The Blood of Olympus
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Boston

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Boston

Mensagem por Héstia em Dom Mar 02, 2014 10:20 am


Boston, capital de Massachusetts

Seja bem vindo a Boston, a maior cidade da Nova Inglaterra. Fundada pelos ingleses em plena colonização a cidade de Boston conta com grande beleza tanto em suas construções quanto em seus pontos turísticos, será que alguma aventura espera por um herói nessa histórica cidade, isso é o que veremos.
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Re: Boston

Mensagem por Artemis em Dom Out 05, 2014 12:51 pm


Teste de Sophie
A vingança do espelho da Magia.
Era uma tarde comum para pessoas que não viviam no Acampameto Meio-Sangue, pois nele estava uma bagunça total na floresta entre os seres da natureza que ali viviam. Alguns estavam completamente malucos, possuídos, talvez. Mas não passavam nem perto de normais, pois queriam atacar a todos sem escapatória. Algo estranho acontecia, algo que a muito fora o poder da deusa da magia agora estava perdido.
...
Estava sendo uma noite difícil. Acometida por terríveis pesadelos, a filha da deusa da magia não conseguia dormir em seu chalé. Exausta por causa do sono interrompido, resolveu sair mesmo sem permissão de seu dormitório, e escapar para a floresta escura. A chuva caiu torrencial quando estava a uma certa altura da densa floresta que cobria tudo com nevoa e água, nada se enxergava e então a semideusa caiu, escorrendo a beira do barranco e batendo a cabeça em uma pedra acabou por desmaiar.
...
No sonho Sophie voltava a Salen, sua antiga cidade onde fora atacada furiosamente pelos moradores e condenada por ser uma bruxa. Então despertou furiosa e assustava, Estava em uma caverna onde tochas a iluminava, dentro desta se encontrava uma doninha a olhando furiosa e em sua cabeça a semideusa ouviu.
"Vá para Bostom e encontre o que me foi roubado minha filha, o espelho é a chave do que esta por vir, recupere meu poder, vingue-me.."


Regras
Spoiler:

*Você tem 2 dias para postar a partir da data de hoje sendo 05/10/2014
*Deve narrar desde as tardes com lutas e monstros atacando semideuses no acampamento até acordar na caverna e receber a missão.
*O que você procura é uma arma de Hecate conhecida como Espelho da Magia.
*Em seu caminho deve encontrar ao menos dois monstros e batalhar com ele, o espelho foi roubado por um servidor dos titãs, e ele se encontra no esgoto de Boston, ele possui poderes extraordinários então não diga que foi facil derrota-lo, seja detalhista em cada uma de suas batalhas.
* Pode levar dois de seus irmãos com vocês, ou campistas npcs se assim desejar, mas apenas você poderá retornar com vida.
* Minimo de 45 linhas, e sabemos que esse numero é insignificante.
* Se for aprovada sera bem recompensada.
*No caso do Mod como recompensa, isto é dado por Athena no caso de ser aceita quem decide é ela os moderadores do chat pela confiança, então isso quem vai avaliar é ela.
*Boa sorte
*Seja muito detalhista e Criativa.
notes: algo a dizer? ; tags: com quem hablas? ; vestindo: isso; Thanks Maay From TPO.


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Re: Boston

Mensagem por Sophie-Anne Baudelaire em Sex Out 10, 2014 9:59 pm

A tarde no acampamento estava agitada... para variar. O caos havia se estabelecido naquele acampamento de tal forma que todos os semideuses foram convocados para dominar os monstros e os espíritos ali, mas eles não tinham permissão para destruir ou matar nenhum deles. Era uma regra que Sophie não iria obedecer. Ela e mais um grupo de nove pessoas haviam sido mandados para a área sul do acampamento para dominar os diversos tipos de sátiros que estavam ali. Eles estavam violentos demais e também estavam armados. Sophie havia chegado atrasado por ter ido pegar o seu grimório e quando chegou, havia três corpos sangrentos no chão. Ela sabia que não deveria ferir os espíritos, mas agora ela seria justificada com legitima defesa. A tarde se passou rapidamente e em nenhum momento eles tiveram descanso, mas finalmente conseguiram dominar os sátiros.
-Bom trabalho, pessoal! – disse Will, um filho de Deméter. – agora nós... – seus olhos se arregalaram. – Sophie! – ele gritou e Sophie virou para trás bem a tempo de ver um espirito da natureza se jogar em cima dela com uma espada de bronze celestial. O Sátiro era grande e gordo, mas também era ágil e forte. Ele conseguiu dominar Sophie ao joga-la no chão, ele estava prestes á dar um golpe quando uma flecha voou em seus olhos e então ele caiu no chão. – Obrigada... – Sophie disse com um sorriso falso. Ela olhou para o sátiro e viu sua metamorfose ocorrendo, ele havia virado uma pequena oliveira. – Pilae Nebula! – Sophie disse e a árvore pegou fogo, como vingança por ele ter quase lhe machucado. Os campistas lhe olharam com espanto, mas Sophie se limitou a sorrir. – acho que já acabamos... – Ela virou de costas e então se dirigiu até o seu chalé novamente e lá se deitou e sonhou...


[...]


O circulo da Magia havia sido feita. Todas as sete bruxas, que lutavam uma com as outras para o cargo que O Velho ocupava, e a Mãe estava do outro lado do circulo. Ela e Sophie se encaravam e trocavam sorrisos enquanto de vez em quando desviavam o olhar para o corpo do pássaro que estava sobre uma pequena mesa de madeira. Havia diversos tipos de barulhos ao lado de fora da pequena casa de madeira onde as bruxas estavam. O movimento de Salem era árduo e ao mesmo tempo perigoso. Enquanto alguns homens batalhavam para levar o pão para a casa de suas famílias, outros tentavam fazer a Ordem cair apenas para seus próprios interesses egoístas que envolviam dinheiro e escravos religiosos.
Sophie um dia se vingaria de todos eles.
O sol ainda se erguia forte no céu, mas logo a noite cairia e seus terrores iriam dominar a mente dos jovens. A Mãe havia falado daquele ritual, que em breve iria começar, várias vezes durante toda a semana. “Se você mexe com os mortos, você dominará o submundo.” – a Mãe havia dito um dia. – “E domine o submundo e terás poder para dominar todo o olimpo”. Sophie era ruim por vários motivos, a sua alta ambição era um desses.
Um dia. Ela pensou para si mesma.
-Minhas crianças. – a Mãe disse com uma voz serena, mas ao mesmo tempo autoritária. – Vocês sabem o quão esperava por isso. – Todas as sete deram uma risada baixa com a fala da Mãe. – Vamos dominar a necromancia. – Ela aponta para o pássaro. – vamos ser os deuses que estão entre a vida e a morte. Vamos ser mediadoras do poder. – ela segura as mãos das duas garotas que estavam ao seu lado. – vamos acabar com a tirania dos deuses. Deem as mãos. – Todas lhe obedeceram. Edith sentia o medo das suas colegas ao lado. Será que ela estava aparentemente assim também? – Vocês sabem as palavras? – a Mãe olhou para cada uma das garotas para lhes ver confirmar, então sorriu. – Tudo bem então.  – a Mãe fecha os olhos por alguns segundos, fazendo uma prece silenciosa. - Demonios entre los dioses. – Ela disse um segundo depois e abriu seus olhos que agora haviam tomado uma cor Escarlate. - Dioses entre la vida y la muerte. Demonios de Sangre. – As garotas e elas falaram. Sophie sentia que o calor de seu corpo aumentava conforme cada palavra ia comentando. As luzes ao seu arredor começavam a diminuir gradativamente conforme as palavras eram ditas. - Ven a mí, la vida! – Então o pássaro levantou voo rapidamente e as meninas deram um grito quando ele voou. Ninguém acreditava naquilo, ele realmente reviveu.
Mas então o pássaro foi esmagado por uma força invisível em pleno voo e caiu junto com as esperanças.
-O que? – a Mãe disse e então a raiva se acendeu dentro dela como o fogo, mas não só nela, mas em todas as garotas ali. - Usted es Ares! – ela diz.
Então o deus da guerra estava no meio do circulo.
Os olhos da Mãe se arregalaram ao ver o estranho homem com vestes da época, seu rosto era tomado por uma expressão sádica, mas de divertimento.
-Muito bem, bruxas. – ele disse. – não sabia que vocês poderiam fazer necromancia. – As garotas se levantaram rapidamente e juntaram as mãos, como foram treinadas em casos de ataques. – Bruxas... – ele cuspiu no chão e disse com um tom de nojo. O deus se moveu rapidamente como o vento para trás da Mãe e lhe pegou pelas costas, lhe derrubando e fazendo ela se apoiar nele, ele passa a mão pelo pescoço dela e lhe entorta rapidamente. Um estalo se ouve e a vida se esvaiu dos olhos da Mãe.  Todas as garotas dão um grito, exceto Sophie que olhava para o deus com um olhar maravilhado. Ele matou a Mãe, a pessoa que mais lhe prejudicava quando ela tentava tomar o lugar do Velho. Mas então, o deus da guerra volta o olhar para Sophie.
-A jovem loba, a cria da magia que conseguiu conquistar Zeus. – ele cospe quando fala a palavra “Zeus”. O nojo e mal estar invade Sophie só de pensar nele... – interessante. – Ele avança contra Sophie, mas então...
-Aléjate, Satanás! – Sophie grita em espanhol antes que o deus avance contra ela, ele imediatamente para de se mover e fita ela com um tom de espanto. – Irmãs! – ela grita. – comigo, agora. - Usted, demonio que promueve la discordia, dios escarlata ... yo, la hija Scarlet, que Bano para siempre este sitio. No harás cualquier mala voluntad! – Sophie grita e o Deus começa a regressar. – pare! – ela grita, soltando a mão de suas irmãs. -  I, la hija de la magia y la oscuridad, te maldigo hoy con mi ira. Un día usted se lesiona y la herida vendrá la maldición de la humillación. – Ela grita, mas sua voz não era sua. Os seus cabelos ruivos tomaram uma forma escura e em suas laterais nasceram dois rostos. – Aléjate, Satanás! – e o deus da guerra sumiu e nunca mais ousou aparecer ali.



[...]



A noite é escura, os seus terrores são os piores. Sophie pensava nisso constantemente desde que havia sonhado novamente com os tempos de Salem. As suas irmãs sendo torturadas na Casa das Dores, o dia em que Sophie foi condenada á fogueira... Era estranho como as coisas simplesmente vinham á tona num determinado momento aleatório.
Ela não iria se lamentar agora com o massacre da sua ordem.
Sophie se levantou da sua cama e então vestiu uma roupa simples, a primeira que encontrara, uma calça jeans e uma camisa cor de vinho. Ao lado da camisa estava a camisa alaranjada do acampamento que parecia brilhar no escuro. Sophie se recusara a usar aquela camisa, não queria se envolver com os filhos dos deuses.
Ela decidiu ir caminhar um pouco, mesmo sem permissão.
Ela já havia enfrentado multidões, lobos, homens e até os deuses, aquelas malditas Harpias nunca iriam lhe derrotar.
Acolhida pelas sombras, com sua capa, ela conseguiu andar normalmente pelo acampamento sem ser vista por nenhuma supervisora dali. Os ventos gélidos do acampamento batiam nas bochechas brancas de Sophie. Ela observava o céu noturno ali com todas as suas grandiosas estrelas, as grandes constelações e planetas, além da belíssima lua. Ela andava sem rumo pelo acampamento, cada passo que ela dava era mais uma lembrança de sua maldita vida. Duzentos anos e grande parte deles aconteceram desgraças, desgraças que ninguém poderia saber sem se aterrorizar. Por fim ela chegou até a floresta do acampamento, o lugar onde ocorria o caça bandeira e lar de vários seres da natureza e monstros. Sophie não soube por que entrar ali, mas a floresta era escura e não tão barulhenta, era perfeito para pensar. Ela adentrou a floresta e quase que imediatamente os seus demônios do passado começaram a sussurrar contra ela sobre o passado.
-Filha! – alguém disse com a voz de Hécate.
Então Sophie desmaiou.


[...]


-Ahora ya está demonios nocturnos! – Sophie gritou enquanto o Velho sussurrava entre a multidão. Sophie havia feito de tudo para não queimar, mas os padres mentiram para ela e lhe amarraram na fogueira e lhe condenaram. Ela não conseguia se soltar, o fogo já havia se iniciado e seu corpo estava totalmente dominado. As chamas lhe ardiam o corpo todo, seus pés já criavam bolha e sua pele começara a se soltar. A única coisa que lhe restava era se vingar de todos ali com magia. O líder da ordem estava ali lhe ajudando, ela sentia. - El sol es sagrada, y que será como el rastreo mundo gusano! – Ela gritava para multidão que a cercava na multidão. Ela via suas irmãs ali que não ousavam levantar nenhum dedo para lhe ajudar. - Todos ustedes han soñado con el sol, pero nunca va a llegar a ella o sentirlo de nuevo. – Ela gritou e então a multidão começou a se desesperar rapidamente, a pele deles começou a exalar uma fumaça negra. - Como castigo por la injusticia, me comprometo injusticia para los niños. También están malditos! – as crianças também começaram a gritar e seus pais lhe acolheram desesperados. - Muestre su cara al sol, personas puritanas. – Eles começaram a correr, mas alguns pegavam pedras e jogavam em Sophie como uma tentativa de parar a maldição que causava a dor neles. - Ahora quemar! – Todos, que não foram para dentro de um lugar onde a luz do sol não batia, começaram a queimar. As chamas tomaram conta do corpo de Sophie.

Sophie acorda com desespero, sentindo sua pele queimando ao se lembrar de quando havia morrido pela segunda vez e trazida de volta por meio da necromancia. Ela estava numa caverna onde a única luz ali eram as das velas. Ela procurou saber onde estava, tentou descobrir o que aconteceu nos últimos minutos para ela chegar ali, mas ali só havia uma doninha. Uma doninha anormal, isso com certeza.
"Vá para Boston e encontre o que me foi roubado minha filha, o espelho é a chave do que esta por vir, recupere meu poder, vingue-me...". A doninha disse e Sophie voltou á realidade.


[...]


O crepúsculo era absoluto no horizonte. As cores magnificas de um por do sol faziam um espetáculo de laranja, rosa, vermelho, azul e negro. Da película da janela do carro, Sophie via os prédios que apareciam ao redor da estrada que cada vez menos apareciam. O mar havia lhe acompanhado por toda a viagem e por lá ela iria. Seu plano era o mais simples: Ir até Boston e pegar o que de Hécate foi roubado, mas ela não sabia o que era. Os seus companheiros de viagem acharam que eram um espelho, mas Sophie achava que era na verdade a chave que levava para aquilo que foi roubado.
O espelho é a chave do que está por vir. As palavras ecoavam em sua mente. O que viria?
Sophie sabia mais que ninguém que um dia os deuses iriam cair e a Grande Noite viria cobrir os céus e apenas os seus aliados sobreviveriam, a noite iria vir e liberar seus terrores. Mas e se o espelho desencadear isso? Sophie desejava que todos os olimpianos caíssem mais que ninguém, mas e se isso não ocorresse da maneira que ela desejar? Aquele espelho seria problema.
Já se passara horas desde que o acampamento havia sumido das vistas de lá. Sophie foi mandada para a missão forçadamente, por ter sido escolhida por Hécate, mas ela decidiu levar suas irmãs, Edith e Ellarya, para ir com ela. Sophie alugou um carro com o dinheiro dos mortais que tinha. Ela era rica no mundo entre os jovens normais, ela tinha muitas preciosidades arrecadadas nos seus 200 anos de vida. O carro era bom e potente, estava alugado por uma semana, o que deu em torno de duzentos reais. A viagem foi grande até elas chegarem até ao porto. Elas pararam várias vezes, felizmente o perfume que disfarçava o cheiro dos semideuses estava funcionando e elas não teriam o que temer. Quando elas finalmente chegaram até ao porto, elas pagaram e subiram na balsa e a noite caiu novamente.
-Nós temos um problema... – Ellarya disse dentro do carro enquanto seu pulso estava perto de seu nariz. – os monstros devem suspeitar que nós estamos aqui.
-Caramba, menina, para com isso! – Edith diz sem paciência. – você está falando que os monstros vão nos atacar desde nós saímos do acampamento. Relaxe! – ela diz num tom absoluto. – e me passe a sacola azul. – ela diz com um sorriso bobo e imediatamente lhe pega, tirando um pacote de Rufles dali. – agora só nos resta comer...
Sophie odiava aquela atitude de Edith, ela conhecia Ellarya muito bem para saber o porquê daquilo. Monstros eram cruéis, tão cruéis quanto os humanos, e havia um grupo inteligente entre eles que não eram nômades. Eles procuravam pelo mundo todo bebês semideuses e os comiam, os sobreviventes eram criados para serem estuprados quando crescerem. Infelizmente Ellarya havia sobrevivido e havia sido criada numa nuvem de desgraça. Mas ela não tinha cabeça para defender a sua irmã, ela batia os dedos no volante constantemente ao pensar no maldito espelho e na maldita missão que haviam posto ela.
-Sophie? – Ellarya chamou-a com sua voz doce. – um centavo pelo seu pensamento.
Sophie ri fracamente e então observou a noite de dentro do carro.
-Simplesmente pensando no tal espelho...
-Você sabe que não vai ocorrer nada. É só uma missão em busca de algo que os deuses perderam, a maioria dos semideuses saem em missões assim. – ela sorri.
-Eu sei, mas estamos falando de Héca... – Sophie disse, mas então uma enorme explosão ocorreu.

As águas cobriam grande parte do corpo de Sophie, deixando apenas o pescoço para cima á amostra para os céus. O que era irônico, o deus que Sophie mais odiava era o deus dos céus. Ela tentou assimilar tudo o que acontecera há alguns segundos atrás... ou horas. Ela não imagina quanto tempo se havia passado, mas não devia ter sido muito, a noite ainda estava no ápice e não havia nenhum sinal que o sol nasceria tão cedo...
Sophie tenta movimentar o seu corpo para se ajeitar, a água batia em seu rosto e lhe atrapalhava muitas vezes, mas ela não conseguiu mover nem mesmo o dedão. Graças ao sangue de lobo que corria em suas veias, Sophie não sentia o frio infernal que estava ali. – Perspicuus! – ela diz e uma bola de luz flutua para cima e ilumina todo o local.
-Mova seu dedão! – Sophie diz e direciona todas as suas forças para as pernas e então começou a movimentar elas para poder recuperar o equilíbrio e se ajeitar pra saber o que estava acontecendo. – Zeus, eu estou indo... – ela olhou para os céus e sussurrou. – agora... – ela se equilibrou e bateu os braços, conseguindo levantar a cabeça e conseguindo dar uma boa olhada em volta. – Merda... – ela diz.
A grande embarcação já devia estar provavelmente no fundo do mar nessas horas, ou havia sido completamente destruída pelas quantidades de enormes destroços que estavam flutuando. Vários corpos flutuavam sem rumo e sem vida conforme as ondas os faziam se movimentar... Triste. Sophie tentou gritar pelas duas, mas ela estava fraca. O que diabos aconteceu aqui? Sophie Pensou para si mesma.
-Venha! – alguém sussurrou pelas costas de Sophie, uma voz doce, serena e reconfortante até. – socorro... – a voz diz novamente.
Sophie imediatamente se vira procurando por sobreviventes, mas só o que via era uma pilha de corpos.
-Sophie! – alguém grita ao longe, a voz de Ellarya.

Imediatamente Sophie usou todas as suas forças para conseguir nadar, a correnteza estava contra ela e constantemente a água batia em seu rosto, mas ela usava o máximo de força que tinha para nadar, o que infelizmente estava a fazendo se cansar cada vez mais rápido. Sophie nadava igual um cachorro atrapalhado, mas ela chegou até. Um grande destroço flutuava, Ellarya estava de pé, junto com a mochila azul, nele enquanto várias garotas a cercavam. Elas sussurravam para Ellarya palavras para se jogar e ir com elas, mas então Sophie conseguiu ver as facas de ossos que estava na mão de cada uma das garotas.
-Ella... – Sophie gritou com o máximo de força que tinha, mas então ela sentiu uma facada em suas costas e imediatamente deu um grito. Ellarya voltou o olhar para ela e nesse momento as garotas subiram com tudo no destroço e a cercaram. Sophie vira de costa e tenta chutar aquilo que lhe machucara, mas então ela estava só. Ela volta seu olhar para os destroços e o que viu foi aterrorizante e de partir a alma. Uma á uma esfaqueava os braços, pernas e a cabeça de Ellarya com a faca de osso. Um grito seco emerge da garganta de Sophie e uma expressão de pânico se estampa no seu rosto. – Não! – ela grita e nada contra a correnteza tentando chegar até lá. Ela tinha que pegar aquela mochila onde estavam todas as suas armas, além dos mantimentos que provavelmente estavam arruinados com a água salgada. Com o grito, as garotas voltaram o seu olhar para Sophie e estavam prestes a emergir novamente quando correntes saíram do destroço e envolveram as garotas.
-O que? – Ela diz espantada e então as garotas pegam fogo com uma chama negra. Sophie começa a olhar em volta procurando por sua irmã, que possivelmente fizera aquilo. Sua ferida nas costas estava sangrando mortalmente, seja lá quem lhe feriu, não devia estar longe nesse momento. – Edith! – Ela grita e então as chamas dos destroços se dispersam e as garotas já não estavam mais ali. Imediatamente Edith emerge e se senta no destroço, que agora estava negra, e pega a mochila que estava com cinzas.
– Hollywood, se abaixe! – Edith grita para Sophie. Hollywood era o que Sophie era chamada desde que elas alugaram o carro.
Sophie imediatamente submerge e então sente outra facada dessa vez no ombro. Um grito amargo é ouvido e então uma forte correnteza puxa Sophie para o lado, forte o bastante para leva-la a bater de cabeça com o destroço. A mão de Edith lhe puxa pela camisa até a superfície e então um enjoo cresce dentro de Sophie com o destroço tremendo conforme a água se movimentava.
-O que foi isso? – Sophie diz fraca.
-Veja através da ilusão! – Edith diz fracamente enquanto dava uns tapinhas na costa de Sophie e então diversas garotas emergiram e ficaram em cima dos destroços da embarcação. – que p... – ela diz e então Edith tampa os ouvidos de Sophie e a boca delas se movimentam.
Mesmo sem poder ouvir realmente, Sophie conseguia sentir uma paz em seu interior, uma felicidade e algum tipo de magnetismo que a atraia até ás garotas. Edith dá um grito e tira as mãos de Sophie e então ela vê. O olimpo se erguia em glória, mas ele era pintado com sangue dourado, o sangue de Zeus, Hera e Ares.  Era real aquilo? Naquele momento Sophie não sabia o que era real e não, ela só queria pegar naquelas coisas para ser real.
Será que após dois séculos ela finalmente conseguira sua vingança?
Não, não era possível. Ou era?
A mente de Sophie se embaralhava em mil lembranças e mais uma. Ela começara a desconfiar até mesmo das coisas que realmente fizera, mas começa a confiar em coisas que não existiam, como o Olimpo Ensanguentado.
-Não acredite! – Edith grita e tampa seus próprios ouvidos.
Mas Sophie então se joga no mar e nada desesperadamente para chegar á visão do Olimpo. A facada já não era mais nenhum incomodo e a morte de Ellarya para ela já era algo distante, agora ela só pensava no Olimpo. Mas então Edith se joga em cima dela. –Você não vai matar a Mandy! – Ela grita e soca a cara de Sophie.
Mandy? Quem diabos era Mandy? Sophie pensa por um segundo, se desconcentrando da visão.
-Mandy era a garota que lhe entregou aos cães. – Hécate e então aparece, flutuando sobre a água enquanto o Olimpo se erguia atrás dela. – não se preocupe, querida. Não sou uma visão igual o Olimpo que você vê. – visão? Que diabos Hécate estava falando? – Venha. – ela toca a testa de Sophie e então ela emerge na água e então fica em pé nela.
-O que? – ela diz com os olhos arregalados, tentando vê o Olimpo que Hécate estava na frente.
-Não se preocupe com eles. – Ela diz e então duas das suas formas emergem e a névoa cobre o olimpo e as garotas. – são apenas as amaldiçoadas por Afrodite, não se preocupe com elas. – tenho que ser rápida se não os deuses saberão. – ela estende e dá dois tampões de ouvidos, uma de suas formas coloca em Edith e ela para de se rebater e dá um grito e Sophie vê o porquê. As garotas belas agora viraram galinhas na verdade, seus braços se transformaram em asa e uma cauda de peixe se ergueu no lugar de suas pernas. – Sereias... – Hécate diz com nojo. – Escute, eu vou ser rápida aqui. Você tem que buscar o espelho o quanto antes, ele é sua procura, mas ele é algo igual o seu Escarlate. É bom usado em quem sabe o usar, em mãos erradas pode trazer a peste ao mundo. – Por um segundo Hécate perde o equilíbrio das pernas. – rápido! Busque! Mate! Vingue! – e então Sophie cai na água, Edith foi até ela com desespero.
Então uma fúria de uma vingança se ergue em Sophie. A imagem do olimpo, de seu sonho realizado, foi tirada de dela. Quando tudo o que você ama é retirado de você, alguém tem que pagar!
-A mochila! Agora! – Sophie grita e cutuca Edith e puxa a mochila. De lá ela retira a adaga que ganhara e rapidamente ela vira uma espada. – Ataque-os de longe, eu as ataco de perto. – Sophie diz, mas lembra-se dos que tampavam o ouvido de Edith.  – Sillentium! – e todas as sereias se silenciam. Sophie tira os tampões dela e de Edith. – fogo nelas. – Sophie e Edith levantam suas mãos á uma altura que a água não atingia. –Pilae Nebula! – as duas gritam e então chamas se ergueram nas mãos dela e bombardearem as sereias. A maioria foi pega de surpresa, espantadas pelo fato de não poder cantar, apenas cinco no máximo conseguiram escapar. – temos que sair da água! – Sophie ordena e então Edith envolve os braços em Sophie e a ajuda á leva-la á outro destroço. Sophie se arrasta para lá e então Edith pega da mochila um potinho azul e lhe abre, mostrando uma barrinha derretida de ambrosia. – come! – Edith diz, mas Sophie nega com a cabeça. –Esfregue na ferida, apenas. – Edith pareceu hesitar, mas então afunda os dedos na barra derretida e esfrega nas feridas dela. Sophie faz uma oração aos Demônios Antigos e então sente a sua ferida queimar cada vez mais...
-Temos que ir...


[...]


Boston se erguia de forma gloriosa a frente delas. Lá em algum lugar, o perigo lhe aguardava...
Sair do meio do mar foi difícil na verdade, mas não tão difícil quanto parecia. Ela não sentia frio, então deu seu casaco para Sophie se cobrir e aguardou ali por ajuda. Horas se passaram até o helicóptero vierem lhe resgatar. Infelizmente ninguém havia sobrevivido, o corpo de Ellarya havia sumido no mar... isso destruía Sophie por dentro, o fato de não ter podido proteger ela.
Mas agora não era tempo para chorar.
Sophie não sabia onde estava escondido o maldito espelho e nem o maldito ladrão, mas seria melhor começar a procurar em lugares grandes e reservados. Quando chegaram a Boston, a policia decidiu lhe interrogar, mas Edith era uma ótima manipuladora e fez ambas saírem dali rapidamente. Elas corriam contra o tempo.
Elas primeiro procuraram em arenas e lugares subterrâneos, até então irem á um museu.

E as coisas ficarem realmente ruim...
Elas acham o que queriam.

A morte de Ellarya rodeava as conversas entre Edith e Sophie. Três do acampamento saíram, mas apenas duas voltariam... caso elas estivessem sorte. Elas estavam mexendo com coisas poderosas e que iam além da compreensão da mente de seres mortais como elas. Apesar de ser uma missão “light”, ela ia cada vez mais se complicando com elas encontrando seres que nunca pensariam encontrar. Mas Sophie mais que ninguém sabia que havia muitos terrores no mundo nunca antes vistos. E cada vez mais eles iam se libertando. A busca por toda a cidade ficava cada vez mais cansativa. Se ela sobrevivesse aquilo, ela iria colocar o nome de “Hécate” na sua lista de vingança, apesar de toda sua ajuda, ela não gostava nem um pouco de ter sido feita de boba. Elas andaram por toda a cidade, incluindo arenas de esportes e o subterrâneos de vários prédios. Elas vasculharam vários lugares mágicos, e passaram despercebidas na maioria deles, e nenhum deles havia visto ou ouvido sobre o tal espelho. Então o museu, que foi abandonado misteriosamente há alguns dias, foi a sua parada. Elas tiveram que invadir a principio o museu que estavam trancados por cadeados dourados. Edith conhecia aquele tipo de magia. Deuses, sejam os titãs ou espíritos, não podiam entrar sem serem convidados. Aquele lugar era protegido pela luz solar e pelas sombras. Ainda bem que Sophie e nem Edith eram deusas.
O museu foi todo esvaziado, nenhuma estatua ou quadro estava á vista. O ar estava doce de uma forma enjoativa e a tensão se mantinha no ar. Edith revirou todos os quartos com sua capa empunha em si caso precisasse fugir rapidamente e ir até as sombras. Sophie estava preparada para lhe proteger caso algum monstro lhe atacasse.
Mas o que veio era algo que ela nunca havia sido treinada.
Sophie não teve nenhum para reagir, ela apenas sentiu o cano do objeto frio e metálico se encostando em sua cabeça.
-Largue a adaga. – uma voz fria disse. – mãos pra cabeça. – ele repete sussurrando.
Sophie teria que arriscar ou elas seriam apanhadas ali mesmo. Semideuses poderiam ser feridos tanto por armas divinas quanto as dos deuses, mas ali teria que arriscar.
-Calminha... – Ela disse flexionando os joelhos para deixar a adaga no chão, mas então segurou o seu cabo e com um giro rápido ela atinge a parte afiada da adaga no braço dele. Um tiro é disparado para o alto e Edith olha para Sophie com um grito. Sophie dá um chute no homem, que havia soltado a arma, e lhe dá outro chute nas costelas quando o mesmo cai. Sophie pega a arma dele e mira para sua cabeça. Os olhos do rapaz se arregalaram e sua boca forma um perfeito “O”.
-Não me mate... – ele diz gaguejando. – eu sou um mortal. Não podes ferir um mortal! – ele diz.
Sophie pensa por um segundo e então coloca o dedo no gatilho.
-Por favor, sou humano, não monstro.
-Todos os humanos são monstros, garoto. – Ela joga a arma no chão, se recusaria a matar um inocente de forma tão fácil. Então ela pega a sua adaga e então crava na garganta do rapaz.
-Bala de bronze celestial? – ela diz se curvando e pegando e arma e lhe abrindo, vendo um objeto dourado que brilhava em meio ao sangue. – acho que ele não era totalmente mortal... – ela ri e joga a bala num lugar a parte e volta o olhar para Edith. – acho que achamos o maldito esconderijo... ou não... – ela diz com um sorriso e então um monstro desceu pelas paredes e como um rato ele se aproximou de Edith. – atrás de você! – Sophie grita bem a tempo de Edith olhar o monstro e se defender dele. – Socorro! – ela gritou tentando segurar o monstro com as próprias mãos. Sophie arma a arma com bronze celestial e mira no monstro e um espetáculo de resto de monstros. - te devo apenas uma agora. – Sophie ri e então abre ela e vê quantas balas ainda restavam... aparentemente elas eram infinitas. – vamos! – Sophie joga a adaga, que se transforma numa espada no ar, para Edith. Edith experimenta o cabo da espada com um sorriso e faz um aquecimento com ela, fingindo a enfiar num inimigo que não estava ali. Sophie pegou outra capa da mochila e então a vestiu, pegou de lá um bastão de luz. Ela caminhou pelo museu até então descer uma escada funda. Lá no fim havia uma porta e quando ela abriu, a escuridão era absoluta. – A partir daqui acho que vai complicar... esse cheiro... – Sophie comenta. – deve dar nos esgotos da cidade. Eu juro que vou matar Hécate se o maldito espelho não estiver lá. – Edith sorri, assentindo para ela e então Sophie entorta o bastão e joga, mostrando um estreito corredor. Sophie foi na frente e Edith foi atrás, fechando a porta e deixando apenas as duas no escuro.


[...]


-Você me acha masoquista? – O Ladrão disse dando uns tapinhas na bochecha de Sophie. – talvez eu realmente seja masoquista por enfiar uma maldita bala no rosto de uma garotinha tão linda quanto você. – ele sorriu. As correntes suspendiam Sophie pelos pulsos, aquelas malditas correntes de bronze celestial com um veneno que feria a pele de Sophie, lhe deixava meio zonza. – bom, então vamos ter um encontro. – ela dá um beijo molhado em Sophie e passa suas mãos pelas suas pernas e em suas partes. – você é tão bonita... – Ele dá outro selinho nela e então vira de costa, saindo daquele bloco.
Sophie e Edith foram presas assim que entraram no esgoto, diversos soldados haviam lhe cercado logo no grande portão redondo que dava no esgoto. Contra aquelas armas de fogo era impossível revidar da mesma forma. Eles pegaram toda as armas dela e Edith foi quase linchada por portar a arma que havia matado o “Big Little Ed”, o homem que Sophie havia matado. Sophie admitira e os revoltosos foram contra ela, mas então o Ladrão chegou e lhe protegeu. Ele nada mais era que um humano com seu batalhão e seus monstros. Mas tinha algo estranho nele, ele era muito mais forte que um humano e um semideus normal, mais forte até que os monstros até. Ele tinha uma aura vermelha rodeando nele, provável que era a benção de um deus. Mas a sua maldade era maior que a de um monstro.
Ele levou Sophie para um bloco apertado e fedorento, a amarrou em correntes de bronze celestial e ali ele a possuiu, lhe estuprando e fazendo coisas dolorosas... coisas monstruosas.


[...]


-Eu tenho medo... – Sophie disse em meio aos soluços naquele bloco. A corrente ardia em seus pulsos e a dor nas suas pernas era grande. – Eu tenho medo dos meus pensamentos... – as lágrimas escorriam pelo seu rosto. – tenho medo do tamanho da dor que esse ladrão irá sofrer, do sangue dele eu vou beber... – ela sorriu. – Pilae Nebula! – ela fez uma pequena bola de fogo e jogou na ponta da corrente que estava presa no teto e lentamente ela foi se soltando. Ela olha por entre as grades uma chave que combinava perfeitamente com a fechadura da porta ali. – Venid ad me! – então a chave flutua até sua mão e ela abre a porta. Por sorte o lugar não estava sendo vigiado e ela conseguiu sair facilmente. Ela procurou em todas as portas, mas não havia nenhum sinal de Edith ali, mas por sorte ela achou a sua adaga numa sala. Ela lhe empunhou, segurando o cabo firmemente, e começou a caminhar a passos lentos pelo estreito corredor.
Mas a facilidade durou pouco. Um leão de nemeia a esperava.
A primeira coisa que o leão fez foi rugir ao vê-la e Sophie soube que os outros já havia descoberto que ela havia fugido. O seu rugido era alto e aterrorizante e fez Sophie hesitar por alguns segundos, mas então não teve tempo de baixar a guarda quando o leão investiu contra ela. Ele se aproximou dela numa velocidade anormal e abocanhou a perna de Sophie. Por algum motivo ele não lhe mordeu com força... talvez o Ladrão ainda tivesse planos para ela. Mas a sua mordida doía muito. Sophie empunhou a espada, antes adaga, e então atingiu a testa do leão. O que obviamente foi completamente inútil. Mas o leão recuou e lhe soltou o pé. Sophie então se ajoelhou e empunhou a espada, ela não conseguia levantar com o ferimento. O leão investe novamente, mas dessa vez ela foi esperta. Ela mirou na parte da boca, sabia que sua pele era impenetrável, e então rasgou a sua bochecha de dentro pra fora. O leão dá um alto rugido e abocanha o braço de Sophie, ficando em cima dela e girando, ganhando impulso e jogando-a na parede. Ela não teve tempo para pensar, apenas mirou a espada no leão e gritou “Pilae nébula” e fez bolas negras atingirem o leão. Com certeza não ia mata-lo, mas causaria um grande incomodo nele. O leão investe contra e ela e então ela enfia a espada no céu da boca dele e o mesmo crava os dentes no braço dela. O leão recua e dá um grito amargo e então se desfaz.
-O que diabos? – Ela houve a voz do Ladrão antes de desmaiar.


[...]


Edith estava jogada num grande espaço aberta no meio do esgoto. O cheiro azedo não estava ali, na verdade até cheirava docemente bem. Sophie foi tratada bem e dormiu o dia todo bem graças á ordem do Ladrão. Quando ela acordou, ela estava sarada e com um vestido de longa calda. Edith estava deitada no seu colo no meio daquele espaço e um circulo de pessoas estava ao seu redor.
-Foi essa garotinha ai que matou a nossa principal arma? – Um homem diz se referindo ao leão de Nemeia. – vamos mata-la! – ele diz com um sorriso e a multidão riu.
-Pare! – a voz do Ladrão soa por toda o esgoto e então se abre um caminho na multidão. De lá saiu o Ladrão. – Olá querida. – ele se agacha e dá um beijo em Sophie.
Sophie-Anne sabia que não deveria lutar contra ele, este mesmo homem havia quebrado o braço de Edith apenas com a mão. O melhor seria contribuir e dar tudo o que ele queria, seja um beijo... ou outra coisa.
-Acho que nosso encontro será agora. – ele estendeu a adaga para Sophie que ficou sem entender. – você não entendeu, não é? – um sorriso amarelado se estampou em sua face. – acho sexy quando as mulheres matam... me mate. – ele dá um beijo em Sophie e lhe levanta a força. – eu sei pelo que você está aqui, venha! – ele segurou na mão de Sophie lhe levou para uma breve caminhada, os pés nus de Sophie tocavam o chão úmido e gelado daquele lugar e seu nariz se empinava com o cheiro enjoativo dali. Ele lhe levou para um espaço mais aberto ainda. Uma estatua de Hécate enorme havia sido erguida ali, mas era apenas um corpo com três cabeças. No espaço de seus pés estava um espelho enorme que não refletia á luz, apenas á imagem de Sophie e o Ladrão, mas então uma névoa cai dentro dele.
Quando a névoa tomou forma, Sophie deu um grito.
Ela via Edith jogada no chão com um buraco de bala na testa enquanto o sangue escorria dali como sua vida...

Então a névoa se dispersa e o Ladrão empurra Sophie com força para o chão.
-Hora da dança! – Ele disse.
Sophie se levantou e empunhou sua adaga que virou uma espada. Ela usou o mesmo para rasgar o seu vestido e ficar apenas com uma camada dele, um pano branco que envolvia todo o seu corpo e fazia ela se movimentar com liberdade. Então o Ladrão lhe atacou, sem arma alguma, numa velocidade tão absurda que ela não teve tempo de atacar, apenas pode receber um soco no seu braço e outro em seu rosto. Sophie foi jogada no chão e rapidamente rolou e se levantou e voltou a empunhar a sua espada. Ela sentia o gosto metálico de sangue em sua boca e sabia de algo pior: sozinha ela nunca venceria ele, ele poderia ter a matado quando ela estava no chão, mas a esperou.
Sophie teria que a partir daquele momento usar os seus poderes e então correu em direção á ele e nesse momento, correntes cresceram e prenderam o homem pelos pés, mas apenas lhe segurou por alguns segundos. Sophie lhe atacou rapidamente, mirando a espada na sua cabeça, mas ele usou o braço para se defender, mas felizmente um corte grande e profundo foi feito no local. Com a mão aberta, ele atinge o peito de Sophie lhe deixando sem ar por alguns segundos e então dá um soco ali com a outra mão. Sophie recua e então dá um golpe atrapalhado na cintura dele, mas o mesmo se esquiva e dá um chute no meio das pernas de Sophie. Doía de qualquer jeito. Ela recua ainda mais, deixando um espaço entre os dois e vê o sorriso de quem se divertia estampado no rosto do ladrão.
-Merda...

[...]


Edith não sabia como acontecera aquilo, na verdade ela estava simplesmente jogada ali no chão. Não soube nem como sobreviveu. Ela foi violentada tantas vezes, espancada tantas vezes que não soube como seus ferimentos foram curados tão rápido. Ela estava com a mesmas roupas surradas que usara quando chegara no museu, mas com certeza estava numa situação pior.
Quando ela acordou, um homem se ajoelhou ao seu lado olhando para os seus seios.
-Sua amiga está em problemas... – ele segurou os braços dela e a ergueu. – Bom, vamos lá. Eu sou a pessoa mandada para o serviço já que o chefinho – ele disse se referindo ao ladrão. – quer ter uma outra luta boa quando matar a assassinazinha ali... Enfim. – Ele soltou ela e a faz se equilibrar no próprio peso. – vamos ao princi... – Ele não termina a frase, Edith dá um soco com toda a sua força nele e então pega uma pequena faca escondida na cintura dele.
Edith dá uma boa olhada em todo o espaço, absolutamente todos estavam reunidos num lugar, no lugar onde Sophie lutava contra o ladrão, e ela deveria fazer alguma coisa. Ela pensou bastante, tentando não fazer nenhum barulho e então soube que deveria incendiar aquele lugar.
-Pilae Nebula! – ela sussurra e quatro bolas de chamas negras rodeiam o corpo dela. – Hey, idiotas! – Ela grita e ganha a atenção da multidão. Antes que eles façam qualquer coisa, ela joga a bola de chama negras nele que quase não a viram, apenas sentiram o seu fogo.


[...]


Sophie sorriu ao ver a movimentação ao seu redor, mas não tinha tempo para pensar nisso. Ela sangrava tanto quanto o ladrão sangrava, mas ele sangrava porque permitira, de alguma forma, que Sophie lhe machucasse. Ele era forte, mas aparentemente masoquista.
-Isso é tudo? – ele diz com um sorriso, mas com decepção no olhar.
-Nem pensar. Pilae... – E então a mão vai no queixo de Sophie e ela voa por alguns segundos. Ela se agacha, mas o ladrão vem e lhe dá outro soco e se senta na barriga dela.
-Tão bonitinha... – ele cospe no rosto dela com nojo em sua voz. – tão fraca... – Ele dá outro soco certeiro nela.

E então a raiva explode em seu interior.

Sophie segura a mão dele com toda a força que tinha e impede um soco e com o pensamento, várias correntes envolveram a mão dos dois. O cansaço se apoderara de Sophie e ela estava prestes a desmaiar ali e perder a luta, mas tinha que continuar. As correntes foram envolvendo eles cada vez mais, o ladrão não fez nada para protestar, apenas se deixou envolver.
-Isso é tudo? – Ele diz sorrindo e começa a se mexer, na tentativa de se libertar.
-Não... estou apenas começando a dançar com você... – ela manipula as correntes e fá-las abrirem as pernas dele, ela flexiona o joelho e com toda a sua força dá uma joelhada no meio das pernas dele. O ladrão se remexe de dor e lhe olha com o rosto vermelho igual uma pimenta.
-Sua puti... – ela lhe dá outra joelhada e uma atrás da outra.
O ladrão então começa a se rebater com toda a força que tinha e então uma-a-uma as correntes foram se quebrando e então ele se levanta.
-Pilae Nebula! – ela grita, mas outra voz de fundo grita junto com ela e então o ladrão recua com pressa, mas as chamas atingem ele. Sophie gira para o lado e então se levanta e corre para junto de Edith que jogava fogo em todo o espaço. Gritos infernais ecoavam por todo o esgoto e os do ladrão se misturavam com a multidão.
-O espelho! Rápido! – Edith pegou na mão de Sophie e as duas correram para o espelho. O ladrão gritava e se rebatia não muito longe dali, mas ele já não era mais uma ameaça. Sophie estende a mão e então pega o espelho.


Tudo estava bem...

Estaria...

Mas então o ladrão, em chamas, corre em direção á Sophie, mas bem a tempo, Edith se joga em cima dele e queima junto com o mesmo. Sophie pega a sua espada e sem pensar, crava na cabeça do ladrão e ela atravessa e atinge a cabeça de Edith também.


[...]


A volta foi mais duro que a ida. Apesar de não ter tido lutas contra monstros, Sophie partiu com aquela sensação de luto... era uma tristeza que invadia o seu ser, mesmo com a missão cumprida. Ela não pode proteger nem suas irmãs, quem dirá destruir o olimpo matando o seu rei. Ela não pensou muito no que fazer, apenas jogou o espelho num fogo normal e lhe ofereceu á Hécate, torcendo para que o mesmo chegue até ela. Ela tinha se vingado de quem á ofendeu roubando as suas coisas..

Tudo estava bem...


Comentários.:
Só para deixar claro, eu sei que usei uma arma que não era minha, mas eu só a usei numa parte não oficial, já que as lutas realmente são as contra o Leão e contra as sereias.
Desculpe pela missão, ela com certeza não foi uma das melhores, mas eu gostei dela até.


A Morte Escarlate


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Re: Boston

Mensagem por Artemis em Sab Out 11, 2014 2:03 pm

Aceita bem vinda
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Escudo Defensor : Um escudo prateado com uma runa de defesa na frente, que pode se transformar em um bracelete com a mesma runa. Ele é inquebrável e bem leve, podendo ser usado como ataque [basta pegá-lo por uma das pontas e arremessá-lo] ou como defesa.


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Re: Boston

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