The Blood of Olympus
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10ª Aula de Arquearia

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10ª Aula de Arquearia Empty 10ª Aula de Arquearia

Mensagem por Hans Nikolai Kültzer em Qua Jul 03, 2019 8:45 pm


Tiro Instintivo
Introdução


A técnica do tiro com arco vem sendo desenvolvida através dos séculos e cada vez mais a tecnologia se entrelaça com essa arma milenar. Mas chega um ponto em que devemos confiar nos nossos instintos e agir como os primeiros caçadores que se utilizavam do arco para obter suas provisões. O tiro instintivo acontece quando o arqueiro passa a avaliar cada disparo dado e faça as correções necessárias para o próximo disparo, deixando o tiro com arco cada vez mais orgânico, pois numa situação real de combate, o alvo estará quase sempre em movimento e se um arqueiro tenha uma técnica desse tipo, precisará de menos tempo para disparar contra seu oponente.  
 
Personagem


O carismático líder de Apolo sempre é visto com um sorriso no rosto, seu jeito leve e espontâneo logo conquista aqueles que estão ao seu redor com sua personalidade. Com seus próximos, tende a ser carinhoso e leal, já em batalha, se mostra um guerreiro astuto e inteligente, com uma grande facilidade para a caça. Hans como bom filho de Apolo que é,  tende a ser sincero demais, dizendo o que lhe vem à cabeça, sem pensar nas consequências, mas afinal, ele é filho do Deus da Verdade!

Missão


— Sempre foi ensinado para vocês o padrão do tiro com arco. — Hans iniciou sua aula depois que os campistas já estavam preparados e atentos em sua fala. — Postura reta, corpo a noventa graus em relação ao seu alvo, um olho fechado e outro mira.

Hans puxou uma flecha de sua aljava e disparou sem ter feito o que havia acabado de falar.

— Em uma situação real, o disparo olímpico (da onde vem todas essas técnicas) é muito mais difícil de se executar pelo tempo em que você leva para passar por todas essas etapas.

"O tiro instintivo é como os primitivos executavam o disparo com arco e flecha, basicamente é você se adaptar ao ambiente, ao seu arco e saber exatamente onde precisa atirar. Para conseguir dominar esse tipo de tiro, vocês vão precisar de prática, treinamento, essa aula aqui é só uma introdução dessa técnica. Aqui o objetivo da aula não é o dano e sim a velocidade aliada a eficácia do disparo"

Hans passou então a explicar a maior diferença do tiro instintivo: a mira.

— Experimentem olhar para seu alvo com os dois olhos, a visão periférica vai tratar de te informar onde está posicionado o alvo, o seu arco, seu braço fazendo a ancoragem. — Hans falava com entusiasmo. — Então disparem. Avaliem quais pontos que você precisa corrigir, se foi muito baixo, suba um pouco o arco e vice-versa e então repitam o tiro.

• ☼ • ☼ • ☼ • ☼ •

O treinamento consiste em duas partes, primeiro é adaptação ao tiro instintivo em alvos fixos, vocês vão descrever as correções necessárias que tiveram que fazer para o próximo disparo, qual foi a sensação de usar ambos os olhos e a visão periférica para fazer a mira. Após isso, cada semideus terá que fazer uma sequência de cinco disparos em alvos móveis e a cada alvo acertado, o próximo ficará mais veloz que o anterior.

 
Habilidade da Aula


Nome do poder: Tiro Instintivo
Descrição: O semideus desenvolveu uma nova técnica de disparo com o arco: o tiro instintivo, que consiste em disparos muito mais velozes, pois o semideus agora consegue avaliar mais facilmente todos os fatores que contribuem para ele obter um bom disparo, sua técnica com arco se tornou mais orgânica e natural.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de destreza ao usar arco.
Dano: +10% de dano com arco.
Extra: Obtêm a vantagem de ataque no disparo contra o oponente, pois tem uma velocidade de movimento superior.

Instruções:

• Mínimo 25 linhas.
• Cuidado com o template usado, evite cores berrantes, fontes desconfortáveis para leitura ou muito pequenas e, principalmente, não use template com barrinha. Caso descumprida essa regra, descontos serão aplicados.
• Fiquem à vontade para interagir com Hans, ele é uma pessoa bacana!
• Dúvidas? Envie MP ou pode perguntar via chat.
• A aula ficará disponível até 03/08/2019
• BÔNUS: Caso 3 ou mais players postem na aula, será dado um bônus que funcionará da seguinte forma: número de alunos x 50xp.

 
MONTY



Última edição por Hans Nikolai Kültzer em Dom Jul 14, 2019 6:29 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Correção do texto da introdução)


Hans Nikolai Kültzer
Hans Nikolai Kültzer
Lider de Apolo
Lider de Apolo

Idade : 19

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10ª Aula de Arquearia Empty Re: 10ª Aula de Arquearia

Mensagem por Georgine Huet em Sab Jul 13, 2019 8:08 pm


A GOOD START
Era aquele tipo de dia que uma autêntica filha de Apolo gostava; o sol vigorante brilhando lá no alto e um Acampamento Meio-Sangue movimentadíssimo, tanto de campistas quanto de criaturas mitológicas. Semideuses veteranos começando a cumprir seus deveres diários e outros recém reclamados perdidos e visualmente perplexos com todas as novidades.
     — Gigi! — enquanto caminhava, após deixar o chalé de número sete, alguém gritou.
     — Oi, Clay! — respondeu a garota ao se virar na direção da voz.
     Clay era filho de Hermes e tinha um carinho especial por Georgine, que gostava da sua companhia, porém, sabia que não era apropriado ficar perto do garoto por muito tempo, não se quisesse manter seus pertences consigo. Certa vez a filha de Apolo o convidara para um encontro casual depois do almoço. Gigi rira bastante naquele dia, Clay era notoriamente um menino muito bem-humorado. Porém, mais tarde, quando retornara ao chalé destinado aos filhos de Apolo, percebera que não usava mais seu tão querido anel... Aquele foi um dia trabalhoso para Hans, o conselheiro e quem apresentara o acampamento à menina; como ainda era uma novata, o loiro — que conhecia bem as tramoias de Clay — se encarregara de recuperar a joia que ela ganhara de sua mãe. Graças aos deuses e à Hans, no mesmo dia Georgine a usava outra vez.
     Quanto à Hans, era ele quem Gigi encontraria dentro de minutos. Há algumas semanas o líder havia anunciado que lecionaria uma aula na arena do acampamento. Huet se interessara pela proposta, mesmo não sendo tão experiente com o manuseio de um arco, participar da aula lhe ajudaria a adquirir mais experiência e ainda lhe ensinaria novas estratégias de combate. Ainda assim, mesmo inexperiente, Gigi sentia que possuía certa afinidade com a arma. Aprender mais sobre ela, além de essencial, seria prazeroso.
     Minutos mais tarde, ao adentrar o local, Georgine se deparou com uma arena pouco cheia — talvez por conta do horário —, mas com uma estrutura demasiadamente bem elaborada para receber a aula. A filha de Apolo se dirigiu até um grupo de semideuses reunidos no canto direito do local, onde estantes de aço disponibilizavam alguns arcos e flechas para quem ainda não dispunha do seu próprio. Gigi segurou um simples, parecia composto por madeira em algumas partes e fibra de vidro em outras. Pousada ao seu lado, da mesma forma que se apresentava com os demais arcos, estava sua respectiva aljava, abastecida com flechas que pareciam feitas do mesmo material. Huet a prendeu nas costas e caminhou para perto de Hans, que ajeitou a coluna e sorriu, então começou a falar quando todos atentaram-se à sua pessoa.
     O instrutor estava tão empolgado que, enquanto se pronunciava, Gigi e os outros alunos automaticamente municiaram seus arcos com uma flecha e, seguindo suas recomendações, esperaram até que o loiro os induzisse a atirar.
     — Podem começar! — gritou por fim.
     De olhos bem abertos, Gigi descarregou o primeiro disparo, que passou bem... bem longe do seu alvo de madeira e quase acertou o alvo da colega ao seu lado.
     — Desculpa — pediu enquanto apetrechava uma nova flecha.
     Concentração. Era disso que Gigi precisava. Claramente, atirar com os dois olhos abertos não era um costume, já que — das poucas vezes que usara um arco e flecha —, o utilizara da maneira tradicional. Mas Huet tinha certeza que podia melhorar sua mira, portanto, aspirou o ar à sua volta e, ao expirá-lo, disparou a segunda flecha.
     O objeto cortou o ar velozmente e quase furou o alvo certo. Por pouco não acertou a cabeça do boneco de madeira.
     — Droga — vociferou, irritada consigo mesma.
     — Não desista, garota — gritou Hans, que observava o empenho dos alunos por trás.
     Gigi encaixou uma nova flecha ao arco e o levantou, prestes a dispará-la. Se eu pudesse ao menos fechar um dos olhos, pensou. Então, antes de afrouxar a dedeira e lançar a flecha ao ar, uma ideia lhe ocorreu à mente. Primeiro a garota mirou em seu alvo com os dois olhos abertos, depois fechou o direito e percebeu que o boneco já não estava mais na mira e que a mira apontava alguns centímetros para a direita do mesmo, ou seja, para atirar com os dois olhos abertos, ela precisava primeiro apontar e, quando encontrasse a mira falsa, deveria mover o arco alguns centímetros para a esquerda, desta maneira conseguiria o resultado de um tiro preciso, mesmo ao usar a visão periférica.
     — Isso! — gritou, animada, ao ver a ponta da flecha fincar-se no centro do rosto inexpressivo do escopo.
     — Boa, garota! — gritou Hans de volta.
     Huet sorriu em resposta e continuou atirando novas flechas. Precisava melhorar, mas estava feliz com a recente descoberta. Contudo, acertara mais do que errara, esse era, obviamente, um ótimo começo. Estava na vigésima sexta disparada quando Hans pediu a atenção de todos e anunciou a segunda parte da aula, mais complexa, porém, bem mais interativa e similar à realidade, já que fora do acampamento os semideuses ali presentes não encontrariam inimigos imóveis e isentos de poderes.
     — Todos, recarreguem suas aljavas e aguardem sentados nos bancos alia atrás. Você, Georgine, venha até mim, por favor.
     — Okay — concordou a garota antes de caminhar até o conjunto de estantes outra vez. Um pouco nervosa, mas, confiante.
     Aljavas recarregadas, todos distanciaram-se alguns metros para atrás do professor e de Georgine, que se posicionou ao lado de Hans e frente à um mecanismo apropriado para movimentar bonecos-alvos, onde uma fileira estreita na lateral direita do equipamento expunha vários novos deles. Hans explicou que, ao atirar uma flecha, acertando ou não o alvo, o mesmo seria derrubado e, logo em seguida, outro seria recomposto, esse mais veloz que o anterior.
     — Mova-se à vontade dentro desse perímetro — falou enquanto apontava para um grande círculo envolta dos dois, criado com pó de magnésio. A garota ficou surpresa por não ter visto a limitação antes, quis perguntar se ela estava ali havia muito, mas preferiu ficar calada e focar no seu objetivo. Hans aumentou o tom da sua voz para que todos pudessem escutá-lo com mais clareza. — Para cada alvo, há a chance de uma flechada. Não procrastinem com os disparos, não foquem em postura e sim em derrotar seus inimigos e, por último, mas não menos importante: mantenham seus dois olhos bem abertos, portanto, boa sorte, senhorita Huet!
     Gigi afastou o pé direito do esquerdo e por pouco não esticou a coluna. Não foquem em postura, lembrou. Lento, o primeiro alvo começou a se movimentar de um lado para o outro. Gigi encaixou uma flecha no arco e, instintivamente — após dar um pequeno passo para a esquerda — disparou-a contra o escopo. A flecha acertou o peitoral do alvo, na direção do coração. O boneco caiu para trás e foi automaticamente arrastado para a esquerda, onde um braço mecânico o livrou da flecha e uma esteira de aço o devolveu à fila de alvos localizada no outro lado. Como fora informada segundos atrás, um novo boneco tomou seu lugar, esse não tão lento quanto o primeiro se apresentara.
     — Vamos! — apressou Hans, excitado.
     Sem pensar muito, Georgine lançou a segunda flecha, essa rasgou a lateral do ombro de madeira do escopo. O mesmo caiu para trás. Gigi fitou o rosto do instrutor, preocupada com a validação do disparo.
     — Valeu! — falou ele.
     Ao olhar para frente outra vez, um novo boneco já se movia, ainda mais veloz que o anterior. Além disso, aquele exibia um novo impasse que consistia em — hora ou outra — travar e retomar rapidamente seu movimento bilateral.
     Gigi aguardou até que ele corresse para esquerda e o seguiu com passos largos. Após exibir uma curta travada, a garota atirou em sua direção. A terceira flecha cortou o ar tão velozmente que teria sido um tiro perfeito se tivesse acertado o local correto e não os fundos da arena.
     — Ah, não! — gritou, infeliz e com a testa molhada de suor.
     — Sem problemas, está se saindo bem, garota! — gritou Hans.
     Georgine queria acreditar, mas lembrou que aquele era um alvo inofensivo, e que se fosse, por exemplo, uma dracaena, talvez ela já não estivesse mais com vida naquele momento. Essa cobrança a fez lembrar-se de Charlotte, sua melhor amiga, que perdeu uma das pernas ao salvar Gigi da criatura enquanto garantia a entrada da filha de Apolo para além dos limites do acampamento, onde nenhum monstro podia incomodá-la.
     Tomada por rancor, Huet dedicou mentalmente o disparo à Charlotte e atirou a quarta flecha. O objeto perfurante acertou o umbigo do boneco, que caiu imediatamente para trás. Evidentemente, Georgine conseguira extrair um novo aprendizado com os disparos feitos no início da aula, afinal, mesmo com seus olhos abertos e o alvo em constante movimento, acertá-lo naquelas condições se tornou uma tarefa menos complicada, ainda que houvesse tensão em certos momentos.
     O quinto e último disparo foi o mais trabalhoso de todos. Gigi ansiava acertar o escopo, mas a velocidade com que ele se movia era atordoante e frenética demais. Ela também sabia que não podia perder muito tempo parada ou calculando uma estratégia para atingi-lo, era atirar ou atirar, aquele era o propósito da aula. Depois do primeiro exercício realizado lá no início, tudo o que ela precisava fazer naquele momento era mover-se e efetuar um bom disparo com base no que aprendera.
     Antes que o instrutor a apressasse novamente, Huet começou a correr envolta do círculo, com a parte anterior do corpo virada para frente a todo tempo e atenta para não pisar fora da linha. Então, ao ver-se diagonalmente posicionada em relação ao boneco, Gigi realizou a puxada, a mais forte das cinco, e, logo em seguida, efetuou o disparo.
     A flecha foi lançada ao ar com tanta velocidade que, ao atingir o alvo na direção da costela, o objeto o atravessou, espalhando farrapos de madeira para todos os lados.
     — Esse vai precisar de sérios reparos — brincou Hans ao se aproximar. — No final da aula comentarei o que for necessário com cada um de vocês — dirigiu-se à todos. — E, irmãzinha, mais cuidado onde pisa, se esse fosse um abismo você estaria morta nesse momento.
     Seus olhos azulados fitaram o chão próximo da menina. Gigi olhou para aquela direção e se lamentou pela falha. Diante de toda tensão, acabou ultrapassando a linha delimitadora envolta de si.
     — Paul, sua vez — chamou o conselheiro o próximo a realizar os cinco disparos.
     Georgine se afastou dos dois e caminhou até o bebedouro mais próximo. Após hidratar-se, juntou-se aos demais e esperou até que Hans enunciasse as considerações finais. Estava receosa, porém, gostara bastante da aula. Estava se sentindo mais segura e, consequentemente, ansiosa para sair por aí matando criaturas malignas do Tártaro, especialmente as malditas dracaenas.

☀☀☀

type: class
wearing:10ª Aula de Arquearia NltbcqU
when: thirteen years old
where: arena
with: alone


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Georgine Huet
Georgine Huet
Filhos de Apolo
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Idade : 16

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