The Blood of Olympus
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Mensagem por Samuel Mazlow em Ter Jul 09, 2019 1:21 pm

Espaço para tramas pessoais.


Wide awake, the fever burns. Sweat it out, wait my turn Can you hear the drumming? There's a revolution coming.
Samuel Mazlow
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mentalistas de psique
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Mensagem por Samuel Mazlow em Seg Jul 15, 2019 5:44 pm

you young lost sinner
Samuel testemunhava o alvorecer com o semblante de quem não estava naquela dimensão. Ainda sentia as marcas de sua primeira batalha fora dos campos de treinamento, refletindo nas mais adversas hipóteses de sua conduta nos pormenores enquanto se via na posição de alguém em combate. Por todo o tempo em que se postara entre bravos lutadores e mestres na arte da guerra, era visto como um fanfarrão entre os deuses, o preguiçoso ou o menos apto a sair vivo da missão. Entre um filho de Ares, uma amazona, um filho Poseidon e uma filha de Hécate era o único com as habilidades menos estimuladas e propensas a falhas críticas. Foram em busca de um amuleto perdido, uma relíquia de sinceras afeições de Dionísio, que os recrutou e informou sobre todas as entrelinhas através de Quíron, que lhes concedeu quatro dias úteis para se prepararem, o que envolvia um treinamento específico em conjunto para descobrirem como casar as habilidades e saírem com as expectativas de vitória num alto nível.

O filho de Ares e a amazona conseguiam um combo incrível de força, brutalidade e violência, se considerado o bônus da garota em ter sua filiação por parte de Belona, o que tornava sua presença extremamente importante. O filho de Poseidon conseguia agregar suas habilidades em qualquer situação, desde que um pouco de água se encontrasse disponível, e se mesclado ao modo em como a filha de Hécate poderia protegê-los de quase tudo, o rapaz sentia-se como se fosse o câmera-man, estando na composição da equipe com o único intuito de fisgar todas as cenas e apenas isso.

Nos dois dias em que os treinos entre o grupo aconteceram, o Mazlow tentou se situar em todas as pregações de habilidades, mas nada poderia fazer, se não, se tornar o centro das atenções por um minuto, e no seguinte ser o alvo de risadas pela sua constante falta de participação quando o assunto se tornava sua vez de agregar um poder ao combo. Amuado e com a sensação de inutilidade lhe abrangendo os horizontes sentimentais, resolveu se abster de novas tentativas e a cada novo treino com os companheiros de missão, sentava-se no canto mais afastado para observá-los e anotava num bloquinho tudo o que observava. Como se moviam, tempo de reação, reflexo, quais habilidades eram mais fortes e como agiam em conjunto.

Vários paralelogramas foram traçados, seguindo um fluxo perfeito de informações sobre os colegas de missão e poderia dizer que do seu modo, sabia tudo o que precisava para não ser um completo Zé Ninguém no campo de batalha. Quando o grande dia chegou e todos se reuniram no antro da arena para desejar bons votos aos heróis que sairiam em busca do objeto perdido, Samuel passou despercebido nos cumprimentos e felicitações. Era só o cara inútil que serviria como isca numa situação ruim. Por mais que o desprezo viesse por parte da grande maioria, um sorriso substituiu a expressão vazia nas feições do jovem, quando viu seus meio-irmãos no fim do grande vão aberto para passarem, dando tapinhas e desejando a sorte ao seu favor. Aquecido com o carinho dos que lhe importavam, o semideus ergueu a cabeça e caminhou decididamente alguns passos atrás dos plenos guerreiros que abriam espaço logo adiante.



Terça, 6 da manhã, fronteiras do Westside, NY.
Dia 01.


Bastian, o filho de Poseidon, puxava uma conversa fiada com os outros semideuses, que entraram no papo ao corresponderem com o assunto. O tema era a nova motocicleta vendida em algum estabelecimento comercial de Nova Roma, e enquanto os caras discutiam a beleza do veículo, as meninas pareciam dispersas entre si, apesar de estarem andando lado-a-lado por todo o percurso que já tinham feito. Com as mãos nos bolsos e o capuz do casaco cobrindo a cabeça, o filho de Morfeu repetia mentalmente o que caracterizava a missão: Ir até o lado sul de Nova Iorque, se infiltrar nas cordilheiras do submundo - abaixo das linhas de trens, na rede de esgoto - e procurar pelo item desaparecido. Um amuleto de pedra arroxeada, opaca e de aparente visual sem valor.

Suas propriedades mágicas não foram reveladas, mas Quíron tinha sido bastante claro em fazê-los entender que o manuseio do amuleto deveria ser feito com extrema delicadeza, ou algo de muito ruim aconteceria caso a pedra se ruísse. Dado o tempo em que estava perdido e a falta de cuidados específicos, o risco poderia se agravar em qualquer momento da missão. Riscando possibilidades, Reece e Sally estavam fora de cogitação, somados como filhos de Ares e Amazona, propensos a usarem mais força que o esperado caso resgatassem o item com as próprias mãos. Para não arriscar logo de cara, foram selecionados como os protetores do guardião do amuleto.

Uma rede submundana funcionando bem debaixo dos nossos pés. — Comentou sozinho, enquanto folheava algumas anotações importantes tiradas do mapa que carregava na mochila. Dentre os envolvidos na missão, Samuel era o único atento aos nortes que deveriam seguir, tendo estudado o que evitar e aproveitado sua falta de participação com habilidades que não se referiam aos atributos físicos para reunir a maior quantidade de informações sobre a rede de esgoto.

A caminhada durou cerca de seis horas, com algumas paradas para hidratarem os corpos e dar algum descanso aos pés conforme o trajeto se seguia. Vários outros assuntos foram surgindo, e enquanto Reece, Bastian, Sally e Amélia se entrosavam, Samuel analisava possíveis passagens para o destino final. Estavam no meio de uma estrada deserta, com a selva virgem de ambos os lados servindo como a única companhia além dos sons indescritíveis de alguns animais vivendo lá dentro.

O filho de Ares virou-se para brechar o que Samuel fazia, flagrando-o no momento em que findava a leitura da página correspondente aos pontos que deveriam evitar trafegar quando descessem para o esgoto. — Olha lá o esquisitão, não para de ler. É bem capaz de engolir a caderneta se a fome apertar. Quem duvida? — Uma rodada de risadas se inseriu logo após o que fora dito, e se o rapaz fosse pilhado o suficiente para rebater aquilo com alguma coisa diferente do silêncio que fez, seria com um “Pelo menos eu sei ler. E você?” Com toda a certeza provocaria a fúria no valentão, que possuía um terceiro joelho no lugar do cérebro.

Sally, apesar de rir tanto quantos os outros, empurrou Reece com o cotovelo para seguirem o caminho e parar a gracinha. O Mazlow não fez nada mais do que situar onde tinha parado a leitura e continuou, prestando atenção no caminho enquanto cruzava as informações com o mapa, agora dobrado numa das mãos e a caderneta na outra. Ainda tinham um longo dia de caminhada pela frente.


Terça, 11 da noite, confins do Brooklyn.
Dia 01


Sempre tomando as rotas coordenadas pelo GPS fornecido por um dos filhos de Hermes, o grupo - com exceção de Samuel - reinterava os planos e formulavam possíveis táticas para alcançarem o Southside o mais rápido que pudessem. No final do dia estavam entre as numerosas ruas do Brooklyn, serpenteando entre as sombras sem chamar a atenção dos ambulantes comuns, o que não se encaixava no padrão de criaturas disfarçadas, prontas para assolar a vida de um mestiço com sangue divino. O destino final era Brownsville, uma cidade com baixo índice populacional, com sua maioria de habitantes sendo negros e de renda inferior a um salário mínimo, mas, ainda que estivessem mais perto do que longe, tinham muito chão pela frente.

E se achavam que estariam isentos de qualquer interrupção no primeiro dia de missão, a ideia acabava de ser revertida para um free-lance monstruoso que os abordava na dobradura da 68ª avenida com a 43ª quadra do bairro, onde apenas um aterro se encontrava a alguns metros atrás, um vasto espaço que futuramente se tornaria um galpão de peças industriais em desuso e ninguém além dos cinco semideuses e agora uma estranha criatura de aspecto élfico se fazia visível.

Do meio da selva, seu corpo parecia transluzir uma aura esverdeada mais escura, que diferia do tom também verde de sua pele, mais claro e natural, quase como se um humano comum tivesse se pintado para alguma ocasião festiva temática. As nuances evidenciaram uma fêmea, com busto avantajado e um corpo escultural muito bem trabalhado. Suas unhas eram garras não tão grandes, mas tinham o tamanho perfeito para serem consideradas um perigo extremo. Seu corpo estava revestido por uma roupa de couraça com aspecto fortificado, como se fosse uma armadura, além das empunhaduras, o elmo e as botas de um metal reluzente e azulado desconhecido. Seus ombros e braços, como parte das coxas estavam desnudos, e num alerta mudo de probabilidade para um ataque inesperado, Samuel delimitou aquelas áreas como as que deveriam ser atingidas em primeira instância.

Adepto a se mover sem ser notado com facilidade, o semideus se aproveitou do fato de estar vários passos mais para trás e se inseriu entre as brenhas nebulosas da noite, escondendo-se rente aos arbustos da floresta. Sua preocupação se sobressaía conforme fazia algumas considerações, e em suma anedota, tentava encontrar mais criaturas como aquela ao tentar visualizar o perímetro até onde conseguia enxergar. De mãos trêmulas e sentidos nublados, o filho de Morfeu tentava controlar a respiração antes de qualquer coisa. Amélie e Bastian estavam lado-a-lado, próximos de Sally e Reece, que pareciam prestes a atacar em qualquer momento. Um erro, na visão diagnóstica do jovem camuflado na escuridão.

Nenhum deles se preocupou em olhar para trás e constatar o estado de Samuel, e ainda que isso pudesse lhe ferir os instintos, preferiu se concentrar na ocasião de real preocupação: O olhar cruel da elfa, que jogou para cima um tubo cilíndrico, que tornou-se uma lança ao se acoplar na palma da mão direita. — Arma mágica. — Ouviu Amélie, que apontou para a lança. A elfa deu um passo para frente, inclinando o rosto para a esquerda num movimento assustador, pelo menos para ele. Era como se analisasse cada interrogação antes de premeditar um gesto. Reece fez o primeiro movimento, correndo para cima da criatura numa irracional tentativa de golpeá-la. Restou para os outros gritar para que ele retornasse, mas já era tarde.

Com a lança apontada para o seu peito, a elfa o fez colidir contra um escudo invisível, sem precisar tocá-lo para repelir o ataque. A filha de Hécate começou a recitar um feitiço, e com poucos segundos de percepção auditiva, Samuel percebeu que nenhum barulho era possível de se ouvir por ali. Aquilo poderia ser uma vantagem para Sally, se sua formação de batalha fosse tão esperta quanto ela mesma sempre se mostrava. A amazona estava parada, de costas para a visão que tinha, e suas mãos fechadas em punhos condiziam com o temperamento alterado. Não era para menos. A falta de sons fez com que o Reece não percebesse o golpe dado contra sua cabeça, tirando-o a consciência quando tentou se levantar para enfrentar a oponente outra vez. Uma movimentação graciosa, quase perfeita, rápida demais.

Amélie recitou outro feitiço, concentrada em sua prática e resultou no surgimento da forma invisível da lança. Mais grossa que o visto sem a mágica, sua ponta possuía um tipo de dobradura, onde outra ponta mais grossa e plana se acentuava como uma bifurcação, perfeita para repelir um ataque. A observação não durou muito, visto que a inimiga atacou primeiro, desta vez, usando a lança para derrubar todos eles ao se mover tão rápido que nem mesmo ao olhar mais crítico fosse possível notar seus passos ágeis. — Rápida. — Como uma constatação óbvia, Samuel refletiu em sua postura. Não iria se manter escondido para sempre, precisava de uma estratégia antes de revelar sua presença. A palavra dita, no entanto, não se passava de um movimento de boca, uma vez que a cacofonia do ambiente continuasse vetada.

Sally, entre todos, era a que possuía o melhor reflexo e ao prever que estava para cair, segurou com força um dos braços da elfa, conseguindo derrubá-la junto. Amélie aproveitou o momento numa súbita ação, para bater com a mão na da criatura e tentar livrá-la da arma, o que resultou numa cabeçada. Atordoada, a bruxa sentiu a sua orientação fugir pela falta de assertividade na tentativa de desarme. Foi o momento perfeito para Samuel se revelar, furioso com a situação, ciente dos olhares das garotas a quem tentava prestar ajuda. Estava tomando tempo para a filha de Belona reordenar uma nova abordagem. Se estava ali para ser a isca, era a hora de agir como tal. Bastian parecia aflito, ainda que seu corpo bloqueasse a visão de Reece, testando seus sinais vitais.

A elfa não percebeu sua presença de imediato. A falta de sons propagou uma vantagem breve, já que a criatura estava caída de costas para onde apareceu, restando somente a sua furtividade como melhor arma para se locomover. Quando tentarem se levantar, o filho de Morfeu resolveu agir e numa rápida tentativa de movimentação, conseguiu chutar a coluna na região central no meio das costas daquela que se mostrava como inimigo, fazendo-a dar alguns passos para frente. A romana aproveitou o instante para golpeá-la com soco tão forte, que possivelmente pudera lhe deslocar o maxilar ou apagá-la, mas a elfa era resistente. Seu erro, no entanto, foi olhar para trás numa clara tentativa de saber o que tinha lhe acertado. Quando percebeu o rapaz, sua ira moveu-se para ele.

Samuel, ao contrário do que Amélie, Bastian e Sally esperavam, não se mostrou recuado ou amedrontado. A irritação era evidente em seus olhos, e por um momento sentiram um terrível medo, exatamente como o de quem teme fechar os olhos para não ter um pesadelo. Desviaram o olhar poucos segundos, absortos de que ele estava tentando ajudar, e quando a campeã élfica hesitou em atacá-lo, a bruxa e a amazona reuniram suas habilidades para refrear qualquer ataque em sequência. Uma esfera surgia na mão esquerda de Amélie, que lançou-a contra a oponente e lhe causou uma paralisia efetiva, enquanto Sally empunhava a sua espada pronta para desferir o golpe para finalizar a luta.

Seus olhos alcançaram os da elfa, que teve em mente a imagem sua própria morte ao constatar a esperteza daqueles mestiços em lhe capturarem com certa audácia. Samuel transmitia a imagem pela ligação mental enquanto sua presença aterrorizante provocada pela irritação do momento engatava a hesitação que lhe proporcionara a paralisia por meio de Amélie e o golpe fatal dado por Sally. Uma poeira esverdeada recobriu as semideusas quando a luta chegou ao fim, e por mais que pudessem ter acabado com o embate mais rápido do que poderiam esperar, suas forças estavam delimitadas. Reece permanecia desacordado, e quando a bruxa desfez o feitiço para silenciar o ambiente, o campista pôde ouvir o som de sua própria respiração descompensada. Estava cercado por uma sensação de adrenalina correndo no sangue, o êxtase em conseguir ser útil ao mesmo tempo em que saíam vivos daquele encontro.

Bastian, que tanto falou por todo o dia, apagou-se diante da encruzilhada. Estava agora tentando trazer de volta a consciência de Reece, que havia adquirido um corte na área atingida pela lança. Poucos arranhões recobriam os corpos dos heróis, que por sorte não tinham enfrentado nada além de suas incríveis habilidades. — Temos que sair daqui agora. Se ela não estava sozinha, logo outros irão aparecer. — Preocupado com o restante do caminho e as possibilidades de outros ataques, Samuel quis apressar a retirada daquele lugar. Sally ajeitou os cabelos para trás da orelha, assentindo, enquanto Amélie fazia o mesmo. Se reuniram para ajudar o filho de Ares a despertar, com uma bala de ambrosia sendo depositada em sua boca para uma recuperação acelerada. Todos comeram uma.


Quarta, 02 da madrugada, Brownsville
Dia 02


Ao chegarem nos limites de Brownsville, por garantias, decidiram juntos que era melhor alugar um quarto de motel barato onde poderiam passar o resto da madrugada e descansar um pouco. Com uma única vaga para um quarto barato, não pestanejaram em se acomodar e aproveitar o restante da noite para dormir. O quarto fedia a percevejos, o papel de parede era de um amarelo mostarda horrível, com flores nas bordas superiores e manchas de sabe-se lá o quê por todas as partes, além de buracos. O assoalho era tão velho que dava a impressão de estar se movimentando junto com os pés a cada passo que davam, e os móveis deveriam ser da época da segunda guerra mundial. Um frigobar zumbia com água da torneira nas garrafas para gelar, um pacote de cookies fora da validade e seis cervejas locais com gosto de urina.

O Mazlow era o único que realmente dormia, utilizando-se daquele método para uma cura mais efetiva de suas energias. Precisava se recuperar para garantir uma total performance caso precisasse se colocar ao posto de isca de modos aleatórios, e em seu desalento no sono noturno, não percebeu o olhar de admiração da amazona que reconhecia a sua honra em batalha. Se ele não tivesse agido, poderiam estar no palco de batalha nas mais diversas possibilidades de perderem para uma só criatura. Talvez ele não fosse tão inútil quanto imaginavam, mas, estavam embarcando para o segundo dia de missão, a data programada para o encontro do amuleto. Não se precipitaria em tirar suas conclusões ainda.

Não bebam a água daqui. Deve ter mais germes e bactérias do que em qualquer outro lugar. — Bastian suspirou ao fechar a porta do frigobar, depois de se acomodarem. Amélie e Sally dividiam uma cama de casal, enquanto Bastian estava num colchão perto da janela que dava para rota de saída principal para Brownsville, Reece dormia feito um urso no sofá povoado de poeira, enquanto o filho de Morfeu se instalou na cama secundária a das meninas.

Todos assentiram ainda que fosse um fato completamente transparente, após dividirem alguns dólares para pagar quatro pizzas e um refrigerante para se alimentarem. Estavam famintos e cansados. Dormir era uma boa tacada, ainda que os nervos estivessem flamejando pelo ocorrido. Não eram completos idiotas, é claro que um grupo de semideuses juntos despertaria a atenção de criaturas, e tiveram a sorte de lidar com uma de nível inferior aos que possuíam em combate.


habilidades inseridas:
as passivas de morfeu:
Nível 1
Nome do Poder: Aterrorizador
Descrição: A presença do semideus – quando esse estiver irritado - pode provocar medo similar ao medo de um sonho ruim.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar durante um turno.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 5
Nome do Poder: Regeneração do Sono I
Descrição: Toda vez que adormece o filho do deus dos sonhos pode recuperar boa parte de sua energia, mas se fizer isso em campo, também se torna vulnerável. Nesse nível consegue recuperar apenas uma pequena parte de sua energia, basta tirar um cochilo.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Recupera 20 HP e 20 MP.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do Poder: Furtividade I
Descrição: Assim como Morfeu/Somnia penetra sonhos sem ser notado, sendo inclusive considerado um deus bastante discreto, seus filhos também o são. Eles conseguem se mover sem serem notados com facilidade.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +10% de furtividade
Dano: Nenhum
as ativas de morfeu:
Nível 3
Nome do Poder: Comunicação visual I
Descrição: Ao fitar os olhos de alguém pode criar uma ligação mental e se comunicar transferindo imagens para as pessoas, cenas não reais ou memórias. Nesse nível só consegue transferir apenas uma única imagem.
Gasto de MP: 10 MP
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
as passivas de hécate:
Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum
as ativas de hécate:
Nível 4
Feitiço: Obvolvere
Descrição: Usado para abafar o som de um local.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

Feitiço: Aparecium
Descrição: Faz com que algo invisível se torne visível.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser usado de forma não verbal.

Nível 12
Nome do poder: Esfera Paralisante
Descrição: O semideus faz crescer sobre a ponta dos dedos duas mini esferas de energia arroxeada, e lança contra o inimigo, o membro que for atingido por essas esferas, ficara paralisado durante um turno inteiro ( o turno seguinte aquele que o semideus lançou a esfera), o que lhe dá uma chance maior de atacar.
Gasto de Mp: 10 MP por esfera
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP por esfera
Extra: A paralisia dura apenas um turno, o seguinte ao que o semideus lançar a esfera.
as passivas de belona:
Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Hipercinese I
Descrição:  A hipercinesia é o controle completo e sincronizado da mente e o músculo. Em pessoas comuns há uma pequena quantidade de tempo entre o pensar e o agir. Os semideuses filhos de Belona possuem esse tempo bastante reduzido e, com o tempo, praticamente nulo. Graças a isso, sua mente e corpo tornam-se mais afiados e verdadeiras armas. O equilíbrio, a coordenação motora e os reflexos tornam-se cada vez mais perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos.
Dano: Nenhum
pré-visualização da criatura:
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adendo:
Uma outra parte da ccfy será postada depois, com a continuação. Achei melhor dividir pra não ficar corrido, cansativo pra escrever e pra quem vai ter que avaliar.




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Mensagem por Letus em Qua Jul 17, 2019 12:48 am


Samuel Mazlow


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 4000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 49%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 16%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 29%

RECOMPENSAS: 3760 de XP e Dracmas

Comentários:
Vamos a sua avaliação, meu jovem. Começamos pelo fato de você estar fazendo parágrafos muito corridos, com vírgulas demasiadas e poucos pontos finais. No segundo parágrafo, por exemplo, um dos maiores da sua CCFY, você usou apenas dois pontos finais, o que é muito pouco para a quantidade de informação que você colocou. Esse erro se repete por todo o texto. Se posso dar uma dica, quando revisá-lo, tente fazer em voz alta, isso ajuda a enumerar a pontuação e não deixar o leitor sem ar.

Eu gostei bastante da parte da ação, inclusive acredito que você me fez realmente visualizar toda a ação da elfa. Ainda assim, pela falta de informações da mesma e considerando todo o grupo que estava presente, me pareceu que poderiam ter resolvido a situação de uma maneira mais rápida do que a que foi proposta no texto. De toda maneira, isso não irá gerar muitos descontos. No mais, parabéns pela CCFY excelente.

Atualizado por Hefesto
Letus
Letus
Deuses Estagiários
Deuses Estagiários


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Mensagem por Samuel Mazlow em Qua Jul 31, 2019 6:27 pm

Roots before branches to know who I am
Há alguns dias Samuel vinha se acostumando com a nova rotina. Pertencer a um grupo e obedecer novas regras era um dilema benevolente, mas, o que vinha lhe perturbando de fato eram os sonhos. Logo ele, filho de Morfeu, vinha temendo a hora em que todos deveriam bater em retirada até seus respectivos alojamentos para o tão merecido descanso. Uma conversa discreta com a líder lhe proporcionou um encontro direto com Psiquê, uma vez que o sigilo entre o semideus e a deusa no momento de sua inserção ao templo repercutiam num nível de cuidados que - apesar de não exclusivo - era mais restrito, por enquanto.

Seus registros mentais vinham sofrendo alterações pelo próprio trauma sofrido anos atrás, repercutindo em comportamentos reclusos e crises de pânico acentuadas que lhe davam a imersão num mundo onde as paranóias poderiam contribuir para sua ruína. Cansado de não conseguir dormir e continuar escravo de seu passado, o mentalista se colocou na posição de trégua ao pedir o auxílio de sua patrona. Psiquê, por sua vez, provou-se digna de sua bondade ao acatar o chamado de sua criança com severos danos de épocas retrógradas arruinando suas chances de existir num futuro. Antes de ir de encontro ao semideus, a deusa lhe predestinou a passar por um ritual de preparação. Durante dez dias Samuel foi testemunha de suas próprias dores, pondo-se a prova de ferro enquanto lastimava os acontecimentos passados.

Nos primeiros dias, foi exposto ao que se recordava das lembranças mais altruístas de sua infância e adolescência, já com o conhecimento de que uma nova vida viria em poucos meses para mudar a solidão de não ter com quem brincar e compartilhar as melhores histórias. Do meio para o final do ritual, precisou lidar com a dolorosa parte de retornar ao passado e se conscientizar das atitudes indomáveis da própria mãe, tão perdida em sua culpa pela tragédia. Dentro de tamanha dor, Samuel foi capaz de enxergar além de seu sofrimento e prestar atenção nas dores de sua progenitora, tão mais magoada do que ele, afinal, fora a responsável por sua existência, cuidados e desleixos por toda a vida. Captando os traços e ações depressivas, o semideus foi imerso em lembranças que por anos tinha ignorado, evacuando de si toda a angústia trazida com a culpa para dar lugar ao remorso. Como poderia ter se permitido afundar e não ter percebido o que acontecia com a própria mãe?

Ao sair do ritual, uma mínima parcela de suas mágoas foram lavadas ao perceber que vinha sendo um completo egoísta com tudo o que repercutia naquele momento crucial de sua vida. Todo o processo ocorreu em seu dormitório, na presença da líder e ninguém mais além deles. Ali, toda a ciência dos problemas compactados por ele foram acessados pela mesma latina que o recebera junto de Psiquê no despertar já dentro do templo, com seu pedido de misericórdia sendo atendido pela deusa.

O Mazlow olhou dentro dos olhos de sua superior com uma expressão digna de pena, o que não veio por parte da outra.

Levante a cabeça. Nunca é tarde para reconhecermos nossos maiores erros e construir a solução mais adequada para as consequências. Você completou o ritual, está ciente do que precisa para começar o tratamento. Nossa patrona o espera no templo com tudo pronto para começarem imediatamente. — E quando fez menções para se afastar, Samuel segurou em seu punho, abraçando-a repentinamente.

Perplexa com o contato, a líder não fez nada além de manter-se no lugar e deixá-lo desafogar a impulsão naquele gesto. Compreendia as vertentes mais improváveis para aquele movimento, tinha acompanhado de perto as reações voluntárias e involuntárias de todas as fases do ritual, tomando notas mentais de seu desenvolvimento muito de perto. Em seu âmago de alguém com sua descendência submundana, Ariel Kahlfels sentia um pouco de empatia.

Perdão. — Se desculpou quando desvencilhou os braços do corpo magro e caminhou na direção do templo onde costumava realizar suas preces.

Quando as portas duplas se abriram vagarosamente, uma intensa luz refletiu em seus olhos. Como um método de contenção extra caso algum ou alguns de seus discípulos tentassem xeretar, Psiquê garantia a seguridade do procedimento destinado ao filho de Morfeu, que teve a visão liberada do incômodo poucos segundos depois após entrar no ambiente. A ornamentação diferia do que costumeiramente encontrava ali dentro, sendo espectador único das inúmeras velas acesas, um tapete branco enorme e almofadas também brancas completando a simplicidade daquele ambiente.

A deusa, no entanto, estava deslumbrante em um vestido verde turquesa esvoaçante, diferente do modelito que em muito parecia uma túnica quando se viram pela primeira vez. Seus cabelos pareciam chamas flamejantes flutuando na cabeça, a pele pálida, um sorriso calmante. Nada disse, ocupando-se em esticar a mão para ele, que aceitou de bom grado, ainda que sua expressão sofrida permanecesse intacta. Conduzido para se deitar no tapete, Psiquê ofereceu para ele o seu colo com o intuito de despertar uma maior intimidade; aquilo, de fato, não possuía intenções maiores do que o procedimento oferecia. Transmitir calma.

Feche os olhos e se concentre em minha voz, Samuel. — A voz da divindade era como morfina para suas dores, soando como sinos que traziam a boa nova.

Assentindo, fez o que foi pedido, cerrando as pálpebras para estabelecer o maior nível de concentração que pudesse ter naquele momento. Cerca de um minuto depois, sentiu a ponta dos dedos dela encontrarem suas têmporas, incitando a quietude e tranquilidade dos pensamentos entorpecidos por tudo o que tinha passado no ritual.

Inspire e respire até se sentir mais calmo. Vamos voltar ao passado, juntos, para onde o seu trauma é mais for….

Não, por favor. Não. Eu n….. — Agitado, se recusou a retroceder até o ponto onde tudo lhe funcionava como o fim dos tempos.

Se tens a mim do teu lado, criança, não temas. Por dez dias e dez noites tu esteve se preparando para esta hora, seja tu a tua própria resiliência. — Fechando os próprios olhos, Psiquê transmitiu pela ponta dos dedos um estado de paralisação que não o permitia ser dominado pela agitação dos nervos. Caso fizesse algum esforço, seria capaz de se livrar daquilo, mas conforme os segundos passavam, a deusa inseria a transmissão toda a calma que ele precisava para começarem.

Transtornado, sentia o corpo dominado pela entidade que tinha o propósito único de ajudá-lo naquela noite. Estava ali, com a fé abalada e o coração batendo tão forte e rápido quanto o de um equino. Havia sido acolhido por ela, sustentado em sua primeira queda do precipício frente a alguém. Psiquê havia lhe confiado parte de suas habilidades, era a hora de se mostrar como um verdadeiro mentalista. Tudo o que precisava fazer, era confiar.


Transe

A isca estava perfeitamente encaixada no anzol. Um sorriso se fez nos lábios do rapazote, que com muito trabalho havia conseguido a perfeição. O tio Ben estava ali, de perto, tirando do cooler duas latas de refrigerante e quando se aproximou, o parabenizou pelo bom trabalho. A recompensa esperava em casa. A bicicleta que tanto queria finalmente estava a poucos metros de seu alcance, aguardando pelas inúmeras voltas e quilômetros para se fazer. Era uma tradição de família acampar nas margens do rio de prata, na Carolina do Norte, onde passavam as férias.

Quatro anos depois, Samuel erguia a vara de pesca tão rápido quanto um verdadeiro homem do mar. A habilidade desenvolvida com os anos era fruto de várias e várias tentativas e muitas recompensas dadas pelo tio Ben, que o observava de longe, sentado com o tabaco sendo mascado e o velho refrigerante suprindo o vício alcoólico curado há duas décadas. Ao seu lado, Ellana abria o típico sorriso capaz de derreter até os miolos do Mazlow mais velho. Um dente faltando, covinhas aparecendo, alegria contagiando a face.

Você é o homem mais rápido do mundo, Sam! — Proferiu, agarrando-se a uma de suas pernas.

Ele, cercado pelo carinho inocente de sua irmã, soltou a vara e ergueu do chão o corpinho da criança de sete anos. Ela era tão esperta, tão linda. A parceria entre eles tinha um fundamento genial, baseada no cuidado de um irmão mais velho protetor que fazia de tudo para ver a sua princesinha feliz. Ellana via em Samuel o reflexo do pai que nunca teve e não sentia falta, apesar das perguntas constantes sobre quem deveria ser o responsável pela sua procriação junto da mãe, Helena. O sorriso alargou nos lábios da menininha, que ria com os beijos recebidos, abraçando-o pelo pescoço ao prender bem as pernas em seu corpo.

Ataque de beijos na princesa mais linda desse mundo! — Entre beijos e risadas, todos estavam completamente encantados com aquela irmandade. Apesar da descendência paterna misteriosa e desconhecida, ambos carregavam o gene Mazlow, de bons modos e convivência. Eram incapazes de proferir uma só desavença ou lembrança de maus bocados entre os parentes, e eram o melhor reflexo de toda a essência dos laços que seus familiares tiveram e ainda tinham uns com os outros.

Ellana, meu amor. Venha cá! Está na hora do seu xarope. — Curando-se de uma gripe chata, Ellana precisava se medicar de seis em seis horas e garantir o efeito dos antibióticos, e ainda que se desprender dos braços de seu super-herói fosse doloroso para ela - e para ele também - a garotinha gostaria de melhorar em cem por cento.


Atualidade

Olhe bem ao redor, veja como todos estão felizes. Essa é a esfera constante entre você e sua família. Sinta o calor agradável do sol, olhe como seu tio observa vocês. A água do rio está tranquila, o vento acaricia seu rosto e da copa das árvores pássaros ressonam num cântico primaveril. A estação está para mudar logo, mas isso não afeta nada. Você está começando a sentir os olhos pesarem. A viagem foi longa e não teve descanso o suficiente.



Transe

Buscando a vara caída aos seus pés, Samuel prendeu a isca uma outra vez para garantir que tudo estivesse em ordem. Em sua cabeça, uma leve dorzinha o fez perder um pouco do foco para olhar para trás. Todos estavam sorrindo, conversando e brincando. Ellana estava tomando o remédio quando percebeu que estava sendo observada e acenou ao encontrar com o olhar precavido do irmão. Logo logo estaria perto outra vez. Na mesa de madeira ao melhor estilo de piquenique, várias guloseimas estavam espalhadas para acalentar os estômagos vazios e apaziguar a preocupação com o que comer mais tarde. Tudo era muito bem organizado para terem o mínimo de trabalho, e fora a diversão dos mais velhos que se dispunham a jogar truco, dominó e xalingo, a pesca vinha como um hobbie tranquilizante para os que não entendiam muita coisa entre os adultos.

Tio Ben não cansava de trapacear e enganar a tia Sonia, que caía nas falcatruas do irmão enquanto todos os outros riam aos montes. Helena era sua cúmplice de mutretas, e ao final dos jogos, eram sempre os charlatões vencedores. Sam gostava de observá-los uma vez ou outra, cercado pela aura de felicidade que orbitava sempre que estavam todos juntos, ou até mesmo separados, cada um em sua devida residência. Sempre ligavam uns para os outros, perguntavam sobre os tempos e agendavam novos encontros. Se posto em papel, seriam dignos de uma boa história literária.

Quando lançou o nylon com o anzol para dentro das águas escuras do rio de prata, Samuel se manteve inerte por alguns minutos. Não tinha reparado que estava cansado da viagem, quando começou a tirar breves cochilos ao sentar na cadeira praiana na espera da primeira isca mordida. O boné dos Yankees escondia o rosto petrificado num sono repentino de Sam, que apagou completamente poucos minutos depois. Enquanto isso, Helena caçoava da ingenuidade de Sonia e Ellana perseguia uma borboleta rosinha, se distanciando sem ser percebida. Pela família, mas não pela sombra que espreitava no relento da selva calma sem que ninguém notasse. Há dias vinha campinando a clareira e notou a chegada dos Mazlow.

Se passou por um bom samaritano vendedor de contos, captando a perseverança e alegria motivar a família em cada ação. Teria um trabalho difícil em ser discreto. Precisava esperar uma falha. Um momento crucial. E quando teve, não perdeu tempo.


Atualidade

Consegue sentir o peso de seu corpo? Você precisava dormir um pouco, sempre foi muito fácil sentir sono. E quando sentia, não percebia que estava tão cansado. Era o melhor método de renovação para suas energias. Era uma necessidade dormir.

Os lábios de Samuel se comprimiam com força. O rosto estava adornado pela tonalidade rubra consequente do terrível esforço para tentar não chorar. Ali começava a tormenta, a dor. O real sofrimento. A voz de Psiquê, ainda que transmitisse calma, não era forte o suficiente para atingi-lo com força total. E aquela era a real intenção da deusa. Estavam ali para ele iniciar o processo de cura. De perdão consigo mesmo. Amansá-lo ela mesma não traria nenhum resultado futuro.

Eu tinha que estar acordado…. — A voz do semideus não passava de um sussurro choroso, com uma fina liga de saliva aparecendo e sumindo rapidamente no movimento da boca. Estava lutando para se conter. Todo o seu corpo parecia começar a esquentar, como se a temperatura febril estivesse vindo para lhe arrebatar.

Sua cabeça pesa, seus sentidos não estão ao alcance e tudo o que você pode fazer é se recuperar. Não existiam forças para mantê-lo acordado. Como você se vê útil estando acordado, sem forças para nem mesmo piscar os olhos caso estivessem abertos?

O silêncio se fez por vários minutos. Em tentativas débeis de se pôr em consciência, começava a perceber que de nenhuma maneira poderia ajudar, senão, após dar ao corpo um pouco de energia. Helena deveria estar prestando atenção, já que estivera de costas ao ocupar o posto de pescador na cadeira praiana. Era do conhecimento de sua mãe que costumava cochilar sempre que tomava aquela posição. Não a culpava por ter os seus poucos minutos de diversão, ao desviar a atenção da filha que nunca lhe dera algum transtorno ou desobedecera alguma ordem. Foram poucos minutos, mas o necessário para um filho da puta implantar o mal. Lembrava-se de despertar quando a noite começou a cair, quase uma hora depois de tudo.

Respire fundo. Inspire. Solte o ar pela boca devagar, sem pressa.


Transe

SAMUEL, ACORDA, PORRA!!!!!!

Aos trancos, Samuel despertou com o rosto de Tio George muito perto. Lágrimas alertavam uma situação fora do comum, e logo estava ouvindo e vendo tudo devagar demais. Muitas viaturas estavam nos confins da propriedade, oficiais conversavam na mesa de piquenique agora vazia, com um mapa aberto e traços sendo feitos ao redor do perímetro daquela zona. Uma ambulância fechava as portas, com tio Ben sofrendo um infarto e sendo socorrido às pressas.  

O que aconteceu? O que o tio Ben tem?

Foi a Ellana! — A voz do tio George estava grave demais, lenta ao ponto de soletrar cada partezinha numa separação de sílabas, exatamente como acontecia em filmes. Tudo no momento em que percebeu a falta de Ellana.

O desespero transmitido pelo pranto de Helena, caída ao chão nos braços de tia Sonia, que também chorava, angustiada. As mãos fortes de Sam encontraram o casaco de seu tio, pegando-o com tanta força que o levantou poucos centímetros do chão.

ONDE ESTÁ A MINHA IRMÃ? ONDE?!?!?! — De olhos esbugalhados e raiva crescente, se dava conta do terror psicológico que acabava de se inserir numa família que deveria permanecer cercada somente pela felicidade.

Ele a levou. — Tio George estava amuado, choroso. Fraco.

Assim como Samuel, que o soltou de repente, dando passos para trás. Alguns guardas se aproximaram para intervir, cientes da periculosidade de um homem desesperado. As mãos cobriam a arma de choque, prontos para agirem caso a situação se agravasse, mas dada a sensibilidade do momento, não podiam agir com violência. Precisavam acalmar a família, ainda que isso parecesse impossível no momento. Seus olhos encontraram o primeiro oficial, mais a frente para tentar dar a retaguarda ao seu parceiro, se fosse preciso. Um panfleto estava em sua mão livre e ao entregá-lo para o jovem, foi testemunha do choro que lhe ocorreu em seguida.

Não, não, não….. Por favor, me diz que não é verdade. — Tremendo, quase cinco minutos depois de fitar o panfleto e abrir buracos causados por suas lágrimas frequentes despencando para o papel, ergueu o rosto para encará-lo.

Procurado: John Sprouse, 55 anos, psicopata. Responsável pela morte, cárcere e estupro de 12 crianças. Recompensa para qualquer informação sobre o paradeiro do meliante. Taxa de cinquenta mil dólares para quem conseguir entregá-lo para a polícia, vivo ou morto.

Amassando o papel, recebeu a negativa do oficial.

Não podemos confirmar ou negar nada, mas os vizinhos viram uma movimentação estranha esta tarde. Vocês o viram por aqui?

Samuel não conseguia mover um centímetro do corpo.

Sim, ele veio nos oferecer contos mitológicos há alguns dias. Já contamos tudo ao detetive.

Certo, irei reportar isso aos outros também. Qualquer informação para um de nós é valiosa.

Tudo o que conseguia sentir no momento, era fraqueza. Sentia-se fraco por ter dormido. Por ter desviado a atenção de sua irmãzinha. Em seu desespero, tinha a imagem de seu corpinho sendo carregado pelo infeliz Sprouse, para longe da vista de todos, intencionado para fazer o mal sem pensar em consequências futuras. As lágrimas caíam de seus olhos como se fossem a correnteza do rio de prata. Estava próximo de um surto. De matar com as próprias mãos caso o encontrasse.


Atualidade

…..perte. Agora. — O fôlego pareceu lhe faltar, e quando abriu os olhos, estava aos prantos no colo de sua patrona.

Por todos os anos reprimia a dor da perda que o dilacerava por dentro, suprimindo a falta de Ellana com novas amizades, tentativas de encontrar um band-aid que coubesse no buraco da ferida, mas nada era suficiente. Nada era o bastante.

A primeira parte do processo é você botar pra fora toda essa dor. Chore, minha criança. Lave as mágoas da sua mente. Eu estou aqui.

E por longos minutos, ali, no templo da alma, Samuel fez a sua versão mais recente do rio de prata; em lágrimas. Não na Carolina do Norte, mas sim, no lugar onde encontrara uma salvação para a mente. Onde o refúgio acalentava seu pranto. Mais uma parte de sua dor era exorcizada com a memória sempre evitada, aturdida, não trabalhada como deveria.



Wide awake, the fever burns. Sweat it out, wait my turn Can you hear the drumming? There's a revolution coming.
Samuel Mazlow
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mentalistas de psique
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Idade : 22

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Mensagem por Letus em Qua Jul 31, 2019 8:10 pm


 Samuel Mazlow


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de recompensa a ser obtida: 6000 xp e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 18%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 5880 de XP e Dracmas

Comentários:
O mesmo caso da última avaliação se repetiu algumas vezes. Porém você melhorou bastante nesse sentido. Só atente-se a pontuar a mais e virgular apenas quando o sentido da frase não puder ser finalizado. No mais, parabéns pela evolução e continue assim.

Atualizado por Minerva
Letus
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Deuses Estagiários
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