The Blood of Olympus
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(-) must be my good karma (+)

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Mensagem por Hades em Sex Nov 08, 2019 4:56 pm

Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

RECOMPENSAS: 5.000 XP e 4.000 dracmas, 10 ossos + legado de Éolo

Comentários:
Gostei de sua narrativa e achei o texto deveras criativo. Não vejo o que poderia ser descontado e só tenho o que lhe parabenizar.

Hades
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Mensagem por Samuel Mazlow em Qua Nov 20, 2019 11:22 am

Under the moonlight you see a sight that almost stops your heart. You try to scream but terror takes the sound before you make it. You start to freeze as horror looks you right between the eyes. You're paralyzed cause this is thriller, thriller night and no one's gonna save you from the beast about strike
Os presentes acontecimentos começavam a estarrecer o semideus, que passava a sentir o corpo dolorido com os movimentos feitos até então. A transformação para uma pantera negra havia provocado um desconforto inicial, e por alguns minutos alongou os músculos para prosseguir. A roupa estava estragada, e apesar de não ser uma preocupação, poderia se tornar um problema em algum instante, deixando visível pontos sensíveis de um corpo humano que precisava de algum momento de descanso. O desencontro com Manu havia lhe proporcionado um tempo para respirar aliviado, mas nem tanto, visto que sua atenção estava se alastrando para cada esquina daquele labirinto num temor discreto. E se alguma outra múmia surgisse? Maldita hora em que tinha resolvido ir procurar por Tessa, mas, que opção tinha? Não estaria em paz sem receber qualquer notícia que fosse de que ela estava bem.

Hórus o acompanhava do alto, voando para mapear o labirinto, servindo como um mapa vivo, mas a visualização era impossível até mesmo ali de cima. O dragão estava consternado, e ao cessar o voo, seguiu Samuel por onde ele ia, discreto, sempre rente aos arbustos mais densos para se camuflar de alguma forma. Foi por isso que, inesperadamente, o mentalista precisou lidar com as paredes movendo-se em sua direção, prontas para esmagarem seu corpo sem deixar vestígios para trás. Alavancando uma corrida direto para um espaço totalmente desconhecido - e o único em seu campo de visão -, Samuel correu para trás de uma porta metálica, que fechou-se atrás de suas costas com um barulho ensurdecedor no que parecia ser o antro de uma arena. A sobrancelha se arqueou ao reconhecer a figura de Manu, e sem tempo para novos cumprimentos, ouviu o seu grito e sem pestanejar, correu na direção do disparo feito pela filha dos mares.

Interrompidos pela terceira pessoa ali dentro, o “Tessa!” escapou de sua boca, como se ela tivesse vida própria, assimilando o que estava acontecendo. As palavras da gêmea portadora da loba mascote ecoaram em sua mente, e aquele só poderia ser o momento em que dava de cara com a prévia de sua morte. Manu queria encontrar Tessa e aproveitar a situação para tirar a limpo a história do namoro. A questão era: O que diabos iria acontecer? Com um suspiro, o filho de Morfeu se aproximou, sério, segurando-a pelos braços com todo o cuidado do mundo. — Você tá bem? Alguma coisa te machucou? — Ele mesmo quase tinha morrido, mas a única preocupação existente em sua cabeça era com a garota frente aos seus olhos.

Aquele instante o fez perceber que, mesmo aliviado por encontrá-la, certa tensão ainda existia. Hórus ficara preso do lado de fora das paredes metálicas, encontrando-se com Molly e Maxine. O encontro dos mascotes provocou um pouco de tranquilidade no dragão, que não estava nada contente com a distância selada entre ele e Samuel. A situação podia se agravar em qualquer momento, e bastou pensar nisso para ouvir uma cacofonia pesarosa de uma Esfinge servindo de hostest ao surgir de um buraco no meio da arena. O trio certamente precisava de algumas explicações, o que não demorou para ser exposto de um jeito extravagante e nada confortável. Precisavam cumprir três desafios, um para cada, e ao menos dois tinham que cumprir os propósitos para conquistarem dois pontos, pelo menos. Era o que precisavam para garantir a saída daquela emboscada.

Consternados, não tinham opção além de vencer os desafios, ou virariam refeição para a Esfinge, que orientou os próximos afazeres. Uma piscina surgia de um compartimento subaquático, onde o botão para destravar uma das portas foi deixado numa profundidade considerável. O segundo compartimento era subterrâneo, mas estava lotado de areia até em cima. Um objeto deveria ser encontrado e nele jazia o botão para abrir a segunda porta. O terceiro desafio permaneceu sendo um mistério. — Água e areia, certo. Só dois precisam ir, então você fica ai e eu vou com a Manu. Ela concorda comigo, certo, Manu? — O mentalista não deu tempo para Tessa se organizar, excluindo-a de qualquer perigo eminente nas etapas dos desafios. — Você vai pra piscina e eu pra caixa de areia. — A concordância foi unânime, visto a facilidade de cada um com suas habilidades.

Mas, a risada irritante da Esfinge alcançou seus ouvidos quando a dupla foi repelida ao tentarem contato com suas fontes seguras. Samuel, como filho de Morfeu, conseguia manipular a areia. Manu, como filha de Poseidon, nadaria sem problemas até o botão sem que a água fosse uma preocupação. — Em que mundo vocês vivem? Não pensavam que eu ia permitir que pudessem agir em seus pontos fortes, não é? Eis que aqui eu vos explico. Filha de Poseidon, esta água não é propícia para você. Filho de Morfeu, a areia não aceita o seu sangue. Invertam as posições. AGOOOOOOOOORA! — Dado o anúncio, as coisas passavam a nublar entre eles. Se não podiam ir com suas melhores habilidades, o que fariam?

Sem muitas outras opções, a dupla inverteu os papéis e Samuel, antes de se jogar na água, tentou visualizar o botão ainda da superfície. Estava escuro e mal podia ver o que tinha lá embaixo, o que não era de grande ajuda. Do outro lado, viu Manu começar o seu desafio e com uma respiração profunda, se jogou na água. Os olhos azuis brilharam num tom quase neon, tendo o semideus integrado ao instante o uso de uma habilidade aplicada: A de detectar qualquer presença dentro daquela piscina, além da dele. Era uma boa estratégia para garantir que nenhuma criatura pudesse lhe aterrorizar no meio do desafio, que já havia começado.

O grande problema era o fato de que sua visão não era muito boa ali embaixo, além do fato de que precisava retornar para a superfície e retomar o fôlego. Quando emergiu pela primeira vez, a respiração estava forte, descompassada, além da pequena sensação de visão turva. Tinha forçado alguns segundos a mais debaixo d'água, atitude que poderia colocar sua vida em risco. Como se já não estivesse, certo? Quando reuniu fôlego para descer outra vez, tentou não pensar tanto em sua morte por afogamento, o que era uma tarefa extremamente difícil. O foco deveria ser mantido na existência do tal botão, que proporcionaria a liberdade do trio caso saísse como vencedor do desafio e Manu conseguisse encontrar o objeto perdido na areia. O semideus deveria dar algum crédito para a Esfinge ao colocá-los em suas proporções de deficiência, visto a falta de habilidades em água provindas de Samuel, e o desacordo de Manu com a areia.

Não sabendo exatamente quanto tempo já tinha se passado desde o início dos desafios, o filho de Morfeu estava começando a ficar cansado. Nadar, prender a respiração, tomar fôlego, eram movimentos que exigiam de seu corpo, que já vinha passando por momentos de requisição enérgica para enfrentar as criaturas com quem se encontrou no labirinto. Os pulmões pediam por um pouco de descanso, e sem saber quanto tempo ainda tinha para cumprir com o desafio, o mentalista resolveu descer mais uma vez. Agora, com um pouco mais de fôlego tomado, sua última reserva. Finalmente conseguiu encontrar o maldito botão, atrelado no fundo da piscina, um pontinho de brilho fosco na escuridão das águas profundas. Sua agonia, no entanto, era saber que não tinha como alcançá-lo de algum modo. Era fundo demais para quem não conseguia respirar debaixo d'água.

Quando emergiu na superfície outra vez, Samuel tratou de recuperar o fôlego enquanto se deitava, pronto para cair nas graças de um cochilo. Parecia inacreditável o que fazia naquele instante, mas tinha um propósito maior com aquela atitude. Como filho de quem era, bastava fechar os olhos para sentir a sonolência invadi-lo, e certo de que seria um bom plano, tratou de colocá-lo em ação. O mentalista cochilou por quase dez minutos, imóvel e completamente molhado, na borda da piscina e enquanto dormia, restaurava uma pequena parte de energia para garantir o funcionamento completo do plano.

Despertou um tanto grogue, normal para o estado em que tinha se colocado. Dois minutos mais tarde, estava desperto e pronto para dar continuidade a sua parte do desafio, agradecendo aos deuses por não ter que lidar com o tempo. Não sabia o que estava acontecendo com Manu ou Tessa, tamanha a sua concentração no que precisava fazer nos instantes seguintes. Quando pulou na água outra vez, se transformou numa foca. Os atributos se transformaram e suas capacidades de nadador aumentaram consideravelmente, tanto é que chegar ao botão não era mais um problema. Com a pata enorme, Samfoca apertou o maldito botão, fazendo soar um alarme de luz avermelhada para logo ouvir o barulho de trincos e maquinários chacoalhando a água da piscina. Nadando de volta para a superfície, o animal marinho se transformou para sua forma original, humana e muito menos pesada. Samuel sentou na borda da piscina, cansado, mas feliz por ver a primeira porta se abrir.

No entanto, sua atenção se virou para onde Manu era engolida pela areia movediça e Tessa parecia tentar ajudá-la com alguma coisa. Pela distância não conseguia definir o que era, e em parte quis gritar para que ela agisse de outro modo, mas conhecendo-a como ele, aquela deveria ser a opção mais viável para a salvação de sua gêmea. De onde estava, tentou controlar a areia, que o repelia mesmo de longe, causando-o sinceras ondas raivosas. Não sairia sem nenhuma delas, e confirmada a vitória da namorada em suas ações, Manu foi salva. O que aconteceu em seguida foi inesperado.

O palco despencou junto com a esfinge, no antro da arena. Derrotada pela obtenção dos dois pontos, o semideus correu em direção das meninas, ajudando a puxar a cunhada para fora do redemoinho de areia que perdia forças. Uma figura feminina entrou no campo de visão, junto com Molly e Hórus logo no encalço e se observado muito bem, Samuel poderia garantir que aquela era a famosa Maxine, esposa de Manu e uma das lendas romanas daquela geração. O Mazlow virou sua atenção para a outra gêmea no recinto, segurando-a pelos braços. Bastava Tessa olhá-lo nos olhos para saber o nível de sua preocupação e o alívio por encontrá-la bem. Viva. — Vamos. — Suspirou, caminhando na direção do dragão de bronze, escoltando-os para a saída mais próxima. Tinham contemplado bastante coisa para uma aventura de halloween.


habilidades:
passivas:
MENTALISTAS

Nome do poder:  Detectar Presenças
Descrição: O seguidor da deusa Psiquê pode notar presenças escondidas dentro do ambiente em que se encontra, mesmo que elas estejam camufladas ou invisíveis. É uma sensação forte de que a algo a mais ali. Caso concentre-se um pouco mais, poderá sentir a origem da presença.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: 75% de chance de encontrar coisas invisíveis e camufladas. Caso o item tenha sido encantado por alguém mais forte ou o semideus "escondido" seja alguém mais forte, não conseguirá encontrar a presença, apesar de saber que ele ou o item está ali.


MORFEU

Nome do Poder: Regeneração do Sono I
Descrição: Toda vez que adormece o filho do deus dos sonhos pode recuperar boa parte de sua energia, mas se fizer isso em campo, também se torna vulnerável. Nesse nível consegue recuperar apenas uma pequena parte de sua energia, basta tirar um cochilo.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Recupera 20 HP e 20 MP.
Dano: Nenhum
ativas:
MORFEU

Nome do Poder: Metamorfose Animal II
Descrição: Seus poderes evoluíram conforme o esperado, e agora sua metamorfose ficou ainda mais forte. Consegue se transformar em criaturas de porte médio, dentre elas felinos como panteras, onças e tigres. Cachorros também entra aqui, ou qualquer criatura semelhante que você for capaz de pensar.
Gasto de MP: 20 MP por turno usado.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Terá os mesmos atributos físicos ou poderes que a criatura (visão melhorada, olfato melhorado, força, veneno, depende da criatura em que se transformar).
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
considerações:
A ccfy foi desenvolvida a partir desse contexto, onde Samuel e Manu se encontraram no labirinto, mas se separaram pouco depois.




won
der.
We were shut like a jacket, so do your zip. We would roll down the rapids to find a wave that fits. Can you feel where the wind is?
Samuel Mazlow
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Mentalistas de Psique
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Mensagem por Macária em Qui Nov 21, 2019 9:38 pm


Samfoca

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos

Comentários:
Você desenvolveu uma narrativa breve, mas muito interessante e com todos os pontos necessários à compreensão muito bem desenvolvidos. Parabéns






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money and diamonds can't save your soul

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Mensagem por Emmanuelle S. H. Henz em Seg Nov 25, 2019 7:20 pm




Perdedora
Acho que nada acontece por acaso, sabe?Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.

Passos apressados ecoavam como ruídos abafados corredor adentro. O labirinto estava escuro e gelado naquela parte em particular e guinchos vinham das costas da dupla que disparava tentando escapar de corvos negros. Uma ninhada inteira deles tinham alcançado as garotas, que tentaram lutar nos primeiros minutos e descobriram que eram monstros demais para elas. Os pássaros tinham bico de ferro e eram velozes o suficiente. Quando um desaparecia outros três surgiam para substituir o primeiro, obrigando Manu e Max a recuarem labirinto adentro.

— Vou bloquear a passagem deles para atrasá-los, cheque o perímetro a frente em busca de uma saída — A Amazona instruiu, fazendo Manu grunhir baixo e diminuir os passos.

— Molly! — Gritou para a loba. — Cubra a retaguarda dela e não deixe nada acontecer — Ordenou rouca antes de disparar para a sala de abertura larga mais a frente.

O lugar tinha outras duas saídas, arquibancadas semelhantes as da arena que tinha estado um pouco antes, mas limpa de armamentos. Manu sentiu cheiro de ferrugem no ar e embora o local estivesse vazio, ela não se sentia segura dentro dele, por isso recuou pronta para voltar para a esposa.

Ela virou nos calcanhares e chegou a ver Max correndo em sua direção. Guinchos ecoaram mais alto e Manu deu dois passos em direção a amada antes de vislumbrar o metal brilhando em suas costas. Dois pássaros tinham escapado da armadilha de Max e voavam em sua direção. Manu gritou e disparou para frente e nesse momento a porta da entrada da antessala se fechou ruidosamente, a prendendo dentro daquele lugar.

— Maldição! — Rosnou antes de preencher o punho com gelo e socar o concreto, que não sofreu nem mesmo uma rachadura. — Maxine!  Maxine você está bem? — Gritou para o outro lado, ainda ouvindo ruídos de batalha ecoarem ali dentro.

Nervosa, buscou por outra saída e chegou a correr para o outro lado, visando atingir a segunda porta ali de dentro, mas Samuel adentrou o lugar correndo exatamente como ela e quando Manu chegou até ele a porta se fechou mais uma vez., prendendo ambos ali dentro.

— Corre, agora! — Ordenou rouca antes de disparar em direção a terceira porta, que também foi selada quando uma terceira pessoa passou por ela, prendendo todos os três ali dentro.

Manu grunhiu irritada no exato momento em que a outra garota ergueu o olhar e perdeu ao folego ao perceber que aquela era...

— Tessa!


Samuel e ela gritaram ao mesmo tempo, assustando a gêmea de Manu que encarou os dois de forma confusa. É, o destino tinha acabado de pregar mais uma peça e aparentemente, não queria Maxine Henz envolvida com eles.

...
Segundos se passaram com Emmanuelle assistindo a cena de Samuel e Tessa como uma mera espectadora de um filme qualquer. Sua careta era evidente e o ciúme estava tomando conta dela, fazendo com que Samuel fosse lentamente torturado sua mente e perfurado com seus olhos. Infelizmente para ela isso não passava de um pensamento incoerente em sua cabeça, afinal a realidade era que o garoto estava perfeitamente bem.

E teria continuado se a vida de um semideus não fosse completamente azarada.

O chão ao redor começou a tremer à medida que o salão se abria ao meio, fazendo um palco de show crescer bem no centro da arena e trazer consigo nada mais nada menos do que a Esfinge. Manu praguejou baixo e levou as mãos ao pescoço, certa de que teria que lutar ou responder alguma pergunta idiota para sair dali. A Esfinge a surpreendeu.

Diferente do que esperava a criatura não as desafiou com uma charada, mas sim com desafios. De um lado da arena uma piscina tomou conta de seu campo de visão, do outro uma caixa de areia criou vida, tornando o lugar uma completa piada para os semideuses em campo. Manu e Tessa tinham vantagem na água e Samuel dominava a areia perfeitamente, o que só podia significar uma coisa.

Algo estava errado e embora Manu ainda não soubesse o que era, sua tendência ainda era a de desconfiar.

A Esfinge explicou os dois desafios de forma rápida e sem muitos detalhes. Para vencer e abrir as portas dois dos três semideuses ali presentes precisavam completar sua tarefa com hesito e Manu teria ficado feliz com isso, se não fosse um pequeno detalhe. Apenas dois dos desafios estavam em campo e Samuel e ela iriam competir neles. O garoto tinha tomado a frente e dito que iria para caixa de areia – algo esperado – enquanto ela seguiria para a piscina e enfrentaria o que quer que estivesse lhe aguardando.

Mas e o terceiro desafio?

Desconfiada Manu andou em direção até a piscina para poder se posicionar na pilastra de salto, mas acabou sendo impedida por uma parede invisível e ao chocar-se contra ela finalmente percebeu a piada da situação. Manu ignorou a dor sobre a face e forçou as mãos sobre a parede invisível, mas a Esfinge começou a rir as suas costas e a fez perceber o que estava acontecendo.

— Não podemos lutar com aquilo com que temos vantagem — Suspirou, virando-se para criatura que sorria exibindo os dentes.

— Em que mundo vocês vivem? Não pensavam que eu ia permitir que pudessem agir em seus pontos fortes, não é? Eis que aqui eu vos explico. Filha de Poseidon, esta água não é propícia para você. Filho de Morfeu, a areia não aceita o seu sangue. Invertam as posições. AGOOOOOOOOORA! — Debochou o monstro, fazendo Manu encarar Tessa antes de inverter a posição com Samuel.

Eles cumpririam a tarefa um do outro e Manu não tinha ideia de como faria isso. A garota precisava encontrar uma bolinha vermelha no meio da caixa de areia em um curto período de tempo. Se não conseguisse e o cronometro zerasse então teria uma consequência – que ela tinha certeza de que não iria gostar.

Trincando os dentes Manu se atirou contra a caixa de areia. Seu corpo foi engolido até as panturrilhas e seus dedos ágeis começaram a buscar por qualquer indício diferente da textura que escapava por entre seus dedos. Ela afundava o punho, o braço e abria as mãos em busca de qualquer coisa diferente. Estava imunda e com partes do corpo pinicando enquanto o relógio continuava a tilintar em sua cabeça de maneira irritante.

A garota estava começando a ficar ansiosa com a situação, movia-se rápido atirando areia para todos os cantos enquanto buscava loucamente pelo maldito objeto ali dentro. Infelizmente para ela isso não aconteceu.

Um minuto inteiro se passou e outro depois desse. O tempo estava cada vez mais curto e a respiração de Manu começava a ficar pesada. Ela entendeu o motivo tarde demais. Quanto menos tempo no relógio menos a areia ficava na caixa e mais circulava ao seu redor. Um pequeno redemoinho circulava seu corpo a empurrando cada vez mais para baixo e a fazendo ficar mais lenta. Se mover tinha se tornado difícil, a areia começava a adentrar seus pulmões e o tempo estava se esgotando.

Então o gongo soou, fazendo a sirene ecoar por toda a caixa e sugá-la para baixo, lhe prendendo o quadril, a cintura e as mãos e a impedindo de se mover. Ao longe ela pode ouvir a gargalhada da esfinge que desafiava sua gêmea a salvá-la. O que era irônico, já que por muito tempo tinha sido Manu na posição oposta.

Manu rosnou e forçou sua energia para fora, tentando ficar mais forte para poder se livrar do redemoinho. Mas nada adiantava e quanto mais a garota lutava com a caixa de areia mais era puxada para baixo. Estava sufocando lentamente, seu corpo coberto, os cabelos manchados de dourado e os olhos ardendo devido a quantidade excessiva no local. Sua visão embaçou e a voz desesperada de Tessa pareceu ficar mais longe. Então um grito ecoou pela arena e o ruído de desabamento fez tudo ao seu redor despencar. A areia perdeu força e Manu arfando parou de lutar contra ela, apenas para erguer o olhar e ver a imagem da irmã se abaixando a sua frente.

Ela estendeu as mãos e ajudou Manu a livrar parte do corpo antes de puxar a mais velha para fora com a ajuda do namorado. As portas se abriram e Max correu para o lado de dentro com o olhar fixo na esposa arfante sobre o chão. Manu fez uma careta ao olhar para ela, afinal estava em um estado deplorável. Mas Max sorriu, sorriu daquele jeito que deixava Manu se sentindo feito gelatina. E em seguida estragou tudo com um de seus comentários espertos.

Kyra



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Mensagem por Tessa S. Henz em Seg Nov 25, 2019 11:33 pm

Os enigmas da Esfinge
Tentar compreender o destino não era algo fácil. Principalmente quando as coisas tomavam um rumo completamente diferente do que eu esperava. Já devia ter se transformado em algo compreensivo, considerando tudo que eu já passara no decorrer dos anos, mas não era. Por alguns segundos, me amaldiçoei mentalmente por ter adentrado o labirinto. Eu estava mais que perdida diante dos corredores pelos quais passava.

Caminhando a passos que seriam considerados lentos devido ao meu ritmo habitual, eu prosseguia pelo corredor que adentrara a não mais que cinco minutos antes, meus lábios se fechando em linha reta, quando o espaço se estreitou fazendo com que eu tivesse de caminhar de lado. O labirinto vinha apresentando algumas surpresas desagradáveis, mesmo que em meio a essas coisas desagradáveis houvessem surgido boas pessoas.

Eu ainda tentava clarear meus pensamentos, quando uma porta surgiu a minha frente. Não havia outro caminho a seguir além de atravessar aquela porta. Á coloração cinzenta dava a ela uma aparência sinistra, os cadeados negros espalhados por sua extensão um ar de mistério. Pendurado ao lado da porta um gancho continha chaves o suficiente para abrir todos os cadeados espalhados.

A atividade parecia simples, mas eu sabia que poderia ser mais perigosa do que aparentava. Puxando as chaves do gancho, observei seus formatos, passando a mão brevemente pelos números forjados em sua lateral. Optando pelo mais óbvio, procurei pelo primeiro número forjado em um dos cadeados. Levando a  chave correspondente ao cadeado, sorri com surpresa genuína ao ouvir o clique que indicava sua abertura.

Retirei-o da porta o inserindo no gancho, repetindo a tarefa manual até que todos os cadeados houvessem sido abertos. Uma luz esbranquiçada se fez aparente fazendo-me levar as mãos aos olhos, até que eu conseguisse me acostumar com o novo elemento no ambiente. Piscando algumas, retirei as mãos visualizando a frase que se formara. “O abrir e o fechar, são caminhos a voltar”.

Franzindo o cenho, observei a porta se abrir, a luz impedindo que eu visse o que havia no interior. Dando de ombros, atravessei a porta. O som de duas vozes misturadas pronunciando meu nome, fez com que a confusão dominasse minha mente, até que meus olhos passassem pelas faces conhecidas. Minha irmã gêmea e meu namorado. -Mas.... como? – questionei arqueando minha sobrancelha esquerda.

Samuel se aproximou rapidamente de mim, suas mãos envolvendo meus braços, seus olhos esboçando uma preocupação intensa. – Eu estou bem. Algumas criaturas apareceram, mas consegui sobreviver. Como você está? – questionei levando minha mão ao seu rosto, em um carinho tranquilizante. Havíamos nos perdido horas antes, o que me levava a pensar em que momento ele encontrara Manu. [color=#54FF9E]– Manu? Você tá bem?/color]– questionei passando meus olhos brevemente pela figura tão parecida comigo, mas ao mesmo tempo tão diferente.

Não nos víamos a algum tempo, ela se formara, eu optara por cursar outro curso. Nossos caminhos deixando de se cruzar com tanta frequência quanto antes. Minha irmã gêmea, no entanto, não teve tempo para responder a questão pronunciada por mim. Uma esfinge se interpôs em nosso caminho. Como uma apresentadora de quinta categoria, ela tentava dar explicações do que nos levara até ali e o que teríamos que fazer para conseguir sair do local.

Três desafios iriam se interpor em nosso caminho, cada um de nós sendo responsável pelo cumprimento dos propósitos para conquistarmos o grande prêmio. De três pontos, deveríamos fazer pelo menos dois. Caso contrário, nos veríamos como lanche da tarde da Esfinge que nos narrava aquela aventura exaustiva. Samuel e Manu se colocaram em movimento antes se quer que eu pensasse em fazê-lo.

Meu namorado indo em direção a areia, enquanto minha irmã gêmea se colocava a caminho da água. Ambos foram repelidos por seu elemento, atrás de mim a gargalhada esfinge me fazendo arquear a sobrancelha esquerda. Obviamente eles não deixariam as coisas tão fáceis assim. Os dois desafiantes trocaram de elemento, conforme a esfinge se virava para mim, um sorriso desafiante em seus lábios.

-Você vai enfrentar algo diferente. Algo mais intelectual- anunciou ao passo em que uma lousa descia até o chão ficando a sua altura. -O que diabos é isso?- questionei arqueando minha sobrancelha esquerda. -Charadas. Seu elemento mais odiado- anunciou dando uma gargalhada estrondosa. -Te darei três delas, se conseguir responder corretamente duas, conseguira o que tanto precisa- anunciou me dando espaço para olhar para a lousa.

-Do Olimpo fugiram quando o viram! – anunciou não me dando tempo para ler e fazendo com que eu arqueasse minha sobrancelha direita em dúvida. Não eram muitos na história que tinham o poder de conseguir escalar o Olimpo e assustar os deuses. A não ser aquele que era o pai dos monstros. [color=#54FF9E]-Tifão! /color]– anunciei com um sorriso nos lábios, o que fez a esfinge rosnar em raiva. Ela provavelmente esperava que eu errasse de primeira.

-Simpatia em seu eu, medo em seu nome, leveza em sua alma – anunciou fazendo-me dar um passo a frente. Não era como se eu conseguisse lembrar da personalidade de todos os deuses. -Sei lá, Phobos?- anunciei em dúvida, sabendo bem no fundo que dera a resposta errada. Eu conhecera Phobos pessoalmente e nem de longe ele era um deus simpático. -Pã sua tola, pã- zombou me mostrando seus dentes em um sorriso.

-A ultima é mais difícil, aposto que não vai conseguir. Qual animal anda com quatro patas de manhã, duas a tarde e três a noite? – meu sorriso foi quase automático ao ouvir o que havia sido dito. Depois de muito tempo sem saber a resposta para aquele tipo de enigma eu pedira ajuda a Enzo. Era estranho pra mim aquela coisa de manhã, tarde e noite. Mas ele me explicara que os períodos do dia eram associados as idades. Bebê, jovem e idoso. Engatinhar, caminhar e andar com o auxilio de uma bengala.

- O homem- anunciei tendo a certeza de que estava certa. O rosnado da Esfinge, seguiu-se a minha corrida em direção a minha irmã. Ela aparentemente precisava de ajuda, a areia parecia querê-la transformar em parte de si. Com esforço, busquei puxa-la para cima. O suor escorrendo por minha face, conforme a força que eu fazia para conseguir tal proeza.

Eu não poderia permitir que minha irmã mais velha fosse engolida pela areia. Quando Manu enfim parou de se debater, consegui envolver suas mãos com as minhas a puxando para fora. Seu corpo todo sujo de areia, não a parou quando as portas foram abertas, sua esposa recebendo-a com carinho. Da esfinge atrás de nós, tudo que restara fora o barulho, do palco despencando. Entrelaçando meus dedos com os de Sam, balancei a cabeça em concordância, seguindo na direção do dragão de bronze.


The Beauty and the beast
Tessa S. Henz
Tessa S. Henz
Líder de Poseidon
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Mensagem por Hades em Qua Nov 27, 2019 5:01 pm


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Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Gêmea 1 - Emmanuelle
Realidade de postagem + Ações realizadas – 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 20%

Recompensa obtida: 4.250 XP –  3.400 dracmas – 10 ossos

Gêmea 2 - Tessa
Realidade de postagem + Ações realizadas – 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 25%

Recompensa obtida: 4.500 XP –  3.600 dracmas – 10 ossos

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Em geral eu senti que nas postagens das duas faltou mais detalhes e uma maior exploração dos desafios, parecendo que os textos foram feitos na pressa. Em diversos momentos senti que a narração poderia ter sido melhor explorada, porém não foi isso que aconteceu. Gostei do fato de terem utilizado o labirinto para criar uma situação. Parabéns semideusas.

Hades
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Deuses Olimpianos
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Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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