The Blood of Olympus
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XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe

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Mensagem por Noah Blackburn em Ter Jul 09, 2019 11:51 am





Boxe
Aula de Combate

Cenário da Aula

O palco dessa aula são as arenas do acampamento, ocorrendo no período da manhã. O clima está agradável e o sol não incomoda a ninguém. O chão foi coberto por tatame apropriado para treinamento de combate, visando proteção contra as quedas futuras. Noah irá tanto para os Campos de Marte quanto para a Arena no AMS para dar a aula, em dias diferenciados.

Introduzindo


Em aproximadamente 3000 a.C., o Boxe surgiu no Egito como peça integrante das festas realizados pelo faraó, onde homens despidos lutavam entre si. O esporte se manteve por milênios, até que chegou nas Olimpíadas durante o século VII a.C. Época em que os competidores utilizavam apenas um pedaço de couro para proteger as mãos.

As lutas sobreviveram ao Império Romano, porém com algumas modificações. Os combates eram desempenhados pelos gladiadores, com luvas feitas de metal. Fato que o tornava ainda mais violento e em muitos casos terminava em morte.

Da mesma forma que os romanos perderam seu domínio, o boxe ficou esquecido no tempo. Renasceu somente no ano de 1880, esporádicas disputas na Inglaterra, o que foi suficiente para voltar ao auge nos Jogos Olímpicos de St-Louis, em 1904, contendo sete categorias de peso. O boxe feminino, no entanto, só garantiu seu espaço nas Olímpiadas de Londres 2012.


A Aula


Como em qualquer outro esporte, o praticante precisa, antes de começar com a luta, ter um aquecimento adequado e no boxe não é diferente. Noah apresentou os cinco principais exercícios que os iniciantes deveriam praticar antes da aula realmente começar.

Exercícios:
1. A corda
Resistência, tonicidade e explosividade: a corda de pular não é feita apenas para as brincadeiras de crianças! É um acessório já conhecido por atletas de alto nível e praticantes de musculação, não é surpreendente que ele tenha seu lugar em qualquer sessão de treinamento de boxe.

Gradualmente, você pode fazer a corda saltar por mais e mais tempo, eventualmente até uma hora e meia! Complete-o com pesos e abdominais, isso será muito positivo para estar no topo da sua forma.

2. Shadow boxing
Esta é a primeira maneira de encaixar os iniciantes no mundo do boxe: aproveitar o vazio de um inimigo imaginário. Evita as feridas, mas é mais cansativo do que se acredita essa atividade comum de disparar golpes contra o nada.

É indispensável se ter um espelho para assistir e dissecar suas ações ou filmar para que o professor possa ajudá-lo. Em caso de aulas coletivas, lembre-se sempre de ouvir também os conselhos dados para os seus colefas.

3. Movimentação
Trata-se de trabalhar seu ataque em um alvo em movimento na presença de um treinador que informa seu desempenho.

Para que o exercício seja eficaz, ele deve durar cerca de meia hora. Seu objetivo principal é que o atacante gerencie sua respiração e controle o tempo e as técnicas implantadas: falta de ar ou exaustão precoce será o sinal de uma condição física deficiente.

Use um saco de pancadas, bola de boxe ou pera de velocidade para ter uma real noção de um corpo diferente.

4. Sparring
É uma variante do boxe de sombra já mencionado, mas com um oponente real.

O aluno participa de uma sessão por uma duração de 3 a 6 rodadas (para os mais resistentes!). Ele deve tocar seu oponente, mas sem forçar, apenas para mostrar o que faria em um combate real.

Em troca, seu objetivo é evitar todos os ataques. O pensamento para que o exercício seja bem sucedido é o seguinte: quando uma seqüência atinge a marca, ela deve ser repetida até que o perdedor consiga se movimentar bem e compreender sua fragilidade, encontrando uma maneira de contorná-lo .

5. O saco de pancadas
Este é um clássico: o saco de pancadas é, talvez junto com as luvas de boxe si, o símbolo do boxe, seja inglês, boxe francês, boxe tailandês ou de outra forma.

A bola com um duplo elástico é um dos acessórios mais fáceis de manusear , o meio caminho entre a pera velocidade e o grande saco de pancadas clássico.

O segundo passo foi ensinar sobre a postura, por isso o argonauta colocou as luvas que estavam a mercê de todos e executou a forma correta, tanto para os braços, quanto para as pernas.

Postura:
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Postura: Uma postura forte e confortável permitirá que você desfira socos poderosos e lhe dará a oportunidade de desviar de golpes dos oponentes. Se você for destro, a postura correta é posicionar o pé esquerdo à frente, num ângulo de 45 graus virado para seu oponente. Seu calcanhar esquerdo deve estar alinhado ao seu dedão direito. A maior parte de seu peso deve estar no pé de trás. Mantenha os cotovelos juntos e suas mãos erguidas, sendo que a esquerda deve se posicionar abaixo da bochecha enquanto a direita mantém-se debaixo do queixo. Mantenha o queixo abaixado o tempo todo.

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Trabalho com os pés: Erga-se com os dedos dos pés e fique se movendo. Jamais se transforme em um alvo parado. Ao enfrentar um rival destro, mova-se para a direita dele. Caso esteja encarando um canhoto, mova-se para a esquerda dele. Isso mantém uma distância maior entre você e a mão forte do oponente. Jamais cruze as pernas. Isso pode colocá-lo numa posição desequilibrada e de parca defesa.

O semideus de Eros também tratou de demonstrar os vários tipos de socos utilizados no boxe. Ensinou passo a passo, dando atenção especial aos que desejassem. Enquanto ensinava os socos, lembrou de já ir ensinando as formas de como desviar dos socos inimigos e, caso não conseguissem desviar, levar o golpe de forma menos prejudicial.

Socos:
Boxeadores de sucesso praticam técnicas de soco muito antes de entrarem no ringue. Independente de treinar com a sombra ou usar um saco de pancadas, novos boxeadores devem se concentrar na forma correta de se desferir um golpe. Após se tornarem adeptos a lançar uma variedade de socos, os lutadores normalmente desenvolvem combinações – que nada mais são do que a projeção de devastadores golpes no oponente. Entre os socos mais eficientes do boxe estão:

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  • O Jab: Normalmente feito com a mão da frente, a mais fraca. O jab ajuda a manter o inimigo distante. Trata-se de um soco curto. Para maximizar a eficiência do jab, boxeadores profissionais giram o braço e a cintura antes de fazer contato com o oponente.

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  • Direto: Oposto ao jab, que segue reto e não passa pelo peito, esta técnica é desferida pela mão forte num movimento para cima que passa direto pelo corpo. O ombro ajuda na força do direto.

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  • Cruzado: O cruzado pode ser desferido na cabeça ou no corpo do oponente – o que importa é atingir áreas desprotegidas. Ele é usado quando combinado com outros socos. A desvantagem dele é a rápida abertura de guarda, que pode deixá-lo suscetível a um contra-ataque.

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  • Gancho: É um golpe que sobe e é desferido pela mão que é mais eficiente na curta distância.

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  • Combinações: Após dominar os métodos de socar, você pode trabalhar suas combinações. A primeira combinação que boxeadores aprendem é o bom e velho 1, 2 (um jab seguido por um direto). Outra combinação eficiente adiciona um cruzado ao 1,2. (Se você for destro, isso seria um jab com a esquerda seguido por um direto de direita e encerrando com um cruzado de esquerda.)

Levando e Bloqueando:
O boxe não é só sobre desferir golpes; minimizar os golpes do oponente é uma parte vital do jogo. Algumas das manobras evasivas do boxe são:

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  • Aparar: Após erguer as luvas e baixar o queixo, aparar é provavelmente a técnica defensiva mais básica do boxe. Para aparar, você simplesmente usa as mãos para rebater os socos lançados pelos oponentes.

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  • Deslize: O deslize é feito ao rodar precisamente os quadris e ombros quando o rival jogar um soco em direção ao seu rosto.

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  • Bloquear: Ao bloquear um soco, você não fará esforço para evitar contatos. Você apenas preferirá absorver impactos com as luvas que com o corpo.

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  • Pendular e agachar: O agachamento é executado ao dobrar as pernas para evitar golpes altos, como um gancho direcionado à cabeça. O pêndulo vem logo em seguida. Ele é executado ao curvar o corpo para longe do alcance da luva do oponente.

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  • Rolar: Esta técnica era normalmente utilizada pelo campeão Muhammad Ali. Pressione as luvas em sua testa, cole os cotovelos no corpo e mantenha o queixo contra o peito. Isto oferece pequena proteção contra golpes nas laterais do corpo, mas é uma defesa eficiente contra uma série de golpes, já que a maioria do impacto é absorvida pelas luvas e antebraços.

Orientação:

  • Narrar como chegou ao local e como descobriu da aula.
  • Como estarão lidando com uma atividade física, o primeiro passo é se alongar e executar, pelo menos, dois dos exercícios.
  • Lembrem-se de dizer como o seu personagem se sentiu, pois isso enriquece mais a leitura e agrada bastante o avaliador (no caso, eu).
  • Descrever dois socos e duas esquivas de forma mais detalhada.


Sobre Noah

Noah é filho de Eros, legado de Éris e pertence ao grupo Argonautas de Hera/Juno. Seu temperamento é forte, mas isso não quer dizer que ele seja um carrasco, muito pelo contrário, ele está sempre sorrindo e fazendo piadas, essas que sempre são de duplo sentido, sendo muito safado na maioria das vezes. Contudo, quando está diante de seus alunos, ele toma uma postura mais séria e assume o cargo perfeitamente, ajudando no que for preciso para ensinar perfeitamente sua "matéria".

Habilidade Oferecida

Nome da Habilidade: Boxe
Descrição: Após a aula ministrada por Noah, o aluno aprendeu sobre o boxe, incluindo história e forma de lutar. Seus socos tornam-se mais fortes e sua esquiva mais efetiva.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de Força e Esquiva
Dano: +10% de dano em golpes desferidos pelas mãos
Extra: O dano só vale para combate corporal.

Adendos Finais

  • Cuidado com o template usado, evite cores berrantes, fontes desconfortáveis para leitura ou muito pequenas e, principalmente, não use template com barrinha. Descumprindo esta regra, poderá ter um desconto tão desagradável quanto este tipo de template.
  • Fiquem à vontade para interagir com Noah, mas não fujam do que foi descrito sobre ele.
  • Dúvidas? Envie MP ou pode perguntar via chat.
  • Prazo do Treino: 27/07
  • Bônus: 100xp x Nº de alunos.


Aula -//- fallen angel made this code ♔

Noah Blackburn
Noah Blackburn
Argonautas de Hera/Juno
Argonautas de Hera/Juno

Idade : 23
Localização : Ilha de Argos

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Mensagem por Derek C. Starles em Ter Jul 23, 2019 6:02 pm

Aulas






Vinha treinando apenas com armas dês de que cheguei ao acampamento, por mais que eu ainda mantivesse minha rigorosa seção de treinos que agora só consistia, de toda manhã antes do sol nascer e cuidando para nunca ser pego pelas harpias. Uma corrida de uma a duas horas de duração, era algo que eu fazia toda manhã com minha mãe e meu padrasto. Bom o fato era que meu corpo pedia por uma atividade mais extenuante, nem mesmo o trabalho nas forjas parecia ser o que eu queria, até que um belo dia saindo da arena, com meu machado em mãos, ouvi duas garotas comentarem sobre a próxima aula de combate que teria, de início não dei muita atenção me pareceu ser algo bem chato, ainda mais levando em conta que as duas mais pareciam interessadas no instrutor que daria a aula, que nela em si, mas sendo alguém de muita curiosidade continuei a ouvir a conversa até que uma delas disse que modalidade seria ensinada, e na mesma hora aquilo me interessou. Pedi desculpas as duas por me intrometer na conversa, e peguei com elas o horário e o local que seria passada a aula.

No dia da tal aula de boxe eu estaria usando uma blusa sem mangas de cor clara, um short cinza e um par de sapatos pretos, sem cadarço e peguei um par de faixas de mão. Cheguei na Arena e tirando o instrutor não parecia ter quase ninguém lá, não me importei muito com aquilo já que assim era possível não ter distrações desnecessária, o chão do lugar tinha sido coberto com tatames como sempre, para evitar acidentes que pudessem ter. Não esperei muito e logo fui me alongando e ao mesmo tempo, lembranças de quando meu padrasto estava começando a me treinar no boxe, aquilo até me fez sorrir já que aquilo era uma das poucas coisas que gostávamos. Assim que terminei de me alongar peguei as faixas e logo comecei a enrolar uma em minha mão, enquanto o instrutor ia falando um pouco sobre aquele estilo de luta, onde surgiu, quando ganhou força e destaque e várias outras informações.

 Após as explicações sobre aquele estilo de e luta, que também era um esporte o rapaz falou qual seria as coisas que faríamos e logo de início teríamos que fazer alguns exercícios para aquecer o corpo. Era até nostálgico ver cada um daqueles esquecimentos outra vez, sorri recordando de algumas coisas enquanto apertava a última faixa. Assim que ele terminou às primeiras explicações eu logo fui me aquecer, tinha optado pelo saco de pancadas, como já fazia um tempo que eu não treinava com outra pessoa, e minha força parecia ter alimentado pelas lutas e por conta das forjas, achei que seria melhor do que um sparring,  e porque queria confirmar se eu ainda lembrava de alguns movimentos. Vesti as luvas com a ajuda de Noah, que logo foi ajudar a um dos outros integrantes. Respirei fundo já erguendo os braços, deixando o direito mais perto de meu rosto abaixo do queixo, e o esquerdo na altura da bochecha um pouco mais a frente, a perna esquerda a frente com o pé levemente virado para “dentro" enquanto o esquerdo “virado” para fora um pouco mais atrás servindo de apoio, e por fim o corpo levemente curvado.

Respirei fundo mais algumas vezes já começando a mover meu tronco da esquerda para a direita de forma lenta e constante, como se espera-se por um soco inimigo, assim que prendi a respiração desferi um direto de direita tentando controlar minha força, mas mesmo assim ele parecia ter sido bem forte. Como o equipamento era preparado para ser socado com muito mais força , o mesmo não se mexera muito, mas o som gerado pelo contato da luva com o saco fora bem alto, sorri imaginando o que meu padrasto diria, e mesmo que ele me elogiasse ainda citaria alguns possíveis erros que eu tivesse cometido, suspirei afastando as lembranças da minha infância, - que de certa forma ainda me incomodavam- e voltei meu foco ao treino. Com o saco de pancadas parado novamente desferi dois socos rápidos e fortes com a direita, e ligando na sequência um terceiro soco vindo da esquerda em gancho, mas não parei por aí após o gancho fazer contato com o equipamento, fiz uma sequência se cinco socos sendo três com a esquerda e dois com a direita, mas de forma alternada, dei alguns passos rápidos para a esquerda e saquei o mesmo num total de sete socos rápidos, na altura do peito, imaginando que o equipamento era outra pessoa. Estava fez por ver que ainda me recordava do que tinha aprendido, mas não poderia deixar isso desviar minha atenção, então continuei com os movimentos. Após uns minutos observando o saco e ainda o imaginando como um outro boxeador, movimentei todo o meu corpo em uma esquiva lateral, jogando o tronco para trás como se esquivasse de um gancho desferido pelo mesmo, e logo em seguida fiz o movimento inverso já o ligando com mais um direto de direita, com o corpo um pouco mais baixo, mirando onde estaria o diafragma do oponente, ou melhor dizendo em seu plexo solar. Parei de atacar por um momento, “avaliando" a situação e decidindo quais os próximos movimentos, e levando em conta a força que eu exercerá em cada um dos socos e os pontos, se fosse uma pessoa de verdade, a mesma poderia estar levemente sem ar e um pouco zonza, então optei por novamente dois diretos de direita rápidos focados onde seria o rosto e logo em seguida um gancho de esquerda de baixo para cima, tendo seu ponto de contato com o queixo.

Após esse último soco, segurei o saco o fazendo parar de balançar e respirei fundo sorrindo, olhei ao redor, mas não parecia que ninguém estava me encarando, o que era bom. Em seguida decidi ir ativamente para o sparring, pedi ajuda a Noah, que aceitou me ajudar. O mesmo vestiu as luvas para aquela modalidade do treino e logo começamos. Aquele treino visava mais o aperfeiçoamento da defesa que do ataque, e assim o fiz. A cada dois a três socos que eu dava nas luvas do rapaz, ele desceria em seguida um sequência de socos, mas algumas vezes também ele conectava um bloqueio com séries diferentes de socos e me pegava desprevenido.

Assim que essa primeira parte da aula terminou, o mesmo decidirá revisar a postura de todo mundo e mostrar melhor o trabalho com os pés, não me importei já que revisar o básico era sempre bom, por mais que a pessoa já fosse um profissional  coisa que eu estava longe de ser. Diferente das artes marciais orientais, no boxe comum nunca se era usado os pés ou pernas para atacar, tudo ficava em seus punhos e por isso ele pedirá que o imitassem na realização dos ataques e da forma mais efetiva de se defender. Conhecia por alto cada um dos movimentos, mas dentre todos o que eu mais gostava era as combinações, ela basicamente eram conjuntos de ataques com os punhos que se efetuados de forma certa, lhe dava uma boa vantagem contra o adversário, já que ele teria pouco tempo de reação, se já não fechasse a guarda antes do primeiro golpe, mas se levada muito além do necessário, poderia deixar sua guarda muito aberta o que poderia acarretar em sua derrota. Já as defesas eram um pouco complicadas para mim já que algumas levavam em conta sua velocidade para se esquivar, mas como minha resistência sempre fora melhor, a melhor opção era só fechar a guarda e esperar o momento certo de atacar.

Depois de um tempo treinando mais alguns movimentos, até que o instrutor informou que a aula tinha terminado, estava cansado e ate suado, mas muito satisfeito por ter ido para aquela aula. Soltei as faixas das mãos enquanto saia da arena, para ir tomar um banho.

bichaelson

Derek C. Starles
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Mensagem por Evie Farrier em Ter Jul 23, 2019 9:43 pm







Aula
— Combate Corporal


▬ Boxe ▬


Existia algo em comum na maioria dos semideuses, como uma lei física: uma vez guerreiro, tenderá a ser sempre guerreiro. Ser mãe e esposa, com as minhas limitações, era um desafio sem precedentes e que consumia boa parte do tempo, aliado com os estudos na universidade. Mas eu sentia falta da prática, do exercício, do calor do combate. Por isso, assim que descobri sobre a aula de boxe, mesmo já tendo determinada experiência com a modalidade, acabei partindo para o treinamento.

Usava roupas comuns de academia, o cabelo escuro amarrado em um rabo de cavalo. Escutei alguns poucos sussurros quando adentrei a arena. Retirei os tênis, com o propósito de sentir os tatames e poder me guiar com o tato dos pés sobre a superfície. Apesar de me mover quase perfeitamente, nada excluía a realidade de que eu tinha perdido a visão para uma maldição infernal. Tinha valido a pena, já que com isso a guerra fora vencida.

O instrutor era Noah, um garoto de fala gostosa e de explicações simples. Eu podia sentir certa familiaridade nele, mas ao mesmo tempo, ainda era desconhecido em minha memória. Concordei com a parte do aquecimento, realizando primeiro um rápido alongamento muscular, preparando os músculos para a série de exercícios que estavam por vir. Depois, era o momento de aquecer e excitar o corpo, deixando-o munido de adrenalina para quando o combate começasse.

Para os exercícios, tinha escolhido a corda. Movimentar entre as pessoas, esquivar e revidar era algo que tinha aprendido na marra durante a guerra. Mas ter noção técnica de saltos, ainda era um pequeno desafio para mim. Por isso, ao começar a mover a corda para pular, o iniciei de maneira lenta. Errei diversas vezes no início, sentindo o item batendo em minhas panturrilhas sem permitir que o movimento fosse completado. No entanto, pouco a pouco, ia me acostumando com o ritmo e o aumentando progressivamente. No fim, estava confortável em pular e até mesmo brincar de saltar apenas com um pé ou outro, fazendo pequenas manobras até sentir o suor começar a escorrer pelas minhas costas.

O segundo exercício tinha sido o saco de pancadas. Nisso precisei de ajuda do Noah, sendo guiada para a frente de um deles. Eu poderia fazer sozinha, mas levaria mais tempo e não havia vergonha em ter auxílio de alguém. Ao menos, era o que Kyra tinha gentilmente enfiado em minha cabeça em meus ápices de teimosia. Já sabendo como me posicionar e socar algo, tudo o que eu precisei foi testar acertar o meu alvo. Socos foram sendo aplicados, primeiro lentos e tímidos, depois com uma frequência e ritmo confortável para meu corpo e ego.

Mesmo provavelmente sabendo de minha experiência, Noah fora um bom instrutor ao pedir para que eu exibisse a postura para ele. Sorri brevemente, ajustando meu corpo, deixando o pé esquerdo a frente e virado para o meu oponente; mas a maior parte de meu peso estava no pé de trás. Os cotovelos estavam juntos e os punhos erguidos, ambas niveladas a lateral de meu rosto e com o queixo baixo, para proteger a região que era na verdade um ponto crítico da anatomia humana.

Depois ele pediu um simples jab. Era um golpe quase que universal para as artes marciais que utilizavam das mãos durante o combate. Feito com a mão menos predominante, era um golpe realizado para afastar o inimigo ou servir como alerta. Ao realizar o golpe, meu quadril moveu junto com o meu punho, o joelho seguindo o ritmo para não perder a boa base enquanto minha mão ia de encontro ao saco de pancadas.

O movimento a seguir foi o soco cruzado. O desafio, no entanto, era o de acertar um boneco de combate e não um saco de pancadas, trazendo um pouco mais a dificuldade para próximo da realidade. O primeiro soco tinha acertado a altura do ombro, fazendo com que minha mandíbula travasse um pouco. Saltei no lugar como se a ação me tirasse a frustração do erro. Posicionei meu corpo novamente, ensaiando o golpe em minha mente, notando os sinais ao redor do boneco para usar de meus outros sentidos como guia. Puxei o punho para trás, o cotovelo sendo devidamente alinhado quando desferi finalmente o golpe na mandíbula do boneco.

Noah deu por satisfeito, permitindo que o meu treino se tornasse livre. Permaneci ali até meus músculos doerem, mas de uma maneira tão satisfatória que ao retornar para casa estava sorrindo.


Habilidades de Apoio:
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome: Noção Básica de Pugilismo
Descrição: Pugilismo, ou boxing, é a habilidade de usar os próprios punhos como poderosas armas de impacto. São extremamente úteis quando o semideus encontra-se desarmado e precisa lidar com uma situação crítica com o uso da própria força. Golpes só serão descontados de dano se atingirem áreas sem armaduras. Em caso de golpe em armadura de couro ou golpes de raspão, dano reduzido em 50%.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Todo dano físico, com o uso dos punhos, recebe dano padrão de 25HP.


Kyra


EVIE FARRIER
I am the bone of my sword. Steel is my body and fire is my blood.
Evie Farrier
Evie Farrier
Filhos de Nyx/Nox
Filhos de Nyx/Nox

Idade : 22
Localização : Acampamento Romano

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Mensagem por Leo dell'Agnolo em Qua Jul 24, 2019 12:29 am

punch, punch, punch
Eu estava lá, de braços cruzados. Sentia meus bíceps sob os dedos. Eles não estavam tensos, mas eram firmes. Eu treinava com relativa frequência. Você sabe, a hiperatividade. Nunca fui uma pessoa muito empolgada, mas definitivamente tinha esse fogo, essa eletricidade que corria meu corpo. Mantê-lo em movimento ajudava a dispersar a energia para fora.  

Ergui os olhos dos emborrachados que cobriam o piso da Arena e prestei atenção ao Noah, assimilando seus movimentos. Franzia a testa, estudava sua postura, a maneira como seus membros se deslocavam. Ele ia devagar, era didático, mas eu sabia que teria dificuldade. Era sempre mais difícil na prática.  

Assim que a atividade em si começou, eu peguei uma das cordas de pular. Meu corpo estava frio, precisava colocar os músculos em ação. Não era um exercício difícil. No começo eu me atrapalhei um pouco com o ritmo dos movimentos da corda; minha mente estava ligeiramente lânguida, tinha dormido bem, mas me sentia meio cansado. Era apenas uma questão de ativar meus motores, acostumar meu cérebro a focar na atividade que estava desempenhando. Devagar, fui percebendo de que maneira a corda se movia até ser capaz de saltar quase automaticamente, sem falhar, sem enrolar as pernas no material. Por minutos eu continuei assim, aumentando progressivamente a velocidade até parar, arfante. 

Depois disso, eu parti para o treino dos golpes, aquilo que Noah chamou de shadow boxing. Em teoria parecia uma atitude meio esquisita: ficar batendo no ar como se houvesse algum adversário diante de si. Mas fazia mais sentido quando diversos outros semideuses estavam fazendo o mesmo, muito deles com clara inaptidão para a luta, mas ainda assim se esforçando para melhor. Comecei testando os golpes no ar devagar, de maneira parecida àquela do instrutor, dando socos ao léu apenas para experimentar como eles pareciam aos meus músculos e perceber erros iniciais. Mal prestava atenção na minha postura e por isso Noah se aproximou para me corrigir. Eu retorqui que estava apenas experimentando os golpes como uma prática inicial, disse que não era minha intenção realmente estar na postura para a luta.

— Eu compreendo isso. Mas socar com a sua mão direita parece mais fácil quando você não tem que se lembrar de proteger o queixo. Vai continuar praticando sem levar isso em consideração e quando for praticar o combate mais real, ter que manter o punho tão próximo do rosto vai fazer com que você se atrapalhe, porque não treinou com as suas mãos posicionadas dessa forma, compreende?

Fazia muito sentido o que ele dizia, em realidade. Resolvi então ir experimentar golpes contra o saco de pancadas, já mantendo meus pés, ombros, cabeça e mãos nas posições corretas. Eu sabia que ele se movimentava e por isso tentava me manter atento, mas era difícil acompanhar seu movimento, mesmo com minha mente semideusa sendo preparada para a batalha. Eu sabia como lutas funcionavam. Na grande maioria das vezes, o fundamental era a urgência. Você precisaria reunir toda a sua energia para reagir em poucos movimentos a um ataque. Ciclopes raramente estavam dispostos a manter uma luta por mais do que dez minutos. Por isso, havia uma explosão de movimento que fazia cansar mais rápido. Mas isso era tudo questão de estratégia: às vezes tudo que você precisava era se esquivar do adversário por poucos minutos até compreender uma falha na defesa dele.  

Mas para isso, eu precisei aprender a manter minha disposição por longos minutos.

— Leo, se mantenha se movimentando. Aproxime-se mais do saco e tente sincronizar seus movimentos com os dele. — Noah instruiu.

Não deu muito certo. A ideia era que eu socasse o saco quando ele se aproximasse, mas nem sempre eu desferia o golpe no momento certo. Um dos erros mais crassos foi tentar dar um jab contra o saco. Parecia fácil, mas não era tanto. Eu me dei conta de que o saco de pancadas acumulava força conforme se movia devido aos meus golpes. Se eu tentasse empurrar ele logo após dar um golpe era mais fácil do que quando ele estava se aproximando. Por outro lado, era como se seu movimento dispersasse o impacto do meu punho. Foi exatamente o que aconteceu com o jab que eu tentei: um golpe no momento errado. Eu desferi um soco simples e o saco de pancadas se distanciou. Eu aguardei que ele retornasse na minha direção para que o impacto do meu soco fosse mais intenso. Mas o saco de pancadas veio rápido demais e meu golpe muito tarde. O espaço curto e a surpresa me fizeram dar um soco muito fraco e o objeto não parou. Foi tudo muito rápido, eu me atrapalhei em um movimento após o outro e na tentativa desesperada de realizar a esquiva mais rápida possível, eu escolhi a errada. Deveria ter apenas aparado o saco, mas em vez disso tentei fazer o deslize, movimentar meu tronco para me esquivar do saco sem tirar meus pés do lugar, mas essa tentativa também não deu certo. O saco acertou minha bochecha com relativa força. Percebi que outros semideuses riram e eu enrubesci, em parte de vergonha e em parte de raiva.

Noah se aproximar com uma expressão que indicava que ele estava se contendo para não rir também. O fitei com uma leve ira no olhar e ele ergueu as mãos em sinal de paz.

— Vamos, eu te ajudo a praticar. O saco de pancadas é meio difícil de compreender mesmo. Tira essa careta do rosto e vamos treinar alguns golpes.

Meio contrariado, eu obedeci. Nos colocamos em posição e ele imediatamente fez algumas correções. Erguer um pouco menos a cabeça; não separar tanto os pés; a mão esquerda um pouco mais próxima ao rosto. Perfeito. Ele começou se aproximando. Não me esquivei, em vez disso projetei a mão esquerda para frente, em um jab para detê-lo e logo em seguida tentei acertá-lo com um direto. Pensei que realizar essa sequência o impediria de se aproximar mais e o pegaria de surpresa com o direto logo em seguida. Eu consegui realizar os dois golpes em sequência e pensei que tinha ido bem. Mas não foi exatamente o que aconteceu. Primeiro porque Noah percebeu meus movimentos com facilidade e apenas parou e se afastou.

— Foi bom, — comentou com simplicidade — mas não foi perfeito. Sua mão direita saiu um pouco da posição na hora que você estava me parando com o jab, se adiantando para desferir o direto. Presta atenção nisso, alterne as mãos de maneira que você fique protegido a maior parte do tempo.  

Eu ouvi suas instruções e corrigi o que foi necessário. Recomeçamos. Ele era bom naquilo. Em dado momento, eu tentei realizar um cruzado, mas esse parecia ser meio complicado. Minha guarda ficou baixa e Noah avançou com um soco. Eu bloqueei seu punho colocando ambas as luvas em frente a mim, quase que por instinto. Foi eficiente. Mas tinha um grande problema: ela me deixava em uma posição muito desvantajosa. Noah começou com socos leves nas luvas e nos meus antebraços, mas logo aumentou a força até que começasse a doer um pouco. Eu não conseguia contra-atacar porque ele não parava de bater, se interrompesse o bloqueio para tentar um golpe, ele iria me acertar no rosto. Tive que pedir para que ele interrompesse, pois não enxergava uma saída.

Recomeçamos.

Ele avançou de novo e novamente eu bloqueei com os braços. Eu sei que parecia burro usar a mesma estratégia de antes, mas eu não conseguia parar de pensar que deveria ter uma saída para aquele tipo de situação, quando você era praticamente obrigado a manter sua defesa de pé para não ser atingido, sem nenhuma aparente chance de contra-ataque. Passei a me concentrar na sensação dos seus socos até compreender o que ele fazia, que ritmo levava. Jab, direto, jab, direto, cruzado, jab, direto, jab, direto, cruzado. Jab. Direto. Jab. Sua mão direita acertou meu antebraço esquerdo em um direto. Era a brecha. Movimentei meu braço direito de baixo para cima, em um gancho que acertou de raspão seu queixo antes que ele pudesse desferir mais um cruzado. Ele se esquivou, contudo, por isso o golpe não foi 100% eficiente.

Ele sorriu.  

— Muito bom. Conseguiu compreender meu ritmo, não é?

— Sim, depois de você quase me deixar roxo com esses socos.

Noah riu brevemente e assentiu.

— Você parece ter aprendido a lição do dia, Leo. Pode descansar se quiser.

É claro que eu queria! Agradeci a ele pela aula e me afastei para observar os outros semideuses tentando realizar os golpes e esquivas.


Última edição por Leo dell'Agnolo em Sex Jul 26, 2019 12:40 am, editado 1 vez(es)
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XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe Empty Re: XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe

Mensagem por Frieryat Börh Hoffmann em Qui Jul 25, 2019 2:25 pm




O caminho do chalé até a Arena, Frieryat percorreu todo descalça. Sentia falta da sensação da sola de seus pés tocando o chão, independente de como ele fosse. Ora grama, ora pedras, ora terra. Tocar o solo a fazia sentir-se livre e conectada a algo ao mesmo tempo.

Precisava começar a treinar e praticar qualquer coisa, assistir qualquer aula que estivesse sendo oferecida. Algo dentro dela a avisava que deveria se preparar para uma coisa que, naquele momento, ela não sabia do que se tratava, mas parecia ser grande. Seu corpo pequeno adentrou na arena e surpreendeu-se ao sentir o material emborrachado sob seus pés. Talvez alguém fosse cair. Já havia algumas pessoas na Arena, e ao fundo do local um rapaz alto e musculoso parecia esperar a chegada de alguém. Frie deduziu que ele fosse o instrutor da aula que estivesse para começar e aproximou-se dele devagar. — Licença, vai ter aula? - Perguntou baixinho, ao que o rapaz respondeu com um aceno positivo de cabeça. — Aula de boxe, caso se interesse é só esperar que mais pessoas cheguem e já vamos começar. - Respondeu ele de maneira simpática, o que fez a garota sorrir e foi a vez dela de assentir e afastando-se do rapaz encaminhou-se em direção a uma das paredes da arena, onde recostou-se.

Ergueu os próprios braços à sua frente e suspirou. Eram franzinos e fracos. Claro, ela era ótima quando se tratava de subir em árvores e aquilo para ela não requisitava força, precisava apenas sentir o caminho dos troncos em seus pés e de maneira ágil conseguia subir as mais altas de toda a Floresta Negra, ao redor de onde morava. Mas não custa tentar. Escorregou as costas pela parede onde se encostava e sentou-se, colando os joelhos ao peito e deitando a cabeça sobre eles, deixando apenas os grandes olhos castanhos à mostra para observar o movimento que se iniciava. Aos poucos ouvia a movimentação de pessoas chegando, algumas conversavam animadas, outras apenas entravam e buscavam saber o que aconteceria ali, destas algumas ficavam, outras partiam.

Quando o instrutor parecia satisfeito com a quantidade de pessoas na arena e centralizou-se na arena, para que todos o vissem e ouvissem. À medida que ele falava, Frieryat se levantou e arrumou a própria postura. A voz era altiva e firme, a simpatia de antes dera lugar à responsabilidade que o cargo pedia. — ...o Boxe surgiu no Egito, como peça integrante das festas realizados pelo faraó, onde homens despidos lutavam entre si. - Ia explicando Blackburn, e todos pareciam lhe ouvir atentamente. Logo foi passado para os alunos da aula que, antes de começar efetivamente, deveriam fazer exercícios de alongamento. Entrelaçando os dedos, Frie esticou as mãos acima da cabeça e pegou uma corda. A corda a fazia lembrar das brincadeiras solitárias nos fundos de casa, e para ela, era até gostoso a sensação de liberdade que os saltos lhe davam. Faziam até com que se sentisse mais alta, mesmo que apenas pelos poucos segundos que ficava no ar.

Intercalando a corda com alguns abdominais, como via outros semideuses fazendo, Frieryat se sentia perdida. A corda sempre fora uma diversão, uma brincadeira, e naquele momento ela nem ao menos sabia se estava fazendo certo. De toda sorte, esperava que sim. Em seguida, com o suor já escorrendo pelo seu rosto e toda sua pele, fazendo-a se sentir salgada, decidiu treinar com o shadow boxing que o instrutor havia explicado.

Encontrou alguns espelhos ao canto da arena, para onde se encaminhou após pedir ajuda a Noah para colocar as luvas. Assistira Menina de Ouro com as mães mais vezes do que a sua própria sanidade a permitia lembrar, então tentou se posicionar em frente ao espelho da mesma maneira que vira Hilary Swank se posicionar para as lutas cinematográficas. Não sabia se fazia certo, mas esperava descobrir em breve. Tentava desferir socos no ar enquanto observava o próprio reflexo. Abaixava-se e desviava de golpes que não existiam e em algum lugar de sua mente havia uma risada desesperada que a fazia pensar que seus movimentos apenas pareciam uma dança. Uma dança bem desengonçada.

Frieryat tinha noção da força que não tinha. Todas as suas tentativas de golpear o ar parecia frustradas. De toda sorte, ela não desistiria.

Após a sessão de aquecimento, Blackburn ensinou a postura correta que deveriam ter para o treinamento seguinte. À medida que ele falava, Frie ajeitava o próprio corpo em frente ao espelho, percebendo o quanto seu posicionamento para o exercício anterior estava errado. Uniu mais os cotovelos ao corpo, e elevou o posicionamento das mãos que antes protegiam apenas seu peito. Por baixo da camisa que usava sentia as gotas de suor descendo pela barriga, seu braço úmido parecia salgado e ela nem precisava tocá-lo como a língua para saber. Também consertou o posicionamento dos seus pés, deixando o esquerdo na frente, da maneira como Blackbburn indicara para destros. Seus olhos corriam por toda parte do corpo que podiam alcançar fora do espelho. Nossa, Frieryat, você é uma piada pronta com esses bracinhos de palito.

Em seguida, foi a vez de aprenderem socos, e como desviar corretamente de possíveis golpes recebidos. Deixou que os alunos praticassem por si após suas explicações. Frie tornou a olhar para o espelho, iniciando com o jab, seu braço esquerdo parecia ricochetear o nada. Não havia muita firmeza em seus movimentos. — Você precisa imprimir mais força nos seus movimentos, mesmo que seja seu braço mais fraco - disse Blackburn, se aproximando dela. — Controle a rigidez do seu corpo, não são necessários movimentos robóticos, mas não significa que deve usar seu corpo como se fosse uma pena. - Frieryat assentiu, tentando absorver as coisas que ele falara. Como firmar o corpo sem parecer uma pedra? Talvez fosse impossível dado o próprio tamanho de seu corpo. Não vou desistir ainda. Pensou e continuou tentando.

O espelho não lhe surtiria efeito, então, Frie buscou um saco de pancada que estivesse livre. Voltou a treinar o jab, tentando ela mesma sentir o golpe que dava. O impacto da luva contra o saco e como seu corpo respondia a isso. Aos poucos, podia sentir cada movimento de seu corpo. A maneira como seu quadril se projetava para acompanhar o deslizamento de seu braço esquerdo até o saco de pancada. Dada por satisfeita, decidiu testar o soco direto. Com o braço direito, desferiu o golpe no objeto a sua frente. Seu ombro travava ao final do golpe, quando a luva atingia o alvo.

Em seguida, incorporou aos socos que dava no saco as posições de esquiva e bloqueio que lhe foram passadas. Após cada soco que dava, unia as mãos em frente ao rosto, como que para aparar um golpe que receberia, mas naquele momento não vinha. Também procurou treinar a esquiva agachando-se, e desviando para a esquerda ou direita, dependendo de sua imaginação para a direção de onde viria o golpe. Pensava ela que todo aquele vai e vem ainda parecia uma dança, mas muito menos desengonçada do que antes.

Aos poucos foi incorporando ao próprio treinando os outros socos e outros tipos de esquiva que lhe foram passados, até que por fim, Noah liberou a todos. Frie retirou as luvas depois de penar algumas vezes, e fez o caminho de volta para o chalé. Tudo que queria era um banho, e uma boa noite de sono.
combate corporal . xii aula . boxe . arena







i can't barely feel a fucking thing



Frieryat Börh Hoffmann
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XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe Empty Re: XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe

Mensagem por Meiying Liuwei em Sex Jul 26, 2019 4:17 pm




no matter what we breed, we still are made of greed. this is my kingdom come
tell me pretty lies, look me in the face, tell me that you love me, even if its fake, cause i don't fucking care at all

SWEET DREAMS ARE MADE OF THIS
BOXE
WHO AM I TO DISAGREE?
Fazia pouco tempo que teria voltado ao acampamento meio-sangue de minha viagem ao Havaí. Localizada longamente no chalé de minha avó, Nyx, eu pude ser alertada de que uma aula de combate corporal estava prestes a começar.

A fonte dos comentários era aleatória, visto que os filhos de Nyx que discutiam. O que com certeza não me impediu de me dirigir a arena, pois combate corporal era uma de minhas disciplinas favoritas do acampamento.

(...)

Uma noção básica simples que eu sabia sobre as aulas de combate corporal era que todas tinham sempre o mesmo foco: O treinamento árduo voltado aos músculos. Desde minha primeira aula com Maxine sabia que viria para esse mundo para lutar, mesmo não tendo preferência em combates corporais e sim por resolver conflitos verbalmente.

Por mais que quisesse estar dormindo, ver o palco da arena cheia de semideuses engrandeceu minha motivação, que implorava para que eu ficasse.

O chocante foi ver um rosto diferente, um novo instrutor. O que meu torceu o nariz, por preferir claramente a Maxine.

Eu já estava acostumada com a outra profissional e o meu jeito tradicionalista não gostava de que outro assumisse seu posto. Mas não estávamos ali para exibir opiniões e sim lutar bravamente.

— "Ele deve lutar bem. " — Pensei, observando a forma como ele dava as introduções daquela aula. Pelo o que havia descoberto, lutaríamos boxe daquela vez. O que de fato me deixou intrigada, admito. Minha face de espanto, no entanto, se devia por tratar de um esporte tão violento no qual atiçou minha curiosidade sobre o novo estilo de aula do instrutor.

Posicionei meu rosto de uma forma pensativa, o encarando. Ele tinha um porte físico musculoso, do tipo que não me encantava muito. Eu poderia me julgar muito hipócrita por não gostar de alguém sem conhecer, mas algo não estava bem.

Devido a interatividade forte do esporte com os músculos, seria necessário que treinássemos e executássemos alguns alongamentos antes. Vesti as luvas em minhas mãos, usando de um saco de pancadas para me aquecer.

Movia minhas mãos e punhos, dando socos sequenciais de forma a treinar ambas suficientemente para estarem preparadas para quando a aula realmente se desse por iniciada.

— "Vamos, você consegue!" — Eu estava já cansada, devia se dar por conta de que eu já não praticava muitos exercícios físicos. Meu suor manchava minha camiseta branca, grudando-as em meu corpo e trazendo a mim batimentos altos.

Meu subconsciente, por outro lado, vivia me lembrando de que eu seria vencedora, capaz. Não acreditava nele, mas o que custaria?

Os socos eram contínuos, fortes, sentimentais. Acertavam o boneco de pancadas exercendo uma pressão que não seria só de raiva, mas sim inteiramente temperamental. Sentir o meu punho batendo na borracha era aliviante, de modo que espantava e exclamava todos os meus argumentos enraivecidos para fora de mim mesma.

— " Eu não sou inútil! NÃO SOU!" — Meus sentimentos estavam a flor da pele e a gravidade e profundidade da força exercida sobre o equipamento parecia inteiramente agressiva. O que chamou a atenção do instrutor para perto de mim, aliás.

— Olá, está tudo bem? — Quando ele me interrompeu, eu já estava toda molhada pelos hormônios que percorriam meu corpo. Era nojento ver meus cabelos já oleosos pelo esforço que teria feito mesmo apenas num aquecimento.

— Estou sim. Só estava aquecendo. — O equipamento esfarelado dizia outra coisa. O instrutor estava prestes a retornar ao seu posto, antes que...

— Espere! Você... Poderia me ajudar no aquecimento? — Como o mundo dava voltas, não?

— É claro. Vamos lá. — Eu teria o julgado completamente sem conhecê-lo, apenas visando o que ele aparentava ser. Mas na verdade ela era bem simpático e gentil. Um verdadeiro profissional.

Ele estaria me observando de longe, enquanto eu voltava a minha velha inimiga: A pera de velocidade. Mas agora estaria treinando com um foco diferente, acreditando que ela seria um alvo em movimento.

Procurava dar chutes com ambas as pernas, ao mesmo tempo tentando estabilizar minha respiração enquanto meus pulmões clamavam por oxigênio.

— Cuidado! O foco para esse aquecimento é que você mantenha a respiração frequente de acordo com os ataques utilizados. Respire e suspire. — Ele trouxe uma garrafa d'água, ainda se distanciando um pouco para atender as dúvidas dos outros alunos, sem tirar os olhos de mim mesmo que longe.

O gole de água daquela garrafinha desceu como uma cura para meus ferimentos. Era tão incomum eu viver bebendo água e poder me hidratar que eu tinha esquecido daquela sensação.

Voltei, com socos e chutes preparados para atingir aquele equipamento com toda a força que existia em meu ser. De antemão, o instrutor me observava verificando minha posição para ver se fazia certo.

Não demorou muito para que ele desse o fim do aquecimento e começasse a demonstrar cada peculiar técnica.

Era minha vez de praticar. Comecei com o auxílio de alguns colegas que já haviam concluído a técnica para me ajudar. Posicionei minha postura na ideal, tentando exercer alguns socos (Jab) de forma precisa, contudo, falha.

O que precisamente chamou a atenção do instrutor para mim novamente. Ele segurou meus punhos fortemente, ajustando-os.

— Mantenha seus punhos firmes e não soltos, as luvas estão aqui para lhe auxiliar também. Esse um movimento básico, mas fundamental então é necessário que o domine. — Ele se afastou, esperando que eu tentasse novamente.

De modo hábil, rebatia os socos com os punhos fechados e firmes, segurando todos os socos provindo do meu colega a minha frente.

— Isso. Foco! — Ele se retirava, atendendo aos outros alunos também furiosos por que não conseguiam, semelhantes a mim. Tomando outro gole de água, continuei. Era a hora de praticar mais um movimento, prestando atenção nas dicas dada pelo colega veterano e pelo instrutor.

O soco direto, outra técnica utilizada no esporte, me fez apontar meu punho — fechado — ereto desferido num movimento efetivo para cima, que passava direto pelo corpo. Meu ombro ajudava na força, como se estivesse determinado a me ajudar a conseguir executar o exercício de forma sensacional.

Eu respirava, suspirava, mas não desistiria até terminar.

O pendular e agachar, no entanto, era uma técnica bem utilizada, por isso coloquei-me para aprendê-la. Ao ver a investida dos socos, dobrei as pernas para evitar os golpes altos, como um gancho direcionado à cabeça. Em consonância com o ritmo curvei meu corpo para longe do alcance da luva do oponente.

Meu colega esboçava um sorriso, sinal que estaria fazendo certo.

— Isso aqui tá me cansando demais, viu! — Tentava dizer, sorrindo de modo a ignorar a minha falência e cansaço interno. Mesmo satisfeita não sentia que seria eficiente o suficiente nas lutas sem treinar as esquivas, por isso o fiz.

Aparava os socos de forma rápida, prezando a agilidade acima de tudo. O ar que os socos traziam a meu rosto aumentavam cada vez mais minha determinação, que era notada por todos os outros alunos ao meu redor.

" Descansem! ". Foi o que ouvi do instrutor antes de eu cair desfalecida no banco. Meu deus, eu estava muito sedentária!

treinados/executados escreveu:
Treinamento/Aquecimento:
• 3. Movimentação (pera de velocidade)
• 5. O saco de pancadas

Exercício/Técnica:
- Socos
• Soco direto
• Jab

- Esquivas
• Aparar
• Pendular e agachar

Meiying Liuwei
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XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe Empty Re: XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe

Mensagem por Joseph Petranov em Sab Jul 27, 2019 10:25 pm

Aula
Boxe


Desde que havia voltado a morar no acampamento e descobriu sobre as chamadas aulas, compartilhadas tantos pelos semideuses gregos como pelos romanos, Joseph não pode deixar de se interessar em participar das aulas.  Do ponto de vista dele,  não havia nada melhor do que a capacidade de aprender com os outros, afinal,  sempre haveriam pessoas melhores em certas áreas do que ele mesmo.


Chegando ao local de treino e observando os tatames espalhados pelo chão, um sorriso brincava nos lábios do semideus antes de assentir para o treinador como um cumprimento e se unir aos outros romanos para ouvir a explicação do mesmo sobre os treinos necessários antes de começar a partida.

Depois de ouvir sobre as maneiras de treinar e  ver o instrutor demonstrar cada um deles,  Joseph não hesitou e rapidamente escolheu os exercícios que iria fazer para se aquecer antes do verdadeiro treino:  Pular Corda e Saco de Pancadas;

—  Vamos começar… — Pegando uma ponta da corda com cada uma das mãos, Joseph não hesitou em começar a pular enquanto não podia deixar de sorrir para si mesmo. Como alguém que foi criado desde pequeno na selva e não teve uma infância normal,  era a primeira vez que ele pulava corda daquela maneira e mesmo sabendo que era um treino, não podia treinar de começar a se divertir enquanto aumentava cada vez mais a velocidade em que pulava.  Uma risada inocente escapando de seus lábios enquanto ele simplesmente esquecia de tudo e se divertia com aquela forma de aquecimento,  aproveitando a sensação de saltar e o impacto que sentia quando seus pés novamente tocavam no chão.


Assim que terminou de se divertir com o ato de pular corda, o semideus logo colocou a corda de volta ao lugar e andou até um dos sacos de pancadas livres.  Como ainda não havia recebido nenhuma lição como sobre socar,  simplesmente começou a socar o saco de pancadas como bem entendia, a sensação do seu punho (Coberto com a luva de boxe) atingindo o saco era estranhamente relaxante para o semideus enquanto sentia seus músculos esquentando a cada soco que dava.

Quando Joseph e todos os outros campistas finalmente terminaram o aquecimento, o instrutor Noah novamente chamou a atenção de todos para si e começou a demonstrar a postura correta para um boxeador,  pedindo para todos imitarem antes de começar a passear pelos alunos,  corrigindo as posturas erradas e ajudando cada um deles antes de novamente voltar a ficar diante de todos,  dessa vez para demonstrar a forma correta de socar e de desviar ou se proteger dos socos de seu oponente.

Após demonstrar cada um dos socos e corrigir a postura de todos os romanos que haviam aparecido para a aula, Noah  permitiu que todos treinassem um com os outros  a maneira certa de socar e desviar, como ele mesmo havia ensinado momentos antes.

— Obrigado pela ajuda.  —  Olhando para o jovem a sua frente que havia se manifestado para o ajudar a treinar, Joseph não pode deixar de sorrir mais largamente antes de o agradecer de forma sincera.  Talvez pelo seu tamanho ou por ser um dos mais velhos presentes, muitos semideuses romanos se sentiam intimidados na hora de treinar junto com ele, mas felizmente aquele garoto havia decidido o ajudar sem pensar nisso.

Depois de agradecer pela ajuda, Joseph desferiu um direto em câmera lenta em direção ao garoto, focando mais na posição e na forma em que usava o ombro para fortalecer o soco,  tomando cuidado para o executar na posição certa.  Enquanto isso, o jovem semideus  reagia ao soco usando o bloqueio que o professor explicou,  colocando ambos os braços diante o rosto na posição que havia sido ensinado.

Já que ambos não estavam socando de verdade e somente focando nas posições e na forma correta de executar o movimento,  o soco de Joseph atingiu inofensivamente a defesa do garoto. Em seguida, o garoto que havia se oferecido para ajudar executou o mesmo soco com perfeição.


Vendo o soco lento que tinha em sua direção, Joseph decidiu também imitar a defesa que o garoto havia feito e colocou ambos os braços fechados diante seu corpo,  deixando o soco cair contra seus braços sem nenhum efeito graças a lentidão do mesmo.

Sem perder tempo, sorria para o garoto e socava com um cruzado sem força ou velocidade, deixando o garoto ter tempo para pensar em qual defesa usar.  Infelizmente o jovem se atrapalhou e não conseguiu defender o soco,  deixando o mesmo atingir o rosto do garoto, o empurrando levemente para o lado.

— Hahaha, Você esqueceu a defesa? Vamos lá, me dê um cruzado e vou te mostrar como defender desse soco.

Depois de falar,  esperava o jovem semideus a sua frente executar o cruzado e no momento seguinte  Joseph se agachava um pouco antes do soco atingir seu rosto e em seguida contra-atacava com um gancho de direita lento, sorrindo para o garoto enquanto o olhava.

— Viu?  Assim  — Rindo baixo, voltava a treinar com o jovem semideus até o fim do treinamento, aumentando a velocidade dos socos e a força por de trás de cada movimento até se tornar um sparring de verdade um pouco antes da aula acabar.




Informações:


Itens:




Poderes Passivos:


Nível 1

Nome do poder:  Espírito de Guerra
Descrição: Ares/Marte é o deus da guerra, profundo amante de combates e um dos principais deuses amantes da morte. Seus filhos possuem um espírito parecido com o do deus, de modo que todos os conhecimentos referentes a guerra (como sinais de comunicação, técnicas de sobrevivência básica, manuseio de armas e tudo mais o que tiver ligação direta com guerra), surgem naturalmente na mente do semideus, mesmo que ele jamais tenha passado por alguma situação de dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos, ler mapas e criar estrategias com mais facilidade.
Dano: Nenhum




Nome do poder: Resistência ao Fogo I
Descrição: O semideus tem certa resistência ao fogo comum, não sendo afetado por ele como os demais campistas. Por trabalhar e mexer com fogo, esse passa a não o incomoda com a mesma intensidade com que causa dano em outros semideuses. Apesar de sofrerem danos, podem chegar a sair ilesos de coisas simples, como a queimadura de uma tocha, ou fosforo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Ataques relacionados a fogo, ou o fogo em si (comum), é 50% menos efetivo contra filhos de Hefesto/Vulcano. O dano para ele será 50% menor do que para outros semideuses.
Dano: Nenhum

Nível 3

Nome do poder: Força I
Descrição: A força é, sem dúvida alguma, a principal arma de um guerreiro, que o faz vencer seus inimigos mesmo que precise utilizar apenas seus punhos. Independente do porte físico do filho de Ares/Marte ou de sua idade, o semideus terá a força de um atleta de MMA profissional, sendo capaz de suportar mais peso que os demais campistas, bem como causar danos maiores em seus golpes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força
Dano: +5% de dano se o ataque do semideus atingir o adversário.

Nome do poder: Tecnopatia
Descrição: É a capacidade de se comunicar e entender qualquer tipo de mecanismo, ou seja, filhos de Hefesto/Vulcano, podem se comunicar e entender as maquinas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum




Poderes Ativos:

[center]

Ações:





Links Importantes:







The_beast}
What hunting beasts
Joseph Petranov
Joseph Petranov
II Coorte
II Coorte


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XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe Empty Re: XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe

Mensagem por Noah Blackburn em Dom Jul 28, 2019 12:42 pm

A pedido dos players,
Aula prolongada até o dia 31/07 às 23:59.
Noah Blackburn
Noah Blackburn
Argonautas de Hera/Juno
Argonautas de Hera/Juno

Idade : 23
Localização : Ilha de Argos

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XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe Empty Re: XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe

Mensagem por Enzo A. E. Hawley em Dom Jul 28, 2019 3:54 pm

Aulas do acampamento
Aula de combate corporal
Como quebrar o nariz usando um instrumento de treino.
O despertar me deu um novo leque de possibilidades dentro do acampamento, mas também me permitiu ver o relaxo de Enzo em relação aos treinamentos. Ele sabia aproveitar a vida, mas acabava não se empenhando tanto quanto deveria nas atividades em geral e era justamente isso que fazia nosso potencial cair lá embaixo.

Lembro que em minha outra vida esse tipo de coisa não acontecia, eu estava sempre em primeiro e alimentava meu lado competitivo para tentar ser a melhor. Foi justamente isso que me garantiu a missão do mar de monstros e causou minha morte, mas também o que permitiu que eu explorasse todo meu potencial com guerreira. Agora que estava de volta não deixaria que meu outro lado manchasse isso.

Enzo podia curtir a vida em seu tempo livre de outra maneira, mas eu queria experimentar mais das atividades do acampamento e aperfeiçoar minhas técnicas de batalha como uma verdadeira guerreira. E era essa a motivação que eu precisava para pesquisar todo o cronograma de aulas do acampamento e comparecer a primeira delas pela manhã a fim de treinar Boxe com um jovem chamado Noah.

Os primeiros minutos passaram com ele explicando a teoria história da modalidade de luta, algo cansativo que me deixou entediada mais ao fundo enquanto aguardava pela ação que em breve começaria. O garoto explicou os exercícios, fez algumas demonstrações e então nos liberou para explorar o campo e as atividades, iniciando a parte do aquecimento.

O grupo se dispersou me dando chance de olhar ao redor e escolher um dos exercícios apresentados. Decidi começar por algo fácil e fui em direção a ala das cordas, um dos poucos objetos ainda conhecidos por mim. Enzo era daquele século, mas eu era de um bem diferente onde esse tipo de modalidade não existia no acampamento, portanto aquele tipo de atividade era algo novo e inovador para minha mente conturbada.

Fiz alguns exercícios de aquecimento, testei a corda e errei os primeiros movimentos antes de pegar um ritmo agradável para executar os saltos em uma velocidade gostosa o suficiente para manter o ritmo. Troquei os passos e alterei os movimentos para manter minhas pernas em constante movimento, tornando a parte inicial do aquecimento algo bom para eletrizar o corpo. Ser filha de Éolo me garantia certa mobilidade com as pernas, o que ajudava a manter a sincronia e a graça em movimentos como aquele. Portanto a corda em si não foi uma atividade difícil e o verdadeiro desafio se apresentou no segundo exercício que escolhi.

Como iria treinar Boxe optei por fazer da segunda parte do treinamento um aquecimento com o saco de pancadas. Vesti as luvas e me posicionei de frente a eles, testando socos mais fracos para descobrir a velocidade do objeto e meu potencial antes de realmente abusar um pouco e tentar algo mais ousado. O resultado foi uma pancada certeira no nariz que me deixou tonta o suficiente para não desviar de um segundo e um terceiro golpe do brinquedo, que atingiu a lateral do meu rosto e parte do meu ombro antes que eu tivesse tempo de reagir.

Me afastei do brinquedo para tomar folego enquanto praguejava por ter sido atingida no nariz. Sangue pingava e escorria por minha boca e pescoço, me obrigando a pressionar a toalha pendurada em meus ombros para estancar o ferimento. Eu teria que ser mais cuidadosa se quisesse continuar treinando com aquele objeto, mas com tempo e dedicação conseguia executar a prática melhor.

Perdi alguns minutos cuidando do machucado antes de retornar a ativa, então testei os socos mais uma vez e os movimentos de esquiva usando apenas o tronco e a cabeça. O segredo – vim a descobrir – estava todo no gingado do quadril e na forma com que eu posicionava minhas pernas. Isso fazia toda a diferença no momento de treinar. Os ombros precisavam estar relaxados e eu precisava me mover de acordo com o compasso do brinquedo, sempre focando na direção em que ele vinha para tentar me acertar antes de socá-lo de novo.

Conquistei um bom ritmo treinando com ele e acabei adquirindo parte da postura necessária na modalidade da luta, algo que me permitiu partir para o desafio final. Noah tinha demonstrado a maneira correta de executar os socos no saco de areia no início da luta, agora eu precisava executar ao menos dois dos movimentos de forma correta e mostrar a ele que os tinha aprendido.

Optei por começar treinando os movimentos antes de chamá-lo para me dar orientação e mostrar a ele que tinha conseguido. Me posicionei em frente a um dos sacos de areia mais ao fundo e tentei me recordar dos movimentos e da postura que ele utilizava no momento da execução. Ao ter a imagem em mente me afastei dois passos e executei o golpe de soco direto no ar, testando o movimento reto antes de finalmente acertar o saco de areia com ele. Era simples, mas exigia certa técnica – coisa que eu não possuía.

Testei os outros movimentos até conseguir a postura correta, então chamei Noah com a mão para poder mostrar a ele o que tinha conseguido. O garoto me deixou tensa ao se colocar bem ao meu lado. Ele era bem maior que eu e incrivelmente bonito, isso tendia a intimidar um pouco, mas nada que eu não conseguisse lidar.

Comecei executando os movimentos de Jab, ficando a uma distância curta do saco antes de ficar na posição correta, com uma mão próxima ao rosto, os ombros relaxados e as pernas afastadas. Ao conseguir isso ajeitei a postura do braço esquerdo e o movimentei para frente de maneira rápida, sentindo o impacto do soco entre a junta dos meus dedos ao se chocar contra o saco de areia. Para aproveitar o movimento recuei com esse braço e dei um soco de direita mais forte, garantido que o impacto criasse certa ardência nos nós dos dedos ao empurrar o saco um pouco mais longe. Por último executei a combinação do movimento conjunto para mostrar a ele que tinha aprendido corretamente.

—Então o que achou? — Perguntei ansiosa ao me virar para ele, que sorriu de um jeito charmoso.

— Bom... — Ele arqueou a sobrancelha, me fazendo franzir o cenho desconfiada e com o coração aos pulos. — Mas agora pensa rápido — De uma hora para outra Noah mudou a postura e executou um soco direto de dar inveja a qualquer outro aprendiz naquela sala. Minha mente deu um nó e meu corpo agiu por puro instinto ao estivar para o lado, fazendo sua mão passar rente ao meu rosto, tão perto que prendi a respiração.

— Sua esquiva está boa também — Ele sorriu mais ainda antes de afastar. — Está liberada. — Anunciou antes de se afastar, me deixando ali surpresa com sua petulância e ousadia, mas sorrindo largo por ter conseguido também.



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XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe Empty Re: XII Aula Combate Corpotal -//- Boxe

Mensagem por Melinda Äderbatch em Qui Ago 01, 2019 2:50 am

Lute, florzinha
você vai percorrer um longo caminho até tropeçar e cair em um abismo de memórias sombrias e distorcidas

Ela não havia sonhado. Pela primeira vez em alguns meses, Melinda não havia tido nenhum pesadelo e tão pouco sonhos durante a noite de sono. Talvez fosse culpa do cansaço do dia anterior, afinal, a garota havia passado boa parte da manhã estudando, durante a tarde fora convocada para auxiliar nas cabanas do curandeiros por conta de seu pequeno talento – toque – com a organização e sua noite fora repleta de pratos para serem lavados como punição de um pequeno desentendido que nem mesmo ela se lembrava, mas que Quíron fizera questão de lhe refrescar a memória. A única coisa que a irlandesa teve disposição para fazer após o dia turbulento fora se jogar em sua cama no chalé de Hécate e apagar como se fosse um robô que tivera a energia desligada. De toda forma, ela agradecia por ter acontecido dessa maneira, pois a mesma já estava cansada das noites mal dormidas repletas de sonhos estranhos.

Ela sentou na beirada da cama se espreguiçando. Os braços da loira ainda doíam um pouco por conta do peso das luvas especiais da cozinha, mas tinha certeza de que logo estariam melhores desde que não forçasse tanto à musculatura, caso o contrário, teria de recorrer a algo para amenizar as dores. Como de praxe a garota bocejou, em seguida prendeu os cabelos em um rabo de cavalo alto que lhe dava um ar de autoridade e responsabilidade que normalmente não era visto na mesma, afinal, raras eram as vezes em que Melinda se permitia passar muito tempo com as madeixas presas já que gostava da falsa feição angelical que ganhava com os fios longos e claros caindo sobre os ombros alcançando até pouco acima da cintura.

A irlandesa perdeu pouco mais de vinte minutos entre terminar de acordar e se ajeitar para começar de fato seu dia. Ela se vestiu, fez a higiene diária e então pode finalmente tomar seu caminho para o refeitório com a intenção de, mais uma vez, se juntar aos irmãos para o café da manhã torcendo para que não estivesse dormido mais do que deveria, afinal, se algo de fato lhe deixava assustada era Hela estressada com atrasos.

Aquela fora a primeira vez em que a filha de Hécate tivera de correr para cumprir com seu horário. Nunca havia atravessado o acampamento tão rápido quanto naquela manhã e o caminho que normalmente levava pouco mais de quinze minutos de caminhada sendo feito com calma acabou sendo realizados em menos de dez. A respiração da menina estava instável quando alcançou o pavilhão do refeitório e seu rosto transparecia as sensações assim como o ritmo de seus coração que estava acelerado por conta da corrida. Antes que pudesse alcançar a mesa dos filhos da deusa da magia, a loira tomou todo o ar que precisava, mas não pode esperar que a vermelhidão do rosto diminuísse pois Frieryat estava acenando incessantemente para a mesma indicando para que se juntasse a ela. –”Queria eu ter todo esse ânimo…”

Em passadas largas, Melinda se arrastou até a mesa de Hécate se sentando defronte com a menina de cabelos rosados. Frier comia um pedaço de pão com geléia de morango que deixara a irlandesa com água na boca, porém, a mesma se controlava ao máximo que podia para não cair na tentação do açúcar logo pela manhã. Por um momento a menor encarou a loira com certa vontade, fora a confirmação de que Melinda fora pega na cobiça pelo alimento alheio.


Então… Quais são os planos para hoje? O dia está bem bonito e aparentemente não teremos muitas obrigações já que Hela não fez questão de se juntar a nós na mesa hoje. — Aquela havia sido a forma mais rápida de desviar o foco e fazer com que a irmã não lhe condenasse pela atitude anterior, mas de certa maneira, a mesma estava certa. Hela, a líder do chalé, ou seja, a responsável pelos filhos de Hécate, realmente não se encontrava no refeitório como de costume.

Por um momento a loira respirou fundo refletindo com o seu interior, afinal, já que a asiática não estava ali, Melinda havia se cansado e sido tomada de preocupação em vão  – “Preciso relaxar mais”.

Eu vou dar uma vasculhada pela biblioteca daqui a pouco, mas depois vou dar uma passada pela Arena, vai que encontro algo de interessante por lá afinal. — A menor sorriu abertamente para a irlandesa enquanto terminava de servir uma nova caneca de suco para si mesma.

Melinda admirava de fato o como a irmã era bem disposta e o como havia se adaptado bem aquela nova realidade, afinal, a garota esperava que isso também acontecesse com ela em algum momento e estava se esforçando para isso
.
A loira suspirou terminando de mastigar sua última bolacha enquanto observava os irmãos se retirarem da mesa para cumprirem com suas programações. Por fim, ficaram apenas a jovem e Frieryat mais uma vez. Subitamente a menor deu um pulo de onde estava sentada fazendo com que Melinda se assustasse de início, mas logo se acalmara ao notar que não havia nada de errado, era apenas o jeito espontâneo e confortável que a menina tinha perto dela quando estavam sozinhas e ninguém lhes notavam. Sem esperar que a irlandesa pudesse perguntar qualquer coisa, a cria de Hécate se adiantou dando a volta na mesa do refeitório e dando-lhe uma rápida bitoca na bochecha.

Vou me ir senão ficarei com preguiça, mas podemos nos encontrar mais tarde ok? — A outra só tivera tempo de concordar com um balançar da cabeça antes que Frier lhe abraçasse apertado como sempre. — Qualquer coisa, pode me chamar… Até mais tarde Cérebro.

E então Melinda estava sozinha novamente. Após a saída da irmã, a garota pode terminar de tomar seu café se dando ao luxo da paz e tranquilidade sem preocupações, apenas saboreou alguns pedaços de bolo e o café forte que tanto gostava. Perdera ali pouco mais de vinte minutos onde fora o suficiente para escutar uma conversa de terceiros vinda da mesa ao lado entre dois filhos de Ares.

Normalmente, a garota não dava a mínima para as conversas paralelas que lhe cercavam se não fossem sobre estudos ou algo que lhe dissesse a respeito, porém, daquela vez fora extremamente útil ter tido um pouco mais de atenção no diálogo alheio. Os dois rapazes, ambos de porte físico atlético e com pinta de badboy, tagarelavam entre si sobre uma possível aula de combate corporal que iria acontecer ainda pela manhã, ma que infelizmente nenhum deles poderiam participar, um havia recebido uma suspensão e outro por algum outro motivo menos importante que a garota não havia dado atenção, afinal, havia parado de escutar depois que o primeiro rapaz começara a se justificar da ausência se engrandecendo na história da suspensão. Aquela informação fora o suficiente para fazer a novata se decidir que rumo tomaria pelo menos naquele momento.

Sem cerimônia, ela  engoliu o restante do café e se ergueu da mesa em um santo batendo as mãos sobre o colo tirando qualquer vestígio de migalhas de bolo que poderiam ter caído ali. Um suspiro escapou pelos lábios da garota enquanto caminhava porta a fora do refeitório em sua cabeça imaginava como seria a tal aula e como poderia desenvolvê-la já que força não era o seu ponto forte, porém, sabia muito bem usar as pernas e braços –“Poderia aprender algo como o judô e essas coisas, até uma capoeira seria legal…”


Melinda viajara em seus pensamentos enquanto atravessava o acampamento em busca da arena de treinos que, segundo os filhos de Ares, seria o palco principal daquela aula. Talvez a menina se encontrava tão animada que nem percebeu que não estava com roupas próprias para exercícios, afinal, calças jeans não era uma boa escolha para se esticar caso precisasse, porém, já era tarde, a jovem já havia alcançado a arena.

Em uma passada de olhos rápida pelo local fora o suficiente para que a  garota reconhecesse a área e alguns rostos conhecidos que já se encontravam ali. Por um momento a filha de Hécate se sentiu aliviada por se deparar com outras mulheres presentes além do tatame ao chão que, com a ponta dos pés, apalpou se certificando de que era macio o suficiente e que não teriam lesões naquele dia… Pelo menos era o que a garota realmente esperava. Olhando novamente com mais atenção, pode reparar em alguns bons números de pares de luvas dispostos em fileiras bem alinhadas em um suporte próximas dos sacos de pancada e foi aí que a garota descobriu por conta própria do que se trataria aquela aula – “Boxe? Ou seria Muay Thai?”

Ela estava parada observando as luvas, perdida em seu pensamento enquanto seus lábios se torciam involuntariamente entregando, para quem lhe encarasse, que estava no mínimo curiosa sobre como prosseguiria naquela manhã, afinal, se dependesse realmente de força, iria fracassar sem pensar duas vezes.

Ei, se continuar olhando pra elas desse jeito vai acabar transformando elas em pó — A voz masculina era firme mas ao mesmo tempo carregava um certo toque de divertimento em seu tom.

Subitamente Melinda saira de seu transe um tanto inquieta sobre o comentário alheio. Não fizera cerimônias e tão pouco charme, simplesmente se virou bruscamente encarando o dono da voz que lhe distraiu. Diante de si, se encontrava um rapaz, braços cruzados sobre o peito com se quisesse impor respeito mas com um sorriso gigantesco na fazer que dava uma descontraída em sua postura deixando a jovem mais calma.

Sem que pudesse pensar em algo, Melinda imitou a postura do garoto de forma involuntária parecendo que estava lhe confrontando, porém, detestaria que o mesmo pensasse assim. Tentando amenizar as coisas, a garota se permitiu rir do comentário anterior do desconhecido.

Ora ora, e agora temos um fiscal de luvas aqui? — Melinda sorriu de canto enquanto aliviava a tensão de seu corpo voltando a soltar os braços. O rapaz lhe dera o prazer do riso perante a resposta e isso fez com que a filha de Hécate tivesse certeza que o clima hostil não existiria ali e que talvez uma amizade surgisse — Eu não estava de fato olhando para as luvas… Bom, na verdade estava, mas não estava pensando nelas e sim no que faremos com elas.

Fica tranquila, eu estava apenas brincando, aliás, não precisa ter receios, se nunca praticou boxe na vida lamento te informar, mas vai acabar gostando. — O mestiço riu novamente para a loira e então, assim como ela, se livrou de sua postura inicial ficando de fato mais relaxado a quem lhe observasse. Ao se aproximar um pouco mais da garota, o rapaz levou os lábios até próximo da orelha direita da mesma e sussurrou como se estivesse de fato contando um segredo que ninguém mais poderia escutar. — Vai ver que bater em alguém em nome do “espírito esportivo” vai te ajudar a aliviar toda a raiva, tensão ou qualquer coisa pesada que tenha dentro de você.

Não sei não, eu definitivamente não sou o tipo de pessoa que teria força suficiente pra derrubar alguém, principalmente se fosse alguém como você — A irlandesa ergueu o braços franzinos enquanto olhava para o homem. Realmente era verdade, se a irlandesa dependesse exclusivamente de força física para derrotar alguém, mesmo que do porte do mestiço, acabaria tendo o amargo gosto da derrota nos lábios. Ela suspirou conformada, mas não perdera o pequeno sorriso no canto dos lábios.

Mas isso é o de menos, se tiver vontade e dedicação poderá mudar a sua realidade, afinal, por mais que seja filha de quem é, depender só da sua magia te tornará vulnerável no nosso mundo. — O garoto tinha razão. No novo mundo em que Melinda havia emergido, os perigos eram mais do que reais e poderiam custar-lhe a vida.

Pois bem, eu entendo… Vou dar mais atenção a esses tipos de treino a partir de hoje, mas me diga uma coisa, como sabe quem eu sou? — A garota olhou em volta observando que um número um pouco mais de pessoas já haviam se juntado desde que começara o diálogo com o agradável desconhecido. Ela arqueou as sobrancelhas observando o rapaz com um olhar de desconfiança e curiosidade. — E quem é você afinal de contas?

Eu não sei exatamente quem você é ainda, mas o teu jeito lhe entrega quem é sua mãe, afinal, todos nós temos traços de quem nós descendemos, basta tem um pouco de atenção e vai perceber. — E mais uma vez o garoto tomou feições alegres para si arrancando o riso de Melinda. Fora aí que o desconhecido finalmente se apresentou estendendo a mão direita para a jovem. — Afinal de contas, que educação a minha, começar uma conversas dessas e simplesmente esquecer de me apresentar, me desculpe. Bom, sou Koda, filho de Atena e é um prazer conhecê-la, senhorita…?

Äderbatch, Melinda Äderbatch, mas fique livre pra me chamar de Melinda ou alguma abreviação estranha que o pessoal da américa está acostumado a fazer — A cria de Hécate sorriu retribuindo o comprimento do garoto lhe apertando suavemente a mão. Era a primeira vez que conhecera um filho de Atena desde que havia chegado no acampamento e para sua surpresa, o garoto era bem diferente do que imaginava, afinal, tinha a imagem fixa de um sabichão chato e mal humorado que esbanjava superioridade para cima de qualquer um. Melinda ficará de fato contente em ver que era totalmente, ou em partes, o oposto do que que imaginava. — Aliás, o prazer é meu Koda, mas você poderia me falar mais sobre…

Se lhe tivesse sido permitido, Melinda teria terminado a pergunta para o filho de Atena, porém, antes que isso fosse possível, um pequeno ruído direcionado exatamente para ela lhe chamara a atenção. Por um momento a garota ficou sem entender o que havia acontecido até que olhou em volta o suficiente para encontrar Frieryat que lhe encarava fazendo sinais para que a outra olhasse pra frente e voltasse a atenção para a situação em si e deixasse a conversa paralela de lado. Ao voltar sua atenção para a frente do tatame, a cria de Hécate sentiu vontade de abraçar a irmã apertado, afinal, a mesma havia lhe despertado para o início da aula.


Como já se era de esperar, aqueles que se encontravam vai dispersos pela arena se reuniram próximos da base do tatame onde Melinda e Koda já se encontravam. Diante deles, se encontrava parado um rapaz bem mais alto que a garota, de madeixas claras e um porte físico que poderia ser facilmente confundido com o de uma das crianças de Ares, mas algo nele fazia a loira ter certeza de que o genitor do homem era alguém totalmente diferente. Fora nesse instante que a frase de Koda lhe veio em mente e então a jovem foi capaz de entender o que ele queria de fato dizer. Observando com mais atenção enquanto Noah – Esse era o nome do instrutor – explica a parte chata da aula, ou seja, a teoria, pode notar que o rapaz irradiava uma aura tranquila carregada de algo que a garota poderia classificação como desejo e tentação.

Ela suspirou balançando a cabeça livrando a mente de seus pensamentos impróprios tentando focar no que o rapaz falava, afinal, a teoria era chata mas deveria servir de algo algum dia precisasse.

Ei, Melinda… Chuta que ele seja filho de quem? — O mestiço cutucou a garoto com os cotovelos na altura da barriga enquanto sussurrava para que não fossem advertidos por atrapalhar a aula — Você tem uma chance, mas acho que já sabe, considerando a cara com que esta olhando para ele.

Eu diria Afrodite, mas não sei, pode ser Eros também ou alguém que tenha algo relacionado a atração. — Ela se inclinou levemente para o lado enquanto não tirava os olhos de Noah, afinal, olhar para a atração principal não daria indícios da conversa paralela. — Consigo sentir a aura dele apesar de ainda não vê-la… É interessante.

Koda apenas riu balançando a cabeça por um instante confirmando a primeira afirmação da garota. Melinda lançou lhe uma olhadela de canto a qual fora o suficiente para notar que o filho de Atena havia se divertido com tal situação.


Com um pouco mais de esforço, a jovem conseguira se desprender das brincadeiras alheias e voltara novamente a atenção para o conteúdo da aula. Fora bem a tempo, a teoria havia acabado e a parte prática seria feito em partes. Como já se era de esperar, alongamentos e exercícios iniciais dariam base.

Tirando os tênis, a irlandesa finalmente subira no tatame assim como o restante da turma. Seus dedos foram ágeis em prender os fios de cabelo loiro em um coque reforçado no topo da cabeça enquanto observava com atenção os exercícios que o instrutor apresentava. Primeiro a corda, depois alguns golpes fantasiados e por fim os saco de pancada.

A irlandesa já estava se alongando da forma que se lembrava, vez e outra imitava alguma colega esticando os braços ao topo da cabeça e os descendo até os pés sem dobrar os joelhos. Ao fazer aquilo pode sentir seu corpo doer, afinal, fazia muito tempo desde que a menina havia de fato praticado algum exercício físico que realmente lhe exigia tanto do corpo, portanto, o simples fato de se alongar fazia com que a garota desse alguns suspiros de dor e alívio ao voltar a posição ereta. Ela fez aquela mesma repetição de movimentos mais algumas vezes até que conseguira ouvir os risinhos vindos do mestiço ao seu lado.

Melinda virou o corpo para o garoto e estacionou as mãos na própria cintura. Seus olhos caíam sobre ele com o peso de desapontamento.

Se você continuar se alargando assim vai acabar travando as costas, pula logo pra próxima etapa.

Melinda nada respondeu para o filho de Atenas, apenas revirou os olhos e voltou a sua atenção para o que estava fazendo. Por mais que não quisesse dar o braço a torcer, acabaria acontecendo o que o rapaz dissera, portanto, a garota optou por tomar uma das cordas disponíveis em mãos e começar um aquecimento diferente. Respirando fundo a garota começou a pular. Inicialmente devagar, mantendo sempre a respiração sob controle, vez e outra seguindo com a corda no ritmo dela. Aos poucos fora aumentando gradativamente a velocidade em que movimentava a corda e consequentemente a sequência de pulos.

“Você consegue fazer melhor do que isso Mel” – A própria garota se desafiava mentalmente. Ela fechará os olhos, respirou fundo e aumentou novamente a velocidade da corda e com isso mais uma vezes os pulos viraram saltos um pouco mais altos conforme os pés descalços lhe impulsionavam. A mente da garota se esvaziava conforme a corda circula seu corpo e a atenção da mesma se tornada tão grande que não escutava mais nada além do som da corda cortando o ar e do próprio coração batendo. Dez, vinte, trinta...sessenta e sete pulos. Exatos sessenta e sete pulos em pouco menos de vinte minutos pulando ate que fora interrompida pelo som de alguém gritando na arena fazendo com que a corda enroscasse nos pés da cria de Hécate e quase levasse a garota ao chão.

Ela respirou fundo e então olhou em volta enquanto sentia o suor escorrer pela testa e sentia o sangue correr pelas suas veias de forma mais rápida. A origem do barulho partia de uma garota, a qual Melinda nunca havia visto, e aparentemente havia machucado uma das mãos enquanto utilizava o saco de pancadas de forma incorreta. Qualquer outra pessoa que nunca havia praticado tal atividade teria receio em tentar após o tal acidente, porém, Melinda agira de forma totalmente diferente.

Em passos rápidos a loira alcançou os suportes onde as luvas se encontravam à disposição e sem muita demora tentou vesti-las sem precisar pedir ajuda, porém, fracassou. Antes que precisasse de apoio, Noah se aproximou da garota com um pequeno sorriso de canto enquanto olhava para as mãos, desajeitadas, da cria de Hécate.

É mais fácil e rápido se pedir ajuda para calçar as luvas, afinal, não precisa fazer tudo sozinha — O veterano por fim ajudou a garota a terminar de colocar as luvas de forma correta arrumando a bandagem antes de colocar de fato as luvas que ficaram um pouco grande para as mãos da mesma, porém, não havia modelos menores disponíveis e teria que se virar com aquela mesmo que havia tomado para si. Antes de se afastar da jovem, Noah se direcionou ao saco de pancadas e apontou para alguns pontos específicos na altura dos ombros e seios da garota, porém, no instrumento — Você pode treinar a sua força focando mais nessas áreas e não terá problemas estendendo o ombros e afins como a nossa colega.

Melinda apenas assentiu balançando a cabeça enquanto o rapaz tomava distância novamente e demonstrava para todos sobre postura. A loira se apoiou na pilastra ao lado do saco de pancadas observando com atenção a movimentação que era feita com os pés. Por um momento, passou pela sua cabeça que se tratava nada mais nada menos do que uma espécie de dança, mas que se errasse um passo sequer, poderia arruinar todo o resto da dança. – “Não vai ser fácil, eu definitivamente não sei dançar” – Um suspiro escapou pelos lábios da jovem enquanto a mesma voltava novamente sua atenção para o saco de pancadas, porém, dessa vez, tentava reproduzir de alguma formas a postura que Noah havia demonstrado e se esforçava para se manter firme sobre as próprias pernas enquanto se movia vez e outra para a direita ou esquerda e começava a golpear o aparelho com certa vontade. Aquele seria seu momento de descarregar toda sua raiva e tensão acumulada por dias.

Aos poucos a menina desferia golpes com os punhos contra o saco de pancadas. Inicialmente não tinha forma o suficiente nem mesmo para mexê-lo um pouco, muito pelo contrário, o choque do punho de Melinda contra o saco refletia diretamente em seu braço fazendo com que a mesma sentisse a musculatura do mesmo estremecer um pouco. A irlandesa engoliu seco, respirou fundo e recomeçou o exercício deferindo mais uma sequência de golpes movimentando os pés e o corpo um pouco mais rápido tentando aplicar um pouco mais de força conseguindo agora movimentar o pêndulo levemente para os lados, mas consequentemente, sentira um pouco mais o braço que a primeira vez, fazendo a mesma contorce os lábios com a pequena dor muscular.

Você precisa criar resistência e um pouco de força, mas nada que com treino duro você não consiga. — Mais uma vez a voz conhecida do mestiço se fizeram presente próximo da loira. Koda estava parado calçando o seu par de luva escolhido enquanto observava com atenção a prática da colega.

Sem esperar que a garota lhe respondesse alguma coisa, Koda se colocou ao lado da mesma desferindo o mesmo golpe que a jovem havia desferido alguns minutos antes. Era evidente que o efeito dos socos que o rapaz havia dado no saco de pancadas eram bem maiores que os que Melinda e isso se devia realmente pela falta de força da garota, mas aquilo não lhe desanimaria, iria se esforçar até chegar naquele ponto.

Viu só a diferença entre os dois golpes? São o mesmo golpe mas com forças diferentes. Você pode chegar a isso uma hora, mas vai ter que se esforçar bastante e fazer esses seus braços crescerem um pouquinho. E criar um pouco mais de resistência. – O garoto sorriu de canto e então segurou o saco de pancadas com um pouco de dificuldade por conta das luvas tentando fazer-lhe ficar parado sem pendular de um lado para o outro.

Creio que não chego a ficar exatamente como você, mas pelo menos tenho certeza de que com o tempo realmente posso melhorar. — A filha de Hécate se permitiu dar de ombros e limpar mais uma vez o suor da testa com as costas de barra da camiseta puxando a mesma com certa dificuldade, mas de forma mais rápida do que esperava. — Mas em vez de ficar falando, você poderia me ajudar a aprender o básico dessa luta dentro do ringue de fato e não apenas em em histórias contadas e demonstrações sem graça.

Melinda apontou para Noah com um balançar de cabeça com o intuito de fazer com que Koda olhasse para o instrutor que agora se dedicava em ensinar alguns tipos de golpes diferenciados além de defesas bem úteis dentro do Boxing. A garota não espero que o mestiço reagisse de qualquer maneira, portanto, se pensar muito tomou uma distância segura e posicionou as mãos da forma que o filhos de Eros havia demonstrado lançando logo em seguida o punho direito no ar em direção ao mestiço cruzando o corpo.
Koda arqueou as sobrancelhas de fato indignado com o corrido, porém não se permitiu reclamar verbalmente, apenas aceitou o golpe da garota e se preparou para entrar na “dança” com um pequeno sorriso no rosto e um olhar de de divertimentos começando a lhe tomar posse por completo.

A irlandesa respirou fundo enquanto se movia de um lado para o outro tanto ficar o mesmo parada possível mas se preocupando o suficiente para que não se embaralham e caísse como uma para ao chão sozinha. Koda mantinha a posição de guarda fazendo falsas ameaças de golpes vez e outras fazendo com que a garota ergue bloqueio com a intenção de proteger seu rosto caso fosse de fato nocauteada até que finalmente o rapaz se permitiu criar uma pequena sequência composta de um direito, seguido de um cruzado e outro direito. O primeiro golpe Melinda havia conseguido aparar de uma forma que nem mesmo a garota havia acredito em seus reflexos: No momento em que o rapaz havia montado o seu primeiro direito, a loira já estava com a sua  atenção totalmente focada ali então assim que a mão de Koda chegara perto o suficiente do ombro esquerdo da menina, a mesma desviou empurrando o golpe para a lateral. O segundo golpe servira mais como uma ligação entre os golpes pois fora muito mal preparado e fácil de ser muito bem absorvido pelo bloqueio que a irlandesa havia utilizado, porém o terceiro golpe lhe foi certeiro.
Ai finalizar a sequência com um segundo direito, a filho de Atena pegara a menina totalmente desprevenida pois no exato momento em que a mesma iria desarmar o bloqueio, o golpe do rapaz acabou lhe acertando em cheio ao peito fazendo que a irlandesa desse um pequena cambaleada para trás mas sem ir para casa chão.

Melinda respirou fundo e levou uma das mãos até o peito sentindo seu coração acelerado enquanto se recuperava do ataque que havia recebido. Aos poucos o ar voltou a entrar em seus pulmões sem maiores dificuldades e a filha de Hécate estava mais uma vez com certa motivação para que conseguisse pelo menos acertar mais um  golpe que fosse no mestiço.
Sem pensar duas vezes, a garota partiu para cima do jovem deferindo um gancho,  que acertou lhe em cheio seu queixo deixando o homem um pouco graça e incomodado.

Caramba, Melinda. — Koda arrancou as luvas das próprias mãos e ergueu uma delas pedindo para que a irlandesa se controlasse enquanto levava a outra até o maxilar lhe massageando aos poucos para que a dor causada pelo soco não fosse tanto desagradável. — Não precisava me acertar em cheio desse jeito, chega por agora.

O filho de Atena jogou o próprio par de luvas para a garota que os segurou no ar. Antes de tomar seu rumo, o mestiço se aproximou de Noah e lhe sussurrou algo ao ouvido, mas Melinda deduzir ser sobre ela, considerando que o rapaz minutos depois da saída de Koda, viera lhe chamar atenção pela falta de cuidado inicial na prática. Melinda apenas absorveu a represália e agradeceu como se fosse um verdadeiro conselho para as próximas aulas que viria a praticar antes de tirar suas luvas e guardar ambas, as dela e as de Koda, em seu lugar de origem.

Definitivamente fora uma experiência e tanto para a prole de Hécate, afinal, havia conhecido gente nova, um estilo de luta novo e dado início a um novo objetivo em sua estadia pelo acampamento. A garota sorriu para si mesma enquanto ainda estava na arena. Uma última vez viera a enxugar o suor na camiseta que agora já se encontrava encharcada, voltara a calçar os sapatos que havia deixado reservado ao lado do tatame e então agradecera novamente a Noah pela ajuda.
Ao se encaminhar para a saída da arena, já exausta com toda aquela atividade física excessiva com a qual a garota não estava acostumada, ainda fora surpreendida novamente Por Frieryat, afinal, a irlandesa havia de fato esquecido que a irmã estava na aula pois Koda havia lhe tomado toda atenção.

Então quer dizer que o Cérebro vai virar um Super-cérebro estrela do Boxe? — A menor ria alto enquanto arrastava a irmã pelo braço para se sabe lá onde.

Menos, Frier, bem menos…

>


Considerações finais :
ME PERDOA POR PASSAR DUAS HORAS DO PRAZO FINAL DE ENTREGA MAS EU CHEGUEI DO MEU SERVIÇO ONZE E VINTE DA NOITE E TINHA MAIS UMA BOA PARTE DA AULA PRA TERMINAR ME PERDOOOOOA
Melinda Äderbatch
Melinda Äderbatch
Filhos de Hecate
Filhos de Hecate

Idade : 19
Localização : Acampamento Meio-sangue

http://www.bloodolympus.org/t5040-dr-aderbatch-melinda#102108

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