The Blood of Olympus
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Mensagem por Silvia Royce em Seg Maio 13, 2019 11:21 pm

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Follow the rabbit, they say...

Um Reino de Contos de Fadas - O Início


Prologue: A rabbit comes, a demigod goes

Não era um costume dos semideuses ficar isolados, mas Silvia ainda não estava muito bem adaptada à nova vida e meio que se dava certa permissão para permanecer sozinha por um tempo. Especialmente depois que o arco-íris brilhou sobre sua cabeça. Em suas mãos, o desenho com a gravura altamente realista da mãe trazia à mente da jovem menina um mundo de coisas que ela jamais se tinha permitido imaginar, porque sequer sabia quem tinha sido a mulher que a gerara.

Íris. A deusa do arco-íris, a mensageira, a detentora dos poderes de luz. E a hipster do panteão. Era engraçado saber que uma deusa era capaz de ser tão... humana. Silvia até conseguiu entender o porquê de gostar tanto daquele jogo, Life Is Strange. Quer coisa mais hipster que aquilo? Pena que algo estranho acontecia toda vez que ela tentava jogar... agora ela sabia que semideuses não se davam tão bem em proximidade com a tecnologia.

Fato era que a garota ainda estava tentando absorver aquilo tudo. Filha de uma deusa grega, uma guerreira nata. Parecia que já estava mais do que na hora de abraçar aquela nova realidade e aceitar que as coisas eram diferentes. A vida de country rock e filmes com o pai pertencia a uma menina que não mais poderia existir. Silvia era uma semideusa e precisava aprender a viver como tal, ou acabaria morta nos primeiros dez segundos que passasse eventualmente fora do Acampamento Meio-Sangue. Ela não esperava que o abraço viesse tão rapidamente e muito menos sob a forma de um coelho de terno.

— ENCONTREI! — Ele tinha a voz grave, como a de um sábio, mas soava levemente esganiçado e demonstrava certo desespero. Silvia deveria se assustar, mas, para sua surpresa, começava a se acostumar àquelas estranhezas.

— Perdão... está falando comigo?

— Senhorita, eu preciso de sua ajuda. É urgente!

— O que aconteceu? Algum problema no acamp... Espera aí! Isso é alguma pegadinha dos filhos de Hermes? Já basta que tenham me roubado três escovas de dente em menos de dois dias!

— O quê? Não importa... Senhorita, estamos enfrentando um problema muito sério. O acampamento não está em risco, mas o País das Maravilhas está! Eu preciso de semideuses. Só os filhos das divindades podem resolver o que está acontecendo na Floresta Encantada!

— Ah, claro. Tá bom, Noah. Pode sair do esconderijo, onde quer que seja...

Silvia estava perfeitamente convencida de que era uma brincadeira. Talvez dos dois amigos que fizera desde sua chegada, talvez dos outros campistas veteranos (que poderiam estar passando um trote na novata), mas, quando o coelho a pegou pelos ombros com as mãos trêmulas, olhou em seus olhos e falou com a voz mais tensa e preocupada do mundo, Silvia vacilou em suas desconfianças. Aquilo não era uma pegadinha. Nenhum campista seria capaz de forjar a sinceridade que ela viu naqueles olhos, seria?

— Senhorita... Eu entendo que não acredite em mim. No mundo dos descrentes, somos apenas contos de fadas, mas a senhorita é filha de um deus ou deusa! Acha mesmo que o País das Maravilhas seja apenas uma historinha para crianças dormirem? Por favor, por tudo que há de mais sagrado, ajude-me! Ou estaremos perdidos.

— Mas o que eu posso fazer? Olha... eu acabei de descobrir que sou uma meio-sangue. Eu nem sei direito o que isso significa, senhor coelho. Que ajuda eu poderia dar?

— A magia atua de forma misteriosa, senhorita. Talvez seu coração ainda puro, ainda sem vícios mágicos possa ser exatamente o que eu precisava encontrar. Sei que estou pedindo muito, mas eu não tenho outra opção a não ser implorar por sua ajuda. Por favor, venha comigo.

Silvia suspirou fundo e olhou para o desenho que estava em suas mãos. Ela e seu pai, traços de criança. Íris, traços da própria deusa como um presente. Uma prova de que a magia corria em suas veias. Ela realmente precisava abraçar sua nova realidade e, percebendo isso de uma vez por todas, suspirou fundo e tomou coragem para perguntar aonde deveria ir.

Foi como na história. O coelho pediu que o seguisse até a toca e ela, prontamente, foi atrás dele. Estava em pânico, o coração martelava no peito e as mãos tremiam. Ela nem sabia manejar a faca em sua cintura e a calça jeans surrada provavelmente não seria suficiente para aquecê-la se fossem para um lugar frio. Mas ela foi. Sabia que provavelmente entraria em um lugar apertado e se veria caindo em um poço sem fundo e escuro, um portal para um lugar alternativo que ela nunca pensou que poderia ser real.

E assim foi. Bem, foi um pouco mais aterrorizante porque, assim que Silvia seguiu o coelho buraco adentro, a queda no poço escuro durou infinitamente mais tempo do que ela esperava, a ponto de chegar a pensar que ficaria caindo ali para sempre. Que bela jornada de semideusa seria, hein? Mal chegaria e seria condenada a definhar em um poço de queda eterna. E foi então que suas costas bateram duramente contra o solo arenoso de uma floresta, e a queda extremamente longa pareceu durar um piscar de olhos. Silvia mal conseguiu identificar as árvores ao seu redor. Só ouviu uma voz, que gelou seus ossos todos com intenso susto:

— Seja bem-vinda à Floresta Encantada!

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

Nenhum poder foi utilizado neste turno.

Itens levados:

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ] (Presa à cintura, embainhada.)

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. [b(]Vestindo.)[/b]

+ Colar de contas do Acampamento. (No pescoço.)

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.





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Mensagem por Phobos em Ter Maio 14, 2019 2:31 am


Avaliação

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 500 XP e Dracmas + 1 Fragmento

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 500 XP e Dracmas + 1 Fragmento

comentários:
Bem, senhorita, foi uma boa narração para a missão de entrada. Espero poder avaliar mais da sua participação no evento! Bem-vinda ao reino das fadas!


É nóiz que tah!
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Mensagem por Silvia Royce em Ter Maio 14, 2019 7:16 pm

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Talking Animals

Um Reino de Contos de Fadas - Missão Fixa I


OS ACONTECIMENTOS A SEGUIR OCORREM IMEDIATAMENTE APÓS A CHEGADA DE SILVIA ROYCE À FLORESTA ENCANTADA, ATRAVÉS DA TOCA DO COELHO.

I. Bear necessities I

Silvia se sentou rapidamente ao ouvir a voz. Não sabia sua origem, não sabia o que esperar quando visse seu dono. Se antes já estava em um mundo desconhecido — o Acampamento Meio-Sangue —, agora estava em um nível ainda mais alto em todo aquele jogo. A Floresta Encantada era um lugar que a menina acreditava ser real apenas nos contos de fadas, mas, a cada dia que passava, ela percebia que sua visão de mundo estava completamente errada.

Os olhos da semideusa demoraram para focalizar a figura corpulenta que a encarava. Quando conseguiram, porém, os arrepios foram impossíveis de contar, já que ela estava diante de um urso imenso, peludo e com cara de estar absolutamente faminto. Mil orientações vieram do seu instinto de sobrevivência, mas o cérebro de Silvia não conseguiu dar ouvidos a nenhuma delas. Tudo estava congelado e só ficava pior à medida que o grandalhão se aproximava lentamente, como um psicopata de filme de terror. Então...

— OI! — O grande e apavorante urso... sorriu. Silvia quase teve um piripaque quando a criatura falou com ela, mas agora começava a duvidar seriamente de que o coelho falava sério sobre os perigos da Floresta Encantada. Aliás, onde estava o coelho?! — Pode me ajudar? Estou morrendo de fome, mas não consigo comer! — O urso disse, interrompendo os devaneios da filha de Íris.

— Q-Quer que eu t-te ajude a c-comer?

— SIM!! Aaaaaah, não! Você não acha que quero devorar você, acha? Ugh... Nem consigo pensar nisso! Não! Eu quero mel! Mas não consigo pegar aquela colmeia, olha lá! — O urso apontou, movendo o braço gorducho e pesado rapidamente, fazendo uma lufada de vento fustigar o rosto de Silvia. — Já tentei de tudo, mas não consigo. Pode me ajudar? Por favorzinhooooooooo!

— Isso é sério?

— É! Meu nome é Balu! Qual é o seu?

— S-Silvia... Olha, um coelho falante me disse que a Floresta Encantada estava em perigo. Ele me fez acreditar que isso não era pegadinha. O que você tem a me dizer?

A expressão de Balu mudou de ansiosa para preocupada quando ele afirmou que o coelho não mentiu.

— Bom, digo que, se ele foi atrás de você para resolver isso, você deve saber como resolver. Ainda que não saiba agora, sabe?

— Não, não sei.

— Mas vai saber! Vamos! Vamos pegar o mel e aí eu vou te contando tudo o que eu sei sobre a crise que estamos vivendo. Vem!

Àquela altura, Silvia tinha certeza de que tinha enlouquecido, mas sentia que só se livraria da loucura se mergulhasse o mais fundo possível nela. Não que aquilo fizesse sentido, mas nada mais fazia mesmo! Balu abriu caminho pela mata e Silvia o seguiu, fitando a colmeia no alto de uma árvore. Enquanto isso, ouvia tudo que o assustador, mas simpático urso tinha a dizer.


II. Hidden things in the woods...

Enquanto caminhavam e Silvia analisava a árvore da qual a colmeia pendia, Balu contou que o epicentro da crise sempre tinha sido o País das Maravilhas. Todos os lugares da Floresta Encantada tinham heróis e vilões, mas nada fora tão cruel como o mal que se instalara naquele lugar havia algum tempo.

A semideusa rodeou a árvore, tentando encontrar algum nó para apoiar o pé e começar a escalar, não que tivesse qualquer grande experiência no assunto, precisaria se valer das aulas de Educação Física na escola. Enquanto isso, Balu contou que um rapaz havia chegado de um lugar que ele não conhecia e tinha passado a viver no País das Maravilhas. O problema foi que o rapaz, aparentemente, tinha a mente fraca naquela época e se deixou levar pela rainha da maldade. Depois disso, ele destruiu tudo.

— Agora, parece é que ele tem a mente forte demais, sabe? — O urso comentou, Silvia olhava em volta, em busca de algum galho longo que estivesse caído. Já sabia como faria para subir à maior altura possível, só precisava saber o que fazer para soltar a colmeia lá do alto. — Tornou-se um tirano! Eu já não sei mais detalhes sobre o que ele tem feito, prefiro ficar o mais longe que posso. Só espero que alguém consiga nos livrar de tudo isso. Nunca pensei que diria algo assim, mas... tudo era melhor quando o problema do País das Maravilhas era a Rainha de Copas...

— E o coelho acha que eu sou capaz de derrotar esse cara... Só pode ser louco... — Silvia comentou, enquanto se embrenhava entre algumas árvores e avistava o tal galho longo que desejava. Assim que o pegou, deu-o a Balu, dizendo: — Segure isto. Se meu plano der certo, vou conseguir subir até aquele último buraco ali e aí você me dá o galho. Tá vendo a bifurcação? É com ela que vou tentar puxar a colmeia para baixo. Você precisa segurar firme e tomar cuidado, as abelhas podem acabar atacando.

— Ah, obrigado, Silvia! Obrigado! Farei o meu melhor!

Silvia sorriu, não era difícil gostar de Balu. Era uma pena que eles não fossem os únicos ali e que nenhum dos dois tivesse visto os olhos brilhantes do tigre que se aproximava silenciosamente da dupla.


III. Shere Khan

Um pé, o outro, uma mão, a outra. Silvia analisava cada movimento umas quinze vezes antes de executá-lo. Estava em pânico de cair, quebrar a cabeça e morrer ali mesmo, sem conseguir cumprir nem mesmo a missão de dar o mel a Balu. Mas, para sua própria surpresa, ela conseguiu chegar aonde queria.

— Pronto, Balu, o galho!

Passar o galho para a mão de Silvia foi a última coisa que Balu fez antes de ser surpreendido pelo grande e temido tigre Shere Khan, cheio de cicatrizes, com olhar severo e uma vontade louca de destruir qualquer coisa que ameaçasse sua autoridade por aquelas bandas. Silvia estava tão atenta à sua tarefa que nem percebeu a aproximação do grande felino, mas quase caiu da árvore quando ouviu sua ameaçadora voz aterrorizar seu amigo urso.

— O que pensa que está fazendo, seu monte de banha? Ajudando uma humana? Não sabe que é alguém da espécie dela que trouxe todo o perigo para a Floresta Encantada?

— Khan... Você sabe muito bem que nem todos são como aquele maluco! As princesas provam iss...

— As princesas são casadas com príncipes. E os príncipes são caçadores! Quem você acha que os desgraçados caçam? A gente! No que eles realmente diferem de Josh, o louco?


Balu tentava defender suas ações e seu ponto de vista, mas Shere Khan não tinha a menor intenção de ser convencido. Silvia soube que precisava ser rápida e suas mãos instantaneamente começaram a suar. Porcaria... Vai, sua frouxa! Arranca essa coisa!, ela ralhava consigo mesma em pensamentos.

Com o braço já dolorido, a semideusa olhou para baixo e confirmou que o tigre e Balu ainda estavam apenas discutindo, o que deixava certa distância entre os dois. Além disso, o urso não saía de perto da árvore, como se estivesse fazendo a guarda. Silvia precisava resolver aquilo logo. Foi então que a ideia surgiu e, ainda que fosse absurda, pareceu ser a melhor saída possível.

Shere Khan estava distraído. Brigava com Balu impacientemente e faltava dizer que o mundo só funcionaria se ele fosse o rei absoluto. Silvia teve certeza de que o tigre não passava de um valentão mimado, e criaturas como essas costumam se dar mal nos contos de fadas, certo? Ora, ela estava em um conto de fadas! Quem sabe, se usasse a coragem, tudo poderia dar certo no final, não é?

Foi a esse pensamento que ela se apegou quando segurou o galho firmemente e acertou a colmeia com força, em um ângulo que faria a casa das abelhas voar na direção de Khan. Silvia até fechou os olhos, com medo do resultado de sua tentativa, mas o urro de ódio e confusão do tigre a fez reabri-los e ela o viu com a cabeça suja de mel e várias abelhas ao seu redor. Acertara entre os olhos da fera.

— Silvia, pula!

Silvia olhou para baixo e viu Balu com os braços abertos para apará-la. Foi a maior loucura de sua vida, mas ela saltou. O peço macio os braços gorduchos de Balu a agarraram com força e os dois sorriram um para o outro. Balu aproveitou a distração de Shere Khan e pegou a colmeia, agora sem abelhas, antes de fugir do local às gargalhadas com a filha de Íris.


IV. Bear necessities II

Nem Silvia, nem Balu acreditavam no que acabara de acontecer. Tinham deixado Shere Khan em tão maus lençóis que o tigre provavelmente ficaria todo empolado de picadas de abelha por meses! Se é que isso era possível! Enquanto riam e comiam mel, percorriam o curso de um longo rio e um ensinava ao outro músicas de que muito gostavam. Balu nadando de costas, Silvia sentada em sua barriga, como na cena clássica do conto de Mogli.

Balu amou particularmente a música Take It Easy, porque ela tinha a mesma mensagem que a sua favorita: Bear Necessities. Silvia contou ao urso que ele era muito conhecido em seu mundo, mas que ela não tinha ideia do que era real e do que tinha sido inventado pelos contadores de história que ela conhecera. Balu disse que, na Terra Sem Magia, provavelmente era comum que os humanos tivessem modificado muitas coisas para tornar algumas figuras mais heroicas ou mais vilanescas que outras.

— Mas não me surpreende. Aposto que muito do que eu sei sobre os humanos do seu reino deve ser diferente do que realmente aconteceu.

— Olha, eu mesma descobri há poucos dias que estava muito enganada sobre quase tudo em meu mundo, pra te falar a verdade.

Balu contou mais alguns pequenos detalhes sobre como a Floresta Encantada vinha sofrendo e sugeriu um caminho para que Silvia chegasse mais rápido ao País das Maravilhas. O primeiro lugar para o qual Silvia deveria ir seria a misteriosa Terra do Nunca e, para isso, deveria arrumar um abrigo alto e acender as velas de seu cômodo, para que a sombra de Peter Pan viesse ao seu encontro e, assim, que o próprio Peter Pan viesse atrás.

— Você vai encontrar um abrigo assim no vilarejo ao norte. Tenha cuidado por lá. Sempre aparecem pessoas estranhas por ali.

Balou seguiu até a orla da floresta com Silvia a seu lado e a orientou a não confiar em homens que falassem alto demais e que pedissem muita bebida. Eram navegadores "de caráter não tão bom assim", segundo ele, e ela poderia acabar se metendo em uma enrascada se desse abertura a eles. Silvia assentiu e abraçou o novo amigo, grata pela proteção, ajuda, conselhos e relatos que dele recebera. Mas agora precisava se separar dele e seguir o caminho a que tinha sido designada.

Assim, a filha de Íris caminhou pela estradinha de terra que levava até uma primeira estalagem e já se imaginava sendo levada por Peter Pan para o reino mágico onde as crianças nunca cresciam quando se lembrou de que não tinha nada de dinheiro em seus bolsos... Que jeito daria para entrar e convencer o estalajadeiro a hospedá-la? De repente, uma estranha sensação de medo a acometeu. O que faria se nada desse certo? Como poderia cumprir o que lhe fora pedido?

Ela olhou em volta. Deveria haver por ali alguma coisa que servisse como moeda de troca por uma única noite de hospedagem no... Não pode ser! Silvia viu o letreiro com tinta descascada que indicava a entrada de um bar bem ao lado da hospedaria pela qual ela lutava: The Rabbit Hole. Siga o coelho, certo? Bom, lá vamos nós! Um limpar de garganta, porém, mudou tudo:

— Aonde pensa que vai?

Ele tinha uma longa capa vermelha, cabelos grandes, bigodes finos e um chapelão. Mas o que realmente o distinguia de qualquer outro homem era o gancho que tomava o lugar de sua mão esquerda.

— C-Capitão Gancho?

O pirata sorriu de canto e cobriu a cabeça de Silvia com um fedorento pano preto, impedindo que ela visse qualquer coisa. De meio-sangue clandestina na Floresta Encantada, acabava de passar a prisioneira de um bando de piratas.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

Nenhum poder foi utilizado neste turno.

Itens levados:

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ] (Presa à cintura, embainhada.)

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. (Vestindo.)

+ Colar de contas do Acampamento. (No pescoço.)

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.





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Mensagem por Phobos em Qua Maio 15, 2019 12:00 am


Avaliação

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 2.500 XP e Dracmas + 2 Fragmentos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 2.500 XP e Dracmas + 2 Fragmentos

comentários:
O enredo proposto foi bem descrito e seguido, narração fluída e livre de erros. Fiquei curioso com a participação do Capitão Gancho no fim do post e espero poder ler o desenrolar da mesma em breve. Só um lembrete, minha cara, lembre-se de citar a descrição e recompensa da missão realizada em spoiler ou citação, facilita o trabalho do avaliador. Ganhaste a recompensa máxima.

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Mensagem por Silvia Royce em Qui Maio 16, 2019 1:54 am

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The Reaper I

Um Reino de Contos de Fadas - Missão Fixa II


OS ACONTECIMENTOS A SEGUIR OCORREM IMEDIATAMENTE APÓS A ABORDAGEM DO CAPITÃO GANCHO À PORTA DO BAR RABBIT'S HOLE.

V. The Jolly Roger

Silvia foi carregada pelo capitão pirata diretamente para um imenso navio. Dentre todas as figuras do conto de Pan que ela poderia encontrar, obviamente tinha que ser o próprio Gancho! Haja sorte! O capuz preto foi retirado (com direito a alguns fios de cabelo puxados por acidente) e a garota se viu cercada de um bando de homens corpulentos, sujos, com dentes faltando e com espadas curvas nas mãos. Estava ferrada.

— Seja bem-vinda ao Jolly Roger!

— Aye!
— Os piratas aclamaram, mas não era felicidade genuína que havia em seus olhares.

— Obrigada? — Silvia disse, erguendo as sobrancelhas ironicamente. Movimento arriscado, mas ela estava realmente furiosa por aquela reviravolta.

— Uuuuuh, ela morde, capitão! — Caçoou o imediato.

— Ótimo! Isso significa que capturá-la não será fácil para os outros. Escute, pequenina, não há o que temer. Não vou machucar você e nenhum dos rapazes vai. Só queremos uma copeira. A última era um desastre...!

— Você é Killian Jones. O Capitão Gancho. Maior inimigo de Peter Pan. Quer mesmo que eu acredite que só quer uma criança aqui para ser uma copeira e não para atrair o líder dos garotos perdidos? Jura?

Gancho quase vacilou à menção de seu nome, mas manteve a pose. O problema foi que, agora, aquela menina já não parecia mais tão inocente. Ainda assim, ele precisava ganhar a confiança dela.

— ROLHA! — Um garoto de cabelos loiros cacheados e gordo demais para seu tamanho apareceu, esbarrando em sabe-se lá quantos piratas com um esfregão e balbuciando o que deveria ser um "sim, senhor?" — Viu? Rolha é uma criança. Parece um filhote de porco com cruz credo, mas é uma criança. Se eu quisesse usá-lo para atrair Pan, já o teria feito há muito tempo. Eu quero uma copeira, mas admito que você me deixou intrigado. Sabe meu nome, o que pouquíssimas pessoas sabem. Posso saber até onde seus conhecimentos se estendem?

— Até onde consta nos contos de fada da Terra Sem Magia. Foi de lá que eu vim, embora eu não a considere tão sem magia assim.

Todos, inclusive Gancho, arquearam e se afastaram da menina com desconfiança. O capitão sacou sua espada e aproximou a ponta do rosto de Silvia ameaçadoramente, deixando-a ofegante, sem ter ideia do que viria a seguir.

— Ela é perigosa, capitão! Ela veio da terra dele!

— A senhorita está dizendo para mim que veio do mesmo lugar que o louco que se assenta no trono do País das Maravilhas? Você é como ele, que faz todos, amigos e inimigos, se ajuntarem em um mesmo barco rumo à destruição?


— Bom... segundo o coelho falante mágico da história de Alice, que, por sinal, desapareceu desde que caí aqui, eu tenho algum poder capaz de derrotá-lo. Mas nem eu sei que poder é esse. Olha, eu só estou tentando passar pela Terra do Nunca, não quero nem ficar lá. Disseram para mim que ir por lá é um caminho mais curto para o País das Maravilhas.

Gancho ponderou por uns trinta segundos.

— Bem, nós estamos indo para a Terra do Nunca para tentar, de uma vez por todas, acabar com aquele moleque insuportável. Não acho que você tenha o que é necessário para derrotar Josh, que se intitula um semideus, ou coisa parecida, mas não me custa te despachar. Façamos o seguinte: quando chegarmos à Terra do Nunca, você descerá do navio e tentará sobreviver ao ataque que executarei. Se não conseguir, morre. Se conseguir, não irei mais atrás de você.

— Tudo bem. Eu aceito.

— Até lá, é a minha copeira. Agora vá buscar rum. Você já me estressou demais por tão pouco tempo. ROLHA! Leve a garota aos seus aposentos. Aos seus não, aos dela! E mostre a ela onde fica o rum!

Pronto. Silvia agora era parte da tripulação do Jolly Roger, ainda que temporariamente. Não era bem como ela esperava ir para a Terra do Nunca, mas já era uma forma, e também foi bom saber que não seria uma prisioneira permanente. Agora era fazer o possível e o impossível para sobreviver quando o ataque ocorresse.


VI. Fire in Neverland

A viagem durou por toda a madrugada. A filha de Íris pensou que conseguiria dormir, mas percebeu seu ledo engano assim que levou rum para o capitão pela primeira vez. Havia uma espécie de conselho de guerra reunido em uma sala e Gancho criava planos por cima de planos para explodir a Terra do Nunca. Ela jamais tinha entendido o motivo de tamanha rivalidade, mas descobriria que havia muito mais sobre aquela história do que o que era contado para as crianças.

Por volta do amanhecer, Jolly Roger atracou em uma praia distante da área central das terras de Peter Pan. Gancho deu a Silvia uma vantagem de meia hora para correr e se proteger, só porque tinha certeza absoluta de que uma pirralha como ela jamais conseguiria sobreviver às bombas que ele lançaria tão estrategicamente. Ele só se esqueceu de um detalhe: a garota tinha ouvido absolutamente todas as intenções dele, ela sabia exatamente onde cada explosão iria acontecer. Além disso, se tinha uma coisa na qual ela tinha se especializado nos últimos tempos era em fugir.

Silvia não teve muito tempo para parar e analisar os encantos do lugar, mas não pôde deixar de notar as fadinhas voando para lá e para cá o tempo todo, nem o vivo verde das folhas e muito menos o ruidoso som do mar e dos rios que serpenteavam pela ilha até desaguar nos domínios do Capitão Gancho. Se a Floresta Encantada exalava magia, a Terra do Nunca a transpirava! A semideusa gostaria muito, naquele momento, de poder ter mais tempo para admirar tudo à sua volt...

— Ow!

Havia uma parede invisível ali? A garota massageou o braço esquerdo enquanto se levantava confusa. Não havia nada à sua frente e, um segundo depois, algo a fez cair feito uma jaca madura no chão.

— Olá, Silvia Hope Royce.

— Como sabe meu nome? — Silvia perguntou enquanto se recompunha e reconhecia as vestes e olhos verdes daquele garoto de expressões élficas e zombeteiras.

— Eu sempre sei o que acontece na Terra do Nunca — disse, dando uma piscadela. — Quem entra, quem tem segredos, quem corre e quem anda... Meu nome é Peter Pan e você... bom, você parece ter algo a me contar.

Silvia estava a ponto de começar a falar quando o som de um corredor trôpego e esbaforido alcançou seus ouvidos e aos de Pan. Rolha vinha correndo o mais rápido que podia, tentando gritar, mas sem sucesso. O líder dos Garotos Perdidos ergueu as sobrancelhas e soltou um breve risinho, fingindo estar imediatamente arrependido de caçoar do pobre faxineiro do Capitão Gancho.

— Silvia...! Gancho vai atacar... agora! Ele... Ele levou o barco adiante... assim que você... sumiu pela mata. Ele não... não confia em você! Vai atacar... e... não se importa... se você morrer!

— Gancho?
— Indagou Peter Pan, seu olhava denotava um sádico divertimento.

— Ele disse que daria meia hora! Você precisa se preparar, Pan! Ele tem quinze bombas de grande efeito! Você tem Garotos Perdidos aqui, não tem? Salve-os!

— Ei, fique calma. Eu disse que sei de tudo o que acontece na Terra do Nunca, lembra? Vamos derrotar esse traiçoeiro. Agora mesmo, meu melhor amigo Felix e minha amiga Tinker Bell estão a ponto de surpreender a surpresa de Gancho. Venha comigo! Pela falsidade dele com você, deixarei que assista de camarote enquanto eu o faço de bobo mais uma vez. E você, gorducho, venha junto, por sua lealdade aos inocentes.

Os três saíram correndo pela mata até alcançarem uma rocha alta. Atrás dela, os três observaram Gancho em toda a sua pompa acreditar que surpreenderia Peter Pan e, logo em seguida, ser surpreendido por uma explosão de pó de fada que dominou todo o convés. Foi aí que um garoto cabeludo, que deveria ser o tal Felix, e mais um bando de meninos trajados em couro e portando facas partiram para o ataque.

Não se engane. As batalhas de Pan contra Gancho só são engraçadas nos contos da Terra (quase) Sem Magia. Os Garotos Perdidos e os piratas se enfrentavam com ferocidade, arrancavam sangue uns dos outros, matavam-se. Silvia ficou assustada com o que viu. Até então, tudo estava muito parecido com o que ela via nos contos, mas aquilo mostrava que a verdadeira Floresta Encantada era um lugar tão cruel quanto a Terra que Silvia conhecia. Era bem semelhante ao mundo dos semideuses, até onde ela sabia.

Foi então que Pan saltou rocha acima e bradou em alta voz a caminho da batalha. Era lançada uma bomba atrás da outra e nada parava o menino que nunca crescia. Obviamente, a batalha alcançou as crianças escondidas e, pela primeira vez desde que havia chegado ao Acampamento Meio-Sangue, Silvia precisou realmente lutar. E foi um desastre. Pelo menos, o pirata que a atacou também não era um dos melhores. Gancho não desperdiçaria um de seus melhores homens com dois pirralhos, certo?

A filha de Íris optou por se defender, não quis arriscar golpear sem saber o jeito certo e acabar ridiculamente morta, como quase aconteceu em seu período de fuga no mundo mortal. Enquanto isso, Rolha tentava acertar o pirata com seu esfregão, mas mais apanhava do que qualquer outra coisa. Pior do que isso era que Silvia não tinha a menor ideia de quais eram seus poderes. Mal fora reclamada por Íris e se vira em uma situação de vida ou morte fora do acampamento, em uma terra mágica pertencente a uma realidade alternativa. Ela não tinha ideia do que fazer.

O pirata, em compensação, não hesitava em atacar e Silvia acabou recebendo um talho no braço direito que a fez perder completamente a concentração para se defender. Foi a abertura que o adversário queria para poder finalizar a batalha com ela e capturar de volta o pequeno Rolha, que, a essa altura, já calculava por onde seria mais fácil fugir. O homem sorriu, exibindo os vários buracos onde deveria haver dentes, e ergueu a espada. Silvia não sabia o que fazer, suas pernas tinham se transformado em geleia e ela apenas ergueu os braços na frente do rosto e fechou os olhos, esperando o golpe final.

Nada. Ela abriu os olhos e viu a coisa mais bizarra que já tinha acontecido com seu corpo: havia linhas de luz por toda a extensão da pele e a espada curva do pirata simplesmente não conseguia atingi-la. Silvia não tinha ideia do que era aquilo e nem de como conseguira ativar, só sabia que tinha desejado, do fundo do coração, que aquela lâmina não a acertasse. Pelo visto, os poderes ainda desconhecidos poderiam ser descobertos em graves momentos de necessidade.

Como quer que fosse, o corpo cheio de filamentos iluminados de Silvia foi o suficiente para fazer o pirata tropeçar três passos para trás, com medo de que a menina fosse uma aliada de Josh, e para que ela tivesse tempo de se levantar e avistar uma imensa bola de fogo vindo em uma direção muito próxima de onde eles estavam. Ela ainda tentou gritar para avisar Rolha, mas a bola de fogo caiu e explodiu fortemente, lançando cada um dos três presentes em uma direção diferente.


VII. Peter Pan

Silvia acordou cerca de duas horas e meia depois que os ataques ocorreram, mas não tinha plena noção disso. Estava em um quarto, deitada sobre uma cama confortável e sem ninguém por perto. Ainda assim, era-lhe possível ouvir um ruído ininteligível que soava como a voz de Pan. Ela se levantou, com medo de ficar tonta, assim como ocorria na enfermaria do acampamento, mas talvez seu desgaste não tivesse sido tão forte quanto o da última experiência de desmaio.

Aproximando-se da porta, a voz ficou mais clara e já era possível compreender o que estava sendo dito. Não era bem do feitio de Silvia ficar ouvindo as conversas particulares das pessoas, mas eles falavam de Josh e ela achou que não continuariam a conversar sobre o assunto na frente dela.

—... aprenda a lição. Nunca pensei que diria isso, mas deveríamos lutar contra o mal principal, depois focamos nos nossos problemas pessoais.

— Eu concordo, mas, pelo visto, Gancho não pensa!

— Nunca pensou antes, não vai começar agora. Aquele idiota tem a mente muito pequena para entender o que é importante. E o importante é tirar aquele desgraçado do trono de Copas.

— É. Bom... e a garota?

— Ainda não decidi. Ela não sabe usar a própria arma, mas tem poderes que podem ser úteis para nós. Não pretendo matá-la. Poderá servir ao exército.

— Os outros não vão gostar de ter uma garota por perto.

— Ah, pois eu aposto que vão. Ela pode ser útil de várias maneiras.

— Você é horrível, Peter...

— Obrigado.

— E o pirralho?

— É um inútil, exceto para me dar energia vital. Darei um fim a ele daqui a pouco, só preciso esperar até o chá da Tinker Bell fazer efeito e essa maldita dor passar.

— O que vai dizer se a garota acordar antes disso?

— Que ele morreu naquela explosão, oras. Mas a papoula que você deu deve fazer o efeito longo que eu espero. Quer dizer, você teve o cuidado de duplicar a dose, não teve?

— Ahn... tive. Claro que tive!

— Felix?

— Eu tive!

— Merda, Felix! Ela é uma semideusa!


Pan se levantou tão rápido quanto sua perna machucada permitia e mancou até a porta do quarto onde Silvia estava, sem saber, trancada. A menina correu de volta para a cama e se acomodou, fingindo estar em sono profundo. Embora Pan pudesse saber de tudo o que acontecia em sua ilha, nem sempre ele fazia questão de saber, pois julgava estar perfeitamente no controle de tudo. Era esse seu erro. Silvia acabara de descobrir que o herói infantil que bradava aos quatro ventos que a vida com ele era maravilhosa na verdade se tratava de um maníaco. Ele era o verdadeiro vilão.


VIII. Save the orphan

Silvia precisava armar um plano. Sentia-se um pouco mais fraca do que antes, mas nada que realmente a atrapalhasse. Ela esperou cerca de quinze minutos depois da entrada de Pan no quarto, tempo no qual ela pensou em tudo o que poderia fazer e como, também ficando atenta às vozes do líder, de Felix e dos demais que pudessem aparecer por perto.

Assim que Pan se afastou, Silvia assanhou um pouco os cabelos e usou suas melhores habilidades de atuação (funcionavam com o pai, pelo menos) para chamar por alguém. Mas, primeiro, "tentou" abrir a porta, como se não soubesse que ela estaria trancada.

— Oi! Alguém pode me ajudar? Acho que a porta emperrou! Oooi!

Um garoto perdido veio abrir a porta, mas Felix o empurrou para longe e disse que ele mesmo tomaria conta da situação. Quando a câmara sem janelas foi aberta, o segundo em comando no exército de Peter Pan olhou para a garota de cima a baixo com intensa desconfiança.

— Obrigada. Você é o Felix, certo?

— Como sabe disso?

— Vi o início do ataque com o Pan antes de ele ir até vocês. Onde ele está?

— Resolvendo uns assuntos. Ele me orientou a te alimentar e te manter confortável aqui enquanto ele não volta. Está com fome?

Silvia assentiu positivamente, percebendo que realmente estava faminta. Não comia nada desde o jantar no Acampamento Meio-Sangue e passara a noite em claro servindo rum para o Capitão Gancho. Felix ofereceu uma bandeja com frutas e o que parecia ser carneiro assado. Poderia ser imprudente, mas a menina devorou o que pôde, confiando que estava salvo se os demais Garotos Perdidos também comiam daquela bandeja.

— Estamos na base de Pan?

— Você faz muitas perguntas.

— E você não responde a nenhuma — a menina rebateu, erguendo uma sobrancelha e fazendo o rapaz semicerrar os olhos. — Eu sou uma prisioneira? Porque Pan pareceu perceber que eu não tinha más intenções quando vim para cá.

— Não. Não é. E aqui é uma das bases do exército, mas não é a residência.

— Legal. Bem, pode me avisar quando Pan voltar? — Perguntou, levantando-se.

— Aonde vai?

— Tomar um ar lá fora. Estou me sentindo um pouco sufocada.

Silvia terminou de dizer tais palavras e imediatamente virou as costas, saindo. Felix, ainda sem entender, também se levantou para seguir a menina. Não gostava de manter uma garota, especialmente uma desconhecida e semideusa, por perto e estava certo em desconfiar. Mas Silvia era pequena e esguia o suficiente para passar por entre alguns garotos perdidos e desaparecer das vistas do segundo em comando. Quando Felix, bem maior que a maioria dos outros meninos ali, finalmente chegou ao lado de fora, Silvia já tinha desaparecido.

* * *

Silvia estava exausta, mas conseguiu cobrir uma longa distância em corrida. Percebia, cada vez mais, que essa era sua maior habilidade, correr, por mais que detestasse. Não o fez a esmo, contudo, e procurou o máximo de sinais que pôde para seguir no encalço de onde quer que o pobre Rolha estivesse preso. Esperava só que não estivesse tão atrasada e que o garoto estivesse vivo. Pan dissera que usaria sua energia vital. Se aquilo não significasse matar o menino, ela não tinha ideia do que era, só tinha certeza de que não era coisa boa.

Por fim, chegou a uma estranha baixada, cheia de cavernas e gaiolas de madeira e corda sisal. A maioria delas estava aberta, mas, ainda assim, Silvia caminhou com cuidado até encontrar o sinal do pobre Rolha, que estava todo encolhido e em pânico em uma jaula trancada. A filha de Íris, então, sacou sua faca e cortou o nó muito bem atado que prendia a porta da prisão do garoto. Porém, assim que ele a viu e que seus olhinhos se encheram de esperança, a voz de Pan alcançou os dois:

— Encontrou o que procurava, Silvia Royce?

Silvia se virou de frente para Pan e ficou em guarda — ou o que achava que era ficar em guarda. Não sabia se o material de sua arma faria qualquer efeito no líder dos Garotos Perdidos, mas precisava ao menos ameaçar.

— É, achei. Rolha, levante-se. Vamos embora daqui. Fique atrás de mim.

— Você nem sabe usar isso, Silvia.

— Mais um motivo pra você não arriscar. Sou descoordenada demais pra você prever meus movimentos! — E, dizendo isso, chutou uma pedra próxima na direção de Pan, esperando acertá-lo. Não aguardou para ver o resultado, porém, apenas agarrou a mão de Rolha e saiu correndo para longe de lá o mais rápido que pôde.


IX. Not the savior I expected, exactly like the villain

Rolha estava quase caindo morto de estafa quando ele e Silvia alcançaram a mesma costa na qual Gancho a tinha despachado. A menina não sabia o que esperar, na verdade, mas aquele foi o primeiro local no qual ela pensou quando disparou para longe de Pan. Não que tenha adiantado de alguma coisa, pois o garoto zombeteiro foi justamente quem ela encontrou só esperando por eles naquele exato ponto.

— Eu disse. Eu sempre sei o que está acontecendo na minha ilh... — algo acertou a cabeça do rapaz com uma força capaz de fazê-lo desmaiar. Silvia nem acreditou quando viu que o golpe tinha vindo de Killian Jones, o Capitão Gancho.

— Se quiser, sua chance é vir comigo. Vamos!

As crianças correram novamente e alcançaram o Jolly Roger no momento exato que Peter Pan se levantava, tomado por um intenso ódio. Quando ele finalmente conseguiu se erguer sem a cabeça doer, o navio e seus passageiros já estavam rumando para longe da Terra do Nunca, com Gancho dando um belo de um cotoco para o Garoto Perdido.

A tripulação deixou a Terra do Nunca enquanto Gancho explicava a Silvia que tinha decidido não abandonar a ilha quando viu que o pirata enviado para resgatá-la (e Rolha também) traíra sua ordem. Sim, o capitão tinha se arrependido de deixar a menina sozinha na ilha sabendo o risco que ela corria com aquele maníaco Peter Pan. Se ela fosse uma aliada de Josh, ele descobriria em seu navio e daria conta do problema por conta própria. Mas, se ela realmente fosse uma heroína enviada pelo Coelho Branco, não poderia ser deixada de lado.

— E eu sei que eu sou um babaca, Rolha, mas você é meu pirata! Não vou aceitar perdê-lo assim, mas, se você tentar desertar de novo, eu acabo com a sua raça! Vamos embora de uma vez. Ganharei mais fazendo meus negócios com os grandalhões de Berk do que aqui.

— Berk? Você disse Berk?

— É, eu disse. Se prepare para conhecer alguns dragões. À TODO VAPOR!

~*~

Adendos:

Missão Fixa escolhida:

O ceifador I: A maioria das histórias retrata o jovem Peter Pan como um herói que não queria crescer, quando na verdade a realidade pode ser um tanto macabra. O herói da terra do nunca é na verdade um antigo ceifador que tornou sua alma negra o suficiente para ser rejeitado por Thanatos e para se manter imortal captura e mata crianças do mundo real a fim de consumir sua essência e sua alma. Dessa forma o garoto fica jovem para sempre. Peter Pan está prestes a capturar mais uma criança e você precisa impedi-lo antes que isso aconteça. Conte-nos como descobriu que o herói de contos de fada é na verdade um vilão e o que fez para salvar um órfão, impedindo Peter Pan de ceifar sua alma.
Recompensas: 4.500 XP e Dracmas + 3 Fragmentos.
Requisito mínimo: Nível 3.

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Nível 2
Nome do poder: Flexibilidade Nata I
Descrição: Devido ao arco-íris está ligado as serpentes que se trançam no ar, os filhos de Íris/Arcus podem tornar-se flexíveis. O seu corpo parece moldar a lugares pequenos e suas agilidades podem aumentar. Isso faz com que se desviar dos inimigos, ou golpes seja mais fácil, pois ele se torna mais esquivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum

ATIVOS:
Nível 5
Nome do poder: Pele iluminada
Descrição: O semideus ficará coberto por filamentos luminosos e protegido de danos físicos por uma rodada
Gasto de Mp: 20
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Reduz os danos físicos em 15%
Dano: Depois que o poder é usado, entra em espera por 3 turnos antes de poder ser ativado novamente.

Itens levados:

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ] (Presa à cintura, embainhada, na maior parte do tempo; na mão direita quando foi empunhada.)

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. (Vestindo.)

+ Colar de contas do Acampamento. (No pescoço.)

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.





Silvia Hope Royce

.:: filha de íris ::.

Silvia Royce
Silvia Royce
Filhos de Íris
Filhos de Íris

Idade : 13
Localização : Chalé de Íris - Acampamento Meio-Sangue

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[RPs] Silvia Royce Empty Re: [RPs] Silvia Royce

Mensagem por Hefesto em Qui Maio 16, 2019 10:48 pm


Silvia Royce

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 4.500 XP e Dracmas + 3 Fragmentos

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 4.500 XP e Dracmas + 3 Fragmentos

comentários:
Por um momento, cheguei a pensar que teria que invalidar sua missão, por não estar ligando os pontos entre os personagens utilizados. Contudo, de uma forma que eu não esperava, você conseguiu criar um enredo que respeita a história e ainda surpreende o leitor. Mereceu cada ponto ganho nessa missão. Parabéns, Senhorita Royce

Atualizado por Macária.
Hefesto
Hefesto
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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Mensagem por Silvia Royce em Dom Maio 19, 2019 2:20 am

[RPs] Silvia Royce Silvia10
How To Train Your Dragon

Um Reino de Contos de Fadas - Missão Fixa III


OS ACONTECIMENTOS A SEGUIR SE INICIAM CINCO DIAS DEPOIS DA FUGA DA TERRA DO NUNCA. OS EVENTOS OCORREM ANTES DE "COMO TREINAR O SEU DRAGÃO 3".

X. This is Berk

— É, ficou bonito. Mas eu ainda tiraria esse chapelão — Silvia opinou sobre o novo visual do Capitão Gancho, pensativa. Killian Jones retirou o acessório e se olhou num pequeno espelhinho dado por um cara grandalhão que cortava os cabelos de todos os guerreiros daquela ilha de vikings e dragões.

Esta é Berk. Cheia de caras malucos, dragões indomáveis domados e batalhas incríveis, mas também é o lar de muito divertimento e sorriso. Bem, pelo menos era assim que a ilha costumava ser. Agora, embora os beberrões vikings continuassem dando altas gargalhadas, era um panorama de ironia e de autodestruição que trabalhava como plano de fundo. Tudo por causa de Josh, o louco que destruíra o que um dia fora o País das Maravilhas e que agora se sentava em um trono erguido a partir de sangue e morte e ameaçava a paz da Floresta Encantada.

Silvia, Rolha, Gancho e toda a tripulação do Jolly Roger tinham chegado havia dois dias e ouviram algumas atualizações. Aparentemente, foi devido ao fato de Josh ficar cada vez mais poderoso que Alice e o Coelho Branco se viram obrigados a buscar apoio de pessoas que tinham a mesma natureza mágica dele, a fim de combaterem-no de igual para igual e trazer de volta a paz. Além disso, precisavam também resgatar as várias criaturas mágicas do País das Maravilhas que tinham sido aprisionadas ou mortas durante a dominação.

Era aí que Silvia se encaixava. Havia semideus de todo tipo participando daquela grande missão mágica e seus papéis poderiam ser diferentes, conforme suas habilidades. A filha de Íris respirou muito mais aliviada quando ouviu isso, pois realmente não conseguia acreditar que seria capaz de carregar a salvação daquele mundo nas costas, mas com certeza daria conta de salvar alguém que estivesse precisando. Já tinha feito isso com Rolha, certo? E a sensação foi realmente boa. Era aquela a sensação de ser uma meio-sangue.

Enquanto imaginava o que deveria fazer e como realizaria qualquer que fosse o salvamento — sem muitos detalhes, é claro, pois ela não sabia o que viria em seu futuro —, Silvia se deixava encantar por Berk e pelos ensinamentos altamente perigosos dos jovens da ilha. Gancho se reunira com os líderes e os piratas tinham decidido beber e descansar à maneira deles. Assim, Silvia e Rolha tinham tempo de sobra para aprender coisas novas e obviamente foram atrás de lições sobre o diferencial daquelas terras: os dragões.

— É preciso ter cuidado com eles — a jovem Astrid, futura rainha do povo de Berk e noiva do líder Soluço, passava lições às crianças menores e aos seus visitantes. — Embora sejam extremamente fortes e, num contato inicial, ariscos, os dragões são criaturas sensíveis e muito inteligentes. Jamais devem subestimá-los.

— Caramba! Eu tô louquinho pra ter um dragão!
— Rolha faltou saltitar no lugar.

— Eu imagino que deva ser realmente tentador, mas lembre-se de que eles são espíritos livres e soberanos. Você nunca será dono de um dragão, mas, se ele gostar de você, poderá te dar a honra de ser seu amigo.

— Como descobriram que humanos e dragões poderiam trabalhar juntos? De onde eu venho, as pessoas os acham cruéis e os temem.

— Um erro comum. De fato, é importante respeitá-los, especialmente os de origem greco-romana, como você. Mas eles não são essencialmente maus. Apenas se defendem. Aposto que você tomaria providências se estivesse se sentindo ameaçada, não?

— Sem dúvida.

— Bem, não é diferente com os dragões. Soluço entendeu isso e apenas mostrou que queria ser um bom amigo, não uma ameaça. Olhem! Aí vem o Banguela! Não precisam ter medo dele, é o dragão do Soluço e sabe que vocês são convid... — a jovem guerreira se interrompeu.

O fúria da noite estava extremamente inquieto e querendo informar alguma coisa, arfava e urrava e todos pareciam um tanto alarmados, embora ele não estivesse ameaçando ninguém diretamente. Assim que conseguiu acalmá-lo, Astrid entendeu que havia um problema sério no lugar de onde Banguela acabara de voltar. Algo sério estava acontecendo.

— Perna de Peixe, informe o Soluço! Agora! Erit, chame os guerreiros e diga à Valka para assumir o comando de Berk! TEMPESTADE! — Uma enorme fêmea de dragão azul e dourado veio voando imediatamente após o chamado de Astrid e pousou ao lado dela. — Leve-me até a base de operações. Temos trabalho a fazer!

Rolha olhou para Silvia com pânico e começou a seguir as demais crianças, que eram conduzidas para um lugar seguro, mas a filha de Íris começava a sentir seu sangue semidivino borbulhar. Por algum motivo absurdo, sentia que deveria ir com os guerreiros de Berk, ainda que não tivesse ideia do que aguardar.

— Astrid, espera! Posso ir com vocês? Por favor, deixe-me ajudar!

— Eu agradeço a sua boa vontade, pequena Silvia, mas é perigoso demais e você não tem treinamento.

— Por favor! Eu tenho que ir!

— Silvia...

— Ela pode vir, Astrid!
— A voz de Soluço Spantosicus Strondus III pôde ser ouvida de cima, onde ele já pairava no dorso de Banguela. — Gancho contou para quem quisesse ouvir que foi o próprio Coelho Branco que a enviou para a Floresta Encantada. Ela deve ter algo de especial. Mas o Rolha fica!

— Bem, então se prepare para voar em cima de um dragão!
— Silvia prontamente subiu em Tempestade e gritou um "até logo" para Rolha, que suspirava aliviado por não precisar se colocar em risco.


XI. Become a trainer

Ela ficou muito enjoada nos primeiros trinta segundos de rapidíssima ascensão, mas logo a adrenalina tomou conta e só lhe foi possível sorrir abertamente e completamente extasiada. Nunca, jamais em toda a sua curta vida de quase 13 anos tinha vivido uma experiência tão surreal! Aquilo era incrível! Havia um fúria da noite, um dragão azul e dourado, outro de duas cabeças... um mais diferente do outro, e todos eles, absolutamente todos eles eram incríveis! A sintonia que tinham com os guerreiros era quase como uma irmandade, como se todos fossem um único organismo.

O problema para o qual Banguela viera atrás de solução estava em uma ilha de densa mata ligeiramente perto de Berk. Silvia percebeu que aquela distância preocupou Soluço, como se ele pressentisse que havia algo de muito perigoso ameaçando a paz de seu povo, como se só a presença de Josh na Floresta Encantada já não fosse suficiente...

Sempre muito cauteloso, mas, ao mesmo tempo, correndo muito risco, o líder mergulhou calmamente com arma em punho, pronto para qualquer eventual batalha. Cerca de um minuto depois, porém, veio o sinal de chamas que informava que todos poderiam descer com cuidado. Silvia nada viu que pudesse ser particularmente alarmante, mas sentiu uma estranha tensão no ar, quase palpável.

Então, quase imediatamente após o pouso de todos os guerreiros ali presentes, um guincho absurdamente aterrorizante cortou o ar e fez fortes arrepios correrem como carros de Fórmula 1 para cima e para baixo pela espinha da filha de Íris. Todos se voltaram na direção do ruído e começaram a se aproximar devagar, com armas em punho, Silvia fazendo o mesmo.

A mata só ficava cada vez mais fechada e difícil de atravessar à medida que o grupo avançava, e uma pesada névoa se formava onde parecia ser exatamente a origem do barulho. Aquilo poderia ser tudo, menos inofensivo. Foi aí que o grupo se viu em uma ampla clareira e diante de uma enorme sombra presa a grossas correntes. Soluço avançou com cuidado e Banguela abanou a cauda a fim de dispersar aquela estranha névoa, sendo imitado pelos outros dragões.

Silvia sentiu uma mão em seu ombro e quase se virou rapidamente para atacar, mas sentiu o cheiro da colônia forte e barata de Gancho arder em suas narinas bem a tempo e ficou mais tranquila. Era engraçado como os dois tinham se tornado bons amigos desde o ataque à Terra do Nunca. Inimigos em comum unem os mais inesperados parceiros, aparentemente. Enquanto isso, mais adiante, a névoa foi se dispersando pouco a pouco e nenhum inimigo apareceu, mas, ao mesmo tempo, a figura sombreada foi ficando cada vez mais nítida.

Revelou-se na forma do dragão mais lindo que Silvia poderia imaginar ver até o fim de sua vida. Seu corpo era roxo com filamentos prateados brilhantes e os olhos eram de um rosa tão suave que pareciam o mais delicioso dos algodões doces. E o mais venenoso também, como a linda maçã da Rainha Má. Se tinha uma lição a ser aprendida na Floresta Encantada era a de que as aparências enganam muito!

Todos mantinham suas armas em guarda para o caso de uma armadilha enquanto Soluço avançava um pouco mais na direção do grandalhão sem qualquer demonstração de defesa. Precisava confiar apenas em seu exército e mostrar ao dragão aprisionado que não tinha a menor intenção de machucá-lo. Silvia, com a natureza que tinha, obviamente não aguentou ficar ali parada e quis ver de perto como o viking faria para ganhar a confiança do enorme réptil voador.

Ela viu o rapaz abaixar a cabeça e não ousar olhar nos olhos da criatura, viu-o se aproximar devagar, erguendo sua mão para fazer o contato físico necessário e o viu esperar até o dragão querer aquele contato, mas nada aconteceu. Por vários minutos. Silvia olhou para os outros à sua volta, tentando ver neles algum tipo de expectativa ou talvez até uma explicação, afinal Soluço era o grande encantador de dragões, mas nada aconteceu. Então todos arfaram ruidosamente em surpresa, notando algo que Silvia só percebeu quando olhou de volta para a fera à sua frente.

O dragão a notara e agora a encarava com tanta atenção que parecia ler sua alma completamente. Quando a filha de Íris deu por si, já estava caminhando em direção àquela enorme serpente voadora e não tinha o menor medo de que algo ruim viesse a acontecer. Sentia-se completamente hipnotizada e tudo o que desejava era ter a honra de criar um vínculo com aquele ser tão lindo. Assim, começou a tentar imitar os movimentos que Soluço tentara anteriormente.

— Mantenha a cabeça abaixada e não se aproxime tão rápido, Silvia. Vá com calma. Ele já está encarando você, então não faça movimentos bruscos para não assustá-lo — Soluço orientou e Silvia apenas assentiu com a cabeça, obedecendo a cada orientação e estendendo a mão devagar. — Isso... Muito bem... Agora, vá parando. Deixe que ele se aproxime.

Gancho, lá atrás, viera até a frente do grupo para observar a cena e intervir, caso algo perigoso acontecesse, mas o que todos assistiram foi a um dragão enorme e de aparência arisca se aproximar calmamente de uma menina desconhecida e tocar a mão dela com seu focinho. Silvia soltou a respiração que nem percebera estar presa e se aproximou mais do dragão, agora com mais confiança para falar com ele e fazer amizade. E olha... a sensação era absolutamente incrível.


XII. A warning is sent, some bombs explode

A filha de Íris acariciou a pele coriácea e escamosa do enorme dragão roxo com extrema admiração. Só a cabeça daquele grandalhão era da altura de duas da garota, uma em cima da outra, mas ela já não estava mais assustada. O dragão moveu a cabeça para o lado e Silvia caminhou para sua lateral, acreditando que ele queria ser montado por ela. Não era o caso. O dragão queria mostrar uma marca em seu pescoço, uma inscrição que ainda sangrava e feita à lâmina. O que teria penetrado em uma pele tão rígida e resistente, Silvia só poderia suspeitar, e as opções não eram boas.

— "Mande meus agradecimentos ao Coelho Branco por ter enviado novos aliados." — Silvia começou a ler. — "Quanto aos resistentes, este é meu último aviso: deixem a Floresta Encantada ou serão queimados juntamente com os outros rebeldes. Rei de Berk, seus dragões deverão ser meus. Nenhum de vocês é páreo para o que virá a seguir."

Silvia olhou para Gancho, que estava furioso, e Soluço, que faltava espumar pela boca. Semideuses enviados para uma missão de salvamento tinham se voltado contra a causa — ou talvez só tivessem aproveitado uma oportunidade para que mostrassem suas verdadeiras faces. O líder do povo de Berk estava a ponto de dar um comando ao seu exército quando uma explosão muita alta cegou todos os presentes momentaneamente e atirou alguns guerreiros a vários metros de distância de onde estavam originalmente.

Antes que os demais pudessem se proteger do impacto contra os que "voavam" sem controle, os que permaneceram no chão foram surpreendidos por mais duas explosões simultâneas. E depois mais duas. E mais duas. Sempre uma de cada lado, até que os guerreiros se viram em um pandemônio formado por confusão de pensamentos, barulhos ensurdecedores, fuligem, ferimentos por estilhaços e dragões inquietos e assustados. Tudo isso dentro de um círculo verde de fogo grego causado pelas bombas explodidas em cadeia. Aquelas chamas não se apagariam tão cedo e era preciso sair dali tão logo quanto possível.

Ninguém sabia para onde ir ou que fazer. Não sabiam se havia um inimigo ali por perto, só esperando para acabar com todos de uma vez, ou se aquilo tudo era um sádico aviso de Josh. Os gritos confusos foram acrescidos de gritos de dor quando os guerreiros outrora nas bordas da clareira começaram a se debater sem sucesso para apagar o fogo em suas roupas. Os dragões em pânico rastejaram atrás de seus parceiros humanos e alguns logo alçaram voo, mas não foram muito longe, pois não sabiam se havia algum perigo por perto.

Banguela correu atrás de Soluço imediatamente, mas o guerreiro se recusou a ir embora enquanto não abrisse os grilhões que prendiam o dragão roxo. Silvia tentava ajudá-lo, mas as fechaduras eram engenhocas muito diferentes das comuns. Foi Gancho quem conseguiu encontrar uma técnica eficiente para arrombar aqueles estranhos cadeados e libertar o dragão. Bendito pirata!

Logo em seguida, o dragão de Perna de Peixe deu um rasante e o capitão foi arrebatado do chão em um rápido resgate. Banguela alçou voo com Soluço em seu dorso e Silvia, instintivamente, montou no dragão roxo e se segurou em suas escamas da melhor maneira que conseguiu antes que o grandalhão partisse céu acima, bem a tempo de escapar das chamas de fogo grego que tudo consumiam com extrema rapidez.

O exército, já com algumas baixas irreparáveis, tentava retomar sua formação para retornar a Berk quando um zunido alto de um dardo enorme cortou o ar. O projétil se alojou no pescoço do dragão roxo e quase atingiu Silvia de forma mortal. A menina caiu sem controle enquanto seu novo amigo despencava sem vida.


XIII. Enough! It's time to put him down!

Os braços de Killian Jones foram os responsáveis por impedir que a filha de Íris morresse naquela queda. Graças à belíssima condução de Perna de Peixe, a garota estava, agora, a salvo a bordo de Batatão e a caminho de Berk a toda velocidade. Ninguém conseguia entender realmente o que tinha acontecido, mas todos os vikings tinham plena noção de que não poderiam arriscar um ataque a Josh. O garoto tinha armamento para matar dragões e atiradores certeiros demais para cumprir tal feito.

Quando alcançaram Berk, foram diretamente para a sala de comando, onde Soluço andava de um lado para o outro, quase abrindo um buraco no chão. Guerreiros feridos eram rapidamente tratados, piratas questionavam Gancho sobre o que fariam a seguir e a cabeça de Silvia girava em uma pilha de nervos. Todos os seus instintos de semideusa berravam para que ela tomasse uma atitude, mas seu lado mais racional dizia que ela precisava pensar calmamente. Todos deveriam. Josh acabara de demonstrar seu poderio contra dragões, criaturas extremamente poderosas em todo e qualquer reino.

— Não podemos contra ele, Soluço! Vamos morrer e matar nossos dragões se tentarmos! — Bradou Erit Eritson, depois de um longo tempo de intensa discussão desesperada.

— E o que faremos? Ficaremos de braços cruzados enquanto esse louco acaba com toda a Floresta Encantada? Ele não vai parar sozinho! Alguém precisa fazer alguma coisa!

— E quem vai fazer? Estamos acabados, Soluço! Até os semideuses trazidos pelo Coelho Branco estão se unindo a ele!


— Nem todos estão.

— Com todo o respeito, mocinha, mas o que você vai fazer?

— Calma lá, camarada!
— Gancho interveio. — Acabamos de ver um dragão aceitar essa "mocinha" aqui. Eu a vi enfrentar Peter Pan para salvar um dos nossos piratas e ela só mostrou lutar a favor da Floresta Encantada desde que a conheci.

— Farei o que eu puder fazer, Erit. Admito que não sou ninguém para derrotar o Josh, mas, se ninguém fizer nada, o resultado será mortal de forma inevitável. Prefiro lutar. Se for para morrer de qualquer jeito, que seja sem me acovardar!

— Lute o quanto quiser, mas nós não podemos simplesmente entrar no plano do Coelho Branco depois do que acabamos de ver. Esse cara tem fogo que arde por mais tempo que o fogo normal. Tem flechas gigantes para matar nossos dragões. Não podemos ser descuidados!

— Eu concordo. E é por isso que sei que não posso mais ficar aqui. Josh sabe da existência dos enviados do Coelho Branco e vai caçar cada um dos que estiverem contra ele. Quanto mais tempo eu ficar aqui, pior será para vocês. Gancho, se não quiser mais que eu o acompanhe, irei entender. Mas minha missão é lutar. Eu não tenho muita experiência, mas, pelo que já aprendi, ser uma semideusa é arriscar a vida e salvar aqueles que precisam de salvamento. Especialmente se pessoas como nós estiverem ameaçando inocentes. Ele é um semideus. Posso não ter forças para lutar contra ele, mas farei a minha parte para derrotá-lo com os outros e livrar a Floresta Encantada de um mal que não pertence a ela.

Silvia não tinha ideia de qual era a origem de todo aquele discurso de coragem, simplesmente falou o que viera ao seu coração. Queria lutar. Queria salvar os que precisavam de salvação. Gancho se ergueu e os piratas presentes o observaram atentamente enquanto ele se dirigia ao seu imediato e ordenava que todos fossem reunidos a bordo do Jolly Roger. Berk precisava se reerguer do ataque e se preparar. Silvia precisava completar sua viagem para o País das Maravilhas tão logo quanto possível. E precisaria deles. Soluço se levantou.

— Aquele ametista sombrio confiou em você, Silvia, então eu confio em você. Gancho tinha me dito que você era corajosa. Enfrentou Peter Pan logo depois de descobrir o canalha que ele é, arriscou a vida para salvar um camarada e se manteve firme mesmo quando o próprio Gancho ainda não confiou em você. Agora demonstra querer lutar por nós mesmo sem nos conhecer. Você pode estar me enganando redondamente, mas eu prefiro acreditar que é uma heroína. Não podemos nos arriscar com você nessa jornada, mas Berk sempre estará aqui se você precisar de abrigo. Que os deuses estejam com você.

A semideusa agradeceu o apoio do líder viking e se despediu dos guerreiros de Berk. Unida à tripulação, a garota retornou ao navio e viu a ilha de Berk ficar cada vez menor à medida que o Jolly Roger avançava pelo mar na direção do País das Maravilhas. Silvia não sabia se passaria por mais algum reino encantado no caminho e, se passasse, não sabia que mal poderia encontrar, mas faria questão de combatê-lo.


XIV. Back to the ship, back to the sea

Horas depois da partida, quase todos os piratas já estavam recolhidos, mas Silvia não conseguia pregar os olhos e encarava o mar, debruçada sobre o castilho. Tudo começara com ela observando o mar. Um Coelho Branco de terno e desesperado viera pedir ajuda e ela pensou ser uma pegadinha. As coisas tinham começado até calmas, mas logo ela percebeu que não havia brincadeira em nada daquilo. Não tinha ideia do que a aguardava, não sabia se sairia viva daquela aventura, mas com certeza sabia que nunca mais seria a mesma pessoa.

Como sua vida tinha mudado! De repente, Silvia sentiu como se já fizesse um século desde que tinha vivido uma perseguição quase mortal para encontrar o Acampamento Meio-Sangue. Até perdera a noção de quanto tempo já fazia desde que ela tinha chegado à Floresta Encantada. Ela sacou a faca da bainha e a observou calmamente e com os pensamentos longe até Gancho aparecer com uma caneca de leite quente com mel e canela para ela.

— Obrigada.

— Você precisa descansar. Eu sei que o colchão de palha não deve ser tão confortável quanto o do seu acampamento, mas você precisa dormir um pouco.

— Semideuses não descansam realmente quando dormem. Geralmente sonhamos com coisas horríveis, sabia?

Gancho ficou pensativo.

— Quer um pouco de rum pra ver se ajuda? — Brincou, fazendo a garota rir. — Vamos, vá descansar. Prometo que te acordo se algo acontecer, camarada. Vá. É uma ordem do seu capitão.

Silvia sorriu e obedeceu, desejando boa noite ao líder pirata e descendo as escadas do convés em direção aos alojamentos. Apagaria assim que se deitasse e sonharia com um reino totalmente destruído, um castelo envolvido por trevas e um labirinto cheio de sangue. Sonharia com túmulos e prisões e com portais extremamente confusos. Mas, principalmente, sonharia com um objeto enigmático e presente em todos os estranhos cenários, como um easter egg: um chapéu surrado que girava sem que ninguém o tocasse.

~*~

Adendos:

Missão Fixa escolhida:

Como treinar seu Dragão: Na floresta encantada existe um povo nômade que vive perfeitamente bem entre os dragões. Suas casas são fortes com capacidade para conter, ajudar e treinar tais criaturas com uma riqueza de detalhes impressionantes. Eles não apenas conseguem conviver com os dragões, como também conseguem domesticá-los. Você acabou encontrando esse povo e como um verdadeiro curioso deseja aprender junto a eles. Conquiste a confiança dos nômades e aprenda com eles a como treinar e virar amigo de um dragão.
Recompensas: 8.000 XP e Dracmas + 6 Fragmentos
Observação: Personagens que possuem dragões como mascotes ganham um bônus de 2.000 de XP por aprenderem mais sobre eles. Além disso, essa missão pode gerar uma habilidade sobre conhecimento de dragões.
Requisito mínimo: Nível 7.
— HABILIDADE GERADA:
Habilidade:
Conhecimento sobre dragões
Descrição: O personagem conviveu e aprendeu com o povo draconiano as características, habilidades e diferenças sobre os dragões e agora já consegue lidar um pouco melhor com eles. Ao obter esse conhecimento o semideus é capaz de conseguir ajuda, domar, ou evitar ser atacado por um tempo pelas feras, desde que essas não estejam sobre qualquer outro tipo de domínio ou magia. Ou seja, se o dragão em questão não possui dono, está com o humor afetado por algum outro fator, ou sendo manipulado por magia o personagem ainda conseguira lidar com ele.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +50% de chance de não ser atacado por dragões. +30% de chance de conseguir que ele te ajude caso o personagem consiga se aproximar. +20% de chance de descobrir um ponto fraco ao lutar contra um dragão.
Dano: Nenhum
Extra: O conhecimento permite ao semideus criar estratégias melhores relacionadas aos dragões, ou seja, ele aprende a lidar com eles de maneira ofensiva ou defensiva.

Poderes utilizados:

Nenhum poder utilizado nesta missão.

Itens levados:

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ] (Presa à cintura, embainhada, na maior parte do tempo; na mão direita quando foi empunhada.)

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. (Vestindo na maior parte do tempo.)

+ Colar de contas do Acampamento. (No pescoço.)

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.





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Silvia Royce
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Filhos de Íris
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Localização : Chalé de Íris - Acampamento Meio-Sangue

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Mensagem por Silvia Royce em Ter Maio 21, 2019 12:52 am

[RPs] Silvia Royce Silvia10
When You Wish Upon a Star

Um Reino de Contos de Fadas - OP


OS ACONTECIMENTOS A SEGUIR SE INICIAM TRÊS DIAS DEPOIS DA SAÍDA DA ILHA DE BERK. SILVIA ESTÁ NAVEGANDO COM O CAPITÃO GANCHO E SUA TRIPULAÇÃO A BORDO DO JOLLY ROGER. A NARRAÇÃO SE TRATA DA MISSÃO ONE-POST LIVRE DO EVENTO.

XV. Firenze

Depois de sair da ilha de Berk e de ver muito mar para todos os lados, finalmente Rolha deu o grito que todos os piratas esperavam ouvir: terra à vista! Lá atrás, o Capitão Gancho conduzia o leme com maestria e tinha o olhar esperançoso de quem finalmente vai poder tomar um banho em uma pousada e comer algo diferente do peixe assado do pirata Espetinho.

Silvia polia sua faca quando ouviu o feliz brado de seu mais recente amigo e se levantou, guardando os materiais emprestados e mirando longe, tentando descobrir que novo reino da Floresta Encantada conheceria agora, mas ainda não tinha a menor ideia de qual era. De onde estava, só o que via era o que parecia ser uma cidade largada havia muito tempo e cheia de madeira velha e apodrecida por todos os lados.

— Ei, Gancho! Onde estamos? Parece uma cidade abandonada...

O líder pirata acabara de perceber o que Silvia dizia e seu olhar esperançoso tinha mudado para um preocupado. Não era assim que ele imaginava encontrar o destino daquele trecho da viagem.

— Tem alguma coisa errada... Estamos chegando a uma cidade chamada Firenze, Silvia. Creio que há um lugar de mesmo nome em seu mundo.

— Sim, na Itália, eu acho...

— Bem, o homem que fundou a Firenze daqui era do seu mundo. Ele ficou perdido aqui e não conseguia encontrar uma forma de voltar para sua terra natal. Quando ele finalmente aceitou que não realizaria seu sonho de voltar, resolveu se assentar em um lugar só e parar de viver como nômade. Veio para esta parte da Floresta Encantada guiado pela estrela mais brilhante do céu e a nomeou como Firenze para homenagear o lugar que tanto amava. Com o tempo, várias pessoas desesperançosas passaram a viver por aqui também e o lugar virou uma vila. Depois uma cidade.

— Parece triste.

— Eu sei, mas a história não acaba aí. O fundador da cidade percebeu que, no fim das contas, realizou um sonho: ele transformou uma parte da Floresta Encantada no lugar que ele conhecia como sua casa e conseguiu voltar a ser feliz. Além disso, os outros sem esperança também encontraram realizações por aqui. Aqueles que não tinham uma casa própria para morar se livraram de senhorios quando montaram suas residências aqui. Aqueles que não conseguiam encontrar o amor verdadeiro encontraram seus pares. E até mesmo aqueles que nunca tinham conseguido uma família conseguiram ter filhos aqui. O caso mais famoso é o de um velho artesão que vivia sozinho com um gato e um peixe. Firenze deixou de ser a cidade dos desesperançosos para receber o título de Cidade dos Desejos Realizados. Basta pedir à estrela mais brilhante.

Silvia estava impressionada. Pelo visto, as pessoas tinham a capacidade de encontrar aquilo que mais esperavam quando paravam de procurar com tanto furor... Talvez a calma e a tranquilidade fossem o remédio para os problemas da vida, a jovem menina concluiu, imaginando que sua busca por se sentir completa novamente seria infrutífera até que ela realmente aceitasse seu destino. Pelo menos, era assim que acontecia na Firenze da Floresta Encantada. Se até um velho artesão conseguira um filho depois de ter só um gato e um peix... Espera um minuto aí!

— PINOCCHIO?! — Silvia perguntou extasiada. Era um de seus contos favoritos. — Estamos na cidade de Gepetto e Pinocchio?

Gancho sorriu e assentiu, mas ainda achava estranho que tudo parecesse tão abandonado. Não deveria ser daquele jeito.

— A mão de Josh deve ter alcançado a cidade de alguma forma. E aí, semideusa? O que acha de tentar descobrir o que aconteceu aqui?

— É pra isso que estou aqui.

O pirata virou levemente o leme a fim de conduzir o Jolly Roger para o porto da cidade. Silvia observava atentamente os diversos amontoados de madeira tomarem forma de pilhas de entulho, como se alguém tivesse reunido aquilo tudo em montantes, possivelmente para queimar depois. Por que a cidade tinha tanta madeira, Silvia ainda não sabia responder. Até que se aproximaram o suficiente para a menina ver que, além dos grandes montantes, havia também várias outras ripas caídas no chão em formatos estranhos. Ou melhor, sugestivos.

Como se o peso de uma tonelada caísse subitamente em seu peito, Silvia percebeu que eram formatos de corpos.


XVI. The curse

A filha de Íris e os piratas aportaram em um cais vazio. Não havia viva alma por perto para dar a eles as boas-vindas à cidade ou mesmo para informar o que, diabos, estava acontecendo ali. Gancho ordenou que seu imediato que tomasse conta da tripulação por um tempo, enquanto ele desceria para verificar. Silvia foi junto, sabendo que aquilo poderia ter a ver com o novo rei louco da Floresta Encantada.

Enquanto a dupla caminhava, o cenário só se tornava cada vez mais tenebroso. Os amontoados de madeira eram vários corpos empilhados e sem vida. Os olhares sem brilho indicavam que aquelas criaturas tinham morrido sem acreditar que algum dia seriam de verdade. Mas... até onde Silvia sabia, pelo menos, só Pinocchio tinha vivido a experiência de passar de marionete a ser humano por magia.

— E parece que servi de inspiração — disse uma voz masculina quando a garota fez o questionamento ao capitão.

Voltando-se na direção do som, Silvia avistou um adolescente trajando calças e sapatos de couro surrados, uma camisa bege que parecia não ver água havia muito tempo e uma gravata borboleta desamarrada. Além disso, o rapaz tinha cabelos pretos sujos e profundas olheiras sob as íris azuis. Mas o mais importante de tudo: o rapaz era completamente feito de madeira.

— Pinocchio?

— A seu dispor. Você não é da Floresta Encantada — ele constatou com uma breve análise visual. — Fui criado por magia. Eu sei reconhecer quando algo é de uma natureza mágica ou não. E a sua natureza é exatamente como a dele. Mas... você não está tentando acabar com a minha vida. Então quem é você?

— Eu vim para tentar ajudar a Floresta Encantada. Meu nome é...

— Ajudar? — Pinocchio riu ironicamente. — Olha, você chegou um pouco tarde.

— Isso ainda não acabou. Fui enviada para cá pelo Coelho Branco com outros guerreiros e nós vamos derrotar o Josh. Vamos libertar os que foram aprision...

— E VÃO TRAZER DE VOLTA AQUELES QUE MORRERAM? ESTÃO TODOS MORTOS! Josh prendeu a Fada Azul e usou um aliado bruxo para transformar a cidade inteira de volta em madeira. Depois caçou todos os que pôde encontrar e arrancou a vida deles com magia. Tá vendo tudo isso aqui à sua volta? É A POPULAÇÃO DE FIRENZE! Poucos escaparam. E ainda assim, já morreram. Meu pai entre eles. Veio ajudar, pequena heroína? Sinto muito, mas você se atrasou. Deixa pra próxima.

O rapaz virou as costas e caminhou para longe. Silvia não conseguia acreditar no que estava vendo, aquele não era o menino valente, sincero e generoso que recebera a magia de ser transformado em menino de verdade por lutar pelo que era certo e por se sacrificar por quem precisava dele.

— PINOCCHIO! ESPERA! — Silvia correu atrás dele. — Tem que haver uma solução! Venha com a gente! Venha para o navio! Vamos descobrir onde a Fada Azul foi aprisionada e trazer a vida de volta a Firenze!

Pinocchio riu com extrema ironia e olhou para o céu. A primeira estrela surgia, mais brilhante do que todas as outras que viriam depois, e ele se sentiu extremamente desolado. Enganado por tudo o que tinha aprendido na vida. Bastou chegar um forasteiro e tudo o que ele tinha aprendido tinha sido destroçado.

— Se é isso que você tanto deseja, peça à estrela. Quem sabe o seu pedido ela atenda...


XVII. When you wish upon a star,
makes no difference who you are...

Inclinada sobre o castilho do navio, apoiada nos cotovelos, Silvia alternava sua observância entre a estrela mais brilhante do céu e a Firenze abandonada que não combinava com suas lembranças do conto de fadas de Pinocchio. Horas tinham-se passado. Fada Azul sequestrada, uma população inteira transformada em madeira e com suas vidas roubadas. Aquilo ia além de tirania, era um sadismo fora de controle. O que Josh ganhava ao cometer tamanhas atrocidades? O que poderia ser tão prazeroso naquilo tudo? Não fazia o menor sentido!

Apesar de não ter as respostas para tais perguntas, a semideusa não parava de pensar em tudo o que já tinha ouvido sobre outras figuras icônicas que tinham sido mortas ou aprisionadas e agora começava a planejar o que iria fazer quando chegasse ao País das Maravilhas. Uma espécie de estratégia se formava em sua mente, mas só daria certo se outros semideuses também conseguissem cumprir suas tarefas, as quais ela não conhecia. Silvia estava mais às cegas do que tudo em toda aquela confusão, mas sabia muito bem de que lado queria lutar.

— Oi! — O jovem e gorducho Rolha se aproximou com seu costumeiro sorriso. Normalmente, carregava nas mãos um esfregão ou um prato de comida. Naquela noite, era a segunda opção. — O capitão me disse pra não sair de perto de você até você comer. Espeto fez peixe frito empanado hoje, olha!

Silvia olhou para a popa do navio, onde, ao lado do leme, Gancho a encarava como quem diz "coma ou vai caminhar na prancha!", e pegou uma das tirinhas de peixe. Estavam maravilhosas, apesar de todas as reclamações da tripulação sobre a falta de criatividade do cozinheiro para novos pratos.

[deeppink]— Sabe... o capitão contou sobre vocês terem encontrado o Pinocchio. Ele tá louco pra descer lá e acertar uns socos na cara dele, mas disse que isso poderia prejudicar a sua missão.[/color]

— Talvez. Mas admito que até eu fique com vontade de dar um chacoalhão nele. Quer dizer... Eu entendo. Ele perdeu tudo. Eu também perdi... Mas, se ele se deixar levar pela derrota, nada vai conseguir! Eu não tenho como trazer meu pai de volta, Rolha, mas ele tem! Eu me apegaria a todo fio de esperança que aparecesse pra mim...

Rolha assentiu, compreendendo mais do que Silvia poderia imaginar. Ela não tinha ideia, mas o garoto sempre feliz tinha um plano de fundo de tristeza e incertezas. Ele mesmo não tinha ideia de quem era, nunca tinha conhecido seus pais e não sabia se algum dia seria completamente feliz. Já era bom ter um navio onde morar e ganhar uns trocados ajudando os faxineiros do Capitão Gancho, especialmente agora que ele andava tão bonzinho, mas aquela não era a vida dos sonhos. Passava bem longe de ser.

No fim das contas, os dois piratas mais jovens do Jolly Roger optaram só por terminar de comer e ficar em silêncio. Rolha já estava a ponto de sair e levar o prato para a cozinha quando perguntou:

— E o que você vai fazer?

Silvia suspirou fundo e olhou para a estrela mais brilhante do céu. A Fada Azul tinha sido sequestrada, mas talvez a magia da estrela não precisasse somente dela para funcionar. Não custava tentar um pedido, ainda que só ela e a estrela soubessem que ela o fazia:

— Bom, só o que eu desejo é conseguir ajudar o Coelho Branco e os demais a salvar a Floresta Encantada e a trazer o reino de volta ao que sempre foi.

— Aposto que você vai conseguir. Boa noite, Silvia.

— Boa noite, Rolha.

Silvia olhou novamente para o céu e esperou, do fundo do coração, que seu pedido fosse atendido. Não poderia perder as esperanças como Pinocchio perdeu. Se o Coelho confiara nela, era porque algo de especial deveria haver nela. Pinocchio perdera o pai e ela conhecia aquela dor melhor do que o rapaz poderia imaginar. Joseph Royce jamais voltaria à vida, mas talvez Gepetto tivesse essa chance e ela não a deixaria escapar. Foi com esse pensamento que a menina decidiu se recolher ao seu alojamento, dando ainda um último aceno para o Capitão Gancho.


XVIII. The rescue of the Blue Fairy

Era madrugada alta quando uma luz branca muito forte invadiu o alojamento onde Silvia dormia sozinha. Quando a garota abriu os olhos, viu que um embrulho de papel tinha sido deixado em seu colo com um bilhete: "Segure com as duas mãos e olhe atentamente para a figura formada." Não fazia o menor sentido, mas, se ela estivesse certa, aquilo poderia ser uma resposta ao seu pedido. Rapidamente, Silvia se sentou em seu colchão de palha e abriu o embrulho, tirando de dentro dele um apanhador de sonhos.

Obedecendo às instruções, a menina segurou firmemente o objeto e tentou entender o que era a figura formada pelo emaranhado de linhas. Quando finalmente entendeu, viu um pé de tênis All Star de cano médio. Com asas. Aquilo não fazia o menor sentido! Então a imagem subitamente começou a se mover, as asas bateram e o tênis voou pelo pequeno círculo do apanhador de sonhos, desaparecendo em um vórtice luminoso que revelou o rosto de um homem que a menina nunca tinha visto na vida, mas que tinha feições estranhamente familiares.

— Está me vendo? Consegue me ver? Ah, consegue! Olá, filha da minha parceira nas comunicações divinas e semidivinas! Eu sou Hermes! Deus dos viajantes, das informações, das tecnologias e dos ladrões (não que eu me orgulhe muito dessa última parte). Você fez um pedido à Primeira Estrela e até aqui venho para conceder a realização do seu desejo. Ou, pelo menos, dar-lhe os meios e as orientações para tal.

Silvia mal conseguia raciocinar.

— Voc... O senhor é Hermes? Tipo o deus grego do chalé 11? Como veio até a Floresta Encantada?

— Ora, nossa esfera de atuação não se limita só ao seu mundo, minha criança. Embora não nos façamos totalmente presentes aqui, sempre damos um jeito de dar o nosso toque pessoal à Floresta Encantada. Ou você acha que o Héracles dos contos é diferente do meu irmão Héracles? Claro que Hades nunca teve cabelo azul e em chamas, mas o grande deus da força... cof, cof, Johnny Bravo do Olimpo, cof, cof... é exatamente o mesmo. Parte de suas aventuras foi vivida aqui e os dois reinos contam sua história.

Hermes era engraçado. Silvia decidiu que poderia confiar nele.

— Como vai me ajudar? O Coelho Branco me trouxe até a Floresta Encantada e eu nunca me senti preparada para cumprir o que foi pedido até pouco tempo atrás. Agora eu sei o que devo fazer. Preciso libertar a Fada Azul, primeiro, trazer a vida de volta a Firenze. Depois preciso salvar o Chapeleiro Maluco, pois ele tem acesso a todos os lugares. Se eu o salvar, ele poderá viajar pelos reinos e reunir todos os elementos mágicos necessários para restaurar a ordem. Eu não tenho como derrotar Josh, não tenho poder para isso, mas outros semideuses têm. Eu preciso deixar tudo pronto para quando eles vencerem. O Chapeleiro pode até ajudar os semideuses, se for preciso. Eu não sei. Só o que sei é que ele é a chave, pelo que vejo.

Hermes sorriu do outro lado do vórtice mensageiro, aprovando o plano. Então tateou em seus bolsos até encontrar um papel dobrado e atirá-lo para Silvia através do apanhador de sonhos. Era um mapa em pergaminho antigo, exatamente como um daqueles das famosas histórias de piratas.

— Você será parte da restauração da paz, Silvia. Esse mapa é o seu primeiro passo. Prove seu valor a Pinocchio e traga a Fada Azul de volta. Seu amigo Killian Jones poderá ajudá-la, já que é a especialidade dele. Ela está em uma fortaleza em Firenze. Devolva a magia a essa cidade e a Floresta Encantada saberá que você é digna. Um lembrete importante: sempre deixe a consciência ser seu guia. Ouça os seus desejos, mas escolha com sabedoria. Você reconhecerá a consciência quando a vir.

— Grilo Falante?

— Não, não. Jiminy é a consciência de Pinocchio, mas você ainda pode tirar uma lição dos ensinamentos dele. Pra quem não tem sorte e quer se ver longe do azar, é bom que experimente: tente um assobio. E as coisas vão por certo melhorar! — O deus cantou, fazendo referência à música do clássico desenho animado e Silvia sorriu, entendendo o que deveria fazer. Com um desejo de boa sorte, o deus se despediu da menina e a mensagem se apagou.

Silvia observou o mapa com extrema atenção, procurando o cais onde o Jolly Roger estava ancorado para se localizar. Logo conseguiu. Deveria mostrar o pergaminho a Gancho e começar logo a busca, mas ela queria fazer tudo do jeito certo. Assim, com a música ainda em sua mente, a menina assobiou. Cinco segundos depois, um som que ela jamais esperaria ouvir a fez quase pular de susto e ela abriu a porta para encontrar sua consciência.

O som fora um latido. A consciência era um filhote de rottweiler de três meses, mas já bem grande e esperto. Em seu pescoço, uma plaquinha que dizia "Dê um nome! Ele não fala, mas foi encantado para saber apontar a melhor decisão nesta missão. Tente um assobio!" Silvia se abaixou e fez carinho em seu mais novo amiguinho, que pulou em cima dela, todo brincalhão e cheio de amor, mesmo que fosse de uma raça conhecida por ter certa agressividade.

— Hermes me disse para ouvir meus desejos e deixar minha consciência ser meu guia. Seu nome será Willer, "aquele que deseja". Seremos bons parceiros, eu prometo.


XIX. Bringing magic back

Gancho nem esperou amanhecer. Silvia batera à sua porta logo depois de nomear o novo amiguinho e, ignorando os questionamentos em sua mente, o pirata ouviu sobre o mapa e tratou de partir para a terra firme a fim de encontrar a Fada Azul. A dupla observava o mapa constantemente. Gancho era experiente naquilo, mas, com a presença de um cão-consciência, ele fez questão de sempre perguntar para ter certeza.

Muitas voltas foram dadas. Silvia chegou a pensar que teria sido incrível fazer aquela incursão por Firenze quando tudo estivesse bem, mas, para isso, precisaria fazer a cidade voltar ao que era. Willer farejava absolutamente tudo o que podia ao longo dos caminhos escolhidos, enquanto Silvia e Gancho analisavam o que podiam para procurar marcas de magia que indicassem que estavam no caminho certo. Por vezes encontravam e isso trazia um absurdo ânimo!

Ainda assim, a busca não foi fácil. Embora não existissem guardas por perto, várias armadilhas foram dispostas em lugares inesperados. Silvia e Gancho se livraram de ter as pernas arrancadas ou a cabeça explodida por várias vezes. Na maioria delas, foi o pirata que percebeu o engodo e aproveitou para ensinar Silvia a identificar as evidências. A menina fazia anotações mentais para cada dica recebida e ficava cada vez mais atenta ao que se mostrava diante de seus olhos.

O dia estava amanhecendo quando o trio finalmente encontrou a entrada para uma caverna. Willer entrou primeiro, indicando que era a escolha certa a se fazer, e Silvia o seguiu sem medo. Por precaução apenas, sacou sua faca e olhou em volta, atrás de qualquer coisa que pudesse indicar onde a fada estava. O grupo precisou dar mais algumas voltas dentro da caverna para finalmente chegar a um grande átrio, no centro do qual estava um caixão feito de um estranho holograma mágico, onde a linda Fada Azul repousava com uma expressão triste e agoniada.

— Não me diga que preciso beijá-la... — Gancho perguntou, todo sonhador, mas Willer latiu furiosamente para deixar bem claro que não. Com o focinho, o filhote tocou o cabo da faca de Silvia. A menina deveria utilizar o bronze celestial para quebrar uma corrente dourada que prendia a fada ao chão de pedra e que criava a imagem virtual do caixão.

A menina avançou. Talvez algum problema pudesse acometê-los, mas ela não pensava nisso naquele momento. Estava decidida a cumprir sua tarefa e caminhava obstinada em direção à jovem mulher. Com cuidado e delicadeza, Silvia sentiu sua faca cortar as correntes e viu o brilho da Fada Azul crescer, crescer e tomar conta de toda a caverna, até que sua energia foi tanta que o local explodiu em vários pedacinhos, deixando apenas a semideusa, o pirata e o filhotinho intactos.

A cena seguinte foi a coisa mais linda que Silvia já tinha visto. A cor voltou gradativamente a Firenze e trouxe com ela a vida. Plantas que morriam sem o ânimo da cidade voltaram a ter vivas cores. Os amontoados de madeira ganharam vida e retornaram à condição de humanos de verdade. Gritos de alegria podiam ser ouvidos à distância, especialmente quando famílias se encontravam depois de toda aquela atrocidade que tinham sofrido. A Fada Azul caminhou até Silvia e lhe sorriu com extrema emoção antes de fazer carinho em Willer e agradecer ao trio por terem trazido de volta à vida a linda Cidade dos Desejos.

Por não pertencer ao local, a Fada Azul logo alçou voo e retornou à sua casa nas nuvens, junto às outras fadas. Tudo estava bem em Firenze novamente e ela poderia patrulhar a cidade à maneira como todos sabiam que ela sempre faria. Willer saltou em Silvia, todo feliz pelo resultado da missão, mas se tremeu todo quando um brilho mágico deixou seu corpo. Silvia se preocupou brevemente, mas logo viu que tudo estava bem. Willer não era destinado a ser uma consciência para sempre, mas sim apenas por aquela missão. Agora ele era apenas um filhotinho brincalhão e amoroso que não queria sair de perto de sua nova amiga e que latia alegremente olhando para um lindo encontro ao longe: Pinocchio, aos soluços, abraçava o pai, que vivia novamente.

* * *

Silvia tinha conseguido. Salvara Firenze. Recebera de Pinocchio um belo banquete de agradecimento, juntamente com os piratas. Infelizmente, porém, ela não pôde ficar lá por muito tempo. Sabia que o tempo se encurtava e que, agora, ela precisava ir diretamente para o País das Maravilhas. Era hora de colocar um ponto final em toda aquela bagunça e ela estava mais do que decidida a fazer isso de forma rápida e efetiva. Além disso, algo lhe dizia que encontraria tudo o que ainda precisava encontrar quando aportasse no reino que Alice e o Coelho Branco tanto amavam. E, olha... ela mal podia esperar para mostrar que o sangue semidivino que corria em suas veias não fervia à toa. Era hora de salvar a Floresta Encantada.

~*~

Adendos:

Olá. Então, talvez esta OP nem seja validada devido ao horário da postagem. A postagem original seria feita às 23h56 do dia 20 de maio, mas a internet no meu país Roraima cai com qualquer chuvinha, e, como eu já estava com pressa para postar por ter chegado tarde ao evento, acabei não copiando o texto para postá-lo tão logo quando a internet voltasse. Resultado: voltou apenas cerca de meia hora depois e eu precisei refazer todo o último capítulo. O tempo já tinha passado, mas eu não queria perder a aventura que tinha construído. Talvez tudo isso nem sirva de justificativa para o avaliador, mas eu precisava postar essa OP nem que fosse para manter uma linha de coerência com toda a história vivida pela personagem até aqui. Se houver alguma chance de avaliar, eu agradeço imensamente. Se não tiver, peço que aceitem ao menos como contextualização. Obrigada e perdão por possíveis erros decorrentes da re-escritura.

Missão OP:

Foi realizada a missão OP proposta no tópico Uma Aventura Digna de Conto de Fadas (clique).

Recompensas possíveis:
Athena escreveu:A postagem deve ser feita em forma de One Post e pode gerar no máximo 7.000 XP e Dracmas + 8 Fragmentos e + o pedido, sendo que esse último pode não ser conquistado devido a qualidade da missão. Além disso os valores aqui descritos são de caráter máximo, podendo ser alterados de acordo com a qualidade da postagem.

Pedido: WILLER - Rottweiler (mascote)
Descrição: Filhote de rottweiler de porte grande, preto com detalhes marrons, ainda não é musculoso, mas é ágil e naturalmente forte, especialmente em sua mordida. Tem 3 meses. Não possui o poder especial da consciência, tendo sido uma bênção momentânea recebida para o cumprimento da missão de Silvia em salvar a cidade de Pinocchio.
Personalidade: Willer é muito esperto e alegre, gosta de se sentir livre para fazer o que desejar, mas isso não significa que é indisciplinado. Conquistado por Silvia, tornou-se leal a ela e extremamente protetor, sabendo ser bastante agressivo quando alguém o ameaça ou ameaça sua dona. Ainda assim, é extremamente obediente e só ataca se for ordenado.
Classe: Comum
Tipo: Domesticado
Nível do mascote: 1
HP: 100/100
MP: 100/100
Lealdade: 1

Poderes utilizados:

Nenhum poder utilizado nesta missão.

Itens levados:

• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ] (Presa à cintura, embainhada, na maior parte do tempo; na mão direita quando foi empunhada.)

+ Camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. (Vestindo na maior parte do tempo.)

+ Colar de contas do Acampamento. (No pescoço.)

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.





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Idade : 13
Localização : Chalé de Íris - Acampamento Meio-Sangue

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[RPs] Silvia Royce Empty Re: [RPs] Silvia Royce

Mensagem por Hefesto em Ter Maio 21, 2019 9:25 pm


Silvia Royce

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Recompensa máxima da missão: 8.000 XP e Dracmas + 6 Fragmentos + Habilidade

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 8.000 XP e Dracmas + 6 Fragmentos + Habilidade

comentários:
Mais uma vez pude ler histórias incríveis criadas pela sua mente, Senhorita Royce. Me encanta como você consegue torcer as histórias para criar algo completamente pessoal e extremamente cativante. Porém, infelizmente não poderei considerar seu post contendo a One-Post especial, pois ela foi postada após o prazo, que era a meia-noite do dia 21, no horário de Brasília. Porém, não desanime. Como uma forma de consolação, li seu post inteiro e ele está excepcional. Você pode utilizar essa trama em uma CCFY futura, se assim desejar. No mais, parabéns pelos seus posts.

Atualizado por Hades
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