The Blood of Olympus
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— The Boy from Past

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Mensagem por Pétros Dimitriou em Dom Jun 09, 2019 12:37 pm


—The Boy from Past

Área destinada para as postagens referentes a história do passado de Pétros. Nesto tópico não será permitida a entrada de terceiros, já que tudo que acontece aqui faz parte da grécia antiga e não nos tempos atuais - sendo possível apenas a entrada de personagens que estiveram presentes naquela época (imortais, deuses, ou viajantes do tempo)


Última edição por Pétros Dimitriou em Dom Out 20, 2019 11:14 am, editado 1 vez(es)


DON'T YOU REMEMBER?
When was the last time you thought of me? Or have you completely erased me from your memory? Don't you remember? Baby, please remember me once more.
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Mensagem por Pétros Dimitriou em Qua Out 16, 2019 6:03 pm


THE HERO FROM ELÊUSIS
#TramaPessoal



Os primeiros raios de sol surgiram iluminando a área da grande estátua da deusa no santuário que foi construído em sua homenagem. Deméter era a divindade que todos adoravam em Elêusis, aquela a quem a população realizava constantes rituais, já que segundo o mito, a própria deusa teria feito amizade com os governantes locais durante sua busca pela filha quando foi raptada por Hades. Além disso, a agricultura era a principal fonte de renda dos nativos.

Quando todo o salão entre as colunas se iluminou com a luz natural, foi possível perceber a presença masculina ajoelhada de frente para a imagem da deusa. Ele permaneceu alguns minutos em silêncio até que se levantou e com uma referência se despediu da estátua, indicando que havia finalizado suas orações. O quíton em seu corpo estava preso por um broche no ombro esquerdo em forma de um ramo de trigo.

— Pétros – cumprimentou a mulher de cabelos castanhos que chegou ao templo com um balde de água, provavelmente uma das responsáveis por limpar o local.

O rapaz de olhos azuis sorriu e cumprimentou com um aceno da cabeça não apenas ela, mas todos que encontrava pelo caminho e falava com ele. Pétros era uma das famas locais: o bebê que foi encontrado no meio das pedras na praia e em plena época de colheita. Daí o seu nome, “Pétros” que significa pedra e “Dimitrious” que significa “Filho de Deméter”, por acreditarem que o rapaz era uma benção da deusa já que apareceu em plena época dela.

Ele cresceu junto a família que o encontrou: Hector era um agricultor local que cuidava de mais dois filhos sozinho, sua esposa foi dada como morta ao não ter sido encontrada após 2 meses de seu desaparecimento. Por mais difícil que a vida daquela família era, Pétros cresceu saudável e forte o suficiente para ajudar o pai e os irmãos no trabalho familiar.

Além disso, o garoto possuía uma maior habilidade corporal que os demais moradores locais, sendo responsável por várias façanhas dali, como por exemplo o resgate da filha da família dos governantes que havia sido raptada por homens que diziam estar obedecendo ordens de um titã. Assim ele conseguiu ouro o suficiente para oferecer ao pai e aos dois irmãos uma vida um pouco melhor do que levavam quando eram crianças.

Como toda cidade da Grécia tinha seu héroi, pode-se dizer que o de Elêusis era Pétros, já que todos recorriam a ele quando algo acontecia. A prova disso foi o homem mais velho que chegou esbaforido assim que ele desceu o último degrau do santuário, fazendo-o parar o caminho de volta para casa e ajudá-lo.

— Sr. Termius o que houve?

— Um cachorro. Preto. Enorme. Inferno. No centro.

O homem não aguentou muito tempo e desmaio, caindo nos braços robustos do héroi. Pétros o segurou e deixou sob os cuidados de duas mulheres que correram em fuga para o templo também vindo da direção do centro comercial. Ele então retirou a adaga prateada de dentro do tecido de sua roupa, arma que havia ganho também de recompensa quando salvou a garota e correu o mais rápido que podia em direção ao local onde estaria com problemas.

Nem foi preciso procurar muito, além da multidão que corriam em sentido contrário logo foi possível ver a fera de pelagem negra que destruía algumas barracas com hortaliças. Por mais que nunca tivesse visto aquilo, Pétros correu até de aproximar o suficiente para tentar um ataque lateral com a lâmina da adaga, mas o cão percebeu sua aproximação e saltou por cima dele, esquivando do ataque.

A fera rosnou enquanto virava na direção do garoto, latindo ferozmente antes de avançar contra ele com seus grandes caninos a mostra. Dimitriou jogou o corpo para o lado desviando do ataque, batendo com as costas em uma caixa ainda intacta de abóboras. Ele não pensou duas vezes e enquanto se levantava pegou uma delas e lançou na direção do animal, atingindo o seu dorso e quebrando o alimento assim que se chocou contra o corpo peludo.

O cachorro mais uma vez avançou contra o rapaz de olhos azuis que saltou para o lado, se segurando em uma haste de uma das vendas e girando seu corpo de volta para perto do animal e atingindo-o com a lâmina que estava na outra mão. O bichano uivou de dor e com uma patada forte jogou o jovem para longe, caindo em cima de algumas frutas e esmagando-as e causando uma bela dor nas costas dele.

O monstro avançou devagar, rosnando, enquanto Pétros tentava se levantar, movimentação esta que foi interrompida com a grande pata sobre o seu peito. As unhas afiadas do animal arranhavam a parte descoberta só com o encostar delas. Ele apalpou o chão ao seu lado a procura de sua arma mas não encontrou, a mesma havia sido lançada para longe durante o arremesso. O cachorro rosnador aproximou o focinho do rosto do humano, fazendo-o fechar os olhos enquanto sentia a baba cair sobre seu pescoço.

— Pelo amor de Perséfone.

Fez a prece antes de ouvir um barulho agudo e o cachorro uivar. Ele tornou a abrir os olhos bem quando o animal se reduziu a pó e uma flecha de bronze que tinha acertado o bicho cair sobre suas pernas. Dimitriou respirou aliviado, mas ainda com os batimentos como se estivessem querendo sair para fora de seu corpo.

— A sua sorte é que ele era um cão infernal filhote, se não você já estaria morto há muito tempo.

A voz masculina se aproximou junto com um som cavalgadas de cavalo. Pétros olhou para o lado ao ponto de ver o corpo do cavalo branco. Segurou na mão que lhe foi estendida para então se levantar. Foi quando ficou em pé que conseguiu olhar direito para o homem que o ajudava, como tinha pensado não era alguém montado em um cavalo, mas sim, um ser metade homem metade cavalo. Ele saltou para trás assustado, ouvia a história de centauros, mas nunca tinha visto um de fato.

— Me chamo Quíron, espero não ter assustado – ele finalizou a fala com um sorriso.

— Eu sei quem é você! Você treinou o Hércules.

— Sim! E agora estou aqui por você, preciso de sua ajuda e precisamos treiná-lo.

Pétros pareceu um pouco confuso com a fala dele, por que um treinador de semideuses queria treiná-lo? Levou uma das mãos até o pescoço sujo com a saliva gosmenta do monstro e começou a se limpar enquanto ouvia a fala do metade cavalo branco.

— Uma grande batalha estar por vir, os titãs estão mais fortes e os deuses precisam da ajuda de seus filhos. Eu fui encarregado de encontrar este pessoal para criar uma espécie de local que sirva para treinar estes heróis. Por isso estou aqui, para levá-lo comigo.

— Espera, vamos com calma. Mas eu não sou semideus.

— Claro que é, como acha que conseguiu lutar contra um cão infernal sem morrer?

— Mas eu fui abandonado próximo ao mar, no meio das pedras.

Quíron arqueou suas sobrancelhas como se estivesse dizendo: “sério? Quer prova maior que essa do seu parentesco divino?”. Afinal de contas, os deuses tinham uma maneira muito peculiar de tratar seus filhos, aos olhos deles, uma forma romantizada de um drama grego. Naquela época as coisas não eram muito diferentes do que acontece hoje em dia no acampamento grego, nenhum dos deuses tinham permissão de continuar com seus bastardos semi-divinos, mas, apareciam com mais frequência para eles. Pétros não teve essa sorte, nunca teve contato com seu parente divino, ou melhor, se quer sabia dessa relação até alguns segundos atrás.

— Você acha que deuses possuem um instinto materno ou paterno? Quantos heróis semidivinos não são abandonados por seus pais? Veja Hércules, criado em meio mortal. Assim como todos os outros.

Aquilo era informação demais para o rapaz absorver, sua cabeça girou um pouco e ele se apoiou no local mais próximo que encontrou. Aquilo fez o centauro rir e guardar seu arco nas costas, arma que havia utilizado para acertar o cão infernal. O recém descoberto semideus piscou seus olhos repetidas vezes até ter certeza que aquela criatura famosa estava de fato na sua frente.

— Venha, leve-me até sua casa, você precisa se despedir de sua família.

— The Boy from Past Flourish

Algumas semanas se passaram desde que a vida de Pétros mudou drasticamente com a chegada do centauro em sua cidade. Agora em Atenas, o recém descoberto semideus treinava junto a outros iguais a ele para a grande batalha que estava por vir. O campo de treinamento era como um acampamento só com meio-sangues, com alojamentos improvisados e divididos por descendência divina, entretanto, aqueles que não conheciam seu parentesco ficavam junto aos descendentes do deus dos ladrões. Como era o caso do herói de Elêusis.

Quíron conseguiu juntar o máximo de semideuses possível, não havendo tanto quanto ele imaginaria que conseguiria, mas era o suficiente para serem treinados e surpreender os titãs em campo.

Dimitriou tinha acabado de voltar do almoço e já estava se jogando na sua “cama” quando ouviu o choro e a gritaria vinda da ala de convivência do alojamento de hermes. Levantou-se em um pulo e correu para o local onde estava o barulho: nela um garoto de cabelos vermelhos que aparentava ter uns 12 anos chorava caído no chão enquanto Jasper, um filho do deus daquele alojamento de 19 anos, atualmente o responsável pelos semideuses daquele setor gritava com ele.

— O que está acontecendo aqui? – Ele perguntou ao se aproximar da cena.

— Não se meta Pétros, isso não é com você – bradou o mais velho sem tirar o olho do menor.

— Mas lhe garanto que também não é para ser com um garoto de 12 anos.

Jasper não gostava muito de ser enfrentado, tinha um temperamento um pouco descontrolado. Ele então se virou para o outro de sua altura e o encarou enquanto vociferava.

— Ele não completou o desafio do treino de hoje de manhã e não quer ir treinar agora a tarde.

— Minhas pernas estão doendo, estão cansadas – o garoto falou em meio ao choro.

Nesta hora, outros semideuses começaram a se aproximar pois a voz do “líder” saia cada vez mais alta de sua boca. O semideus indefinido olhou para o filho de Hermes com uma certa raiva em seus olhos, não acreditou que ele estava sendo rude com um menino.

— Ele é uma criança, Jasper. Deixe-o descansar.

— Você não manda em mim, Dimitriou. Eu sou o responsável pelos filhos de Hermes e indefinidos, vocês... – ele olhou ao redor enquanto falava, finalizando no rapaz de olhos azuis – ... você. Deve me obedecer. Não se meta.

— Se você quer tanto um treino, treine comigo – o punho direito dele já estava cerrado, indicando que estava se segurando para não avançar para cima do outro – Vamos Jasper de Hermes, eu o desafio. Caso vença poderá continuar suas ordens como quiser, caso contrário, deixará ele descansar por hoje.

Um sorriso malicioso apareceu nos lábios do meio-sangue de cabelos negros, deu as costas para todos e pegou a espada que estava na entrada do alojamento.

— Espero-o lá fora.

O garoto que antes chorava agora olhou assustado para Pétros, que apenas levou a mão até os cabelos dele em um gesto para que não se preocupasse. O grego de Elêusis pegou uma segunda espada no local e saiu em direção ao outro. Os demais que observaram o bate-boca correram para fora no mesmo instante, a curiosidade era de fato algo que instigava a todos.

Jasper apontou sua espada na direção de Pétros enquanto ele se posicionava no lado oposto. Os dois se entreolharam e em um cumprimento silencioso brandiram suas armas, uma em direção a outra. O moreno tomou a iniciativa, avançando contra o loiro acastanhado que por pouco desviou da lâmina na sua lateral. Como filho de Hermes, seu inimigo possuía uma das características dos descendentes do deus: a velocidade.

Pétros não podia perder nenhum segundo, já que seu adversário vencia em velocidade, então assim que esquivou levou a espada em direção ao braço do outro que logo levantou a dele para se defender do ataque fazendo as duas lâminas se chocarem e o barulho ecoar. A dança de espadas iniciou com ambos andando de um lado para o outro enquanto suas lâminas se colidiam a cada movimento.

Vez ou outra um conseguia cortar parte do quitón do outro, mas, por sorte, ou por maestria mesmo, nenhuma das lâminas conseguiam se aproximar de carne humana real. Jasper estava nitidamente irritado por estarem naquele embate há quase vinte minutos e não ter ganho ainda. A respiração dos dois já estava ofegante o suficiente para demonstrar o cansaço. O filho de Hermes então avançou mais uma vez, fazendo Pétros levar sua espada de encontro a dele, mas, o rival girou o corpo antes das duas lâminas se encontrarem conseguindo atingir de raspão na barriga do adversário, causando um corte no local.

Dimitriou recuou ao mesmo tempo em que levou a mão a área atingida, que sangrava um pouco manchando suas vestes brancas. O outro sorria enquanto observava-o afastado.

— Vai desistir? – perguntou com os dentes a mostra.

Pétros sabia que não podia perder, sabia que precisava ajudar o garoto ruivo e que se desistisse ele ia ter que obedecer a Jasper, então apenas limpou o sangue de sua mão e segurou na bainha da espada com um pouco mais de força antes de correr na direção do rival. Mais uma vez a dança de metal se iniciou, emitindo sons e faíscas no encontro das lâminas.

Em meio a movimentação, o loiro notou que sempre que recuava o filho dos ladrões afrouxava sua mão na bainha como se estivesse alongando o pulso para o próximo ataque. Viu aí a sua oportunidade, o ponto de fraqueza que precisava. Avançou mais uma vez desta vez fazendo o máximo de movimentos laterais que conseguisse, o que obrigaria o outro a girar a mão com a espada para os dois lados repetidas vezes.

Ele havia entendido que Jasper possuía algum déficit em seu pulso direito, pois em um dos movimentos o líder de Hermes não conseguiu segurar com firmeza a espada e a deixou cair, fazendo-o arregalar os olhos assustado. Pétros chutou a espada caída para longe e apontou a lâmina da sua na direção do outro que andava para trás até cair de bunda no chão. O nativo de Elêusis encostou a ponta da espada no rosto do outro, puxando-a devagar para fazer um pequeno corte na horizontal.

— O garoto irá descansar.

Falou antes de se afastar e pegar a espada que estava no chão para então retornar ao alojamento. Os demais espectadores não sabiam se riam ou faziam cara feia, afinal, o perdedor continuava sendo seu líder, então qualquer ação que o desagradasse poderia ser questionada posteriormente, mas em seu interior, todos estavam felizes com a perda do metido a superior.


OBSERVAÇÕES:
1 - Tudo aqui se passa na grécia antiga, logo, os diálogos são em grego antigo.
2 - Como se passa na grécia antiga, creio que ele não teria ainda a faca de bronze celestial descrita nos equipamentos, então considerei a arma utilizada contra o cão infernal como sendo uma adaga simples.
2 - Considerei a arma do Pétros na luta contra o semideus como uma espada simples do arsenal do "acampamento".



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— The Boy from Past Empty Re: — The Boy from Past

Mensagem por Hades em Sex Out 18, 2019 12:52 pm

Avaliação

Máximo de recompensa a ser obtida:  5.000 xp e 4.000 dracmas + 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

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Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 xp e 4.000 dracmas + 10 ossos

Comentário:
Ao longo da narrativa notei alguns erros como parágrafos longos e conjugações verbais erradas, mas por não serem frequentes eu decidi não descontar. Mas gostaria que ficasse atento a esses pequenos erros, você é um ótimo narrador e conseguiu construir muito bem o cenário grego antigo. Parabéns pela narrativa.


Atualizado
Hades
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Deuses Olimpianos
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Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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— The Boy from Past Empty Re: — The Boy from Past

Mensagem por Pétros Dimitriou em Dom Out 20, 2019 11:31 am


THE UNEXPECTED CHILD
#TramaPessoal #CCFYHalloween


PRÓLOGO


A lua cheia iluminava o céu daquela noite junto as demais constelações, o vento frio fez com que os gregos permanecessem dentro de suas residências. No topo de uma colina ao norte, uma chama indicava a presença de alguém fora de sua casa. Uma mulher de cabelos castanhos compridos e uma túnica roxa cintilante proferia algumas palavras enquanto girava ao redor da fogueira mediana que ela tinha feito com pedaço de madeira e resto de peças identificáveis.

Θεό. φωτιά. σφυρηλάτηση. με δική μου. Ο Ήφαιστος.


A chama se intensificou quando ela jogou dentro dela uma grande engrenagem dourada como parte do ritual. O crescimento do fogo fez a mulher recuar alguns passos até tocar uma porta da mesma cor que a peça que ela tinha jogado no fogo. Qualquer um que se aproximasse dela poderia escutar seus batimentos acelerados. Mesmo com o receio em fazer aquilo ela esticou seu braço até tocar a grande maçaneta da porta que girou sozinha e se abriu, permitindo uma visão nítida do seu outro lado.

Uma enorme sala alaranjada por causa da única chama vindo de uma grande fornalha que acabava por iluminar o ambiente. Nas paredes diversas peças de armamento e objetos penduradas como se fossem peças colecionáveis. E, ao lado de uma grande mesa de trabalho, o homem de barba e feições rústicas aguardava sentado de pernas abertas em uma cadeira acolchoada de couro. Ao julgar pela sua vestimenta, ou melhor, pela falta dela, ele sabia muito bem o intuito de ter sido invocado naquela noite.

A mulher deu alguns passos para frente até atravessar a porta dourada que se fechou no mesmo instante de sua passagem. Não sabia ela o que aquela noite significaria para si, para uma futura guerra entre deuses e titãs e para o fruto não planejado desta sua missão.

Ω


Cinco anos se passaram desde que Pétros foi encontrado por Hector e criado por ele como um de seus filhos junto aos outros dois mais velhos. O garoto de cabelos encaracolados era quieto, comparado aos seus dois irmãos de criação: enquanto eles brincavam correndo de um lado para o outro, o mais novo preferia manusear a argila que seu pai utilizava para fazer esculturas nas horas em que não estava realizando seu trabalho de agricultor.

Foi em um desses dias de “brincadeira” que Pétros demonstrou seus primeiros dons. Hector tinha acabado de finalizar uma colheita quando chegou ao seu atelier e encontrou o garotinho de olhos azuis sentado ao chão com a matéria prima no meio de suas pernas, fazendo formas básicas de círculos com o que conseguia segurar na mão.

— Aqui filho, deixe-me mostrar como se faz.

Comentou ao se aproximar da criança, abaixando-se para mostrar como se fazia uma bola de argila perfeitamente.O garoto logo reproduziu o que ele fez, deixando seu pai orgulhoso ao ponto de pegá-lo nos braços e levá-lo até a mesa de trabalhos que estava coberta por um pano branco. Hector descobriu a mosa revelando a grande peça de argila que estava sendo seu trabalho lento. Colocou Pétros em cima da mesa e molhou as mãos no recipiente de água antes de pegar na forma que mais parecia um “J”.

— Quero fazer a cabeça de um cavalo para pendurarmos na área da plantação e atrair o solo fértil.

Ele falava todo orgulhoso apesar de sua criação não lembrar se quer qualquer parte de um cavalo, mas ele não desistia e continuou a moldar a peça enquanto o pequeno Pétros apenas falava “cabalo” repetidas vezes. Passaram-se alguns segundos até que um barulho de algo se quebrando em outra parte da casa grega indicou mais uma bagunça por parte dos filhos maiores.

— Herato! Teônio!

O homem saiu furioso de seu mini atelier deixando o pequeno em cima da mesa. O que ele imaginou de fato tinha acontecido: os dois filhos sanguíneos estavam brincando no cômodo principal da residência e derrubaram um grande vaso branco que decorava uma das paredes. Ele gritou em fúria com os dois garotos e os fez organizar a bagunça que tinham feito. Demorou cerca de uns trinta minutos para os meninos terminarem de limpar tudo e Hector retornar para o local que tinha deixado Pétros.

O barbudo não chegou nem a entrar no cômodo, parando em frente a abertura na parede boquiaberto. Seus olhos lacrimejaram ao ver a cena: Em sua mesa agora havia uma perfeita cabeça de cavalo e ao lado dela seu filho mais novo brincava com o que tinha sobrado do material. Quando viu o pai o menino apenas sorriu, afinal, não sabia o que significava o seu ato, mas o mais velho sim. Ele se ajoelhou onde estava e começou a realizar uma oração para todo o olimpo, na sua frente estava um descendente de algum deles.

Ω


Algumas semanas se passaram desde a chegada de Pétros ao acampamento que Quíron tinha desenvolvido para treinar os heróis. O grego de Elêusis tentava ao máximo adequar-se ao seu novo estilo de vida, mas a verdade é que se ele pudesse voltar no tempo com certeza teria se escondido para não ser encontrado pelo centauro. Ele tinha deixado uma casa confortável para dormir em meio a outros semideuses em um alojamento que nem mesmo podia chamar de seu, já que não sabia ainda seu parentesco divino, tendo que permanecer junto aos “não-identificados” que era como se chamavam.

Apesar de seu relute em aceitar o novo estilo de vida, Dimitriou se esforçava ao máximo para cumprir o que lhe era solicitado, pois acreditava que sendo bom um herói seu pai ou mãe divino entraria em contato com ele para explicar sua história. E graças a sua dedicação ao treinamento, Quríron decidiu começar com ele o combate daquele dia: um grande touro de pelagem vermelha e chifres que se mexiam de um lado para o outro aguardava-o na arena do local.

— Um Touro Etíope! — Quíron gritou assim que Pétros entrou na arena segurando um machado que tinha pego no arsenal para aquele treino — Um carnívoro com uma pele extremamente valiosa entre os caçadores. Sua missão é simples, deve abatê-lo!

O centauro mal terminou de falar e já deu ordem para os dois semideuses que seguravam a fera por cordas soltá-lo. O bovino assim que sentiu a força que o prendi-a desaparecer correu na direção do jovem de cabelos encaracolados que estava no campo de batalha. Suas narinas abriam e fechavam constantemente. Seus chifres giraram em 90 graus para se ajustar a primeira investida que deu em direção ao semideus. Por pura sorte ele se lançou para o lado e conseguiu desviar do primeiro ataque.

— Ah, esqueci de informar: ele está há dois dias sem comer!

A risada do tutor soou um pouco maquiavélica. Pétros mal conseguiu se levantar e o touro tornou a investir contra ele. Desta vez o semideus girou o machado em mãos e tentou atingir a lateral do animal no momento em que desviou do ataque, entretanto, sua arma ricocheteou na pele dele e escorregou de sua mão indo parar longe do lado em que estava. Ele entendeu agora o motivo dos caçadores desejarem tal pele.

O grego correu para conseguir recuperar seu armamento, mas foi atingido nas costas pelo boi de chifres, o que o fez gritar de dor ao ter as duas pontas cravadas em sua pele. O semideus levou as mãos para trás e segurou o animal pelos chifres com toda a força que tinha para tirá-lo de lá e arremessá-lo o mais longe possível. Ele não tinha tempo para sofrer com a dor ou se preocupar com o quitón rasgado e ensanguentado que agora utilizava. Olhou ao redor para analisar o ambiente já que seu machado não funcionaria contra o bicho.

O touro já se levantava quando Pétros teve a ideia de ataque. Começou a correr na direção do animal que fazia a mesma coisa, pouco antes de colidirem lançou o corpo para o lado e agarrou uma das cordas que segurava o bovino anteriormente. Sem parar de se movimentar começou a correr em circulos na arena, o que fazia com que o touro não conseguisse decidir para que lado investiria contra o semideus.

Enquanto corria, o grego mexia as mãos de maneira ágil e precisa para amarrar a corda para formar um laço de touro. Parou em uma das extremidades da arena quando finalizou o nó. Seus olhos se encontraram com o do animal no lado oposto ao que estava. O bovino arrastou areia com sua pata dianteira três vezes antes de avançar contra o homem. Tinha inicio o rodeio!

O "vaqueiro" jogou a corda para cima e começou a girá-la no alto para alargar o diâmetro do laço a cada movimento circular que a corda dava. Quando o animal atravessou o meio da arena a corda foi lançada em sua direção e o atravessou, caindo no chão ao redor do seu corpo.  O touro parou e emitiu um barulho que mais parecia uma risada estrondosa. Arrastou areia novamente e tornou a realizar o ataque de investida.

Antes que saísse do círculo delimitado pelo laço, Pétros puxou a corda que ainda estava em suas mãos fazendo o diâmetro do laço diminuir rapidamente e prender as quatro patas do touro juntas, derrubando-o no chão na mesma hora. O chifrudo se debateu tentando se soltar, mas foi inútil. Os semideuses que assistiam a batalha gritavam de comemoração.

— Por favor,  alimente este animal, não é certo deixá-lo faminto!

O semidivino gritou para o centauro enquanto recuperava o machado que tinha perdido no início do embate. Quíron sorriu ao mesmo tempo em que todos os espectadores se ajoelharam.

— Você é bruto por fora, mas por dentro tem um coração cheio de compaixão, igual ao seu pai.

Pétros gelou, Quíron sabia de quem ele era filho? Foi quando olhou para o lado e viu todos prestando reverência, um movimento que faziam em forma de respeito quando algum semideus era reconhecido por seu parente divino. Foi quando ele olhou para cima e viu um símbolo de martelo dentro do fogo pairando em sua cabeça.

— Seja bem vindo, Pétros Dimitriou, filho de Hefesto, deus do fogo, das forjas e dos metais.

FPA


Touro Enfrentado:
Touros Etíopes

São enormes touros de denso couro vermelho, e chifres de mármore. Nenhuma arma normal é capaz de atravessar a pele deste exótico animal, que é capaz de mover os chifres livremente, como um bovino faria com as orelhas. Carnívoros, são selvagens e muito agressivos em seu habitat natural. Só se alimentam de gado (ou de humanos intrusos), e costumam viver em áreas de planície ou savana, desde que haja uma grande poça de lama, onde possam charfundar. É lá onde os caçadores mais experientes vão, quando planejam matar tais criaturas, e explorar seu couro. Essa prática, inclusive, foi um dos motivos que levaram à quase extinção do animal na natureza. Atualmente, os Touros Etíopes são protegidos por Artémis, e só são caçados em ocasiões especiais, com o aval da deusa.


Poderes Passivos:

► Pele Impenetrável: Qualquer arma comum que entre em contato com a pele de um Touro Etíope, se partirá.

► Chifres Móveis: Os chifres desse animal mudam de posição constantemente, para melhor atingir seus oponentes.


Poderes Ativos

► Investida: Apesar de enorme, essa espécie de touro possui uma poderosa investida, capaz de atingir a velocidade de um corcel adulto saudável. Também possuem força elevada, de modo que tamanho impacto pode ser mortal, se bem sucedido;


Status base: 170 hp/ 170 mp
Nível mínimo: 3
Taxa de variação: Aumento de 10 HP/MP por nível.

Poderes Utilizados:
Passivos de Hefesto:


Nível 2
Nome do poder: Pericia com Machados e Martelos I
Descrição: As armas barbaras sempre parecem mais leves nas mãos dos filhos de Hefesto/Vulcano, e mais pesados para os oponentes deles. Assim sendo, as proles do senhor das forjas têm certa facilidade no manuseio de machados e martelos, mesmo sem nunca ter usado essa arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +5% de dano se arma do semideus atingir.

Nível 4
Nome do poder: Pensamentos Velozes
Descrição: Os filhos de Hefesto/Vulcano possuem uma capacidade de analisarem rapidamente a situação em que se encontram e criarem uma estratégia param se safarem dela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganham um turno para conseguirem agilizar mecanismos e armadilhas, e assim, criarem algo para ganhar vantagem perante a batalha.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força I
Descrição: O filho de Hefesto/Vulcano é mais forte que um semideus comum, podendo inclusive ser comparado a Ares/Vulcano, ou se igualar a eles nos primeiros anos de treinamento – os filhos de Ares/Marte ainda podem supera-los na força – e isso tudo devido ao trabalho continuo nas forjas. Os meninos geralmente ganham músculos avantajados, e mesmo que não o tenham, sua força ainda é superior, as meninas idem, mesmo sem os músculos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força.
Dano: +5% de dano em golpes físicos relacionados pelo semideus, ou que exijam a forja avantajada.

Observação:
• A História do Pétros está sendo desenvolvida em partes se algo não estiver compreensivel, peço que leiam a postagem anterior neste mesmo tópico a respeito de sua trama, se ainda sim não for explicado é porque será abordado em postagens futuras, mas estou a disposição para eventuais dúvidas.

Obrigado!






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— The Boy from Past Empty Re: — The Boy from Past

Mensagem por Marte em Seg Out 21, 2019 8:36 pm

Avaliação

Máximo de recompensa a ser obtida:  5.000 xp e 4.000 dracmas + 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 xp e 4.000 dracmas + 10 ossos + Reclamação



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"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

Marte Ultor

by @Ronny
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Mensagem por Pétros Dimitriou em Sab Nov 02, 2019 11:20 am


A SPECIAL HAMMER
#TramaPessoal #CCFYHalloween


past

O reconhecimento como filho de Hefesto veio no momento certo, afinal, agora Pétros poderia finalmente ir para um alojamento mais calmo do que o que estava até o momento. Pegou as poucas coisas que levou para o acampamento e sem se despedir de ninguém partiu em direção a nova moradia temporária. Sua cabeça pegava fogo com tanta coisa que passava por ela: “Por que ele tinha sido abandonado no mar?”, “por que Hefesto demorou tanto para reconhecê-lo?”, “como será que seu pai biológico se parece?”. Eram tantas perguntas que ele se fazia que nem percebeu quando chegou ao canto destinado aos filhos do deus.

Seu novo alojamento era mais amplo que o anterior, ou talvez fosse apenas impressão por ser mais vazio. Era cheio de maquinarias espalhados sob grandes mesas de trabalhos aos cantos. Um sorriso brotou em seu lábio enquanto observava o local, de fato ele estava se sentindo mais confortável agora.

— Ah! Finalmente! Já não aguentava mais ser o único aqui — falou um homem forte de cabelos escuros que surgiu na área de entrada do alojamento — Sou Palemon, você deve ser Pétros, Quíron me falou sobre sua chegada — ele estendeu a mão para seu novo meio irmão ao se aproximar, com um largo sorriso estampado no rosto. O novato o cumprimentou empolgado na mesma hora. Apesar de ser estranho conhecer um irmão, ele pelo menos parecia ser uma pessoa simpática — Já não aguentava mais ser o único aqui, estava prestes a construir alguém para me fazer companhia e ajudar no trabalho.

— Trabalho? Você tem responsabilidades diferente que os demais aqui?

— Temos! — ele riu enquanto o outro olhava-o confuso — Desculpe já recepcioná-lo com esse tapa, mas a verdade que até então eu era o único ferreiro daqui, agora que tem você será mais um com a mão na massa, ou melhor, nos metais. Afinal de contas, de onde acha que saem as armas de treinamento? Ou melhor, como você acha que teremos arma suficiente para todos na guerra?

De fato fazia sentido que os filhos de Hefesto forem os responsáveis pelos armamentos daqueles heróis em treinamento, Pétros não imaginou como não tinha pensado naquilo antes. Apesar de nunca ter pego em um martelo de forja se quer, sua mente começou a trabalhar indicando uma suposta familiaridade com os procedimentos. Mesmo sabendo que seriam novas responsabilidades estava um tanto empolgado para descobrir aquele novo mundo.

— Mas não se preocupe, vá descansar que eu sei o quão estressante era aquele lugar que você estava. Amanhã você começa nas forjas e eu explico tudo que tiver que ensinar, mas para nós é algo bem mecânico — o ferreiro bateu no ombro de seu irmão enquanto caminhava em direção a saída, o que possibilitou que Pétros percebesse uma característica dele que não tinha notado antes: Palemon era coxo, tal como as descrições do deus que era pai deles — Nos vemos no jantar!

O semideus de Elêusis permaneceu um tempo parado no salão de entrada aproveitando o primeiro momento de silêncio absoluto que teve desde sua chegada ao campo de treinamento. Assim que terminou seu tempo de “meditação” ele caminhou em direção a área dos dormitórios para organizar seus pertences lá. Achou estranho quando percebeu que nenhuma das camas estava bagunçada, pois esperava que pelo menos uma fosse utilizada pelo seu meio-irmão. Seu estômago revirou quando pensou que o outro ferreiro poderia estar sem dormir por causa da demanda de trabalho, passou a torcer para que seu raciocínio estivesse errado enquanto dava início a organização de suas coisas.


Ω


Os dias seguintes a sua reclamação por parte do deus do fogo seguiram normais a não ser pela nova atribuição que lhe foi dada: forjador. Pétros teve dispensa de vários treinamentos diário para que pudesse trabalhar mais ativamente nas forjas, por um lado aquilo o deixou feliz porque preferia não ter que socializar com os demais semidivinos, por outro, sentia falta da ação, da sensação de ser consumido pelo fogo durante um combate.

Palemon se dedicou a ensinar tudo o que sabia ao novo irmão que mesmo nunca tendo forjado antes na vida aprendeu com bastante facilidade a técnica. Mas já era de se esperar que um filho de Hefesto tivesse afinidade em trabalhar com metais e mais ainda, em se divertir com eles. Apesar de ser uma rotina resumida em derreter o material, colocar na forma, esfriar, moldar, martelar, aquecer e esfriar novamente, Pétros gostava do trabalho, ou melhor, sempre gostou de trabalhos artesanais. Fazia questão de em cada arma que desenvolvia colocar sua assinatura em alguma parte. Aquilo era quase como voltar a sua infância e construir objetos com as argilas de seu pai mortal.

Em uma de suas movimentações pela forja durante o manuseio de equipamentos, o recém ferreiro avistou em um dos cantos da sala um molde de machado de guerra diferente dos que estavam sendo produzidos. Este possuía duas faces, duas lâminas em seu design. A forma parecia ser recente ao julgar pela sua limpeza comparada às demais formas. Palemon percebeu a curiosidade do irmão e logo se aproximou com os olhos fixos ao objeto.

— Legal né? Eu que projetei. É o molde da arma que eu vou usar na guerra quando ela chegar. Quero fazer o melhor machado duplo de guerra já feito.

Qualquer palavra dita por ele depois daquilo não entrou nos ouvidos de Pétros que estava distraído com a ideia de seu irmão manco participar da guerra. Mesmo estando juntos há pouquíssimo tempo, por passar tantas horas na forja acabou criando empatia pelo mesmo e imaginá-lo no campo de batalha não era algo interessante, afinal, sua limitação motora poderia atrapalhá-lo bastante. Por sorte, para não ter que que pensar em mais nada referente aquilo, apareceu um campista alto e loiro na entrada da forja.

— Olá? - sua voz era firme, assim como sua postura.

— Ludos! - Palemon tratou imediatamente de se caminhar na direção dele e parou a uma certa distância — Em que posso ajudá-lo?

Os olhos de Ludos encontraram os de Pétros, o que deixou o filho de Hefesto levemente envergonhado. Não dava para saber se essa reação se deu pela aura intimidadora/soberana que o rapaz tinha ou simplesmente por ter se sentindo um pouco atraído por ele. Para desconcertar a situação o semideus de cabelos encaracolados se aproximou do loiro mais que o seu meio-irmão e estendeu a mão suja como forma de cumprimento.

— Pétros.

Palemon olhou assustado para o parente, como se tentar cumprimentar o alto fosse algum pecado, mas, diferentemente do que o ferreiro mais experiente imaginou, Ludos apertou a mão do novato e exibiu seus belos dentes brancos enquanto cumprimentava-o.

— Sim! Eu sei quem você é. Ludus, prazer — finalizou o cumprimento sem tirar os olhos dele — Fico feliz que Palemon tenha companhia agora, ou melhor, que não faça todo o trabalho sozinho — ele tinha uma alma boa, era possível notar — Bem rapazes, preciso da ajuda de vocês — falou enquanto finalmente desvinculava o olhar do outro — Preciso de um tridente para a guerra. Mas não um tridente qualquer, ele precisa potencializar meus poderes, e, de alguma forma, possuir água em sua propriedade.

Na mesma hora Pétros entendeu o porquê de seu irmão tratar aquele homem com tanta cautela, era um filho de Poseidon, um do três deuses soberanos. Ele engoliu ao seco e deu um passo discreto para trás. Sabia que filhos de tal deus se davam bem com armas produzidas com oricalco, mas ter o elemento água como uma de suas propriedades era algo que ele não sabia como fazer. Antes que pudesse abrir a boca para falar qualquer coisa o outro forjador tomou a frente já respondeu positivamente.

— Claro! Claro! Faremos o melhor tridente para você!

O grego encarou o irmão que apenas exibia um largo sorriso amarelo. Ludus soltou um obrigado e se dirigiu a saída, mas antes de ir embora tornou a olhar o novato e exibir um sorriso em sua direção. Dimitriou desviou o olhar para baixo na tentativa de esconder o constrangimento. Bastou o descendente do mar ir embora para Palemon puxar Pétros pelo braço e comemorar.

— Ele apertou a sua mão! - seus olhos brilhavam olhando para a mão dele — Mais nunca você lava a mão, por favor.

— Urgh, não é pra tanto! Ele é só um cara qualquer.

— Filho de um dos três grandes, o mais poderoso herói daqui do treinamento. E veio pedir para que fizéssemos uma arma para ele, não é o máximo?! — Pétros sabia que se falasse qualquer coisa estaria cortando a empolgação dele — Vamos, você vai começar fazendo o tridente enquanto eu termino as outras coisas.

Impedido de qualquer argumento ele deu início ao processo de forja. Pegou uma peça de oricalco do estoque para a batalha e logo colocou-a em uma espécie de caldeirão fumegante que estava pendurado dentro da fornalha. Enquanto o material derretia começou a separar os moldes básicos do armamento.

As armas compridas eram divididas em 2 tipos de modulações: Haste e Ponta, onde para a haste precisaria que juntasse pequenas partes até atingir o tamanho necessário. Dimitriou sabia que o tamanho ideal era proporcional ao tamanho do usuário, então, enquanto ouvia o pedido do filho do mar anteriormente estava analisando-o de baixo a cima. Por ter uma certa noção de dimensão de tanto trabalhar com tamanhos exatos em sua forja notou que o loiro possuía em torno de 1 metro e 80 centímetros. Sendo assim, a arma que ele utilizaria deveria medir pelo menos 50 centímetros a mais.

Por 2 metros e 30 centímetros não ser um tamanho atingindo através da proporção áurea preferiu aumentar alguns centímetros para atingir o valor de 2 metros e 42 centímetros. Sendo assim, juntou os moldes em sua mesa de trabalho da seguinte forma: os pedaços das hastes até atingir 142 centímetros e a parte da ponta(do garfo) com 100 centímetros. Para diferenciar aquela arma das outras de mesmo tipo que seriam fabricadas futuramente decidiu utilizar um garfo de cinco pontas, em que as das extremidades eram menores que as intermediárias e elas, consequentemente, menores que a ponta central.

A fumaça que cobriu o local indicava o ponto de fusão do material que estava completamente derretido. Pétros então pegou na alça do caldeirão com um pano grosso e sem demorar despejou o conteúdo dele dentro do espaço negativo do molde. Fechou a abertura para a entrada do líquido e colocou o caldeirão de volta na fornalha. Segurou as peças justapostas e ergueu-as para dar leves batidas no chão, fazendo com que o oricalco em seu interior assentasse de maneira equilibrada e não faltasse preenchimento.

Como não existia nada que pudesse acelerar o processo de esfriarem do material deixou-o em repouso e voltou para a sua produção diária de armamento.

Passado três horas desde o preenchimento dos moldes, Pétros o abriu para retirar o tridente azulado de lá. A base estava pronta, mas ainda faltava o efeito de água desejado por Ludus que deveria ser colocado antes da etapa de detalhes/refinamento no processo da forja. O problema era: como ele ia fazer isso se aquele processo elemental era algo mais mágico do que mecânico? Tentou questionar seu meio-irmão mas ao virar se deparou com a imagem dele adormecido sob sua mesa de trabalho.

Dimitriou riu de nervoso, sabia que Palemon estava trabalhando a noite toda e que por isso estava sem dormir. Ele andou de um lado para o outro mas não teve ideia alguma de como fazer o que foi pedido pelo outro campista. Teria que falar ao belo rapaz que não conseguiria realizar uma parte da sua solicitação, mas devido ao horário imaginou que ele já estaria dormindo, então aquele informe ficaria para o dia seguinte. Acordou seu companheiro de forja e seguiram juntos em direção ao alojamento de Hefesto para dormir e ao acordar ir encontrar o filho de Poseidon.

Ω


Pétros estava no topo de um vulcão adormecido. O nevoeiro causado pela altura de seu pico dificultava a vista do semideus que caminhava sempre em frente a procura de algo que nem ele mesmo sabia o que era. Ao dar alguns passos acionou “acidentalmente” um mecanismo que fez abrir uma passagem no chão a sua frente, a abertura possuía uma escada que parecia não ter fim em sua descida. Mesmo sem saber onde estava ou como tinha chegado ali repentinamente, o semideus seguiu em direção a passagem e começou a descer os degraus um pouco rápido.

O calor que fazia dentro do vulcão não o incomodava tanto, afinal era filho do deus do fogo e das forjas, estava acostumado com altas temperaturas, mas ainda sim suava bastante. Em pouco tempo ele chegou a uma grande sala dispostas das mais variadas ferramentas de forjas. Parado em frente a uma mesa de mármore havia um homem musculoso, largo, de barba ruiva e marcas fortes em seu rosto. Vestia um quitón que em algum momento deveria ser branco, mas que atualmente estava mais para um cinza escuro de tão sujo que estava. Seus olhos alaranjados encontraram com os azuis do Jovem de Elêusis.

— Os outros sempre dizem que o encontro com nossos filhos são constrangedores, mas fico contente poder vê-lo e perceber que você tem os olhos de sua mãe.

O semideus congelou no pé da escada, todo o seu corpo estava rígido, exceto pelo coração que batia aceleradamente. Pela primeira vez estava de frente para um deus, pior, de frente para aquele o qual ele descende. Quando conseguiu recuperar o movimento do corpo abriu a boca para tentar falar a palavra referente ao seu parentesco familiar com o homem robusto, mas não conseguiu, chamando-o apenas pelo nome.

— Hefesto — falou enquanto começava a se ajoelhar.

— Não há necessidade disto garoto, não sou como meu pai. Desculpe incomodar seu sonho, mas nós deuses temos que fazer o primeiro contato com nossos filhos após eles serem reconhecidos.

— Então é isso, isso aqui é um sonho! Onde estamos afinal? — falou enquanto se aproximava devagar.

— Falei sonho para ser mais fácil de entender. Seu corpo está no alojamento, mas seu espírito está aqui. Estamos no vulcão Adrano, em uma de minhas forjas. Gosto desta em especial pois foi de onde saíram algumas de minhas melhores criações — para um deus que preferia máquinas a mortais/imortais, até que ele era um pouco tagarela — Como logo se iniciará a guerra, vim para cá preparar estoque por arsenal dos olimpianos.

— Sei bem como é isso. Palemon e eu estamos a todo vapor na produção dos campistas também. Mas infelizmente amanhã terei que informar a um filho de Poseidon que não conseguirei realizar todo seu pedido.

— Como assim? — para o deus aquilo soava como algo extremamente ofensivo: um de seus filhos não foi possível de produzir algo — O que você precisa?

— Encantamento, para ser mais exato elemental. Permitir que o tridente tenha uma propriedade mágica relacionada a água, como fazer brotá-la por exemplo, mas não sou capaz de fazer isso.

Hefesto pigarreou algumas vezes como se tentasse se livrar de algo que estava entalado em sua garganta. Após retornar ao normal, repousou as mãos em cima de sua mesa e respirou fundo. Falou algo em um grego tão arcaico que o semideus não foi capaz de compreender, entendendo apenas quando seu pai falou o nome das três parcas.

— Eu posso ajudá-lo com isso — falou em um tom rouco, ainda resquício do engasgo.

— Como?

— Oferecendo-lhe o equipamento adequado, é claro. Mas você terá que trabalhar também.

— Não entendi.

— Construa um martelo de forja para você, o melhor que você conseguir produzir. Você terá até o horário do jantar para fazer isso. Na hora em que os campistas estiverem fazendo a oferenda aos deuses antes de sua refeição, você deverá colocar o martelo na grande fogueira em forma de oferenda para mim — seus olhos brilharam como se refletissem a tal fogueira — Caso eu julgue como um digno trabalho de um filho meu, eu o abençoarei com propriedades que o auxiliará em forjas futuras, será como se tivesse sido criado por mim.

Desta vez foram os olhos de Pétros que iluminaram. Se conseguisse fazer o item solicitado por seu pai conseguiria entregar o tridente de Ludus. Hefesto riu no momento em que seu filho pensou no descendente de Poseidon, poderia ele ler o pensamento de seus descendentes? O semideus corou.

— Agora vá, você tem pouco tempo.

— Espera, você falou sobre minha mãe, quem é ela?

Antes que o deus pudesse responder a pergunta, a vista de seu descendente começou a embaçar e o ambiente ao seu redor desaparecer.

Ω


Pétros acordou com um pulo e parou sentado em sua cama. Levou a maõ até a sua cabeça sem acreditar com o que tinha sonhado, ou melhor, com o que tinha acontecido. Viu quando os primeiros raios de sol invadiram a área do dormitório pela janela. Seu irmão ainda dormia na cama ao lado quando ele se levantou para ir em direção à forja sem nem tomar o café da manhã, estava nervoso demais para conseguir pensar em comida.
Assim que chegou ao local de produção partiu para o início do equipamento que construiria, mesmo sem saber sua forma, sabia que seria feito de bronze celestial. Então, pegou uma peça do material no estoque e o colocou para derreter no caldeirão enquanto pegava uma tela mediana de Óstraco e um instrumento pontiagudo que utilizava para esboço. Começou a fazer o desenho técnico do seu martelo para então conseguir separar as partes dos moldes que necessitaria.

Logo que terminou conseguiu visualizar a modelagem em duas etapas: a haste e a cabeça do martelo só que diferentemente das demais esta seria “vazada” nas faces laterais e preenchida nas áreas de batida. Atribuindo assim um diferencial ao armamento. Como todas as suas criações tinham que ter a proporção áurea aquela não seria diferente, atribuiu o tamanho de 81 centímetros de comprimento a arma, divididos em 30 centímetros na cabeça e 51 no cabo.

O molde da haste já possuia o basico, o que precisou ser modificado era o superior. Ele pegou uma moldagem de cabeça de martelo comum e utilizando o poder de manipulação de metal começou a alterar a sua forma trabalhando com espaços positivos e negativos, onde os positivos seriam a área que ficaria vazada no item final e o negativo onde haveria preenchimento. O desenho que ficaria nas laterais e na face superior era a de linhas que se encontravam, entrelaçando-se uma na outra, havendo uma linha mais grossa no centro.

Um certo período de tempo se passou e algumas gotas de suor escorreram de seu rosto até que ele conseguisse finalizar a moldagem da parte superior, terminando bem na hora que o material da arma atingiu sua forma líquida. Ele não podia unir os dois moldes, pois a junção das duas partes seria por encaixe e só depois aquecido novamente para unificar de vez. Pegou com cuidado o caldeirão com o ouro imperial e despejou na entrada de cada pedaço de metal que daria forma ao martelo.

Enquanto esperava o esfriamento da arma foi até a mesa de trabalho do seu meio irmão e pegou o pedaço de couro amarronzado que estava lá, por sorte era o tamanho ideal para cobrir metade da extensão do cabo, exatamente o que ele queria, precisou apenas aparar alguns centímetros em cada extremidade. Pétros utilizaria aquela pele amarronzada para revestir a área de toque do martelo, ou seja, envolveria a extremidade inferior do cabo para melhor utilização, para segurá-lo mais confortavelmente.

O sol já havia passado de seu ponto máximo quando o semideus abriu os moldes para retirar, ele tinha pouco tempo até que selene desse o ar das graças no céu, então precisava acelerar o processo. Seus olhos brilharam quando viu a parte superior do martelo sair da maneira que imaginou, mas como não tinha tempo a perder, na mesma hora pegou-a e se aproximou da espécie de fornalha que tinha ali. Manipulou uma parte do fogo para aquecer a área inferior daquela parte do martelo, o suficiente para amolecer um pouco.

Em seguida retirou o cabo de dentro de seu molde e sem perder tempo encaixou-o na área aquecida da outra peça. Colocou o martelo em cima da bigorna que tinha ao lado da mesa e com o martelo de forja simples que já utilizava começou a bater na junção para “amassar” o volume que faria pela sobreposição de peças até que não fosse visivel a olho nu e que parecesse uma peça única. Após conseguir o que desejado, continuou a dar umas marteladas na parte superior para endireitar alguns erros provindos do molde.

Terminado a parte bruta precisaria passar para a parte delicada do instrumento. Com uma cola artesanal e de forte fixação produzida por Palemon ele envolveu a parte inferior do cabo com o pedaço de couro que tinha preparado anteriormente. Segurou na parte descoberta da haste e utilizou sua capacidade de esfriar uma arma para esfriar a área em contato com a cola, agilizando assim o processo de adesão.

Levou o equipamento até sua mesa e com o mesmo instrumento pontudo que tinha feito o desenho técnico da arma começou a fincar os pontos de enlace do traçado da parte de cima, retirando o excesso e acentuando os detalhes. Aquele processo minimalistica durou praticamente o resto da tarde inteira, já tinha escurecido quando ele por fim terminou. Seu corpo tremia como reação da falta de alimentação do dia inteiro.

Pegou a flanela e um pouco de sebo de búfalo para de maneira rápida e precisa polir o martelo e dá-lo um brilho acentuado. Assim que terminou o enceramento segurou-o com força e partiu em disparada para a área de alimentação. A maioria dos heróis já estavam na metade do prato quando por fim ele chegou. Pétros se dirigiu a grande fogueira de oferenda e sem pensar duas vezes jogou o equipamento dentro dela.

— Hefesto.

A chama da fogueira aumentou na hora em que ele dedicou o objeto a seu pai, um brilho intenso tomou conta do martelo chamando a atenção de todos ao redor. O semideus, que tinha levado a mão aos olhos para se proteger da luz, olhou para a grande chama e viu que sua criação estava flutuando no centro dela, com um brilho azulado em seu interior. Um grande cristal azul estava agora acoplado no interior da peça vazada da cabeça dele. Com um sorriso de satisfação no rosto e sabendo que aquilo significava que tinha concluído a “missão”, esticou o braço para pegar o objeto e retirá-lo dali.

Com seu novo item em mãos o filho de hefesto deu meia volta e já estava prestes a sair de lá quando todo seu corpo pendeu para o lado, sua visão escureceu e ele caiu desmaiado no chão ao lado da fogueira. De uma forma nada agradável ele aprendeu que não deveria trabalhar sem comer nada o dia inteiro.





present

Aquela era a primeira vez que Quíron o chamava desde seu retorno. O grego fora de seu tempo chegou a casa branca em poucos minutos após o recebimento do aviso através de um campista qualquer. O centauro branco já o esperava na sacada da casa com um semblante tranquilo.

— Devo dizer que para mim é um misto de emoções quando o vejo. Fico feliz por saber que está vivo, mas confuso por você estar aqui. — Ele falou enquanto o semideus em vestes gregas se aproximava — Lembro perfeitamente do dia em que nos conhecemos e tive que salvá-lo daquele filhote de cão infernal.

— Serei eternamente grato por isso — esboçou um sorriso sem jeito —O que precisa de mim?

— De você? Nada. Pelo contrário, pra você — Ao terminar a fala ele pegou o item que estava em cima de uma das cadeiras da pequena varanda, objeto este que o rapaz não tinha visto de primeira, mas assim que seus olhos o encontraram parecia que seu coração sairia pela boca — Creio que isto lhe pertence — estendeu o martelo para Pétros — Com o seu desaparecimento todos acreditavam que tinha morrido em meio a guerra, mas Palemon, seu irmão, não acreditava nisso. Ele guardou seu martelo durante toda a sua estadia no acampamento pós-guerra e me entregou ao partir para se juntar aos argonautas, pediu para que eu guardasse e o devolvesse quando retornasse. Aparentemente, ele estava certo.

Os olhos do filho de Hefesto se encheram de lágrimas ao saber do que seu irmão tinha feito. Pegou com cuidado seu antigo equipamento e passou um tempo observando-o em silêncio.  O martelo parecia bem mais pesado do que estava acostumado e ele sabia exatamente o porquê: agora aquele equipamento tinha um outro significado para ele.

— Não sei se quero continuar com ele.

— Como assim? — o espanto de Quíron estava evidente.

— Hefesto, ele encantou este martelo.

— Sim, eu sei — e abriu um largo sorriso — acredite, dentre todos do olimpo, ele é um dos que melhor cumpre sua função de ser pai.

— Também foi ele o responsável por quase me matar.

Seu coração parou, assim como a respiração do centauro que desfez o sorriso no mesmo instante e o encarou assustado. Pétros por fim colocou para fora o que só ele sabia, o que ele lembrava do acontecimento de anos atrás. Da batalha contra os titãs.

FPA


Informações:
Utilizei algumas nomenclaturas referente ao ramo de design e estarei aqui colocando as informações para caso não dê para entender durante a leitura:

• Proporção áurea - Proporção áurea, número de ouro, número áureo, secção áurea, proporção de ouro é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega PHI, em homenagem ao escultor Phideas (Fídias), que a teria utilizado para conceber o Parthenon. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado de forma aproximada no homem (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), nas colmeias, entre inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem de crescimento na natureza. Justamente por ser encontrado em estudos de crescimento, o número de ouro ganhou um status de "ideal", sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. O fato de ser apoiado pela matemática é que o torna fascinante.

• Espaço negativo - por vezes referido como o espaço branco, a ausência, o vazado.

• Espaço positivo - por vezes referido como o espaço cheio, o preenchido.

Item Desejado:
Ômega Hammer [Um martelo de forja de tamanho mediano feito com bronze celestial. A parte superior dele tem sua lateral vazada com detalhes em trança que permite ver o grande cristal azul de seu interior. O cristal ilumina-se quando utilizado e foi colocado lá pelo próprio Hefesto, permitindo que o equipamento possuísse propriedades mágicas. A parte inferior de seu cabo é revestida em couro para uma melhor ergonomia. | Efeito de ligação: Sempre retornará para as mãos de Pétros caso perdido ou roubado | Efeito de transformação: vira um anel de mesmo material com o simbolo ômega cravado em baixo relevo | Efeito 1: Por causa das propriedades mágicas do cristal, o martelo é capaz de fazer com que o metal tome a forma que a ferreiro deseja. | Efeito 2: Possibilita que o ferreiro crie itens mágicos que possuam propriedades referente aos 4 elementos, para que isso aconteça, a face com o cristal deve ter entrado em contato com o elemento para então transferi-lo ao item através de uma batida certeira. Graças a sua propriedade mágica, o martelo entenderá o desejo de seu dono e aplicará o efeito que ele pensou (relacionado ao elemento absorvido) no item que estiver sendo forjado | Efeito 3: xxxx  | Bronze Celestial | Alfa | Espaço para 3 gemas | Status 100%, sem danos | Lendário | CCFY de Halloween]

OBS: Caso não seja permitido item lendário, pode alterá-lo para épico.

Poderes Utilizados:
Passivos de Hefesto:

Nível 1
Nome do poder: Forjador I
Descrição:  Forjador I
Descrição: O semideus se destaca na sua capacidade de criar coisas, sendo elas inusitadas ou comuns. É uma habilidade natural que o permite criar armamentos e armaduras com facilidade. Faz parte de seu sangue, ele nunca entendeu o quanto gostava de projetos, e só consegue ver isso a partir do momento que começa a fabricar em sua forja. Nesse nível o filho do deus ferreiro saberá naturalmente o básico, podendo lidar com metais comuns. A habilidade ainda é inicial.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Confira as vantagens abaixo.
Dano: +5% de dano para as coisas criadas pelos filhos deste deus.
Vantagens:
• O metal manipulado pelo semideus em forja se torna naturalmente mais forte, passando a ter uma resistência a mais do que a sua forma natural. Por exemplo, ao fazer um item com metal considerado sigma, ele passará a ser de resistência gama ao ser usado na forja de um filho de Hefesto/Vulcano.

Nome do poder: Reparos Rápidos
Descrição: Filhos de Hefesto/Vulcano conseguem consertar aparatos mecânicos rapidamente, gastando metade do tempo que uma pessoa comum levaria para tal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem concertar qualquer coisa em apenas dois turnos.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Pericia com Machados e Martelos I
Descrição: As armas barbaras sempre parecem mais leves nas mãos dos filhos de Hefesto/Vulcano, e mais pesados para os oponentes deles. Assim sendo, as proles do senhor das forjas têm certa facilidade no manuseio de machados e martelos, mesmo sem nunca ter usado essa arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +5% de dano se arma do semideus atingir.

Nome do poder: Resistência ao Fogo I
Descrição: O semideus tem certa resistência ao fogo comum, não sendo afetado por ele como os demais campistas. Por trabalhar e mexer com fogo, esse passa a não o incomoda com a mesma intensidade com que causa dano em outros semideuses. Apesar de sofrerem danos, podem chegar a sair ilesos de coisas simples, como a queimadura de uma tocha, ou fosforo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Ataques relacionados a fogo, ou o fogo em si (comum), é 50% menos efetivo contra filhos de Hefesto/Vulcano. O dano para ele será 50% menor do que para outros semideuses.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Pensamentos Velozes
Descrição: Os filhos de Hefesto/Vulcano possuem uma capacidade de analisarem rapidamente a situação em que se encontram e criarem uma estratégia param se safarem dela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganham um turno para conseguirem agilizar mecanismos e armadilhas, e assim, criarem algo para ganhar vantagem perante a batalha.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Força I
Descrição: O filho de Hefesto/Vulcano é mais forte que um semideus comum, podendo inclusive ser comparado a Ares/Vulcano, ou se igualar a eles nos primeiros anos de treinamento – os filhos de Ares/Marte ainda podem supera-los na força – e isso tudo devido ao trabalho continuo nas forjas. Os meninos geralmente ganham músculos avantajados, e mesmo que não o tenham, sua força ainda é superior, as meninas idem, mesmo sem os músculos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força.
Dano: +5% de dano em golpes físicos relacionados pelo semideus, ou que exijam a forja avantajada.

Nível 6
Nome do poder: Forjador II
Descrição: Sua habilidade está melhorando, e conforme a prática você está adquirindo uma perfeição. Aprendeu a modelar outros tipos de material, como prata e ouro, podendo moldá-las e transformá-las como bem entender. Agora, além de ter aprendido a fabricar itens, também poderá encaixar gemas de poder nelas sem necessidade de remodelar/reforjar as armas. Isso acontece de forma natural, e funciona como magia, em suas mãos, a gema pode simplesmente se engatar a arma – se esse for seu desejo – basta um toque, e você consegue encaixá-la mesmo sem ter reforjado a arma, e a deixara tão resistente quanto.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Confira abaixo as vantagens
Dano: +10% de dano aos itens fabricados pelo semideus de Vulcano/Hefesto.
Vantagens:
• O metal manipulado pelo semideus em forja se torna naturalmente mais forte, passando a ter uma resistência a mais do que a sua forma natural. Por exemplo, ao fazer um item com metal considerado gama, ele passará a ser de resistência beta ao ser usado na forja de um filho de Hefesto/Vulcano.
• Acoplar gemas de maneira simples e fácil.

Nível 9
Nome do poder: Sensibilidade Mecânica
Descrição: O filho de Hefesto/Vulcano  pode detectar falhas em minérios de metal e identificar o tipo de maquinaria e uso por toque.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre saberá o que está errado e como concertar
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Pericia com Machados e Martelos II
Descrição: O semideus evoluiu conforme o esperado, ele sempre teve certa facilidade em lidar com armas pesadas, e agora mostra como isso pode ser verdadeiro. Os machados e martelos em suas mãos são armas perfeitas, consegue fazer movimentos únicos, mesmo que ainda cometa erros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +15% de dano se arma do semideus atingir.

Nome do poder: Projetos
Descrição: Você é capaz de entender e fazer desenhos técnicos voltados a projetos de engenharia, e possivelmente recriar tais projetos os fazendo tornar-se reais. Isso significa que com um projeto em mãos, você consegue desenvolve-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Resistencia ao Fogo II
Descrição: Agora o fogo magico também não incomoda o filho de Hefesto/Vulcano como a maioria, ainda sofre alguns danos, e se machuca, mas adquiriu uma resistência natural, que impede seus ferimentos de serem mais graves.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques relacionados a fogo magico agora são 30% menos efetivos em filhos de Hefesto/Vulcano, e o dano também é 30% menos nele.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder: Forjador III
Descrição:Agora você entende de mecanismos complexos e avançados, podendo fabricá-los com uma facilidade e maestria inexistente em qualquer outro semideus. Suas armas são mais fortes do que as armas de qualquer outro forjador, e agora que entende isso, você simplesmente se torna o destaque do momento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Confira abaixo
Dano: +15% de dano aos itens fabricados pelo semideus de Vulcano/Hefesto.
Vantagens:
• O metal manipulado pelo semideus em forja se torna naturalmente mais forte, passando a ter uma resistência a mais do que a sua forma natural. Por exemplo, ao fazer um item com metal considerado gama, ele passará a ser de resistência beta ao ser usado na forja de um filho de Hefesto/Vulcano.
• Acoplar gemas de maneira simples e fácil
• Criar mecanismos complexos, sendo o nível ideal para criar autômatos.
• Mecanismo de transformação: para a cria do deus forjador, basta visualizar na mente a forma que deseja que o item assuma e o metal irá se dobrar e manipular até assumir a imagem na mente de seu forjador ao receber marteladas suaves para não danificar sua estrutura. O martelo é o condutor perfeito para realizar tal ação.
• OBS: Itens beta se transformam em itens alfa; alfa em super alfa, mas jamais em alfa prime, esse nível de resistência só é obtido pela sorte nos dados ou em eventos.

Nível 16
Nome do poder: Inteligência
Descrição: Os filhos de Hefesto/Vulcano são extremamente inteligentes e tem facilidade de aprender, absorver e compreender tudo aquilo que é ensinado a eles. São autodidatas e ao se dedicarem são capazes de descobrir coisas mais facilmente, criando suas próprias teorias, projetos e sistemas com base em suas próprias pesquisas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +20% de inteligência e raciocínio logico.
Dano:  Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Pericia com Machados e Martelos III
Descrição: O semideus já é um mestre na arte de manusear um machado, ele sempre entendeu de armas, e sempre se sentiu à vontade em fabrica-las, agora consegue atacar e se defender de forma precisa, podendo inclusive efetuar lançamentos com essa arma com uma precisão impressionante.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +45% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +25% de dano se arma do semideus atingir.

Nível 21
Nome do poder: Habilidade com as mãos
Descrição: Os filhos de Hefesto desenvolvem habilidades diversas com as mãos devido a manipulação constante de objetos (pequenos e grandes). Por conta disso tem facilidade em utilizar qualquer uma das duas sem grandes problemas, tornando-se ambidestros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem utilizar qualquer uma das mãos sem problemas.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Detalhistas
Descrição: Meus filhos são acostumados a lidar com engenhocas e peças, reparando em pequenos detalhes, por isso é mais difícil esconder algo deles - são observadores atentos. Isso permite que encontrem coisas com mais facilidade, descubram segredos, e coisas ocultas – como o Bunker na floresta quando Leo Valdez seguiu a trilha deixada pelo dragão – esconderijos, e outras coisas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganham vantagem em encontrar pistas, e achar rastros.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos de Hefesto:

Nível 2
Nome do poder: Controle do Fogo I
Descrição: O semideus filho de Hefesto pode controlar uma pequena quantidade de fogo. Isso quer dizer que ele pode move-lo, aumentar as chamas – pequena quantidade – ou algo semelhante, mas não o cria. Filhos de Hefesto/Vulcano com poderes para criar fogo são raros, a maioria apenas consegue fazer algo semelhante a isso. Nesse nível, o controle se resume a uma tocha de tamanho médio, ou o fogo baixo de uma lareira.
Gasto de Mp: -15 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 7
Nome da habilidade: Manipulação de Metais I
Descrição: O semideus será capaz de controlar o metal para além do magnetismo, sendo esta capacidade a de deformar e manipular o metal. Com essa habilidade o filho do deus ferreiro poderá modificar a forma original de um metal, dando a um pedaço de ferro a aparência de uma faca, por exemplo. É também conhecido pela capacidade de invocar metais. Nesse nível poderá apenas manipular coisas pequenas ou pouca quantidade metálica; poderá também invocar metais de resistência sigma, durando apenas 2 turnos e precisando de mais 2 para uma nova invocação, sendo de quantidade similar a de manipulação.
Gasto de MP: 15MP por turno de manipulação, 20MP por invocação metálica.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Referente ao metal.
Extra: É uma habilidade que exige concentração, podendo chegar a custar duas ações por turno em narradas.

Observação:
• A História do Pétros está sendo desenvolvida em partes se algo não estiver compreensivel, peço que leiam as postagens anteriores neste mesmo tópico a respeito de sua trama, se ainda sim não for explicado é porque será abordado em postagens futuras, mas estou a disposição para eventuais dúvidas.

Obrigado!






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Filhos de Hefesto
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— The Boy from Past Empty Re: — The Boy from Past

Mensagem por Macária em Sab Nov 02, 2019 7:01 pm


Pétros

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos

O item sofreu umas alterações por causa das limitações da promoção:
• Ômega Hammer [Um martelo de forja de tamanho mediano feito com bronze celestial. A parte superior dele tem sua lateral vazada com detalhes em trança que permite ver o grande cristal azul de seu interior. O cristal ilumina-se quando utilizado e foi colocado lá pelo próprio Hefesto, permitindo que o equipamento possuísse propriedades mágicas. A parte inferior de seu cabo é revestida em couro para uma melhor ergonomia. | Efeito de ligação: Sempre retornará para as mãos de Pétros caso perdido ou roubado | Efeito de transformação: vira um anel de mesmo material com o simbolo ômega cravado em baixo relevo | Efeito 1: Por causa das propriedades mágicas do cristal, o martelo é capaz de fazer com que o metal tome a forma que a ferreiro deseja. | Efeito 2: Possibilita que o ferreiro crie itens mágicos que possuam propriedades referente aos 4 elementos, para que isso aconteça, a face com o cristal deve ter entrado em contato com o elemento para então transferi-lo ao item através de uma batida certeira. Graças a sua propriedade mágica, o martelo entenderá o desejo de seu dono e aplicará o efeito que ele pensou (relacionado ao elemento absorvido) no item que estiver sendo forjado | Efeito 3: xxxx  | Bronze Celestial | Beta | Espaço para 3 gemas | Status 100%, sem danos | Épico | CCFY de Halloween]

Comentários:
Não tenho muito o que pontuar. Seu texto foi bastante agradável de ler, não notei erros e achei muito fácil de acompanhar. Você narra bem e de forma coesa e agradável.



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— The Boy from Past Empty Re: — The Boy from Past

Mensagem por Pétros Dimitriou em Ter Nov 12, 2019 8:25 pm


THE GRANDSON OF MAGIC - PART ONE
#TramaPessoal #CCFYHalloween


O que precisa saber antes de ler ou infos já abordadas em postagens anteriores:

• Pétros foi adotado por uma família ao ser encontrado em meio a rochas em uma praia.

• O próprio Quíron o convocou para a primeira formação do acampamento que futuramente se chamaria "acampamento meio-sangue", onde estava preparando heróis para a batalha com os titãs que estava por vir.

• Esta é a primeira parte para conseguir o legado completo em Hécate, desejando assim, a liberação do legado normal na deusa após a avaliação desta etapa. Para então poder continuar o desenvolvimento da história e despertar o poder completo posteriormente.


before the past

A noite mais estrelada daquele mês com encontro da grande lua cheia que iluminava a terra com seu brilho era o sinal de que a magia ali presente estava mais forte. O que era de se esperar, já que a própria personificação dela estava ali, parada, em cima de uma colina onde podia se avistar toda Delfos. A deusa usava uma capa de tom azul escuro como o céu que cobria todo o seu corpo, ocultando suas vestes gregas escuras. Seus cabelos negros estavam caídos sobre seus ombros de forma ondulada. Seus olhos pareciam refletir o brilho da lua enquanto admirava a vista da cidade que adormecia calmamente.

— Mãe.

A voz feminina fez com que Hécate despertasse de seu transe de pensamentos e virasse na direção dela. Uma jovem de cabelos castanhos estava prestando reverência de joelhos sem encarar a divindade. Seu vestido grego branco estava oculto por uma tûnica roxa cintilante que cobria todo o seu corpo, tal qual a que sua superior utilizava. A deusa esboçou um leve sorriso sem mostrar os dentes e gesticulou para que a semideusa se levantasse.

— Enide — A voz de hécate era como veludo — que bom que veio. Precisamos que cumpra uma missão.

A semideusa olhou para frente enquanto se levantava, seus olhos azuis brilharam quando soube que foi a escolhida para realizar um desejo de sua mãe, ou melhor, daqueles de quem ela estava ao lado. Sabia que durante a guerra que chegaria em alguns anos ela estava ao lado da oposição aos demais deuses, ao lado de sua mãe Nix e os titãs.

— Estou a disposição para o que precisar.

— Perfeito — ao falar aquilo ela levou a mão para fora da capa e fez surgir a imagem de um cristal que brilhava em um degradê de roxo, desde sua tonalidade mais clara até a mais escura — Este é o Cair da Noite, um dos cristais mágicos que reúne um pouco da essência da magia em sua forma pura. Eu criei esta pedra pois Hefesto iria produzir um artefato para mim que intensificaria meus poderes junto a pedra, um bracelete — um lindo bracelete dourado com detalhes de estrelas cravados surgiu na imagem que ela magicamente projetava e se juntou a pedra, torando-se um único objeto — Ele chegou a produzir o meu bracelete, mas ao descobrirem minha aliança com os titãs fui impedida de receber o bracelete.

A filha da magia soube na hora qual sua missão, assim como sua mãe tinha certeza que ela aceitaria o desafio, afinal, dentre seus descendentes, Enide era a mais devota. A única questão era como que ela iria conseguir roubar Hefesto sem que ele percebesse. A resposta para sua dúvida veio na frase seguinte da deusa.

— Você deve pegar o bracelete que deveria ser meu e que provavelmente está guardado na forja de Hefesto — ela colocou a outra mão para fora do tecido azulado e estendeu-a segurando um pequeno frasco com um liquido de mesma cor que a capa da semideusa — Aqui está uma poção que eu mesma preparei, derrubará o ferreiro por tempo suficiente para você pegar o objeto e sair de lá. Mas precisa ser em um momento de vulnerabilidade dele.

A feiticeira menor pegou o frasco e apertou-o contra seu próprio peito. Sentia como se tivesse carregando um metal extremamente pesado, provavelmente por conta da responsabilidade que foi colocada em cima dela.

— Não se preocupe, você se sairá bem, dentre todos meus filhos não tem em quem eu confiaria mais em realizar este favor do que a você — ela sorriu de maneira gentil — invoque-me quando conseguir. Até mais, querida.

E Hécate desapareceu em meio a uma fumaça cintilante, deixando sozinha na colina a sua filha que agora estava com o ego nas alturas, mas com o corpo soterrado no chão com o peso da responsabilidade que agora carregava. Enide sabia que se falhasse seria o fim da confiança de sua mãe e muito provavelmente o seu próprio fim, já que roubar algo de um deus não era algo que seria visto com bons olhos.

Ω


A lua cheia permanecia no céu na noite seguinte. No topo da mesma colina onde aconteceu o encontro de mãe e filha anteriormente uma chama indicava a presença de alguém no local. Enida. A filha de Hécate proferia algumas palavras enquanto girava ao redor da fogueira mediana que ela tinha feito com pedaço de madeira e resto de peças identificáveis.

Θεό. φωτιά. σφυρηλάτηση. με δική μου. Ο Ήφαιστος.


A chama se intensificou quando ela jogou dentro da fogueira uma grande engrenagem dourada como parte do ritual. O crescimento do fogo fez a mulher recuar alguns passos até tocar uma porta da mesma cor que a peça que ela tinha jogado como oferenda. Qualquer um que se aproximasse dela poderia escutar seus batimentos acelerados. Mesmo com o receio em fazer aquilo ela esticou seu braço até tocar a grande maçaneta da porta que girou sozinha e se abriu, permitindo uma visão nítida do seu outro lado.

Uma enorme sala alaranjada por causa da única chama vindo de uma grande fornalha que acabava por iluminar o ambiente. Nas paredes diversas peças de armamento e objetos penduradas como se fossem peças colecionáveis. E, ao lado de uma grande mesa de trabalho, o homem de barba e feições rústicas aguardava sentado de pernas abertas em uma cadeira acolchoada de couro. Ao julgar pela sua vestimenta, ou melhor, pela falta dela, ele sabia muito bem o intuito de ter sido invocado naquela noite.

A mulher deu alguns passos para frente até atravessar a porta dourada que se fechou no mesmo instante de sua passagem. Seu coração acelerava ainda mais a cada aproximação que dava na direção do homem que não tirava seus olhos quentes da semidivina. Enide parou em frente ao brutamontes e abriu sua capa cintilante, permitindo que ela caísse ao mesmo tempo que o vestido branco que usava.

+18:
Ela estava totalmente despida. Seu corpo enrijeceu tal como o membro do deus das forjas, que estava vermelho como estivesse prestes a explodir. Muito provavelmente ele estava há dias trancado naquela forja e sua libido estava nas alturas. Como não queria postergar muito tempo, a mulher respirou fundo e deu mais alguns passos até se aproximar de verdade do imortal. Ao tocar suas pernas sentiu como se uma chama percorresse todo o seu corpo.

As pernas dela bambearam indicando a excitação que passou a sentir, deixando para trás qualquer medo que sentia, afinal, apesar da imortalidade ele ainda era um ser do sexo masculino cheio de desejo. Enide então subiu suas mãos até segurarem nos braços exageradamente musculosos dele e subiu em cima do homem até ficar sentada em seu colo. Os olhos dela estavam fixos nos dele, que pareciam chamas vivas.

Apertou com força a pele divina de Hefesto e se sentou devagar, permitindo que a penetração ocorresse. O filho de Zeus inclinou a cabeça para trás quando sentiu o interior da jovem e soltou um gemido que ecoou pelo ambiente. Ela já suava por inteiro quando começou a movimentação em cima do deus, não sabia se era o local que de fato era quente, ou se era ele mesmo.

O forjador envolveu seus grandes braços ao redor da garota e movimentava o corpo dela para cima e para baixo ao mesmo tempo em que arfava com o rosto bem próximo a ela. Aquela movimentação durou alguns segundos até que seu grande corpo começou a estremecer e seus gemidos intensificavam aos poucos, Enide sabia o que aquilo significava: o ponto vulnerável dele estava prestes a vir.

Ela parou a movimentação vertical e começou a rebolar o quadril com parte do deus ainda dentro dela. Enquanto hefesto tremia de prazer, urrava e despejava toda sua excitação dentro dela, a semideusa movimentou a mão atrás dele e conjurou o frasco da poção feita por sua mãe.


Em um rápido movimento das mãos ela levou o recipiente até a boca do deus e revirou toda a poção dentro dela que estava totalmente aberta enquanto o homem recuperava a sua respiração. Ele estava tão anestesiado pós-ejaculação que mal percebeu a bebida em sua boca, engolindo-a rapidamente até apagar sentado na cadeira.

Sem perder tempo ela desacoplou seu corpo do desacordado e começou a correr pela forja vasculhando cada estante de armas. O líquido seminal saia de dentro dela aos poucos e escorria por entre suas pernas, mas isso não a impediu de continuar sua busca. Depois de perder tempo encontrando apenas objetos que não era o que procurava ela decidiu apelar para o que sabia fazer de melhor: feitiços. Parou no centro da forja e fechou os olhos para lembrar da imagem do bracelete que sua mãe tinha mostrado.


— Atractum!

A palavra mágica saiu de sua boca com a mesma força que o objeto dourado voou de um dos cantos da sala em sua direção. Ela segurou-o com as duas mãos e olhou-o para ter certeza que era o que procurava. Sim, estava em posse do bracelete pertencente a Hécate, podia sentir a energia poderosa que o cristal incrustado nele emanada. Enide pegou suas vestes caídas no chão e correu de volta até a porta dourada que a tinha levado até lá, atravessou-a para retornar a colina onde tinha feito o ritual de passagem.

Ω


Os meses se passaram e a consequência pelo seu ato crescia dentro dela. Muito provavelmente o deus ferreiro não notou a ausência do bracelete, já que não foi procurá-la todo esse tempo, mas a reação provinda de suas ações veio em forma de enjoos e ganho de peso. Sim, uma rápida noite foi o suficiente para ser fecundada.

Enide sabia que não podia tomar conta de uma criança já que estaria os próximos anos servindo ativamente sua mãe e seus aliados. Era uma feiticeira nata pronta para lutar pela glória de sua descendência divina. Um filho seria um atrapalho em seus planos e muito provavelmente faria com que ela se afastasse da equipe de missões.

Pensou então em abortar, mas sabia o significado daquilo, sabia que se o fizesse estaria perdendo não apenas sangue, mas também parte da magia que ela possuía. Enfraquecendo por um período de tempo as suas capacidades mágicas.

Os meses de gestação passaram se arrastando. Em compensação, serviu para mudar o sentimento da feiticeira referente ao seu fruto com o deus do fogo. A sensação de alívio que imaginou que teria ao ter sua bolsa estourada mudou para aflição e nervosismo. Ao escutar o primeiro choro do bebê após o trabalho de parto deixou que lágrimas caíssem pelas laterais de seu rosto.

Segurá-lo foi tão pesado quanto segurar a poção que Hécate lhe deu, mas bastou o pequeno sorrir ainda de olhos fechados que todo o peso desapareceu e deu lugar a uma leve pluma, o que fez com que a cria da magia desenvolvesse um sentimento que veio sendo grado nos últimos meses: amor.

Mas, apesar desta nova sensação que sentia, sabia que seu destino não era com o pequeno ao lado, sabia que ele não aproveitaria seus primeiro anos de vida se continuasse com ela. E foi assim, com uma dor no coração que ela jamais achou que sentiria e deixou o seu bebê entre as rochas de uma praia, bem no caminho que uma família teria que fazer para sair de onde estavam. Afastou-se e observou pela última vez seu filho antes de ser encontrado pelo homem barbado.

past

Os batimentos do semideus estavam extremamente acelerados. Suas mãos suavam frio mas não atrapalhavam o seu “segurar” no cabo do machado. O nervosismo estava visível em todo seu corpo rígido, o que era de se esperar já que estava participando pela primeira vez de uma guerra. Seus olhos vagavam de um lado para o outro a procura de qualquer movimentação suspeita, estava como um dos responsáveis por cobrir a área da praia.

Os demais heróis estavam espalhados pela areia, tão tenso quanto ele. Mas, qualquer nervosismo desapareceu ao ver um pouco mais a frente o seu irmão coxo, Palemon não tinha aceitado o convencimento dele em ficar no alojamento, queria participar da batalha de qualquer jeito. O alívio veio ao ver uma grande chama surgir repentinamente em um espaço aberto da areia e dela sair um homem robusto e barba avermelhada segurando um machado de duas mãos. Hefesto olhou para seus dois filhos e acenou com a cabeça individualmente para cada um.

Pétros não teve tempo de falar com seu pai, pois logo sentiu a temperatura baixar e uma névoa surgir do mar em direção a terra firme. O sol já estava desaparecendo quando os primeiros espectros obscuros avançaram contra os guerreiros. O grito dos semideuses marcou o início da grande luta. O forjador não sabia ao certo com o que estava lutando, apenas atacava com o seu machado de um lado para o outro, atingindo o máximo de seres que conseguia.

Foi quando sentiu como se estivesse sendo vigiado, olhou ao redor durante um ataque certeiro no peito de um dos monstros escuros e conseguiu ver rapidamente uma mulher encapuzada o encarando. Sim, Enide estava lá presente, mas paralisada ao reconhecer magicamente o seu filho. Seus olhos que antes possuíam uma coloração azulada agora estavam roxos, o que provavelmente indicava o tamanho de seu poder. O semideus não fazia ideia de quem ela era, mas por se sentir intimidado acreditou que devia tê-la como seu alvo.

Iniciou uma corrida na direção da conhecida até ouvir um alto grito ecoar o ambiente que o fez parar e olhar para trás. Hefesto estava furioso de um jeito que qualquer outra pessoa nunca tinha visto antes. O motivo disto? Sua luta contra uma outra mulher, bela, de cabelos escuros e manto azul cintilante. Em seu braço esquerdo um bracelete dourado com uma pedra roxa emanava uma energia que segurava o deus ferreiro. Ela sorriu antes de desaparecer e liberar o barbudo do encanto.

Ele não gostava de ter suas criações roubadas, afinal, apesar de parecer bruto era um deus generoso e que gostava de ajudar os outros com suas invenções. Mas, o roubo delas era algo que ele não aceitava de jeito nenhum. A ira tomou conta dele todo. As imagens da rápida noite com Enide foi o suficiente para fazê-lo entender como que Hécate tinha recuperado o bacelete, já que quando acordou após a “rapidinha” a semideusa havia desaparecido.

Seus olhos flamejante encontraram o seu filho que estava parado observando-o. A raiva que estava sentindo foi tão grande que por um momento estava enxergando a mulher no lugar dele. A leve aura mágica ao redor do semideus ajudou a aumentar ainda mais a raiva do deus que correu em sua direção como um touro fora de controle. Pétros arregalou os olhos mas antes que pudesse correr da investida do seu próprio pai estava sendo lançado ao mar.

O impacto com o forjador maior foi tão grande que fez o rapaz desmaiar logo ao receber o ataque. Seu corpo voou até cair com força no mar e afundar como uma grande rocha. Era o fim daquele herói. Não acordaria a tempo de subir para a superfície e respirar normalmente. Dimitriou estava morto. Morto pela fúria de seu próprio pai.

Foi então que ao tocar a areia embaixo d’água uma forte luz tomou conta de todo seu corpo. Aos poucos a luz ia aumentando e tomando a forma de um grande cristal de gelo que estava incrustado no fundo da água. O cristal era grande o suficiente para envolvê-lo todo, mas menor do que o nível da água de onde tinha caído, ficando desta forma escondido dos demais guerreiros que lutavam na praia.

Um leve brilho roxo percorreu todo o cristal assim que ele estava completamente formado.

O casulo estava pronto.


FPA


Informações:
• O "atractum" utilizado pela mãe de Pétros foi um feitiço desenvolvido por ela que é capaz de atrair o item que ela estiver desejando/pensando. Como xs feiticeiros podem criar suas próprias magias ao atingir um certo nivel considerei este fato.

• O machado utilizado por Pétros na batalha é um machado de guerra comum do arsenal do acampamento daquela época, por isso não coloquei o item em spoiler.

• A História do Pétros está sendo desenvolvida em partes se algo não estiver compreensivel, peço que leiam as postagens anteriores neste mesmo tópico a respeito de sua trama, se ainda sim não for explicado é porque será abordado em postagens futuras, mas estou a disposição para eventuais dúvidas.

Obrigado!






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— The Boy from Past Empty Re: — The Boy from Past

Mensagem por Macária em Qui Nov 14, 2019 6:24 pm


Pétros

Valores máximos que podem ser obtidos


Máximo de recompensa a ser obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Recompensa obtida: 5.000 XP –  4.000 dracmas – 10 ossos + legado de Hécate

Comentários:
Sua escrita nunca me decepciona. Ela é leve, apesar de algumas partes, e muito fácil de acompanhar. Eu, particularmente, gosto bastante.



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— The Boy from Past Empty Re: — The Boy from Past

Mensagem por Pétros Dimitriou em Dom Nov 17, 2019 8:45 pm


THE GRANDSON OF MAGIC - PART TWO
#TramaPessoal #CCFYHalloween


Antes de começar a ler gostaria de informar que esta CCFY é uma continuação indireta da última ccfy e direta da penúltima realizada, ambas postadas neste mesmo tópico. Além disto, ela traz eventos já abordados de forma detalhada anteriormente e durante o seu decorrer haverão links para as referências caso desejem ler.

Por se tratar de uma ccfy que busca o despertar do legado completo, solicito ao avaliador que esteja inteirado das duas últimas ccfys citadas, pois fazem parte do universo de entendimento da trama.

No mais, espero que goste ♥

Quíron estava paralisado após ouvir da boca do semideus a informação.(ref 1) Ele não conseguia acreditar em como tal deus foi o responsável pelo seu sumiço durante a primeira batalha dos semideuses e olimpianos contra titãs. Pétros então lhe explicou tudo o que ele lembrava que tinha acontecido: o surgimento de Hefesto na praia em que ele estava de guarda, o início da guerra, Hécate contra seu pai e por fim, mas não menos importante, a ira repentina dele que ocasionou o seu ataque contra o próprio filho.

O centauro não piscou enquanto ouvia com detalhes cada coisa que o grego o dizia. Não tinha porque duvidar dele, afinal ele mesmo o buscou e o treinou no passado, sabia que o herói era extremamente respeitoso e virtuoso. Entretanto, precisava entender se aquelas memórias não tinham sido forjadas em sua mente. Assim que o campista terminou de falar tudo o que tinha a dizer, o metade cavalo pigarreou enquanto movimentava suas quatro patas em direção a saída da casa grande.

— Fique aqui, volto em alguns minutos.

O ferreiro não sabia para onde o responsável do acampamento iria, mas obedeceu, entrando na sala da casa e sentando no sofá que existia lá. Mais uma vez olhou para o martelo em suas mãos e girou-ou em 360º graus para transformá-lo em um anel do mesmo material que ele era feito. Colocou-o no dedo anelar direito, aquele objeto ficaria ali até que precisasse utilizá-lo novamente. Seus olhos então percorreram todo o ambiente em que estava, de fato muita coisa tinha mudado desde a sua época, praticamente tudo, para ser mais exato.

Vinte minutos se passaram até que o homem cavalo retornasse para onde Pétros o aguardava. Assim que passou pela entrada do cômodo se afastou para que o rapaz atrás dele conseguisse adentrar também. Ele era alguns centímetros mais alto que a prole de Hefesto, seus olhos extremamente azuis encontraram os do outro e abriu um largo sorriso ao mesmo tempo em que o grego sentia seu rosto esquentar por causa do rubor e sua mente girar com alguns pensamentos - mal sabia ele que o outro podia ler tudo.

— Pétros, este é Samuel.

— Então a história da roupa grega é verdade! — Ele falou enquanto se aproximava com a mão estendida sem tirar o sorriso do rosto. Samuel fazia a linha super simpático, “amigo de todos”, não era a toa que chamava a atenção de terceiros — Se vem um vento, levanta tudo né? — Riu, deixando o ferreiro ainda mais sem jeito enquanto tentava complementá-lo de maneira firme.

— Comporte-se Mazlow! — Brandiu Quíron enquanto se aproximava do sofá — Eu o chamei aqui porque além de filho de Morfeu ele é mentalista de Psiquê, seguidores da esposa de tal deusa que ganham habilidades relacionadas a mente, como por exemplo a telepatia — na hora que ele disse aquilo Pétros entendeu o motivo do sorriso de Samuel, que ainda continuava com ele estampado, só que desta vez deu uma piscadela ao ver que o outro semideus o observou, algo como “sim, eu sei o que você tá pensando”.

— Não sei se é uma boa ideia entrar na minha mente — ele foi logo falando para tentar evitar o constrangimento que o tomava posse.

— Fica tranquilo, grego — ele colocou aquele apelido na hora — Quíron me explicou o que aconteceu, eu só vou ver a parte que precisa, suas memórias de antes. Teoricamente eu não conseguiria, pois seriam muito antigas, mas pelo que ele me falou, para você parece que foram recentes.

— Sim, é como se eu tivesse dormido e acordado aqui. Ainda são frescas, como se tivessem acontecido há menos de um mês atrás, que é o tempo que estou aqui.

O mentalista assentiu e confirmou então que funcionaria. Foi preciso o centauro insistir mais algumas vezes até que o filho do fogo concordasse com aquilo. Samuel então pediu para que ele se deitasse no sofá e apoiasse a cabeça no braço do móvel. Assim que fez o que lhe foi solicitado, Pétros respirou fundo como forma de acalmar o medo que estava sentindo.

— Não se preocupe, prometo não olhar suas fantasias secretas.

— Samuel! — gritou Quiron mais uma vez enquanto o mentalista se acabava de rir.

Após controlado o riso, o filho de morfeu posicionou as duas mãos ao redor da cabeça do de Hefesto, uma em cada lado. Assim que o tocou seus olhos se tornaram ainda mais azulados, indicando que estava utilizando a habilidade que lhe permitia ver a lembrança de outros. Quíron sentou sobre suas quatro patas bem na hora que o ambiente ao redor deles se moldou: Samuel estava combinando sua leitura de memórias com a sua capacidade de criar ilusões, projetando tudo o que estava vendo para que o centauro e o dono das memórias assistissem.

A primeira imagem transmitida referia-se ao grego na praia, em seguida ele olhando para o seu irmão coxo antes do pai deles aparecer e cumprimentá-los de longe.(ref 2) Foi aí que a guerra começou. Antes da imagem do deus da forja aparecer lhe atacando, o grego encarou uma mulher que o observava ao longe. Isso ele tinha esquecido de comentar com o centauro, pois além de não ter lembrado, o que aquela mulher seria de importante?

— Enide — Quíron falou enquanto as imagens ainda eram transmitidas.

— Quem? — Ele não podia se virar para olhar o homem cavalo, pois poderia atrapalhar o poder do garoto de olhos azuis.

— Esta mulher que apareceu, se chama Enide. Uma filha de Hécate poderosa. Eu não sabia que ela estava lá.

Pétros deu de ombros com a fala dele enquanto as imagens seguinte eram mostradas e só confirmava o que ele tinha dito. Após o ataque do deus tudo ficou escuro, Não tinha mais nada a ser mostrado, a não ser um pequeno frio que tomou conta do ambiente. Quando já estava por finalizar a transmissão de lembranças dois olhos roxos brilhantes apareceram fazendo Samuel recuar com força e quebrar o elo de seu poder. Ele arregalou os olhos enquanto piscava algumas vezes.

— O que houve? — Dimitriou se levantou assustado olhando para o rapaz.

— Esses olhos. É como se tivessem partes de outra pessoa dentro de você — o grego não entendia o que ele estava falando, mas não tinha como negar que ficou assustado — Seja lá quem for está bem fraco.

— Tente acessar esses resquícios — Quiron falou sério, sua expressão continuava calma apesar de em seu interior estar extremamente curioso e levemente preocupado.

O mentalista assentiu com a cabeça e respirou fundo antes de refazer o procedimento que tinha feito antes. Os batimentos de Pétros aceleraram de um jeito que ele não conseguia controlar, o medo por saber que tinha alguém dentro da cabeça dele falava mais alto do que qualquer tentativa de se acalmar. Samuel grunhiu algumas vezes, como se estivesse com dificuldade para acessar o que tinha encontrado, mas, em pouco tempo uma mulher ilusoriamente se formou ao lado deles. Enide.

— Ela de novo?! — o forjador a encarava.

— A essência dela está dentro de você — Samuel falava devagar — suas memórias são muito antigas, eu não consigo acess...espera.

Antes que ele pudesse desistir, a filha de Hécate estendeu suas mão como se estivesse convidando-os para segurá-la e em questão de segundos as imagens mudaram. Agora eles viam o encontro da feiticeira com sua mãe na colina.(ref 3) Quíron assistia a tudo de maneira calma, por sua vasta experiência com semideuses ele tinha uma breve ideia do que aquilo tudo podia significar. As cenas seguintes mostravam a noite em que Enide se relacionou com Hefesto e o roubou, o desenvolvimento de sua gravidez e a negação dela, até que por fim, o nascimento do bebê e a mudança de sentimentos referente a ele. Quando chegou na cena do abandono da criança na praia, Pétros não se aguentou.

— NÃO! — Gritou enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto ao mesmo tempo que ela também chorava por deixar seu filho.

As imagens desapareceram por alguns segundos antes de retornarem. Desta vez, a filha de Hécate estava parada com um sorriso no rosto enquanto olhava para um garoto que aparentava ter 3 anos brincando em meio a colheita daquele ano. A segunda cena daquela sequência era ela olhando para o mesmo garoto só que mais velho, carregando algumas sacas de fruta na feira da cidade. E por fim, avistou ele, um homem formado, dentro do templo de Deméter, prestando orações a deusa.(ref 4) Sim, Enide estivera observando seu filho todo este tempo.

Tudo escureceu novamente, permitindo que o grego acalmasse seu choro antes da nova imagem surgir. Agora a mulher observava Pétros na praia, lutando contra os monstros que estavam ao lado dos titãs. O grito desesperador saiu de sua boca quando viu o deus atacando o filho e atirando-o no mar. Enide levou as mãos até a cabeça como reação do que acabara de assistir e por impulso começou a recitar um feitiço de proteção que tinha como alvo seu rebento submerso em algum lugar do mar. Todo o seu corpo foi envolto por uma luz roxa que a fez desaparecer e voou em direção ao semideus debaixo d’água, envolvendo-o por inteiro e criando um cristal de gelo ao seu redor.

Ali estava a explicação para ele ter resistido este tempo todo: sua mãe tinha se sacrificado magicamente para o salvar. AS cenas seguintes mostravam o tempo avançando e vez ou outra o corpo do semideus congelado brilhar em tons de roxo. Dimitriou absorvia com o passar do tempo a magia de sua mãe, a essência dela contida naquele cristal, até que a enfraquecesse o suficiente para que o gelo quebrasse e ele aparecesse na praia dos fogos de artifício no tempo atual.(ref 5)

O ambiente da casa grande voltou ao normal. Enide reapareceu com um sorriso no rosto enquanto ia se desintegrando dos pés a cabeça. Aquele era o último resquicio da alma dela que tinha sobrado e utilizou para ceder suas memórias ao filho de Morfeu que transmitia tudo. Samuel caiu para trás ofegante e tonto assim que a mulher desapareceu por completo. Pétros estava paralisado deitado no sofá, sem conseguir se levantar.

Quíron era o único que parecia calmo com tudo o que tinha acontecido.

— Há muito se ouvia sobre o filho que Enide escondeu, todos achavam que era uma lenda, nunca imaginei que fosse você. Sinto muito ter que saber desta forma — seus olhos saíram do filho de hefesto para o mentalista — obrigado Samuel, você foi de grande auxilio —  o grego agora se sentava devagar — acho que foi muita coisa pro dia de hoje, você precisa descansar. Mas… Pétros — ele fixou os olhos no do ferreiro — desde seu retorno eu percebi que havia algo estranho em você, agora eu sei. Enide era uma das filhas de Hécate mais poderosa de sua época, se você de fato absorveu toda sua magia, esse poder agora está dentro de você. Caso seja de seu interesse explorá-lo, aconselho procurar uma mulher chamada Evie no acampamento Júpiter, ela poderá orientá-lo melhor.

A verdade é que ele não queria saber de poder algum naquele momento, apenas queria se trancar no dormitório de Hefesto e cair no choro em sua cama. E foi o que fez.

Ω


Exatamente três dias se passaram desde a grande revelação sobre como Pétros tinha resistido a tanto tempo congelado e mais que isso, sobre quem era sua mãe. O grego passou a maior parte do tempo absorvendo toda a informação que recebeu, saindo do chalé apenas para se alimentar - ainda sim, muito mal. Foi quando após comer ⅓ do almoço decidiu ir até o acampamento romano para procurar a tal Evie que Quiron recomendou. O seu lado curioso falou mais alto do que o lado que estava amedrontado, ele precisava entender o que tinha acontecido com seu corpo e que poder era esse que tinha absorvido da magia de sua mãe.

Por sorte havia um portal que ligava os dois acampamentos, o que fez o filho de hefesto chegar ao seu destino em poucos minutos. Seus olhos percorriam cada detalhe do local: ali era muito mais familiar para ele do que o seu próprio acampamento, muito provavelmente porque os romanos eram bem mais rigorosos que os gregos, permanecendo então com sua arquitetura na maior parte do local. Mas o tour por Nova Roma teria que ficar pra depois, tratou logo de perguntar a primeira pessoa que encontrou sobre a garota procurada, o riso irônico do romano que lhe respondeu o fez acreditar que aquela pergunta era besta demais, que provavelmente ela era alguém conhecida do local, ou era apenas mais um que zoava seu traje.

Chegou ao endereço que lhe foi dado pelo rapaz em pouquíssimo tempo, a mansão que a tal romana morava ficava perto de onde estava anteriormente. Parou em frente a porta preta para observar a grande residência, ela de fato deveria ser importante. Levou a mão fechada em punho da direção da madeira para batê-la mas parou no meio do caminho. Estava fazendo a coisa certa indo até lá? A resposta veio logo em seguida: a imagem de uma mulher de pele alva e cabelos castanhos surgiu do outro lado do vidro que existia na porta, abrindo-a.

— Achei que não entraria, decidi buscá-lo — como ela sabia que ele estava ali? Não importava. O largo sorriso surgiu em seus lábios enquanto ela ainda continuava com os olhos fechados — Pode entrar.

Ela deu espaço para que o grego passasse pela entrada e parasse ao seu lado enquanto observava o ambiente em torno, realmente era uma casa digna de alguém de patente alta, mesmo não estando completamente acostumado com os objetos daquele tempo ele conseguia notar isto . Evie fechou a porta e começou a caminhar em direção a porta lateral que os levou até a sala de estar de lá, onde ela se dirigiu a um sofá largo. Foi neste andar que o ferreiro percebeu que a mão dela tocava todos os móveis e paredes por onde passava, mas seu movimentar ainda era de olhos fechados. Ela era cega. Muito provavelmente utilizava do tato para reconhecer a disposição dos móveis e o trajeto que fazia todo dia. A romana então sentou indicou o espaço vago ao seu lado.

— Sente-se. Então, o que o traz aqui? Problemas judiciais? Ou outro tipo de assunto? — Como estava acostumada a ser procurada para tratar de diversos assuntos, deixou aberto para que ele explicasse o seu motivo.

— Outro tipo de assunto... — respondeu enquanto coçava sua nuca — Desculpa, nem eu sei direito o que preciso. Eu vou tentar resumir: Meu nome é Pétros. Eu sou grego, não só grego no sentido de descendência divina, mas grego real. Eu fiz parte do primeiro grupo de heróis que Quíron recrutou e que posteriormente se tornou o primeiro acampamento meio-sangue — ele falava tudo aquilo da forma mais rápida que conseguia — Eis que durante a guerra eu fui atacado pelo meu pai, Hefesto. E fui lançado ao mar. Quase morri. Mas quando acordei, estava aqui, centenas de anos depois. Aí que com ajuda de um seguidor de Psiquê só agora descubro o que aconteceu: Minha mãe, uma filha de hécate, se sacrificou magicamente para me salvar e formou um cristal que congelou o meu corpo submerso no mar. Com o passar dos anos aparentemente meu corpo foi absorvendo a magia dela, até que seu feitiço ficasse fraco o suficiente para que o cristal quebrasse e eu aparecesse na praia do acampamento e despertasse. Deu pra entender?

Evie não precisava enxergar para ver que aquelas coisas o estavam sufocando. Ela arqueou suas sobrancelhas enquanto esperava o rapaz continuar.

— Bem. Quiron disse que esse tempo todo absorvendo o poder de minha mãe pode ter causado reações em meu corpo e que posso ter algo oculto que você poderia me ajudar a descobrir.

— Olha… — ela já estava prestes a negar a ajuda quando ele tornou a falar.

— Eu não sei o que tá acontecendo comigo, mas parece que depois que eu descobri tudo isso meu corpo começou a reagir de forma estranha. Não sei se é uma reação ao bombardeio de informações sobre meu passado que recebi ou se de fato tem algo estranho comigo. Eu não tenho mais a quem recorrer. — a fala dele por várias vezes se misturava a palavras do grego antigo.

— Certo, calma — ela respirou fundo e ficou em silêncio por alguns segundos — Vamos ver em que posso ajudá-lo. Você disse que sua mãe era filha de Hécate, que sacrificou magicamente para salvá-lo e que seu corpo absorveu a magia dela, correto?

— Pelo que Quíron disse, sim.

Ela então se aproximou do ferreiro esticando os dois braços em sua direção e tocou em seus ombros com as duas palmas da mão abertas.

— Nossa!

— O que foi?

— Estranho não ter notado antes, mas você realmente tem muita magia acumulada em seu interior. Mas são magias distintas, uma mais fraca e uma mais poderosa — para alguém que não enxerga, até que enxergava super bem — provavelmente você como legado já havia herdado alguns dons de Hécate.

— Legado?

— Sim, semideuses que tem ligação com outro deus, que herdam também algumas habilidades dele. No seu caso, por ser filho de uma semideusa, você deve ter herdado algumas coisas de sua mãe, que possui poderes relacionados a mãe dela, ou seja, você herdou dons de sua vó. Eu entendi porque Quíron o mandou aqui — falou enquanto retornava a sua posição inicial.

— Por que?

— E se ele pensa que eu vou concordar com isso está bastante enganado.

— Concordar com isso o que?

— Ele sabe as consequências de um legado completo e sabe que é algo doloroso.

— Doloroso? Evie eu não estou entendendo nada.

— Desculpe... você tem a capacidade de se tornar um legado completo, um legado que consegue destravar todos os dons do seu parente divino mais distante. O tempo que você passou absorvendo a magia de sua mãe fez com que isso amplificasse seus dons. O seu corpo já tem total resistência para aguentar tamanho poder, se não você não estaria aqui agora com toda essa magia aí dentro, muito provavelmente por causa do tempo que passou congelado e em exposição com a magia, mas o seu psicológico precisaria ser preparado, assim como teríamos que unir as duas fontes mágicas existente dentro de você. Resumindo, aquele centauro o mandou para morte, pois você seria uma bomba de poder ambulante, prestes a explodir a qualquer momento. Ou seja, nada disso.

Mais uma vez Pétros era bombardeado de informações sobre ele que ele mesmo desconhecia. Um sentimento de culpa tomou conta dele, afinal, sua mãe deu a vida para salvá-lo e ele sequer pensou em procurá-la quando soube que não era filho legítimo de Hector.

— Eu quero - as palavras saíram de sua boca com firmeza.

— Que? Está louco?

— Eu quero obter este poder.

— Pétros, confie em mim, você não quer isso.

— O que mais tenho a perder? Todos que conheço estão mortos. Minha família, meus amigos. Eu não estou mais na minha casa, no meu tempo. Meu próprio pai me atacou. E a mãe que eu nem sabia que existia deu sua vida para me salvar. Eu preciso valorizar o que ela fez por mim e se graças a ela eu posso aumentar meu poder, então preciso fazer isso, se não tudo que ela fez terá sido em vão. Além de ser a única forma que tenho de me aproximar dela.

A filha de Nox ficou sem ter o que falar. As falas do neto de Hécate não só faziam sentido quanto tinha um apelo emocional bastante convincente. Ela colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha enquanto respirava fundo.

— Terei que conversar com a Kyra sobre sua estadia.

— Pera ai, que estadia? — olhou confuso para a mulher.

— Este processo não é fácil e precisa de preparação todos os dias, é melhor que você fique aqui do que ter que ir e voltar sempre ao acampamento.

Os olhos do homem brilharam na mesma hora em que entendeu o que aquela fala significava: ela aceitou ajudá-lo. A vontade que ele tinha era de pular e abraçá-la, sentimento este que era até estranho, já que dificilmente tinha contatos tão próximos com outras pessoas.

— Obrigado, Evie. De verdade, obrigado mesmo — sua fala era a mais sincera possível, assim como seu sorriso — Mas quem é Kyra?

— Ah, minha esposa, logo ela aparece aqui.

O rosto de Pétros ficou vermelho na hora, digamos que o “avanço” da homossexualidade nos dias de hoje era algo que ele ainda não estava acostumado e que por isso tratava com vergonha assuntos referentes ao tema. Mas naquele momento nada importava mais do que aquele o que estava por vir.


FPA


Informações:

Tanto Samuel quanto Evie autorizaram a sua participação na trama, caso seja preciso podem questionar aos mesmos.

Poderes Utlizados por Samuel:

Ativos de Morfeu:

Nível 37
Nome do Poder: Miragem III
Descrição: Agora suas miragens se tornaram tão poderosas que é fácil enganar pessoas com a mente inferior ou superior à sua. Suas ilusões são verdadeiras obras e você pode moldar um cenário completo, fazendo surgir um oásis no meio do deserto e um quarto ou uma casa em meio ao campo, não importa, sua imaginação está tão avançada que os sonhos para ti chegaram a se tornar realidades. É preciso manter-se concentrado na ilusão é claro, ou você pode acabar estragando tudo.
Gasto de MP: 60 MP
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Pode enganar pessoas de nível inferior ou superior, contudo, o efeito será divergente para ambos os casos.
Dano: 30 HP
Extra: O efeito dura em média três turnos em batalha, podendo ser menos a depender da concentração da prole de Morfeu.
Passivos de Mentalista:

Nível 1
Nome do poder: Capacidade cerebral aumentada
Descrição:  Ao se tornar um Mentalista, o semideus potencializa a capacidade cerebral. Suas sinapses são mais eficientes e sistema nervoso funciona melhor do que qualquer outro semideus ou ser vivo. Isso permite que o Mentalista use de sua mente como sua principal arma, sem enlouquecer ou sofrer danos cerebrais durante o uso das habilidades.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Ativos de Mentalista:

Nível 35
Nome do poder: Lembranças II
Descrição: A habilidade de acessar as memórias tornou-se ainda melhor. Agora o mentalista consegue acessar as lembranças de um mês de alguém. Poderá ver através de seus “olhos” e escutar tudo o que a pessoa vivenciou durante o último mês que passou. Poderá acessar até mesmo lembranças que foram escondidas no inconsciente durante esse período. Caso a pessoa tenha sofrido uma amnésia não natural, verá apenas um espaço em branco no período de tempo em que está investigando. É preciso manter o toque para que a habilidade funcione, levando três turnos para que visualize um mês inteiro.
Gasto de MP: 50
Gasto de HP: 10
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.





DON'T YOU REMEMBER?
When was the last time you thought of me? Or have you completely erased me from your memory? Don't you remember? Baby, please remember me once more.
Pétros Dimitriou
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Filhos de Hefesto
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