The Blood of Olympus
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— The Boy from Past

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Mensagem por Pétros Dimitriou em Dom Jun 09, 2019 12:37 pm


—The Boy from Past

Área destinada para as postagens referentes a história do passado de Pétros. Nesto tópico não será permitida a entrada de terceiros, já que tudo que acontece aqui faz parte da grécia antiga e não nos tempos atuais - sendo possível apenas a entrada de personagens que estiveram presentes naquela época (imortais, deuses, ou viajantes do tempo)


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Mensagem por Pétros Dimitriou em Dom Jun 09, 2019 12:40 pm


THE HERO FROM ELÊUSIS
#TramaPessoal



Os primeiros raios de sol surgiram iluminando a área da grande estátua da deusa no santuário que foi construído em sua homenagem. Deméter era a divindade que todos adoravam em Elêusis, aquela a quem a população realizava constantes rituais, já que segundo o mito, a própria deusa teria feito amizade com os governantes locais durante sua busca pela filha quando foi raptada por Hades. Além disso, a agricultura era a principal fonte de renda dos nativos.

Quando todo o salão entre as colunas se iluminou com a luz natural, foi possível perceber a presença masculina ajoelhada de frente para a imagem da deusa. Ele permaneceu alguns minutos em silêncio até que se levantou e com uma referência se despediu da estátua, indicando que havia finalizado suas orações. O quíton em seu corpo estava preso por um broche no ombro esquerdo em forma de um ramo de trigo.

— Pétros – cumprimentou a mulher de cabelos castanhos chegou ao templo com um balde de água, provavelmente uma das responsáveis por limpar o local.

O rapaz de olhos azuis sorriu e cumprimentou com um aceno da cabeça não apenas ela, mas todos que encontrava pelo caminho e falava com ele. Pétros era uma das famas locais: o bebê que foi encontrado no meio das pedras na praia e em plena época de colheita. Daí o seu nome, “Pétros” que significa pedra e “Dimitrious” que significa “Filho de Deméter”, por acreditarem que o rapaz era uma benção da deusa já que apareceu em plena época dela.

Ele cresceu junto a família que o encontrou: Hector era um agricultor local que cuidava de mais dois filhos sozinho, sua esposa foi dada como morta ao não ter sido encontrada após 2 meses de seu desaparecimento. Por mais difícil que a vida daquela família era, Pétros cresceu saudável e forte o suficiente para ajudar o pai e os irmãos no trabalho familiar.

Além disso, o garoto possuía uma maior habilidade corporal que os demais moradores locais, sendo responsável por várias façanhas dali, como por exemplo o resgate da filha da família dos governantes que havia sido raptada por homens que diziam estar obedecendo ordens de um titã. Assim ele conseguiu ouro o suficiente para oferecer ao pai e aos dois irmãos uma vida um pouco melhor do que levavam quando eram crianças.

Como toda cidade da Grécia tinha seu héroi, pode-se dizer que o de Elêusis era Pétros, já que todos recorriam a ele quando algo acontecia. A prova disso foi o homem mais velho que chegou esbaforido assim que ele desceu o último degrau do santuário, fazendo-o parar o caminho de volta para casa e ajudá-lo.

— Sr. Termius o que houve?

— Um cachorro. Preto. Enorme. Inferno. No centro.

O homem não aguentou muito tempo e desmaio, caindo nos braços robustos do héroi. Pétros o segurou e deixou sob os cuidados de duas mulheres que correram em fuga para o templo também vindo da direção do centro comercial. Ele então retirou a adaga prateada de dentro do tecido de sua roupa, arma que havia ganho também de recompensa quando salvou a garota e correu o mais rápido que podia em direção ao local onde estaria com problemas.

Nem foi preciso procurar muito, além da multidão que corriam em sentido contrário logo foi possível ver a fera de pelagem negra que destruía algumas barracas com hortaliças. Por mais que nunca tivesse visto aquilo, Pétros correu até de aproximar o suficiente para tentar um ataque lateral com a lâmina da adaga, mas o cão percebeu sua aproximação e saltou por cima dele, esquivando do ataque.

A fera rosnou enquanto virava na direção do garoto, latindo ferozmente antes de avançar contra ele com seus grandes caninos a mostra. Dimitriou jogou o corpo para o lado desviando do ataque, batendo com as costas em uma caixa ainda intacta de abóboras. Ele não pensou duas vezes e enquanto se levantava pegou uma delas e lançou na direção do animal, atingindo o seu dorso e quebrando o alimento assim que se chocou contra o corpo peludo.

O cachorro mais uma vez avançou contra o rapaz de olhos azuis que saltou para o lado, se segurando em uma haste de uma das vendas e girando seu corpo de volta para perto do animal e atingindo-o com a lâmina que estava na outra mão. O bichano uivou de dor e com uma patada forte jogou o jovem para longe, caindo em cima de algumas frutas e esmagando-as e causando uma bela dor nas costas dele.

O monstro avançou devagar, rosnando, enquanto Pétros tentava se levantar, movimentação esta que foi interrompida com a grande pata sobre o seu peito. As unhas afiadas do animal arranhavam a parte descoberta só com o encostar delas. Ele apalpou o chão ao seu lado a procura de sua arma mas não encontrou, a mesma havia sido lançada para longe durante o arremesso. O cachorro rosnador aproximou o focinho do rosto do humano, fazendo-o fechar os olhos enquanto sentia a baba cais sobre seu pescoço.

— Pelo amor de Perséfone.

Fez a prece antes de ouvir um barulho agudo e o cachorro uivar. Ele tornou a abrir os olhos bem quando o animal se reduziu a pó e uma flecha de bronze que tinha acertado o bicho cair sobre suas pernas. Dimitriou respirou aliviado, mas ainda com os batimentos como se estivessem querendo sair para fora de seu corpo.

— A sua sorte é que ele era um cão infernal filhote, se não você já estaria morto há muito tempo.

A voz masculina se aproximou junto com um som cavalgadas de cavalo. Pétros olhou para o lado ao ponto de ver o corpo do cavalo branco. Segurou na mão que lhe foi estendida para então se levantar. Foi quando ficou em pé que conseguiu olhar direito para o homem que o ajudava, como tinha pensado não era alguém montado em um cavalo, mas sim, um ser metade homem metade cavalo. Ele saltou para trás assustado, ouvia a história de centauros, mas nunca tinha visto um de fato.

— Me chamo Quíron, espero não ter assustado – ele finalizou a fala com um sorriso.

— Eu sei quem é você! Você treinou o Hércules.

— Sim! E agora estou aqui por você, preciso de sua ajuda e precisamos treiná-lo.

Pétros pareceu um pouco confuso com a fala dele, por que um treinador de semideuses queria treiná-lo? Levou uma das mãos até o pescoço sujo com a saliva gosmenta do monstro e começou a se limpar enquanto ouvia a fala do metade cavalo branco.

— Uma grande batalha estar por vir, os titãs estão mais fortes e os deuses precisam da ajuda de seus filhos. Eu fui encarregado de encontrar este pessoal para criar uma espécie de local que sirva para treinar estes heróis. Por isso estou aqui, para levá-lo comigo.

— Espera, vamos com calma. Mas eu não sou semideus.

— Claro que é, como acha que conseguiu lutar contra um cão infernal sem morrer?

— Mas eu fui abandonado próximo ao mar, no meio das pedras.

— Você acha que deuses possuem um instinto materno ou paterno? Quantos heróis semidivinos não são abandonados por seus pais? Veja Hércules, criado em meio mortal. Assim como todos os outros.

Aquilo era informação demais para o rapaz absorver, sua cabeça girou um pouco e ele se apoiou no local mais próximo que encontrou. Aquilo fez o centauro rir e guardar seu arco nas costas, arma que havia utilizado para acertar o cão infernal.

— Venha, leve-me até sua casa, você precisa se despedir de sua família.

OBSERVAÇÕES:
1 - Tudo aqui se passa na grécia antiga, logo, os diálogos são em grego antigo.
2 - Considerei a arma do Pétros como uma adaga simples.



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— The Boy from Past Empty Re: — The Boy from Past

Mensagem por Pétros Dimitriou em Dom Jun 09, 2019 4:46 pm


THE THIEF BOY
#TramaPessoal



Algumas semanas se passaram desde que a vida de Pétros mudou drasticamente com a chegada do centauro em sua cidade. Agora em Atenas, o recém descoberto semideus treinava junto a outros iguais a ele para a grande batalha que estava por vir. O campo de treinamento era como um acampamento só com meio-sangues, com alojamentos improvisados e divididos por descendência divina, entretanto, aqueles que não conheciam seu parentesco ficavam junto aos descendentes do deus dos ladrões. Como era o caso do herói de Elêusis.

Quíron havia conseguido juntar o máximo de semideuses possível, não havendo tanto quanto ele imaginaria que conseguiria, mas era o suficiente para serem treinados e surpreender os titãs em campo.

Dimitriou tinha acabado de voltar do almoço e já estava se jogando na sua “cama” quando ouviu o choro e a gritaria vinda da ala de convivência do alojamento de hermes. Levantou-se em um pulo e correu para o local onde estava o barulho: nela um garoto de cabelos vermelhos que aparentava ter uns 12 anos chorava caído no chão enquanto Jasper, um filho do deus daquele alojamento de 19 anos, atualmente o responsável pelos semideuses daquele setor gritava com ele.

— O que está acontecendo aqui? – Ele perguntou ao se aproximar da cena.

— Não se meta Pétros, isso não é com você – bradou o mais velho sem tirar o olho do menor.

— Mas lhe garanto que também não é para ser com um garoto de 12 anos.

Jasper não gostava muito de ser enfrentado, tinha um temperamento um pouco descontrolado. Ele então se virou para o outro de sua altura e o encarou enquanto vociferava.

— Ele não completou o desafio do treino de hoje de manhã e não quer ir treinar agora a tarde.

— Minhas pernas estão doendo, estão cansadas – o garoto falou em meio ao choro.

Nesta hora, outros semideuses começaram a se aproximar pois a voz do “líder” saia cada vez mais alta de sua boca. O semideus indefinido olhou para o filho de Hermes com uma certa raiva em seus olhos, não acreditou que ele estava sendo rude com um menino.

— Ele é uma criança, Jasper. Deixe-o descansar.

— Você não manda em mim, Dimitriou. Eu sou o responsável pelos filhos de Hermes e indefinidos, vocês... – ele olhou ao redor enquanto falava, finalizando no rapaz de olhos azuis – ... você. Deve me obedecer. Não se meta.

— Se você quer tanto um treino, treine comigo – o punho direito dele já estava cerrado, indicando que estava se segurando para não avançar para cima do outro – Vamos Jasper de Hermes, eu o desafio. Caso vença poderá continuar suas ordens como quiser, caso contrário, deixará ele descansar por hoje.

Um sorriso malicioso apareceu nos lábios do meio-sangue de cabelos negros, deu as costas para todos e pegou a espada que estava na entrada do alojamento.

— Espero-o lá fora.

O garoto que antes chorava agora olhou assustado para Pétros, que apenas levou a mão até os cabelos dele em um gesto para que não se preocupasse. O grego de Elêusis pegou uma segunda espada no local e saiu em direção ao outro. Os demais que observaram o bate-boca correram para fora no mesmo instante, a curiosidade era de fato algo que instigava a todos.

Jasper apontou sua espada na direção de Pétros enquanto ele se posicionava no lado oposto. Os dois se entreolharam e em um cumprimento silencioso brandiram suas armas, uma em direção a outra. O moreno tomou a iniciativa, avançando contra o loiro acastanhado que por pouco desviou da lâmina na sua lateral. Como filho de Hermes, seu inimigo possuía uma das características dos descendentes do deus: a velocidade.

Pétros não podia perder nenhum segundo, já que seu adversário vencia em velocidade, então assim que esquivou levou a espada em direção ao braço do outro que logo levantou a dele para se defender do ataque fazendo as duas lâminas se chocarem e o barulho ecoar. A dança de espadas iniciou com ambos andando de um lado para o outro enquanto suas lâminas se colidiam a cada movimento.

Vez ou outra um conseguia cortar parte do quitón do outro, mas, por sorte, ou por maestria mesmo, nenhuma das lâminas conseguiam se aproximar de carne humana real. Jasper estava nitidamente irritado por estarem naquele embate há quase vinte minutos e não ter ganho ainda. A respiração dos dois já estava ofegante o suficiente para demonstrar o cansaço. O filho de Hermes então avançou mais uma vez, fazendo Pétros levar sua espada de encontro a dele, mas, o rival girou o corpo antes das duas lâminas se encontrarem conseguindo atingir de raspão na barriga do adversário, causando um corte no local.

Dimitriou recuou ao mesmo tempo em que levou a mão a área atingida, que sangrava um pouco manchando suas vestes brancas. O outro sorria enquanto observava-o afastado.

— Vai desistir? – perguntou com os dentes a mostra.

Pétros sabia que não podia perder, sabia que precisava ajudar o garoto ruivo e que se desistisse ele ia ter que obedecer a Jasper, então apenas limpou o sangue de sua mão e segurou na bainha da espada com um pouco mais de força antes de correr na direção do rival. Mais uma vez a dança de metal se iniciou, emitindo sons e faíscas no encontro das lâminas.

Em meio a movimentação, o loiro notou que sempre que recuava o filho dos ladrões afrouxava sua mão na bainha como se estivesse alongando o pulso para o próximo ataque. Viu aí a sua oportunidade, o ponto de fraqueza que precisava. Avançou mais uma vez desta vez fazendo o máximo de movimentos laterais que conseguisse, o que obrigaria o outro a girar a mão com a espada para os dois lados repetidas vezes.

Ele havia entendido que Jasper possuía algum déficit em seu pulso direito, pois em um dos movimentos o líder de Hermes não conseguiu segurar com firmeza a espada e a deixou cair, fazendo-o arregalar os olhos assustado. Pétros chutou a espada caída para longe e apontou a lâmina da sua na direção do outro que andava para trás até cair de bunda no chão. O nativo de Elêusis encostou a ponta da espada no rosto do outro, puxando-a devagar para fazer um pequeno corte na horizontal.

— O garoto irá descansar.

Falou antes de se afastar e pegar a espada que estava no chão para então retornar ao chalé. Os demais espectadores não sabiam se riam ou faziam cara feia, afinal, o perdedor continuava sendo seu líder então qualquer ação que o desagradasse poderia ser questionada posteriormente, mas em seu interior, todos estavam felizes com a perda do metido a superior.


OBSERVAÇÕES:
1 - Tudo aqui se passa na grécia antiga, logo, os diálogos são em grego antigo.
2 - Considerei a arma do Pétros como uma espada simples do arsenal do "acampamento".



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