pequeno, ou galhos baixos de uma arvore, alturas mais elevadas ainda poderão machuca-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de Agilidade e +10% de altura em saltos (+2 metros). Ao cair de uma altitude de até 4 metros não se machucam.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Voo I
Descrição: O filho de Éolo é capaz de manipular o ar para levitar seu corpo com facilidade. No entanto nesse nível não consegue fazer movimentos ou lutar no ar, apenas manipular o ar para se mover em qualquer direção que desejar com uma velocidade semelhante a de quando está em terra.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Campo de Força
Descrição: O semideus consegue criar uma espécie de campo de força usando o vento ao seu redor, formando um escudo a sua volta que lhe protege de ataques físicos por até dois turnos.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser utilizado novamente depois de dois turnos de espera.

Nome do poder: Manipulação corporal
Descrição: O semideus é capaz de tornar seu corpo leve como uma pena ou pesado como meia tonelada de chumbo.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Esse poder não altera sua resistência corporal ou qualquer outro tipo de atributo do semideus, tendo relevância apenas em seu peso.

Nome do poder: Provocador de quedas
Descrição: Ao bater o pé contra o chão o semideus será capaz de enviar uma corrente de ar poderosa o suficiente para desestabilizar e derrubar seu inimigo no chão com um empurrão invisível.
Gasto de Mp:  20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Não afeta inimigos com equilíbrio maior ou igual a 100%.

Equips:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

Obs:
Eu tomei a liberdade de adiantar minha trama com essa missão, espero que não se importe!
Ymir W. Fritz
Ymir W. Fritz
Filhos de Éolo
Filhos de Éolo


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[Missão OP] A lenda de Ymirang Empty Re: [Missão OP] A lenda de Ymirang

Mensagem por Minerva em Sab Set 21, 2019 9:51 pm


Ymir

Valores máximos que podem ser obtidos



Máximo de recompensa a ser obtida: 6000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 25%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 15%

Recompensa obtida: 3000 xp e dracmas

Comentários:

Ymir, acredito que sua missão tenha exigido um propósito simples, se considerado o contexto em seus pormenores. O objetivo principal, como citado na área codificada por Dionísio, era descobrir o foco das toxinas e purificar o ar. A primeira parte foi feita, mas é especificado o que é pedido. E a purificação do ar? Você, com a filiação divina atual, era apto a utilizar suas habilidades de purificação para resolucionar o problema, mas não o fez. Eu sequer fui capaz de encontrar poderes relacionados a purificação de ar em seus spoilers. Desta forma, sua avaliação receberá como rendimento total uma porcentagem totalizada em 50%, o que me impede de te ceder o item descrito como presente. Mais atenção no que é pedido como objetivo principal! Em seu texto, eu senti falta de pontuações adequadas nos momentos adequados, o que me forçou a ler uma segunda ou terceira vez para compreender o texto e, por isso, tive de fazer descontos na parte de escrita.
Minerva
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[Missão OP] A lenda de Ymirang Empty Re: [Missão OP] A lenda de Ymirang

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