The Blood of Olympus
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Mensagem por Michelle Johansson em Sab Ago 10, 2019 11:05 pm

I once was good
NOW I'M FUCKING BETTER
Dizem que para entender o que acontece no presente, é preciso compreender o que aconteceu no passado. Michelle tentava encontrar uma justificativa lógica para estar ali, amarrada naquela cama, com os sentidos beirando ao caos graças a drogas fortes e prováveis substâncias desconhecidas. Sua mente, confusa e sem uma coerência temporal, lutava brava e estupidamente, para lembrar o que a tinha conduzido até o inferno que era aquele laboratório.

•••

Ela estava quebrando as regras, como de costume. O corpo pequeno pertencia a uma Michelle de oito anos, seus passos miúdos eram os mais silenciosos que poderiam ser. Mesmo que o véu da noite já tivesse coberto a cidade de Las Vegas há um tempo, a cidade estava viva do lado de fora daquelas paredes. A garotinha amava o horário noturno, mesmo que os adultos ainda insistissem que deveriam seguir pelo menos algumas regras convencionais: a noite não pertenciam as crianças.

Mas como ela poderia dormir quando o chão abaixo de si era recheado de vivacidade? De pessoas que viajavam do mundo inteiro para estar ali, esquecendo dos problemas e arriscando muito mais do que poderiam arcar? Michelle sabia muito bem o que era um cassino, o sabia muito antes de descobrir o que era uma escola. Tinha crescido naquele meio, sendo neta de uma das proprietárias das grandes casas de jogos.

Então por mais que adorasse sua avó, jamais se privaria da diversão que a noite parecia trazer aos adultos. Mesmo que em sua mente ainda inocente pensasse que o maior desafio era alcançar a cozinha do hotel-cassino e roubar algumas sobremesas, se encher de doces e no dia seguinte fingir que estava tudo bem. Talvez tivesse uma pequena dor de barriga, mas isso não impediria a sua ambição de ter o que queria.

Estava ofegante ao final das escadas, mas ignorou isso já que a adrenalina era uma grande aliada. Estava no mesmo andar que seu destino final, o que a deixava ainda mais próxima do seu objetivo. O pequeno corpo acabou por encontrar facilmente coberturas, desviando de adultos distraídos demais consigo mesmos ou com a jogatina. Chegou a passar por debaixo de algumas mesas, atenta aos seus arredores para não esbarrar em ninguém.

Ao chegar no corredor da cozinha, suas mãos suavam em expectativa. Tivera sorte até aquele momento, mas... Quando não a tinha? Ao escutar o som da porta abrindo, Michelle correu para se esconder próximo das dobraduras, permitindo que o item amadeirado cobrisse seu corpo quando fosse empurrada. Antes que fechasse, ela segurou por breves segundos, adentrando o território inimigo. Funcionários andavam rapidamente, o cheiro de tempero forte quase a fez espirrar. Mas a pequena não desistiu, contendo o anseio com toda a seu pequeno controle.

Aproveitou que um funcionário empurrava um carrinho de sobremesa, ocupado demais com o papel em sua mão decorando para onde cada uma delas deveria ir. Michelle não ligou de que, quando ele fosse entregar um daqueles pequenos pratos, fosse encontrar uma punição ao final por não encontrar o pedido. Para ela, seu contentamento vinha em primeiro lugar, um contentamento que tinha o formato perfeito de pudim. Seus dedos esgueiraram rapidamente quando o garçom se distraiu com um hospede, agarrando sua sobremesa. Com o seu trunfo em mãos, Michelle correu na direção contrária. Coração disparado. Passos ligeiros. Estava cada vez mais próxima das escadas...

Até seu caminho ser bloqueado por uma elegante mulher. Uma que tinha uma expressão dura e de repreensão, provocando um gelo na barriga da pequena. Michelle sempre considerou que sua avó tinha um poder de congelar as pessoas, já que todas paralisavam quando ela falava ou brigava. Isso a incluía na lista.

Er... Boa noite, querida vovó. A senhora aceita dividir? — Michelle mostrou o pudim, ofertando também seu melhor sorriso inocente. — Eu posso até deixar a senhora ficar com um pouco mais da metade... — A mulher arqueou uma sobrancelha, fazendo a menor engolir em seco. — Ok, um terço para mim, dois terços pra senhora! É uma oferta irresistível já que era o tio James que estava na cozinha e...

Você é igualzinha ao seu pai. — Melinda, avó da pequena ladra, balançou a cabeça de um lado para o outro. — Suba para o seu quarto, coma a sua sobremesa e vá dormir! Você ainda tem aula amanhã. — Michelle poderia considerar aquilo uma vitória, seu sorriso já estava crescendo até que a mais velha apontou o dedo na direção dela. — E se considere de castigo por três dias. Você só comerá verde!

Vovó é só um pudim! Não é como se eu tivesse entrado na sala de contagem e.... Oh não. Eu já vou pro meu quarto, obrigada vovó, aceitarei o castigo. Tchau, luv ya!

Antes que a mulher pudesse falar algo, Michelle já tinha partido com sua sobremesa.

•••

“Você é igualzinha ao seu pai”.

O comentário repetiu na mente de Michelle. Em várias vozes, em timbres diferentes. Como se várias pessoas repetissem a mesma frase, as vezes como um elogio, outras como uma maldição. Mas foi ao pensar em seu pai, Isaac Johansson, que a morena finalmente começou a reagir bruscamente. Sua mente finamente processou que estava deitada, algo a mantendo presa, restringindo seus braços e pernas, a impedindo de levantar e ir atrás daquele homem.

Um grito escapou de sua garganta, um que era bastante conhecido por aqueles pares de olhos estranhos que a observavam. Ela não era a primeira vítima deles, provavelmente estava longe de ser a última. Os grunhidos, rosnados e sons de puro ódio que escapavam de sua boca, esvaindo todo o ar de seus pulmões, vinha em conjunto as imagens do homem que a tinha colocado naquela situação.

•••

Isaac Johansson era um homem de negócios. E não era a toa, já que seu pai era o deus dos comerciantes, Hermes. Melinda estava ganhando fama com seu hotel cassino, lucrando graças a sua esperteza e flexibilidade. Não havia como crescer naquele negócio, naquele país, sem saber jogar com a lei e com a ilegalidade. A malícia, a manipulação, a lealdade e a esperteza. Eram essas as características que sustentavam um bom negócio em Las Vegas.

Melinda não sabia quem era o pai de Isaac. Apenas que fora um cliente charmoso, sedutor e muito bom em vencê-la em qualquer jogo. O que acabava por incluir a sedução. A mulher não ressentiu o homem, pois – no fundo – sempre quisera um filho para herdar o seu legado. Isaac se provou mais do que uma promessa, o garoto desde pequeno tinha o dom. Não era o líder de seu grupo de amigos, mas o manipulava o tal na palma de sua mão. Mesmo em seus treze anos, ele soubera indicar a sua mãe quem estava trapaceando nos jogos, reconhecendo uma mentira por simplesmente ser um bom mentiroso também.

O que Melinda não tinha percebido fora a sedução do mundo crime agindo em seu herdeiro. Começou como pequenos desafios, roubar de quem roubava. Até se tornar uma ambição cada vez crescente, consumindo e sendo alimentado pelo garoto que logo se tornava um homem ganancioso. Um traço que era muito facilmente escondido pelo seu sorriso charmoso e prosa suave. Isaac tinha se tornado não só mestre na manipulação, mas estava cada vez mais dominando os negócios ilegais.

Ele fora encontrado por um sátiro quando tinha onze anos. Passando apenas dois verões no acampamento, tempo suficiente para compreender duas coisas: ele era especial perante outros humanos; mas ele não era especial como os outros semideuses. Suas habilidades em nada se comparava aos de seus irmãos e indeterminados. Ele não era tão rápido, mesmo sendo filho de Hermes, mal sabia manipular uma lâmina. Seu dom residia em sua persuasão, em sua capacidade de mentir. Ele em nada ganharia obedecendo a líderes com ideais fantasiosos e não lucrativos. Ele não se destacaria em meio a pessoas que controlavam elementos ou dominavam feras. Seu mundo, seu reinado, não era ali. Então ele aprendeu o suficiente para sobreviver e nunca mais retornou.

Foi graças a esse pequeno conhecimento que ele soube quem ela era.

Uma noite inesquecível na vida do semideus malandro. Uma em que ele poderia se vangloriar por ter passado uma noite com uma deidade. Niké tinha apreciado como o jovem fazia a própria sorte. Mesmo sem tantos poderes, ele permanecia vencendo usando suas próprias artimanhas e armadilhas. Foi quando o império dele estava sendo concretizado que ela apareceu no cassino. Uma noite tinha sido o suficiente para resultar em um fruto.

Uma criança dotada de sorte e esperteza. Uma que Isaac sabia que seria um trunfo em sua vida, apesar de provocar um pecado capital: a inveja.

Michelle Johansson nasceu como filha de Niké e neta de Hermes. Com todas as probabilidades a seu favor, ela desenvolveu dons de ambas as divindades. Isso era visível para Isaac mais do que para os outros. Diferente dele, que sempre teve de batalhar e criar inúmeros planos, para Michelle vinha de maneira natural. O que a tornava perfeita para os negócios dele, mas um lembrete da única coisa que ele não tinha sido capaz de desenvolver e aperfeiçoar.

Isaac criou Michelle de perto, manipulando e cultivando a admiração da garota. Ele apresentou todos os mundos para ela da maneira que ele queria. O do cassino, onde Michelle passou a maior parte do tempo com sua avó. O do crime organizado, onde aprendeu a mentir e a enganar como se fosse a coisa mais natural. E o mitológico, sabendo o que evitar para sobreviver. A moral e a ética não eram distorcidas no ponto de vista de Isaac ou de Michelle. O pai tinha ensinado para a filha de que o mundo não era para os fortes, mas sim o dos mais espertos.

Com a sorte e a influência de Michelle sobre as pessoas ao seu redor, logo o reinado de Isaac cresceu, se solidificando como um império. Uma máfia que alcançava a política regional e a polícia. Que tinha influência sobre pequenas gangues e competia com guerras e conflitos com outros grandes criminosos.

Michelle tinha amado seu pai. Não importava o que os outros diziam, ele a tinha ensinado tudo o que sabia sobre o mundo louco que os rodeava. Ela o admirava, como conseguia enganar a todos e comandar um reino nas sombras, sem chamar atenção desnecessária. Tudo o que tinha feito era para ajudá-lo, desde roubar, extorquir, contrabandear. Ela tinha sorte, ela era rápida e furtiva.

Por isso quando ele pediu para que comparecesse no meio do deserto, ela tinha concordado sem nem ao menos pestanejar. Em sua mente, seria mais um trabalho e chegou até mesmo a brincar com sua mente as possibilidades. Iriam chantagear alguém? Ou ameaçar? Quem sabe roubar uma carga importante que estava passando pela rodovia?

Porém, no meio do chão rachado pelo clima árido, estava apenas seu pai em um carro preto. Michelle estacionou próximo, saindo do próprio veículo enquanto brincava com o chaveiro, sem se importar em acionar o alarme.

Como vamos dominar o mundo hoje, papa? — Brincou como sempre fazia.

Isaac sorriu sem vacilar, mesmo que seu plano tivesse já em andamento. Não existia remorso dentro de seu peito, talvez até mesmo um pouco de alívio e superioridade. Ele conseguiria se provar melhor uma vez mais.

Olá pequena. Infelizmente não é hoje que conquistaremos o domínio mundial. Ainda não tenho verba para comprar todos os políticos necessários. — Isaac adentrou na brincadeira como sempre, abraçando a morena e beijando o topo de sua cabeça. Então fingiu cansaço e fadiga ao respirar fundo e tocar o topo do nariz. — Temos um problema, Mich.

São os asiáticos, não são?

Há mais ou menos um ano um grupo de asiáticos poderosos começaram a ganhar mercado no tráfico e na lavagem de dinheiro. Algo que começou como uma pedra no sapato tinha evoluído o suficiente para colocar Isaac na defensiva. Michelle sabia que logo teriam de enfrentar aquela ameaça, na verdade, ansiava por aquela briga para trazer estabilidade ao seu pai uma vez mais.

Sim, querida. Eles conseguiram o lado leste da cidade, até mesmo Joffrey está apoiando o Dragão Negro agora. — O codinome do líder fora mencionado com amargura, fazendo Michelle fechar os punhos. — Preciso de sua ajuda Mich.

O que eu posso fazer por você papa? Qual o plano?

Seja uma boa garota e não batalhe muito.

A frase pareceu tão fora de contexto que Michelle franziu o cenho. A semideusa sempre tinha feito justamente o contrário. Lutado pelo seu pai e isso a classificava como uma boa garota aos olhos dele e da comunidade que os envolvia. Mas logo suas respostas foram respondidas, de uma maneira que estaria cravada em sua memória, como um ferro em brasa marcando sua alma.

Mesmo com seus sentidos tão avançados, Michelle sempre abaixava a guarda quando se referia a seu pai. Se sentia segura o suficiente perto dele, algo que acabou sendo a sua maior e patética fraqueza. Um homem apareceu por trás, aplicando um sedativo em seu pescoço. Ela se afastou bruscamente, cambaleando prontamente. Um segundo homem apareceu ao seu lado a amparando, rapidamente algemando suas mãos. Ela não sabia que droga tinha sido injetada em seu corpo, mas tivera ume feito rápido e eficaz. O mundo girava, seus sentidos embaralhados. Ela viu homens fardados como se fossem do exército. Diversas luzes como faróis se aproximando. A voz de seu pai ao fundo enquanto ela lutava para sustentar o próprio corpo, falhando miseravelmente nessa simples tarefa.

Ela foi entregue para mim como um deles. Eu nunca imaginaria que ela seria uma dessas aberrações que apareceram em New York e San Francisco... Eu não fazia ideia! Mas o comportamento dela... Espero que nosso acordo esteja de pé... A garota por armas e mercenários... Foi ótimo fazer negócios com você, proteja nosso país de coisas como essa.

Tudo tinha mudado desde os ataques as principais cidades da zona leste e oeste. Trabalhando com o mundo do crime, Isaac conhecia mercenários e até mesmo tinha contratos quase fixos com alguns. Fora assim que descobriu a existência da Seita. Uma organização que perseguia semideuses mesmo sem saber o que eles eram. Isaac vira ali uma oportunidade, a chance que precisava para definir seu império como absoluto. Ele só precisava da moeda de troca perfeita: Michelle. O homem tinha encontrado o negócio e não hesitou em concretizá-lo, criando um enredo perfeito, já que ele mesmo não tinha manifestado poderes o suficiente para chamar a atenção da organização extremista. Seu ponto fraco era, naquele momento, sua carta na manga. Enquanto a jovem e promissora Michelle, tão estupidamente leal e manipulável, pagaria por ser melhor do que ele.

•••

Michelle levou dias para compreender o que tinha acontecido e o que estava acontecendo. Sabendo como a mente de seu pai trabalhava, vivenciando o terror que eram aqueles laboratórios. A realidade veio amarga e mais dolorosa que a tortura. A traição tinha destroçado o seu coração e a decepção consumira esses pedaços. O homem que ela admirava a tinha vendido, entregue nas mãos de um bando de cientistas que tentavam compreender o que ela era.

A jovem Johansson pouco sabia sobre os dons que tinham. Seu pai tinha ensinado o suficiente apenas sobre monstros, como evitar atraí-los, como correr deles caso eles aparecessem. Mas jamais sobre quem era sua mãe, ou seu avô. Quando curiosa, isso tinha despertado a fúria do homem, sendo o suficiente para podar a jovem leal.

Ela se sentiu estúpida e usada.

Vira aquele homem mentir, tinha aprendido com ele a arte da manipulação, ao ponto de ficar cega para o que estivera evidente em sua frente.

Michelle abraçou a raiva e o rancor, os agarrando entre seus dedos e os sustentando para sobreviver aquele inferno que tinha sido jogada. As torturas a quebravam de diversas formas, mas também a fortalecia, alimentava uma moral distorcida e objetivos agressivos. Mas, como refém e rato de laboratório, seu principal objetivo era sobreviver.

CCFY feita almejando legado parcial em Hermes, já que ele seria o meu avô. Além de introduzir a trama pessoal da personagem.
Essa postagem pode ser considerada um flashback, já que conta apenas como tudo começou.


wearing /// nowhere /// with fulano



MichelleJohansson .

Michelle Johansson
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Filhos de Nice
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Idade : 27

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Shitt Happens ▬ Trama Pessoal Empty Re: Shitt Happens ▬ Trama Pessoal

Mensagem por Minerva em Sex Ago 16, 2019 4:42 pm

Michelle



Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 2.000 xp e 2.000 dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

RECOMPENSAS: 2.000 XP e 2.000 dracmas. 1.400 XP e 2.000 dracmas + Legado de Hermes       

Comentários:
Michelle,
Eu gostei bastante do que li e achei sua história coerente. Não vi razões para descontos e a narrativa é agradável de ler. Meus parabéns.
Minerva
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Deuses Olimpianos
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