The Blood of Olympus

[Missão OP Difícil] Perigo em Nova York

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Mensagem por Prowler em Qui Jul 04, 2019 12:51 am

Perigo em Nova York
É meia-noite em Nova York, numa sexta-feira movimentada. Não era surpresa nenhuma que muitos semideuses burlavam as regras de Quíron para curtir a badalada cidade naqueles tempos. Fosse como fosse, adolescentes, sejam semideuses ou não, eram fãs de diversão e poucas coisas poderiam afastar eles disto. Não dava para dizer que Amber compartilhasse os mesmos gostos por festas. Talvez sim, talvez não, o que sabia-se era que a filha de Zeus odiava regras e sendo assim, fugir do Acampamento pareceu uma atividade no mínimo "interessante".

Junto a um grupo de semideuses mais rebeldes, Höff saiu durante à noite para curtir os badalos da cidade. Como a boa rebelde que era, coube também a ela a missão de pegar a caminhonete do lugar, para que pudesse transportar o pessoal inteiro. Feito isso e prontos para se esbaldarem, a trupe chegou na cidade, estacionando o automóvel em um estacionamento e preparando-se para adentrar em um festival de hip hop. Mas haviam motivos para semideuses não saírem aquela hora, ainda mais naquele número e aqueles jovens saberiam bem o porquê. Após festejarem, se divertirem e encher a cara, o grupo decidiu voltar para o acampamento e já presentes no estacionamento foram surpreendidos por um terrível ataque. Dois basiliscos reptilianos fizeram um sopro de fogo contra os campistas, que distraídos, bêbados e desatentos, acabaram levando o golpe em cheio e cairam no chão, com queimaduras nas roupas e pelo corpo. Desmaiados, apenas uma semideusa conseguiu esquivar-se do primeiro golpe, sabia-se lá como: Amber. Cabia a ela vencer as feras, salvar seu grupo e poder voltar para o Acampamento.

Instruções de Postagem:
• Comece o post no horário perto de meia-noite. Estará em seu chalé e tem total liberdade para narrar o comportamento do personagem ante o convite de um grupo de três semideuses.

• Para sair do Acampamento haverá duas dificuldades e suas possíveis consequências. A primeira é passar desapercebido pelas harpias que rodeiam todo o Camping. A segunda é furtar a caminhonete do lugar, sem que o motorista, Argos, note sua saída. Caso falhe em qualquer dessas tarefas, o resto da missão ainda será considerado, entretanto o nome de Amber será anotado como um infrator e receberá uma punição de Quíron em on. (3 postagens limpando os estábulos devem ser suficientes)

• Narre a chegada à Nova York e sinta-se livre para narrar conversações e sentimentos do personagem. Mas lembre-se, os demais semideuses devem se embebedar. Amber terá o direito dessa escolha ou não.

• Narre como percebeu e escapou do primeiro ataque dos basiliscos. A partir dai, novamente entrará o sistema de consequências. Terá duas opções: Salvar o grupo, o que significa que deve lutar contra os dois monstros, ou poderá fugir, o que ainda resultará em escapar das bestas, porém sem a dificuldade de proteger os demais semideuses. A escolha é sua.

• Detalhe: O estacionamento está vazio.

• A partir dai, sinta-se livre para finalizar a missão da maneira que desejar.

• Os poderes dos Basiliscos estão dentro do bestiário, eles são do tipo 1 e cada qual possui 300 de HP.

• Poderes, itens e observações em spoiler. (Cite apenas aquilo que usará, por favor)

• Lembre-se que a FPA é fundamental para a narração, caso tenha dúvidas com relação a calcular danos físicos ou coisas do tipo, basta enviar uma MP.

• Prazo até 04/12/2019, caso necessite mais tempo, me envie MP.

• Assim que terminar a missão, por favor me avisar, via MP.



PROWLER • SON OF CERES
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Lider dos Guardiões
Localização : Jardim das Hespérides

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Mensagem por Macária em Sab Nov 02, 2019 6:00 pm

Missão restaurada para Amber
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Mensagem por Amber Höff Spielgeman em Sex Nov 15, 2019 2:23 pm


Perigo em Nova York - Missão OP
coming back to my old life, trying to find a new road  



— VOCÊS ESTÃO MALUCOS? — Gritou Spielgeman, e em seguida deu uma breve tossida rouca para disfarçar. Parecia incrível imprudência dos semideuses, na visão da prole de Zeus, uma missão suicida como aquela. Entretanto, Candice continuava falando sobre o como seria divertido que fossem todos juntos, principalmente para comemorar a volta de Amber, ignorando-a completamente. O melhor chute de Candice seria levá-la junto, ela teria que concordar ou provavelmente sabotaria a diversão do grupo. Na realidade, Amber estava bem longe disso.

Depois de muita discussão, brincadeiras e debates entre potes de sorvete, Spielgeman se viu com os três de braços cruzados contra ela. Não que precisasse de tudo aquilo, há muito tempo de conversa já estava cogitando a ideia de quebrar as regras, sabendo que é uma atividade divertida e tentadora, lhe pareceu um motivo atrativo, embora não o único, passar um tempo com eles lhe agradava também, principalmente em épocas em que Amber se entediar consigo mesma e seus pensamentos melancólicos e nostálgicos. e organizar aquilo era um bom desafio para retornar com as atividades comuns de um semideus. — O.K. Não sejam imprudentes. Eu dirijo até a estrada e será assim…

Spielgeman havia retornado de viagem a poucos dias e ainda não tinha se envolvido muito. Passou tanto tempo no Acampamento Júpiter que qualquer interação no Meio-Sangue era tão estranha, tão… difícil, ultrapassada, ou então, desconhecida. Tinham muitos meio-sangues novos, e alguns a chamaram de novata nas primeiras semanas, antes de conhecê-la melhor e saber o quão veterana é. O fato é que estava cansada e trancada no seu chalé fazendo quase nada muito significativo na maior parte do tempo, como ver fotos antigas e esperar o tempo passar… Ansiedade. A vontade de respirar longe das fronteiras do acampamento tinha lhe chamado demasiadamente a atenção.

Por um tempo Amber pensou se Oliver retornaria ao acampamento enquanto estaria fora, embora pouco provável, deixando esse pensamento de lado. Em algum momento ela sabia que se encontrariam e provavelmente teriam de se resolver ou então ela teria de esquecer e superar. Sua cabeça rodava ao pensar em todas as possibilidades e possíveis finais daquela missão festiva, e a tentação de se parecer ou tentar viver como uma semideusa normal, ou uma adulta perto de ser normal lhe era no mínimo interessante ou tentadora. E a semana passaria devagar, pensou Amber, mas não.




Sexta. passado das 22 horas que seu relógio de pulso marcava, a semideusa olhou pela janela do chalé, espionando se a maioria das luzes já haviam se apagado, nem tudo estava escuro mas o suficiente para manter discrição. Colocou água, toalhas úmidas, lençol, vestido e a colocou nas costas junto com um chicote que tinha. Calçou o coturno,  e espada formou um bracelete em seu pulso, guardou as armas presas nas coxas, uma faca em uma e a adaga em outra, como sempre fazia quando saía em viagem. Amber saiu andando disfarçadamente até o fim dos chalés, cumprimentando algum dos seus amigos no caminho. A adrenalina preenchia seu peito enquanto torcia para que não entrasse em encrencas logo na segunda semana de retorno, apesar de achar um pouco cômico e o menor dos problemas que se pode ter nesses tipos de situação.

Vestida de preto, boné e coturno, Spielgeman se sentia invencível. Nunca se nomeou como gótica, mas tinha afinidade com preto ou vestimentas mais macabras, como vestidos de boneca vermelhos ou chamativos rodados de cor preta. Quando colocava um vestido ela se sentia bonita e incrivelmente poderosa, como um sentimento reforçado por muitos estereótipos que sofreu com os anos. O fato é de que como campista poucas atividades permitiam isso. O irônico é que poucas vezes ela se sentia atraente, sua visão era justificada pelo passado que quase nunca está satisfeita, julgando fazer quase sempre algo errado, reforçado pela mãe e irmã por anos.

Enquanto torcia para sua estratégia planejada durante a semana toda, Amber se colocou debaixo de uma das janelas da casa grande e ficou em silêncio até escutar qualquer ruído. Argos fazia companhia a Quiron por alguns momentos durante a noite, e a chave certamente estaria com ele. Abaixou-se e encostou a cabeça na parede, tentando escutar. Parecia que Quiron estava falando da rotina do acampamento satisfeito com muita coisa, aparentemente não tão importantes, enquanto ria e comemorava. O monstro de cem olhos, porém, não fazia barulho. Cem olhos, realmente, era muito. Amber desistiu de tentar pegar a chave, suspirou profundamente e partiu para o plano B.

A semideusa se colocou atrás de arbustos e começou a se pintar com terra e lama, uma das habilidades que Discovery Channel lhe permitiu colecionar. Dentre todas as possibilidades analisadas de chegar até o carro, aquela lhe pareceu a mais segura. A expressão facial da semideusa era, porém, incompensável devida satisfação em fazer algo inédito e perigoso e isso lhe dava ainda mais forças e ainda mais cautela. Usou de cola e fita para prender nela folhas e galhos e o que faria a seguir provavelmente chamaria atenção, mas seria facilmente interpretado como peças dos campistas ou nem isso, talvez fosse  interpretada como uma tentativa dos monstros entrarem.

A campista parou por uns momentos antes, mantendo a respiração calma e a concentração, chamou o espírito dos ventos e mentalmente pediu força e grande movimento, se concentrando bastante, chamou todos os pássaros para se locomoverem de um lado para o outro, por entre as árvores indo acima. Seria suficiente para causar distração e começar a se movimentar. Contou até dez, nove, oito... Ela deitou no chão no momento que a ventania começou a soprar com toda a força e se arrastava o mais rápido que podia, em direção a caminhonete. Pelas suas contas, isso demoraria cerca de três minutos, sendo bem rápida, ainda parava no caminho antes que alguém fosse notá-la e continuava quando tinha certeza que não.

Em dez segundos, além do barulho altos dos ventos e bater de asas dos pássaros, conseguiu escutar uma janela ou porta bater em algum lugar no acampamento devido a ventania e continuou assim mesmo sem pensar. Olhou no cronômetro: 02:05. Em menos de trinta segundos estaria no carro, passando por uma parte suficientemente complexa, chegou no carro e abriu a porta. Os semideuses estavam lá a algum tempo, já que estavam arrumados já para a festa e preferiam se esquivar devagar e sair bem antes para não passarem por muitos apuros ao contrário de Amber. Sem dúvidas a aparência dos demais eram bem melhores, já que ninguém estava sujo de lama. Spielgeman lhes jogou um lençol de cetim preto, tirando ele da mochila. — Vão, cubram-se. — Depois voltou atenção aos fios do carro, pronta pra começar a fazer ligação direta.

— Você sabe o que está fazendo, não sabe? — Candice pareceu preocupada no tom de voz, mas procurou não demonstrar esboçando um sorriso no final. Amber assentiu apenas, concentrada em lembrar do tutorial que havia visto no YouTube e das aulas que teve no acampamento romano com os filhos de Mercúrio. A prole de Zeus enfim viu o carro ligar. Apagou as luzes, deixando na mais baixa até sair dali. — Quanto tempo isso vai continuar? — Candice se referia ao vento forte que Höff começou três minutos antes. Estava focada em sair dali.

Os três atrás sentiram os corpos sendo empurrados para trás enquanto Amber acelerava o carro. A adrenalina lhe deixava guardar todos os detalhes em câmera lenta. — Suficiente. — Pouco menos de um quilômetro depois os ventos foram parando. — Será que isso vai dar problema? Achei mais fácil que ter que enfrentar Zeus sabe lá quantas harpias, elas não deixam ninguém em paz. — Shin respondeu que não sabia, mas a discussão prosseguiu para outro assunto, que prosseguiu para o próximo. Candice colocou algumas músicas, depois de chegar na estrada, e Aiden assumiu o volante.

No banco de trás, a prole de Zeus começou a se limpar com uma toalha molhada que preparou e guardou antes na mochila. Tirou as roupas sujas, e trocou de roupa, confiando que os outros não olhariam para ela. O seu vestido era vermelho, fofo e provocativo, chamativo o bastante para fazer Candice ficar orgulhosa, sabendo que deveria ser um passeio provavelmente considerado com um pouco de importância, pelo vestuário mostrado por Amber. Enquanto a de Zeus se limpava e se arrumava, mantendo a adaga e a faca num suporte debaixo da saia do vestido, Candy começava a falar, de forma a tirar a atenção de todos para Amber.


O bar era uma das casas noturnas bem conhecidas de Nova York, qual Amber se preocupou em não prestar atenção no nome, mas em verificar a localização no GPS antes de entrar e garantir que saberia sair dali se algo saísse dos planos. Todos os semideuses sabem que há perigos no mundo fora das fronteiras do acampamento, ainda mais pra eles. Shin, de Éolo, Aiden, de Morfeu, Candice, de Poseidon, e Amber, a prole de Zeus. Seria improvável não chamar atenção, mas em meio a tantas pessoas, torciam para que não.

Três deles correram para a pista de dança assim que a primeira música da Lady Gaga tocou, logo quando entraram no local. Spielgeman se sentia presa no vestido e apertada, provavelmente pelo nervosismo e por poucas vezes usou um vestido tão curto e ainda mais típico noturno de baladas. Deu uma volta, olhando para todas aquelas pessoas até entrar um pouco pelo clima. — Vem, Amber, vem dançarrr! — Candice gritou, a puxando para a pista. A mesma se rendeu de forma a agradar a amiga que carregava um copo na mão, qual provavelmente não era o primeiro nem último. A prole de Zeus ria como se não tivesse problemas ou preocupações e sentia a música a embalando ainda mais.

Por três segundos o olhar de Amber se voltou para o bar, uma pequena peça com várias cadeiras ocupadas e o que lhe chamou a atenção foi um rapaz. O barman lhe servia provavelmente algo que era um whisky. A mulher se sentiu um pouco tonta, mas não era bebida já quem nem sequer tinha tocado um uma para ao menos sentir o gosto, a mesma era responsável o bastante para adivinhar que teria que cuidar de outros três semideuses além dela. O coração de Spielgeman acelerava, querendo saltar. — Eu já volto, Candy. — Ela começou a andar, lentamente e com o coração acelerado, na direção do rapaz de costas que lhe lembrava alguém.

— Oliver? —
ela segurou no ombro dele, suando as mãos. Mas quando ele se virou, viu que não era. É claro que não, seu esposo não estaria num bar, quando ela nem sabia onde ele estava. Mesmo que eles estivessem longe e sem contato por um instante, ele não teria deixado de se perguntar por ela, teria? Ele sorriu. — Não. Ele deveria estar aqui? - Ela fez que não, retribuindo o sorriso. — Quer uma bebida? — Continuou o homem, algo na voz dele era familiar para ela. Amber se sentou ao lado dele, negou a bebida e pegou uns amendoins da bancada e mordiscou. Sentou ao lado dele e começaram a conversar. De longe, Hoff viu os outros voltarem o olhar para ela, visto que não era uma atitude comum da menina, então fez um sinal tranquilizador aos amigos.

Cinco minutos depois, Amber estava no capô de um carro no estacionamento, com os braços em volta do rapaz, que nem sequer perguntara o nome. Eles se beijavam com vontade, como qualquer outro caso de balada, sem que ela tivesse o mínimo tempo de pensar em Oliver ou comparar o toque suave ou perigoso. O estranho é que a última pessoa que ela havia tocado os lábios era seu noivo, antes de se assustar e fugir, crente que faria algo realmente proveitoso e significativo do que se apaixonar. Tempo o suficiente para entender que estava errada e também, tempo suficiente também para estar nos braços de alguém em Nova York, perigosamente, quebrando regras.

Hoff não estava bêbada, ou tonta. Mas estava cansada, querendo apenas um pouco da distração que aquele homem alto, moreno e bonito representava naquele momento. Este foi um dos poucos momentos que ela deixou de viver pensando e se guiando no passado ou pensando em Oliver e o que ele diria sobre ela tê-lo abandonado. Naquela mesma hora, Candice chegou ao estacionamento. — Amb, eu amo você. Está bêbada, Amb? — Ela falou se aproximando. — Por que você está beijando ele? — Candice tropeçou umas duas vezes enquanto tentava chegar perto. O olhar de Amber se levantou, deixando os lábios do homem sem nome. Ela balançou a cabeça, confusa, percebendo o que estava fazendo. - Estou. Quer dizer, não, mas… — Ela se desvencilhou do rapaz, se desculpando. — Cuida da sua amiga, ela não está bem. — Ele riu. — Quer ajuda?

Ele pareceu gentil e divertido, mas Amber foi recuperando a consciência sobre os impulsos que acabara de ter. - Não, tudo bem. Pode ir. - O rapaz pegou um papel e caneta, rabiscou uns números e a entregou. — Você é legal, me chama se precisar de algo. — E saiu. Candice não a julgaria nunca, ainda mais sabendo da situação da melhor amiga, mas Spielgeman percebeu o olhar da outra querendo assimilar tudo. — Não sei, Candy… Vamos embora. — Ela abraçou a semideusa, colocando-a apoiada no seu ombro. Ela murmurava. — Mas não é nem três da manhã…
Era mesmo hora de ir.


Amber agarrou Candice pelo braço, fazendo o máximo de força para carregá-la até a caminhonete, isso foi quando ouviu a voz de Aiden e Shin se aproximando cheios de gargalhadas. — Alguém se deu bem hoje, não é? — Aiden não parava de rir, bêbado demais para qualquer outra coisa enquanto se escorava no outro campista. Obviamente o outro também estava bêbado. - Ou muito mal. — A frase lhe acertou como um soco, ciente que isso soaria como traição para Oliver, mas ela também não sabia o que ele passava a muito tempo. Amber revirou os olhos, determinada a deixar para lá. Levou a mão para alcançar um deles quando Candice correu para os braços de Ainden, segurando no rosto do semideus, prestes a se declarar. Spielgeman respirou fundo, determinada a levá-los para a caminhonete, correu pelo estacionamento vazio e silencioso com exceção da música de fundo da balada e os amigos sendo nenhum pouco sóbrios nem racionais.

Quando Amber finalmente abriu a porta da caminhonete há metros de distância devido o estacionamento cheio de carros e a popular balada de Nova York, ouviu o estrondo e grito, esmorecendo-se. O sorriso se desfez quando olhou para trás e viu um monstro enorme, que conhecia bem. A serpente verde escamosa, de presas e cauda grandes. Os demais campistas se encontravam no chão, com a roupa incendiando e queimaduras se formando no corpo. Spielgeman sentiu a dor de vê-los assim e comprimiu um grito, não permitindo se deixar abater. O monstro estava a cerca de nove a treze metros, parecia calmo, exceto pela malícia e maldade nos olhos. O cheiro dele era notável e fazia o nariz dela arder, alguns carros queimavam ao redor desde os pneus. A campista apertou o punho e começou a correr para buscá-los e escondê-los.

Enquanto Amber corria na direção dos campistas, podia ouvir o rosnar do monstro de longe, ficando cada centímetro mais perto. Parou a uma altura e foi se esgueirando por uma fileira de carros, pensando em se abaixar e se esconder se preciso, sendo que naquele cenário não tinha muitas boas opções. Basiliscos eram rápidos e inteligentes, a consciência de Spielgeman trabalhava em estratégias, enquanto sentia medo, adrenalina lhe preenchia, ela teria que ser mais inteligente do que a fera.

Nesse caso, Amber até cogitou jogar a sua adaga nela, mas ao errar tornaria mais difícil depois, até porque o basilisco era bem veloz comparado a um atleta e seu corpo largo de serpente correria com grande facilidade. Tirou então seu chicote detrás das costas, dentro do vestido como sempre treinou e bateu para a direção da fera, os espinhos venenosos saíram com velocidade atingindo a pele do monstro, fazendo que pelo menos pudesse puxar os três desmaiados para longe da reta da serpentina para que os deixasse no mínimo mais seguros. Feito isso, guardou o chicote novamente.

A próxima coisa que o basilisco viu foi um bracelete moldando uma espada de bronze celestial empunhada pela loira, logicamente aquilo o trazia fúria. Seus olhos voltavam a enxergar com clareza enquanto por detrás dele outro monstro surgia, e Amber notava o chão por detrás deles se tornando escurecido e podre, assim como o carro que tocou parcialmente com a cauda. Estavam bem longe, mas o fogo que o basilisco lançava chegava a oito metros, queimando a  canhota da semideusa que agora gritava de dor e o amaldiçoava em xingamentos.

Enquanto Amber caminhava para o monstro, sentia se aproximar de um corredor que ligava ela da morte, parecia ver a vida passando como um longo filme curto na sua cabeça, sentindo a dor do fogo ainda lhe percorrer. Ela havia nascido, crescido, conhecido o Acampamento, foi feliz, amou e se casou. Spielgeman fugiu, voltou, traiu, mas sobretudo amou. Fez amizades, que agora também estavam cheios de queimaduras e por eles ela não podia desistir ou morreriam ali em Nova York mesmo sem ninguém desconfiar que haviam sumido exceto pelo amanhecer do dia ou a descoberta do roubo da caminhonete de Argos.

A semideusa se posicionou entre uma fileira de carros e outra, em uma rua do estacionamento, qual os dois outros estavam a outras duas para frente. Ambos sibilavam entre eles e Amber sentia que isso não seria agradável pra ela. Sem acreditar na ideia de morte ou rendição, esperou a vinda de ambos até ela, cada um por um lado da pista. Sabia que isso significava algo perigosamente mortal e doloroso, mas só sentia o latejar da queimadura da sua mão enquanto segurava tanto a espada na mão destra boa quanto a adaga que segorou na canhota queimada. Com os três alinhados, Amber suspeitou que a iriam esmagar um contra o outro.

Para seu golpe, não muito das opções planejou três coisas: golpear um basilisco com a espada comprida de ouro celestial, lançar a adaga da canhota na direção do basilisco de trás e se voltar contra o mesmo com o bronze e acertar com a faca, retirando-a do suporte de armas na perna, o primeiro basilisco ferido pela espada. Não se pode dizer que seus planos foram incrivelmente perfeitos mas sim funcionais de certa forma, e foi nesse momento que Amber se deu conta da loucura que estava fazendo, e não poderia entrar em pânico.

Para tanto, enquanto as coisas aconteciam de formas lentas, inimaginavelmente, Amber não acreditava no que ainda estava acontecendo. Se viu correndo contra o primeiro monstro, antes que esse desse partida para a sua direção. O corpo da semideusa manteve-se rígido e seus movimentos eram ágeis, possivelmente um fator positivo para tal. O primeiro golpe que encontrou com o basilisco foi um golpe rápido com a espada, partindo o que seria uma costela esquerda para um humano, embora Spielgeman não soubesse definir o que era. Deixando a espada mais solta, na mesma mão após o primeiro golpe, se abaixou e enfiou a espada o mais fundo que pudesse cravar no monstro, mirando na parte inferior daquele.

A esquiva daquele basilisco foi de imediato, enquanto este recusou, o outro pareceu sibilar ainda mais alto, de forma a chamar a atenção de Amber, o suficiente para que a campista acreditasse estar em vantagem em relação a eles. Erguendo a espada para cima de sua cabeça, ouvia urros de dor do basilisco que acabara de ferir, dando um último golpe de espadada de raspão enquanto ia se virando para atender ao segundo.

Para seu próximo ataque, Spielgeman levantava os olhos contra o outro, segurando firmemente a adaga na segunda mão, canhota, calculando mentalmente a força para jogar em direção àquele. Dando cinco passos em direção ao segundo basilisco, o maior, sentiu uma rasteira lhe levando diretamente de cara ao chão, soltando uma adaga logo a sua frente e a espada um pouco mais longe que se pode chegar. Com isso, o monstro desequilibrou-se e caiu, ferido pelo ouro celestial.

Sentindo sua perna queimar com o veneno que vinha junto do ataque do basilisco caído, Amber gritava como se nunca tivesse gritado, mas jurou a si mesma suportar como nunca suportou. Rapidamente buscou se levantar com tudo sentindo arder e dormente. Tirou a faca do segundo suporte debaixo da saia e a ergueu acima da cabeça. Mirando no lado esquerdo, Amber atirou em direção ao monstro com ódio, dor e fúria. A faca atingiu finalmente após três segundos um pouco mais a direita, sendo o centro do basilisco, tendo conseguido cravar suficientemente devido a raiva e a dor que dispersara de si com a determinação de acertar o golpe.

Em resposta, o basilisco pareceu não se importar, embora como reação aparentemente demonstrou um pouco de dor, se debatendo de um lado ao outro, ricocheteando o ar tentando se soltar. Obviamente, Amber parecia muito esperta para ela mesma. Assim, em dez segundos o monstro se movia rapidamente para encontro do corpo dela, pesada, de tamanho não avantajado, mas resistente. Enquanto o corpo do monstro chegava a pressionar contra o seu, ela se colocava em posição de deslize, cravando a segunda adaga nele no tempo em que a serpente buscava aproximação, então ela deslizava para trás, empurrada por ele. Assim, Amber afinava a espada, remexendo-a dentro dele, procurando com a mão a faca fixada na pele escamosa do monstro.

A serpente tentava a alcançar com sua pele, ambos sentiam dor. Amber gritava, gritava com raiva. Retirou as facas, puxando na direção de si e se jogou para trás um pouco mais longe. A gosma saia pelo corpo do monstro, indicando grande local de ferimento. Enquanto estava no chão, o outro tentava a alcançar com a boca, prestes a mordiscar-la com com toda a força e vontade, e Amber desviava. A mesma se jogava cada vez mais pro lado, tentando equilibrar pra se levantar, deixando a adaga no suporte do vestido e agarrando a espada o mais breve possível.

Ainda era difícil para ela que estava sem poder nem ao menos encostar na pele quente e dissecadora dele para que não sentisse mais ardência do que já sentia na sua perna. Os olhos de Spielgeman se enchiam de nojo e escárnio, com todo o desprezo possível pelo que haviam feito com os outros campistas.  Endireitando a espada na mão, juntou toda a sua força e coragem, partindo para um golpe rápido, sagaz e determinado a vencê-lo. Longe demais para desintegrar, mas perto o bastante para o ferir. Amber estava privilegiada agora e um último golpe seria suficiente.

Spielgeman se afastava de pouco em pouco sentindo-se tonta, mas ainda firme com a adrenalina acumulada nos minutos de batalha. Há muito tempo não se colocava em posição de vida ou morte,  mas seus instintos ainda não a enganava. Olhando o basilisco sucumbir, observava a respiração, enquanto se deixava cair no chão por um instante, olhando para si mesma e suas feridas, inclusive, a situação projetada por sua imprudência de sair do acampamento escondida.

O rosto dela escureceu. Bruscamente, Amber deixou cair lágrimas enquanto se virava para a direção dos semideuses. Entre soluços, ela tremia e os carregava para o carro, desacordados, queimados e bem pior que ela. Da mesma forma que chegou ali, ligou o carro e pisou fundo no acelerador.  Em uma hora, Amber derrapava por entre as árvores do caminho do acampamento, estacionando próximo ao pinheiro. Estava consumida em pânico. Quiron e Argos a encontraram na chegada eram quatro da manhã. Höff se sentou e desabou em soluços enquanto trabalhavam em levar todos para a enfermaria urgentemente.


Spielgeman desmaiou.


Armas:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

Adaga de Ares [Uma adaga de aparência comum, porém é dito que a mesma foi banhada em sangue nobre durante períodos de guerras | Efeito 1: Quando usada pelo semi-deus aumenta em 50% sua força, o efeito pode ser usado a cada 3 turnos. | Bronze celestial. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Desconhecido]

σκοτάδι τιμωρία/Escuridão Punidora [Um chicote negro que se estende até 4 metros, criando pequenos espinhos venenosos quando a semideusa desejar. | Efeito 1: Esses espinhos liberam uma pequena quantidade de veneno que deixa quem for atingido levemente tonto, os espinhos podem ser usados uma vez a cada dois turnos. | Mágico | Não apresenta suporte ou espaço para gemas | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Prata | Desconhecido]

The Destructor [Uma espada de aproximadamente 60 centímetros de comprimento, esta é toda torneada com alguns detalhes em vermelho que passam a impressão de ter chamas envolta de sua lâmina enquanto este a manuseia, ainda sim tornando uma espada ótima e de fácil manuseio. | Efeito 1: Em seu punhal existe um botão que ao clicar no mesmo faz com que ela se torne um bracelete. | Comum | Não apresenta suporte ou espaço para gemas | Resistência: Beta | Status: 100%, sem danos | Ouro imperial | Desconhecido]

Poderes e habilidades consideráveis:

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: Os filhos de Zeus/Júpiter são excelentes esgrimistas, e eles aprendem a manejar uma espada com uma tremenda facilidade. Mesmo sem nunca ter pego essa arma, conseguira usa-la para estocar e se defender, mas nesse nível ainda comete erros, e dificilmente acerta pontos críticos em seu adversário, também pode acabar sendo desarmado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 5
Nome do poder: Comunicação
Descrição: O filho de Zeus/Júpiter tem capacidade de se comunicar com aves, e águias, podendo conseguir informações com elas com mais facilidade. Essa habilidade também lhe permite falar com espíritos dos ventos mentalmente, e ao entende-los, você também consegue extrair as coisas deles, favores, e informações com uma facilidade tremenda.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações com aves e espíritos dos ventos.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Cura Elétrica I
Descrição: Ao entrar em contato com uma corrente elétrica baixa o suficiente para deixar um semideus comum atordoado o filho de Zeus/Júpiter poderá se curar. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos e a cura só ocorre se a corrente/eletricidade que entrar em contato com o semideus seja igual ou menor a 20mA).
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Recupera +25 de HP.
Dano: Nenhum.
.


Prole de Zeus | Amber Höff Spielgeman | Filha dos céus <3
Amber Höff Spielgeman
Amber Höff Spielgeman
Filhos de Zeus
Idade : 20
Localização : Denver.
https://onesaturnflower.tumblr.com

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[Missão OP Difícil] Perigo em Nova York  Empty Re: [Missão OP Difícil] Perigo em Nova York

Mensagem por Macária em Qui Nov 21, 2019 8:54 pm

Amber

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 2.000 XP –  2.000 dracmas
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 2.000 XP –  2.000 dracmas

Comentários:
Antes de mais nada, peço perdão pela demora. Quero te parabenizar por sua escrita, particularmente, achei um excelente texto e sequer me atentei ao fato de haver ou não erros, mesmo em uma segunda leitura. Sobre este texto em questão, não tenho nada de negativo para pontuar.
Macária
Macária
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